Grécia Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/grecia/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 22 May 2022 18:58:32 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Grécia Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/grecia/ 32 32 Grécia: dez dias pelas melhores praias, mosteiros e estradas https://www.mudancasconstantes.com/2022/05/08/grecia-dez-dias-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=grecia-dez-dias-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2022/05/08/grecia-dez-dias-itinerario/#respond Sun, 08 May 2022 20:09:19 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=8902 A Grécia, tal como a maioria dos destinos Europeus, não estava na minha lista de prioridades. Com tantas voltas que o Covid trocou, o plano inicial de ir à Geórgia teve de ser cancelado e vimo-nos obrigados a optar por um país com menos casos. A Grécia ganhou por conseguir reunir história, caminhadas e praias numa área relativamente pequena. Este roteiro de dez dias foi feito por nós em oito. É possível fazer em oito dias (cortando algum tempo nas ilhas), mas só se for feito em jeito “sempre a andar”. Todos os dias acordávamos antes das oito e só chegávamos a casa às dez/onze da noite. Vida difícil, eu sei. Aqui vai: Atenas – 1 dia Parece pouco tempo para uma das mais famosas capitais europeias, mas Atenas tem tudo o que é bom concentrado numa zona que se faz perfeitamente a pé. O Partenon, a Free Walking Tour e os bairros mais característico são tudo coisas que não vais querer perder. Podes ler todas as minhas dicas sobre Atenas neste post. Mosteiro Hosios Loukas e Meteora – 2 dias Ver os mosteiros flutuantes de Meteora era a minha prioridade nesta viagem. São definitivamente uma das paisagens mais distintas que o nosso velho continente tem para oferecer. No caminho entre Atenas e Meteora ficámos ainda a conhece um mosteiro extra: o mosteiro Hosios Loukas É preciso fazer um pequeno desvio, mas se tiveres umas duas horas extra, recomendo. Descobre o melhor de Meteora, incluindo uma caminhada épica, neste post. Dica: os mosteiros de Meteora fazem-se relativamente rápido. Se tivesse que refazer esta viagem, teria planeado sair de Meteora a meio do terceiro dia e dormir em Ioanina para tornar o dia de viagem seguinte mais curto e ficar mais tempo em Lefkada. Ioanina e Lefkada – 2 dias Ioanina foi uma paragem de conveniência, mas foi uma oportunidade para descobrir mais uma maravilha geológica, desta vez debaixo de terra. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto procuravam abrigo, foi por acaso que os habitantes daquela região descobriram quilómetros e quilómetros de grutas debaixo dos seus pés. Hoje, as grutas de Ioanina são consideradas as mais impressionantes da Grécia e visitá-las dá uma hora bem passada. Lefkada é uma ilha cheia de praias idílicas onde uma pessoa se sente verdadeiramente de férias! Lê mais sobre as melhores praias da ilha neste post. Kefalonia – 3 dias Kefalonia é uma ilha que tem tudo. Nós só conseguimos passar lá dois dias, mas como tem tanto para ver sugiro três ou quatro! O porquê de Kefalonia ter sido a minha ilha preferida das ilhas Iónicas está neste post. Zakynthos – 2 dias Por fim, Zakynthos, a ilha que se tornou viral pela sua praia com um barco naufragado. Esta ilha é a mais turística e popular “ali da zona”. Para nós um dia bastou, dois dias são uma boa ideia se não quiseres andar sempre a correr. Lê mais sobre Zakynthos, aqui. Uma sugestão final: Acabei a minha viagem à Grécia na ilha de Skiathos e adorei! É uma ilha que muitos casais escolhem como destino de férias, mas eu fui sozinha e foi a cereja no topo do bolo. Podes ler mais sobre Skiathos neste post. Coríntia Antiga – Meio dia No regresso de Zakynthos para Atenas decidimos parar em Coríntia e adorámos. O museu de Coríntia apresenta muito bem a história da região (que nunca mais acaba) e ainda vimos o canal de Coríntia, uma obra-prima da engenharia moderna. Dicas e informações úteis para viajar na Grécia Estradas: As estradas na Grécia não são más. À boa moda de país do sul da Europa, tem muitas autoestradas. Algumas são pagas e funcionam como em Portugal. É só parar e pagar na portagem. Já os Gregos não são os melhores condutores do mundo… Contudo, Atenas é o lugar mais confuso e fora da capital foi sempre fácil de conduzir, sendo que é só deixar os Gregos passar! Limites de velocidade parecem ser só para enfeitar. Alugar carro: Optámos pelo carro mais barato no aluguer do Booking. Calhou-nos um Kia Picanto que coitadinho, era uma coisita assim pequena que não tem muita força, mas deu. O tanque do carro não leva muita gasolina por isso tem cuidado para não teres autonomia para apenas 4 km no meio da auto estrada… Custo do aluguer e companhia: Drive S.A – 372€ com seguro completo (8 dias), a partir do Aeroporto de Atenas. Comida: Para além das pessoas o melhor da Grécia é a comida. Não esperava nada comer tão bem em todo o lado. Há uma grande variedade de alimentos e até os vegetarianos se conseguirão safar na Grécia. Muito peixe, beringelas, queijo feta, tomates e pepinos! Supermercados: Achei os supermercados estranhamente caros quando comparados com os restaurantes. Não sei se foi de andarmos por sítios turísticos, mas quase não nos compensava cozinhar em casa. Marcação de Ferry: Existem várias empresas de ferries que ligam as várias ilhas gregas e não há propriamente um sistema centralizado que te deixe comprar bilhetes para todas. O mais parecido que encontrei foi a plataforma Ferry Hopper. Se não encontrares o teu ferry aqui não quer dizer que não exista, mas vais ter que pesquisar no Google e reservar pelo site da empresa.

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A Grécia, tal como a maioria dos destinos Europeus, não estava na minha lista de prioridades. Com tantas voltas que o Covid trocou, o plano inicial de ir à Geórgia teve de ser cancelado e vimo-nos obrigados a optar por um país com menos casos. A Grécia ganhou por conseguir reunir história, caminhadas e praias numa área relativamente pequena.

Este roteiro de dez dias foi feito por nós em oito. É possível fazer em oito dias (cortando algum tempo nas ilhas), mas só se for feito em jeito “sempre a andar”. Todos os dias acordávamos antes das oito e só chegávamos a casa às dez/onze da noite. Vida difícil, eu sei.

Aqui vai:

Atenas – 1 dia

Parece pouco tempo para uma das mais famosas capitais europeias, mas Atenas tem tudo o que é bom concentrado numa zona que se faz perfeitamente a pé.

O Partenon, a Free Walking Tour e os bairros mais característico são tudo coisas que não vais querer perder. Podes ler todas as minhas dicas sobre Atenas neste post.


Mosteiro Hosios Loukas e Meteora – 2 dias

Ver os mosteiros flutuantes de Meteora era a minha prioridade nesta viagem. São definitivamente uma das paisagens mais distintas que o nosso velho continente tem para oferecer. No caminho entre Atenas e Meteora ficámos ainda a conhece um mosteiro extra: o mosteiro Hosios Loukas

É preciso fazer um pequeno desvio, mas se tiveres umas duas horas extra, recomendo.

Descobre o melhor de Meteora, incluindo uma caminhada épica, neste post.

Dica: os mosteiros de Meteora fazem-se relativamente rápido. Se tivesse que refazer esta viagem, teria planeado sair de Meteora a meio do terceiro dia e dormir em Ioanina para tornar o dia de viagem seguinte mais curto e ficar mais tempo em Lefkada.


Ioanina e Lefkada – 2 dias

Ioanina foi uma paragem de conveniência, mas foi uma oportunidade para descobrir mais uma maravilha geológica, desta vez debaixo de terra. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto procuravam abrigo, foi por acaso que os habitantes daquela região descobriram quilómetros e quilómetros de grutas debaixo dos seus pés. Hoje, as grutas de Ioanina são consideradas as mais impressionantes da Grécia e visitá-las dá uma hora bem passada.

Lefkada é uma ilha cheia de praias idílicas onde uma pessoa se sente verdadeiramente de férias! Lê mais sobre as melhores praias da ilha neste post.


Kefalonia – 3 dias

Kefalonia é uma ilha que tem tudo. Nós só conseguimos passar lá dois dias, mas como tem tanto para ver sugiro três ou quatro!

O porquê de Kefalonia ter sido a minha ilha preferida das ilhas Iónicas está neste post.


Zakynthos – 2 dias

Por fim, Zakynthos, a ilha que se tornou viral pela sua praia com um barco naufragado. Esta ilha é a mais turística e popular “ali da zona”. Para nós um dia bastou, dois dias são uma boa ideia se não quiseres andar sempre a correr. Lê mais sobre Zakynthos, aqui.

Uma sugestão final: Acabei a minha viagem à Grécia na ilha de Skiathos e adorei! É uma ilha que muitos casais escolhem como destino de férias, mas eu fui sozinha e foi a cereja no topo do bolo. Podes ler mais sobre Skiathos neste post.

Coríntia Antiga – Meio dia

No regresso de Zakynthos para Atenas decidimos parar em Coríntia e adorámos. O museu de Coríntia apresenta muito bem a história da região (que nunca mais acaba) e ainda vimos o canal de Coríntia, uma obra-prima da engenharia moderna.


Dicas e informações úteis para viajar na Grécia

Estradas: As estradas na Grécia não são más. À boa moda de país do sul da Europa, tem muitas autoestradas. Algumas são pagas e funcionam como em Portugal. É só parar e pagar na portagem.

os Gregos não são os melhores condutores do mundo… Contudo, Atenas é o lugar mais confuso e fora da capital foi sempre fácil de conduzir, sendo que é só deixar os Gregos passar! Limites de velocidade parecem ser só para enfeitar.

Alugar carro: Optámos pelo carro mais barato no aluguer do Booking. Calhou-nos um Kia Picanto que coitadinho, era uma coisita assim pequena que não tem muita força, mas deu. O tanque do carro não leva muita gasolina por isso tem cuidado para não teres autonomia para apenas 4 km no meio da auto estrada…

Custo do aluguer e companhia: Drive S.A – 372€ com seguro completo (8 dias), a partir do Aeroporto de Atenas.

Comida: Para além das pessoas o melhor da Grécia é a comida. Não esperava nada comer tão bem em todo o lado. Há uma grande variedade de alimentos e até os vegetarianos se conseguirão safar na Grécia. Muito peixe, beringelas, queijo feta, tomates e pepinos!

Supermercados: Achei os supermercados estranhamente caros quando comparados com os restaurantes. Não sei se foi de andarmos por sítios turísticos, mas quase não nos compensava cozinhar em casa.

Marcação de Ferry: Existem várias empresas de ferries que ligam as várias ilhas gregas e não há propriamente um sistema centralizado que te deixe comprar bilhetes para todas. O mais parecido que encontrei foi a plataforma Ferry Hopper. Se não encontrares o teu ferry aqui não quer dizer que não exista, mas vais ter que pesquisar no Google e reservar pelo site da empresa.

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Skiathos: Embrulhada em Pinheiros https://www.mudancasconstantes.com/2022/02/27/skiathos-grecia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=skiathos-grecia https://www.mudancasconstantes.com/2022/02/27/skiathos-grecia/#respond Sun, 27 Feb 2022 22:15:54 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=8532 “Primeira vez em Skiathos?” Foi a pergunta que mais vezes me fizeram durante a minha estadia na ilha. Eventualmente percebi porquê. Skiathos é a uma ilha a que se volta. Depois de uma semana intensa que começou em Atenas, passou por Meteora e acabou nas Ilhas Jónicas, restavam-me dois dias sozinha na Grécia e havia que encontrar a melhor forma dos preencher. Escolher UMA ilha não foi tarefa fácil, mas um voo directo de Skiathos para London City convenceu-me e a minha última ilha foi escolhida pela conveniência da volta, mas não da ida! Para chegar a Skiathos a partir de Atenas há duas opções: voo ou autocarro mais ferry. Como as horas do voo não eram as melhores, lá apanhei um autocarro que chegou à uma da manhã a Volos, onde dormi umas horas, e apanhei o ferry que me levaria até esta ilha verdejante. Os dois dias que tinha em Skiathos iam ser para acabar com o que restava da minha energia. Assim que cheguei ao hotel, descarreguei a mochila e fiz-me à estrada: os melhores trilhos e praias de Skiathos estavam à minha espera. Verde com verde Os autocarros em Skiathos são parecidos com os da Carris, aparecem quando lhes apetece. Na paragem iam-se acumulando turistas que consultavam os horários impressos e os seus relógios. A maioria deles, do Norte da Europa, pareciam confusos com o atraso. Eventualmente o autocarro lá veio, pagamentos só em dinheiro, e lá fomos nós, qual excursão do INATEL. O meu destino ficava quase na última paragem e ao pôr o pé fora do autocarro deparo-me com um mar de pinhais. Com um pequeno guia de caminhadas e o Google Maps na mão e podcasts nos ouvidos, comecei a desbravar caminho para conhecer algumas das melhores praias da ilha. O tempo não estava no seu melhor, mas ninguém precisa de 30 graus e sol para fazer quilómetros e quilómetros a pé. A Mandraki Beach é de fácil acesso a partir da estrada principal e é bastante comprida. No fim da praia há um género de mini-península que a liga à Elia Beach. É possível chegar-se lá a pé, a partir da praia, mas tens que te meter por uns caminhos não indicados (não é difícil). Praias secretas e pilinhas livres A partir daí voltei ao caminho principal encontrei algumas das vistas mais bonitas que Skiathos tem para oferecer. Sempre pela costa, passando pela praia Krifi Ammos e Agia Eleni, as cores do mar e dos pinheiros vão-se transformando a cada passo. De vez em quando passava uma mota ou carro por mim, mas não me pareceu que os pés fossem o principal método de transporte de quem visita Skiathos. Ao descer para as últimas duas praias penso “vou aqui para descansar e ir ao banho”. Ao aproximar-me da praia começo a perceber que há algo que não está bem… Toda a gente estava nua! Deve ser por isso que no Google Maps esta praia nem nome em inglês tem. Entre o choque e o divertimento, tentei ver discretamente no telemóvel como sair dali e percebi que, depois de umas rochas, havia uma outra praia onde talvez me pudesse refugiar. Assim foi! Mal passei as rochas percebi que tinha encontrado o “meu sítio” em Skiathos. Tudo à minha volta era verde, incluindo a água. As pessoas na praia contavam-se pelos dedos e como estava abrigada do vento a água morna chamava por mim. Penso que até pelas brazas passei na Paralia Mpanana. “Estás sozinha?!” A fome obrigou-me a levantar o rabo e ir procurar almoço, ao começar a andar até à entrada oficial da praia apercebi-me por que é que aquela praia era tão boa: estava na praia dos ricos! Tinha passado as últimas horas na pequena parte não concessionada de uma praia de um resort de luxo. A praia em si não é privada, mas está dentro do complexo “NEST Suite”, um dos mais exclusivos da ilha. As minha botas de caminhada e roupas maltrapilhas atraíram alguns olhares de “esta não pertence aqui”, mas ninguém correu comigo. A vila mais perto chama-se Koukounaires e é onde podes encontrar refeições a preços decentes. Eu acabei no “Under the Pine Tree” a comer uma porção suficiente para duas ou três pessoas. Toda a gente fica fascinada com uma mulher a viajar sozinha em Skiathos. É claramente um destino de casais, tal como a maioria das ilhas gregas. Inevitavelmente os empregados metem conversa e fiquei a saber que, a partir de Outubro, tudo fecha em Skiathos e que a maioria do staff ali são estudantes universitários em Atenas a fazer uns trocos no Verão. Calorias repostas, fiz mais uns quilómetros pela estrada que me levaria até ao centro de Skiathos. Quando a estrada começou a afastar-se do mar decidi apanhar o autocarro de volta e que aventura que foi, parecia que estava no Sri Lanka. O autocarro cheio, o senhor que recolhia o dinheiro aos passageiros era um género de animador turístico e as pessoas só se riam. Chamava-me princesa e fez de um nadador-salvador o meu par (eles têm alergia a mulheres sem homens ao lado). Foi uma festa! Em busca da essência de Skiathos A falta de sono dos dias anteriores finalmente apoderou-se de mim a minha primeira noite em Skiathos não foi a mais entusiasmante. Descobri que os vizinhos do quarto ao lado do meu viajam para Skiathos todos os anos e ficam naquele hotel porque adoram ver os aviões a aterrar. Uma das atracções da ilha é a pista de aterragem que está mesmo em cima do centro da vila. Um espectáculo gratuito para os turistas que ali passam. Mesmo com o meu medo a andar de avião tenho que admitir que é bastante giro e a minha varanda era como um camarote de luxo. Na manhã do meu último dia completo em Skiathos acordei bem cedo para ir explorar as tradicionais ruas do centro. Casas brancas, um toque de azul e muitos gatos vadios caracterizam o lado mais castiço da ilha. Um pouco por sorte fui dar à Paralia Plakes onde encontrei o cantinho mais bonito de Skiathos. Não lhe posso chamar uma praia, mas este abençoado bocado de rochas tem uma água limpíssima e forma uma baía muito pitoresca. Não querendo chegar atrasada, regressei ao porto de Skiathos em passo rápido, por que o melhor dia da viagem à Grécia estava prestes a começar. Mamma Mia! Não foram precisas muitas horas de pesquisa para perceber que havia UMA coisa que tinha mesmo que fazer em Skiathos: um passeio de veleiro pelas ilhas vizinhas. Uma dessas ilhas (a mais bonita) chama-se Skopelos e ficou famosa por ser o cenário do filme Mamma Mia. É nestas alturas que o TripAdvisor vem ao nosso auxílio e nos mostra qual é a melhor tour disponível. As três tours mais votadas pareciam todas boas, mas consegui lugar na “número 1”, Go4Sailing, e nesse dia percebi o porquê de todas as reviews serem cinco estrelas (o que até parece suspeito!). Às dez da manhã onze turistas (eu não tinha par!) juntaram-se à beira do veleiro do capitão Theo. Apresentações feitas, estávamos prontos para passar um dia no mar. O passeio conta com quatro paragens, muitos mergulhos e um pôr-do-sol fenomenal. A tal ilha de Skopelos, onde parámos para nadar e almoçar, é algo de outro mundo. Tanto a ilha como a água são de um verde vibrante e muitas das praias só são acessíveis por mar. Um paraíso, portanto! Contudo, o que marca mesmo a diferença nesta viagem é o capitão. O capitão Theo não é só capitão: ele limpa o barco, arranja-o, cozinha (o almoço foi um autêntico banquete), é DJ e tudo mais que possas imaginar. Num mundo em que estamos completamente dependentes dos nossos ecrãs, o Theo só olha para o telemóvel quando tem pessoas a querer marcar tours. Um verdadeiro nómada não digital. O meu lugar preferido do dia foi um “aquário selvagem” que visitámos. Uma gruta de fácil acesso perfeita para snorkeling, com uma quantidade de vida marinha espectacular. Quando o nosso tempo juntos estava a chegar ao fim e tínhamos perdido a esperança de um bom pôr do sol por causa das nuvens, a Grécia surpreende por uma última vez e deslumbra-nos com as suas cores. A tour em 2021 custava 80€ por pessoa e inclui almoço, bebidas (incluindo cerveja e vinho) e fruta. Esta tour é a que dura mais tempo e o Theo adapta-se aos seus convidados. Nós voltámos a terra por volta das 19:30. Se tiveres que escolher uma coisa para fazer em Skiathos, este passeio é a decisão certa. Banhos e despedidas A beleza de viajar sozinha é a facilidade com que se conhece pessoas. Passei a noite a conversar com uma rapariga inglesa do meu hotel que tinha ficado “presa” em Skiathos por ter apanhado Covid. Entretanto já conhecia toda a gente da ilha, incluindo os donos dos restaurantes e bares que nos acolheram como velhas amigas. Na minhas últimas horas em Skiathos fui trabalhar para o bronze e nadar na Paralia Megali Ammos que bem cedo não está demasiado cheia. Afinal, umas horas depois estaria em Londres e tinha que apanhar todos os raios de sol possíveis. Skiathos foi uma decisão espontânea e acabou por se tornar num dos meus lugares preferidos na Grécia. Como todas as pessoas que por lá passam, espero voltar um dia. Dicas rápidas: Alojamento: Tratei a minha viagem a Skiathos como uma prenda de aniversário para mim mesmo e decidi ficar num hotel um bocadinho mais jeitoso que o normal. O Hotel Babis tem o staff mais dedicado e atencioso da Grécia e uma vista maravilhosa, especialmente do último andar. Recomendo a 100%. Restaurantes: Como fui a Skiathos no fim da minha viagem à Grécia, já não me apetecia muito ir a restaurantes. Contudo, recomendaram-me dois que vale a pena experimentar (talvez tenhas que marcar). Mesogia Taverna e Mouragia. Se quiseres peixe fresco, experimenta a Akrogiali Tavern. Guia de caminhadas: Adoro fazer longas caminhadas quando viajo sozinha e Skiathos não foi excepção. Comprei este livro num quiosque no centro da vila e só tive pena de não ter tido mais tempo para explorar os outros trilhos recomendados. Lalaria Beach: Esta praia está no “top” de lugares a visitar em Skiathos. Só é acesível de barco e as excursões duram cerca de quatro horas. É uma praia muito diferente das outras na ilha, mas muito semelhante às que já tinha visto nas ilhas Jónicas. Se tiveres orçamento para isso recomendaria ou ir num barco privado ou numa tour que saia bem cedo para evitar as multidões. Mosteiro e praias de difícil acesso: alugando uma mota ou um carro há muito mais para explorar em Skiathos. Abre o Google Maps e começa a explorar!

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“Primeira vez em Skiathos?” Foi a pergunta que mais vezes me fizeram durante a minha estadia na ilha. Eventualmente percebi porquê. Skiathos é a uma ilha a que se volta.

Depois de uma semana intensa que começou em Atenas, passou por Meteora e acabou nas Ilhas Jónicas, restavam-me dois dias sozinha na Grécia e havia que encontrar a melhor forma dos preencher. Escolher UMA ilha não foi tarefa fácil, mas um voo directo de Skiathos para London City convenceu-me e a minha última ilha foi escolhida pela conveniência da volta, mas não da ida!

Para chegar a Skiathos a partir de Atenas há duas opções: voo ou autocarro mais ferry. Como as horas do voo não eram as melhores, lá apanhei um autocarro que chegou à uma da manhã a Volos, onde dormi umas horas, e apanhei o ferry que me levaria até esta ilha verdejante.

Os dois dias que tinha em Skiathos iam ser para acabar com o que restava da minha energia. Assim que cheguei ao hotel, descarreguei a mochila e fiz-me à estrada: os melhores trilhos e praias de Skiathos estavam à minha espera.

Verde com verde

Os autocarros em Skiathos são parecidos com os da Carris, aparecem quando lhes apetece. Na paragem iam-se acumulando turistas que consultavam os horários impressos e os seus relógios. A maioria deles, do Norte da Europa, pareciam confusos com o atraso.

Eventualmente o autocarro lá veio, pagamentos só em dinheiro, e lá fomos nós, qual excursão do INATEL. O meu destino ficava quase na última paragem e ao pôr o pé fora do autocarro deparo-me com um mar de pinhais.

Com um pequeno guia de caminhadas e o Google Maps na mão e podcasts nos ouvidos, comecei a desbravar caminho para conhecer algumas das melhores praias da ilha. O tempo não estava no seu melhor, mas ninguém precisa de 30 graus e sol para fazer quilómetros e quilómetros a pé.

A Mandraki Beach é de fácil acesso a partir da estrada principal e é bastante comprida. No fim da praia há um género de mini-península que a liga à Elia Beach. É possível chegar-se lá a pé, a partir da praia, mas tens que te meter por uns caminhos não indicados (não é difícil).

Praias secretas e pilinhas livres

A partir daí voltei ao caminho principal encontrei algumas das vistas mais bonitas que Skiathos tem para oferecer. Sempre pela costa, passando pela praia Krifi Ammos e Agia Eleni, as cores do mar e dos pinheiros vão-se transformando a cada passo. De vez em quando passava uma mota ou carro por mim, mas não me pareceu que os pés fossem o principal método de transporte de quem visita Skiathos.

Ao descer para as últimas duas praias penso “vou aqui para descansar e ir ao banho”. Ao aproximar-me da praia começo a perceber que há algo que não está bem… Toda a gente estava nua! Deve ser por isso que no Google Maps esta praia nem nome em inglês tem.

Entre o choque e o divertimento, tentei ver discretamente no telemóvel como sair dali e percebi que, depois de umas rochas, havia uma outra praia onde talvez me pudesse refugiar. Assim foi! Mal passei as rochas percebi que tinha encontrado o “meu sítio” em Skiathos. Tudo à minha volta era verde, incluindo a água. As pessoas na praia contavam-se pelos dedos e como estava abrigada do vento a água morna chamava por mim. Penso que até pelas brazas passei na Paralia Mpanana.


“Estás sozinha?!”

A fome obrigou-me a levantar o rabo e ir procurar almoço, ao começar a andar até à entrada oficial da praia apercebi-me por que é que aquela praia era tão boa: estava na praia dos ricos! Tinha passado as últimas horas na pequena parte não concessionada de uma praia de um resort de luxo. A praia em si não é privada, mas está dentro do complexo “NEST Suite”, um dos mais exclusivos da ilha. As minha botas de caminhada e roupas maltrapilhas atraíram alguns olhares de “esta não pertence aqui”, mas ninguém correu comigo.

A vila mais perto chama-se Koukounaires e é onde podes encontrar refeições a preços decentes. Eu acabei no “Under the Pine Tree” a comer uma porção suficiente para duas ou três pessoas. Toda a gente fica fascinada com uma mulher a viajar sozinha em Skiathos. É claramente um destino de casais, tal como a maioria das ilhas gregas. Inevitavelmente os empregados metem conversa e fiquei a saber que, a partir de Outubro, tudo fecha em Skiathos e que a maioria do staff ali são estudantes universitários em Atenas a fazer uns trocos no Verão.

Calorias repostas, fiz mais uns quilómetros pela estrada que me levaria até ao centro de Skiathos. Quando a estrada começou a afastar-se do mar decidi apanhar o autocarro de volta e que aventura que foi, parecia que estava no Sri Lanka. O autocarro cheio, o senhor que recolhia o dinheiro aos passageiros era um género de animador turístico e as pessoas só se riam. Chamava-me princesa e fez de um nadador-salvador o meu par (eles têm alergia a mulheres sem homens ao lado). Foi uma festa!

Em busca da essência de Skiathos

A falta de sono dos dias anteriores finalmente apoderou-se de mim a minha primeira noite em Skiathos não foi a mais entusiasmante. Descobri que os vizinhos do quarto ao lado do meu viajam para Skiathos todos os anos e ficam naquele hotel porque adoram ver os aviões a aterrar.

Uma das atracções da ilha é a pista de aterragem que está mesmo em cima do centro da vila. Um espectáculo gratuito para os turistas que ali passam. Mesmo com o meu medo a andar de avião tenho que admitir que é bastante giro e a minha varanda era como um camarote de luxo.

Na manhã do meu último dia completo em Skiathos acordei bem cedo para ir explorar as tradicionais ruas do centro. Casas brancas, um toque de azul e muitos gatos vadios caracterizam o lado mais castiço da ilha.

Um pouco por sorte fui dar à Paralia Plakes onde encontrei o cantinho mais bonito de Skiathos. Não lhe posso chamar uma praia, mas este abençoado bocado de rochas tem uma água limpíssima e forma uma baía muito pitoresca.

Não querendo chegar atrasada, regressei ao porto de Skiathos em passo rápido, por que o melhor dia da viagem à Grécia estava prestes a começar.

Mamma Mia!

Não foram precisas muitas horas de pesquisa para perceber que havia UMA coisa que tinha mesmo que fazer em Skiathos: um passeio de veleiro pelas ilhas vizinhas. Uma dessas ilhas (a mais bonita) chama-se Skopelos e ficou famosa por ser o cenário do filme Mamma Mia.

É nestas alturas que o TripAdvisor vem ao nosso auxílio e nos mostra qual é a melhor tour disponível. As três tours mais votadas pareciam todas boas, mas consegui lugar na “número 1”, Go4Sailing, e nesse dia percebi o porquê de todas as reviews serem cinco estrelas (o que até parece suspeito!). Às dez da manhã onze turistas (eu não tinha par!) juntaram-se à beira do veleiro do capitão Theo. Apresentações feitas, estávamos prontos para passar um dia no mar.

O passeio conta com quatro paragens, muitos mergulhos e um pôr-do-sol fenomenal. A tal ilha de Skopelos, onde parámos para nadar e almoçar, é algo de outro mundo. Tanto a ilha como a água são de um verde vibrante e muitas das praias só são acessíveis por mar. Um paraíso, portanto!

Contudo, o que marca mesmo a diferença nesta viagem é o capitão. O capitão Theo não é só capitão: ele limpa o barco, arranja-o, cozinha (o almoço foi um autêntico banquete), é DJ e tudo mais que possas imaginar. Num mundo em que estamos completamente dependentes dos nossos ecrãs, o Theo só olha para o telemóvel quando tem pessoas a querer marcar tours. Um verdadeiro nómada não digital.

O meu lugar preferido do dia foi um “aquário selvagem” que visitámos. Uma gruta de fácil acesso perfeita para snorkeling, com uma quantidade de vida marinha espectacular. Quando o nosso tempo juntos estava a chegar ao fim e tínhamos perdido a esperança de um bom pôr do sol por causa das nuvens, a Grécia surpreende por uma última vez e deslumbra-nos com as suas cores.

A tour em 2021 custava 80€ por pessoa e inclui almoço, bebidas (incluindo cerveja e vinho) e fruta. Esta tour é a que dura mais tempo e o Theo adapta-se aos seus convidados. Nós voltámos a terra por volta das 19:30. Se tiveres que escolher uma coisa para fazer em Skiathos, este passeio é a decisão certa.

Banhos e despedidas

A beleza de viajar sozinha é a facilidade com que se conhece pessoas. Passei a noite a conversar com uma rapariga inglesa do meu hotel que tinha ficado “presa” em Skiathos por ter apanhado Covid. Entretanto já conhecia toda a gente da ilha, incluindo os donos dos restaurantes e bares que nos acolheram como velhas amigas.

Na minhas últimas horas em Skiathos fui trabalhar para o bronze e nadar na Paralia Megali Ammos que bem cedo não está demasiado cheia. Afinal, umas horas depois estaria em Londres e tinha que apanhar todos os raios de sol possíveis.

Skiathos foi uma decisão espontânea e acabou por se tornar num dos meus lugares preferidos na Grécia. Como todas as pessoas que por lá passam, espero voltar um dia.

Dicas rápidas:

Alojamento: Tratei a minha viagem a Skiathos como uma prenda de aniversário para mim mesmo e decidi ficar num hotel um bocadinho mais jeitoso que o normal. O Hotel Babis tem o staff mais dedicado e atencioso da Grécia e uma vista maravilhosa, especialmente do último andar. Recomendo a 100%.

Restaurantes: Como fui a Skiathos no fim da minha viagem à Grécia, já não me apetecia muito ir a restaurantes. Contudo, recomendaram-me dois que vale a pena experimentar (talvez tenhas que marcar). Mesogia Taverna e Mouragia. Se quiseres peixe fresco, experimenta a Akrogiali Tavern.

Guia de caminhadas: Adoro fazer longas caminhadas quando viajo sozinha e Skiathos não foi excepção. Comprei este livro num quiosque no centro da vila e só tive pena de não ter tido mais tempo para explorar os outros trilhos recomendados.

Lalaria Beach: Esta praia está no “top” de lugares a visitar em Skiathos. Só é acesível de barco e as excursões duram cerca de quatro horas. É uma praia muito diferente das outras na ilha, mas muito semelhante às que já tinha visto nas ilhas Jónicas. Se tiveres orçamento para isso recomendaria ou ir num barco privado ou numa tour que saia bem cedo para evitar as multidões.

Mosteiro e praias de difícil acesso: alugando uma mota ou um carro há muito mais para explorar em Skiathos. Abre o Google Maps e começa a explorar!

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Zakynthos: azul mais azul não há https://www.mudancasconstantes.com/2022/02/17/zakynthos-um-dia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=zakynthos-um-dia https://www.mudancasconstantes.com/2022/02/17/zakynthos-um-dia/#comments Thu, 17 Feb 2022 19:16:23 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=8471 Mykonos e Santorini sempre foram as galinhas dos ovos de ouro da Grécia, mas o Instagram trouxe Zakynthos para a competição. A sua icónica praia entre as rochas, inacessível por terra, com um navio naufragado é a principal razão para esta fama repentina. Contudo, deixa-me que te diga que há outros lugares muito mais impressionantes e muito menos lotados em Zakynthos. Zakynthos foi a última das “Ionian Islands” que visitámos e só tínhamos um dia para a explorar.  Não era ideal, mas depois de passarmos o teste de eficácia em Lefkada e Kefalonia estávamos prontos para o desafio final. Assim que desembarcámos do ferry saímos disparados à primeira atracção do dia, as Blue Caves, que mesmo às oito e pouco da manhã já começavam a ter movimento. Blue Caves: Azul Piscina Como galinha de ovos d’ouro que é, Zakynthos está preparada para receber turistas em massa. Se queres ver uma atracção, há uma forma fácil de lá chegar. As Blue Caves, ou Grutas Azuis, estão no nordeste da ilha e são um conjunto de formações rochosas só acessíveis de barco. O nome “Blue Caves” vem da forma como água ali reflecte a luz, adquirindo uma cor que só deveria ser possível com corantes. Tendo feito alguma pesquisar sobre a melhor foma de ver as grutas, descobri as Potamitisbros Boat Trips. Como só queríamos ver a grutas (dispensámos a Paralia Navagio) só nos custou 10€ cada. A tour é muito curta, máximo 30 minutos, com uma paragem para nadar. Não vou dizer que foi a melhor experiência da minha vida, mas cumpre os mínimos olímpicos e se tens pouco tempo como nós é sem dúvida um boa opção. Os barcos estão sempre a sair. Para uma experiência mais divertida e interessante podes fazer estas grutas de kayak! Xigia Sulfur Beaches: Azul Celeste Nas ilhas gregas as praias brotam que nem cogumelos e há sempre uma pelo caminho. Como o nome indica estas praias não têm o cheiro mais apelativo, mas não deixam de ser boas para um mergulho refrescante. Sendo eu algo alérgica a multidões, optei pela mini praia da direita que não tinha ninguém às nove da manhã. Mergulho dado, pele seca, voltámos à estrada para atravessarmos para a mais longa viagem do dia até ao outro lado da ilha. Myzḗthres: Azul Turquesa De todos os “azuis” the Zakynthos, este é o mais impressionante. É daqueles lugares que um dia terá barreiras de segurança para que os turistas não se matem a tirar fotografias, mas até lá vale muito a pena. Há dois “miradouros” um mais oficial que o outro. O primeiro é muito perto do parque de estacionamento, o segundo implica uma curta e fácil caminhada de cinco ou dez minutos. As direcções são um pouco confusas e o parque de estacionamento (é um descampado) fica perto de um ponto que podes encontrar no Google como “The largest Greek flag in the World”. A partir daí é seguir as pessoas! Antes de seguirmos para a próxima paragem, precisávamos de almoçar e foi precisamente isso que fizemos na Taverna Argonaftes. Vista mar, comida preparada com amor e carinho num ambiente familiar, posso recomendar este pequeno restaurante, mas aviso já que não é muito rápido. Korakonissi: Azul Tiffany Não há nada como encontrar lugares por acaso que ultrapassam todas as tuas expectativas. Foi o caso da “praia” Korakonissi (os Gregos realmente têm jeito para nomes…). Creio que não lhe posso chamar praia já que areia nem vê-la, mas esta entrada de mar faz umas belas piscinas naturais que concentram peixinhos e outras formas de vida aquática. Nas ilhas gregas é imperativo andar sempre com sapatos para a água. As rochas são muito bonitas, mas pouco confortáveis e uma pessoa escusa de fazer aquelas figuras ridículas quando tenta sair da água num chão só de pedras. Se estás à procura de um sítio especial em Zakynthos, “this is it!” Porto Limnionas Beach: Azul Profundo Já nas horas finais do dia parámos no Porto Limnionas. Maior e mais popular que Korakonissi, fiquei contente por termos eleito a “praia” anterior como lugar para tomar banho. Porto Limnionas tem bar, café, espreguiçadeiras e um ambiente mais festivo. Um lugar que merece uma paragem fotográfica e talvez um mergulho! Paralia Navagio: Azul Royal Tinha chegado a hora de visitar o lugar que pôs Zakynthos no mapa: a praia do navio naufragado. O acesso à praia em si só é possível de barco, mas há um miradouro não oficial que tem uma vista magnífica sobre esta praia. A melhor altura do dia para ver a praia Navagio é definitivamente ao meio-dia quando as cores da água estão no seu exponente máximo. Contudo, com grandes vistas vêm grandes multidões. Por essa razão decidimos ir a este miradouro perto do pôr do sol quando a praia e água já tinham sido engolidas pelas sombras. Claro que não tínhamos o miradouro só para nós, mas penso que foi uma boa decisão. Para as melhores vistas vais ter que ir pelas rochas até ao fim do precipício. Não sei quanto mais tempo este miradouro vai estar acessível uma vez que já caíram de lá duas pessoas. Até lá, vale a pena visitar com cuidado!    Filippoi Beach: Azul Marinho Durante as nossas férias na Grécia iniciamos uma tradição de tomar sempre um banho ao pôr do sol. Sendo esta a última oportunidade do meu amigo de o fazer (eu ainda ia para Skiathos a seguir) a tradição tinha que ser cumprida. Saquei do Google Maps e encontrei esta praia que satisfazia os nossos requisitos. Quando lá chegámos éramos os únicos. Uma baía com água limpa e apetecível, mesmo sem sol. Foi também neste lugar, na estrada que dá acesso à praia, que vimos mais um pôr do sol magnífico para fechar o dia. Dicas Rápidas e Figos Maduros: “Cafe snack bar restaurants Nintri”: Não precisávamos de mais provas sobre a gentileza e simpatia dos gregos, mas tivemo-las na mesma. Como ficámos num alojamento no meio do nada, começámos a procurar no Google Maps restaurantes na região. Encontrámos o Nintri por acaso, um dos poucos restaurantes abertos ali na zona. A comida era muito boa e barata e no fim quando fomos pagar os donos dos restaurante deram-nos uns figos para sobremesa. Fiquei tão contente que eles correram logo para o frigorífico para nos dar mais. Saímos de lá com um bom saco de figos e com um grande sorriso! Alojamento: Ficámos neste Airbnb, mais pelo preço do que outra coisa. Foi o maior lugar onde ficámos, duas camas de casal e numa zona muito sossegada. Apesar do dono não falar inglês e de sermos recebidos pelos pais dele cujo inglês também é nulo, isso não afectou nada a nossa estadia que durou apenas algumas horas. Kefalonia – Zakynthos: Lê as dicas deste post. Zkaynthos – Continente: Usámos a Levante Ferries para fazer a viagem que liga Zakynthos a Kylini, no continente. Marquei os bilhetes através da Ferry Hoper. Se fizeres o mesmo podes levantá-los no porto, mesmo onde os barcos partem, com a tua referência. O preço para dois adultos com carro são 56€, só ida.

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Mykonos e Santorini sempre foram as galinhas dos ovos de ouro da Grécia, mas o Instagram trouxe Zakynthos para a competição. A sua icónica praia entre as rochas, inacessível por terra, com um navio naufragado é a principal razão para esta fama repentina. Contudo, deixa-me que te diga que há outros lugares muito mais impressionantes e muito menos lotados em Zakynthos.

Zakynthos foi a última das “Ionian Islands” que visitámos e só tínhamos um dia para a explorar.  Não era ideal, mas depois de passarmos o teste de eficácia em Lefkada e Kefalonia estávamos prontos para o desafio final.

Assim que desembarcámos do ferry saímos disparados à primeira atracção do dia, as Blue Caves, que mesmo às oito e pouco da manhã já começavam a ter movimento.

Blue Caves: Azul Piscina

Como galinha de ovos d’ouro que é, Zakynthos está preparada para receber turistas em massa. Se queres ver uma atracção, há uma forma fácil de lá chegar. As Blue Caves, ou Grutas Azuis, estão no nordeste da ilha e são um conjunto de formações rochosas só acessíveis de barco. O nome “Blue Caves” vem da forma como água ali reflecte a luz, adquirindo uma cor que só deveria ser possível com corantes.

Tendo feito alguma pesquisar sobre a melhor foma de ver as grutas, descobri as Potamitisbros Boat Trips. Como só queríamos ver a grutas (dispensámos a Paralia Navagio) só nos custou 10€ cada.

A tour é muito curta, máximo 30 minutos, com uma paragem para nadar. Não vou dizer que foi a melhor experiência da minha vida, mas cumpre os mínimos olímpicos e se tens pouco tempo como nós é sem dúvida um boa opção. Os barcos estão sempre a sair.

Para uma experiência mais divertida e interessante podes fazer estas grutas de kayak!

Xigia Sulfur Beaches: Azul Celeste

Nas ilhas gregas as praias brotam que nem cogumelos e há sempre uma pelo caminho. Como o nome indica estas praias não têm o cheiro mais apelativo, mas não deixam de ser boas para um mergulho refrescante.


Sendo eu algo alérgica a multidões, optei pela mini praia da direita que não tinha ninguém às nove da manhã. Mergulho dado, pele seca, voltámos à estrada para atravessarmos para a mais longa viagem do dia até ao outro lado da ilha.

Myzḗthres: Azul Turquesa

De todos os “azuis” the Zakynthos, este é o mais impressionante. É daqueles lugares que um dia terá barreiras de segurança para que os turistas não se matem a tirar fotografias, mas até lá vale muito a pena. Há dois “miradouros” um mais oficial que o outro. O primeiro é muito perto do parque de estacionamento, o segundo implica uma curta e fácil caminhada de cinco ou dez minutos.

As direcções são um pouco confusas e o parque de estacionamento (é um descampado) fica perto de um ponto que podes encontrar no Google como “The largest Greek flag in the World”. A partir daí é seguir as pessoas!

Antes de seguirmos para a próxima paragem, precisávamos de almoçar e foi precisamente isso que fizemos na Taverna Argonaftes. Vista mar, comida preparada com amor e carinho num ambiente familiar, posso recomendar este pequeno restaurante, mas aviso já que não é muito rápido.


Korakonissi: Azul Tiffany

Não há nada como encontrar lugares por acaso que ultrapassam todas as tuas expectativas. Foi o caso da “praia” Korakonissi (os Gregos realmente têm jeito para nomes…). Creio que não lhe posso chamar praia já que areia nem vê-la, mas esta entrada de mar faz umas belas piscinas naturais que concentram peixinhos e outras formas de vida aquática.

Nas ilhas gregas é imperativo andar sempre com sapatos para a água. As rochas são muito bonitas, mas pouco confortáveis e uma pessoa escusa de fazer aquelas figuras ridículas quando tenta sair da água num chão só de pedras.


Se estás à procura de um sítio especial em Zakynthos, “this is it!”


Porto Limnionas Beach: Azul Profundo

Já nas horas finais do dia parámos no Porto Limnionas. Maior e mais popular que Korakonissi, fiquei contente por termos eleito a “praia” anterior como lugar para tomar banho. Porto Limnionas tem bar, café, espreguiçadeiras e um ambiente mais festivo. Um lugar que merece uma paragem fotográfica e talvez um mergulho!

Paralia Navagio: Azul Royal

Tinha chegado a hora de visitar o lugar que pôs Zakynthos no mapa: a praia do navio naufragado. O acesso à praia em si só é possível de barco, mas há um miradouro não oficial que tem uma vista magnífica sobre esta praia.

A melhor altura do dia para ver a praia Navagio é definitivamente ao meio-dia quando as cores da água estão no seu exponente máximo. Contudo, com grandes vistas vêm grandes multidões. Por essa razão decidimos ir a este miradouro perto do pôr do sol quando a praia e água já tinham sido engolidas pelas sombras.

Claro que não tínhamos o miradouro só para nós, mas penso que foi uma boa decisão. Para as melhores vistas vais ter que ir pelas rochas até ao fim do precipício. Não sei quanto mais tempo este miradouro vai estar acessível uma vez que já caíram de lá duas pessoas. Até lá, vale a pena visitar com cuidado!  
 

Filippoi Beach: Azul Marinho

Durante as nossas férias na Grécia iniciamos uma tradição de tomar sempre um banho ao pôr do sol. Sendo esta a última oportunidade do meu amigo de o fazer (eu ainda ia para Skiathos a seguir) a tradição tinha que ser cumprida.

Saquei do Google Maps e encontrei esta praia que satisfazia os nossos requisitos. Quando lá chegámos éramos os únicos. Uma baía com água limpa e apetecível, mesmo sem sol. Foi também neste lugar, na estrada que dá acesso à praia, que vimos mais um pôr do sol magnífico para fechar o dia.

Dicas Rápidas e Figos Maduros:

Cafe snack bar restaurants Nintri”: Não precisávamos de mais provas sobre a gentileza e simpatia dos gregos, mas tivemo-las na mesma. Como ficámos num alojamento no meio do nada, começámos a procurar no Google Maps restaurantes na região. Encontrámos o Nintri por acaso, um dos poucos restaurantes abertos ali na zona. A comida era muito boa e barata e no fim quando fomos pagar os donos dos restaurante deram-nos uns figos para sobremesa. Fiquei tão contente que eles correram logo para o frigorífico para nos dar mais. Saímos de lá com um bom saco de figos e com um grande sorriso!

Alojamento: Ficámos neste Airbnb, mais pelo preço do que outra coisa. Foi o maior lugar onde ficámos, duas camas de casal e numa zona muito sossegada. Apesar do dono não falar inglês e de sermos recebidos pelos pais dele cujo inglês também é nulo, isso não afectou nada a nossa estadia que durou apenas algumas horas.

Kefalonia – Zakynthos: Lê as dicas deste post.

Zkaynthos – Continente: Usámos a Levante Ferries para fazer a viagem que liga Zakynthos a Kylini, no continente. Marquei os bilhetes através da Ferry Hoper. Se fizeres o mesmo podes levantá-los no porto, mesmo onde os barcos partem, com a tua referência. O preço para dois adultos com carro são 56€, só ida.

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Kefalonia: paraísos entre as rochas https://www.mudancasconstantes.com/2021/12/31/kefalonia-dois-dias/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=kefalonia-dois-dias https://www.mudancasconstantes.com/2021/12/31/kefalonia-dois-dias/#comments Fri, 31 Dec 2021 11:42:13 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=7912 Que fique aqui imortalizado que, a nível paisagístico, Kefalonia é a ilha grega mais bonita! De todas as seis que já visitei, claro. Depois de um dia bem preenchido em Lefkada, apanhámos o ferry até à ilha seguinte. Kefalonia deu-nos banhos inesquecíveis, vistas deslumbrantes e experiências gastronómicas que continuaram a deleitar as nossas papilas gustativas. Se Lefkada merecia pelo menos dois dias inteiros dedicados à exploração da ilha, Kefalonia merece três ou quatro. A ilha é bem maior do que parece e nem todas as estradas de acesso às praias são fáceis, tornando as deslocações mais longas do que o esperado. Resumidamente, os nossos dois dias em Kefalonia passaram-se assim: As “piscinas” coloridas do Norte O norte de Kefalonia está cheio de praias que quase parecem piscinas. As baías naturais que se formam naquela região e os pinheiros fartos que adornam a costa fazem destas praias pequenos refúgios desertos. Nós visitámos as praias bem cedo, logo depois de desembarcarmos do ferry em Fiskardo, e éramos quase os únicos. A Praia Kimilia e a Praia Emplisi foram perfeitas para um mergulho rápido antes de nos fazermos à estrada para ver o resto da ilha! O acesso à Praia Kimilia é feito a pé por um caminho de terra. Podes deixar o carro num lugar chamado “Kimilia Beach Parking” no Google Maps. A estrada panorâmica entre Asos e a praia Myrtos O segundo ponto na ordem do dia era fazer a estrada que vai até à Praia de Myrtos, a mais famosa de Kefalonia. Foi essa estrada panorâmica, de Asos até Myrtos, que me fez apaixonar por Kefalonia logo no primeiro dia. Vale a pena conduzir devagar e parar nos vários miradouros espalhados pelo caminho para “ver as vistas”. Quando o sol está alto as cores da Praia de Myrtos são incríveis e tanto o miradouro do lado direito e esquerdo são paragens obrigatórias. Mas ainda não estava na hora de descer até à areia! Isso ficou para o pôr-do-sol épico quando a praia já está vazia e a água dourada. Praia, atrás de praia, atrás de praia Eu sei que até agora só falei de praias, mas vêm aí mais. Muitas mais! Na península de Kefalonia o que não faltam são praias escondidas no meio das rochas onde os turistas ainda não chegaram. A Vouti Beach é de fácil acesso e tem um bar muito simpático mesmo em cima do mar. Não muito longe está a Praia Fteri que só é acessível com uma caminhada de trinta minutos ou de barco. Não tivemos tempo para essa, mas parece ser linda. Um pouco mais à frente, ainda na península, descobrimos a Agia Eleni. Como seria de esperar, tem tons de azul magníficos, mas fica sem sol muito cedo. Mesmo ao lado está a Praia Petani, uma praia grande com chapéus de sol e infraestruturas para banhistas.  Termino com mais duas praias, uma mais fácil que a outra. No lado este da ilha encontras a Praia Kako Lagadi que está cheia de truques para lá chegar! Vale a pena ver por ser uma obra prima da natureza, mas é demasiado pequenina para se ficar mais do que uma hora. A entrada faz-se pela estrada principal (onde se deixa o carro) por um caminho que começa num cartaz que diz “dolphin ski club”. A descida é íngreme e menos perigosa do que parece. São precisos ténis ou botas de caminhada para descer as rochas que dão acesso à mini-praia. O caminho tem que ser feito do lado onde estas fotografias foram tiradas. O lado contrário só tem vista para a praia, não tem acesso. As reviews do Google ajudam a chegar lá! Por fim, falemos da praia onde nos deixámos ficar mais tempo: a Praia Pessada. Já no lado sul da ilha fica esta praia que é bem mais confortável do que parece! Descendo umas escadas (a cor da água era tão intensa que até parecia falsa) chega-se à areia. Contudo, não te fiques por aí! Do lado direito, depois de um ou dois minutos de caminhada, estão rochas lisas a gritar “estende aqui a toalha e vai nadar!”. Foi um recorde de banhos inigualável. O melhor da comida grega Como se não fosse suficiente termos visto tudo isto ainda comemos muito e bem!  A primeira recomendação vai para o Kastro Cafe, que tem uma data de tapas gregas fantásticas a preços simpáticos e um atendimento muito castiço. Leva dinheiro para o caso do multibanco não funcionar! Nós tivemos sorte e apanhámos a última mesa, por isso se queres garantir mesa ao almoço convém ir cedo. A outra sugestão é a Taverna Pergola na aldeola de Agia Effimia onde ficámos hospedados. Comida grega típica feita com muito amor e carinho. Penso que ficou claro que Kefalonia é uma ilha que TEM que ser visitada e que, das três ilhas Iónicas (Lefkada, Kefalonia e Zakynthos) da viagem, foi a minha preferida!  Dicas rápidas Alojamento: Kefalonia foi o lugar de toda a Grécia onde tivemos mais dificuldade em encontrar alojamento. Os preços não são os mais acessíveis e a qualidade ficou um bocadinho aquém daquilo a que estávamos habituados. Assim sendo, acabámos por ficar num apartamento que encontrámos no Booking chamado Vrettos Arts que parece (e era) a casa de uma avó. A localização era boa e para quem só usa o apartamento para dormir chega bem. Transporte: Neste post podes encontrar como fazer a travessia entre Lefkada e Kefalonia. Entre Kefalonia e Zakynthos há ferries que saem do porto de Pessada até ao porto Agios Nikolaos (Zakynthos). Os bilhetes podem ser marcados através de agências turísticas em ambas as ilhas e os preços e horários podem ser consultados neste site. Não te esqueças de levantar os bilhetes na agência onde os marcaste. Ainos Oros & Melissani Cave: Ainos Oros é o ponto mais alto de Kefalonia e parece um lugar espectacular para caminhadas e ver o pôr do sol. A Melissani Cave visita-se com uma pequena viagem de barco e tem umas cores impressionantes, mas o custo e a possibilidade de multidões deixou-nos sem muita vontade de visitar. 

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Que fique aqui imortalizado que, a nível paisagístico, Kefalonia é a ilha grega mais bonita! De todas as seis que já visitei, claro. Depois de um dia bem preenchido em Lefkada, apanhámos o ferry até à ilha seguinte. Kefalonia deu-nos banhos inesquecíveis, vistas deslumbrantes e experiências gastronómicas que continuaram a deleitar as nossas papilas gustativas.

Se Lefkada merecia pelo menos dois dias inteiros dedicados à exploração da ilha, Kefalonia merece três ou quatro. A ilha é bem maior do que parece e nem todas as estradas de acesso às praias são fáceis, tornando as deslocações mais longas do que o esperado. Resumidamente, os nossos dois dias em Kefalonia passaram-se assim:


As “piscinas” coloridas do Norte

O norte de Kefalonia está cheio de praias que quase parecem piscinas. As baías naturais que se formam naquela região e os pinheiros fartos que adornam a costa fazem destas praias pequenos refúgios desertos. Nós visitámos as praias bem cedo, logo depois de desembarcarmos do ferry em Fiskardo, e éramos quase os únicos.

A Praia Kimilia e a Praia Emplisi foram perfeitas para um mergulho rápido antes de nos fazermos à estrada para ver o resto da ilha! O acesso à Praia Kimilia é feito a pé por um caminho de terra. Podes deixar o carro num lugar chamado “Kimilia Beach Parking” no Google Maps.

A estrada panorâmica entre Asos e a praia Myrtos

O segundo ponto na ordem do dia era fazer a estrada que vai até à Praia de Myrtos, a mais famosa de Kefalonia. Foi essa estrada panorâmica, de Asos até Myrtos, que me fez apaixonar por Kefalonia logo no primeiro dia. Vale a pena conduzir devagar e parar nos vários miradouros espalhados pelo caminho para “ver as vistas”.

Quando o sol está alto as cores da Praia de Myrtos são incríveis e tanto o miradouro do lado direito e esquerdo são paragens obrigatórias. Mas ainda não estava na hora de descer até à areia! Isso ficou para o pôr-do-sol épico quando a praia já está vazia e a água dourada.

Praia, atrás de praia, atrás de praia

Eu sei que até agora só falei de praias, mas vêm aí mais. Muitas mais! Na península de Kefalonia o que não faltam são praias escondidas no meio das rochas onde os turistas ainda não chegaram. A Vouti Beach é de fácil acesso e tem um bar muito simpático mesmo em cima do mar. Não muito longe está a Praia Fteri que só é acessível com uma caminhada de trinta minutos ou de barco. Não tivemos tempo para essa, mas parece ser linda.

Um pouco mais à frente, ainda na península, descobrimos a Agia Eleni. Como seria de esperar, tem tons de azul magníficos, mas fica sem sol muito cedo. Mesmo ao lado está a Praia Petani, uma praia grande com chapéus de sol e infraestruturas para banhistas. 

Termino com mais duas praias, uma mais fácil que a outra. No lado este da ilha encontras a Praia Kako Lagadi que está cheia de truques para lá chegar! Vale a pena ver por ser uma obra prima da natureza, mas é demasiado pequenina para se ficar mais do que uma hora.

A entrada faz-se pela estrada principal (onde se deixa o carro) por um caminho que começa num cartaz que diz “dolphin ski club”. A descida é íngreme e menos perigosa do que parece. São precisos ténis ou botas de caminhada para descer as rochas que dão acesso à mini-praia. O caminho tem que ser feito do lado onde estas fotografias foram tiradas. O lado contrário só tem vista para a praia, não tem acesso. As reviews do Google ajudam a chegar lá!

Por fim, falemos da praia onde nos deixámos ficar mais tempo: a Praia Pessada. Já no lado sul da ilha fica esta praia que é bem mais confortável do que parece! Descendo umas escadas (a cor da água era tão intensa que até parecia falsa) chega-se à areia. Contudo, não te fiques por aí! Do lado direito, depois de um ou dois minutos de caminhada, estão rochas lisas a gritar “estende aqui a toalha e vai nadar!”. Foi um recorde de banhos inigualável.

O melhor da comida grega

Como se não fosse suficiente termos visto tudo isto ainda comemos muito e bem!  A primeira recomendação vai para o Kastro Cafe, que tem uma data de tapas gregas fantásticas a preços simpáticos e um atendimento muito castiço. Leva dinheiro para o caso do multibanco não funcionar! Nós tivemos sorte e apanhámos a última mesa, por isso se queres garantir mesa ao almoço convém ir cedo.

A outra sugestão é a Taverna Pergola na aldeola de Agia Effimia onde ficámos hospedados. Comida grega típica feita com muito amor e carinho.

Penso que ficou claro que Kefalonia é uma ilha que TEM que ser visitada e que, das três ilhas Iónicas (Lefkada, Kefalonia e Zakynthos) da viagem, foi a minha preferida!
 

Dicas rápidas

Alojamento: Kefalonia foi o lugar de toda a Grécia onde tivemos mais dificuldade em encontrar alojamento. Os preços não são os mais acessíveis e a qualidade ficou um bocadinho aquém daquilo a que estávamos habituados. Assim sendo, acabámos por ficar num apartamento que encontrámos no Booking chamado Vrettos Arts que parece (e era) a casa de uma avó. A localização era boa e para quem só usa o apartamento para dormir chega bem.

Transporte: Neste post podes encontrar como fazer a travessia entre Lefkada e Kefalonia. Entre Kefalonia e Zakynthos há ferries que saem do porto de Pessada até ao porto Agios Nikolaos (Zakynthos). Os bilhetes podem ser marcados através de agências turísticas em ambas as ilhas e os preços e horários podem ser consultados neste site. Não te esqueças de levantar os bilhetes na agência onde os marcaste.

Ainos Oros & Melissani Cave: Ainos Oros é o ponto mais alto de Kefalonia e parece um lugar espectacular para caminhadas e ver o pôr do sol. A Melissani Cave visita-se com uma pequena viagem de barco e tem umas cores impressionantes, mas o custo e a possibilidade de multidões deixou-nos sem muita vontade de visitar. 

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Lefkada: Praias de sonho? Estão aqui! https://www.mudancasconstantes.com/2021/12/13/um-dia-lefkada-praias-grecia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-lefkada-praias-grecia https://www.mudancasconstantes.com/2021/12/13/um-dia-lefkada-praias-grecia/#comments Mon, 13 Dec 2021 18:41:22 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6836 Até começar a pesquisar que ilhas gregas haveria de visitar, o nome “Lefkada” não me dizia nada. Pouco a pouco a ideia de uma ilha não muito conhecida, com praias paradisíacas e piscinas naturais no meio da floresta tornou-se muito apelativa. Tinha ainda a vantagem de estar ligada ao continente através de uma ponte, poupando-nos uma viagem de ferry. Ora, quem viaja comigo já sabe que dormir e descansar não são prioridades e Lefkada não foi excepção. Lefkada acabou por ser uma das nossas ilhas preferidas (a competição era feroz) e recomendo passares no mínimo dois dias completos a desfrutar de tudo o que Lefkada tem para oferecer. Nós fizemos tudo num dia e umas horas, por isso se fores da equipa “go, go, go” ficas a saber que é possível! Praias para o pôr do sol Não sei se foi coincidência ou se os Deuses gregos tinham mesmo jeito para a coisa, mas as praias mais bonitas de Lefkada estão na costa oeste, o que obviamente coincide com a direcção onde o sol se põe. Isto dá-te a desculpa perfeita para visitar estas praias durante as últimas horas do dia, ou seja, quando estão mais bonitas e com menos gente. Até pode ser que consigas estacionar o carro sem pagar! De todas as praias de Lefkada que conheci, destaco duas maravilhosas. O acesso não é o mais fácil e botas de caminhada são recomendadas. Prometo que a recompensa vale bem o esforço. Mylos Beach: A primeira praia das férias fora a Mylos (ou Milos) Beach. Perto do continente, esta praia foi uma uma benção depois de um dia inteiro na estrada desde Meteora. A acesso tem uma subida/descida íngreme mas que se faz bem com o calçado certo. Também há barcos que levam e trazem pessoas desde um ponto mais acessível, mas mesmo assim é uma praia muito tranquila e bonita. Egremni Beach: A minha praia de eleição em Lefkada. Já estávamos nas últimas horas de sol do dia quando chegámos ao parque de estacionamento da praia de Egremni. Vinte ou vinte e cinco minutos depois (o acesso à praia inclui caminhada e muitas escadas) estávamos no mar a tomar um magnífico banho de água morna e a ver um pôr do sol que tornou o céu cor de rosa e roxo. Praias “a minha cor preferida é azul” Se houve coisa que nunca nos desiludiu nas praias gregas foi a cor da água. Dos tons mais claros aos mais escuros, dos verdes aos azuis, há água para todos os gostos! A praia Agiofili é uma carta de pantones azuis e apesar de pequenita e concorrida, uma paragem que mereceu o nosso tempo. O parque de estacionamento é pago. Na estrada entre o Cabo Lefkada e a Praia Egremni há imensos sítios onde podes parar para ver praias inacessíveis que espreitam por entre os precipícios. Pára no Café Panorama, pede uma cerveja fresquinha e regala-te com as vistas.   A natureza esmerou-se Cabo Doukato: Não querendo fazer a coisa por menos tínhamos que ir até ao ponto mais a sul da ilha. No Cabo Doukato há um farol e uma vista fantástica sobre as falésias. A estrada até lá também não fica nada atrás. Nidri Waterfalls: As Nidri Waterfalls são um dos pontos mais fotogénicos de Lefkada e também um dos mais concorridos. Sabendo que tínhamos a vantagem competitiva de acordar mais cedo que 99% da população, chegámos às cascatas quando o sol ainda se estava a levantar. A cascata em si, em Setembro, não é mais um esguicho preguiçoso, mas o “poço verde” que ali se formou é perfeito para um banhinho matinal refrescante. Quando já estávamos de saída (antes das nove) começaram as chegar “as multidões”. A piscina natural é tão pequenina que seis pessoas já pode ser considerado uma enchente. Foi um dos meus lugares preferidos nas ilhas gregas! Onde não tive tempo de ir, mas gostava Inevitavelmente um dia não chegava para ver tudo o que Lefkada tinha para oferecer. Sendo assim, deixo aqui mais algumas praias que tinha marcado no Google Maps para inspiração: Porto Katsiki, Megali Petra Beach, Afteli Beach e Ammousa Beach. A tragédia das férias  Tempos de Covid dão mais frequentemente dores de cabeça a viajantes do que o normal. Voos cancelados, testes positivos, depósitos perdios… é uma animação! Contudo, a tragédia das nossas férias aconteceu à mesa.  Num dos dias em Lefkada, decidimos comer em casa para descansar da vida de restaurante. No menú estava massa com atum, tomate e feta e foi com esta lista de compras na mão que entrámos no supermercado. Quando chegámos à secção do queijo achámos o preço do feta mais alto que o normal, mas como era o único em stock lá o levámos. Chegados ao apartamento, notámos que a textura do queijo era diferente e o sabor muito áquem daquilo que estávamos habituados. Como estava dentro da validade, lá fizemos um esforço para não deitar 2.60€ ao lixo. Ainda intrigada com aquele queijo que parecia ser um erro de fabrico, analiso mais uma vez o pacote e reparo na palavra “vegan”. VEGAN!! Tínhamos comprado queijo que não é queijo. Claramente devia ser ilegal comercializar tal produto :p Por isso já sabes, cuidado que eles andam aí!  Como isto foi a tragédia das nossas férias, parece que nem nos saímos mal 😉 Dicas rápidas Alojamento: Eu sou uma fã de hostels, mas infelizmente as ilhas gregas nem por isso. Sendo assim, troquei o Hostelworld pelo Booking e encontrei alguns hosteis baratitos. O de Lefkada chamava-se Camelia Studios e ficava num sítio muito calminho. Como em todo o lado na Grécia o staff do hotel era cinco estrelas e até um espremedor de laranjas nos deram! Também há restaurantes muito simpáticos mesmo em cima do mar. Restaurantes: Lefkada não foi a ilha onde comemos melhor, mas também fomos simplesmente aos restaurantes que encontrámos pelo caminho. No lado este da ilha (ao lado dos apartamentos) está a Taverna Helena e perto das praias do sul está o Pondi Family Restaurant. Estacionamento: A maioria das praias mais bonitas de Lefkada têm estacionamento pago, por isso é impossível “ir a todas”. O meu conselho é escolheres algumas praias onde gostarias de passar algumas horas e outras onde páras só para ver a vista. Ferry Lefkada – Kefalonia: Podes encontrar os horários dos ferries entre Lefkada e Kefalonia neste side: https://westferry.gr/ . Podes reservar os bilhetes no site e depois levantá-los em Nydri numa agência turística.

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Até começar a pesquisar que ilhas gregas haveria de visitar, o nome “Lefkada” não me dizia nada. Pouco a pouco a ideia de uma ilha não muito conhecida, com praias paradisíacas e piscinas naturais no meio da floresta tornou-se muito apelativa. Tinha ainda a vantagem de estar ligada ao continente através de uma ponte, poupando-nos uma viagem de ferry.

Ora, quem viaja comigo já sabe que dormir e descansar não são prioridades e Lefkada não foi excepção. Lefkada acabou por ser uma das nossas ilhas preferidas (a competição era feroz) e recomendo passares no mínimo dois dias completos a desfrutar de tudo o que Lefkada tem para oferecer. Nós fizemos tudo num dia e umas horas, por isso se fores da equipa “go, go, go” ficas a saber que é possível!

Praias para o pôr do sol

Não sei se foi coincidência ou se os Deuses gregos tinham mesmo jeito para a coisa, mas as praias mais bonitas de Lefkada estão na costa oeste, o que obviamente coincide com a direcção onde o sol se põe. Isto dá-te a desculpa perfeita para visitar estas praias durante as últimas horas do dia, ou seja, quando estão mais bonitas e com menos gente. Até pode ser que consigas estacionar o carro sem pagar!

De todas as praias de Lefkada que conheci, destaco duas maravilhosas. O acesso não é o mais fácil e botas de caminhada são recomendadas. Prometo que a recompensa vale bem o esforço.

Mylos Beach: A primeira praia das férias fora a Mylos (ou Milos) Beach. Perto do continente, esta praia foi uma uma benção depois de um dia inteiro na estrada desde Meteora. A acesso tem uma subida/descida íngreme mas que se faz bem com o calçado certo. Também há barcos que levam e trazem pessoas desde um ponto mais acessível, mas mesmo assim é uma praia muito tranquila e bonita.

Egremni Beach: A minha praia de eleição em Lefkada. Já estávamos nas últimas horas de sol do dia quando chegámos ao parque de estacionamento da praia de Egremni. Vinte ou vinte e cinco minutos depois (o acesso à praia inclui caminhada e muitas escadas) estávamos no mar a tomar um magnífico banho de água morna e a ver um pôr do sol que tornou o céu cor de rosa e roxo.

Praias “a minha cor preferida é azul”

Se houve coisa que nunca nos desiludiu nas praias gregas foi a cor da água. Dos tons mais claros aos mais escuros, dos verdes aos azuis, há água para todos os gostos! A praia Agiofili é uma carta de pantones azuis e apesar de pequenita e concorrida, uma paragem que mereceu o nosso tempo. O parque de estacionamento é pago.

Na estrada entre o Cabo Lefkada e a Praia Egremni há imensos sítios onde podes parar para ver praias inacessíveis que espreitam por entre os precipícios. Pára no Café Panorama, pede uma cerveja fresquinha e regala-te com as vistas.  

A natureza esmerou-se

Cabo Doukato: Não querendo fazer a coisa por menos tínhamos que ir até ao ponto mais a sul da ilha. No Cabo Doukato há um farol e uma vista fantástica sobre as falésias. A estrada até lá também não fica nada atrás.

Nidri Waterfalls: As Nidri Waterfalls são um dos pontos mais fotogénicos de Lefkada e também um dos mais concorridos. Sabendo que tínhamos a vantagem competitiva de acordar mais cedo que 99% da população, chegámos às cascatas quando o sol ainda se estava a levantar.

A cascata em si, em Setembro, não é mais um esguicho preguiçoso, mas o “poço verde” que ali se formou é perfeito para um banhinho matinal refrescante. Quando já estávamos de saída (antes das nove) começaram as chegar “as multidões”. A piscina natural é tão pequenina que seis pessoas já pode ser considerado uma enchente. Foi um dos meus lugares preferidos nas ilhas gregas!

Onde não tive tempo de ir, mas gostava

Inevitavelmente um dia não chegava para ver tudo o que Lefkada tinha para oferecer. Sendo assim, deixo aqui mais algumas praias que tinha marcado no Google Maps para inspiração: Porto Katsiki, Megali Petra Beach, Afteli Beach e Ammousa Beach.

A tragédia das férias 

Tempos de Covid dão mais frequentemente dores de cabeça a viajantes do que o normal. Voos cancelados, testes positivos, depósitos perdios… é uma animação! Contudo, a tragédia das nossas férias aconteceu à mesa. 

Num dos dias em Lefkada, decidimos comer em casa para descansar da vida de restaurante. No menú estava massa com atum, tomate e feta e foi com esta lista de compras na mão que entrámos no supermercado. Quando chegámos à secção do queijo achámos o preço do feta mais alto que o normal, mas como era o único em stock lá o levámos.

Chegados ao apartamento, notámos que a textura do queijo era diferente e o sabor muito áquem daquilo que estávamos habituados. Como estava dentro da validade, lá fizemos um esforço para não deitar 2.60€ ao lixo. Ainda intrigada com aquele queijo que parecia ser um erro de fabrico, analiso mais uma vez o pacote e reparo na palavra “vegan”. VEGAN!! Tínhamos comprado queijo que não é queijo. Claramente devia ser ilegal comercializar tal produto :p Por isso já sabes, cuidado que eles andam aí! 

Como isto foi a tragédia das nossas férias, parece que nem nos saímos mal 😉

Dicas rápidas

Alojamento: Eu sou uma fã de hostels, mas infelizmente as ilhas gregas nem por isso. Sendo assim, troquei o Hostelworld pelo Booking e encontrei alguns hosteis baratitos. O de Lefkada chamava-se Camelia Studios e ficava num sítio muito calminho. Como em todo o lado na Grécia o staff do hotel era cinco estrelas e até um espremedor de laranjas nos deram! Também há restaurantes muito simpáticos mesmo em cima do mar.

Restaurantes: Lefkada não foi a ilha onde comemos melhor, mas também fomos simplesmente aos restaurantes que encontrámos pelo caminho. No lado este da ilha (ao lado dos apartamentos) está a Taverna Helena e perto das praias do sul está o Pondi Family Restaurant.

Estacionamento: A maioria das praias mais bonitas de Lefkada têm estacionamento pago, por isso é impossível “ir a todas”. O meu conselho é escolheres algumas praias onde gostarias de passar algumas horas e outras onde páras só para ver a vista.

Ferry Lefkada – Kefalonia: Podes encontrar os horários dos ferries entre Lefkada e Kefalonia neste side: https://westferry.gr/ . Podes reservar os bilhetes no site e depois levantá-los em Nydri numa agência turística.

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Meteora: mosteiros nas nuvens e Pôr(es)-do-sol https://www.mudancasconstantes.com/2021/11/30/um-dia-meteora-mosteiros-grecia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-meteora-mosteiros-grecia https://www.mudancasconstantes.com/2021/11/30/um-dia-meteora-mosteiros-grecia/#respond Tue, 30 Nov 2021 20:17:24 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6810 Já se tinham passado muitas horas desde que tínhamos saído de Atenas em direcção a Meteora. De repente exclamo “tem de ser ali!”. À nossa frente erguiam-se rochas enormes, cada uma com uma forma mais peculiar que a outra. Tínhamos chegado à mítica Meteora. Apesar de já termos um dia de viagem inteiro em cima, decidimos que íamos fazer a caminhada que liga todos os mosteiros suspensos de Meteora assim que chegássemos a Kalabaka. Restavam-nos poucas horas de sol, mas o tempo para o dia seguinte era incerto e como tal não houve descanso para ninguém! Certamente a caminhada mais bonita da Grécia Eu digo isto sobre muitos sítios, mas Meteora já estava, de facto, há bastante tempo na minha lista infinita de “lugares que tenho mesmo de visitar”. Encontrar-me ali no meio daquele fenómeno humano-geológico (acabei de inventar o termo) teve um gostinho especial a missão cumprida. Perto do centro de Kalabaka há um trilho que te leva ao primeiro mosteiro: o Holy Trinity Monastery. Esta é a parte mais dura da caminhada, mas em 20 minutos estarás em frente a uma das paisagens mais bonitas da tua vida e esqueces o suor a escorrer-te pelas costas e os pulmões a implorarem por ar. A partir daí o caminho faz-se sempre pela estrada que está salpicada com vários miradouros, cada um mais bonito que o outro. Em dias de céu limpo aconselhar-te-ia fazeres a caminhada uma vez ao nascer e outra ao pôr do sol. Nós fizemos uma vez a pé e outra de carro, ambas ao pôr do sol e vimos como a paisagem muda consoante o tempo que faz. Deixo aqui o mapa com o caminho e os miradouros marcados que usei para me guiar. É só abrir no Google Maps e seguir caminho! Será que todos os eremitas ortodoxos são cabras montesas? O fascínio humano em construir teatros, templos, palácios e igrejas em lugares que parecem ser acessíveis apenas através de meios aéreos que só seriam inventados centenas ou milhares de anos depois é responsável por muitas das minhas viagens. Meteora não é excepção. Foram os monges eremitas ortodoxos que, entre o século IX e X, encontraram nos rochedos de Meteora um lugar inóspito e sossegado para se dedicarem a uma vida de solidão e isolamento. Apenas as doações da comunidade local asseguravam a sua sobrevivência. Alguns séculos depois, um monge chamado Nilos, decidiu pôr ordem na coisa e reuniu os eremitas todos para formar uma comunidade. Foi assim que, século após século, foram surgindo os mosteiros de Meteora até que no século XVI chegou a haver um total de 24 mosteiros, seis dos quais continuam activos até hoje. É possível visitar todos os seis mosteiros, mas muito honestamente não acho que valha a pena. Eles são bastante parecidos entre si e muito mais impressionantes de fora do que por dentro. Depois de ter feito a minha pesquisa, decidi que visitaríamos os três mosteiros que pareciam mais promissores. São eles: The Great Meteoron, Monastery of Varlaam e Monastery of the Holy Trinity at Meteora. Se quiseres poupar dinheiro visita só o Great Meteoron. De modo a mostrar como a igreja evoluiu muito desde o tempo dos eremitas, as mulheres têm que usar saia para entrar nos mosteiros e não aceitam cartões. Se não tiveres uma saia podes comprar um páreo “made-in-china” para te tapares. Parece que, ao contrário de ser mulher, a ganância afinal não é pecado. Se quiseres uma vista diferente para Meteora e tiveres um carro podes ir até ao Meteora Park. Quando lá fomos parar, um pouco por acaso, parecia um espaço abandonado que já tinha visto melhores dias. Contudo, a vista panorâmica para os rochedos é espectacular. Na primeira noite em Meteora descobrimos logo o melhor restaurante da Grécia e nunca mais quisemos outra coisa. Criativamente chamado “Meteora Restaurant” tem umas carnes de forno e guisadas de comer e chorar por mais. Só de pensar nisso fico com água na boca! Para acabar em beleza ao lado do restaurante há uma pastelaria, Patisserie Robos, bem jeitosa com uns bolinhos muito simpáticos. A Grécia pode não fazer bem ao perímetro abdominal, mas faz bem à alma. E assim nos despedimos de Meteora. Mais um lugar visitado, mais um sonho concretizado! Dicas rápidas Visitar os Mosteiros: Cada mosteiro custa 3€ para visitar e quando lá fui nenhum aceitava cartões. Como já mencionei, as mulheres devem ter os ombros tapados e ir com uma saia ou vestido comprido. Um lenço a fazer de saia também dá. Quanto aos homens, supostamente não podem ir de calções acima do joelho, mas vi muitos assim e ninguém dizia nada. Alojamento: Ficámos no Holy Rock Hostel e não me posso queixar. Os quartos são grandes e as casas de banho são limpas. Também está perto do centro da vila, por isso é conveniente. Supermercados: Nós não conseguimos arranjar supermercados grandes abertos por ser domingo, mas na Grécia aconselho-te a ires ao LIDL que é o único sítio com preços aceitáveis. Por alguma razão ir a supermercados na Grécia fica mais caro do que ir a restaurantes. Transportes: De Atenas até Meteora são cinco horas de distância de comboio. É uma óptima opção caso não tenhas carro!

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Já se tinham passado muitas horas desde que tínhamos saído de Atenas em direcção a Meteora. De repente exclamo “tem de ser ali!”. À nossa frente erguiam-se rochas enormes, cada uma com uma forma mais peculiar que a outra. Tínhamos chegado à mítica Meteora.

Apesar de já termos um dia de viagem inteiro em cima, decidimos que íamos fazer a caminhada que liga todos os mosteiros suspensos de Meteora assim que chegássemos a Kalabaka. Restavam-nos poucas horas de sol, mas o tempo para o dia seguinte era incerto e como tal não houve descanso para ninguém!

Certamente a caminhada mais bonita da Grécia

Eu digo isto sobre muitos sítios, mas Meteora já estava, de facto, há bastante tempo na minha lista infinita de “lugares que tenho mesmo de visitar”. Encontrar-me ali no meio daquele fenómeno humano-geológico (acabei de inventar o termo) teve um gostinho especial a missão cumprida.

Perto do centro de Kalabaka há um trilho que te leva ao primeiro mosteiro: o Holy Trinity Monastery. Esta é a parte mais dura da caminhada, mas em 20 minutos estarás em frente a uma das paisagens mais bonitas da tua vida e esqueces o suor a escorrer-te pelas costas e os pulmões a implorarem por ar.

A partir daí o caminho faz-se sempre pela estrada que está salpicada com vários miradouros, cada um mais bonito que o outro. Em dias de céu limpo aconselhar-te-ia fazeres a caminhada uma vez ao nascer e outra ao pôr do sol. Nós fizemos uma vez a pé e outra de carro, ambas ao pôr do sol e vimos como a paisagem muda consoante o tempo que faz.

Deixo aqui o mapa com o caminho e os miradouros marcados que usei para me guiar. É só abrir no Google Maps e seguir caminho!


Será que todos os eremitas ortodoxos são cabras montesas?

O fascínio humano em construir teatros, templos, palácios e igrejas em lugares que parecem ser acessíveis apenas através de meios aéreos que só seriam inventados centenas ou milhares de anos depois é responsável por muitas das minhas viagens. Meteora não é excepção.

Foram os monges eremitas ortodoxos que, entre o século IX e X, encontraram nos rochedos de Meteora um lugar inóspito e sossegado para se dedicarem a uma vida de solidão e isolamento. Apenas as doações da comunidade local asseguravam a sua sobrevivência. Alguns séculos depois, um monge chamado Nilos, decidiu pôr ordem na coisa e reuniu os eremitas todos para formar uma comunidade.

Foi assim que, século após século, foram surgindo os mosteiros de Meteora até que no século XVI chegou a haver um total de 24 mosteiros, seis dos quais continuam activos até hoje.

É possível visitar todos os seis mosteiros, mas muito honestamente não acho que valha a pena. Eles são bastante parecidos entre si e muito mais impressionantes de fora do que por dentro. Depois de ter feito a minha pesquisa, decidi que visitaríamos os três mosteiros que pareciam mais promissores. São eles: The Great Meteoron, Monastery of Varlaam e Monastery of the Holy Trinity at Meteora. Se quiseres poupar dinheiro visita só o Great Meteoron.

De modo a mostrar como a igreja evoluiu muito desde o tempo dos eremitas, as mulheres têm que usar saia para entrar nos mosteiros e não aceitam cartões. Se não tiveres uma saia podes comprar um páreo “made-in-china” para te tapares. Parece que, ao contrário de ser mulher, a ganância afinal não é pecado.

Se quiseres uma vista diferente para Meteora e tiveres um carro podes ir até ao Meteora Park. Quando lá fomos parar, um pouco por acaso, parecia um espaço abandonado que já tinha visto melhores dias. Contudo, a vista panorâmica para os rochedos é espectacular.

Na primeira noite em Meteora descobrimos logo o melhor restaurante da Grécia e nunca mais quisemos outra coisa. Criativamente chamado “Meteora Restaurant” tem umas carnes de forno e guisadas de comer e chorar por mais. Só de pensar nisso fico com água na boca!

Para acabar em beleza ao lado do restaurante há uma pastelaria, Patisserie Robos, bem jeitosa com uns bolinhos muito simpáticos. A Grécia pode não fazer bem ao perímetro abdominal, mas faz bem à alma. E assim nos despedimos de Meteora.

Mais um lugar visitado, mais um sonho concretizado!


Dicas rápidas

Visitar os Mosteiros: Cada mosteiro custa 3€ para visitar e quando lá fui nenhum aceitava cartões. Como já mencionei, as mulheres devem ter os ombros tapados e ir com uma saia ou vestido comprido. Um lenço a fazer de saia também dá. Quanto aos homens, supostamente não podem ir de calções acima do joelho, mas vi muitos assim e ninguém dizia nada.

Alojamento: Ficámos no Holy Rock Hostel e não me posso queixar. Os quartos são grandes e as casas de banho são limpas. Também está perto do centro da vila, por isso é conveniente.

Supermercados: Nós não conseguimos arranjar supermercados grandes abertos por ser domingo, mas na Grécia aconselho-te a ires ao LIDL que é o único sítio com preços aceitáveis. Por alguma razão ir a supermercados na Grécia fica mais caro do que ir a restaurantes.

Transportes: De Atenas até Meteora são cinco horas de distância de comboio. É uma óptima opção caso não tenhas carro!

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Atenas: do berço da democracia aos rabiscos modernos https://www.mudancasconstantes.com/2021/11/20/um-dia-em-atenas-acropole/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-em-atenas-acropole https://www.mudancasconstantes.com/2021/11/20/um-dia-em-atenas-acropole/#comments Sat, 20 Nov 2021 23:04:10 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6776 Faltava-me ver uma das mais emblemáticas capitais europeias: Atenas. Atenas, à semelhança de Roma, é um museu a céu aberto onde se pisa património da Humanidade a cada passo. Com apenas vinte e quatro horas para percorrer os seus mais de cinco mil anos de história, tínhamos que dar corda aos sapatos! Atenas é uma cidade que facilmente pode gerar sentimentos contraditórios. Por um lado tem a famosa Acrópole e ruínas tão bem preservadas que conseguimos imaginar como seria viver na antiguidade grega. Por outro, é a cidade europeia mais suja e insegura que já visitei. Não querendo ignorar este lado mais duro da cidade e para tentar compreender como vivem os habitantes de Atenas, começámos por fazer a habitual Free Walking Tour. Já perdi a conta à quantidade de free tours que fiz na vida, mas posso dizer que esta vale mesmo a pena. As histórias não contadas de Atenas “No fim desta tour só desejo uma coisa: que vocês adorem Atenas tanto quanto eu” dizia a Eva, a nossa guia, com uma energia contagiante. Durante as horas que se seguiram a Eva deliciou-nos com histórias e factos sobre aquela cidade que nunca descobriríamos de outra forma. Claro que quando pensamos em Atenas pensamos também nos Jogos Olímpicos e como tal o dia começou no majestoso Zappeion Exhibition Hall, que foi usado como palco dos duelos de esgrima nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna em 1896. Não muito longe está o Panathenaic Stadium, o único estádio do mundo feito totalmente em mármore. Há dois mil e quinhentos anos, no lugar onde está hoje este “novo” estádio (estreado nos Jogos de 1896) existiram outros estádios onde se disputaram as primeira formas de provas de atletismo onde os atletas eram homens nus. E ele há gente que quer acabar com tradições… Para não me alongar mais com factos Olímpicos (que eu adoro) deixo aqui um link com alguma informação, incluindo a história da maratona! De tudo o que vimos e aprendemos nessa manhã, foram os soldados em frente à mansão da presidente (Evzones), que guardam um monumento dedicado ao Soldado Desconhecido (Unkown Soldier), que mais prenderam a minha atenção. A Grécia é um país que só reconquistou a sua independência aos Otomanos em 1821 e como tal ainda dão muita importância a simbolismos militares. Cada vez que os Evzones trocam a guarda há um particular ritual envolvido, uma espécie de dança sincronizada em câmera lenta. Tudo isto enquanto envergam uma farda no mínimo curiosa que inclui sapatos com pompons que pesam três quilos cada! Mais uma vez deixo os detalhes aqui, mas é algo que só visto! Ruas e ruelas no sopé da democracia Com os cérebros cheios de informação ainda a ser processada, não nos podíamos dar ao luxo de abrandar o passo. Sem rotas planeadas nem guias enveredámos pelas estreitas e tradicionais ruas dos bairros Plaka e Anafiotika. Este oásis de cores e detalhes é a melhor parte de Atenas (e sim, eu visitei o Parthenon!). É nestas ruas, umas mais bem tratadas que outras, umas com mais alma que outras que começo a perceber que de facto se pode adorar Atenas. Incentivados por uns senhores sentados num banco, entrámos por ruelas que parecem não ter saída, mas que vão dar à linha da frente de uma das maiores relíquias da Humanidade: a Acrópole! No bairro de Plaka, o mais hipster de Atenas, há arte urbana muito boa para ser explorada que contrasta com o classicismo das colunas, templos e esculturas milenares. Tropeçando em património da Humanidade Agora sim, a razão pela qual toda a gente visita Atenas: calhaus! Os Gregos não brincavam em serviço no que toca a tornar pedra em obra de arte. Por toda a cidade se encontram ruínas, umas mais bem preservadas que outras, que impressionam mais do que qualquer arranha céus. À semelhança de muitos outros sítios impõe-se a questão: como é que eles fizeram isto? A beleza das estátuas, os detalhes das colunas e a dimensão das construções parecem surreais, até para os padrões de hoje em dia.   Nós visitámos a maioria dos monumentos incluídos no bilhete combinado: Hadrian’s Library, a Ancient Agora, a Roman Agora e o Olympieion. Honestamente acho que valem todos a pena, mas se tiveres muito, muito pouco tempo em Atenas os que não podes mesmo falhar são a Ancient Agora e a Acrópole. Deixámos a Acrópole para as últimas horas do dia para fugir ao calor e às multidões e que bem que fizemos! A única coisa que me arrependo é ter pensado “em duas horas vemos aquilo”. Há teatros, fontes, templos, santuários, miradouros e muito mais para explorar. Ao pôr do sol, a pedra outrora branca fica com uma tez entre o rosa e o laranja e tudo fica ainda mais bonito. Se tiveres essa possibilidade faz uma visita guiada à Acrópole, por que há muito que os nossos olhos pouco treinados não vêem. Se não, podes ir ao Youtube (como eu) onde vais encontrar muitos vídeos que te darão uma boa noção do que para ali vai! No fim do dia tínhamos percorrido mais de vinte quilómetros e tínhamos cumprido o desejo da Eva: adorámos Atenas! Dicas rápidas Restaurantes: Foi logo na primeira refeição da viagem, em Atenas, que me apercebi que a balança ia acusar estas férias. Tenho duas recomendações: BeeRaki e Karamanlidika. O primeiro ficava mesmo ao lado do nosso alojamento, mas não é muito central. O segundo fica a poucos minutos a pé da Praça Monastiraki. Recomendo todos os pratos e mais alguns! A comida grega é simplesmente incrível (e muito em conta!) Bilhetes para a Acrópole: Como mencionei em cima há um bilhete combinado para todos os monumentos mais importantes de Atenas. Esse bilhete pode ser comprado em qualquer um dos monumentos, o que é muito conveniente para não ter que estar na fila da Acrópole. Os preços em Atenas variam consoante a época (época baixa e época alta) e se visitares em época alta (Abril a Outubro) vale mesmo muito a pena gastar os 30€ do bilhete combinado, só a Acrópole são 20€. Se visitares em época baixa, depende. O preço da Acrópole baixa para 10€, mas o do combinado mantém-se, por isso só vale a pena se visitares todos ou quase todos os monumentos incluídos. Segurança: Se fores uma mulher a viajar sozinha aconselho-te a ficar na zona mais central e turística de Atenas. Como já referi, Atenas não é uma cidade particularmente segura e tem zonas maioritariamente muçulmanas onde não se vê uma única mulher nas redondezas. Eu estive meio dia sozinha em Atenas e não me senti muito segura ao usar roupas de verão. Aeroporto – Centro: A forma mais barata de se chegar ao centro a partir do Aeroporto é ir de autocarro. Na Grécia convém ter sempre alguns trocos na carteira porque nem todos os sítios aceitam cartões. Há um guichê à saída do aeroporto onde podes comprar os bilhetes por 6€.

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Faltava-me ver uma das mais emblemáticas capitais europeias: Atenas. Atenas, à semelhança de Roma, é um museu a céu aberto onde se pisa património da Humanidade a cada passo. Com apenas vinte e quatro horas para percorrer os seus mais de cinco mil anos de história, tínhamos que dar corda aos sapatos!

Atenas é uma cidade que facilmente pode gerar sentimentos contraditórios. Por um lado tem a famosa Acrópole e ruínas tão bem preservadas que conseguimos imaginar como seria viver na antiguidade grega. Por outro, é a cidade europeia mais suja e insegura que já visitei.

Não querendo ignorar este lado mais duro da cidade e para tentar compreender como vivem os habitantes de Atenas, começámos por fazer a habitual Free Walking Tour. Já perdi a conta à quantidade de free tours que fiz na vida, mas posso dizer que esta vale mesmo a pena.

As histórias não contadas de Atenas

“No fim desta tour só desejo uma coisa: que vocês adorem Atenas tanto quanto eu” dizia a Eva, a nossa guia, com uma energia contagiante. Durante as horas que se seguiram a Eva deliciou-nos com histórias e factos sobre aquela cidade que nunca descobriríamos de outra forma.

Claro que quando pensamos em Atenas pensamos também nos Jogos Olímpicos e como tal o dia começou no majestoso Zappeion Exhibition Hall, que foi usado como palco dos duelos de esgrima nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna em 1896.

Não muito longe está o Panathenaic Stadium, o único estádio do mundo feito totalmente em mármore. Há dois mil e quinhentos anos, no lugar onde está hoje este “novo” estádio (estreado nos Jogos de 1896) existiram outros estádios onde se disputaram as primeira formas de provas de atletismo onde os atletas eram homens nus. E ele há gente que quer acabar com tradições…

Para não me alongar mais com factos Olímpicos (que eu adoro) deixo aqui um link com alguma informação, incluindo a história da maratona!

De tudo o que vimos e aprendemos nessa manhã, foram os soldados em frente à mansão da presidente (Evzones), que guardam um monumento dedicado ao Soldado Desconhecido (Unkown Soldier), que mais prenderam a minha atenção.

A Grécia é um país que só reconquistou a sua independência aos Otomanos em 1821 e como tal ainda dão muita importância a simbolismos militares. Cada vez que os Evzones trocam a guarda há um particular ritual envolvido, uma espécie de dança sincronizada em câmera lenta.

Tudo isto enquanto envergam uma farda no mínimo curiosa que inclui sapatos com pompons que pesam três quilos cada! Mais uma vez deixo os detalhes aqui, mas é algo que só visto!

Ruas e ruelas no sopé da democracia

Com os cérebros cheios de informação ainda a ser processada, não nos podíamos dar ao luxo de abrandar o passo. Sem rotas planeadas nem guias enveredámos pelas estreitas e tradicionais ruas dos bairros Plaka e Anafiotika.

Este oásis de cores e detalhes é a melhor parte de Atenas (e sim, eu visitei o Parthenon!). É nestas ruas, umas mais bem tratadas que outras, umas com mais alma que outras que começo a perceber que de facto se pode adorar Atenas.

Incentivados por uns senhores sentados num banco, entrámos por ruelas que parecem não ter saída, mas que vão dar à linha da frente de uma das maiores relíquias da Humanidade: a Acrópole!

No bairro de Plaka, o mais hipster de Atenas, há arte urbana muito boa para ser explorada que contrasta com o classicismo das colunas, templos e esculturas milenares.

Tropeçando em património da Humanidade

Agora sim, a razão pela qual toda a gente visita Atenas: calhaus! Os Gregos não brincavam em serviço no que toca a tornar pedra em obra de arte. Por toda a cidade se encontram ruínas, umas mais bem preservadas que outras, que impressionam mais do que qualquer arranha céus.

À semelhança de muitos outros sítios impõe-se a questão: como é que eles fizeram isto?

A beleza das estátuas, os detalhes das colunas e a dimensão das construções parecem surreais, até para os padrões de hoje em dia.  

Nós visitámos a maioria dos monumentos incluídos no bilhete combinado: Hadrian’s Library, a Ancient Agora, a Roman Agora e o Olympieion. Honestamente acho que valem todos a pena, mas se tiveres muito, muito pouco tempo em Atenas os que não podes mesmo falhar são a Ancient Agora e a Acrópole.

Deixámos a Acrópole para as últimas horas do dia para fugir ao calor e às multidões e que bem que fizemos! A única coisa que me arrependo é ter pensado “em duas horas vemos aquilo”. Há teatros, fontes, templos, santuários, miradouros e muito mais para explorar. Ao pôr do sol, a pedra outrora branca fica com uma tez entre o rosa e o laranja e tudo fica ainda mais bonito.

Se tiveres essa possibilidade faz uma visita guiada à Acrópole, por que há muito que os nossos olhos pouco treinados não vêem. Se não, podes ir ao Youtube (como eu) onde vais encontrar muitos vídeos que te darão uma boa noção do que para ali vai!

No fim do dia tínhamos percorrido mais de vinte quilómetros e tínhamos cumprido o desejo da Eva: adorámos Atenas!

Dicas rápidas

Restaurantes: Foi logo na primeira refeição da viagem, em Atenas, que me apercebi que a balança ia acusar estas férias. Tenho duas recomendações: BeeRaki e Karamanlidika. O primeiro ficava mesmo ao lado do nosso alojamento, mas não é muito central. O segundo fica a poucos minutos a pé da Praça Monastiraki. Recomendo todos os pratos e mais alguns! A comida grega é simplesmente incrível (e muito em conta!)

Bilhetes para a Acrópole: Como mencionei em cima há um bilhete combinado para todos os monumentos mais importantes de Atenas. Esse bilhete pode ser comprado em qualquer um dos monumentos, o que é muito conveniente para não ter que estar na fila da Acrópole. Os preços em Atenas variam consoante a época (época baixa e época alta) e se visitares em época alta (Abril a Outubro) vale mesmo muito a pena gastar os 30€ do bilhete combinado, só a Acrópole são 20€. Se visitares em época baixa, depende. O preço da Acrópole baixa para 10€, mas o do combinado mantém-se, por isso só vale a pena se visitares todos ou quase todos os monumentos incluídos.

Segurança: Se fores uma mulher a viajar sozinha aconselho-te a ficar na zona mais central e turística de Atenas. Como já referi, Atenas não é uma cidade particularmente segura e tem zonas maioritariamente muçulmanas onde não se vê uma única mulher nas redondezas. Eu estive meio dia sozinha em Atenas e não me senti muito segura ao usar roupas de verão.

Aeroporto – Centro: A forma mais barata de se chegar ao centro a partir do Aeroporto é ir de autocarro. Na Grécia convém ter sempre alguns trocos na carteira porque nem todos os sítios aceitam cartões. Há um guichê à saída do aeroporto onde podes comprar os bilhetes por 6€.

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Lesvos: Para além do campo de refugiados https://www.mudancasconstantes.com/2019/01/01/lesvos-para-alem-do-campo-de-refugiados/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=lesvos-para-alem-do-campo-de-refugiados https://www.mudancasconstantes.com/2019/01/01/lesvos-para-alem-do-campo-de-refugiados/#respond Tue, 01 Jan 2019 16:04:53 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=4738 Viajei até Lesvos com o objectivo de fazer voluntariado com um projecto chamado Home for All. Apesar dos meus dias terem sido passados no restaurante e de não ter tido muito tempo para cirandar, o meu instinto de viajante incurável levou-me a visitar algumas pérolas da ilha nos momentos livres. Este post é a minha forma de te incentivar a visitar Lesvos, por que aqui também se apanham banhos de sol e mar e se vêem coisas bonitas. Economicamente, a ilha e os seus habitantes foram bastante afectados pela crise de refugiados. Os turistas deixaram de aparecer e os bares, restaurantes e hotéis que outrora prosperavam no verão, agora lutam para sobreviver. No caso de quereres dar uma ajudinha e divertires-te ao mesmo tempo, aqui vai a minha lista de lugares a visitar em Lesvos. Atenção que não tive a oportunidade de conhecer Mytilini que é a “capital”. Mithymna  Este foi sem dúvida o sítio mais bonito que vi na ilha. Deserto em pleno Dezembro, as suas ruas de calçada, a brisa marítima que brindava os poucos visitantes, na sua maioria voluntários holandeses, que apanhavam sol nas esplanadas e o castelo no topo do monte conferiam-lhe o estatuto de paraíso. Petra Apenas a 5 km de Mithymna, a maior atracção de Petra é a igreja que alguém decidiu construir no topo de uma rocha que deve ter aparecido ali no meio por milagre. Não se percebe muito bem como é que aquele aglomerado de pedra está no meio da vila, mas é uma vista no mínimo curiosa. Foi também em Petra que encontrei não um, não dois, não três mas quatro (!!!) portugueses!!! Sim, no meio do nada! Achei super engraçado e ainda falámos durante alguns minutos. Estamos de facto por todo o lado. Petra tem ar de ser muito animada no Verão com ruas que me lembram cidades costeiras da Turquia como Bodrum ou Marmaris. Katos Tristos & a Igreja Bizantina Não há lugar mais “aldeia grega tradicional” do que Katos Tritos. Foi aqui que morei durante uma semana, com os outros voluntários, e adorei! Íamos à padaria, ao minimercado, dizíamos “Yashas” e “Kalimera” (olá e bom dia) a todas as pessoas por quem passávamos e, para citar o Malato, fui muito feliz em Katos Tritos. Mas a maior surpresa que esta aldeia tem para oferecer é a sua igreja histórica bizantina. Subindo pelo olival acima, vais encontrar uma igreja ortodoxa feita de pedra e uma das melhores vistas da ilha. Eu consegui chegar lá ao nascer do sol e foi encantador! Fica aqui o ponto no Google Maps. Home for All & arredores A minha última sugestão não podia deixar de ser uma visita ao restaurante Home for All, onde podes almoçar ou jantar, aprender mais sobre o projecto e fazer uma doação. Aconselhável marcar antes para eles saberem com quem contar. Este porto piscatório tem um cenário épico e podes dar uns belos passeios à beira mar ali à volta. Resumindo, se quiseres ter uma experiência diferente, que te vai dar uma perspectiva mais realista do que é uma típica ilha grega do que Mykonos e Santorini e ajudar a impulsionar a economia de Lesvos, dá lá um saltinho. Milhares de oliveiras, flamingos, sol e mar estão, pelo menos, garantidos.

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Viajei até Lesvos com o objectivo de fazer voluntariado com um projecto chamado Home for All. Apesar dos meus dias terem sido passados no restaurante e de não ter tido muito tempo para cirandar, o meu instinto de viajante incurável levou-me a visitar algumas pérolas da ilha nos momentos livres.

Este post é a minha forma de te incentivar a visitar Lesvos, por que aqui também se apanham banhos de sol e mar e se vêem coisas bonitas. Economicamente, a ilha e os seus habitantes foram bastante afectados pela crise de refugiados. Os turistas deixaram de aparecer e os bares, restaurantes e hotéis que outrora prosperavam no verão, agora lutam para sobreviver.

No caso de quereres dar uma ajudinha e divertires-te ao mesmo tempo, aqui vai a minha lista de lugares a visitar em Lesvos. Atenção que não tive a oportunidade de conhecer Mytilini que é a “capital”.

Mithymna 

Este foi sem dúvida o sítio mais bonito que vi na ilha. Deserto em pleno Dezembro, as suas ruas de calçada, a brisa marítima que brindava os poucos visitantes, na sua maioria voluntários holandeses, que apanhavam sol nas esplanadas e o castelo no topo do monte conferiam-lhe o estatuto de paraíso.

Petra

Apenas a 5 km de Mithymna, a maior atracção de Petra é a igreja que alguém decidiu construir no topo de uma rocha que deve ter aparecido ali no meio por milagre. Não se percebe muito bem como é que aquele aglomerado de pedra está no meio da vila, mas é uma vista no mínimo curiosa.

Foi também em Petra que encontrei não um, não dois, não três mas quatro (!!!) portugueses!!! Sim, no meio do nada! Achei super engraçado e ainda falámos durante alguns minutos. Estamos de facto por todo o lado.

Petra tem ar de ser muito animada no Verão com ruas que me lembram cidades costeiras da Turquia como Bodrum ou Marmaris.

Katos Tristos & a Igreja Bizantina

Não há lugar mais “aldeia grega tradicional” do que Katos Tritos. Foi aqui que morei durante uma semana, com os outros voluntários, e adorei! Íamos à padaria, ao minimercado, dizíamos “Yashas” e “Kalimera” (olá e bom dia) a todas as pessoas por quem passávamos e, para citar o Malato, fui muito feliz em Katos Tritos.

Mas a maior surpresa que esta aldeia tem para oferecer é a sua igreja histórica bizantina. Subindo pelo olival acima, vais encontrar uma igreja ortodoxa feita de pedra e uma das melhores vistas da ilha. Eu consegui chegar lá ao nascer do sol e foi encantador! Fica aqui o ponto no Google Maps.

Home for All & arredores

A minha última sugestão não podia deixar de ser uma visita ao restaurante Home for All, onde podes almoçar ou jantar, aprender mais sobre o projecto e fazer uma doação. Aconselhável marcar antes para eles saberem com quem contar.

Este porto piscatório tem um cenário épico e podes dar uns belos passeios à beira mar ali à volta.

Resumindo, se quiseres ter uma experiência diferente, que te vai dar uma perspectiva mais realista do que é uma típica ilha grega do que Mykonos e Santorini e ajudar a impulsionar a economia de Lesvos, dá lá um saltinho. Milhares de oliveiras, flamingos, sol e mar estão, pelo menos, garantidos.

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[EN] Home for All: here, there’s a burning hope for a fresh start https://www.mudancasconstantes.com/2018/12/20/home-for-all-refugee-lesvos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=home-for-all-refugee-lesvos https://www.mudancasconstantes.com/2018/12/20/home-for-all-refugee-lesvos/#respond Thu, 20 Dec 2018 21:17:16 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=4722 They say the calm comes after the storm. In Lesvos this calmness seems reluctant in coming, but there are some slim beams of light ripping through the clouds. And those rays of sun are NGOs and volunteers who work tirelessly to make the lives of refugees a little easier. Today I want to talk to you about a very unique and special project on the island, Home for All. While most organisations try to improve living conditions within the Moria refugee camp (which is very legitimate and noble), Home for All is the only organization that takes the refugees out of the camp. But why is this so important? Because for a few hours a day they are back in a human environment, dignified, safe, comfortable and happy. There is nothing more beautiful and important than that. So let me tell you the story of this wonderful project <3 It all started, some time ago, on the island … of Lesvos It was four years ago that Nikos and Katerina, owners of a restaurant by the sea, began to see people walking, all wet, on the beaches and roads of Lesvos. They didn’t know what phenomenon that was, but they wanted to help. They began by driving these people to a place of registration for emigrants. At that time there were still no camps. They quickly realized that it was not a passing problem, but they hardly imagined what it would become. The first step was to start distributing meals to refugees. But when they saw that people ate sitting on the floor, they decided to give them a space to enjoy their meals peacefully. Until the time came when they were forced to choose between maintaining their business and devoting themselves solely to feeding the refugees. They opted for the second option. And Home for All was born In four years the Home for All transformed. Suddenly it took on a lot more than just feeding the people who were coming. It was necessary to give them clothes, comfort and a friendly shelter. And the “homes” started multiplying. Today the project is much bigger than Nikos and Katerina, although they are, without doubt, the heart that makes everything move. There are 4 “homes”, clothing warehouses, donations and hundreds of volunteers who help throughout the year and guarantee the continuation of Home for All. That’s where I made my contribution. I went to Lesvos without really knowing what awaited me. All I knew about the project was that a significant amount of their work was directed towards connecting with refugees. However, being a rather insensitive person, I did not expect it to touch me so much. A day in the life of a volunteer Our day started at the volunteers’ house in the small village of Katos Tritos. After scoffing a Greek yogurt with 8% fat and a roll full of sesame seeds I was ready to work. When we got to the restaurant we would clean everything up and make sure we were ready to greet the guests. The food was prepared by the chefs: Katerina’s daughter and her boyfriend. Then Bill (the best English man ever after my boyfriend) drove our van to Moria. I only went there twice, but I quickly realised no one should live there. However, as soon as our groups entered through the doors of the restaurant, we only had one job: to make them happy. Starting by serving them bread, pasta, rice, fish, chicken or lamb, going through intense sessions of Jenga, Mikado or colouring and ending in the delivery of packages of clothes, shoes and hygiene items, during those hours there were no volunteers and refugees. Just friendship and companionship. And we would repeat everything at dinner. In total, about 50/60 people are fed per day. In summer there is room for more. It may look like a drop of water in an ocean of 8000 people. But it’s are at least 1300 meals a month and about 500,000 a year. What this project gave me I think volunteers are the ones who benefit most from volunteering. Yes, we contribute to improve the lives of these refugees for a few hours a day, but they change our perspective forever. As cliché as it may sound, the truth is that we are indeed very lucky. We are born in a safe country and, with more or less difficulties, we can live our lives without thinking every day if this will be the last. Home for All is about giving a face to the refugee crisis. Are we touched when we read and hear about it? Most will say yes. But we don’t know them, we don’t know their stories, we didn’t speak with them. They are easily forgotten when we turn off the television or close the computer. It’s different now. Where are those Afghan girls, who I danced with for several hours on our Ladie’s Night, going to be in a year? What is it going to happen to Omir who came from Iran and who loves Ronaldo, Umar who makes videos with Pakistani songs or that 10-year-old girl from Afghanistan with smart eyes and bushy eyebrows? You can’t turn it off any more.   And we have reached the final point of what this project has brought me: contact with children. I can honestly say I’ve never felt so far outside of the comfort zone because I had to deal with kids! This may sound absurd coming from someone who has travelled half the world alone, but whoever knows me knows this is an incredible achievement :p They are the kids who need the most attention and who need to forget what surrounds them. A refugee camp is not the school they deserve, so we’re there to give them back some of their stolen childhood. And this was strangely rewarding. Disclaimer: No, I will not start playing with children regularly. This week was good but it served me for the rest of my life. How can you help? Maybe I shouldn’t have left the most important part of the post to the end, but here it goes. First, as Katerina says, the ideal would be if everyone could volunteer even for at least a week. It is the best way to perceive the dimension of the problem and the reality in the camp. Second, it would be to make a donation. The project lives only on donations and volunteers. So, if this Christmas you are feeling a particularly strong holiday spirit, here is the link to be able to offer a meal to a refugee. In addition to meals, donations help: – To keep all “houses” open and working. The restaurant, the internet cafe, and new centre for women and children; – Repair the vans used to pick up and take refugees to the camp. The vans are old and give trouble too often; – Financing new initiatives. The next project / objective is to give financial independence to some refugees. The idea is to give them the machines and materials they need to practice their crafts (there are cobblers, tailors, electricians, etc.) and sell what they do. This project can effectively change the lives of refugees. One thing I can guarantee: your donation will surely help someone. Third and final point: you can share the project. The more people know that Home for All exists, the more people can donate and more lives can be changed. I hope that I have been able to portray, even if only a little, the importance of this amazing project!

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They say the calm comes after the storm. In Lesvos this calmness seems reluctant in coming, but there are some slim beams of light ripping through the clouds. And those rays of sun are NGOs and volunteers who work tirelessly to make the lives of refugees a little easier.

Today I want to talk to you about a very unique and special project on the island, Home for All. While most organisations try to improve living conditions within the Moria refugee camp (which is very legitimate and noble), Home for All is the only organization that takes the refugees out of the camp. But why is this so important? Because for a few hours a day they are back in a human environment, dignified, safe, comfortable and happy. There is nothing more beautiful and important than that.

So let me tell you the story of this wonderful project <3

It all started, some time ago, on the island … of Lesvos

It was four years ago that Nikos and Katerina, owners of a restaurant by the sea, began to see people walking, all wet, on the beaches and roads of Lesvos. They didn’t know what phenomenon that was, but they wanted to help.

They began by driving these people to a place of registration for emigrants. At that time there were still no camps. They quickly realized that it was not a passing problem, but they hardly imagined what it would become.

Home for All family <3

The first step was to start distributing meals to refugees. But when they saw that people ate sitting on the floor, they decided to give them a space to enjoy their meals peacefully. Until the time came when they were forced to choose between maintaining their business and devoting themselves solely to feeding the refugees. They opted for the second option.

And Home for All was born

In four years the Home for All transformed. Suddenly it took on a lot more than just feeding the people who were coming. It was necessary to give them clothes, comfort and a friendly shelter. And the “homes” started multiplying.

Today the project is much bigger than Nikos and Katerina, although they are, without doubt, the heart that makes everything move. There are 4 “homes”, clothing warehouses, donations and hundreds of volunteers who help throughout the year and guarantee the continuation of Home for All. That’s where I made my contribution.

I went to Lesvos without really knowing what awaited me. All I knew about the project was that a significant amount of their work was directed towards connecting with refugees. However, being a rather insensitive person, I did not expect it to touch me so much.

A day in the life of a volunteer

Our day started at the volunteers’ house in the small village of Katos Tritos. After scoffing a Greek yogurt with 8% fat and a roll full of sesame seeds I was ready to work.

Our village!

When we got to the restaurant we would clean everything up and make sure we were ready to greet the guests. The food was prepared by the chefs: Katerina’s daughter and her boyfriend.

Then Bill (the best English man ever after my boyfriend) drove our van to Moria. I only went there twice, but I quickly realised no one should live there. However, as soon as our groups entered through the doors of the restaurant, we only had one job: to make them happy.

Starting by serving them bread, pasta, rice, fish, chicken or lamb, going through intense sessions of Jenga, Mikado or colouring and ending in the delivery of packages of clothes, shoes and hygiene items, during those hours there were no volunteers and refugees. Just friendship and companionship.

And we would repeat everything at dinner. In total, about 50/60 people are fed per day. In summer there is room for more. It may look like a drop of water in an ocean of 8000 people. But it’s are at least 1300 meals a month and about 500,000 a year.

Restaurant: Home 1

What this project gave me

I think volunteers are the ones who benefit most from volunteering. Yes, we contribute to improve the lives of these refugees for a few hours a day, but they change our perspective forever.

As cliché as it may sound, the truth is that we are indeed very lucky. We are born in a safe country and, with more or less difficulties, we can live our lives without thinking every day if this will be the last.

Home for All is about giving a face to the refugee crisis. Are we touched when we read and hear about it? Most will say yes. But we don’t know them, we don’t know their stories, we didn’t speak with them. They are easily forgotten when we turn off the television or close the computer.

It’s different now. Where are those Afghan girls, who I danced with for several hours on our Ladie’s Night, going to be in a year? What is it going to happen to Omir who came from Iran and who loves Ronaldo, Umar who makes videos with Pakistani songs or that 10-year-old girl from Afghanistan with smart eyes and bushy eyebrows? You can’t turn it off any more.

 

A group of refugees helped us unload a huge lorry full of donations

And we have reached the final point of what this project has brought me: contact with children. I can honestly say I’ve never felt so far outside of the comfort zone because I had to deal with kids! This may sound absurd coming from someone who has travelled half the world alone, but whoever knows me knows this is an incredible achievement :p

They are the kids who need the most attention and who need to forget what surrounds them. A refugee camp is not the school they deserve, so we’re there to give them back some of their stolen childhood. And this was strangely rewarding.

Disclaimer: No, I will not start playing with children regularly. This week was good but it served me for the rest of my life.

How can you help?

Maybe I shouldn’t have left the most important part of the post to the end, but here it goes.

First, as Katerina says, the ideal would be if everyone could volunteer even for at least a week. It is the best way to perceive the dimension of the problem and the reality in the camp.

Best volunteers ever!! <3

Second, it would be to make a donation. The project lives only on donations and volunteers. So, if this Christmas you are feeling a particularly strong holiday spirit, here is the link to be able to offer a meal to a refugee.

In addition to meals, donations help:

– To keep all “houses” open and working. The restaurant, the internet cafe, and new centre for women and children;

– Repair the vans used to pick up and take refugees to the camp. The vans are old and give trouble too often;

– Financing new initiatives. The next project / objective is to give financial independence to some refugees. The idea is to give them the machines and materials they need to practice their crafts (there are cobblers, tailors, electricians, etc.) and sell what they do. This project can effectively change the lives of refugees.

One thing I can guarantee: your donation will surely help someone.

Third and final point: you can share the project. The more people know that Home for All exists, the more people can donate and more lives can be changed.

Here’s a cute dog asking you to donate <3

I hope that I have been able to portray, even if only a little, the importance of this amazing project!

The post [EN] Home for All: here, there’s a burning hope for a fresh start appeared first on Mudanças Constantes.

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[EN] Moria: will the flames ever stop burning in this Hell? https://www.mudancasconstantes.com/2018/12/14/moria-refugee-camp/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=moria-refugee-camp https://www.mudancasconstantes.com/2018/12/14/moria-refugee-camp/#respond Fri, 14 Dec 2018 20:54:35 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=4694 In the summer of 2015 there was no TV news coverage that would not start with the refugee crisis in the Mediterranean. In that year 1 million asylum seekers entered Europe, making this crisis the largest ever recorded on our continent. But while the people who were arriving at the beginning were able to handle the necessary bureaucracies in a few days but with the increasing number of boats and people appearing, waiting times increased from days to years. This means that the camp of Moria, initially designed to accommodate up to 2,000 refugees, currently holds 8,000 to 10,000 refugees. Three years later, boats continue to reach the island of Lesvos every day, even in winter. In these circumstances, a solution is not foreseen in the near future (nor in the long term). I decided to write this particular post, not to share my experience in Lesvos, but to share what I learned about everyday life in the Moria camp and the reasons why there is an urgent need for more funding and political intervention in order to, at least, improve the living conditions of refugees. Despite being a forgotten subject by the media, it is a problem that is far from being solved. The trip to Lesvos The vast majority of the refugees I spoke to came from distant countries such as Afghanistan, Pakistan, Cameroon and Congo. Who knows what they went through to get to Europe? Brought over by smugglers, they are sold a lie. They come in search of a dream: to live in a safe country, where they can work, live and support their families. They travel illegally, deceived by those who guarantee them a safe passage to Europe. They do not know that they are going to be put on an unsafe boat, with false life jackets, to an uncertain destination. Those who do not agree to embark are threatened or even killed on Turkish beaches. After all they are nobody. Without documents, they do not exist. Then comes the most dangerous part of the whole journey: the boat trip to the island. Boats take twice their capacities and for the vast majority of refugees, this is the first time they are seeing the sea. There are gruesome stories about these crossings. And for those who actually manage to reach land again, the feeling is of celebration and happiness. They clearly do not know what is yet to come. The environment and conditions in the countryside of Moria Wet, confused, and overwhelmed, it is now time to walk to Moria. Depending on where they got onto the island, the trip may take up to two days. Some organizations and volunteers are dedicated to helping on this journey, but for some time the authorities have banned any kind of aid in transporting refugees. Fortunately this has already changed. The final stage is to ask for asylum. Moria is a registration camp, which is why all people are sent there. Each person is given a date for an asylum application interview. But for when is unclear. In a year or two perhaps. And that’s where hope begins to fade. During this time they will have to live in the Moria refugee camp without the possibility of moving out of the island or working. The only thing they have left to do is to wait. And this waiting becomes even more desperate by the conditions of the camp. The environment is oppressive. There is a huge segregation between the various nationalities in the camp. The Afghans do not deal with the Arabs, Congolese and Cameroon nationals do not sympathize with Somalis or Eritreans and no one likes the Kurds. The conditions are inhuman. The official camp looks like a prison, as it was formerly a military camp. This is where the vast majority of refugees live. Upon arrival, they stay in a tent for 200 people. Then they may or may not be distributed by the containers of the camp, the ISO Boxes, the only place where they will be most sheltered from the cold and rain but they often have to share 25 more people. Then there are the tents. Due to the inability of the original camp to receive all arriving people, a new camp, duly named “The Jungle”, was born. It’s composed by hundreds of tents or canvas bits that house thousands of people without access to basic sanitation or electricity. When it rains there is no way to escape, the ground becomes mud and water enters from all sides. Safety? Does not exist. Stories of rapes, assaults or suicides are their every day. Food? Two to three hours waiting for breakfast, the same for lunch and dinner. They may receive a plate of rice or old oats. All family members must be present to order food. Result? About 9 hours a day spent waiting in line. Medicines? “We do not have any, drink water” Sanitation? A toilet for 70 people and a shower for 80. € 90 per month. This is how much each refugee receives per month when he lives in the Moria refugee camp. How is it possible to survive under these conditions? I honestly do not know. The truth is that every refugee I met had a smile to offer and as soon as they were put in an environment of comfort and safety. And it’s about that transformation that I’m going to talk about in the next post. “They put people in an animal environment and they will become animals” was one of the phrases that struck me most during my week in Lesvos. There is an urgency to restore dignity to these people and give them, at least, the possibility of doing something with their time. There are other camps on the island of Lesvos and fortunately they have better conditions. For example, in Kara Tepe everyone lives in ISO Boxes and where they are limited to housing 1000 people. Dozens or hundreds of NGOs work hard to alleviate the suffering of refugees. On the other hand there is also the island of Samos where, once again, thousands of refugees arrive every year. Here they live in conditions as bad as or worse than in Lesvos. One of the main problems: nobody knows about it. If there is a light at the bottom of this tunnel I cannot see it.

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In the summer of 2015 there was no TV news coverage that would not start with the refugee crisis in the Mediterranean. In that year 1 million asylum seekers entered Europe, making this crisis the largest ever recorded on our continent.

But while the people who were arriving at the beginning were able to handle the necessary bureaucracies in a few days but with the increasing number of boats and people appearing, waiting times increased from days to years.

This means that the camp of Moria, initially designed to accommodate up to 2,000 refugees, currently holds 8,000 to 10,000 refugees. Three years later, boats continue to reach the island of Lesvos every day, even in winter. In these circumstances, a solution is not foreseen in the near future (nor in the long term).

I decided to write this particular post, not to share my experience in Lesvos, but to share what I learned about everyday life in the Moria camp and the reasons why there is an urgent need for more funding and political intervention in order to, at least, improve the living conditions of refugees. Despite being a forgotten subject by the media, it is a problem that is far from being solved.

The trip to Lesvos

The vast majority of the refugees I spoke to came from distant countries such as Afghanistan, Pakistan, Cameroon and Congo. Who knows what they went through to get to Europe? Brought over by smugglers, they are sold a lie. They come in search of a dream: to live in a safe country, where they can work, live and support their families.

They travel illegally, deceived by those who guarantee them a safe passage to Europe. They do not know that they are going to be put on an unsafe boat, with false life jackets, to an uncertain destination. Those who do not agree to embark are threatened or even killed on Turkish beaches. After all they are nobody. Without documents, they do not exist.


Imagem: Wikipedia

Then comes the most dangerous part of the whole journey: the boat trip to the island. Boats take twice their capacities and for the vast majority of refugees, this is the first time they are seeing the sea. There are gruesome stories about these crossings.

And for those who actually manage to reach land again, the feeling is of celebration and happiness. They clearly do not know what is yet to come.

The environment and conditions in the countryside of Moria

Wet, confused, and overwhelmed, it is now time to walk to Moria. Depending on where they got onto the island, the trip may take up to two days. Some organizations and volunteers are dedicated to helping on this journey, but for some time the authorities have banned any kind of aid in transporting refugees. Fortunately this has already changed.

The final stage is to ask for asylum. Moria is a registration camp, which is why all people are sent there. Each person is given a date for an asylum application interview. But for when is unclear. In a year or two perhaps. And that’s where hope begins to fade.

During this time they will have to live in the Moria refugee camp without the possibility of moving out of the island or working. The only thing they have left to do is to wait.

And this waiting becomes even more desperate by the conditions of the camp. The environment is oppressive. There is a huge segregation between the various nationalities in the camp. The Afghans do not deal with the Arabs, Congolese and Cameroon nationals do not sympathize with Somalis or Eritreans and no one likes the Kurds.

The conditions are inhuman. The official camp looks like a prison, as it was formerly a military camp. This is where the vast majority of refugees live. Upon arrival, they stay in a tent for 200 people. Then they may or may not be distributed by the containers of the camp, the ISO Boxes, the only place where they will be most sheltered from the cold and rain but they often have to share 25 more people.

Then there are the tents. Due to the inability of the original camp to receive all arriving people, a new camp, duly named “The Jungle”, was born. It’s composed by hundreds of tents or canvas bits that house thousands of people without access to basic sanitation or electricity. When it rains there is no way to escape, the ground becomes mud and water enters from all sides.

Safety? Does not exist. Stories of rapes, assaults or suicides are their every day.

Food? Two to three hours waiting for breakfast, the same for lunch and dinner. They may receive a plate of rice or old oats. All family members must be present to order food. Result? About 9 hours a day spent waiting in line.

Medicines? “We do not have any, drink water”

Sanitation? A toilet for 70 people and a shower for 80.

€ 90 per month. This is how much each refugee receives per month when he lives in the Moria refugee camp.

How is it possible to survive under these conditions? I honestly do not know. The truth is that every refugee I met had a smile to offer and as soon as they were put in an environment of comfort and safety. And it’s about that transformation that I’m going to talk about in the next post.

“They put people in an animal environment and they will become animals” was one of the phrases that struck me most during my week in Lesvos. There is an urgency to restore dignity to these people and give them, at least, the possibility of doing something with their time.

There are other camps on the island of Lesvos and fortunately they have better conditions. For example, in Kara Tepe everyone lives in ISO Boxes and where they are limited to housing 1000 people. Dozens or hundreds of NGOs work hard to alleviate the suffering of refugees.

On the other hand there is also the island of Samos where, once again, thousands of refugees arrive every year. Here they live in conditions as bad as or worse than in Lesvos. One of the main problems: nobody knows about it. If there is a light at the bottom of this tunnel I cannot see it.

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