Portugal

Revivendo memórias de Verões algarvios

Se há coisa que sempre dei como garantida nos primeiros 20 anos da minha vida, era que no fim de Junho ou início de Julho iria para o Algarve, durante duas semanas, para não fazer mais nada senão trabalhar para o bronze, pôr a leitura em dia e sofrer com a água fria das costas portuguesas.

Este ano tive a oportunidade de reviver lugares que adoro, de matar saudades do peixe fresco acabado de pescar e até de descobrir uns sítios novos! Aqui vão os retratos dos meus lugares preferidos.

Praia do Barril

Esta ganha o prémio de memória mais antiga. Reza a lenda que foi a minha primeira praia e que foi no empreendimento de Pedras d’el Rei que aprendi a andar. Há algo de muito especial naquela caminhada que atravessa a ria, segue a linha do “Barril Express” e acaba na praia. A paisagem, os cheiros, os caranguejos da maré vazia… tudo!

Cacela Velha

Se o Barril ganha o prémio de memória mais antiga, Cacela tem que ganhar o prémio de memória mais bonita. As pequenas casas caiadas, brancas e azuis, e a praça principal que ainda tem uma cabine telefónica conferem-lhe uma atmosfera de aldeia parada no tempo. E aquela vista? Para essa quase me faltam as palavras!

Praia da Fábrica

Praia algarvia com vista para Cacela: poderá haver algo melhor? Pois eu cá acho que não. A Praia da Fábrica é acessível de barco (quando a maré está cheia) e a pé (quando está vazia. também dá para voltar de barco, mas não vale a pena).

 

Tavira à noite

Nas noites quentes de Verão, Tavira é sempre um local de eleição (rimei!). Aqueles passeios depois do jantar, com direito a paragem para um docinho tradicional ou um moderno gelado, já são tradição. Tavira tem um centro histórico muito bem arranjado com direito a castelo, igrejas e tudo aquilo que se espera de uma bela vila portuguesa. O rio Gilão, que a corta a meio, é só mais um bónus. E que bónus!



As novidades: Pego do Inferno & São Brás de Alportel

Como este ano as estações andam todas trocadas, algumas das tardes de praia potencialmente maravilhosas foram trocadas por ventaneiras desgraçadas. Por isso tivemos que adaptar os planos e numa tarde particularmente fria fomos visitar o Pego do Inferno e São Brás de Alportel. A primeira é uma cascata de cor esverdeada muito bonita, mas também muito popular. O acesso não é o mais fácil mas faz-se bem.

A segunda tem doces tradicionais de comer e chorar por mais no Café Ervilha. Eu sei que o nome é estranho. Também não estava à espera, mas as tortas e os Dom Rodrigo, ui ui!

Digam lá se o nosso Portugal não é “something else“.

Alfacinha germinada e cultivada num cantinho à beira mar plantado, a Inês tem uma certa inquietação que não a deixa ficar muito tempo tempo no mesmo sítio. Fez Erasmus em Paris, trabalhou em Istambul e em Portugal, fez um mestrado em Creative Advertising em Milão e agora trabalha no Reino Unido. Viajar, criatividade, cozinhar, dançar e ler são algumas das suas paixões. A combinação de algumas delas deu origem a este blog, o Mudanças Constantes. Bem-vindos!

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