• Call for Inspiration,  Cycling Cape2Cape

    [EN] Cycling Cape 2 Cape: The Africa of Kings & Kings

    29000km is a lot of kilometres but that’s exactly what the legs of steel of Adi & Fabian have cycled in the past year and half. Their journey is now reaching its final stages with only three countries to go: Angola, Namibia and South Africa, but that’s the future.   Today we will go through the Africa of Kings and Kings – I don’t think Queens are a thing there – where coronations still happened and each territory has its leader. Benin, Nigeria, Cameroon, Gabon and Congo were the backdrop of their last four months and that is exactly where we are traveling today. In the last interview you seemed…

  • Food for Thought

    Dia Internacional da Mulher. Para quê?

    Há cerca de uma semana a notícia “Desce a esperança média de vida para as mulheres mais desfavorecidas em Inglaterra” fazia cabeçalhos em todos os jornais do país e, há dois dias, um relatório da UNDP revelava que “nove em cada dez pessoas têm preconceitos contra as mulheres”. Se a desigualdade de género fosse um vírus não havia máscaras que nos salvassem.

  • República Checa

    Praga: a sedutora nata

    Ao percorrer as ruas de Praga ficamos com duas certezas absolutas. A primeira é que havia ali arquitectos dos bons. A segunda é que os pintores não lhes ficavam nada atrás. Munida destas duas características que atraem tanto o turista sofisticado como o inglês da festa de despedida de solteiro (o álcool barato também ajuda), Praga tornou-se num destino incontornável no itinerário de capitais europeias. A primeira vez que calquei as ruas de Praga foi ao sair de um comboio nocturno vindo de Cracóvia, com 18 anos (ó meu deus…) em pleno Interrail. Tinha um roteiro planeado, um mapa na mão com todos os pontos que queria ver marcados e…

  • Portugal

    Monsaraz: um regresso ao passado e um presépio singular

    Monsaraz é um regresso ao passado não só por fazer parte de algumas das minhas mais antigas memórias de infância, mas por que ao passar o arco medieval que dá acesso à vila no interior das muralhas somos imediatamente transportados para uma era diferente.   Uma era de casinhas caiadas com portas demasiado pequenas para os humanos de hoje e ruas de xisto para contrastar. Mas o que nos levava sempre a Monsaraz na altura do Natal era o seu presépio. A cada esquina há uma figura de cerâmica, vestida a rigor a representar o seu papel. Os guardas do castelo, a lavadeira, o oleiro e até as ovelhas e…

  • Food for Thought

    2019 revisto e uma década de mudanças

    Pode parecer ridículo, mas só ao ler os jornais é que percebi que estamos prestes a entrar numa nova década e, ao que parece, temos que usar estes últimos dias do ano para reflectir nos acontecimentos dos últimos dez. Sendo que eu mal me lembro de todos os sítios onde fui este ano, este exercício pode tornar-se mais complicado do que antecipei mais aqui vai: 2010 Há 10 anos estava a acabar o secundário e não sabia muito bem o que fazer da vida – esta parte ainda se confirma, mas agora com um sentimento de aceitação e não de pânico. A crise estava instalada e não havia nada mais…

  • Cazaquistão,  Quirguistão,  Uzbequistão

    Viajar na Ásia Central: Dicas e informações úteis

    Viajar na Ásia Central é uma descoberta constante. Há poucos anos estes países eram uma completa incógnita, um trava línguas difícil. Hoje em dia os “stan” ou “istão” começam a conquistar os tops de países mais promissores para viajar, particularmente para os amantes da natureza. Esta viagem começou por ser super planeada, daquelas com direito a folhas de Excel e tudo, e acabou por ser uma das viagens mais espontâneas que já fiz. Por um lado vimos mais um país do que tínhamos inicialmente pensado: o Uzbequistão. Por outro, acabámos por não fazer as duas grandes caminhadas que queríamos no Quirguistão, mas olhando para trás foi a melhor decisão que…

  • Inglaterra

    A cinzenta e tradicional Inglaterra dos filmes

    Já se sabe que o clima está longe de ser a melhor qualidade de Inglaterra. Nunca está extremamente frio nem quente, não há tempestades e as chuvas torrenciais são raras. Há uma expressão muito inglesa que descreve lindamente o tempo nesta ilha geograficamente mal posicionada: lukewarm. Em português, morno, lukewarm é um estado de indiferença, de desinteresse no qual Inglaterra se mergulha durante mais ou menos nove meses por ano. Não querendo atender ao pedido de “bom tempo” por parte da minha mãe, Inglaterra mostrou-se tal e qual como é durante o nosso fim-de-semana de passeio pelos Cotswolds e Bath. Vendo o copo meio cheio, Inglaterra tem um certo encanto…

  • Uzbequistão

    Samarkand e a visita do presidente

    Se achas que o Marcelo é popular, é porque nunca viste o presidente do Uzbequistão, aquilo sim é pompa e circunstância. Conseguimos chegar a Samarkand durante os ensaios para o festival de música e dança mais importante do ano, o Sharq Taronalari e quando há visita do presidente à mistura estes meninos não brincam em serviço: o Registan estava oficialmente fechado e nem as centenas de turistas desapontados e com cara de cãezinhos abandonados à porta os fizeram abrir uma excepção. O Registan é só o monumento mas importante do Uzbequistão e nós conseguimos acertar nos únicos dias do ano em que não estava aberto. Ainda fizemos três tentativas de…

  • Uzbequistão

    Bukhara: nós vs. o pôr-do-sol

    De todas as cidades que tínhamos escolhido visitar no Uzbequistão, Bukhara era aquela onde íamos passar menos tempo; os horários dos comboios assim o ditaram. Contudo, mesmo sabendo que ia ser uma correria, não podíamos deixar a cidade mais sagrada da Ásia Central para trás. Às três da tarde chegámos à estação de comboio de Bukhara para mais uma recepção calorosa por parte de 20 taxistas, que desta vez desapontámos por já termos marcado transporte com a guesthouse. A contagem decrescente das cinco horas de sol que nos restavam tinha oficialmente começado. Por muito que quiséssemos começar a correr quilómetros os nossos estômagos arrastaram-nos para a tasca recomendada pelo dono…

  • Uzbequistão

    Khiva: no epicentro da rota da seda

    O frio e o vento que se faziam sentir no Quirguistão empurraram-nos para o seu vizinho mais quentinho: o Uzbequistão. Esta decisão de última hora obrigou-me a preparar nalgumas horas um itinerário de cinco dias num país sobre o qual pouco (ou nada) sabia. Valha-nos os blogues de viagens e o santo Google Maps e em menos de nada tínhamos escolhido as quatro cidades que queríamos visitar. Estava na altura de começar a marcar coisas! Íamos aterrar em Tashkent – possivelmente a capital com o melhor nome de sempre – e nessa noite ainda tínhamos que apanhar um comboio para o lado oposto do país, Urgench, de onde seguiríamos para…