cornwall Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/cornwall/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 22 May 2022 19:05:13 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png cornwall Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/cornwall/ 32 32 De caravana por Cheddar, Exmoor e Cornwall https://www.mudancasconstantes.com/2022/03/23/caravana-cheddar-exmoor-cornwall/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=caravana-cheddar-exmoor-cornwall https://www.mudancasconstantes.com/2022/03/23/caravana-cheddar-exmoor-cornwall/#respond Wed, 23 Mar 2022 18:18:23 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=8711 O Parque Nacional de Exmoor não é particularmente famoso nem em Inglaterra, nem no estrangeiro. Mas devia! Situado entre Dorset e Cornwall, dois counties bem mais badalados, o parque fica em Devon, uma região que combina praias secretas, cavalos selvagens e caminhadas costeiras sem fim. Assim sendo, estavam reunidas as características ideais para uma roadtrip e Exmoor foi aprovado como principal destino de uma viagem de cinco dias numa pequena caravana. Parques de campismo marcados, rota escolhida e test drive feito estávamos prontos para mais uma “staycation”. Cheddar: queijos e caminhos vertiginosos A estrada de Buckingham (a vila, não o palácio) até Exmoor era demasiado longa para fazer num só dia, por isso decidimos pernoitar em Cheddar. Para além de ser uma terra conhecida pelo seu queijo, Cheddar é também uma maravilha da geologia.Um bocadinho sobre o desfiladeiro de Cheddar: O Cheddar Gorge começou a ser formado há um milhão de anos durante a última Idade do Gelo quando a água dos glaciares derreteu e formou um rio. Com o tempo, esse rio começou a esculpir a rocha calcária criando os penhascos íngremes que podes visitar hoje em dia. Querendo aproveitar as últimas horas de sol, decidimos conduzir pelo desfiladeiro e tentar subir ao cimo para ver o pôr do sol. Não sabíamos bem por onde ir, mas reparámos numa espécie de caminhos de cabras que nos pareciam ir dar ao sítio certo. Problema: ERAM LITERALMENTE CAMINHOS DE CABRAS. Com uma inclinação praticamente vertical e chão de gravilha, foi quase a custo da nossa vida que conseguimos chegar ao topo. Depois da Suíça já devia saber que é má ideia seguir gajos por caminhos não marcados. Quando finalmente chegámos onde “queríamos” e já não corríamos perigo de vida apercebemo-nos que aquele nem era um sítio particularmente bom para ver o pôr do sol. Era indiscutivelmente bonito, mas mais valia termos ido pelo caminho para humanos… Na manhã seguinte saí bem cedo do parque de campismo, desta vez sozinha, e fiz a caminhada oficial. Seis quilómetros que se fazem muito bem e, agora sim, com as melhores vistas possíveis sobre o desfiladeiro e Cheddar. Podes ver a caminhada e fazer download do ficheiro GPX aqui. Exmoor: baías, cascatas e fogueiras As melhores memórias que tenho de Exmoor são dos fins de tarde passados no “parque de campismo” que não era mais que uma quinta com porcos bem gordos! Não há nada mais relaxante do que jantar à beira de uma fogueira que conseguiu pegar no meio de relva molhada com um copo de vinho barato na mão. Como fizemos inúmeras paragens nesta região, vou tentar não me alongar muito nas minhas descrições e mostrar-te os lugares mais espectaculares que visitámos. Porlock Weir: uma cerveja à beira mar A estrada que te leva a esta pequena aldeola (ou conjunto de casas) não será a mais apropriada para carrinhas, mas mereceu não termos desistido. Foi aqui que parámos para ver o mar pela primeira vez e sentimos que estávamos verdadeiramente de férias. Depois de uma breve caminhada pela praia de calhaus e de absorver um pouco de sol, sentámo-nos no The Ship Inn com uma cerveja na mão. Tarefa cumprida! Lynmouth: “Temos que parar aqui!” No caminho até ao parque de campismo, enquanto percorríamos uma das estradas mais bonitas que alguma vez fiz em Inglaterra, deparámo-nos com a vila de Lynmouth que me fez querer ir dar um pequeno passeio de reconhecimento. Sendo uma pequena vila piscatória, o melhor de Lynmouth é mesmo a sua geografia. Rodeada de penhascos, as vistas são lindíssimas tanto para que olha para terra como para o mar. A arquitectura desta zona também é muito diferente das casas de tijolo tradicionalmente inglesas. North Devon Coast: perto do mar, longe da água Ninguém no seu perfeito juízo vai para a costa inglesa para fazer férias de praia. Assim sendo, fizemos férias de passeios e caminhadas. Estacionámos a carrinha em Woolacombe e fizemos a caminhada até Mortehoe e ao Morte Point. Uma caminhada por colinas, penhascos e pequenas aldeias que incluiu um piquenique de fish and chips com vista para o “Baggy Point”. Mesmo com nuvens a cor da água era de um azul transparente lindo! Tarr Steps: mergulhando no verde No meio de tanta praia, decidimos que também valia a pena visitar um rio! Esta ponte feita de pedregulhos é um monumento na região. A ponte em si é engraçada, mas um pouco tosca quando comparada com qualquer ponte romana! Mas o melhor dos Tarr Steps não é a ponte em si, é tudo o que está à volta. Não é muito comum em Inglaterra encontrarmos florestas densas onde quase não se vê o céu. O trilho à beira do rio é tão relaxante que parece terapia. Nós chegámos já ao fim do dia e alguém nos ofereceu o seu ticket de estacionamento (3 pounds por dia). Também demos o nosso quando saímos, por isso pode ser que tenhas sorte! Hartland Cornwall Heritage Coast: terra de cascatas no mar Este pedaço de costa está cheio de coisas boas! A primeira paragem foi na Speke’s Mill Mouth Waterfall que para além de uma cascata altíssima que acaba no mar, tem uma baía com uma praia deserta onde nos sentámos a ouvir o barulho das ondas. Não muito longe fica a Welcombe Mouth Beach com mais uma “cascata de praia” e a Hawker’s Hut, uma cabaninha de madeira, famosa por ser o lugar onde o Reverend Robert Hawker escrevia. Valley of Rocks: A caminhada que ficou para trás Em Inglaterra, Verão não é sinónimo de bom tempo. A caminhada do Valley of Rocks era uma das coisas que mais queria fazer no Parque Nacional de Exmoor, mas o tempo não deixou. Fica a recomendação! Cornwall: vilas piscatórias e desapontamentos turísticos Foi o parque de campismo Cornish Tipi Holidays que nos aliciou a ir até Cornwall. A promessa de um oásis de paz e tranquilidade no meio de um dos destinos de férias mais populares em Inglaterra. A parte da paz e tranquilidade era só meia verdade, visto que é um lugar muito atrativo para famílias numerosas, mas o lago “privado” no meio das árvores convenceu-me e prometi a mim mesma que na manhã seguinte lá voltaria para um banho matinal refrescante sem mais ninguém! O meu namorado duvidou da minha coragem, mas antes das oito da manhã já estava dentro de água! Gelada, é certo, mas tinha conquistado a paz e tranquilidade prometida. Port Isaac: Alguém quer uma casa de férias? O parque de campismo ficava ao lado de uma pequena vila pescatória chamada Port Isaac. Não fazia parte dos planos, mas as fotografias do Google convenceram-nos a ir dar uma vista de olhos e que boa ideia que foi! Depois de uns dias mais cinzentos, o sol tinha finalmente decidido aparecer e fez toda a diferença. A água do mar era verde esmeralda e tudo era fotogénico! Demasiado cedo para nos deleitarmos com mais um Fish & Chips, fizemo-nos a estrada para o destino final antes de irmos para casa. Tintagel & Clovely: Como fazer dinheiro fácil Nesta viagem visitámos sítios fantásticos e todos eles gratuitos, com a excepção de alguns parques de estacionamento. Contudo, nos últimos dias parámos em “duas atracções” que me desiludiram muito por se terem tornado num parque de diversões para turistas. Clovely é uma vila parecidíssima a todas as outras, mas é preciso pagar para entrar. Fiquei estupefacta. Claro que fomos logo embora quando percebemos, mas parece-me um conceito muito parvo. O castelo de Tintagel percebo que seja pago, mas parecia que tínhamos chegado a Fátima: tudo estava hiper comercializado para esta atracção! A vila em si é feia, a comida é má e muito sinceramente não acho que valha a pena. Ficam aqui estas duas não recomendações. Em geral, Inglaterra tem tudo o que uma boa roadtrip deve ter. Podes ler aqui mais sobre outras viagens que fiz no passado em Wales, Escócia e nos Cotswolds! Dicas rápidas Parque de campismo – Cheddar: Um parque de campismo baratinho e muito normal. Tem montes de famílias, mas lá nos arranjaram um cantinho sossegado sem miúdos à volta. É simpático, mas prefiro parques mais pequenos e acolhedores. Parque de campismo – Exmoor: O meu parque preferido das férias. Pouca gente, hambúrgueres e ovos caseiros, vista para os porcos enquanto se lava a loiça e casas de banho como se estivesses numa casa. Perfeito!Parque de campismo – Cornwall: De longe o parque mais bonito, mas não o mais sossegado. Deviam fazer um Cornish Tipi holidays só para adultos! Contudo, pelo menos só para ter a experiência de uma noite é um lugar muito especial. Alugar uma caravana: O processo de alugar uma caravana foi muito fácil através do Yescapa. Os preços em Inglaterra não são particularmente simpáticos para nada e acabámos por pagar cerca de 100€ por dia com o seguro mais completo incluído. A vantagem foi termos alugado uma caravana a GLP o que tornou as deslocações bem mais baratas.

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O Parque Nacional de Exmoor não é particularmente famoso nem em Inglaterra, nem no estrangeiro. Mas devia! Situado entre Dorset e Cornwall, dois counties bem mais badalados, o parque fica em Devon, uma região que combina praias secretas, cavalos selvagens e caminhadas costeiras sem fim.

Assim sendo, estavam reunidas as características ideais para uma roadtrip e Exmoor foi aprovado como principal destino de uma viagem de cinco dias numa pequena caravana. Parques de campismo marcados, rota escolhida e test drive feito estávamos prontos para mais uma “staycation”.

Cheddar: queijos e caminhos vertiginosos

A estrada de Buckingham (a vila, não o palácio) até Exmoor era demasiado longa para fazer num só dia, por isso decidimos pernoitar em Cheddar. Para além de ser uma terra conhecida pelo seu queijo, Cheddar é também uma maravilha da geologia.

Um bocadinho sobre o desfiladeiro de Cheddar:
O Cheddar Gorge começou a ser formado há um milhão de anos durante a última Idade do Gelo quando a água dos glaciares derreteu e formou um rio. Com o tempo, esse rio começou a esculpir a rocha calcária criando os penhascos íngremes que podes visitar hoje em dia.

Querendo aproveitar as últimas horas de sol, decidimos conduzir pelo desfiladeiro e tentar subir ao cimo para ver o pôr do sol. Não sabíamos bem por onde ir, mas reparámos numa espécie de caminhos de cabras que nos pareciam ir dar ao sítio certo. Problema: ERAM LITERALMENTE CAMINHOS DE CABRAS.

Com uma inclinação praticamente vertical e chão de gravilha, foi quase a custo da nossa vida que conseguimos chegar ao topo. Depois da Suíça já devia saber que é má ideia seguir gajos por caminhos não marcados.


Quando finalmente chegámos onde “queríamos” e já não corríamos perigo de vida apercebemo-nos que aquele nem era um sítio particularmente bom para ver o pôr do sol. Era indiscutivelmente bonito, mas mais valia termos ido pelo caminho para humanos…

Na manhã seguinte saí bem cedo do parque de campismo, desta vez sozinha, e fiz a caminhada oficial. Seis quilómetros que se fazem muito bem e, agora sim, com as melhores vistas possíveis sobre o desfiladeiro e Cheddar. Podes ver a caminhada e fazer download do ficheiro GPX aqui.


Exmoor: baías, cascatas e fogueiras

As melhores memórias que tenho de Exmoor são dos fins de tarde passados no “parque de campismo” que não era mais que uma quinta com porcos bem gordos! Não há nada mais relaxante do que jantar à beira de uma fogueira que conseguiu pegar no meio de relva molhada com um copo de vinho barato na mão.


Como fizemos inúmeras paragens nesta região, vou tentar não me alongar muito nas minhas descrições e mostrar-te os lugares mais espectaculares que visitámos.

Porlock Weir: uma cerveja à beira mar

A estrada que te leva a esta pequena aldeola (ou conjunto de casas) não será a mais apropriada para carrinhas, mas mereceu não termos desistido. Foi aqui que parámos para ver o mar pela primeira vez e sentimos que estávamos verdadeiramente de férias. Depois de uma breve caminhada pela praia de calhaus e de absorver um pouco de sol, sentámo-nos no The Ship Inn com uma cerveja na mão. Tarefa cumprida!


Lynmouth: “Temos que parar aqui!”

No caminho até ao parque de campismo, enquanto percorríamos uma das estradas mais bonitas que alguma vez fiz em Inglaterra, deparámo-nos com a vila de Lynmouth que me fez querer ir dar um pequeno passeio de reconhecimento. Sendo uma pequena vila piscatória, o melhor de Lynmouth é mesmo a sua geografia. Rodeada de penhascos, as vistas são lindíssimas tanto para que olha para terra como para o mar. A arquitectura desta zona também é muito diferente das casas de tijolo tradicionalmente inglesas.


North Devon Coast: perto do mar, longe da água

Ninguém no seu perfeito juízo vai para a costa inglesa para fazer férias de praia. Assim sendo, fizemos férias de passeios e caminhadas. Estacionámos a carrinha em Woolacombe e fizemos a caminhada até Mortehoe e ao Morte Point.


Uma caminhada por colinas, penhascos e pequenas aldeias que incluiu um piquenique de fish and chips com vista para o “Baggy Point”. Mesmo com nuvens a cor da água era de um azul transparente lindo!

Tarr Steps: mergulhando no verde

No meio de tanta praia, decidimos que também valia a pena visitar um rio! Esta ponte feita de pedregulhos é um monumento na região. A ponte em si é engraçada, mas um pouco tosca quando comparada com qualquer ponte romana!


Mas o melhor dos Tarr Steps não é a ponte em si, é tudo o que está à volta. Não é muito comum em Inglaterra encontrarmos florestas densas onde quase não se vê o céu. O trilho à beira do rio é tão relaxante que parece terapia. Nós chegámos já ao fim do dia e alguém nos ofereceu o seu ticket de estacionamento (3 pounds por dia). Também demos o nosso quando saímos, por isso pode ser que tenhas sorte!

Hartland Cornwall Heritage Coast: terra de cascatas no mar

Este pedaço de costa está cheio de coisas boas! A primeira paragem foi na Speke’s Mill Mouth Waterfall que para além de uma cascata altíssima que acaba no mar, tem uma baía com uma praia deserta onde nos sentámos a ouvir o barulho das ondas.


Não muito longe fica a Welcombe Mouth Beach com mais uma “cascata de praia” e a Hawker’s Hut, uma cabaninha de madeira, famosa por ser o lugar onde o Reverend Robert Hawker escrevia.


Valley of Rocks: A caminhada que ficou para trás

Em Inglaterra, Verão não é sinónimo de bom tempo. A caminhada do Valley of Rocks era uma das coisas que mais queria fazer no Parque Nacional de Exmoor, mas o tempo não deixou. Fica a recomendação!

Cornwall: vilas piscatórias e desapontamentos turísticos

Foi o parque de campismo Cornish Tipi Holidays que nos aliciou a ir até Cornwall. A promessa de um oásis de paz e tranquilidade no meio de um dos destinos de férias mais populares em Inglaterra.

A parte da paz e tranquilidade era só meia verdade, visto que é um lugar muito atrativo para famílias numerosas, mas o lago “privado” no meio das árvores convenceu-me e prometi a mim mesma que na manhã seguinte lá voltaria para um banho matinal refrescante sem mais ninguém!

O meu namorado duvidou da minha coragem, mas antes das oito da manhã já estava dentro de água! Gelada, é certo, mas tinha conquistado a paz e tranquilidade prometida.


Port Isaac: Alguém quer uma casa de férias?

O parque de campismo ficava ao lado de uma pequena vila pescatória chamada Port Isaac. Não fazia parte dos planos, mas as fotografias do Google convenceram-nos a ir dar uma vista de olhos e que boa ideia que foi!


Depois de uns dias mais cinzentos, o sol tinha finalmente decidido aparecer e fez toda a diferença. A água do mar era verde esmeralda e tudo era fotogénico! Demasiado cedo para nos deleitarmos com mais um Fish & Chips, fizemo-nos a estrada para o destino final antes de irmos para casa.


Tintagel & Clovely: Como fazer dinheiro fácil

Nesta viagem visitámos sítios fantásticos e todos eles gratuitos, com a excepção de alguns parques de estacionamento. Contudo, nos últimos dias parámos em “duas atracções” que me desiludiram muito por se terem tornado num parque de diversões para turistas.

Clovely é uma vila parecidíssima a todas as outras, mas é preciso pagar para entrar. Fiquei estupefacta. Claro que fomos logo embora quando percebemos, mas parece-me um conceito muito parvo.

O castelo de Tintagel percebo que seja pago, mas parecia que tínhamos chegado a Fátima: tudo estava hiper comercializado para esta atracção! A vila em si é feia, a comida é má e muito sinceramente não acho que valha a pena. Ficam aqui estas duas não recomendações.

Em geral, Inglaterra tem tudo o que uma boa roadtrip deve ter. Podes ler aqui mais sobre outras viagens que fiz no passado em Wales, Escócia e nos Cotswolds!



Dicas rápidas

Parque de campismo – Cheddar: Um parque de campismo baratinho e muito normal. Tem montes de famílias, mas lá nos arranjaram um cantinho sossegado sem miúdos à volta. É simpático, mas prefiro parques mais pequenos e acolhedores.

Parque de campismo – Exmoor: O meu parque preferido das férias. Pouca gente, hambúrgueres e ovos caseiros, vista para os porcos enquanto se lava a loiça e casas de banho como se estivesses numa casa. Perfeito!

Parque de campismo – Cornwall:
De longe o parque mais bonito, mas não o mais sossegado. Deviam fazer um Cornish Tipi holidays só para adultos! Contudo, pelo menos só para ter a experiência de uma noite é um lugar muito especial.

Alugar uma caravana: O processo de alugar uma caravana foi muito fácil através do Yescapa. Os preços em Inglaterra não são particularmente simpáticos para nada e acabámos por pagar cerca de 100€ por dia com o seguro mais completo incluído. A vantagem foi termos alugado uma caravana a GLP o que tornou as deslocações bem mais baratas.

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3 dias em Cornwall: “Who knew England could be so beautiful!” https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/15/3-dias-na-cornualha-cornwall/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=3-dias-na-cornualha-cornwall https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/15/3-dias-na-cornualha-cornwall/#comments Fri, 15 Dec 2017 20:19:26 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2455 Após 6 meses a viajar estava na altura de voltar para casa, mas ainda tinha mais uma paragem no itinerário: uma semana em Inglaterra. Nesta altura o meu namorado era inglês – conheci-o enquanto viajava pelas Filipinas – e já que o meu avião de volta estava comprado para Londres, juntei o útil ao agradável e decidimos fazer uma última viagem juntos. Depois de um dia para ver o último episódio de Game of Thrones, dormir até ao jetlag passar, ver veados, lavar roupa, conhecer os pais dele e tudo isso, ainda desenhámos um plano rápido e improvisado e fizemo-nos à estrada. Dia 1# – “Vão dormir nesse carro?” Como uma viagem directa de Milton Keynes até Cornwall é um esticão, decidimos ir primeiro para os lados de Bristol, ficar uma noite por lá e depois continuar a descer. Ora, depois de uma viagem de 6 meses, ainda estava no espírito wild & free e disse: “Ah, vamos mas é dormir no carro!”. Mas foi claro que para os Ingleses isto não é assim tão simples! Enquanto na Nova Zelândia ninguém quer saber, simplesmente vais para um parque de campismo e dormes onde quiseres, em Inglaterra toda a gente espera que vás com tendas (do tamanho de casas) e equipamento digno de um profissional. Quando chegámos ao segundo parque de campismo – o primeiro não nos aceitou por não termos tenda! – a senhora disse “vão dormir no carro? Nessa carro??” como se fosse um Smart! Lá a convencemos e depois de pagarmos 5 libras cada finalmente deu-nos um espacinho para pormos o carro. Passadas estas dificuldades infundadas fomos conhecer a zona e passámos pela Tintern Abbey, uma abadia em ruínas muito bonita e seguimos até Ross on Wye uma típica vila inglesa onde, inevitavelmente, acabámos num Pub.   Dia 2# – A pacatez de Millbrook Contrariamente ao que as mentes mais sépticas agoiravam, dormi muito bem no carro! Já o Jimmy congelou um pouco porque, como mulher que sou, faço questão de roubar o édredon 😀 Começámos por visitar Bristol que foi uma das cidades que mais me surpreendeu. Não estava nada à espera de me identificar tanto com esta cidade, mas o facto de estar sol, ter o mar por perto e ser o berço do Banksy tornam-na muito apetecível.  Visitámos o SS Great Britain, um barco com mil e uma histórias e a forma como estão apresentadas é tão imersiva e interessante que tem de ser vivida! Depois fui apresentada a um Bacon&Egg roll, uma sandes de bacon e ovo estrelado acompanhada de batatas fritas que é capaz de explodir com os níveis de colesterol de qualquer um… Ah, a bela gastronomia inglesa! Ainda tivemos tempo para uma pequena caça ao Banksy, a rapariga do brinco de pérola é brilhante, e por fim já só nos faltavam 5 horas de viagem até Millbrook, Cornwall. Assim que chegámos percebemos que estávamos num cantinho muito secreto de Inglaterra. Um pequeno conjunto de casas, um mini supermercado e um ou outro pub fazem Millbrook. O meu amigo, o Jamie, é um fanático do desporto e estava a treinar para o Iron Man por isso levou-nos para a praia ao pôr-do-sol para nadarmos… Ora, habituadinha a águas Tailandesas e Filipinas atrevi-me apenas a dar um mergulho de 3 segundos e voltar a correr para a praia. Mas estar numa praia completamente silenciosa e deserta foi perfeito. Dia 3# – Unicórnios e Purpurinas Para além de fanático do desporto o Jamie também é um fanático do pão! Por isso acordámos de manhã para um belo pãozinho caseiro e depois de enchermos o bandulho com ele fomos para o Eden Project, a atracção mais famosa de Cornwall. Este é um projecto que transformou uma pedreira, onde a terra era completamente infértil e agora é a casa de imensas espécies de plantas e árvores de todo o mundo. Duas cúpulas gigantes, uma tropical e uma mediterrânea levam-te para um lugar bem longe de Inglaterra. A cantina deles tem de ser um dos melhores lugares de Inglaterra para comer com montes de opções saudáveis e deliciosas. Newquay foi o nosso último destino do dia. Ao início não parecia muito promissor, parecia demasiado grande e barulhento mas ao chegarmos à zona das praias começámos a ver um padrão na multidão: havia bandeletes de unicórnios, purpurinas e muitos arco-íris. Estava a decorrer o Gay Cornwall. Mas o melhor de Newquay é a sua península, com uma vista fantástica sobre as falésias. Já em casa usámos a massa do pão para fazer uma pizza deliciosa com pesto, tomates secos e vegetais. Tão bom! Dia 4# – Cabo da Roca à Inglesa No nosso último dia fomos a St. Ives, provavelmente a vila mais pitoresca de Cornwall, onde o pessoal estava todo maluco por que estava sol! Esplanadas e praias cheias, montes de pessoas na rua e casas dignas de um filme da Disney. Uma amiga minha Portuguesa que vive em Londres também estava nas redondezas e encontrámo-nos em Penzance, onde os seus habitantes estavam a tentar bater o record mundial de maior concentração de Piratas. Parece que falharam por que havia gente que estava num pub e não foi à contagem. Típico. Acabámos a viagem no Land’s End, o ponto mais sudoeste de Inglaterra, com uma paisagem muito semelhante à do Cabo da Roca e por isso, muito bonita. Acho que foi o lugar perfeito, até algo poético, para acabar os meus 6 meses pelo mundo. Inglaterra tem muito mais para oferecer do que Londres! Ps: A caminho de Bristol ainda fizemos um pequeno desvio para ver o palacete de Downton Abbey, o Highclere Castle <3  

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Após 6 meses a viajar estava na altura de voltar para casa, mas ainda tinha mais uma paragem no itinerário: uma semana em Inglaterra. Nesta altura o meu namorado era inglês – conheci-o enquanto viajava pelas Filipinas – e já que o meu avião de volta estava comprado para Londres, juntei o útil ao agradável e decidimos fazer uma última viagem juntos.

Depois de um dia para ver o último episódio de Game of Thrones, dormir até ao jetlag passar, ver veados, lavar roupa, conhecer os pais dele e tudo isso, ainda desenhámos um plano rápido e improvisado e fizemo-nos à estrada.

Woburn Deer Park

Dia 1# – “Vão dormir nesse carro?”

Como uma viagem directa de Milton Keynes até Cornwall é um esticão, decidimos ir primeiro para os lados de Bristol, ficar uma noite por lá e depois continuar a descer. Ora, depois de uma viagem de 6 meses, ainda estava no espírito wild & free e disse: “Ah, vamos mas é dormir no carro!”. Mas foi claro que para os Ingleses isto não é assim tão simples! Enquanto na Nova Zelândia ninguém quer saber, simplesmente vais para um parque de campismo e dormes onde quiseres, em Inglaterra toda a gente espera que vás com tendas (do tamanho de casas) e equipamento digno de um profissional.

Quando chegámos ao segundo parque de campismo – o primeiro não nos aceitou por não termos tenda! – a senhora disse “vão dormir no carro? Nessa carro??” como se fosse um Smart! Lá a convencemos e depois de pagarmos 5 libras cada finalmente deu-nos um espacinho para pormos o carro.

O nosso parque de campismo 🙂

Passadas estas dificuldades infundadas fomos conhecer a zona e passámos pela Tintern Abbey, uma abadia em ruínas muito bonita e seguimos até Ross on Wye uma típica vila inglesa onde, inevitavelmente, acabámos num Pub.

 

Dia 2# – A pacatez de Millbrook

Contrariamente ao que as mentes mais sépticas agoiravam, dormi muito bem no carro! Já o Jimmy congelou um pouco porque, como mulher que sou, faço questão de roubar o édredon 😀

Começámos por visitar Bristol que foi uma das cidades que mais me surpreendeu. Não estava nada à espera de me identificar tanto com esta cidade, mas o facto de estar sol, ter o mar por perto e ser o berço do Banksy tornam-na muito apetecível.  Visitámos o SS Great Britain, um barco com mil e uma histórias e a forma como estão apresentadas é tão imersiva e interessante que tem de ser vivida!

Vestidos a rigor!

Depois fui apresentada a um Bacon&Egg roll, uma sandes de bacon e ovo estrelado acompanhada de batatas fritas que é capaz de explodir com os níveis de colesterol de qualquer um… Ah, a bela gastronomia inglesa! Ainda tivemos tempo para uma pequena caça ao Banksy, a rapariga do brinco de pérola é brilhante, e por fim já só nos faltavam 5 horas de viagem até Millbrook, Cornwall.

Assim que chegámos percebemos que estávamos num cantinho muito secreto de Inglaterra. Um pequeno conjunto de casas, um mini supermercado e um ou outro pub fazem Millbrook. O meu amigo, o Jamie, é um fanático do desporto e estava a treinar para o Iron Man por isso levou-nos para a praia ao pôr-do-sol para nadarmos… Ora, habituadinha a águas Tailandesas e Filipinas atrevi-me apenas a dar um mergulho de 3 segundos e voltar a correr para a praia. Mas estar numa praia completamente silenciosa e deserta foi perfeito.

Que bem que se está no campo… ou em Millbrook

O Jamie que conheci no Tongariro Crossing

Dia 3# – Unicórnios e Purpurinas

Para além de fanático do desporto o Jamie também é um fanático do pão! Por isso acordámos de manhã para um belo pãozinho caseiro e depois de enchermos o bandulho com ele fomos para o Eden Project, a atracção mais famosa de Cornwall. Este é um projecto que transformou uma pedreira, onde a terra era completamente infértil e agora é a casa de imensas espécies de plantas e árvores de todo o mundo. Duas cúpulas gigantes, uma tropical e uma mediterrânea levam-te para um lugar bem longe de Inglaterra.

A cantina deles tem de ser um dos melhores lugares de Inglaterra para comer com montes de opções saudáveis e deliciosas.

Newquay foi o nosso último destino do dia. Ao início não parecia muito promissor, parecia demasiado grande e barulhento mas ao chegarmos à zona das praias começámos a ver um padrão na multidão: havia bandeletes de unicórnios, purpurinas e muitos arco-íris. Estava a decorrer o Gay Cornwall. Mas o melhor de Newquay é a sua península, com uma vista fantástica sobre as falésias.

Já em casa usámos a massa do pão para fazer uma pizza deliciosa com pesto, tomates secos e vegetais. Tão bom!

Dia 4# – Cabo da Roca à Inglesa

No nosso último dia fomos a St. Ives, provavelmente a vila mais pitoresca de Cornwall, onde o pessoal estava todo maluco por que estava sol! Esplanadas e praias cheias, montes de pessoas na rua e casas dignas de um filme da Disney.

Uma amiga minha Portuguesa que vive em Londres também estava nas redondezas e encontrámo-nos em Penzance, onde os seus habitantes estavam a tentar bater o record mundial de maior concentração de Piratas. Parece que falharam por que havia gente que estava num pub e não foi à contagem. Típico.


Acabámos a viagem no Land’s End, o ponto mais sudoeste de Inglaterra, com uma paisagem muito semelhante à do Cabo da Roca e por isso, muito bonita. Acho que foi o lugar perfeito, até algo poético, para acabar os meus 6 meses pelo mundo.

Inglaterra tem muito mais para oferecer do que Londres!

Ps: A caminho de Bristol ainda fizemos um pequeno desvio para ver o palacete de Downton Abbey, o Highclere Castle <3

 

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