Viagens Longas Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/viagens-longas/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Wed, 07 Aug 2024 20:33:07 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Viagens Longas Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/viagens-longas/ 32 32 Roadtrip de duas semanas na Argélia (+ extensão deserto) https://www.mudancasconstantes.com/2024/08/07/roadtrip-duas-semanas-argelia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=roadtrip-duas-semanas-argelia https://www.mudancasconstantes.com/2024/08/07/roadtrip-duas-semanas-argelia/#respond Wed, 07 Aug 2024 20:32:50 +0000 https://www.mudancasconstantes.com/?p=9653 A Argélia não costuma figurar nas listas de melhores países para uma viagem de carro de sonho. Provavelmente, porque mais ninguém olha para aquele país gigante e pensa “giro, giro era fazermos 4000+ quilómetros em duas semanas”. Mas foi isso mesmo que pensei e apesar dos longos dias na estrada, acho que não há melhor forma de viajar pela Argélia!  Durante a viagem passámos por cidades lindas, maravilhas da natureza, desertos sem fim, ruínas romanas e ainda tivemos tempo para um mergulho furtivo no mediterrâneo. Claro que o melhor de tudo foram as pessoas que conhecemos e a sua hospitalidade. Fomos recebidos de braços abertos, com mesas a transbordar de comida deliciosa, alguns olhares curiosos e sorrisos de orelha a orelha.  Esta é a Argélia que surpreende todos os seus visitantes:  Dia 1: Argel Argel é uma das cidades mais bonitas que já visitei. Paris caiada à beira-mar! Desde as ruas estreitas e encruzilhadas do Casbah às grandes avenidas francesas, aqui misturam-se arquitecturas, culturas e histórias.  Podes encontrar o meu post sobre Argel aqui.  Dia 2: Djemila No segundo dia saímos de Argel e seguimos para Constantine, mas tínhamos uma paragem importante a fazer pelo caminho: Djemila, as melhores ruínas romanas que vimos durante toda a viagem. Aconselho-te a sair cedo de Argel para teres tempo de fazer tudo com calma, já que provavelmente vais poder ter Djemila o seu museu só para ti (ou quase!) Tempo de condução: 5.5 horas até Constantine, passando por Djemila Podes encontrar o meu post sobre Djemila aqui.  Dia 3: Constantine A cidade das pontes é linda de todos os ângulos. Vais encontrar palácios reais, pontes que abanam por todos os lados (é suposto) e até cascatas secretas dignas de um filme do Avatar.  Podes encontrar o meu post sobre Constantine aqui.  Tempo de condução: 2.5 horas de Constantine a Batna  Dia 4: Timgad & Ghoufi  Estava na altura de rumar ao deserto! Começámos numa zona verdejante, onde há ruínas romanas com fartura (incluindo o grande complexo de Timgad) e acabámos num desfiladeiro onde as únicas árvores que sobrevivem são as palmeiras.  Esta região também marca o lugar onde se travou a primeira batalha da revolução contra a colonização francesa.  Podes encontrar o meu post sobre Timgad e Ghoufi aqui.  Tempo de condução: Cerca de 4 horas de Batna a Biskra passando por Timgad e Ghoufi  Dia 5 e 6: Ghardaia e o Vale do M’zabe Nestes dias, viajámos não só no espaço, mas também no tempo. É no Vale do M’zabe que se encontram cinco aldeias cujo modo de vida dos seus habitantes e as suas práticas culturais se preservam quase intactas, ignorando muitos progressos sociais, tecnológicos e judiciais. Um lugar para absorver, reflectir e aprender.  Nota de estrada: De Biskra para Ghardaia o Google dá duas opções de caminho. Um deles é bastante mais curto, mas é um desvio, por uma “estrada” com muitas pedras que demora muito tempo a fazer – especialmente se tiveres um carro normalíssimo como nós e não um jipe.  A coisa boa é que a estrada é deserta e não tem checkpoints da polícia, por outro lado são umas duas horas de solavancos. Fica o aviso!  Podes encontrar o meu post sobre o Vale do M’zabe aqui.  Tempo de condução: 7.5 horas de Biskra a Ghardaia Dia 7 e 8: Timimoun  Chegámos ao deserto “a sério” onde os pontos de distração na estrada não passam de dunas e camelos. Timimoun, a cidade vermelha, tem uma arquitectura única e muitos mercados onde se cruzam várias culturas e etnias subsarianas.  Aconselho explorar o centro de Timimoun durante algumas horas, idealmente com alguém local e tirar um dia para ir com um guia, de jipe, ver o que os arredores têm para oferecer.  Podes encontrar o meu post sobre Timimoun aqui.  Tempo de condução: 7.5 horas de Ghardaia a Timimoun.  Dica: Para este tipo de dias longos de condução no deserto, recomendo levar comida, água e um tanque cheio de gasolina. As estradas têm muito pouca gente, por isso as pausas para casa de banho são onde quiseres!  Dia 9 e 10: Taghit  Mais uma longa viagem por milhões de grãos de areia. Antes de chegarmos a Taghit, passámos por Beni Abbès e a sua duna gigante. Em Taghit encontrámos a paz do deserto, descobrimos que é possível andar de kayak num oásis e passeámos por pedregulhos com desenhos rupestres milenares.  Aqui, seguimos os guias do alojamento local num tour que combinava um pouco de tudo. Se quiseres fazer por ti, podes encontrar o meu post sobre Taghit aqui.  Tempo de condução: 5.5 horas de Timimoun a Taghit passando por Beni Abbès  Dia 11: El Gour  Este dia foi tão cheio de aleatoriedades que é difícil de descrever. Entre cavernas subterrâneas, pôres-do-sol esquivos e esquadras da polícia em pijama, esta foi a aventura mais épica da nossa roadtrip.  Podes encontrar todos os pormenores sobre El Gour aqui.  Tempo de condução: 5.5 horas de Taghit a El Gour  Dia 12 e 13: Oran  Depois de mais de uma semana no deserto demos à costa! Chegámos a Oran já quase ao fim do dia e assim que vimos o mar pedimos aos nossos amigos para irmos dar um mergulho.  Digamos que mulheres de biquini não é exactamente ilegal, mas também está longe de ser comum. Já quase em Novembro, as praias estavam vazias e lá fomos nós, para deleite e surpresa de uns rapazes mirones que nunca devem ter visto tal coisa.  Nessa noite, como já era hábito, fomos convidados para jantar na casa de um amigo do nosso amigo onde nos esperava um banquete feito pela mãe dele, que nunca chegámos a conhecer.  Oran, mesmo assim, é a cidade mais liberal da Argélia. No dia seguinte vimos a sua influência espanhola, o centro histórico e até descobrimos uma pastelaria francesa toda chique onde decidimos gastar mais num éclair do que a média de todas as refeições diárias – afinal, tínhamos dinheiro a mais já que toda a gente nos alimentava!  Na última noite, conhecemos a “nata” da sociedade Argelina através do Couchsurfing. No topo de um hotel – onde o álcool era permitido – conversámos com um grupo de amigos, todos fluentes em inglês e francês, com estudos no estrangeiro. As raparigas expressavam-se com uma liberdade que ainda não tinha visto.  O que me surpreende na Argélia é a pacificidade com que culturas tão diferentes co-existem. Todas as pessoas mais jovens, principalmente mulheres, que anseiam por mais liberdade têm, ao mesmo tempo, um imenso respeito e até orgulho pelo lado mais tradicional do seu país.  Tempo de condução: 6 horas de El Gour a Oran com uma paragem em Sidi Bel Abbès. Dia 14: Tipaza  O último dia de estrada. Saímos cedo de Oran porque queríamos ir pela estrada junto ao mar em vez de pela auto-estrada. Asneira. Achava eu que ia ver lindas paisagens costeiras com praias idílicas, mas não foi o caso. A estrada costeira passa por mil e uma aldeias, é MUITO lenta e tem pouco interesse. Fica a dica.  A única coisa boa foi termos dado com o Aqueduto “Maurétanien de Cherchell”, mas já é tão perto de Tipaza, que podes ir pela auto-estrada à mesma e fazer só um pequeno desvio para trás.  Por fim, Tipaza, o nosso último ponto antes de voltarmos a Argel. Aqui ficam as ruínas Romanas à beira-mar. Talvez não sejam tão impressionantes como Djemila ou Timgad, mas a sua localização geográfica torna a experiência de as visitar muito mais agradável.  Recomendaram-nos o restaurante “Le Dauphin” que não desapontou! Comemos que nem uns reis com direito a camarão grelhado e calamares fresquinhos.  Por fim, seguimos para Argel, onde celebrámos os 4,200km feitos em duas semanas. Mas a noite ainda mal tinha começado! O nosso host, o Mok, que já nos tinha acolhido nas primeiras noites, levou-me a conhecer a noite de Argel onde os restaurantes se transformam em bares e os vinhos argelinos fazem furor.  Uma coisa que adoro em países muçulmanos é a vivacidade com que os homens dançam! Não podia ter pedido melhor maneira de fechar esta viagem.  Tempo de condução: 6 horas de Oran a Argel passando por Tipaza Dia 15: De volta a Argel  O último dia foi um pouco mais lento. Meia ressacada ainda fui mostrar ao meu companheiro de viagem, o centro de Argel, que ele não tinha tido a oportunidade de ver. Se tiveres tempo, aconselho um saltinho à Flaxen Beach, não por ser particularmente bonita, mas porque sabe sempre bem pôr os pés na areia e ver casais a namorar sorrateiramente.  Assim termina uma viagem de carro épica que talvez um dia figure nas famosas compilações de blogues e sites de viagens!  Como a Argélia é um país absolutamente gigante, segue a sugestão de uma semana de viagem extra, desta vez no deserto profundo. Semana Extra: Sahara Profundo  Gostei tanto da Argélia que em menos de dois anos estava de volta, desta vez para descobrir os segredos do Sahara. De Argel voámos para Djanet, onde ficámos quatro noites e de Djanet para Tamanrasset onde ficámos mais quatro noites.  Aqui, estamos em casa dos Tuareg, as gentes do deserto. A sua terra não tem princípio nem fim. As rochas, a areia, o vazio, estendem-se por uma área para além da compreensão.  Os dias são passados a descobrir paisagens indescritíveis, muitas delas com mais história que todos os museus europeus juntos. Uma viagem a um mundo que não sabias que existe!  Por fim, se gostas de caminhar, há a possibilidade de fazer uma expedição a Sefar, a maior colecção de pinturas rupestres do mundo. São seis/sete dias a caminhar e a acampar.  Fomos com esta agência e recomendo: Matrath Voyage Dicas e Informações Úteis Visto: O visto é o maior entrave a viajar para a Argélia. Se fores só para o sul tens que ir com uma agência e eles tratam de tudo. Super fácil, nem tens que pôr os pés na embaixada.  Se viajares de forma independente é mais chato. Só podes fazer o visto no país da tua nacionalidade ou residência, tens que imprimir e preencher vários papéis, ir entregar à embaixada juntamente com o passaporte e duas semanas depois tens que o ir buscar. Custa cerca de 90 euros. Como tal, é boa ideia fazer uma viagem relativamente longa para justificar o custo.  Aluguer de carro: O aluguer de carro foi uma batalha. Se és mulher, não contactes agências com o teu nome! Recebi zero respostas! O Pina lá conseguiu propostas e acabámos por escolher a Free Car – um nome original! Apesar de terem um representante de vendas que ignorava o que eu dizia quando o meu francês era melhor que o do Pina (provavelmente é o mesmo que não responde a emails de mulheres), prestaram-nos um óptimo serviço e um HYUNDAI i20 que sobreviveu à viagem toda! Pagámos 500€ por 15 dias de aluguer, um preço bastante bom quando comparado com a maioria das pessoas que conhecemos. É boa ideia tentar marcar carro com alguma antecedência. Não há muitas agências e se te calha viajar numa altura em que está a acontecer um grande evento na cidade pode ser difícil arranjar carro. Custo da gasolina: O custo da gasolina é muito baixo na Argélia, o que dá muito jeito quando se faz 4000+ quilómetros. Da primeira vez que visitei eram cerca de 14 cêntimos por litro. Creio que agora são cerca de 30 cêntimos.  Chegar ao aeroporto: A melhor forma de viajar do aeroporto para o centro da cidade é de táxi. Os preços rondam os 3-5€ no máximo. O comboio custa 80 cêntimos, mas nunca se sabe bem quanto tempo vai demorar. Nós experimentamos uma vez e arrependemos-nos. Cartão SIM: Definitivamente um bem essencial para quem quer viajar de forma independente. A cobertura de rede é melhor do que pensava, em todas as cidades e vilarejos há internet. Os Argelinos ligam para toda a gente a toda a hora, por isso ter um número local também dá imenso jeito. Comprámos...

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A Argélia não costuma figurar nas listas de melhores países para uma viagem de carro de sonho. Provavelmente, porque mais ninguém olha para aquele país gigante e pensa “giro, giro era fazermos 4000+ quilómetros em duas semanas”. Mas foi isso mesmo que pensei e apesar dos longos dias na estrada, acho que não há melhor forma de viajar pela Argélia! 

Durante a viagem passámos por cidades lindas, maravilhas da natureza, desertos sem fim, ruínas romanas e ainda tivemos tempo para um mergulho furtivo no mediterrâneo. Claro que o melhor de tudo foram as pessoas que conhecemos e a sua hospitalidade. Fomos recebidos de braços abertos, com mesas a transbordar de comida deliciosa, alguns olhares curiosos e sorrisos de orelha a orelha. 

Esta é a Argélia que surpreende todos os seus visitantes: 

Dia 1: Argel

Argel é uma das cidades mais bonitas que já visitei. Paris caiada à beira-mar! Desde as ruas estreitas e encruzilhadas do Casbah às grandes avenidas francesas, aqui misturam-se arquitecturas, culturas e histórias. 


Podes encontrar o meu post sobre Argel aqui


Dia 2: Djemila

No segundo dia saímos de Argel e seguimos para Constantine, mas tínhamos uma paragem importante a fazer pelo caminho: Djemila, as melhores ruínas romanas que vimos durante toda a viagem. Aconselho-te a sair cedo de Argel para teres tempo de fazer tudo com calma, já que provavelmente vais poder ter Djemila o seu museu só para ti (ou quase!)


Tempo de condução: 5.5 horas até Constantine, passando por Djemila

Podes encontrar o meu post sobre Djemila aqui


Dia 3: Constantine

A cidade das pontes é linda de todos os ângulos. Vais encontrar palácios reais, pontes que abanam por todos os lados (é suposto) e até cascatas secretas dignas de um filme do Avatar. 


Podes encontrar o meu post sobre Constantine aqui

Tempo de condução: 2.5 horas de Constantine a Batna 


Dia 4: Timgad & Ghoufi 

Estava na altura de rumar ao deserto! Começámos numa zona verdejante, onde há ruínas romanas com fartura (incluindo o grande complexo de Timgad) e acabámos num desfiladeiro onde as únicas árvores que sobrevivem são as palmeiras. 

Esta região também marca o lugar onde se travou a primeira batalha da revolução contra a colonização francesa. 

Podes encontrar o meu post sobre Timgad e Ghoufi aqui

Tempo de condução: Cerca de 4 horas de Batna a Biskra passando por Timgad e Ghoufi 


Dia 5 e 6: Ghardaia e o Vale do M’zabe

Nestes dias, viajámos não só no espaço, mas também no tempo. É no Vale do M’zabe que se encontram cinco aldeias cujo modo de vida dos seus habitantes e as suas práticas culturais se preservam quase intactas, ignorando muitos progressos sociais, tecnológicos e judiciais. Um lugar para absorver, reflectir e aprender. 


Nota de estrada: De Biskra para Ghardaia o Google dá duas opções de caminho. Um deles é bastante mais curto, mas é um desvio, por uma “estrada” com muitas pedras que demora muito tempo a fazer – especialmente se tiveres um carro normalíssimo como nós e não um jipe. 

A coisa boa é que a estrada é deserta e não tem checkpoints da polícia, por outro lado são umas duas horas de solavancos. Fica o aviso! 

Podes encontrar o meu post sobre o Vale do M’zabe aqui

Tempo de condução: 7.5 horas de Biskra a Ghardaia


Dia 7 e 8: Timimoun 

Chegámos ao deserto “a sério” onde os pontos de distração na estrada não passam de dunas e camelos. Timimoun, a cidade vermelha, tem uma arquitectura única e muitos mercados onde se cruzam várias culturas e etnias subsarianas. 


Aconselho explorar o centro de Timimoun durante algumas horas, idealmente com alguém local e tirar um dia para ir com um guia, de jipe, ver o que os arredores têm para oferecer. 

Podes encontrar o meu post sobre Timimoun aqui. 

Tempo de condução: 7.5 horas de Ghardaia a Timimoun. 

Dica: Para este tipo de dias longos de condução no deserto, recomendo levar comida, água e um tanque cheio de gasolina. As estradas têm muito pouca gente, por isso as pausas para casa de banho são onde quiseres! 


Dia 9 e 10: Taghit 

Mais uma longa viagem por milhões de grãos de areia. Antes de chegarmos a Taghit, passámos por Beni Abbès e a sua duna gigante. Em Taghit encontrámos a paz do deserto, descobrimos que é possível andar de kayak num oásis e passeámos por pedregulhos com desenhos rupestres milenares. 

Aqui, seguimos os guias do alojamento local num tour que combinava um pouco de tudo. Se quiseres fazer por ti, podes encontrar o meu post sobre Taghit aqui. 

Tempo de condução: 5.5 horas de Timimoun a Taghit passando por Beni Abbès 



Dia 11: El Gour 

Este dia foi tão cheio de aleatoriedades que é difícil de descrever. Entre cavernas subterrâneas, pôres-do-sol esquivos e esquadras da polícia em pijama, esta foi a aventura mais épica da nossa roadtrip. 


Podes encontrar todos os pormenores sobre El Gour aqui. 

Tempo de condução: 5.5 horas de Taghit a El Gour 


Dia 12 e 13: Oran 

Depois de mais de uma semana no deserto demos à costa! Chegámos a Oran já quase ao fim do dia e assim que vimos o mar pedimos aos nossos amigos para irmos dar um mergulho. 

Digamos que mulheres de biquini não é exactamente ilegal, mas também está longe de ser comum. Já quase em Novembro, as praias estavam vazias e lá fomos nós, para deleite e surpresa de uns rapazes mirones que nunca devem ter visto tal coisa. 

Nessa noite, como já era hábito, fomos convidados para jantar na casa de um amigo do nosso amigo onde nos esperava um banquete feito pela mãe dele, que nunca chegámos a conhecer. 


Oran, mesmo assim, é a cidade mais liberal da Argélia. No dia seguinte vimos a sua influência espanhola, o centro histórico e até descobrimos uma pastelaria francesa toda chique onde decidimos gastar mais num éclair do que a média de todas as refeições diárias – afinal, tínhamos dinheiro a mais já que toda a gente nos alimentava! 

Na última noite, conhecemos a “nata” da sociedade Argelina através do Couchsurfing. No topo de um hotel – onde o álcool era permitido – conversámos com um grupo de amigos, todos fluentes em inglês e francês, com estudos no estrangeiro. As raparigas expressavam-se com uma liberdade que ainda não tinha visto. 

O que me surpreende na Argélia é a pacificidade com que culturas tão diferentes co-existem. Todas as pessoas mais jovens, principalmente mulheres, que anseiam por mais liberdade têm, ao mesmo tempo, um imenso respeito e até orgulho pelo lado mais tradicional do seu país. 

Tempo de condução: 6 horas de El Gour a Oran com uma paragem em Sidi Bel Abbès.


Dia 14: Tipaza 

O último dia de estrada. Saímos cedo de Oran porque queríamos ir pela estrada junto ao mar em vez de pela auto-estrada. Asneira. Achava eu que ia ver lindas paisagens costeiras com praias idílicas, mas não foi o caso. A estrada costeira passa por mil e uma aldeias, é MUITO lenta e tem pouco interesse. Fica a dica. 

A única coisa boa foi termos dado com o Aqueduto “Maurétanien de Cherchell”, mas já é tão perto de Tipaza, que podes ir pela auto-estrada à mesma e fazer só um pequeno desvio para trás. 


Por fim, Tipaza, o nosso último ponto antes de voltarmos a Argel. Aqui ficam as ruínas Romanas à beira-mar. Talvez não sejam tão impressionantes como Djemila ou Timgad, mas a sua localização geográfica torna a experiência de as visitar muito mais agradável. 

Recomendaram-nos o restaurante “Le Dauphin” que não desapontou! Comemos que nem uns reis com direito a camarão grelhado e calamares fresquinhos. 

Por fim, seguimos para Argel, onde celebrámos os 4,200km feitos em duas semanas. Mas a noite ainda mal tinha começado! O nosso host, o Mok, que já nos tinha acolhido nas primeiras noites, levou-me a conhecer a noite de Argel onde os restaurantes se transformam em bares e os vinhos argelinos fazem furor. 

Uma coisa que adoro em países muçulmanos é a vivacidade com que os homens dançam! Não podia ter pedido melhor maneira de fechar esta viagem. 

Tempo de condução: 6 horas de Oran a Argel passando por Tipaza


Dia 15: De volta a Argel 

O último dia foi um pouco mais lento. Meia ressacada ainda fui mostrar ao meu companheiro de viagem, o centro de Argel, que ele não tinha tido a oportunidade de ver. Se tiveres tempo, aconselho um saltinho à Flaxen Beach, não por ser particularmente bonita, mas porque sabe sempre bem pôr os pés na areia e ver casais a namorar sorrateiramente. 

Assim termina uma viagem de carro épica que talvez um dia figure nas famosas compilações de blogues e sites de viagens! 

Como a Argélia é um país absolutamente gigante, segue a sugestão de uma semana de viagem extra, desta vez no deserto profundo.


Semana Extra: Sahara Profundo 

Gostei tanto da Argélia que em menos de dois anos estava de volta, desta vez para descobrir os segredos do Sahara. De Argel voámos para Djanet, onde ficámos quatro noites e de Djanet para Tamanrasset onde ficámos mais quatro noites. 

Aqui, estamos em casa dos Tuareg, as gentes do deserto. A sua terra não tem princípio nem fim. As rochas, a areia, o vazio, estendem-se por uma área para além da compreensão. 


Os dias são passados a descobrir paisagens indescritíveis, muitas delas com mais história que todos os museus europeus juntos. Uma viagem a um mundo que não sabias que existe! 

Por fim, se gostas de caminhar, há a possibilidade de fazer uma expedição a Sefar, a maior colecção de pinturas rupestres do mundo. São seis/sete dias a caminhar e a acampar. 

Fomos com esta agência e recomendo: Matrath Voyage


Dicas e Informações Úteis

Visto: O visto é o maior entrave a viajar para a Argélia. Se fores só para o sul tens que ir com uma agência e eles tratam de tudo. Super fácil, nem tens que pôr os pés na embaixada. 

Se viajares de forma independente é mais chato. Só podes fazer o visto no país da tua nacionalidade ou residência, tens que imprimir e preencher vários papéis, ir entregar à embaixada juntamente com o passaporte e duas semanas depois tens que o ir buscar. Custa cerca de 90 euros. Como tal, é boa ideia fazer uma viagem relativamente longa para justificar o custo. 

Aluguer de carro: O aluguer de carro foi uma batalha. Se és mulher, não contactes agências com o teu nome! Recebi zero respostas! O Pina lá conseguiu propostas e acabámos por escolher a Free Car – um nome original! Apesar de terem um representante de vendas que ignorava o que eu dizia quando o meu francês era melhor que o do Pina (provavelmente é o mesmo que não responde a emails de mulheres), prestaram-nos um óptimo serviço e um HYUNDAI i20 que sobreviveu à viagem toda!

Pagámos 500€ por 15 dias de aluguer, um preço bastante bom quando comparado com a maioria das pessoas que conhecemos. É boa ideia tentar marcar carro com alguma antecedência. Não há muitas agências e se te calha viajar numa altura em que está a acontecer um grande evento na cidade pode ser difícil arranjar carro.

Custo da gasolina: O custo da gasolina é muito baixo na Argélia, o que dá muito jeito quando se faz 4000+ quilómetros. Da primeira vez que visitei eram cerca de 14 cêntimos por litro. Creio que agora são cerca de 30 cêntimos. 

Chegar ao aeroporto: A melhor forma de viajar do aeroporto para o centro da cidade é de táxi. Os preços rondam os 3-5€ no máximo. O comboio custa 80 cêntimos, mas nunca se sabe bem quanto tempo vai demorar. Nós experimentamos uma vez e arrependemos-nos.

Cartão SIM: Definitivamente um bem essencial para quem quer viajar de forma independente. A cobertura de rede é melhor do que pensava, em todas as cidades e vilarejos há internet. Os Argelinos ligam para toda a gente a toda a hora, por isso ter um número local também dá imenso jeito. Comprámos da Djeezy no aeroporto: 50 GB por 16€. Outra alternativa é comprar um eSIM, mas verifica que o teu telemóvel é compatível com eSIMs.

Controlo de Passaporte: Ao chegar ao controlo de passaporte tens que preencher um formulário que inclui a morada do lugar onde vais ficar. Por isso, se tiveres um host, certifica-te que tens a morada dele e provavelmente será melhor dizeres que é teu amigo. O Couchsurfing nao é ilegal como no Irão, mas os hosts tem que registar as pessoas que ficam com eles, o que é uma chatice. Também podes mostrar o email de confirmação de um hotel como comprovativo de estadia – eu marquei um hotel com cancelamento gratuito para fazer o visto.

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Itália: o itinerário de um mês para uma viagem inesquecível https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/31/italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/31/italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem/#comments Tue, 31 Jul 2018 10:06:46 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3719 Poucos países conseguem rivalizar com Itália como destino turístico. Sinceramente, não há nada que este país não tenha e o melhor do meu ano passado a estudar em Milão foi, sem dúvida, poder explorar (quase) todos os cantos de Itália. Ele é montanhas com caminhadas intensas mas compensadoras, praias com águas cristalinas de norte a sul, cidades onde nasceram civilizações e onde se formaram os melhores artistas do mundo e claro, algumas das invenções culinárias mais apetitosas de sempre. Por isso, tentei compilar neste post um itinerário de 1 mês que inclui todos os sítios que me fizeram apaixonar por este país. O NORTE: 10 DIAS Milão e Como (2 dias) Para muitos, Milão não é um destino particularmente apetecível, mas a cidade mais cosmopolita do país tem mais para oferecer do que o Duomo ou as Galerias Vittorio Emanuele. Alguns dos museus, igrejas e salas de espectáculos mais importantes da Europa estão aqui bem como os melhores outfits! Não podes perder a cultura do aperitivo nem deixar de provar o típico Aperol Spritz. O guia completo de Milão aqui. A menos de uma hora de Milão fica o Lago di Como, famosos pelas suas mansões milionárias e paisagem “fiordesca”. A Villa Balbianello, onde foi filmado um dos 007, é um dos lugares que não podes perder, tal como Bellagio uma pequena vila pitoresca. Para um guia detalhado lê este post. Na cidade Como, aconselho-te a subir o Funicolare Como Brunate, a comer um gelado na Gelateria Cavour e a visitar a Villa Olmo que é grátis. Dolomites (4 dias) Provavelmente a zona mais surpreendente de Itália. Vales, montanhas e lagos de uma beleza estonteante que só esperaríamos de uma Suíça, Canadá ou Nova Zelândia. Em quatro dias podes ver Bolzano, Santa Maddalena e o Val di Funes, fazer as duas melhores caminhadas da região: Tre Cime di Lavaredo e Lago di Sorapis e ainda ver os Lagos di Caressa e di Braies. Dolomites em detalhe neste post. Lago di Garda e Verona (2 dias) Quando um lago parece o mar, vale certamente a pena ser visto. O Lago di Garda é o maior de Itália e ao seu redor há muito para ver. Um dos lugares mais icónicos é Sirmione, uma pequena península com um castelo rodeado de água, ruinas de uma villa romana do século 1 AC e a Jamaica Beach! Um dia no Lago neste post. Cidade dos eternos amantes, Romeo e Julieta, Verona é mais do que o cenário de um clássico da literatura. A sua arena, ainda utilizada para espectáculos, as suas infinitas praças e arquitectura Veneziana são irresistíveis. Um dia em Verona e uma história de amor neste post. Veneza e Ilhas (2 dias) Com ou sem Carnaval, Veneza merece uma visita. É daquelas cidades únicas, com uma atmosfera irreplicável. Para além das inconfundíveis Piazza San Marco, Ponte di Rialto e Ponte dei Sospiri, uma das maravilhas de Veneza é perderes-te nas suas ruas labirínticas e anónimas onde os turistas não passam. E à distância de uma viagem de barco estão as ilhas de Murano e Burano que são uma alternativa brilhante às multidões que assolam Veneza. Cheias de cor e de vida valem certamente uma visita. Aqui está o post sobre o Carnaval de Veneza e outro sobre as ilhas. O centro: 10 dias Bolonha (1 dia) Chamam-lhe a “gorda e vermelha” por causa da cor dos seus edifícios e das suas maravilhas gastronómicas. A capital da Emília Romana está cheia de presuntos, queijos, mortadela e claro ragu à bolonhesa. Mas esta cidade também tem muito para oferecer a nível cultural com Le due Torri: Garisenda e degli Asinelli, a torre mais inclinada de Itália. O guia completo de Bolonha aqui. Cinque Terre (2 dias) As Cinque Terre são um dos lugares mais desejados de Itália. Cenário de muitos pedidos de casamento e luas-de-mel estas cinco terras prometem algumas das fotografias mais bonitas que alguma vez vais tirar. Em dois dias visitámos Porto Venere, Corniglia, Manarola, Riomaggiore, Vernazza e Monterosso. O itinerário completo de dois dias neste post. Florença (2 dias) A cidade da arte nunca desaponta. Para além de ter alguns dos museus e obras de arte mais importantes do mundo as suas ruas amarelas e laranjas, pontes centenárias e palácios dos Medici tornam-na no sinónimo de “tipicamente italiana”. Este foi o ano de a revisitar e o resultado foi este. Toscânia (2 dias) A bela Toscânia! Estradas ladeadas por ciprestes italianos, planícies sem fim, vilas e aldeias perdidas no tempo e até termas são alguns dos ingredientes que tornam esta região tão apetecível. Em dois dias percorremos Siena, Montalcino, Pienza, Montepulciano, San Gimignano e muitos, muitos quilómetros de vinhas. A nossa aventura debaixo do sol da Toscânia num panda vermelho aqui. Roma (3 dias) A minha cidade preferida em Itália! Apaixonou-me desde o primeiro instante: só o passeio pelo Fórum Romano e o Coliseu já valem a viagem. Mas Roma é ainda mais do que isso. Roma é o Panteão, a Piazza Navona, o Vaticano, a Fontana di Trevi e a escadarias da Piazza di Spagna. E a Giolitti, claro. É uma cidade que me dá sempre vontade de voltar. Alguns dos meus lugares e segredos preferidos de Roma neste post. O sul: 1 semana Nápoles e Pompeia (2 dias) Nápoles será talvez a cidade mais controversa de Itália. Ora se ama ora se odeia. Eu cá adoro a atmosfera caótica da cidade com ruas apertadas, lençóis nos estendais e vespas conduzidas por crianças de 12 anos. Em Nápoles não há regras! Um dia em Nápoles neste post. De Nápoles existem imensas day-trips que valem a pena tal como Capri ou subir ao Vesúvio. Mas se tivesse que eleger O melhor destino, para mim seria sem dúvida Pompeia. Pelo significado histórico, dimensão e estado de conservação. Costa Amalfitana (2 dias) Tal como as Cinque Terre, a Costa Amalfitana são um conjunto de pequenas vilas incrustadas nas arribas junto ao mar e são quase tão bonitas como a suas irmãs da Liguria. Dois dias serão o suficiente para andar a saltitar de vila em vila e até dar um mergulho no mar. Das duas vezes que visitei, estas foram as minhas paragens preferidas: Amalfi, Ravello e Positano. Há 5 anos fui adoptada por uma família no sul de Itália e foi assim. Puglia (4 dias) Para a Puglia o tempo parou. Nas vilas e aldeias do tacão da bota, o tempo passa vagarosamente, aproveita-se o sol (coisa que raramente se viu na nossa viagem em Março), o mar e a boa comida. As casas tradicionais, caiadas a branco, conferem-lhe um aspecto que também nos é familiar, evocando paisagens alentejanas e algarvias. Bari, Alberobelo, Lecce e Matera foram alguns dos destaques. Aqui está o itinerário completo da nossa roadtrip familiar na Puglia. Se um ano em Itália passa rápido, um mês poderá parecer apenas alguns segundos. Cada um destes lugares e regiões tem algo muito especial para oferecer e deslumbrará certamente qualquer visitante. Prometo que, quando voltar, me vou dedicar às belas ilhas que desta vez me escaparam: Sardegna, Capri e Sicilia. Ci vediamo presto Itália.

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Poucos países conseguem rivalizar com Itália como destino turístico. Sinceramente, não há nada que este país não tenha e o melhor do meu ano passado a estudar em Milão foi, sem dúvida, poder explorar (quase) todos os cantos de Itália.

Ele é montanhas com caminhadas intensas mas compensadoras, praias com águas cristalinas de norte a sul, cidades onde nasceram civilizações e onde se formaram os melhores artistas do mundo e claro, algumas das invenções culinárias mais apetitosas de sempre.

Por isso, tentei compilar neste post um itinerário de 1 mês que inclui todos os sítios que me fizeram apaixonar por este país.

O NORTE: 10 DIAS

Milão e Como (2 dias)

Para muitos, Milão não é um destino particularmente apetecível, mas a cidade mais cosmopolita do país tem mais para oferecer do que o Duomo ou as Galerias Vittorio Emanuele. Alguns dos museus, igrejas e salas de espectáculos mais importantes da Europa estão aqui bem como os melhores outfits! Não podes perder a cultura do aperitivo nem deixar de provar o típico Aperol Spritz. O guia completo de Milão aqui.

A menos de uma hora de Milão fica o Lago di Como, famosos pelas suas mansões milionárias e paisagem “fiordesca”. A Villa Balbianello, onde foi filmado um dos 007, é um dos lugares que não podes perder, tal como Bellagio uma pequena vila pitoresca. Para um guia detalhado lê este post. Na cidade Como, aconselho-te a subir o Funicolare Como Brunate, a comer um gelado na Gelateria Cavour e a visitar a Villa Olmo que é grátis.

Dolomites (4 dias)

Provavelmente a zona mais surpreendente de Itália. Vales, montanhas e lagos de uma beleza estonteante que só esperaríamos de uma Suíça, Canadá ou Nova Zelândia. Em quatro dias podes ver Bolzano, Santa Maddalena e o Val di Funes, fazer as duas melhores caminhadas da região: Tre Cime di Lavaredo e Lago di Sorapis e ainda ver os Lagos di Caressa e di Braies. Dolomites em detalhe neste post.

Lago di Garda e Verona (2 dias)

Quando um lago parece o mar, vale certamente a pena ser visto. O Lago di Garda é o maior de Itália e ao seu redor há muito para ver. Um dos lugares mais icónicos é Sirmione, uma pequena península com um castelo rodeado de água, ruinas de uma villa romana do século 1 AC e a Jamaica Beach! Um dia no Lago neste post.

sirmione italia 1

Cidade dos eternos amantes, Romeo e Julieta, Verona é mais do que o cenário de um clássico da literatura. A sua arena, ainda utilizada para espectáculos, as suas infinitas praças e arquitectura Veneziana são irresistíveis. Um dia em Verona e uma história de amor neste post.

Veneza e Ilhas (2 dias)

Com ou sem Carnaval, Veneza merece uma visita. É daquelas cidades únicas, com uma atmosfera irreplicável. Para além das inconfundíveis Piazza San Marco, Ponte di Rialto e Ponte dei Sospiri, uma das maravilhas de Veneza é perderes-te nas suas ruas labirínticas e anónimas onde os turistas não passam.

E à distância de uma viagem de barco estão as ilhas de Murano e Burano que são uma alternativa brilhante às multidões que assolam Veneza. Cheias de cor e de vida valem certamente uma visita. Aqui está o post sobre o Carnaval de Veneza e outro sobre as ilhas.

O centro: 10 dias

Bolonha (1 dia)

Chamam-lhe a “gorda e vermelha” por causa da cor dos seus edifícios e das suas maravilhas gastronómicas. A capital da Emília Romana está cheia de presuntos, queijos, mortadela e claro ragu à bolonhesa. Mas esta cidade também tem muito para oferecer a nível cultural com Le due Torri: Garisenda e degli Asinelli, a torre mais inclinada de Itália. O guia completo de Bolonha aqui.

Cinque Terre (2 dias)

As Cinque Terre são um dos lugares mais desejados de Itália. Cenário de muitos pedidos de casamento e luas-de-mel estas cinco terras prometem algumas das fotografias mais bonitas que alguma vez vais tirar. Em dois dias visitámos Porto Venere, Corniglia, Manarola, Riomaggiore, Vernazza e Monterosso. O itinerário completo de dois dias neste post.

manarola 3 riomaggiore

Florença (2 dias)

A cidade da arte nunca desaponta. Para além de ter alguns dos museus e obras de arte mais importantes do mundo as suas ruas amarelas e laranjas, pontes centenárias e palácios dos Medici tornam-na no sinónimo de “tipicamente italiana”. Este foi o ano de a revisitar e o resultado foi este.

Toscânia (2 dias)

A bela Toscânia! Estradas ladeadas por ciprestes italianos, planícies sem fim, vilas e aldeias perdidas no tempo e até termas são alguns dos ingredientes que tornam esta região tão apetecível. Em dois dias percorremos Siena, Montalcino, Pienza, Montepulciano, San Gimignano e muitos, muitos quilómetros de vinhas. A nossa aventura debaixo do sol da Toscânia num panda vermelho aqui.

Roma (3 dias)

A minha cidade preferida em Itália! Apaixonou-me desde o primeiro instante: só o passeio pelo Fórum Romano e o Coliseu já valem a viagem. Mas Roma é ainda mais do que isso. Roma é o Panteão, a Piazza Navona, o Vaticano, a Fontana di Trevi e a escadarias da Piazza di Spagna. E a Giolitti, claro. É uma cidade que me dá sempre vontade de voltar. Alguns dos meus lugares e segredos preferidos de Roma neste post.

O sul: 1 semana

Nápoles e Pompeia (2 dias)

Nápoles será talvez a cidade mais controversa de Itália. Ora se ama ora se odeia. Eu cá adoro a atmosfera caótica da cidade com ruas apertadas, lençóis nos estendais e vespas conduzidas por crianças de 12 anos. Em Nápoles não há regras! Um dia em Nápoles neste post.

napoles italia 3

De Nápoles existem imensas day-trips que valem a pena tal como Capri ou subir ao Vesúvio. Mas se tivesse que eleger O melhor destino, para mim seria sem dúvida Pompeia. Pelo significado histórico, dimensão e estado de conservação.

Costa Amalfitana (2 dias)

Tal como as Cinque Terre, a Costa Amalfitana são um conjunto de pequenas vilas incrustadas nas arribas junto ao mar e são quase tão bonitas como a suas irmãs da Liguria. Dois dias serão o suficiente para andar a saltitar de vila em vila e até dar um mergulho no mar. Das duas vezes que visitei, estas foram as minhas paragens preferidas: Amalfi, Ravello e Positano.

Há 5 anos fui adoptada por uma família no sul de Itália e foi assim.

Puglia (4 dias)

Para a Puglia o tempo parou. Nas vilas e aldeias do tacão da bota, o tempo passa vagarosamente, aproveita-se o sol (coisa que raramente se viu na nossa viagem em Março), o mar e a boa comida. As casas tradicionais, caiadas a branco, conferem-lhe um aspecto que também nos é familiar, evocando paisagens alentejanas e algarvias. Bari, Alberobelo, Lecce e Matera foram alguns dos destaques.

Aqui está o itinerário completo da nossa roadtrip familiar na Puglia.

Se um ano em Itália passa rápido, um mês poderá parecer apenas alguns segundos. Cada um destes lugares e regiões tem algo muito especial para oferecer e deslumbrará certamente qualquer visitante. Prometo que, quando voltar, me vou dedicar às belas ilhas que desta vez me escaparam: Sardegna, Capri e Sicilia.

Ci vediamo presto Itália.

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Duas semanas no Sri Lanka: Chá, Safaris, Praias e Montanhas! https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/07/duas-semanas-no-sri-lanka/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=duas-semanas-no-sri-lanka https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/07/duas-semanas-no-sri-lanka/#comments Thu, 07 Dec 2017 22:46:12 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2446 O Sri Lanka tem de ser um dos países mais trendy do momento. Por todo o lado vimos casais, famílias e viajantes sozinhos a explorar este país que até há bem pouco tempo era uma incógnita para a maioria das pessoas. O melhor do Sri Lanka é que, mesmo sendo um país pequeno, tem uma variedade enorme de paisagens e património cultural para visitar. Eu passei um mês inteiro no Sri Lanka, sendo que as minhas duas últimas semanas foram passadas na praia sem fazer nada da vida, só sol, surf e yoga! Mas em duas semanas é possível ver bastantes coisas sendo que tens sempre que contar com longos tempos de deslocação mesmo com distâncias curtas. Para duas semanas, estas são as minhas sugestões: Colombo (1 dia) As cidades asiáticas nunca são os meus sítios preferidos. Apesar de serem interessantes de um ponto de vista cultural, são super confusas, poluídas e quentes, por isso não gosto de passar muito tempo lá. Em Colombo só passei mesmo um dia e foi bom passear à beira-mar e pela zona mais desenvolvida da cidade. Podes explorar alguns templos como o Gangaramaya Temple ou Kelaniya Raja Maha Vihara e o Museu Nacional de Colombo. Kandy (2 dias) Uma cidade com uma grande herança Portuguesa, principalmente nos apelidos! Silvas, Pereiras entre outros estão por todo o lado. Para além de ser o sítio ideal para veres um espectáculo de danças tradicionais cingalesas, também funciona como ponto de partida para a Sigiriya Rock e Dambulla. Também é aqui que começa uma das viagens de comboio mais bonitas do mundo. Nuwara Eliya (1 dia) Esta cidade no meio das montanhas é óptima para fugir do calor. Aqui vais precisar de um casaco! Apesar de se ver facilmente em meio-dia, é fascinante aprender mais sobre a cultura do chá e sobre como funciona a sua produção no Sri Lanka. Depois, podes descobrir o lado mais britânico do país ao passear pelos hotéis de luxo do tempo colonial. Ella (2 dias) Para além de termos encontrado o Airb&b com uma das melhores vistas de sempre, o Ella Nature Rock, também subimos ao Little Adam’s Peak e vimos a versão cingalesa do aqueduto por onde passa o comboio do Harry Potter, a Nine Arches Bridge. Ella é linda! Yala & Udawalawe (1 dia cada) Ver animais no seu habitat natural é uma das melhores coisas que o Sri Lanka tem para oferecer. Elefantes, crocodilos, macacos e com muita sorte, leopardos, são alguns dos bichinhos que podes ver nestes parques! Para te informares mais sobre cada um deles e outras opções clica neste link. Tangalle (2 dias) Tangalle reúne algumas das melhores e mais secretas praias do Sri Lanka. Em Agosto não é o sítio mais seguro por causa das correntes e marés vivas, mas o estado puro e intocado daquelas praias tornam este lugar num destino potencialmente paradisíaco. Weligama (4 dias) A minha praia preferida de todo o Sri Lanka e uma vila pequena, calma e com boa comida. Mirissa está a poucos quilómetros para ir dar um pezinho de dança e ao alugares uma scooter consegues ver a costa toda até Galle e voltar num dia. Tudo sobre o Sul do Sri Lanka neste post! E foi por estes sítios que passei o meu mês no Sri Lanka. Também estive em Arugam Bay, mas muito sinceramente não gostei. O alojamento é muito mais caro e pior que nos outros sítios, está cheio de Israelitas – que pela minha experiência são o povo mais antipático de sempre – e as praias estavam cheias de crianças! Por isso eu escolheria outro sítio, como Trincomalee ou Tangalle dependendo da altura do ano. Boa viagem!

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O Sri Lanka tem de ser um dos países mais trendy do momento. Por todo o lado vimos casais, famílias e viajantes sozinhos a explorar este país que até há bem pouco tempo era uma incógnita para a maioria das pessoas. O melhor do Sri Lanka é que, mesmo sendo um país pequeno, tem uma variedade enorme de paisagens e património cultural para visitar.

Eu passei um mês inteiro no Sri Lanka, sendo que as minhas duas últimas semanas foram passadas na praia sem fazer nada da vida, só sol, surf e yoga! Mas em duas semanas é possível ver bastantes coisas sendo que tens sempre que contar com longos tempos de deslocação mesmo com distâncias curtas.

Para duas semanas, estas são as minhas sugestões:

Colombo (1 dia)

As cidades asiáticas nunca são os meus sítios preferidos. Apesar de serem interessantes de um ponto de vista cultural, são super confusas, poluídas e quentes, por isso não gosto de passar muito tempo lá. Em Colombo só passei mesmo um dia e foi bom passear à beira-mar e pela zona mais desenvolvida da cidade. Podes explorar alguns templos como o Gangaramaya Temple ou Kelaniya Raja Maha Vihara e o Museu Nacional de Colombo.

Kandy (2 dias)

Uma cidade com uma grande herança Portuguesa, principalmente nos apelidos! Silvas, Pereiras entre outros estão por todo o lado. Para além de ser o sítio ideal para veres um espectáculo de danças tradicionais cingalesas, também funciona como ponto de partida para a Sigiriya Rock e Dambulla.

Também é aqui que começa uma das viagens de comboio mais bonitas do mundo.

Nuwara Eliya (1 dia)

Esta cidade no meio das montanhas é óptima para fugir do calor. Aqui vais precisar de um casaco! Apesar de se ver facilmente em meio-dia, é fascinante aprender mais sobre a cultura do chá e sobre como funciona a sua produção no Sri Lanka. Depois, podes descobrir o lado mais britânico do país ao passear pelos hotéis de luxo do tempo colonial.

Ella (2 dias)

Para além de termos encontrado o Airb&b com uma das melhores vistas de sempre, o Ella Nature Rock, também subimos ao Little Adam’s Peak e vimos a versão cingalesa do aqueduto por onde passa o comboio do Harry Potter, a Nine Arches Bridge. Ella é linda!

Yala & Udawalawe (1 dia cada)

Ver animais no seu habitat natural é uma das melhores coisas que o Sri Lanka tem para oferecer. Elefantes, crocodilos, macacos e com muita sorte, leopardos, são alguns dos bichinhos que podes ver nestes parques! Para te informares mais sobre cada um deles e outras opções clica neste link.

Tangalle (2 dias)

Tangalle reúne algumas das melhores e mais secretas praias do Sri Lanka. Em Agosto não é o sítio mais seguro por causa das correntes e marés vivas, mas o estado puro e intocado daquelas praias tornam este lugar num destino potencialmente paradisíaco.

Weligama (4 dias)

A minha praia preferida de todo o Sri Lanka e uma vila pequena, calma e com boa comida. Mirissa está a poucos quilómetros para ir dar um pezinho de dança e ao alugares uma scooter consegues ver a costa toda até Galle e voltar num dia.

Tudo sobre o Sul do Sri Lanka neste post!

E foi por estes sítios que passei o meu mês no Sri Lanka. Também estive em Arugam Bay, mas muito sinceramente não gostei. O alojamento é muito mais caro e pior que nos outros sítios, está cheio de Israelitas – que pela minha experiência são o povo mais antipático de sempre – e as praias estavam cheias de crianças! Por isso eu escolheria outro sítio, como Trincomalee ou Tangalle dependendo da altura do ano.

Boa viagem!

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https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/07/duas-semanas-no-sri-lanka/feed/ 1
Japão em três semanas: um pouco de tudo! https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/22/japao-tres-semanas-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=japao-tres-semanas-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/22/japao-tres-semanas-itinerario/#comments Wed, 22 Nov 2017 11:20:35 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2321 A minha viagem pelo Japão é capaz de ter sido a minha viagem menos planeada de sempre. Porquê? Por que comprei o voo de Manila para Tóquio 5 dias antes da viagem em si. Como tal, a minha viagem foi acontecendo e foi sendo planeada consoante os conselhos das pessoas que fui conhecendo. Acho que acabei por não me sair muito mal, vi imensos sítios, trabalhei em troca de comida e alojamento, fiz couchsurfing e até fui à praia! Este país é surpreendente em todos os sentidos. A comida é maravilhosa, uma das melhores que já experimentei, as paisagens, templos e jardins são de um detalhe e perfeição invencíveis e há um contraste enorme entre o lado mais tradicional e conservador e o lado mais excêntrico e espalhafatoso dos japoneses. Aqui fica o meu itinerário de três semanas para um país que precisa de anos para ser visto e compreendido. Tóquio, Kamakura e Mt. Fuji (5 dias)  Como quase todas as pessoas que viajam até ao Japão, a minha primeira paragem foi Tóquio. A cidade dos neons, dos cosplays, dos salões de jogos, mas também de templos importantes, jardins e mercados históricos. Este contraste torna Tóquio numa das cidades mais interessantes do Japão. Não muito longe estão também Kamakura e o Mt. Fuji, dois locais fascinantes e que podem ser facilmente visitados numa day trip. Se quiseres saber mais sobre Tóquio e o que fazer durante os teus dias nesta zona, lê este post. Matsuayama (1 dia) A partir do momento em que aceitei fazer Workaway nas montanhas à volta de Matsuyama o meu plano de viagem começou a moldar-se. Matsuyama não é uma cidade particularmente famosa, mas tem o seu encanto. A caminhada até ao castelo e o castelo em si (o exterior) são muito giros e esta cidade tem um dos onsen mais antigos do Japão. Se estiveres interessado/a em saber mais sobre como trabalhar em troco de alojamento e comida, escrevi um post sobre o Workaway, uma plataforma que te permite fazer isso. Takamatsu (1 dia) Depois de 10 dias a trabalhar, estava na altura de voltar à estrada. De Matsuyama apanhei o comboio até Takamatsu e lá fiquei duas noites. No primeiro dia vi o jardim Ritsurin Koren, para mim, o melhor jardim do Japão. É simplesmente encantador. No Verão, tem uma infinidade de tons de verde e todo o jardim está arranjado com uma precisão só atingível no Japão. Por alguma razão, Takamatsu foi uma das minhas cidades preferidas. Não é das mais bonitas ou animadas, mas tem boa comida, pessoas simpáticas e um ambiente muito descontraído. E tem o mar ao lado! Hostel: Traditional Apartment, muito bom e o dono tem óptimos conselhos sobre os melhores restaurantes da zona. Naoshina e Teshima (1 dia cada) As duas ilhas mais criativas do Japão estão a uma viagem de ferry de Takamatsu. Naoshima e Teshima têm dois dos melhores museus do mundo e acho que são dos sítios mais relevantes do Japão. Tudo sobre estes refúgios de arte neste post. Postcard i bought in Teshima Art Museum Okayama (1 dia) Decidi fazer uma paragem em Okayama enquanto viajava entre Naoshima e Kyoto. Infelizmente não foi uma cidade que me tenha agradado particularmente, não encontrei nenhum sítio de cortar a respiração, mas ao menos tem um jardim – Korakuen – e castelo bonitos! Se tiveres a viajar de comboio facilmente consegues evitar Okayama porque as viagens são muito mais rápidas e não precisas de fazer uma pausa. Hostel: Kamp. É caro, mas as condições são muito boas e é muito perto da estação de comboios/autocarro. Kyoto e Arashiyama (4 dias) A cidade mais querida do Japão. Ao contrário de todas as outras cidades, aqui os turistas dominam a paisagem! Se em Takamatsu, Matsuyama e Okayama cada vez que via um western, ficava a olhar, em Kyoto é mais o contrário… Mas há uma razão para tal, esta cidade é impressionante. Tem os templos mais incríveis, os bairros antigos mais bonitos e uma das culturas gastronómicas mais divertidas (izakaya). Tudo o que vi e vivi em Kyoto e Arashiyama, neste post! Kanazawa (2 dias) Kanazawa foi a cidade que mais me surpreendeu no Japão. É muito menos turística do que Kyoto e muito mais calma do que Tóquio, mas tem alguns dos bairros históricos mais bem preservados do país. Para além disso, a cidade em si é muito agradável, é famosa pelo seu peixe e comer sushi aqui é obrigatório. O jardim Kenrokuen está no pódio dos melhores jardins Japoneses, acompanhado dos já referidos jardins de Okayama e Takamatsu. No terceiro domingo de cada mês há um café onde vários Japoneses se reúnem para ensinarem turistas que passam na rua como fazer Origami. Eu fui “raptada” por duas senhoras com os seus 60/70 anos, super fofinhas, que me ensinaram a fazer cisnes, chapéus e peixinhos! É no mesmo edifício do “City Town Hall”. Hostel: Good Neighbors Hostel, um dos melhores hostels da minha vida. Para além das condições impecáveis, todas as noites oferecem vinho de ameixa (plum wine) a todos os hospedes, o que faz com que toda a gente se reúna a conversar e beber, mesmo que o “vinho” não seja grande coisa. Nagano e Matsumoto (1 dia) Nagano é uma cidade muito pequenina, mas com o seu charme. Se fores lá só por causa do Castelo de Matsumoto, mais vale ires directamente para Matsumoto. Mas se tiveres interesse em ver a área há um templo giro e alguns dos melhores restaurantes que experimentei no Japão. Esta zona é particularmente concorrida no inverno por causa das suas montanhas (perfeitas para esquiar), vida selvagem (macacos das neves) e pelas vilas de Narai – Juku, Nagiso e Shirakawa. Infelizmente não tinha nem tempo nem dinheiro para ver tudo. Matsumoto em si também é pequeno, vê-se em meio-dia. Tem o castelo mais famoso do Japão, que é impressionante por fora, mas por dentro não tem nada (como todos os castelos do Japão). Surpreendentemente, o que mais gostei em Matsumoto foi o City Museum of Art que tem uma fantástica exibição da artista Kusama Yayoi. Vale mesmo a pena! Hostel: 1166 Backpackers em Nagono. Hostel muito simples, mas com um ambiente espectacular. Osaka (2/3 dias) Apesar da minha recomendação ser passar 2 ou 3 dias em Osaka, eu na verdade passei lá uma noite! Tinha planeado 3 noites, incluindo ir a Nara (local famoso pelos seus veados e templos) e ver a cidade em geral, mas depois mudei de ideias e decidi ir para Wakayama à última hora. Por isso, o que é que eu aconselho a fazer em Osaka? O Pub Crawl de Osaka! Por coincidência um amigo meu alemão estava lá ao mesmo tempo que eu e disse-me que tínhamos que ir fazer este pub crawl. Gostei imenso, é óptimo para conhecer pessoas e são umas horas bem passadas em Osaka, uma cidade que vive da noite e se ilumina com os seus neons! Aquele sorriso mesmo sóbrio… Hostel: Backpackers Hotel Toyo Osaka, um dos hostels mais baratos do Japão (Aleluia!) e tem quartos privados! Perfeito! Wakayama: Tanabe, Shirahama, Nachisan (3 dias) E foi em Wakayama que acabei a minha viagem. Por falta de planeamento não consegui ver tudo o que queria, ou fazer todas as caminhadas (também por causa do calor), mas mesmo assim, a nível natural, esta parte do Japão é incrível. Aqui estão os meus sítios preferidos: Sakinoyu Onsen, Shirahama: Durante um mês inteiro ouvi maravilhas sobre os onsen japoneses, mas nunca tive muita curiosidade em ir a um. Despir-me integralmente para tomar um banho quente com outras pessoas é um conceito um bocado estranho para mim. Mas quando fui ao posto turístico de Tanabe e me falaram neste onsen que é em cima da praia, conseguiram despertar a minha atenção. E lá fui. No início é um bocado estranho de facto, e o mais engraçado é que os japoneses vão para o onsen 20 ou 30 minutos e depois vão embora. Eu cá, como tive que pagar, achei por bem ficar lá horas mesmo que não seja muito saudável. Este onsen vale mesmo a pena, é o sítio perfeito para relaxar. Nachisan: Esta é uma zona de peregrinação muito antiga no Japão e por isso tem várias caminhadas, templos e onsen para visitar. Para planeares a tua viagem a esta zona aconselho-te a comprar um guia Lonely Planet ou algo do género uma vez que a informação online é escassa e complicada. Também podes ir ao ponto de turismo de Tanabe, considerado o melhor da zona. Acredita, eles têm todos horários e mapas possíveis. Devido ao pouco tempo que tinha, decidi apanhar o primeiro comboio da manhã de Tanabe até Kii-Katsuura, a viagem é bastante bonita, pela costa. Depois, apanhei o autocarro em direcção a Daimon Kara, uma escada de 267 degraus de pedra rodeada de uma floresta verdejante que lhe confere uma atmosfera muito mística. Se continuares sempre a subir vais encontrar o Kumano Nachi Taisha (templo Kumano) e a Seiganto-ji (Pagoda), que em conjunto com as cascatas, resulta numa das paisagens mais bonitas do Japão. Ao descer, podes passar pela “parte de baixo” das Nachi Falls, umas das cascatas mais famosas do Japão, com 133 metros de altura! Três semanas no Japão passam num instante. Num país com uma riqueza tão grande a nível de património cultural e paisagístico é difícil escolher o que ver e o que deixar de fora. O meu conselho é planeia, planeia, planeia! Lê blogs, livros, vê roteiros e adapta ao teu gosto. É um país ao qual adoraria voltar, desta vez no Outono ou Primavera, principalmente para ver as aldeias mais escondidas. Mas isso fica para a próxima 😉

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A minha viagem pelo Japão é capaz de ter sido a minha viagem menos planeada de sempre. Porquê? Por que comprei o voo de Manila para Tóquio 5 dias antes da viagem em si. Como tal, a minha viagem foi acontecendo e foi sendo planeada consoante os conselhos das pessoas que fui conhecendo.

Acho que acabei por não me sair muito mal, vi imensos sítios, trabalhei em troca de comida e alojamento, fiz couchsurfing e até fui à praia! Este país é surpreendente em todos os sentidos. A comida é maravilhosa, uma das melhores que já experimentei, as paisagens, templos e jardins são de um detalhe e perfeição invencíveis e há um contraste enorme entre o lado mais tradicional e conservador e o lado mais excêntrico e espalhafatoso dos japoneses.

Aqui fica o meu itinerário de três semanas para um país que precisa de anos para ser visto e compreendido.

Tóquio, Kamakura e Mt. Fuji (5 dias) 

Como quase todas as pessoas que viajam até ao Japão, a minha primeira paragem foi Tóquio. A cidade dos neons, dos cosplays, dos salões de jogos, mas também de templos importantes, jardins e mercados históricos. Este contraste torna Tóquio numa das cidades mais interessantes do Japão.

Não muito longe estão também Kamakura e o Mt. Fuji, dois locais fascinantes e que podem ser facilmente visitados numa day trip. Se quiseres saber mais sobre Tóquio e o que fazer durante os teus dias nesta zona, lê este post.

Matsuayama (1 dia)

A partir do momento em que aceitei fazer Workaway nas montanhas à volta de Matsuyama o meu plano de viagem começou a moldar-se. Matsuyama não é uma cidade particularmente famosa, mas tem o seu encanto. A caminhada até ao castelo e o castelo em si (o exterior) são muito giros e esta cidade tem um dos onsen mais antigos do Japão.

Se estiveres interessado/a em saber mais sobre como trabalhar em troco de alojamento e comida, escrevi um post sobre o Workaway, uma plataforma que te permite fazer isso.

Takamatsu (1 dia)

Depois de 10 dias a trabalhar, estava na altura de voltar à estrada. De Matsuyama apanhei o comboio até Takamatsu e lá fiquei duas noites. No primeiro dia vi o jardim Ritsurin Koren, para mim, o melhor jardim do Japão. É simplesmente encantador. No Verão, tem uma infinidade de tons de verde e todo o jardim está arranjado com uma precisão só atingível no Japão.

Por alguma razão, Takamatsu foi uma das minhas cidades preferidas. Não é das mais bonitas ou animadas, mas tem boa comida, pessoas simpáticas e um ambiente muito descontraído. E tem o mar ao lado!

Hostel: Traditional Apartment, muito bom e o dono tem óptimos conselhos sobre os melhores restaurantes da zona.

Naoshina e Teshima (1 dia cada)

As duas ilhas mais criativas do Japão estão a uma viagem de ferry de Takamatsu. Naoshima e Teshima têm dois dos melhores museus do mundo e acho que são dos sítios mais relevantes do Japão. Tudo sobre estes refúgios de arte neste post.

Postcard i bought in Teshima Art Museum

Okayama (1 dia)

Decidi fazer uma paragem em Okayama enquanto viajava entre Naoshima e Kyoto. Infelizmente não foi uma cidade que me tenha agradado particularmente, não encontrei nenhum sítio de cortar a respiração, mas ao menos tem um jardim – Korakuen – e castelo bonitos! Se tiveres a viajar de comboio facilmente consegues evitar Okayama porque as viagens são muito mais rápidas e não precisas de fazer uma pausa.

Hostel: Kamp. É caro, mas as condições são muito boas e é muito perto da estação de comboios/autocarro.

Kyoto e Arashiyama (4 dias)

A cidade mais querida do Japão. Ao contrário de todas as outras cidades, aqui os turistas dominam a paisagem! Se em Takamatsu, Matsuyama e Okayama cada vez que via um western, ficava a olhar, em Kyoto é mais o contrário… Mas há uma razão para tal, esta cidade é impressionante. Tem os templos mais incríveis, os bairros antigos mais bonitos e uma das culturas gastronómicas mais divertidas (izakaya).

Tudo o que vi e vivi em Kyoto e Arashiyama, neste post!

Kanazawa (2 dias)

Kanazawa foi a cidade que mais me surpreendeu no Japão. É muito menos turística do que Kyoto e muito mais calma do que Tóquio, mas tem alguns dos bairros históricos mais bem preservados do país. Para além disso, a cidade em si é muito agradável, é famosa pelo seu peixe e comer sushi aqui é obrigatório. O jardim Kenrokuen está no pódio dos melhores jardins Japoneses, acompanhado dos já referidos jardins de Okayama e Takamatsu.

No terceiro domingo de cada mês há um café onde vários Japoneses se reúnem para ensinarem turistas que passam na rua como fazer Origami. Eu fui “raptada” por duas senhoras com os seus 60/70 anos, super fofinhas, que me ensinaram a fazer cisnes, chapéus e peixinhos! É no mesmo edifício do “City Town Hall”.

Hostel: Good Neighbors Hostel, um dos melhores hostels da minha vida. Para além das condições impecáveis, todas as noites oferecem vinho de ameixa (plum wine) a todos os hospedes, o que faz com que toda a gente se reúna a conversar e beber, mesmo que o “vinho” não seja grande coisa.

Nagano e Matsumoto (1 dia)

Nagano é uma cidade muito pequenina, mas com o seu charme. Se fores lá só por causa do Castelo de Matsumoto, mais vale ires directamente para Matsumoto. Mas se tiveres interesse em ver a área há um templo giro e alguns dos melhores restaurantes que experimentei no Japão. Esta zona é particularmente concorrida no inverno por causa das suas montanhas (perfeitas para esquiar), vida selvagem (macacos das neves) e pelas vilas de Narai – Juku, Nagiso e Shirakawa. Infelizmente não tinha nem tempo nem dinheiro para ver tudo.

Matsumoto em si também é pequeno, vê-se em meio-dia. Tem o castelo mais famoso do Japão, que é impressionante por fora, mas por dentro não tem nada (como todos os castelos do Japão). Surpreendentemente, o que mais gostei em Matsumoto foi o City Museum of Art que tem uma fantástica exibição da artista Kusama Yayoi. Vale mesmo a pena!

Castelo de Matsumoto

Museu de Arte da Cidade de Matsumoto

Hostel: 1166 Backpackers em Nagono. Hostel muito simples, mas com um ambiente espectacular.

Osaka (2/3 dias)

Apesar da minha recomendação ser passar 2 ou 3 dias em Osaka, eu na verdade passei lá uma noite! Tinha planeado 3 noites, incluindo ir a Nara (local famoso pelos seus veados e templos) e ver a cidade em geral, mas depois mudei de ideias e decidi ir para Wakayama à última hora.

Por isso, o que é que eu aconselho a fazer em Osaka? O Pub Crawl de Osaka! Por coincidência um amigo meu alemão estava lá ao mesmo tempo que eu e disse-me que tínhamos que ir fazer este pub crawl. Gostei imenso, é óptimo para conhecer pessoas e são umas horas bem passadas em Osaka, uma cidade que vive da noite e se ilumina com os seus neons!


Aquele sorriso mesmo sóbrio…

Hostel: Backpackers Hotel Toyo Osaka, um dos hostels mais baratos do Japão (Aleluia!) e tem quartos privados! Perfeito!

Wakayama: Tanabe, Shirahama, Nachisan (3 dias)

E foi em Wakayama que acabei a minha viagem. Por falta de planeamento não consegui ver tudo o que queria, ou fazer todas as caminhadas (também por causa do calor), mas mesmo assim, a nível natural, esta parte do Japão é incrível. Aqui estão os meus sítios preferidos:

Sakinoyu Onsen, Shirahama: Durante um mês inteiro ouvi maravilhas sobre os onsen japoneses, mas nunca tive muita curiosidade em ir a um. Despir-me integralmente para tomar um banho quente com outras pessoas é um conceito um bocado estranho para mim. Mas quando fui ao posto turístico de Tanabe e me falaram neste onsen que é em cima da praia, conseguiram despertar a minha atenção. E lá fui. No início é um bocado estranho de facto, e o mais engraçado é que os japoneses vão para o onsen 20 ou 30 minutos e depois vão embora. Eu cá, como tive que pagar, achei por bem ficar lá horas mesmo que não seja muito saudável. Este onsen vale mesmo a pena, é o sítio perfeito para relaxar.

Nachisan: Esta é uma zona de peregrinação muito antiga no Japão e por isso tem várias caminhadas, templos e onsen para visitar. Para planeares a tua viagem a esta zona aconselho-te a comprar um guia Lonely Planet ou algo do género uma vez que a informação online é escassa e complicada. Também podes ir ao ponto de turismo de Tanabe, considerado o melhor da zona. Acredita, eles têm todos horários e mapas possíveis. Devido ao pouco tempo que tinha, decidi apanhar o primeiro comboio da manhã de Tanabe até Kii-Katsuura, a viagem é bastante bonita, pela costa. Depois, apanhei o autocarro em direcção a Daimon Kara, uma escada de 267 degraus de pedra rodeada de uma floresta verdejante que lhe confere uma atmosfera muito mística. Se continuares sempre a subir vais encontrar o Kumano Nachi Taisha (templo Kumano) e a Seiganto-ji (Pagoda), que em conjunto com as cascatas, resulta numa das paisagens mais bonitas do Japão. Ao descer, podes passar pela “parte de baixo” das Nachi Falls, umas das cascatas mais famosas do Japão, com 133 metros de altura!

Três semanas no Japão passam num instante. Num país com uma riqueza tão grande a nível de património cultural e paisagístico é difícil escolher o que ver e o que deixar de fora. O meu conselho é planeia, planeia, planeia! Lê blogs, livros, vê roteiros e adapta ao teu gosto. É um país ao qual adoraria voltar, desta vez no Outono ou Primavera, principalmente para ver as aldeias mais escondidas. Mas isso fica para a próxima 😉

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Um mês pelo melhor das Filipinas: o itinerário https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/28/itinerario-um-mes-pelas-filipinas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=itinerario-um-mes-pelas-filipinas https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/28/itinerario-um-mes-pelas-filipinas/#comments Sat, 28 Oct 2017 13:24:28 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2201 Quando me fazem a genérica pergunta “Qual foi o país que mais gostaste?” eu costumo responder que as Filipinas foram o país que mais me surpreendeu. Apesar de ter as expectativas bastante altas quase cancelei a minha viagem por questões de segurança. Felizmente decidi ignorar os avisos e fui na mesma. E encontrei o país e pessoas mais maravilhosas de sempre. O primeiro impacto não foi o melhor, mas nem todas as histórias de amor começam com amor à primeira vista. Manila pode ser esmagadora: a poluição, o trânsito caótico, casas de lata, comunidades inteiras a dormir no chão… A pobreza do país é devastadora, principalmente para os nossos olhos e corações de berço de ouro. Mas uma vez ultrapassada essa parte e ao falar com os Filipinos, percebemos que não há povo mais humilde e sorridente que este. Afinal, “it’s more fun in the Philippines” Por motivos de tempo e dinheiro não consegui ficar um mês nas Filipinas, fiquei apenas 3 semanas. Contudo tenho o itinerário perfeito para um mês que espero poder completar quando lá voltar! Manila (1/2 dias) Quer queiras, quer não vais ter que passar em Manila. É o maior aeroporto do país e as probabilidades de lá ires parar são bastante elevadas. Eu decidi ficar dois dias e uma noite para poder descansar das 23 horas que demorei a lá chegar a partir da Nova Zelândia. Apesar de não ser uma cidade bonita, tem uma zona chamada Intramuros com vários edifícios da altura da colonização espanhola que vale a pena ver. Para dormir, fiquei no Pink Manila. Aconselho-te a escolher um quarto com ar condicionado: são mais pequenos e Manila é uma cidade muito quente e húmida. O hostel em si é genial para conhecer pessoas, tem uma piscina e um rooftop óptimos. Passei lá 90% do tempo em que estive em Manila. Copyright: Pink Manila Banaue (3 dias) Como escrevi neste post, a experiência de caminhar durante três dias pelos arrozais das Filipinas e conhecer aldeias quase paradas no tempo foi inesquecível. É um percurso de muito suor, calor e lama mas as paisagens, as pessoas e a jornada em si valem muito a pena. Transporte Manila – Banaue: Autocarro da Ohayami Bus Sagada (1 dia) Famosa pelos seus “caixões pendurados”, Sagada foi uma agradável surpresa. Uma pequena vila com cafés maravilhosos (incluindo pequenos almoços cheios de iogurte!!) e uma história e cultura muito peculiares. Na van de Banaue para Sagada conheci um casal Suíço que tinha reservado um quarto na Treasure Rock Inn e decidi ir até lá com eles para ver se também tinham um quartinho para mim. A senhora que nos atendeu era um anjo e para além de me arranjar um quarto também se tornou a nossa guia para o dia. Atenção: no centro turístico eles têm a possibilidade de arranjar um guia, mas foram tão antipáticos quando lhes perguntei sobre as tours que assim que a nossa host ofereceu os seus serviços dissemos logo que sim. Começámos por caminhar até aos caixões suspensos. Esta é uma tradição que já dura há dois milhares de anos e trata-se de “enterrar” os mortos em caixões pregados a rochedos. Hoje em dia este costume mantem-se, mas numa escala mais pequena. Outros caixões estão dentro de buracos nas rochas e é possível ver uns ossinhos a sair! A nossa guia ia apontando para alguns que continham membros da família dela o que tornou tudo ainda mais estranho! Em Sagada, quando uma pessoa morre, o corpo é posto numa cadeira para, ao endurecer, tomar uma posição fetal. 24 horas depois o corpo, ainda em cima da cadeira, é transportado pela família até aos rochedos. Durante o caminho, familiares debatem-se sobre quem deve levar a cadeira, porque acreditam que o conhecimento do falecido passará para eles através do toque. Uma vez no local, o caixão e o corpo são erguidos e fixados no local desejado. Nalguns casos é possível ver a cadeira onde são transportados. Depois desta parte mais bizarra, andámos pelo meio das grutas com rios subterrâneos. Mais uma vez já tinha desistido de tentar poupar os meus ténis e aconselho-te a fazer o mesmo porque é muito mais perigoso se fores de chinelas. No fim tivemos o meu momento favorito, andar de baloiço em lianas qual Jane do Tarzan! Típico banho na cascata! Melhor pequeno almoço: Yoghurt House. Por alguma razão estava vila tem restaurantes super modernos e ocidentalizados. Não estava nada à espera de encontrar gastronomia europeia no meio das montanhas das Filipinas! Transporte Banaue – Sagada: Van. Também existem vários jeepneys. Manila (1 dia) De volta a Manila para no dia seguinte apanhar o ferry. Foi um dia para relaxar, comprar uns ténis novos e ver muito Netflix. Mais uma vez fiquei no Pink Manila. Transporte Sagada – Manila: Autocarro. Possível de marcar aqui ou em Sagada quando lhes apetece trabalhar (raramente). Coron (3 dias) Foi aqui que começou a minha aventura pelo famoso arquipélago de Palawan. Dos três sítios que visitei nesta zona, é fácil eleger Coron, muitas vezes ignorado, como o mais espectacular. Três dias de mar, sol, praia e Island hopping neste post! Transport Manila – Coron: Ferry 2GO. El Nido (3 dias) Com a massificação do turismo, El Nido foi uma das zonas das Filipinas que mais sofreu. Não é que não tenha paisagens espectaculares, águas cristalinas ou plameiras e areia branca. Mas com a exploração do turismo, o aumento dos preços e gente por todo o lado nas praias “secretas” este não foi o sítio que mais me encantou nas Filipinas. Tudo sobre El Nido aqui! Transporte Coron – El Nido: Ferry Port Barton (2 dias) No extremo oposto está Port Barton, o sítio mais paz de alma que se pode encontrar! Aqui divertimo-nos a não fazer nada, a beber Cuba Libres e a fazer snorkeling em corais intocados. A nossa experiência no fim do mundo romântico neste post! Transporte El Nido – Port Barton: Van Cebu City/ Bohol (2 dias) Entretanto fui-me embora das Filipinas, mas tenho mais duas sugestões. Uma delas é Bohol (em Cebu todos os hostels oferecem esta tour), casa das montanhas de chocolate e habitat natural dos Tarsiers, o primata mais pequeno do mundo. Podes encontrar também praias fantásticas como a Panglao Island e a Alona Beach e a Hinagdanan Cave também é bastante conhecida. Nadar com os Tubarões Baleia é uma das atracções mais famosas de Cebu, mas por favor não o faças. Estes animais já não são selvagens. Todos os dias são alimentados por dezenas de barcos só para propósitos turísticos. Ninguém quer saber se as pessoas tocam neles ou se lhes enfiam selfie sticks na testa. Por isso não suportes este tipo de turismo que ignora completamente o bem-estar destes animais incríveis. Transporte Port Barton – Cebu: Van até Puerto Princesa. Voo de PP até Cebu. Siargao (5 dias) A segunda sugestão e o lugar que me faz querer voltar às Filipinas. Com o tempo que tinha era completamente impossível de chegar a Siargao, mas depois de ver as fotos e ler testemunhos de vários bloggers este sítio está no topo da minha bucketlist. Deixo aqui alguns blogs com informação sobre Siargao para te poderes orientar caso queiras lá ir: Backpacking with a book  | Just one way ticket | Expert Vagabond E assim acabo o itinerário de um mês num dos meus países preferidos. Quando planeares o teu itinerário tem em conta que vais demorar algum tempo a deslocares-te de ilha para ilha e isso vai-te “comer” alguns dias. Mas vale tanto a pena!

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Quando me fazem a genérica pergunta “Qual foi o país que mais gostaste?” eu costumo responder que as Filipinas foram o país que mais me surpreendeu. Apesar de ter as expectativas bastante altas quase cancelei a minha viagem por questões de segurança. Felizmente decidi ignorar os avisos e fui na mesma. E encontrei o país e pessoas mais maravilhosas de sempre.

O primeiro impacto não foi o melhor, mas nem todas as histórias de amor começam com amor à primeira vista. Manila pode ser esmagadora: a poluição, o trânsito caótico, casas de lata, comunidades inteiras a dormir no chão… A pobreza do país é devastadora, principalmente para os nossos olhos e corações de berço de ouro.

A aterrar em Manila

Mas uma vez ultrapassada essa parte e ao falar com os Filipinos, percebemos que não há povo mais humilde e sorridente que este. Afinal, “it’s more fun in the Philippines”

Por motivos de tempo e dinheiro não consegui ficar um mês nas Filipinas, fiquei apenas 3 semanas. Contudo tenho o itinerário perfeito para um mês que espero poder completar quando lá voltar!

Manila (1/2 dias)

Quer queiras, quer não vais ter que passar em Manila. É o maior aeroporto do país e as probabilidades de lá ires parar são bastante elevadas. Eu decidi ficar dois dias e uma noite para poder descansar das 23 horas que demorei a lá chegar a partir da Nova Zelândia.

Apesar de não ser uma cidade bonita, tem uma zona chamada Intramuros com vários edifícios da altura da colonização espanhola que vale a pena ver.

Para dormir, fiquei no Pink Manila. Aconselho-te a escolher um quarto com ar condicionado: são mais pequenos e Manila é uma cidade muito quente e húmida. O hostel em si é genial para conhecer pessoas, tem uma piscina e um rooftop óptimos. Passei lá 90% do tempo em que estive em Manila.

Copyright: Pink Manila

Copyright: Pink Manila

Banaue (3 dias)

Como escrevi neste post, a experiência de caminhar durante três dias pelos arrozais das Filipinas e conhecer aldeias quase paradas no tempo foi inesquecível. É um percurso de muito suor, calor e lama mas as paisagens, as pessoas e a jornada em si valem muito a pena.

Transporte Manila – Banaue: Autocarro da Ohayami Bus

Sagada (1 dia)

Famosa pelos seus “caixões pendurados”, Sagada foi uma agradável surpresa. Uma pequena vila com cafés maravilhosos (incluindo pequenos almoços cheios de iogurte!!) e uma história e cultura muito peculiares.

Na van de Banaue para Sagada conheci um casal Suíço que tinha reservado um quarto na Treasure Rock Inn e decidi ir até lá com eles para ver se também tinham um quartinho para mim. A senhora que nos atendeu era um anjo e para além de me arranjar um quarto também se tornou a nossa guia para o dia.

Atenção: no centro turístico eles têm a possibilidade de arranjar um guia, mas foram tão antipáticos quando lhes perguntei sobre as tours que assim que a nossa host ofereceu os seus serviços dissemos logo que sim.

Começámos por caminhar até aos caixões suspensos. Esta é uma tradição que já dura há dois milhares de anos e trata-se de “enterrar” os mortos em caixões pregados a rochedos. Hoje em dia este costume mantem-se, mas numa escala mais pequena. Outros caixões estão dentro de buracos nas rochas e é possível ver uns ossinhos a sair! A nossa guia ia apontando para alguns que continham membros da família dela o que tornou tudo ainda mais estranho!

Em Sagada, quando uma pessoa morre, o corpo é posto numa cadeira para, ao endurecer, tomar uma posição fetal. 24 horas depois o corpo, ainda em cima da cadeira, é transportado pela família até aos rochedos. Durante o caminho, familiares debatem-se sobre quem deve levar a cadeira, porque acreditam que o conhecimento do falecido passará para eles através do toque. Uma vez no local, o caixão e o corpo são erguidos e fixados no local desejado. Nalguns casos é possível ver a cadeira onde são transportados.

Depois desta parte mais bizarra, andámos pelo meio das grutas com rios subterrâneos. Mais uma vez já tinha desistido de tentar poupar os meus ténis e aconselho-te a fazer o mesmo porque é muito mais perigoso se fores de chinelas. No fim tivemos o meu momento favorito, andar de baloiço em lianas qual Jane do Tarzan!

Típico banho na cascata!

Oláaaa!

Melhor pequeno almoço: Yoghurt House. Por alguma razão estava vila tem restaurantes super modernos e ocidentalizados. Não estava nada à espera de encontrar gastronomia europeia no meio das montanhas das Filipinas!

Transporte Banaue – Sagada: Van. Também existem vários jeepneys.

Manila (1 dia)

De volta a Manila para no dia seguinte apanhar o ferry. Foi um dia para relaxar, comprar uns ténis novos e ver muito Netflix. Mais uma vez fiquei no Pink Manila.

Transporte Sagada – Manila: Autocarro. Possível de marcar aqui ou em Sagada quando lhes apetece trabalhar (raramente).

Coron (3 dias)

Foi aqui que começou a minha aventura pelo famoso arquipélago de Palawan. Dos três sítios que visitei nesta zona, é fácil eleger Coron, muitas vezes ignorado, como o mais espectacular. Três dias de mar, sol, praia e Island hopping neste post!

Transport Manila – Coron: Ferry 2GO.

El Nido (3 dias)

Com a massificação do turismo, El Nido foi uma das zonas das Filipinas que mais sofreu. Não é que não tenha paisagens espectaculares, águas cristalinas ou plameiras e areia branca. Mas com a exploração do turismo, o aumento dos preços e gente por todo o lado nas praias “secretas” este não foi o sítio que mais me encantou nas Filipinas. Tudo sobre El Nido aqui!

Transporte Coron – El Nido: Ferry

Port Barton (2 dias)

No extremo oposto está Port Barton, o sítio mais paz de alma que se pode encontrar! Aqui divertimo-nos a não fazer nada, a beber Cuba Libres e a fazer snorkeling em corais intocados. A nossa experiência no fim do mundo romântico neste post!

Transporte El Nido – Port Barton: Van

Cebu City/ Bohol (2 dias)

Entretanto fui-me embora das Filipinas, mas tenho mais duas sugestões. Uma delas é Bohol (em Cebu todos os hostels oferecem esta tour), casa das montanhas de chocolate e habitat natural dos Tarsiers, o primata mais pequeno do mundo. Podes encontrar também praias fantásticas como a Panglao Island e a Alona Beach e a Hinagdanan Cave também é bastante conhecida.

Copyright: Wikipedia

Copyright: Wikipedia

Nadar com os Tubarões Baleia é uma das atracções mais famosas de Cebu, mas por favor não o faças. Estes animais já não são selvagens. Todos os dias são alimentados por dezenas de barcos só para propósitos turísticos. Ninguém quer saber se as pessoas tocam neles ou se lhes enfiam selfie sticks na testa. Por isso não suportes este tipo de turismo que ignora completamente o bem-estar destes animais incríveis.

Transporte Port Barton – Cebu: Van até Puerto Princesa. Voo de PP até Cebu.

Siargao (5 dias)

A segunda sugestão e o lugar que me faz querer voltar às Filipinas. Com o tempo que tinha era completamente impossível de chegar a Siargao, mas depois de ver as fotos e ler testemunhos de vários bloggers este sítio está no topo da minha bucketlist.

Deixo aqui alguns blogs com informação sobre Siargao para te poderes orientar caso queiras lá ir: Backpacking with a book  | Just one way ticket | Expert Vagabond

E assim acabo o itinerário de um mês num dos meus países preferidos. Quando planeares o teu itinerário tem em conta que vais demorar algum tempo a deslocares-te de ilha para ilha e isso vai-te “comer” alguns dias. Mas vale tanto a pena!

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Nova Zelândia num mês: de Norte a Sul, de Este a Oeste https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/02/nova-zelandia-um-mes-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nova-zelandia-um-mes-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/02/nova-zelandia-um-mes-itinerario/#comments Mon, 02 Oct 2017 18:30:46 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2066 De todos os países que visitei na vida, e já lá vão uns 30 e tal, a Nova Zelândia foi aquele onde vi as paisagens mais arrebatadoras. É fascinante como um país tão pequeno consegue ter tanto para dar. De montanhas, glaciares e fiordes na ilha Sul a vulcões, géiseres e dunas na ilha Norte, é impossível não se ficar perdidamente apaixonado por este cantinho no outro lado do Mundo. Este foi o único país que visitei de carro porque a minha amiga da faculdade, Mariana, mudou-se para Christchurch há uns meses e alinhou nesta aventura comigo. Nós as duas mais o Ronaldo! Foram 28 dias, 4500 km, várias noites dormidas no carro, em casa de amigos de amigos e couchsurfing. Muitas refeições vegan cozinhadas num fogão a gás, dezenas de caminhadas (uma delas deu-me dores durante dias!) e companheiros de viagem inesperados. Por isso, ao contrário dos meus outros posts, este roteiro está feito de acordo com a nossa experiência a viajar com um carro. E desde já peço desculpa pela quantidade de vezes que vou usar adjectivos como “lindo, maravilhoso, fantástico…” mas é fácil esgotar elogios quando se escreve sobre a Nova Zelândia. Itinerário para um mês na Nova Zelândia Christchurch: 2 dias Christchurch é uma cidade a levantar-se dos escombros. Em 2011 um terramoto de 6.3 atingiu a cidade e deitou tudo por terra. Ainda hoje os trabalhos de reconstrução perduram. No entanto existem várias razões para visitar Christchurch: os jardins botânicos e o Hagley Park são bonitos, existem imensos pontos de arte urbana, um Container Mall (centro comercial feito de contentores) e uma caminhada de 3 horas com vistas fantásticas chamada The Bridle Path Walk. Começámos em Christchurch por duas razões: É onde a Mariana está a viver e podíamos preparar a viagem nas calmas. Acabei por ficar mais do que 2 dias, mas se estiveres só numa de conhecer a cidade e as redondezas acho que é o suficiente. Nós fomos a Salvation Army Stores (lojas de material em segunda mão), passámos alguns dias na cozinha e nas compras e o pai da Mariana a arranjar o Ronaldo. Como começámos no início de Maio achámos melhor fazer o Sul primeiro (onde o tempo fica frio mais cedo) e terminar no Norte (que tem um clima mais temperado). Lake Tekapo: 1 dia O Lago Tekapo foi primeiro ponto oficial da nossa viagem. Entre uma caminhada até a um miradouro com uma vista panorâmica sobre o lago e a noite mais fria da minha vida, não podíamos ter escolhido uma forma mais intensa de começar a nossa viagem. Mais detalhes aqui! O Lago Tekapo também é muito famosos pelos seus céus nocturnos, mas nós tínhamos tanto frio nesta noite que não nos atrevemos a sair do carro! Christchurch – Lake Tekapo: 3 horas Mount Cook: 1 dia Depois de ultrapassarmos um nevoeiro serrado que nos levou a perguntar “será que vamos ver o Mount Cook?!” passámos uma manhã soalheira no Hooker Valley Trail numa caminhada de 3 horas que te leva pelas melhores paisagens que a montanha mais alta da Nova Zelândia tem para oferecer. Com mais algumas paragens para fotos na estrada que acompanha o Lake Pukaki seguimos até Dunedin onde íamos ficar duas noites. Mount Cook – Dunedin: 7 horas Dunedin e Caitlins: 2 ou 3 dias Infelizmente não tivemos tempo para ir às Caitlins, mas não posso deixar de recomendar porque toda a gente diz que é uma zona linda, cheia de cascatas e vida selvagem. Nugget Point, Purakauni Falls e Cathedral Caves são alguns dos pontos altos. Em Dunedin passámos um dia (e meio) em cheio! De vida selvagem vimos muito pouco, mas as paisagens que descobrimos compensaram. Principalmente a Tunnel Beach ao pôr do sol! Aqui ficam as minhas 6 sugestões: Em Dunedin fizemos Couchsurfing com uma Kiwi (neo-zelandesa) super querida: médica, adora subir montanhas (como todos os kiwis) e muito bem-disposta! Milford Sound: 1 dia De Dunedin a Milford Sound são cerca de 6 horas de caminho, por isso reserva no mínimo meio dia para esta viagem. Quando finalmente chegámos ao hostel já era noite e atropelámos um possum! Desgraças à parte, Milford Sound é uma das paisagens mais famosas e bonitas da Nova Zelândia e a viagem de barco pelos fiordes é inevitável. Se quiseres mais sobre a formação destes gigantes e dicas sobre a viagem de barco, clica aqui! Milford Sound – Queenstown: 4 horas Queenstown e Wanaka: 2 dias A quantidade de dias para Queenstown depende muito do teu budget e gosto por adrenalina. Como eu não tinha nenhum dos dois, contentei-me com uma caminhada pela Queenstown Hill para ver esta vista maravilhosa! Já em Wanaka tive de ultrapassar a dor e o cansaço na caminhada mais difícil da minha vida, mas ao menos no topo a vista é esta: Mais detalhes sobre Queenstown aqui e sobre Wanaka aqui. Queenstown – Wanaka: 1 hora; paragem recomendada em Arrowtown. Fox Glacier: 1 dia O Salvador Sobral ganha a Eurovisão e eu vou celebrar de helicóptero para um glaciar. Fina não sou?!  Anyway, a experiência de sobrevoar um glaciar e caminhar sobre e dentro dele é uma das minhas melhores recordações na Nova Zelândia. Se estiveres pela zona, aproveita e dá um saltinho ao Lake Matheson, vale muito a pena! A minha aventura sobre o gelo está aqui. Wanaka – Fox Glacier: 3.5 horas West Coast: 1 dia na estrada Passámos a Costa Oeste um bocadinho a correr porque em breve tínhamos que estar a atravessar de ferry para a ilha Norte. Mesmo assim tivemos tempo de fazer algumas paragens pelo caminho e estas foram as highlights: Hokitika: é uma vila simpática, com supermercados e restaurantes caso precises de parar durante um tempo. Se tiveres oportunidade recomendo fazeres a caminhada de Hokitika Gorge, a mais famosa da zona. Punakaiki: conhecida pelas suas Pancake Rocks e Blowholes, esta micro caminhada leva-te por maravilhas geológicas que durante muitos anos (e ainda hoje) surpreendem os cientistas devido à sua curiosa formação. Tauranga Bay Seal Colony: se gostas de focas, este é o sítio onde vais querer parar. De um ponto de vista privilegiado vais poder observá-las no seu habitat natural a brincar umas com as outras. Nelson – Abel Tansman: 2 dias Apesar da chuva e de uma viagem de barco que quase nos fez sair o coração pela boca, o Parque Abel Tasman é um dos sítios mais famosos da Nova Zelândia, especialmente no Verão por causa das suas praias, oportunidades para fazer desportos aquáticos e ver golfinhos. Nós, para além da chuva, vimos muitos arco-íris, cascatas e ficámos com os sapatos molhados durante uma semana! Fox Glacier – Nelson: 6.5 horas Wellington: 1 ou 2 dias Ao escrever este post apercebi-me que tenho muito poucas fotos de Wellington apesar de ter sido a cidade da Nova Zelândia que mais gostei e a única onde me imaginaria a viver. Talvez tenha causado uma impressão tão forte em mim por ter adorado as pessoas que lá conheci. Pode-se dizer que “amigos de amigos são os melhores amigos”! Tivemos a sorte de sermos acolhidas na casa de um amigo de um amigo meu francês que tinha estudado 1 ano na Nova Zelândia. Confuso? Um pouco, mas o Jack (amigo do amigo) e todos os habitantes daquela casa foram tão queridos connosco que tenho as melhores recordações possíveis desta cidade. Para visitar recomendo o museu Te Papa (gratuito) sobre a história da Nova Zelândia desde a altura em que era uma capoeira a seu aberto (só existiam aves na NZ) até à chegada dos Maoiri e Ingleses. Para os apaixonados por cinema recomendo os Weta Studios e uma voltinha pelo Mount Victoria, Oriental Bay e pelo centro “histórico” que conta com vários mercados de comida como o Capital Market e montes de bares e restaurantes. Taupo e Tongariro Crossing: 2 dias Conhecida por ser a casa do Tongariro Crossing, Taupo não tem só a melhor caminhada da Nova Zelândia para oferecer. Lagos, barragens e outras caminhadas (claro) também estão na lista. Como não queríamos fazer nenhuma caminhada arrebatadora no dia antes do Crossing ficámo-nos pelo percurso até à Huka Falls que começa numas termas naturais de água quente (recomenda-se um mergulho :p) e acaba na cascata Huka, um rio com uma força incrível e uma cor de água linda. Também podes ver a barragem Aratiatia Power Station a abrir-se e a mudar a paisagem à sua volta em 5 minutos. Quanto ao Tongariro Crossing, dediquei-lhe um post gigante e muito completo que podes ver aqui! Alojamento: não me canso de recomendar o maravilhoso Tiki Lodge. Hamilton e Rotorua: 2 dias Enquanto éramos acolhidas por duas portuguesas com um coração de ouro visitámos tudo o que Hamilton tem de melhor. Hobbiton, Wai-O-Tapu e Black Water Rafting são uma machadinha no orçamento, mas cada sítio tem o seu encanto e valeu a pena apertar o cinto noutras coisas para vivê-los. Rotorua e Hamurana Springs em detalhe aqui e Hobbiton e Black Water Rafting aqui. Auckland: 1 dia Ganhei mais uma família, desta vez em Auckland. Fui adoptada pelos tios e primo da Mariana que me trataram como uma princesa (estou a ficar muito mal habituada). Em Auckland passeámos pelo centro, visitámos a Auckland Art Gallery (que é gratuita) e fomos ver um jogo de rugby – momento da minha vida do qual o meu pai se orgulha mais. Auckland também tem uma free walking tour. Se estiveres a pensar ver um jogo de rugby na Nova Zelândia podes comprar os bilhetes online, na Ticket Master, mas aconselho-te a fazê-lo num computador uma vez que a versão mobile do site não parece ter opção de compra para pessoas que não vivam na NZ. No fim do jogo, se quiseres um autógrafo ou uma foto com os jogadores é possível. Podes ir até aos lugares juntos ao relvado e eles costumam andar por lá a cumprimentar as pessoas. Bay of Islands & Cape Reigna: 4 ou 5 dias Por fim, os últimos dias desta aventura na Nova Zelândia foram passados a dormir no carro, a comer arroz e sopas de pacote e a contar cêntimos mas, também, a ver sítios fantásticos ou não estivéssemos nós na NZ. Conduzimos até ao Cape Reinga, o ponto mais a Norte do país, e pelo caminho descobrimos praias desertas, mais caminhadas de sonho e uma espécie de deserto do Sahara onde rebolámos pelas dunas. Tudo sobre os nossos últimos dias na Northland aqui! Espero que este post te tenha inspirado a visitar este país inacreditavelmente bonito e com tanto (mas TANTO) para oferecer. Só tive pena de não ter tido tempo para ir a Coromandel, também no Norte e perto de Auckland, mas teve de ser sacrificado. Mais dicas sobre modos de transporte, alojamento e coisas práticas neste post. Boas viagens e Kia Ora!

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De todos os países que visitei na vida, e já lá vão uns 30 e tal, a Nova Zelândia foi aquele onde vi as paisagens mais arrebatadoras. É fascinante como um país tão pequeno consegue ter tanto para dar. De montanhas, glaciares e fiordes na ilha Sul a vulcões, géiseres e dunas na ilha Norte, é impossível não se ficar perdidamente apaixonado por este cantinho no outro lado do Mundo.

Este foi o único país que visitei de carro porque a minha amiga da faculdade, Mariana, mudou-se para Christchurch há uns meses e alinhou nesta aventura comigo. Nós as duas mais o Ronaldo! Foram 28 dias, 4500 km, várias noites dormidas no carro, em casa de amigos de amigos e couchsurfing. Muitas refeições vegan cozinhadas num fogão a gás, dezenas de caminhadas (uma delas deu-me dores durante dias!) e companheiros de viagem inesperados.

Por isso, ao contrário dos meus outros posts, este roteiro está feito de acordo com a nossa experiência a viajar com um carro.
E desde já peço desculpa pela quantidade de vezes que vou usar adjectivos como “lindo, maravilhoso, fantástico…” mas é fácil esgotar elogios quando se escreve sobre a Nova Zelândia.

Itinerário para um mês na Nova Zelândia

Christchurch: 2 dias

Christchurch é uma cidade a levantar-se dos escombros. Em 2011 um terramoto de 6.3 atingiu a cidade e deitou tudo por terra. Ainda hoje os trabalhos de reconstrução perduram. No entanto existem várias razões para visitar Christchurch: os jardins botânicos e o Hagley Park são bonitos, existem imensos pontos de arte urbana, um Container Mall (centro comercial feito de contentores) e uma caminhada de 3 horas com vistas fantásticas chamada The Bridle Path Walk.

Começámos em Christchurch por duas razões:

  • É onde a Mariana está a viver e podíamos preparar a viagem nas calmas. Acabei por ficar mais do que 2 dias, mas se estiveres só numa de conhecer a cidade e as redondezas acho que é o suficiente. Nós fomos a Salvation Army Stores (lojas de material em segunda mão), passámos alguns dias na cozinha e nas compras e o pai da Mariana a arranjar o Ronaldo.
  • Como começámos no início de Maio achámos melhor fazer o Sul primeiro (onde o tempo fica frio mais cedo) e terminar no Norte (que tem um clima mais temperado).

Lake Tekapo: 1 dia

O Lago Tekapo foi primeiro ponto oficial da nossa viagem. Entre uma caminhada até a um miradouro com uma vista panorâmica sobre o lago e a noite mais fria da minha vida, não podíamos ter escolhido uma forma mais intensa de começar a nossa viagem. Mais detalhes aqui!

O Lago Tekapo também é muito famosos pelos seus céus nocturnos, mas nós tínhamos tanto frio nesta noite que não nos atrevemos a sair do carro!

Christchurch – Lake Tekapo: 3 horas

Mount Cook: 1 dia

Depois de ultrapassarmos um nevoeiro serrado que nos levou a perguntar “será que vamos ver o Mount Cook?!” passámos uma manhã soalheira no Hooker Valley Trail numa caminhada de 3 horas que te leva pelas melhores paisagens que a montanha mais alta da Nova Zelândia tem para oferecer. Com mais algumas paragens para fotos na estrada que acompanha o Lake Pukaki seguimos até Dunedin onde íamos ficar duas noites.

Lake Pukaki

Mount Cook – Dunedin: 7 horas

Dunedin e Caitlins: 2 ou 3 dias

Infelizmente não tivemos tempo para ir às Caitlins, mas não posso deixar de recomendar porque toda a gente diz que é uma zona linda, cheia de cascatas e vida selvagem. Nugget Point, Purakauni Falls e Cathedral Caves são alguns dos pontos altos.

Em Dunedin passámos um dia (e meio) em cheio! De vida selvagem vimos muito pouco, mas as paisagens que descobrimos compensaram. Principalmente a Tunnel Beach ao pôr do sol! Aqui ficam as minhas 6 sugestões:

Taiaroa Head – vimos um pinguim bebé a nadar no mar!

Victory Beach & The Pyramids

Cape Saunders

Hoopers Inlet

Tunnel Beach ao pôr do Sol

Street art

Estação de comboios de Dunedin

Em Dunedin fizemos Couchsurfing com uma Kiwi (neo-zelandesa) super querida: médica, adora subir montanhas (como todos os kiwis) e muito bem-disposta!

Milford Sound: 1 dia

De Dunedin a Milford Sound são cerca de 6 horas de caminho, por isso reserva no mínimo meio dia para esta viagem. Quando finalmente chegámos ao hostel já era noite e atropelámos um possum! Desgraças à parte, Milford Sound é uma das paisagens mais famosas e bonitas da Nova Zelândia e a viagem de barco pelos fiordes é inevitável. Se quiseres mais sobre a formação destes gigantes e dicas sobre a viagem de barco, clica aqui!

Milford Sound – Queenstown: 4 horas

Queenstown e Wanaka: 2 dias

A quantidade de dias para Queenstown depende muito do teu budget e gosto por adrenalina. Como eu não tinha nenhum dos dois, contentei-me com uma caminhada pela Queenstown Hill para ver esta vista maravilhosa!

Já em Wanaka tive de ultrapassar a dor e o cansaço na caminhada mais difícil da minha vida, mas ao menos no topo a vista é esta:

Mais detalhes sobre Queenstown aqui e sobre Wanaka aqui.

Queenstown – Wanaka: 1 hora; paragem recomendada em Arrowtown.

Fox Glacier: 1 dia

O Salvador Sobral ganha a Eurovisão e eu vou celebrar de helicóptero para um glaciar. Fina não sou?!  Anyway, a experiência de sobrevoar um glaciar e caminhar sobre e dentro dele é uma das minhas melhores recordações na Nova Zelândia. Se estiveres pela zona, aproveita e dá um saltinho ao Lake Matheson, vale muito a pena!


A minha aventura sobre o gelo está aqui.

Wanaka – Fox Glacier: 3.5 horas

West Coast: 1 dia na estrada

Passámos a Costa Oeste um bocadinho a correr porque em breve tínhamos que estar a atravessar de ferry para a ilha Norte. Mesmo assim tivemos tempo de fazer algumas paragens pelo caminho e estas foram as highlights:

Hokitika: é uma vila simpática, com supermercados e restaurantes caso precises de parar durante um tempo. Se tiveres oportunidade recomendo fazeres a caminhada de Hokitika Gorge, a mais famosa da zona.

Punakaiki: conhecida pelas suas Pancake Rocks e Blowholes, esta micro caminhada leva-te por maravilhas geológicas que durante muitos anos (e ainda hoje) surpreendem os cientistas devido à sua curiosa formação.

Tauranga Bay Seal Colony: se gostas de focas, este é o sítio onde vais querer parar. De um ponto de vista privilegiado vais poder observá-las no seu habitat natural a brincar umas com as outras.

Nelson – Abel Tansman: 2 dias

Apesar da chuva e de uma viagem de barco que quase nos fez sair o coração pela boca, o Parque Abel Tasman é um dos sítios mais famosos da Nova Zelândia, especialmente no Verão por causa das suas praias, oportunidades para fazer desportos aquáticos e ver golfinhos. Nós, para além da chuva, vimos muitos arco-íris, cascatas e ficámos com os sapatos molhados durante uma semana!

Fox Glacier – Nelson: 6.5 horas

Wellington: 1 ou 2 dias

Ao escrever este post apercebi-me que tenho muito poucas fotos de Wellington apesar de ter sido a cidade da Nova Zelândia que mais gostei e a única onde me imaginaria a viver. Talvez tenha causado uma impressão tão forte em mim por ter adorado as pessoas que lá conheci. Pode-se dizer que “amigos de amigos são os melhores amigos”!
Tivemos a sorte de sermos acolhidas na casa de um amigo de um amigo meu francês que tinha estudado 1 ano na Nova Zelândia. Confuso? Um pouco, mas o Jack (amigo do amigo) e todos os habitantes daquela casa foram tão queridos connosco que tenho as melhores recordações possíveis desta cidade.

Para visitar recomendo o museu Te Papa (gratuito) sobre a história da Nova Zelândia desde a altura em que era uma capoeira a seu aberto (só existiam aves na NZ) até à chegada dos Maoiri e Ingleses. Para os apaixonados por cinema recomendo os Weta Studios e uma voltinha pelo Mount Victoria, Oriental Bay e pelo centro “histórico” que conta com vários mercados de comida como o Capital Market e montes de bares e restaurantes.

Trabalho incrível realizado pelos Weta Studios e presente no museu Te Papa numa exibição sobre a 1ª Guerra Mundial e os soldados Anzac

Taupo e Tongariro Crossing: 2 dias

Conhecida por ser a casa do Tongariro Crossing, Taupo não tem só a melhor caminhada da Nova Zelândia para oferecer. Lagos, barragens e outras caminhadas (claro) também estão na lista. Como não queríamos fazer nenhuma caminhada arrebatadora no dia antes do Crossing ficámo-nos pelo percurso até à Huka Falls que começa numas termas naturais de água quente (recomenda-se um mergulho :p) e acaba na cascata Huka, um rio com uma força incrível e uma cor de água linda. Também podes ver a barragem Aratiatia Power Station a abrir-se e a mudar a paisagem à sua volta em 5 minutos.

Estrada até Taupo

No caminho para Huka Falls

Barragem a esvaziar

Huka Falls

Quanto ao Tongariro Crossing, dediquei-lhe um post gigante e muito completo que podes ver aqui!

Alojamento: não me canso de recomendar o maravilhoso Tiki Lodge.

Hamilton e Rotorua: 2 dias

Enquanto éramos acolhidas por duas portuguesas com um coração de ouro visitámos tudo o que Hamilton tem de melhor. Hobbiton, Wai-O-Tapu e Black Water Rafting são uma machadinha no orçamento, mas cada sítio tem o seu encanto e valeu a pena apertar o cinto noutras coisas para vivê-los.

Bag End <3

Wai-O-Tapu

As minhoquinhas luminosas

Rotorua e Hamurana Springs em detalhe aqui e Hobbiton e Black Water Rafting aqui.

Auckland: 1 dia

Ganhei mais uma família, desta vez em Auckland. Fui adoptada pelos tios e primo da Mariana que me trataram como uma princesa (estou a ficar muito mal habituada). Em Auckland passeámos pelo centro, visitámos a Auckland Art Gallery (que é gratuita) e fomos ver um jogo de rugby – momento da minha vida do qual o meu pai se orgulha mais. Auckland também tem uma free walking tour.

Se estiveres a pensar ver um jogo de rugby na Nova Zelândia podes comprar os bilhetes online, na Ticket Master, mas aconselho-te a fazê-lo num computador uma vez que a versão mobile do site não parece ter opção de compra para pessoas que não vivam na NZ. No fim do jogo, se quiseres um autógrafo ou uma foto com os jogadores é possível. Podes ir até aos lugares juntos ao relvado e eles costumam andar por lá a cumprimentar as pessoas.


Bay of Islands & Cape Reigna: 4 ou 5 dias

Por fim, os últimos dias desta aventura na Nova Zelândia foram passados a dormir no carro, a comer arroz e sopas de pacote e a contar cêntimos mas, também, a ver sítios fantásticos ou não estivéssemos nós na NZ. Conduzimos até ao Cape Reinga, o ponto mais a Norte do país, e pelo caminho descobrimos praias desertas, mais caminhadas de sonho e uma espécie de deserto do Sahara onde rebolámos pelas dunas. Tudo sobre os nossos últimos dias na Northland aqui!


Espero que este post te tenha inspirado a visitar este país inacreditavelmente bonito e com tanto (mas TANTO) para oferecer. Só tive pena de não ter tido tempo para ir a Coromandel, também no Norte e perto de Auckland, mas teve de ser sacrificado.

Mais dicas sobre modos de transporte, alojamento e coisas práticas neste post.

Boas viagens e Kia Ora!

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Austrália: um mês pela Costa Este, o itinerário https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/08/australia-um-mes-costa-este-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=australia-um-mes-costa-este-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/08/australia-um-mes-costa-este-itinerario/#comments Fri, 08 Sep 2017 16:15:27 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1811 Quando comecei a planear a minha viagem pela Austrália, tinha no meu imaginário que num mês era possível fazer a Costa Este, a Great Ocean Road e a Tasmânia. Ah, a inocência europeia… Os 28 dias que passei na Austrália nem me deixaram tempo para fazer mergulho ou chegar a Cairns! Por isso, ao planeares a tua viagem à Austrália tem em consideração que as distâncias são muito maiores do que as europeias e que viagens de 14 ou 16 horas de autocarro são normais. Quanto ao meu itinerário acho que correu bastante bem. Só em Melbourne é que gostava de ter passado mais tempo, mas como estava a chover torrencialmente e frio não foi assim tão mau ter só três dias. O resto da viagem foi planeada um ou dois dias antes (excepto as tours que reservei cerca de 10 dias antes) e pude sempre adaptar ao que me apetecia fazer. Quero relembrar que fui em época baixa e por isso nunca tive problemas com reservas. Autocarro vs. Carro Esta foi uma decisão relativamente fácil para mim. Cheguei a pensar juntar-me a pessoas que publicam as suas viagens em grupos de Facebook, mas como não queria estar dependente de ninguém escolhi o autocarro. Alugar ou comprar eu própria um carro estava fora de questão uma vez que as minhas skills de condução estão perto das de alguém com parkinson E miopia. Para além disso, a Costa Este tem uma excelente rede de autocarros – o que não acontece noutras zonas da Austrália. Greyhound vs. Premier Bus Esta questão deu-me um bocadinho mais de trabalho de pesquisa, mas o resultado valeu a pena. Ambas as companhias têm passes que, por um valor fixo, te permitem usar os autocarros que quiseres para fazeres a Costa Este num sentido. Chamam-se “hop on-hop off passes“. A Greyhound é a empresa mais conhecida e por isso costuma ser a escolhida apesar dos passes da Premier Bus serem metade do preço pelo mesmo serviço (só têm é um autocarro por dia numa direcção). Acabei por escolher a Premier Bus. Não se deixem enganar pelo aspecto terrível do logo e do site, funciona perfeitamente. Como utilizar: basta ires ao site e comprar o passe que te dá mais jeito. Quando finalizares a compra vais receber um email com um número de referência e é esse número que eles te vão pedir cada vez que quiseres fazer uma reserva. Para fazer a reserva basta ligares para o número deles (aconselho muito a comprar um cartão SIM australiano) e dizeres quando e para onde queres ir. Não há lugares marcados. Normalmente basta reservar com 2/3 dias de antecedência. Acho que nunca vi um autocarro completamente cheio – ao contrário dos da Greyhound. Preço do passe Sydney – Airlie Beach: 270 AUD. Independente vs. Agência Vi imensa gente a viajar na Austrália que marcou tudo por agências como a Wicked Travel ou Peter Pan. Isto pareceu-me bastante ridículo. Na Austrália é facílimo marcar tudo independentemente, basta ter internet. O custo que as agências cobram por um pacote de transporte e de tours (como Fraser Island, Whitsundays e um salto de paraquedas, por exemplo) é quase o dinheiro que eu gastei na viagem toda. Por isso, só posso enfatizar: marca tudo por ti! Itinerário: um mês pela Costa Este Melbourne: 3 dias É um bocadinho batota porque Melbourne é costa Sul, mas não podia deixar a minha cidade preferida de fora. Melbourne tem arte urbana, museus, comida deliciosa e até praias caso o tempo o permita. Todos os meus australianos preferidos são de Melbourne por isso aconselho-te a usar e abusar do couchsurfing. As minhas recomendações para Melbourne estão aqui! Para chegar a Sydney aconselho voar (se arranjares um voo muito barato) ou autocarro. Demora mais tempo mas não tens que pagar os shuttles do aeroporto de Melbourne (19 AUD) nem o de Sydney (17 AUD). Sydney: 5 dias Parece muito tempo mas é porque estou a incluir sítios à volta de Sydney também. Dois dias para a cidade, um dia para Manly, um dia para Bondi e um dia para as maravilhosas Blue Mountains! Mais uma vez, Couchsurfing all the way. O meu guia de Sydney aqui e das Blue Mountains aqui. Newcastle: 3 dias Eu adorei os meus dias em Newcastle, é uma região cheia de coisas a descobrir e com muito poucos turistas estrangeiros. Contudo, não teria sido a mesma coisa se não tivesse uma condutora e guia australiana, por isso, se estiveres a viajar de autocarro, não tenho a certeza se é um sítio assim tão interessante. O meu guia para Newcastle e a minha história com a melhor família australiana de sempre estão aqui. Byron Bay: 2 dias O paraíso do surf na Austrália e o sítio preferido de muitos viajantes. Byron Bay vale pela vista incrível do farol no topo de um rochedo e pelas praias convidativas a banhos e peles bronzeadas. Tudo sobre Byron neste post. Brisbane: 2 dias Brisbane não é uma cidade particulamente grande ou bonita, mas tem uma boa energia. Sem querer tornar-me muito repetitiva, o Couchsurfing tornou a minha experiência muito mais interessante. Começando com um barbecue internacional e acabando com uma viagem de carro com 4 pessoas no banco de trás o que pelas reacções do pessoal pareceu ser algo completamente inédito (eram alemães e um Filipino a viver na Austrália há muito anos, há que dar o desconto) passei uns dias muito divertidos em Brisbane. Para visitar há o planetário, que parece ser uma recomendação estranha, mas eles têm projecções muito interessantes e no fim mostram as constelações que se podem ver a partir de Brisbane à noite o que me deu imenso jeito na Fraser Island. A uma hora a pé do observatório existe o Mount Coot-tha Lookout que tem uma boa vista sobre a cidade. Já o centro “histórico” de Brisbane vê-se numa hora.Ps: eles têm uma coisa genial, um serviço de ferry gratuito na cidade. Noosa: 2 dias O melhor de Noosa são as suas praias e parque natural, onde eu achava que ia ver coalas, mas não vi 🙁 mesmo assim é um bom sítio para passar uns dias a fazer caminhadas e a apanhar banhos de sol. Foi também o meu ponto de partida para a aventura de Fraser Island. Quanto ao alojamento, eu fiquei no Flashpackers Noosa que é um bom hostel, mas fica um bocadinho longe do centro (25 minutos a pé) e dos supermercados, o que não é muito conveniente. O Nomads é um party hostel, mais central mas com menos condições. Fraser Island: 3 dias A “menina” dos meus olhos! O meu sítio preferido na Austrália é uma paragem obrigatória para qualquer viajante na Costa Este. Neste post falo sobre a Dropbear, a agência fantástica com a qual fiz a viagem, sobre a história da ilha e claro, sobre os lugares mais fantásticos que ela tem para oferecer. Airlie Beach e Whitsundays: 3 dias Para terminar a costa este em beleza, recomendo passares dois dias no mar num veleiro. Terás a oportunidade de ver a praia mais bonita da Austrália, fazer snorkeling e aprender as bases de navegação de um barco à vela, tudo na companhia de (mais ou menos) 30 pessoas! Townsville: 1 dia para mergulhadores Este foi o sítio que tive mais pena de não ter conseguido visitar, o Yongalla Wreck. São os destroços de um navio antigo que ainda estão em bom estado e na zona existem mantas, tubarões e tudo e mais alguma coisa que um mergulhador pode querer! Fica para a próxima! Em Townsville em si não se passa grande coisa, mas posso recomendar o hostel Reef Lodge Backpackers que apesar de ter uma staff desprezível tem uma relação preço-qualidade muito boa. Cairns: 3 dias Infelizmente não cheguei a Cairns, mas acho que é um bom sítio de base para fazer algumas day trips como a Daintree Forest e a Grande Barreira de Coral. E assim, sem eu dar por nada, passou-se um mês na Austrália! A próxima viagem até lá já está nos meus pensamentos e desta vez a Tasmânia e a Great Ocean Road não me escapam!

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Quando comecei a planear a minha viagem pela Austrália, tinha no meu imaginário que num mês era possível fazer a Costa Este, a Great Ocean Road e a Tasmânia. Ah, a inocência europeia… Os 28 dias que passei na Austrália nem me deixaram tempo para fazer mergulho ou chegar a Cairns!

Por isso, ao planeares a tua viagem à Austrália tem em consideração que as distâncias são muito maiores do que as europeias e que viagens de 14 ou 16 horas de autocarro são normais.

Quanto ao meu itinerário acho que correu bastante bem. Só em Melbourne é que gostava de ter passado mais tempo, mas como estava a chover torrencialmente e frio não foi assim tão mau ter só três dias. O resto da viagem foi planeada um ou dois dias antes (excepto as tours que reservei cerca de 10 dias antes) e pude sempre adaptar ao que me apetecia fazer. Quero relembrar que fui em época baixa e por isso nunca tive problemas com reservas.

Autocarro vs. Carro

Esta foi uma decisão relativamente fácil para mim. Cheguei a pensar juntar-me a pessoas que publicam as suas viagens em grupos de Facebook, mas como não queria estar dependente de ninguém escolhi o autocarro. Alugar ou comprar eu própria um carro estava fora de questão uma vez que as minhas skills de condução estão perto das de alguém com parkinson E miopia. Para além disso, a Costa Este tem uma excelente rede de autocarros – o que não acontece noutras zonas da Austrália.

Greyhound vs. Premier Bus

Esta questão deu-me um bocadinho mais de trabalho de pesquisa, mas o resultado valeu a pena. Ambas as companhias têm passes que, por um valor fixo, te permitem usar os autocarros que quiseres para fazeres a Costa Este num sentido. Chamam-se “hop on-hop off passes“. A Greyhound é a empresa mais conhecida e por isso costuma ser a escolhida apesar dos passes da Premier Bus serem metade do preço pelo mesmo serviço (só têm é um autocarro por dia numa direcção). Acabei por escolher a Premier Bus. Não se deixem enganar pelo aspecto terrível do logo e do site, funciona perfeitamente.

Como utilizar: basta ires ao site e comprar o passe que te dá mais jeito. Quando finalizares a compra vais receber um email com um número de referência e é esse número que eles te vão pedir cada vez que quiseres fazer uma reserva.

Para fazer a reserva basta ligares para o número deles (aconselho muito a comprar um cartão SIM australiano) e dizeres quando e para onde queres ir. Não há lugares marcados. Normalmente basta reservar com 2/3 dias de antecedência. Acho que nunca vi um autocarro completamente cheio – ao contrário dos da Greyhound. Preço do passe Sydney – Airlie Beach: 270 AUD.

Independente vs. Agência

Vi imensa gente a viajar na Austrália que marcou tudo por agências como a Wicked Travel ou Peter Pan. Isto pareceu-me bastante ridículo. Na Austrália é facílimo marcar tudo independentemente, basta ter internet. O custo que as agências cobram por um pacote de transporte e de tours (como Fraser Island, Whitsundays e um salto de paraquedas, por exemplo) é quase o dinheiro que eu gastei na viagem toda. Por isso, só posso enfatizar: marca tudo por ti!

Itinerário: um mês pela Costa Este
Melbourne: 3 dias

É um bocadinho batota porque Melbourne é costa Sul, mas não podia deixar a minha cidade preferida de fora. Melbourne tem arte urbana, museus, comida deliciosa e até praias caso o tempo o permita. Todos os meus australianos preferidos são de Melbourne por isso aconselho-te a usar e abusar do couchsurfing. As minhas recomendações para Melbourne estão aqui!

Para chegar a Sydney aconselho voar (se arranjares um voo muito barato) ou autocarro. Demora mais tempo mas não tens que pagar os shuttles do aeroporto de Melbourne (19 AUD) nem o de Sydney (17 AUD).

Sydney: 5 dias

Parece muito tempo mas é porque estou a incluir sítios à volta de Sydney também. Dois dias para a cidade, um dia para Manly, um dia para Bondi e um dia para as maravilhosas Blue Mountains! Mais uma vez, Couchsurfing all the way. O meu guia de Sydney aqui e das Blue Mountains aqui.

Newcastle: 3 dias

Eu adorei os meus dias em Newcastle, é uma região cheia de coisas a descobrir e com muito poucos turistas estrangeiros. Contudo, não teria sido a mesma coisa se não tivesse uma condutora e guia australiana, por isso, se estiveres a viajar de autocarro, não tenho a certeza se é um sítio assim tão interessante. O meu guia para Newcastle e a minha história com a melhor família australiana de sempre estão aqui.

Byron Bay: 2 dias

O paraíso do surf na Austrália e o sítio preferido de muitos viajantes. Byron Bay vale pela vista incrível do farol no topo de um rochedo e pelas praias convidativas a banhos e peles bronzeadas. Tudo sobre Byron neste post.

Brisbane: 2 dias

Brisbane não é uma cidade particulamente grande ou bonita, mas tem uma boa energia. Sem querer tornar-me muito repetitiva, o Couchsurfing tornou a minha experiência muito mais interessante. Começando com um barbecue internacional e acabando com uma viagem de carro com 4 pessoas no banco de trás o que pelas reacções do pessoal pareceu ser algo completamente inédito (eram alemães e um Filipino a viver na Austrália há muito anos, há que dar o desconto) passei uns dias muito divertidos em Brisbane.

Para visitar há o planetário, que parece ser uma recomendação estranha, mas eles têm projecções muito interessantes e no fim mostram as constelações que se podem ver a partir de Brisbane à noite o que me deu imenso jeito na Fraser Island. A uma hora a pé do observatório existe o Mount Coot-tha Lookout que tem uma boa vista sobre a cidade. Já o centro “histórico” de Brisbane vê-se numa hora.
Ps: eles têm uma coisa genial, um serviço de ferry gratuito na cidade.

Noosa: 2 dias

O melhor de Noosa são as suas praias e parque natural, onde eu achava que ia ver coalas, mas não vi 🙁 mesmo assim é um bom sítio para passar uns dias a fazer caminhadas e a apanhar banhos de sol. Foi também o meu ponto de partida para a aventura de Fraser Island. Quanto ao alojamento, eu fiquei no Flashpackers Noosa que é um bom hostel, mas fica um bocadinho longe do centro (25 minutos a pé) e dos supermercados, o que não é muito conveniente. O Nomads é um party hostel, mais central mas com menos condições.

Fraser Island: 3 dias

A “menina” dos meus olhos! O meu sítio preferido na Austrália é uma paragem obrigatória para qualquer viajante na Costa Este. Neste post falo sobre a Dropbear, a agência fantástica com a qual fiz a viagem, sobre a história da ilha e claro, sobre os lugares mais fantásticos que ela tem para oferecer.

Airlie Beach e Whitsundays: 3 dias

Para terminar a costa este em beleza, recomendo passares dois dias no mar num veleiro. Terás a oportunidade de ver a praia mais bonita da Austrália, fazer snorkeling e aprender as bases de navegação de um barco à vela, tudo na companhia de (mais ou menos) 30 pessoas!

DCIM\100GOPRO
Townsville: 1 dia para mergulhadores

Este foi o sítio que tive mais pena de não ter conseguido visitar, o Yongalla Wreck. São os destroços de um navio antigo que ainda estão em bom estado e na zona existem mantas, tubarões e tudo e mais alguma coisa que um mergulhador pode querer! Fica para a próxima!

Em Townsville em si não se passa grande coisa, mas posso recomendar o hostel Reef Lodge Backpackers que apesar de ter uma staff desprezível tem uma relação preço-qualidade muito boa.

Cairns: 3 dias

Infelizmente não cheguei a Cairns, mas acho que é um bom sítio de base para fazer algumas day trips como a Daintree Forest e a Grande Barreira de Coral.

E assim, sem eu dar por nada, passou-se um mês na Austrália! A próxima viagem até lá já está nos meus pensamentos e desta vez a Tasmânia e a Great Ocean Road não me escapam!

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Viajar na Tailândia: dicas, roteiros e informações úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/04/18/viajar-na-tailandia-3-semanas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-na-tailandia-3-semanas https://www.mudancasconstantes.com/2017/04/18/viajar-na-tailandia-3-semanas/#respond Tue, 18 Apr 2017 03:38:06 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1517 As minhas três semanas pela Tailândia foram simplesmente memoráveis. Muito sinceramente foi um dos países que mais gostei de visitar. Tem paisagens lindíssimas, uma cultura muito diferente da nossa, o que é sempre refrescante, e comida deliciosa! Tem, portanto, tudo o que podes desejar para umas férias maravilhosas. Mau, mau foi só ter três semanas… Mais uma e tinha sido 100 por cento perfeito. Assim foi só 99.9 😉 Para te ajudar a planear a tua viagem (vais ver que na Tailândia é super fácil) escrevo este post com os recursos e sites que me acompanharam ao longo das três semanas e o meu itinerário. A Tailândia Sendo um dos países mais turísticos do mundo é também um dos mais fáceis para viajar e para conhecer pessoas. Mochileros? Solo travelers? Estão por todo o lado. É impossível não fazeres dezenas de amigos instantaneamente ou sentires-te sozinho/a. Os tailandeses estão habituadíssimos a turistas e mesmo não sendo o inglês uma língua oficial é muito normal saberem o básico para te atenderem ou ajudarem. Visto: Existe isenção de visto para os portugueses. À tua chegada basta apresentares o passaporte e um papel de imigração (dão-to no avião ou podes obtê-lo antes de controle de passaporte). Atenção: ele vão dar-te um destacável que tens que apresentar à saída do país. Não o deites fora! Actualização: o governo da Tailândia muda constantemente os critérios de entrada, por isso é melhor pesquisares sobre este ponto. Moeda: 1 euro = 36 bht (março de 2017) Dinheiro: A melhor forma de lidar com o dinheiro na Tailândia é levar Euros e ir trocando à medida que fores precisando. Em Bangkok, Chiang Mai e Koh Phi Phi as taxas de câmbio são excelentes. Só não aconselho a trocar em ilhas mais pequenas e meio turísticas porque vais ser roubado/a Clima: diz-se normalmente que a melhor altura para visitar a Tailândia é de Novembro a Fevereiro. É a estação mais seca e menos quente. A partir de Março as temperaturas começam a subir (eu que o diga) e Abril é conhecido como o mês de maior calor. Contudo, a Tailândia é um país tropical numa zona do planeta cada vez mais instável por isso nada é garantido. Eu apanhei meio dia de chuva em três semanas. Julho a Outubro é época de monções. Chegar à Tailândia: Aconselho-te a chegares à Tailândia de avião uma vez que o visto por terra é só de 15 dias. O meu voo foi pela Turkish Airlines e não tenho razões de queixa. Consulta o Skyscanner, Google Flights e Momondo para os melhores preços 🙂 Cartão SIM: Logo à saída do aeroporto de Bangkok encontras várias lojas a vender cartões SIM. O preço para um mês com 4gb de internet é de 600bht. Recomendo principalmente se viajas a solo. É muito mais fácil de comunicar com as pessoas que vais conhecendo e combinar coisas. Viajar pela Tailândia Como já referi, as deslocações pela Tailândia fazem-se com uma perna às costas. Para consultares as várias opções de transporte entre as várias localidades recomendo o site 12GoAsia. Seja comboios, barcos ou autocarros, todas as ligações aparecem aqui. Os únicos bilhetes que recomendo comprares com atencedencia (uma semana chega facilmente) são os de comboio nocturno de Bangkok para Chiang Mai, principalmente se quiseres a cama de baixo 😉 os de barco normalmente não esgotam e podes comprá-los no dia anterior em qualquer uma das agências das ilhas. Comidinhas e água: A comida na tailândia é deliciosa e tem muito mais variedade do que pensava. Ao fim de três semanas a comer em sítios locais ainda não estava farta! A minha sugestão é evitar os restaurantes com comida ocidental ao máximo e ir onde as pessoas locais vão. A melhor comida que comi veio sempre dos sítios com pior aspecto! Quanto à água, sempre engarrafada. Nunca tive problemas com o gelo mas isso não quer dizer que seja recomendável. Com os smoothies e sumos de fruta também correu sempre tudo bem. Aproveita!! Não há nada melhor para suportar o calor. Para poupares na água, nas grandes cidades vais encontrar contentores onde podes reabastecer a tua garrafa de litro e meio por 1bht! É só estares com atenção ou perguntares no hostel onde se encontra o ponto mais próximo. Se fores como eu e tiveres um problema com comida picante podes pedir sempre “not spicy”. Em todos os sítios que fui perceberam. O único prato que nunca é picante é o Pad Thai Preço médio de um Pad Thaí: 30/40 bht – Norte; 60/70 Ilhas (sempre a refeição mais barata) Facilmente consegues gerir um dia inteiro de comida e bebidas por 400 bht. Pouco mais de 10€. Itinerário de três semanas  A minha estadia na tailândia foi um bocadinho demasiado planeada e por vezes um pouco apressada. Mas com voos já marcados noutros sítios foi impossível ficar mais tempo. Por um lado ainda bem, por que se calhar ainda lá estava… O meu itinerário foi algo bastante standard e muito similar ao da maioria das pessoas que conheci. Mesmo assim acho que deu para ver imensas coisas, sítios muito diferentes, todos com algo único para oferecer. Bangkok: dois dias   Bangkok é o ponto de partida para a maioria dos viajantes. Esta cidade vibrante e muitas vezes caótica merece certamente uma visita não sendo porém um sítio onde eu quisesse ficar mais do que dois dias. Os mercados, templos e passeios de barco foram, sem dúvida, a minha parte favorita. Se tiveres roupas mais decentes que eu podes sempre incluir um dos famosos Skybars da cidade. Podes ver todas as minhas dicas aqui. Ayutthaya: um dia A umas meras duas horas de Bangkok está Ayutthaya, uma das cidades históricas mais famosas da Tailândia. Um dia de exploração de inúmeras ruínas de templos extraordinários promete ser extremamente cansativo mas compensador ao mesmo tempo. Um lugar incrível a não perder. O meu guia da cidade aqui. Chiang Mai: quatro dias Chiang Mai tem tanta coisa para oferecer à sua volta que de certeza que daria para encher uma semana. Eu dediquei dois dias do meu tempo a explorar a cidade, os seus templos e as suas magníficas massagens e outros dois dias em actividades. Trekking pela selva, santuários de elefantes, aulas de cozinha, Muai Thaí… Chiang Mai tem de tudo aos melhores preços. Se fores com tempo aconselho uma visita a Chiang Rai e/ou Pai. Eu vou para a próxima! 😉 tudo sobre os meus dias em Chiang Mai aqui. Koh Tao: três dias (sem mergulho) cinco dias (com mergulho) Conhecida por ser O sítio para aprender a fazer mergulho, Koh Tao tem uma oferta infindável de escolas prontas para te tornarem numa sereia ou Neptuno em quatro dias! Se esta não for a tua praia, a ilha tem vários sítios interessantes e lindíssimos para conhecer. Se guiares uma scooter melhor, podes aventurar-te a explorar as praias mais recatadas. Podes encontrar as minhas melhores sugestões (e olha que são mesmo boas!) neste post. Krabi: três dias Só fiquei dois, mas o meu plano inicial eram três! Na verdade não conheço Krabi em si, a minha recomendação recai sobre aquele que é certamente um dos melhores hostels do mundo. Island hopping, camas de rede e baloiços na água são alguns dos ingredientes deste post. Koh Phi Phi: um dia Esta ilha não estava no meu plano inicial, mas todos os meus amigos de Koh Tao iam para lá e acabei por aceitar o convite de ir festejar com eles durante uma noite. A ilha é maioritariamente conhecida pelas suas festas e acho que só vale mesmo a pena nesse espirito. Tem também uma grande oferta de sítios de mergulho e tours de Island hopping até à famosa Maya Bay (do filme A Praia). O meu sítio preferido chama-se Livebar com música ao vivo incluindo um cantor que apelidamos de “Asian Pharell”. Hostel recomendado: Blanco Koh Lanta: dois dias (deviam ter sido 5) Mal cheguei à praia mais famosa desta ilha fiquei apaixonada. Uma extensão gigante de areia, sem lixo, sem música, só com o mar, sol e sem muita gente à volta. Estava no paraíso. É sem vergonha alguma que afirmo que não conheço nada desta ilha sem ser esta praia e dois restaurantes. Passei todo o meu tempo entre o mar, a minha toalha e o meu livro. E foi tão bom! Com mais tempo teria certamente ido explorar outras partes, fazer mergulho, etc… A ilha em si é bastante grande. Mas isso fica para a próxima 😉 Hostel recomendado: Chill Out House se não te importares de ter condições bastante básicas. O ambiente em si é muito bom. O roti banana chocolate do restaurante ao lado é de comer e chorar por mais e os bagels com bacon e ovos da banquinha ao lado do supermercado também! Faltou-me tempo para ir a Koh Lipe! E acho que está tudo. O teu voo para a Tailândia está para quando mesmo? 😉

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As minhas três semanas pela Tailândia foram simplesmente memoráveis. Muito sinceramente foi um dos países que mais gostei de visitar. Tem paisagens lindíssimas, uma cultura muito diferente da nossa, o que é sempre refrescante, e comida deliciosa! Tem, portanto, tudo o que podes desejar para umas férias maravilhosas. Mau, mau foi só ter três semanas… Mais uma e tinha sido 100 por cento perfeito. Assim foi só 99.9 😉

Para te ajudar a planear a tua viagem (vais ver que na Tailândia é super fácil) escrevo este post com os recursos e sites que me acompanharam ao longo das três semanas e o meu itinerário.

A Tailândia

Sendo um dos países mais turísticos do mundo é também um dos mais fáceis para viajar e para conhecer pessoas. Mochileros? Solo travelers? Estão por todo o lado. É impossível não fazeres dezenas de amigos instantaneamente ou sentires-te sozinho/a.

Os tailandeses estão habituadíssimos a turistas e mesmo não sendo o inglês uma língua oficial é muito normal saberem o básico para te atenderem ou ajudarem.

Visto: Existe isenção de visto para os portugueses. À tua chegada basta apresentares o passaporte e um papel de imigração (dão-to no avião ou podes obtê-lo antes de controle de passaporte). Atenção: ele vão dar-te um destacável que tens que apresentar à saída do país. Não o deites fora!

Actualização: o governo da Tailândia muda constantemente os critérios de entrada, por isso é melhor pesquisares sobre este ponto.

Moeda: 1 euro = 36 bht (março de 2017)

Dinheiro: A melhor forma de lidar com o dinheiro na Tailândia é levar Euros e ir trocando à medida que fores precisando. Em Bangkok, Chiang Mai e Koh Phi Phi as taxas de câmbio são excelentes. Só não aconselho a trocar em ilhas mais pequenas e meio turísticas porque vais ser roubado/a

Clima: diz-se normalmente que a melhor altura para visitar a Tailândia é de Novembro a Fevereiro. É a estação mais seca e menos quente. A partir de Março as temperaturas começam a subir (eu que o diga) e Abril é conhecido como o mês de maior calor. Contudo, a Tailândia é um país tropical numa zona do planeta cada vez mais instável por isso nada é garantido. Eu apanhei meio dia de chuva em três semanas.

Julho a Outubro é época de monções.

Chegar à Tailândia: Aconselho-te a chegares à Tailândia de avião uma vez que o visto por terra é só de 15 dias. O meu voo foi pela Turkish Airlines e não tenho razões de queixa. Consulta o Skyscanner, Google Flights e Momondo para os melhores preços 🙂

Cartão SIM: Logo à saída do aeroporto de Bangkok encontras várias lojas a vender cartões SIM. O preço para um mês com 4gb de internet é de 600bht. Recomendo principalmente se viajas a solo. É muito mais fácil de comunicar com as pessoas que vais conhecendo e combinar coisas.

Viajar pela Tailândia

Como já referi, as deslocações pela Tailândia fazem-se com uma perna às costas. Para consultares as várias opções de transporte entre as várias localidades recomendo o site 12GoAsia. Seja comboios, barcos ou autocarros, todas as ligações aparecem aqui. Os únicos bilhetes que recomendo comprares com atencedencia (uma semana chega facilmente) são os de comboio nocturno de Bangkok para Chiang Mai, principalmente se quiseres a cama de baixo 😉 os de barco normalmente não esgotam e podes comprá-los no dia anterior em qualquer uma das agências das ilhas.

Comidinhas e água: A comida na tailândia é deliciosa e tem muito mais variedade do que pensava. Ao fim de três semanas a comer em sítios locais ainda não estava farta!

A minha sugestão é evitar os restaurantes com comida ocidental ao máximo e ir onde as pessoas locais vão. A melhor comida que comi veio sempre dos sítios com pior aspecto!

Quanto à água, sempre engarrafada. Nunca tive problemas com o gelo mas isso não quer dizer que seja recomendável. Com os smoothies e sumos de fruta também correu sempre tudo bem. Aproveita!! Não há nada melhor para suportar o calor.

Para poupares na água, nas grandes cidades vais encontrar contentores onde podes reabastecer a tua garrafa de litro e meio por 1bht! É só estares com atenção ou perguntares no hostel onde se encontra o ponto mais próximo.

Se fores como eu e tiveres um problema com comida picante podes pedir sempre “not spicy”. Em todos os sítios que fui perceberam. O único prato que nunca é picante é o Pad Thai

Preço médio de um Pad Thaí: 30/40 bht – Norte; 60/70 Ilhas (sempre a refeição mais barata)

Facilmente consegues gerir um dia inteiro de comida e bebidas por 400 bht. Pouco mais de 10€.

Itinerário de três semanas

 A minha estadia na tailândia foi um bocadinho demasiado planeada e por vezes um pouco apressada. Mas com voos já marcados noutros sítios foi impossível ficar mais tempo. Por um lado ainda bem, por que se calhar ainda lá estava…

O meu itinerário foi algo bastante standard e muito similar ao da maioria das pessoas que conheci. Mesmo assim acho que deu para ver imensas coisas, sítios muito diferentes, todos com algo único para oferecer.

Bangkok: dois dias

 

Bangkok é o ponto de partida para a maioria dos viajantes. Esta cidade vibrante e muitas vezes caótica merece certamente uma visita não sendo porém um sítio onde eu quisesse ficar mais do que dois dias. Os mercados, templos e passeios de barco foram, sem dúvida, a minha parte favorita. Se tiveres roupas mais decentes que eu podes sempre incluir um dos famosos Skybars da cidade. Podes ver todas as minhas dicas aqui.

Ayutthaya: um dia

A umas meras duas horas de Bangkok está Ayutthaya, uma das cidades históricas mais famosas da Tailândia. Um dia de exploração de inúmeras ruínas de templos extraordinários promete ser extremamente cansativo mas compensador ao mesmo tempo. Um lugar incrível a não perder. O meu guia da cidade aqui.

Chiang Mai: quatro dias

Chiang Mai tem tanta coisa para oferecer à sua volta que de certeza que daria para encher uma semana. Eu dediquei dois dias do meu tempo a explorar a cidade, os seus templos e as suas magníficas massagens e outros dois dias em actividades. Trekking pela selva, santuários de elefantes, aulas de cozinha, Muai Thaí… Chiang Mai tem de tudo aos melhores preços.

Se fores com tempo aconselho uma visita a Chiang Rai e/ou Pai. Eu vou para a próxima! 😉 tudo sobre os meus dias em Chiang Mai aqui.

Koh Tao: três dias (sem mergulho) cinco dias (com mergulho)

Conhecida por ser O sítio para aprender a fazer mergulho, Koh Tao tem uma oferta infindável de escolas prontas para te tornarem numa sereia ou Neptuno em quatro dias! Se esta não for a tua praia, a ilha tem vários sítios interessantes e lindíssimos para conhecer. Se guiares uma scooter melhor, podes aventurar-te a explorar as praias mais recatadas. Podes encontrar as minhas melhores sugestões (e olha que são mesmo boas!) neste post.

Krabi: três dias

Só fiquei dois, mas o meu plano inicial eram três! Na verdade não conheço Krabi em si, a minha recomendação recai sobre aquele que é certamente um dos melhores hostels do mundo. Island hopping, camas de rede e baloiços na água são alguns dos ingredientes deste post.

Koh Phi Phi: um dia

Esta ilha não estava no meu plano inicial, mas todos os meus amigos de Koh Tao iam para lá e acabei por aceitar o convite de ir festejar com eles durante uma noite. A ilha é maioritariamente conhecida pelas suas festas e acho que só vale mesmo a pena nesse espirito. Tem também uma grande oferta de sítios de mergulho e tours de Island hopping até à famosa Maya Bay (do filme A Praia). O meu sítio preferido chama-se Livebar com música ao vivo incluindo um cantor que apelidamos de “Asian Pharell”.

Hostel recomendado: Blanco

Koh Lanta: dois dias (deviam ter sido 5)

Mal cheguei à praia mais famosa desta ilha fiquei apaixonada. Uma extensão gigante de areia, sem lixo, sem música, só com o mar, sol e sem muita gente à volta. Estava no paraíso. É sem vergonha alguma que afirmo que não conheço nada desta ilha sem ser esta praia e dois restaurantes. Passei todo o meu tempo entre o mar, a minha toalha e o meu livro. E foi tão bom!

Com mais tempo teria certamente ido explorar outras partes, fazer mergulho, etc… A ilha em si é bastante grande. Mas isso fica para a próxima 😉

Hostel recomendado: Chill Out House se não te importares de ter condições bastante básicas. O ambiente em si é muito bom.

O roti banana chocolate do restaurante ao lado é de comer e chorar por mais e os bagels com bacon e ovos da banquinha ao lado do supermercado também!

Faltou-me tempo para ir a Koh Lipe!

E acho que está tudo. O teu voo para a Tailândia está para quando mesmo? 😉

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Interrail: Um mês de caminhos-de-ferro https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=interrail-um-mes-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/#comments Sun, 04 Sep 2016 19:13:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=463 Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura. Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste. Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração: Veneza A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa. Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.     Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi: Veneza – Villach (autocarro)Villach – Jesenice (comboio)Jesenice – Bled (autocarro) Eslovénia (Bled + Liubliana) Bled: Dois dias Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer. Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂       Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled Liubliana: Um Dia Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país. Viena (3 dias) A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros… Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena. Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂 Budapest (3 dias) Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto. No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente). Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre! Cracóvia (3 dias) Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto! Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento). A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar. Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas! Praga (3 dias) Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!! Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta. Alemanha Berlim (2 dias) Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”. Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂 Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro! Hamburgo (1 dia) Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo. Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa).  Paris (4 dias) Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima. Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura.

Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste.

Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração:

Veneza

A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa.

Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.

   

Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi:

Veneza – Villach (autocarro)
Villach – Jesenice (comboio)
Jesenice – Bled (autocarro)

Eslovénia (Bled + Liubliana)

Bled: Dois dias

Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer.

Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂


     

Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled

Liubliana: Um Dia

Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país.


Viena
(3 dias)

A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros…


Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena.

Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂

Budapest (3 dias)

Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto.

No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente).

Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre!

Cracóvia (3 dias)

Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto!

Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento).

A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar.

Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas!

Praga (3 dias)

Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!!

Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta.

Alemanha

Berlim (2 dias)

Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”.

Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂

Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro!

Hamburgo (1 dia)

Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo.

Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa). 

Paris (4 dias)

Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima.

Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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