Sobre Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/sobre/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Tue, 18 Dec 2018 18:30:09 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Sobre Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/sobre/ 32 32 Uma carta aos 25 anos https://www.mudancasconstantes.com/2018/09/10/uma-carta-aos-25-anos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=uma-carta-aos-25-anos https://www.mudancasconstantes.com/2018/09/10/uma-carta-aos-25-anos/#respond Mon, 10 Sep 2018 22:11:35 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3867 Hoje viajo até a um lugar no tempo. Na véspera dos meus 25 anos estou numa posição que não esperava. Novo país, desta vez Inglaterra (até aqui tudo normal), tenho um contrato de trabalho que não é um estágio (uaaaau) e um namorado com quem vou morar. Parece que acabaram os quartos partilhados com chinesas badalhocas, com azerbaijanesas de cabelo verde ou filósofas de 40 anos. Por outro lado sinto que estou a deixar para trás alguma da espontaneidade e incerteza que têm caracterizado os meus últimos anos, e que me caracterizam a mim, e a assumir aquelas responsabilidades que nos conferem o título de “adultos”. Medo. Está agora na altura de encontrar um ponto de equilíbrio. Se num lado da balança está um emprego estável, do outro lado continua uma vontade insaciável de continuar a aprender e de melhorar a cada dia. Se de um lado está morada fixa, uma casa que posso chamar minha e decorar, do outro estão cento e tal países que quero (tenho!) que visitar. Mas, e ao contrário do que podia pensar, sinto-me agora mais realizada do que alguma vez senti. A perspectiva de independência financeira, a perspectiva de uma relação que pode resultar e um lugar ao qual posso chamar de “casa” fazem-me feliz. Principalmente porque parece que vou voltar a ter dinheiro para fazer viagens a lugares mais longe que a Europa! :p Por isso, acho que vou aproveitar para relaxar, para não pensar a toda a hora “o que é que vou fazer da minha vida” e usar aquelas 6/7 horas entre o trabalho e o sono para desfrutar dos meus hobbies ao máximo: cozinhar que nem uma maluca (até porque o Jimmy come como um elefante bebé), voltar a fazer desporto regularmente (parece que agora vou ter que me dedicar à escalada e natação) e, claro, escrever sobre os meus fins-de-semana de passeio por Inglaterra e países à volta. Quanto a vocês, fiquem-se por esse lado porque mais mudanças estão prestes a acontecer!

The post Uma carta aos 25 anos appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Hoje viajo até a um lugar no tempo. Na véspera dos meus 25 anos estou numa posição que não esperava. Novo país, desta vez Inglaterra (até aqui tudo normal), tenho um contrato de trabalho que não é um estágio (uaaaau) e um namorado com quem vou morar. Parece que acabaram os quartos partilhados com chinesas badalhocas, com azerbaijanesas de cabelo verde ou filósofas de 40 anos.

Por outro lado sinto que estou a deixar para trás alguma da espontaneidade e incerteza que têm caracterizado os meus últimos anos, e que me caracterizam a mim, e a assumir aquelas responsabilidades que nos conferem o título de “adultos”. Medo.

Está agora na altura de encontrar um ponto de equilíbrio. Se num lado da balança está um emprego estável, do outro lado continua uma vontade insaciável de continuar a aprender e de melhorar a cada dia. Se de um lado está morada fixa, uma casa que posso chamar minha e decorar, do outro estão cento e tal países que quero (tenho!) que visitar.

Mas, e ao contrário do que podia pensar, sinto-me agora mais realizada do que alguma vez senti. A perspectiva de independência financeira, a perspectiva de uma relação que pode resultar e um lugar ao qual posso chamar de “casa” fazem-me feliz. Principalmente porque parece que vou voltar a ter dinheiro para fazer viagens a lugares mais longe que a Europa! :p

Por isso, acho que vou aproveitar para relaxar, para não pensar a toda a hora “o que é que vou fazer da minha vida” e usar aquelas 6/7 horas entre o trabalho e o sono para desfrutar dos meus hobbies ao máximo: cozinhar que nem uma maluca (até porque o Jimmy come como um elefante bebé), voltar a fazer desporto regularmente (parece que agora vou ter que me dedicar à escalada e natação) e, claro, escrever sobre os meus fins-de-semana de passeio por Inglaterra e países à volta.

Quanto a vocês, fiquem-se por esse lado porque mais mudanças estão prestes a acontecer!

The post Uma carta aos 25 anos appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/09/10/uma-carta-aos-25-anos/feed/ 0
A rapariga das mudanças https://www.mudancasconstantes.com/2017/01/07/a-rapariga-das-mudancas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-rapariga-das-mudancas https://www.mudancasconstantes.com/2017/01/07/a-rapariga-das-mudancas/#respond Sat, 07 Jan 2017 15:09:52 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=1196 Bem vindo/a! Acabaste de aterrar no Mudanças, um espaço dedicado a viagens e àqueles que acreditam que a vida tem que ser mais do que as quatro paredes do escritório e um computador. Consultora, criativa, account ou o que quiserem de dia e viajante (mesmo que seja só na minha cabeça) de noite – às vezes durante o dia também vá… ando a trabalhar neste blog há já algum tempo e agora que estou finalmente feliz com o que tenho, aqui estamos. O blog é o resultado dos meus primeiros anos de viagens sozinha e espero que me continue a acompanhar durante muitos mais. São as minhas aprendizagens, dicas e aventuras. Eventualmente será também o meu lugar para expressar a minha opinião sobre algumas coisas e partilhar aquilo que me inspira. De resto… sobre mim: sou de 93 (vou poupar-me o trabalho de actualizar isto todos os anos) e trabalho na área da comunicação e publicidade. A publicidade/criatividade apaixona-me, porque tem a capacidade de trazer novas perspectivas, desfazer preconceitos e tornar este mundo um bocadinho melhor. Não gosto de andar de avião nem de comida muito picante. Não gosto que as pessoas julguem  sítios ou povos só pelo que ouvem nas notícias. Adoro humor negro, ler e dançar. Tenho viagens planeadas para várias vidas. Gosto de mentes abertas e de espíritos livres. Gosto de questionar e de não aceitar. Não lido bem com o sentimento de estar presa a um sítio ou uma pessoa. Gostava que o mundo fosse um lugar mais simples. Atormenta-me o que o ser humano é capaz de fazer por poder, dinheiro, ignorância ou medo. Ao mesmo tempo emociona-me o que faz por amor e esperança. Não arranjo as unhas ou uso maquilhagem. Não gosto de comprar roupa ou sapatos. Consigo viver com muito pouco (padrões ocidentais 😉 ). Adoro cozinhar, principalmente coisas com chocolate!  Tenho a carta há quatro anos, mas tenho medo de conduzir. Não gosto das testemunhas de Jeová que me abordam todos os dias com uma “revistinha” sobre a bíblia (acabou de me acontecer). Acho que o mundo era um lugar melhor se toda a gente se regesse por “a tua liberdade acaba onde a dos outros começa” ou “live and let live” Não acredito nos limites do humor ou da liberdade de expressão. Não gosto do capitalismo. Odeio os transportes de Lisboa por me fazerem perder anos de vida. Amo Lisboa com todo o meu coração e acredito piamente quando digo que é a melhor cidade do Mundo. Claramente que adoro falar sobre mim, mas acho que já chega. Só mais uma: adoro honestidade e odeio mesquinhices, hipocrisias e sorrisos falsos.  E adoro quem me faz rir ao ponto de não conseguir respirar. A frase que melhor me define e ao blog é “i haven’t been everywhere but it’s on my list” Por fim, fica aqui um convite para ti, que estás a ler: Tira os sapatos e explora, inspira-te, faz perguntas e escreve o que te vai na alma. E no fim, se quiseres, muda-te comigo 😉

The post A rapariga das mudanças appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Bem vindo/a! Acabaste de aterrar no Mudanças, um espaço dedicado a viagens e àqueles que acreditam que a vida tem que ser mais do que as quatro paredes do escritório e um computador.

Consultora, criativa, account ou o que quiserem de dia e viajante (mesmo que seja só na minha cabeça) de noite – às vezes durante o dia também vá… ando a trabalhar neste blog há já algum tempo e agora que estou finalmente feliz com o que tenho, aqui estamos.

O blog é o resultado dos meus primeiros anos de viagens sozinha e espero que me continue a acompanhar durante muitos mais. São as minhas aprendizagens, dicas e aventuras. Eventualmente será também o meu lugar para expressar a minha opinião sobre algumas coisas e partilhar aquilo que me inspira.

De resto… sobre mim: sou de 93 (vou poupar-me o trabalho de actualizar isto todos os anos) e trabalho na área da comunicação e publicidade. A publicidade/criatividade apaixona-me, porque tem a capacidade de trazer novas perspectivas, desfazer preconceitos e tornar este mundo um bocadinho melhor.

Não gosto de andar de avião nem de comida muito picante. Não gosto que as pessoas julguem  sítios ou povos só pelo que ouvem nas notícias. Adoro humor negro, ler e dançar. Tenho viagens planeadas para várias vidas.

Gosto de mentes abertas e de espíritos livres. Gosto de questionar e de não aceitar. Não lido bem com o sentimento de estar presa a um sítio ou uma pessoa.

Gostava que o mundo fosse um lugar mais simples. Atormenta-me o que o ser humano é capaz de fazer por poder, dinheiro, ignorância ou medo. Ao mesmo tempo emociona-me o que faz por amor e esperança.

Não arranjo as unhas ou uso maquilhagem. Não gosto de comprar roupa ou sapatos. Consigo viver com muito pouco (padrões ocidentais 😉 ). Adoro cozinhar, principalmente coisas com chocolate!  Tenho a carta há quatro anos, mas tenho medo de conduzir. Não gosto das testemunhas de Jeová que me abordam todos os dias com uma “revistinha” sobre a bíblia (acabou de me acontecer).

Acho que o mundo era um lugar melhor se toda a gente se regesse por “a tua liberdade acaba onde a dos outros começa” ou “live and let live”

Não acredito nos limites do humor ou da liberdade de expressão. Não gosto do capitalismo. Odeio os transportes de Lisboa por me fazerem perder anos de vida. Amo Lisboa com todo o meu coração e acredito piamente quando digo que é a melhor cidade do Mundo.

Claramente que adoro falar sobre mim, mas acho que já chega. Só mais uma: adoro honestidade e odeio mesquinhices, hipocrisias e sorrisos falsos.  E adoro quem me faz rir ao ponto de não conseguir respirar.

A frase que melhor me define e ao blog é “i haven’t been everywhere but it’s on my list”

Por fim, fica aqui um convite para ti, que estás a ler: Tira os sapatos e explora, inspira-te, faz perguntas e escreve o que te vai na alma. E no fim, se quiseres, muda-te comigo 😉

The post A rapariga das mudanças appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2017/01/07/a-rapariga-das-mudancas/feed/ 0
É de pequenina que se torce o pepino https://www.mudancasconstantes.com/2017/01/04/e-de-pequenina-que-se-torce-o-pepino/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=e-de-pequenina-que-se-torce-o-pepino https://www.mudancasconstantes.com/2017/01/04/e-de-pequenina-que-se-torce-o-pepino/#respond Wed, 04 Jan 2017 22:31:10 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=1192 Este post é uma pequena ode aos meus paizinhos, mas também um throwback gigante àquilo que foram os primeiros anos de viagens da minha vida. But first things first Aqueles ditados de “é de pequenino que se torce o pepino” e “filho de peixe sabe nadar” afinal até têm algo que e lhe diga. Cresci numa família de pessoas que gostam de viajar e que sempre me tentaram passar essa paixão. De momento acham que se calhar foi demasiado porque não paro em casa, mas pronto 🙂 Lembro-me de folhear, desde miúda, os álbuns da mãe com fotografias das roadtrips que ela e o meu pai fizeram desde que se casaram (20 anos) até à aparição do rebento (aos 30). 10 anos com a tenda atrás,mapas e a contar centavos à descoberta de uma Europa que parecia muito mais distante do que parece agora. E isso fez-me sonhar. Aos 7 anos pegaram em mim e “ala, que se faz tarde” até Paris (sim, Paris a sério, não a Disney). Não me lembro de nada, mas aposto que no meu subconsciente ficou a memória que viajar é bestial (até porque correm por aí lendas que para uma criança de 7 anos caminhei horas e horas sem me queixar!). Seguiu-se Londres, a Suíça, a Madeira, Barcelona, a Áustria e a Alemanha, Paris novamente, os Açores, a Noruega… de perder a conta. Entretanto aperceberam-se que me viciaram em viagens e já estão meio arrependidos pelas doses de preocupação e apertos no coração que já lhes dei e que vou dar. Mas só posso agradecer a quem me mostrou que o mundo é um lugar espectacular e a quem me deu abertura de espírito para querer aprender e descobrir sempre mais. É caso para dizer “quem sai aos seus não degenera”. Hoje estou forte com os provérbios. Ficam umas fotos muito fofas das minhas (nossas) primeiras viagens, qual Dora exploradora.   Obrigada <3

The post É de pequenina que se torce o pepino appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Este post é uma pequena ode aos meus paizinhos, mas também um throwback gigante àquilo que foram os primeiros anos de viagens da minha vida.

But first things first

Aqueles ditados de “é de pequenino que se torce o pepino” e “filho de peixe sabe nadar” afinal até têm algo que e lhe diga. Cresci numa família de pessoas que gostam de viajar e que sempre me tentaram passar essa paixão. De momento acham que se calhar foi demasiado porque não paro em casa, mas pronto 🙂 Lembro-me de folhear, desde miúda, os álbuns da mãe com fotografias das roadtrips que ela e o meu pai fizeram desde que se casaram (20 anos) até à aparição do rebento (aos 30). 10 anos com a tenda atrás,mapas e a contar centavos à descoberta de uma Europa que parecia muito mais distante do que parece agora.

E isso fez-me sonhar.

Aos 7 anos pegaram em mim e “ala, que se faz tarde” até Paris (sim, Paris a sério, não a Disney). Não me lembro de nada, mas aposto que no meu subconsciente ficou a memória que viajar é bestial (até porque correm por aí lendas que para uma criança de 7 anos caminhei horas e horas sem me queixar!).

Seguiu-se Londres, a Suíça, a Madeira, Barcelona, a Áustria e a Alemanha, Paris novamente, os Açores, a Noruega… de perder a conta. Entretanto aperceberam-se que me viciaram em viagens e já estão meio arrependidos pelas doses de preocupação e apertos no coração que já lhes dei e que vou dar. Mas só posso agradecer a quem me mostrou que o mundo é um lugar espectacular e a quem me deu abertura de espírito para querer aprender e descobrir sempre mais. É caso para dizer “quem sai aos seus não degenera”. Hoje estou forte com os provérbios.

Ficam umas fotos muito fofas das minhas (nossas) primeiras viagens, qual Dora exploradora.

1483518663815-8bb145ae-cd6f-49a6-928b-7e85e37ab286 1483518723105-4f7dac9d-e452-47f2-b1ff-19abcbd590d5

1ª vez em Londres :)
1ª vez em Londres 🙂

 

norway
Noruega e que raio de t-shirt??
DCIM100GOPRO
E por fim, uma das mais recentes em Istambul!

Obrigada <3

The post É de pequenina que se torce o pepino appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2017/01/04/e-de-pequenina-que-se-torce-o-pepino/feed/ 0
O Interrail e a sede de descobrir https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/o-interrail-e-a-sede-de-descobrir/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-interrail-e-a-sede-de-descobrir https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/o-interrail-e-a-sede-de-descobrir/#comments Sun, 04 Sep 2016 12:04:44 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=457 Acho que um Interrail é algo que nunca se esquece, muito menos quando é a primeira vez que estamos um mês fora de casa a viajar. E assim foi, no Verão dos meus 18 anos (2012), fiz um Interrail que ainda recordo como uma das melhores viagens que fiz. Foi um mês de primeiras vezes, cheio de aventuras e momentos de “desenrascanço”. Em 3 dias já sabia ler mapas, já travava amizades com pessoas dos 4 cantos do mundo e começava a perceber que aquela viagem era só o início. Corremos 8 países em 24 dias (Itália, Eslovénia, Áustria, Hungria, Polónia, República Checa, Alemanha e França), milhares de quilómetros de comboio, autocarro e avião. Como o melhor das viagens são sempre as parvoíces que se passaram, aqui vão alguns excertos do Diário de Bordo com os melhores momentos. Deixados no meio do nada “Às 20:30 chegou o autocarro que levava três pessoas que saíram muito antes de nós. Por volta das 21:00 o senhor motorista decidiu parar no meio do nada, acenar como que diz “aguentem-se aí” e procedeu a desaparecer durante dez minutos. “ Acho que esta frase não revela o ridículo da situação. Isto aconteceu-nos no primeiro dia no caminho de Jesenice para Bled, na Eslovénia. Estávamos muito bem num autocarro vazio em direcção a Bled quando o motorista decide parar no meio da Eslovénia rural para ir fazer alguma coisa aos bosques! Claro que depois nos fartámos de rir disto, mas durante 10 minutos pensámos “será que alguma vez ele vai voltar??” Simpatia alheia “Entretanto chegou um novo colega de quarto de Essex que tinha dois amigos e convidou-nos para jantar com eles, sendo que quem cozinhou foi estudante de culinária do grupo. Comemos um esparguete à Carbonara que nos soube pela vida (principalmente porque foi oferecido!)” Foi neste momento comecei a perceber que o mundo está cheio de pessoas fixes e que gostam de partilhar. Deve ter sido a primeira vez que me sentei à mesa com pessoas de outros países a conversar sobre sei lá o quê. No fim da noite éramos um grupo de 6 ou 7 pessoas de 3 nacionalidades diferentes a jogar Jenga. Perfeito 😀   Choque Cultural Chegámos ao hostel por volta das 22:20 e no quarto encontramos dois sul coreanos. Com algum inglês e muitos gestos lá conseguimos falar um bocado e saber que ele conhecia o Cristiano Ronaldo (claro…). De toda a viagem, este foi o único momento em que convivemos com pessoas de uma cultura bem diferente da nossa. Quando disse que já tinha ouvido falar de Seoul e que tinha uma amiga que ouvia K-Pop quase me fizeram uma vénia. Os sul coreanos que conhecemos eram muito humildes e apesar da barreira linguística, muito simpáticos e interessados. Não conseguiram aceitar que eu e o meu amigo (com quem fiz o inter) não éramos namorados, apesar de lhes termos dito isso mil vezes! Nada melhor como desenrascar quando é preciso pôr a roupa a lavar! “Agora está na hora de lavar a roupa com soflan no lavatório!” Acho que esta frase se explica a si mesma. Soflan é detergente, lavatório é a máquina e o beliche, cadeiras e tudo o que dê para pendurar é o estendal. Done! Esta é mesmo à Tuga… “Depois de muitas voltas fomos almoçar, custa-me dizer, uma lasanha já feita. Mas temos feito comida todos os dias e a seguir comemos uma peça de fruta por isso vou achar que não é assim tão mau! “ Fartei-me de rir quando reli isto. Uma pessoa que se sente mal por comer comida já feita quando está em viagem só pode ser portuguesa. Em geral, faço tudo para não comer comida processada, mas em viagem não se pode ter tudo. Ao menos ficam a saber que quem viaja comigo fica bem alimentado :p Éramos tão xoninhas… “Eles seguiram para o Pub Crawl e nós como tínhamos que acordar muito cedo ficamos no hostel para, no dia seguinte, tentarmos mais uma vez a sorte no parlamento.” Isto era no seguimento de um jantar de grupo organizado no hostel. Lembram-se do texto dos xoninhas? Pois, é isso. O hostel de Praga “Entretanto o P. tem pesadelos com a decoração do hostel, apesar de não ser assim tão má, até porque já estivemos uns 30 minutos sem parar de rir por causa disto.” Acho que ninguém está preparado para o que se passa neste hostel (não me lembro do nome). Entre paredes a fingir que são florestas, casas para passarinhos falsos e esquilos embalsamados, não havia canto para que olhássemos que não tivesse um detalhe entre o aterrador e o hilariante. Esta é mesmo à Tuga (2) “Uma coisa que nos tem acompanhado ao longo desta viagem é o magnífico alho e cebola. Claro que em cada hostel porque passamos deixamos um cheiro tradicional português…” Já tinha ficado claro que com a comida não se brinca. Nem com o preço do alho no estrangeiro! Por isso, à bom português, que quer uma comida reconfortante quando chega de um árduo dia de passeio (e podem-me explicar como se faz um bom refugado sem alho e cebola? ) decidimos fazer-nos acompanhar pelos nossos bens mais valiosos, de país para país e de hostel para hostel. Boa vizinhança é connosco! E foi basicamente isto! Também nos aconteceu termos que ir sentados no chão de um comboio porque não havia espaço disponível ou atravessarmos um sinal vermelho em Berlim e olharem para nós como se fossemos criminosos… entre muitas outras coisas que fizeram desta viagem algo tão memorável.  Acho que foi depois de voltar desta viagem que comecei a pensar que ainda me faltava ver o resto do mundo todo e que começou a saga incansável de planear viagens e de descobrir como podia passar mais tempo lá fora. E acredita, descobri 😉

The post O Interrail e a sede de descobrir appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Acho que um Interrail é algo que nunca se esquece, muito menos quando é a primeira vez que estamos um mês fora de casa a viajar. E assim foi, no Verão dos meus 18 anos (2012), fiz um Interrail que ainda recordo como uma das melhores viagens que fiz. Foi um mês de primeiras vezes, cheio de aventuras e momentos de “desenrascanço”. Em 3 dias já sabia ler mapas, já travava amizades com pessoas dos 4 cantos do mundo e começava a perceber que aquela viagem era só o início.

Corremos 8 países em 24 dias (Itália, Eslovénia, Áustria, Hungria, Polónia, República Checa, Alemanha e França), milhares de quilómetros de comboio, autocarro e avião.

Como o melhor das viagens são sempre as parvoíces que se passaram, aqui vão alguns excertos do Diário de Bordo com os melhores momentos.

Deixados no meio do nada

“Às 20:30 chegou o autocarro que levava três pessoas que saíram muito antes de nós. Por volta das 21:00 o senhor motorista decidiu parar no meio do nada, acenar como que diz “aguentem-se aí” e procedeu a desaparecer durante dez minutos. “

Acho que esta frase não revela o ridículo da situação. Isto aconteceu-nos no primeiro dia no caminho de Jesenice para Bled, na Eslovénia. Estávamos muito bem num autocarro vazio em direcção a Bled quando o motorista decide parar no meio da Eslovénia rural para ir fazer alguma coisa aos bosques! Claro que depois nos fartámos de rir disto, mas durante 10 minutos pensámos “será que alguma vez ele vai voltar??”

Simpatia alheia

14082012549
(qualidade de um Nokia de 2010)

“Entretanto chegou um novo colega de quarto de Essex que tinha dois amigos e convidou-nos para jantar com eles, sendo que quem cozinhou foi estudante de culinária do grupo. Comemos um esparguete à Carbonara que nos soube pela vida (principalmente porque foi oferecido!)”

Foi neste momento comecei a perceber que o mundo está cheio de pessoas fixes e que gostam de partilhar. Deve ter sido a primeira vez que me sentei à mesa com pessoas de outros países a conversar sobre sei lá o quê. No fim da noite éramos um grupo de 6 ou 7 pessoas de 3 nacionalidades diferentes a jogar Jenga. Perfeito 😀

 

Choque Cultural

Chegámos ao hostel por volta das 22:20 e no quarto encontramos dois sul coreanos. Com algum inglês e muitos gestos lá conseguimos falar um bocado e saber que ele conhecia o Cristiano Ronaldo (claro…).

De toda a viagem, este foi o único momento em que convivemos com pessoas de uma cultura bem diferente da nossa. Quando disse que já tinha ouvido falar de Seoul e que tinha uma amiga que ouvia K-Pop quase me fizeram uma vénia. Os sul coreanos que conhecemos eram muito humildes e apesar da barreira linguística, muito simpáticos e interessados. Não conseguiram aceitar que eu e o meu amigo (com quem fiz o inter) não éramos namorados, apesar de lhes termos dito isso mil vezes!

Nada melhor como desenrascar quando é preciso pôr a roupa a lavar!

“Agora está na hora de lavar a roupa com soflan no lavatório!”

Acho que esta frase se explica a si mesma. Soflan é detergente, lavatório é a máquina e o beliche, cadeiras e tudo o que dê para pendurar é o estendal. Done!

Esta é mesmo à Tuga…

“Depois de muitas voltas fomos almoçar, custa-me dizer, uma lasanha já feita. Mas temos feito comida todos os dias e a seguir comemos uma peça de fruta por isso vou achar que não é assim tão mau! “

Fartei-me de rir quando reli isto. Uma pessoa que se sente mal por comer comida já feita quando está em viagem só pode ser portuguesa. Em geral, faço tudo para não comer comida processada, mas em viagem não se pode ter tudo. Ao menos ficam a saber que quem viaja comigo fica bem alimentado :p

Éramos tão xoninhas…

“Eles seguiram para o Pub Crawl e nós como tínhamos que acordar muito cedo ficamos no hostel para, no dia seguinte, tentarmos mais uma vez a sorte no parlamento.”

Isto era no seguimento de um jantar de grupo organizado no hostel. Lembram-se do texto dos xoninhas? Pois, é isso.

O hostel de Praga

“Entretanto o P. tem pesadelos com a decoração do hostel, apesar de não ser assim tão má, até porque já estivemos uns 30 minutos sem parar de rir por causa disto.”

Acho que ninguém está preparado para o que se passa neste hostel (não me lembro do nome). Entre paredes a fingir que são florestas, casas para passarinhos falsos e esquilos embalsamados, não havia canto para que olhássemos que não tivesse um detalhe entre o aterrador e o hilariante.

sempre à espreita…

Esta é mesmo à Tuga (2)

“Uma coisa que nos tem acompanhado ao longo desta viagem é o magnífico alho e cebola. Claro que em cada hostel porque passamos deixamos um cheiro tradicional português…”

Já tinha ficado claro que com a comida não se brinca. Nem com o preço do alho no estrangeiro! Por isso, à bom português, que quer uma comida reconfortante quando chega de um árduo dia de passeio (e podem-me explicar como se faz um bom refugado sem alho e cebola? ) decidimos fazer-nos acompanhar pelos nossos bens mais valiosos, de país para país e de hostel para hostel. Boa vizinhança é connosco!

E foi basicamente isto! Também nos aconteceu termos que ir sentados no chão de um comboio porque não havia espaço disponível ou atravessarmos um sinal vermelho em Berlim e olharem para nós como se fossemos criminosos… entre muitas outras coisas que fizeram desta viagem algo tão memorável.  Acho que foi depois de voltar desta viagem que comecei a pensar que ainda me faltava ver o resto do mundo todo e que começou a saga incansável de planear viagens e de descobrir como podia passar mais tempo lá fora.

E acredita, descobri 😉

The post O Interrail e a sede de descobrir appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/o-interrail-e-a-sede-de-descobrir/feed/ 2
Xoninhas à conquista da Liberdade! https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/a-conquista-da-liberdade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-conquista-da-liberdade https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/a-conquista-da-liberdade/#comments Sun, 04 Sep 2016 11:51:53 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=449 Foi do alto dos meus 16 anos que comecei a viajar com os meus amigos. Andávamos todos na mesma secundária e gostávamos todos de viajar. Vai daí, decidimos fazer duas viagens juntos: primeiro, um Intrarail pelos caminhos (de ferro) de Portugal e depois uma “viagem de finalistas” a Barcelona – em vez de irmos gastar todo o nosso dinheiro em álcool e ver neve em Andorra (eu bem disse no título que éramos xoninhas). E muitos pensaram e perguntaram “e os vossos pais deixaram?” ao que eu posso responder “claro que sim. eles bem sabiam que para nós, radical era passar um dia a absorver cultura!”. Só para contextualizar, num grupo de 6 pessoas, 5 foram parar a engenharia (no IST!). Mas a verdade é que foram viagens espectaculares das quais guardo memórias fantásticas. Foram uma óptima rampa de lançamento para todas as viagens que se seguiram e como todas as viagens que se prezem, peripécias não faltaram! Intrarail – As duas primeiras noites foram passadas num navio/pousada com um chão desnivelado que parecia vindo de um episódio de HIMYM A primeira noite foi num quarto chamado” alojamento dos convalescentes” e a segunda na “enfermaria geral”… os party hostels que ponham os olhos nisto! – sendo nós almas poupadíssimas que decidiram cozinhar os jantares nas pousadas da juventude, cozinhamos e comemos com ferramentas dignas dos tempos dos neandertais. – Excertos do diário de bordo: No autocarro para a pousada o A. pergunta ao P.:                 – Como é que se chamam aqueles gajos estúpidos das florestas? A E. responde:                  – Caçadores?                 – Não, aqueles com meias pelos joelhos!                 – Escoceses? – Responde a E.                 – Não! Os gajos que comem comida enlatada e tocam guitarra nas igrejas!                 – Ah – diz o P. – Os escuteiros!  (peço desculpa se ferimos susceptibilidades) Quando saímos da estação, perguntámos a uma senhora onde podíamos apanhar o autocarro. Ela vira-se e diz: “Autocarros?! Em Aveiro?!”. Também perguntámos a um homem onde era a pousada da juventude, ao que ele respondeu “ Pousada da juventude?! Em Aveiro?!”  Após estas encantadoras respostas ficámos logo com uma grande impressão desta cidade. – tirámos fotos em várias igrejas dignas de nos atirarem directamente para os confins do inferno (mas como somos todos ateus não faz mal) – o meu sentido de direcção na altura ainda era nulo e consegui levar-nos pelo caminho mais longo de sempre até ao destino pretendido. Foi o único dia que me incumbiram a responsabilidade de ser eu a ler o mapa… – vimos Viana do Castelo, Caminha, Porto, Braga, Aveiro, Guarda e Coimbra em 10 dias com menos de 300 Euros. Há que valorizar o talento em matemática 😀 Barcelona – Primeira viagem fora de Portugal que organizei. Desde voos, a acomodação (uma casa no centro de Barcelona para 7 pessoas que fico a uns 16€ por noite antes de haver Airbnb!) e sítios a visitar, tudo foi planeado ao detalhe. – Para não acharmos que éramos muito crescidos, os nossos pais tiveram que assinar uma declaração a dizer que nos deixavam sair do país… aaaah que rebeldes! – Acho que conseguimos estar uns 4 dias juntos (de 7) sem nos fartarmos todos uns dos outros. – Fomos a um concerto de música clássica! (neste momento estou a chorar pela Inês de 17 anos) – Percorremos tudo o que havia para percorrer em Barcelona: Ramblas, Boqueria, Park Guell, Sagrada Família, La Pedrera, praia… tudo! Lindo! 🙂 Afinal, ser xoninhas tem as suas vantagens 😉

The post Xoninhas à conquista da Liberdade! appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Foi do alto dos meus 16 anos que comecei a viajar com os meus amigos. Andávamos todos na mesma secundária e gostávamos todos de viajar. Vai daí, decidimos fazer duas viagens juntos: primeiro, um Intrarail pelos caminhos (de ferro) de Portugal e depois uma “viagem de finalistas” a Barcelona – em vez de irmos gastar todo o nosso dinheiro em álcool e ver neve em Andorra (eu bem disse no título que éramos xoninhas).

E muitos pensaram e perguntaram “e os vossos pais deixaram?” ao que eu posso responder “claro que sim. eles bem sabiam que para nós, radical era passar um dia a absorver cultura!”. Só para contextualizar, num grupo de 6 pessoas, 5 foram parar a engenharia (no IST!).

Mas a verdade é que foram viagens espectaculares das quais guardo memórias fantásticas. Foram uma óptima rampa de lançamento para todas as viagens que se seguiram e como todas as viagens que se prezem, peripécias não faltaram!

Intrarail

– As duas primeiras noites foram passadas num navio/pousada com um chão desnivelado que parecia vindo de um episódio de HIMYM

eef3bd80c5e8dc7b700e906d05f56c66

A primeira noite foi num quarto chamado” alojamento dos convalescentes” e a segunda na “enfermaria geral”… os party hostels que ponham os olhos nisto!

– sendo nós almas poupadíssimas que decidiram cozinhar os jantares nas pousadas da juventude, cozinhamos e comemos com ferramentas dignas dos tempos dos neandertais.

– Excertos do diário de bordo:

  • No autocarro para a pousada o A. pergunta ao P.:

                – Como é que se chamam aqueles gajos estúpidos das florestas?

A E. responde: 

                – Caçadores?

                – Não, aqueles com meias pelos joelhos!

                – Escoceses? – Responde a E.

                – Não! Os gajos que comem comida enlatada e tocam guitarra nas igrejas!

                – Ah – diz o P. – Os escuteiros!

 (peço desculpa se ferimos susceptibilidades)

  • Quando saímos da estação, perguntámos a uma senhora onde podíamos apanhar o autocarro. Ela vira-se e diz: “Autocarros?! Em Aveiro?!”.

Também perguntámos a um homem onde era a pousada da juventude, ao que ele respondeu “ Pousada da juventude?! Em Aveiro?!” 

Após estas encantadoras respostas ficámos logo com uma grande impressão desta cidade.

– tirámos fotos em várias igrejas dignas de nos atirarem directamente para os confins do inferno (mas como somos todos ateus não faz mal)

36034_1293733393973_6366718_n

– o meu sentido de direcção na altura ainda era nulo e consegui levar-nos pelo caminho mais longo de sempre até ao destino pretendido. Foi o único dia que me incumbiram a responsabilidade de ser eu a ler o mapa…

– vimos Viana do Castelo, Caminha, Porto, Braga, Aveiro, Guarda e Coimbra em 10 dias com menos de 300 Euros. Há que valorizar o talento em matemática 😀

36034_1293733353972_3489018_n

Barcelona

– Primeira viagem fora de Portugal que organizei. Desde voos, a acomodação (uma casa no centro de Barcelona para 7 pessoas que fico a uns 16€ por noite antes de haver Airbnb!) e sítios a visitar, tudo foi planeado ao detalhe.

– Para não acharmos que éramos muito crescidos, os nossos pais tiveram que assinar uma declaração a dizer que nos deixavam sair do país… aaaah que rebeldes!

– Acho que conseguimos estar uns 4 dias juntos (de 7) sem nos fartarmos todos uns dos outros.

– Fomos a um concerto de música clássica! (neste momento estou a chorar pela Inês de 17 anos)

– Percorremos tudo o que havia para percorrer em Barcelona: Ramblas, Boqueria, Park Guell, Sagrada Família, La Pedrera, praia… tudo! Lindo! 🙂

223290_1622340088935_6806103_n

Afinal, ser xoninhas tem as suas vantagens 😉

The post Xoninhas à conquista da Liberdade! appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/a-conquista-da-liberdade/feed/ 1