Itália Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/italia/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:49:48 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.1 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Itália Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/italia/ 32 32 O vasto mundo da comida Italiana explicado https://www.mudancasconstantes.com/2018/08/08/o-que-comer-em-italia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-que-comer-em-italia https://www.mudancasconstantes.com/2018/08/08/o-que-comer-em-italia/#respond Wed, 08 Aug 2018 10:15:47 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3732 É com muita felicidade que penso que a probabilidade de um italiano ler este post é baixa. Porque no que toca a comida não há povo mais picuinhas do que este. Mas depois de um ano de árdua investigação, que envolveu muitas degustações, acho que tenho o conhecimento necessário para vos elucidar sobre este assunto! As massas   Vamos lá agarrar o touro pelos cornos. As massas (ou pasta) em Itália assumem inúmeras formas, tamanhos, cores e sabores. E apesar de ser tudo massa para nós, para eles é muito diferente! Há molhos que só se combinam com massas curtas e outros com massas longas. Parmesão não se mistura em massas com peixe ou marisco e existem mais 10 mil regras que eu nunca aprenderei. Encontrei este mapa que mostra a massa mais típica em cada região italiana. Aqui vai uma breve explicação sobre os meus pratos preferidos: Agnolotti/Tortelli – ambos típicos do norte de Itália este é um tipo de massa recheada com vegetais e/ou carne assada. Tagliatelle al Ragu alla Bolognese – Um dos molhos mais famosos do mundo! Como o nome indica, nasceu em Bolonha e combina lindamente com Tagliatelle, uma massa comprida e larga que absorve todos os sucos da carne. Cacio e Pepe – Umas das massas mais simples que é feita apenas com manteiga, pimenta preta, parmesão e pecorino. Uma bomba no colesterol, mas uma vez não são vezes. Spaghetti Aglio e Pepe – Tal como a receita anterior, também esta é famosa pelos seus poucos ingredientes. Alho, azeite, pimenta, pepperoncino e parmesão fazem a festa. Orecchitte alle Cime di Rapa – E chegámos à Puglia, onde as massinhas Orecchitte em forma de orelha são rainhas. Aqui, a forma mais tradicional de a confeccionar é com brócolos e anchovas. Pasta alla Norma – Um dos meus molhos preferidos! Vinda da Sicília a Pasta alla Norma é feita com tomate, beringela e salpicada com queijo no fim. Acompanha perfeitamente penne ou rigatoni. Do Norte ao Sul: as especialidades   O speck do Tirol: O speck é um tipo de presunto famoso no norte de Itália, na região do Tirol. A carne é curada e fumada no passo final do processo. Onde provar: Trento e Bolzano. Marisco e bacalhau em Veneza: Em Veneza e arredores vais ter a oportunidade de provar muitas massas, normalmente esparguete (ou bigoti), com camarões, mexilhão e até lagosta. O bacalhau frito também é uma das especialidades da zona. Sugestão de restaurante em Mestre: Hosteria Vite Rossa. Sai um Spritz!: Talvez a bebida mais popular de Itália. Quando vires uma bebida laranja brilhante nos copos dos italianos já sabes que é um Spritz. Feita com prosecco, aperol e água com gás. Não é a bebida mais fácil do mundo, mas aprende-se a gostar. Onde provar: Aperitivos. Em Milão estão em todo o lado. Fonderie milanesi ou Maya são duas opções felizes. A costeleta Milanese: Tal como um schnitzel, mas frito com osso, a Costeleta Milanese faz parte da maioria dos menus dos restaurantes em Milão. Sugestão de restaurante: Il Brutto Anatroccolo O pesto e a Focaccia da Liguria: Melhor ainda, uma focaccia de pesto! Se estiveres de passagem pelas Cinque Terre ou Génova isto é o que tens que provar. Em Monterosso, Il Fornaio di Monterosso é o lugar perfeito para as melhores Focaccias. Já a Trenette ou Trofie al Pesto está por todo o lado. A Emília do Parmigiano, Prosciutto di Parma e Ragu: Se há lugar para pedir uma travessa de queijo e presunto é na Emília Romana, em cidades como Parma ou Bolonha. Afinal, tanto o Presunto de Parma como o Parmigiano Regiano vêm de lá. Em Bolonha, o Il Calice é óptimo. Chianti e companhia, na Toscânia reinam os vinhos: Com a quantidade de vinhas que “pra lá há” bem que podem ter bons vinhos. O melhor que por lá provei foi o Vernaccia di San Gimignano, um branco óptimo. Mas as oportunidades de experimentar vinhos são mais que muitas com a maioria dos restaurantes a oferecer vinhos a preços muito acessíveis. A Carbonara de Roma: A massa mais gulosa do mundo pertence a Roma. Pancetta, queijo e ovo fazem milagres quando combinados correctamente. Existem milhares de versões de Carbonara, mas é em Roma que se encontra a verdadeira. Costa Amalfitana, quando a vida te dá limões faz Limoncello: Existem muitos licores em Itália, mas nenhum se distingue tanto como o amarelo vivo do Limoncello que se encontra facilmente em todas as vilas da Costa Amalfitana. Pizzas (fritas) em Nápoles: Berço da Pizza Margherita, as maravilhas gastronómicas de Nápoles são mais que muitas. Para além das convencionais pizzas no forno, existem também as Pizzas fritas, que seguem mais ou menos o conceito das calzone, mas depois são atiradas para uma fritadeira gigante onde incham que nem umas malucas. As do Sorbillo são fantásticas. Parmigiana di melanzane: Um dos meus pratos preferidos de todo o sempre! Camadas de beringela frita, molho de tomate e queijo parmesão <3 A sua origem é disputada tanto pela Sicília como por Nápoles por isso decidi ser diplomática e pô-la no meio. Seja onde for, tens que provar. Sicília – Cannoli, Granita e Arancini: Apesar de nunca ter posto um pezinho que seja na Sicília, é impossível não saber o que é bom lá quando se conhece um siciliano porque eles não se calam sobre a comida deles. Portanto, começando pelos doces, os cannoli são um género de tubo feito de biscoito frito, recheado com um creme de ricotta. Doce como tudo! A granita é um gelado mais gelado que eles comem ao pequeno-almoço com brioche. O Corrado Assenza é famosíssimo. Por fim, Arancini são umas bolas de risotto, povilhadas com pão ralado e fritas. Uma burrata, uma tiella e um polvo na Puglia: A burrata é parecida à Mozarella, mas com natas. A Tiella barese é um prato típico de Bari feito com arroz, batata e mexilhões capaz de encher qualquer um. Por fim, como a Puglia está rodeada de mar, este é o lugar ideal para comer peixe, polvo e marisco. Podes encontrar montes destes pratos na La Uascezze em Bari. E gelatiiiiiiiiiiiiiiiiiii: O meu ponto (mais) fraco. Acho que se pudesse me alimentava só a gelados. Em Itália é difícil falhar na escolha dos gelados porque em geral são todos deliciosos e artesanais. Desde o chocolate fondente aos sabores de frutos secos ou fruta fresca como framboesa, manga ou maracujá, tudo é de comer e chorar por mais. De cone ou copo em riste, ao ataque! Buon Appetito!

The post O vasto mundo da comida Italiana explicado appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
É com muita felicidade que penso que a probabilidade de um italiano ler este post é baixa. Porque no que toca a comida não há povo mais picuinhas do que este. Mas depois de um ano de árdua investigação, que envolveu muitas degustações, acho que tenho o conhecimento necessário para vos elucidar sobre este assunto!

As massas

 

Vamos lá agarrar o touro pelos cornos. As massas (ou pasta) em Itália assumem inúmeras formas, tamanhos, cores e sabores. E apesar de ser tudo massa para nós, para eles é muito diferente! Há molhos que só se combinam com massas curtas e outros com massas longas. Parmesão não se mistura em massas com peixe ou marisco e existem mais 10 mil regras que eu nunca aprenderei.

Encontrei este mapa que mostra a massa mais típica em cada região italiana. Aqui vai uma breve explicação sobre os meus pratos preferidos:

Agnolotti/Tortelli – ambos típicos do norte de Itália este é um tipo de massa recheada com vegetais e/ou carne assada.

Tagliatelle al Ragu alla Bolognese – Um dos molhos mais famosos do mundo! Como o nome indica, nasceu em Bolonha e combina lindamente com Tagliatelle, uma massa comprida e larga que absorve todos os sucos da carne.

Cacio e Pepe – Umas das massas mais simples que é feita apenas com manteiga, pimenta preta, parmesão e pecorino. Uma bomba no colesterol, mas uma vez não são vezes.

Spaghetti Aglio e Pepe – Tal como a receita anterior, também esta é famosa pelos seus poucos ingredientes. Alho, azeite, pimenta, pepperoncino e parmesão fazem a festa.

Orecchitte alle Cime di Rapa – E chegámos à Puglia, onde as massinhas Orecchitte em forma de orelha são rainhas. Aqui, a forma mais tradicional de a confeccionar é com brócolos e anchovas.

Pasta alla Norma – Um dos meus molhos preferidos! Vinda da Sicília a Pasta alla Norma é feita com tomate, beringela e salpicada com queijo no fim. Acompanha perfeitamente penne ou rigatoni.

Do Norte ao Sul: as especialidades

 

O speck do Tirol: O speck é um tipo de presunto famoso no norte de Itália, na região do Tirol. A carne é curada e fumada no passo final do processo. Onde provar: Trento e Bolzano.

Marisco e bacalhau em Veneza: Em Veneza e arredores vais ter a oportunidade de provar muitas massas, normalmente esparguete (ou bigoti), com camarões, mexilhão e até lagosta. O bacalhau frito também é uma das especialidades da zona. Sugestão de restaurante em Mestre: Hosteria Vite Rossa.

Sai um Spritz!: Talvez a bebida mais popular de Itália. Quando vires uma bebida laranja brilhante nos copos dos italianos já sabes que é um Spritz. Feita com prosecco, aperol e água com gás. Não é a bebida mais fácil do mundo, mas aprende-se a gostar. Onde provar: Aperitivos. Em Milão estão em todo o lado. Fonderie milanesi ou Maya são duas opções felizes.

A costeleta Milanese: Tal como um schnitzel, mas frito com osso, a Costeleta Milanese faz parte da maioria dos menus dos restaurantes em Milão. Sugestão de restaurante: Il Brutto Anatroccolo

O pesto e a Focaccia da Liguria: Melhor ainda, uma focaccia de pesto! Se estiveres de passagem pelas Cinque Terre ou Génova isto é o que tens que provar. Em Monterosso, Il Fornaio di Monterosso é o lugar perfeito para as melhores Focaccias. Já a Trenette ou Trofie al Pesto está por todo o lado.

A Emília do Parmigiano, Prosciutto di Parma e Ragu: Se há lugar para pedir uma travessa de queijo e presunto é na Emília Romana, em cidades como Parma ou Bolonha. Afinal, tanto o Presunto de Parma como o Parmigiano Regiano vêm de lá. Em Bolonha, o Il Calice é óptimo.

Chianti e companhia, na Toscânia reinam os vinhos: Com a quantidade de vinhas que “pra lá há” bem que podem ter bons vinhos. O melhor que por lá provei foi o Vernaccia di San Gimignano, um branco óptimo. Mas as oportunidades de experimentar vinhos são mais que muitas com a maioria dos restaurantes a oferecer vinhos a preços muito acessíveis.

A Carbonara de Roma: A massa mais gulosa do mundo pertence a Roma. Pancetta, queijo e ovo fazem milagres quando combinados correctamente. Existem milhares de versões de Carbonara, mas é em Roma que se encontra a verdadeira.

Costa Amalfitana, quando a vida te dá limões faz Limoncello: Existem muitos licores em Itália, mas nenhum se distingue tanto como o amarelo vivo do Limoncello que se encontra facilmente em todas as vilas da Costa Amalfitana.

Pizzas (fritas) em Nápoles: Berço da Pizza Margherita, as maravilhas gastronómicas de Nápoles são mais que muitas. Para além das convencionais pizzas no forno, existem também as Pizzas fritas, que seguem mais ou menos o conceito das calzone, mas depois são atiradas para uma fritadeira gigante onde incham que nem umas malucas. As do Sorbillo são fantásticas.

Parmigiana di melanzane: Um dos meus pratos preferidos de todo o sempre! Camadas de beringela frita, molho de tomate e queijo parmesão <3 A sua origem é disputada tanto pela Sicília como por Nápoles por isso decidi ser diplomática e pô-la no meio. Seja onde for, tens que provar.

Sicília – Cannoli, Granita e Arancini: Apesar de nunca ter posto um pezinho que seja na Sicília, é impossível não saber o que é bom lá quando se conhece um siciliano porque eles não se calam sobre a comida deles. Portanto, começando pelos doces, os cannoli são um género de tubo feito de biscoito frito, recheado com um creme de ricotta. Doce como tudo!

A granita é um gelado mais gelado que eles comem ao pequeno-almoço com brioche. O Corrado Assenza é famosíssimo. Por fim, Arancini são umas bolas de risotto, povilhadas com pão ralado e fritas.

Uma burrata, uma tiella e um polvo na Puglia: A burrata é parecida à Mozarella, mas com natas. A Tiella barese é um prato típico de Bari feito com arroz, batata e mexilhões capaz de encher qualquer um. Por fim, como a Puglia está rodeada de mar, este é o lugar ideal para comer peixe, polvo e marisco. Podes encontrar montes destes pratos na La Uascezze em Bari.

E gelatiiiiiiiiiiiiiiiiiii: O meu ponto (mais) fraco. Acho que se pudesse me alimentava só a gelados. Em Itália é difícil falhar na escolha dos gelados porque em geral são todos deliciosos e artesanais. Desde o chocolate fondente aos sabores de frutos secos ou fruta fresca como framboesa, manga ou maracujá, tudo é de comer e chorar por mais. De cone ou copo em riste, ao ataque!

Buon Appetito!

The post O vasto mundo da comida Italiana explicado appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/08/08/o-que-comer-em-italia/feed/ 0
Itália: o itinerário de um mês para uma viagem inesquecível https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/31/italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/31/italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem/#comments Tue, 31 Jul 2018 10:06:46 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3719 Poucos países conseguem rivalizar com Itália como destino turístico. Sinceramente, não há nada que este país não tenha e o melhor do meu ano passado a estudar em Milão foi, sem dúvida, poder explorar (quase) todos os cantos de Itália. Ele é montanhas com caminhadas intensas mas compensadoras, praias com águas cristalinas de norte a sul, cidades onde nasceram civilizações e onde se formaram os melhores artistas do mundo e claro, algumas das invenções culinárias mais apetitosas de sempre. Por isso, tentei compilar neste post um itinerário de 1 mês que inclui todos os sítios que me fizeram apaixonar por este país. O NORTE: 10 DIAS Milão e Como (2 dias) Para muitos, Milão não é um destino particularmente apetecível, mas a cidade mais cosmopolita do país tem mais para oferecer do que o Duomo ou as Galerias Vittorio Emanuele. Alguns dos museus, igrejas e salas de espectáculos mais importantes da Europa estão aqui bem como os melhores outfits! Não podes perder a cultura do aperitivo nem deixar de provar o típico Aperol Spritz. O guia completo de Milão aqui. A menos de uma hora de Milão fica o Lago di Como, famosos pelas suas mansões milionárias e paisagem “fiordesca”. A Villa Balbianello, onde foi filmado um dos 007, é um dos lugares que não podes perder, tal como Bellagio uma pequena vila pitoresca. Para um guia detalhado lê este post. Na cidade Como, aconselho-te a subir o Funicolare Como Brunate, a comer um gelado na Gelateria Cavour e a visitar a Villa Olmo que é grátis. Dolomites (4 dias) Provavelmente a zona mais surpreendente de Itália. Vales, montanhas e lagos de uma beleza estonteante que só esperaríamos de uma Suíça, Canadá ou Nova Zelândia. Em quatro dias podes ver Bolzano, Santa Maddalena e o Val di Funes, fazer as duas melhores caminhadas da região: Tre Cime di Lavaredo e Lago di Sorapis e ainda ver os Lagos di Caressa e di Braies. Dolomites em detalhe neste post. Lago di Garda e Verona (2 dias) Quando um lago parece o mar, vale certamente a pena ser visto. O Lago di Garda é o maior de Itália e ao seu redor há muito para ver. Um dos lugares mais icónicos é Sirmione, uma pequena península com um castelo rodeado de água, ruinas de uma villa romana do século 1 AC e a Jamaica Beach! Um dia no Lago neste post. Cidade dos eternos amantes, Romeo e Julieta, Verona é mais do que o cenário de um clássico da literatura. A sua arena, ainda utilizada para espectáculos, as suas infinitas praças e arquitectura Veneziana são irresistíveis. Um dia em Verona e uma história de amor neste post. Veneza e Ilhas (2 dias) Com ou sem Carnaval, Veneza merece uma visita. É daquelas cidades únicas, com uma atmosfera irreplicável. Para além das inconfundíveis Piazza San Marco, Ponte di Rialto e Ponte dei Sospiri, uma das maravilhas de Veneza é perderes-te nas suas ruas labirínticas e anónimas onde os turistas não passam. E à distância de uma viagem de barco estão as ilhas de Murano e Burano que são uma alternativa brilhante às multidões que assolam Veneza. Cheias de cor e de vida valem certamente uma visita. Aqui está o post sobre o Carnaval de Veneza e outro sobre as ilhas. O centro: 10 dias Bolonha (1 dia) Chamam-lhe a “gorda e vermelha” por causa da cor dos seus edifícios e das suas maravilhas gastronómicas. A capital da Emília Romana está cheia de presuntos, queijos, mortadela e claro ragu à bolonhesa. Mas esta cidade também tem muito para oferecer a nível cultural com Le due Torri: Garisenda e degli Asinelli, a torre mais inclinada de Itália. O guia completo de Bolonha aqui. Cinque Terre (2 dias) As Cinque Terre são um dos lugares mais desejados de Itália. Cenário de muitos pedidos de casamento e luas-de-mel estas cinco terras prometem algumas das fotografias mais bonitas que alguma vez vais tirar. Em dois dias visitámos Porto Venere, Corniglia, Manarola, Riomaggiore, Vernazza e Monterosso. O itinerário completo de dois dias neste post. Florença (2 dias) A cidade da arte nunca desaponta. Para além de ter alguns dos museus e obras de arte mais importantes do mundo as suas ruas amarelas e laranjas, pontes centenárias e palácios dos Medici tornam-na no sinónimo de “tipicamente italiana”. Este foi o ano de a revisitar e o resultado foi este. Toscânia (2 dias) A bela Toscânia! Estradas ladeadas por ciprestes italianos, planícies sem fim, vilas e aldeias perdidas no tempo e até termas são alguns dos ingredientes que tornam esta região tão apetecível. Em dois dias percorremos Siena, Montalcino, Pienza, Montepulciano, San Gimignano e muitos, muitos quilómetros de vinhas. A nossa aventura debaixo do sol da Toscânia num panda vermelho aqui. Roma (3 dias) A minha cidade preferida em Itália! Apaixonou-me desde o primeiro instante: só o passeio pelo Fórum Romano e o Coliseu já valem a viagem. Mas Roma é ainda mais do que isso. Roma é o Panteão, a Piazza Navona, o Vaticano, a Fontana di Trevi e a escadarias da Piazza di Spagna. E a Giolitti, claro. É uma cidade que me dá sempre vontade de voltar. Alguns dos meus lugares e segredos preferidos de Roma neste post. O sul: 1 semana Nápoles e Pompeia (2 dias) Nápoles será talvez a cidade mais controversa de Itália. Ora se ama ora se odeia. Eu cá adoro a atmosfera caótica da cidade com ruas apertadas, lençóis nos estendais e vespas conduzidas por crianças de 12 anos. Em Nápoles não há regras! Um dia em Nápoles neste post. De Nápoles existem imensas day-trips que valem a pena tal como Capri ou subir ao Vesúvio. Mas se tivesse que eleger O melhor destino, para mim seria sem dúvida Pompeia. Pelo significado histórico, dimensão e estado de conservação. Costa Amalfitana (2 dias) Tal como as Cinque Terre, a Costa Amalfitana são um conjunto de pequenas vilas incrustadas nas arribas junto ao mar e são quase tão bonitas como a suas irmãs da Liguria. Dois dias serão o suficiente para andar a saltitar de vila em vila e até dar um mergulho no mar. Das duas vezes que visitei, estas foram as minhas paragens preferidas: Amalfi, Ravello e Positano. Há 5 anos fui adoptada por uma família no sul de Itália e foi assim. Puglia (4 dias) Para a Puglia o tempo parou. Nas vilas e aldeias do tacão da bota, o tempo passa vagarosamente, aproveita-se o sol (coisa que raramente se viu na nossa viagem em Março), o mar e a boa comida. As casas tradicionais, caiadas a branco, conferem-lhe um aspecto que também nos é familiar, evocando paisagens alentejanas e algarvias. Bari, Alberobelo, Lecce e Matera foram alguns dos destaques. Aqui está o itinerário completo da nossa roadtrip familiar na Puglia. Se um ano em Itália passa rápido, um mês poderá parecer apenas alguns segundos. Cada um destes lugares e regiões tem algo muito especial para oferecer e deslumbrará certamente qualquer visitante. Prometo que, quando voltar, me vou dedicar às belas ilhas que desta vez me escaparam: Sardegna, Capri e Sicilia. Ci vediamo presto Itália.

The post Itália: o itinerário de um mês para uma viagem inesquecível appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Poucos países conseguem rivalizar com Itália como destino turístico. Sinceramente, não há nada que este país não tenha e o melhor do meu ano passado a estudar em Milão foi, sem dúvida, poder explorar (quase) todos os cantos de Itália.

Ele é montanhas com caminhadas intensas mas compensadoras, praias com águas cristalinas de norte a sul, cidades onde nasceram civilizações e onde se formaram os melhores artistas do mundo e claro, algumas das invenções culinárias mais apetitosas de sempre.

Por isso, tentei compilar neste post um itinerário de 1 mês que inclui todos os sítios que me fizeram apaixonar por este país.

O NORTE: 10 DIAS

Milão e Como (2 dias)

Para muitos, Milão não é um destino particularmente apetecível, mas a cidade mais cosmopolita do país tem mais para oferecer do que o Duomo ou as Galerias Vittorio Emanuele. Alguns dos museus, igrejas e salas de espectáculos mais importantes da Europa estão aqui bem como os melhores outfits! Não podes perder a cultura do aperitivo nem deixar de provar o típico Aperol Spritz. O guia completo de Milão aqui.

A menos de uma hora de Milão fica o Lago di Como, famosos pelas suas mansões milionárias e paisagem “fiordesca”. A Villa Balbianello, onde foi filmado um dos 007, é um dos lugares que não podes perder, tal como Bellagio uma pequena vila pitoresca. Para um guia detalhado lê este post. Na cidade Como, aconselho-te a subir o Funicolare Como Brunate, a comer um gelado na Gelateria Cavour e a visitar a Villa Olmo que é grátis.

Dolomites (4 dias)

Provavelmente a zona mais surpreendente de Itália. Vales, montanhas e lagos de uma beleza estonteante que só esperaríamos de uma Suíça, Canadá ou Nova Zelândia. Em quatro dias podes ver Bolzano, Santa Maddalena e o Val di Funes, fazer as duas melhores caminhadas da região: Tre Cime di Lavaredo e Lago di Sorapis e ainda ver os Lagos di Caressa e di Braies. Dolomites em detalhe neste post.

Lago di Garda e Verona (2 dias)

Quando um lago parece o mar, vale certamente a pena ser visto. O Lago di Garda é o maior de Itália e ao seu redor há muito para ver. Um dos lugares mais icónicos é Sirmione, uma pequena península com um castelo rodeado de água, ruinas de uma villa romana do século 1 AC e a Jamaica Beach! Um dia no Lago neste post.

sirmione italia 1

Cidade dos eternos amantes, Romeo e Julieta, Verona é mais do que o cenário de um clássico da literatura. A sua arena, ainda utilizada para espectáculos, as suas infinitas praças e arquitectura Veneziana são irresistíveis. Um dia em Verona e uma história de amor neste post.

Veneza e Ilhas (2 dias)

Com ou sem Carnaval, Veneza merece uma visita. É daquelas cidades únicas, com uma atmosfera irreplicável. Para além das inconfundíveis Piazza San Marco, Ponte di Rialto e Ponte dei Sospiri, uma das maravilhas de Veneza é perderes-te nas suas ruas labirínticas e anónimas onde os turistas não passam.

E à distância de uma viagem de barco estão as ilhas de Murano e Burano que são uma alternativa brilhante às multidões que assolam Veneza. Cheias de cor e de vida valem certamente uma visita. Aqui está o post sobre o Carnaval de Veneza e outro sobre as ilhas.

O centro: 10 dias

Bolonha (1 dia)

Chamam-lhe a “gorda e vermelha” por causa da cor dos seus edifícios e das suas maravilhas gastronómicas. A capital da Emília Romana está cheia de presuntos, queijos, mortadela e claro ragu à bolonhesa. Mas esta cidade também tem muito para oferecer a nível cultural com Le due Torri: Garisenda e degli Asinelli, a torre mais inclinada de Itália. O guia completo de Bolonha aqui.

Cinque Terre (2 dias)

As Cinque Terre são um dos lugares mais desejados de Itália. Cenário de muitos pedidos de casamento e luas-de-mel estas cinco terras prometem algumas das fotografias mais bonitas que alguma vez vais tirar. Em dois dias visitámos Porto Venere, Corniglia, Manarola, Riomaggiore, Vernazza e Monterosso. O itinerário completo de dois dias neste post.

manarola 3 riomaggiore

Florença (2 dias)

A cidade da arte nunca desaponta. Para além de ter alguns dos museus e obras de arte mais importantes do mundo as suas ruas amarelas e laranjas, pontes centenárias e palácios dos Medici tornam-na no sinónimo de “tipicamente italiana”. Este foi o ano de a revisitar e o resultado foi este.

Toscânia (2 dias)

A bela Toscânia! Estradas ladeadas por ciprestes italianos, planícies sem fim, vilas e aldeias perdidas no tempo e até termas são alguns dos ingredientes que tornam esta região tão apetecível. Em dois dias percorremos Siena, Montalcino, Pienza, Montepulciano, San Gimignano e muitos, muitos quilómetros de vinhas. A nossa aventura debaixo do sol da Toscânia num panda vermelho aqui.

Roma (3 dias)

A minha cidade preferida em Itália! Apaixonou-me desde o primeiro instante: só o passeio pelo Fórum Romano e o Coliseu já valem a viagem. Mas Roma é ainda mais do que isso. Roma é o Panteão, a Piazza Navona, o Vaticano, a Fontana di Trevi e a escadarias da Piazza di Spagna. E a Giolitti, claro. É uma cidade que me dá sempre vontade de voltar. Alguns dos meus lugares e segredos preferidos de Roma neste post.

O sul: 1 semana

Nápoles e Pompeia (2 dias)

Nápoles será talvez a cidade mais controversa de Itália. Ora se ama ora se odeia. Eu cá adoro a atmosfera caótica da cidade com ruas apertadas, lençóis nos estendais e vespas conduzidas por crianças de 12 anos. Em Nápoles não há regras! Um dia em Nápoles neste post.

napoles italia 3

De Nápoles existem imensas day-trips que valem a pena tal como Capri ou subir ao Vesúvio. Mas se tivesse que eleger O melhor destino, para mim seria sem dúvida Pompeia. Pelo significado histórico, dimensão e estado de conservação.

Costa Amalfitana (2 dias)

Tal como as Cinque Terre, a Costa Amalfitana são um conjunto de pequenas vilas incrustadas nas arribas junto ao mar e são quase tão bonitas como a suas irmãs da Liguria. Dois dias serão o suficiente para andar a saltitar de vila em vila e até dar um mergulho no mar. Das duas vezes que visitei, estas foram as minhas paragens preferidas: Amalfi, Ravello e Positano.

Há 5 anos fui adoptada por uma família no sul de Itália e foi assim.

Puglia (4 dias)

Para a Puglia o tempo parou. Nas vilas e aldeias do tacão da bota, o tempo passa vagarosamente, aproveita-se o sol (coisa que raramente se viu na nossa viagem em Março), o mar e a boa comida. As casas tradicionais, caiadas a branco, conferem-lhe um aspecto que também nos é familiar, evocando paisagens alentejanas e algarvias. Bari, Alberobelo, Lecce e Matera foram alguns dos destaques.

Aqui está o itinerário completo da nossa roadtrip familiar na Puglia.

Se um ano em Itália passa rápido, um mês poderá parecer apenas alguns segundos. Cada um destes lugares e regiões tem algo muito especial para oferecer e deslumbrará certamente qualquer visitante. Prometo que, quando voltar, me vou dedicar às belas ilhas que desta vez me escaparam: Sardegna, Capri e Sicilia.

Ci vediamo presto Itália.

The post Itália: o itinerário de um mês para uma viagem inesquecível appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/31/italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem/feed/ 2
Florença e a despedida de Itália https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/26/florenca-um-dia-italia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=florenca-um-dia-italia https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/26/florenca-um-dia-italia/#comments Thu, 26 Jul 2018 17:22:17 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3686 Parece que a minha despedida de Itália está iminente. Depois de um ano a percorrer o país, Florença acabou por ser o destino da minha última viagem antes do derradeiro adeus. Revisitar Florença já estava na minha lista há algum tempo e, como arranjei um host de couchsurfing lá, a viagem deu-se. Apesar de Julho estar longe de ser a altura perfeita para viajar em Itália o charme da Cidade da Arte nunca desaponta. O comboio da Italo demora menos de duas horas a lá chegar (com partida de Milão) e antes das 10 da manhã estava em Florença SMN, pronta para começar a explorar. Decidi começar pela Piazza del Duomo antes que se tornasse o pânico total. (Se decidires visitar o interior compra os bilhetes online porque a fila normalmente dá a volta ao Duomo!) Devo confessar que já não estava habituada às hordas de turistas e tentei escapar-me o mais rapidamente possível para um lugar mais calmo. E foi assim que encontrei o Museo Bargello. Não fazia parte da minha lista de prioridades, mas quando vi as esculturas através das janelas e o quão vazio estava decidi que valia a pena tentar. Fiquei encantada! Desde Michelangelo a Donatello, o Museu Bargello acolhe a maior colecção de esculturas góticas e renascentistas de Itália. Dali, é um saltinho até à Piazza della Signoria onde se encontram o Palazzo Vecchio, a réplica de David e a Fontana del Nettuno. O Palazzo tem algumas das salas mais bonitas que já vi e, para os fãs de Dan Brown, fazem uma visita guiada baseada no livro Inferno. Segui até à Ponte Santa Trinta para a melhor vista sobre a Ponte Vecchia. No outro lado do rio, em Oltrarno, os turistas são substituídos por habitantes locais e os monumentos mais famosos por ruas labirínticas vazias. Com 32º graus em cima, só queria comer um gelado e a Gelateria della Passera é uma das melhores do país. Ainda passei pelo Palazzo Pitti e Giardino di Boboli antes de voltar para o outro lado onde está a Galleria degli Uffizi. Entrar nestas galerias é quase tão complicado como ver a Última Ceia em Milão, mas vale a pena o esforço. Como entrar nas Uffizi: Primeiro, deves comprar os bilhetes no site oficial (com uma a duas semanas de antecedência). É quase obrigatório, porque tentar comprar um bilhete no dia é sinónimo de enfrentar filas de 3 a 5 horas. No dia da visita tens que te dirigir à Porta 3 com o número da reserva e levantar o bilhete. Depois vais até à Porta 1 e pões-te na fila para entrar. Pensava que não haveria filas, mas em cerca de 20 minutos estás lá dentro. É o melhor que se pode arranjar O edifício em si é lindíssimo com interiores e tectos trabalhados e delicadíssimos. Bem, e claro, algumas das obras mais importantes do mundo. Botticelli, Da Vinci, Caravaggio… são só alguns dos pequenos nomes que vais encontrar. Para acabar o dia nada melhor que outro gelado, desta vez na Gelateria La Carraia, antes de começar a subir a pique até à Piazzale Michelangelo dona do miradouro com a melhor vista sobre a cidade. E porque subir ainda mais umas escadinhas nunca matou ninguém, lá fui até à Abbazia di San Miniato al Monte que te oferece toda a paz e tranquilidade merecidas depois de um árduo dia de passeio. Entretanto estava na hora do meu comboio para Pistoia, onde morava o meu host. Comprámos uma pizza, comemos num jardim enquanto falávamos sobre tudo e mais alguma coisa e depois fomos ver o microcentro da cidade que também tem um Palio (como o de Siena, mas mais pequeno). No dia seguinte convidou-me para ir à praia com ele e os colegas de trabalho, todos engenheiros, maravilha! Felizmente o meu italiano é decente e demo-nos muito bem. Conduzimos até à Cala di Leone em Livorno uma bela praia rodeada de natureza. Mas claro, como todas as praias italianas era minúscula com vizinhos a 20 cm de distância e cigarros, erva e música a toda a nossa volta. Valha-nos a água morna!! Tirando isso, foi um dia muito bem passado 😉 E com esta viagem me despeço de Itália, fica uma vontade muito grande de voltar para descobrir as ilhas!

The post Florença e a despedida de Itália appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Parece que a minha despedida de Itália está iminente. Depois de um ano a percorrer o país, Florença acabou por ser o destino da minha última viagem antes do derradeiro adeus.

Revisitar Florença já estava na minha lista há algum tempo e, como arranjei um host de couchsurfing lá, a viagem deu-se. Apesar de Julho estar longe de ser a altura perfeita para viajar em Itália o charme da Cidade da Arte nunca desaponta.

O comboio da Italo demora menos de duas horas a lá chegar (com partida de Milão) e antes das 10 da manhã estava em Florença SMN, pronta para começar a explorar.

Decidi começar pela Piazza del Duomo antes que se tornasse o pânico total. (Se decidires visitar o interior compra os bilhetes online porque a fila normalmente dá a volta ao Duomo!) Devo confessar que já não estava habituada às hordas de turistas e tentei escapar-me o mais rapidamente possível para um lugar mais calmo.

E foi assim que encontrei o Museo Bargello. Não fazia parte da minha lista de prioridades, mas quando vi as esculturas através das janelas e o quão vazio estava decidi que valia a pena tentar. Fiquei encantada! Desde Michelangelo a Donatello, o Museu Bargello acolhe a maior colecção de esculturas góticas e renascentistas de Itália.

Dali, é um saltinho até à Piazza della Signoria onde se encontram o Palazzo Vecchio, a réplica de David e a Fontana del Nettuno. O Palazzo tem algumas das salas mais bonitas que já vi e, para os fãs de Dan Brown, fazem uma visita guiada baseada no livro Inferno.

Segui até à Ponte Santa Trinta para a melhor vista sobre a Ponte Vecchia. No outro lado do rio, em Oltrarno, os turistas são substituídos por habitantes locais e os monumentos mais famosos por ruas labirínticas vazias. Com 32º graus em cima, só queria comer um gelado e a Gelateria della Passera é uma das melhores do país.


Ainda passei pelo Palazzo Pitti e Giardino di Boboli antes de voltar para o outro lado onde está a Galleria degli Uffizi. Entrar nestas galerias é quase tão complicado como ver a Última Ceia em Milão, mas vale a pena o esforço.

Como entrar nas Uffizi:

Primeiro, deves comprar os bilhetes no site oficial (com uma a duas semanas de antecedência). É quase obrigatório, porque tentar comprar um bilhete no dia é sinónimo de enfrentar filas de 3 a 5 horas.

No dia da visita tens que te dirigir à Porta 3 com o número da reserva e levantar o bilhete. Depois vais até à Porta 1 e pões-te na fila para entrar. Pensava que não haveria filas, mas em cerca de 20 minutos estás lá dentro. É o melhor que se pode arranjar

O edifício em si é lindíssimo com interiores e tectos trabalhados e delicadíssimos. Bem, e claro, algumas das obras mais importantes do mundo. Botticelli, Da Vinci, Caravaggio… são só alguns dos pequenos nomes que vais encontrar.

Para acabar o dia nada melhor que outro gelado, desta vez na Gelateria La Carraia, antes de começar a subir a pique até à Piazzale Michelangelo dona do miradouro com a melhor vista sobre a cidade. E porque subir ainda mais umas escadinhas nunca matou ninguém, lá fui até à Abbazia di San Miniato al Monte que te oferece toda a paz e tranquilidade merecidas depois de um árduo dia de passeio.

Entretanto estava na hora do meu comboio para Pistoia, onde morava o meu host. Comprámos uma pizza, comemos num jardim enquanto falávamos sobre tudo e mais alguma coisa e depois fomos ver o microcentro da cidade que também tem um Palio (como o de Siena, mas mais pequeno).

No dia seguinte convidou-me para ir à praia com ele e os colegas de trabalho, todos engenheiros, maravilha! Felizmente o meu italiano é decente e demo-nos muito bem. Conduzimos até à Cala di Leone em Livorno uma bela praia rodeada de natureza. Mas claro, como todas as praias italianas era minúscula com vizinhos a 20 cm de distância e cigarros, erva e música a toda a nossa volta. Valha-nos a água morna!! Tirando isso, foi um dia muito bem passado 😉

E com esta viagem me despeço de Itália, fica uma vontade muito grande de voltar para descobrir as ilhas!

The post Florença e a despedida de Itália appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/26/florenca-um-dia-italia/feed/ 3
Dolomites: a “Itália” das caminhadas, montanhas e paisagens arrebatadoras https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/16/dolomites-melhores-caminhadas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=dolomites-melhores-caminhadas https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/16/dolomites-melhores-caminhadas/#comments Mon, 16 Jul 2018 15:01:03 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3657 “Joana acorda. Temos problemas para resolver!”. Foi assim que começou aquela que viria a ser a manhã mais caótica das nossas vidas. Mal acordei li no telemóvel que uma das pessoas que fazia parte da viagem teve que cancelar e, 10 minutos depois, recebi uma chamada do outro a dizer que tinha perdido o voo. Naquela manhã tínhamos passado de quatro pessoas para duas. Neste momento entrámos em modo gestão de crise: 1º – Rir e questionar por que é que viajamos com gajos; 2º – Encontrar um novo voo para o que tinha perdido. Em vez de vir para Milão foi para Treviso, o aeroporto mais perto da casa que alugámos; 3º – Ir para o aeroporto e trocar a reserva do carro. Depois de três horas no aeroporto conseguimos concluir o último passo e estávamos finalmente livres para nos fazermos à estrada. O que vale é que os três dias seguintes nos trariam razões mais do que suficientes para esquecer as desgraças daquela manhã. Padova: uma visita de 30 minutos e um gelado De Milão ao Aeroporto de Treviso são 3 horas de distância e como já não íamos conseguir ver nada do que tínhamos planeado neste dia, decidimos que ao menos merecíamos uma paragem rápida em Padova só para ver muito rapidamente o centro e comer um gelado. Claro que, como todas as cidades italianas, as praças centrais são lindíssimas e deu para ficar com um cheirinho do que a cidade tem para oferecer. Zoppè di Cadore Nesta viagem foram os preços do Airbnb a ditar a localização da nossa estadia. O local ideal seria Cortina d’Ampezzo, onde ficam as duas caminhadas que queríamos fazer, mas como é um local para gente fina, ficámos a cerca de uma hora de distância na pequena aldeia de Zoppè di Cadore. E foi uma das melhores partes da nossa viagem. Apresento-vos a casa da Heidi: O nome da aldeia podia ser “Serenidade e Tranquilidade”. A vista do nosso chalé das montanhas era de cortar a respiração e não se ouvia mais nenhum som para além dos sinos das vaquinhas. Em Zoppè só existe um restaurante, mas é bastante bom e a preços razoáveis. Chama-se “Antica Locanda al Pelmo” e fecha às Quartas. E agora, as quatro razões pelas quais os Dolomiti são uma das regiões mais bonitas da Europa: Tre Cime di Lavaredo Já fiz muitas caminhadas na vida e esta tem que fazer parte, pelo menos, do meu top 5. O mais impressionante desta caminhada é que, durante os seus 10 quilómetros, a paisagem nunca deixa de ser deslumbrante e muda constantemente. Desde as zonas mais altas onde a vegetação é escassa e as pedras e rochas dominam o panorama até aos vales verdes com lagos, não há como não ficar apaixonados por estes “três topos” que se erguem orgulhosos enquanto são fotografados de todos os ângulos possíveis e imagináveis. Fizemos o percurso em cerca de 4.5 horas incluindo pausas para fotografias, água e comida. A caminhada está classificada como “moderada”. Algumas subidas e descidas puxam pelas perninhas, mas nada que não se faça. Deixo o link para o site 10 hikes que tem uma descrição bastante completa do percurso. O parque de estacionamento é pago e bem pago. 30€ para carros. Vale cada cêntimo, claro! Lago di Braies – Wildsee Como acabámos a caminhada anterior antes do esperado ainda tivemos tempo de ir até ao Lago di Braies, um dos mais famosos da zona. Não é difícil de perceber porquê. Para além de ser de fácil acesso as suas cores azuis e verdes parecem o resultado de muitas horas de Photoshop. Também é possível alugar barcos a remos na pitoresca casinha de madeira e há um percurso à volta ao lago (1 hora por um caminho fácil). Lago di Sorapis No segundo dia de Dolomiti dedicámo-nos à outra caminhada obrigatória, a do Lago di Sorapis. Acordámos bastante cedo, porque as previsões davam chuva para a tarde e lá fomos. O tempo não parecia efectivamente muito promissor, mas decidimos arriscar até porque havia mais pessoas a fazer a caminhada. Os primeiros quilómetros são feitos pela floresta, passado uma pequena cascata, mas sem grandes dificuldades. Eventualmente está na altura de começar a subir. As subidas são definitivamente a parte mais difícil desta caminhada que nalgumas partes é mais escalada do que outra coisa. Para além disso, para pessoas com vertigens pode não ser a mais indicada porque existem troços à beira do precipício que podem causar tonturas. Mas depois chegas ao lago, ao lago que podia ser a definição de azul-turquesa.  Seja com chuva ou sol a cor é absolutamente estonteante e é o lugar perfeito para um picnic ou para tomares banho se fores corajoso/a. Mais uma vez, fica aqui o link com os detalhes da caminhada. Para encontrares o parque de estacionamento mais próximo, põe no Google Maps “Misurina – Passo Tre Croci”. Lago di Caressa E parece-me que ainda não falei de lagos, não é? Pois bem, aqui vai mais um. O Lago di Caressa é mais pequeno, mas mais uma vez as cores e o cenário envolvente tornam este lugar um ponto imperdível. E foram quatro dias maravilhosos numa Itália que não parece bem Itália, mas que foi nomeada (por mim!) como uma das regiões mais bonitas do país. Uma última dica: Santa Maddalena e o Val di Funes também merecem muito uma visita, infelizmente com todas aquelas trocas e baldrocas do primeiro dia não tivemos tempo para visitar. Fica para a próxima, como sempre 😉

The post Dolomites: a “Itália” das caminhadas, montanhas e paisagens arrebatadoras appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
“Joana acorda. Temos problemas para resolver!”. Foi assim que começou aquela que viria a ser a manhã mais caótica das nossas vidas. Mal acordei li no telemóvel que uma das pessoas que fazia parte da viagem teve que cancelar e, 10 minutos depois, recebi uma chamada do outro a dizer que tinha perdido o voo. Naquela manhã tínhamos passado de quatro pessoas para duas.

Neste momento entrámos em modo gestão de crise:

1º – Rir e questionar por que é que viajamos com gajos;

2º – Encontrar um novo voo para o que tinha perdido. Em vez de vir para Milão foi para Treviso, o aeroporto mais perto da casa que alugámos;

3º – Ir para o aeroporto e trocar a reserva do carro.

Depois de três horas no aeroporto conseguimos concluir o último passo e estávamos finalmente livres para nos fazermos à estrada. O que vale é que os três dias seguintes nos trariam razões mais do que suficientes para esquecer as desgraças daquela manhã.

Padova: uma visita de 30 minutos e um gelado

De Milão ao Aeroporto de Treviso são 3 horas de distância e como já não íamos conseguir ver nada do que tínhamos planeado neste dia, decidimos que ao menos merecíamos uma paragem rápida em Padova só para ver muito rapidamente o centro e comer um gelado.

Claro que, como todas as cidades italianas, as praças centrais são lindíssimas e deu para ficar com um cheirinho do que a cidade tem para oferecer.

Zoppè di Cadore

Nesta viagem foram os preços do Airbnb a ditar a localização da nossa estadia. O local ideal seria Cortina d’Ampezzo, onde ficam as duas caminhadas que queríamos fazer, mas como é um local para gente fina, ficámos a cerca de uma hora de distância na pequena aldeia de Zoppè di Cadore. E foi uma das melhores partes da nossa viagem. Apresento-vos a casa da Heidi:

A nossa casinha <3

O nome da aldeia podia ser “Serenidade e Tranquilidade”. A vista do nosso chalé das montanhas era de cortar a respiração e não se ouvia mais nenhum som para além dos sinos das vaquinhas.

Em Zoppè só existe um restaurante, mas é bastante bom e a preços razoáveis. Chama-se “Antica Locanda al Pelmo” e fecha às Quartas.

Até tem sobremesas finas como esta!

E agora, as quatro razões pelas quais os Dolomiti são uma das regiões mais bonitas da Europa:

Tre Cime di Lavaredo

Já fiz muitas caminhadas na vida e esta tem que fazer parte, pelo menos, do meu top 5. O mais impressionante desta caminhada é que, durante os seus 10 quilómetros, a paisagem nunca deixa de ser deslumbrante e muda constantemente.

Desde as zonas mais altas onde a vegetação é escassa e as pedras e rochas dominam o panorama até aos vales verdes com lagos, não há como não ficar apaixonados por estes “três topos” que se erguem orgulhosos enquanto são fotografados de todos os ângulos possíveis e imagináveis.

Fizemos o percurso em cerca de 4.5 horas incluindo pausas para fotografias, água e comida. A caminhada está classificada como “moderada”. Algumas subidas e descidas puxam pelas perninhas, mas nada que não se faça. Deixo o link para o site 10 hikes que tem uma descrição bastante completa do percurso.

O parque de estacionamento é pago e bem pago. 30€ para carros. Vale cada cêntimo, claro!

Lago di Braies – Wildsee

Como acabámos a caminhada anterior antes do esperado ainda tivemos tempo de ir até ao Lago di Braies, um dos mais famosos da zona. Não é difícil de perceber porquê. Para além de ser de fácil acesso as suas cores azuis e verdes parecem o resultado de muitas horas de Photoshop.

Também é possível alugar barcos a remos na pitoresca casinha de madeira e há um percurso à volta ao lago (1 hora por um caminho fácil).

Lago di Sorapis

No segundo dia de Dolomiti dedicámo-nos à outra caminhada obrigatória, a do Lago di Sorapis. Acordámos bastante cedo, porque as previsões davam chuva para a tarde e lá fomos. O tempo não parecia efectivamente muito promissor, mas decidimos arriscar até porque havia mais pessoas a fazer a caminhada.

Os primeiros quilómetros são feitos pela floresta, passado uma pequena cascata, mas sem grandes dificuldades. Eventualmente está na altura de começar a subir. As subidas são definitivamente a parte mais difícil desta caminhada que nalgumas partes é mais escalada do que outra coisa.

Para além disso, para pessoas com vertigens pode não ser a mais indicada porque existem troços à beira do precipício que podem causar tonturas.

Mas depois chegas ao lago, ao lago que podia ser a definição de azul-turquesa.  Seja com chuva ou sol a cor é absolutamente estonteante e é o lugar perfeito para um picnic ou para tomares banho se fores corajoso/a.

Antes
Depois

Mais uma vez, fica aqui o link com os detalhes da caminhada. Para encontrares o parque de estacionamento mais próximo, põe no Google Maps “Misurina – Passo Tre Croci”.

Na parte inicial do caminho encontras vários bunkers da Primeira Guerra Mundial
Lago di Caressa

E parece-me que ainda não falei de lagos, não é? Pois bem, aqui vai mais um. O Lago di Caressa é mais pequeno, mas mais uma vez as cores e o cenário envolvente tornam este lugar um ponto imperdível.

Foto de família <3

E foram quatro dias maravilhosos numa Itália que não parece bem Itália, mas que foi nomeada (por mim!) como uma das regiões mais bonitas do país.

Uma última dica: Santa Maddalena e o Val di Funes também merecem muito uma visita, infelizmente com todas aquelas trocas e baldrocas do primeiro dia não tivemos tempo para visitar. Fica para a próxima, como sempre 😉

The post Dolomites: a “Itália” das caminhadas, montanhas e paisagens arrebatadoras appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/16/dolomites-melhores-caminhadas/feed/ 1
Génova e Portofino: focaccias, o 3-3 e um reencontro improvável https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/20/genova-portofino-viajar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=genova-portofino-viajar https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/20/genova-portofino-viajar/#respond Wed, 20 Jun 2018 18:40:35 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3580 Felizmente para mim e infelizmente para a minha conta bancária, vim parar a um país onde quase todas as cidades, terras e aldeias valem a pena ser visitadas. Já estava para visitar Génova há imenso tempo, mas por uma razão ou por outra ficava sempre “para a próxima”. Entretanto surgiu uma visita meio inesperada* (no fim está a explicação) e estava encontrada a desculpa para ir. Génova fica a duas horas de Milão e os comboios mais rascas só custam 13€. Génova tem cheiro a Focaccias e a mar! Génova é uma cidade cheia de personalidade. Sempre a subir, tal como Lisboa, as casas amontoam-se colina acima e colina abaixo. O nosso host do Airbnb foi-nos buscar no seu Mercedes milenar e procedeu a uma magnífica demonstração de capacidades de condução e estacionamento impecáveis. A casa ficava no meio de uma colina (claro!!) e apesar de ser um quarto andar sem escadas tinha uma vista espectacular sobre a cidade. E numa mistura de inglês e italiano ficámos a saber quase tudo sobre a vida dos nossos hosts, como ele quer ir viver para o sudoeste asiático e como ela não acha piada nenhuma à ideia e eventualmente estava na altura de vermos Génova em si. Para sexta feira à tarde o ambiente era muito calmo. Passeamo-nos pela Via Garilbaldi, Pizza de Ferrari, Piazza Matteotti e chegámos à Catedral de San Lorenzo onde não ficámos muito tempo porque o padre não gostou da minha saia. Por fim, descemos até ao porto, a zona que mais gostei. Uma das coisas mais especiais desta cidade é que tanto os edifícios como os seus halls de entrada são autênticas obras de arte. Muitas vezes basta espreitar por uma porta e vais ver um pátio que parece um jardim ou um tecto digno de um museu. Por esta altura já estávamos fartos de cheirar focaccias e não comer nada, por isso decidimos resolver esse problema (na Focaccia e Dintorni) e ir buscar uma simples e uma com pesto e queijo. Tal como nas Cinque Terre, estas são as comidas icónicas de Génova. E às 8 da noite o primeiro jogo de Portugal do Mundial estava a dar! Como Itália está fora do mundial não foi tão fácil como esperávamos encontrar um sítio para ver o jogo, mas depois de umas voltas conseguimos. Foi um sofrimento muito intenso!!! Mas aquele último golo do Ronaldo foi algo de mágico… A nossa noite acabou num mercado de rua marroquino seguido de uma subida a pique até casa. Portofino: um outro nível de riqueza Génova teria certamente muito mais para explorar, mas a perspectiva de um banho no mar, de momento, tem mais força do que suar numa cidade. Portanto apanhámos o comboio das 10 e pouco da manhã (3.60€) e saímos em Santa Margherita Ligure, a estação mais perto de Portofino. Pela frente tínhamos ainda uma caminhada de 5km até Portofino. E que caminhada! Vimos certamente algumas das mais bonitas praias de Itália e um mar de um azul e verde inimagináveis. Fomos ao banho numa praia para cães, simplesmente porque estava mais vazia que as outras e ambos preferimos cães a crianças. Água morna, como sempre. De Paraggi até Portofino existem dois caminhos: um para peões e outro para carros. Mas é muito mais fácil e a direito seguir sempre pela estrada e como toda a gente o faz, os condutores têm cuidado. Ao aproximarmo-nos de Portofino parecia que estávamos a entrar num universo paralelo. Os maiores iates que já tínhamos visto, as marcas mais exclusivas do mundo têm todas lojas lá e as pizzas margheritas nos restaurantes começavam nos 9€ (UM ROUBO). Mas, mais uma vez, a vilinha era tão pitoresca que valeu a pena apesar da ostentação da riqueza. Para a melhor vista, subimos até ao Castelo de Brown e continuamos na direcção da “spiaggia publica” (praia pública). E descobrimos uma pequena praia paradisíaca escondida. Poucos se atreviam a fazer todo aquele caminho e em pouco tempo ficámos com a praia só para nós. Um pequeno throwback aos nossos tempos nas Filipinas. *uma visita do meu “ex-namorado” Jimmy. Entretanto tínhamos acabado, por causa da distância, mas talvez isso deixe de ser um problema no futuro. Vamos ver. Vidas de gente que só se apaixona por estrangeiros!

The post Génova e Portofino: focaccias, o 3-3 e um reencontro improvável appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Felizmente para mim e infelizmente para a minha conta bancária, vim parar a um país onde quase todas as cidades, terras e aldeias valem a pena ser visitadas. Já estava para visitar Génova há imenso tempo, mas por uma razão ou por outra ficava sempre “para a próxima”.

Entretanto surgiu uma visita meio inesperada* (no fim está a explicação) e estava encontrada a desculpa para ir. Génova fica a duas horas de Milão e os comboios mais rascas só custam 13€.

Génova tem cheiro a Focaccias e a mar!

Génova é uma cidade cheia de personalidade. Sempre a subir, tal como Lisboa, as casas amontoam-se colina acima e colina abaixo. O nosso host do Airbnb foi-nos buscar no seu Mercedes milenar e procedeu a uma magnífica demonstração de capacidades de condução e estacionamento impecáveis.

A casa ficava no meio de uma colina (claro!!) e apesar de ser um quarto andar sem escadas tinha uma vista espectacular sobre a cidade. E numa mistura de inglês e italiano ficámos a saber quase tudo sobre a vida dos nossos hosts, como ele quer ir viver para o sudoeste asiático e como ela não acha piada nenhuma à ideia e eventualmente estava na altura de vermos Génova em si.

Vista do Quarto 🙂

Para sexta feira à tarde o ambiente era muito calmo. Passeamo-nos pela Via Garilbaldi, Pizza de Ferrari, Piazza Matteotti e chegámos à Catedral de San Lorenzo onde não ficámos muito tempo porque o padre não gostou da minha saia. Por fim, descemos até ao porto, a zona que mais gostei.


Uma das coisas mais especiais desta cidade é que tanto os edifícios como os seus halls de entrada são autênticas obras de arte. Muitas vezes basta espreitar por uma porta e vais ver um pátio que parece um jardim ou um tecto digno de um museu.

Por esta altura já estávamos fartos de cheirar focaccias e não comer nada, por isso decidimos resolver esse problema (na Focaccia e Dintorni) e ir buscar uma simples e uma com pesto e queijo. Tal como nas Cinque Terre, estas são as comidas icónicas de Génova.

E às 8 da noite o primeiro jogo de Portugal do Mundial estava a dar! Como Itália está fora do mundial não foi tão fácil como esperávamos encontrar um sítio para ver o jogo, mas depois de umas voltas conseguimos. Foi um sofrimento muito intenso!!! Mas aquele último golo do Ronaldo foi algo de mágico… A nossa noite acabou num mercado de rua marroquino seguido de uma subida a pique até casa.

Portofino: um outro nível de riqueza

Génova teria certamente muito mais para explorar, mas a perspectiva de um banho no mar, de momento, tem mais força do que suar numa cidade. Portanto apanhámos o comboio das 10 e pouco da manhã (3.60€) e saímos em Santa Margherita Ligure, a estação mais perto de Portofino.

A caminho da estação de comboio encontrámos esta pérola: Santissima Annunziata del Vastato

Pela frente tínhamos ainda uma caminhada de 5km até Portofino. E que caminhada! Vimos certamente algumas das mais bonitas praias de Itália e um mar de um azul e verde inimagináveis.

Fomos ao banho numa praia para cães, simplesmente porque estava mais vazia que as outras e ambos preferimos cães a crianças. Água morna, como sempre. De Paraggi até Portofino existem dois caminhos: um para peões e outro para carros. Mas é muito mais fácil e a direito seguir sempre pela estrada e como toda a gente o faz, os condutores têm cuidado.

Ao aproximarmo-nos de Portofino parecia que estávamos a entrar num universo paralelo. Os maiores iates que já tínhamos visto, as marcas mais exclusivas do mundo têm todas lojas lá e as pizzas margheritas nos restaurantes começavam nos 9€ (UM ROUBO). Mas, mais uma vez, a vilinha era tão pitoresca que valeu a pena apesar da ostentação da riqueza.

Para a melhor vista, subimos até ao Castelo de Brown e continuamos na direcção da “spiaggia publica” (praia pública). E descobrimos uma pequena praia paradisíaca escondida. Poucos se atreviam a fazer todo aquele caminho e em pouco tempo ficámos com a praia só para nós.

Um pequeno throwback aos nossos tempos nas Filipinas.

*uma visita do meu “ex-namorado” Jimmy. Entretanto tínhamos acabado, por causa da distância, mas talvez isso deixe de ser um problema no futuro. Vamos ver. Vidas de gente que só se apaixona por estrangeiros!

The post Génova e Portofino: focaccias, o 3-3 e um reencontro improvável appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/20/genova-portofino-viajar/feed/ 0
Uma roadtrip pela Toscânia: de volta aos tempos medievais https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/13/uma-roadtrip-pela-toscania-italia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=uma-roadtrip-pela-toscania-italia https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/13/uma-roadtrip-pela-toscania-italia/#comments Wed, 13 Jun 2018 20:18:59 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3548 Conhecida pelas suas infinitas planícies verdes e amareladas, estradas ladeadas por ciprestes italianos e inúmeras vilas medievais, cada uma mais pitoresca que a última, a Toscânia é, sem dúvida, um dos destinos mais típicos e desejados de Itália. Portanto, juntaram-se 4 amigas, um Fiat Panda Vermelho, e um fim-de-semana de primavera e estavam reunidas as condições para uma viagem deliciosa. Siena e um acampamento fino Decidimos que Siena seria a nossa base para estes dias na Toscânia. E num momento de muita sorte, apareceram-me duas tendas de duas pessoas disponíveis no Camping Colleverde Siena perto da cidade e por 30€ por noite, cada tenda. E não eram umas tendas quaisquer: tinham camas e electricidade. Um acampamento para gente fina! Siena em si é sempre um prazer. Desta vez explorámos um bocadinho do seu fantástico ambiente nocturno, já que toda a gente se reúne na Piazza del Campo a conversar e beber uns copos. O Duomo de Siena também é um marco importantíssimo e uma das catedrais mais bonitas de Itália. Há 500 anos atrás… É impossível não imaginar como seria a vida nas aldeias medievais da Toscânia há 500 anos atrás. As muralhas feitas de pedra, as casas em tons de terracota e bandeiras coloridas parecem um cenário (menos sangrento) da Guerra dos Tronos. Estas foram as nossas 4 paragens: Montalcino Chegámos a Montalcino ainda cedo e não se via vivalma. Eventualmente lá começaram a aparecer uns velhinhos para a sua rotina diária de ir ao café, conversar com o vizinho e fazer as compras na mercearia. Não podíamos ter pedido nada mais típico. Pienza Foi em Pienza que provei um dos famosos pratos da região: Pici Cacio e Pepe. Pici é um tipo de pasta tradicional da Toscânia, um esparguete fresco, mais grosso que o habitual. Cacio e Pepe significa “queijo e pimenta”. O queijo, pecorino, originário de Pienza junto com pimenta e manteiga faz uma pasta super simples e deliciosa. Montepulciano Acho que Montepulciano foi a aldeia que mais me encantou. Apesar de ser SEMPRE a subir, a vista sobre a região é simplesmente magnífica e todos os prédios, igrejas e restaurantes estão tão bem enquadrados que parece uma pintura. Ainda vimos um desporto tradicional, um género de corridas com barris que causavam um grande aparato. San Gimignano Se até aqui tínhamos encontrado vilas e aldeias adormecidas no tempo, San Gimignano foi a excepção à regra. A mais famosa pérola da Toscânia é um chamariz de turistas e seu charme dissipa-se um pouco nas multidões. Mas é inegável que vale a pena ser visitada e a Marisol, uma das minhas amigas, descobriu o lugar para comer o melhor Tagliere Salumi e Formaggi de sempre. Chama-se Da i’ Mariani e não tem mais do que 6 lugares sentados. O dono é simpaticíssimo, inglês niente, mas não faz mal! A paixão que ele tem por cada um dos seus presuntos, queijos, mortadela, etc… Há uma explicação por trás de cada um deles e o sabor e a qualidade são tão bons como o prometido. A acompanhar, um vinho branco da região e faz-se a festa! A natureza na Toscânia Abadia de Sant’Antimo Esta foi a nossa maior aventura e claro que se deveu ao GPS do Google, que achou por bem mandar-nos por caminhos que só servem para jipes e tractores. Durante a primeira tentativa vimos burros e ovelhas e na segunda vinhas e mais vinhas, por isso o balanço até foi positivo. Mas demoramos quase uma hora a chegar à Abadia em vez de 20 minutos (como era estimado inicialmente). Esta abadia que foi outrora um mosteiro de monges Beneditinos, é um dos mais importantes exemplares de arquitectura românica e as suas origens remontam ao século IX. Sem dúvida um dos lugares mais especiais desta viagem. Val d’Orcia O Val d’Orcia faz parte da “World Heritage List” da UNESCO. As paisagens que tornam a Toscânia num lugar único encontram-se neste vale e também na Via Cassia. A estrada SR2 que liga Siena ao Sul também é espectacular. Bagni San Filippo E para finalizar este capítulo, aqui fica umas termas naturais. A água é mornita e claro que o cheiro a enxofre também se faz sentir. Um bom sítio para relaxar depois de um dia a andar para cima e para baixo! Fiquei mesmo feliz com este fim-de-semana! Encheu-me as medidas e correspondeu a todas as minhas (muitos altas) expectativas. Boa viagem! 😉

The post Uma roadtrip pela Toscânia: de volta aos tempos medievais appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Conhecida pelas suas infinitas planícies verdes e amareladas, estradas ladeadas por ciprestes italianos e inúmeras vilas medievais, cada uma mais pitoresca que a última, a Toscânia é, sem dúvida, um dos destinos mais típicos e desejados de Itália.

Portanto, juntaram-se 4 amigas, um Fiat Panda Vermelho, e um fim-de-semana de primavera e estavam reunidas as condições para uma viagem deliciosa.

Melhor gang de sempre <3
Siena e um acampamento fino

Decidimos que Siena seria a nossa base para estes dias na Toscânia. E num momento de muita sorte, apareceram-me duas tendas de duas pessoas disponíveis no Camping Colleverde Siena perto da cidade e por 30€ por noite, cada tenda. E não eram umas tendas quaisquer: tinham camas e electricidade. Um acampamento para gente fina!

Siena em si é sempre um prazer. Desta vez explorámos um bocadinho do seu fantástico ambiente nocturno, já que toda a gente se reúne na Piazza del Campo a conversar e beber uns copos. O Duomo de Siena também é um marco importantíssimo e uma das catedrais mais bonitas de Itália.

Há 500 anos atrás…

É impossível não imaginar como seria a vida nas aldeias medievais da Toscânia há 500 anos atrás. As muralhas feitas de pedra, as casas em tons de terracota e bandeiras coloridas parecem um cenário (menos sangrento) da Guerra dos Tronos. Estas foram as nossas 4 paragens:

Montalcino

Chegámos a Montalcino ainda cedo e não se via vivalma. Eventualmente lá começaram a aparecer uns velhinhos para a sua rotina diária de ir ao café, conversar com o vizinho e fazer as compras na mercearia. Não podíamos ter pedido nada mais típico.

Pienza

Foi em Pienza que provei um dos famosos pratos da região: Pici Cacio e Pepe. Pici é um tipo de pasta tradicional da Toscânia, um esparguete fresco, mais grosso que o habitual. Cacio e Pepe significa “queijo e pimenta”. O queijo, pecorino, originário de Pienza junto com pimenta e manteiga faz uma pasta super simples e deliciosa.

Montepulciano

Acho que Montepulciano foi a aldeia que mais me encantou. Apesar de ser SEMPRE a subir, a vista sobre a região é simplesmente magnífica e todos os prédios, igrejas e restaurantes estão tão bem enquadrados que parece uma pintura.

Ainda vimos um desporto tradicional, um género de corridas com barris que causavam um grande aparato.

San Gimignano

Se até aqui tínhamos encontrado vilas e aldeias adormecidas no tempo, San Gimignano foi a excepção à regra. A mais famosa pérola da Toscânia é um chamariz de turistas e seu charme dissipa-se um pouco nas multidões.

Mas é inegável que vale a pena ser visitada e a Marisol, uma das minhas amigas, descobriu o lugar para comer o melhor Tagliere Salumi e Formaggi de sempre. Chama-se Da i’ Mariani e não tem mais do que 6 lugares sentados. O dono é simpaticíssimo, inglês niente, mas não faz mal! A paixão que ele tem por cada um dos seus presuntos, queijos, mortadela, etc… Há uma explicação por trás de cada um deles e o sabor e a qualidade são tão bons como o prometido. A acompanhar, um vinho branco da região e faz-se a festa!

A natureza na Toscânia

Abadia de Sant’Antimo

Esta foi a nossa maior aventura e claro que se deveu ao GPS do Google, que achou por bem mandar-nos por caminhos que só servem para jipes e tractores. Durante a primeira tentativa vimos burros e ovelhas e na segunda vinhas e mais vinhas, por isso o balanço até foi positivo. Mas demoramos quase uma hora a chegar à Abadia em vez de 20 minutos (como era estimado inicialmente).

Esta abadia que foi outrora um mosteiro de monges Beneditinos, é um dos mais importantes exemplares de arquitectura românica e as suas origens remontam ao século IX. Sem dúvida um dos lugares mais especiais desta viagem.

Val d’Orcia

O Val d’Orcia faz parte da “World Heritage List” da UNESCO. As paisagens que tornam a Toscânia num lugar único encontram-se neste vale e também na Via Cassia. A estrada SR2 que liga Siena ao Sul também é espectacular.

Bagni San Filippo

E para finalizar este capítulo, aqui fica umas termas naturais. A água é mornita e claro que o cheiro a enxofre também se faz sentir. Um bom sítio para relaxar depois de um dia a andar para cima e para baixo!

Fiquei mesmo feliz com este fim-de-semana! Encheu-me as medidas e correspondeu a todas as minhas (muitos altas) expectativas. Boa viagem! 😉

The post Uma roadtrip pela Toscânia: de volta aos tempos medievais appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/13/uma-roadtrip-pela-toscania-italia/feed/ 1
Trieste: será que ainda ninguém deu com isto? https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/11/trieste-sistiana-um-dia-visitar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=trieste-sistiana-um-dia-visitar https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/11/trieste-sistiana-um-dia-visitar/#respond Mon, 11 Jun 2018 06:42:45 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3520 Entrei em modo “tenho que ver tudo antes de me ir embora!”. E deste que entrei neste modo não passo um único fim-de-semana em Milão. Como tem estado um calor estranho para a época, a escolha mais óbvia é ir para a costa. E como Trieste e toda a zona da fronteira com a Eslovénia e Croácia era ainda um mistério para nós, a decisão não foi difícil de tomar. Autocarros e Airbnb marcados no dia anterior, às 7 da manhã partimos para uma longa viagem de 6 horas. O primeiro dia estava destinado à descoberta de Trieste. Quando chegámos a primeira coisa em que reparámos foi no quão calma e silenciosa a cidade era. Adjectivos que raramente associamos a Itália. Estávamos esfomeadas e prontíssimas para uma pizza no Fratelli la Bufala, mesmo ao lado do canal. Depois, passámos à acção! Começámos pelo centro: Ponte Rosso, o imponente templo ortodoxo de San Spiridione, a Piazza della Borsa e por fim o Molo Audace, um pontão sobre o mar. Foi do pontão que, quando olhei para terra, vi as muralhas de um castelo e decidi que esse seria o nosso próximo destino. Mas no caminho fomos surpreendidas pela inacreditável Igreja Ortodoxa Grega de San Nicòlo! Parece que no século XVIII havia uma larga e poderosa comunidade de gregos em Trieste e daí a herança ortodoxa da cidade. Após a descoberta desta pequena pérola estava na altura de subir, subir e subir mais um bocadinho até à Cattedrale di San Giusto Martire. Também diferente das igrejas típicas Italianas, esta catedral destaca-se pelos seus mosaicos púrpura e interior modesto. Já que estávamos no topo, demos uma espreitadela aos miradouros e no percurso de volta a “casa” ainda passámos pelo Teatro Romano. Entretanto já só pensávamos num banho e numa pequena pausa. Deixámos o  Porto Vecchio para último. Com uma história de 300 anos, o antigo porto de Trieste é um dos lugares mais interessantes e, ao mesmo tempo, arrepiantes que podes encontrar. Toda a área está ao abandono, as ervas daninhas tomaram conta dos antigos caminhos-de-ferro e a ferrugem invadiu tudo o que era metal. Também parece ser o local preferido de toda a população local para ir correr ou andar de bicicleta! O nosso dia acabou com um belo pôr-do-sol sobre o mar <3 Sistiana: Let’s go to the beach! É impossível falar em Trieste sem falar em Sistiana também. Toda a gente que conhece a região é apaixonada por esta pequena vila com um parque natural e praia. Apanhámos o comboio de Trieste até Sistiana (3.60) e meia hora a pé depois estávamos no mar. Dentro do mar! A água morna e esverdeada chamava por nós e apesar de às 10 e pouco da manhã a praia já não ter quase espaço, valeu a pena pelo banho. Mas é o Parque Natural, Sentiero Rilke, que torna Sistiana digna de uma visita. O caminho pedonal que vai de Sistiana até ao Castelo Duino é lindíssimo. Sempre à beira mar, com uma vista sobre os rochedos e castelo é uma maravilha! Por isso, se alguma vez te encontrares por esta parte de Itália, já sabes: vai descobri-la antes que os outros o façam 😉 Dicas rápidas Transportes: O autocarro de Milão para Trieste custou 18€ pela Flixbus. É um grande esticão, mas era a nossa melhor opção. Trieste está bastante perto da Áustria, Eslovénia e Croácia. Trieste – Sistiana: Não percebo porque é que em todo o lado diz para apanhar o autocarro e não o comboio. O comboio demora 20 minutos e o autocarro quase uma hora. O comboio fica a 15 minutos a pé do centro, mas acho que vale a pena, principalmente se os horários corresponderem com os teus. O autocarro que liga Trieste a Sistiana é o 44 (apanhámos para voltar). Alojamento: Em Trieste ficámos no B&B Guerrero Jr que descobrimos no Airb&b.  Recomendo!

The post Trieste: será que ainda ninguém deu com isto? appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Entrei em modo “tenho que ver tudo antes de me ir embora!”. E deste que entrei neste modo não passo um único fim-de-semana em Milão. Como tem estado um calor estranho para a época, a escolha mais óbvia é ir para a costa.

E como Trieste e toda a zona da fronteira com a Eslovénia e Croácia era ainda um mistério para nós, a decisão não foi difícil de tomar.

Autocarros e Airbnb marcados no dia anterior, às 7 da manhã partimos para uma longa viagem de 6 horas. O primeiro dia estava destinado à descoberta de Trieste. Quando chegámos a primeira coisa em que reparámos foi no quão calma e silenciosa a cidade era. Adjectivos que raramente associamos a Itália.

Estávamos esfomeadas e prontíssimas para uma pizza no Fratelli la Bufala, mesmo ao lado do canal. Depois, passámos à acção!

Começámos pelo centro: Ponte Rosso, o imponente templo ortodoxo de San Spiridione, a Piazza della Borsa e por fim o Molo Audace, um pontão sobre o mar. Foi do pontão que, quando olhei para terra, vi as muralhas de um castelo e decidi que esse seria o nosso próximo destino.

Mas no caminho fomos surpreendidas pela inacreditável Igreja Ortodoxa Grega de San Nicòlo! Parece que no século XVIII havia uma larga e poderosa comunidade de gregos em Trieste e daí a herança ortodoxa da cidade.

Após a descoberta desta pequena pérola estava na altura de subir, subir e subir mais um bocadinho até à Cattedrale di San Giusto Martire. Também diferente das igrejas típicas Italianas, esta catedral destaca-se pelos seus mosaicos púrpura e interior modesto.

Já que estávamos no topo, demos uma espreitadela aos miradouros e no percurso de volta a “casa” ainda passámos pelo Teatro Romano. Entretanto já só pensávamos num banho e numa pequena pausa.

Deixámos o  Porto Vecchio para último. Com uma história de 300 anos, o antigo porto de Trieste é um dos lugares mais interessantes e, ao mesmo tempo, arrepiantes que podes encontrar. Toda a área está ao abandono, as ervas daninhas tomaram conta dos antigos caminhos-de-ferro e a ferrugem invadiu tudo o que era metal. Também parece ser o local preferido de toda a população local para ir correr ou andar de bicicleta!

O nosso dia acabou com um belo pôr-do-sol sobre o mar <3

Sistiana: Let’s go to the beach!

É impossível falar em Trieste sem falar em Sistiana também. Toda a gente que conhece a região é apaixonada por esta pequena vila com um parque natural e praia. Apanhámos o comboio de Trieste até Sistiana (3.60) e meia hora a pé depois estávamos no mar. Dentro do mar!

A água morna e esverdeada chamava por nós e apesar de às 10 e pouco da manhã a praia já não ter quase espaço, valeu a pena pelo banho.

Zona das praias

Mas é o Parque Natural, Sentiero Rilke, que torna Sistiana digna de uma visita. O caminho pedonal que vai de Sistiana até ao Castelo Duino é lindíssimo. Sempre à beira mar, com uma vista sobre os rochedos e castelo é uma maravilha!

Por isso, se alguma vez te encontrares por esta parte de Itália, já sabes: vai descobri-la antes que os outros o façam 😉

Dicas rápidas

Transportes: O autocarro de Milão para Trieste custou 18€ pela Flixbus. É um grande esticão, mas era a nossa melhor opção. Trieste está bastante perto da Áustria, Eslovénia e Croácia.

Trieste – Sistiana: Não percebo porque é que em todo o lado diz para apanhar o autocarro e não o comboio. O comboio demora 20 minutos e o autocarro quase uma hora. O comboio fica a 15 minutos a pé do centro, mas acho que vale a pena, principalmente se os horários corresponderem com os teus. O autocarro que liga Trieste a Sistiana é o 44 (apanhámos para voltar).

Alojamento: Em Trieste ficámos no B&B Guerrero Jr que descobrimos no Airb&b.  Recomendo!

The post Trieste: será que ainda ninguém deu com isto? appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/11/trieste-sistiana-um-dia-visitar/feed/ 0
Lago di Garda: um dos melhores segredos de Itália https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/27/lago-di-garda-sirmione-italia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=lago-di-garda-sirmione-italia https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/27/lago-di-garda-sirmione-italia/#comments Sun, 27 May 2018 15:39:02 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3494 Agora que já cobri quase tudo o que há para ver ao pé de Milão, havia um ponto que se destacava no mapa como quem diz “ainda não me visitaste porquê?” e esse ponto chama-se Lago di Garda. Com um sábado que prometia 27 graus e sol, apanhei o comboio em direcção a Verona e saí em Desenzano del Garda. Depois, ainda tive que apanhar mais um autocarro e um shuttle até Sirmione, o sítio mais famoso das redondezas. Sirmione: ruínas, castelos e Jamaica A entrada em Sirmione não podia ser mais grandiosa: primeiro tens que passar por uma ponte levadiça que te leva ao interior das muralhas. Lá dentro, há mil e uma coisas para descobrir. Tinham-me dito que não podia falhar a Jamaica Beach e as Grotte di Catullo, no outro extremo da península, e foi para lá que me dirigi imediatamente, contornando as multidões que se acumulam nas ruas principais. No caminho, reparei logo que este não é um lago qualquer. É mais parecido com um mar. Tem uma cor azul-turquesa única e até algumas ondinhas! A entrada para a praia encontra-se do lado esquerdo das Grotte e, apesar de estar longe de uma praia jamaicana, é provavelmente uma das melhores praias de Itália. Se estiveres numa de fazer mesmo praia vai cedo, porque nos fins-de-semana de verão é a loucura! Depois daquele momento terapêutico de pôr os pés na água, fui visitar as incríveis ruinas de uma vila romana gigantesca construída no século 1 AC. Não estava nada à espera que as ruinas tivessem uma dimensão tão grande principalmente porque nunca tinha ouvido falar delas. Lembraram-me as magníficas ruinas de Olympus ou Side na Turquia. Dêem-me mar e história e sou uma mulher feliz. Finalmente decidi que era hora de enfrentar os turistas e fui explorar o centro de Sirmione e subir às torres do seu Castelo Scaligero (bilhete combinado com as Grotte di Catullo). Como já disse em muitos posts, subir a torres é sempre uma das coisas que mais gosto de fazer, porque a vista é sempre especial. E esta não foi excepção. Desenzano: o charme de uma vila meio adormecida E já com tudo visto, decidi voltar a Desenzano del Garda para uma visita rápida antes de apanhar o comboio para Milão. Ao contrário de Sirmione, Desenzano é uma paz d’alma. As suas ruas, ignoradas pela maioria dos turistas, estão quase vazias o que torna este lugar um sítio perfeito para passar alguns momentos a vaguear sem rumo ou ler um livro à beira lago. E esta foi a minha experiência no Lado di Garda. Claro que estes dois lugares são apenas uma ínfima parte do maior lago de Itália. Muito mais haverá para descobrir, talvez um dia mais tarde. 🙂 Dicas rápidas De Milão: Há bastantes comboios diários até Desenzano. Os preços começam nos 9.2€ e a viagem dura 1h e 22 minutos. Até Sirmione: No bar da estação de comboio podes comprar um bilhete de autocarro até Sirmione (1.9€). O autocarro LN026, direcção a Verona, pára em Colombare e depois tens que apanhar um shuttle até Sirmione. O bilhete é o mesmo e os autocarros estão mais ou menos coordenados de forma a não teres que esperar milénios. Boas mudanças!

The post Lago di Garda: um dos melhores segredos de Itália appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Agora que já cobri quase tudo o que há para ver ao pé de Milão, havia um ponto que se destacava no mapa como quem diz “ainda não me visitaste porquê?” e esse ponto chama-se Lago di Garda.

Com um sábado que prometia 27 graus e sol, apanhei o comboio em direcção a Verona e saí em Desenzano del Garda. Depois, ainda tive que apanhar mais um autocarro e um shuttle até Sirmione, o sítio mais famoso das redondezas.

Sirmione: ruínas, castelos e Jamaica

A entrada em Sirmione não podia ser mais grandiosa: primeiro tens que passar por uma ponte levadiça que te leva ao interior das muralhas. Lá dentro, há mil e uma coisas para descobrir. Tinham-me dito que não podia falhar a Jamaica Beach e as Grotte di Catullo, no outro extremo da península, e foi para lá que me dirigi imediatamente, contornando as multidões que se acumulam nas ruas principais.

No caminho, reparei logo que este não é um lago qualquer. É mais parecido com um mar. Tem uma cor azul-turquesa única e até algumas ondinhas! A entrada para a praia encontra-se do lado esquerdo das Grotte e, apesar de estar longe de uma praia jamaicana, é provavelmente uma das melhores praias de Itália. Se estiveres numa de fazer mesmo praia vai cedo, porque nos fins-de-semana de verão é a loucura!

Depois daquele momento terapêutico de pôr os pés na água, fui visitar as incríveis ruinas de uma vila romana gigantesca construída no século 1 AC. Não estava nada à espera que as ruinas tivessem uma dimensão tão grande principalmente porque nunca tinha ouvido falar delas. Lembraram-me as magníficas ruinas de Olympus ou Side na Turquia. Dêem-me mar e história e sou uma mulher feliz.

Finalmente decidi que era hora de enfrentar os turistas e fui explorar o centro de Sirmione e subir às torres do seu Castelo Scaligero (bilhete combinado com as Grotte di Catullo). Como já disse em muitos posts, subir a torres é sempre uma das coisas que mais gosto de fazer, porque a vista é sempre especial. E esta não foi excepção.



Desenzano: o charme de uma vila meio adormecida

E já com tudo visto, decidi voltar a Desenzano del Garda para uma visita rápida antes de apanhar o comboio para Milão. Ao contrário de Sirmione, Desenzano é uma paz d’alma. As suas ruas, ignoradas pela maioria dos turistas, estão quase vazias o que torna este lugar um sítio perfeito para passar alguns momentos a vaguear sem rumo ou ler um livro à beira lago.

E esta foi a minha experiência no Lado di Garda. Claro que estes dois lugares são apenas uma ínfima parte do maior lago de Itália. Muito mais haverá para descobrir, talvez um dia mais tarde. 🙂

Dicas rápidas

De Milão: Há bastantes comboios diários até Desenzano. Os preços começam nos 9.2€ e a viagem dura 1h e 22 minutos.

Até Sirmione: No bar da estação de comboio podes comprar um bilhete de autocarro até Sirmione (1.9€). O autocarro LN026, direcção a Verona, pára em Colombare e depois tens que apanhar um shuttle até Sirmione. O bilhete é o mesmo e os autocarros estão mais ou menos coordenados de forma a não teres que esperar milénios.

Boas mudanças!

The post Lago di Garda: um dos melhores segredos de Itália appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/27/lago-di-garda-sirmione-italia/feed/ 4
Cinque Terre: não era preciso esmerarem-se tanto! https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/24/cinque-terre-fim-de-semana-italia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cinque-terre-fim-de-semana-italia https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/24/cinque-terre-fim-de-semana-italia/#comments Thu, 24 May 2018 19:55:53 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3443 Mas porque é que tem que ser tudo tão bonito?!! Um fim-de-semana a passear pelas Cinque Terre estava na minha bucket list desde que soube que ia viver em Itália. Já lá vão quase 10 anos desde a última vez que tinha visto aquelas pequenas vilas incrustadas nas rochas à beira bar e estava na altura de regressar. Acabou por acontecer de uma forma muito espontânea e à última da hora com uma amiga que mora em Londres e que alinhou nesta escapadela. Aqui fica o relato e as dicas de três dias que nos recarregaram as baterias para as próximas semanas, com direito a uma terra extra e tudo! A “terra” extra: Portovenere Porto Venere não faz oficialmente parte das Cinque Terre, mas foi aqui que acabámos por ficar já que era onde se encontrava o alojamento mais barato: o Ostello di Porto Venere. E ainda bem! Não são muitos os turistas que chegam até aqui porque Portovenere só é acessível de barco ou autocarro (a partir de La Spezia). O ponto mais bonito desta vila é a Igreja Saint Peter, principalmente vista a partir das muralhas do Castello Doria. Nesta zona também podes encontrar um cemitério com os mortos mais sortudos do mundo, porque a vista é espectacular! Para almoçar ou jantar passeia pelas ruelas estreitas e coloridas de Portovenere e algo irás encontrar. E se estiveres mais numa de aperitivo ou beber um copo na praça principal à beira mar existem imensos bares. Esta foi uma das minhas “terras” preferidas, por isso não deixes que te escape 😉 Primeira terra: Corniglia No nosso primeiro dia oficial de Cinque Terre começámos por aquela que é a terra menos conhecida, Corniglia. O facto de teres de subir uma data de escadas para lá chegar afasta muitas pessoas. Por isso, ainda mais uma razão para a visitares! Para além das suas cores, casas tortas e focaccias que caracterizam todas estas vilas, também encontrámos um caminho vertiginoso até ao mar e depois de muitos “ais e uis” fizemo-nos à água que, em meados de Maio, estava à mesma temperatura do mar em Lisboa nos melhores dias de Verão. E como toda a gente sabe, o sol e o mar dão fome e fomos dar com uma charcutaria/mercearia que fazia uns paninos deliciosos. O meu era de pesto, peccorino e beringela grelhada. Um pitéu! Os gelados da Alberto Gelataria também se recomendam. Segunda terra: Manarola Não sabíamos muito bem se o caminho pedonal entre Corniglia e Manarola estava aberto por isso apanhámos o comboio. Manarola é uma das vilas mais pitorescas e consequentemente uma das mais lotadas. Mas o melhor que há para fazer é subir aos vários miradouros e admirar a paisagem rochosa que esta zona tem para oferecer. O caminho entre Manarola e Riomaggiore é um dos mais famosos do mundo: a Via Dell’Amore. Infelizmente agora está fechado por causa de alguns deslizamentos de terra, mas a reabertura está prevista para breve. Terceira terra: Riomaggiore Riomaggiore é muito pequenina, e sua maior atracção é a baia emoldurada por pequenos prédios de mil e uma cores. Na água, uns nadam, outros fazem snorkeling ou até paddling. Para nós foi uma paragem um pouco mais rápida que as outras, mas não deixa de ter o seu encanto. Por esta altura voltámos para a nossa “terra” e fomos relaxar para uma praia quase deserta ao lado de Portovenere. O dia acabou com um belo de um aperitivo de supermercado: presunto, speck, queijos e uma vinhaça! Isto sim, é vida! Quarta terra: Vernazza Deixámos duas terras para ver no nosso último dia. Decidimos começar por Vernazza porque depois queríamos é praia. Assim que saímos do comboio o calor já se fazia sentir, dirigimo-nos para o centro da vila e subimos ao Castello Doria de Vernazza (1.5€) cuja torre tem uma vista panorâmica espectacular. Na subida encontrámos a mesa perfeita para pedidos de casamento! Na verdade, a nossa passagem por Vernazza foi muito baseada em subir coisas. Depois desta torre fizemos parte do caminho que vai até Monterosso para ver as vistas, voltámos ao centro, comemos um gelado e subimos pelo caminho que vai até à Corniglia. Não há hipótese, Vernazza é lindíssima de qualquer lado ou ângulo! Quinta terra: Monterosso E estávamos prontas para dar tudo no trabalho “pro” bronze. Monterosso é diferente de todas as outras vilas, porque é maior e a arquitectura já não é tão característica. Por outro lado, tem uma das praias mais famosas da região. Aqui entre nós que ninguém nos ouve, as praias italianas são muito mazinhas, é só pedra e as pessoas estão todas umas em cima das outras. Mas a água é bem mais agradável que em Portugal. Não se pode ter tudo! Depois de uns mergulhos almoçámos no Il Fornaio di Monterosso, um sítio com umas focaccias incríveis. O pesto e a focaccia são reis na Liguria por isso não provar ambos (separados ou juntos) é crime! Ainda tivemos tempo para uma última visita à praia, desta vez conseguimos encontrar uma escondida, já depois do Fornaio e do parque estacionamento. Que bem que se está no campo… E sem darmos por isso estava na hora de voltar para a cidade e para longe do mar 🙁 O problema das Cinque Terre é este mesmo, ainda não nos tínhamos ido embora e já queríamos voltar. Podiam ter feito umas terras menos perfeitas, bolas! :p Dicas rápidas Como chegar: De Milão até La Spezia são 3 horas de comboio, 20€. La Spezia está bem conectada com as maiores cidades de Itália com comboios directos de Roma, Florença, Génova… Ligações a Portovenere: De La Spezia até Portovenere tens que apanhar o autocarro P. Os bilhetes custam 2.5€ e podem ser comprados na estação de comboios e no hostel também. Ostello di Porto Venere: Este hostel foi uma surpresa muito agradável. Apesar de não ser um hostel com uma grande atmosfera, está muito bem localizado, tem uma vista espectacular e o staff também era bastante simpático. Não sei se será a melhor solução para solo travelers, mas para nós foi perfeito. 28€ por noite. Cinque Terre Card: Este é o passe que te permite andar a pé pelos caminhos que ligam as várias terras e há também a opção que inclui viagens ilimitadas de comboio. Cinque Terre Card (só para caminhos a pé) 1 dia adulto: 7.50€ 2 dias adulto: 14.50€ Cinque Terre Card (caminhos + comboio) 1 dia adulto: 16€ 2 dias adulto: 29€ Nós fizemos as contas e para nós valia a pena comprar o passe de dois dias pela quantidade de viagens de comboio que íamos fazer. No sábado, quando chegámos à estação de manhã a bicha para os cartões era tão grande que acabámos por comprar online aqui. Uma viagem única de comboio entre as Cinque Terre são 4€. Não interessa de, ou para onde. Os comboios passam de entre 15 em 15 minutos a meia em meia hora. Os caminhos Nós fizemos só partes de alguns caminhos porque os mais pequenos estavam fechados e para os maiores não tínhamos tempo. Em Maio o tempo já começa a estar demasiado quente para caminhadas de várias horas sem sombra e, pelo que vi,  nesta altura os trilhos estavam também demasiado cheios. Deixo aqui um link que fala sobre os vários caminhos disponíveis, distâncias e tempos. Também diz quais são os troços que estão fechados e quando reabrirão. Buon viaggio!!

The post Cinque Terre: não era preciso esmerarem-se tanto! appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Mas porque é que tem que ser tudo tão bonito?!!

Um fim-de-semana a passear pelas Cinque Terre estava na minha bucket list desde que soube que ia viver em Itália. Já lá vão quase 10 anos desde a última vez que tinha visto aquelas pequenas vilas incrustadas nas rochas à beira bar e estava na altura de regressar.

Acabou por acontecer de uma forma muito espontânea e à última da hora com uma amiga que mora em Londres e que alinhou nesta escapadela. Aqui fica o relato e as dicas de três dias que nos recarregaram as baterias para as próximas semanas, com direito a uma terra extra e tudo!

A “terra” extra: Portovenere

Porto Venere não faz oficialmente parte das Cinque Terre, mas foi aqui que acabámos por ficar já que era onde se encontrava o alojamento mais barato: o Ostello di Porto Venere. E ainda bem! Não são muitos os turistas que chegam até aqui porque Portovenere só é acessível de barco ou autocarro (a partir de La Spezia).

O ponto mais bonito desta vila é a Igreja Saint Peter, principalmente vista a partir das muralhas do Castello Doria. Nesta zona também podes encontrar um cemitério com os mortos mais sortudos do mundo, porque a vista é espectacular!

Para almoçar ou jantar passeia pelas ruelas estreitas e coloridas de Portovenere e algo irás encontrar. E se estiveres mais numa de aperitivo ou beber um copo na praça principal à beira mar existem imensos bares.

Esta foi uma das minhas “terras” preferidas, por isso não deixes que te escape 😉

Primeira terra: Corniglia

No nosso primeiro dia oficial de Cinque Terre começámos por aquela que é a terra menos conhecida, Corniglia. O facto de teres de subir uma data de escadas para lá chegar afasta muitas pessoas. Por isso, ainda mais uma razão para a visitares!

A subir as escadas…

Para além das suas cores, casas tortas e focaccias que caracterizam todas estas vilas, também encontrámos um caminho vertiginoso até ao mar e depois de muitos “ais e uis” fizemo-nos à água que, em meados de Maio, estava à mesma temperatura do mar em Lisboa nos melhores dias de Verão.

E como toda a gente sabe, o sol e o mar dão fome e fomos dar com uma charcutaria/mercearia que fazia uns paninos deliciosos. O meu era de pesto, peccorino e beringela grelhada. Um pitéu! Os gelados da Alberto Gelataria também se recomendam.

Segunda terra: Manarola

Não sabíamos muito bem se o caminho pedonal entre Corniglia e Manarola estava aberto por isso apanhámos o comboio. Manarola é uma das vilas mais pitorescas e consequentemente uma das mais lotadas. Mas o melhor que há para fazer é subir aos vários miradouros e admirar a paisagem rochosa que esta zona tem para oferecer.


O caminho entre Manarola e Riomaggiore é um dos mais famosos do mundo: a Via Dell’Amore. Infelizmente agora está fechado por causa de alguns deslizamentos de terra, mas a reabertura está prevista para breve.

Terceira terra: Riomaggiore

Riomaggiore é muito pequenina, e sua maior atracção é a baia emoldurada por pequenos prédios de mil e uma cores. Na água, uns nadam, outros fazem snorkeling ou até paddling. Para nós foi uma paragem um pouco mais rápida que as outras, mas não deixa de ter o seu encanto.

Por esta altura voltámos para a nossa “terra” e fomos relaxar para uma praia quase deserta ao lado de Portovenere. O dia acabou com um belo de um aperitivo de supermercado: presunto, speck, queijos e uma vinhaça! Isto sim, é vida!

Quarta terra: Vernazza

Deixámos duas terras para ver no nosso último dia. Decidimos começar por Vernazza porque depois queríamos é praia. Assim que saímos do comboio o calor já se fazia sentir, dirigimo-nos para o centro da vila e subimos ao Castello Doria de Vernazza (1.5€) cuja torre tem uma vista panorâmica espectacular.

Na subida encontrámos a mesa perfeita para pedidos de casamento!

Na verdade, a nossa passagem por Vernazza foi muito baseada em subir coisas. Depois desta torre fizemos parte do caminho que vai até Monterosso para ver as vistas, voltámos ao centro, comemos um gelado e subimos pelo caminho que vai até à Corniglia. Não há hipótese, Vernazza é lindíssima de qualquer lado ou ângulo!

Quinta terra: Monterosso

E estávamos prontas para dar tudo no trabalho “pro” bronze. Monterosso é diferente de todas as outras vilas, porque é maior e a arquitectura já não é tão característica. Por outro lado, tem uma das praias mais famosas da região. Aqui entre nós que ninguém nos ouve, as praias italianas são muito mazinhas, é só pedra e as pessoas estão todas umas em cima das outras. Mas a água é bem mais agradável que em Portugal. Não se pode ter tudo!


Depois de uns mergulhos almoçámos no Il Fornaio di Monterosso, um sítio com umas focaccias incríveis. O pesto e a focaccia são reis na Liguria por isso não provar ambos (separados ou juntos) é crime!

Ainda tivemos tempo para uma última visita à praia, desta vez conseguimos encontrar uma escondida, já depois do Fornaio e do parque estacionamento.

Que bem que se está no campo…

E sem darmos por isso estava na hora de voltar para a cidade e para longe do mar 🙁 O problema das Cinque Terre é este mesmo, ainda não nos tínhamos ido embora e já queríamos voltar. Podiam ter feito umas terras menos perfeitas, bolas! :p

Dicas rápidas

Como chegar: De Milão até La Spezia são 3 horas de comboio, 20€. La Spezia está bem conectada com as maiores cidades de Itália com comboios directos de Roma, Florença, Génova…

Ligações a Portovenere: De La Spezia até Portovenere tens que apanhar o autocarro P. Os bilhetes custam 2.5€ e podem ser comprados na estação de comboios e no hostel também.

Ostello di Porto Venere: Este hostel foi uma surpresa muito agradável. Apesar de não ser um hostel com uma grande atmosfera, está muito bem localizado, tem uma vista espectacular e o staff também era bastante simpático. Não sei se será a melhor solução para solo travelers, mas para nós foi perfeito. 28€ por noite.

Cinque Terre Card: Este é o passe que te permite andar a pé pelos caminhos que ligam as várias terras e há também a opção que inclui viagens ilimitadas de comboio.

Cinque Terre Card (só para caminhos a pé)

1 dia adulto: 7.50€
2 dias adulto: 14.50€

Cinque Terre Card (caminhos + comboio)

1 dia adulto: 16€
2 dias adulto: 29€

Nós fizemos as contas e para nós valia a pena comprar o passe de dois dias pela quantidade de viagens de comboio que íamos fazer. No sábado, quando chegámos à estação de manhã a bicha para os cartões era tão grande que acabámos por comprar online aqui.

Uma viagem única de comboio entre as Cinque Terre são 4€. Não interessa de, ou para onde. Os comboios passam de entre 15 em 15 minutos a meia em meia hora.

Os caminhos

Nós fizemos só partes de alguns caminhos porque os mais pequenos estavam fechados e para os maiores não tínhamos tempo. Em Maio o tempo já começa a estar demasiado quente para caminhadas de várias horas sem sombra e, pelo que vi,  nesta altura os trilhos estavam também demasiado cheios.

Deixo aqui um link que fala sobre os vários caminhos disponíveis, distâncias e tempos. Também diz quais são os troços que estão fechados e quando reabrirão.

Buon viaggio!!

The post Cinque Terre: não era preciso esmerarem-se tanto! appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/24/cinque-terre-fim-de-semana-italia/feed/ 4
“Nápoles não é uma cidade, é um mundo” https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/05/o-que-fazer-napoles/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-que-fazer-napoles https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/05/o-que-fazer-napoles/#comments Sat, 05 May 2018 12:43:02 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3384 Esta frase, a do título, estava no letreiro de um restaurante em Nápoles e acho que não há melhor descrição possível. Ao sair da estação de estação de comboios percebe-se logo porquê. Aquelas ruas são um caos: os condutores regem-se por regras que nunca apareceram em nenhum código da estrada, as ruas estão sujas, as pessoas vêm dos quatro cantos do mundo e muitas das casas precisam de um “querido mudei a casa, versão extrema”. E mesmo assim Nápoles tem uma personalidade única à qual é impossível ficar indiferente. Para mim, o melhor de Nápoles é andar por aquele labirinto de ruas coloridas, a desviar-me constantemente de vespas (muitas vezes conduzidas por crianças!) e fotografar os estendais cheios de lençóis brancos. Mas claro que Nápoles é muito mais do que isso. Como todas as cidades italianas tem igrejas a dar com um pau, praças, palácios, castelos e até algumas das estações de metro mais bonitas do mundo. Aqui vão algumas sugestões do melhor que há para fazer em Nápoles com uma pequena nota de que há muito mais para descobrir se o tempo o permitir.  As igrejas: Duomo di Napoli e Cappella Sansevero O duomo de nápoles também parece reger-se pelos seus pelos seus próprios horários. Esperámos até às 4 e tal que abrisse, mas valeu a pena. A gigante catedral está luxuriosamente decorada em todos os cantos e no tecto (adoro tectos!) podem ver-se pinturas e muito ouro. Mas é a Cappella Sansevero que ganha a medalha de igreja mais impressionante em Nápoles. Famosa pela escultura do Cristo Velato – onde o mármore parece tecido – esta capela é toda ela uma obra de arte. Monumentos Já na baixa da cidade existe uma data de monumentos que merecem ser vistos. As Gallerias Umberto I, à semelhança das Vittorio Emanuele II, estão a ser recuperadas e parecem ir ficar tão bonitas como as de Milão. Mesmo ao lado estão a Piazza del Plebiscito e o Palácio Real. A caminho da piazza encontrámos uma óptima loja de gelados e a “Antica Pizza Fritta da Zia Esterina Sorbillo”, umas da pizzas fritas mais famosas de Nápoles! É uma zona perigosa para o colesterol, mas sabe tão bem! Por fim, está na altura de aproveitar a vista incrível que Nápoles tem sobre o Vesúvio. Passear à beira mar é uma das actividades mais prazerosas que podes ter nesta cidade. E situado numa península está o Castello dell’Ovo, a fortificação mais antiga de Nápoles. Estações de Metro Não estando satisfeitos com as maravilhas da superfície, Nápoles ainda conta com uma magnífica colecção de estações de metro, chamadas “Art Stations”. Para as explorares como deve ser tens mesmo que comprar um bilhete de metro e entrar e sair em cada uma, mas o esforço compensa! As melhores são: Toledo, Università e Garibaldi.   Napoli Soterranea Pela bicha que se formou à porta deste sítio suponho que seja muito giro! Uma incursão ao passado da cidade com cisternas, túneis e muita história. Só é possível de visitar com visita guiada. Source: ddlstudio Onde comer Ora, um amigo meu napolitano deu-me esta lista enorme de restaurantes em Nápoles. Não fui a nenhum (desculpa, Cristiano), mas não tivemos tempo ou fome para tal. Sei que as pizzas do Sorbillo são muito famosas (não só as fritas, eles também têm normais) e que será um bom lugar para experimentar “la vera pizza napoletana”.  – Nennella – San pietro – Michele – Sorbillo – La masardona – 50 kalo – Nennella – Nannì – Zio jack – El poble – Crudorè – Punto Nave – A cantinella E por fim, Nápoles é uma cidade que merece mais do que um dia de visita. Tem uma cultura, pessoas e até língua muito próprias, diferentes do resto de Itália. E é por isso que é um pouco o seu próprio mundo. Boas mudanças!!

The post “Nápoles não é uma cidade, é um mundo” appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Esta frase, a do título, estava no letreiro de um restaurante em Nápoles e acho que não há melhor descrição possível. Ao sair da estação de estação de comboios percebe-se logo porquê. Aquelas ruas são um caos: os condutores regem-se por regras que nunca apareceram em nenhum código da estrada, as ruas estão sujas, as pessoas vêm dos quatro cantos do mundo e muitas das casas precisam de um “querido mudei a casa, versão extrema”. E mesmo assim Nápoles tem uma personalidade única à qual é impossível ficar indiferente.

Para mim, o melhor de Nápoles é andar por aquele labirinto de ruas coloridas, a desviar-me constantemente de vespas (muitas vezes conduzidas por crianças!) e fotografar os estendais cheios de lençóis brancos.


Mas claro que Nápoles é muito mais do que isso. Como todas as cidades italianas tem igrejas a dar com um pau, praças, palácios, castelos e até algumas das estações de metro mais bonitas do mundo.

Aqui vão algumas sugestões do melhor que há para fazer em Nápoles com uma pequena nota de que há muito mais para descobrir se o tempo o permitir. 

As igrejas: Duomo di Napoli e Cappella Sansevero

O duomo de nápoles também parece reger-se pelos seus pelos seus próprios horários. Esperámos até às 4 e tal que abrisse, mas valeu a pena. A gigante catedral está luxuriosamente decorada em todos os cantos e no tecto (adoro tectos!) podem ver-se pinturas e muito ouro.

Mas é a Cappella Sansevero que ganha a medalha de igreja mais impressionante em Nápoles. Famosa pela escultura do Cristo Velato – onde o mármore parece tecido – esta capela é toda ela uma obra de arte.

Source: Grande Napoli

Monumentos

Já na baixa da cidade existe uma data de monumentos que merecem ser vistos. As Gallerias Umberto I, à semelhança das Vittorio Emanuele II, estão a ser recuperadas e parecem ir ficar tão bonitas como as de Milão. Mesmo ao lado estão a Piazza del Plebiscito e o Palácio Real. A caminho da piazza encontrámos uma óptima loja de gelados e a “Antica Pizza Fritta da Zia Esterina Sorbillo”, umas da pizzas fritas mais famosas de Nápoles! É uma zona perigosa para o colesterol, mas sabe tão bem!

Por fim, está na altura de aproveitar a vista incrível que Nápoles tem sobre o Vesúvio. Passear à beira mar é uma das actividades mais prazerosas que podes ter nesta cidade. E situado numa península está o Castello dell’Ovo, a fortificação mais antiga de Nápoles.

Estações de Metro

Não estando satisfeitos com as maravilhas da superfície, Nápoles ainda conta com uma magnífica colecção de estações de metro, chamadas “Art Stations”. Para as explorares como deve ser tens mesmo que comprar um bilhete de metro e entrar e sair em cada uma, mas o esforço compensa! As melhores são: Toledo, Università e Garibaldi.

 

Estação e Toledo. Source: ddlstudio

Napoli Soterranea

Pela bicha que se formou à porta deste sítio suponho que seja muito giro! Uma incursão ao passado da cidade com cisternas, túneis e muita história. Só é possível de visitar com visita guiada.

Source: ddlstudio

Onde comer

Ora, um amigo meu napolitano deu-me esta lista enorme de restaurantes em Nápoles. Não fui a nenhum (desculpa, Cristiano), mas não tivemos tempo ou fome para tal. Sei que as pizzas do Sorbillo são muito famosas (não só as fritas, eles também têm normais) e que será um bom lugar para experimentar “la vera pizza napoletana”. 

– Nennella
– San pietro
– Michele
Sorbillo
– La masardona
– 50 kalo
– Nennella
– Nannì
– Zio jack
– El poble
– Crudorè
– Punto Nave
– A cantinella

E por fim, Nápoles é uma cidade que merece mais do que um dia de visita. Tem uma cultura, pessoas e até língua muito próprias, diferentes do resto de Itália. E é por isso que é um pouco o seu próprio mundo.

Boas mudanças!!

The post “Nápoles não é uma cidade, é um mundo” appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/05/o-que-fazer-napoles/feed/ 1