Paris Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/paris/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:56:07 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Paris Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/paris/ 32 32 Paris devolvida aos Parisienses https://www.mudancasconstantes.com/2020/08/17/paris-2020/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paris-2020 https://www.mudancasconstantes.com/2020/08/17/paris-2020/#comments Mon, 17 Aug 2020 20:55:08 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6113 Restrições e quarentenas levantadas, estava na altura de voltar a viver e não há melhor lugar para o fazer do que Paris. Acho que posso admitir que estou, desde sempre, viciada nesta cidade que não me canso de repetir. Desta vez decidi fazer uma visita despida de quaisquer pretensões turísticas; uma visita para rever amigos e a cidade a que já chamei de casa. O que encontrei foi uma cidade a despertar do coma induzido que foram os últimos meses. Contudo os Parisienses sabem aproveitar a vida como ninguém e os parques e esplanadas enchiam-se de amigos e famílias à procura de reencontrar alguma normalidade.   Pela primeira vez desde que conheço Paris a língua que mais ouvi foi o francês. As ruas, habitualmente inundadas por hordas de turistas, estavam agora calmas e serenas como se não pertencessem à cidade mais visitada do mundo. Paris estava à espera de ser redescoberta, agora pelos seus próprios habitantes. Em busca das ruas mais fotogénicas de Paris Ao contrário do que é habitual nas minhas viagens, este fim-de-semana foi passado sem horários, planos ou pressas. Acordámos tarde, em Pantin, e fomos até ao mercado local onde comprámos ingredientes para um piquenique no parque. De baguete, queijo e vinho na mão, não foi difícil de me voltar a sentir Parisiense. O nosso primeiro destino foi o curioso Parc des Buttes-Chaumont que para além de parecer uma meca dos piqueniqueiros, tem uma enorme formação rochosa de 50 metros plantada no meio de um lago. Ao sol, comemos o nosso banquete, passámos pelas brasas e celebrámos aquelas pequenas liberdades. Como já conhecíamos os lugares turísticos de Paris de ginjeira, optámos por ir ver o que ainda não tínhamos visto. Com a ajuda de blogs franceses acabámos por encontrar algumas das mais bonitas e escondidas ruas de Paris, todas concentradas à volta da Place de la Bastille. São elas: Cour Damouye, Passage Lhomme e Rue Crémieux. Na Rue Charonne, mesmo ao pé da Passage Lhomme são mais que muitos os cafés e restaurantes para um brunch tardio. Até há um restaurante Cabo-Verdiano! Por fim, subimos até ao Coulée Verte René-Dumont, um género de passadiço urbano situado na infra-estrutura obsoleta de uma antiga linha de comboio. Este percurso verdejante de quase cinco quilómetros leva-te pelo meio de prédios e dá-te uma visão diferente de Paris. Uma madeleine, um couscous e um ramen Já cansada dos quilómetros infinitos que a fiz andar, a minha amiga Apo sugeriu irmos até a um bar beber um cocktail durante a maravilhosa hora do “Apero” também conhecida como “Happy Hour”. O cocktail que ela me queria fazer provar chamava-se Madeleine e só ao beber o primeiro trago é que percebi que o nome vinha do bolo! Sabia exactamente a uma madalena. O bar chama-se Le 138 e se adoras madalenas ou preços baixos é uma óptima opção! Já ao anoitecer estava na altura de mais um reencontro, desta vez com um amigo tunisino que já não via há cinco anos. Já que de momento não podemos ir à Tunísia, fomos a um restaurante em Belleville chamado Tunis Tunis onde várias gerações de tunisinos satisfaziam os seus desejos de grandes porções de couscous. O Parque de Bellleville também é super conhecido pela sua vista fantástica sobre Paris. Visto que estes dias foram muito intensos gastronomicamente, fica uma última sugestão: a rua dos restaurantes japoneses. Na rua Sainte-Anne há uma quantidade desproporcional de restaurantes japoneses a preços muito jeitosos para Paris! Nós fomos ao Naniwa-Ya e não desapontou. Foi bom voltar a zona da cidade da Ópera, Louvre, Rivoli (onde costumava ser a minha casa) mesmo que desta vez estivesse completamente despida de turistas. Finalmente, Rodin Um dos meus objectivos em Paris sempre foi ir à maior quantidade possível de museus sem pagar. Até aos 25 (inclusive) quase todos os museus franceses são gratuitos para jovens de países da União Europeia. Infelizmente, a visita ao Museu Rodin foi consecutivamente adiada e foi com um certo pesar que paguei pela primeira vez na minha vida para entrar num museu em Paris. Um lembrete trágico de que os trinta estão cada vez mais próximos… Deixando-me de lamechices, esta casa museu (sim, porque só pelo palacete já vale apena ir) agrega as mais famosas obras de Rodin e oferece ainda um olhar mais aprofundado às diversas facetas de Rodin e da sua arte. O jardim, a razão pela qual sempre quis ir a este museu, conta com obras monumentais como O Pensador, As Portas do Inferno ou Les Bourgeois de Calais. Com ou sem COVID é inegável que Paris será sempre Paris <3

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Restrições e quarentenas levantadas, estava na altura de voltar a viver e não há melhor lugar para o fazer do que Paris. Acho que posso admitir que estou, desde sempre, viciada nesta cidade que não me canso de repetir. Desta vez decidi fazer uma visita despida de quaisquer pretensões turísticas; uma visita para rever amigos e a cidade a que já chamei de casa.

O que encontrei foi uma cidade a despertar do coma induzido que foram os últimos meses. Contudo os Parisienses sabem aproveitar a vida como ninguém e os parques e esplanadas enchiam-se de amigos e famílias à procura de reencontrar alguma normalidade.  

Pela primeira vez desde que conheço Paris a língua que mais ouvi foi o francês. As ruas, habitualmente inundadas por hordas de turistas, estavam agora calmas e serenas como se não pertencessem à cidade mais visitada do mundo. Paris estava à espera de ser redescoberta, agora pelos seus próprios habitantes.

Em busca das ruas mais fotogénicas de Paris

Ao contrário do que é habitual nas minhas viagens, este fim-de-semana foi passado sem horários, planos ou pressas. Acordámos tarde, em Pantin, e fomos até ao mercado local onde comprámos ingredientes para um piquenique no parque. De baguete, queijo e vinho na mão, não foi difícil de me voltar a sentir Parisiense.

O nosso primeiro destino foi o curioso Parc des Buttes-Chaumont que para além de parecer uma meca dos piqueniqueiros, tem uma enorme formação rochosa de 50 metros plantada no meio de um lago. Ao sol, comemos o nosso banquete, passámos pelas brasas e celebrámos aquelas pequenas liberdades.

Como já conhecíamos os lugares turísticos de Paris de ginjeira, optámos por ir ver o que ainda não tínhamos visto. Com a ajuda de blogs franceses acabámos por encontrar algumas das mais bonitas e escondidas ruas de Paris, todas concentradas à volta da Place de la Bastille. São elas: Cour Damouye, Passage Lhomme e Rue Crémieux. Na Rue Charonne, mesmo ao pé da Passage Lhomme são mais que muitos os cafés e restaurantes para um brunch tardio. Até há um restaurante Cabo-Verdiano!

Por fim, subimos até ao Coulée Verte René-Dumont, um género de passadiço urbano situado na infra-estrutura obsoleta de uma antiga linha de comboio. Este percurso verdejante de quase cinco quilómetros leva-te pelo meio de prédios e dá-te uma visão diferente de Paris.

Uma madeleine, um couscous e um ramen

Já cansada dos quilómetros infinitos que a fiz andar, a minha amiga Apo sugeriu irmos até a um bar beber um cocktail durante a maravilhosa hora do “Apero” também conhecida como “Happy Hour”. O cocktail que ela me queria fazer provar chamava-se Madeleine e só ao beber o primeiro trago é que percebi que o nome vinha do bolo! Sabia exactamente a uma madalena. O bar chama-se Le 138 e se adoras madalenas ou preços baixos é uma óptima opção!

Já ao anoitecer estava na altura de mais um reencontro, desta vez com um amigo tunisino que já não via há cinco anos. Já que de momento não podemos ir à Tunísia, fomos a um restaurante em Belleville chamado Tunis Tunis onde várias gerações de tunisinos satisfaziam os seus desejos de grandes porções de couscous. O Parque de Bellleville também é super conhecido pela sua vista fantástica sobre Paris.

Visto que estes dias foram muito intensos gastronomicamente, fica uma última sugestão: a rua dos restaurantes japoneses. Na rua Sainte-Anne há uma quantidade desproporcional de restaurantes japoneses a preços muito jeitosos para Paris! Nós fomos ao Naniwa-Ya e não desapontou.

Foi bom voltar a zona da cidade da Ópera, Louvre, Rivoli (onde costumava ser a minha casa) mesmo que desta vez estivesse completamente despida de turistas.

Finalmente, Rodin

Um dos meus objectivos em Paris sempre foi ir à maior quantidade possível de museus sem pagar. Até aos 25 (inclusive) quase todos os museus franceses são gratuitos para jovens de países da União Europeia.

Infelizmente, a visita ao Museu Rodin foi consecutivamente adiada e foi com um certo pesar que paguei pela primeira vez na minha vida para entrar num museu em Paris. Um lembrete trágico de que os trinta estão cada vez mais próximos…

Deixando-me de lamechices, esta casa museu (sim, porque só pelo palacete já vale apena ir) agrega as mais famosas obras de Rodin e oferece ainda um olhar mais aprofundado às diversas facetas de Rodin e da sua arte.

O jardim, a razão pela qual sempre quis ir a este museu, conta com obras monumentais como O Pensador, As Portas do Inferno ou Les Bourgeois de Calais.

Com ou sem COVID é inegável que Paris será sempre Paris <3

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Paris, outra vez https://www.mudancasconstantes.com/2019/05/23/paris-fim-de-semana/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paris-fim-de-semana https://www.mudancasconstantes.com/2019/05/23/paris-fim-de-semana/#comments Thu, 23 May 2019 20:22:38 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5251 Já perdi a conta à quantidade de vezes que fui a Paris, mas como dizia uma alma sábia “é sempre uma boa ideia”. Acho Paris a cidade mais fascinante do mundo: é só olhar para cima, absorver a beleza de tudo e tentar não ser atropelado por uma trotineta eléctrica. Desta vez, a minha viagem tinha uma missão: mostrar a cidade, em dois dias, ao meu namorado. Não querendo vangloriar-me, julgo que fiz um trabalho bastante decente! Os museus tiveram que ficar de lado, mas a andar 20km por dia, corremos norte e sul, este e oeste. Pelo caminho, tirei a barriga de misérias com croissants, crepes, éclairs, macarrons e até pastéis de nata. O nosso passeio foi mais ou menos assim: Gare du Nord à chuva Apanhámos o Eurostar em Londres e duas horas e meia depois chegámos a Paris debaixo de uma chuva torrencial de boas vindas. Antes de começarmos a explorar, fomos deixar as mochilas no nosso Airbnb que ficava numa rua com vista para a Sacré Coeur; senti-me em casa. Já com as apresentações feitas ao host meio francês, meio italiano, decidi começar por um lugar coberto, as Galerias Lafayette, que são um dos armazéns mais bonitos do mundo. Assim que a chuva deu tréguas começámos a contar quilómetros. Ópera, Louvre (que tinha uma fila de três horas) e o rio Sena foram algumas das primeiras paragens. Take me to church please! Um dos sítios que queria muito voltar a ver era a Sainte Chapelle. Tivemos a sorte de não apanhar bicha na segurança e para além disso pessoas com menos de 26 anos não pagam E podem saltar a fila dos bilhetes. Assim que entrei na capela superior (e esta foi a minha terceira visita) pensei “se há um lugar capaz de converter ateus em crentes é este”.  As cores, o detalhe, a luz, o ambiente… tudo é divino. Depois do fogo Tenho boas notícias: Notre Dame não está assim com tão mau aspecto. A parte da frente está como era e é quando vemos a parte de trás, que nos apercebemos que falta ali um telhado. Muito sinceramente estava à espera de pior. Claro que vai demorar a reconstruir, mas ao menos não está perdida. Quando fui todo o perímetro à volta estava fechado. Ruas, ruelas e canais No Quartier Latin encontram-se algumas das minhas ruas preferidas e uma das livrarias mais giras do mundo: a Shakespeare & Co. Entretanto fomos ter com uma amiga francesa que conheci no Japão e fizemos uma rápida incursão pelo bairro “Le Marais”, passando pela Rue des Barres, Rue François Miron, Rue de Rivoli, Les Halles e Saint Denis. Se por esta altura já tiveres tanta fome quanto eu, podes parar no Le Pain Quotidien para um éclair dos céus. Agora que o tempo nos sorria, decidimos ir apanhar sol para o Canal Saint Martin, que tem uns supermercados muito convenientes na zona com cervejas fresquinhas. Montmartre ao pôr-do-sol Como claramente ainda não tínhamos andado o suficiente, achei por bem terminar este longo dia no topo de Paris. Montmartre tem um carisma completamente imbatível, é o meu bairro preferido em Paris, principalmente porque depois de subir uma imensidão de escadas para lá chegar, sinto sempre que mereço um crepe de chocolate! Para além de ter uma das melhores vistas sobre a cidade e uma igreja muito icónica, as ruas aos altos e baixos com casas pequeninas são um mimo. Agora sim, estava na altura de descansar. Pernas: 1; Transportes: 0. Cumprindo as obrigações e não só Acordei com um destino em mente: a padaria ali do bairro. A vida torna-se complicada quando se entra numa boulangerie francesa, tudo parece querer entrar na minha barriga. Após alguma ponderação, escolho um croissant simples e um bolo/crumble de frutos do bosque e sou uma mulher feliz, pronta para me fazer ao caminho. A andar, fomos até ao Centro Pompidou e a uma das fontes mais engraçadas do mundo, Fontaine Stravinsky, que visitei pela primeira vez aos seis ou sete anos. Voltámos a percorrer o Le Marais, desta vez pelas ruas mais pequenas, como a Rue des Rosiers e a Rue Saint-Antoine até que chegamos à cinematográfica Place des Vosges. Segue-se a Place de la Bastille, o Jardin des Plantes e finalmente um lugar que queria muito conhecer apesar de só saber há pouco tempo que existe: a Grande Mosquée de Paris. Foi a primeira mesquita que visitei onde não tive que me tapar (sucesso!), só custa três euros e tem um jardim lindo e colorido que serve de musa para pintores amadores. A partir daqui foi só atracções turísticas típicas. Entrámos no Panteão (que também é grátis), descansámos no Jardin du Luxembourg, seguimos pelo Cour du Commerce Saint André, fizemos uma paragem técnica na Ladurée para abastecer de macarrons, atravessámos a Pont des Arts, corremos o Jardin des Tuileries, a Place de la Concorde e quando estávamos prestes a sucumbir, parámos para almoçar no Pomme de Pain dos Champs Elysées. Por causa dos coletes amarelos, que ainda estão muito activos, os Champs Elysées estavam interditos ao trânsito e foi a primeira vez que andei pelo meio daquela estrada a pé. Claro que ainda nos faltavam dois dos lugares mais famosos de Paris, o Arc du Triomphe e a Torre Eiffel. Por esta altura os nossos pezinhos já se estavam a desfazer e a caminhada entre o Arco e o Trocadero foi a estocada final. Aqui enfrentámos a dura realidade de ter de apanhar o metro de volta para casa. Pernas: 1; Transportes: 1 Au Revoir Com tantas andanças, o final do dia pedia um copito de vinho numa esplanada perto da Place de la République na companhia de amigos de Erasmus e de viagem. No dia seguinte, já só nos restavam umas horas e passámo-las a vadiar por Montmartre, como é óbvio <3 Paris, até à próxima.

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Já perdi a conta à quantidade de vezes que fui a Paris, mas como dizia uma alma sábia “é sempre uma boa ideia”. Acho Paris a cidade mais fascinante do mundo: é só olhar para cima, absorver a beleza de tudo e tentar não ser atropelado por uma trotineta eléctrica.

Desta vez, a minha viagem tinha uma missão: mostrar a cidade, em dois dias, ao meu namorado. Não querendo vangloriar-me, julgo que fiz um trabalho bastante decente! Os museus tiveram que ficar de lado, mas a andar 20km por dia, corremos norte e sul, este e oeste.

Pelo caminho, tirei a barriga de misérias com croissants, crepes, éclairs, macarrons e até pastéis de nata. O nosso passeio foi mais ou menos assim:

Gare du Nord à chuva

Apanhámos o Eurostar em Londres e duas horas e meia depois chegámos a Paris debaixo de uma chuva torrencial de boas vindas. Antes de começarmos a explorar, fomos deixar as mochilas no nosso Airbnb que ficava numa rua com vista para a Sacré Coeur; senti-me em casa.

Já com as apresentações feitas ao host meio francês, meio italiano, decidi começar por um lugar coberto, as Galerias Lafayette, que são um dos armazéns mais bonitos do mundo.

Assim que a chuva deu tréguas começámos a contar quilómetros. Ópera, Louvre (que tinha uma fila de três horas) e o rio Sena foram algumas das primeiras paragens.

Take me to church please!

Um dos sítios que queria muito voltar a ver era a Sainte Chapelle. Tivemos a sorte de não apanhar bicha na segurança e para além disso pessoas com menos de 26 anos não pagam E podem saltar a fila dos bilhetes.

Assim que entrei na capela superior (e esta foi a minha terceira visita) pensei “se há um lugar capaz de converter ateus em crentes é este”.  As cores, o detalhe, a luz, o ambiente… tudo é divino.

Depois do fogo

Tenho boas notícias: Notre Dame não está assim com tão mau aspecto. A parte da frente está como era e é quando vemos a parte de trás, que nos apercebemos que falta ali um telhado. Muito sinceramente estava à espera de pior. Claro que vai demorar a reconstruir, mas ao menos não está perdida. Quando fui todo o perímetro à volta estava fechado.

Ruas, ruelas e canais

No Quartier Latin encontram-se algumas das minhas ruas preferidas e uma das livrarias mais giras do mundo: a Shakespeare & Co.

Entretanto fomos ter com uma amiga francesa que conheci no Japão e fizemos uma rápida incursão pelo bairro “Le Marais”, passando pela Rue des Barres, Rue François Miron, Rue de Rivoli, Les Halles e Saint Denis. Se por esta altura já tiveres tanta fome quanto eu, podes parar no Le Pain Quotidien para um éclair dos céus.

Agora que o tempo nos sorria, decidimos ir apanhar sol para o Canal Saint Martin, que tem uns supermercados muito convenientes na zona com cervejas fresquinhas.

Montmartre ao pôr-do-sol

Como claramente ainda não tínhamos andado o suficiente, achei por bem terminar este longo dia no topo de Paris. Montmartre tem um carisma completamente imbatível, é o meu bairro preferido em Paris, principalmente porque depois de subir uma imensidão de escadas para lá chegar, sinto sempre que mereço um crepe de chocolate!

Para além de ter uma das melhores vistas sobre a cidade e uma igreja muito icónica, as ruas aos altos e baixos com casas pequeninas são um mimo.

Agora sim, estava na altura de descansar. Pernas: 1; Transportes: 0.

Cumprindo as obrigações e não só

Acordei com um destino em mente: a padaria ali do bairro. A vida torna-se complicada quando se entra numa boulangerie francesa, tudo parece querer entrar na minha barriga. Após alguma ponderação, escolho um croissant simples e um bolo/crumble de frutos do bosque e sou uma mulher feliz, pronta para me fazer ao caminho.

A andar, fomos até ao Centro Pompidou e a uma das fontes mais engraçadas do mundo, Fontaine Stravinsky, que visitei pela primeira vez aos seis ou sete anos. Voltámos a percorrer o Le Marais, desta vez pelas ruas mais pequenas, como a Rue des Rosiers e a Rue Saint-Antoine até que chegamos à cinematográfica Place des Vosges.

Segue-se a Place de la Bastille, o Jardin des Plantes e finalmente um lugar que queria muito conhecer apesar de só saber há pouco tempo que existe: a Grande Mosquée de Paris.

Foi a primeira mesquita que visitei onde não tive que me tapar (sucesso!), só custa três euros e tem um jardim lindo e colorido que serve de musa para pintores amadores.

A partir daqui foi só atracções turísticas típicas. Entrámos no Panteão (que também é grátis), descansámos no Jardin du Luxembourg, seguimos pelo Cour du Commerce Saint André, fizemos uma paragem técnica na Ladurée para abastecer de macarrons, atravessámos a Pont des Arts, corremos o Jardin des Tuileries, a Place de la Concorde e quando estávamos prestes a sucumbir, parámos para almoçar no Pomme de Pain dos Champs Elysées.

Por causa dos coletes amarelos, que ainda estão muito activos, os Champs Elysées estavam interditos ao trânsito e foi a primeira vez que andei pelo meio daquela estrada a pé.

Claro que ainda nos faltavam dois dos lugares mais famosos de Paris, o Arc du Triomphe e a Torre Eiffel. Por esta altura os nossos pezinhos já se estavam a desfazer e a caminhada entre o Arco e o Trocadero foi a estocada final. Aqui enfrentámos a dura realidade de ter de apanhar o metro de volta para casa. Pernas: 1; Transportes: 1

Au Revoir

Com tantas andanças, o final do dia pedia um copito de vinho numa esplanada perto da Place de la République na companhia de amigos de Erasmus e de viagem. No dia seguinte, já só nos restavam umas horas e passámo-las a vadiar por Montmartre, como é óbvio <3

Paris, até à próxima.

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 Paris é… https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/paris-e/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paris-e https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/paris-e/#comments Sat, 01 Oct 2016 14:48:58 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=866 Uma das minhas amigas de Erasmus disse-me uma vez “não podes dizer que viveste, sem nuca teres morado em Paris”. E a justificação, está aqui: Paris é sair de casa todas as manhãs e pensarmos que entrámos num museu ao ar livre. É nunca conseguir explorar tudo o que a cidade tem para oferecer, independentemente do tempo que se tenha. É ter os melhores museus e arte do mundo a alguns passos e não ter a consciência da sorte que se tem. É andar horas e horas e ficar constantemente surpreendido pela quantidade de novos detalhes que encontramos todos os dias. É magotes de turistas em todo o lado. São refeições a peso de ouro e chocolates estupidamente baratos. Paris são longas caminhadas errantes ao longo do Sena. São picnics de queijo, vinho e baguete onde mais te apetecer. É o quão orgulhoso te sentes uma vez que consegues memorizar o mapa do metro e quando os franceses te percebem e te respondem em francês sem um ar de superioridade. É ter os melhores cantores, bailarinos e artistas a atuar nas ruas, de graça. São pedidos e sessões fotográficas de casamento em cada esquina. É pessoas magras, com roupas da moda que parecem saídas de um desfile, mas que não são as mais simpáticas do mundo. Paris são éclairs, macarons e sobremesas que parecem uma obra de arte e sabem como um manjar dos deuses. É ter jardins com árvores de formas geométricas para nos isolarmos do rodopio da cidade. Paris é muitas coisas. Paris é tudo.

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Uma das minhas amigas de Erasmus disse-me uma vez “não podes dizer que viveste, sem nuca teres morado em Paris”. E a justificação, está aqui:

Paris é sair de casa todas as manhãs e pensarmos que entrámos num museu ao ar livre.

É nunca conseguir explorar tudo o que a cidade tem para oferecer, independentemente do tempo que se tenha. É ter os melhores museus e arte do mundo a alguns passos e não ter a consciência da sorte que se tem.

Ópera, ao lado da minha casa enquanto fiz Erasmus
Ópera, ao lado da minha casa enquanto fiz Erasmus

É andar horas e horas e ficar constantemente surpreendido pela quantidade de novos detalhes que encontramos todos os dias.

É magotes de turistas em todo o lado. São refeições a peso de ouro e chocolates estupidamente baratos.

Paris são longas caminhadas errantes ao longo do Sena. São picnics de queijo, vinho e baguete onde mais te apetecer.

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É o quão orgulhoso te sentes uma vez que consegues memorizar o mapa do metro e quando os franceses te percebem e te respondem em francês sem um ar de superioridade.

É ter os melhores cantores, bailarinos e artistas a atuar nas ruas, de graça. São pedidos e sessões fotográficas de casamento em cada esquina.

É pessoas magras, com roupas da moda que parecem saídas de um desfile, mas que não são as mais simpáticas do mundo.

Paris são éclairs, macarons e sobremesas que parecem uma obra de arte e sabem como um manjar dos deuses.

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É ter jardins com árvores de formas geométricas para nos isolarmos do rodopio da cidade.

Paris é muitas coisas. Paris é tudo.

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Paris on a budget https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/25/paris-budget-barato/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paris-budget-barato https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/25/paris-budget-barato/#comments Sun, 25 Sep 2016 16:46:44 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=749 Toda a gente associa Paris a restaurantes caros, cafés a dois euros e hotéis a preços quase cómicos. Mas a verdade é que como quase todos os destinos do mundo, Paris pode não sair assim tão caro. Só é preciso saber os truques;) depois de visitar a cidade 4 vezes e de viver lá 4 meses, aprendi-os todos! Aeroporto – Cidade Quando escolho o voo para Paris, não conto só com o valor do voo, mas também com o custo de deslocação do aeroporto até ao centro da cidade. Sim, porque o custo do autocarro do Beauvais (onde está a Ryanair) até ao centro é de 17€, o que pode ser igual ou maior ao valor do voo. Portanto: Orly – Centro = 7€ (a opção que mais gosto) Charles de Gaulle = 10 ou 11.55€ RER (comboio) ou autocarro. Aconselho o autocarro que vai até à ópera. O RER B vai até Chatelet e é a estação do caos, principalmente para quem tem malas. Trust me, been there, done that. Beauvais – Port Maillot = 17€   Transporte Acreditem quando digo que vais precisar de transportes em Paris. Apesar de ser muito fácil de andar e de ser maioritariamente plana, também é gigante. Por isso, a melhor opção é comprar um passe para os dias que lá vais estar (http://www.ratp.fr/en/ratp/r_61654/parisvisite/ ). Para quem tem menos de 26 anos, existe um passe de fim-de-semana que fica a 4€ e por dia http://www.ratp.fr/fr/ratp/r_92959/les-titres-et-forfaits-pour-les-jeunes/ . Estes passes estão um bocado escondidos dentro das opções das máquinas e nem sei se existem na opção em inglês. Alojamento Ok, esta é a parte que pode e vai fazer toda a diferença. Hotéis? Fora de questão. Os que custam menos de 100€ por noite são uma desgraça. Restam algumas opções como Airbnb (a dividir casa conseguem-se preços muito simpáticos), Homelidays, Homeaway. Depois há sempre os hostels, que na minha opinião também são demasiado caros, e o belo do couchsurfing que como em todas as grandes cidades, tem uma grande adesão. Os sub 26 Se tens menos de 26 anos e resides num país europeu, Paris é a tua cidade! Louvre? Grátis! D’Orsay? Grátis! Sainte Chapelle? Grátis! Estão a ver um padrão, certo? Quase tudo o que tem a ver com cultura é gratuito. Ficam aqui os meus sítios preferidos e o link onde podes consultar os restantes. Louvre, D’Orsay, Orangerie (wooow), Sainte Chapelle, Pompidou, topo de Notre Dame, Arc du Triomphe, Invalides, Panteon, Versailles… Se já ultrapassaste o limite dos 26 Nada temas! Apesar de ser mais difícil existem montes de coisas para fazer sem pagar. Queres uma vista espectacular sobre a cidade? Fácil, sobe ao topo das galerias Lafayette. Um concerto? Vai aos jardins do Luxemburgo durante o fim-de-semana. Esta lista vai ajudar-te a definir um plano mesmo que tenhas um micro orçamento. Para além disso, no primeiro domingo do mês há imensos museus gratuitos e verifica sempre os sites, porque existem alguns descontos em dias específicos que podem calhar nas tuas datas.  Disney Vê o site francês da Fnac e do Carrefour. Costumam ter bilhetes com desconto para a Disney 🙂 e não te esqueças de levar a marmita, já que os preços dos restaurantes são altíssimos. A comida Por causa dos preços gerais, nunca (quase nunca) fui a restaurantes em Paris sem ser o Mc Donalds’ e chineses. Por outro lado, sou fã das pâtisseries com baguetes acabadinhas de sair barradas com a bela da manteiga do supermercado. Acabo sempre por comprar comida no supermercado e gastar o pouco que tenho nos fantásticos bolos, éclairs macarons, tartes e tarteletes 🙂 Espero que estas dicas sejam úteis e que te deixem com vontade de viajar até Paris! Guarda estas dicas no Pinterest 😉

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Toda a gente associa Paris a restaurantes caros, cafés a dois euros e hotéis a preços quase cómicos. Mas a verdade é que como quase todos os destinos do mundo, Paris pode não sair assim tão caro. Só é preciso saber os truques;) depois de visitar a cidade 4 vezes e de viver lá 4 meses, aprendi-os todos!

Aeroporto – Cidade

Quando escolho o voo para Paris, não conto só com o valor do voo, mas também com o custo de deslocação do aeroporto até ao centro da cidade. Sim, porque o custo do autocarro do Beauvais (onde está a Ryanair) até ao centro é de 17€, o que pode ser igual ou maior ao valor do voo.

Portanto:

Orly – Centro = 7€ (a opção que mais gosto)

Charles de Gaulle = 10 ou 11.55€ RER (comboio) ou autocarro. Aconselho o autocarro que vai até à ópera. O RER B vai até Chatelet e é a estação do caos, principalmente para quem tem malas. Trust me, been there, done that.

Beauvais – Port Maillot = 17€

 

Transporte

Acreditem quando digo que vais precisar de transportes em Paris. Apesar de ser muito fácil de andar e de ser maioritariamente plana, também é gigante. Por isso, a melhor opção é comprar um passe para os dias que lá vais estar (http://www.ratp.fr/en/ratp/r_61654/parisvisite/ ). Para quem tem menos de 26 anos, existe um passe de fim-de-semana que fica a 4€ e por dia http://www.ratp.fr/fr/ratp/r_92959/les-titres-et-forfaits-pour-les-jeunes/ . Estes passes estão um bocado escondidos dentro das opções das máquinas e nem sei se existem na opção em inglês.

Alojamento

Ok, esta é a parte que pode e vai fazer toda a diferença. Hotéis? Fora de questão. Os que custam menos de 100€ por noite são uma desgraça. Restam algumas opções como Airbnb (a dividir casa conseguem-se preços muito simpáticos), Homelidays, Homeaway. Depois há sempre os hostels, que na minha opinião também são demasiado caros, e o belo do couchsurfing que como em todas as grandes cidades, tem uma grande adesão.

Os sub 26

Se tens menos de 26 anos e resides num país europeu, Paris é a tua cidade! Louvre? Grátis! D’Orsay? Grátis! Sainte Chapelle? Grátis! Estão a ver um padrão, certo? Quase tudo o que tem a ver com cultura é gratuito. Ficam aqui os meus sítios preferidos e o link onde podes consultar os restantes.

Louvre, D’Orsay, Orangerie (wooow), Sainte Chapelle, Pompidou, topo de Notre Dame, Arc du Triomphe, Invalides, Panteon, Versailles…

Se já ultrapassaste o limite dos 26

Nada temas! Apesar de ser mais difícil existem montes de coisas para fazer sem pagar. Queres uma vista espectacular sobre a cidade? Fácil, sobe ao topo das galerias Lafayette. Um concerto? Vai aos jardins do Luxemburgo durante o fim-de-semana. Esta lista vai ajudar-te a definir um plano mesmo que tenhas um micro orçamento. Para além disso, no primeiro domingo do mês há imensos museus gratuitos e verifica sempre os sites, porque existem alguns descontos em dias específicos que podem calhar nas tuas datas.

 Disney

Vê o site francês da Fnac e do Carrefour. Costumam ter bilhetes com desconto para a Disney 🙂 e não te esqueças de levar a marmita, já que os preços dos restaurantes são altíssimos.

A comida

Por causa dos preços gerais, nunca (quase nunca) fui a restaurantes em Paris sem ser o Mc Donalds’ e chineses. Por outro lado, sou fã das pâtisseries com baguetes acabadinhas de sair barradas com a bela da manteiga do supermercado. Acabo sempre por comprar comida no supermercado e gastar o pouco que tenho nos fantásticos bolos, éclairs macarons, tartes e tarteletes 🙂

Espero que estas dicas sejam úteis e que te deixem com vontade de viajar até Paris! Guarda estas dicas no Pinterest 😉

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27 ideias do que fazer em Paris https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/25/27-ideias-do-que-fazer-em-paris/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=27-ideias-do-que-fazer-em-paris https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/25/27-ideias-do-que-fazer-em-paris/#comments Sun, 25 Sep 2016 16:27:21 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=746 Quando me perguntam em quanto tempo é que se vê Paris, digo sempre que, a não ser que tenham uma vida inteira para lá gastar, o tempo que escolherem não será suficiente. Paris é uma imensidão de cultura, história, arte e arquitectura. E renova-se constantemente. Por isso, mesmo depois de lá ter vivido quatro meses e de te visitado a cidade mais de 6 vezes ainda existem montes de coisa a descobrir. Esta é uma lista do que mais gosto em Paris e que espero que venha a sofrer alterações porque significa que lá voltei e consegui descobrir mais umas ideias para acrescentar 😉 1 – Come crepes depois de subir as escadas de Montmartre enquanto vês os melhores artistas de rua da cidade. 2 – Vai ao Louvre e vê a Mona Lisa no meio da muralha de cabeças chinesas que a cercam. 3- Passeia pelo bairro Le Marais ao domingo porque é o único sítio da cidade com lojas abertas neste dia (é a área judaica). 4 – Lê um livro ou ouve um concerto grátis no Jardin du Luxembourg. 5 – Aproveita a “experiência Ladurée” como um rei (ou rainha) e prova os melhores macarrons do mundo. 6 – Dá uma volta pelos Champs Élysées e namora as montras das marcas mais caras do mundo. Depois, sobe ao Arc du Triomphe para uma das melhores vistas sobre Paris. 7 – Vai à Saint Chapel e fica de queixo caído. 8 – Junta-te a uma Free Walking tour para aprender mais sobre a cidade. 9 – Olha para as montras das pastelarias e baba-te. 10 – Compra uma baguete acabadinha de sair, queijo e vinho e faz um picnic na margem do Sena na “Square du Vert-Galant” ou no Camp de Mars ou onde te apetecer. 11 – Vê a Torre Eiffel do Trocadero a piscar à noite (nos primeiros 5 minutos de cada hora depois do pôr do sol). 12 – Com tempo e paciência sobe ao topo da Notre-Dame para ver as gárgulas que inspiraram a estória do Corcunda Notre-Dame e para ver Paris de um ponto privilegiado. 13 – E porque Paris é a cidade da arte.  Visita a L’Orangerie pelas pinturas de Monet e o Pompidou pela arte contemporânea. O D’Orsay vale a pena nem que seja só para ver a estação de comboios onde está instalado. Lindo! 14 – Anda, anda, anda. É a melhor maneira de explorar a cidade: Montmartre, Saint Germain, Latin Quarter… a maior parte das pessoas fica-se pelas grandes avenidas, mas é nas ruas estreitas e vazias que se encontram os pormenores que me fizeram apaixonar pela cidade. 15 – Cada vez que pensares em mudar de linha no Châtelet-Les Halles, pensa outra vez e arranja outra solução! 16 – Visita a Opera Garnier para admirar um dos edifícios mais bonitos que vais ver na vida.  17 – Mete-te no RER C e vai a Versailles para passear nos jardins onde a Marie Antoinette um dia também passeou. A melhor parte da visita a Versailles é o “Le Domaine de Marie Antoinette” e o“Le Grand et Petit Trianon”18 – Vai à Disney e vê a magia tornar-se realidade. O espectáculo de fogo-de-artifício é simplesmente perfeito. 19 – Faz uma viagem até Giverny onde fica a casa e jardins do Monet. Os jardins são a versão real das pinturas dele, ou seja, montes de nenúfares, flores e cor. 20 – Explora a livraria mais gira do mundo: a Shakespear and Co. 21 – Entra nas Galerias Lafayette, contempla o tecto e vai até ao terraço para um miradouro grátis. 22 – Descobre as passagens “secretas” de Paris como Cours du Commerce e a Passage du Grand Cerf. 23 – Vagueia pelo cemitério Père Lachaise até encontrares o Jim Morrison. 24 – Vai a Paris na altura do Natal pelo menos uma vez.25 – Surpreende-te com a espectacular Fundação Louis Vuitton. 26 – Os melhores e mais finos éclairs de Paris estão no L’éclair de Génie. 27 – Olha para a Parede do Amor (Wall of Love) em Abbessess e aprende a dizer “Amo-te” em todas as línguas. 27 coisas para guardares no Pinterest 😉

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Quando me perguntam em quanto tempo é que se vê Paris, digo sempre que, a não ser que tenham uma vida inteira para lá gastar, o tempo que escolherem não será suficiente. Paris é uma imensidão de cultura, história, arte e arquitectura. E renova-se constantemente. Por isso, mesmo depois de lá ter vivido quatro meses e de te visitado a cidade mais de 6 vezes ainda existem montes de coisa a descobrir. Esta é uma lista do que mais gosto em Paris e que espero que venha a sofrer alterações porque significa que lá voltei e consegui descobrir mais umas ideias para acrescentar 😉

1 – Come crepes depois de subir as escadas de Montmartre enquanto vês os melhores artistas de rua da cidade.

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2 – Vai ao Louvre e vê a Mona Lisa no meio da muralha de cabeças chinesas que a cercam.

3- Passeia pelo bairro Le Marais ao domingo porque é o único sítio da cidade com lojas abertas neste dia (é a área judaica).

4 – Lê um livro ou ouve um concerto grátis no Jardin du Luxembourg.

5 – Aproveita a “experiência Ladurée” como um rei (ou rainha) e prova os melhores macarrons do mundo.

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6 – Dá uma volta pelos Champs Élysées e namora as montras das marcas mais caras do mundo. Depois, sobe ao Arc du Triomphe para uma das melhores vistas sobre Paris.

7 – Vai à Saint Chapel e fica de queixo caído.

Foto: thousandwonders.net
Foto: thousandwonders.net

8 – Junta-te a uma Free Walking tour para aprender mais sobre a cidade.

9 – Olha para as montras das pastelarias e baba-te.

10 – Compra uma baguete acabadinha de sair, queijo e vinho e faz um picnic na margem do Sena na “Square du Vert-Galant” ou no Camp de Mars ou onde te apetecer.

champ mars

11 – Vê a Torre Eiffel do Trocadero a piscar à noite (nos primeiros 5 minutos de cada hora depois do pôr do sol).

12 – Com tempo e paciência sobe ao topo da Notre-Dame para ver as gárgulas que inspiraram a estória do Corcunda Notre-Dame e para ver Paris de um ponto privilegiado.

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13 – E porque Paris é a cidade da arte.  Visita a L’Orangerie pelas pinturas de Monet e o Pompidou pela arte contemporânea. O D’Orsay vale a pena nem que seja só para ver a estação de comboios onde está instalado. Lindo!

14 – Anda, anda, anda. É a melhor maneira de explorar a cidade: Montmartre, Saint Germain, Latin Quarter… a maior parte das pessoas fica-se pelas grandes avenidas, mas é nas ruas estreitas e vazias que se encontram os pormenores que me fizeram apaixonar pela cidade.p1010859

15 – Cada vez que pensares em mudar de linha no Châtelet-Les Halles, pensa outra vez e arranja outra solução!

16 – Visita a Opera Garnier para admirar um dos edifícios mais bonitos que vais ver na vida. p1030220

17 – Mete-te no RER C e vai a Versailles para passear nos jardins onde a Marie Antoinette um dia também passeou. A melhor parte da visita a Versailles é o “Le Domaine de Marie Antoinette” e o“Le Grand et Petit Trianon”p1020533-418 – Vai à Disney e vê a magia tornar-se realidade. O espectáculo de fogo-de-artifício é simplesmente perfeito.

19 – Faz uma viagem até Giverny onde fica a casa e jardins do Monet. Os jardins são a versão real das pinturas dele, ou seja, montes de nenúfares, flores e cor.IMG_2793

20 – Explora a livraria mais gira do mundo: a Shakespear and Co.p1030174

21 – Entra nas Galerias Lafayette, contempla o tecto e vai até ao terraço para um miradouro grátis.

22 – Descobre as passagens “secretas” de Paris como Cours du Commerce e a Passage du Grand Cerf.

23 – Vagueia pelo cemitério Père Lachaise até encontrares o Jim Morrison.p1020368-3

24 – Vai a Paris na altura do Natal pelo menos uma vez.dsc01290125 – Surpreende-te com a espectacular Fundação Louis Vuitton.dsc01400

26 – Os melhores e mais finos éclairs de Paris estão no L’éclair de Génie.dsc01427

27 – Olha para a Parede do Amor (Wall of Love) em Abbessess e aprende a dizer “Amo-te” em todas as línguas.

27 coisas para guardares no Pinterest 😉

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A Magia do Natal Parisiense https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/25/paris-no-natal/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paris-no-natal https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/25/paris-no-natal/#comments Sun, 25 Sep 2016 15:47:31 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=727 Luzes, cor, mercados de Natal, montras fofinhas e frio são algumas das características que fazem com que o Natal seja a minha altura preferida do ano para estar em Paris. Parece que toda a cidade se une com um único objectivo: tornar o Natal desse ano o melhor de sempre. Na verdade, a parte do frio não me agrada particularmente, até porque os Champs Élysées têm um micro clima misterioso que faz daquela avenida o sítio mais frio que já tive o prazer de visitar. Mas o vin chaud e o cheirinho a canela e a sopa de cebola que paira pelo ar compensam o nariz de Rodolfo e os pés roxos por baixo de duas camadas de meias e botas felpudas. Aqui ficam os melhores momentos dos meus natais parisienses: Outros sítios e mercados a não perder no Natal: Notre Dame Rue Princesse Montmartre Trocadero Louvre Rivoli Saint Germain des Prés La Defense

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Luzes, cor, mercados de Natal, montras fofinhas e frio são algumas das características que fazem com que o Natal seja a minha altura preferida do ano para estar em Paris. Parece que toda a cidade se une com um único objectivo: tornar o Natal desse ano o melhor de sempre.

Na verdade, a parte do frio não me agrada particularmente, até porque os Champs Élysées têm um micro clima misterioso que faz daquela avenida o sítio mais frio que já tive o prazer de visitar. Mas o vin chaud e o cheirinho a canela e a sopa de cebola que paira pelo ar compensam o nariz de Rodolfo e os pés roxos por baixo de duas camadas de meias e botas felpudas.

Aqui ficam os melhores momentos dos meus natais parisienses:

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Lafayette

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As melhores montras na Grands Boulevards (Lafayette e Printemps)

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Mercados dos Champs-Elysées

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Jardin d’Acclimatation

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Outros sítios e mercados a não perder no Natal:

  • Notre Dame
  • Rue Princesse
  • Montmartre
  • Trocadero
  • Louvre Rivoli
  • Saint Germain des Prés
  • La Defense

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Interrail: Um mês de caminhos-de-ferro https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=interrail-um-mes-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/#comments Sun, 04 Sep 2016 19:13:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=463 Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura. Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste. Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração: Veneza A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa. Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.     Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi: Veneza – Villach (autocarro)Villach – Jesenice (comboio)Jesenice – Bled (autocarro) Eslovénia (Bled + Liubliana) Bled: Dois dias Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer. Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂       Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled Liubliana: Um Dia Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país. Viena (3 dias) A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros… Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena. Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂 Budapest (3 dias) Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto. No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente). Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre! Cracóvia (3 dias) Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto! Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento). A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar. Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas! Praga (3 dias) Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!! Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta. Alemanha Berlim (2 dias) Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”. Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂 Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro! Hamburgo (1 dia) Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo. Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa).  Paris (4 dias) Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima. Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura.

Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste.

Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração:

Veneza

A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa.

Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.

   

Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi:

Veneza – Villach (autocarro)
Villach – Jesenice (comboio)
Jesenice – Bled (autocarro)

Eslovénia (Bled + Liubliana)

Bled: Dois dias

Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer.

Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂


     

Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled

Liubliana: Um Dia

Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país.


Viena
(3 dias)

A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros…


Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena.

Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂

Budapest (3 dias)

Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto.

No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente).

Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre!

Cracóvia (3 dias)

Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto!

Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento).

A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar.

Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas!

Praga (3 dias)

Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!!

Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta.

Alemanha

Berlim (2 dias)

Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”.

Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂

Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro!

Hamburgo (1 dia)

Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo.

Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa). 

Paris (4 dias)

Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima.

Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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