Turquia Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/turquia/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sat, 22 Jan 2022 22:11:13 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Turquia Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/turquia/ 32 32 O que fazer em Istambul: 30 dicas https://www.mudancasconstantes.com/2016/11/27/o-que-fazer-em-istambul-30-dicas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-que-fazer-em-istambul-30-dicas https://www.mudancasconstantes.com/2016/11/27/o-que-fazer-em-istambul-30-dicas/#respond Sun, 27 Nov 2016 18:20:11 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=1049 Observa a forma como a arquitectura de três impérios se mistura. Visita a Hagia Sophia e prepara-te para ficares de queixo caído. Absorve os diferentes cheiros, cores e sabores do bazar das especiarias. Usa um ferry para ires da Europa para a Ásia em 15 minutos. Passeia pela Istiklal, o coração de Istambul. Aprecia a arte urbana da cidade. As escadas arco-íris são um must! Acarinha os gatos e cães da rua. Ou tira-lhes fotos 😉 Entra em duas das mais impressionantes mesquitas do mundo: Sultanahmet e Suleymaniye. Vai até Ortakoy para as melhores noites de Istambul. Relaxa junto às margens dos Bosphorus em Uskudar enquanto aproveitas a vista para a Maiden’s Tower. Embarca num cruzeiro no Bosphorus e vê Istambul através de uma nova perspectiva. Come os Durum e Doner mais baratos de Istambul na praça de Taksim. Nunca digas não ao chá 😉 Visita a Basílica Cisterna de Istambul, um dos locais mais misteriosos da cidade. Descobre a magia do Ebru (pinturas na água) na Caferaga Madresisi. Vê como os vendedores de gelados brincam com os clientes.[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=UHI6aZIWW0M] Experimenta as balik ekmek (sandes de peixe) de Eminonu. Passa por uma mesquita a uma sexta-feira – dia sagrado para os muçulmanos. Perde-te no Grand Bazaar e descobre um mundo infindável de candeeiros, jóias e malas. Percebe a dimensão e riqueza que o Império Otomano teve com uma visita ao incrível Topkapi Palace e o seu Harem. Para, relaxa, vai ao céu e volta num Hammam Turco. Viaja até às Prince’s Islands para fugir do caos da cidade. Istambul guarda inúmeros segredos por trás de portas espectaculares. O Dolmabahçe e Ciragan são um exemplo. Explora o bairro de Balat e Fener e descobre a parte mais conservadora e tradicional de Istambul. Sobe ao topo da Torre Galata para a melhor vista de Istambul. Experimenta o fabuloso banquete que é o pequeno-almoço turco no bairro de Besiktas. Encontra tudo o que procuras e o que não procuras em Eminonu. Fuma nargile em Tophane junto dos Turcos. Passa pela ponte de Galata e tira as tuas melhores fotografias de Istambul acompanhadas por um intenso cheiro a peixe. Anda. Vê. Explora

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  • Observa a forma como a arquitectura de três impérios se mistura.1
  • Visita a Hagia Sophia e prepara-te para ficares de queixo caído.

    johncavacas.com
    johncavacas.com
  • Absorve os diferentes cheiros, cores e sabores do bazar das especiarias.

    Spice Bazzar em Eminonu
    Spice Bazzar em Eminonu
  • Usa um ferry para ires da Europa para a Ásia em 15 minutos.4
  • Passeia pela Istiklal, o coração de Istambul.5
  • Aprecia a arte urbana da cidade. As escadas arco-íris são um must!

    DCIM100GOPRO
    Findikli
  • Acarinha os gatos e cães da rua. Ou tira-lhes fotos 😉7
  • Entra em duas das mais impressionantes mesquitas do mundo: Sultanahmet e Suleymaniye.8
  • Vai até Ortakoy para as melhores noites de Istambul.9
  • Relaxa junto às margens dos Bosphorus em Uskudar enquanto aproveitas a vista para a Maiden’s Tower.10
  • Embarca num cruzeiro no Bosphorus e vê Istambul através de uma nova perspectiva.

    Ou aluga um barco e faz um cruzeiro privado :D
    Ou aluga um barco e faz um cruzeiro privado 😀 (trabalhos chatos…)
  • Come os Durum e Doner mais baratos de Istambul na praça de Taksim.

    Foto:pasturebraised.com
    Foto:pasturebraised.com
  • Nunca digas não ao chá 😉13
  • Visita a Basílica Cisterna de Istambul, um dos locais mais misteriosos da cidade.14
  • Descobre a magia do Ebru (pinturas na água) na Caferaga Madresisi.15
  • Vê como os vendedores de gelados brincam com os clientes.[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=UHI6aZIWW0M]
  • Experimenta as balik ekmek (sandes de peixe) de Eminonu.

    DCIM100GOPRO
    Barcos que vendem as sandes de peixe no porto de Eminonu
  • Passa por uma mesquita a uma sexta-feira – dia sagrado para os muçulmanos.

    Foto: kavrakoglu.com
    Foto: kavrakoglu.com
  • Perde-te no Grand Bazaar e descobre um mundo infindável de candeeiros, jóias e malas.

    Foto: istanbultourstudio
    Foto: istanbultourstudio
  • Percebe a dimensão e riqueza que o Império Otomano teve com uma visita ao incrível Topkapi Palace e o seu Harem.20
  • Para, relaxa, vai ao céu e volta num Hammam Turco.

    Foto: Arch Daily
    Foto: Arch Daily
  • Viaja até às Prince’s Islands para fugir do caos da cidade.DCIM100GOPRO
  • Istambul guarda inúmeros segredos por trás de portas espectaculares. O Dolmabahçe e Ciragan são um exemplo.23
  • Explora o bairro de Balat e Fener e descobre a parte mais conservadora e tradicional de Istambul.24-2
  • Sobe ao topo da Torre Galata para a melhor vista de Istambul.25
  • Experimenta o fabuloso banquete que é o pequeno-almoço turco no bairro de Besiktas.

    26themagger
    Foto: themagger
  • Encontra tudo o que procuras e o que não procuras em Eminonu.

    Mercado de Eminonu
    Mercado de Eminonu
  • Fuma nargile em Tophane junto dos Turcos.

    Foto: Onedio
    Foto: Onedio
  • Passa pela ponte de Galata e tira as tuas melhores fotografias de Istambul acompanhadas por um intenso cheiro a peixe.29
  • Anda. Vê. ExploraP1050688
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    Então como é que foi viver em Istambul? https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/09/viver-em-istambul/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viver-em-istambul https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/09/viver-em-istambul/#comments Sun, 09 Oct 2016 13:16:54 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=915 Perguntou toda a gente com quem me encontrei no último ano. E porque descrever o ano mais louco da minha vida num minuto dá muito trabalho, a resposta acaba sempre por ser “foi giro, foi diferente”. Portanto, como forma de aumentar a produtividade e de dar uma resposta sincera sobre o que é um ano a viver e a trabalhar em Istambul, ficam aqui a minha experiência: A mudança para Istambul foi uma montanha russa de emoções. Vivi dos melhores e dos piores dias da minha vida. Se por um lado parecia que tinha conquistado a minha independência numa cidade estrangeira, com uma língua imperceptível e uma cultura diferente, também tinha a noção que essa autonomia era frágil e que muitas vezes ainda dependia financeira e emocionalmente de várias pessoas. Afinal de contas, era a primeira vez que estava a viver sozinha e a trabalhar ao mesmo tempo. Enquanto a adaptação a uma cidade quando de faz Erasmus é quase instantânea pelas pessoas que se conhece e tempo que se tem disponível para descobrir e explorar a cidade, quando se trabalha, o mundo está um bocadinho confinado aos colegas e ao caminho casa-trabalho. O dia-a-dia seguia mais ou menos nestes moldes: O trabalho A parte mais estranha do trabalho era o caminho até lá. Todos os dias ia de autocarro e eléctrico. Eu e os homens… Porque basicamente não há mulheres a trabalhar! Acho que houve alturas em que cheguei a ser a única no autocarro. Tirando isso, os ocasionais olhares e um gajo a seguir-me durante três dias, corria tudo bem 😀 O ambiente de trabalho era mais ou menos como cá, mas um bocado mais lento e com pessoal mais descontraído. Não há nada como “yavas, yavas” (lentamente, lentamente). Para além disso, o fogão estava sempre ligado porque tem que haver sempre chá pronto, uma “abla” (“irmã”) cozinhava todos os dias o nosso almoço, todas as pessoas que vinham a reuniões traziam ou chocolates e/ou baklava e ao fim do dia chamava-se o vendedor de simit pela janela. Profissionalmente, percebi que era um sítio no qual nunca poderia crescer por causa da barreira linguística, mas trataram-me como se fosse parte da família, e ficarei para sempre grata por isso. Por isso e pelas viagens que me ofereceram! O que mais gostava era de quando saía, ver a Hagia Sophia banhada pelo pôr-do-sol. Mágico! Ps: na minha entrevista de emprego também me perguntaram se a minha relação com o meu namorado era séria (???)   A língua Oh boy… a razão que tornou a minha adaptação tão difícil. Para além do facto de ser uma língua que em nada se assemelha às latinas e, consequentemente, difícil de aprender também não ajuda nada o facto de quase ninguém falar inglês. De qualquer forma foi o motivo por que me inscrevi em aulas e onde fiz as minhas melhores amigas. Passados 3 meses, já consegui dizer algumas coisas básicas, safar-me em restaurantes e supermercados e perceber os assuntos à minha volta. Agora, estou de volta ao merhaba, nasilsin e teşekkürler!   A sociedade Tal como escrevi neste texto, Istambul é indefinível e os turcos também. Quase não vale a pena descrevê-los, porque há pessoas e personalidades tão diferentes que encontrar um estereótipo turco não é fácil, ou pelo menos, justo. O que posso dizer, como também já disse aqui, é que eles adoram partilhar e fazem-no de boa vontade. São muito mais descontraídos com o dinheiro do que nós, europeus, e não têm problemas em dizer o que ganham (ou de perguntar quanto ganhas) e de admitir que têm problemas financeiros no fim do mês (quem diria, com a falta de jeitinho que têm para poupar… 🙂 ). Comparando com Portugal? Bem, têm muito mais respeito pelos mais velhos e dedicação à família. Importam-se muito com o que os outros pensam ou dizem. Achei as raparigas da minha idade ainda mais preocupadas com a beleza e com a magreza e muitas ainda não acreditam que são elas que têm que traçar o seu futuro e não os outros. Pelo que percebi, as sogras turcas são extremamente odiadas :p Quanto aos homens  primam pelo ciúme e possessividade. Acham (ainda mais do que cá) que é socialmente aceitável um homem andar com várias mulheres – até ao mesmo tempo – mas que a mulher que não é virgem até ao casamento não vale a pena.   A cidade Como destino turístico, Istambul é das cidades mais interessantes do mundo para visitar.  Já para viver, pode tornar-se um bocado caótica. Os transportes funcionam muito bem (ouviste Carris e Metro???!) mas geri-los numa cidade com 18 milhões não pode ser fácil. Quando se pensa “este fim-de-semana vamos a um parque para descansar” ou “apetece-me ir às compras em Taksim”, podes ter a certeza que esse pensamento não foi só teu e para onde quer que vás vais ter sempre muita companhia. Não é uma cidade de fácil adaptação, mas com o passar do tempo acho que cada vez se gosta mais dela. “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” podia ter sido inventado para descrever Istambul.   O futuro Escrevo este “capítulo” com algum pesar. Vivi na Turquia até Junho de 2015, e foi a partir desse verão que as coisas começaram a derrapar e a perder o controlo. Entre vários ataques terroristas em sítios onde eu passava todos os dias a uma tentativa “falhada” de golpe de estado, agora as pessoas têm medo de viver e visitar Istambul. Posso dizer que enquanto lá vivi, nunca tive medo. Agora, provavelmente teria, mas não é isso que me vai dissuadir de lá voltar e rever esta cidade que adoro. Os tempos não são fáceis e o futuro parece-me incerto. Debaixo da alçada de Erdogan, que cada vez parece está mais forte, valores como a liberdade e igualdade estão a ser flagelados diariamente. Os meus sentimentos sobre este assunto dariam (ou vão dar) todo um outro post, por isso não me vou alongar. Para aqueles que estão na dúvida se hão-de ir a Istambul ou não, eu diria “Sim, vão”. É uma cidade imperdível, com imenso para oferecer e que por interesses capitalistas perde cada vez mais a sua identidade à medida que bairros históricos são arrasados para construir novos arranha-céus. O Ataturk a esta hora deve andar às voltas no caixão. Pode ser que um dia volte para revolucionar isto tudo outra vez 😉

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    Perguntou toda a gente com quem me encontrei no último ano. E porque descrever o ano mais louco da minha vida num minuto dá muito trabalho, a resposta acaba sempre por ser “foi giro, foi diferente”. Portanto, como forma de aumentar a produtividade e de dar uma resposta sincera sobre o que é um ano a viver e a trabalhar em Istambul, ficam aqui a minha experiência:

    A mudança para Istambul foi uma montanha russa de emoções. Vivi dos melhores e dos piores dias da minha vida. Se por um lado parecia que tinha conquistado a minha independência numa cidade estrangeira, com uma língua imperceptível e uma cultura diferente, também tinha a noção que essa autonomia era frágil e que muitas vezes ainda dependia financeira e emocionalmente de várias pessoas.

    Afinal de contas, era a primeira vez que estava a viver sozinha e a trabalhar ao mesmo tempo. Enquanto a adaptação a uma cidade quando de faz Erasmus é quase instantânea pelas pessoas que se conhece e tempo que se tem disponível para descobrir e explorar a cidade, quando se trabalha, o mundo está um bocadinho confinado aos colegas e ao caminho casa-trabalho. O dia-a-dia seguia mais ou menos nestes moldes:

    O trabalho

    A parte mais estranha do trabalho era o caminho até lá. Todos os dias ia de autocarro e eléctrico. Eu e os homens… Porque basicamente não há mulheres a trabalhar! Acho que houve alturas em que cheguei a ser a única no autocarro. Tirando isso, os ocasionais olhares e um gajo a seguir-me durante três dias, corria tudo bem 😀

    O ambiente de trabalho era mais ou menos como cá, mas um bocado mais lento e com pessoal mais descontraído. Não há nada como “yavas, yavas” (lentamente, lentamente). Para além disso, o fogão estava sempre ligado porque tem que haver sempre chá pronto, uma “abla” (“irmã”) cozinhava todos os dias o nosso almoço, todas as pessoas que vinham a reuniões traziam ou chocolates e/ou baklava e ao fim do dia chamava-se o vendedor de simit pela janela.

    Profissionalmente, percebi que era um sítio no qual nunca poderia crescer por causa da barreira linguística, mas trataram-me como se fosse parte da família, e ficarei para sempre grata por isso. Por isso e pelas viagens que me ofereceram!

    O que mais gostava era de quando saía, ver a Hagia Sophia banhada pelo pôr-do-sol. Mágico!

    Ps: na minha entrevista de emprego também me perguntaram se a minha relação com o meu namorado era séria (???)

     

    A língua

    Oh boy… a razão que tornou a minha adaptação tão difícil. Para além do facto de ser uma língua que em nada se assemelha às latinas e, consequentemente, difícil de aprender também não ajuda nada o facto de quase ninguém falar inglês. De qualquer forma foi o motivo por que me inscrevi em aulas e onde fiz as minhas melhores amigas. Passados 3 meses, já consegui dizer algumas coisas básicas, safar-me em restaurantes e supermercados e perceber os assuntos à minha volta. Agora, estou de volta ao merhaba, nasilsin e teşekkürler!

     

    A sociedade

    Tal como escrevi neste texto, Istambul é indefinível e os turcos também. Quase não vale a pena descrevê-los, porque há pessoas e personalidades tão diferentes que encontrar um estereótipo turco não é fácil, ou pelo menos, justo. O que posso dizer, como também já disse aqui, é que eles adoram partilhar e fazem-no de boa vontade. São muito mais descontraídos com o dinheiro do que nós, europeus, e não têm problemas em dizer o que ganham (ou de perguntar quanto ganhas) e de admitir que têm problemas financeiros no fim do mês (quem diria, com a falta de jeitinho que têm para poupar… 🙂 ). Comparando com Portugal? Bem, têm muito mais respeito pelos mais velhos e dedicação à família. Importam-se muito com o que os outros pensam ou dizem. Achei as raparigas da minha idade ainda mais preocupadas com a beleza e com a magreza e muitas ainda não acreditam que são elas que têm que traçar o seu futuro e não os outros. Pelo que percebi, as sogras turcas são extremamente odiadas :p Quanto aos homens  primam pelo ciúme e possessividade. Acham (ainda mais do que cá) que é socialmente aceitável um homem andar com várias mulheres – até ao mesmo tempo – mas que a mulher que não é virgem até ao casamento não vale a pena.

     

    A cidade

    Como destino turístico, Istambul é das cidades mais interessantes do mundo para visitar.  Já para viver, pode tornar-se um bocado caótica. Os transportes funcionam muito bem (ouviste Carris e Metro???!) mas geri-los numa cidade com 18 milhões não pode ser fácil. Quando se pensa “este fim-de-semana vamos a um parque para descansar” ou “apetece-me ir às compras em Taksim”, podes ter a certeza que esse pensamento não foi só teu e para onde quer que vás vais ter sempre muita companhia.

    Não é uma cidade de fácil adaptação, mas com o passar do tempo acho que cada vez se gosta mais dela. “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” podia ter sido inventado para descrever Istambul.

     

    O futuro

    Escrevo este “capítulo” com algum pesar. Vivi na Turquia até Junho de 2015, e foi a partir desse verão que as coisas começaram a derrapar e a perder o controlo. Entre vários ataques terroristas em sítios onde eu passava todos os dias a uma tentativa “falhada” de golpe de estado, agora as pessoas têm medo de viver e visitar Istambul. Posso dizer que enquanto lá vivi, nunca tive medo. Agora, provavelmente teria, mas não é isso que me vai dissuadir de lá voltar e rever esta cidade que adoro.

    Os tempos não são fáceis e o futuro parece-me incerto. Debaixo da alçada de Erdogan, que cada vez parece está mais forte, valores como a liberdade e igualdade estão a ser flagelados diariamente. Os meus sentimentos sobre este assunto dariam (ou vão dar) todo um outro post, por isso não me vou alongar.

    Para aqueles que estão na dúvida se hão-de ir a Istambul ou não, eu diria “Sim, vão”. É uma cidade imperdível, com imenso para oferecer e que por interesses capitalistas perde cada vez mais a sua identidade à medida que bairros históricos são arrasados para construir novos arranha-céus.

    O Ataturk a esta hora deve andar às voltas no caixão. Pode ser que um dia volte para revolucionar isto tudo outra vez 😉

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    https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/09/viver-em-istambul/feed/ 5
    Pelos ares da Capadócia https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/02/dois-dias-capadocia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=dois-dias-capadocia https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/02/dois-dias-capadocia/#comments Sun, 02 Oct 2016 19:13:58 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=917 E ainda dizem que há coisas que não caem do céu! (não, não me estou a referir aos balões de ar quente…) A melhor coisa de se trabalhar numa agência de viagens local são as coisas grátis 😀 a Capadócia estava no topo da minha bucket list desde o dia em que vi, numa revista ou site, fotografias daquele mundo sobrenatural. Quando comecei a trabalhar em Istambul, disseram-me que teria descontos em quase todos os sítios que quisesse visitar. Tinha que aproveitar! Por isso, quando o tempo começou a melhorar, fiz olhinhos à minha colega e ela organizou-me a viagem toda dizendo, no fim, que só precisava de pagar a minha deslocação até lá. Hotel, tours, pequenos-almoços e almoços tudo incluído. E a viagem de balão também!!! Não podia ter pedido mais. Como foi tudo organizado, fui tipo princesa, por isso não tenho muitas dicas se não dizer: vai, vai, vaaaaiiii!!! Como meio de transporte aconselho o Metro Suit porque tem lugares individuais e vais a dormir na boa. E se as minhas expectativas já eram elevadíssimas para a viagem de balão, assim que começámos a subir, foram superadas em 1000%. Primeiro, achava que ia ter medo (por causa do meu medo parvo de andar de avião), mas não tive medo nenhum. Às 6 da manhã está tudo tão calmo que quase nem se sente quando descolamos, não há vento e do nada estava a pairar por cima de uma das paisagens mais bonitas de todo o mundo. Fiz o voo com a Atmosfer Ballons e correu lindamente, por isso aconselho 🙂 Lá em cima, fiquei basicamente 45 minutos de boca aberta, num misto êxtase de querer absorver tudo para ficar com aquela imagem mental para sempre e de, ao mesmo tempo, tentar tirar algumas fotografias para imortalizar o momento. O resultado são estas memórias: Já em terra, estes foram os meus sítios preferidos:

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    E ainda dizem que há coisas que não caem do céu! (não, não me estou a referir aos balões de ar quente…) A melhor coisa de se trabalhar numa agência de viagens local são as coisas grátis 😀 a Capadócia estava no topo da minha bucket list desde o dia em que vi, numa revista ou site, fotografias daquele mundo sobrenatural.

    Quando comecei a trabalhar em Istambul, disseram-me que teria descontos em quase todos os sítios que quisesse visitar. Tinha que aproveitar! Por isso, quando o tempo começou a melhorar, fiz olhinhos à minha colega e ela organizou-me a viagem toda dizendo, no fim, que só precisava de pagar a minha deslocação até lá. Hotel, tours, pequenos-almoços e almoços tudo incluído. E a viagem de balão também!!! Não podia ter pedido mais.

    Como foi tudo organizado, fui tipo princesa, por isso não tenho muitas dicas se não dizer: vai, vai, vaaaaiiii!!! Como meio de transporte aconselho o Metro Suit porque tem lugares individuais e vais a dormir na boa.

    E se as minhas expectativas já eram elevadíssimas para a viagem de balão, assim que começámos a subir, foram superadas em 1000%. Primeiro, achava que ia ter medo (por causa do meu medo parvo de andar de avião), mas não tive medo nenhum. Às 6 da manhã está tudo tão calmo que quase nem se sente quando descolamos, não há vento e do nada estava a pairar por cima de uma das paisagens mais bonitas de todo o mundo. Fiz o voo com a Atmosfer Ballons e correu lindamente, por isso aconselho 🙂

    Lá em cima, fiquei basicamente 45 minutos de boca aberta, num misto êxtase de querer absorver tudo para ficar com aquela imagem mental para sempre e de, ao mesmo tempo, tentar tirar algumas fotografias para imortalizar o momento.

    O resultado são estas memórias:

    O sorriso nervoso de "vamos lá ver como é que isto corre" :)
    O sorriso nervoso de “vamos lá ver como é que isto corre” 🙂

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    Já em terra, estes foram os meus sítios preferidos:

    Goreme Open Air Museum
    Goreme Open Air Museum
    Miradouro Esentepe
    Miradouro Esentepe
    Chez Galip em Avanos, a zona da Cappadocia mais famosa pelas suas peças de cerâmica
    Chez Galip em Avanos, a zona da Cappadocia mais famosa pelas suas peças de cerâmica
    Dervrent Valley, o vale da imaginação. Se tiveres muita consegues ver um camelo lá atrás à esquerda :p
    Dervrent Valley, o vale da imaginação. Se tiveres muita consegues ver um camelo lá atrás à esquerda :p
    Paşabağ (Valley of the Monks)
    Paşabağ (Valley of the Monks)
    Paşabağ (Valley of the Monks) - vale a pena passar algumas horas a explorar os trilhos de caminhada
    Paşabağ (Valley of the Monks) – vale a pena passar algumas horas a explorar os trilhos de caminhada
    Ortshisar
    Ortshisar
    Red & Rose Valley para as melhores caminhadas
    Red & Rose Valley para as melhores caminhadas

    p1070281

    Pigeon Valley
    Pigeon Valley
    Kaymakli, a maior cidade subterrânea da Cappadocia
    Kaymakli, a maior cidade subterrânea da Cappadocia

    p1070298

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    https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/02/dois-dias-capadocia/feed/ 1
    Istambul é… https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/istambul-e/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=istambul-e https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/istambul-e/#respond Sat, 01 Oct 2016 15:30:42 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=876 Durante um ano vivi e trabalhei em Istambul o que me deu a oportunidade de compreender um bocadinho desta cidade indefinível. Primeiro, Istambul é fusão. De religiões, culturas, opiniões e personalidades. É Europa e Ásia. É modernidade e tradição. É ocidente e oriente. É o ezan da Hagia Sophia e Mesquita Sultanahmet a ecoar numa praça com milhares de anos e as discotecas de elite de Örtakoy. São os pescadores da ponte Galata, as centenas de minaretes no horizonte e os arranha-céus de Levent cheios de homens de negócios. É os bares, restaurantes e os três milhões de pessoas que passam em Taksim todos os dias e os hijab e niqab de Fatih. É a viagem de barco de 20 minutos que nos leva da Europa para a Ásia. É o por do sol visto do porto de Kadikoy. É a Maiden’s Tower rodeada pelo grito das gaivotas e fustigada pelo vento. É a loucura de viver com mais 18 milhões de pessoas que se encontram todas no mercado de Eminonu aos domingos. Istambul é a doçura da Baklava e a amargura de ameixas verdes. É kokoreç, durum e doner kebabs e todas as comidas de rua a escorrer de gordura. É sumo de romã, sandes de anchova pescada há 5 minutos no Bosphorus e o melhor pequeno-almoço (Kahvalti) do mundo inteiro. Istambul também é refugiados sírios nas escadas do metro e à porta dos palácios mais importantes a implorar por dinheiro. É só um terço das mulheres sair para trabalhar. É desigualdade de género, olhares sufocantes e piropos felizmente imperceptíveis. É o segundo pior trânsito do mundo, só tolerável pela música aos altos berros e pelos condutores que saem para dançar na estrada enquanto esperam que as filas movam. É andar em contramão de mota para chegar mais rápido. É procurar um lugar sossegado para passar o fim-de-semana depois de uma semana de caos e encontrar Bebek, o parque Yildiz, as ilhas e o parque Emirgan. Istambul é ter a capital de impérios aos nossos pés, é subir à Torre de Galata e pensar nos milhares de anos de história, reis e sultões que passaram por aquela cidade. É ver tudo isto, todos os dias a caminho do trabalho, e não perceber a sorte que temos. É a riqueza de Dolmabahce ou Topkapi e a simplicidade de Besiktas. É o labirinto de ruas e vendedores impacientes do Grande Bazar, com dezenas de ruas cheias de candeeiros coloridos, malas tradicionais e muito ouro. É um número interminável de gatos na rua mimados e alimentados pelos habitantes da cidade. É ter pessoas de 20 e tal anos com licenciaturas a apoiar o maior ditador que a Europa viu nos últimos anos e famílias com crianças a participarem em protestos. É um potencial imenso de crescimento e progresso, pessoas amáveis e hospitaleiras e um regime que está a destruir tudo o que foi atingido até agora. Na verdade, não há nada que Istambul não seja e isso reflecte-se nos Turcos e na maneira como se relacionam e comportam. Istambul é contraste. Sempre foi e sempre será. E tenho tantas saudades!

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    Durante um ano vivi e trabalhei em Istambul o que me deu a oportunidade de compreender um bocadinho desta cidade indefinível.

    Primeiro, Istambul é fusão. De religiões, culturas, opiniões e personalidades. É Europa e Ásia. É modernidade e tradição. É ocidente e oriente.

    É o ezan da Hagia Sophia e Mesquita Sultanahmet a ecoar numa praça com milhares de anos e as discotecas de elite de Örtakoy. São os pescadores da ponte Galata, as centenas de minaretes no horizonte e os arranha-céus de Levent cheios de homens de negócios.

    É os bares, restaurantes e os três milhões de pessoas que passam em Taksim todos os dias e os hijab e niqab de Fatih.

    É a viagem de barco de 20 minutos que nos leva da Europa para a Ásia. É o por do sol visto do porto de Kadikoy. É a Maiden’s Tower rodeada pelo grito das gaivotas e fustigada pelo vento.

    É a loucura de viver com mais 18 milhões de pessoas que se encontram todas no mercado de Eminonu aos domingos.

    Istambul é a doçura da Baklava e a amargura de ameixas verdes. É kokoreç, durum e doner kebabs e todas as comidas de rua a escorrer de gordura. É sumo de romã, sandes de anchova pescada há 5 minutos no Bosphorus e o melhor pequeno-almoço (Kahvalti) do mundo inteiro.

    Istambul também é refugiados sírios nas escadas do metro e à porta dos palácios mais importantes a implorar por dinheiro. É só um terço das mulheres sair para trabalhar. É desigualdade de género, olhares sufocantes e piropos felizmente imperceptíveis.

    É o segundo pior trânsito do mundo, só tolerável pela música aos altos berros e pelos condutores que saem para dançar na estrada enquanto esperam que as filas movam. É andar em contramão de mota para chegar mais rápido.

    É procurar um lugar sossegado para passar o fim-de-semana depois de uma semana de caos e encontrar Bebek, o parque Yildiz, as ilhas e o parque Emirgan.

    Istambul é ter a capital de impérios aos nossos pés, é subir à Torre de Galata e pensar nos milhares de anos de história, reis e sultões que passaram por aquela cidade. É ver tudo isto, todos os dias a caminho do trabalho, e não perceber a sorte que temos. É a riqueza de Dolmabahce ou Topkapi e a simplicidade de Besiktas.

    É o labirinto de ruas e vendedores impacientes do Grande Bazar, com dezenas de ruas cheias de candeeiros coloridos, malas tradicionais e muito ouro. É um número interminável de gatos na rua mimados e alimentados pelos habitantes da cidade.

    É ter pessoas de 20 e tal anos com licenciaturas a apoiar o maior ditador que a Europa viu nos últimos anos e famílias com crianças a participarem em protestos. É um potencial imenso de crescimento e progresso, pessoas amáveis e hospitaleiras e um regime que está a destruir tudo o que foi atingido até agora.

    Na verdade, não há nada que Istambul não seja e isso reflecte-se nos Turcos e na maneira como se relacionam e comportam. Istambul é contraste. Sempre foi e sempre será.

    E tenho tantas saudades!

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    Çanakkale e Bozcaada: O cantinho secreto do mar Egeu https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/o-cantinho-secreto-do-mar-egeu/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-cantinho-secreto-do-mar-egeu https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/o-cantinho-secreto-do-mar-egeu/#respond Sat, 01 Oct 2016 14:16:37 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=849 A 6 horas do caos de Istambul, escondem-se duas pérolas do Mar Egeu (Aegan) comummente ignoradas pelos roteiros turísticos. Quem mora em Istambul e não quer dar em louco, sabe que de vez em quando é preciso fugir por uns dias e Çanakkale é a escapadela perfeita. Sim, 6 horas de autocarro não é nada na Turquia! Para além de ter sido o palco de uma das principais batalhas da primeira guerra mundial, é também uma pequena cidade acolhedor à beira mar plantada. Entre marinas, cavalos de Tróia, pontões de madeira e gelados com vista para o mar, Çannakale é o sítio ideal para relaxar. Depois de explorar o centro da cidade, a próxima paragem foi Bozcaada. Como tudo o que acaba em “ada” em Turco, Bozcaada é uma ilha, e como todas as boas ilhas tem incluído: um castelo, uma vilinha cheia de pormenores e decorações fofinhas e praias espectaculares. Ora vê: Transporte Istambul – Çannakale é feito por quase todas as companhias. Site de comparação: http://www.obilet.com/ Tudo sobre Bozcaada: https://www.bozcaadarehberi.com/en/ 

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    A 6 horas do caos de Istambul, escondem-se duas pérolas do Mar Egeu (Aegan) comummente ignoradas pelos roteiros turísticos. Quem mora em Istambul e não quer dar em louco, sabe que de vez em quando é preciso fugir por uns dias e Çanakkale é a escapadela perfeita. Sim, 6 horas de autocarro não é nada na Turquia!

    Para além de ter sido o palco de uma das principais batalhas da primeira guerra mundial, é também uma pequena cidade acolhedor à beira mar plantada. Entre marinas, cavalos de Tróia, pontões de madeira e gelados com vista para o mar, Çannakale é o sítio ideal para relaxar.

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    Depois de explorar o centro da cidade, a próxima paragem foi Bozcaada. Como tudo o que acaba em “ada” em Turco, Bozcaada é uma ilha, e como todas as boas ilhas tem incluído: um castelo, uma vilinha cheia de pormenores e decorações fofinhas e praias espectaculares. Ora vê:

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    Transporte Istambul – Çannakale é feito por quase todas as companhias. Site de comparação: http://www.obilet.com/

    Tudo sobre Bozcaada: https://www.bozcaadarehberi.com/en/ 

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    Bucareste – Istambul: A viagem mais longa de sempre https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/bucareste-istambul-comboio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bucareste-istambul-comboio https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/bucareste-istambul-comboio/#respond Sat, 01 Oct 2016 08:51:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=802 Como já disse nalguns posts, voar não é a minha cena e se a alternativa ao avião me parecer plausível, normalmente escolho essa opção. Foi o que aconteceu quando tive de voltar de Bucareste para Istambul. O autocarro deixou de ser uma opção a partir do momento em que partia às 4:30 da manhã (whyyyy???) portanto a alternativa seria o comboio. Eu adoro andar de comboio, por isso achei que aguentava na boa uma longa viagem até porque podia ler e dormir. Mas é sempre interessante quando se compra um bilhete na estação de comboio com hora de partida e sem hora de chegada, onde ao balcão ninguém sabe se haverá mudanças de comboio ou de linha na Bulgária e onde também não sabem se o percurso vai ser de só de comboio ou se tem autocarros pelo meio. Mas pronto, havia de lá chegar. Sendo uma pessoa que está acostumada a viajar, já devia saber que duas coisas indispensáveis para uma viagem longa são água e comida. E supostamente eu sabia isso. Até ao momento que, já dentro do comboio, percebi que a água que tinha comprado era água com gás (que eu simplesmente não consigo beber) e que o bolo gigantesco que tinha comprado como mantimentos tinha um cheiro e um sabor que me punha instantaneamente maldisposta. Perfeito. Acabei por fazer uma viagem de 19 horas, sim, o comboio saiu às 13 e cheguei a Istambul às 7 da manhã, com um copo de água e sem comer nada. A viagem em si não foi muito má tirando o facto de o comboio estar parado no meio da Bulgária durante uma hora ou mais e não haver vivalma na minha carruagem sem ser um irlandês e uma australiana que felizmente me fizeram companhia. Pelas 3 da manhã chegámos à fronteira com a Turquia. Íamos apanhar um autocarro até Istambul. Acho que nunca fiquei tão contente com a perspectiva de andar de autocarro. A razão era simples, todas as companhias de autocarros na Turquia dão água aos passageiros. E foi assim que consegui o meu copinho de água às 3 da manhã. Acredita, soube-me pela vida, a essa hora já tinha passado o estado de fome, só tinha sede. No controlo de passaporte, também aprendi de que desde que se tenha um homem à nossa espera na Turquia deixam-te passar quase sem perguntas. A minha conversa foi do género: Entrego o resident permit. – Are you Erasmus? – No. – Are you working in Turkey? – No… – So… – Ah, my boyfriend is Turkish and… – Oh, ok. Carimbo: Check! Não podia dizer que trabalhava porque não tinha visto de trabalho, mas esta desculpa pareceu se forte o suficiente para eu morar na Turquia. E pronto, passadas 4 horas estava a ver o nascer do sol em Istambul. Também foi uma oportunidade de ver Istambul quase vazia (era Domingo) e para quem já lá esteve, sabe que é algo muito raro 😉 Lições (re)aprendidas? Certifiquem-se que levam água e comida decente para a viagem!!!  

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    Como já disse nalguns posts, voar não é a minha cena e se a alternativa ao avião me parecer plausível, normalmente escolho essa opção. Foi o que aconteceu quando tive de voltar de Bucareste para Istambul. O autocarro deixou de ser uma opção a partir do momento em que partia às 4:30 da manhã (whyyyy???) portanto a alternativa seria o comboio. Eu adoro andar de comboio, por isso achei que aguentava na boa uma longa viagem até porque podia ler e dormir.

    Mas é sempre interessante quando se compra um bilhete na estação de comboio com hora de partida e sem hora de chegada, onde ao balcão ninguém sabe se haverá mudanças de comboio ou de linha na Bulgária e onde também não sabem se o percurso vai ser de só de comboio ou se tem autocarros pelo meio. Mas pronto, havia de lá chegar.

    Sendo uma pessoa que está acostumada a viajar, já devia saber que duas coisas indispensáveis para uma viagem longa são água e comida. E supostamente eu sabia isso. Até ao momento que, já dentro do comboio, percebi que a água que tinha comprado era água com gás (que eu simplesmente não consigo beber) e que o bolo gigantesco que tinha comprado como mantimentos tinha um cheiro e um sabor que me punha instantaneamente maldisposta. Perfeito. Acabei por fazer uma viagem de 19 horas, sim, o comboio saiu às 13 e cheguei a Istambul às 7 da manhã, com um copo de água e sem comer nada.

    A viagem em si não foi muito má tirando o facto de o comboio estar parado no meio da Bulgária durante uma hora ou mais e não haver vivalma na minha carruagem sem ser um irlandês e uma australiana que felizmente me fizeram companhia.

    Pelas 3 da manhã chegámos à fronteira com a Turquia. Íamos apanhar um autocarro até Istambul. Acho que nunca fiquei tão contente com a perspectiva de andar de autocarro. A razão era simples, todas as companhias de autocarros na Turquia dão água aos passageiros. E foi assim que consegui o meu copinho de água às 3 da manhã. Acredita, soube-me pela vida, a essa hora já tinha passado o estado de fome, só tinha sede.

    No controlo de passaporte, também aprendi de que desde que se tenha um homem à nossa espera na Turquia deixam-te passar quase sem perguntas. A minha conversa foi do género:

    Entrego o resident permit.

    – Are you Erasmus?

    – No.

    – Are you working in Turkey?

    – No…

    – So…

    – Ah, my boyfriend is Turkish and…

    – Oh, ok.

    Carimbo: Check!

    Não podia dizer que trabalhava porque não tinha visto de trabalho, mas esta desculpa pareceu se forte o suficiente para eu morar na Turquia.

    E pronto, passadas 4 horas estava a ver o nascer do sol em Istambul. Também foi uma oportunidade de ver Istambul quase vazia (era Domingo) e para quem já lá esteve, sabe que é algo muito raro 😉

    Amanhecer em Istambul 🙂

    Lições (re)aprendidas? Certifiquem-se que levam água e comida decente para a viagem!!!

     

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    10 experiências inesquecíveis a viver na Turquia https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/24/10-experiencias-inesqueciveis-na-turquia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-experiencias-inesqueciveis-na-turquia https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/24/10-experiencias-inesqueciveis-na-turquia/#respond Sat, 24 Sep 2016 19:56:20 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=634 “Amandares-te” de um precipício em Fethiye (com parapente, se não vai ser a primeira e última experiência). 2. Anda de balão na Cappadocia e vê o nascer o sol a iluminar uma paisagem única. 3. Faz um picnic no topo de um anfiteatro com mais de 2000 anos. 4. Vê o pôr-do-sol num ferry que te leva desde a Europa até à Ásia em Istambul. 5. Molha os pés num “castelo de algodão” gigante. 6. Delicia-te com um Kahvalti (pequeno almoço Turco) em qualquer parte da Turquia. 7.Passeia pelos milhões de Tulipas que florescem em Istambul todas as primaveras. 8. Conduz pela estrada mais bonita da Turquia 9. Navega sob as ruínas submersas de Kekova. 10. Mergulha na piscina da Cleópatra e descobre as suas ruínas milenares.

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  • “Amandares-te” de um precipício em Fethiye (com parapente, se não vai ser a primeira e última experiência).
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    2. Anda de balão na Cappadocia e vê o nascer o sol a iluminar uma paisagem única.

    3. Faz um picnic no topo de um anfiteatro com mais de 2000 anos.

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    4. Vê o pôr-do-sol num ferry que te leva desde a Europa até à Ásia em Istambul.

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    5. Molha os pés num “castelo de algodão” gigante.

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    6. Delicia-te com um Kahvalti (pequeno almoço Turco) em qualquer parte da Turquia.

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    7.Passeia pelos milhões de Tulipas que florescem em Istambul todas as primaveras.

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    8. Conduz pela estrada mais bonita da Turquia

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    9. Navega sob as ruínas submersas de Kekova.

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    10. Mergulha na piscina da Cleópatra e descobre as suas ruínas milenares.

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    De Antália a Izmir e os 1000 quilómetros de mota (3/3) https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/07/610/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=610 https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/07/610/#comments Wed, 07 Sep 2016 21:21:24 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=610 Bodrum Em 2014 fizemos (eu e o Mehmet) uma visita flash a Bodrum. O nosso objectivo era chegar às Ilhas Gregas e Bodrum é um dos melhores sítios na Turquia para tal. É uma cidade portuária pequenina, boa para conhecer durante um dia. Alaçati Alaçati parece que foi construída única e exclusivamente para tirar fotos para o Instagram. É uma pequena vila, conhecida por todos os turcos como “o sítio onde todos os famosos e ricos vão passar férias”. Alaçati tem cafés e restaurantes que parecem saídos das Ilhas Gregas, concept stores dignas de Berlim ou Barcelona e os preços de Paris. Por preços de Paris, compreende-se: Apeteceu-me um gelado. Sentámo-nos num café. O empregado trouxe o menu. Arregalámos os olhos. Saímos do café. Fomos comprar um Magnum ao supermercado ao lado. Estava soberbo 😀 Ficámos alojados em Çesme num hotel/hostel. Os preços são mais comedidos do que em Alaçati e tem praia. Sirence & Selçuk Os operadores turísticos vendem Sirince como a zona vitivinícola de onde saem os melhores vinhos da Turquia. É mentira. Toda a gente que já provou vinho sabe que aquilo que lá se vende não é vinho, muito menos o menos do melhor. Vinho de alperce, morangos, framboesas e sabe lá deus de mais o quê, todos em garrafas com rótulos com um belo design, feitos para agradar ao turista mais céptico. Mas Sirince vale a pela visitar pela vila e paisagem em si. Casas otomanas brancas, uma paisagem verdejante que muitas vezes se funde com as habitações e ruas ainda com mais locais do que turistas. É bom visitar fora de uma tour organizada porque normalmente não dão tempo suficiente para ver a vila como deve ser. Ephesus Não existe vídeo promocional Turco que não tenha pelo menos uma referência a Ephesus. Esta cidade em ruínas é uma das maiores e mais bem conservadas cidades “Greco-Romanas” do Mundo. Eu adoro ruínas, e estas são umas das melhores que já vi. Há partes tão bem conservadas e reconstituídas que conseguia imaginar os Romanos a passearem-se por aquelas ruas com as suas togas e a viver ali a sua vida. Izmir As memórias que tenho de Izmir são um pouco agridoces. Se por um lado passei lá um dia muito giro de passeio com os meus amigos em 2013, em 2015 Izmir – mais concretamente o aeroporto – foi o palco do meu breakup com o meu namorado e com a Turquia (há palavra para isto em português?!!) o que fez com que as minhas recordações de Izmir sejam de um dia agoniante que acabou com soluços, ranho e lágrimas. Para não parecer que é um sítio horrível, aqui vai o meu Izmir de 2013: Izmir é a cidade mais europeia da Turquia e a cidade mais admirada pelos turcos. Não sei porquê, mas cada vez que se fala de Izmir com pessoas turcas, parece que estamos a falar assim dum lugar idílico e distante, tipo Nárnia. Ainda não percebi bem essa cena. Acho que para viver deve ser das melhores cidades, de facto. É moderna, a mentalidade é mais aberta que o normal, os sinais da mão da religião são mais leves comparativamente ao resto da Turquia. Para turismo, não é a 8ª maravilha do mundo. Tem uma torre de relógio engraçada e é basicamente isso. E foi assim que chegou ao fim a minha aventura Turca. Foram duas semanas inesquecíveis que guardo com muito carinho. Acho que foram as férias mais baratas da minha vida porque custaram uns 200€ (sem contar com o parapente) e no fim, na minha conta turca tinha 25 Liras. Ajudou o facto de comermos consecutivamente sandes de tomate com queijo, tomate com atum e tomate com queijo e fiambre (de vaca)… também foi bom para perder um ou dois quilos. Não comi tomate durante o mês seguinte! That’s all folks!

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    Bodrum

    Em 2014 fizemos (eu e o Mehmet) uma visita flash a Bodrum. O nosso objectivo era chegar às Ilhas Gregas e Bodrum é um dos melhores sítios na Turquia para tal. É uma cidade portuária pequenina, boa para conhecer durante um dia.

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    Alaçati

    Alaçati parece que foi construída única e exclusivamente para tirar fotos para o Instagram. É uma pequena vila, conhecida por todos os turcos como “o sítio onde todos os famosos e ricos vão passar férias”. Alaçati tem cafés e restaurantes que parecem saídos das Ilhas Gregas, concept stores dignas de Berlim ou Barcelona e os preços de Paris. Por preços de Paris, compreende-se:

    Apeteceu-me um gelado. Sentámo-nos num café. O empregado trouxe o menu. Arregalámos os olhos. Saímos do café. Fomos comprar um Magnum ao supermercado ao lado. Estava soberbo 😀

    Ficámos alojados em Çesme num hotel/hostel. Os preços são mais comedidos do que em Alaçati e tem praia.

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    Sirence & Selçuk

    Os operadores turísticos vendem Sirince como a zona vitivinícola de onde saem os melhores vinhos da Turquia. É mentira. Toda a gente que já provou vinho sabe que aquilo que lá se vende não é vinho, muito menos o menos do melhor. Vinho de alperce, morangos, framboesas e sabe lá deus de mais o quê, todos em garrafas com rótulos com um belo design, feitos para agradar ao turista mais céptico.

    Mas Sirince vale a pela visitar pela vila e paisagem em si. Casas otomanas brancas, uma paisagem verdejante que muitas vezes se funde com as habitações e ruas ainda com mais locais do que turistas. É bom visitar fora de uma tour organizada porque normalmente não dão tempo suficiente para ver a vila como deve ser.

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    Ephesus

    Não existe vídeo promocional Turco que não tenha pelo menos uma referência a Ephesus. Esta cidade em ruínas é uma das maiores e mais bem conservadas cidades “Greco-Romanas” do Mundo. Eu adoro ruínas, e estas são umas das melhores que já vi. Há partes tão bem conservadas e reconstituídas que conseguia imaginar os Romanos a passearem-se por aquelas ruas com as suas togas e a viver ali a sua vida.

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    Izmir

    As memórias que tenho de Izmir são um pouco agridoces. Se por um lado passei lá um dia muito giro de passeio com os meus amigos em 2013, em 2015 Izmir – mais concretamente o aeroporto – foi o palco do meu breakup com o meu namorado e com a Turquia (há palavra para isto em português?!!) o que fez com que as minhas recordações de Izmir sejam de um dia agoniante que acabou com soluços, ranho e lágrimas.

    Para não parecer que é um sítio horrível, aqui vai o meu Izmir de 2013:

    Izmir é a cidade mais europeia da Turquia e a cidade mais admirada pelos turcos. Não sei porquê, mas cada vez que se fala de Izmir com pessoas turcas, parece que estamos a falar assim dum lugar idílico e distante, tipo Nárnia. Ainda não percebi bem essa cena. Acho que para viver deve ser das melhores cidades, de facto. É moderna, a mentalidade é mais aberta que o normal, os sinais da mão da religião são mais leves comparativamente ao resto da Turquia. Para turismo, não é a 8ª maravilha do mundo. Tem uma torre de relógio engraçada e é basicamente isso.

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    E foi assim que chegou ao fim a minha aventura Turca. Foram duas semanas inesquecíveis que guardo com muito carinho. Acho que foram as férias mais baratas da minha vida porque custaram uns 200€ (sem contar com o parapente) e no fim, na minha conta turca tinha 25 Liras. Ajudou o facto de comermos consecutivamente sandes de tomate com queijo, tomate com atum e tomate com queijo e fiambre (de vaca)… também foi bom para perder um ou dois quilos.

    Não comi tomate durante o mês seguinte!

    That’s all folks!

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    De Antália a Izmir e os 1000 quilómetros de mota (2/3) https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/06/de-antalia-a-izmir-e-os-1000-quilometros-de-mota-23/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=de-antalia-a-izmir-e-os-1000-quilometros-de-mota-23 https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/06/de-antalia-a-izmir-e-os-1000-quilometros-de-mota-23/#comments Tue, 06 Sep 2016 22:11:49 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=587 Kas: Esta foi a primeira vez que a dura realidade das viagens de mota me atingiu. Atingiu-me nas costas e no rabo! De Olympos até Kas são uns 140 KM, que de carro até se faz muito bem, mas de mota são quase 4 horas de sofrimento. Anyway. Kas: a vila mais perfeita da costa Turca. Não há nada para não gostar em Kas, só os preços. Ficámos novamente numa tendinha, mas nesta vez era quase uma tenda de luxo. Casa de banho ao lado, pequeno-almoço incluído e um cão bebé que gostava de nos morder os pés (mas era adorável). Dois minutos de mota depois estávamos no centro, a passear entre casas otomanas e restaurantes e cafés dignos do Pinterest. Durante dois dias perdemos a cabeça e fomos comer um bolo e beber um copo de vinho ao Dedikodu, que tem um terraço com vista a marina. É das melhores memórias que tenho de Kas por isso foram uns 7 euros bem gastos! Durante o dia dá para visitar as praias de Kas ou ir a Kaputas, a praia mais conhecida. Também existem várias day trips, mas por falta de fundos decidimos andar a torrar de praia em praia. No último dia fizemos uma snorkeling trip para ver peixinhos 🙂 Fethiye Sei que isto parece cliché, mas guardo para mim um dos dias da estadia em Fethiye como um dos melhores dias da minha curta existência. Por duas razões: andar de parapente e viajar pela estrada mais bonita que já vi. Em Fethiye encontrámos um género de “paraíso fiscal” dos pobres. Jantares a 3 ou 4€, quartos privados com casa de banho a 10€ por noite e bolos na marina a 1€ em vez de 5 como em Kas 😀 A atracção mais conhecida de Fethiye é, sem dúvida, a descida de parapente desde uma montanha de dois mil metros. Nunca tinha pensado em fazer parapente, mas depois de ver as fotografias da vista que se consegue lá de cima, não havia como escapar ao facto de ter de o fazer. E foi incrível. As pessoas que saltam connosco (e que têm a nossa vidinha nas mãos) fazem cerca de 4 ou 5 saltos por dia, por isso nem nos dão tempo para ter medo. Vestem-nos uns casacos, pões lá aquelas fitas de segurança, dizem algo como “quando eu disser anda, tu andas; quando disser corre, tu corres e quando disser senta-te, tu sentas-te” e é isto. Em menos de um minuto estava a seguir as instruções e quando chegamos ao fim do “precipício” já estávamos a voar. No início foi um bocado assustador porque “lá em cima”, ou seja, a uns 2300 ou 2500 metro há imenso vento e não estava nada à espera disso. Depois habituei-me e enquanto sobrevoar o mar, sentadinha confortavelmente a olhar para uma praia com água turquesa e montanhas à volta… Sentia-me simplesmente feliz. O mais perigoso é mesmo a aterragem que é feita numa área pedonal onde as pessoas em vez de se desviarem ficam a olhar tipo parvas para aqueles pombos gigantes que decidem aterrar por ali. Como se isto não bastasse para ser um dia perfeito, usámos o resto da tarde para ir dar um mergulho e quando o sol já ia baixo, lançamo-nos à estrada para vermos o Vale das Borboletas (a outra grande atracção de Fethiye) de cima – o vale só é acessível por barco. Não estava minimamente à espera que esta estrada fosse tão espectacular… até tartarugas a atravessar a estrada havia! O Vale das Borboletas é muito melhor visto de cima, a praia em si é uma desilusão porque é um ponto de paragem para todas as santas viagens de barco na região o que estraga um bocado o lema do “paraíso intocado”. Dalyan 2015 foi também a segunda vez que fui a Dalyan. Quis regressar porque simplesmente tem praia que considero ser a melhor da Turquia. E passo aos meus argumentos: – só da para se chegar à praia de barco, o que significa menos gente que o resto das praias. O caminho demora cerca de 20 minutos num pequeno barco que recolhe as pessoas dos hotéis e hostels e faz um caminho serpenteado pelo meio de uma vasta floresta de canas. – no caminho, para além de se ver as ruinas lycias também se vislumbram tartarugas bem grandes que habitam por ali – a praia é tudo o que uma pessoa que está habituada às praias da Portuguesas pode querer: é gigante (pode-se andar a pé durante horas), tem areia, não tem multidões, tem ondas não demasiado grandes e tem água quente (que é o que falta às praias da Portuguesas. Sempre.). Não há nenhuma praia que me dê tanto prazer como esta. Consigo estar horas a fazer carreirinhas na água sem ficar a tremer e no fim ainda posso deitar-me numa toalha no chão em vez de numa cadeira paga porque não vou ficar com as costas todas doridas 😀 Ficámos no Dalyan Camping e recomendo!   A viagem interminável continua aqui!

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    Kas: Esta foi a primeira vez que a dura realidade das viagens de mota me atingiu. Atingiu-me nas costas e no rabo! De Olympos até Kas são uns 140 KM, que de carro até se faz muito bem, mas de mota são quase 4 horas de sofrimento.

    Anyway. Kas: a vila mais perfeita da costa Turca.

    Não há nada para não gostar em Kas, só os preços. Ficámos novamente numa tendinha, mas nesta vez era quase uma tenda de luxo. Casa de banho ao lado, pequeno-almoço incluído e um cão bebé que gostava de nos morder os pés (mas era adorável). Dois minutos de mota depois estávamos no centro, a passear entre casas otomanas e restaurantes e cafés dignos do Pinterest. Durante dois dias perdemos a cabeça e fomos comer um bolo e beber um copo de vinho ao Dedikodu, que tem um terraço com vista a marina. É das melhores memórias que tenho de Kas por isso foram uns 7 euros bem gastos!

    Kaputas
    Kaputas
    Snorkeling
    Snorkeling
    Kas
    Kas
    Kaputas
    Kaputas

    Durante o dia dá para visitar as praias de Kas ou ir a Kaputas, a praia mais conhecida. Também existem várias day trips, mas por falta de fundos decidimos andar a torrar de praia em praia. No último dia fizemos uma snorkeling trip para ver peixinhos 🙂

    Fethiye

    Sei que isto parece cliché, mas guardo para mim um dos dias da estadia em Fethiye como um dos melhores dias da minha curta existência. Por duas razões: andar de parapente e viajar pela estrada mais bonita que já vi. Em Fethiye encontrámos um género de “paraíso fiscal” dos pobres. Jantares a 3 ou 4€, quartos privados com casa de banho a 10€ por noite e bolos na marina a 1€ em vez de 5 como em Kas 😀

    A atracção mais conhecida de Fethiye é, sem dúvida, a descida de parapente desde uma montanha de dois mil metros. Nunca tinha pensado em fazer parapente, mas depois de ver as fotografias da vista que se consegue lá de cima, não havia como escapar ao facto de ter de o fazer. E foi incrível.

    As pessoas que saltam connosco (e que têm a nossa vidinha nas mãos) fazem cerca de 4 ou 5 saltos por dia, por isso nem nos dão tempo para ter medo. Vestem-nos uns casacos, pões lá aquelas fitas de segurança, dizem algo como “quando eu disser anda, tu andas; quando disser corre, tu corres e quando disser senta-te, tu sentas-te” e é isto. Em menos de um minuto estava a seguir as instruções e quando chegamos ao fim do “precipício” já estávamos a voar. No início foi um bocado assustador porque “lá em cima”, ou seja, a uns 2300 ou 2500 metro há imenso vento e não estava nada à espera disso. Depois habituei-me e enquanto sobrevoar o mar, sentadinha confortavelmente a olhar para uma praia com água turquesa e montanhas à volta… Sentia-me simplesmente feliz.

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    Skywalkers. Parapente + Fotos e vídeos = +- 100€

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    WATCH OUT, WATCH OUT, WATCH OUT!!!!

    O mais perigoso é mesmo a aterragem que é feita numa área pedonal onde as pessoas em vez de se desviarem ficam a olhar tipo parvas para aqueles pombos gigantes que decidem aterrar por ali.

    Como se isto não bastasse para ser um dia perfeito, usámos o resto da tarde para ir dar um mergulho e quando o sol já ia baixo, lançamo-nos à estrada para vermos o Vale das Borboletas (a outra grande atracção de Fethiye) de cima – o vale só é acessível por barco. Não estava minimamente à espera que esta estrada fosse tão espectacular… até tartarugas a atravessar a estrada havia!

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    Estrada!
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    Vale das Borboletas

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    Tartarugaaaaa

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    O Vale das Borboletas é muito melhor visto de cima, a praia em si é uma desilusão porque é um ponto de paragem para todas as santas viagens de barco na região o que estraga um bocado o lema do “paraíso intocado”.

    Dalyan

    2015 foi também a segunda vez que fui a Dalyan. Quis regressar porque simplesmente tem praia que considero ser a melhor da Turquia. E passo aos meus argumentos:

    – só da para se chegar à praia de barco, o que significa menos gente que o resto das praias. O caminho demora cerca de 20 minutos num pequeno barco que recolhe as pessoas dos hotéis e hostels e faz um caminho serpenteado pelo meio de uma vasta floresta de canas.

    – no caminho, para além de se ver as ruinas lycias também se vislumbram tartarugas bem grandes que habitam por ali

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    Qual marés vivas qual quê!

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    – a praia é tudo o que uma pessoa que está habituada às praias da Portuguesas pode querer: é gigante (pode-se andar a pé durante horas), tem areia, não tem multidões, tem ondas não demasiado grandes e tem água quente (que é o que falta às praias da Portuguesas. Sempre.). Não há nenhuma praia que me dê tanto prazer como esta. Consigo estar horas a fazer carreirinhas na água sem ficar a tremer e no fim ainda posso deitar-me numa toalha no chão em vez de numa cadeira paga porque não vou ficar com as costas todas doridas 😀

     

    A viagem interminável continua aqui!

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    De Antália a Izmir e os 1000 quilómetros de mota (1/3) https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/06/antalia-izmir-turquia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=antalia-izmir-turquia https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/06/antalia-izmir-turquia/#comments Tue, 06 Sep 2016 21:04:39 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=550 A costa da Turquia é um dos meus sítios preferidos neste mundo. Felizmente já tive a oportunidade de visitar diferentes partes em três anos (2013, 2014 e 2015) e nunca desilude. A água é azul-turquesa, limpa e quente. A paisagem é rochosa, verde e muitos sítios permanecem, ainda, intocados. Há de tudo: desde ruínas com milhares de anos em praias paradisíacas e anfiteatros no meio das montanhas a tartarugas a passear calmamente (ou não seriam elas tartarugas) pelas estradas. No Verão de 2015, eu e o meu namorado da altura (Turco) fizemos uma road trip de mota desde Antália até Izmir. Foram duas semanas de praia, sol, mergulhos, intensas dores de costas, poupanças e contagens até ao último cêntimo (ou kurus, neste caso). Se estás a pensar fazer uma viagem por esta parte da Turquia, aqui estão os sítios que têm que estar a tua lista: Antália Antália tem um lugar especial no meu coração por razões que já expliquei aqui e aqui. Não é de longe a cidade mais bonita da Turquia, mas tem aquele ambiente descontraído de cidade à beira mar sem ser uma seca total. A parte mais antiga – Kaleiçi  (nas fotos) – tem uma personalidade forte, distinguindo-se pelas suas casas otomanas recentemente restauradas e pelo chão em pedra. O miradouro e a baía têm uma vista imperdível sobre as montanhas, a cidade e o pôr-do-sol. Segue-se um jantar no maravilhoso Castle Café Bar (a vista compensa os preços turísticos) e acreditamos que chegámos ao céu 🙂 Recomendação de refeição low cost: Çitir Balik (sandes de todo o tipo de peixe com salada e molhos à descrição!) Antália é também a rainha das “day-trips” uma vez que está rodeada de sítios que devem ser visitados. Aspendus Side Kursunlu Waterfalls Apesar de ser possível ir a estes sítios de autocarro, todas as agências de viagens de Antália têm tours que combinam as 3 atracções (mais Perge) num dia e a preços razoáveis. Para quem não quer perder muito tempo acho que é a opção perfeita. Eu fiz a minha com a Solymos Travel com um guia muito simpático e um grupo só de 10 pessoas. Termessos Termessos é dos sítios mais difíceis de chegar devido à falta de informação na internet. Quando se tem carro é fácil, quando não se tem há que usar a imaginação. Claro que nós (eu e uma amiga Romena) não tínhamos carro e fomos à aventura. Para lá, apanhámos um autocarro até à base do parque (sai frequentemente da estação de Antália). À entrada lá estava um táxi  – preparadíssimo à espera de clientes, porque a subir até à entrada a sério são umas 2/3 horas a pé – com o qual tivemos que negociar durante 5 minutos. “Somos estudantes”, “não temos dinheiro” e “então vamos a pé” são grandes argumentos. Passados 15 minutos: subida até à entrada a sério do parque, check! Descida: nada de táxis, ninguém parece ir descer de carro, por isso toca a ir a pé. “Ao menos a descer todos os santos ajudam”, pensámos nós tentando-nos conformar com o que nos esperava. Eis senão quando passa uma carrinha por nós, com dois homens que perguntam “querem boleia?”. Olhámos uma para a outra por trás dos nossos óculos escuros, e no segundo seguinte passou-nos isto pela cabeça: “podemos ser raptadas e violadas, mas as probabilidades não são assim tão altas e já estamos cansadas de andar a subir e a descer montanhas…”. Sorrimos uma para a outra sem nada verbalizar, acenámos e lá entrámos no carro. Felizmente a minha amiga falava turco, por isso ficou ela encarregue de dar conversa aos homens que até lhe perguntaram quanto é que ela ganhava (isto na Turquia é menos estranho do que parece) e um disse que era massagista e que devíamos ir ao spa dele. Tudo dentro da normalidade portanto. No fim, acabaram por nos deixar sãs e salvas e ainda hoje devem estar à espera de uma chamada nossa para ir ao spa. Dê por onde der, é uma paragem obrigatória quando se vai a Antália. Uma das experiências “top” desta viagem foi o picnic, depois de uma hora de subida, sentadas numa janela do anfiteatro. Olympos Olympos é a meca dos jovens turcos. É a zona mais descontraída da Turquia, conhecida pelas suas praias de sonho e pelas casas nas árvores (sim, os hostels são em cima das árvores). Tem tudo o que uma pessoa precisa: praia, montanhas flamejantes, ruínas (algumas na praia!) e sossego.   É um dos meus sítios preferidos na Turquia. Da última vez que lá estive (durante a viagem de mota) ficámos numa tendinha num parque de campismo muito simpático, chamado Olympos Woods. Era a opção mais barata e custou-nos cerca de 3 euros a cada por noite. Com um supermercado relativamente perto para comprar comida, é o sítio ideal para uns dias low cost. Claro que um paraíso no meio do nada tem os seus inconvenientes, porque quando se fica sem bateria na mota, o mecânico mais perto é a 90 quilómetros… pois… resolveu-se a empurrar uma mota por uma estrada toda escavacada adentro. Coisas giras que acontecem, mas vale a pena! Kekova Ou cidade afundada, é uma pequena ilha conhecida pelas suas ruínas submersas. Fui a Kekova em 2013 enquanto fazia voluntariado em Antália com a equipa do projecto. Tivemos a sorte de terem sido os turcos a organizar a coisa e tínhamos um barco só para nós (mega luxo!) durante um dia inteiro. Foi um dos meus dias preferidos enquanto estive a fazer voluntariado na Turquia. Apanhámos sol, o barco ia parando para mergulharmos na água mais azul que já vi, passámos por ruínas submersas (tenho um fraquinho por coisas antigas debaixo de água), almoçámos comidinhas turcas deliciosas no barco e acabámos o dia a visitar uma cidadezinha portuária e a nadar perto de túmulos com milhares de anos. Ficam as fotos e as saudades. Vídeo das duas semanas: A viagem continua aqui!

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    A costa da Turquia é um dos meus sítios preferidos neste mundo. Felizmente já tive a oportunidade de visitar diferentes partes em três anos (2013, 2014 e 2015) e nunca desilude. A água é azul-turquesa, limpa e quente. A paisagem é rochosa, verde e muitos sítios permanecem, ainda, intocados. Há de tudo: desde ruínas com milhares de anos em praias paradisíacas e anfiteatros no meio das montanhas a tartarugas a passear calmamente (ou não seriam elas tartarugas) pelas estradas.

    No Verão de 2015, eu e o meu namorado da altura (Turco) fizemos uma road trip de mota desde Antália até Izmir. Foram duas semanas de praia, sol, mergulhos, intensas dores de costas, poupanças e contagens até ao último cêntimo (ou kurus, neste caso).

    Se estás a pensar fazer uma viagem por esta parte da Turquia, aqui estão os sítios que têm que estar a tua lista:

    Antália

    Antália tem um lugar especial no meu coração por razões que já expliquei aqui e aqui. Não é de longe a cidade mais bonita da Turquia, mas tem aquele ambiente descontraído de cidade à beira mar sem ser uma seca total. A parte mais antiga – Kaleiçi  (nas fotos) – tem uma personalidade forte, distinguindo-se pelas suas casas otomanas recentemente restauradas e pelo chão em pedra. O miradouro e a baía têm uma vista imperdível sobre as montanhas, a cidade e o pôr-do-sol. Segue-se um jantar no maravilhoso Castle Café Bar (a vista compensa os preços turísticos) e acreditamos que chegámos ao céu 🙂

    Recomendação de refeição low cost: Çitir Balik (sandes de todo o tipo de peixe com salada e molhos à descrição!)

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    Antália é também a rainha das “day-trips” uma vez que está rodeada de sítios que devem ser visitados.

    Aspendus

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    Side

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    Kursunlu Waterfalls

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    Apesar de ser possível ir a estes sítios de autocarro, todas as agências de viagens de Antália têm tours que combinam as 3 atracções (mais Perge) num dia e a preços razoáveis. Para quem não quer perder muito tempo acho que é a opção perfeita. Eu fiz a minha com a Solymos Travel com um guia muito simpático e um grupo só de 10 pessoas.

    Termessos

    Termessos é dos sítios mais difíceis de chegar devido à falta de informação na internet. Quando se tem carro é fácil, quando não se tem há que usar a imaginação. Claro que nós (eu e uma amiga Romena) não tínhamos carro e fomos à aventura. Para lá, apanhámos um autocarro até à base do parque (sai frequentemente da estação de Antália). À entrada lá estava um táxi  – preparadíssimo à espera de clientes, porque a subir até à entrada a sério são umas 2/3 horas a pé – com o qual tivemos que negociar durante 5 minutos. “Somos estudantes”, “não temos dinheiro” e “então vamos a pé” são grandes argumentos. Passados 15 minutos: subida até à entrada a sério do parque, check!

    Descida: nada de táxis, ninguém parece ir descer de carro, por isso toca a ir a pé. “Ao menos a descer todos os santos ajudam”, pensámos nós tentando-nos conformar com o que nos esperava. Eis senão quando passa uma carrinha por nós, com dois homens que perguntam “querem boleia?”. Olhámos uma para a outra por trás dos nossos óculos escuros, e no segundo seguinte passou-nos isto pela cabeça: “podemos ser raptadas e violadas, mas as probabilidades não são assim tão altas e já estamos cansadas de andar a subir e a descer montanhas…”. Sorrimos uma para a outra sem nada verbalizar, acenámos e lá entrámos no carro. Felizmente a minha amiga falava turco, por isso ficou ela encarregue de dar conversa aos homens que até lhe perguntaram quanto é que ela ganhava (isto na Turquia é menos estranho do que parece) e um disse que era massagista e que devíamos ir ao spa dele. Tudo dentro da normalidade portanto. No fim, acabaram por nos deixar sãs e salvas e ainda hoje devem estar à espera de uma chamada nossa para ir ao spa.

    Dê por onde der, é uma paragem obrigatória quando se vai a Antália. Uma das experiências “top” desta viagem foi o picnic, depois de uma hora de subida, sentadas numa janela do anfiteatro.

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    Olympos

    Olympos é a meca dos jovens turcos. É a zona mais descontraída da Turquia, conhecida pelas suas praias de sonho e pelas casas nas árvores (sim, os hostels são em cima das árvores). Tem tudo o que uma pessoa precisa: praia, montanhas flamejantes, ruínas (algumas na praia!) e sossego.   É um dos meus sítios preferidos na Turquia.

    Da última vez que lá estive (durante a viagem de mota) ficámos numa tendinha num parque de campismo muito simpático, chamado Olympos Woods. Era a opção mais barata e custou-nos cerca de 3 euros a cada por noite. Com um supermercado relativamente perto para comprar comida, é o sítio ideal para uns dias low cost.

    Olympos
    Olympos
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    Çirali/Olympos
    Chimaera
    Chimaera – a montanha flamejante cujas chamas nunca se apagam.
    Phaselis - a melhor descoberta da viagem! - praia, ruínas e natureza, what else!
    Phaselis – a melhor descoberta da viagem! – praia, ruínas e natureza, what else!

    Claro que um paraíso no meio do nada tem os seus inconvenientes, porque quando se fica sem bateria na mota, o mecânico mais perto é a 90 quilómetros… pois… resolveu-se a empurrar uma mota por uma estrada toda escavacada adentro. Coisas giras que acontecem, mas vale a pena!

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    Parque de Campismo
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    Sim, foi nisto que fizemos 1000km…

    Kekova

    Ou cidade afundada, é uma pequena ilha conhecida pelas suas ruínas submersas. Fui a Kekova em 2013 enquanto fazia voluntariado em Antália com a equipa do projecto. Tivemos a sorte de terem sido os turcos a organizar a coisa e tínhamos um barco só para nós (mega luxo!) durante um dia inteiro. Foi um dos meus dias preferidos enquanto estive a fazer voluntariado na Turquia. Apanhámos sol, o barco ia parando para mergulharmos na água mais azul que já vi, passámos por ruínas submersas (tenho um fraquinho por coisas antigas debaixo de água), almoçámos comidinhas turcas deliciosas no barco e acabámos o dia a visitar uma cidadezinha portuária e a nadar perto de túmulos com milhares de anos. Ficam as fotos e as saudades.

    2013-16-07-21
    Vale tanto a pena!

    2013-16-07-99

    2013-16-07-149
    Cabrinha à vista!!!

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    Vídeo das duas semanas:

    A viagem continua aqui!

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