Partidas Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/partidas/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sat, 05 Mar 2022 13:36:58 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Partidas Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/partidas/ 32 32 Como viver experiências únicas em viagem https://www.mudancasconstantes.com/2022/03/05/como-viver-experiencias-unicas-em-viagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=como-viver-experiencias-unicas-em-viagem https://www.mudancasconstantes.com/2022/03/05/como-viver-experiencias-unicas-em-viagem/#respond Sat, 05 Mar 2022 13:36:52 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=8580 São as pessoas que conhecemos e as experiências que vivemos que tornam as viagens inesquecíveis. Estas experiências podem ser algo tão simples como ir ao supermercado ou fazer uma caminhada num parque. Viver a realidade de outras culturas é em si uma viagem. Este post é um conjunto de ideias para tornares as tuas viagens em experiências mais autênticas, com contacto com a cultura, natureza e pessoas do teu destino. Afinal, não se pode chamar “viajar” a ficar num resort a beber cocktails! Desportos aquáticos e aventuras “radicais” É um pouco irónico ter este item no topo da minha lista, visto que não sou uma pessoa muito radical. Contudo, quando comecei a pensar nalgumas das melhores experiências que alguma vez vivi em viagem veio-me imediatamente à cabeça aprender a mergulhar em Koh Tao, aprender a surfar no Sri Lanka, Black Water Rafting na Nova Zelândia e parapente em Olüdeniz. Todas estas experiências me fizeram ver o mundo de outra forma (literalmente) e também me ajudaram a formar amizades durante as minhas viagens, tanto com outros viajantes como com os instrutores. Por isso, atira-te! Aulas de cozinha ou de artesanato local Durante boa parte da minha vida, toda a gente me apelidava de “esquisita” em relação à comida. Com alguma razão devo dizer. Mas quando comecei a viajar mais frequentemente e a viver noutros países, comecei a comer (quase) tudo o que me punham à frente. Acabei mesmo por desenvolver uma paixão pela cozinha de outros países e querer a aprender como se fazem pratos locais. Quando viajo tento sempre aprender algumas receitas pelos meus amigos ou mesmo investir em aulas ou workshops de cozinha. Uma das aulas que mais gostei foi em Isfahan no Irão, foi uma noite muito bem passada onde aprendemos imenso sobre como vivem os iranianos (particularmente as mulheres) e comemos que nem uns reis, claro! Há países com tradições muito fortes ao nível do artesanato e também é uma óptima forma de contactar uma cultura. Aprende a língua Eu sei que uma língua não se aprende da noite para o dia e que não é possível aprender uma língua para cada viagem que fazemos. Aprender palavras básicas como “olá”, “desculpe” ou “obrigado” já nos traz muitos sorrisos. Contudo, se estiveres a planear ficar algumas semanas ou mesmo meses num destino, aprender a língua vai-te trazer muitos amigos e boas surpresas. Lê neste post algumas aplicações que te podem a ajudar a comunicar noutras línguas. Vai ao supermercado e aos mercados de rua Este é o passo mais simples e um dos meus preferidos! Os supermercados dizem muito sobre um país! Na Noruega, por exemplo, há muito poucas marcas e parece que o consumismo ainda não chegou lá. Por outro lado, Inglaterra tem todo o tipo possível e imaginário de batatas fritas com diferentes formas, sabores e cores. No Japão quase não existe fruta, mas comida já feita está por todo o lado e não é nada má! Nos mercados de rua podes encontrar alguma da melhor comida da tua vida e muitos ingredientes estranhos que só podem ser identificados com a ajuda do Google. A natureza chama-te Muita da vida local acontece nos parques e nas zonas verdes das cidades. É onde as famílias vão para passear, os “atletas” vão correr e onde os casais vão namorar. Podes dar de caras com sessões fotográficas de noivados, piqueniques deliciosos ou aulas de zumba e tai-chi. Os parques são a desculpa perfeita para fazer “people’s watching” e quiçá participar também numa destas actividades. Desde que descobri a aplicação All Trails (e há outras semelhantes) que costumo verificar se há boas caminhadas pertos dos lugares onde estou. Já fiz tantos trilhos fantásticos através desta aplicação que fiquei fã! Tempo Viajar com tempo não é propriamente uma actividade que possas fazer, mas é um estilo de viagem que invariavelmente te dará experiências únicas. Escrevi este post sobre como viajar com pouco ou nenhum dinheiro onde podes ler mais sobre as vantagens de viajar com tempo e com um orçamento reduzido. Com tempo podes usar mais transportes públicos, trabalhar nos lugares que visitas e absover a sua cultura. Vai ao teatro, cinema e espectáculos Dos clubes de stand-up em Nova Iorque ao teatro tradicional japonês, apoiar artistas locais não só é uma forma fantástica de praticar turismo sustentável como uma experiência alternativa ao típico itinerário turístico. Há opera e salas de espectáculo na Europa com preços muito acessíveis e a arquitectura dos edifícios em si só já vale uma visita. Pergunta no teu alojamento por ideias e recomendações. Explora “a noite” Uma série da Netflix chamada “Midnight in Asia” fez-me acrescentar este ponto. A noite nas cidades pode ser o oposto do dia. Principalmente em lugares com uma cultura de trabalho muito intensa e posturas mais conservadoras, a noite é onde as pessoas se libertam. Ruas, bares e discotecas enchem-se de gente à procura de diversão e descontração. É o Lado B de uma cultura. Espero que estas dicas te ajudem a viver as tuas viagens ao máximo!

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São as pessoas que conhecemos e as experiências que vivemos que tornam as viagens inesquecíveis. Estas experiências podem ser algo tão simples como ir ao supermercado ou fazer uma caminhada num parque. Viver a realidade de outras culturas é em si uma viagem.

Este post é um conjunto de ideias para tornares as tuas viagens em experiências mais autênticas, com contacto com a cultura, natureza e pessoas do teu destino. Afinal, não se pode chamar “viajar” a ficar num resort a beber cocktails!


Desportos aquáticos e aventuras “radicais”

É um pouco irónico ter este item no topo da minha lista, visto que não sou uma pessoa muito radical. Contudo, quando comecei a pensar nalgumas das melhores experiências que alguma vez vivi em viagem veio-me imediatamente à cabeça aprender a mergulhar em Koh Tao, aprender a surfar no Sri Lanka, Black Water Rafting na Nova Zelândia e parapente em Olüdeniz.

Todas estas experiências me fizeram ver o mundo de outra forma (literalmente) e também me ajudaram a formar amizades durante as minhas viagens, tanto com outros viajantes como com os instrutores. Por isso, atira-te!


Aulas de cozinha ou de artesanato local

Durante boa parte da minha vida, toda a gente me apelidava de “esquisita” em relação à comida. Com alguma razão devo dizer. Mas quando comecei a viajar mais frequentemente e a viver noutros países, comecei a comer (quase) tudo o que me punham à frente. Acabei mesmo por desenvolver uma paixão pela cozinha de outros países e querer a aprender como se fazem pratos locais.

Quando viajo tento sempre aprender algumas receitas pelos meus amigos ou mesmo investir em aulas ou workshops de cozinha. Uma das aulas que mais gostei foi em Isfahan no Irão, foi uma noite muito bem passada onde aprendemos imenso sobre como vivem os iranianos (particularmente as mulheres) e comemos que nem uns reis, claro!

Há países com tradições muito fortes ao nível do artesanato e também é uma óptima forma de contactar uma cultura.


Aprende a língua

Eu sei que uma língua não se aprende da noite para o dia e que não é possível aprender uma língua para cada viagem que fazemos. Aprender palavras básicas como “olá”, “desculpe” ou “obrigado” já nos traz muitos sorrisos. Contudo, se estiveres a planear ficar algumas semanas ou mesmo meses num destino, aprender a língua vai-te trazer muitos amigos e boas surpresas.

Lê neste post algumas aplicações que te podem a ajudar a comunicar noutras línguas.


Vai ao supermercado e aos mercados de rua

Este é o passo mais simples e um dos meus preferidos! Os supermercados dizem muito sobre um país! Na Noruega, por exemplo, há muito poucas marcas e parece que o consumismo ainda não chegou lá. Por outro lado, Inglaterra tem todo o tipo possível e imaginário de batatas fritas com diferentes formas, sabores e cores. No Japão quase não existe fruta, mas comida já feita está por todo o lado e não é nada má!

Nos mercados de rua podes encontrar alguma da melhor comida da tua vida e muitos ingredientes estranhos que só podem ser identificados com a ajuda do Google.


A natureza chama-te

Muita da vida local acontece nos parques e nas zonas verdes das cidades. É onde as famílias vão para passear, os “atletas” vão correr e onde os casais vão namorar. Podes dar de caras com sessões fotográficas de noivados, piqueniques deliciosos ou aulas de zumba e tai-chi.

Os parques são a desculpa perfeita para fazer “people’s watching” e quiçá participar também numa destas actividades.


Desde que descobri a aplicação All Trails (e há outras semelhantes) que costumo verificar se há boas caminhadas pertos dos lugares onde estou. Já fiz tantos trilhos fantásticos através desta aplicação que fiquei fã!


Tempo

Viajar com tempo não é propriamente uma actividade que possas fazer, mas é um estilo de viagem que invariavelmente te dará experiências únicas. Escrevi este post sobre como viajar com pouco ou nenhum dinheiro onde podes ler mais sobre as vantagens de viajar com tempo e com um orçamento reduzido.

Com tempo podes usar mais transportes públicos, trabalhar nos lugares que visitas e absover a sua cultura.


Vai ao teatro, cinema e espectáculos

Dos clubes de stand-up em Nova Iorque ao teatro tradicional japonês, apoiar artistas locais não só é uma forma fantástica de praticar turismo sustentável como uma experiência alternativa ao típico itinerário turístico.

Há opera e salas de espectáculo na Europa com preços muito acessíveis e a arquitectura dos edifícios em si só já vale uma visita. Pergunta no teu alojamento por ideias e recomendações.


Explora “a noite”

Uma série da Netflix chamada “Midnight in Asia” fez-me acrescentar este ponto. A noite nas cidades pode ser o oposto do dia. Principalmente em lugares com uma cultura de trabalho muito intensa e posturas mais conservadoras, a noite é onde as pessoas se libertam.

Ruas, bares e discotecas enchem-se de gente à procura de diversão e descontração. É o Lado B de uma cultura.

Espero que estas dicas te ajudem a viver as tuas viagens ao máximo!

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10 dicas para viajar em segurança https://www.mudancasconstantes.com/2022/02/22/10-dicas-viajar-seguranca/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-dicas-viajar-seguranca https://www.mudancasconstantes.com/2022/02/22/10-dicas-viajar-seguranca/#respond Tue, 22 Feb 2022 18:59:51 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=8511 Viajar de forma independente é um sinónimo de liberdade, mas também significa que todo o planeamento depende de ti. Se isso te parecer uma tarefa inalcançável, podes ter a certeza que não é! Estas são as minhas dicas para te preparares para o desconhecido e conseguir fintar as situações menos agradáveis que te possam aparecer pelo caminho. 1. Compra um cartão SIM Quando comecei a viajar era muito contra comprar um cartão SIM. Estava habituada a mapas em papel e chamadas para casa à custa do wifi dos hostels. Ainda assim, tenho que reconhecer que ter acesso ao Google Maps a qualquer altura em qualquer lugar tem as suas vantagens. Apesar de me adorar “perder” em cidades e vilas enveredando pelas ruas e ruelas que mais me chamam à atenção, dispenso perder-me em guetos à meia-noite num lugar onde não falo a língua. Outra vantagem de ter um cartão SIM é poderes trocar mensagens com pessoas que conheces “na estrada” e fazer planos com elas mais facilmente. A Internet nos hostels está longe de ser garantida.Claro que tudo isto também depende do destino que pretendes visitar. No Japão, por exemplo, há WiFi grátis em todo o lado e um cartão SIM, que ainda por cima é caro, torna-se inútil. Na dúvida, pesquisa. 2. Cuidado com as bebidas baratasRum ao preço da chuva, copos de cocktail de tamanho de baldes, cerveja com 9% de álcool são tudo ingredientes que fazem parte de uma boa viagem à volta do mundo. Contudo, beber até ficares inválido quando estás rodeado de pessoas que não conheces pode não ser a melhor ideia. Por isso, fica a dica: diverte-te, mas conhece os teus limites. 3. Faz cópias, duplica os cartõesNo caso de perderes ou de te roubarem o passaporte é muito mais fácil ires à embaixada ou consulado e arranjar um novo se tiveres registos do anterior. Não te esqueças de levar várias fotocópias do teu passaporte, digitaliza o passaporte e guarda a imagem no teu telemóvel e na cloud. Se tiveres que fazer vistos, leva várias fotografias tipo passe. Quanto aos cartões bancários, podes sempre andar com um ou dois na carteira e com um extra numa parte recôndita da tua mochila. Leva dois ou três cartões débito/crédito contigo caso percas um ou uma máquina multibanco te coma um. Um (ou mais) VISA e um (ou mais) Mastercard é a melhor estratégia, porque vais encontrar lugares que não aceitam um deles. 4. Informa-teFaz a tua pesquisa. Esta é a dica mais importante que posso dar. Informa-te sobre as leis do país, os costumes e a cultura. Hoje em dia não há desculpas para consumir drogas na Indonésia (pena de morte), voar drones no Irão (é o Irão…) ou andar de calções no Dubai. Pesquisa os esquemas para turistas mais comuns e junta-te a grupos de Facebook e fóruns sobre o país ou região que queres visitar, principalmente se fores para fora da tua zona de conforto. Conhecimento é poder em todo o lado e não custa nada estar preparado. 5. Lembra-te dos vistosPertencer à União Europeia é ter o privilégio de nos esquecermos que existem fronteiras e países onde a entrada só é possível com um visto na mão. Antes de comprares o voo para o teu destino, verifica quais são os requisitos de entrada. O passaporte português dá-te acesso facilitado ao mundo quase todo, mas podes ter que apresentar um voo de saída do país antes de entrares no avião ou comprovativos que tens x dinheiro na conta. 6. Faz um seguroHoje em dia fazer um seguro de viagem já não é um pesadelo. Seguradoras como a IATI são especializadas em viagens e cobrem tudo e mais alguma coisa que possas precisar. Se viajares para fora da Europa, recomendo a 100% fazer um seguro nem que seja por descargo de consciência. 7. Consulta do ViajanteA Consulta do Viajante é algo que a maioria das pessoas não sabe que existe. É uma consulta disponível em centros de saúde por todo o país e até online. Nessa consulta um médico vai indicar-te os cuidados a ter em cada lugar que pretendes visitar, as vacinas que tens que tomar e até a prescrição de medicamentos (como antibióticos) para levares em caso de emergência. É uma consulta essencial para todos os que quiserem visitar destinos mais exóticos.Não te esqueças do teu boletim individual de saúde/vacinas ou vais ter que lá voltar como eu. 8. Leva uma farmáciaNo seguimento dos últimos dois pontos, é sempre uma boa ideia levar uma pequena farmácia atrás, porque acredita, vais precisar. Estes são os mínimos olímpicos para te considerares preparado: Pensos rápidos Paracetamol / Ibuprofen Repelente de mosquitos Certificado de vacinas internacional Antibióticos de emergência (prescritos pelo médico na consulta do viajante) Protector solar UL 250 (diarreia) – probióticos são salva vidas Profilaxia da malária (se necessário) Em caso de emergência no país em que estás, visita uma farmácia com um ar legítimo em vez de comprar comprimidos à beira da estrada. Na Ásia e em África é comum vender-se comprimidos individuais em vez de uma caixa inteira. 9. Veste-te de acordo com as normasConcordemos ou não com as políticas e regras dos países que visitamos é importante respeitá-las. Nos países muçulmanos as mulheres devem andar com roupas mais “modestas” que não revelem demasiado o corpo e os homens não podem entrar com calções em mesquitas por exemplo. Em países asiáticos, muçulmanos e em grande parte da Europa não se entra em casa de outras pessoas com sapatos e as mesmas regras estendem-se a templos hindus, budistas e até a bares de praia. Mais uma vez, há que fazer o trabalho de casa e estar preparado. Caso sejas mulher, aconselho-te a teres sempre um lenço na mala para tapar ombros e/ou cabelo para nunca seres apanhada de surpresa e dependendo dos países, opta por calças largas e frescas em vez de calções e saias. 10. Segue o teu instinto: se não fizer sentido não o façasEsta pode parecer uma dica algo inútil, mas não é! Se o teu instinto te disser para não confiares naquela pessoa ou naquele lugar, não confies. “Não” é uma palavra tão legítima como “sim” e está lá para ser usada. Isto aplica-se a um taxista, a um vendedor, a um hostel ou a um host. Se o teu instinto disser “aqui não” pega nas tuas coisas e vai-te embora. Não deves nada a ninguém, só a ti mesmo/a. 10+1. Não te preocupes demasiadoÀs vezes vai chover, às vezes o teu comboio vai-se atrasar durante horas e muitas vezes vais ter que tomar banhos de água fria. Vais ser enganado por vendedores e ninguém escapa a uma ou outra intoxicação alimentar. E sabes que mais? Está tudo bem! As melhores histórias de viagem começam sempre com algo que corre mal ou com algo inesperado, por isso desde que não estejas em risco, abraça o imprevisto!

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Viajar de forma independente é um sinónimo de liberdade, mas também significa que todo o planeamento depende de ti. Se isso te parecer uma tarefa inalcançável, podes ter a certeza que não é! Estas são as minhas dicas para te preparares para o desconhecido e conseguir fintar as situações menos agradáveis que te possam aparecer pelo caminho.

1. Compra um cartão SIM

Quando comecei a viajar era muito contra comprar um cartão SIM. Estava habituada a mapas em papel e chamadas para casa à custa do wifi dos hostels. Ainda assim, tenho que reconhecer que ter acesso ao Google Maps a qualquer altura em qualquer lugar tem as suas vantagens.

Apesar de me adorar “perder” em cidades e vilas enveredando pelas ruas e ruelas que mais me chamam à atenção, dispenso perder-me em guetos à meia-noite num lugar onde não falo a língua.

Outra vantagem de ter um cartão SIM é poderes trocar mensagens com pessoas que conheces “na estrada” e fazer planos com elas mais facilmente. A Internet nos hostels está longe de ser garantida.
Claro que tudo isto também depende do destino que pretendes visitar. No Japão, por exemplo, há WiFi grátis em todo o lado e um cartão SIM, que ainda por cima é caro, torna-se inútil. Na dúvida, pesquisa.

2. Cuidado com as bebidas baratas
Rum ao preço da chuva, copos de cocktail de tamanho de baldes, cerveja com 9% de álcool são tudo ingredientes que fazem parte de uma boa viagem à volta do mundo. Contudo, beber até ficares inválido quando estás rodeado de pessoas que não conheces pode não ser a melhor ideia. Por isso, fica a dica: diverte-te, mas conhece os teus limites.

3. Faz cópias, duplica os cartões
No caso de perderes ou de te roubarem o passaporte é muito mais fácil ires à embaixada ou consulado e arranjar um novo se tiveres registos do anterior. Não te esqueças de levar várias fotocópias do teu passaporte, digitaliza o passaporte e guarda a imagem no teu telemóvel e na cloud. Se tiveres que fazer vistos, leva várias fotografias tipo passe.

Quanto aos cartões bancários, podes sempre andar com um ou dois na carteira e com um extra numa parte recôndita da tua mochila. Leva dois ou três cartões débito/crédito contigo caso percas um ou uma máquina multibanco te coma um. Um (ou mais) VISA e um (ou mais) Mastercard é a melhor estratégia, porque vais encontrar lugares que não aceitam um deles.

4. Informa-te
Faz a tua pesquisa. Esta é a dica mais importante que posso dar. Informa-te sobre as leis do país, os costumes e a cultura. Hoje em dia não há desculpas para consumir drogas na Indonésia (pena de morte), voar drones no Irão (é o Irão…) ou andar de calções no Dubai. Pesquisa os esquemas para turistas mais comuns e junta-te a grupos de Facebook e fóruns sobre o país ou região que queres visitar, principalmente se fores para fora da tua zona de conforto. Conhecimento é poder em todo o lado e não custa nada estar preparado.

5. Lembra-te dos vistos
Pertencer à União Europeia é ter o privilégio de nos esquecermos que existem fronteiras e países onde a entrada só é possível com um visto na mão. Antes de comprares o voo para o teu destino, verifica quais são os requisitos de entrada. O passaporte português dá-te acesso facilitado ao mundo quase todo, mas podes ter que apresentar um voo de saída do país antes de entrares no avião ou comprovativos que tens x dinheiro na conta.

6. Faz um seguro
Hoje em dia fazer um seguro de viagem já não é um pesadelo. Seguradoras como a IATI são especializadas em viagens e cobrem tudo e mais alguma coisa que possas precisar. Se viajares para fora da Europa, recomendo a 100% fazer um seguro nem que seja por descargo de consciência.

7. Consulta do Viajante
A Consulta do Viajante é algo que a maioria das pessoas não sabe que existe. É uma consulta disponível em centros de saúde por todo o país e até online. Nessa consulta um médico vai indicar-te os cuidados a ter em cada lugar que pretendes visitar, as vacinas que tens que tomar e até a prescrição de medicamentos (como antibióticos) para levares em caso de emergência. É uma consulta essencial para todos os que quiserem visitar destinos mais exóticos.
Não te esqueças do teu boletim individual de saúde/vacinas ou vais ter que lá voltar como eu.

8. Leva uma farmácia
No seguimento dos últimos dois pontos, é sempre uma boa ideia levar uma pequena farmácia atrás, porque acredita, vais precisar. Estes são os mínimos olímpicos para te considerares preparado:

  • Pensos rápidos
  • Paracetamol / Ibuprofen
  • Repelente de mosquitos
  • Certificado de vacinas internacional
  • Antibióticos de emergência (prescritos pelo médico na consulta do viajante)
  • Protector solar
  • UL 250 (diarreia) – probióticos são salva vidas
  • Profilaxia da malária (se necessário)

Em caso de emergência no país em que estás, visita uma farmácia com um ar legítimo em vez de comprar comprimidos à beira da estrada. Na Ásia e em África é comum vender-se comprimidos individuais em vez de uma caixa inteira.

9. Veste-te de acordo com as normas
Concordemos ou não com as políticas e regras dos países que visitamos é importante respeitá-las. Nos países muçulmanos as mulheres devem andar com roupas mais “modestas” que não revelem demasiado o corpo e os homens não podem entrar com calções em mesquitas por exemplo. Em países asiáticos, muçulmanos e em grande parte da Europa não se entra em casa de outras pessoas com sapatos e as mesmas regras estendem-se a templos hindus, budistas e até a bares de praia.

Mais uma vez, há que fazer o trabalho de casa e estar preparado. Caso sejas mulher, aconselho-te a teres sempre um lenço na mala para tapar ombros e/ou cabelo para nunca seres apanhada de surpresa e dependendo dos países, opta por calças largas e frescas em vez de calções e saias.

10. Segue o teu instinto: se não fizer sentido não o faças
Esta pode parecer uma dica algo inútil, mas não é! Se o teu instinto te disser para não confiares naquela pessoa ou naquele lugar, não confies. “Não” é uma palavra tão legítima como “sim” e está lá para ser usada. Isto aplica-se a um taxista, a um vendedor, a um hostel ou a um host. Se o teu instinto disser “aqui não” pega nas tuas coisas e vai-te embora. Não deves nada a ninguém, só a ti mesmo/a.


10+1. Não te preocupes demasiado
Às vezes vai chover, às vezes o teu comboio vai-se atrasar durante horas e muitas vezes vais ter que tomar banhos de água fria. Vais ser enganado por vendedores e ninguém escapa a uma ou outra intoxicação alimentar. E sabes que mais? Está tudo bem!


As melhores histórias de viagem começam sempre com algo que corre mal ou com algo inesperado, por isso desde que não estejas em risco, abraça o imprevisto!

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Budget Traveling: Viajar com pouco (ou nenhum) dinheiro https://www.mudancasconstantes.com/2022/02/21/budget-viajar-sem-dinheiro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=budget-viajar-sem-dinheiro https://www.mudancasconstantes.com/2022/02/21/budget-viajar-sem-dinheiro/#respond Mon, 21 Feb 2022 22:42:58 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=8509 Sou uma fã incondicional de viajar “on a budget”, ou seja, com um orçamento reduzido. Não só te dá a possibilidade de viajar mais frequentemente e esticar o dinheiro que tens para dedicar às viagens como te proporciona experiências culturais muito mais autênticas e marcantes. Ao longo dos anos fui aprimorando técnicas para viajar com pouco dinheiro. Tudo depende da forma como queres viajar, quanto tempo tens disponível e do nível de conforto que estás disposto/a a abdicar. Estas são as minhas dicas para quem é “rico em sonhos, mas pobre, pobre em ouro”. Viajar com tempo O tempo é o factor mais decisivo no custo de uma viagem. Ter tempo permite-nos optar por voos com escalas ou até esquecer os aviões e viajar de autocarro e comboio ou mesmo de bicicleta e a pé. Podes optar por acampar ou por trabalhar nos países onde estás a troco de alojamento e comida. Viajar com tempo não é só bom para a carteira, o tipo de experiência que vais viver será, culturalmente, muito mais rica do que uma viagem “toque e foge”. Viagens independentes vs. Viagens de agência É sempre mais barato viajar de forma independente do que recorrer a uma agência. Já tendo trabalhado em agências turísticas sei as comissões que põem em cima de tudo o que vendem. Por isso, organiza a tua própria viagem e tenta usar agências ou operadores turísticos só quando não tiveres outra opção. Durante as minhas viagens já optei muitas vezes por agências locais porque há lugares que só são acessíveis com transporte próprio, mas pouco mais que isso. Claro que uma pessoa não pode viajar de forma independente em lugares como a Antártida e as profundezas da selva Amazónica, mas a maioria dos destinos são bastante acessíveis. Se não tens muita experiência em planear viagens, lê este post com os 10 passos para planeares a viagem da tua vida. Vais ver que é mais fácil do que parece e nem tudo tem que ser planeado! Se queres começar a viajar sozinho/a e de forma independente, este e-book é para ti! Conforto não é prioridade A maioria dos meus amigos considera-me uma viajante de muito baixo custo, mas é por que claramente lhes falta conhecer aquelas pessoas que conseguem esticar um orçamento de 500€ durante dois ou três meses de viagem. Viajar com um orçamento reduzido significa esquecer hotéis, restaurantes e tentar ser o mais frugal possível. O conceito de conforto varia muito de pessoa para pessoa, para mim, ter um duche de água quente (mesmo que partilhado) e uma cama já é um luxo!Se queres viajar com pouco dinheiro adapta as tuas expectativas e foca-te naquilo que é realmente importante: viver a vida. Reduz os custos nas deslocações Voos A palavra-chave é flexibilidade (mais uma das vantagens de viajar com tempo). Viajar fora dos fins de semana, feriados e férias escolares fica sempre mais barato. Uma das coisas que me chateiam mais sobre ter medo de andar de avião é tentar evitar escalas. As escalas baixam muito o preço dos voos, mas por razões obvias aumentam o tempo da viagem em si. Usa sites como o Skyscaner para pesquisar os teus voos e não te esqueças de verificar outros aeroportos perto do teu. Transportes É muito raro o sítio que não tenha transportes públicos. Podem não ser regulares e não haver muita informação online, mas existem! Por isso, esquece os transfers privados, fala com as pessoas locais e descobre como é que elas se deslocam. Informa-te sobre as apps de transporte no teu destino. Uber, Grab, Lyft, etc podem ter um bom rácio de custo-benefício, especialmente no Médio Oriente e Sudeste Asiático. Lê este post sobre as melhores apps para te ajudar a viajar. Para os mais corajosos, andar à boleia é a opção mais barata para te deslocares (sem ser a pé e de bicicleta, claro). Pessoalmente ainda não me sinto muito confortável com apanhar boleias, especialmente por que viajo muitas vezes sozinha, mas há muita gente a fazê-lo com sucesso. O site Hitchwiki tem muita informação útil sobre apanhar boleias, incluindo os melhores sítios para o fazer em cada cidade. Encontra grupos de Facebook para viajantes independentes para a região/país que pretendes visitar. Na Austrália e Nova Zelândia, por exemplo, é a melhor maneira de encontrar transporte para lugares onde os autocarros não chegam e explorar de país de uma forma independente, mas barata. Dorme por pouco ou nada Comecemos pelo mais básico: trocar hotéis por hostels ou por alojamentos locais mais baratos como guesthouses. Ambos podem ter condições muito boas, só precisas de prestar atenção às reviews que te dirão se é um lugar limpo, com boas condições e bom staff. Alojamento grátis: Couchsurfing, BeWelcome, TrustRoots e Warm Showers (só para ciclistas) são várias plataformas onde podes dormir em casa de outras pessoas em troca de uma boa conversa. Podes encontrar mais sobre como o Couchsurfing funciona neste post. Mais uma vez, se tiveres tempo, podes ir trabalhando ao longo da tua viagem em troca de alojamento e comida. Há oportunidades em hostels, resorts sustentáveis, escolas de inglês, quintas, etc. Posso recomendar o Workaway (que já usei) e outras plataformas como o WWOOF, HelpX e Volunteerbase. Podes ler mais sobre a minha experiência de Workaway no Japão aqui. Podes tornar-te num/numa “house sitter” e ficar a tomar conta da casa (e dos animais) de outras pessoas. Alojamento gratuito sem muito trabalho! Andar com uma tenda às costas de um lado para o outro dá-te muita flexibilidade e é bastante barato. Tanto de carro, como de bicicleta o campismo selvagem ou mesmo em parques de campismo são opções bastante económicas. Refeições baratas e actividades grátis Ao viajar pelo “Western World” não há nada como cozinharmos as nossas próprias refeições. Os restaurantes são caros e três refeições por dia rapidamente se tornam num valor significativo. Fica em alojamentos com cozinhas e toca a cozinhar! No resto do mundo a comida de rua, a street food, é uma opção fantástica. As banquinhas com mais gente e que cozinham com lume alto têm uma grande probabilidade de não te darem uma gastroenterite e as pessoas locais lá vão é porque é bom! É sempre útil pesquisar actividades gratuitas nos sítios que visitas. Costumo fazer as “Free Walking Tours” onde podes pagar o que quiseres ao guia e recebes três ou mais horas de informação sobre o sítio onde estás. Dependendo da tua idade, também podes ter a sorte de conseguir entrar gratuitamente em museus (em França só se paga a partir dos 26, por exemplo). Como vês, tudo é possível com vontade, tempo e (algum) dinheiro.

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Sou uma fã incondicional de viajar “on a budget”, ou seja, com um orçamento reduzido. Não só te dá a possibilidade de viajar mais frequentemente e esticar o dinheiro que tens para dedicar às viagens como te proporciona experiências culturais muito mais autênticas e marcantes.

Ao longo dos anos fui aprimorando técnicas para viajar com pouco dinheiro. Tudo depende da forma como queres viajar, quanto tempo tens disponível e do nível de conforto que estás disposto/a a abdicar.

Estas são as minhas dicas para quem é “rico em sonhos, mas pobre, pobre em ouro”.

Viajar com tempo

O tempo é o factor mais decisivo no custo de uma viagem. Ter tempo permite-nos optar por voos com escalas ou até esquecer os aviões e viajar de autocarro e comboio ou mesmo de bicicleta e a pé. Podes optar por acampar ou por trabalhar nos países onde estás a troco de alojamento e comida.

Viajar com tempo não é só bom para a carteira, o tipo de experiência que vais viver será, culturalmente, muito mais rica do que uma viagem “toque e foge”.

Viagens independentes vs. Viagens de agência

É sempre mais barato viajar de forma independente do que recorrer a uma agência. Já tendo trabalhado em agências turísticas sei as comissões que põem em cima de tudo o que vendem.

Por isso, organiza a tua própria viagem e tenta usar agências ou operadores turísticos só quando não tiveres outra opção. Durante as minhas viagens já optei muitas vezes por agências locais porque há lugares que só são acessíveis com transporte próprio, mas pouco mais que isso. Claro que uma pessoa não pode viajar de forma independente em lugares como a Antártida e as profundezas da selva Amazónica, mas a maioria dos destinos são bastante acessíveis.

Se não tens muita experiência em planear viagens, lê este post com os 10 passos para planeares a viagem da tua vida. Vais ver que é mais fácil do que parece e nem tudo tem que ser planeado! Se queres começar a viajar sozinho/a e de forma independente, este e-book é para ti!

Conforto não é prioridade

A maioria dos meus amigos considera-me uma viajante de muito baixo custo, mas é por que claramente lhes falta conhecer aquelas pessoas que conseguem esticar um orçamento de 500€ durante dois ou três meses de viagem.

Viajar com um orçamento reduzido significa esquecer hotéis, restaurantes e tentar ser o mais frugal possível. O conceito de conforto varia muito de pessoa para pessoa, para mim, ter um duche de água quente (mesmo que partilhado) e uma cama já é um luxo!
Se queres viajar com pouco dinheiro adapta as tuas expectativas e foca-te naquilo que é realmente importante: viver a vida.

Reduz os custos nas deslocações

Voos

  • A palavra-chave é flexibilidade (mais uma das vantagens de viajar com tempo). Viajar fora dos fins de semana, feriados e férias escolares fica sempre mais barato.
  • Uma das coisas que me chateiam mais sobre ter medo de andar de avião é tentar evitar escalas. As escalas baixam muito o preço dos voos, mas por razões obvias aumentam o tempo da viagem em si.
  • Usa sites como o Skyscaner para pesquisar os teus voos e não te esqueças de verificar outros aeroportos perto do teu.

Transportes

  • É muito raro o sítio que não tenha transportes públicos. Podem não ser regulares e não haver muita informação online, mas existem! Por isso, esquece os transfers privados, fala com as pessoas locais e descobre como é que elas se deslocam.
  • Informa-te sobre as apps de transporte no teu destino. Uber, Grab, Lyft, etc podem ter um bom rácio de custo-benefício, especialmente no Médio Oriente e Sudeste Asiático. Lê este post sobre as melhores apps para te ajudar a viajar.
  • Para os mais corajosos, andar à boleia é a opção mais barata para te deslocares (sem ser a pé e de bicicleta, claro). Pessoalmente ainda não me sinto muito confortável com apanhar boleias, especialmente por que viajo muitas vezes sozinha, mas há muita gente a fazê-lo com sucesso. O site Hitchwiki tem muita informação útil sobre apanhar boleias, incluindo os melhores sítios para o fazer em cada cidade.
  • Encontra grupos de Facebook para viajantes independentes para a região/país que pretendes visitar. Na Austrália e Nova Zelândia, por exemplo, é a melhor maneira de encontrar transporte para lugares onde os autocarros não chegam e explorar de país de uma forma independente, mas barata.
Dorme por pouco ou nada
  • Comecemos pelo mais básico: trocar hotéis por hostels ou por alojamentos locais mais baratos como guesthouses. Ambos podem ter condições muito boas, só precisas de prestar atenção às reviews que te dirão se é um lugar limpo, com boas condições e bom staff.
  • Alojamento grátis: Couchsurfing, BeWelcome, TrustRoots e Warm Showers (só para ciclistas) são várias plataformas onde podes dormir em casa de outras pessoas em troca de uma boa conversa. Podes encontrar mais sobre como o Couchsurfing funciona neste post.
  • Mais uma vez, se tiveres tempo, podes ir trabalhando ao longo da tua viagem em troca de alojamento e comida. Há oportunidades em hostels, resorts sustentáveis, escolas de inglês, quintas, etc. Posso recomendar o Workaway (que já usei) e outras plataformas como o WWOOF, HelpX e Volunteerbase. Podes ler mais sobre a minha experiência de Workaway no Japão aqui.
  • Podes tornar-te num/numa “house sitter” e ficar a tomar conta da casa (e dos animais) de outras pessoas. Alojamento gratuito sem muito trabalho!
  • Andar com uma tenda às costas de um lado para o outro dá-te muita flexibilidade e é bastante barato. Tanto de carro, como de bicicleta o campismo selvagem ou mesmo em parques de campismo são opções bastante económicas.
Refeições baratas e actividades grátis
  • Ao viajar pelo “Western World” não há nada como cozinharmos as nossas próprias refeições. Os restaurantes são caros e três refeições por dia rapidamente se tornam num valor significativo. Fica em alojamentos com cozinhas e toca a cozinhar!
  • No resto do mundo a comida de rua, a street food, é uma opção fantástica. As banquinhas com mais gente e que cozinham com lume alto têm uma grande probabilidade de não te darem uma gastroenterite e as pessoas locais lá vão é porque é bom!
  • É sempre útil pesquisar actividades gratuitas nos sítios que visitas. Costumo fazer as “Free Walking Tours” onde podes pagar o que quiseres ao guia e recebes três ou mais horas de informação sobre o sítio onde estás. Dependendo da tua idade, também podes ter a sorte de conseguir entrar gratuitamente em museus (em França só se paga a partir dos 26, por exemplo).

Como vês, tudo é possível com vontade, tempo e (algum) dinheiro.

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Revolut: O melhor cartão para viajar https://www.mudancasconstantes.com/2018/11/29/revolut-cartao-viajar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=revolut-cartao-viajar https://www.mudancasconstantes.com/2018/11/29/revolut-cartao-viajar/#respond Thu, 29 Nov 2018 21:02:47 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=4657 Depois de ter cometido o erro crasso de ter viajado durante 6 meses com o meu cartão de débito normal e ter gasto cerca de 10% do meu orçamento em taxas de levantamento e taxas de conversão achei que devia procurar uma solução e garantir que isto nunca mais aconteceria.  E encontrei o Revolut. O Revolut é um banco online com grandes vantagens para quem viaja. Para além de não ter aquelas chatices de ir a um balcão e preencher e assinar milhares de papéis, também tem as melhores taxas de conversão do mercado (com uma margem mínima de lucro) e dá-te a possibilidade de levantar dinheiro noutras moedas sem as famosas taxas. Convertido ao Revolut? Aqui vai tudo o que tens que saber sobre o teu novo cartão de viagens: – App & Verificação da Identidade:  O primeiro passo é o download da aplicação. Podes fazê-lo através do site deles https://www.revolut.com/ . Depois, para pedires o teu cartão terás que tirar uma fotografia ao teu documento de identidade e após eles terem feito a verificação podes encomendar o teu cartão. O cartão é gratuito mas terás que pagar o envio que é cerca de 7€. Quando o receberes é só fazer a activação através da app e está pronto a utilizar. Nas definições podes activar ou desactivar o contactless, compras online, etc… Na primeira transacção terás que utilizar o pin, a partir daí o contacless estará activo. – Transferir dinheiro para o cartão: Podes fazer uma transferência bancária normal para o teu cartão Revolut que por sua vez também está associado a uma conta bancária. Podes encontrar o teu IBAN em Perfil > Detalhes da Conta > EUR. Caso haja uma referência, põe SEMPRE a referência. – “Cobrar em moeda local”: Quando levantares dinheiro noutro país, escolhe sempre a opção “cobrar em moeda local”. A conversão será feita pelo Revolut e não pelo banco da caixa onde estás a levantar. Exemplo: se estás na Tailândia escolhe ser cobrado em Bath, em Inglaterra em GBP e nos Estados Unidos em USD. – Conhece os limites: Há um limite mensal para levantamentos grátis, são 200€. Mas depois desses 200€ pagarás apenas uma taxa de 2% por levantamento, o que é bastante mais simpático que as normais taxas de +5%. A conta Premium deixa-te levantar 400€ sem taxas, mas custa 7€ por mês e até agora nunca achei que valesse a pena. Talvez numa viagem longa faça sentido. – Transferências internacionais: Esta também é a forma como agora transfiro dinheiro de uma moeda para outra. Há um limite de transferências sem taxas de 5000€ por mês. E pronto, aqui está uma das maravilhas do mundo que eu gostava muito de ter descoberto há dois anos! Boas viagens sem taxas assassinas 😀

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Depois de ter cometido o erro crasso de ter viajado durante 6 meses com o meu cartão de débito normal e ter gasto cerca de 10% do meu orçamento em taxas de levantamento e taxas de conversão achei que devia procurar uma solução e garantir que isto nunca mais aconteceria.  E encontrei o Revolut.

O Revolut é um banco online com grandes vantagens para quem viaja. Para além de não ter aquelas chatices de ir a um balcão e preencher e assinar milhares de papéis, também tem as melhores taxas de conversão do mercado (com uma margem mínima de lucro) e dá-te a possibilidade de levantar dinheiro noutras moedas sem as famosas taxas.

Convertido ao Revolut? Aqui vai tudo o que tens que saber sobre o teu novo cartão de viagens:

– App & Verificação da Identidade:  O primeiro passo é o download da aplicação. Podes fazê-lo através do site deles https://www.revolut.com/ . Depois, para pedires o teu cartão terás que tirar uma fotografia ao teu documento de identidade e após eles terem feito a verificação podes encomendar o teu cartão.

O cartão é gratuito mas terás que pagar o envio que é cerca de 7€.

Quando o receberes é só fazer a activação através da app e está pronto a utilizar. Nas definições podes activar ou desactivar o contactless, compras online, etc… Na primeira transacção terás que utilizar o pin, a partir daí o contacless estará activo.

– Transferir dinheiro para o cartão: Podes fazer uma transferência bancária normal para o teu cartão Revolut que por sua vez também está associado a uma conta bancária. Podes encontrar o teu IBAN em Perfil > Detalhes da Conta > EUR. Caso haja uma referência, põe SEMPRE a referência.

“Cobrar em moeda local”: Quando levantares dinheiro noutro país, escolhe sempre a opção “cobrar em moeda local”. A conversão será feita pelo Revolut e não pelo banco da caixa onde estás a levantar. Exemplo: se estás na Tailândia escolhe ser cobrado em Bath, em Inglaterra em GBP e nos Estados Unidos em USD.

– Conhece os limites: Há um limite mensal para levantamentos grátis, são 200€. Mas depois desses 200€ pagarás apenas uma taxa de 2% por levantamento, o que é bastante mais simpático que as normais taxas de +5%. A conta Premium deixa-te levantar 400€ sem taxas, mas custa 7€ por mês e até agora nunca achei que valesse a pena. Talvez numa viagem longa faça sentido.

– Transferências internacionais: Esta também é a forma como agora transfiro dinheiro de uma moeda para outra. Há um limite de transferências sem taxas de 5000€ por mês.

E pronto, aqui está uma das maravilhas do mundo que eu gostava muito de ter descoberto há dois anos! Boas viagens sem taxas assassinas 😀

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Sites & apps que todos os viajantes deviam usar https://www.mudancasconstantes.com/2018/03/12/melhores-aplicacoes-viagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=melhores-aplicacoes-viagem https://www.mudancasconstantes.com/2018/03/12/melhores-aplicacoes-viagem/#comments Mon, 12 Mar 2018 20:16:53 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3020 Costumava ser daquelas pessoas irritantes que insistem em não usar a tecnologia quando viajam. Mapas? Os de papel é que são! Comprar um cartão SIM? O wifi do hostel chega bem! Fui assim até decidir viajar seis meses sozinha. Afinal, sendo realista, a última coisa que queria era perder-me no gueto de uma cidade onde ninguém fala inglês. Além disso, a internet é a melhor forma que tens de contactar com a tua família e com as pessoas que vais conhecendo pelo caminho. Desde aí, tenho que admitir que há sites e apps sem os quais já não consigo viajar. De entretenimento a alojamento, encontra aqui as maravilhas da tecnologia que vão passar a viajar contigo. Encontra os melhores voos e organiza-os SkyscannerCada vez que penso em fazer uma viagem, o Skyscanner é o primeiro site que abro. As possibilidades são infinitas e o site/app permite-te pesquisar voos para os horários que te dão mais jeito, com ou sem escalas, de aeroportos mais perto ou mais longe, etc. Também tem uma ferramenta muito útil, especialmente para um mundo pós-pandémico, que te diz os voos mais baratos a partir de um certo destino. Só tens que escrever “Everywhere” no destino.Se tiveres flexibilidade para o aeroporto de partida e chega, podes procurar voos entre países em vez de entre cidades. Exemplo: Voos da “Turquia” para a “Tailândia”. Lowcosts EuropeiasApesar de adorar o Skyscanner, nunca marco voos através deles ou dos agregadores de viagens que possam sugerir. Vou sempre marcar ao site da companhia aérea para evitar chatices. Estas são as lowcost mais famosas do continente, certamente haverá mais, mas é um bom ponto de partida: Aer Lingus (Irlanda) | airBaltic (Bálticos) | Blue Air Bucharest (Roménia) | EasyJet | Eurowings (Alemanha) | Jet2.com (UK) | Norwegian (Escandinávia) | Ryanair | Transavia (Holanda) | Vueling (Espanha) | Wizz Air (Europa de Leste) | Icelandair (Islândia) | Pegasus Airlines (Turquia) Apps das companhias aéreasEstas apps estão sempre a entrar e sair do meu telemóvel. Quando vou de viagem faço download das aplicações das companhias aéreas com que vou viajar para facilitar o processo de check-in e de ficar com o cartão de embarque guardado. Os cartões de embarque também podem ser adicionados ao teu Google Pay (suponho que haja algo igual no iOS). Também é uma boa forma de ficar a saber se os voos estão a horas, portas de embarque e outras informações relevantes. Para onde é que vamos? Google MapsPôr o Google Maps nesta categoria é algo redutor, por que se tivesse de escolher uma única app para viajar esta seria a minha escolha. Desde a preparação da viagem à realização da mesma, o Google Maps é uma ferramenta que me faz questionar: como é que alguma vez viajei sem isto?! O Google Maps é a tua melhor hipótese de encontrares os caminhos para qualquer lado que queiras ir, tanto de carro, como de transportes, como a pé. Podes marcar todos os lugares que queres visitar, encontrar restaurantes, alojamentos e pontos interessantes durante a viagem em si. Um salva-vidas no teu telemóvel! Se achas que não vais ter rede durante uma parte da tua viagem, podes fazer download dessa região e navegar offline. Maps.meEsta costuma ser a escolha dos viajantes mais aventureiros que passam muito tempo sem acesso à internet. Podes fazer download das áreas onde vais estar e tem tudo dividido por categorias como locais de interesse, restaurantes e até caixas de multibanco, bombas de gasolina ou parques de campismo.Tenho que confessar que nunca me conquistou, acho que ao nível de usabilidade fica muito aquém do Google Maps, mas é uma aplicação que costumo ter enquanto viajo para o caso do Google Maps falhar. Alojamento: Onde ficar em viagem AirbnbO Airbnb é um tema controverso no mundo das viagens, mas é um site que não poderia deixar de mencionar. Como é raro ficar em hotéis (tanto pelo preço, como pela falta de cozinha) o Airbnb é a minha primeira escolha quando viajo com o meu namorado e quero alguma privacidade ou com um grupo de amigos. Ao nível de preços encontra-se de tudo e o mesmo se aplica ao tipo de alojamento. Se estás à procura de um lugar inesquecível para passar uns dias, no Airbnb há cabaninhas de madeira remotas, palácios, barcos, aviões, casas nas árvores e por aí fora. HostelworldSe me pedirem para optar entre ficar num hostel ou num hotel, escolho um hostel. Os hostels são os melhores sítios para se conhecer pessoas enquanto se viaja e proporcionam experiências que nunca aconteceriam de outra forma. Claro que financeiramente também são uma das opções mais em conta uma vez que os quartos são partilhados com mais pessoas. A maior desvantagem é sem dúvida o barulho e a possibilidade de encontrares pessoas que ressonam que nem uns rinocerontes. Costumo optar por quartos de quatro a seis pessoas e por hostels mais pequenos que é normalmente sinónimo de atendimento simpático e atencioso.Antes de escolheres um hostel lê sempre as reviews e vê se a localização é conveniente. Não costumo escolher hostels com menos de 8 pontos no booking. CouchsurfingO Couchsurfing é a minha luta eterna. Toda a gente acha que sou louca por fazer por “ir dormir a para casa de estranhos”. Mas quanto mais pessoas desta comunidade conheço, mais vontade tenho de viajar a fazer Couchsurfing. Admito que não é 100% seguro, mas muito sinceramente, nada é.Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a mentalidade do Couchsurfing não é “dou-te um tecto e vais para cama comigo”. As pessoas inscrevem-se no Couchsurfing pela experiência cultural e para conhecerem pessoas de todo o mundo. A ideia não é ter um sítio gratuito para dormir, a ideia é trocar histórias, ideias e culturas e não fluidos corporais. Precauções a tomar? Escolher hosts com pelo menos cinco ou seis referências todas positivas. Ler bem os perfis e todas as reviews que foram feitas. E ter sempre um plano B. Caso não te sintas confortável em casa da pessoa ou se os planos forem cancelados à última da hora é uma boa ideia saber qual o hostel mais perto. Lê mais sobre a minha primeira experiência de Couchsurfing aqui.Com a pandemia o Couchsurfing tornou-se numa plataforma paga. Não sei se alguma vez vai voltar a ser aquilo que foi, mas por enquanto as alternativas que surgiram ainda não são tão abrangentes como o Couchsurfing. Deixo aqui alguns dos sítios para onde a comunidade tem migrado:https://www.bewelcome.orghttps://www.trustroots.orghttps://warmshowers.org (para ciclistas) Hotel TonightCostumo saber onde vou dormir antes de chegar ao meu destino, mas para emergências ou mudanças de planos este site/app é um recurso óptimo! É mais indicada para cidades europeias e americanas. Olá família, estou no… WhatsAppO WhatsApp é uma aplicação muito básica que toda a gente tem. Funciona muito bem em quase todo o mundo, excepto em países com regimes dictatoriais. Se viajares para países como a China ou o Irão tens que arranjar uma VPN e instala-la no telemóvel antes de partires. Vai-te permitir aceder às redes sociais que costumas utilizar. Transportes e deslocações nas cidades CitymapperO Citymapper funciona um pouco como o Google Maps, mas particularmente dedicado aos transportes e meios de deslocação em cidades. Não está disponível em todo o lado, mas a maioria das cidades Europeias e Norte Americas constam na aplicação. Uber (global) | Careem (Médio Oriente) | Grab (Ásia)Apanhar um Uber numa cidade europeia não é particularmente económico, mas há países onde uma viagem de meia hora não passa os quatro ou cinco euros. Assim sendo, pergunta sempre às pessoas locais qual a melhor aplicação para te deslocares na cidade. Nem todas funcionam em telemóveis estrangeiros, mas quando o pagamento final pode ser feito com dinheiro, podes sempre pedir a alguém para te chamar um carro. Entretenimento: Salva-vidas para viagens longas. NetflixA Netflix já me salvou de infindáveis horas de tédio, principalmente em aviões. Com a aplicação podes fazer download de conteúdo para ver offline. Se viajares durante muito tempo vais ver que é uma aplicação simplesmente preciosa. Pocket CastsMais uma proposta de entretenimento. Os podcasts são espectaculares para te distraíres em caminhadas longas e dolorosas e em viagens de autocarro, comboio e avião. Há podcasts portugueses muito, muito bons que já me deixaram várias vezes a rir sozinha no meio do nada. Algumas ideias: A Minha Geração, Sem Barbas na Língua, Ar Livre, Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, Metamorfose Ambulante. Os podcasts também são uma bênção quando se está num quarto de hostel e se precisa de dormir. Um podcast sobre filosofia ou política ajuda a embalar, mesmo com barulho exterior. Kindle ou TabletPor fim, esta não é uma aplicação, mas um dispositivo que te deixa ler os livros que quiseres onde quiseres. Foi quando estava na praia de Byron Bay, na Austrália, após acabar um livro e conseguir comprar o seguinte da saga imediatamente e começar a lê-lo ali que me apercebi das maravilhas desta tecnologia. Para além de ser muito mais leve do que levares um (ou 20) livros contigo, também podes ler à noite tanto nos hostels como nos autocarros sem incomodar ninguém com luz. Tratar das finanças em viagem Splitwise ou TricountEstas são aplicações para gente organizada. Podes acrescentar as despesas que fazes e partilha-las com as pessoas com quem viajas. É muito útil para pessoas que viajam em grupos ou pares porque tem opções como “Inês pagou 6 euros a XXX” e permite fazer um ajuste de contas sem se perder nada pelo caminho. RevolutA minha experiência com bancos em viagem foi tão traumatizante que até tenho um post inteiro dedicado ao Revolut. Este é um cartão feito para quem viaja, com reduzidas taxas de levantamento e cambio. É uma oferta muito superior à dos bancos tradicionais e uma boa forma de monitorizares as tuas despesas. XE Currency ConverterUma boa ajuda para perceber o valor das coisas em países com moeda diferente da nossa. O mais útil é mesmo fazer a conversão de cabeça, mas quando se está sempre a mudar de país pode ser complicado. Basta adicionar as diferentes moedas que precisas de converter na app e a magia faz-se. Faz-te à natureza, com GPS All TrailsUm site e app que entrou na minha vida durante o confinamento e que nunca mais saiu. No All Trails encontras caminhadas para todos os gostos e pernas. As caminhadas têm um ficheiro GPS anexados, que só pode ser descarregado gratuitamente no site (não na app). Por isso não te esqueças de fazer o trabalho de casa e descarrega todos os trilhos que queres fazer para o teu computador e depois passa-os para o telemóvel. GPX ViewerEsta é uma aplicação simples que te permite ver os ficheiros GPS (.gpx). As últimas caminhadas que fiz em zonas mais remotas foram todas com a ajuda desta aplicação. Aconselho-te a estudar o caminho e terreno antes partires à aventura. Descodificar línguas Google TranslateRecorrer a gestos é a forma histórica de se comunicar entre línguas diferentes, mas o Google Translate veio dar-nos uma ajudinha extra quando a mímica não é suficiente. Para além da escrita e da verbalização das palavras também podes apontar a câmera a um texto e vê-lo traduzido no teu ecrã. Isto ainda não funciona a 100%, mas já não é mau! DuolingoSe viajares para um destino onde poucas pessoas falam inglês e estiveres a planear lá ficar durante algum tempo é boa ideia aprender umas bases da língua. O Duolingo é uma app interactiva que torna a aprendizagem num jogo e que para além de te ensinar coisas úteis também te ajuda a passar o tempo! Lugares e experiências únicas, com confiança Trip AdvisorUm dos sites de turismo mais famosos do mundo. O Trip Advisor tem reviews de tudo e mais alguma coisa, mas considero-o particularmente útil quando se trata de agências de turismo locais que têm pouca informação online. BloguesEstá na altura de “vender o meu peixe”. Estou eternamente grata a toda a gente que cria blogs de viagem e que partilha aquilo que aprendeu nas suas aventuras. Estes blogues...

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Costumava ser daquelas pessoas irritantes que insistem em não usar a tecnologia quando viajam. Mapas? Os de papel é que são! Comprar um cartão SIM? O wifi do hostel chega bem!

Fui assim até decidir viajar seis meses sozinha. Afinal, sendo realista, a última coisa que queria era perder-me no gueto de uma cidade onde ninguém fala inglês. Além disso, a internet é a melhor forma que tens de contactar com a tua família e com as pessoas que vais conhecendo pelo caminho.

Desde aí, tenho que admitir que há sites e apps sem os quais já não consigo viajar. De entretenimento a alojamento, encontra aqui as maravilhas da tecnologia que vão passar a viajar contigo.


Encontra os melhores voos e organiza-os

Skyscanner
Cada vez que penso em fazer uma viagem, o Skyscanner é o primeiro site que abro. As possibilidades são infinitas e o site/app permite-te pesquisar voos para os horários que te dão mais jeito, com ou sem escalas, de aeroportos mais perto ou mais longe, etc.

Também tem uma ferramenta muito útil, especialmente para um mundo pós-pandémico, que te diz os voos mais baratos a partir de um certo destino. Só tens que escrever “Everywhere” no destino.
Se tiveres flexibilidade para o aeroporto de partida e chega, podes procurar voos entre países em vez de entre cidades. Exemplo: Voos da “Turquia” para a “Tailândia”.

Lowcosts Europeias
Apesar de adorar o Skyscanner, nunca marco voos através deles ou dos agregadores de viagens que possam sugerir. Vou sempre marcar ao site da companhia aérea para evitar chatices. Estas são as lowcost mais famosas do continente, certamente haverá mais, mas é um bom ponto de partida:

Aer Lingus (Irlanda) | airBaltic (Bálticos) | Blue Air Bucharest (Roménia) | EasyJet | Eurowings (Alemanha) | Jet2.com (UK) | Norwegian (Escandinávia) | Ryanair | Transavia (Holanda) | Vueling (Espanha) | Wizz Air (Europa de Leste) | Icelandair (Islândia) | Pegasus Airlines (Turquia)


Apps das companhias aéreas
Estas apps estão sempre a entrar e sair do meu telemóvel. Quando vou de viagem faço download das aplicações das companhias aéreas com que vou viajar para facilitar o processo de check-in e de ficar com o cartão de embarque guardado. Os cartões de embarque também podem ser adicionados ao teu Google Pay (suponho que haja algo igual no iOS). Também é uma boa forma de ficar a saber se os voos estão a horas, portas de embarque e outras informações relevantes.


Para onde é que vamos?

Google Maps
Pôr o Google Maps nesta categoria é algo redutor, por que se tivesse de escolher uma única app para viajar esta seria a minha escolha. Desde a preparação da viagem à realização da mesma, o Google Maps é uma ferramenta que me faz questionar: como é que alguma vez viajei sem isto?!

O Google Maps é a tua melhor hipótese de encontrares os caminhos para qualquer lado que queiras ir, tanto de carro, como de transportes, como a pé. Podes marcar todos os lugares que queres visitar, encontrar restaurantes, alojamentos e pontos interessantes durante a viagem em si. Um salva-vidas no teu telemóvel!

Se achas que não vais ter rede durante uma parte da tua viagem, podes fazer download dessa região e navegar offline.

Maps.me
Esta costuma ser a escolha dos viajantes mais aventureiros que passam muito tempo sem acesso à internet. Podes fazer download das áreas onde vais estar e tem tudo dividido por categorias como locais de interesse, restaurantes e até caixas de multibanco, bombas de gasolina ou parques de campismo.
Tenho que confessar que nunca me conquistou, acho que ao nível de usabilidade fica muito aquém do Google Maps, mas é uma aplicação que costumo ter enquanto viajo para o caso do Google Maps falhar.


Alojamento: Onde ficar em viagem

Airbnb
O Airbnb é um tema controverso no mundo das viagens, mas é um site que não poderia deixar de mencionar. Como é raro ficar em hotéis (tanto pelo preço, como pela falta de cozinha) o Airbnb é a minha primeira escolha quando viajo com o meu namorado e quero alguma privacidade ou com um grupo de amigos.

Ao nível de preços encontra-se de tudo e o mesmo se aplica ao tipo de alojamento. Se estás à procura de um lugar inesquecível para passar uns dias, no Airbnb há cabaninhas de madeira remotas, palácios, barcos, aviões, casas nas árvores e por aí fora.

Hostelworld
Se me pedirem para optar entre ficar num hostel ou num hotel, escolho um hostel. Os hostels são os melhores sítios para se conhecer pessoas enquanto se viaja e proporcionam experiências que nunca aconteceriam de outra forma. Claro que financeiramente também são uma das opções mais em conta uma vez que os quartos são partilhados com mais pessoas.

A maior desvantagem é sem dúvida o barulho e a possibilidade de encontrares pessoas que ressonam que nem uns rinocerontes. Costumo optar por quartos de quatro a seis pessoas e por hostels mais pequenos que é normalmente sinónimo de atendimento simpático e atencioso.
Antes de escolheres um hostel lê sempre as reviews e vê se a localização é conveniente. Não costumo escolher hostels com menos de 8 pontos no booking.

Couchsurfing
O Couchsurfing é a minha luta eterna. Toda a gente acha que sou louca por fazer por “ir dormir a para casa de estranhos”. Mas quanto mais pessoas desta comunidade conheço, mais vontade tenho de viajar a fazer Couchsurfing. Admito que não é 100% seguro, mas muito sinceramente, nada é.
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a mentalidade do Couchsurfing não é “dou-te um tecto e vais para cama comigo”. As pessoas inscrevem-se no Couchsurfing pela experiência cultural e para conhecerem pessoas de todo o mundo. A ideia não é ter um sítio gratuito para dormir, a ideia é trocar histórias, ideias e culturas e não fluidos corporais.

Precauções a tomar? Escolher hosts com pelo menos cinco ou seis referências todas positivas. Ler bem os perfis e todas as reviews que foram feitas. E ter sempre um plano B. Caso não te sintas confortável em casa da pessoa ou se os planos forem cancelados à última da hora é uma boa ideia saber qual o hostel mais perto. Lê mais sobre a minha primeira experiência de Couchsurfing aqui.
Com a pandemia o Couchsurfing tornou-se numa plataforma paga. Não sei se alguma vez vai voltar a ser aquilo que foi, mas por enquanto as alternativas que surgiram ainda não são tão abrangentes como o Couchsurfing.

Deixo aqui alguns dos sítios para onde a comunidade tem migrado:
https://www.bewelcome.org
https://www.trustroots.org
https://warmshowers.org (para ciclistas)

Hotel Tonight
Costumo saber onde vou dormir antes de chegar ao meu destino, mas para emergências ou mudanças de planos este site/app é um recurso óptimo! É mais indicada para cidades europeias e americanas.


Olá família, estou no…

WhatsApp
O WhatsApp é uma aplicação muito básica que toda a gente tem. Funciona muito bem em quase todo o mundo, excepto em países com regimes dictatoriais. Se viajares para países como a China ou o Irão tens que arranjar uma VPN e instala-la no telemóvel antes de partires. Vai-te permitir aceder às redes sociais que costumas utilizar.

Transportes e deslocações nas cidades

Citymapper
O Citymapper funciona um pouco como o Google Maps, mas particularmente dedicado aos transportes e meios de deslocação em cidades. Não está disponível em todo o lado, mas a maioria das cidades Europeias e Norte Americas constam na aplicação.

Uber (global) | Careem (Médio Oriente) | Grab (Ásia)
Apanhar um Uber numa cidade europeia não é particularmente económico, mas há países onde uma viagem de meia hora não passa os quatro ou cinco euros. Assim sendo, pergunta sempre às pessoas locais qual a melhor aplicação para te deslocares na cidade. Nem todas funcionam em telemóveis estrangeiros, mas quando o pagamento final pode ser feito com dinheiro, podes sempre pedir a alguém para te chamar um carro. Entretenimento: Salva-vidas para viagens longas.

Netflix
A Netflix já me salvou de infindáveis horas de tédio, principalmente em aviões. Com a aplicação podes fazer download de conteúdo para ver offline. Se viajares durante muito tempo vais ver que é uma aplicação simplesmente preciosa.

Pocket Casts
Mais uma proposta de entretenimento. Os podcasts são espectaculares para te distraíres em caminhadas longas e dolorosas e em viagens de autocarro, comboio e avião. Há podcasts portugueses muito, muito bons que já me deixaram várias vezes a rir sozinha no meio do nada. Algumas ideias: A Minha Geração, Sem Barbas na Língua, Ar Livre, Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, Metamorfose Ambulante.

Os podcasts também são uma bênção quando se está num quarto de hostel e se precisa de dormir. Um podcast sobre filosofia ou política ajuda a embalar, mesmo com barulho exterior.

Kindle ou Tablet
Por fim, esta não é uma aplicação, mas um dispositivo que te deixa ler os livros que quiseres onde quiseres. Foi quando estava na praia de Byron Bay, na Austrália, após acabar um livro e conseguir comprar o seguinte da saga imediatamente e começar a lê-lo ali que me apercebi das maravilhas desta tecnologia. Para além de ser muito mais leve do que levares um (ou 20) livros contigo, também podes ler à noite tanto nos hostels como nos autocarros sem incomodar ninguém com luz.


Tratar das finanças em viagem

Splitwise ou Tricount
Estas são aplicações para gente organizada. Podes acrescentar as despesas que fazes e partilha-las com as pessoas com quem viajas. É muito útil para pessoas que viajam em grupos ou pares porque tem opções como “Inês pagou 6 euros a XXX” e permite fazer um ajuste de contas sem se perder nada pelo caminho.

Revolut
A minha experiência com bancos em viagem foi tão traumatizante que até tenho um post inteiro dedicado ao Revolut. Este é um cartão feito para quem viaja, com reduzidas taxas de levantamento e cambio. É uma oferta muito superior à dos bancos tradicionais e uma boa forma de monitorizares as tuas despesas.

XE Currency Converter
Uma boa ajuda para perceber o valor das coisas em países com moeda diferente da nossa. O mais útil é mesmo fazer a conversão de cabeça, mas quando se está sempre a mudar de país pode ser complicado. Basta adicionar as diferentes moedas que precisas de converter na app e a magia faz-se.


Faz-te à natureza, com GPS

All Trails
Um site e app que entrou na minha vida durante o confinamento e que nunca mais saiu. No All Trails encontras caminhadas para todos os gostos e pernas. As caminhadas têm um ficheiro GPS anexados, que só pode ser descarregado gratuitamente no site (não na app). Por isso não te esqueças de fazer o trabalho de casa e descarrega todos os trilhos que queres fazer para o teu computador e depois passa-os para o telemóvel.

GPX Viewer
Esta é uma aplicação simples que te permite ver os ficheiros GPS (.gpx). As últimas caminhadas que fiz em zonas mais remotas foram todas com a ajuda desta aplicação. Aconselho-te a estudar o caminho e terreno antes partires à aventura.

Descodificar línguas

Google Translate
Recorrer a gestos é a forma histórica de se comunicar entre línguas diferentes, mas o Google Translate veio dar-nos uma ajudinha extra quando a mímica não é suficiente. Para além da escrita e da verbalização das palavras também podes apontar a câmera a um texto e vê-lo traduzido no teu ecrã. Isto ainda não funciona a 100%, mas já não é mau!


Duolingo
Se viajares para um destino onde poucas pessoas falam inglês e estiveres a planear lá ficar durante algum tempo é boa ideia aprender umas bases da língua. O Duolingo é uma app interactiva que torna a aprendizagem num jogo e que para além de te ensinar coisas úteis também te ajuda a passar o tempo!


Lugares e experiências únicas, com confiança

Trip Advisor
Um dos sites de turismo mais famosos do mundo. O Trip Advisor tem reviews de tudo e mais alguma coisa, mas considero-o particularmente útil quando se trata de agências de turismo locais que têm pouca informação online.

Blogues
Está na altura de “vender o meu peixe”. Estou eternamente grata a toda a gente que cria blogs de viagem e que partilha aquilo que aprendeu nas suas aventuras. Estes blogues são uma fonte de informação que te vai levar a sítios fantásticos e proporcionar-te aventuras que nunca pensaste ter!
Existem milhares de blogues pela internet fora, eu costumo consultar tanto ingleses como portugueses. Se estás à procura de inspiração, espreita a minha página de destinos!

Instagram
Há quem defenda que o Instagram estragou as viagens, mas eu acho que depende muito dos sítios onde se vai. Pode ter estragado as partes mais turísticas Bali ou da Islândia, mas é uma ferramenta óptima para descobrir paisagens incríveis que não são assim tão populares. Basta escreveres o nome do sítio que queres visitar no motor de buscar e fazer scroll!

Google Maps
Não sei se vale pôr a mesma aplicação duas vezes no mesmo post, mas mostra o quão dependente sou do Google Maps. Quando estás à procura de um restaurante podes simplesmente procurar “restaurante” no Google Maps e aparecem-te os da área e as respectivas qualificações. Tira aquela ansiedade de “será que vai ser bom” e podes logo ver o menu, preços, etc.


Coisas aleatórias

Flush Toilet Finder
Encontrei esta app enquanto preparava este post e achei que merecia uma menção honrosa. Quem nunca precisou de uma casa de banho em viagem?! Esta app mostra-te as casas de banho públicas por esse mundo fora e pode salvar muitas vidas.

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10 Lições aprendidas em 6 meses de viagem https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/18/10-licoes-aprendidas-viagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-licoes-aprendidas-viagem https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/18/10-licoes-aprendidas-viagem/#comments Mon, 18 Dec 2017 17:55:22 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2492 Viajar não seria viajar se não aprendêssemos alguma coisa. E por muito cliché que pareça, há muito que é posto em perspectiva, há erros que não tinhas definitivamente planeado e vais conhecer as pessoas mais incríveis da tua vida, que passados dois dias vão estar no outro lado do mundo. Isto é o que eu aprendi a viajar sozinha: 1.  O mundo é um lugar melhor do que parece Pode parecer um pensamento muito ingénuo, mas quando viajas e não vês notícias parece que o mundo é o lugar mais maravilhoso que se pode imaginar. As pessoas são simpáticas em todo o lado, ajudam-te, sorriem… e é por isso que quando as me dizem que é perigoso viajar sou sempre a primeira a contestar. Para manter a segurança na “estrada” tem os mesmos cuidados que tens em casa, fala com as pessoas que vivem nos sítios por onde vais passar e tens tudo para te safares! 2. Um sorriso é a tua melhor arma É muito provável que nalguns países seja difícil de comunicar com os locais. Mas para além de ser sempre uma boa ideia aprender as palavras básicas de uma língua, também vais conseguir muito mais simpatia e ajuda por parte dos habitantes locais se sorrires. Por isso, mostra esses dentes! 3. Não marques tudo antecipadamente Eu tenho a mania de marcar e planear tudo ao detalhe antes de viajar. Mas passadas duas semanas já tinha percebido que não tinha sido a melhor ideia. Queria ficar mais tempo nalguns sítios e não podia por já ter marcado voos ou alojamento no próximo destino. Por isso, a minha recomendação é que tenhas um itinerário planeado, mas que também tenhas a flexibilidade de o adaptar às circunstâncias. 4. O teu banco é o teu pior inimigo Sabes quando estás anos a poupar dinheiro e depois o teu banco fica com 10% por causa de comissões de levantamento, taxas de câmbio e essas coisas todas fantásticas?! Se não viajares durante muito tempo aconselho-te a levar uma quantidade razoável em euros e trocar no destino (nunca no aeroporto), mas se viajares durante muito tempo pode ser boa ideia arranjar um Pre Paid Travel Card como o Skrill ou Revolut. Se soubesse destas opções antes tinha certamente arranjado um destes cartões. 5. Viajar sozinha/o devia ser a definição de liberdade As decisões são todas tuas, não há explicações a dar e portanto não há maior liberdade que esta. Também implica uma maior responsabilidade porque tens que planear tudo por ti, mas acordar às horas que queres, ver Nextflix quando queres e ler horas a fio sem ninguém te chatear… há melhor coisa que isto? 6. Vais conhecer demasiadas pessoas Os viajantes a solo atraem-se. Nalguns países somos uma espécie rara, noutros somos uma maioria. Mas viajar sozinho/a torna-te muito mais independente e começas a dizer “sim” a quase tudo. Vai chegar a um ponto que já conheceste tanta gente que às vezes até evitas algumas pessoas com medo de teres de contar a tua vida toda novamente. Uma coisa é certa, vai ser raro estares só por tua conta. 7. Podcasts são a melhor invenção de sempre Pela frente tens viagens de autocarro, comboio e avião que duram dezenas de horas. Tens caminhadas onde vais sofrer muito e ter uma distracção ajuda muito. Como tal, ouvir podcasts vai ser a tua salvação. Os meus preferidos e que me ajudaram a passar as horas intermináveis são: – Maluco Beleza – Sem Barbas na Língua – Mata Bicho – Governo Sombra Podes fazer download de todos em aplicações como iTunes ou PodcastAddict. 8. Certifica-te que sabes mesmo quando é que é o teu voo Isto parece ser daquelas lições mesmo básicas, mas não é. Depois de já ter voado dezenas de vezes, quase ia perdendo um dos meus voos porque estava marcado para a uma da manhã e eu pensei que seria na noite desse dia e não na madrugada. Lá percebi a tempo, mas tive que comprar um novo voo de ligação para apanhar este que quase ia à vida. Por isso, certifica-te sempre! 9. As prioridades redefinem-se Há coisas que damos por garantidas a nossa vida inteira e que desaparecem completamente quando viajamos para países mais pobres do que os nossos. Água quente? Esquece; Casas de banho sem baratas? Esquece; Electricidade a toda a hora? Esquece; Wifi? Esquece… Rapidamente percebi que a vida que tenho em Portugal é um luxo e um privilégio e que bem posso estar agradecida por isso. Por outro lado, o ser humano adapta-se muito rapidamente às circunstâncias, por isso nunca me senti particularmente desconfortável. 10. A tua vida numa mala Bens materiais deixam de fazer sentido. Quando consegues pôr tudo o que precisas numa mochila de 50 litros percebes que consegues viver com muito pouco. Moda, maquilhagem, secadores não interessam nada. Biquinis + Chinelas + Calções e Top está feito! E tu, o que é que aprendeste com as tuas viagens?

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Viajar não seria viajar se não aprendêssemos alguma coisa. E por muito cliché que pareça, há muito que é posto em perspectiva, há erros que não tinhas definitivamente planeado e vais conhecer as pessoas mais incríveis da tua vida, que passados dois dias vão estar no outro lado do mundo. Isto é o que eu aprendi a viajar sozinha:

1.  O mundo é um lugar melhor do que parece

Pode parecer um pensamento muito ingénuo, mas quando viajas e não vês notícias parece que o mundo é o lugar mais maravilhoso que se pode imaginar. As pessoas são simpáticas em todo o lado, ajudam-te, sorriem… e é por isso que quando as me dizem que é perigoso viajar sou sempre a primeira a contestar. Para manter a segurança na “estrada” tem os mesmos cuidados que tens em casa, fala com as pessoas que vivem nos sítios por onde vais passar e tens tudo para te safares!

2. Um sorriso é a tua melhor arma

É muito provável que nalguns países seja difícil de comunicar com os locais. Mas para além de ser sempre uma boa ideia aprender as palavras básicas de uma língua, também vais conseguir muito mais simpatia e ajuda por parte dos habitantes locais se sorrires. Por isso, mostra esses dentes!

3. Não marques tudo antecipadamente

Eu tenho a mania de marcar e planear tudo ao detalhe antes de viajar. Mas passadas duas semanas já tinha percebido que não tinha sido a melhor ideia. Queria ficar mais tempo nalguns sítios e não podia por já ter marcado voos ou alojamento no próximo destino. Por isso, a minha recomendação é que tenhas um itinerário planeado, mas que também tenhas a flexibilidade de o adaptar às circunstâncias.

4. O teu banco é o teu pior inimigo

Sabes quando estás anos a poupar dinheiro e depois o teu banco fica com 10% por causa de comissões de levantamento, taxas de câmbio e essas coisas todas fantásticas?! Se não viajares durante muito tempo aconselho-te a levar uma quantidade razoável em euros e trocar no destino (nunca no aeroporto), mas se viajares durante muito tempo pode ser boa ideia arranjar um Pre Paid Travel Card como o Skrill ou Revolut. Se soubesse destas opções antes tinha certamente arranjado um destes cartões.

5. Viajar sozinha/o devia ser a definição de liberdade

As decisões são todas tuas, não há explicações a dar e portanto não há maior liberdade que esta. Também implica uma maior responsabilidade porque tens que planear tudo por ti, mas acordar às horas que queres, ver Nextflix quando queres e ler horas a fio sem ninguém te chatear… há melhor coisa que isto?

6. Vais conhecer demasiadas pessoas

Os viajantes a solo atraem-se. Nalguns países somos uma espécie rara, noutros somos uma maioria. Mas viajar sozinho/a torna-te muito mais independente e começas a dizer “sim” a quase tudo. Vai chegar a um ponto que já conheceste tanta gente que às vezes até evitas algumas pessoas com medo de teres de contar a tua vida toda novamente. Uma coisa é certa, vai ser raro estares só por tua conta.

7. Podcasts são a melhor invenção de sempre

Pela frente tens viagens de autocarro, comboio e avião que duram dezenas de horas. Tens caminhadas onde vais sofrer muito e ter uma distracção ajuda muito. Como tal, ouvir podcasts vai ser a tua salvação.

Os meus preferidos e que me ajudaram a passar as horas intermináveis são:

Maluco Beleza
Sem Barbas na Língua
Mata Bicho
Governo Sombra

Podes fazer download de todos em aplicações como iTunes ou PodcastAddict.

8. Certifica-te que sabes mesmo quando é que é o teu voo

Isto parece ser daquelas lições mesmo básicas, mas não é. Depois de já ter voado dezenas de vezes, quase ia perdendo um dos meus voos porque estava marcado para a uma da manhã e eu pensei que seria na noite desse dia e não na madrugada. Lá percebi a tempo, mas tive que comprar um novo voo de ligação para apanhar este que quase ia à vida. Por isso, certifica-te sempre!

9. As prioridades redefinem-se

Há coisas que damos por garantidas a nossa vida inteira e que desaparecem completamente quando viajamos para países mais pobres do que os nossos. Água quente? Esquece; Casas de banho sem baratas? Esquece; Electricidade a toda a hora? Esquece; Wifi? Esquece… Rapidamente percebi que a vida que tenho em Portugal é um luxo e um privilégio e que bem posso estar agradecida por isso. Por outro lado, o ser humano adapta-se muito rapidamente às circunstâncias, por isso nunca me senti particularmente desconfortável.

10. A tua vida numa mala

Bens materiais deixam de fazer sentido. Quando consegues pôr tudo o que precisas numa mochila de 50 litros percebes que consegues viver com muito pouco. Moda, maquilhagem, secadores não interessam nada. Biquinis + Chinelas + Calções e Top está feito!

E tu, o que é que aprendeste com as tuas viagens?

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O que levar numa mochila para 6 meses https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/28/o-que-levar-numa-mochila-para-6-meses/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-que-levar-numa-mochila-para-6-meses https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/28/o-que-levar-numa-mochila-para-6-meses/#comments Tue, 28 Nov 2017 19:24:48 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2409 Preparar uma mochila para 6 meses de viagem, para climas desde 40 graus e praia até menos 5 e glaciares não é fácil. Mas é possível! Com muito esforço, leituras e dedicação, reuni em 7 quilos (queria 6!) as coisas essenciais para não morrer de frio, calor, tédio ou doenças! Mochila grande Tenho uma Quechua “light” de 50 litros que uso sempre em viagens grandes. Nunca me falhou e, apesar de ser um bocado grande, para esta viagem tinha mesmo que ser. Tudo o que levei dentro da mochila estava dividido por packing cubes (comprei 5 por 4 euros no ebay) que ajudam a organizar a mala. São completamente indispensáveis. Packing Cube – Inverno – Leggins térmicas – Camisola manga comprida térmica – 3 pares de meias quentes – Um impermeável/corta-vento/quentinho – Umas calças de trekking Só estive um mês num país frio: a Nova Zelândia. Como fiz esta viagem de carro e tinha lá uma amiga foi fácil comprar o que não tinha em segunda mão: botas de caminhada, camisolas quentes e até saco cama. Tudo junto não me ficou a mais de 70 NZD. Podes ler mais sobre as Salvation Army Stores aqui. Depois deixei tudo na NZ com a minha amiga. Packing Cube – Verão E para 5 meses em praias paradisíacas temos: – 4 tops + 1 t-shirt + 1 top para dormir – 3 vestidos leves – 1 par de calções de pano – 1 par de calças de pano frescas – 2 biquínis – 1 véu/lenço/toalha de praia (o que quiseres chamar) – 8 cuecas (entretanto perdi uma ou duas) – 3 pares de meias de verão – 1 par de ténis de verão (Merrel) – 1 par de havaianas – Chapéu – 1 camisola leve de manga comprida – 1 casaco de malha fininho para sítios com ar condicionado (autocarros, comboios, aviões). Também o perdi. – Saco de pano para roupa suja Dica: certifica-te que tudo combina com tudo de forma a teres vários conjuntos possíveis. Packing Cube – Higienes – 1 toalha de banho (das que secam rápido). Perdi-a no 3ª dia. Fiz os dois meses seguintes com toalhas improvisadas até que eventualmente comprei uma nova. – Shampoo sólido (comprei na Lush) – Sabonete – Desodorizante – Pasta e escova de dentes – Escova cabelo e elásticos (perdi-os todos, comprei mais no Sri Lanka) – Pinça – Corta unhas – Lenços e toalhitas de WC – Pensos e tampões (para toda a viagem, principalmente tampões) – Soflan para lavar a roupa, frasquinho pequeno. – Tampões para os ouvidos. Tenho uns da Sound Barrier que comprei na Amazon e apesar dos 20€ foram uma das melhores coisas que me aconteceram na vida. Packing Cube – Farmácia – Comprimidos: Malária, Imodium + UL 250 (diarreia), Benuron, Brufen, Pílulas para toda a duração (e umas extra!), antibióticos (para casos extremos, são prescritos na consulta do viajante). Não aconselho a arranjares comprimidos aleatórios numa cidadezinha no meio do nada – Repelente DEET 50%. – Protector solar – Betadine e pensos rápidos – Preservativos – Lentes de contacto e líquido (no meu caso) – Óculos de sol Packing Cube – Tecnologia – Tablet ou Kindle – Cabos, carregadores e transformadores para tudo! – Cartões SD + Pen USB – Dropbox ou Google Photos com muito espaço livre para ir guardando as fotos – Adaptador universal (com entradas USB) – Headphones – Go Pro/ Action Camera – Acessórios Go Pro: 3 way grip arm (funciona como selfie stick e também tem tripé – comprei no ebay);  filtro vermelho para mergulho (ebay); baterias – Máquina fotográfica (Lumix) Outros – Impermeável para a mala – Cadeado – Almofada de pescoço insuflável (comprei na Tiger) – Fotocópia de passaporte e outros documentos (guardar também na cloud) Mochila pequena (day pack) – Passaporte e documentos – Dinheiro e cartões, levar mais do que um cartão caso seja comido por uma máquina. – Telemóvel e power bank – Caderno e caneta (aka Diário de Bordo) – Garrafa de água

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Preparar uma mochila para 6 meses de viagem, para climas desde 40 graus e praia até menos 5 e glaciares não é fácil. Mas é possível! Com muito esforço, leituras e dedicação, reuni em 7 quilos (queria 6!) as coisas essenciais para não morrer de frio, calor, tédio ou doenças!

Mochila grande

Tenho uma Quechua “light” de 50 litros que uso sempre em viagens grandes. Nunca me falhou e, apesar de ser um bocado grande, para esta viagem tinha mesmo que ser.

Tudo o que levei dentro da mochila estava dividido por packing cubes (comprei 5 por 4 euros no ebay) que ajudam a organizar a mala. São completamente indispensáveis.

Packing Cube – Inverno

– Leggins térmicas
– Camisola manga comprida térmica
– 3 pares de meias quentes
– Um impermeável/corta-vento/quentinho
– Umas calças de trekking

Só estive um mês num país frio: a Nova Zelândia. Como fiz esta viagem de carro e tinha lá uma amiga foi fácil comprar o que não tinha em segunda mão: botas de caminhada, camisolas quentes e até saco cama. Tudo junto não me ficou a mais de 70 NZD. Podes ler mais sobre as Salvation Army Stores aqui. Depois deixei tudo na NZ com a minha amiga.

Packing Cube – Verão

E para 5 meses em praias paradisíacas temos:

– 4 tops + 1 t-shirt + 1 top para dormir
– 3 vestidos leves
– 1 par de calções de pano
– 1 par de calças de pano frescas
– 2 biquínis
– 1 véu/lenço/toalha de praia (o que quiseres chamar)
– 8 cuecas (entretanto perdi uma ou duas)
– 3 pares de meias de verão
– 1 par de ténis de verão (Merrel)
– 1 par de havaianas
– Chapéu
– 1 camisola leve de manga comprida
– 1 casaco de malha fininho para sítios com ar condicionado (autocarros, comboios, aviões). Também o perdi.
– Saco de pano para roupa suja

Dica: certifica-te que tudo combina com tudo de forma a teres vários conjuntos possíveis.

Packing Cube – Higienes

1 toalha de banho (das que secam rápido). Perdi-a no 3ª dia. Fiz os dois meses seguintes com toalhas improvisadas até que eventualmente comprei uma nova.
– Shampoo sólido (comprei na Lush)
– Sabonete
– Desodorizante
– Pasta e escova de dentes
– Escova cabelo e elásticos (perdi-os todos, comprei mais no Sri Lanka)
– Pinça
– Corta unhas
– Lenços e toalhitas de WC
– Pensos e tampões (para toda a viagem, principalmente tampões)
– Soflan para lavar a roupa, frasquinho pequeno.
– Tampões para os ouvidos. Tenho uns da Sound Barrier que comprei na Amazon e apesar dos 20€ foram uma das melhores coisas que me aconteceram na vida.

Packing Cube – Farmácia

– Comprimidos: Malária, Imodium + UL 250 (diarreia), Benuron, Brufen, Pílulas para toda a duração (e umas extra!), antibióticos (para casos extremos, são prescritos na consulta do viajante). Não aconselho a arranjares comprimidos aleatórios numa cidadezinha no meio do nada
– Repelente DEET 50%.
– Protector solar
– Betadine e pensos rápidos
– Preservativos
– Lentes de contacto e líquido (no meu caso)
– Óculos de sol

Packing Cube – Tecnologia

– Tablet ou Kindle
– Cabos, carregadores e transformadores para tudo!
– Cartões SD + Pen USB
– Dropbox ou Google Photos com muito espaço livre para ir guardando as fotos
– Adaptador universal (com entradas USB)
– Headphones
– Go Pro/ Action Camera
– Acessórios Go Pro: 3 way grip arm (funciona como selfie stick e também tem tripé – comprei no ebay);  filtro vermelho para mergulho (ebay); baterias
– Máquina fotográfica (Lumix)

Outros

– Impermeável para a mala
– Cadeado
– Almofada de pescoço insuflável (comprei na Tiger)
– Fotocópia de passaporte e outros documentos (guardar também na cloud)

Mochila pequena (day pack)

– Passaporte e documentos
– Dinheiro e cartões, levar mais do que um cartão caso seja comido por uma máquina.
– Telemóvel e power bank
– Caderno e caneta (aka Diário de Bordo)
– Garrafa de água

Tudo junto dá isto!

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Desmistificados: 5 mitos sobre viajar sozinha https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/21/5-mitos-viajar-sozinho-desmistificados/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=5-mitos-viajar-sozinho-desmistificados https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/21/5-mitos-viajar-sozinho-desmistificados/#comments Tue, 21 Nov 2017 10:04:54 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2313 Quando postas na mesma frase as palavras “viajar” e “sozinha” parece que há toda uma magia negra que se apodera de quem as lê ou ouve. O perigo, o medo, a solidão… de repente, o mundo é um lugar negro, cheio bichos papões. Mas muitas destas grandes preocupações são, na verdade, infundadas e a prova é que há muitas mulheres e homens a viajar sozinhos por todo o mundo e estão bem vivinhos e felizes da silva. Por isso, com este post, quero desmistificar alguns mitos sobre solo travelling, tanto para aqueles que querem arriscar mas têm receio como para aqueles que conhecem pessoas que vão viajar sozinhas e NÃO querem estragar-lhes a viagem com pensamentos aterrorizantes e irreais. Mito 1# – “Então, mas… vais sozinha?” A ideia de solidão parece assustar muito boa gente. Eu, sendo filha única, estou muito habituada a estar sozinha e fico muito feliz por ter tempo só para mim e para os meus pensamentos. Mas mesmo que não estivesse, não havia grande problema. Viajar sozinha é sinónimo de fazer amizades em todo o lado. Em viagens de autocarro, em hostels, em tours, em cursos de mergulho, nos sinais de trânsito, na fila para comprar bilhetes… literalmente em todo o lado. Várias vezes dei por mim a tentar não meter muita conversa porque queria estar sozinha! Ao viajar tornei-me muito mais independente e extrovertida, há uns anos era muito mais envergonhada. Por isso não te preocupes, o Mundo está à tua espera de braços abertos. Mito 2# – “Não tens medo? Eu cá tinha…” Sim, tenho medo. No dia antes de partir para uma viagem grande penso sempre “Onde é que me fui meter. Não vou conseguir fazer isto!” sabendo ao mesmo tempo que as probabilidades de tudo correr bem (com umas intoxicações alimentares pelo meio) são bastante grandes.  Mas não são estas dúvidas existenciais de última hora que me vão parar de viver os meus sonhos. Ter medo é normal, o ser humano sente-se desconfortável com o desconhecido e imprevisível. Mas e depois? Arriscar é viver! Mito 3# – “És mulher, vais ser assediada” Este mito só toca às mulheres e para mim é o mais irritante de todos. Só porque somos mulheres a viajar sozinhas parece que estão reunidas as condições perfeitas para sermos assediadas sexualmente ou violadas. A verdade é, que enquanto mulher, achei que as pessoas se preocupam muito mais com o nosso bem-estar e tentam ajudar sempre que possível. Para além disso ser mulher é “perigoso” em todo o mundo. Em nenhum lado podemos ficar bêbadas sozinhas ou andar em zonas particularmente mal iluminadas à noite. Infelizmente isto é universal e ao viajar tens que ter os mesmos cuidados que tens em todo o lado. Mito 4# – “Vais para [inserir destino não Europeu]. Olha que ouvi dizer que é perigoso” Este é o argumento preferido dos fans do “Presos no Estrangeiro” ou daqueles rankings incríveis que aparecem todos os anos sobre “Os países mais perigosos do mundo”. Claro que não recomendo ir para países com situações de guerra, mas generalizar que toda a América do Sul ou Central é perigosa por causa dos cartéis de droga ou que todo o continente Africano tem Malária é parvo. Ainda este ano viajei durante três semanas pelas Filipinas, de momento considerada um país perigoso, e em lugar nenhum vi sinais de alarme. Claro que não me fui meter na ilha dominada pelo Estado Islâmico, mas isso é uma questão de esperteza e de estar atento à actualidade. Assim sendo, as minhas recomendações são: lê vários meios, não acredites em tudo o que vês nos media, muita coisa é puro sensacionalismo e, se possível, fala com pessoas locais (Couchsurfing, Trip Advisor, etc…) que são muito mais úteis do que 90% dos meios de informação. E vê os Presos no Estrangeiro para não cometeres os mesmos erros parvos 😉 Mito 5# – “Meu Deus, deves ser rica” Este é um mito geral sobre pessoas que viajam muito. Como já escrevi neste post, viajar é muitas vezes uma escolha. Uma escolha entre um bilhete de avião e o bilhete para um festival, uma escolha entre uma noite num hostel ou uma mala nova, uma escolha entre um telemóvel topo de gama ou um mês no sudoeste asiático. Muitas vezes viajar implica sacrifícios a nível financeiro e até a nível da nossa vida social (não ir àquele restaurante ou àquele bar), mas do meu ponto de vista a recompensa vale a pena. Infelizmente os salários portugueses não são dos mais vantajosos para viajar – quando se sai da Europa percebe-se que o mundo das viagens é dominado por Alemães, Escandinavos, Holandeses, Franceses, Ingleses e Australianos – mas é possível. Simplesmente demoramos muito mais anos a poupar! É verdade que muitas vezes viajar a solo é mais caro do que a dois ou a três, mas também te dá mais flexibilidade e é mais fácil de encontrar hosts no Couchsurfing ou de pedir boleia. E pronto, estes são os mitos mais comuns que tenho encontrado e as frases que ouvi vezes sem conta antes de partir. E tu, quais são os melhores (ou mais irrealistas) mitos sobre viajar a solo que já ouviste? 🙂

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Quando postas na mesma frase as palavras “viajar” e “sozinha” parece que há toda uma magia negra que se apodera de quem as lê ou ouve. O perigo, o medo, a solidão… de repente, o mundo é um lugar negro, cheio bichos papões.

Mas muitas destas grandes preocupações são, na verdade, infundadas e a prova é que há muitas mulheres e homens a viajar sozinhos por todo o mundo e estão bem vivinhos e felizes da silva. Por isso, com este post, quero desmistificar alguns mitos sobre solo travelling, tanto para aqueles que querem arriscar mas têm receio como para aqueles que conhecem pessoas que vão viajar sozinhas e NÃO querem estragar-lhes a viagem com pensamentos aterrorizantes e irreais.

Mito 1# – “Então, mas… vais sozinha?”

A ideia de solidão parece assustar muito boa gente. Eu, sendo filha única, estou muito habituada a estar sozinha e fico muito feliz por ter tempo só para mim e para os meus pensamentos. Mas mesmo que não estivesse, não havia grande problema. Viajar sozinha é sinónimo de fazer amizades em todo o lado. Em viagens de autocarro, em hostels, em tours, em cursos de mergulho, nos sinais de trânsito, na fila para comprar bilhetes… literalmente em todo o lado.

Várias vezes dei por mim a tentar não meter muita conversa porque queria estar sozinha! Ao viajar tornei-me muito mais independente e extrovertida, há uns anos era muito mais envergonhada. Por isso não te preocupes, o Mundo está à tua espera de braços abertos.

Mito 2# – “Não tens medo? Eu cá tinha…”

Sim, tenho medo. No dia antes de partir para uma viagem grande penso sempre “Onde é que me fui meter. Não vou conseguir fazer isto!” sabendo ao mesmo tempo que as probabilidades de tudo correr bem (com umas intoxicações alimentares pelo meio) são bastante grandes.  Mas não são estas dúvidas existenciais de última hora que me vão parar de viver os meus sonhos.

Ter medo é normal, o ser humano sente-se desconfortável com o desconhecido e imprevisível. Mas e depois? Arriscar é viver!

Mito 3# – “És mulher, vais ser assediada”

Este mito só toca às mulheres e para mim é o mais irritante de todos. Só porque somos mulheres a viajar sozinhas parece que estão reunidas as condições perfeitas para sermos assediadas sexualmente ou violadas. A verdade é, que enquanto mulher, achei que as pessoas se preocupam muito mais com o nosso bem-estar e tentam ajudar sempre que possível.

Para além disso ser mulher é “perigoso” em todo o mundo. Em nenhum lado podemos ficar bêbadas sozinhas ou andar em zonas particularmente mal iluminadas à noite. Infelizmente isto é universal e ao viajar tens que ter os mesmos cuidados que tens em todo o lado.

Mito 4# – “Vais para [inserir destino não Europeu]. Olha que ouvi dizer que é perigoso”

Este é o argumento preferido dos fans do “Presos no Estrangeiro” ou daqueles rankings incríveis que aparecem todos os anos sobre “Os países mais perigosos do mundo”. Claro que não recomendo ir para países com situações de guerra, mas generalizar que toda a América do Sul ou Central é perigosa por causa dos cartéis de droga ou que todo o continente Africano tem Malária é parvo. Ainda este ano viajei durante três semanas pelas Filipinas, de momento considerada um país perigoso, e em lugar nenhum vi sinais de alarme. Claro que não me fui meter na ilha dominada pelo Estado Islâmico, mas isso é uma questão de esperteza e de estar atento à actualidade.

Assim sendo, as minhas recomendações são: lê vários meios, não acredites em tudo o que vês nos media, muita coisa é puro sensacionalismo e, se possível, fala com pessoas locais (Couchsurfing, Trip Advisor, etc…) que são muito mais úteis do que 90% dos meios de informação. E vê os Presos no Estrangeiro para não cometeres os mesmos erros parvos 😉

Mito 5# – “Meu Deus, deves ser rica”

Este é um mito geral sobre pessoas que viajam muito. Como já escrevi neste post, viajar é muitas vezes uma escolha. Uma escolha entre um bilhete de avião e o bilhete para um festival, uma escolha entre uma noite num hostel ou uma mala nova, uma escolha entre um telemóvel topo de gama ou um mês no sudoeste asiático. Muitas vezes viajar implica sacrifícios a nível financeiro e até a nível da nossa vida social (não ir àquele restaurante ou àquele bar), mas do meu ponto de vista a recompensa vale a pena.

Infelizmente os salários portugueses não são dos mais vantajosos para viajar – quando se sai da Europa percebe-se que o mundo das viagens é dominado por Alemães, Escandinavos, Holandeses, Franceses, Ingleses e Australianos – mas é possível. Simplesmente demoramos muito mais anos a poupar!

É verdade que muitas vezes viajar a solo é mais caro do que a dois ou a três, mas também te dá mais flexibilidade e é mais fácil de encontrar hosts no Couchsurfing ou de pedir boleia.

E pronto, estes são os mitos mais comuns que tenho encontrado e as frases que ouvi vezes sem conta antes de partir. E tu, quais são os melhores (ou mais irrealistas) mitos sobre viajar a solo que já ouviste? 🙂

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Como planear uma viagem em dez passos https://www.mudancasconstantes.com/2017/02/28/dicas-planear-viagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=dicas-planear-viagem https://www.mudancasconstantes.com/2017/02/28/dicas-planear-viagem/#comments Tue, 28 Feb 2017 21:30:59 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1388 Planear uma viagem, especialmente uma viagem longa, pode parecer um processo longo e intimidante. Para mim, é um dos grandes prazeres da vida! O dia em que começo a pesquisar voos, ler blogues e olhar para o Google Maps marca o início de uma nova aventura. Neste post ajudo-te a responder a algumas das muitas questões que surgem quando se planeia uma viagem. Vamos? Primeiro Passo: Define o teu orçamento O teu orçamento vai definir onde podes ir, como e por quanto tempo. Algumas pessoas viajam durante um mês por 500€ ou menos e outras gastam o mesmo valor num dia. Por isso, pensa qual é o valor que estás disposto/a a gastar e como vais querer gastá-lo. Também há que ter em conta que há destinos onde podes viajar por 10/15€ por dia (Cambodja, Laos, Vietnam, Tailândia, Indonésia) e outros onde esse valor te compra uma sandes (Suíça, Noruega, Dinamarca). Costumo achar que para uma viagem de menos de dez dias, mais vale poupar nos voos e visitar destinos que não passem as quatro horas de voo e que para viagens mais longas o custo dos voos compensa os preços baixos do destino. Podes ler mais sobre como viajar com pouco ou nenhum dinheiro neste post e sobre como poupar dinheiro para viajar aqui. Segundo Passo: Escolhe a tua companhia Este ponto pode ser um “make or break”. Quando vais numa viagem de fim-de-semana ou de uma semana não precisas de pensar muito com quem vais. Não é assim tão difícil combinar coisas e concordar coisas com outra(as) pessoa(s) durante um curto espaço de tempo. Contudo, se pensarmos em três/seis meses, um ano? É provável que não existam muitas pessoas com quem te consegues dar 24 horas por dia durante tanto tempo!  Por outro lado, também é possível que não encontres ninguém para fazer a “viagem da tua vida” contigo até porque nem toda a gente quer/pode gastar rios de dinheiro numa viagem e os 22 dias oficiais de férias não dão tempo para longas aventuras. Por estas razões, muitas vezes escolho viajar sozinha e, na verdade, é a minha forma preferida de viajar. Se também estás a pensar viajar sozinho/a este eBook grátis é para ti!  Terceiro Passo: Vou/Vamos para onde? Esta escolha está altamente dependente de factores como: tempo disponível, orçamento, clima do destino, se é época alta ou baixa e gosto pessoal. Como tenho uma lista interminável de países para visitar costumo olhar para o mapa e pensar se o tempo que tenho dá para ver tudo o que quero. Também considero o clima, a situação política (muitos dos países para onde viajo podem ser instáveis) e festivais religiosos como o Ramadão, etc.  O Google Maps é uma ferramenta indispensável nesta parte do planeamento porque te vai ajudar a perceber distâncias e o que é, ou não, realista. Dou-te um exemplo: quando estava a planear a minha viagem mais longa (até agora), inicialmente queria fazer três países do Sudoeste Asiático, Austrália e América do Sul + Central. Entretanto, lembrei-me que só tinha seis meses e que viajar na América do Sul demora imenso tempo. Também pesquisei preços, e percebi que o custo de ir da Austrália para Buenos Aires é, no mínimo, 600/700€ e li que não podia fazer trekking na Patagónia – uma das coisas que mais queria – porque quando lá ia chegar seria Inverno e os trilhos estariam interditos. Como podes ver, todas as variáveis pesaram na minha decisão e há que pesquisar um pouco para ver o que é possível fazer. Provavelmente terás que definir prioridades já que também não precisas de ver o mundo todo só de uma vez – pelo menos é disso que me tento convencer!   Quarto Passo: Traça o teu itinerário É altura de mergulhar em sites, guias de viagem, blogues, Pinterest, Instagram, grupos de viajantes no Facebook, mapas… tudo! Esta é a minha parte preferida da preparação, é uma pesquisa contínua pelas melhores praias, vulcões, caminhadas e cidades. Desenhar um roteiro cheio de sumo que tire máximo partido de cada lugar faz-me muito feliz. Quando viajo com os dias e horas contadas costumo ter um itinerário bem definido e preenchido, deixo pouca coisa ao acaso. Contudo, se viajas com tempo, aconselho-te a deixar quase tudo em aberto. As tuas vontades mudam consoante as pessoas que conheces, os sítios que vês e as gastroenterites que apanhas. Enquanto estava nas Filipinas decidi que em vez de ir para a Indonésia e Timor-Leste queria ir para o Japão. Quatro dias antes da viagem. Por isso em vez de desperdiçares dinheiro com voos que nunca vais apanhar, deixa-te levar. O Google Maps é onde marco todos os lugares que vou descobrindo e depois é só encaixá-los nos dias de viagem! Quinto Passo: Encontra os melhores voos Para ser honesta não sou a melhor pessoa para dar conselhos sobre como comprar voos. Quando os custos não são completamente absurdos costumo optar por voos directos por que odeio voar e assim só passo por isso uma vez. Claro que o ideal é ter datas flexíveis e estar disposto a fazer muitas escalas. Em Inglaterra, por exemplo, também é bom pesquisar por diferentes aeroportos (tenho uns seis “perto”). Há pessoas que vivem para os esquemas dos cartões de crédito que dão milhas aéreas. Em Portugal sempre me pareceu que a oferta não era muita, mas vale a pena pesquisar. O Skyscanner costuma ser o meu “go-to” para encontrar os melhores preços, mas também há por aí muita gente que prefere o Momondo. Uma ferramenta que adoro usar é pôr no destino “everywhere” e simplesmente recebes uma lista dos voos mais baratos a partir do teu destino e nas tuas datas. Muito útil para aquelas escapadelas de fim-de-semana pré-covid. Tem sempre MUITA atenção ao processo de compra de voos, especialmente em companhias lowcost, porque estão sempre a acrescentar coisas como bagagem, comida, seguro… tens que rever todos os pontos e mudar tudo para “No, thanks” de forma a voltares ao preço com que começaste. Hoje em dia as lowcost só aceitam uma pequena mochila como bagagem de mão. Não sejas apanhado nesse esquema e verifica antes. Sexto Passo: Trata das burocracias Quem está habituado/a ao belo do espaço Schengen pouco se preocupa com burocracia, mas para viajar para fora da Europa precisas de um passaporte e para alguns países de visto também.Fazer um passaporte custa 65€ (sim, é caro!) e aconselho-te a marcares online o dia, hora e sítio onde o vais fazer evitando as típicas filas de horas. O processo é muito simples, basta ires a este site e pesquisares os sítios pela data e concelho. O passaporte normal demora uma semana a estar pronto. O passaporte português só dura cinco anos. Para qualquer sítio que vás certifica-te que o teu passaporte tem mais de seis meses de validade.  Alguns vistos podem demorar semanas até serem processados e envolvem visitas à embaixada. Por isso não te esqueças desta parte! Consulta o Portal das Comunidades Portuguesas para mais informação sobre o teu destino.  Também convém ter em consideração que teres o carimbo de um determinado país pode condicionar a tua entrada noutros. Exemplo: um carimbo de Israel impossibilita a entrada em vários países do Médio Oriente. Isto pode ser contornado nos aeroportos (o carimbo fica num papel), mas se entrares no país por terra não. Sétimo Passo: Marca o alojamento, ou não Mais um factor dependente do teu estilo de viagem e destino. Viajar na Europa no Verão é sinónimo de marcar alojamento com a maior antecedência possível. É época alta, os preços e a procura sobem e a oferta esgota. Contudo, em lugares menos populares ou onde tudo pode ser alojamento turístico não há muito risco em deixar as marcações para a última hora.  Na altura de procurar alojamento convém verificares se a localização é central, perto de transportes públicos e num lugar seguro. Quando fiz um InterRail, escolhi sempre alojamentos que não ficassem a mais de meia hora a pé da estação e que estivessem perto do centro da cidade para evitar pagar transportes.  Os melhores sites para procurar alojamento são sem dúvida o Booking, AirBnb e Hostelworld.  Podes encontrar outras opções de alojamento barato neste post. Oitavo Passo: Consulta do viajante e seguro de viagem Esta consulta pode fazer-nos pensar “então se calhar é melhor não ir de viagem…” mas é indispensável. Entre malária, encefalite japonesa, raiva, medicamentos para a diarreia e conselhos úteis que te podem salvar a vida esta consulta é imprescindível para qualquer pessoa que viaje para lugares onde as condições de saneamento básico ficam um bocadinho aquém das dos países ditos “desenvolvidos”.  Prepara-te para desembolsar uma boa maquia para as vacinas e para construíres a tua farmácia ambulante.  Podes marcar a consulta do viajante em diversos pontos do país através do Sistema Nacional de Saúde. Convém fazê-lo um ou dois meses antes da viagem, porque há vacinas que têm várias doses e que precisam de ser tomadas com intervalos de tempo. Encontrar o seguro certo Não é fácil dispensarmos dinheiro para uma coisa que não sabemos se vamos utilizar. Um seguro de viagem é particularmente recomendável se viajares para fora da Europa. O primeiro seguro de saúde que fiz foi quando viajei para os Estados Unidos, já todos sabemos que não se deve brincar com aquela gente em termos preços praticados pelos hospitais!  O Covid veio normalizar os seguros de viagem e nos últimos anos têm aparecido mais seguradoras que cobrem “backpackers”, pessoas que viajam durante muito tempo. Se pesquisares blogues internacionais a World Nomads é muitas vezes referidas, mas sei que a IATI também tem uma boa reputação. Podes preencher um formulário online e receber imediatamente o orçamento. Nono Passo: Faz as malas Agora sim, começam as dores de cabeça e potencialmente as dores de costas. Preparar uma mochila para meses de viagem com climas dos 40º graus até aos 5º graus negativos, para Inverno e Verão, praia, trekking e floresta tropical não é fácil, mas é possível. Podes ler neste post tudo o que levei na minha mochila para uma viagem de seis meses com estas características, mas por enquanto ficam aqui umas dicas.  Vais-te arrepender de levar uma mochila muito pesada. Eu não posso com mais de 6/7 quilos. A regra número um de um viajante deve ser “leva metade do que estás a pensar na tua mochila e o dobro na tua carteira”. Esquece tudo o que seja produtos de beleza: secador, maquilhagem, acessórios, produtos para o cabelo, cremes… 100ml de hidratante é o máximo permitido! 😉 Distribui o peso da forma certa: os itens mais pesados devem ficar no topo. Leva uma mochila pequena e confortável para andares no dia-a-dia. Faz cópia dos teus documentos e guarda-os em vários sítios diferentes, incluindo na cloud.  Arranja “packing cubes” – saquinhos individuais – para organizares os teus pertences. Eu dividi os meus por: Inverno, Verão, Higiene, Farmácia e Tecnologia. Assim é mais fácil do que teres que revirar a tua mala toda só para encontrares um top. Não leves sacos de plástico para a roupa suja ou para fazeres as tuas divisões. Fazem imenso barulho quando te estás a tentar despachar para apanhar um comboio e a são 5 da manhã num dormitório com mais 10 pessoas. Sacos de pano servem para tudo!  Não leves coisas para todas as situações que “podem acontecer”. Se acontecerem no sítio onde estiveres provavelmente existem lojas 😉 Décimo Passo:  “Não te estás a esquecer de nada?” A pergunta que o meu pai me faz cada vez que me leva ao aeroporto e que eu levo comigo para todas as viagens. A verdade é que tirando o passaporte, cartões de débito/crédito e telemóvel há pouca coisa que não seja substituível.  O último conselho que queria dar neste post é sobre a melhor forma de lidar com dinheiro em viagem. Como as taxas de levantamento costumam ser exorbitantes, o melhor será levar uma boa quantia em euros, espalhada por vários sítios, e trocar no centro da cidade já que no aeroporto o...

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Planear uma viagem, especialmente uma viagem longa, pode parecer um processo longo e intimidante. Para mim, é um dos grandes prazeres da vida! O dia em que começo a pesquisar voos, ler blogues e olhar para o Google Maps marca o início de uma nova aventura.

Neste post ajudo-te a responder a algumas das muitas questões que surgem quando se planeia uma viagem. Vamos?


Primeiro Passo: Define o teu orçamento

O teu orçamento vai definir onde podes ir, como e por quanto tempo. Algumas pessoas viajam durante um mês por 500€ ou menos e outras gastam o mesmo valor num dia. Por isso, pensa qual é o valor que estás disposto/a a gastar e como vais querer gastá-lo.

Também há que ter em conta que há destinos onde podes viajar por 10/15€ por dia (Cambodja, Laos, Vietnam, Tailândia, Indonésia) e outros onde esse valor te compra uma sandes (Suíça, Noruega, Dinamarca). Costumo achar que para uma viagem de menos de dez dias, mais vale poupar nos voos e visitar destinos que não passem as quatro horas de voo e que para viagens mais longas o custo dos voos compensa os preços baixos do destino.

Podes ler mais sobre como viajar com pouco ou nenhum dinheiro neste post e sobre como poupar dinheiro para viajar aqui.


Segundo Passo: Escolhe a tua companhia

Este ponto pode ser um “make or break. Quando vais numa viagem de fim-de-semana ou de uma semana não precisas de pensar muito com quem vais. Não é assim tão difícil combinar coisas e concordar coisas com outra(as) pessoa(s) durante um curto espaço de tempo.

Contudo, se pensarmos em três/seis meses, um ano? É provável que não existam muitas pessoas com quem te consegues dar 24 horas por dia durante tanto tempo! 

Por outro lado, também é possível que não encontres ninguém para fazer a “viagem da tua vida” contigo até porque nem toda a gente quer/pode gastar rios de dinheiro numa viagem e os 22 dias oficiais de férias não dão tempo para longas aventuras. Por estas razões, muitas vezes escolho viajar sozinha e, na verdade, é a minha forma preferida de viajar. Se também estás a pensar viajar sozinho/a este eBook grátis é para ti! 

Terceiro Passo: Vou/Vamos para onde?

Esta escolha está altamente dependente de factores como: tempo disponível, orçamento, clima do destino, se é época alta ou baixa e gosto pessoal. Como tenho uma lista interminável de países para visitar costumo olhar para o mapa e pensar se o tempo que tenho dá para ver tudo o que quero. Também considero o clima, a situação política (muitos dos países para onde viajo podem ser instáveis) e festivais religiosos como o Ramadão, etc. 

O Google Maps é uma ferramenta indispensável nesta parte do planeamento porque te vai ajudar a perceber distâncias e o que é, ou não, realista.

Dou-te um exemplo: quando estava a planear a minha viagem mais longa (até agora), inicialmente queria fazer três países do Sudoeste Asiático, Austrália e América do Sul + Central.

Entretanto, lembrei-me que só tinha seis meses e que viajar na América do Sul demora imenso tempo. Também pesquisei preços, e percebi que o custo de ir da Austrália para Buenos Aires é, no mínimo, 600/700€ e li que não podia fazer trekking na Patagónia – uma das coisas que mais queria – porque quando lá ia chegar seria Inverno e os trilhos estariam interditos.

Como podes ver, todas as variáveis pesaram na minha decisão e há que pesquisar um pouco para ver o que é possível fazer. Provavelmente terás que definir prioridades já que também não precisas de ver o mundo todo só de uma vez – pelo menos é disso que me tento convencer!
  


Quarto Passo: Traça o teu itinerário

É altura de mergulhar em sites, guias de viagem, blogues, Pinterest, Instagram, grupos de viajantes no Facebook, mapas… tudo! Esta é a minha parte preferida da preparação, é uma pesquisa contínua pelas melhores praias, vulcões, caminhadas e cidades. Desenhar um roteiro cheio de sumo que tire máximo partido de cada lugar faz-me muito feliz.

Quando viajo com os dias e horas contadas costumo ter um itinerário bem definido e preenchido, deixo pouca coisa ao acaso. Contudo, se viajas com tempo, aconselho-te a deixar quase tudo em aberto. As tuas vontades mudam consoante as pessoas que conheces, os sítios que vês e as gastroenterites que apanhas.

Enquanto estava nas Filipinas decidi que em vez de ir para a Indonésia e Timor-Leste queria ir para o Japão. Quatro dias antes da viagem. Por isso em vez de desperdiçares dinheiro com voos que nunca vais apanhar, deixa-te levar.

O Google Maps é onde marco todos os lugares que vou descobrindo e depois é só encaixá-los nos dias de viagem!

Quinto Passo: Encontra os melhores voos

Para ser honesta não sou a melhor pessoa para dar conselhos sobre como comprar voos. Quando os custos não são completamente absurdos costumo optar por voos directos por que odeio voar e assim só passo por isso uma vez.

Claro que o ideal é ter datas flexíveis e estar disposto a fazer muitas escalas. Em Inglaterra, por exemplo, também é bom pesquisar por diferentes aeroportos (tenho uns seis “perto”).

Há pessoas que vivem para os esquemas dos cartões de crédito que dão milhas aéreas. Em Portugal sempre me pareceu que a oferta não era muita, mas vale a pena pesquisar.

O Skyscanner costuma ser o meu “go-to para encontrar os melhores preços, mas também há por aí muita gente que prefere o Momondo. Uma ferramenta que adoro usar é pôr no destino “everywhere” e simplesmente recebes uma lista dos voos mais baratos a partir do teu destino e nas tuas datas. Muito útil para aquelas escapadelas de fim-de-semana pré-covid.

Tem sempre MUITA atenção ao processo de compra de voos, especialmente em companhias lowcost, porque estão sempre a acrescentar coisas como bagagem, comida, seguro… tens que rever todos os pontos e mudar tudo para “No, thanks” de forma a voltares ao preço com que começaste.

Hoje em dia as lowcost só aceitam uma pequena mochila como bagagem de mão. Não sejas apanhado nesse esquema e verifica antes.


Sexto Passo: Trata das burocracias

Quem está habituado/a ao belo do espaço Schengen pouco se preocupa com burocracia, mas para viajar para fora da Europa precisas de um passaporte e para alguns países de visto também.

Fazer um passaporte custa 65€ (sim, é caro!) e aconselho-te a marcares online o dia, hora e sítio onde o vais fazer evitando as típicas filas de horas. O processo é muito simples, basta ires a este site e pesquisares os sítios pela data e concelho. O passaporte normal demora uma semana a estar pronto.

O passaporte português só dura cinco anos. Para qualquer sítio que vás certifica-te que o teu passaporte tem mais de seis meses de validade. 

Alguns vistos podem demorar semanas até serem processados e envolvem visitas à embaixada. Por isso não te esqueças desta parte! Consulta o Portal das Comunidades Portuguesas para mais informação sobre o teu destino. 

Também convém ter em consideração que teres o carimbo de um determinado país pode condicionar a tua entrada noutros. Exemplo: um carimbo de Israel impossibilita a entrada em vários países do Médio Oriente. Isto pode ser contornado nos aeroportos (o carimbo fica num papel), mas se entrares no país por terra não.

Sétimo Passo: Marca o alojamento, ou não

Mais um factor dependente do teu estilo de viagem e destino. Viajar na Europa no Verão é sinónimo de marcar alojamento com a maior antecedência possível. É época alta, os preços e a procura sobem e a oferta esgota. Contudo, em lugares menos populares ou onde tudo pode ser alojamento turístico não há muito risco em deixar as marcações para a última hora. 

Na altura de procurar alojamento convém verificares se a localização é central, perto de transportes públicos e num lugar seguro. Quando fiz um InterRail, escolhi sempre alojamentos que não ficassem a mais de meia hora a pé da estação e que estivessem perto do centro da cidade para evitar pagar transportes. 

Os melhores sites para procurar alojamento são sem dúvida o Booking, AirBnb e Hostelworld. 

Podes encontrar outras opções de alojamento barato neste post.


Oitavo Passo: Consulta do viajante e seguro de viagem

Esta consulta pode fazer-nos pensar “então se calhar é melhor não ir de viagem…” mas é indispensável. Entre malária, encefalite japonesa, raiva, medicamentos para a diarreia e conselhos úteis que te podem salvar a vida esta consulta é imprescindível para qualquer pessoa que viaje para lugares onde as condições de saneamento básico ficam um bocadinho aquém das dos países ditos “desenvolvidos”. 

Prepara-te para desembolsar uma boa maquia para as vacinas e para construíres a tua farmácia ambulante. 

Podes marcar a consulta do viajante em diversos pontos do país através do Sistema Nacional de Saúde. Convém fazê-lo um ou dois meses antes da viagem, porque há vacinas que têm várias doses e que precisam de ser tomadas com intervalos de tempo.

Encontrar o seguro certo

Não é fácil dispensarmos dinheiro para uma coisa que não sabemos se vamos utilizar. Um seguro de viagem é particularmente recomendável se viajares para fora da Europa. O primeiro seguro de saúde que fiz foi quando viajei para os Estados Unidos, já todos sabemos que não se deve brincar com aquela gente em termos preços praticados pelos hospitais! 

O Covid veio normalizar os seguros de viagem e nos últimos anos têm aparecido mais seguradoras que cobrem “backpackers”, pessoas que viajam durante muito tempo. Se pesquisares blogues internacionais a World Nomads é muitas vezes referidas, mas sei que a IATI também tem uma boa reputação. Podes preencher um formulário online e receber imediatamente o orçamento.

Nono Passo: Faz as malas

Agora sim, começam as dores de cabeça e potencialmente as dores de costas. Preparar uma mochila para meses de viagem com climas dos 40º graus até aos 5º graus negativos, para Inverno e Verão, praia, trekking e floresta tropical não é fácil, mas é possível. Podes ler neste post tudo o que levei na minha mochila para uma viagem de seis meses com estas características, mas por enquanto ficam aqui umas dicas. 

  • Vais-te arrepender de levar uma mochila muito pesada. Eu não posso com mais de 6/7 quilos.
  • A regra número um de um viajante deve ser “leva metade do que estás a pensar na tua mochila e o dobro na tua carteira”.
  • Esquece tudo o que seja produtos de beleza: secador, maquilhagem, acessórios, produtos para o cabelo, cremes… 100ml de hidratante é o máximo permitido! 😉
  • Distribui o peso da forma certa: os itens mais pesados devem ficar no topo.
  • Leva uma mochila pequena e confortável para andares no dia-a-dia.
  • Faz cópia dos teus documentos e guarda-os em vários sítios diferentes, incluindo na cloud
  • Arranja “packing cubes” – saquinhos individuais – para organizares os teus pertences. Eu dividi os meus por: Inverno, Verão, Higiene, Farmácia e Tecnologia. Assim é mais fácil do que teres que revirar a tua mala toda só para encontrares um top.
  • Não leves sacos de plástico para a roupa suja ou para fazeres as tuas divisões. Fazem imenso barulho quando te estás a tentar despachar para apanhar um comboio e a são 5 da manhã num dormitório com mais 10 pessoas. Sacos de pano servem para tudo! 
  • Não leves coisas para todas as situações que “podem acontecer”. Se acontecerem no sítio onde estiveres provavelmente existem lojas 😉

Décimo Passo:  “Não te estás a esquecer de nada?”

A pergunta que o meu pai me faz cada vez que me leva ao aeroporto e que eu levo comigo para todas as viagens. A verdade é que tirando o passaporte, cartões de débito/crédito e telemóvel há pouca coisa que não seja substituível. 

O último conselho que queria dar neste post é sobre a melhor forma de lidar com dinheiro em viagem. Como as taxas de levantamento costumam ser exorbitantes, o melhor será levar uma boa quantia em euros, espalhada por vários sítios, e trocar no centro da cidade já que no aeroporto o cambio nunca é grande coisa. Há países em que o cambio no “mercado negro” pode ser a diferença entre uma viagem cara e barata. O melhor é sempre perguntar!

Não te esqueças de contactar o teu banco e de os informares dos teus planos para que não te congelem a conta quando virem dinheiro a ser levantado em lugares “esquisitos”. 

Tenta ter também mais do que um cartão porque se uma máquina te comer um deles não ficas tão desamparado/a e nem todos os sítios aceitam vários tipos de cartões.

O melhor cartão de débito que conheço para viajar é sem dúvida o Revolut. As taxas são baixas e as comissões não existentes até um certo valor. Podes descobrir mais sobre este cartão neste post. Se soubesse disto há uns anos tinha poupado muito dinheiro! 

Por fim, há países que onde as caixas de multibanco são discriminadoras e não aceitam Mastercard (por exemplo). Agora que é mais fácil arranjar cartões, tenta levar um Visa (não electron) e um Mastercard pelo menos. Estes conselhos não se aplicam à Europa. 


Espero que este post te ajude a planear das tuas viagens, boa sorte!

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Couchsurfing: 7 passos para conseguires um sofá de forma segura https://www.mudancasconstantes.com/2016/12/18/couchsurfing-7-passos-para-conseguires-um-sofa-de-forma-segura/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=couchsurfing-7-passos-para-conseguires-um-sofa-de-forma-segura https://www.mudancasconstantes.com/2016/12/18/couchsurfing-7-passos-para-conseguires-um-sofa-de-forma-segura/#comments Sun, 18 Dec 2016 19:58:00 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=1134 Como já escrevi nalguns posts, uso o Couchsurfing para encontrar alojamento e conhecer pessoas em alguns dos sítios que visito. Desde já aviso que o Couchsurfing não é para toda a gente. Há quem não se sinta confortável a entrar na casa de uma pessoa que nunca viu e muito menos a dormir lá. Mas para quem isso não é um problema, o Couchsurfing é uma forma única de conhecer pessoas locais, perceber como vivem e como pensam. Por isso, aqui vai um guia em 7 passos que te vai ajudar a criar um perfil, encontrar um host e ser um/a bom guest! Perceber o Couchsurfing A comunidade de Couchsurfing já existe há mais de 10 anos, mas ultimamente ao receber mais atenção por parte dos media e bloggers como sendo uma forma de encontrar alojamento gratuito a plataforma começou a registar inscrições de pessoas que só procuram uma forma de poupar dinheiro. E é assim que NÃO deves ver o couchsurfing. Se estás só à procura de um sítio para dormir sem pagar é pouco provável que encontres um host ou que tenhas uma boa experiência. A ideia do Couchsurfing é que haja uma troca de cultura, línguas, experiências e viagens que seja compensadora para ambos os lados. Se estás nessa, então passa ao passo dois 😉 2) Criar um perfil Vai até ao site www.couchsurfing.com e cria um perfil. Isto pode demorar algum tempo, mas quanto mais detalhado for e mais disseres sobre ti e sobre a tua filosofia de vida mais facilmente os hosts se vão relacionar contigo. Não te esqueças de pôr algumas fotos. 3) Arranja reviews Pede a alguns amigos que te escrevam reviews pessoais ou pessoas que já tenhas hospedo em tua casa que o façam (eles têm que estar inscritos na plataforma também). Uma das coisas mais importantes no site e o que o torna fiável é o sistema de reviews por isso vai ser sempre mais fácil encontrar um host a partir do momento em que ele consegue ver o que os outros pensam de ti 🙂 4) Pesquisa por alguns hosts É nesta pesquisa que vais potencialmente encontrar o teu host 😀 por isso tem muita atenção e lê como deve ser os perfis. Foca-te na descrição, nos grupos que seguem e, mais importante de tudo, nas reviews. Normalmente, na secção my home também consegues perceber se vais ter um sofá, uma cama ou se dividem o quarto. Sim, há pessoas que só estão no couchsurfing para sexo, sim há pessoas que andam nuas em casa e há pessoas que partilham a cama onde dormem, porque não têm mais nada para partilhar. Tudo isto costuma estar descrito nas informações e é por isso que deves ler tudo com muita atenção para depois não teres surpresas desagradáveis. Agora para as raparigas: se não te sentires confortável podes sempre só contactar raparigas ou famílias. Apesar de tudo o que disse aqui reduzir bastante as chances de teres uma experiência menos positiva, nada é infalível e convém teres sempre um plano b. 5) Escreve um pedido Depois de teres lido os perfis e teres seleccionado aqueles que gostavas de contactar está na hora de formalizar o pedido. Escreve ao teu host uma mensagem personalizada, vai buscar coisas que ele/ela tem no perfil e explica-lhe porque é que o/a queres conhecer e porque é que achas que serias um bom guest. É possível que alguns nunca respondam às mensagens e que outros digam que não, mas normalmente consigo encontrar um host com 5 ou 7 pedidos. 6) Conversa com o teu host e planeia a tua viagem Troca o teu número ou Facebook para se conhecerem melhor e perceberes o que podes oferecer como um miminho – eu costumo levar sempre alguma coisa 🙂  pergunta a melhor forma de chegar do aeroporto, da estação de comboio ou de onde vais. Define um plano b de acordo com a localização do teu host. Vê se há algum hostel por perto caso haja um cancelamento de última hora, por exemplo. Na eventualidade de te cancelarem a estadia em cima da hora podes sempre recorrer aos grupos de alojamento de emergência que existem na plataforma (são mais comuns nas grandes cidades). 7) Vai e aproveita! Está na hora de te fazeres à estrada e de ter aquele friozinho na barriga de não sabermos bem quem vamos conhecer ou onde vamos ficar. Mas no fim vale a pena 😉 O Couchsurfing também tem eventos e grupos tal como o Facebook que podem ajudar a tua integração na comunidade. Eu fiz o download da aplicação que mostra as pessoas que estão na mesma cidade que tu e que querem companhia para passear ou beber um copo. É sempre uma boa maneira de conhecer pessoas para quem viaja sozinho/a. Não te esqueças de deixar uma review para que as pessoas que se seguem saibam o que esperar.   E é isto! Se tiveres mais dúvidas ou histórias para contar escreve nos comentários 😀

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Como já escrevi nalguns posts, uso o Couchsurfing para encontrar alojamento e conhecer pessoas em alguns dos sítios que visito. Desde já aviso que o Couchsurfing não é para toda a gente. Há quem não se sinta confortável a entrar na casa de uma pessoa que nunca viu e muito menos a dormir lá. Mas para quem isso não é um problema, o Couchsurfing é uma forma única de conhecer pessoas locais, perceber como vivem e como pensam.

Por isso, aqui vai um guia em 7 passos que te vai ajudar a criar um perfil, encontrar um host e ser um/a bom guest!

  1. Perceber o Couchsurfing

A comunidade de Couchsurfing já existe há mais de 10 anos, mas ultimamente ao receber mais atenção por parte dos media e bloggers como sendo uma forma de encontrar alojamento gratuito a plataforma começou a registar inscrições de pessoas que só procuram uma forma de poupar dinheiro.

couchgraph

E é assim que NÃO deves ver o couchsurfing. Se estás só à procura de um sítio para dormir sem pagar é pouco provável que encontres um host ou que tenhas uma boa experiência. A ideia do Couchsurfing é que haja uma troca de cultura, línguas, experiências e viagens que seja compensadora para ambos os lados.

Se estás nessa, então passa ao passo dois 😉

2) Criar um perfil

Vai até ao site www.couchsurfing.com e cria um perfil. Isto pode demorar algum tempo, mas quanto mais detalhado for e mais disseres sobre ti e sobre a tua filosofia de vida mais facilmente os hosts se vão relacionar contigo. Não te esqueças de pôr algumas fotos.

3) Arranja reviews

Pede a alguns amigos que te escrevam reviews pessoais ou pessoas que já tenhas hospedo em tua casa que o façam (eles têm que estar inscritos na plataforma também). Uma das coisas mais importantes no site e o que o torna fiável é o sistema de reviews por isso vai ser sempre mais fácil encontrar um host a partir do momento em que ele consegue ver o que os outros pensam de ti 🙂

4) Pesquisa por alguns hosts

É nesta pesquisa que vais potencialmente encontrar o teu host 😀 por isso tem muita atenção e lê como deve ser os perfis. Foca-te na descrição, nos grupos que seguem e, mais importante de tudo, nas reviews. Normalmente, na secção my home também consegues perceber se vais ter um sofá, uma cama ou se dividem o quarto.

Sim, há pessoas que só estão no couchsurfing para sexo, sim há pessoas que andam nuas em casa e há pessoas que partilham a cama onde dormem, porque não têm mais nada para partilhar. Tudo isto costuma estar descrito nas informações e é por isso que deves ler tudo com muita atenção para depois não teres surpresas desagradáveis. Agora para as raparigas: se não te sentires confortável podes sempre só contactar raparigas ou famílias.

Apesar de tudo o que disse aqui reduzir bastante as chances de teres uma experiência menos positiva, nada é infalível e convém teres sempre um plano b.

5) Escreve um pedido

Depois de teres lido os perfis e teres seleccionado aqueles que gostavas de contactar está na hora de formalizar o pedido. Escreve ao teu host uma mensagem personalizada, vai buscar coisas que ele/ela tem no perfil e explica-lhe porque é que o/a queres conhecer e porque é que achas que serias um bom guest.

É possível que alguns nunca respondam às mensagens e que outros digam que não, mas normalmente consigo encontrar um host com 5 ou 7 pedidos.

6) Conversa com o teu host e planeia a tua viagem

Troca o teu número ou Facebook para se conhecerem melhor e perceberes o que podes oferecer como um miminho – eu costumo levar sempre alguma coisa 🙂  pergunta a melhor forma de chegar do aeroporto, da estação de comboio ou de onde vais.

Define um plano b de acordo com a localização do teu host. Vê se há algum hostel por perto caso haja um cancelamento de última hora, por exemplo. Na eventualidade de te cancelarem a estadia em cima da hora podes sempre recorrer aos grupos de alojamento de emergência que existem na plataforma (são mais comuns nas grandes cidades).

7) Vai e aproveita!

Está na hora de te fazeres à estrada e de ter aquele friozinho na barriga de não sabermos bem quem vamos conhecer ou onde vamos ficar. Mas no fim vale a pena 😉

O Couchsurfing também tem eventos e grupos tal como o Facebook que podem ajudar a tua integração na comunidade. Eu fiz o download da aplicação que mostra as pessoas que estão na mesma cidade que tu e que querem companhia para passear ou beber um copo. É sempre uma boa maneira de conhecer pessoas para quem viaja sozinho/a.

Não te esqueças de deixar uma review para que as pessoas que se seguem saibam o que esperar.

 

E é isto! Se tiveres mais dúvidas ou histórias para contar escreve nos comentários 😀

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