Nova Zelândia Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/nova-zelandia/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:50:45 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Nova Zelândia Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/nova-zelandia/ 32 32 Viajar na Nova Zelândia: dicas e informações úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/04/viajar-na-nova-zelandia-dicas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-na-nova-zelandia-dicas https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/04/viajar-na-nova-zelandia-dicas/#comments Wed, 04 Oct 2017 08:51:07 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2102 Um país que desperta paixões um pouco por todo o mundo. Seja pelas suas paisagens ou por ser o cenário do Senhor dos Anéis, cada vez que digo que fui à Nova Zelândia ouço um suspiro seguido de ” sempre quis ir lá”. Não é o destino mais fácil de alcançar e é preciso tempo para se viajar pela Nova Zelândia, mas é possível! Neste post revelo algumas dicas que espero que facilitem a organização da tua viagem. Como chegar: Ora bem, como chegar ao país mais longe do (nosso) mundo? As minhas dicas são parecidas às da Austrália. Creio que a melhor forma será procurar voos para cidades como Bangkok, Kuala Lumpur ou Singapura e depois low costs a partir desses sítios. Podes também subscrever a Air New Zealand, de vez em quando têm promoções para a Europa e agora a Easy Jet tem um motor de buscar integrado para destinos por todo o mundo. Conta com pelo menos dois dias de viagem. Eu fui a partir da Austrália com a Jetstar (low cost Australiana) de Sydney para Christchurch (3.5 horas) e gastei cerca de 180€. Clima: A Nova Zelândia é um país com 4 estações bem vincadas. Simplesmente são ao contrário das nossas. No Verão (Dezembro-Fevereiro) podes esperar uma maior afluência de pessoas e ter de reservar alojamento e actividades com maior antecedência. No Inverno (Junho-Agosto) muitas das caminhadas e estradas vão estar cortadas durante algum tempo, principalmente na Ilha Sul e pontos mais altos. Eu fui em Maio, equivalente ao nosso Novembro, e tive muita sorte com o tempo. Mas se tivesse que recomendar – só para ser mais seguro – recomendava Março/Abril ou Outubro. Visto: Para cidadãos europeus não é preciso visto. Quando chegas ao controle de passaporte eles dão-te um visto turístico de três meses. No check in da Austrália para a Nova Zelândia pediram-me prova de voo de saída do país. Se não tiveres podes sempre usar a FlyOnward. Moeda: 1€ – 1.64 NZD. Pagamentos com cartão multibanco são extremamente comuns. Cartão SIM: O melhor cartão SIM que conheço é o da Warehouse. Podes comprar em qualquer loja e 500 MB custam-te 4 dólares. Os carregamentos podes fazê-los através do site ou aplicação. Marcação de alojamento: A Nova Zelândia é muito concorrida nos meses de Verão (Novembro a Março) e, se quiseres viajar durante esta altura, aconselho-te a marcar alojamento com antecedência. Principalmente durante o período de férias​ escolares e em zonas como Milford Sound, Abel Tasman e Great Walks – caminhadas de vários dias. Como viajar Estas são as três maneiras mais comuns de se viajar na Nova Zelândia: autocaravana, ou como eles chamam, campervan, carro e autocarro. Vou rapidamente destacar as vantagens e desvantagens de cada um e dar links alguns links úteis onde vais encontrar informações mais detalhadas. Autocaravana: Para mim a escolha mais interessante mas mais cara. Quem tem uma auto-caravana na Nova Zelândia tem tudo. Os veículos Self Contained – com casa de banho – podem quase para e ficar em todo o lado e por isso a parte do alojamento fica tratada. Claro que também andam com uma cozinha e casa de banho “às costas” e isso é um luxo. Na Nova Zelândia existem várias empresas que alugam auto-caravanas (Juicy, Wicked, Escape …) e algumas que funcionam com método de recolocação, ou seja, dão-te uma auto-caravana ou carro gratuitamente mas dia x às horas y tens que a entregar noutro ponto do país. É bom para quem umas férias flexíveis. Se tiveres duas ou três pessoas para partilhar o custo de aluguer de uma auto-caravana acho que é definitivamente uma opção muito interessante. Carro: O nosso transporte de eleição! Para além da flexibilidade e liberdade que ter o teu próprio meio de transporte te dá, também tem a vantagem de não gastar tanto como uma autocaravana e de ser mais fácil de conduzir. Se, como o nosso, tiver uma parte de trás grande, melhor, serve de cama também! Só podes dormir em parques de campismo com casa de banho, mas sempre é mais barato que um hostel. Muita gente compra carro quando chega à nova Zelândia – em sites como o Backpacker Board ou Trade.me ou grupos de Facebook como o Backpackers New Zealand – e vende nos mesmos sítios quando sai do país. A melhor altura para vender é em Setembro (chegam muitas pessoas ao país) e para comprar em Abril/Maio (muita gente vai embora e precisa de se ver livre dos carros). Autocarro: A melhor escolha para viajantes independentes com um budget apertado. Existem duas empresas particularmente famosas a operar por toda a Nova Zelândia e dedicadas ao estilo Backpacker: a Naked Bus e a Intercity. A maioria dos viajantes que conheci viajavam na Naked Bus e acho que são os melhores autocarros para conhecer pessoas. A desvantagem é não teres tanta flexibilidade como num carro e estares sempre com alemães à volta, mas é uma das formas mais divertidas de conhecer o país. Não sei se aconselho a comprar um passe para os dias todos, uma vez que existem no Facebook muitos grupos onde pessoas postam boleias (a dividir custos de combustível) e assim tens sempre a opção de conciliar os dois. À boleia: Só apanhámos boleia uma vez com uns senhores especialistas em pinguins que andavam a ver se havia algum na praia e que gostavam muito de Portugal! Mas a Nova Zelândia é conhecida por ser um dos países mais seguros do mundo para andar à boleia e é muito comum ver pessoas na estrada de dedo para cima! Conduzir na nova Zelândia: Podes conduzir na Nova Zelândia durante um ano com a tua carta de condução durante 12 meses. Possums: Estes bichinhos cujas entranhas costumas ver coladas ao asfalto são uma praga na Nova Zelândia e uma espécie de ódio nacional. À noite são muito assustadores e costumam estar à beira da estrada com uns olhos vermelhos brilhantes qual criatura de Satanás! Mas a ideia é: se eles te passarem à frente não te assustes. Não​ são uma espécie protegida e como disse uma senhora ” até podes ter salvado a vida a um kiwi”. Não digo que precises de fazer um esforço para lhes passares por cima, mas se acontecer pensa que estás a contribuir para o objectivo da Nova Zelândia de ser possum free até 2020! Parques de campismo na NZ: Para encontrares parques de campismo a melhor opção é usares a aplicação Rankers. Mostra os preços, localização, horário, serviços e condições. É uma ajuda preciosa! Salvation Army Stores: Quando cheguei à Nova Zelândia não tinha quase roupa de Inverno. Como o budget era curto e só precisava de roupa para um mês fomos a lojas de segunda mão e encontrei tudo: roupa polar, botas de caminhada, roupa de desporto, etc. Não gastei mais de 70 dólares. Para o saco cama, fogões de campismo ou outro tipo de equipamento aconselho a procurares em grupos de Facebook. Muitas pessoas que vão embora vendem ou dão o seu material de campismo aqui. Supermercados: O supermercado mais barato da Nova Zelândia chama-se PAK’n’SAVE. Todas as cidades maiores costumam ter um e é lá que te aconselho a fazer as grandes compras de comida. Sempre que quiseres comprar álcool tens que apresentar um documento de identificação (passaporte é melhor) que mostre que tens mais de 18 anos. O mesmo se aplica aos bares, pubs e discotecas. Água: Podes beber água da torneira na Nova Zelândia. Os parques de campismo dizem se a água que têm é potável ou não. Aconselho andares sempre com um garrafão no carro. Budget: O meu foi de 1400€ num mês. Itinerário: apesar de não parecer um país muito grande demora-se algum tempo a atravessar a Nova Zelândia. As estradas muitas vezes só têm uma faixa, auto-estradas são um conceito ainda desconhecido e a velocidade máxima é de 100 km/h. Principalmente na ilha Sul existem muitos altos e baixos e curvas e contra curvas, por isso contabiliza esta informação quando tiveres a fazer as tuas contas Itinerário de 1 mês na Nova Zelândia

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Um país que desperta paixões um pouco por todo o mundo. Seja pelas suas paisagens ou por ser o cenário do Senhor dos Anéis, cada vez que digo que fui à Nova Zelândia ouço um suspiro seguido de ” sempre quis ir lá”. Não é o destino mais fácil de alcançar e é preciso tempo para se viajar pela Nova Zelândia, mas é possível! Neste post revelo algumas dicas que espero que facilitem a organização da tua viagem.

Como chegar: Ora bem, como chegar ao país mais longe do (nosso) mundo? As minhas dicas são parecidas às da Austrália. Creio que a melhor forma será procurar voos para cidades como Bangkok, Kuala Lumpur ou Singapura e depois low costs a partir desses sítios. Podes também subscrever a Air New Zealand, de vez em quando têm promoções para a Europa e agora a Easy Jet tem um motor de buscar integrado para destinos por todo o mundo. Conta com pelo menos dois dias de viagem.
Eu fui a partir da Austrália com a Jetstar (low cost Australiana) de Sydney para Christchurch (3.5 horas) e gastei cerca de 180€.

Clima: A Nova Zelândia é um país com 4 estações bem vincadas. Simplesmente são ao contrário das nossas. No Verão (Dezembro-Fevereiro) podes esperar uma maior afluência de pessoas e ter de reservar alojamento e actividades com maior antecedência. No Inverno (Junho-Agosto) muitas das caminhadas e estradas vão estar cortadas durante algum tempo, principalmente na Ilha Sul e pontos mais altos. Eu fui em Maio, equivalente ao nosso Novembro, e tive muita sorte com o tempo. Mas se tivesse que recomendar – só para ser mais seguro – recomendava Março/Abril ou Outubro.

Visto: Para cidadãos europeus não é preciso visto. Quando chegas ao controle de passaporte eles dão-te um visto turístico de três meses. No check in da Austrália para a Nova Zelândia pediram-me prova de voo de saída do país. Se não tiveres podes sempre usar a FlyOnward.

Moeda: 1€ – 1.64 NZD. Pagamentos com cartão multibanco são extremamente comuns.

Cartão SIM: O melhor cartão SIM que conheço é o da Warehouse. Podes comprar em qualquer loja e 500 MB custam-te 4 dólares. Os carregamentos podes fazê-los através do site ou aplicação.

Marcação de alojamento: A Nova Zelândia é muito concorrida nos meses de Verão (Novembro a Março) e, se quiseres viajar durante esta altura, aconselho-te a marcar alojamento com antecedência. Principalmente durante o período de férias​ escolares e em zonas como Milford Sound, Abel Tasman e Great Walks – caminhadas de vários dias.

Como viajar

Estas são as três maneiras mais comuns de se viajar na Nova Zelândia: autocaravana, ou como eles chamam, campervan, carro e autocarro. Vou rapidamente destacar as vantagens e desvantagens de cada um e dar links alguns links úteis onde vais encontrar informações mais detalhadas.

Autocaravana: Para mim a escolha mais interessante mas mais cara. Quem tem uma auto-caravana na Nova Zelândia tem tudo. Os veículos Self Contained – com casa de banho – podem quase para e ficar em todo o lado e por isso a parte do alojamento fica tratada. Claro que também andam com uma cozinha e casa de banho “às costas” e isso é um luxo. Na Nova Zelândia existem várias empresas que alugam auto-caravanas (Juicy, Wicked, Escape …) e algumas que funcionam com método de recolocação, ou seja, dão-te uma auto-caravana ou carro gratuitamente mas dia x às horas y tens que a entregar noutro ponto do país. É bom para quem umas férias flexíveis. Se tiveres duas ou três pessoas para partilhar o custo de aluguer de uma auto-caravana acho que é definitivamente uma opção muito interessante.

Carro: O nosso transporte de eleição! Para além da flexibilidade e liberdade que ter o teu próprio meio de transporte te dá, também tem a vantagem de não gastar tanto como uma autocaravana e de ser mais fácil de conduzir. Se, como o nosso, tiver uma parte de trás grande, melhor, serve de cama também! Só podes dormir em parques de campismo com casa de banho, mas sempre é mais barato que um hostel. Muita gente compra carro quando chega à nova Zelândia – em sites como o Backpacker Board ou Trade.me ou grupos de Facebook como o Backpackers New Zealand – e vende nos mesmos sítios quando sai do país. A melhor altura para vender é em Setembro (chegam muitas pessoas ao país) e para comprar em Abril/Maio (muita gente vai embora e precisa de se ver livre dos carros).

Autocarro: A melhor escolha para viajantes independentes com um budget apertado. Existem duas empresas particularmente famosas a operar por toda a Nova Zelândia e dedicadas ao estilo Backpacker: a Naked Bus e a Intercity. A maioria dos viajantes que conheci viajavam na Naked Bus e acho que são os melhores autocarros para conhecer pessoas. A desvantagem é não teres tanta flexibilidade como num carro e estares sempre com alemães à volta, mas é uma das formas mais divertidas de conhecer o país. Não sei se aconselho a comprar um passe para os dias todos, uma vez que existem no Facebook muitos grupos onde pessoas postam boleias (a dividir custos de combustível) e assim tens sempre a opção de conciliar os dois.

À boleia: Só apanhámos boleia uma vez com uns senhores especialistas em pinguins que andavam a ver se havia algum na praia e que gostavam muito de Portugal! Mas a Nova Zelândia é conhecida por ser um dos países mais seguros do mundo para andar à boleia e é muito comum ver pessoas na estrada de dedo para cima!

Conduzir na nova Zelândia: Podes conduzir na Nova Zelândia durante um ano com a tua carta de condução durante 12 meses.

Possums: Estes bichinhos cujas entranhas costumas ver coladas ao asfalto são uma praga na Nova Zelândia e uma espécie de ódio nacional. À noite são muito assustadores e costumam estar à beira da estrada com uns olhos vermelhos brilhantes qual criatura de Satanás! Mas a ideia é: se eles te passarem à frente não te assustes. Não​ são uma espécie protegida e como disse uma senhora ” até podes ter salvado a vida a um kiwi”. Não digo que precises de fazer um esforço para lhes passares por cima, mas se acontecer pensa que estás a contribuir para o objectivo da Nova Zelândia de ser possum free até 2020!

Parques de campismo na NZ: Para encontrares parques de campismo a melhor opção é usares a aplicação Rankers. Mostra os preços, localização, horário, serviços e condições. É uma ajuda preciosa!

Salvation Army Stores: Quando cheguei à Nova Zelândia não tinha quase roupa de Inverno. Como o budget era curto e só precisava de roupa para um mês fomos a lojas de segunda mão e encontrei tudo: roupa polar, botas de caminhada, roupa de desporto, etc. Não gastei mais de 70 dólares. Para o saco cama, fogões de campismo ou outro tipo de equipamento aconselho a procurares em grupos de Facebook. Muitas pessoas que vão embora vendem ou dão o seu material de campismo aqui.

Supermercados: O supermercado mais barato da Nova Zelândia chama-se PAK’n’SAVE. Todas as cidades maiores costumam ter um e é lá que te aconselho a fazer as grandes compras de comida. Sempre que quiseres comprar álcool tens que apresentar um documento de identificação (passaporte é melhor) que mostre que tens mais de 18 anos. O mesmo se aplica aos bares, pubs e discotecas.

Água: Podes beber água da torneira na Nova Zelândia. Os parques de campismo dizem se a água que têm é potável ou não. Aconselho andares sempre com um garrafão no carro.

Budget: O meu foi de 1400€ num mês.

Itinerário: apesar de não parecer um país muito grande demora-se algum tempo a atravessar a Nova Zelândia. As estradas muitas vezes só têm uma faixa, auto-estradas são um conceito ainda desconhecido e a velocidade máxima é de 100 km/h. Principalmente na ilha Sul existem muitos altos e baixos e curvas e contra curvas, por isso contabiliza esta informação quando tiveres a fazer as tuas contas

Itinerário de 1 mês na Nova Zelândia

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Nova Zelândia num mês: de Norte a Sul, de Este a Oeste https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/02/nova-zelandia-um-mes-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nova-zelandia-um-mes-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/02/nova-zelandia-um-mes-itinerario/#comments Mon, 02 Oct 2017 18:30:46 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2066 De todos os países que visitei na vida, e já lá vão uns 30 e tal, a Nova Zelândia foi aquele onde vi as paisagens mais arrebatadoras. É fascinante como um país tão pequeno consegue ter tanto para dar. De montanhas, glaciares e fiordes na ilha Sul a vulcões, géiseres e dunas na ilha Norte, é impossível não se ficar perdidamente apaixonado por este cantinho no outro lado do Mundo. Este foi o único país que visitei de carro porque a minha amiga da faculdade, Mariana, mudou-se para Christchurch há uns meses e alinhou nesta aventura comigo. Nós as duas mais o Ronaldo! Foram 28 dias, 4500 km, várias noites dormidas no carro, em casa de amigos de amigos e couchsurfing. Muitas refeições vegan cozinhadas num fogão a gás, dezenas de caminhadas (uma delas deu-me dores durante dias!) e companheiros de viagem inesperados. Por isso, ao contrário dos meus outros posts, este roteiro está feito de acordo com a nossa experiência a viajar com um carro. E desde já peço desculpa pela quantidade de vezes que vou usar adjectivos como “lindo, maravilhoso, fantástico…” mas é fácil esgotar elogios quando se escreve sobre a Nova Zelândia. Itinerário para um mês na Nova Zelândia Christchurch: 2 dias Christchurch é uma cidade a levantar-se dos escombros. Em 2011 um terramoto de 6.3 atingiu a cidade e deitou tudo por terra. Ainda hoje os trabalhos de reconstrução perduram. No entanto existem várias razões para visitar Christchurch: os jardins botânicos e o Hagley Park são bonitos, existem imensos pontos de arte urbana, um Container Mall (centro comercial feito de contentores) e uma caminhada de 3 horas com vistas fantásticas chamada The Bridle Path Walk. Começámos em Christchurch por duas razões: É onde a Mariana está a viver e podíamos preparar a viagem nas calmas. Acabei por ficar mais do que 2 dias, mas se estiveres só numa de conhecer a cidade e as redondezas acho que é o suficiente. Nós fomos a Salvation Army Stores (lojas de material em segunda mão), passámos alguns dias na cozinha e nas compras e o pai da Mariana a arranjar o Ronaldo. Como começámos no início de Maio achámos melhor fazer o Sul primeiro (onde o tempo fica frio mais cedo) e terminar no Norte (que tem um clima mais temperado). Lake Tekapo: 1 dia O Lago Tekapo foi primeiro ponto oficial da nossa viagem. Entre uma caminhada até a um miradouro com uma vista panorâmica sobre o lago e a noite mais fria da minha vida, não podíamos ter escolhido uma forma mais intensa de começar a nossa viagem. Mais detalhes aqui! O Lago Tekapo também é muito famosos pelos seus céus nocturnos, mas nós tínhamos tanto frio nesta noite que não nos atrevemos a sair do carro! Christchurch – Lake Tekapo: 3 horas Mount Cook: 1 dia Depois de ultrapassarmos um nevoeiro serrado que nos levou a perguntar “será que vamos ver o Mount Cook?!” passámos uma manhã soalheira no Hooker Valley Trail numa caminhada de 3 horas que te leva pelas melhores paisagens que a montanha mais alta da Nova Zelândia tem para oferecer. Com mais algumas paragens para fotos na estrada que acompanha o Lake Pukaki seguimos até Dunedin onde íamos ficar duas noites. Mount Cook – Dunedin: 7 horas Dunedin e Caitlins: 2 ou 3 dias Infelizmente não tivemos tempo para ir às Caitlins, mas não posso deixar de recomendar porque toda a gente diz que é uma zona linda, cheia de cascatas e vida selvagem. Nugget Point, Purakauni Falls e Cathedral Caves são alguns dos pontos altos. Em Dunedin passámos um dia (e meio) em cheio! De vida selvagem vimos muito pouco, mas as paisagens que descobrimos compensaram. Principalmente a Tunnel Beach ao pôr do sol! Aqui ficam as minhas 6 sugestões: Em Dunedin fizemos Couchsurfing com uma Kiwi (neo-zelandesa) super querida: médica, adora subir montanhas (como todos os kiwis) e muito bem-disposta! Milford Sound: 1 dia De Dunedin a Milford Sound são cerca de 6 horas de caminho, por isso reserva no mínimo meio dia para esta viagem. Quando finalmente chegámos ao hostel já era noite e atropelámos um possum! Desgraças à parte, Milford Sound é uma das paisagens mais famosas e bonitas da Nova Zelândia e a viagem de barco pelos fiordes é inevitável. Se quiseres mais sobre a formação destes gigantes e dicas sobre a viagem de barco, clica aqui! Milford Sound – Queenstown: 4 horas Queenstown e Wanaka: 2 dias A quantidade de dias para Queenstown depende muito do teu budget e gosto por adrenalina. Como eu não tinha nenhum dos dois, contentei-me com uma caminhada pela Queenstown Hill para ver esta vista maravilhosa! Já em Wanaka tive de ultrapassar a dor e o cansaço na caminhada mais difícil da minha vida, mas ao menos no topo a vista é esta: Mais detalhes sobre Queenstown aqui e sobre Wanaka aqui. Queenstown – Wanaka: 1 hora; paragem recomendada em Arrowtown. Fox Glacier: 1 dia O Salvador Sobral ganha a Eurovisão e eu vou celebrar de helicóptero para um glaciar. Fina não sou?!  Anyway, a experiência de sobrevoar um glaciar e caminhar sobre e dentro dele é uma das minhas melhores recordações na Nova Zelândia. Se estiveres pela zona, aproveita e dá um saltinho ao Lake Matheson, vale muito a pena! A minha aventura sobre o gelo está aqui. Wanaka – Fox Glacier: 3.5 horas West Coast: 1 dia na estrada Passámos a Costa Oeste um bocadinho a correr porque em breve tínhamos que estar a atravessar de ferry para a ilha Norte. Mesmo assim tivemos tempo de fazer algumas paragens pelo caminho e estas foram as highlights: Hokitika: é uma vila simpática, com supermercados e restaurantes caso precises de parar durante um tempo. Se tiveres oportunidade recomendo fazeres a caminhada de Hokitika Gorge, a mais famosa da zona. Punakaiki: conhecida pelas suas Pancake Rocks e Blowholes, esta micro caminhada leva-te por maravilhas geológicas que durante muitos anos (e ainda hoje) surpreendem os cientistas devido à sua curiosa formação. Tauranga Bay Seal Colony: se gostas de focas, este é o sítio onde vais querer parar. De um ponto de vista privilegiado vais poder observá-las no seu habitat natural a brincar umas com as outras. Nelson – Abel Tansman: 2 dias Apesar da chuva e de uma viagem de barco que quase nos fez sair o coração pela boca, o Parque Abel Tasman é um dos sítios mais famosos da Nova Zelândia, especialmente no Verão por causa das suas praias, oportunidades para fazer desportos aquáticos e ver golfinhos. Nós, para além da chuva, vimos muitos arco-íris, cascatas e ficámos com os sapatos molhados durante uma semana! Fox Glacier – Nelson: 6.5 horas Wellington: 1 ou 2 dias Ao escrever este post apercebi-me que tenho muito poucas fotos de Wellington apesar de ter sido a cidade da Nova Zelândia que mais gostei e a única onde me imaginaria a viver. Talvez tenha causado uma impressão tão forte em mim por ter adorado as pessoas que lá conheci. Pode-se dizer que “amigos de amigos são os melhores amigos”! Tivemos a sorte de sermos acolhidas na casa de um amigo de um amigo meu francês que tinha estudado 1 ano na Nova Zelândia. Confuso? Um pouco, mas o Jack (amigo do amigo) e todos os habitantes daquela casa foram tão queridos connosco que tenho as melhores recordações possíveis desta cidade. Para visitar recomendo o museu Te Papa (gratuito) sobre a história da Nova Zelândia desde a altura em que era uma capoeira a seu aberto (só existiam aves na NZ) até à chegada dos Maoiri e Ingleses. Para os apaixonados por cinema recomendo os Weta Studios e uma voltinha pelo Mount Victoria, Oriental Bay e pelo centro “histórico” que conta com vários mercados de comida como o Capital Market e montes de bares e restaurantes. Taupo e Tongariro Crossing: 2 dias Conhecida por ser a casa do Tongariro Crossing, Taupo não tem só a melhor caminhada da Nova Zelândia para oferecer. Lagos, barragens e outras caminhadas (claro) também estão na lista. Como não queríamos fazer nenhuma caminhada arrebatadora no dia antes do Crossing ficámo-nos pelo percurso até à Huka Falls que começa numas termas naturais de água quente (recomenda-se um mergulho :p) e acaba na cascata Huka, um rio com uma força incrível e uma cor de água linda. Também podes ver a barragem Aratiatia Power Station a abrir-se e a mudar a paisagem à sua volta em 5 minutos. Quanto ao Tongariro Crossing, dediquei-lhe um post gigante e muito completo que podes ver aqui! Alojamento: não me canso de recomendar o maravilhoso Tiki Lodge. Hamilton e Rotorua: 2 dias Enquanto éramos acolhidas por duas portuguesas com um coração de ouro visitámos tudo o que Hamilton tem de melhor. Hobbiton, Wai-O-Tapu e Black Water Rafting são uma machadinha no orçamento, mas cada sítio tem o seu encanto e valeu a pena apertar o cinto noutras coisas para vivê-los. Rotorua e Hamurana Springs em detalhe aqui e Hobbiton e Black Water Rafting aqui. Auckland: 1 dia Ganhei mais uma família, desta vez em Auckland. Fui adoptada pelos tios e primo da Mariana que me trataram como uma princesa (estou a ficar muito mal habituada). Em Auckland passeámos pelo centro, visitámos a Auckland Art Gallery (que é gratuita) e fomos ver um jogo de rugby – momento da minha vida do qual o meu pai se orgulha mais. Auckland também tem uma free walking tour. Se estiveres a pensar ver um jogo de rugby na Nova Zelândia podes comprar os bilhetes online, na Ticket Master, mas aconselho-te a fazê-lo num computador uma vez que a versão mobile do site não parece ter opção de compra para pessoas que não vivam na NZ. No fim do jogo, se quiseres um autógrafo ou uma foto com os jogadores é possível. Podes ir até aos lugares juntos ao relvado e eles costumam andar por lá a cumprimentar as pessoas. Bay of Islands & Cape Reigna: 4 ou 5 dias Por fim, os últimos dias desta aventura na Nova Zelândia foram passados a dormir no carro, a comer arroz e sopas de pacote e a contar cêntimos mas, também, a ver sítios fantásticos ou não estivéssemos nós na NZ. Conduzimos até ao Cape Reinga, o ponto mais a Norte do país, e pelo caminho descobrimos praias desertas, mais caminhadas de sonho e uma espécie de deserto do Sahara onde rebolámos pelas dunas. Tudo sobre os nossos últimos dias na Northland aqui! Espero que este post te tenha inspirado a visitar este país inacreditavelmente bonito e com tanto (mas TANTO) para oferecer. Só tive pena de não ter tido tempo para ir a Coromandel, também no Norte e perto de Auckland, mas teve de ser sacrificado. Mais dicas sobre modos de transporte, alojamento e coisas práticas neste post. Boas viagens e Kia Ora!

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De todos os países que visitei na vida, e já lá vão uns 30 e tal, a Nova Zelândia foi aquele onde vi as paisagens mais arrebatadoras. É fascinante como um país tão pequeno consegue ter tanto para dar. De montanhas, glaciares e fiordes na ilha Sul a vulcões, géiseres e dunas na ilha Norte, é impossível não se ficar perdidamente apaixonado por este cantinho no outro lado do Mundo.

Este foi o único país que visitei de carro porque a minha amiga da faculdade, Mariana, mudou-se para Christchurch há uns meses e alinhou nesta aventura comigo. Nós as duas mais o Ronaldo! Foram 28 dias, 4500 km, várias noites dormidas no carro, em casa de amigos de amigos e couchsurfing. Muitas refeições vegan cozinhadas num fogão a gás, dezenas de caminhadas (uma delas deu-me dores durante dias!) e companheiros de viagem inesperados.

Por isso, ao contrário dos meus outros posts, este roteiro está feito de acordo com a nossa experiência a viajar com um carro.
E desde já peço desculpa pela quantidade de vezes que vou usar adjectivos como “lindo, maravilhoso, fantástico…” mas é fácil esgotar elogios quando se escreve sobre a Nova Zelândia.

Itinerário para um mês na Nova Zelândia

Christchurch: 2 dias

Christchurch é uma cidade a levantar-se dos escombros. Em 2011 um terramoto de 6.3 atingiu a cidade e deitou tudo por terra. Ainda hoje os trabalhos de reconstrução perduram. No entanto existem várias razões para visitar Christchurch: os jardins botânicos e o Hagley Park são bonitos, existem imensos pontos de arte urbana, um Container Mall (centro comercial feito de contentores) e uma caminhada de 3 horas com vistas fantásticas chamada The Bridle Path Walk.

Começámos em Christchurch por duas razões:

  • É onde a Mariana está a viver e podíamos preparar a viagem nas calmas. Acabei por ficar mais do que 2 dias, mas se estiveres só numa de conhecer a cidade e as redondezas acho que é o suficiente. Nós fomos a Salvation Army Stores (lojas de material em segunda mão), passámos alguns dias na cozinha e nas compras e o pai da Mariana a arranjar o Ronaldo.
  • Como começámos no início de Maio achámos melhor fazer o Sul primeiro (onde o tempo fica frio mais cedo) e terminar no Norte (que tem um clima mais temperado).

Lake Tekapo: 1 dia

O Lago Tekapo foi primeiro ponto oficial da nossa viagem. Entre uma caminhada até a um miradouro com uma vista panorâmica sobre o lago e a noite mais fria da minha vida, não podíamos ter escolhido uma forma mais intensa de começar a nossa viagem. Mais detalhes aqui!

O Lago Tekapo também é muito famosos pelos seus céus nocturnos, mas nós tínhamos tanto frio nesta noite que não nos atrevemos a sair do carro!

Christchurch – Lake Tekapo: 3 horas

Mount Cook: 1 dia

Depois de ultrapassarmos um nevoeiro serrado que nos levou a perguntar “será que vamos ver o Mount Cook?!” passámos uma manhã soalheira no Hooker Valley Trail numa caminhada de 3 horas que te leva pelas melhores paisagens que a montanha mais alta da Nova Zelândia tem para oferecer. Com mais algumas paragens para fotos na estrada que acompanha o Lake Pukaki seguimos até Dunedin onde íamos ficar duas noites.

Lake Pukaki

Mount Cook – Dunedin: 7 horas

Dunedin e Caitlins: 2 ou 3 dias

Infelizmente não tivemos tempo para ir às Caitlins, mas não posso deixar de recomendar porque toda a gente diz que é uma zona linda, cheia de cascatas e vida selvagem. Nugget Point, Purakauni Falls e Cathedral Caves são alguns dos pontos altos.

Em Dunedin passámos um dia (e meio) em cheio! De vida selvagem vimos muito pouco, mas as paisagens que descobrimos compensaram. Principalmente a Tunnel Beach ao pôr do sol! Aqui ficam as minhas 6 sugestões:

Taiaroa Head – vimos um pinguim bebé a nadar no mar!
Victory Beach & The Pyramids

Cape Saunders
Hoopers Inlet
Tunnel Beach ao pôr do Sol

Street art
Estação de comboios de Dunedin

Em Dunedin fizemos Couchsurfing com uma Kiwi (neo-zelandesa) super querida: médica, adora subir montanhas (como todos os kiwis) e muito bem-disposta!

Milford Sound: 1 dia

De Dunedin a Milford Sound são cerca de 6 horas de caminho, por isso reserva no mínimo meio dia para esta viagem. Quando finalmente chegámos ao hostel já era noite e atropelámos um possum! Desgraças à parte, Milford Sound é uma das paisagens mais famosas e bonitas da Nova Zelândia e a viagem de barco pelos fiordes é inevitável. Se quiseres mais sobre a formação destes gigantes e dicas sobre a viagem de barco, clica aqui!

Milford Sound – Queenstown: 4 horas

Queenstown e Wanaka: 2 dias

A quantidade de dias para Queenstown depende muito do teu budget e gosto por adrenalina. Como eu não tinha nenhum dos dois, contentei-me com uma caminhada pela Queenstown Hill para ver esta vista maravilhosa!

Já em Wanaka tive de ultrapassar a dor e o cansaço na caminhada mais difícil da minha vida, mas ao menos no topo a vista é esta:

Mais detalhes sobre Queenstown aqui e sobre Wanaka aqui.

Queenstown – Wanaka: 1 hora; paragem recomendada em Arrowtown.

Fox Glacier: 1 dia

O Salvador Sobral ganha a Eurovisão e eu vou celebrar de helicóptero para um glaciar. Fina não sou?!  Anyway, a experiência de sobrevoar um glaciar e caminhar sobre e dentro dele é uma das minhas melhores recordações na Nova Zelândia. Se estiveres pela zona, aproveita e dá um saltinho ao Lake Matheson, vale muito a pena!


A minha aventura sobre o gelo está aqui.

Wanaka – Fox Glacier: 3.5 horas

West Coast: 1 dia na estrada

Passámos a Costa Oeste um bocadinho a correr porque em breve tínhamos que estar a atravessar de ferry para a ilha Norte. Mesmo assim tivemos tempo de fazer algumas paragens pelo caminho e estas foram as highlights:

Hokitika: é uma vila simpática, com supermercados e restaurantes caso precises de parar durante um tempo. Se tiveres oportunidade recomendo fazeres a caminhada de Hokitika Gorge, a mais famosa da zona.

Punakaiki: conhecida pelas suas Pancake Rocks e Blowholes, esta micro caminhada leva-te por maravilhas geológicas que durante muitos anos (e ainda hoje) surpreendem os cientistas devido à sua curiosa formação.

Tauranga Bay Seal Colony: se gostas de focas, este é o sítio onde vais querer parar. De um ponto de vista privilegiado vais poder observá-las no seu habitat natural a brincar umas com as outras.

Nelson – Abel Tansman: 2 dias

Apesar da chuva e de uma viagem de barco que quase nos fez sair o coração pela boca, o Parque Abel Tasman é um dos sítios mais famosos da Nova Zelândia, especialmente no Verão por causa das suas praias, oportunidades para fazer desportos aquáticos e ver golfinhos. Nós, para além da chuva, vimos muitos arco-íris, cascatas e ficámos com os sapatos molhados durante uma semana!

Fox Glacier – Nelson: 6.5 horas

Wellington: 1 ou 2 dias

Ao escrever este post apercebi-me que tenho muito poucas fotos de Wellington apesar de ter sido a cidade da Nova Zelândia que mais gostei e a única onde me imaginaria a viver. Talvez tenha causado uma impressão tão forte em mim por ter adorado as pessoas que lá conheci. Pode-se dizer que “amigos de amigos são os melhores amigos”!
Tivemos a sorte de sermos acolhidas na casa de um amigo de um amigo meu francês que tinha estudado 1 ano na Nova Zelândia. Confuso? Um pouco, mas o Jack (amigo do amigo) e todos os habitantes daquela casa foram tão queridos connosco que tenho as melhores recordações possíveis desta cidade.

Para visitar recomendo o museu Te Papa (gratuito) sobre a história da Nova Zelândia desde a altura em que era uma capoeira a seu aberto (só existiam aves na NZ) até à chegada dos Maoiri e Ingleses. Para os apaixonados por cinema recomendo os Weta Studios e uma voltinha pelo Mount Victoria, Oriental Bay e pelo centro “histórico” que conta com vários mercados de comida como o Capital Market e montes de bares e restaurantes.

Trabalho incrível realizado pelos Weta Studios e presente no museu Te Papa numa exibição sobre a 1ª Guerra Mundial e os soldados Anzac

Taupo e Tongariro Crossing: 2 dias

Conhecida por ser a casa do Tongariro Crossing, Taupo não tem só a melhor caminhada da Nova Zelândia para oferecer. Lagos, barragens e outras caminhadas (claro) também estão na lista. Como não queríamos fazer nenhuma caminhada arrebatadora no dia antes do Crossing ficámo-nos pelo percurso até à Huka Falls que começa numas termas naturais de água quente (recomenda-se um mergulho :p) e acaba na cascata Huka, um rio com uma força incrível e uma cor de água linda. Também podes ver a barragem Aratiatia Power Station a abrir-se e a mudar a paisagem à sua volta em 5 minutos.

Estrada até Taupo
No caminho para Huka Falls
Barragem a esvaziar
Huka Falls

Quanto ao Tongariro Crossing, dediquei-lhe um post gigante e muito completo que podes ver aqui!

Alojamento: não me canso de recomendar o maravilhoso Tiki Lodge.

Hamilton e Rotorua: 2 dias

Enquanto éramos acolhidas por duas portuguesas com um coração de ouro visitámos tudo o que Hamilton tem de melhor. Hobbiton, Wai-O-Tapu e Black Water Rafting são uma machadinha no orçamento, mas cada sítio tem o seu encanto e valeu a pena apertar o cinto noutras coisas para vivê-los.

Bag End <3
Wai-O-Tapu
As minhoquinhas luminosas

Rotorua e Hamurana Springs em detalhe aqui e Hobbiton e Black Water Rafting aqui.

Auckland: 1 dia

Ganhei mais uma família, desta vez em Auckland. Fui adoptada pelos tios e primo da Mariana que me trataram como uma princesa (estou a ficar muito mal habituada). Em Auckland passeámos pelo centro, visitámos a Auckland Art Gallery (que é gratuita) e fomos ver um jogo de rugby – momento da minha vida do qual o meu pai se orgulha mais. Auckland também tem uma free walking tour.

Se estiveres a pensar ver um jogo de rugby na Nova Zelândia podes comprar os bilhetes online, na Ticket Master, mas aconselho-te a fazê-lo num computador uma vez que a versão mobile do site não parece ter opção de compra para pessoas que não vivam na NZ. No fim do jogo, se quiseres um autógrafo ou uma foto com os jogadores é possível. Podes ir até aos lugares juntos ao relvado e eles costumam andar por lá a cumprimentar as pessoas.


Bay of Islands & Cape Reigna: 4 ou 5 dias

Por fim, os últimos dias desta aventura na Nova Zelândia foram passados a dormir no carro, a comer arroz e sopas de pacote e a contar cêntimos mas, também, a ver sítios fantásticos ou não estivéssemos nós na NZ. Conduzimos até ao Cape Reinga, o ponto mais a Norte do país, e pelo caminho descobrimos praias desertas, mais caminhadas de sonho e uma espécie de deserto do Sahara onde rebolámos pelas dunas. Tudo sobre os nossos últimos dias na Northland aqui!


Espero que este post te tenha inspirado a visitar este país inacreditavelmente bonito e com tanto (mas TANTO) para oferecer. Só tive pena de não ter tido tempo para ir a Coromandel, também no Norte e perto de Auckland, mas teve de ser sacrificado.

Mais dicas sobre modos de transporte, alojamento e coisas práticas neste post.

Boas viagens e Kia Ora!

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Bay of Islands: Praias, sacos-cama, fim do mundo e um primo Belga https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/26/bay-of-islands-nova-zelandia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bay-of-islands-nova-zelandia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/26/bay-of-islands-nova-zelandia/#comments Tue, 26 Sep 2017 13:11:35 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2032 Ao contrário do resto da viagem, os nossos últimos dias na Nova Zelândia foram planeados em cima do joelho. Sabíamos que dia 26 de Maio tínhamos que estar em Auckland para um jogo de rugby – as coisas que eu faço pelo meu pai – e que dia 31 de Maio também tínhamos que estar em Auckland por eu tinha um voo para as Filipinas. Fazendo as contas, tínhamos 4 dias para explorarmos o Norte da Nova Zelândia. Para esta última aventura na Northland decidimos adoptar um Belga que já tínhamos conhecido em Taupo. E ele não foi só adoptado por nós, mas também pela tia e primo da Mariana que vivem em Auckland. No dia em que nos fizemos à estrada já éramos todos primos e estávamos convidados para voltar sempre que quiséssemos! O primeiro e último dia foram passados quase sempre a conduzir, mas mesmo assim conseguimos ver sítios fantásticos, chegar ao ponto mais a Norte da Nova Zelândia, ver montes de episódios de Prison Break no carro e até tomar banho na praia! 1º Dia – Waipu Caves & Whangarei Falls De Auckland fomos directos para as Waipu Caves onde existem glowworms e não tem de se pagar entrada. Quando entrámos na gruta não vimos nada, achámos que devia ser noutro sítio e decidimos seguir pelo caminho que estava indicado. Mas mal! Andámos quase uma hora até chegarmos ao topo de uma colina com uma vista decente, mas nada de especial. Ao menos não fomos os únicos ao engano. Eventualmente lá percebemos que para vermos as glowworms tínhamos mesmo que entrar na gruta e caminhar pela água (gelada por sinal) e lá estavam elas, a brilhar que nem umas estrelinhas no céu! O sítio perfeito para um encontro romântico 😉 Acabámos o dia nas Whangarei Falls, umas cascatas de 26 metros rodeadas por flora típica da Nova Zelândia. Não muito longe daqui encontrámos um sítio gratuito para pernoitar, mesmo ao lado de um campo de rugby. Eu e a Mariana dormimos no carro, o Witze na sua tenda. Mas antes de dormimos começámos um belo ritual: ver um ou dois episódios da última temporada do Prison Break. 2º Dia – Mermaid Pools, Matapouri Bay, Whale Bay, Oke Bay A nossa primeira paragem foi na zona das Mermaid Pools, que não conseguimos ver por estar maré cheia, e então seguimos para a Matapouri Bay e Whale Bay onde fizemos uma caminhada de meia hora pelas arribas com vistas fantásticas sobre o mar. E depois de um picnic à beira mar já só parámos na Oke Bay. Começámos com uma pequena caminhada – o percurso total vai até ao Cape Brett , mas são 16.3km só ida e para isso não tínhamos nem tempo nem pernas. Por isso fizemos só 40 minutos no total e depois fomos tomar banho na praia deserta de Oke Bay, até porque já não víamos um chuveiro há quase dois dias e não íamos ver nenhum tão cedo. Neste dia não vimos casas de banho até à noite. Por isso não fiques surpreendido/a se tiveres que fazer da natureza a tua casa de banho! À noite, todos os potenciais sítios que encontrávamos para dormir eram só para Self Contained Vehicles (Autocaravanas com casa de banho incluída) e ao terceiro desistimos e acabámos a fazer campismo selvagem. Tivemos sorte de não sermos apanhados porque a multa é de 200 NZD. 3º Dia – Karikari Peninsula, Te Paki Sand Dunes, Cape Reinga Arrumámos as tralhas e começámos a conduzir até ao nosso primeiro destino: a Karikari Peninsula. Encontrámos um lugar junto ao mar no caminho para tomar o pequeno-almoço e depois lá alcançámos a nossa praia.  Éramos os únicos por ali o que deu imenso jeito para tirar umas boas fotos! Depois só nos faltava conduzir até ao Cape Reinga, mas pelo caminho vimos um sinal que dizia “Te Paki Sand Dunes” e achámos que valia a pena ir dar uma vista de olhos. E se valia! Não fazia ideia que a Nova Zelândia tinha um deserto do Sahara instalado lá no meio. A perspectiva de quem está a subir as dunas é que aquela tarefa vai ser impossível devido à verticalidade da escalada, mas com algumas paragens para acalmar o coração que teimava em querer sair pela boca, a coisa lá se faz. E a vista do topo é linda. Claro que descer a correr ou a rolar pelas dunas é a melhor parte! E ao fim da tarde chegámos ao Cape Reinga, o ponto mais a Norte da Nova Zelândia. As falésias e o encontro entre o Tasman Sea a o Oceno Pacífico tornam este lugar nalgo muito especial. O nosso parque de campismo para esta noite era mesmo em cima da praia. E tinha duches! Duches frios ao ar livre em Maio ( = Novembro ). Mas ao menos era um duche! Fizemos um jantarinho e vimos o último Prison Break. Adormecemos com o barulho das ondas e acordámos com o melhor nascer do sol de sempre. Parecia que a cor do céu tinha oficialmente mudado para cor-de-rosa! 4º Dia – Despedidas E porque viajar não é só coisas boas, mais uma vez tivemos que nos despedir: primeiro de um primo emprestado e depois da Mariana que não sei quando vou voltar a ver. Mas ficam as memórias de um mês inesquecível por um dos países mais bonitos do mundo. O Witze, o Belga, ficou em Paihia para explorar um pouco mais a Bay of Islands e adorou. Dicas rápidas: Infelizmente não tivemos muito tempo para explorar esta zona. Existem tantas coisas para fazer! As Poor Knight Islands são um dos melhores lugares do mundo para mergulhar. Em Paihia, a maior cidade da Bay of Islands, todos os dias existem viagens de barco para observar a vida marinha da zona e visitar várias ilhas pequenas. No Verão é a melhor zona do país para ir à praia. Por isso, se tiveres tempo, dedica uns 5/6 dias a esta parte da Nova Zelândia que, na maioria das vezes, é ignorada.

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Ao contrário do resto da viagem, os nossos últimos dias na Nova Zelândia foram planeados em cima do joelho. Sabíamos que dia 26 de Maio tínhamos que estar em Auckland para um jogo de rugby – as coisas que eu faço pelo meu pai – e que dia 31 de Maio também tínhamos que estar em Auckland por eu tinha um voo para as Filipinas. Fazendo as contas, tínhamos 4 dias para explorarmos o Norte da Nova Zelândia.

Para esta última aventura na Northland decidimos adoptar um Belga que já tínhamos conhecido em Taupo. E ele não foi só adoptado por nós, mas também pela tia e primo da Mariana que vivem em Auckland. No dia em que nos fizemos à estrada já éramos todos primos e estávamos convidados para voltar sempre que quiséssemos!

O primeiro e último dia foram passados quase sempre a conduzir, mas mesmo assim conseguimos ver sítios fantásticos, chegar ao ponto mais a Norte da Nova Zelândia, ver montes de episódios de Prison Break no carro e até tomar banho na praia!

1º Dia – Waipu Caves & Whangarei Falls

De Auckland fomos directos para as Waipu Caves onde existem glowworms e não tem de se pagar entrada. Quando entrámos na gruta não vimos nada, achámos que devia ser noutro sítio e decidimos seguir pelo caminho que estava indicado. Mas mal! Andámos quase uma hora até chegarmos ao topo de uma colina com uma vista decente, mas nada de especial. Ao menos não fomos os únicos ao engano. Eventualmente lá percebemos que para vermos as glowworms tínhamos mesmo que entrar na gruta e caminhar pela água (gelada por sinal) e lá estavam elas, a brilhar que nem umas estrelinhas no céu! O sítio perfeito para um encontro romântico 😉

Copyright: BackpackerNZ

Acabámos o dia nas Whangarei Falls, umas cascatas de 26 metros rodeadas por flora típica da Nova Zelândia. Não muito longe daqui encontrámos um sítio gratuito para pernoitar, mesmo ao lado de um campo de rugby. Eu e a Mariana dormimos no carro, o Witze na sua tenda. Mas antes de dormimos começámos um belo ritual: ver um ou dois episódios da última temporada do Prison Break.


2º Dia – Mermaid Pools, Matapouri Bay, Whale Bay, Oke Bay

A nossa primeira paragem foi na zona das Mermaid Pools, que não conseguimos ver por estar maré cheia, e então seguimos para a Matapouri Bay e Whale Bay onde fizemos uma caminhada de meia hora pelas arribas com vistas fantásticas sobre o mar.

E depois de um picnic à beira mar já só parámos na Oke Bay. Começámos com uma pequena caminhada – o percurso total vai até ao Cape Brett , mas são 16.3km só ida e para isso não tínhamos nem tempo nem pernas. Por isso fizemos só 40 minutos no total e depois fomos tomar banho na praia deserta de Oke Bay, até porque já não víamos um chuveiro há quase dois dias e não íamos ver nenhum tão cedo.

depois do banhinho tomado 🙂

Neste dia não vimos casas de banho até à noite. Por isso não fiques surpreendido/a se tiveres que fazer da natureza a tua casa de banho!

À noite, todos os potenciais sítios que encontrávamos para dormir eram só para Self Contained Vehicles (Autocaravanas com casa de banho incluída) e ao terceiro desistimos e acabámos a fazer campismo selvagem. Tivemos sorte de não sermos apanhados porque a multa é de 200 NZD.

3º Dia – Karikari Peninsula, Te Paki Sand Dunes, Cape Reinga

Arrumámos as tralhas e começámos a conduzir até ao nosso primeiro destino: a Karikari Peninsula. Encontrámos um lugar junto ao mar no caminho para tomar o pequeno-almoço e depois lá alcançámos a nossa praia.  Éramos os únicos por ali o que deu imenso jeito para tirar umas boas fotos!

Vista ao pequeno almoço e escolher que barco queríamos 😀

Depois só nos faltava conduzir até ao Cape Reinga, mas pelo caminho vimos um sinal que dizia “Te Paki Sand Dunes” e achámos que valia a pena ir dar uma vista de olhos. E se valia! Não fazia ideia que a Nova Zelândia tinha um deserto do Sahara instalado lá no meio. A perspectiva de quem está a subir as dunas é que aquela tarefa vai ser impossível devido à verticalidade da escalada, mas com algumas paragens para acalmar o coração que teimava em querer sair pela boca, a coisa lá se faz. E a vista do topo é linda.

Claro que descer a correr ou a rolar pelas dunas é a melhor parte!

E ao fim da tarde chegámos ao Cape Reinga, o ponto mais a Norte da Nova Zelândia. As falésias e o encontro entre o Tasman Sea a o Oceno Pacífico tornam este lugar nalgo muito especial.

O nosso parque de campismo para esta noite era mesmo em cima da praia. E tinha duches! Duches frios ao ar livre em Maio ( = Novembro ). Mas ao menos era um duche! Fizemos um jantarinho e vimos o último Prison Break. Adormecemos com o barulho das ondas e acordámos com o melhor nascer do sol de sempre. Parecia que a cor do céu tinha oficialmente mudado para cor-de-rosa!

Prison break time!
We DO love NZ!

4º Dia – Despedidas

E porque viajar não é só coisas boas, mais uma vez tivemos que nos despedir: primeiro de um primo emprestado e depois da Mariana que não sei quando vou voltar a ver. Mas ficam as memórias de um mês inesquecível por um dos países mais bonitos do mundo.

O Witze, o Belga, ficou em Paihia para explorar um pouco mais a Bay of Islands e adorou.

Dicas rápidas:

Infelizmente não tivemos muito tempo para explorar esta zona. Existem tantas coisas para fazer! As Poor Knight Islands são um dos melhores lugares do mundo para mergulhar. Em Paihia, a maior cidade da Bay of Islands, todos os dias existem viagens de barco para observar a vida marinha da zona e visitar várias ilhas pequenas. No Verão é a melhor zona do país para ir à praia. Por isso, se tiveres tempo, dedica uns 5/6 dias a esta parte da Nova Zelândia que, na maioria das vezes, é ignorada.

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Hamilton & Rotorua: Hobbits, enxofre, minhocas luminosas e “the panados” (2/2) https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/24/hamilton-hobbiton-waitomo-nova-zelandia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=hamilton-hobbiton-waitomo-nova-zelandia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/24/hamilton-hobbiton-waitomo-nova-zelandia/#comments Sun, 24 Sep 2017 21:02:12 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2013 Uma das principais razões por que muito boa gente quer ir à Nova Zelândia é por ser o local onde foram rodados os filmes do Senhor dos Anéis e Hobbit. Apesar de não me confessar uma fã por aí além dos livros, adorei os filmes e acho sempre fantástico visitar os cenários de grandes produções cinematográficas, tal como a do Harry Potter. Por isso, Hobbiton já estava há muito na minha bucket list e claro que não ia deixar esta oportunidade passar. HOBBITON™ MOVIE SET TOUR  A visita começa com uma curta viagem de autocarro até ao Shire. No autocarro somos recebidos pelo Peter Jackson em formato audiovisual que nos dá as boas vindas à Middle Hearth e nos conta como aquele lugar é especial. Há alguns anos atrás, o Shire não era mais do que uma quinta de ovelhas, e foi quando a equipa do Peter Jackson sobrevoava de helicóptero a Nova Zelândia à procura do local perfeito para filmar que encontraram esta quinta. E correspondia lindamente ao lugar pacífico e acolhedor descrito no mundo de J.R.R.Tolkien. De uma forma muito “hollywoodesca” decidiram aterrar na quinta do senhor Alexander que infelizmente estava a ver um jogo de rugby na altura, ou seja, tinha melhores coisas a fazer do que falar com estes dois marmanjos armados em espertos. Eventualmente o jogo lá foi para intervalo e com a oferta milionária que lhe fizeram não deve ter sido uma escolha difícil. Hoje, com as tours, aquela deve ser uma das famílias mais ricas da Nova Zelândia! Mas as ovelhas ainda andam por lá 😉 Durante duas horas somos acompanhados por um guia super simpático que fala como se tivesse vivido cada momento daquela aventura. Histórias sobre os directores, actores e até figurantes e adereços não faltam. É impossível não ficar com um sorriso de orelha a orelha enquanto se absorve aquele mundo. E as casas (tocas dos hobbits) são a coisa mais adorável de sempre! E o detalhe é incrível. Cada uma tem adereços únicos que representam a actividade preferida de cada habitante. Não há nada deixado ao acaso, tudo tem um propósito. E é por isso que os filmes são uma obra-prima. A visita acaba no Green Dragon o pub de Hobbiton com direito a uma bebida. Se fores a horas de almoço ou se tiveres fome aconselho-te a provar a empada de vaca e ale. É óptima e serve muito bem de almoço! Não vou contar mais detalhes para não estragar a surpresa 😉 The Legendary Black Water Rafting  E porque não podia deixar a Nova Zelândia sem fazer um desporto radical, decidi fazer Black Water Rafting nas Glowworm Caves de Waitomo. Fazer o quê???! Eu explico: Andar com umas bóias gigantes dentro de grutas com rápidos, água gelada e minhocas bioluminescentes no tecto. Está melhor assim? O conceito parece um bocado estranho, mas garanto que vale muito a pena. Para além da adrenalina de andar dentro das grutas e saltar de costas para cascatas e outras coisas engraçadas, não há forma melhor de ver as glowworms do que a flutuar por um rio subterrâneo e a olhar para um “céu” de estrelas azuis turquesa. Como não tenho fotografias desse dia (só um postal) deixo aqui o vídeo da empresa com quem fiz a tour e que recomendo! Tenho só que dizer que houve momentos em que pensei que ia entrar em hipotermia porque a água estava a 13 graus… Mas sobrevivi e fazia tudo outra vez! No fim eles dão sopinha quente e bagels com manteiga 😀 Dicas rápidas: Hobbition: De Hamilton ao Movie Set são 45 minutos de carro e não é possível ver o local sem visita guiada. As visitas duram cerca de duas horas. Custo: 79 NZD. A loja deles é óptima e dá vontade de comprar tudo! Leva ténis porque os caminhos são meio enlameados e com chuva só pioram. Chapéus-de-chuva incluídos. Tenta ir em época baixa ou intermédia (sem ser no Verão) porque, segundo o meu guia, é um inferno! Black Water Rafting: Não é preciso ter nenhuma apetência física especial. A mim faz-me imensa impressão ter de saltar de costas, mas tirando isso fez-se bem. Prepara-te para o frio! O preço da tour que fiz é de 138 NZD. De Hamilton a Waitomo é uma hora de viagem de carro. A primeira parte desta aventura aqui.

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Uma das principais razões por que muito boa gente quer ir à Nova Zelândia é por ser o local onde foram rodados os filmes do Senhor dos Anéis e Hobbit. Apesar de não me confessar uma fã por aí além dos livros, adorei os filmes e acho sempre fantástico visitar os cenários de grandes produções cinematográficas, tal como a do Harry Potter.

Por isso, Hobbiton já estava há muito na minha bucket list e claro que não ia deixar esta oportunidade passar.

HOBBITON™ MOVIE SET TOUR 

A visita começa com uma curta viagem de autocarro até ao Shire. No autocarro somos recebidos pelo Peter Jackson em formato audiovisual que nos dá as boas vindas à Middle Hearth e nos conta como aquele lugar é especial.

Há alguns anos atrás, o Shire não era mais do que uma quinta de ovelhas, e foi quando a equipa do Peter Jackson sobrevoava de helicóptero a Nova Zelândia à procura do local perfeito para filmar que encontraram esta quinta. E correspondia lindamente ao lugar pacífico e acolhedor descrito no mundo de J.R.R.Tolkien.

Mapa de Hobbiton

De uma forma muito “hollywoodesca” decidiram aterrar na quinta do senhor Alexander que infelizmente estava a ver um jogo de rugby na altura, ou seja, tinha melhores coisas a fazer do que falar com estes dois marmanjos armados em espertos. Eventualmente o jogo lá foi para intervalo e com a oferta milionária que lhe fizeram não deve ter sido uma escolha difícil. Hoje, com as tours, aquela deve ser uma das famílias mais ricas da Nova Zelândia! Mas as ovelhas ainda andam por lá 😉

Durante duas horas somos acompanhados por um guia super simpático que fala como se tivesse vivido cada momento daquela aventura. Histórias sobre os directores, actores e até figurantes e adereços não faltam. É impossível não ficar com um sorriso de orelha a orelha enquanto se absorve aquele mundo.

E as casas (tocas dos hobbits) são a coisa mais adorável de sempre! E o detalhe é incrível. Cada uma tem adereços únicos que representam a actividade preferida de cada habitante. Não há nada deixado ao acaso, tudo tem um propósito. E é por isso que os filmes são uma obra-prima.

A visita acaba no Green Dragon o pub de Hobbiton com direito a uma bebida. Se fores a horas de almoço ou se tiveres fome aconselho-te a provar a empada de vaca e ale. É óptima e serve muito bem de almoço! Não vou contar mais detalhes para não estragar a surpresa 😉

The Legendary Black Water Rafting 

E porque não podia deixar a Nova Zelândia sem fazer um desporto radical, decidi fazer Black Water Rafting nas Glowworm Caves de Waitomo.

Fazer o quê???! Eu explico: Andar com umas bóias gigantes dentro de grutas com rápidos, água gelada e minhocas bioluminescentes no tecto. Está melhor assim?

O conceito parece um bocado estranho, mas garanto que vale muito a pena. Para além da adrenalina de andar dentro das grutas e saltar de costas para cascatas e outras coisas engraçadas, não há forma melhor de ver as glowworms do que a flutuar por um rio subterrâneo e a olhar para um “céu” de estrelas azuis turquesa.

As minhoquinhas luminosas

Como não tenho fotografias desse dia (só um postal) deixo aqui o vídeo da empresa com quem fiz a tour e que recomendo!

Tenho só que dizer que houve momentos em que pensei que ia entrar em hipotermia porque a água estava a 13 graus… Mas sobrevivi e fazia tudo outra vez! No fim eles dão sopinha quente e bagels com manteiga 😀

Dicas rápidas:

Hobbition: De Hamilton ao Movie Set são 45 minutos de carro e não é possível ver o local sem visita guiada. As visitas duram cerca de duas horas. Custo: 79 NZD. A loja deles é óptima e dá vontade de comprar tudo! Leva ténis porque os caminhos são meio enlameados e com chuva só pioram. Chapéus-de-chuva incluídos. Tenta ir em época baixa ou intermédia (sem ser no Verão) porque, segundo o meu guia, é um inferno!

Black Water Rafting: Não é preciso ter nenhuma apetência física especial. A mim faz-me imensa impressão ter de saltar de costas, mas tirando isso fez-se bem. Prepara-te para o frio! O preço da tour que fiz é de 138 NZD. De Hamilton a Waitomo é uma hora de viagem de carro.

A primeira parte desta aventura aqui.

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Hamilton & Rotorua: Hobbits, enxofre, minhocas luminosas e “the panados” (1/2) https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/24/hamilton-rotorua-nova-zelandia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=hamilton-rotorua-nova-zelandia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/24/hamilton-rotorua-nova-zelandia/#comments Sun, 24 Sep 2017 12:08:30 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1993 Podemos dizer que onde cabe um português cabem logo mais dois ou três. E foi assim que conhecemos a Maria e a Mafalda. Uma das vantagens de se ser um português em viagem é que, quando encontramos outros conterrâneos, tornamo-nos imediatamente melhores amigos. E se houver forma de nos ajudarmos uns aos outros, ajudamos. Passos para chegarmos à Maria: A Mariana (minha companheira de viagem) hospedou o Tiago (um couchsurfer) na casa dela em Christchurch; O Tiago já tinha passado em Hamilton (onde vive a Maria) e ficado no sofá dela; O Tiago deu-nos o contacto da Maria; A Maria disse que SIM, que também podíamos ficar no sofá dela; Quando chegámos a casa dela estava a decorrer uma versão caseira do Masterchef Nova Zelândia onde fomos convidadas para ser juradas! A competição era entre a Maria (PT) e um moço Kiwi (NZ) cujo nome não me recordo. Sopa e Panados contra Bacon com Tâmaras e uma Omelete de cenas! Por muito gourmet que a comida Kiwi parecesse, nada bate uns panados! O prato mais nostálgico de sempre para mim, porque foi a minha avó que mo ensinou a fazer há muitoooos anos. No fim acabámos com um empate amigável, e com o Kiwi ainda espantadíssimo por a Maria e a Mafalda acolherem na casa delas duas pessoas que nunca tinham visto na vida. “She’s always doing this” dizia ele. Hamilton é uma cidade muito pequenina para os nossos padrões, contudo é a quarta maior cidade da Nova Zelândia. Não há muito a fazer pelo centro, mas é uma óptima base para visitar os sítios à volta. E esses sim valem muito a pena. Rotorua, onde a terra vive e respira: Wai-o-Tapu é um género de parque de diversões criado pela terra. Tirando o cheiro a enxofre que vai contaminar todas as tuas roupas durante horas, tudo o resto é muito giro! Quando cheguei, ainda cedo, tive a sorte de ser a única pessoa no parque e foi um bocadinho estranho. Estava um dia super nublado e à minha volta tudo era fumo, água, ácidos e lama a borbulhar. Podia perfeitamente ser o cenário de um filme de terror. A minha parte preferida foi o lago principal, famoso pelas suas cores fortes de laranja e verde. Infelizmente o nevoeiro estava tão cerrado que as minhas fotografias não ilustram o quão interessante este lugar é, mas partilho as melhores na mesma e recomendo a 100% uma visita, até porque nunca mais vais ver nada igual. Nós visitámos o parque quando íamos de Taupo para Hamilton. As distâncias são as seguintes: Taupo – Wai-o-Tapu: 37 minutos Rotorua – Wai-o-Tapu: 27 minutos Hamilton – Wai-o-Tapu: 1 hora 50 minutos O preço de entrada é de 32.5 NZD As cores fortes que tornam este lugar numa obra de arte são nada mais nada menos que os seguintes químicos: Amarelo/verde pálido = enxofre Vermelho/ Castanho = óxido de ferro Laranja = antimónio Preto = enxofre e carvão Branco = sílica Roxo = manganésio Verde = arsénico Hamurana Springs Tive a sorte de ler sobre este lugar num blog e quando vi as fotografias sabia que não me podia escapar. A cerca de 20 minutos de carro do centro de Rotorua, encontra-se este pequeno paraíso, com água azul irrealmente límpida e tons de turquesa e esmeralda que parece que te vão levar para um mundo encantado. A caminhada não dura mais de meia hora e podes fazê-la em circuito. Nós começámos pela Redwood Grove, um caminho entre sequóias vermelhas até perder de vista (chegam aos 100 metros). Já nas nascentes, a maior chama-se Te Puna-a-Hangarua (a fonte de Hangarua) e tem 15 metros de profundidade. Desta nascente, todos os dias sai água suficiente para encher duas piscinas olímpicas! A nascente mais pequena chama-se Dancing Sands Spring. Explorar estas nascentes foi uma das maiores surpresas que encontrámos na Nova Zelândia e, se as fotos são assim, imagina na realidade! A segunda parte com direito a Hobbiton e Waitomo aqui!

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Podemos dizer que onde cabe um português cabem logo mais dois ou três. E foi assim que conhecemos a Maria e a Mafalda. Uma das vantagens de se ser um português em viagem é que, quando encontramos outros conterrâneos, tornamo-nos imediatamente melhores amigos. E se houver forma de nos ajudarmos uns aos outros, ajudamos.

Passos para chegarmos à Maria:

  • A Mariana (minha companheira de viagem) hospedou o Tiago (um couchsurfer) na casa dela em Christchurch;
  • O Tiago já tinha passado em Hamilton (onde vive a Maria) e ficado no sofá dela;
  • O Tiago deu-nos o contacto da Maria;
  • A Maria disse que SIM, que também podíamos ficar no sofá dela;
  • Quando chegámos a casa dela estava a decorrer uma versão caseira do Masterchef Nova Zelândia onde fomos convidadas para ser juradas!

A competição era entre a Maria (PT) e um moço Kiwi (NZ) cujo nome não me recordo. Sopa e Panados contra Bacon com Tâmaras e uma Omelete de cenas! Por muito gourmet que a comida Kiwi parecesse, nada bate uns panados! O prato mais nostálgico de sempre para mim, porque foi a minha avó que mo ensinou a fazer há muitoooos anos.

No fim acabámos com um empate amigável, e com o Kiwi ainda espantadíssimo por a Maria e a Mafalda acolherem na casa delas duas pessoas que nunca tinham visto na vida. “She’s always doing this” dizia ele.

Hamilton é uma cidade muito pequenina para os nossos padrões, contudo é a quarta maior cidade da Nova Zelândia. Não há muito a fazer pelo centro, mas é uma óptima base para visitar os sítios à volta. E esses sim valem muito a pena.

Rotorua, onde a terra vive e respira:

Wai-o-Tapu é um género de parque de diversões criado pela terra. Tirando o cheiro a enxofre que vai contaminar todas as tuas roupas durante horas, tudo o resto é muito giro! Quando cheguei, ainda cedo, tive a sorte de ser a única pessoa no parque e foi um bocadinho estranho. Estava um dia super nublado e à minha volta tudo era fumo, água, ácidos e lama a borbulhar. Podia perfeitamente ser o cenário de um filme de terror.

Tá quentinhooo!

A minha parte preferida foi o lago principal, famoso pelas suas cores fortes de laranja e verde. Infelizmente o nevoeiro estava tão cerrado que as minhas fotografias não ilustram o quão interessante este lugar é, mas partilho as melhores na mesma e recomendo a 100% uma visita, até porque nunca mais vais ver nada igual.

Nós visitámos o parque quando íamos de Taupo para Hamilton. As distâncias são as seguintes:
Taupo – Wai-o-Tapu: 37 minutos
Rotorua – Wai-o-Tapu: 27 minutos
Hamilton – Wai-o-Tapu: 1 hora 50 minutos

O preço de entrada é de 32.5 NZD

As cores fortes que tornam este lugar numa obra de arte são nada mais nada menos que os seguintes químicos:

Amarelo/verde pálido = enxofre
Vermelho/ Castanho = óxido de ferro
Laranja = antimónio
Preto = enxofre e carvão
Branco = sílica
Roxo = manganésio
Verde = arsénico

Hamurana Springs

Tive a sorte de ler sobre este lugar num blog e quando vi as fotografias sabia que não me podia escapar. A cerca de 20 minutos de carro do centro de Rotorua, encontra-se este pequeno paraíso, com água azul irrealmente límpida e tons de turquesa e esmeralda que parece que te vão levar para um mundo encantado. A caminhada não dura mais de meia hora e podes fazê-la em circuito. Nós começámos pela Redwood Grove, um caminho entre sequóias vermelhas até perder de vista (chegam aos 100 metros).

Já nas nascentes, a maior chama-se Te Puna-a-Hangarua (a fonte de Hangarua) e tem 15 metros de profundidade. Desta nascente, todos os dias sai água suficiente para encher duas piscinas olímpicas! A nascente mais pequena chama-se Dancing Sands Spring.

Explorar estas nascentes foi uma das maiores surpresas que encontrámos na Nova Zelândia e, se as fotos são assim, imagina na realidade!

A segunda parte com direito a Hobbiton e Waitomo aqui!

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Tongariro Alpine Crossing: Uma aventura mais épica do que o Senhor dos Anéis https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/22/tongariro-alpine-crossing-nova-zelandia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tongariro-alpine-crossing-nova-zelandia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/22/tongariro-alpine-crossing-nova-zelandia/#comments Thu, 21 Sep 2017 23:25:56 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1964 5:30 e toca o despertador. É nestas altura que penso “por que é que me meto nestas coisas?!”. Depois de alguns impropérios proferidos mentalmente lá me levantei e fui vestir-me e tomar o pequeno-almoço. Na cozinha já se encontravam alguns dos membros do nosso grupo que se tinha formado no dia anterior num pub. 12 horas antes, 11 pessoas dos mais variados países entraram num bar, todas com um objectivo em comum: fazer o Tongariro Alpine Crossing no dia seguinte sem pagar 90 dólares cada por um shuttle. Tínhamo-nos conhecido através de grupos de Facebook e no hostel. Rapidamente delineámos um plano: No dia seguinte, às 6 da manhã, íamos dividir-nos em dois carros (sendo que um ia no porta bagagens) e conduzir até ao ponto inicial do Tongario Crossing. No fim, aqueles que acabassem primeiro, iriam à boleia até ao ponto inicial buscar os carros. Em 20 minutos estava tudo combinado e estávamos prontos para ir dormir, já prevendo o temível toque do despertador àquelas horas infernais. “Só vamos ter que subir aquilo tudo…”Na cozinha sentia-se algum entusiasmo, mas principalmente sono! Quando acabámos de nos equipar com comidinha e água e de vestir todas as camadas de roupa possíveis para enfrentar os dois graus que se faziam sentir naquela manhã em Taupo, arrancámos para o Tongariro Crossing. Conduzimos cerca de hora e meia até ao Mangatepopo Car Park e pelas 8 e pouco começámos a caminhada. 1ª parte: A walk in the park Não demorou mais de 5 minutos para se começarem a ouvir os primeiros “uaaau”. Durante a primeira hora o caminho é tão fácil que não há muito mais a fazer do que aproveitar a paisagem e tirar fotografias. Até ali, a passagem por Mordor não tinha muitos segredos. Mas ao nos aproximarmos da primeira subida começámos a ouvir guias a dizer que o caminho era impossível de realizar sem equipamento especializado e reparámos que várias pessoas estavam a voltar para trás. De equipamento tínhamos zero, só as pessoas que tinham ido de shuttle ou com guia tinham crampons (bicos metálicos para pôr nas botas). Contudo, estávamos ali para fazer a caminhada e sabíamos de pessoas que a tinham feito no dia anterior sem equipamento e por isso continuámos em frente. 2ª parte: “Oh noooooooo” A subida até à Red Crater é conhecida por ser a parte mais difícil de todo o percurso. Começando pela Devil’s Staircase (um nome deveras apropriado) e terminando numa subida potencialmente mortal, esta foi a parte do percurso que nos fez temer pela nossa vida. As escadas em si são cansativas, mas devido à presença de gelo fizemo-las mais devagar que o normal e com algumas paragens por isso não foi particularmente penoso. Mas o pior estava para vir. A subida final até à Red Crater inclui, nos meses de Verão, um piso cheio de gravilha movediça, e nos meses de inverno um piso cheio de gelo por cima de gravilha movediça! O perigo em si não é propriamente cair, mas cair e deslizar até ao precipício. Que foi o quase nos aconteceu. Devagarinho, subimos pelo caminho onde toda a gente (com crampons) estava a subir. Mas o chão estava coberto de gelo e a rapariga que estava à frente no nosso grupo caiu. Depois eu tentei e caí também, fazendo um deslize épico só travado segundos depois por um monte de neve que estava por ali. Ao mesmo tempo ouvi uma francesa do nosso grupo a dizer “oh nooooooo” porque achava que eu já só parava no parque de estacionamento. Estava portanto provado que por aquele caminho não íamos a lado nenhum. Estudámos as nossas opções. Voltar para trás parecia ainda mais arriscado do que continuar. Por isso, quando vimos algumas pegadas por outro caminho, decidimos arriscar. Provavelmente tinham sido deixadas por mais uns desgraçados sem equipamento próprio. E resultou. Fizemos o resto da subida a pisar ovos, usando mãos e pés quais profissionais da escalada e passados 15 ou 20 minutos lá chegámos ao topo com as pernas ainda meias a tremer! 3ª parte: Is this the real life? Is this just fantasy? Assim que cheguei ao topo todo o cansaço ou medos desapareceram. À minha frente estava um cenário diferente de tudo o que já tinha visto. Se alguma vez me perguntarem qual é a paisagem mais incrível que já vi na minha vida, a resposta só pode ser esta: Escolhemos este lugar como sítio da primeira longa pausa e aproveitámos para repor forças e comer qualquer coisa enquanto olhávamos embevecidas para aquilo tudo. Esta zona tinha a vantagem de ter o chão quente e sem gelo (devido à actividade vulcânica) e ser, portanto, um ponto perfeito para parar. 4ª parte: Pratiquemos o sku A descida que nos aguardava não parecia muito mais amigável do que a subida anterior, mas na verdade foi bastante mais divertida e, pelo que me pareceu, segura. A quantidade de neve era muito maior do que a quantidade de gelo e por isso as quedas eram amortecidas e até dava para praticar um pouco de sku (ski + cu = sku). Fiz a descida relativamente rápido, mas vi pessoas que tinham que ir basicamente sentadas o tempo todo e a descer com mãos e pés por causa das vertigens. Se for o teu caso, aconselho a levares bastões de caminhada. Depois é só andar até ao Blue Lake (mais parecia uma peregrinação) e parar mais uma vez para uma sessão fotográfica. 5ª parte: And it goes on, and on, and on, and on… A seguir ao Blue Lake começa a parte final da caminhada. Esta parte é fácil, mas parece interminável. Até chegares ao parque de estacionamento vais passar por trilhos apertados e vertiginosos, mas sem inclinação e descer durante várias horas por um caminho simples, cada vez com mais vegetação até que te encontras rodeado/a de floresta quase tropical durante os 45 minutos finais.   Eu estava a fazer o fim do percurso já sozinha, porque entretanto cada uma estava a andar ao seu ritmo, e apanhei um grupo muito divertido que andava a cantar aos altos berros como forma de motivação para chegar ao fim. Acabei a minha caminhada com uma entrada triunfante no parque de estacionamento a cantar o “IT’S THE FINAL COUNTDOWN” em plenos pulmões e fui-me juntar aos rapazes que já estavam lá todos há uma hora e tal, claro! Deitados na relva a descansar, íamos falando das coisas incríveis que tínhamos visto, das quedas, mas acima de tudo sobre o quão felizes estávamos por ter terminado aquela aventura épica com vida e com muitas histórias para contar. No regresso ao hostel fomos brindados com um pôr-do-sol magnífico – parecia que todos os astros se tinham alinhado para um dia perfeito – e festejámos o nosso sucesso com um banho quente e uma encomenda de 11 pizzas, sendo que estávamos todos esfomeados! Ao cair na cama só pensava que este tinha sido provavelmente o dia mais especial da minha viagem e hoje, passados quase 5 meses, ainda o penso. Dicas rápidas Alojamento: Tiki Lodge!!! Dos melhores hostels em que já tive. Cozinha gigantesca, internet que funciona, zonas de convívio grandes… Tudo de bom! Fica bem longe do Taupo Urban Retreat. Roupa: Aposta nas camadas. Quando começámos a caminhada estava cheia de frio com 4 peças de roupa na parte de cima, leggins e calças, dois pares de meias, luvas e tudo e mais alguma coisa. Rapidamente comecei a tirar camadas e só as voltei a pôr quando descansámos. Contudo, nunca se sabe como é que o tempo se vai portar e é importante estar preparado para qualquer eventualidade. Comida e água: Eu fiz o caminho com cerca de litro e pouco de água. Era quase Inverno e não me cansei assim tanto para precisar de mais, mas isso tens que adaptar às tuas necessidades. Não recomendo a fazer com menos de litro e meio. A comida vem sempre em segundo plano. As barras de cereais são uma boa opção, bem como uma peça de fruta e sandes. Casas de banho: Existem casas de banho no início (recomendo) e no fim do percurso. Já dentro do parque existe uma antes da Devil’s Staircase e depois dessa só passadas 4/5 horas na Ketetahi Hut Segurança: Apesar de eu e o meu grupo termos ido à chicos espertos sem equipamento não o recomendo a ninguém no Inverno, principalmente se souberes que o caminho tem gelo. Se não quiseres ir num shuttle ou guia como nós, podes sempre pesquisar sítios que aluguem crampons e vais muito mais descansado/a. Clima: Nós tivemos uma sorte única naquele dia. Muitas pessoas do nosso grupo já estavam à espera há vários dias para poderem fazer a caminhada. O tempo no Tongariro Crossing é muito volátil e aconselho-te a verificares as previsões atmosféricas neste site: http://www.metservice.com/mountain/tongariro-national-park. Nos meses de verão não há neve em lado nenhum. Percurso: 19.4 km, eu completei em 6.5 horas com algumas paragens. Não foi o mais cansativo que fiz, mas definitivamente o mais perigoso. Acho que nas partes mais difíceis estava mais preocupada em ver onde é que devia pôr os pés do que em sentir-me cansada. E nunca, mas nunca comeces do fim para o início! Vai ser muito mais difícil e aborrecido. Transporte: Esta é a parte mais complicada. Inicialmente a ideia era termos três carros sendo que um ia ficar no final e quando acabássemos íamos buscar os outros dois carros ao início. Mas a pessoa do terceiro carro não apareceu e quando os primeiros acabaram tiveram que ir à boleia até ao início. Problema: há tanta gente a fazer isso que o pessoal aproveita para cobrar, e bem, as boleias. Como alternativa existem shuttles de Taupo para o Tongariro (ida e volta) que podes marcar em todos os hostels e começam nos 65 dólares e existem shuttles só do parque de estacionamento final para o inicial onde as pessoas deixam os carros por 30 dólares. Por fim, fica o link oficial do Governo da Nova Zelândia com dicas sobre o que deves saber antes de ir. Boa sorte!

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5:30 e toca o despertador. É nestas altura que penso “por que é que me meto nestas coisas?!”. Depois de alguns impropérios proferidos mentalmente lá me levantei e fui vestir-me e tomar o pequeno-almoço. Na cozinha já se encontravam alguns dos membros do nosso grupo que se tinha formado no dia anterior num pub.

12 horas antes, 11 pessoas dos mais variados países entraram num bar, todas com um objectivo em comum: fazer o Tongariro Alpine Crossing no dia seguinte sem pagar 90 dólares cada por um shuttle. Tínhamo-nos conhecido através de grupos de Facebook e no hostel. Rapidamente delineámos um plano: No dia seguinte, às 6 da manhã, íamos dividir-nos em dois carros (sendo que um ia no porta bagagens) e conduzir até ao ponto inicial do Tongario Crossing. No fim, aqueles que acabassem primeiro, iriam à boleia até ao ponto inicial buscar os carros. Em 20 minutos estava tudo combinado e estávamos prontos para ir dormir, já prevendo o temível toque do despertador àquelas horas infernais.

“Só vamos ter que subir aquilo tudo…”Na cozinha sentia-se algum entusiasmo, mas principalmente sono! Quando acabámos de nos equipar com comidinha e água e de vestir todas as camadas de roupa possíveis para enfrentar os dois graus que se faziam sentir naquela manhã em Taupo, arrancámos para o Tongariro Crossing. Conduzimos cerca de hora e meia até ao Mangatepopo Car Park e pelas 8 e pouco começámos a caminhada.

França, Luxemburgo, Portugal, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, Holanda e Finlândia!

1ª parte: A walk in the park

Não demorou mais de 5 minutos para se começarem a ouvir os primeiros “uaaau”. Durante a primeira hora o caminho é tão fácil que não há muito mais a fazer do que aproveitar a paisagem e tirar fotografias. Até ali, a passagem por Mordor não tinha muitos segredos.

Mas ao nos aproximarmos da primeira subida começámos a ouvir guias a dizer que o caminho era impossível de realizar sem equipamento especializado e reparámos que várias pessoas estavam a voltar para trás. De equipamento tínhamos zero, só as pessoas que tinham ido de shuttle ou com guia tinham crampons (bicos metálicos para pôr nas botas). Contudo, estávamos ali para fazer a caminhada e sabíamos de pessoas que a tinham feito no dia anterior sem equipamento e por isso continuámos em frente.

Será que íamos mesmo enfrentar Mordor?!

2ª parte: “Oh noooooooo”

A subida até à Red Crater é conhecida por ser a parte mais difícil de todo o percurso. Começando pela Devil’s Staircase (um nome deveras apropriado) e terminando numa subida potencialmente mortal, esta foi a parte do percurso que nos fez temer pela nossa vida. As escadas em si são cansativas, mas devido à presença de gelo fizemo-las mais devagar que o normal e com algumas paragens por isso não foi particularmente penoso. Mas o pior estava para vir.

Qual peregrinação a Fátima, qual quê!

A subida final até à Red Crater inclui, nos meses de Verão, um piso cheio de gravilha movediça, e nos meses de inverno um piso cheio de gelo por cima de gravilha movediça! O perigo em si não é propriamente cair, mas cair e deslizar até ao precipício. Que foi o quase nos aconteceu.

Devagarinho, subimos pelo caminho onde toda a gente (com crampons) estava a subir. Mas o chão estava coberto de gelo e a rapariga que estava à frente no nosso grupo caiu. Depois eu tentei e caí também, fazendo um deslize épico só travado segundos depois por um monte de neve que estava por ali. Ao mesmo tempo ouvi uma francesa do nosso grupo a dizer “oh nooooooo” porque achava que eu já só parava no parque de estacionamento.

Estava portanto provado que por aquele caminho não íamos a lado nenhum. Estudámos as nossas opções. Voltar para trás parecia ainda mais arriscado do que continuar. Por isso, quando vimos algumas pegadas por outro caminho, decidimos arriscar. Provavelmente tinham sido deixadas por mais uns desgraçados sem equipamento próprio. E resultou. Fizemos o resto da subida a pisar ovos, usando mãos e pés quais profissionais da escalada e passados 15 ou 20 minutos lá chegámos ao topo com as pernas ainda meias a tremer!

Mal sabia eu que o pior estava para vir… Foi nesta subida que quase nos matámos!

3ª parte: Is this the real life? Is this just fantasy?

Assim que cheguei ao topo todo o cansaço ou medos desapareceram. À minha frente estava um cenário diferente de tudo o que já tinha visto. Se alguma vez me perguntarem qual é a paisagem mais incrível que já vi na minha vida, a resposta só pode ser esta:

Escolhemos este lugar como sítio da primeira longa pausa e aproveitámos para repor forças e comer qualquer coisa enquanto olhávamos embevecidas para aquilo tudo. Esta zona tinha a vantagem de ter o chão quente e sem gelo (devido à actividade vulcânica) e ser, portanto, um ponto perfeito para parar.

4ª parte: Pratiquemos o sku

A descida que nos aguardava não parecia muito mais amigável do que a subida anterior, mas na verdade foi bastante mais divertida e, pelo que me pareceu, segura. A quantidade de neve era muito maior do que a quantidade de gelo e por isso as quedas eram amortecidas e até dava para praticar um pouco de sku (ski + cu = sku). Fiz a descida relativamente rápido, mas vi pessoas que tinham que ir basicamente sentadas o tempo todo e a descer com mãos e pés por causa das vertigens. Se for o teu caso, aconselho a levares bastões de caminhada.

Depois é só andar até ao Blue Lake (mais parecia uma peregrinação) e parar mais uma vez para uma sessão fotográfica.

5ª parte: And it goes on, and on, and on, and on…

A seguir ao Blue Lake começa a parte final da caminhada. Esta parte é fácil, mas parece interminável. Até chegares ao parque de estacionamento vais passar por trilhos apertados e vertiginosos, mas sem inclinação e descer durante várias horas por um caminho simples, cada vez com mais vegetação até que te encontras rodeado/a de floresta quase tropical durante os 45 minutos finais.

 

Eu estava a fazer o fim do percurso já sozinha, porque entretanto cada uma estava a andar ao seu ritmo, e apanhei um grupo muito divertido que andava a cantar aos altos berros como forma de motivação para chegar ao fim. Acabei a minha caminhada com uma entrada triunfante no parque de estacionamento a cantar o “IT’S THE FINAL COUNTDOWN” em plenos pulmões e fui-me juntar aos rapazes que já estavam lá todos há uma hora e tal, claro!

Deitados na relva a descansar, íamos falando das coisas incríveis que tínhamos visto, das quedas, mas acima de tudo sobre o quão felizes estávamos por ter terminado aquela aventura épica com vida e com muitas histórias para contar.

No regresso ao hostel fomos brindados com um pôr-do-sol magnífico – parecia que todos os astros se tinham alinhado para um dia perfeito – e festejámos o nosso sucesso com um banho quente e uma encomenda de 11 pizzas, sendo que estávamos todos esfomeados!

Caminho de volta ao hostel – Lago Taupo

Ao cair na cama só pensava que este tinha sido provavelmente o dia mais especial da minha viagem e hoje, passados quase 5 meses, ainda o penso.

Dicas rápidas

Alojamento: Tiki Lodge!!! Dos melhores hostels em que já tive. Cozinha gigantesca, internet que funciona, zonas de convívio grandes… Tudo de bom! Fica bem longe do Taupo Urban Retreat.

Roupa: Aposta nas camadas. Quando começámos a caminhada estava cheia de frio com 4 peças de roupa na parte de cima, leggins e calças, dois pares de meias, luvas e tudo e mais alguma coisa. Rapidamente comecei a tirar camadas e só as voltei a pôr quando descansámos. Contudo, nunca se sabe como é que o tempo se vai portar e é importante estar preparado para qualquer eventualidade.

Comida e água: Eu fiz o caminho com cerca de litro e pouco de água. Era quase Inverno e não me cansei assim tanto para precisar de mais, mas isso tens que adaptar às tuas necessidades. Não recomendo a fazer com menos de litro e meio. A comida vem sempre em segundo plano. As barras de cereais são uma boa opção, bem como uma peça de fruta e sandes.

Casas de banho: Existem casas de banho no início (recomendo) e no fim do percurso. Já dentro do parque existe uma antes da Devil’s Staircase e depois dessa só passadas 4/5 horas na Ketetahi Hut

Segurança: Apesar de eu e o meu grupo termos ido à chicos espertos sem equipamento não o recomendo a ninguém no Inverno, principalmente se souberes que o caminho tem gelo. Se não quiseres ir num shuttle ou guia como nós, podes sempre pesquisar sítios que aluguem crampons e vais muito mais descansado/a.

Clima: Nós tivemos uma sorte única naquele dia. Muitas pessoas do nosso grupo já estavam à espera há vários dias para poderem fazer a caminhada. O tempo no Tongariro Crossing é muito volátil e aconselho-te a verificares as previsões atmosféricas neste site: http://www.metservice.com/mountain/tongariro-national-park. Nos meses de verão não há neve em lado nenhum.

Percurso: 19.4 km, eu completei em 6.5 horas com algumas paragens. Não foi o mais cansativo que fiz, mas definitivamente o mais perigoso. Acho que nas partes mais difíceis estava mais preocupada em ver onde é que devia pôr os pés do que em sentir-me cansada. E nunca, mas nunca comeces do fim para o início! Vai ser muito mais difícil e aborrecido.

Transporte: Esta é a parte mais complicada. Inicialmente a ideia era termos três carros sendo que um ia ficar no final e quando acabássemos íamos buscar os outros dois carros ao início. Mas a pessoa do terceiro carro não apareceu e quando os primeiros acabaram tiveram que ir à boleia até ao início. Problema: há tanta gente a fazer isso que o pessoal aproveita para cobrar, e bem, as boleias. Como alternativa existem shuttles de Taupo para o Tongariro (ida e volta) que podes marcar em todos os hostels e começam nos 65 dólares e existem shuttles só do parque de estacionamento final para o inicial onde as pessoas deixam os carros por 30 dólares.

Por fim, fica o link oficial do Governo da Nova Zelândia com dicas sobre o que deves saber antes de ir.

Boa sorte!

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Abel Tasman: uma nova definição de molhadas https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/18/abel-tasman-nova-zelandia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=abel-tasman-nova-zelandia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/18/abel-tasman-nova-zelandia/#comments Mon, 18 Sep 2017 21:30:40 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1944 Até chegarmos a Nelson (localidade com um nome um bocado chunga) tínhamos tido uma sorte incrível com o tempo. Para o mês de Maio, quase Inverno, tinha chovido muito pouco e o sol acompanhava-nos na maioria dos dias. Mas a sorte não podia durar para sempre e nos dias em que estivemos na zona do Parque Abel Tasman a chuva decidiu não descolar. Mas nós estávamos decididas a ver pelo menos uma parte do parque, até porque não havia muito mais a fazer na zona, e fomos ao nosso site preferido www.book.me.nz onde encontrámos uma viagem de barco para o dia seguinte na qual podíamos ver a paisagem e fazer uma caminhada de cerca de duas horas pelo parque. No dia seguinte acordámos preparadas para um dia cinzento e fizemo-nos à estrada. Quando chegámos ao sítio do check in o senhor pergunta se queremos mesmo ir ou o nosso dinheiro de volta. Uma pergunta que não promete nada de bom! Mas já que estávamos ali decidimos arriscar. Ele lá nos deu uns ponchos – mais tarde viríamos a descobrir que com eles vestidos parecíamos ou fantasmas ou um preservativo gigante – e fomos avisadas que provavelmente voltaríamos mais cedo por causa do estado do mar. E que estado! Já não experienciava tanto sobressalto desde o meu voo Singapura – Melbourne! A verdade é que a paisagem era fantástica e até tivemos direito a arco-íris múltiplos, mas temi um pouco pela minha vidinha com tanto solavanco. Parecia um daqueles barcos na pesca do bacalhau! Enfim, eventualmente atracámos numa baía e começámos a caminhada. O parque natural Abel Tasman é um dos mais concorridos no Verão por também dar para fazer praia. É uma das Great Walks na Nova Zelândia sendo que o percurso inteiro demora 5 dias a completar. O bocadinho que fizemos foi muito giro, mas acho que a paisagem é demasiado semelhante em todo o parque para que valha a pena fazê-lo em jeito de Great Walk. Também é muito comum fazer-se o percurso de kayak. Passado meia hora já estava a chover bem e sacámos dos ponchos. Infelizmente não havia como evitar os riachos que nos passavam pelos pés e rapidamente desistimos de tentar saltitar para não nos molharmos. E foi com aquele som delicioso de “scnhaque scnhaque” que fizemos a nossa caminhada. E eu que queria tirar fotos ainda fiquei mais molhada a tentar pôr e tirar a máquina na mochila e quando chegámos ao fim, parecíamos uns pintos! Não me arrependo nada de ter ido, mas acho que o parque será bastante mais interessante e bonito quando explorado a seco e com sol. Mas assim tivemos a desculpa perfeita para ir ao supermercado que nem umas Neo-Zelandesas: descalças.

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Até chegarmos a Nelson (localidade com um nome um bocado chunga) tínhamos tido uma sorte incrível com o tempo. Para o mês de Maio, quase Inverno, tinha chovido muito pouco e o sol acompanhava-nos na maioria dos dias. Mas a sorte não podia durar para sempre e nos dias em que estivemos na zona do Parque Abel Tasman a chuva decidiu não descolar.

Mas nós estávamos decididas a ver pelo menos uma parte do parque, até porque não havia muito mais a fazer na zona, e fomos ao nosso site preferido www.book.me.nz onde encontrámos uma viagem de barco para o dia seguinte na qual podíamos ver a paisagem e fazer uma caminhada de cerca de duas horas pelo parque.

No dia seguinte acordámos preparadas para um dia cinzento e fizemo-nos à estrada. Quando chegámos ao sítio do check in o senhor pergunta se queremos mesmo ir ou o nosso dinheiro de volta. Uma pergunta que não promete nada de bom! Mas já que estávamos ali decidimos arriscar. Ele lá nos deu uns ponchos – mais tarde viríamos a descobrir que com eles vestidos parecíamos ou fantasmas ou um preservativo gigante – e fomos avisadas que provavelmente voltaríamos mais cedo por causa do estado do mar.

E que estado! Já não experienciava tanto sobressalto desde o meu voo Singapura – Melbourne! A verdade é que a paisagem era fantástica e até tivemos direito a arco-íris múltiplos, mas temi um pouco pela minha vidinha com tanto solavanco. Parecia um daqueles barcos na pesca do bacalhau!

Enfim, eventualmente atracámos numa baía e começámos a caminhada. O parque natural Abel Tasman é um dos mais concorridos no Verão por também dar para fazer praia. É uma das Great Walks na Nova Zelândia sendo que o percurso inteiro demora 5 dias a completar. O bocadinho que fizemos foi muito giro, mas acho que a paisagem é demasiado semelhante em todo o parque para que valha a pena fazê-lo em jeito de Great Walk. Também é muito comum fazer-se o percurso de kayak.

Duas horas a caminhar pela floresta ainda seca de Abel Tasman

Passado meia hora já estava a chover bem e sacámos dos ponchos. Infelizmente não havia como evitar os riachos que nos passavam pelos pés e rapidamente desistimos de tentar saltitar para não nos molharmos. E foi com aquele som delicioso de “scnhaque scnhaque” que fizemos a nossa caminhada. E eu que queria tirar fotos ainda fiquei mais molhada a tentar pôr e tirar a máquina na mochila e quando chegámos ao fim, parecíamos uns pintos!

Não me arrependo nada de ter ido, mas acho que o parque será bastante mais interessante e bonito quando explorado a seco e com sol. Mas assim tivemos a desculpa perfeita para ir ao supermercado que nem umas Neo-Zelandesas: descalças.

Colecção Outono-Inverno para ir ao supermercado na Nova Zelândia

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Fox Glacier: gelo, helicópteros e Salvador Sobral https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/18/fox-glacier-helicoptero/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=fox-glacier-helicoptero https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/18/fox-glacier-helicoptero/#comments Mon, 18 Sep 2017 10:54:53 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1921 Aguardava ansiosamente por este dia desde que comecei a planear a minha viagem à Nova Zelândia: andar de helicóptero e caminhar por cima (e por dentro!) de um glaciar! O dia começou bem cedo com uma caminhada fácil, para variar. Fizemos o percurso à volta do Lago Matheson onde te podes maravilhar com efeito visual de espelho que o lago cria com as montanhas ao fundo. Num dia sem nuvens é possível ver o Mount Cook e o Mount Fox. A caminhada dura cerca de uma hora e o trilho é fácil sem muitas subidas e descidas. Eu fi-lo um bocado à coxa uma vez que as minhas pernas doíam como tudo depois do Roys Peak. Caminhada concluída, fui deixada no Fox Glacier Guiding para a minha aventura no gelo. Uma coisa que não sabia e que aprendi quando cheguei, é que não há certezas que a tour arranque até meia hora antes do seu suposto começo. Como tive oportunidade de experienciar na minha tour, o tempo nos glaciares pode mudar drasticamente em poucas horas, às vezes até minutos, e para segurança de todos as tours só arrancam se as condições atmosféricas o permitirem. Por isso, fui fazer tempo da melhor forma que sei: a navegar no Facebook. Por esta altura (13 de Maio em Portugal, 14 de Maio na Nova Zelândia) o meu feed não passava de betos beatos palavras estranhamente parecidas em Fátima, benfiquistas no Marquês e Portugal inteiro em modo Salvador Sobral. Por muito que eu goste do rapaz, duvidava muito  que ele ganhasse a Eurovisão, não por causa dele, mas porque nunca ganhámos!!! Qual não foi o meu espanto quando abro o Facebook e, com as 11 horas de diferença entre Portugal e Nova Zelândia, recebi quase em directo a notícia que tínhamos finalmente ganho a Eurovisão! Foi nesta  altura que pensámos que devíamos re-apelidar o nosso carro para Ronaldo Sobral ou Salvador Ronaldo… Ainda em êxtase e a trautear o Amar Pelos Dois, percebi que finalmente nos chamavam para o Check In e que a minha aventura no gelo ia efectivamente acontecer! Depois do briefing passado a 26 chineses e 4 europeus, metemos as roupinhas quentes: meias, botas e impermeáveis e fomos em grupos de 5 para cada helicóptero. Eu sou um bocado maricas e não estava nada confiante na capacidade daquela caganita voadora me levar até a um glaciar, mas o que tem de ser tem muita força e lá fui eu! E não foi assim tão mau! Lá dentro é mais estável do que parece e a perspectiva do lugar ao lado do piloto é incrível. Senti-me como uma repórter do National Geographic. Depois de ver tantos documentários em criança finalmente chegara a minha vez! Aterrámos no glaciar, saímos do helicóptero qual SWAT Team e equipámo-nos mais um bocadinho com crampons (aqueles picos para pôr nos pés) e com bastões de caminhada – só para os chineses que aquilo não dá jeito nenhum! Já vestidos a rigor começámos a nossa caminhada pelo gelo, e foi inesquecível . Cada vez que o guia apontava para dentro do glaciar e dizia “é por ali” eu pensava “ele está claramente a sobrevalorizar as minhas capacidades de contorção”. Nunca pensei caber em buracos tão pequenos! O azul dos glaciares é de um turquesa lindo e todo o cenário é comparável ao Norte da Muralha do Game of Thrones. Entretanto as nuvens começaram a invadir o Fox Glacier e tivemos que fazer uma saída rápida porque se não os helicópteros já não podiam passar e íamos ter que dormir num acampamento num glaciar. Como ninguém queria passar a noite num frigorífico a comer comida de latas, apressámo-nos e lá conseguimos sair a tempo. Este dia ficou-me a cerca de 470 dólares, ou seja, 260€ em Maio de 2017. Sei que não é propriamente barato, mas preferi poupar noutras coisas como comida e alojamento e ter a oportunidade de ter esta experiência. Aconselho a toda a gente! A caminhada em si é bastante fácil, não é preciso nenhum nível de fitness especial e é de facto um dia muito especial. Dicas rápidas Alojamento: ficámos no Ivory Towers Backpacker Lodge que tem uma relação qualidade preço bastante boa. Boa cozinha, quartos e casas de banho super limpas.

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Aguardava ansiosamente por este dia desde que comecei a planear a minha viagem à Nova Zelândia: andar de helicóptero e caminhar por cima (e por dentro!) de um glaciar!

O dia começou bem cedo com uma caminhada fácil, para variar. Fizemos o percurso à volta do Lago Matheson onde te podes maravilhar com efeito visual de espelho que o lago cria com as montanhas ao fundo. Num dia sem nuvens é possível ver o Mount Cook e o Mount Fox. A caminhada dura cerca de uma hora e o trilho é fácil sem muitas subidas e descidas. Eu fi-lo um bocado à coxa uma vez que as minhas pernas doíam como tudo depois do Roys Peak.

Caminhada concluída, fui deixada no Fox Glacier Guiding para a minha aventura no gelo. Uma coisa que não sabia e que aprendi quando cheguei, é que não há certezas que a tour arranque até meia hora antes do seu suposto começo. Como tive oportunidade de experienciar na minha tour, o tempo nos glaciares pode mudar drasticamente em poucas horas, às vezes até minutos, e para segurança de todos as tours só arrancam se as condições atmosféricas o permitirem.

Por isso, fui fazer tempo da melhor forma que sei: a navegar no Facebook. Por esta altura (13 de Maio em Portugal, 14 de Maio na Nova Zelândia) o meu feed não passava de betos beatos palavras estranhamente parecidas em Fátima, benfiquistas no Marquês e Portugal inteiro em modo Salvador Sobral. Por muito que eu goste do rapaz, duvidava muito  que ele ganhasse a Eurovisão, não por causa dele, mas porque nunca ganhámos!!!

Qual não foi o meu espanto quando abro o Facebook e, com as 11 horas de diferença entre Portugal e Nova Zelândia, recebi quase em directo a notícia que tínhamos finalmente ganho a Eurovisão! Foi nesta  altura que pensámos que devíamos re-apelidar o nosso carro para Ronaldo Sobral ou Salvador Ronaldo…

Ainda em êxtase e a trautear o Amar Pelos Dois, percebi que finalmente nos chamavam para o Check In e que a minha aventura no gelo ia efectivamente acontecer! Depois do briefing passado a 26 chineses e 4 europeus, metemos as roupinhas quentes: meias, botas e impermeáveis e fomos em grupos de 5 para cada helicóptero.

Eu sou um bocado maricas e não estava nada confiante na capacidade daquela caganita voadora me levar até a um glaciar, mas o que tem de ser tem muita força e lá fui eu! E não foi assim tão mau! Lá dentro é mais estável do que parece e a perspectiva do lugar ao lado do piloto é incrível. Senti-me como uma repórter do National Geographic. Depois de ver tantos documentários em criança finalmente chegara a minha vez!

Aterrámos no glaciar, saímos do helicóptero qual SWAT Team e equipámo-nos mais um bocadinho com crampons (aqueles picos para pôr nos pés) e com bastões de caminhada – só para os chineses que aquilo não dá jeito nenhum!

Já vestidos a rigor começámos a nossa caminhada pelo gelo, e foi inesquecível . Cada vez que o guia apontava para dentro do glaciar e dizia “é por ali” eu pensava “ele está claramente a sobrevalorizar as minhas capacidades de contorção”. Nunca pensei caber em buracos tão pequenos! O azul dos glaciares é de um turquesa lindo e todo o cenário é comparável ao Norte da Muralha do Game of Thrones.

Diz lá que não é espaçoso!

Saí deste buraco de coelho!

Entretanto as nuvens começaram a invadir o Fox Glacier e tivemos que fazer uma saída rápida porque se não os helicópteros já não podiam passar e íamos ter que dormir num acampamento num glaciar. Como ninguém queria passar a noite num frigorífico a comer comida de latas, apressámo-nos e lá conseguimos sair a tempo.

Este dia ficou-me a cerca de 470 dólares, ou seja, 260€ em Maio de 2017. Sei que não é propriamente barato, mas preferi poupar noutras coisas como comida e alojamento e ter a oportunidade de ter esta experiência. Aconselho a toda a gente! A caminhada em si é bastante fácil, não é preciso nenhum nível de fitness especial e é de facto um dia muito especial.

Dicas rápidas

Alojamento: ficámos no Ivory Towers Backpacker Lodge que tem uma relação qualidade preço bastante boa. Boa cozinha, quartos e casas de banho super limpas.

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Wanaka: já alguma vez tiveste uma ideia muito estúpida? https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/18/wanaka-roys-peak/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=wanaka-roys-peak https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/18/wanaka-roys-peak/#comments Mon, 18 Sep 2017 09:37:51 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1907 Ora bem, segundo o site oficial de Wanaka onde se encontra o famoso Roys Peak, este percurso é “a challenging walk to summit of Roys Peak that rewards hikers with spectacular views of Lake Wanaka and Southern Alps”. Bonito não é? Pois, eu cá acho que ficava melhor “uma subida vertiginosa que te vai fazer questionar o propósito da vida e dar ideias de como acabar com ela”. Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que esta foi a caminhada mais dura da minha vida e pensei várias vezes em desistir. O pico está a 1500 metros e tu tens que subir 1300… A verdade é que a vista compensa de facto o esforço e os melhores conselhos que posso dar são: vai com tempo, leva podcasts ou música para te distraíres da dor e do cansaço e leva água (eu como sou esperta só levei meio litro!). Acabei por não fazer a caminhada mesmo até ao pico, fiz até ao ponto mais famoso onde toda a gente tira fotografias e os 45 minutos finais ficam para a próxima. Acho que em geral quase ninguém vai mesmo até ao topo, a não ser os malucos que lá querem acampar ou fazer parapente! O trilho em si está em bom estado e não apresenta qualquer dificuldade tirando a parte de ser sempre a subir. Cada vez que olhava para o topo questionava-me como é que as pessoas lá chegavam, uma vez que parece ser de impossível acesso. No total são 16km, feitos em 5 a 6 horas. Eu fiz em 5 com várias paragens, três horas a subir, duas a descer, mas como disse não terminei. O alemão que foi comigo fez o percurso todo em 5 horas só com uma paragem. Mas ele é gajo. E alemão. Antes de fazeres qualquer caminhada mais longa aconselho-te a consultares o site www.doc.govt.nz que tem sempre informação actualizada sobre os percursos e dicas “de sobrevivência”. Mesmo em época baixa é uma caminhada muito concorrida e em época alta (Primavera-Verão) eles aconselham a apanhar um shuttle ou a andar/pedalar até ao local, porque o parque de estacionamento é bem minúsculo. Nós fizemos o Roys Peak enquanto fazíamos o percurso de carro Queenstown – Fox Glacier, mas se a pessoa que conduzir fizer a caminhada aconselho a passar uma noite em Wanaka para repor forças. No caminho parámos em Arrowtown, uma pequena aldeia histórica e falhei a famosa árvore no lago de Wanaka por falta de tempo. Boa sorte!

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Ora bem, segundo o site oficial de Wanaka onde se encontra o famoso Roys Peak, este percurso é “a challenging walk to summit of Roys Peak that rewards hikers with spectacular views of Lake Wanaka and Southern Alps”. Bonito não é? Pois, eu cá acho que ficava melhor “uma subida vertiginosa que te vai fazer questionar o propósito da vida e dar ideias de como acabar com ela”.

Lago Wanaka

Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que esta foi a caminhada mais dura da minha vida e pensei várias vezes em desistir. O pico está a 1500 metros e tu tens que subir 1300… A verdade é que a vista compensa de facto o esforço e os melhores conselhos que posso dar são: vai com tempo, leva podcasts ou música para te distraíres da dor e do cansaço e leva água (eu como sou esperta só levei meio litro!).

Acabei por não fazer a caminhada mesmo até ao pico, fiz até ao ponto mais famoso onde toda a gente tira fotografias e os 45 minutos finais ficam para a próxima. Acho que em geral quase ninguém vai mesmo até ao topo, a não ser os malucos que lá querem acampar ou fazer parapente!

O trilho em si está em bom estado e não apresenta qualquer dificuldade tirando a parte de ser sempre a subir. Cada vez que olhava para o topo questionava-me como é que as pessoas lá chegavam, uma vez que parece ser de impossível acesso.

É. TÃO. LONGE!
Já perto do topo, no ponto mais famoso do Roys Peak

No total são 16km, feitos em 5 a 6 horas. Eu fiz em 5 com várias paragens, três horas a subir, duas a descer, mas como disse não terminei. O alemão que foi comigo fez o percurso todo em 5 horas só com uma paragem. Mas ele é gajo. E alemão.

Antes de fazeres qualquer caminhada mais longa aconselho-te a consultares o site www.doc.govt.nz que tem sempre informação actualizada sobre os percursos e dicas “de sobrevivência”. Mesmo em época baixa é uma caminhada muito concorrida e em época alta (Primavera-Verão) eles aconselham a apanhar um shuttle ou a andar/pedalar até ao local, porque o parque de estacionamento é bem minúsculo.

Nós fizemos o Roys Peak enquanto fazíamos o percurso de carro Queenstown – Fox Glacier, mas se a pessoa que conduzir fizer a caminhada aconselho a passar uma noite em Wanaka para repor forças. No caminho parámos em Arrowtown, uma pequena aldeia histórica e falhei a famosa árvore no lago de Wanaka por falta de tempo.

Arrowtown
Image rights: Helder Ribeiro

Boa sorte!

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Queenstown: para cima é que é o caminho https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/14/queenstown-nova-zelandia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=queenstown-nova-zelandia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/14/queenstown-nova-zelandia/#comments Thu, 14 Sep 2017 21:08:10 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1891 Queenstown foi  um dos sítios que mais gostei de visitar na Nova Zelândia. Apesar de ter o tamanho de uma pequena vila para os nosso padrões – 19,500 pessoas – tudo acontece em Queenstown. Embaixatriz dos desportos radicais na Nova Zelândia, como o maior salto de bungee jumping do mundo, parapente ou paraquedismo, uma coisa é certa: esta cidade não é para velhos! Mas como eu tenho uma velha pobre dentro de mim, não fiz nada destas coisas e mesmo assim consegui adorar Queenstown. Porquê? Porque é impossível não nos apaixonarmos por este cenário. E para os menos aventureiros como eu, estas são foram as minhas actividades favoritas em Queenstown: Caminhadas – Queenstown Hill & Ben Lomond Saddle and Summit A caminhada de Queenstown Hill foi uma das minhas preferidas de toda a Nova Zelândia. Não é particularmente difícil e, apesar de ser quase sempre subir, ao menos a inclinação do percurso é admissível. Tem o inconveniente de que quando pensas que estás a chegar ao fim… afinal parece que não! Mas quando chegas MESMO ao topo a vista compensa todo o esforço. É pôr esse modo panorâmico a trabalhar! No lado esquerdo vais poder ver o aeroporto de Queenstown e os aviões a levantar voo de um ponto de vista privilegiado. Tempo: 3 horas (ida e volta) Percurso: 4.3 km Começo: Belfast street Altitude: 500m Não cheguei a fazer a caminhada Ben Lomond, mas deixo aqui a informação na mesma porque há sempre pessoas que gostam de desafios maiores! A diferença entre as duas caminhadas é que do topo do Ben Lomond é possível ver o Mount Earnslaw e Aspiring. Esta caminhada é mais puxada porque a inclinação para chegar ao topo é muito maior do que Queenstown Hill. Tempo: Ben Lomond Saddle – 3 a 4 horas; Ben Lomond Summit – 6 a 8 horas Percurso maior: 8 km Começo: Douglas Fir na Skyline Access Road/Tiki Trail, Brecon Street Altitude: 1748m Centro de Queenstown Cheio de bares, cafés e restaurantes juntos ao lago, esta é a zona mais divertida da cidade. Como estávamos em modo poupança máxima não explorei o centro tanto como queria mas disseram-me que há um bar de gelo giro e podes sempre procurar descontos para entrar no bookme.co.nz. Jacuzzi com um copo (ou garrafa) de vinho   Depois de um dia de caminhada não há nada melhor do que umas horas passadas no jacuzzi. E como Queenstown é o melhor, e possivelmente único, sítio na Oceania para esquiar, muitos hostels têm este pequeno luxo incorporado: um jacuzzi bem quentinho que abre à noite. Ora, não íamos desperdiçar esta oportunidade e por isso, munidas de uma garrafa do vinho tinto mais barato do supermercado, lá passámos umas horas no jacuzzi a descansar as perninhas. Dicas rápidas Alojamento: Ficámos no Southern Laughter Backpackers e foi o melhor que podíamos ter feito. Os quartos têm cozinha incorporada e isso para nós foi impecável uma vez que deu para cozinharmos para vários dias e repor o que já tínhamos comido. Além disso tem jacuzzi e “sopa” grátis todos os dias. Eles não sabem bem o que é uma sopa mas enfim, a cavalo dado não se olha o dente! Clima e época alta: a época alta em Queenstown é um bocadinho diferente. Nos meses de Inverno a cidade fica cheia devido aos ski resorts, por isso se fores de Junho a Agosto é possível que tenhas que marcar alojamento com antecedência. Como é uma zona montanhosa o clima é muito volátil, pode parecer que o dia vai estar terrível e sem sol quando acordas e passado 3 ou 4 horas já está um dia perfeito. É a beleza da Nova Zelândia!

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Queenstown foi  um dos sítios que mais gostei de visitar na Nova Zelândia. Apesar de ter o tamanho de uma pequena vila para os nosso padrões – 19,500 pessoas – tudo acontece em Queenstown. Embaixatriz dos desportos radicais na Nova Zelândia, como o maior salto de bungee jumping do mundo, parapente ou paraquedismo, uma coisa é certa: esta cidade não é para velhos!

Mas como eu tenho uma velha pobre dentro de mim, não fiz nada destas coisas e mesmo assim consegui adorar Queenstown. Porquê? Porque é impossível não nos apaixonarmos por este cenário.

E para os menos aventureiros como eu, estas são foram as minhas actividades favoritas em Queenstown:

Caminhadas – Queenstown Hill & Ben Lomond Saddle and Summit

A caminhada de Queenstown Hill foi uma das minhas preferidas de toda a Nova Zelândia. Não é particularmente difícil e, apesar de ser quase sempre subir, ao menos a inclinação do percurso é admissível. Tem o inconveniente de que quando pensas que estás a chegar ao fim… afinal parece que não! Mas quando chegas MESMO ao topo a vista compensa todo o esforço. É pôr esse modo panorâmico a trabalhar! No lado esquerdo vais poder ver o aeroporto de Queenstown e os aviões a levantar voo de um ponto de vista privilegiado.

Tempo: 3 horas (ida e volta)
Percurso: 4.3 km
Começo: Belfast street
Altitude: 500m

Não cheguei a fazer a caminhada Ben Lomond, mas deixo aqui a informação na mesma porque há sempre pessoas que gostam de desafios maiores! A diferença entre as duas caminhadas é que do topo do Ben Lomond é possível ver o Mount Earnslaw e Aspiring. Esta caminhada é mais puxada porque a inclinação para chegar ao topo é muito maior do que Queenstown Hill.

Tempo: Ben Lomond Saddle – 3 a 4 horas; Ben Lomond Summit – 6 a 8 horas
Percurso maior: 8 km
Começo: Douglas Fir na Skyline Access Road/Tiki Trail, Brecon Street
Altitude: 1748m

Centro de Queenstown

Cheio de bares, cafés e restaurantes juntos ao lago, esta é a zona mais divertida da cidade. Como estávamos em modo poupança máxima não explorei o centro tanto como queria mas disseram-me que há um bar de gelo giro e podes sempre procurar descontos para entrar no bookme.co.nz.

Jacuzzi com um copo (ou garrafa) de vinho

 

Vista do hostel 🙂

Depois de um dia de caminhada não há nada melhor do que umas horas passadas no jacuzzi. E como Queenstown é o melhor, e possivelmente único, sítio na Oceania para esquiar, muitos hostels têm este pequeno luxo incorporado: um jacuzzi bem quentinho que abre à noite. Ora, não íamos desperdiçar esta oportunidade e por isso, munidas de uma garrafa do vinho tinto mais barato do supermercado, lá passámos umas horas no jacuzzi a descansar as perninhas.

Dicas rápidas

Alojamento: Ficámos no Southern Laughter Backpackers e foi o melhor que podíamos ter feito. Os quartos têm cozinha incorporada e isso para nós foi impecável uma vez que deu para cozinharmos para vários dias e repor o que já tínhamos comido. Além disso tem jacuzzi e “sopa” grátis todos os dias. Eles não sabem bem o que é uma sopa mas enfim, a cavalo dado não se olha o dente!

Clima e época alta: a época alta em Queenstown é um bocadinho diferente. Nos meses de Inverno a cidade fica cheia devido aos ski resorts, por isso se fores de Junho a Agosto é possível que tenhas que marcar alojamento com antecedência. Como é uma zona montanhosa o clima é muito volátil, pode parecer que o dia vai estar terrível e sem sol quando acordas e passado 3 ou 4 horas já está um dia perfeito. É a beleza da Nova Zelândia!

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