roteiro Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/roteiro/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:56:29 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png roteiro Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/roteiro/ 32 32 Uma semana de Verão na Islândia: itinerário e informações úteis https://www.mudancasconstantes.com/2019/08/09/uma-semana-islandia-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=uma-semana-islandia-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2019/08/09/uma-semana-islandia-itinerario/#respond Fri, 09 Aug 2019 15:21:28 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5543 Nos últimos anos a Islândia explodiu em todo o lado. Literalmente, com o vulcão Eyjafjallajökull em 2010, que lançou o caos na Europa e a Islândia para as bocas do mundo e depois com o Game of Thrones na televisão, na internet com os blogs de viagem e, por fim, no Instagram com os “influencers”. É fácil perceber o porquê do sucesso da Islândia: na Europa já não se encontra esta natureza bruta, especialmente concentrada em tão poucos quilómetros quadrados. Com tanta maravilha junta, a única coisa que pode dissuadir alguém de visitar a Islândia são mesmo os preços. Não há muito a fazer senão começar um porquinho mealheiro chamado “Islândia” e mentalizarmo-nos que vêm aí dias de dieta forçada. Mas vai ser a dieta mais recompensadora de sempre! Se a Islândia também consta da tua lista, aqui vão as minhas dicas e roteiro para uma semana: Voos: Com a falência da WOW Air as opções de voos low-cost para a Islândia ficaram bastante mais reduzidas. Do Reino Unido os voos mais em conta são pela WizzAir. A partir de Portugal, a WizzAir também é uma das melhores opções com escala em Luton. Transporte para o centro Reykjavik: Aterrar na Islândia é aterrar no meio de um campo de lava sem nada à volta. Existem duas opções de transportes públicos até ao centro O Flybus que vai até ao centro e depois distribui as pessoas pelos hotéis. Preço ida e volta: 50€. Há entre um a dois autocarros por hora, têm wi-fi e demoram cerca de 45 minutos a chegar ao centro. https://www.re.is/tour/flybus/ Autocarro 55: É muito mais barato (6€) mas tem horários mais reduzidos e não vai até ao centro aos fins-de-semana, terias que apanhar outro autocarro. Mesmo assim é uma boa solução económica. Horários neste site: https://straeto.is/en ou no Google Maps. Deslocações na ilha: Não há dúvida que a melhor forma de ver a Islândia é de carro ou autocaravana. Para além da falta de transportes públicos, a Islândia tem aquele factor irritante de ser tão bonita que é preciso parar de 5 em 5 minutos para tirar fotografias. Se não tiveres a possibilidade de alugar o teu próprio transporte, existem imensas agências que organizam tours de um dia ou mais. No verão também há muita gente a andar à boleia. Aluguer de carro: Nós alugámos o carro com a Geysir Car Rental e correu tudo bem. O melhor é alugar um carro tipo jipe, o mais popular sendo o Dacia Duster, porque muitas estradas são de gravilha. Como fomos quase no Verão não tivemos problemas nenhum com o tempo volátil da Islândia, mas ao alugar o carro a agência dá sempre um briefing de precauções a tomar porque ventos fortes e nevões inesperados são pratos da casa. Alojamento: As autocaravanas são super populares na Islândia porque são um dois em um e permitem poupar imenso dinheiro já que o alojamento é um dos maiores rombos no orçamento. O hostel mais barato perto de Reykjavik é o Vibrant Iceland hostel (recomendo). Durante a viagem, estes foram os lugares onde ficámos: – B2 Apartments, Reykjavik – Airbnb em Búðardalur – Golden Circle Apartments – Hellishólar Cottages – Hörgsland Cottages Recomendação particular para os B2 Apartments e Golden Circle Apartments. Condições das estradas: Apesar da estrada 1, a principal estrada na Islândia, estar em boas condições, muitas estradas ainda são de gravilha e outras não estão sequer abertas durante os meses de inverno. http://www.road.is/ é o site onde podes consultar, em tempo real, a situação nas estradas na Islândia. Estações e Tempo: Com as quatro estações muito marcadas, um inverno na Islândia nunca passou, nem de perto nem de longe, pelos meus pensamentos. No verão os preços até podem aumentar, mas os dias são mais longos e as probabilidades de sol também são maiores. Nós devemos ter apanhado uma semana record de sol, fim de Maio – inicio de Junho, porque nunca apanhámos mau tempo. Setembro e Março é a melhor altura para ver auroras. Moeda e Dinheiro: É possível pagar com cartão em todo o lado. 1€ = 137.32 Icelandic Króna, Agosto 2019. Supermercados e refeições: Uma boa estratégia para poupar algum dinheiro na Islândia é levar uma mala com comida! Massa, arroz, enlatados… e comprar lá só os frescos. Nunca experimentámos sequer entrar em restaurantes. O supermercado Kronan tem uma boa padaria/pastelaria que nos safou algumas refeições. Álcool: A venda de álcool é proibida nos supermercados por isso, se quiseres comprar tens que encontrar uma Vínbúðin, uma “off-licence” que existe nas maiores localidades do país.   O que levar: No Verão posso recomendar levar uma máscara para os olhos porque os cortinados nunca funcionam a cem porcento. Para além disso, roupa e calçado impermeável caso pretendas explorar as cascatas mais a fundo. Budget: Alimentação + Gasolina + Estacionamento para três pessoas durante uma semana = 500€ Itinerário de uma semana: Dia 1: Reykjavík e arredores Dia 2: A Península de SnaefellsnesDia 3: Uma voltinha pelo NorteDia 4: Golden Circle Dia 5, 6 e 7: Sul e glaciares Guarda este mapa com alguns dos melhores lugares para visitar na Islândia: Boa viagem!

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Nos últimos anos a Islândia explodiu em todo o lado. Literalmente, com o vulcão Eyjafjallajökull em 2010, que lançou o caos na Europa e a Islândia para as bocas do mundo e depois com o Game of Thrones na televisão, na internet com os blogs de viagem e, por fim, no Instagram com os “influencers”. É fácil perceber o porquê do sucesso da Islândia: na Europa já não se encontra esta natureza bruta, especialmente concentrada em tão poucos quilómetros quadrados.

Com tanta maravilha junta, a única coisa que pode dissuadir alguém de visitar a Islândia são mesmo os preços. Não há muito a fazer senão começar um porquinho mealheiro chamado “Islândia” e mentalizarmo-nos que vêm aí dias de dieta forçada. Mas vai ser a dieta mais recompensadora de sempre!

Se a Islândia também consta da tua lista, aqui vão as minhas dicas e roteiro para uma semana:

Voos: Com a falência da WOW Air as opções de voos low-cost para a Islândia ficaram bastante mais reduzidas. Do Reino Unido os voos mais em conta são pela WizzAir. A partir de Portugal, a WizzAir também é uma das melhores opções com escala em Luton.

Transporte para o centro Reykjavik: Aterrar na Islândia é aterrar no meio de um campo de lava sem nada à volta. Existem duas opções de transportes públicos até ao centro

  1. O Flybus que vai até ao centro e depois distribui as pessoas pelos hotéis. Preço ida e volta: 50€. Há entre um a dois autocarros por hora, têm wi-fi e demoram cerca de 45 minutos a chegar ao centro. https://www.re.is/tour/flybus/
  2. Autocarro 55: É muito mais barato (6€) mas tem horários mais reduzidos e não vai até ao centro aos fins-de-semana, terias que apanhar outro autocarro. Mesmo assim é uma boa solução económica. Horários neste site: https://straeto.is/en ou no Google Maps.

Deslocações na ilha: Não há dúvida que a melhor forma de ver a Islândia é de carro ou autocaravana. Para além da falta de transportes públicos, a Islândia tem aquele factor irritante de ser tão bonita que é preciso parar de 5 em 5 minutos para tirar fotografias. Se não tiveres a possibilidade de alugar o teu próprio transporte, existem imensas agências que organizam tours de um dia ou mais. No verão também há muita gente a andar à boleia.

Aluguer de carro: Nós alugámos o carro com a Geysir Car Rental e correu tudo bem. O melhor é alugar um carro tipo jipe, o mais popular sendo o Dacia Duster, porque muitas estradas são de gravilha. Como fomos quase no Verão não tivemos problemas nenhum com o tempo volátil da Islândia, mas ao alugar o carro a agência dá sempre um briefing de precauções a tomar porque ventos fortes e nevões inesperados são pratos da casa.

Alojamento: As autocaravanas são super populares na Islândia porque são um dois em um e permitem poupar imenso dinheiro já que o alojamento é um dos maiores rombos no orçamento. O hostel mais barato perto de Reykjavik é o Vibrant Iceland hostel (recomendo).

Durante a viagem, estes foram os lugares onde ficámos:

– B2 Apartments, Reykjavik
– Airbnb em Búðardalur
– Golden Circle Apartments
– Hellishólar Cottages
– Hörgsland Cottages

Recomendação particular para os B2 Apartments e Golden Circle Apartments.

Condições das estradas: Apesar da estrada 1, a principal estrada na Islândia, estar em boas condições, muitas estradas ainda são de gravilha e outras não estão sequer abertas durante os meses de inverno. http://www.road.is/ é o site onde podes consultar, em tempo real, a situação nas estradas na Islândia.

Estações e Tempo: Com as quatro estações muito marcadas, um inverno na Islândia nunca passou, nem de perto nem de longe, pelos meus pensamentos. No verão os preços até podem aumentar, mas os dias são mais longos e as probabilidades de sol também são maiores. Nós devemos ter apanhado uma semana record de sol, fim de Maio – inicio de Junho, porque nunca apanhámos mau tempo. Setembro e Março é a melhor altura para ver auroras.

Moeda e Dinheiro: É possível pagar com cartão em todo o lado. 1€ = 137.32 Icelandic Króna, Agosto 2019.

Supermercados e refeições: Uma boa estratégia para poupar algum dinheiro na Islândia é levar uma mala com comida! Massa, arroz, enlatados… e comprar lá só os frescos. Nunca experimentámos sequer entrar em restaurantes. O supermercado Kronan tem uma boa padaria/pastelaria que nos safou algumas refeições.

Álcool: A venda de álcool é proibida nos supermercados por isso, se quiseres comprar tens que encontrar uma Vínbúðin, uma “off-licence” que existe nas maiores localidades do país.  

O que levar: No Verão posso recomendar levar uma máscara para os olhos porque os cortinados nunca funcionam a cem porcento. Para além disso, roupa e calçado impermeável caso pretendas explorar as cascatas mais a fundo.

Budget: Alimentação + Gasolina + Estacionamento para três pessoas durante uma semana = 500€

Itinerário de uma semana:

Dia 1: Reykjavík e arredores
Dia 2:
A Península de Snaefellsnes
Dia 3:
Uma voltinha pelo Norte
Dia 4:
Golden Circle
Dia 5, 6 e 7:
Sul e glaciares

Guarda este mapa com alguns dos melhores lugares para visitar na Islândia:

Boa viagem!

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Austrália: um mês pela Costa Este, o itinerário https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/08/australia-um-mes-costa-este-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=australia-um-mes-costa-este-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/08/australia-um-mes-costa-este-itinerario/#comments Fri, 08 Sep 2017 16:15:27 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1811 Quando comecei a planear a minha viagem pela Austrália, tinha no meu imaginário que num mês era possível fazer a Costa Este, a Great Ocean Road e a Tasmânia. Ah, a inocência europeia… Os 28 dias que passei na Austrália nem me deixaram tempo para fazer mergulho ou chegar a Cairns! Por isso, ao planeares a tua viagem à Austrália tem em consideração que as distâncias são muito maiores do que as europeias e que viagens de 14 ou 16 horas de autocarro são normais. Quanto ao meu itinerário acho que correu bastante bem. Só em Melbourne é que gostava de ter passado mais tempo, mas como estava a chover torrencialmente e frio não foi assim tão mau ter só três dias. O resto da viagem foi planeada um ou dois dias antes (excepto as tours que reservei cerca de 10 dias antes) e pude sempre adaptar ao que me apetecia fazer. Quero relembrar que fui em época baixa e por isso nunca tive problemas com reservas. Autocarro vs. Carro Esta foi uma decisão relativamente fácil para mim. Cheguei a pensar juntar-me a pessoas que publicam as suas viagens em grupos de Facebook, mas como não queria estar dependente de ninguém escolhi o autocarro. Alugar ou comprar eu própria um carro estava fora de questão uma vez que as minhas skills de condução estão perto das de alguém com parkinson E miopia. Para além disso, a Costa Este tem uma excelente rede de autocarros – o que não acontece noutras zonas da Austrália. Greyhound vs. Premier Bus Esta questão deu-me um bocadinho mais de trabalho de pesquisa, mas o resultado valeu a pena. Ambas as companhias têm passes que, por um valor fixo, te permitem usar os autocarros que quiseres para fazeres a Costa Este num sentido. Chamam-se “hop on-hop off passes“. A Greyhound é a empresa mais conhecida e por isso costuma ser a escolhida apesar dos passes da Premier Bus serem metade do preço pelo mesmo serviço (só têm é um autocarro por dia numa direcção). Acabei por escolher a Premier Bus. Não se deixem enganar pelo aspecto terrível do logo e do site, funciona perfeitamente. Como utilizar: basta ires ao site e comprar o passe que te dá mais jeito. Quando finalizares a compra vais receber um email com um número de referência e é esse número que eles te vão pedir cada vez que quiseres fazer uma reserva. Para fazer a reserva basta ligares para o número deles (aconselho muito a comprar um cartão SIM australiano) e dizeres quando e para onde queres ir. Não há lugares marcados. Normalmente basta reservar com 2/3 dias de antecedência. Acho que nunca vi um autocarro completamente cheio – ao contrário dos da Greyhound. Preço do passe Sydney – Airlie Beach: 270 AUD. Independente vs. Agência Vi imensa gente a viajar na Austrália que marcou tudo por agências como a Wicked Travel ou Peter Pan. Isto pareceu-me bastante ridículo. Na Austrália é facílimo marcar tudo independentemente, basta ter internet. O custo que as agências cobram por um pacote de transporte e de tours (como Fraser Island, Whitsundays e um salto de paraquedas, por exemplo) é quase o dinheiro que eu gastei na viagem toda. Por isso, só posso enfatizar: marca tudo por ti! Itinerário: um mês pela Costa Este Melbourne: 3 dias É um bocadinho batota porque Melbourne é costa Sul, mas não podia deixar a minha cidade preferida de fora. Melbourne tem arte urbana, museus, comida deliciosa e até praias caso o tempo o permita. Todos os meus australianos preferidos são de Melbourne por isso aconselho-te a usar e abusar do couchsurfing. As minhas recomendações para Melbourne estão aqui! Para chegar a Sydney aconselho voar (se arranjares um voo muito barato) ou autocarro. Demora mais tempo mas não tens que pagar os shuttles do aeroporto de Melbourne (19 AUD) nem o de Sydney (17 AUD). Sydney: 5 dias Parece muito tempo mas é porque estou a incluir sítios à volta de Sydney também. Dois dias para a cidade, um dia para Manly, um dia para Bondi e um dia para as maravilhosas Blue Mountains! Mais uma vez, Couchsurfing all the way. O meu guia de Sydney aqui e das Blue Mountains aqui. Newcastle: 3 dias Eu adorei os meus dias em Newcastle, é uma região cheia de coisas a descobrir e com muito poucos turistas estrangeiros. Contudo, não teria sido a mesma coisa se não tivesse uma condutora e guia australiana, por isso, se estiveres a viajar de autocarro, não tenho a certeza se é um sítio assim tão interessante. O meu guia para Newcastle e a minha história com a melhor família australiana de sempre estão aqui. Byron Bay: 2 dias O paraíso do surf na Austrália e o sítio preferido de muitos viajantes. Byron Bay vale pela vista incrível do farol no topo de um rochedo e pelas praias convidativas a banhos e peles bronzeadas. Tudo sobre Byron neste post. Brisbane: 2 dias Brisbane não é uma cidade particulamente grande ou bonita, mas tem uma boa energia. Sem querer tornar-me muito repetitiva, o Couchsurfing tornou a minha experiência muito mais interessante. Começando com um barbecue internacional e acabando com uma viagem de carro com 4 pessoas no banco de trás o que pelas reacções do pessoal pareceu ser algo completamente inédito (eram alemães e um Filipino a viver na Austrália há muito anos, há que dar o desconto) passei uns dias muito divertidos em Brisbane. Para visitar há o planetário, que parece ser uma recomendação estranha, mas eles têm projecções muito interessantes e no fim mostram as constelações que se podem ver a partir de Brisbane à noite o que me deu imenso jeito na Fraser Island. A uma hora a pé do observatório existe o Mount Coot-tha Lookout que tem uma boa vista sobre a cidade. Já o centro “histórico” de Brisbane vê-se numa hora.Ps: eles têm uma coisa genial, um serviço de ferry gratuito na cidade. Noosa: 2 dias O melhor de Noosa são as suas praias e parque natural, onde eu achava que ia ver coalas, mas não vi 🙁 mesmo assim é um bom sítio para passar uns dias a fazer caminhadas e a apanhar banhos de sol. Foi também o meu ponto de partida para a aventura de Fraser Island. Quanto ao alojamento, eu fiquei no Flashpackers Noosa que é um bom hostel, mas fica um bocadinho longe do centro (25 minutos a pé) e dos supermercados, o que não é muito conveniente. O Nomads é um party hostel, mais central mas com menos condições. Fraser Island: 3 dias A “menina” dos meus olhos! O meu sítio preferido na Austrália é uma paragem obrigatória para qualquer viajante na Costa Este. Neste post falo sobre a Dropbear, a agência fantástica com a qual fiz a viagem, sobre a história da ilha e claro, sobre os lugares mais fantásticos que ela tem para oferecer. Airlie Beach e Whitsundays: 3 dias Para terminar a costa este em beleza, recomendo passares dois dias no mar num veleiro. Terás a oportunidade de ver a praia mais bonita da Austrália, fazer snorkeling e aprender as bases de navegação de um barco à vela, tudo na companhia de (mais ou menos) 30 pessoas! Townsville: 1 dia para mergulhadores Este foi o sítio que tive mais pena de não ter conseguido visitar, o Yongalla Wreck. São os destroços de um navio antigo que ainda estão em bom estado e na zona existem mantas, tubarões e tudo e mais alguma coisa que um mergulhador pode querer! Fica para a próxima! Em Townsville em si não se passa grande coisa, mas posso recomendar o hostel Reef Lodge Backpackers que apesar de ter uma staff desprezível tem uma relação preço-qualidade muito boa. Cairns: 3 dias Infelizmente não cheguei a Cairns, mas acho que é um bom sítio de base para fazer algumas day trips como a Daintree Forest e a Grande Barreira de Coral. E assim, sem eu dar por nada, passou-se um mês na Austrália! A próxima viagem até lá já está nos meus pensamentos e desta vez a Tasmânia e a Great Ocean Road não me escapam!

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Quando comecei a planear a minha viagem pela Austrália, tinha no meu imaginário que num mês era possível fazer a Costa Este, a Great Ocean Road e a Tasmânia. Ah, a inocência europeia… Os 28 dias que passei na Austrália nem me deixaram tempo para fazer mergulho ou chegar a Cairns!

Por isso, ao planeares a tua viagem à Austrália tem em consideração que as distâncias são muito maiores do que as europeias e que viagens de 14 ou 16 horas de autocarro são normais.

Quanto ao meu itinerário acho que correu bastante bem. Só em Melbourne é que gostava de ter passado mais tempo, mas como estava a chover torrencialmente e frio não foi assim tão mau ter só três dias. O resto da viagem foi planeada um ou dois dias antes (excepto as tours que reservei cerca de 10 dias antes) e pude sempre adaptar ao que me apetecia fazer. Quero relembrar que fui em época baixa e por isso nunca tive problemas com reservas.

Autocarro vs. Carro

Esta foi uma decisão relativamente fácil para mim. Cheguei a pensar juntar-me a pessoas que publicam as suas viagens em grupos de Facebook, mas como não queria estar dependente de ninguém escolhi o autocarro. Alugar ou comprar eu própria um carro estava fora de questão uma vez que as minhas skills de condução estão perto das de alguém com parkinson E miopia. Para além disso, a Costa Este tem uma excelente rede de autocarros – o que não acontece noutras zonas da Austrália.

Greyhound vs. Premier Bus

Esta questão deu-me um bocadinho mais de trabalho de pesquisa, mas o resultado valeu a pena. Ambas as companhias têm passes que, por um valor fixo, te permitem usar os autocarros que quiseres para fazeres a Costa Este num sentido. Chamam-se “hop on-hop off passes“. A Greyhound é a empresa mais conhecida e por isso costuma ser a escolhida apesar dos passes da Premier Bus serem metade do preço pelo mesmo serviço (só têm é um autocarro por dia numa direcção). Acabei por escolher a Premier Bus. Não se deixem enganar pelo aspecto terrível do logo e do site, funciona perfeitamente.

Como utilizar: basta ires ao site e comprar o passe que te dá mais jeito. Quando finalizares a compra vais receber um email com um número de referência e é esse número que eles te vão pedir cada vez que quiseres fazer uma reserva.

Para fazer a reserva basta ligares para o número deles (aconselho muito a comprar um cartão SIM australiano) e dizeres quando e para onde queres ir. Não há lugares marcados. Normalmente basta reservar com 2/3 dias de antecedência. Acho que nunca vi um autocarro completamente cheio – ao contrário dos da Greyhound. Preço do passe Sydney – Airlie Beach: 270 AUD.

Independente vs. Agência

Vi imensa gente a viajar na Austrália que marcou tudo por agências como a Wicked Travel ou Peter Pan. Isto pareceu-me bastante ridículo. Na Austrália é facílimo marcar tudo independentemente, basta ter internet. O custo que as agências cobram por um pacote de transporte e de tours (como Fraser Island, Whitsundays e um salto de paraquedas, por exemplo) é quase o dinheiro que eu gastei na viagem toda. Por isso, só posso enfatizar: marca tudo por ti!

Itinerário: um mês pela Costa Este
Melbourne: 3 dias

É um bocadinho batota porque Melbourne é costa Sul, mas não podia deixar a minha cidade preferida de fora. Melbourne tem arte urbana, museus, comida deliciosa e até praias caso o tempo o permita. Todos os meus australianos preferidos são de Melbourne por isso aconselho-te a usar e abusar do couchsurfing. As minhas recomendações para Melbourne estão aqui!

Para chegar a Sydney aconselho voar (se arranjares um voo muito barato) ou autocarro. Demora mais tempo mas não tens que pagar os shuttles do aeroporto de Melbourne (19 AUD) nem o de Sydney (17 AUD).

Sydney: 5 dias

Parece muito tempo mas é porque estou a incluir sítios à volta de Sydney também. Dois dias para a cidade, um dia para Manly, um dia para Bondi e um dia para as maravilhosas Blue Mountains! Mais uma vez, Couchsurfing all the way. O meu guia de Sydney aqui e das Blue Mountains aqui.

Newcastle: 3 dias

Eu adorei os meus dias em Newcastle, é uma região cheia de coisas a descobrir e com muito poucos turistas estrangeiros. Contudo, não teria sido a mesma coisa se não tivesse uma condutora e guia australiana, por isso, se estiveres a viajar de autocarro, não tenho a certeza se é um sítio assim tão interessante. O meu guia para Newcastle e a minha história com a melhor família australiana de sempre estão aqui.

Byron Bay: 2 dias

O paraíso do surf na Austrália e o sítio preferido de muitos viajantes. Byron Bay vale pela vista incrível do farol no topo de um rochedo e pelas praias convidativas a banhos e peles bronzeadas. Tudo sobre Byron neste post.

Brisbane: 2 dias

Brisbane não é uma cidade particulamente grande ou bonita, mas tem uma boa energia. Sem querer tornar-me muito repetitiva, o Couchsurfing tornou a minha experiência muito mais interessante. Começando com um barbecue internacional e acabando com uma viagem de carro com 4 pessoas no banco de trás o que pelas reacções do pessoal pareceu ser algo completamente inédito (eram alemães e um Filipino a viver na Austrália há muito anos, há que dar o desconto) passei uns dias muito divertidos em Brisbane.

Para visitar há o planetário, que parece ser uma recomendação estranha, mas eles têm projecções muito interessantes e no fim mostram as constelações que se podem ver a partir de Brisbane à noite o que me deu imenso jeito na Fraser Island. A uma hora a pé do observatório existe o Mount Coot-tha Lookout que tem uma boa vista sobre a cidade. Já o centro “histórico” de Brisbane vê-se numa hora.
Ps: eles têm uma coisa genial, um serviço de ferry gratuito na cidade.

Noosa: 2 dias

O melhor de Noosa são as suas praias e parque natural, onde eu achava que ia ver coalas, mas não vi 🙁 mesmo assim é um bom sítio para passar uns dias a fazer caminhadas e a apanhar banhos de sol. Foi também o meu ponto de partida para a aventura de Fraser Island. Quanto ao alojamento, eu fiquei no Flashpackers Noosa que é um bom hostel, mas fica um bocadinho longe do centro (25 minutos a pé) e dos supermercados, o que não é muito conveniente. O Nomads é um party hostel, mais central mas com menos condições.

Fraser Island: 3 dias

A “menina” dos meus olhos! O meu sítio preferido na Austrália é uma paragem obrigatória para qualquer viajante na Costa Este. Neste post falo sobre a Dropbear, a agência fantástica com a qual fiz a viagem, sobre a história da ilha e claro, sobre os lugares mais fantásticos que ela tem para oferecer.

Airlie Beach e Whitsundays: 3 dias

Para terminar a costa este em beleza, recomendo passares dois dias no mar num veleiro. Terás a oportunidade de ver a praia mais bonita da Austrália, fazer snorkeling e aprender as bases de navegação de um barco à vela, tudo na companhia de (mais ou menos) 30 pessoas!

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Townsville: 1 dia para mergulhadores

Este foi o sítio que tive mais pena de não ter conseguido visitar, o Yongalla Wreck. São os destroços de um navio antigo que ainda estão em bom estado e na zona existem mantas, tubarões e tudo e mais alguma coisa que um mergulhador pode querer! Fica para a próxima!

Em Townsville em si não se passa grande coisa, mas posso recomendar o hostel Reef Lodge Backpackers que apesar de ter uma staff desprezível tem uma relação preço-qualidade muito boa.

Cairns: 3 dias

Infelizmente não cheguei a Cairns, mas acho que é um bom sítio de base para fazer algumas day trips como a Daintree Forest e a Grande Barreira de Coral.

E assim, sem eu dar por nada, passou-se um mês na Austrália! A próxima viagem até lá já está nos meus pensamentos e desta vez a Tasmânia e a Great Ocean Road não me escapam!

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