itinerários Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/itinerarios/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:55:45 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png itinerários Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/itinerarios/ 32 32 Japão em três semanas: um pouco de tudo! https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/22/japao-tres-semanas-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=japao-tres-semanas-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/22/japao-tres-semanas-itinerario/#comments Wed, 22 Nov 2017 11:20:35 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2321 A minha viagem pelo Japão é capaz de ter sido a minha viagem menos planeada de sempre. Porquê? Por que comprei o voo de Manila para Tóquio 5 dias antes da viagem em si. Como tal, a minha viagem foi acontecendo e foi sendo planeada consoante os conselhos das pessoas que fui conhecendo. Acho que acabei por não me sair muito mal, vi imensos sítios, trabalhei em troca de comida e alojamento, fiz couchsurfing e até fui à praia! Este país é surpreendente em todos os sentidos. A comida é maravilhosa, uma das melhores que já experimentei, as paisagens, templos e jardins são de um detalhe e perfeição invencíveis e há um contraste enorme entre o lado mais tradicional e conservador e o lado mais excêntrico e espalhafatoso dos japoneses. Aqui fica o meu itinerário de três semanas para um país que precisa de anos para ser visto e compreendido. Tóquio, Kamakura e Mt. Fuji (5 dias)  Como quase todas as pessoas que viajam até ao Japão, a minha primeira paragem foi Tóquio. A cidade dos neons, dos cosplays, dos salões de jogos, mas também de templos importantes, jardins e mercados históricos. Este contraste torna Tóquio numa das cidades mais interessantes do Japão. Não muito longe estão também Kamakura e o Mt. Fuji, dois locais fascinantes e que podem ser facilmente visitados numa day trip. Se quiseres saber mais sobre Tóquio e o que fazer durante os teus dias nesta zona, lê este post. Matsuayama (1 dia) A partir do momento em que aceitei fazer Workaway nas montanhas à volta de Matsuyama o meu plano de viagem começou a moldar-se. Matsuyama não é uma cidade particularmente famosa, mas tem o seu encanto. A caminhada até ao castelo e o castelo em si (o exterior) são muito giros e esta cidade tem um dos onsen mais antigos do Japão. Se estiveres interessado/a em saber mais sobre como trabalhar em troco de alojamento e comida, escrevi um post sobre o Workaway, uma plataforma que te permite fazer isso. Takamatsu (1 dia) Depois de 10 dias a trabalhar, estava na altura de voltar à estrada. De Matsuyama apanhei o comboio até Takamatsu e lá fiquei duas noites. No primeiro dia vi o jardim Ritsurin Koren, para mim, o melhor jardim do Japão. É simplesmente encantador. No Verão, tem uma infinidade de tons de verde e todo o jardim está arranjado com uma precisão só atingível no Japão. Por alguma razão, Takamatsu foi uma das minhas cidades preferidas. Não é das mais bonitas ou animadas, mas tem boa comida, pessoas simpáticas e um ambiente muito descontraído. E tem o mar ao lado! Hostel: Traditional Apartment, muito bom e o dono tem óptimos conselhos sobre os melhores restaurantes da zona. Naoshina e Teshima (1 dia cada) As duas ilhas mais criativas do Japão estão a uma viagem de ferry de Takamatsu. Naoshima e Teshima têm dois dos melhores museus do mundo e acho que são dos sítios mais relevantes do Japão. Tudo sobre estes refúgios de arte neste post. Postcard i bought in Teshima Art Museum Okayama (1 dia) Decidi fazer uma paragem em Okayama enquanto viajava entre Naoshima e Kyoto. Infelizmente não foi uma cidade que me tenha agradado particularmente, não encontrei nenhum sítio de cortar a respiração, mas ao menos tem um jardim – Korakuen – e castelo bonitos! Se tiveres a viajar de comboio facilmente consegues evitar Okayama porque as viagens são muito mais rápidas e não precisas de fazer uma pausa. Hostel: Kamp. É caro, mas as condições são muito boas e é muito perto da estação de comboios/autocarro. Kyoto e Arashiyama (4 dias) A cidade mais querida do Japão. Ao contrário de todas as outras cidades, aqui os turistas dominam a paisagem! Se em Takamatsu, Matsuyama e Okayama cada vez que via um western, ficava a olhar, em Kyoto é mais o contrário… Mas há uma razão para tal, esta cidade é impressionante. Tem os templos mais incríveis, os bairros antigos mais bonitos e uma das culturas gastronómicas mais divertidas (izakaya). Tudo o que vi e vivi em Kyoto e Arashiyama, neste post! Kanazawa (2 dias) Kanazawa foi a cidade que mais me surpreendeu no Japão. É muito menos turística do que Kyoto e muito mais calma do que Tóquio, mas tem alguns dos bairros históricos mais bem preservados do país. Para além disso, a cidade em si é muito agradável, é famosa pelo seu peixe e comer sushi aqui é obrigatório. O jardim Kenrokuen está no pódio dos melhores jardins Japoneses, acompanhado dos já referidos jardins de Okayama e Takamatsu. No terceiro domingo de cada mês há um café onde vários Japoneses se reúnem para ensinarem turistas que passam na rua como fazer Origami. Eu fui “raptada” por duas senhoras com os seus 60/70 anos, super fofinhas, que me ensinaram a fazer cisnes, chapéus e peixinhos! É no mesmo edifício do “City Town Hall”. Hostel: Good Neighbors Hostel, um dos melhores hostels da minha vida. Para além das condições impecáveis, todas as noites oferecem vinho de ameixa (plum wine) a todos os hospedes, o que faz com que toda a gente se reúna a conversar e beber, mesmo que o “vinho” não seja grande coisa. Nagano e Matsumoto (1 dia) Nagano é uma cidade muito pequenina, mas com o seu charme. Se fores lá só por causa do Castelo de Matsumoto, mais vale ires directamente para Matsumoto. Mas se tiveres interesse em ver a área há um templo giro e alguns dos melhores restaurantes que experimentei no Japão. Esta zona é particularmente concorrida no inverno por causa das suas montanhas (perfeitas para esquiar), vida selvagem (macacos das neves) e pelas vilas de Narai – Juku, Nagiso e Shirakawa. Infelizmente não tinha nem tempo nem dinheiro para ver tudo. Matsumoto em si também é pequeno, vê-se em meio-dia. Tem o castelo mais famoso do Japão, que é impressionante por fora, mas por dentro não tem nada (como todos os castelos do Japão). Surpreendentemente, o que mais gostei em Matsumoto foi o City Museum of Art que tem uma fantástica exibição da artista Kusama Yayoi. Vale mesmo a pena! Hostel: 1166 Backpackers em Nagono. Hostel muito simples, mas com um ambiente espectacular. Osaka (2/3 dias) Apesar da minha recomendação ser passar 2 ou 3 dias em Osaka, eu na verdade passei lá uma noite! Tinha planeado 3 noites, incluindo ir a Nara (local famoso pelos seus veados e templos) e ver a cidade em geral, mas depois mudei de ideias e decidi ir para Wakayama à última hora. Por isso, o que é que eu aconselho a fazer em Osaka? O Pub Crawl de Osaka! Por coincidência um amigo meu alemão estava lá ao mesmo tempo que eu e disse-me que tínhamos que ir fazer este pub crawl. Gostei imenso, é óptimo para conhecer pessoas e são umas horas bem passadas em Osaka, uma cidade que vive da noite e se ilumina com os seus neons! Aquele sorriso mesmo sóbrio… Hostel: Backpackers Hotel Toyo Osaka, um dos hostels mais baratos do Japão (Aleluia!) e tem quartos privados! Perfeito! Wakayama: Tanabe, Shirahama, Nachisan (3 dias) E foi em Wakayama que acabei a minha viagem. Por falta de planeamento não consegui ver tudo o que queria, ou fazer todas as caminhadas (também por causa do calor), mas mesmo assim, a nível natural, esta parte do Japão é incrível. Aqui estão os meus sítios preferidos: Sakinoyu Onsen, Shirahama: Durante um mês inteiro ouvi maravilhas sobre os onsen japoneses, mas nunca tive muita curiosidade em ir a um. Despir-me integralmente para tomar um banho quente com outras pessoas é um conceito um bocado estranho para mim. Mas quando fui ao posto turístico de Tanabe e me falaram neste onsen que é em cima da praia, conseguiram despertar a minha atenção. E lá fui. No início é um bocado estranho de facto, e o mais engraçado é que os japoneses vão para o onsen 20 ou 30 minutos e depois vão embora. Eu cá, como tive que pagar, achei por bem ficar lá horas mesmo que não seja muito saudável. Este onsen vale mesmo a pena, é o sítio perfeito para relaxar. Nachisan: Esta é uma zona de peregrinação muito antiga no Japão e por isso tem várias caminhadas, templos e onsen para visitar. Para planeares a tua viagem a esta zona aconselho-te a comprar um guia Lonely Planet ou algo do género uma vez que a informação online é escassa e complicada. Também podes ir ao ponto de turismo de Tanabe, considerado o melhor da zona. Acredita, eles têm todos horários e mapas possíveis. Devido ao pouco tempo que tinha, decidi apanhar o primeiro comboio da manhã de Tanabe até Kii-Katsuura, a viagem é bastante bonita, pela costa. Depois, apanhei o autocarro em direcção a Daimon Kara, uma escada de 267 degraus de pedra rodeada de uma floresta verdejante que lhe confere uma atmosfera muito mística. Se continuares sempre a subir vais encontrar o Kumano Nachi Taisha (templo Kumano) e a Seiganto-ji (Pagoda), que em conjunto com as cascatas, resulta numa das paisagens mais bonitas do Japão. Ao descer, podes passar pela “parte de baixo” das Nachi Falls, umas das cascatas mais famosas do Japão, com 133 metros de altura! Três semanas no Japão passam num instante. Num país com uma riqueza tão grande a nível de património cultural e paisagístico é difícil escolher o que ver e o que deixar de fora. O meu conselho é planeia, planeia, planeia! Lê blogs, livros, vê roteiros e adapta ao teu gosto. É um país ao qual adoraria voltar, desta vez no Outono ou Primavera, principalmente para ver as aldeias mais escondidas. Mas isso fica para a próxima 😉

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A minha viagem pelo Japão é capaz de ter sido a minha viagem menos planeada de sempre. Porquê? Por que comprei o voo de Manila para Tóquio 5 dias antes da viagem em si. Como tal, a minha viagem foi acontecendo e foi sendo planeada consoante os conselhos das pessoas que fui conhecendo.

Acho que acabei por não me sair muito mal, vi imensos sítios, trabalhei em troca de comida e alojamento, fiz couchsurfing e até fui à praia! Este país é surpreendente em todos os sentidos. A comida é maravilhosa, uma das melhores que já experimentei, as paisagens, templos e jardins são de um detalhe e perfeição invencíveis e há um contraste enorme entre o lado mais tradicional e conservador e o lado mais excêntrico e espalhafatoso dos japoneses.

Aqui fica o meu itinerário de três semanas para um país que precisa de anos para ser visto e compreendido.

Tóquio, Kamakura e Mt. Fuji (5 dias) 

Como quase todas as pessoas que viajam até ao Japão, a minha primeira paragem foi Tóquio. A cidade dos neons, dos cosplays, dos salões de jogos, mas também de templos importantes, jardins e mercados históricos. Este contraste torna Tóquio numa das cidades mais interessantes do Japão.

Não muito longe estão também Kamakura e o Mt. Fuji, dois locais fascinantes e que podem ser facilmente visitados numa day trip. Se quiseres saber mais sobre Tóquio e o que fazer durante os teus dias nesta zona, lê este post.

Matsuayama (1 dia)

A partir do momento em que aceitei fazer Workaway nas montanhas à volta de Matsuyama o meu plano de viagem começou a moldar-se. Matsuyama não é uma cidade particularmente famosa, mas tem o seu encanto. A caminhada até ao castelo e o castelo em si (o exterior) são muito giros e esta cidade tem um dos onsen mais antigos do Japão.

Se estiveres interessado/a em saber mais sobre como trabalhar em troco de alojamento e comida, escrevi um post sobre o Workaway, uma plataforma que te permite fazer isso.

Takamatsu (1 dia)

Depois de 10 dias a trabalhar, estava na altura de voltar à estrada. De Matsuyama apanhei o comboio até Takamatsu e lá fiquei duas noites. No primeiro dia vi o jardim Ritsurin Koren, para mim, o melhor jardim do Japão. É simplesmente encantador. No Verão, tem uma infinidade de tons de verde e todo o jardim está arranjado com uma precisão só atingível no Japão.

Por alguma razão, Takamatsu foi uma das minhas cidades preferidas. Não é das mais bonitas ou animadas, mas tem boa comida, pessoas simpáticas e um ambiente muito descontraído. E tem o mar ao lado!

Hostel: Traditional Apartment, muito bom e o dono tem óptimos conselhos sobre os melhores restaurantes da zona.

Naoshina e Teshima (1 dia cada)

As duas ilhas mais criativas do Japão estão a uma viagem de ferry de Takamatsu. Naoshima e Teshima têm dois dos melhores museus do mundo e acho que são dos sítios mais relevantes do Japão. Tudo sobre estes refúgios de arte neste post.

Postcard i bought in Teshima Art Museum

Okayama (1 dia)

Decidi fazer uma paragem em Okayama enquanto viajava entre Naoshima e Kyoto. Infelizmente não foi uma cidade que me tenha agradado particularmente, não encontrei nenhum sítio de cortar a respiração, mas ao menos tem um jardim – Korakuen – e castelo bonitos! Se tiveres a viajar de comboio facilmente consegues evitar Okayama porque as viagens são muito mais rápidas e não precisas de fazer uma pausa.

Hostel: Kamp. É caro, mas as condições são muito boas e é muito perto da estação de comboios/autocarro.

Kyoto e Arashiyama (4 dias)

A cidade mais querida do Japão. Ao contrário de todas as outras cidades, aqui os turistas dominam a paisagem! Se em Takamatsu, Matsuyama e Okayama cada vez que via um western, ficava a olhar, em Kyoto é mais o contrário… Mas há uma razão para tal, esta cidade é impressionante. Tem os templos mais incríveis, os bairros antigos mais bonitos e uma das culturas gastronómicas mais divertidas (izakaya).

Tudo o que vi e vivi em Kyoto e Arashiyama, neste post!

Kanazawa (2 dias)

Kanazawa foi a cidade que mais me surpreendeu no Japão. É muito menos turística do que Kyoto e muito mais calma do que Tóquio, mas tem alguns dos bairros históricos mais bem preservados do país. Para além disso, a cidade em si é muito agradável, é famosa pelo seu peixe e comer sushi aqui é obrigatório. O jardim Kenrokuen está no pódio dos melhores jardins Japoneses, acompanhado dos já referidos jardins de Okayama e Takamatsu.

No terceiro domingo de cada mês há um café onde vários Japoneses se reúnem para ensinarem turistas que passam na rua como fazer Origami. Eu fui “raptada” por duas senhoras com os seus 60/70 anos, super fofinhas, que me ensinaram a fazer cisnes, chapéus e peixinhos! É no mesmo edifício do “City Town Hall”.

Hostel: Good Neighbors Hostel, um dos melhores hostels da minha vida. Para além das condições impecáveis, todas as noites oferecem vinho de ameixa (plum wine) a todos os hospedes, o que faz com que toda a gente se reúna a conversar e beber, mesmo que o “vinho” não seja grande coisa.

Nagano e Matsumoto (1 dia)

Nagano é uma cidade muito pequenina, mas com o seu charme. Se fores lá só por causa do Castelo de Matsumoto, mais vale ires directamente para Matsumoto. Mas se tiveres interesse em ver a área há um templo giro e alguns dos melhores restaurantes que experimentei no Japão. Esta zona é particularmente concorrida no inverno por causa das suas montanhas (perfeitas para esquiar), vida selvagem (macacos das neves) e pelas vilas de Narai – Juku, Nagiso e Shirakawa. Infelizmente não tinha nem tempo nem dinheiro para ver tudo.

Matsumoto em si também é pequeno, vê-se em meio-dia. Tem o castelo mais famoso do Japão, que é impressionante por fora, mas por dentro não tem nada (como todos os castelos do Japão). Surpreendentemente, o que mais gostei em Matsumoto foi o City Museum of Art que tem uma fantástica exibição da artista Kusama Yayoi. Vale mesmo a pena!

Castelo de Matsumoto
Museu de Arte da Cidade de Matsumoto

Hostel: 1166 Backpackers em Nagono. Hostel muito simples, mas com um ambiente espectacular.

Osaka (2/3 dias)

Apesar da minha recomendação ser passar 2 ou 3 dias em Osaka, eu na verdade passei lá uma noite! Tinha planeado 3 noites, incluindo ir a Nara (local famoso pelos seus veados e templos) e ver a cidade em geral, mas depois mudei de ideias e decidi ir para Wakayama à última hora.

Por isso, o que é que eu aconselho a fazer em Osaka? O Pub Crawl de Osaka! Por coincidência um amigo meu alemão estava lá ao mesmo tempo que eu e disse-me que tínhamos que ir fazer este pub crawl. Gostei imenso, é óptimo para conhecer pessoas e são umas horas bem passadas em Osaka, uma cidade que vive da noite e se ilumina com os seus neons!


Aquele sorriso mesmo sóbrio…

Hostel: Backpackers Hotel Toyo Osaka, um dos hostels mais baratos do Japão (Aleluia!) e tem quartos privados! Perfeito!

Wakayama: Tanabe, Shirahama, Nachisan (3 dias)

E foi em Wakayama que acabei a minha viagem. Por falta de planeamento não consegui ver tudo o que queria, ou fazer todas as caminhadas (também por causa do calor), mas mesmo assim, a nível natural, esta parte do Japão é incrível. Aqui estão os meus sítios preferidos:

Sakinoyu Onsen, Shirahama: Durante um mês inteiro ouvi maravilhas sobre os onsen japoneses, mas nunca tive muita curiosidade em ir a um. Despir-me integralmente para tomar um banho quente com outras pessoas é um conceito um bocado estranho para mim. Mas quando fui ao posto turístico de Tanabe e me falaram neste onsen que é em cima da praia, conseguiram despertar a minha atenção. E lá fui. No início é um bocado estranho de facto, e o mais engraçado é que os japoneses vão para o onsen 20 ou 30 minutos e depois vão embora. Eu cá, como tive que pagar, achei por bem ficar lá horas mesmo que não seja muito saudável. Este onsen vale mesmo a pena, é o sítio perfeito para relaxar.

Nachisan: Esta é uma zona de peregrinação muito antiga no Japão e por isso tem várias caminhadas, templos e onsen para visitar. Para planeares a tua viagem a esta zona aconselho-te a comprar um guia Lonely Planet ou algo do género uma vez que a informação online é escassa e complicada. Também podes ir ao ponto de turismo de Tanabe, considerado o melhor da zona. Acredita, eles têm todos horários e mapas possíveis. Devido ao pouco tempo que tinha, decidi apanhar o primeiro comboio da manhã de Tanabe até Kii-Katsuura, a viagem é bastante bonita, pela costa. Depois, apanhei o autocarro em direcção a Daimon Kara, uma escada de 267 degraus de pedra rodeada de uma floresta verdejante que lhe confere uma atmosfera muito mística. Se continuares sempre a subir vais encontrar o Kumano Nachi Taisha (templo Kumano) e a Seiganto-ji (Pagoda), que em conjunto com as cascatas, resulta numa das paisagens mais bonitas do Japão. Ao descer, podes passar pela “parte de baixo” das Nachi Falls, umas das cascatas mais famosas do Japão, com 133 metros de altura!

Três semanas no Japão passam num instante. Num país com uma riqueza tão grande a nível de património cultural e paisagístico é difícil escolher o que ver e o que deixar de fora. O meu conselho é planeia, planeia, planeia! Lê blogs, livros, vê roteiros e adapta ao teu gosto. É um país ao qual adoraria voltar, desta vez no Outono ou Primavera, principalmente para ver as aldeias mais escondidas. Mas isso fica para a próxima 😉

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De Antália a Izmir e os 1000 quilómetros de mota (3/3) https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/07/610/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=610 https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/07/610/#comments Wed, 07 Sep 2016 21:21:24 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=610 Bodrum Em 2014 fizemos (eu e o Mehmet) uma visita flash a Bodrum. O nosso objectivo era chegar às Ilhas Gregas e Bodrum é um dos melhores sítios na Turquia para tal. É uma cidade portuária pequenina, boa para conhecer durante um dia. Alaçati Alaçati parece que foi construída única e exclusivamente para tirar fotos para o Instagram. É uma pequena vila, conhecida por todos os turcos como “o sítio onde todos os famosos e ricos vão passar férias”. Alaçati tem cafés e restaurantes que parecem saídos das Ilhas Gregas, concept stores dignas de Berlim ou Barcelona e os preços de Paris. Por preços de Paris, compreende-se: Apeteceu-me um gelado. Sentámo-nos num café. O empregado trouxe o menu. Arregalámos os olhos. Saímos do café. Fomos comprar um Magnum ao supermercado ao lado. Estava soberbo 😀 Ficámos alojados em Çesme num hotel/hostel. Os preços são mais comedidos do que em Alaçati e tem praia. Sirence & Selçuk Os operadores turísticos vendem Sirince como a zona vitivinícola de onde saem os melhores vinhos da Turquia. É mentira. Toda a gente que já provou vinho sabe que aquilo que lá se vende não é vinho, muito menos o menos do melhor. Vinho de alperce, morangos, framboesas e sabe lá deus de mais o quê, todos em garrafas com rótulos com um belo design, feitos para agradar ao turista mais céptico. Mas Sirince vale a pela visitar pela vila e paisagem em si. Casas otomanas brancas, uma paisagem verdejante que muitas vezes se funde com as habitações e ruas ainda com mais locais do que turistas. É bom visitar fora de uma tour organizada porque normalmente não dão tempo suficiente para ver a vila como deve ser. Ephesus Não existe vídeo promocional Turco que não tenha pelo menos uma referência a Ephesus. Esta cidade em ruínas é uma das maiores e mais bem conservadas cidades “Greco-Romanas” do Mundo. Eu adoro ruínas, e estas são umas das melhores que já vi. Há partes tão bem conservadas e reconstituídas que conseguia imaginar os Romanos a passearem-se por aquelas ruas com as suas togas e a viver ali a sua vida. Izmir As memórias que tenho de Izmir são um pouco agridoces. Se por um lado passei lá um dia muito giro de passeio com os meus amigos em 2013, em 2015 Izmir – mais concretamente o aeroporto – foi o palco do meu breakup com o meu namorado e com a Turquia (há palavra para isto em português?!!) o que fez com que as minhas recordações de Izmir sejam de um dia agoniante que acabou com soluços, ranho e lágrimas. Para não parecer que é um sítio horrível, aqui vai o meu Izmir de 2013: Izmir é a cidade mais europeia da Turquia e a cidade mais admirada pelos turcos. Não sei porquê, mas cada vez que se fala de Izmir com pessoas turcas, parece que estamos a falar assim dum lugar idílico e distante, tipo Nárnia. Ainda não percebi bem essa cena. Acho que para viver deve ser das melhores cidades, de facto. É moderna, a mentalidade é mais aberta que o normal, os sinais da mão da religião são mais leves comparativamente ao resto da Turquia. Para turismo, não é a 8ª maravilha do mundo. Tem uma torre de relógio engraçada e é basicamente isso. E foi assim que chegou ao fim a minha aventura Turca. Foram duas semanas inesquecíveis que guardo com muito carinho. Acho que foram as férias mais baratas da minha vida porque custaram uns 200€ (sem contar com o parapente) e no fim, na minha conta turca tinha 25 Liras. Ajudou o facto de comermos consecutivamente sandes de tomate com queijo, tomate com atum e tomate com queijo e fiambre (de vaca)… também foi bom para perder um ou dois quilos. Não comi tomate durante o mês seguinte! That’s all folks!

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Bodrum

Em 2014 fizemos (eu e o Mehmet) uma visita flash a Bodrum. O nosso objectivo era chegar às Ilhas Gregas e Bodrum é um dos melhores sítios na Turquia para tal. É uma cidade portuária pequenina, boa para conhecer durante um dia.

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Alaçati

Alaçati parece que foi construída única e exclusivamente para tirar fotos para o Instagram. É uma pequena vila, conhecida por todos os turcos como “o sítio onde todos os famosos e ricos vão passar férias”. Alaçati tem cafés e restaurantes que parecem saídos das Ilhas Gregas, concept stores dignas de Berlim ou Barcelona e os preços de Paris. Por preços de Paris, compreende-se:

Apeteceu-me um gelado. Sentámo-nos num café. O empregado trouxe o menu. Arregalámos os olhos. Saímos do café. Fomos comprar um Magnum ao supermercado ao lado. Estava soberbo 😀

Ficámos alojados em Çesme num hotel/hostel. Os preços são mais comedidos do que em Alaçati e tem praia.

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Sirence & Selçuk

Os operadores turísticos vendem Sirince como a zona vitivinícola de onde saem os melhores vinhos da Turquia. É mentira. Toda a gente que já provou vinho sabe que aquilo que lá se vende não é vinho, muito menos o menos do melhor. Vinho de alperce, morangos, framboesas e sabe lá deus de mais o quê, todos em garrafas com rótulos com um belo design, feitos para agradar ao turista mais céptico.

Mas Sirince vale a pela visitar pela vila e paisagem em si. Casas otomanas brancas, uma paisagem verdejante que muitas vezes se funde com as habitações e ruas ainda com mais locais do que turistas. É bom visitar fora de uma tour organizada porque normalmente não dão tempo suficiente para ver a vila como deve ser.

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Ephesus

Não existe vídeo promocional Turco que não tenha pelo menos uma referência a Ephesus. Esta cidade em ruínas é uma das maiores e mais bem conservadas cidades “Greco-Romanas” do Mundo. Eu adoro ruínas, e estas são umas das melhores que já vi. Há partes tão bem conservadas e reconstituídas que conseguia imaginar os Romanos a passearem-se por aquelas ruas com as suas togas e a viver ali a sua vida.

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Izmir

As memórias que tenho de Izmir são um pouco agridoces. Se por um lado passei lá um dia muito giro de passeio com os meus amigos em 2013, em 2015 Izmir – mais concretamente o aeroporto – foi o palco do meu breakup com o meu namorado e com a Turquia (há palavra para isto em português?!!) o que fez com que as minhas recordações de Izmir sejam de um dia agoniante que acabou com soluços, ranho e lágrimas.

Para não parecer que é um sítio horrível, aqui vai o meu Izmir de 2013:

Izmir é a cidade mais europeia da Turquia e a cidade mais admirada pelos turcos. Não sei porquê, mas cada vez que se fala de Izmir com pessoas turcas, parece que estamos a falar assim dum lugar idílico e distante, tipo Nárnia. Ainda não percebi bem essa cena. Acho que para viver deve ser das melhores cidades, de facto. É moderna, a mentalidade é mais aberta que o normal, os sinais da mão da religião são mais leves comparativamente ao resto da Turquia. Para turismo, não é a 8ª maravilha do mundo. Tem uma torre de relógio engraçada e é basicamente isso.

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E foi assim que chegou ao fim a minha aventura Turca. Foram duas semanas inesquecíveis que guardo com muito carinho. Acho que foram as férias mais baratas da minha vida porque custaram uns 200€ (sem contar com o parapente) e no fim, na minha conta turca tinha 25 Liras. Ajudou o facto de comermos consecutivamente sandes de tomate com queijo, tomate com atum e tomate com queijo e fiambre (de vaca)… também foi bom para perder um ou dois quilos.

Não comi tomate durante o mês seguinte!

That’s all folks!

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De Antália a Izmir e os 1000 quilómetros de mota (2/3) https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/06/de-antalia-a-izmir-e-os-1000-quilometros-de-mota-23/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=de-antalia-a-izmir-e-os-1000-quilometros-de-mota-23 https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/06/de-antalia-a-izmir-e-os-1000-quilometros-de-mota-23/#comments Tue, 06 Sep 2016 22:11:49 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=587 Kas: Esta foi a primeira vez que a dura realidade das viagens de mota me atingiu. Atingiu-me nas costas e no rabo! De Olympos até Kas são uns 140 KM, que de carro até se faz muito bem, mas de mota são quase 4 horas de sofrimento. Anyway. Kas: a vila mais perfeita da costa Turca. Não há nada para não gostar em Kas, só os preços. Ficámos novamente numa tendinha, mas nesta vez era quase uma tenda de luxo. Casa de banho ao lado, pequeno-almoço incluído e um cão bebé que gostava de nos morder os pés (mas era adorável). Dois minutos de mota depois estávamos no centro, a passear entre casas otomanas e restaurantes e cafés dignos do Pinterest. Durante dois dias perdemos a cabeça e fomos comer um bolo e beber um copo de vinho ao Dedikodu, que tem um terraço com vista a marina. É das melhores memórias que tenho de Kas por isso foram uns 7 euros bem gastos! Durante o dia dá para visitar as praias de Kas ou ir a Kaputas, a praia mais conhecida. Também existem várias day trips, mas por falta de fundos decidimos andar a torrar de praia em praia. No último dia fizemos uma snorkeling trip para ver peixinhos 🙂 Fethiye Sei que isto parece cliché, mas guardo para mim um dos dias da estadia em Fethiye como um dos melhores dias da minha curta existência. Por duas razões: andar de parapente e viajar pela estrada mais bonita que já vi. Em Fethiye encontrámos um género de “paraíso fiscal” dos pobres. Jantares a 3 ou 4€, quartos privados com casa de banho a 10€ por noite e bolos na marina a 1€ em vez de 5 como em Kas 😀 A atracção mais conhecida de Fethiye é, sem dúvida, a descida de parapente desde uma montanha de dois mil metros. Nunca tinha pensado em fazer parapente, mas depois de ver as fotografias da vista que se consegue lá de cima, não havia como escapar ao facto de ter de o fazer. E foi incrível. As pessoas que saltam connosco (e que têm a nossa vidinha nas mãos) fazem cerca de 4 ou 5 saltos por dia, por isso nem nos dão tempo para ter medo. Vestem-nos uns casacos, pões lá aquelas fitas de segurança, dizem algo como “quando eu disser anda, tu andas; quando disser corre, tu corres e quando disser senta-te, tu sentas-te” e é isto. Em menos de um minuto estava a seguir as instruções e quando chegamos ao fim do “precipício” já estávamos a voar. No início foi um bocado assustador porque “lá em cima”, ou seja, a uns 2300 ou 2500 metro há imenso vento e não estava nada à espera disso. Depois habituei-me e enquanto sobrevoar o mar, sentadinha confortavelmente a olhar para uma praia com água turquesa e montanhas à volta… Sentia-me simplesmente feliz. O mais perigoso é mesmo a aterragem que é feita numa área pedonal onde as pessoas em vez de se desviarem ficam a olhar tipo parvas para aqueles pombos gigantes que decidem aterrar por ali. Como se isto não bastasse para ser um dia perfeito, usámos o resto da tarde para ir dar um mergulho e quando o sol já ia baixo, lançamo-nos à estrada para vermos o Vale das Borboletas (a outra grande atracção de Fethiye) de cima – o vale só é acessível por barco. Não estava minimamente à espera que esta estrada fosse tão espectacular… até tartarugas a atravessar a estrada havia! O Vale das Borboletas é muito melhor visto de cima, a praia em si é uma desilusão porque é um ponto de paragem para todas as santas viagens de barco na região o que estraga um bocado o lema do “paraíso intocado”. Dalyan 2015 foi também a segunda vez que fui a Dalyan. Quis regressar porque simplesmente tem praia que considero ser a melhor da Turquia. E passo aos meus argumentos: – só da para se chegar à praia de barco, o que significa menos gente que o resto das praias. O caminho demora cerca de 20 minutos num pequeno barco que recolhe as pessoas dos hotéis e hostels e faz um caminho serpenteado pelo meio de uma vasta floresta de canas. – no caminho, para além de se ver as ruinas lycias também se vislumbram tartarugas bem grandes que habitam por ali – a praia é tudo o que uma pessoa que está habituada às praias da Portuguesas pode querer: é gigante (pode-se andar a pé durante horas), tem areia, não tem multidões, tem ondas não demasiado grandes e tem água quente (que é o que falta às praias da Portuguesas. Sempre.). Não há nenhuma praia que me dê tanto prazer como esta. Consigo estar horas a fazer carreirinhas na água sem ficar a tremer e no fim ainda posso deitar-me numa toalha no chão em vez de numa cadeira paga porque não vou ficar com as costas todas doridas 😀 Ficámos no Dalyan Camping e recomendo!   A viagem interminável continua aqui!

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Kas: Esta foi a primeira vez que a dura realidade das viagens de mota me atingiu. Atingiu-me nas costas e no rabo! De Olympos até Kas são uns 140 KM, que de carro até se faz muito bem, mas de mota são quase 4 horas de sofrimento.

Anyway. Kas: a vila mais perfeita da costa Turca.

Não há nada para não gostar em Kas, só os preços. Ficámos novamente numa tendinha, mas nesta vez era quase uma tenda de luxo. Casa de banho ao lado, pequeno-almoço incluído e um cão bebé que gostava de nos morder os pés (mas era adorável). Dois minutos de mota depois estávamos no centro, a passear entre casas otomanas e restaurantes e cafés dignos do Pinterest. Durante dois dias perdemos a cabeça e fomos comer um bolo e beber um copo de vinho ao Dedikodu, que tem um terraço com vista a marina. É das melhores memórias que tenho de Kas por isso foram uns 7 euros bem gastos!

Kaputas
Kaputas
Snorkeling
Snorkeling
Kas
Kas
Kaputas
Kaputas

Durante o dia dá para visitar as praias de Kas ou ir a Kaputas, a praia mais conhecida. Também existem várias day trips, mas por falta de fundos decidimos andar a torrar de praia em praia. No último dia fizemos uma snorkeling trip para ver peixinhos 🙂

Fethiye

Sei que isto parece cliché, mas guardo para mim um dos dias da estadia em Fethiye como um dos melhores dias da minha curta existência. Por duas razões: andar de parapente e viajar pela estrada mais bonita que já vi. Em Fethiye encontrámos um género de “paraíso fiscal” dos pobres. Jantares a 3 ou 4€, quartos privados com casa de banho a 10€ por noite e bolos na marina a 1€ em vez de 5 como em Kas 😀

A atracção mais conhecida de Fethiye é, sem dúvida, a descida de parapente desde uma montanha de dois mil metros. Nunca tinha pensado em fazer parapente, mas depois de ver as fotografias da vista que se consegue lá de cima, não havia como escapar ao facto de ter de o fazer. E foi incrível.

As pessoas que saltam connosco (e que têm a nossa vidinha nas mãos) fazem cerca de 4 ou 5 saltos por dia, por isso nem nos dão tempo para ter medo. Vestem-nos uns casacos, pões lá aquelas fitas de segurança, dizem algo como “quando eu disser anda, tu andas; quando disser corre, tu corres e quando disser senta-te, tu sentas-te” e é isto. Em menos de um minuto estava a seguir as instruções e quando chegamos ao fim do “precipício” já estávamos a voar. No início foi um bocado assustador porque “lá em cima”, ou seja, a uns 2300 ou 2500 metro há imenso vento e não estava nada à espera disso. Depois habituei-me e enquanto sobrevoar o mar, sentadinha confortavelmente a olhar para uma praia com água turquesa e montanhas à volta… Sentia-me simplesmente feliz.

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Skywalkers. Parapente + Fotos e vídeos = +- 100€

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WATCH OUT, WATCH OUT, WATCH OUT!!!!

O mais perigoso é mesmo a aterragem que é feita numa área pedonal onde as pessoas em vez de se desviarem ficam a olhar tipo parvas para aqueles pombos gigantes que decidem aterrar por ali.

Como se isto não bastasse para ser um dia perfeito, usámos o resto da tarde para ir dar um mergulho e quando o sol já ia baixo, lançamo-nos à estrada para vermos o Vale das Borboletas (a outra grande atracção de Fethiye) de cima – o vale só é acessível por barco. Não estava minimamente à espera que esta estrada fosse tão espectacular… até tartarugas a atravessar a estrada havia!

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Estrada!
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Vale das Borboletas

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Tartarugaaaaa

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O Vale das Borboletas é muito melhor visto de cima, a praia em si é uma desilusão porque é um ponto de paragem para todas as santas viagens de barco na região o que estraga um bocado o lema do “paraíso intocado”.

Dalyan

2015 foi também a segunda vez que fui a Dalyan. Quis regressar porque simplesmente tem praia que considero ser a melhor da Turquia. E passo aos meus argumentos:

– só da para se chegar à praia de barco, o que significa menos gente que o resto das praias. O caminho demora cerca de 20 minutos num pequeno barco que recolhe as pessoas dos hotéis e hostels e faz um caminho serpenteado pelo meio de uma vasta floresta de canas.

– no caminho, para além de se ver as ruinas lycias também se vislumbram tartarugas bem grandes que habitam por ali

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Qual marés vivas qual quê!

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– a praia é tudo o que uma pessoa que está habituada às praias da Portuguesas pode querer: é gigante (pode-se andar a pé durante horas), tem areia, não tem multidões, tem ondas não demasiado grandes e tem água quente (que é o que falta às praias da Portuguesas. Sempre.). Não há nenhuma praia que me dê tanto prazer como esta. Consigo estar horas a fazer carreirinhas na água sem ficar a tremer e no fim ainda posso deitar-me numa toalha no chão em vez de numa cadeira paga porque não vou ficar com as costas todas doridas 😀

 

A viagem interminável continua aqui!

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De Antália a Izmir e os 1000 quilómetros de mota (1/3) https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/06/antalia-izmir-turquia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=antalia-izmir-turquia https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/06/antalia-izmir-turquia/#comments Tue, 06 Sep 2016 21:04:39 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=550 A costa da Turquia é um dos meus sítios preferidos neste mundo. Felizmente já tive a oportunidade de visitar diferentes partes em três anos (2013, 2014 e 2015) e nunca desilude. A água é azul-turquesa, limpa e quente. A paisagem é rochosa, verde e muitos sítios permanecem, ainda, intocados. Há de tudo: desde ruínas com milhares de anos em praias paradisíacas e anfiteatros no meio das montanhas a tartarugas a passear calmamente (ou não seriam elas tartarugas) pelas estradas. No Verão de 2015, eu e o meu namorado da altura (Turco) fizemos uma road trip de mota desde Antália até Izmir. Foram duas semanas de praia, sol, mergulhos, intensas dores de costas, poupanças e contagens até ao último cêntimo (ou kurus, neste caso). Se estás a pensar fazer uma viagem por esta parte da Turquia, aqui estão os sítios que têm que estar a tua lista: Antália Antália tem um lugar especial no meu coração por razões que já expliquei aqui e aqui. Não é de longe a cidade mais bonita da Turquia, mas tem aquele ambiente descontraído de cidade à beira mar sem ser uma seca total. A parte mais antiga – Kaleiçi  (nas fotos) – tem uma personalidade forte, distinguindo-se pelas suas casas otomanas recentemente restauradas e pelo chão em pedra. O miradouro e a baía têm uma vista imperdível sobre as montanhas, a cidade e o pôr-do-sol. Segue-se um jantar no maravilhoso Castle Café Bar (a vista compensa os preços turísticos) e acreditamos que chegámos ao céu 🙂 Recomendação de refeição low cost: Çitir Balik (sandes de todo o tipo de peixe com salada e molhos à descrição!) Antália é também a rainha das “day-trips” uma vez que está rodeada de sítios que devem ser visitados. Aspendus Side Kursunlu Waterfalls Apesar de ser possível ir a estes sítios de autocarro, todas as agências de viagens de Antália têm tours que combinam as 3 atracções (mais Perge) num dia e a preços razoáveis. Para quem não quer perder muito tempo acho que é a opção perfeita. Eu fiz a minha com a Solymos Travel com um guia muito simpático e um grupo só de 10 pessoas. Termessos Termessos é dos sítios mais difíceis de chegar devido à falta de informação na internet. Quando se tem carro é fácil, quando não se tem há que usar a imaginação. Claro que nós (eu e uma amiga Romena) não tínhamos carro e fomos à aventura. Para lá, apanhámos um autocarro até à base do parque (sai frequentemente da estação de Antália). À entrada lá estava um táxi  – preparadíssimo à espera de clientes, porque a subir até à entrada a sério são umas 2/3 horas a pé – com o qual tivemos que negociar durante 5 minutos. “Somos estudantes”, “não temos dinheiro” e “então vamos a pé” são grandes argumentos. Passados 15 minutos: subida até à entrada a sério do parque, check! Descida: nada de táxis, ninguém parece ir descer de carro, por isso toca a ir a pé. “Ao menos a descer todos os santos ajudam”, pensámos nós tentando-nos conformar com o que nos esperava. Eis senão quando passa uma carrinha por nós, com dois homens que perguntam “querem boleia?”. Olhámos uma para a outra por trás dos nossos óculos escuros, e no segundo seguinte passou-nos isto pela cabeça: “podemos ser raptadas e violadas, mas as probabilidades não são assim tão altas e já estamos cansadas de andar a subir e a descer montanhas…”. Sorrimos uma para a outra sem nada verbalizar, acenámos e lá entrámos no carro. Felizmente a minha amiga falava turco, por isso ficou ela encarregue de dar conversa aos homens que até lhe perguntaram quanto é que ela ganhava (isto na Turquia é menos estranho do que parece) e um disse que era massagista e que devíamos ir ao spa dele. Tudo dentro da normalidade portanto. No fim, acabaram por nos deixar sãs e salvas e ainda hoje devem estar à espera de uma chamada nossa para ir ao spa. Dê por onde der, é uma paragem obrigatória quando se vai a Antália. Uma das experiências “top” desta viagem foi o picnic, depois de uma hora de subida, sentadas numa janela do anfiteatro. Olympos Olympos é a meca dos jovens turcos. É a zona mais descontraída da Turquia, conhecida pelas suas praias de sonho e pelas casas nas árvores (sim, os hostels são em cima das árvores). Tem tudo o que uma pessoa precisa: praia, montanhas flamejantes, ruínas (algumas na praia!) e sossego.   É um dos meus sítios preferidos na Turquia. Da última vez que lá estive (durante a viagem de mota) ficámos numa tendinha num parque de campismo muito simpático, chamado Olympos Woods. Era a opção mais barata e custou-nos cerca de 3 euros a cada por noite. Com um supermercado relativamente perto para comprar comida, é o sítio ideal para uns dias low cost. Claro que um paraíso no meio do nada tem os seus inconvenientes, porque quando se fica sem bateria na mota, o mecânico mais perto é a 90 quilómetros… pois… resolveu-se a empurrar uma mota por uma estrada toda escavacada adentro. Coisas giras que acontecem, mas vale a pena! Kekova Ou cidade afundada, é uma pequena ilha conhecida pelas suas ruínas submersas. Fui a Kekova em 2013 enquanto fazia voluntariado em Antália com a equipa do projecto. Tivemos a sorte de terem sido os turcos a organizar a coisa e tínhamos um barco só para nós (mega luxo!) durante um dia inteiro. Foi um dos meus dias preferidos enquanto estive a fazer voluntariado na Turquia. Apanhámos sol, o barco ia parando para mergulharmos na água mais azul que já vi, passámos por ruínas submersas (tenho um fraquinho por coisas antigas debaixo de água), almoçámos comidinhas turcas deliciosas no barco e acabámos o dia a visitar uma cidadezinha portuária e a nadar perto de túmulos com milhares de anos. Ficam as fotos e as saudades. Vídeo das duas semanas: A viagem continua aqui!

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A costa da Turquia é um dos meus sítios preferidos neste mundo. Felizmente já tive a oportunidade de visitar diferentes partes em três anos (2013, 2014 e 2015) e nunca desilude. A água é azul-turquesa, limpa e quente. A paisagem é rochosa, verde e muitos sítios permanecem, ainda, intocados. Há de tudo: desde ruínas com milhares de anos em praias paradisíacas e anfiteatros no meio das montanhas a tartarugas a passear calmamente (ou não seriam elas tartarugas) pelas estradas.

No Verão de 2015, eu e o meu namorado da altura (Turco) fizemos uma road trip de mota desde Antália até Izmir. Foram duas semanas de praia, sol, mergulhos, intensas dores de costas, poupanças e contagens até ao último cêntimo (ou kurus, neste caso).

Se estás a pensar fazer uma viagem por esta parte da Turquia, aqui estão os sítios que têm que estar a tua lista:

Antália

Antália tem um lugar especial no meu coração por razões que já expliquei aqui e aqui. Não é de longe a cidade mais bonita da Turquia, mas tem aquele ambiente descontraído de cidade à beira mar sem ser uma seca total. A parte mais antiga – Kaleiçi  (nas fotos) – tem uma personalidade forte, distinguindo-se pelas suas casas otomanas recentemente restauradas e pelo chão em pedra. O miradouro e a baía têm uma vista imperdível sobre as montanhas, a cidade e o pôr-do-sol. Segue-se um jantar no maravilhoso Castle Café Bar (a vista compensa os preços turísticos) e acreditamos que chegámos ao céu 🙂

Recomendação de refeição low cost: Çitir Balik (sandes de todo o tipo de peixe com salada e molhos à descrição!)

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Antália é também a rainha das “day-trips” uma vez que está rodeada de sítios que devem ser visitados.

Aspendus

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Kursunlu Waterfalls

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Apesar de ser possível ir a estes sítios de autocarro, todas as agências de viagens de Antália têm tours que combinam as 3 atracções (mais Perge) num dia e a preços razoáveis. Para quem não quer perder muito tempo acho que é a opção perfeita. Eu fiz a minha com a Solymos Travel com um guia muito simpático e um grupo só de 10 pessoas.

Termessos

Termessos é dos sítios mais difíceis de chegar devido à falta de informação na internet. Quando se tem carro é fácil, quando não se tem há que usar a imaginação. Claro que nós (eu e uma amiga Romena) não tínhamos carro e fomos à aventura. Para lá, apanhámos um autocarro até à base do parque (sai frequentemente da estação de Antália). À entrada lá estava um táxi  – preparadíssimo à espera de clientes, porque a subir até à entrada a sério são umas 2/3 horas a pé – com o qual tivemos que negociar durante 5 minutos. “Somos estudantes”, “não temos dinheiro” e “então vamos a pé” são grandes argumentos. Passados 15 minutos: subida até à entrada a sério do parque, check!

Descida: nada de táxis, ninguém parece ir descer de carro, por isso toca a ir a pé. “Ao menos a descer todos os santos ajudam”, pensámos nós tentando-nos conformar com o que nos esperava. Eis senão quando passa uma carrinha por nós, com dois homens que perguntam “querem boleia?”. Olhámos uma para a outra por trás dos nossos óculos escuros, e no segundo seguinte passou-nos isto pela cabeça: “podemos ser raptadas e violadas, mas as probabilidades não são assim tão altas e já estamos cansadas de andar a subir e a descer montanhas…”. Sorrimos uma para a outra sem nada verbalizar, acenámos e lá entrámos no carro. Felizmente a minha amiga falava turco, por isso ficou ela encarregue de dar conversa aos homens que até lhe perguntaram quanto é que ela ganhava (isto na Turquia é menos estranho do que parece) e um disse que era massagista e que devíamos ir ao spa dele. Tudo dentro da normalidade portanto. No fim, acabaram por nos deixar sãs e salvas e ainda hoje devem estar à espera de uma chamada nossa para ir ao spa.

Dê por onde der, é uma paragem obrigatória quando se vai a Antália. Uma das experiências “top” desta viagem foi o picnic, depois de uma hora de subida, sentadas numa janela do anfiteatro.

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Olympos

Olympos é a meca dos jovens turcos. É a zona mais descontraída da Turquia, conhecida pelas suas praias de sonho e pelas casas nas árvores (sim, os hostels são em cima das árvores). Tem tudo o que uma pessoa precisa: praia, montanhas flamejantes, ruínas (algumas na praia!) e sossego.   É um dos meus sítios preferidos na Turquia.

Da última vez que lá estive (durante a viagem de mota) ficámos numa tendinha num parque de campismo muito simpático, chamado Olympos Woods. Era a opção mais barata e custou-nos cerca de 3 euros a cada por noite. Com um supermercado relativamente perto para comprar comida, é o sítio ideal para uns dias low cost.

Olympos
Olympos
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Çirali/Olympos
Chimaera
Chimaera – a montanha flamejante cujas chamas nunca se apagam.
Phaselis - a melhor descoberta da viagem! - praia, ruínas e natureza, what else!
Phaselis – a melhor descoberta da viagem! – praia, ruínas e natureza, what else!

Claro que um paraíso no meio do nada tem os seus inconvenientes, porque quando se fica sem bateria na mota, o mecânico mais perto é a 90 quilómetros… pois… resolveu-se a empurrar uma mota por uma estrada toda escavacada adentro. Coisas giras que acontecem, mas vale a pena!

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Parque de Campismo
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Sim, foi nisto que fizemos 1000km…

Kekova

Ou cidade afundada, é uma pequena ilha conhecida pelas suas ruínas submersas. Fui a Kekova em 2013 enquanto fazia voluntariado em Antália com a equipa do projecto. Tivemos a sorte de terem sido os turcos a organizar a coisa e tínhamos um barco só para nós (mega luxo!) durante um dia inteiro. Foi um dos meus dias preferidos enquanto estive a fazer voluntariado na Turquia. Apanhámos sol, o barco ia parando para mergulharmos na água mais azul que já vi, passámos por ruínas submersas (tenho um fraquinho por coisas antigas debaixo de água), almoçámos comidinhas turcas deliciosas no barco e acabámos o dia a visitar uma cidadezinha portuária e a nadar perto de túmulos com milhares de anos. Ficam as fotos e as saudades.

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Vale tanto a pena!

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Cabrinha à vista!!!

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Vídeo das duas semanas:

A viagem continua aqui!

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Roménia: Um Segredo Bem Guardado https://www.mudancasconstantes.com/2015/05/05/pt-romenia-segredo-bem-guardado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pt-romenia-segredo-bem-guardado https://www.mudancasconstantes.com/2015/05/05/pt-romenia-segredo-bem-guardado/#respond Tue, 05 May 2015 19:36:10 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=187 Desfazendo mitos: A ideia que nós, Portugueses, temos da Roménia não é a melhor. Nem nós, nem o resto da Europa. A verdade é que foi formado um cliché à volta das palavras Roménia e Bulgária que remonta para pobreza, ciganos, crime e corrupção. E que como quase todos os clichés que existem sobre os países, está errado. O problema é que quase ninguém se dá ao trabalho de ir saber mais, pesquisar e visitar estes países exactamente pelos preconceitos. A Roménia é um país espectacular. Diverso, com imensa história, comida deliciosa (com alguns sabores que lembram Portugal) e com pessoas educadíssimas e simpáticas. O Começo Havia uma reunião de Erasmus há muito aguardada e foi decidido que a Roménia seria o destino perfeito. E não poderíamos ter escolhido melhor. Deixem-me apresentar-vos a Alexandra (Romena) e a Daniela (Moldava). Tendo a hospitalidade como um dos valores mais importantes da cultura romena, tal como em todos os países latinos, fomos recebidas de braços abertos por toda a família da Alexandra que nos acolheu em sua casa como se fossemos família. Posso afirmar, comida foi coisa que não faltou! A viagem Tínhamos cerca de 7 dias juntas e inúmeros sítios para visitar. E foi assim: Itinerário: 1º Dia – Castelo Peles & Sibiu: Elevar as expectativas O primeiro dia foi dedicado ao magnífico Palácio Peles, (que apesar de ter um nome terrível em português, é muito bonito!) e à cidade de Sibiu. Foram ambos agradáveis surpresas que me deixaram logo as expectativas elevadas para o resto da viagem. Em Sibiu tivemos o prazer (e a maldição) de experimentar Kurtos: um doce que na verdade é Húngaro mas que os Romenos adoram. É um género de massa doce que é cozida sobre brasas e depois polvilhada com canela (scortisoara em romeno) e/ou nozes. Imagens no vídeo no fim. É provável que ao longo deste post venham a perceber que somos todas doidas por comida e que essa foi uma das melhores partes da viagem (ou uma das actividades à qual dedicamos mais tempo. ) Restaurante Recomendado: Crama Sibiul Vechi – para uma refeição típica romena, num ambiente muito tradicional (o restaurante é dentro de uma adega). 2º Dia – Sighisora & Castelo Bran: O dia do Drácula Sighishora é provavelmente a mais típica e medieval aldeia (eu chamo a tudo aldeias, peço desculpa se for uma cidade) que visitamos. Ruas estreitas, torres de relógio, igrejas e casinhas coloridas são os ingredientes que fazem desta aldeia um sítio tão especial. É também o sítio onde Vlad, o Drácula, nasceu. Bolo Recomendado: Casa Cositorarului Depois de Sighisoara, era hora de irmos ver o castelo Bran onde o sr. Drácula morou. Ao contrário do Palácio Peles, este tem um estilo muito mais minimalista e frio. Vale a pena visitar por ser sinistro e pelas passagens secretas (a maior parte não é visitável, só visível). 3º Dia – Brasov: O dia em que basicamente só comemos Como dizia um homem sábio, Brasov tem invernos grátis. Portanto na manhã do terceiro dia acordamos para uma Brasov fria e com uma neve molhada. Mas isso não nos ia travar! Decididas a enfrentar o mau tempo, partimos. Apenas para perceber que era segunda-feira e que tudo o que é cultural fecha às segundas. Não querendo ser derrotadas pela chuva, subimos a torres, demos a volta à cidade, fomos à rua mais estreita da Roménia e quando já estávamos suficientemente molhadas e geladas, decidimos ir comer mais qualquer coisa.   Sugestão de restaurante: Casa Hirscher (Italiano) E como o tempo não melhorou, fomos comer a sobremesa ao Boutique Cafe Chocolat E como estava cada vez mais frio, fomos beber cervejas e comer amendoins no: For Sale Pub Este sítio foi provavelmente um dos mais memoráveis da nossa viagem. O conceito é simples: “bebe cerveja que nos oferecemos tantos amendoins quanto conseguirem comer. Mas como não estamos para limpar a javardice que vão fazer com as cascas, atirem-nas para o chão.” E como ainda não estávamos satisfeitas, achamos melhor ir beber uns shots e uns cocktails para um bar. E assim se passou o nosso terceiro dia! 4º Dia – Brasov e “let it snow” Apesar de nos ter desiludido com o tempo terrível do primeiro dia, Brasov decidiu compensar-nos com um dia de neve que tornou a cidade muito mais bonita (e algo natalícia). Infelizmente, o funicular que vai até ao cimo da montanha não estava a funcionar, por isso não chegamos a ver Brasov do topo. Mas subir até ao letreiro que diz Brasov é uma das paragens obrigatórias quando se visita. 5º,6º,7º Dias – Bucareste Bucareste é uma cidade confusa a nível arquitetónico mas isso faz parte do seu charme. Ora estamos a olhar para edifícios neo clássicos magníficos, ora estamos no meio de blocos cinzentos ( = arquitectura comunista). Bucareste é relaxada, cheia de gente jovem e com novos conceitos de comércio. Estes são os sítios que não podem perder: Mosteiro Stavropoleos | Parlamento (é melhor reservar antes por telefone) | Romanian Athenaeum |Lipscani (Parte antiga) | Carturesti Carusel. Depois de um dia repleto de actividades, fomos convidadas para ir ao restaurante que foi votado como sendo o melhor de Bucareste em 2014 – O Zexe. Recomendo a 100% a quem não estiver num orçamento apertado. É um festim de comida! À noite tínhamos o objectivo de ir beber uns copos e dançar mas descobrimos que na Páscoa não há nada NADA aberto em Bucareste, por isso fomos dormir! Como os outros dias foram mais calmos, deixo aqui os melhores momentos: O parque Dimitrie Gusti National Village Museum que tem um museu super querido com as casas tradicionais da Roménia.  Este parque também tem vários restaurantes e um percurso gigante para ser fazer de bicicleta. É um sítio a visitar se o tempo estiver bom.   Acrescento também o parque Carol e a Strada Xenofonscriitor Custos –          Comparando com o resto da Europa e mesmo com a Turquia, a Roménia é um país muito barato. Nos restaurantes bons um prato ronda os 5/6 euros (nos muito bons chega aos 10), mas em geral consegue-se comer bem por pouco dinheiro. –          Se tiveres um cartão estudante, leva-o! Porque vai-te poupar muito na entrada dos museus. Eles não são caros em geral mas com o cartão de estudante fica quase tudo a menos de um Euro Transportes –          Em Bucareste há metro que liga os pontos mais importantes da cidade. Um bilhete de ida e volta são 5 leu e um bilhete diário são 8 leu –          Ter um carro é muito útil para conhecer a Roménia, porque a maioria dos sítios não tem transportes frequentes. No entanto os hostels têm viagens até aos castelos e atrações mais conhecidas. –      O conceito de “boleia” não é estranho na Roménia, é até bastante comum. Contudo é provável que alguns condutores peçam uns trocos pela viagem. Cultura & Pessoas Tenho que confessar que fiquei ligeiramente apaixonada pelos romenos. Todos os que conheci foram tão simpáticos e sabiam inglês perfeitamente. Não podíamos ter pedido mais. A cultura é muito parecida à portuguesa. Adoramos comer, adoramos o nosso país, a nossa família e os nossos amigos, mas temos que emigrar para procurar uma vida melhor. Adoraríamos ficar mas de momento não podemos. Uma diferença que encontrei foi a paixão pelo exercício físico e pelo ar livre: nada os para. Todo sabem esquiar, mal o sol aparece já estão na rua a correr, a andar de patins ou de bicicleta. Levam os filhos para os parques onde brincam até ficar escuro. Como já perceberam, o melhor que têm a fazer é marcar o próximo voo para a Roménia! PS: Única coisa má: não peçam nada com fruta nos cafés e restaurantes, a fruta é de lata!

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Desfazendo mitos: A ideia que nós, Portugueses, temos da Roménia não é a melhor. Nem nós, nem o resto da Europa. A verdade é que foi formado um cliché à volta das palavras Roménia e Bulgária que remonta para pobreza, ciganos, crime e corrupção. E que como quase todos os clichés que existem sobre os países, está errado. O problema é que quase ninguém se dá ao trabalho de ir saber mais, pesquisar e visitar estes países exactamente pelos preconceitos.

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A Roménia é um país espectacular. Diverso, com imensa história, comida deliciosa (com alguns sabores que lembram Portugal) e com pessoas educadíssimas e simpáticas.

O Começo

Havia uma reunião de Erasmus há muito aguardada e foi decidido que a Roménia seria o destino perfeito. E não poderíamos ter escolhido melhor. Deixem-me apresentar-vos a Alexandra (Romena) e a Daniela (Moldava).

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Tendo a hospitalidade como um dos valores mais importantes da cultura romena, tal como em todos os países latinos, fomos recebidas de braços abertos por toda a família da Alexandra que nos acolheu em sua casa como se fossemos família. Posso afirmar, comida foi coisa que não faltou!

A viagem

Tínhamos cerca de 7 dias juntas e inúmeros sítios para visitar. E foi assim:

Itinerário:

1º Dia – Castelo Peles & Sibiu: Elevar as expectativas

O primeiro dia foi dedicado ao magnífico Palácio Peles, (que apesar de ter um nome terrível em português, é muito bonito!) e à cidade de Sibiu. Foram ambos agradáveis surpresas que me deixaram logo as expectativas elevadas para o resto da viagem.

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Em Sibiu tivemos o prazer (e a maldição) de experimentar Kurtos: um doce que na verdade é Húngaro mas que os Romenos adoram. É um género de massa doce que é cozida sobre brasas e depois polvilhada com canela (scortisoara em romeno) e/ou nozes. Imagens no vídeo no fim.

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Sibiu

É provável que ao longo deste post venham a perceber que somos todas doidas por comida e que essa foi uma das melhores partes da viagem (ou uma das actividades à qual dedicamos mais tempo. )

Restaurante Recomendado: Crama Sibiul Vechi – para uma refeição típica romena, num ambiente muito tradicional (o restaurante é dentro de uma adega).

2º Dia – Sighisora & Castelo Bran: O dia do Drácula

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Sighishora é provavelmente a mais típica e medieval aldeia (eu chamo a tudo aldeias, peço desculpa se for uma cidade) que visitamos. Ruas estreitas, torres de relógio, igrejas e casinhas coloridas são os ingredientes que fazem desta aldeia um sítio tão especial.

É também o sítio onde Vlad, o Drácula, nasceu.

Bolo Recomendado: Casa Cositorarului

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Depois de Sighisoara, era hora de irmos ver o castelo Bran onde o sr. Drácula morou. Ao contrário do Palácio Peles, este tem um estilo muito mais minimalista e frio. Vale a pena visitar por ser sinistro e pelas passagens secretas (a maior parte não é visitável, só visível).

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3º Dia – Brasov: O dia em que basicamente só comemos

Como dizia um homem sábio, Brasov tem invernos grátis. Portanto na manhã do terceiro dia acordamos para uma Brasov fria e com uma neve molhada. Mas isso não nos ia travar! Decididas a enfrentar o mau tempo, partimos. Apenas para perceber que era segunda-feira e que tudo o que é cultural fecha às segundas. Não querendo ser derrotadas pela chuva, subimos a torres, demos a volta à cidade, fomos à rua mais estreita da Roménia e quando já estávamos suficientemente molhadas e geladas, decidimos ir comer mais qualquer coisa.

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Sugestão de restaurante: Casa Hirscher (Italiano)

E como o tempo não melhorou, fomos comer a sobremesa ao Boutique Cafe Chocolat

E como estava cada vez mais frio, fomos beber cervejas e comer amendoins no: For Sale Pub

Este sítio foi provavelmente um dos mais memoráveis da nossa viagem. O conceito é simples: “bebe cerveja que nos oferecemos tantos amendoins quanto conseguirem comer. Mas como não estamos para limpar a javardice que vão fazer com as cascas, atirem-nas para o chão.”

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E como ainda não estávamos satisfeitas, achamos melhor ir beber uns shots e uns cocktails para um bar. E assim se passou o nosso terceiro dia!

4º Dia – Brasov e “let it snow”

Apesar de nos ter desiludido com o tempo terrível do primeiro dia, Brasov decidiu compensar-nos com um dia de neve que tornou a cidade muito mais bonita (e algo natalícia).

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Infelizmente, o funicular que vai até ao cimo da montanha não estava a funcionar, por isso não chegamos a ver Brasov do topo. Mas subir até ao letreiro que diz Brasov é uma das paragens obrigatórias quando se visita.

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5º,6º,7º Dias – Bucareste

Bucareste é uma cidade confusa a nível arquitetónico mas isso faz parte do seu charme. Ora estamos a olhar para edifícios neo clássicos magníficos, ora estamos no meio de blocos cinzentos ( = arquitectura comunista).

Bucareste é relaxada, cheia de gente jovem e com novos conceitos de comércio. Estes são os sítios que não podem perder:

Mosteiro Stavropoleos | Parlamento (é melhor reservar antes por telefone) | Romanian Athenaeum |Lipscani (Parte antiga) | Carturesti Carusel.

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Depois de um dia repleto de actividades, fomos convidadas para ir ao restaurante que foi votado como sendo o melhor de Bucareste em 2014 – O Zexe. Recomendo a 100% a quem não estiver num orçamento apertado. É um festim de comida!

À noite tínhamos o objectivo de ir beber uns copos e dançar mas descobrimos que na Páscoa não há nada NADA aberto em Bucareste, por isso fomos dormir!

Como os outros dias foram mais calmos, deixo aqui os melhores momentos:

O parque Dimitrie Gusti National Village Museum que tem um museu super querido com as casas tradicionais da Roménia.  Este parque também tem vários restaurantes e um percurso gigante para ser fazer de bicicleta. É um sítio a visitar se o tempo estiver bom.

 

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Acrescento também o parque Carol e a Strada Xenofonscriitor

Custos

–          Comparando com o resto da Europa e mesmo com a Turquia, a Roménia é um país muito barato. Nos restaurantes bons um prato ronda os 5/6 euros (nos muito bons chega aos 10), mas em geral consegue-se comer bem por pouco dinheiro.

–          Se tiveres um cartão estudante, leva-o! Porque vai-te poupar muito na entrada dos museus. Eles não são caros em geral mas com o cartão de estudante fica quase tudo a menos de um Euro

Transportes

–          Em Bucareste há metro que liga os pontos mais importantes da cidade. Um bilhete de ida e volta são 5 leu e um bilhete diário são 8 leu

–          Ter um carro é muito útil para conhecer a Roménia, porque a maioria dos sítios não tem transportes frequentes. No entanto os hostels têm viagens até aos castelos e atrações mais conhecidas.

–      O conceito de “boleia” não é estranho na Roménia, é até bastante comum. Contudo é provável que alguns condutores peçam uns trocos pela viagem.

Cultura & Pessoas

Tenho que confessar que fiquei ligeiramente apaixonada pelos romenos. Todos os que conheci foram tão simpáticos e sabiam inglês perfeitamente. Não podíamos ter pedido mais.

A cultura é muito parecida à portuguesa. Adoramos comer, adoramos o nosso país, a nossa família e os nossos amigos, mas temos que emigrar para procurar uma vida melhor. Adoraríamos ficar mas de momento não podemos.

Uma diferença que encontrei foi a paixão pelo exercício físico e pelo ar livre: nada os para. Todo sabem esquiar, mal o sol aparece já estão na rua a correr, a andar de patins ou de bicicleta. Levam os filhos para os parques onde brincam até ficar escuro.

Como já perceberam, o melhor que têm a fazer é marcar o próximo voo para a Roménia!

PS: Única coisa má: não peçam nada com fruta nos cafés e restaurantes, a fruta é de lata!

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