itinerário Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/itinerario/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 13:01:33 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png itinerário Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/itinerario/ 32 32 A essência do Líbano numa semana: dicas, informações úteis e itinerário https://www.mudancasconstantes.com/2019/05/11/libano-uma-semana-dicas-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=libano-uma-semana-dicas-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2019/05/11/libano-uma-semana-dicas-itinerario/#respond Sat, 11 May 2019 08:34:05 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5211 O Líbano é um destino de viagem improvável. A juntar à sua inconveniente posição geográfica entre a Síria e Israel, é um país com muito pouca infra-estrutura turística e até apelidado de caro. Todas estas características, aparentemente pouco apelativas, fazem do Líbano um país não prioritário para a maioria dos viajantes. E é aqui que se dá o twist: é a falta de turismo que torna o Líbano num país tão autêntico. As pessoas são maravilhosas, acolhedoras sem segundas intenções e genuínas. A comida é deliciosa, há história por todo o lado e tens tudo isto só para ti, porque ainda mais ninguém deu com o Líbano. Uma semana de férias foi tempo suficiente para quase tudo (é um país muito pequeno) e estas são as minhas dicas para preparares a tua viagem a este país tão singular. Como chegar: A Transavia, uma low cost holandesa, tem voos directos de Paris e Amesterdão para Beirut, três vezes por semana. Os nossos voos foram 200€, por pessoa, ida e volta. Não há voos directos de Portugal. Visto: Não é preciso visto, mas a entrada é negada às pessoas com o carimbo de Israel no passaporte. As filas para o controlo de passaporte são longas. Demorámos cerca de 90 minutos até ter o passaporte carimbado. Leva uma caneta para preencher o documento de chegada. Wifi: O aeroporto tem 30 minutos de wifi gratuito. Recomendo comprar um cartão SIM, principalmente para navegação ou Uber se for o caso. Eu comprei um de 500MB por cerca de 11 USD e deu perfeitamente para uma semana (só não podes andar no Instagram!) Transportes: A falta de transportes públicos é uma das coisas que pode afastar as pessoas do Líbano: praticamente não existem. Sendo assim, estas são as melhores opções: Táxi: Muitas pessoas contratam um serviço de táxi para se deslocar no Líbano. O único inconveniente é a possibilidade de seres aldrabado à grande. Nós usámos sempre táxis de uma empresa de um amigo do Rodrigue. Aqui fica o contacto: +9613093626 (Joe). Uber: Disseram-me que é uma das melhores opções. Evitam-se os enganos e também fazem longas distâncias. Alugar um carro: Para mim, esta é definitivamente a melhor opção. Apesar da condução ser louca nas cidades, o carro dá-te muita flexibilidade e as estradas não são más (nas montanhas estão um bocado esburacadas). A nível da condução, convém ter alguma experiência, particularmente em países “sem regras” contudo foi muito melhor do que estava à espera. O carro ficou-nos a 30 dólares por dia na Adonis. Autocarros: Ora bem, os autocarros existem, mas ninguém sabe bem a que horas vêm ou onde é que param. É possível, mas é mais difícil. Agências: Há sempre agências de turismo que oferecem passeios aos lugares mais turísticos. Clima: O Líbano tem um clima muito próximo do Europeu com estações muito vincadas. Diria que os melhores meses para visitar são Maio, Junho e Setembro. Nós fomos no fim de Abril e ainda apanhámos um tempo bem fresquinho! Moeda: Libra libanesa e dólares americanos. Usam ambos e são aceites em todo o lado. É possível pagar com cartão em muitos lugares. Os ATM cobram bastante por cada levantamento. Língua: O idioma oficial é o árabe, mas a maioria das pessoas fala Francês e Inglês muito bem. Segurança: Nunca me senti insegura no Líbano (excepto na estrada). Ao contrário de Marrocos ou Turquia, aqui não há olhares sinuosos ou comentários infelizes. Por outro lado, é o país mais militarizado que já visitei, com dezenas de check points nas estradas, tanques de guerra e militares nas ruas. Claro que toda esta “preparação” é mais inquietante que tranquilizante, mas viajar também é estarmos desconfortáveis. Roupa: Não há regras. Em Beirut as mulheres produzem-se muito para sair à noite e as discotecas não aceitam modelitos desmazelados. Comida: A cozinha Libanesa merece um post só para si que eventualmente há-de aparecer. Para mim, os meze ganham a todo o outro tido de comida. Dêem-me uma taça de húmus, uma taça de baba ganoush e um quilo de pão fresco e sou uma mulher feliz. Preço de uma refeição fast food: 5 a 7 dólares por pessoa Preço de uma refeição num restaurante normal: 15 a 20 dólares por pessoaPreço de uma refeição num restaurante bom: +25 dólares por pessoa Bebidas: A cerveja local é muito decente, Beirut e Almaza e Arak, a bebida mais tradicional, é muito parecida ao Raki da Turquia e Ouzo da Grécia. Alojamento: Nós acabámos por ficar num hotel perto de casa do meu amigo, mas eu recomendaria um Airbnb em Beirut, vi uns muito giros. Trânsito: Se ficares em Beirut, tens que ter em atenção a questão do trânsito que é absolutamente infernal durante a semana. Consulta o estado das estradas no Google Maps antes de sair. Itinerário de uma semana no Líbano Dia 1: Baatara Gorge, Montanhas do Líbano, Cedros de Deus Dia 2: Byblos, Batroun, Mseilha Fort e Jeita GrottoDia 3: Baalbek, Beqaa Valley, Harissa e JouniehDia 4: Tripoli Dia 5: Sidon (Saida) e Tyre *Dia 6: Aanjar e Beiteddine Palace*Dia 7: Beirut Nota 1: Batroun é uma pequena vila à beira mar. Não tivemos a oportunidade de explorar muito porque estava a chover, mas é pertinho de Bybos, por isso é fácil de lá chegar. O mesmo se aplica ao Forte, que só vimos de passagem no carro. Nota 2: Sidon é mais uma cidade histórica no Líbano. As maiores atracções são o Castelo no mar, os souks antigos e o Palácio Dabane. Nota 3: O dia 6 foi o dia que não conseguimos fazer. Aanjar tem ruínas romanas (surpresa!) e o Palácio Beiteddine otomano do século XIX. Boas mudanças!

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O Líbano é um destino de viagem improvável. A juntar à sua inconveniente posição geográfica entre a Síria e Israel, é um país com muito pouca infra-estrutura turística e até apelidado de caro.

Todas estas características, aparentemente pouco apelativas, fazem do Líbano um país não prioritário para a maioria dos viajantes. E é aqui que se dá o twist: é a falta de turismo que torna o Líbano num país tão autêntico. As pessoas são maravilhosas, acolhedoras sem segundas intenções e genuínas. A comida é deliciosa, há história por todo o lado e tens tudo isto só para ti, porque ainda mais ninguém deu com o Líbano.

Uma semana de férias foi tempo suficiente para quase tudo (é um país muito pequeno) e estas são as minhas dicas para preparares a tua viagem a este país tão singular.

Como chegar: A Transavia, uma low cost holandesa, tem voos directos de Paris e Amesterdão para Beirut, três vezes por semana. Os nossos voos foram 200€, por pessoa, ida e volta. Não há voos directos de Portugal.

Visto: Não é preciso visto, mas a entrada é negada às pessoas com o carimbo de Israel no passaporte. As filas para o controlo de passaporte são longas. Demorámos cerca de 90 minutos até ter o passaporte carimbado. Leva uma caneta para preencher o documento de chegada.

Wifi: O aeroporto tem 30 minutos de wifi gratuito. Recomendo comprar um cartão SIM, principalmente para navegação ou Uber se for o caso. Eu comprei um de 500MB por cerca de 11 USD e deu perfeitamente para uma semana (só não podes andar no Instagram!)

Transportes: A falta de transportes públicos é uma das coisas que pode afastar as pessoas do Líbano: praticamente não existem. Sendo assim, estas são as melhores opções:

Táxi: Muitas pessoas contratam um serviço de táxi para se deslocar no Líbano. O único inconveniente é a possibilidade de seres aldrabado à grande. Nós usámos sempre táxis de uma empresa de um amigo do Rodrigue. Aqui fica o contacto: +9613093626 (Joe).

Uber: Disseram-me que é uma das melhores opções. Evitam-se os enganos e também fazem longas distâncias.

Alugar um carro: Para mim, esta é definitivamente a melhor opção. Apesar da condução ser louca nas cidades, o carro dá-te muita flexibilidade e as estradas não são más (nas montanhas estão um bocado esburacadas). A nível da condução, convém ter alguma experiência, particularmente em países “sem regras” contudo foi muito melhor do que estava à espera. O carro ficou-nos a 30 dólares por dia na Adonis.

Autocarros: Ora bem, os autocarros existem, mas ninguém sabe bem a que horas vêm ou onde é que param. É possível, mas é mais difícil.

Agências: Há sempre agências de turismo que oferecem passeios aos lugares mais turísticos.

Clima: O Líbano tem um clima muito próximo do Europeu com estações muito vincadas. Diria que os melhores meses para visitar são Maio, Junho e Setembro. Nós fomos no fim de Abril e ainda apanhámos um tempo bem fresquinho!

Moeda: Libra libanesa e dólares americanos. Usam ambos e são aceites em todo o lado. É possível pagar com cartão em muitos lugares. Os ATM cobram bastante por cada levantamento.

Língua: O idioma oficial é o árabe, mas a maioria das pessoas fala Francês e Inglês muito bem.

Segurança: Nunca me senti insegura no Líbano (excepto na estrada). Ao contrário de Marrocos ou Turquia, aqui não há olhares sinuosos ou comentários infelizes. Por outro lado, é o país mais militarizado que já visitei, com dezenas de check points nas estradas, tanques de guerra e militares nas ruas. Claro que toda esta “preparação” é mais inquietante que tranquilizante, mas viajar também é estarmos desconfortáveis.

Roupa: Não há regras. Em Beirut as mulheres produzem-se muito para sair à noite e as discotecas não aceitam modelitos desmazelados.

Comida: A cozinha Libanesa merece um post só para si que eventualmente há-de aparecer. Para mim, os meze ganham a todo o outro tido de comida. Dêem-me uma taça de húmus, uma taça de baba ganoush e um quilo de pão fresco e sou uma mulher feliz.

Preço de uma refeição fast food: 5 a 7 dólares por pessoa
Preço de uma refeição num restaurante normal: 15 a 20 dólares por pessoa
Preço de uma refeição num restaurante bom: +25 dólares por pessoa

Bebidas: A cerveja local é muito decente, Beirut e Almaza e Arak, a bebida mais tradicional, é muito parecida ao Raki da Turquia e Ouzo da Grécia.

Alojamento: Nós acabámos por ficar num hotel perto de casa do meu amigo, mas eu recomendaria um Airbnb em Beirut, vi uns muito giros.

Trânsito: Se ficares em Beirut, tens que ter em atenção a questão do trânsito que é absolutamente infernal durante a semana. Consulta o estado das estradas no Google Maps antes de sair.

Itinerário de uma semana no Líbano

Dia 1: Baatara Gorge, Montanhas do Líbano, Cedros de Deus
Dia 2: Byblos, Batroun, Mseilha Fort e Jeita Grotto
Dia 3: Baalbek, Beqaa Valley, Harissa e Jounieh
Dia 4: Tripoli
Dia 5: Sidon (Saida) e Tyre *
Dia 6: Aanjar e Beiteddine Palace*
Dia 7: Beirut

Nota 1: Batroun é uma pequena vila à beira mar. Não tivemos a oportunidade de explorar muito porque estava a chover, mas é pertinho de Bybos, por isso é fácil de lá chegar. O mesmo se aplica ao Forte, que só vimos de passagem no carro.

Nota 2: Sidon é mais uma cidade histórica no Líbano. As maiores atracções são o Castelo no mar, os souks antigos e o Palácio Dabane.

Nota 3: O dia 6 foi o dia que não conseguimos fazer. Aanjar tem ruínas romanas (surpresa!) e o Palácio Beiteddine otomano do século XIX.

Boas mudanças!

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Itália: o itinerário de um mês para uma viagem inesquecível https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/31/italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/31/italia-o-itinerario-de-um-mes-viagem/#comments Tue, 31 Jul 2018 10:06:46 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3719 Poucos países conseguem rivalizar com Itália como destino turístico. Sinceramente, não há nada que este país não tenha e o melhor do meu ano passado a estudar em Milão foi, sem dúvida, poder explorar (quase) todos os cantos de Itália. Ele é montanhas com caminhadas intensas mas compensadoras, praias com águas cristalinas de norte a sul, cidades onde nasceram civilizações e onde se formaram os melhores artistas do mundo e claro, algumas das invenções culinárias mais apetitosas de sempre. Por isso, tentei compilar neste post um itinerário de 1 mês que inclui todos os sítios que me fizeram apaixonar por este país. O NORTE: 10 DIAS Milão e Como (2 dias) Para muitos, Milão não é um destino particularmente apetecível, mas a cidade mais cosmopolita do país tem mais para oferecer do que o Duomo ou as Galerias Vittorio Emanuele. Alguns dos museus, igrejas e salas de espectáculos mais importantes da Europa estão aqui bem como os melhores outfits! Não podes perder a cultura do aperitivo nem deixar de provar o típico Aperol Spritz. O guia completo de Milão aqui. A menos de uma hora de Milão fica o Lago di Como, famosos pelas suas mansões milionárias e paisagem “fiordesca”. A Villa Balbianello, onde foi filmado um dos 007, é um dos lugares que não podes perder, tal como Bellagio uma pequena vila pitoresca. Para um guia detalhado lê este post. Na cidade Como, aconselho-te a subir o Funicolare Como Brunate, a comer um gelado na Gelateria Cavour e a visitar a Villa Olmo que é grátis. Dolomites (4 dias) Provavelmente a zona mais surpreendente de Itália. Vales, montanhas e lagos de uma beleza estonteante que só esperaríamos de uma Suíça, Canadá ou Nova Zelândia. Em quatro dias podes ver Bolzano, Santa Maddalena e o Val di Funes, fazer as duas melhores caminhadas da região: Tre Cime di Lavaredo e Lago di Sorapis e ainda ver os Lagos di Caressa e di Braies. Dolomites em detalhe neste post. Lago di Garda e Verona (2 dias) Quando um lago parece o mar, vale certamente a pena ser visto. O Lago di Garda é o maior de Itália e ao seu redor há muito para ver. Um dos lugares mais icónicos é Sirmione, uma pequena península com um castelo rodeado de água, ruinas de uma villa romana do século 1 AC e a Jamaica Beach! Um dia no Lago neste post. Cidade dos eternos amantes, Romeo e Julieta, Verona é mais do que o cenário de um clássico da literatura. A sua arena, ainda utilizada para espectáculos, as suas infinitas praças e arquitectura Veneziana são irresistíveis. Um dia em Verona e uma história de amor neste post. Veneza e Ilhas (2 dias) Com ou sem Carnaval, Veneza merece uma visita. É daquelas cidades únicas, com uma atmosfera irreplicável. Para além das inconfundíveis Piazza San Marco, Ponte di Rialto e Ponte dei Sospiri, uma das maravilhas de Veneza é perderes-te nas suas ruas labirínticas e anónimas onde os turistas não passam. E à distância de uma viagem de barco estão as ilhas de Murano e Burano que são uma alternativa brilhante às multidões que assolam Veneza. Cheias de cor e de vida valem certamente uma visita. Aqui está o post sobre o Carnaval de Veneza e outro sobre as ilhas. O centro: 10 dias Bolonha (1 dia) Chamam-lhe a “gorda e vermelha” por causa da cor dos seus edifícios e das suas maravilhas gastronómicas. A capital da Emília Romana está cheia de presuntos, queijos, mortadela e claro ragu à bolonhesa. Mas esta cidade também tem muito para oferecer a nível cultural com Le due Torri: Garisenda e degli Asinelli, a torre mais inclinada de Itália. O guia completo de Bolonha aqui. Cinque Terre (2 dias) As Cinque Terre são um dos lugares mais desejados de Itália. Cenário de muitos pedidos de casamento e luas-de-mel estas cinco terras prometem algumas das fotografias mais bonitas que alguma vez vais tirar. Em dois dias visitámos Porto Venere, Corniglia, Manarola, Riomaggiore, Vernazza e Monterosso. O itinerário completo de dois dias neste post. Florença (2 dias) A cidade da arte nunca desaponta. Para além de ter alguns dos museus e obras de arte mais importantes do mundo as suas ruas amarelas e laranjas, pontes centenárias e palácios dos Medici tornam-na no sinónimo de “tipicamente italiana”. Este foi o ano de a revisitar e o resultado foi este. Toscânia (2 dias) A bela Toscânia! Estradas ladeadas por ciprestes italianos, planícies sem fim, vilas e aldeias perdidas no tempo e até termas são alguns dos ingredientes que tornam esta região tão apetecível. Em dois dias percorremos Siena, Montalcino, Pienza, Montepulciano, San Gimignano e muitos, muitos quilómetros de vinhas. A nossa aventura debaixo do sol da Toscânia num panda vermelho aqui. Roma (3 dias) A minha cidade preferida em Itália! Apaixonou-me desde o primeiro instante: só o passeio pelo Fórum Romano e o Coliseu já valem a viagem. Mas Roma é ainda mais do que isso. Roma é o Panteão, a Piazza Navona, o Vaticano, a Fontana di Trevi e a escadarias da Piazza di Spagna. E a Giolitti, claro. É uma cidade que me dá sempre vontade de voltar. Alguns dos meus lugares e segredos preferidos de Roma neste post. O sul: 1 semana Nápoles e Pompeia (2 dias) Nápoles será talvez a cidade mais controversa de Itália. Ora se ama ora se odeia. Eu cá adoro a atmosfera caótica da cidade com ruas apertadas, lençóis nos estendais e vespas conduzidas por crianças de 12 anos. Em Nápoles não há regras! Um dia em Nápoles neste post. De Nápoles existem imensas day-trips que valem a pena tal como Capri ou subir ao Vesúvio. Mas se tivesse que eleger O melhor destino, para mim seria sem dúvida Pompeia. Pelo significado histórico, dimensão e estado de conservação. Costa Amalfitana (2 dias) Tal como as Cinque Terre, a Costa Amalfitana são um conjunto de pequenas vilas incrustadas nas arribas junto ao mar e são quase tão bonitas como a suas irmãs da Liguria. Dois dias serão o suficiente para andar a saltitar de vila em vila e até dar um mergulho no mar. Das duas vezes que visitei, estas foram as minhas paragens preferidas: Amalfi, Ravello e Positano. Há 5 anos fui adoptada por uma família no sul de Itália e foi assim. Puglia (4 dias) Para a Puglia o tempo parou. Nas vilas e aldeias do tacão da bota, o tempo passa vagarosamente, aproveita-se o sol (coisa que raramente se viu na nossa viagem em Março), o mar e a boa comida. As casas tradicionais, caiadas a branco, conferem-lhe um aspecto que também nos é familiar, evocando paisagens alentejanas e algarvias. Bari, Alberobelo, Lecce e Matera foram alguns dos destaques. Aqui está o itinerário completo da nossa roadtrip familiar na Puglia. Se um ano em Itália passa rápido, um mês poderá parecer apenas alguns segundos. Cada um destes lugares e regiões tem algo muito especial para oferecer e deslumbrará certamente qualquer visitante. Prometo que, quando voltar, me vou dedicar às belas ilhas que desta vez me escaparam: Sardegna, Capri e Sicilia. Ci vediamo presto Itália.

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Poucos países conseguem rivalizar com Itália como destino turístico. Sinceramente, não há nada que este país não tenha e o melhor do meu ano passado a estudar em Milão foi, sem dúvida, poder explorar (quase) todos os cantos de Itália.

Ele é montanhas com caminhadas intensas mas compensadoras, praias com águas cristalinas de norte a sul, cidades onde nasceram civilizações e onde se formaram os melhores artistas do mundo e claro, algumas das invenções culinárias mais apetitosas de sempre.

Por isso, tentei compilar neste post um itinerário de 1 mês que inclui todos os sítios que me fizeram apaixonar por este país.

O NORTE: 10 DIAS

Milão e Como (2 dias)

Para muitos, Milão não é um destino particularmente apetecível, mas a cidade mais cosmopolita do país tem mais para oferecer do que o Duomo ou as Galerias Vittorio Emanuele. Alguns dos museus, igrejas e salas de espectáculos mais importantes da Europa estão aqui bem como os melhores outfits! Não podes perder a cultura do aperitivo nem deixar de provar o típico Aperol Spritz. O guia completo de Milão aqui.

A menos de uma hora de Milão fica o Lago di Como, famosos pelas suas mansões milionárias e paisagem “fiordesca”. A Villa Balbianello, onde foi filmado um dos 007, é um dos lugares que não podes perder, tal como Bellagio uma pequena vila pitoresca. Para um guia detalhado lê este post. Na cidade Como, aconselho-te a subir o Funicolare Como Brunate, a comer um gelado na Gelateria Cavour e a visitar a Villa Olmo que é grátis.

Dolomites (4 dias)

Provavelmente a zona mais surpreendente de Itália. Vales, montanhas e lagos de uma beleza estonteante que só esperaríamos de uma Suíça, Canadá ou Nova Zelândia. Em quatro dias podes ver Bolzano, Santa Maddalena e o Val di Funes, fazer as duas melhores caminhadas da região: Tre Cime di Lavaredo e Lago di Sorapis e ainda ver os Lagos di Caressa e di Braies. Dolomites em detalhe neste post.

Lago di Garda e Verona (2 dias)

Quando um lago parece o mar, vale certamente a pena ser visto. O Lago di Garda é o maior de Itália e ao seu redor há muito para ver. Um dos lugares mais icónicos é Sirmione, uma pequena península com um castelo rodeado de água, ruinas de uma villa romana do século 1 AC e a Jamaica Beach! Um dia no Lago neste post.

sirmione italia 1

Cidade dos eternos amantes, Romeo e Julieta, Verona é mais do que o cenário de um clássico da literatura. A sua arena, ainda utilizada para espectáculos, as suas infinitas praças e arquitectura Veneziana são irresistíveis. Um dia em Verona e uma história de amor neste post.

Veneza e Ilhas (2 dias)

Com ou sem Carnaval, Veneza merece uma visita. É daquelas cidades únicas, com uma atmosfera irreplicável. Para além das inconfundíveis Piazza San Marco, Ponte di Rialto e Ponte dei Sospiri, uma das maravilhas de Veneza é perderes-te nas suas ruas labirínticas e anónimas onde os turistas não passam.

E à distância de uma viagem de barco estão as ilhas de Murano e Burano que são uma alternativa brilhante às multidões que assolam Veneza. Cheias de cor e de vida valem certamente uma visita. Aqui está o post sobre o Carnaval de Veneza e outro sobre as ilhas.

O centro: 10 dias

Bolonha (1 dia)

Chamam-lhe a “gorda e vermelha” por causa da cor dos seus edifícios e das suas maravilhas gastronómicas. A capital da Emília Romana está cheia de presuntos, queijos, mortadela e claro ragu à bolonhesa. Mas esta cidade também tem muito para oferecer a nível cultural com Le due Torri: Garisenda e degli Asinelli, a torre mais inclinada de Itália. O guia completo de Bolonha aqui.

Cinque Terre (2 dias)

As Cinque Terre são um dos lugares mais desejados de Itália. Cenário de muitos pedidos de casamento e luas-de-mel estas cinco terras prometem algumas das fotografias mais bonitas que alguma vez vais tirar. Em dois dias visitámos Porto Venere, Corniglia, Manarola, Riomaggiore, Vernazza e Monterosso. O itinerário completo de dois dias neste post.

manarola 3 riomaggiore

Florença (2 dias)

A cidade da arte nunca desaponta. Para além de ter alguns dos museus e obras de arte mais importantes do mundo as suas ruas amarelas e laranjas, pontes centenárias e palácios dos Medici tornam-na no sinónimo de “tipicamente italiana”. Este foi o ano de a revisitar e o resultado foi este.

Toscânia (2 dias)

A bela Toscânia! Estradas ladeadas por ciprestes italianos, planícies sem fim, vilas e aldeias perdidas no tempo e até termas são alguns dos ingredientes que tornam esta região tão apetecível. Em dois dias percorremos Siena, Montalcino, Pienza, Montepulciano, San Gimignano e muitos, muitos quilómetros de vinhas. A nossa aventura debaixo do sol da Toscânia num panda vermelho aqui.

Roma (3 dias)

A minha cidade preferida em Itália! Apaixonou-me desde o primeiro instante: só o passeio pelo Fórum Romano e o Coliseu já valem a viagem. Mas Roma é ainda mais do que isso. Roma é o Panteão, a Piazza Navona, o Vaticano, a Fontana di Trevi e a escadarias da Piazza di Spagna. E a Giolitti, claro. É uma cidade que me dá sempre vontade de voltar. Alguns dos meus lugares e segredos preferidos de Roma neste post.

O sul: 1 semana

Nápoles e Pompeia (2 dias)

Nápoles será talvez a cidade mais controversa de Itália. Ora se ama ora se odeia. Eu cá adoro a atmosfera caótica da cidade com ruas apertadas, lençóis nos estendais e vespas conduzidas por crianças de 12 anos. Em Nápoles não há regras! Um dia em Nápoles neste post.

napoles italia 3

De Nápoles existem imensas day-trips que valem a pena tal como Capri ou subir ao Vesúvio. Mas se tivesse que eleger O melhor destino, para mim seria sem dúvida Pompeia. Pelo significado histórico, dimensão e estado de conservação.

Costa Amalfitana (2 dias)

Tal como as Cinque Terre, a Costa Amalfitana são um conjunto de pequenas vilas incrustadas nas arribas junto ao mar e são quase tão bonitas como a suas irmãs da Liguria. Dois dias serão o suficiente para andar a saltitar de vila em vila e até dar um mergulho no mar. Das duas vezes que visitei, estas foram as minhas paragens preferidas: Amalfi, Ravello e Positano.

Há 5 anos fui adoptada por uma família no sul de Itália e foi assim.

Puglia (4 dias)

Para a Puglia o tempo parou. Nas vilas e aldeias do tacão da bota, o tempo passa vagarosamente, aproveita-se o sol (coisa que raramente se viu na nossa viagem em Março), o mar e a boa comida. As casas tradicionais, caiadas a branco, conferem-lhe um aspecto que também nos é familiar, evocando paisagens alentejanas e algarvias. Bari, Alberobelo, Lecce e Matera foram alguns dos destaques.

Aqui está o itinerário completo da nossa roadtrip familiar na Puglia.

Se um ano em Itália passa rápido, um mês poderá parecer apenas alguns segundos. Cada um destes lugares e regiões tem algo muito especial para oferecer e deslumbrará certamente qualquer visitante. Prometo que, quando voltar, me vou dedicar às belas ilhas que desta vez me escaparam: Sardegna, Capri e Sicilia.

Ci vediamo presto Itália.

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Irão: o itinerário de uma maratona de 10 dias! https://www.mudancasconstantes.com/2018/04/25/10-dias-no-irao-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-dias-no-irao-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2018/04/25/10-dias-no-irao-itinerario/#respond Wed, 25 Apr 2018 22:09:30 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3349 A nossa decisão de viajar até ao Irão foi bastante espontânea. Depois de 7 meses sem sair da Europa tive uma epifania e pensei “está na altura de mais uma aventura”. O Irão já estava na minha mente há muitos anos e agora parecia ser a altura certa. Começámos com 7 dias e acabámos com 10 sabendo que já não podíamos mesmo esticar mais este número. Depois começou o planeamento. Teerão, Isfahan e Shiraz já eram um dado adquirido. O resto foi lá com pesquisa. Sabíamos desde o início que ia ser uma maratona. Na maioria das cidades íamos ter apenas um dia, ou até meio-dia. Mas faz parte do nosso estilo de viagem quando não temos tempo: andar o dia todo sem parar e ver devorar tudo o que há para ver! Portanto, se tiveres pernas de aço e pouco tempo aqui vai o meu itinerário. 1º dia: Teerão Fugindo à moda de saltar Teerão e de ir para uma cidade mais a sul, decidimos dedicar-lhe um dia. E não nos arrependemos! Teerão é considerada a cidade mais moderna e menos conversadora do Irão. A vida decorre normalmente, como em todas as capitais do mundo, exceptuando talvez o caótico trânsito. Tivemos a oportunidade de ver o magnífico Golestan Palace, o Bazaar, a Tabiat Bridge – um lugar perfeito para picnics e para socializar – e ainda a Azadi Tower, o grande símbolo de Teerão. 7 razões para não saltares Teerão neste post. 2º e 3º dias: Shiraz & Persépolis 11 horas num autocarro depois chegamos a Shiraz. Encontrámo-nos com o nosso host de Couchsurfing e a partir daí fomos a todo o lado e mais algum! Ele mostrou-nos toda a parte antiga de Shiraz e ainda nos acolheu como se fossemos parte da família. No segundo dia visitámos a mesquita mais famosa do Irão, a Pink Mosque e Persépolis, uma das mais importantes ruínas do mundo. Podes ler mais sobre a nossa incrível experiência com a família do Moji aqui e sobre as duas maiores pérolas de Shiraz aqui. 4º e 5º dias: Kaluts & Deserto Sem nunca abrandarmos o ritmo, começámos a nossa tour no deserto depois de mais um autocarro nocturno desta vez com destino a Kerman. Nesta tour vimos algumas das paisagens mais espectaculares que o Irão tem para oferecer. Os Kaluts, formações arenosas, levam-nos directamente para representações hollywoodescas de Marte. Tudo sobre o nosso guia, tour e momentos inesquecíveis neste post. 6º e 7º dias: Kerman & Yazd Um pequeno azar trouxe-nos a oportunidade de vermos rapidamente Kerman e o seu famoso hamam. Já em Yazd corremos as ruas labirínticas do centro histórico e mais uma vez testemunhámos que as pessoas são o melhor do Irão. Para além de ficarmos a conhecer melhor as tradições da tribo Qashqai, ainda aprendemos a dançar e pude experimentar um dos fatos tradicionais que as mulheres nómadas usam. Todas estas andanças e mais neste post. 8º dia: Isfahan A famosa Isfahan tem alguns dos monumentos mais bonitos do país sendo que uns são cristãos e outros muçulmanos. O nosso dia foi passado de igreja em igreja, mesquita em mesquita e ponte em ponte! E como se não bastasse ainda fiz uma aula de cozinha onde alguns dos segredos da gastronomia iraniana me foram revelados 😉 Queres saber mais? Clica aqui. 9º dia: Kashan & Qom Em dia de maratona final percorremos Kashan e Qom a um ritmo alucinante. Mas conseguimos ver um bazar, uma mesquita, um santuário, um hamam e dois palacetes. Não mau certo? Infelizmente estava na hora de nos despedirmos do Irão e de começarmos a processar tudo o que tínhamos visto e vivido durante estes dias. Podes encontrar este último relato aqui! 10º dia: Chegadas e Partidas Há sempre dias que ficam perdidos entre viagens. O Irão é um país gigante e viagens de 6, 8,12 ou 14 horas não são nada de estranhar. Prepara-te para perderes algum tempo com isso! Se quiseres saber mais sobre como planear uma viagem ao Irão este longo (LONGOOO!) post foi feito para ti! Pensamentos finais 🙂 O Irão é um país que te vai testar. Cada dia, cada pessoa vão fazer com que te questiones. A ti, à tua visão sobre o mundo e aos teus padrões do que é “normal”. Mas para mim, viajar também é esse desconforto. O seres confrontado com pensamentos e situações que nunca antes te ocorreram. O nunca saberes o que pode acontecer. O seres surpreendido todos os dias e aprenderes com isso. Abre-te ao Irão e este certamente conquistar-te-á. Vídeo da viagem:

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A nossa decisão de viajar até ao Irão foi bastante espontânea. Depois de 7 meses sem sair da Europa tive uma epifania e pensei “está na altura de mais uma aventura”. O Irão já estava na minha mente há muitos anos e agora parecia ser a altura certa.

Começámos com 7 dias e acabámos com 10 sabendo que já não podíamos mesmo esticar mais este número. Depois começou o planeamento. Teerão, Isfahan e Shiraz já eram um dado adquirido. O resto foi lá com pesquisa.

Sabíamos desde o início que ia ser uma maratona. Na maioria das cidades íamos ter apenas um dia, ou até meio-dia. Mas faz parte do nosso estilo de viagem quando não temos tempo: andar o dia todo sem parar e ver devorar tudo o que há para ver! Portanto, se tiveres pernas de aço e pouco tempo aqui vai o meu itinerário.

1º dia: Teerão

Fugindo à moda de saltar Teerão e de ir para uma cidade mais a sul, decidimos dedicar-lhe um dia. E não nos arrependemos! Teerão é considerada a cidade mais moderna e menos conversadora do Irão. A vida decorre normalmente, como em todas as capitais do mundo, exceptuando talvez o caótico trânsito.

Tivemos a oportunidade de ver o magnífico Golestan Palace, o Bazaar, a Tabiat Bridge – um lugar perfeito para picnics e para socializar – e ainda a Azadi Tower, o grande símbolo de Teerão.

7 razões para não saltares Teerão neste post.

2º e 3º dias: Shiraz & Persépolis

11 horas num autocarro depois chegamos a Shiraz. Encontrámo-nos com o nosso host de Couchsurfing e a partir daí fomos a todo o lado e mais algum! Ele mostrou-nos toda a parte antiga de Shiraz e ainda nos acolheu como se fossemos parte da família.

No segundo dia visitámos a mesquita mais famosa do Irão, a Pink Mosque e Persépolis, uma das mais importantes ruínas do mundo.

Podes ler mais sobre a nossa incrível experiência com a família do Moji aqui e sobre as duas maiores pérolas de Shiraz aqui.

4º e 5º dias: Kaluts & Deserto

Sem nunca abrandarmos o ritmo, começámos a nossa tour no deserto depois de mais um autocarro nocturno desta vez com destino a Kerman. Nesta tour vimos algumas das paisagens mais espectaculares que o Irão tem para oferecer. Os Kaluts, formações arenosas, levam-nos directamente para representações hollywoodescas de Marte.

Tudo sobre o nosso guia, tour e momentos inesquecíveis neste post.

6º e 7º dias: Kerman & Yazd

Um pequeno azar trouxe-nos a oportunidade de vermos rapidamente Kerman e o seu famoso hamam. Já em Yazd corremos as ruas labirínticas do centro histórico e mais uma vez testemunhámos que as pessoas são o melhor do Irão. Para além de ficarmos a conhecer melhor as tradições da tribo Qashqai, ainda aprendemos a dançar e pude experimentar um dos fatos tradicionais que as mulheres nómadas usam.

Todas estas andanças e mais neste post.

8º dia: Isfahan

A famosa Isfahan tem alguns dos monumentos mais bonitos do país sendo que uns são cristãos e outros muçulmanos. O nosso dia foi passado de igreja em igreja, mesquita em mesquita e ponte em ponte!

E como se não bastasse ainda fiz uma aula de cozinha onde alguns dos segredos da gastronomia iraniana me foram revelados 😉 Queres saber mais? Clica aqui.

9º dia: Kashan & Qom

Em dia de maratona final percorremos Kashan e Qom a um ritmo alucinante. Mas conseguimos ver um bazar, uma mesquita, um santuário, um hamam e dois palacetes. Não mau certo?

sultan amir ahmad bathhouse kashan abbasi house kashan

Infelizmente estava na hora de nos despedirmos do Irão e de começarmos a processar tudo o que tínhamos visto e vivido durante estes dias.

Podes encontrar este último relato aqui!

10º dia: Chegadas e Partidas

Há sempre dias que ficam perdidos entre viagens. O Irão é um país gigante e viagens de 6, 8,12 ou 14 horas não são nada de estranhar. Prepara-te para perderes algum tempo com isso!

Se quiseres saber mais sobre como planear uma viagem ao Irão este longo (LONGOOO!) post foi feito para ti!

Pensamentos finais 🙂

O Irão é um país que te vai testar. Cada dia, cada pessoa vão fazer com que te questiones. A ti, à tua visão sobre o mundo e aos teus padrões do que é “normal”. Mas para mim, viajar também é esse desconforto. O seres confrontado com pensamentos e situações que nunca antes te ocorreram. O nunca saberes o que pode acontecer. O seres surpreendido todos os dias e aprenderes com isso.

Abre-te ao Irão e este certamente conquistar-te-á.

Vídeo da viagem:

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Duas semanas no Sri Lanka: Chá, Safaris, Praias e Montanhas! https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/07/duas-semanas-no-sri-lanka/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=duas-semanas-no-sri-lanka https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/07/duas-semanas-no-sri-lanka/#comments Thu, 07 Dec 2017 22:46:12 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2446 O Sri Lanka tem de ser um dos países mais trendy do momento. Por todo o lado vimos casais, famílias e viajantes sozinhos a explorar este país que até há bem pouco tempo era uma incógnita para a maioria das pessoas. O melhor do Sri Lanka é que, mesmo sendo um país pequeno, tem uma variedade enorme de paisagens e património cultural para visitar. Eu passei um mês inteiro no Sri Lanka, sendo que as minhas duas últimas semanas foram passadas na praia sem fazer nada da vida, só sol, surf e yoga! Mas em duas semanas é possível ver bastantes coisas sendo que tens sempre que contar com longos tempos de deslocação mesmo com distâncias curtas. Para duas semanas, estas são as minhas sugestões: Colombo (1 dia) As cidades asiáticas nunca são os meus sítios preferidos. Apesar de serem interessantes de um ponto de vista cultural, são super confusas, poluídas e quentes, por isso não gosto de passar muito tempo lá. Em Colombo só passei mesmo um dia e foi bom passear à beira-mar e pela zona mais desenvolvida da cidade. Podes explorar alguns templos como o Gangaramaya Temple ou Kelaniya Raja Maha Vihara e o Museu Nacional de Colombo. Kandy (2 dias) Uma cidade com uma grande herança Portuguesa, principalmente nos apelidos! Silvas, Pereiras entre outros estão por todo o lado. Para além de ser o sítio ideal para veres um espectáculo de danças tradicionais cingalesas, também funciona como ponto de partida para a Sigiriya Rock e Dambulla. Também é aqui que começa uma das viagens de comboio mais bonitas do mundo. Nuwara Eliya (1 dia) Esta cidade no meio das montanhas é óptima para fugir do calor. Aqui vais precisar de um casaco! Apesar de se ver facilmente em meio-dia, é fascinante aprender mais sobre a cultura do chá e sobre como funciona a sua produção no Sri Lanka. Depois, podes descobrir o lado mais britânico do país ao passear pelos hotéis de luxo do tempo colonial. Ella (2 dias) Para além de termos encontrado o Airb&b com uma das melhores vistas de sempre, o Ella Nature Rock, também subimos ao Little Adam’s Peak e vimos a versão cingalesa do aqueduto por onde passa o comboio do Harry Potter, a Nine Arches Bridge. Ella é linda! Yala & Udawalawe (1 dia cada) Ver animais no seu habitat natural é uma das melhores coisas que o Sri Lanka tem para oferecer. Elefantes, crocodilos, macacos e com muita sorte, leopardos, são alguns dos bichinhos que podes ver nestes parques! Para te informares mais sobre cada um deles e outras opções clica neste link. Tangalle (2 dias) Tangalle reúne algumas das melhores e mais secretas praias do Sri Lanka. Em Agosto não é o sítio mais seguro por causa das correntes e marés vivas, mas o estado puro e intocado daquelas praias tornam este lugar num destino potencialmente paradisíaco. Weligama (4 dias) A minha praia preferida de todo o Sri Lanka e uma vila pequena, calma e com boa comida. Mirissa está a poucos quilómetros para ir dar um pezinho de dança e ao alugares uma scooter consegues ver a costa toda até Galle e voltar num dia. Tudo sobre o Sul do Sri Lanka neste post! E foi por estes sítios que passei o meu mês no Sri Lanka. Também estive em Arugam Bay, mas muito sinceramente não gostei. O alojamento é muito mais caro e pior que nos outros sítios, está cheio de Israelitas – que pela minha experiência são o povo mais antipático de sempre – e as praias estavam cheias de crianças! Por isso eu escolheria outro sítio, como Trincomalee ou Tangalle dependendo da altura do ano. Boa viagem!

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O Sri Lanka tem de ser um dos países mais trendy do momento. Por todo o lado vimos casais, famílias e viajantes sozinhos a explorar este país que até há bem pouco tempo era uma incógnita para a maioria das pessoas. O melhor do Sri Lanka é que, mesmo sendo um país pequeno, tem uma variedade enorme de paisagens e património cultural para visitar.

Eu passei um mês inteiro no Sri Lanka, sendo que as minhas duas últimas semanas foram passadas na praia sem fazer nada da vida, só sol, surf e yoga! Mas em duas semanas é possível ver bastantes coisas sendo que tens sempre que contar com longos tempos de deslocação mesmo com distâncias curtas.

Para duas semanas, estas são as minhas sugestões:

Colombo (1 dia)

As cidades asiáticas nunca são os meus sítios preferidos. Apesar de serem interessantes de um ponto de vista cultural, são super confusas, poluídas e quentes, por isso não gosto de passar muito tempo lá. Em Colombo só passei mesmo um dia e foi bom passear à beira-mar e pela zona mais desenvolvida da cidade. Podes explorar alguns templos como o Gangaramaya Temple ou Kelaniya Raja Maha Vihara e o Museu Nacional de Colombo.

Kandy (2 dias)

Uma cidade com uma grande herança Portuguesa, principalmente nos apelidos! Silvas, Pereiras entre outros estão por todo o lado. Para além de ser o sítio ideal para veres um espectáculo de danças tradicionais cingalesas, também funciona como ponto de partida para a Sigiriya Rock e Dambulla.

Também é aqui que começa uma das viagens de comboio mais bonitas do mundo.

Nuwara Eliya (1 dia)

Esta cidade no meio das montanhas é óptima para fugir do calor. Aqui vais precisar de um casaco! Apesar de se ver facilmente em meio-dia, é fascinante aprender mais sobre a cultura do chá e sobre como funciona a sua produção no Sri Lanka. Depois, podes descobrir o lado mais britânico do país ao passear pelos hotéis de luxo do tempo colonial.

Ella (2 dias)

Para além de termos encontrado o Airb&b com uma das melhores vistas de sempre, o Ella Nature Rock, também subimos ao Little Adam’s Peak e vimos a versão cingalesa do aqueduto por onde passa o comboio do Harry Potter, a Nine Arches Bridge. Ella é linda!

Yala & Udawalawe (1 dia cada)

Ver animais no seu habitat natural é uma das melhores coisas que o Sri Lanka tem para oferecer. Elefantes, crocodilos, macacos e com muita sorte, leopardos, são alguns dos bichinhos que podes ver nestes parques! Para te informares mais sobre cada um deles e outras opções clica neste link.

Tangalle (2 dias)

Tangalle reúne algumas das melhores e mais secretas praias do Sri Lanka. Em Agosto não é o sítio mais seguro por causa das correntes e marés vivas, mas o estado puro e intocado daquelas praias tornam este lugar num destino potencialmente paradisíaco.

Weligama (4 dias)

A minha praia preferida de todo o Sri Lanka e uma vila pequena, calma e com boa comida. Mirissa está a poucos quilómetros para ir dar um pezinho de dança e ao alugares uma scooter consegues ver a costa toda até Galle e voltar num dia.

Tudo sobre o Sul do Sri Lanka neste post!

E foi por estes sítios que passei o meu mês no Sri Lanka. Também estive em Arugam Bay, mas muito sinceramente não gostei. O alojamento é muito mais caro e pior que nos outros sítios, está cheio de Israelitas – que pela minha experiência são o povo mais antipático de sempre – e as praias estavam cheias de crianças! Por isso eu escolheria outro sítio, como Trincomalee ou Tangalle dependendo da altura do ano.

Boa viagem!

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Um mês pelo melhor das Filipinas: o itinerário https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/28/itinerario-um-mes-pelas-filipinas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=itinerario-um-mes-pelas-filipinas https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/28/itinerario-um-mes-pelas-filipinas/#comments Sat, 28 Oct 2017 13:24:28 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2201 Quando me fazem a genérica pergunta “Qual foi o país que mais gostaste?” eu costumo responder que as Filipinas foram o país que mais me surpreendeu. Apesar de ter as expectativas bastante altas quase cancelei a minha viagem por questões de segurança. Felizmente decidi ignorar os avisos e fui na mesma. E encontrei o país e pessoas mais maravilhosas de sempre. O primeiro impacto não foi o melhor, mas nem todas as histórias de amor começam com amor à primeira vista. Manila pode ser esmagadora: a poluição, o trânsito caótico, casas de lata, comunidades inteiras a dormir no chão… A pobreza do país é devastadora, principalmente para os nossos olhos e corações de berço de ouro. Mas uma vez ultrapassada essa parte e ao falar com os Filipinos, percebemos que não há povo mais humilde e sorridente que este. Afinal, “it’s more fun in the Philippines” Por motivos de tempo e dinheiro não consegui ficar um mês nas Filipinas, fiquei apenas 3 semanas. Contudo tenho o itinerário perfeito para um mês que espero poder completar quando lá voltar! Manila (1/2 dias) Quer queiras, quer não vais ter que passar em Manila. É o maior aeroporto do país e as probabilidades de lá ires parar são bastante elevadas. Eu decidi ficar dois dias e uma noite para poder descansar das 23 horas que demorei a lá chegar a partir da Nova Zelândia. Apesar de não ser uma cidade bonita, tem uma zona chamada Intramuros com vários edifícios da altura da colonização espanhola que vale a pena ver. Para dormir, fiquei no Pink Manila. Aconselho-te a escolher um quarto com ar condicionado: são mais pequenos e Manila é uma cidade muito quente e húmida. O hostel em si é genial para conhecer pessoas, tem uma piscina e um rooftop óptimos. Passei lá 90% do tempo em que estive em Manila. Copyright: Pink Manila Banaue (3 dias) Como escrevi neste post, a experiência de caminhar durante três dias pelos arrozais das Filipinas e conhecer aldeias quase paradas no tempo foi inesquecível. É um percurso de muito suor, calor e lama mas as paisagens, as pessoas e a jornada em si valem muito a pena. Transporte Manila – Banaue: Autocarro da Ohayami Bus Sagada (1 dia) Famosa pelos seus “caixões pendurados”, Sagada foi uma agradável surpresa. Uma pequena vila com cafés maravilhosos (incluindo pequenos almoços cheios de iogurte!!) e uma história e cultura muito peculiares. Na van de Banaue para Sagada conheci um casal Suíço que tinha reservado um quarto na Treasure Rock Inn e decidi ir até lá com eles para ver se também tinham um quartinho para mim. A senhora que nos atendeu era um anjo e para além de me arranjar um quarto também se tornou a nossa guia para o dia. Atenção: no centro turístico eles têm a possibilidade de arranjar um guia, mas foram tão antipáticos quando lhes perguntei sobre as tours que assim que a nossa host ofereceu os seus serviços dissemos logo que sim. Começámos por caminhar até aos caixões suspensos. Esta é uma tradição que já dura há dois milhares de anos e trata-se de “enterrar” os mortos em caixões pregados a rochedos. Hoje em dia este costume mantem-se, mas numa escala mais pequena. Outros caixões estão dentro de buracos nas rochas e é possível ver uns ossinhos a sair! A nossa guia ia apontando para alguns que continham membros da família dela o que tornou tudo ainda mais estranho! Em Sagada, quando uma pessoa morre, o corpo é posto numa cadeira para, ao endurecer, tomar uma posição fetal. 24 horas depois o corpo, ainda em cima da cadeira, é transportado pela família até aos rochedos. Durante o caminho, familiares debatem-se sobre quem deve levar a cadeira, porque acreditam que o conhecimento do falecido passará para eles através do toque. Uma vez no local, o caixão e o corpo são erguidos e fixados no local desejado. Nalguns casos é possível ver a cadeira onde são transportados. Depois desta parte mais bizarra, andámos pelo meio das grutas com rios subterrâneos. Mais uma vez já tinha desistido de tentar poupar os meus ténis e aconselho-te a fazer o mesmo porque é muito mais perigoso se fores de chinelas. No fim tivemos o meu momento favorito, andar de baloiço em lianas qual Jane do Tarzan! Típico banho na cascata! Melhor pequeno almoço: Yoghurt House. Por alguma razão estava vila tem restaurantes super modernos e ocidentalizados. Não estava nada à espera de encontrar gastronomia europeia no meio das montanhas das Filipinas! Transporte Banaue – Sagada: Van. Também existem vários jeepneys. Manila (1 dia) De volta a Manila para no dia seguinte apanhar o ferry. Foi um dia para relaxar, comprar uns ténis novos e ver muito Netflix. Mais uma vez fiquei no Pink Manila. Transporte Sagada – Manila: Autocarro. Possível de marcar aqui ou em Sagada quando lhes apetece trabalhar (raramente). Coron (3 dias) Foi aqui que começou a minha aventura pelo famoso arquipélago de Palawan. Dos três sítios que visitei nesta zona, é fácil eleger Coron, muitas vezes ignorado, como o mais espectacular. Três dias de mar, sol, praia e Island hopping neste post! Transport Manila – Coron: Ferry 2GO. El Nido (3 dias) Com a massificação do turismo, El Nido foi uma das zonas das Filipinas que mais sofreu. Não é que não tenha paisagens espectaculares, águas cristalinas ou plameiras e areia branca. Mas com a exploração do turismo, o aumento dos preços e gente por todo o lado nas praias “secretas” este não foi o sítio que mais me encantou nas Filipinas. Tudo sobre El Nido aqui! Transporte Coron – El Nido: Ferry Port Barton (2 dias) No extremo oposto está Port Barton, o sítio mais paz de alma que se pode encontrar! Aqui divertimo-nos a não fazer nada, a beber Cuba Libres e a fazer snorkeling em corais intocados. A nossa experiência no fim do mundo romântico neste post! Transporte El Nido – Port Barton: Van Cebu City/ Bohol (2 dias) Entretanto fui-me embora das Filipinas, mas tenho mais duas sugestões. Uma delas é Bohol (em Cebu todos os hostels oferecem esta tour), casa das montanhas de chocolate e habitat natural dos Tarsiers, o primata mais pequeno do mundo. Podes encontrar também praias fantásticas como a Panglao Island e a Alona Beach e a Hinagdanan Cave também é bastante conhecida. Nadar com os Tubarões Baleia é uma das atracções mais famosas de Cebu, mas por favor não o faças. Estes animais já não são selvagens. Todos os dias são alimentados por dezenas de barcos só para propósitos turísticos. Ninguém quer saber se as pessoas tocam neles ou se lhes enfiam selfie sticks na testa. Por isso não suportes este tipo de turismo que ignora completamente o bem-estar destes animais incríveis. Transporte Port Barton – Cebu: Van até Puerto Princesa. Voo de PP até Cebu. Siargao (5 dias) A segunda sugestão e o lugar que me faz querer voltar às Filipinas. Com o tempo que tinha era completamente impossível de chegar a Siargao, mas depois de ver as fotos e ler testemunhos de vários bloggers este sítio está no topo da minha bucketlist. Deixo aqui alguns blogs com informação sobre Siargao para te poderes orientar caso queiras lá ir: Backpacking with a book  | Just one way ticket | Expert Vagabond E assim acabo o itinerário de um mês num dos meus países preferidos. Quando planeares o teu itinerário tem em conta que vais demorar algum tempo a deslocares-te de ilha para ilha e isso vai-te “comer” alguns dias. Mas vale tanto a pena!

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Quando me fazem a genérica pergunta “Qual foi o país que mais gostaste?” eu costumo responder que as Filipinas foram o país que mais me surpreendeu. Apesar de ter as expectativas bastante altas quase cancelei a minha viagem por questões de segurança. Felizmente decidi ignorar os avisos e fui na mesma. E encontrei o país e pessoas mais maravilhosas de sempre.

O primeiro impacto não foi o melhor, mas nem todas as histórias de amor começam com amor à primeira vista. Manila pode ser esmagadora: a poluição, o trânsito caótico, casas de lata, comunidades inteiras a dormir no chão… A pobreza do país é devastadora, principalmente para os nossos olhos e corações de berço de ouro.

A aterrar em Manila

Mas uma vez ultrapassada essa parte e ao falar com os Filipinos, percebemos que não há povo mais humilde e sorridente que este. Afinal, “it’s more fun in the Philippines”

Por motivos de tempo e dinheiro não consegui ficar um mês nas Filipinas, fiquei apenas 3 semanas. Contudo tenho o itinerário perfeito para um mês que espero poder completar quando lá voltar!

Manila (1/2 dias)

Quer queiras, quer não vais ter que passar em Manila. É o maior aeroporto do país e as probabilidades de lá ires parar são bastante elevadas. Eu decidi ficar dois dias e uma noite para poder descansar das 23 horas que demorei a lá chegar a partir da Nova Zelândia.

Apesar de não ser uma cidade bonita, tem uma zona chamada Intramuros com vários edifícios da altura da colonização espanhola que vale a pena ver.

Para dormir, fiquei no Pink Manila. Aconselho-te a escolher um quarto com ar condicionado: são mais pequenos e Manila é uma cidade muito quente e húmida. O hostel em si é genial para conhecer pessoas, tem uma piscina e um rooftop óptimos. Passei lá 90% do tempo em que estive em Manila.

Copyright: Pink Manila

Copyright: Pink Manila

Banaue (3 dias)

Como escrevi neste post, a experiência de caminhar durante três dias pelos arrozais das Filipinas e conhecer aldeias quase paradas no tempo foi inesquecível. É um percurso de muito suor, calor e lama mas as paisagens, as pessoas e a jornada em si valem muito a pena.

Transporte Manila – Banaue: Autocarro da Ohayami Bus

Sagada (1 dia)

Famosa pelos seus “caixões pendurados”, Sagada foi uma agradável surpresa. Uma pequena vila com cafés maravilhosos (incluindo pequenos almoços cheios de iogurte!!) e uma história e cultura muito peculiares.

Na van de Banaue para Sagada conheci um casal Suíço que tinha reservado um quarto na Treasure Rock Inn e decidi ir até lá com eles para ver se também tinham um quartinho para mim. A senhora que nos atendeu era um anjo e para além de me arranjar um quarto também se tornou a nossa guia para o dia.

Atenção: no centro turístico eles têm a possibilidade de arranjar um guia, mas foram tão antipáticos quando lhes perguntei sobre as tours que assim que a nossa host ofereceu os seus serviços dissemos logo que sim.

Começámos por caminhar até aos caixões suspensos. Esta é uma tradição que já dura há dois milhares de anos e trata-se de “enterrar” os mortos em caixões pregados a rochedos. Hoje em dia este costume mantem-se, mas numa escala mais pequena. Outros caixões estão dentro de buracos nas rochas e é possível ver uns ossinhos a sair! A nossa guia ia apontando para alguns que continham membros da família dela o que tornou tudo ainda mais estranho!

Em Sagada, quando uma pessoa morre, o corpo é posto numa cadeira para, ao endurecer, tomar uma posição fetal. 24 horas depois o corpo, ainda em cima da cadeira, é transportado pela família até aos rochedos. Durante o caminho, familiares debatem-se sobre quem deve levar a cadeira, porque acreditam que o conhecimento do falecido passará para eles através do toque. Uma vez no local, o caixão e o corpo são erguidos e fixados no local desejado. Nalguns casos é possível ver a cadeira onde são transportados.

Depois desta parte mais bizarra, andámos pelo meio das grutas com rios subterrâneos. Mais uma vez já tinha desistido de tentar poupar os meus ténis e aconselho-te a fazer o mesmo porque é muito mais perigoso se fores de chinelas. No fim tivemos o meu momento favorito, andar de baloiço em lianas qual Jane do Tarzan!

Típico banho na cascata!

Oláaaa!

Melhor pequeno almoço: Yoghurt House. Por alguma razão estava vila tem restaurantes super modernos e ocidentalizados. Não estava nada à espera de encontrar gastronomia europeia no meio das montanhas das Filipinas!

Transporte Banaue – Sagada: Van. Também existem vários jeepneys.

Manila (1 dia)

De volta a Manila para no dia seguinte apanhar o ferry. Foi um dia para relaxar, comprar uns ténis novos e ver muito Netflix. Mais uma vez fiquei no Pink Manila.

Transporte Sagada – Manila: Autocarro. Possível de marcar aqui ou em Sagada quando lhes apetece trabalhar (raramente).

Coron (3 dias)

Foi aqui que começou a minha aventura pelo famoso arquipélago de Palawan. Dos três sítios que visitei nesta zona, é fácil eleger Coron, muitas vezes ignorado, como o mais espectacular. Três dias de mar, sol, praia e Island hopping neste post!

Transport Manila – Coron: Ferry 2GO.

El Nido (3 dias)

Com a massificação do turismo, El Nido foi uma das zonas das Filipinas que mais sofreu. Não é que não tenha paisagens espectaculares, águas cristalinas ou plameiras e areia branca. Mas com a exploração do turismo, o aumento dos preços e gente por todo o lado nas praias “secretas” este não foi o sítio que mais me encantou nas Filipinas. Tudo sobre El Nido aqui!

Transporte Coron – El Nido: Ferry

Port Barton (2 dias)

No extremo oposto está Port Barton, o sítio mais paz de alma que se pode encontrar! Aqui divertimo-nos a não fazer nada, a beber Cuba Libres e a fazer snorkeling em corais intocados. A nossa experiência no fim do mundo romântico neste post!

Transporte El Nido – Port Barton: Van

Cebu City/ Bohol (2 dias)

Entretanto fui-me embora das Filipinas, mas tenho mais duas sugestões. Uma delas é Bohol (em Cebu todos os hostels oferecem esta tour), casa das montanhas de chocolate e habitat natural dos Tarsiers, o primata mais pequeno do mundo. Podes encontrar também praias fantásticas como a Panglao Island e a Alona Beach e a Hinagdanan Cave também é bastante conhecida.

Copyright: Wikipedia

Copyright: Wikipedia

Nadar com os Tubarões Baleia é uma das atracções mais famosas de Cebu, mas por favor não o faças. Estes animais já não são selvagens. Todos os dias são alimentados por dezenas de barcos só para propósitos turísticos. Ninguém quer saber se as pessoas tocam neles ou se lhes enfiam selfie sticks na testa. Por isso não suportes este tipo de turismo que ignora completamente o bem-estar destes animais incríveis.

Transporte Port Barton – Cebu: Van até Puerto Princesa. Voo de PP até Cebu.

Siargao (5 dias)

A segunda sugestão e o lugar que me faz querer voltar às Filipinas. Com o tempo que tinha era completamente impossível de chegar a Siargao, mas depois de ver as fotos e ler testemunhos de vários bloggers este sítio está no topo da minha bucketlist.

Deixo aqui alguns blogs com informação sobre Siargao para te poderes orientar caso queiras lá ir: Backpacking with a book  | Just one way ticket | Expert Vagabond

E assim acabo o itinerário de um mês num dos meus países preferidos. Quando planeares o teu itinerário tem em conta que vais demorar algum tempo a deslocares-te de ilha para ilha e isso vai-te “comer” alguns dias. Mas vale tanto a pena!

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Nova Zelândia num mês: de Norte a Sul, de Este a Oeste https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/02/nova-zelandia-um-mes-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nova-zelandia-um-mes-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/02/nova-zelandia-um-mes-itinerario/#comments Mon, 02 Oct 2017 18:30:46 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2066 De todos os países que visitei na vida, e já lá vão uns 30 e tal, a Nova Zelândia foi aquele onde vi as paisagens mais arrebatadoras. É fascinante como um país tão pequeno consegue ter tanto para dar. De montanhas, glaciares e fiordes na ilha Sul a vulcões, géiseres e dunas na ilha Norte, é impossível não se ficar perdidamente apaixonado por este cantinho no outro lado do Mundo. Este foi o único país que visitei de carro porque a minha amiga da faculdade, Mariana, mudou-se para Christchurch há uns meses e alinhou nesta aventura comigo. Nós as duas mais o Ronaldo! Foram 28 dias, 4500 km, várias noites dormidas no carro, em casa de amigos de amigos e couchsurfing. Muitas refeições vegan cozinhadas num fogão a gás, dezenas de caminhadas (uma delas deu-me dores durante dias!) e companheiros de viagem inesperados. Por isso, ao contrário dos meus outros posts, este roteiro está feito de acordo com a nossa experiência a viajar com um carro. E desde já peço desculpa pela quantidade de vezes que vou usar adjectivos como “lindo, maravilhoso, fantástico…” mas é fácil esgotar elogios quando se escreve sobre a Nova Zelândia. Itinerário para um mês na Nova Zelândia Christchurch: 2 dias Christchurch é uma cidade a levantar-se dos escombros. Em 2011 um terramoto de 6.3 atingiu a cidade e deitou tudo por terra. Ainda hoje os trabalhos de reconstrução perduram. No entanto existem várias razões para visitar Christchurch: os jardins botânicos e o Hagley Park são bonitos, existem imensos pontos de arte urbana, um Container Mall (centro comercial feito de contentores) e uma caminhada de 3 horas com vistas fantásticas chamada The Bridle Path Walk. Começámos em Christchurch por duas razões: É onde a Mariana está a viver e podíamos preparar a viagem nas calmas. Acabei por ficar mais do que 2 dias, mas se estiveres só numa de conhecer a cidade e as redondezas acho que é o suficiente. Nós fomos a Salvation Army Stores (lojas de material em segunda mão), passámos alguns dias na cozinha e nas compras e o pai da Mariana a arranjar o Ronaldo. Como começámos no início de Maio achámos melhor fazer o Sul primeiro (onde o tempo fica frio mais cedo) e terminar no Norte (que tem um clima mais temperado). Lake Tekapo: 1 dia O Lago Tekapo foi primeiro ponto oficial da nossa viagem. Entre uma caminhada até a um miradouro com uma vista panorâmica sobre o lago e a noite mais fria da minha vida, não podíamos ter escolhido uma forma mais intensa de começar a nossa viagem. Mais detalhes aqui! O Lago Tekapo também é muito famosos pelos seus céus nocturnos, mas nós tínhamos tanto frio nesta noite que não nos atrevemos a sair do carro! Christchurch – Lake Tekapo: 3 horas Mount Cook: 1 dia Depois de ultrapassarmos um nevoeiro serrado que nos levou a perguntar “será que vamos ver o Mount Cook?!” passámos uma manhã soalheira no Hooker Valley Trail numa caminhada de 3 horas que te leva pelas melhores paisagens que a montanha mais alta da Nova Zelândia tem para oferecer. Com mais algumas paragens para fotos na estrada que acompanha o Lake Pukaki seguimos até Dunedin onde íamos ficar duas noites. Mount Cook – Dunedin: 7 horas Dunedin e Caitlins: 2 ou 3 dias Infelizmente não tivemos tempo para ir às Caitlins, mas não posso deixar de recomendar porque toda a gente diz que é uma zona linda, cheia de cascatas e vida selvagem. Nugget Point, Purakauni Falls e Cathedral Caves são alguns dos pontos altos. Em Dunedin passámos um dia (e meio) em cheio! De vida selvagem vimos muito pouco, mas as paisagens que descobrimos compensaram. Principalmente a Tunnel Beach ao pôr do sol! Aqui ficam as minhas 6 sugestões: Em Dunedin fizemos Couchsurfing com uma Kiwi (neo-zelandesa) super querida: médica, adora subir montanhas (como todos os kiwis) e muito bem-disposta! Milford Sound: 1 dia De Dunedin a Milford Sound são cerca de 6 horas de caminho, por isso reserva no mínimo meio dia para esta viagem. Quando finalmente chegámos ao hostel já era noite e atropelámos um possum! Desgraças à parte, Milford Sound é uma das paisagens mais famosas e bonitas da Nova Zelândia e a viagem de barco pelos fiordes é inevitável. Se quiseres mais sobre a formação destes gigantes e dicas sobre a viagem de barco, clica aqui! Milford Sound – Queenstown: 4 horas Queenstown e Wanaka: 2 dias A quantidade de dias para Queenstown depende muito do teu budget e gosto por adrenalina. Como eu não tinha nenhum dos dois, contentei-me com uma caminhada pela Queenstown Hill para ver esta vista maravilhosa! Já em Wanaka tive de ultrapassar a dor e o cansaço na caminhada mais difícil da minha vida, mas ao menos no topo a vista é esta: Mais detalhes sobre Queenstown aqui e sobre Wanaka aqui. Queenstown – Wanaka: 1 hora; paragem recomendada em Arrowtown. Fox Glacier: 1 dia O Salvador Sobral ganha a Eurovisão e eu vou celebrar de helicóptero para um glaciar. Fina não sou?!  Anyway, a experiência de sobrevoar um glaciar e caminhar sobre e dentro dele é uma das minhas melhores recordações na Nova Zelândia. Se estiveres pela zona, aproveita e dá um saltinho ao Lake Matheson, vale muito a pena! A minha aventura sobre o gelo está aqui. Wanaka – Fox Glacier: 3.5 horas West Coast: 1 dia na estrada Passámos a Costa Oeste um bocadinho a correr porque em breve tínhamos que estar a atravessar de ferry para a ilha Norte. Mesmo assim tivemos tempo de fazer algumas paragens pelo caminho e estas foram as highlights: Hokitika: é uma vila simpática, com supermercados e restaurantes caso precises de parar durante um tempo. Se tiveres oportunidade recomendo fazeres a caminhada de Hokitika Gorge, a mais famosa da zona. Punakaiki: conhecida pelas suas Pancake Rocks e Blowholes, esta micro caminhada leva-te por maravilhas geológicas que durante muitos anos (e ainda hoje) surpreendem os cientistas devido à sua curiosa formação. Tauranga Bay Seal Colony: se gostas de focas, este é o sítio onde vais querer parar. De um ponto de vista privilegiado vais poder observá-las no seu habitat natural a brincar umas com as outras. Nelson – Abel Tansman: 2 dias Apesar da chuva e de uma viagem de barco que quase nos fez sair o coração pela boca, o Parque Abel Tasman é um dos sítios mais famosos da Nova Zelândia, especialmente no Verão por causa das suas praias, oportunidades para fazer desportos aquáticos e ver golfinhos. Nós, para além da chuva, vimos muitos arco-íris, cascatas e ficámos com os sapatos molhados durante uma semana! Fox Glacier – Nelson: 6.5 horas Wellington: 1 ou 2 dias Ao escrever este post apercebi-me que tenho muito poucas fotos de Wellington apesar de ter sido a cidade da Nova Zelândia que mais gostei e a única onde me imaginaria a viver. Talvez tenha causado uma impressão tão forte em mim por ter adorado as pessoas que lá conheci. Pode-se dizer que “amigos de amigos são os melhores amigos”! Tivemos a sorte de sermos acolhidas na casa de um amigo de um amigo meu francês que tinha estudado 1 ano na Nova Zelândia. Confuso? Um pouco, mas o Jack (amigo do amigo) e todos os habitantes daquela casa foram tão queridos connosco que tenho as melhores recordações possíveis desta cidade. Para visitar recomendo o museu Te Papa (gratuito) sobre a história da Nova Zelândia desde a altura em que era uma capoeira a seu aberto (só existiam aves na NZ) até à chegada dos Maoiri e Ingleses. Para os apaixonados por cinema recomendo os Weta Studios e uma voltinha pelo Mount Victoria, Oriental Bay e pelo centro “histórico” que conta com vários mercados de comida como o Capital Market e montes de bares e restaurantes. Taupo e Tongariro Crossing: 2 dias Conhecida por ser a casa do Tongariro Crossing, Taupo não tem só a melhor caminhada da Nova Zelândia para oferecer. Lagos, barragens e outras caminhadas (claro) também estão na lista. Como não queríamos fazer nenhuma caminhada arrebatadora no dia antes do Crossing ficámo-nos pelo percurso até à Huka Falls que começa numas termas naturais de água quente (recomenda-se um mergulho :p) e acaba na cascata Huka, um rio com uma força incrível e uma cor de água linda. Também podes ver a barragem Aratiatia Power Station a abrir-se e a mudar a paisagem à sua volta em 5 minutos. Quanto ao Tongariro Crossing, dediquei-lhe um post gigante e muito completo que podes ver aqui! Alojamento: não me canso de recomendar o maravilhoso Tiki Lodge. Hamilton e Rotorua: 2 dias Enquanto éramos acolhidas por duas portuguesas com um coração de ouro visitámos tudo o que Hamilton tem de melhor. Hobbiton, Wai-O-Tapu e Black Water Rafting são uma machadinha no orçamento, mas cada sítio tem o seu encanto e valeu a pena apertar o cinto noutras coisas para vivê-los. Rotorua e Hamurana Springs em detalhe aqui e Hobbiton e Black Water Rafting aqui. Auckland: 1 dia Ganhei mais uma família, desta vez em Auckland. Fui adoptada pelos tios e primo da Mariana que me trataram como uma princesa (estou a ficar muito mal habituada). Em Auckland passeámos pelo centro, visitámos a Auckland Art Gallery (que é gratuita) e fomos ver um jogo de rugby – momento da minha vida do qual o meu pai se orgulha mais. Auckland também tem uma free walking tour. Se estiveres a pensar ver um jogo de rugby na Nova Zelândia podes comprar os bilhetes online, na Ticket Master, mas aconselho-te a fazê-lo num computador uma vez que a versão mobile do site não parece ter opção de compra para pessoas que não vivam na NZ. No fim do jogo, se quiseres um autógrafo ou uma foto com os jogadores é possível. Podes ir até aos lugares juntos ao relvado e eles costumam andar por lá a cumprimentar as pessoas. Bay of Islands & Cape Reigna: 4 ou 5 dias Por fim, os últimos dias desta aventura na Nova Zelândia foram passados a dormir no carro, a comer arroz e sopas de pacote e a contar cêntimos mas, também, a ver sítios fantásticos ou não estivéssemos nós na NZ. Conduzimos até ao Cape Reinga, o ponto mais a Norte do país, e pelo caminho descobrimos praias desertas, mais caminhadas de sonho e uma espécie de deserto do Sahara onde rebolámos pelas dunas. Tudo sobre os nossos últimos dias na Northland aqui! Espero que este post te tenha inspirado a visitar este país inacreditavelmente bonito e com tanto (mas TANTO) para oferecer. Só tive pena de não ter tido tempo para ir a Coromandel, também no Norte e perto de Auckland, mas teve de ser sacrificado. Mais dicas sobre modos de transporte, alojamento e coisas práticas neste post. Boas viagens e Kia Ora!

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De todos os países que visitei na vida, e já lá vão uns 30 e tal, a Nova Zelândia foi aquele onde vi as paisagens mais arrebatadoras. É fascinante como um país tão pequeno consegue ter tanto para dar. De montanhas, glaciares e fiordes na ilha Sul a vulcões, géiseres e dunas na ilha Norte, é impossível não se ficar perdidamente apaixonado por este cantinho no outro lado do Mundo.

Este foi o único país que visitei de carro porque a minha amiga da faculdade, Mariana, mudou-se para Christchurch há uns meses e alinhou nesta aventura comigo. Nós as duas mais o Ronaldo! Foram 28 dias, 4500 km, várias noites dormidas no carro, em casa de amigos de amigos e couchsurfing. Muitas refeições vegan cozinhadas num fogão a gás, dezenas de caminhadas (uma delas deu-me dores durante dias!) e companheiros de viagem inesperados.

Por isso, ao contrário dos meus outros posts, este roteiro está feito de acordo com a nossa experiência a viajar com um carro.
E desde já peço desculpa pela quantidade de vezes que vou usar adjectivos como “lindo, maravilhoso, fantástico…” mas é fácil esgotar elogios quando se escreve sobre a Nova Zelândia.

Itinerário para um mês na Nova Zelândia

Christchurch: 2 dias

Christchurch é uma cidade a levantar-se dos escombros. Em 2011 um terramoto de 6.3 atingiu a cidade e deitou tudo por terra. Ainda hoje os trabalhos de reconstrução perduram. No entanto existem várias razões para visitar Christchurch: os jardins botânicos e o Hagley Park são bonitos, existem imensos pontos de arte urbana, um Container Mall (centro comercial feito de contentores) e uma caminhada de 3 horas com vistas fantásticas chamada The Bridle Path Walk.

Começámos em Christchurch por duas razões:

  • É onde a Mariana está a viver e podíamos preparar a viagem nas calmas. Acabei por ficar mais do que 2 dias, mas se estiveres só numa de conhecer a cidade e as redondezas acho que é o suficiente. Nós fomos a Salvation Army Stores (lojas de material em segunda mão), passámos alguns dias na cozinha e nas compras e o pai da Mariana a arranjar o Ronaldo.
  • Como começámos no início de Maio achámos melhor fazer o Sul primeiro (onde o tempo fica frio mais cedo) e terminar no Norte (que tem um clima mais temperado).

Lake Tekapo: 1 dia

O Lago Tekapo foi primeiro ponto oficial da nossa viagem. Entre uma caminhada até a um miradouro com uma vista panorâmica sobre o lago e a noite mais fria da minha vida, não podíamos ter escolhido uma forma mais intensa de começar a nossa viagem. Mais detalhes aqui!

O Lago Tekapo também é muito famosos pelos seus céus nocturnos, mas nós tínhamos tanto frio nesta noite que não nos atrevemos a sair do carro!

Christchurch – Lake Tekapo: 3 horas

Mount Cook: 1 dia

Depois de ultrapassarmos um nevoeiro serrado que nos levou a perguntar “será que vamos ver o Mount Cook?!” passámos uma manhã soalheira no Hooker Valley Trail numa caminhada de 3 horas que te leva pelas melhores paisagens que a montanha mais alta da Nova Zelândia tem para oferecer. Com mais algumas paragens para fotos na estrada que acompanha o Lake Pukaki seguimos até Dunedin onde íamos ficar duas noites.

Lake Pukaki

Mount Cook – Dunedin: 7 horas

Dunedin e Caitlins: 2 ou 3 dias

Infelizmente não tivemos tempo para ir às Caitlins, mas não posso deixar de recomendar porque toda a gente diz que é uma zona linda, cheia de cascatas e vida selvagem. Nugget Point, Purakauni Falls e Cathedral Caves são alguns dos pontos altos.

Em Dunedin passámos um dia (e meio) em cheio! De vida selvagem vimos muito pouco, mas as paisagens que descobrimos compensaram. Principalmente a Tunnel Beach ao pôr do sol! Aqui ficam as minhas 6 sugestões:

Taiaroa Head – vimos um pinguim bebé a nadar no mar!

Victory Beach & The Pyramids

Cape Saunders

Hoopers Inlet

Tunnel Beach ao pôr do Sol

Street art

Estação de comboios de Dunedin

Em Dunedin fizemos Couchsurfing com uma Kiwi (neo-zelandesa) super querida: médica, adora subir montanhas (como todos os kiwis) e muito bem-disposta!

Milford Sound: 1 dia

De Dunedin a Milford Sound são cerca de 6 horas de caminho, por isso reserva no mínimo meio dia para esta viagem. Quando finalmente chegámos ao hostel já era noite e atropelámos um possum! Desgraças à parte, Milford Sound é uma das paisagens mais famosas e bonitas da Nova Zelândia e a viagem de barco pelos fiordes é inevitável. Se quiseres mais sobre a formação destes gigantes e dicas sobre a viagem de barco, clica aqui!

Milford Sound – Queenstown: 4 horas

Queenstown e Wanaka: 2 dias

A quantidade de dias para Queenstown depende muito do teu budget e gosto por adrenalina. Como eu não tinha nenhum dos dois, contentei-me com uma caminhada pela Queenstown Hill para ver esta vista maravilhosa!

Já em Wanaka tive de ultrapassar a dor e o cansaço na caminhada mais difícil da minha vida, mas ao menos no topo a vista é esta:

Mais detalhes sobre Queenstown aqui e sobre Wanaka aqui.

Queenstown – Wanaka: 1 hora; paragem recomendada em Arrowtown.

Fox Glacier: 1 dia

O Salvador Sobral ganha a Eurovisão e eu vou celebrar de helicóptero para um glaciar. Fina não sou?!  Anyway, a experiência de sobrevoar um glaciar e caminhar sobre e dentro dele é uma das minhas melhores recordações na Nova Zelândia. Se estiveres pela zona, aproveita e dá um saltinho ao Lake Matheson, vale muito a pena!


A minha aventura sobre o gelo está aqui.

Wanaka – Fox Glacier: 3.5 horas

West Coast: 1 dia na estrada

Passámos a Costa Oeste um bocadinho a correr porque em breve tínhamos que estar a atravessar de ferry para a ilha Norte. Mesmo assim tivemos tempo de fazer algumas paragens pelo caminho e estas foram as highlights:

Hokitika: é uma vila simpática, com supermercados e restaurantes caso precises de parar durante um tempo. Se tiveres oportunidade recomendo fazeres a caminhada de Hokitika Gorge, a mais famosa da zona.

Punakaiki: conhecida pelas suas Pancake Rocks e Blowholes, esta micro caminhada leva-te por maravilhas geológicas que durante muitos anos (e ainda hoje) surpreendem os cientistas devido à sua curiosa formação.

Tauranga Bay Seal Colony: se gostas de focas, este é o sítio onde vais querer parar. De um ponto de vista privilegiado vais poder observá-las no seu habitat natural a brincar umas com as outras.

Nelson – Abel Tansman: 2 dias

Apesar da chuva e de uma viagem de barco que quase nos fez sair o coração pela boca, o Parque Abel Tasman é um dos sítios mais famosos da Nova Zelândia, especialmente no Verão por causa das suas praias, oportunidades para fazer desportos aquáticos e ver golfinhos. Nós, para além da chuva, vimos muitos arco-íris, cascatas e ficámos com os sapatos molhados durante uma semana!

Fox Glacier – Nelson: 6.5 horas

Wellington: 1 ou 2 dias

Ao escrever este post apercebi-me que tenho muito poucas fotos de Wellington apesar de ter sido a cidade da Nova Zelândia que mais gostei e a única onde me imaginaria a viver. Talvez tenha causado uma impressão tão forte em mim por ter adorado as pessoas que lá conheci. Pode-se dizer que “amigos de amigos são os melhores amigos”!
Tivemos a sorte de sermos acolhidas na casa de um amigo de um amigo meu francês que tinha estudado 1 ano na Nova Zelândia. Confuso? Um pouco, mas o Jack (amigo do amigo) e todos os habitantes daquela casa foram tão queridos connosco que tenho as melhores recordações possíveis desta cidade.

Para visitar recomendo o museu Te Papa (gratuito) sobre a história da Nova Zelândia desde a altura em que era uma capoeira a seu aberto (só existiam aves na NZ) até à chegada dos Maoiri e Ingleses. Para os apaixonados por cinema recomendo os Weta Studios e uma voltinha pelo Mount Victoria, Oriental Bay e pelo centro “histórico” que conta com vários mercados de comida como o Capital Market e montes de bares e restaurantes.

Trabalho incrível realizado pelos Weta Studios e presente no museu Te Papa numa exibição sobre a 1ª Guerra Mundial e os soldados Anzac

Taupo e Tongariro Crossing: 2 dias

Conhecida por ser a casa do Tongariro Crossing, Taupo não tem só a melhor caminhada da Nova Zelândia para oferecer. Lagos, barragens e outras caminhadas (claro) também estão na lista. Como não queríamos fazer nenhuma caminhada arrebatadora no dia antes do Crossing ficámo-nos pelo percurso até à Huka Falls que começa numas termas naturais de água quente (recomenda-se um mergulho :p) e acaba na cascata Huka, um rio com uma força incrível e uma cor de água linda. Também podes ver a barragem Aratiatia Power Station a abrir-se e a mudar a paisagem à sua volta em 5 minutos.

Estrada até Taupo

No caminho para Huka Falls

Barragem a esvaziar

Huka Falls

Quanto ao Tongariro Crossing, dediquei-lhe um post gigante e muito completo que podes ver aqui!

Alojamento: não me canso de recomendar o maravilhoso Tiki Lodge.

Hamilton e Rotorua: 2 dias

Enquanto éramos acolhidas por duas portuguesas com um coração de ouro visitámos tudo o que Hamilton tem de melhor. Hobbiton, Wai-O-Tapu e Black Water Rafting são uma machadinha no orçamento, mas cada sítio tem o seu encanto e valeu a pena apertar o cinto noutras coisas para vivê-los.

Bag End <3

Wai-O-Tapu

As minhoquinhas luminosas

Rotorua e Hamurana Springs em detalhe aqui e Hobbiton e Black Water Rafting aqui.

Auckland: 1 dia

Ganhei mais uma família, desta vez em Auckland. Fui adoptada pelos tios e primo da Mariana que me trataram como uma princesa (estou a ficar muito mal habituada). Em Auckland passeámos pelo centro, visitámos a Auckland Art Gallery (que é gratuita) e fomos ver um jogo de rugby – momento da minha vida do qual o meu pai se orgulha mais. Auckland também tem uma free walking tour.

Se estiveres a pensar ver um jogo de rugby na Nova Zelândia podes comprar os bilhetes online, na Ticket Master, mas aconselho-te a fazê-lo num computador uma vez que a versão mobile do site não parece ter opção de compra para pessoas que não vivam na NZ. No fim do jogo, se quiseres um autógrafo ou uma foto com os jogadores é possível. Podes ir até aos lugares juntos ao relvado e eles costumam andar por lá a cumprimentar as pessoas.


Bay of Islands & Cape Reigna: 4 ou 5 dias

Por fim, os últimos dias desta aventura na Nova Zelândia foram passados a dormir no carro, a comer arroz e sopas de pacote e a contar cêntimos mas, também, a ver sítios fantásticos ou não estivéssemos nós na NZ. Conduzimos até ao Cape Reinga, o ponto mais a Norte do país, e pelo caminho descobrimos praias desertas, mais caminhadas de sonho e uma espécie de deserto do Sahara onde rebolámos pelas dunas. Tudo sobre os nossos últimos dias na Northland aqui!


Espero que este post te tenha inspirado a visitar este país inacreditavelmente bonito e com tanto (mas TANTO) para oferecer. Só tive pena de não ter tido tempo para ir a Coromandel, também no Norte e perto de Auckland, mas teve de ser sacrificado.

Mais dicas sobre modos de transporte, alojamento e coisas práticas neste post.

Boas viagens e Kia Ora!

The post Nova Zelândia num mês: de Norte a Sul, de Este a Oeste appeared first on Mudanças Constantes.

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