Inglaterra Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/inglaterra/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Wed, 29 Dec 2021 09:25:29 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Inglaterra Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/inglaterra/ 32 32 Midlands: Passeios ingleses num Outono confinado https://www.mudancasconstantes.com/2021/01/31/midlands-cambridge-lavenham/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=midlands-cambridge-lavenham https://www.mudancasconstantes.com/2021/01/31/midlands-cambridge-lavenham/#respond Sun, 31 Jan 2021 16:01:35 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6422 Lembro-me que o fim de semana de Halloween de 2020 foi o último em liberdade moderada. Celebrámos com um jantar em nossa casa que teve um travo agridoce; não sabíamos bem quando é que poderíamos voltar a repetir tal “ajuntamento”. Ainda hoje não sabemos.Tentando fazer omeletes sem ovos durante o novo confinamento, arrastei o meu namorado por estas Midlands – região onde moramos – adentro e tentámos correr tudo o que havia para ver nas redondezas. Se alguma vez te encontrares nesta parte do país, estes são alguns dos lugares que podes (e deves!) incluir na tua lista. Cambridge, a cidade do conhecimento Cambridge é um dos meus lugares preferidos em Inglaterra. É a cidade onde se formaram algumas das mentes mais brilhantes do mundo e também o lugar perfeito para uma day trip. A primeira vez que visitei Cambridge descobri que uma das actividades mais famosas para se fazer é punting. Punting envolve enfiarmo-nos num barco guiado por um estudante da universidade que nos relata a sua história enquanto navegamos pelos canais que atravessam várias faculdades, cada uma mais bonita que a outra. Como na primeira vez que visitei Cambridge não tinha dinheiro para o punting e na segunda não tinha tempo, há um terceiro passeio a Cambridge marcado para um futuro pós pandémico. É uma cidade com muito mais para se descobrir do que aparenta! Bury St Edmunds, a jóia na coroa de Suffolk Há lugares aos quais só se vai por acaso e Bury St Edmunds é um desses casos. Situada entre Cambridge e Lavenham, Bury St Edmunds surgiu no meu telemóvel como a oportunidade perfeita para parar um bocadinho e esticar as pernas. Nas placas que anunciam na estrada que estamos oficialmente em Bury St Edmunds encontrava-se também a frase “ The Jewel in the Crown Of Suffolk”. Promissor. Estacionámos, vimos uma torre de uma igreja e dirigimo-nos para lá. No caminho começámos a duvidar se esta seria mesmo a jóia de Suffolk, já que à nossa volta só viamos casas banais e a igreja também era “só mais uma”. Tinhamos andado na direcção errada. Eventualmente lá encontrámos o caminho certo e descobrimos uma vila mercantil com uma catedral de quinhentos anos e ruínas de uma abadia milenar. Nas ruas mais perto do centro histórico ainda se vêem muitos edifícios antigos incluindo o espectacular The Angel Hotel onde até o Charles Dickens dormiu! Há também um simpático mercado de rua às quartas e sábados. Uma paragem aleatória que se transformou numa agradável surpresa. Lavenham, um passeio medieval Lavenham tem de ser um dos segredos mais bem guardados do Reino Unido. É um daqueles lugares que surge do nada no feed do Instagram e nos faz questionar “como é que eu não sabia que isto existe?!”. Lavenham é um exemplo quase intocado de uma aldeia mercantil cujo principal bem comercializado era a lã. Esta aldeia, que já foi uma das mais abastadas do Reino Unido durante o tempo dos Tudors, é caracterizada pelos seus icónicos prédios medievais. Aqui, cada esquina é uma oportunidade fotográfica e torna-se repetitivo a quantidade de vezes que se diz “tão giro!” ou “olha aquela!” Nós almoçámos no Lavenham Greyhound e achámos o pub super acolhedor. Pode ser que ainda exista num mundo pós covid. Stoke Bruerne, a vila do canal Com a lista de lugares que podemos visitar cada vez mais reduzida resta-nos a vizinhança. Stoke Bruerne é mais uma tradicional aldeia inglesa que se destaca pela sua posição junto ao Grand Union Canal – um canal que começa em Londres e já só pára em Birmingham, estendendo-se por 220 quilómetros – e até tem um Museu do Canal. Pode não ser o lugar mais emblemático de Inglaterra mas tem o seu charme e é um daqueles lugares em que nos basta um pub (The Boat Inn) e uma cerveja na mão para sermos felizes. Também tem várias casinhas com telhados de palha que são um regalo para a vista. Ampthill, umas ruínas curiosas Já num post anterior tinha mencionado o site AllTrails. Este site é uma compilação de caminhadas feitas por outros utilizadores e permite-te passar a conhecer imensos lugares novos. Um desses lugares é a Houghton House, uma mansão do século XVII em ruínas no topo de uma colina. Como adoro edifícios em ruínas e imaginar o seu passado (as festas de arromba que esta casa não deve ter visto!) não podia ter ficado mais contente com esta descoberta. Ampthill em si, a vila mais próxima, também foi uma agradável surpresa que merecerá certamente uma nova visita quando os pubs e restaurantes re-abrirem! Warwick, o imponente castelo Não será de estranhar que para fechar este post venha aí mais uma vila histórica, é o menu do dia. Warwick tem um dos maiores castelos de Inglaterra e uma data de edifícios medievais para juntar à festa. Começámos pela melhor vista sobre o castelo, numa pequena ponte para carros e pessoas que atravessa o rio Avon, parte de uma estrada com o nome Banbury Road. Na mesma zona, durante os dias de primavera, um dos lugares mais bonitos para visitar em Warwick é o The Mill Garden e a rua que desce até lá é uma das mais características que encontrámos. Encaminhámo-nos para a St. Mary’s Church e vimos o exterior do The Lord Leycester Hospital que por causa das restrições estava fechado, mas não deixa de ser uma paragem obrigatória. Apesar do nome, este conjunto de edifícios medievais não era um hospital, mas sim um lugar onde as guildas da cidade se reuniam e alojavam os seus. Ao aproximarmo-nos da hora de almoço dirigimo-nos para a Market Square onde encontrámos chamuças e outras bancas com comidinhas boas. E assim se fecha este capítulo das Midlands que espero que em breve se estenda ao resto do país!

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Lembro-me que o fim de semana de Halloween de 2020 foi o último em liberdade moderada. Celebrámos com um jantar em nossa casa que teve um travo agridoce; não sabíamos bem quando é que poderíamos voltar a repetir tal “ajuntamento”. Ainda hoje não sabemos.

Tentando fazer omeletes sem ovos durante o novo confinamento, arrastei o meu namorado por estas Midlands – região onde moramos – adentro e tentámos correr tudo o que havia para ver nas redondezas. Se alguma vez te encontrares nesta parte do país, estes são alguns dos lugares que podes (e deves!) incluir na tua lista.

Cambridge, a cidade do conhecimento

Cambridge é um dos meus lugares preferidos em Inglaterra. É a cidade onde se formaram algumas das mentes mais brilhantes do mundo e também o lugar perfeito para uma day trip. A primeira vez que visitei Cambridge descobri que uma das actividades mais famosas para se fazer é punting. Punting envolve enfiarmo-nos num barco guiado por um estudante da universidade que nos relata a sua história enquanto navegamos pelos canais que atravessam várias faculdades, cada uma mais bonita que a outra.

Como na primeira vez que visitei Cambridge não tinha dinheiro para o punting e na segunda não tinha tempo, há um terceiro passeio a Cambridge marcado para um futuro pós pandémico. É uma cidade com muito mais para se descobrir do que aparenta!

Bury St Edmunds, a jóia na coroa de Suffolk

Há lugares aos quais só se vai por acaso e Bury St Edmunds é um desses casos. Situada entre Cambridge e Lavenham, Bury St Edmunds surgiu no meu telemóvel como a oportunidade perfeita para parar um bocadinho e esticar as pernas. Nas placas que anunciam na estrada que estamos oficialmente em Bury St Edmunds encontrava-se também a frase “ The Jewel in the Crown Of Suffolk”. Promissor.

Estacionámos, vimos uma torre de uma igreja e dirigimo-nos para lá. No caminho começámos a duvidar se esta seria mesmo a jóia de Suffolk, já que à nossa volta só viamos casas banais e a igreja também era “só mais uma”. Tinhamos andado na direcção errada.

Eventualmente lá encontrámos o caminho certo e descobrimos uma vila mercantil com uma catedral de quinhentos anos e ruínas de uma abadia milenar. Nas ruas mais perto do centro histórico ainda se vêem muitos edifícios antigos incluindo o espectacular The Angel Hotel onde até o Charles Dickens dormiu! Há também um simpático mercado de rua às quartas e sábados.

Uma paragem aleatória que se transformou numa agradável surpresa.

Lavenham, um passeio medieval

Lavenham tem de ser um dos segredos mais bem guardados do Reino Unido. É um daqueles lugares que surge do nada no feed do Instagram e nos faz questionar “como é que eu não sabia que isto existe?!”.

Lavenham é um exemplo quase intocado de uma aldeia mercantil cujo principal bem comercializado era a lã. Esta aldeia, que já foi uma das mais abastadas do Reino Unido durante o tempo dos Tudors, é caracterizada pelos seus icónicos prédios medievais.

Aqui, cada esquina é uma oportunidade fotográfica e torna-se repetitivo a quantidade de vezes que se diz “tão giro!” ou “olha aquela!”

Nós almoçámos no Lavenham Greyhound e achámos o pub super acolhedor. Pode ser que ainda exista num mundo pós covid.

Stoke Bruerne, a vila do canal

Com a lista de lugares que podemos visitar cada vez mais reduzida resta-nos a vizinhança. Stoke Bruerne é mais uma tradicional aldeia inglesa que se destaca pela sua posição junto ao Grand Union Canal – um canal que começa em Londres e já só pára em Birmingham, estendendo-se por 220 quilómetros – e até tem um Museu do Canal.

Pode não ser o lugar mais emblemático de Inglaterra mas tem o seu charme e é um daqueles lugares em que nos basta um pub (The Boat Inn) e uma cerveja na mão para sermos felizes. Também tem várias casinhas com telhados de palha que são um regalo para a vista.

Ampthill, umas ruínas curiosas

Já num post anterior tinha mencionado o site AllTrails. Este site é uma compilação de caminhadas feitas por outros utilizadores e permite-te passar a conhecer imensos lugares novos. Um desses lugares é a Houghton House, uma mansão do século XVII em ruínas no topo de uma colina.

Como adoro edifícios em ruínas e imaginar o seu passado (as festas de arromba que esta casa não deve ter visto!) não podia ter ficado mais contente com esta descoberta. Ampthill em si, a vila mais próxima, também foi uma agradável surpresa que merecerá certamente uma nova visita quando os pubs e restaurantes re-abrirem!

Warwick, o imponente castelo

Não será de estranhar que para fechar este post venha aí mais uma vila histórica, é o menu do dia. Warwick tem um dos maiores castelos de Inglaterra e uma data de edifícios medievais para juntar à festa.

Começámos pela melhor vista sobre o castelo, numa pequena ponte para carros e pessoas que atravessa o rio Avon, parte de uma estrada com o nome Banbury Road. Na mesma zona, durante os dias de primavera, um dos lugares mais bonitos para visitar em Warwick é o The Mill Garden e a rua que desce até lá é uma das mais características que encontrámos.

Encaminhámo-nos para a St. Mary’s Church e vimos o exterior do The Lord Leycester Hospital que por causa das restrições estava fechado, mas não deixa de ser uma paragem obrigatória. Apesar do nome, este conjunto de edifícios medievais não era um hospital, mas sim um lugar onde as guildas da cidade se reuniam e alojavam os seus. Ao aproximarmo-nos da hora de almoço dirigimo-nos para a Market Square onde encontrámos chamuças e outras bancas com comidinhas boas.

E assim se fecha este capítulo das Midlands que espero que em breve se estenda ao resto do país!

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Londres desfolhada https://www.mudancasconstantes.com/2021/01/11/londres-outono/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=londres-outono https://www.mudancasconstantes.com/2021/01/11/londres-outono/#respond Mon, 11 Jan 2021 22:07:42 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6386 Há duas coisas que me fazem muito feliz: ver o mar e andar durante horas por cidades. Como a primeira é mais difícil de fazer acontecer quando se vive no meio de Inglaterra, tenho que me satisfazer com a segunda que também não está nada mal. No Outono os parques e ruas de Londres arranjam-se a preceito para a nova estação e os amarelos, laranjas e vermelhos começam a aparecer tanto nas árvores como no chão. Como qualquer desculpa é boa para ir a Londres, desta vez foi descobrir os melhores lugares para fotografar o Outono na cidade que nos levou lá. 22 quilómetros, duas pizzas e um gelado/éclair depois, pairava no ar um sentimento de missão cumprida misturado com pernas doridas. O que mais nos surpreendeu foi que, entre os lugares mais conhecidos e que já constavam na nossa lista, conseguimos descobrir muitos outros que nunca tínhamos visto. Aqui vai o melhor do dia: Hyde Park O maior parque de Londres é o primeiro lugar em que se pensa para ver o melhor que o Outono tem para oferecer. Numa cidade de milhões de pessoas sempre em movimento, passear pelo Hyde Park é como um bálsamo para a alma. No Hyde Park há sempre lugares mais recatados onde só passam esquilos gordos e onde te podes deleitar a olhar para as majestosas árvores que o parque tem para oferecer. Notting Hill Gate Ao lado da estação de metro Notting Hill Gate fica um conjunto de ruas com algumas das casas mais adoráveis de Londres. Cada uma de sua cor, estas casas tornam a Hillgate Place e as ruas que a rodeiam numa das zonas mais pitorescas de Londres. Não muito longe fica um dos pubs mais famosos de Londres, The Churchill Arms, que é uma festa de flores na primavera e verão. Os “Mews” de Kensington A palavra “mews” define um conjunto de casas que foram inicialmente construídas para ser um estábulo e entretanto foram convertidas numa zona exclusivamente residencial. É nestas ruas que Londres se transforma numa pequena vila campestre e a prova disso são os Kynance Mews e a Christ Church Kensington que parecem saídos dos tradicionais Cotswolds. A caminho de South Kensington onde planeámos almoçar ainda passámos pelos Stanhope Mews, mais um cantinho encantador. Recentemente descobri que um dos melhores sítios para almoçar ou jantar em Londres é a pizzaria Franco Manca. São baratas, são boas, o serviço é rápido e não cobram taxa de serviço! What else? Com uma pizza na barriga só me faltava mesmo um gelado e não é que mesmo ali ao lado, depois de passar pelos Reece Mews, estava uma das melhores gelatarias de Londres – a Oddono’s – que para além de ser italiana também tem preços quase italianos. Já a Alexandra, que conheci quando fiz Erasmus em Paris, ainda não se desapegou da pastelaria francesa e acabou na Maitre Choux. Chelsea Embankment Depois de já termos passado horas intermináveis a andar, finalmente chegámos ao Tamisa. O Chelsea Embankment é um dos meus lugares preferidos em Londres porque é onde começa um caminho, sempre junto ao rio, que vai dar ao Big Ben e mais além. Westminster e St James’s Park O dia acabou com a luz perfeita a iluminar o Palácio de Westminster e o Parque St James. Enquanto nos encaminhávamos para a estação de Euston para voltar a casa, mal podíamos acreditar na sorte que tínhamos tido com aquele dia de sol que tinha começado com uma carga de água assustadora. Há dias assim!

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Há duas coisas que me fazem muito feliz: ver o mar e andar durante horas por cidades. Como a primeira é mais difícil de fazer acontecer quando se vive no meio de Inglaterra, tenho que me satisfazer com a segunda que também não está nada mal.

No Outono os parques e ruas de Londres arranjam-se a preceito para a nova estação e os amarelos, laranjas e vermelhos começam a aparecer tanto nas árvores como no chão. Como qualquer desculpa é boa para ir a Londres, desta vez foi descobrir os melhores lugares para fotografar o Outono na cidade que nos levou lá.

22 quilómetros, duas pizzas e um gelado/éclair depois, pairava no ar um sentimento de missão cumprida misturado com pernas doridas. O que mais nos surpreendeu foi que, entre os lugares mais conhecidos e que já constavam na nossa lista, conseguimos descobrir muitos outros que nunca tínhamos visto. Aqui vai o melhor do dia:

Hyde Park

O maior parque de Londres é o primeiro lugar em que se pensa para ver o melhor que o Outono tem para oferecer. Numa cidade de milhões de pessoas sempre em movimento, passear pelo Hyde Park é como um bálsamo para a alma.

No Hyde Park há sempre lugares mais recatados onde só passam esquilos gordos e onde te podes deleitar a olhar para as majestosas árvores que o parque tem para oferecer.

Notting Hill Gate

Ao lado da estação de metro Notting Hill Gate fica um conjunto de ruas com algumas das casas mais adoráveis de Londres. Cada uma de sua cor, estas casas tornam a Hillgate Place e as ruas que a rodeiam numa das zonas mais pitorescas de Londres.

Não muito longe fica um dos pubs mais famosos de Londres, The Churchill Arms, que é uma festa de flores na primavera e verão.

Os “Mews” de Kensington

A palavra “mews” define um conjunto de casas que foram inicialmente construídas para ser um estábulo e entretanto foram convertidas numa zona exclusivamente residencial. É nestas ruas que Londres se transforma numa pequena vila campestre e a prova disso são os Kynance Mews e a Christ Church Kensington que parecem saídos dos tradicionais Cotswolds.

A caminho de South Kensington onde planeámos almoçar ainda passámos pelos Stanhope Mews, mais um cantinho encantador.

Recentemente descobri que um dos melhores sítios para almoçar ou jantar em Londres é a pizzaria Franco Manca. São baratas, são boas, o serviço é rápido e não cobram taxa de serviço! What else?

Com uma pizza na barriga só me faltava mesmo um gelado e não é que mesmo ali ao lado, depois de passar pelos Reece Mews, estava uma das melhores gelatarias de Londres – a Oddono’s – que para além de ser italiana também tem preços quase italianos. Já a Alexandra, que conheci quando fiz Erasmus em Paris, ainda não se desapegou da pastelaria francesa e acabou na Maitre Choux.

Chelsea Embankment

Depois de já termos passado horas intermináveis a andar, finalmente chegámos ao Tamisa. O Chelsea Embankment é um dos meus lugares preferidos em Londres porque é onde começa um caminho, sempre junto ao rio, que vai dar ao Big Ben e mais além.

Westminster e St James’s Park

O dia acabou com a luz perfeita a iluminar o Palácio de Westminster e o Parque St James. Enquanto nos encaminhávamos para a estação de Euston para voltar a casa, mal podíamos acreditar na sorte que tínhamos tido com aquele dia de sol que tinha começado com uma carga de água assustadora. Há dias assim!

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Manchester, o Peak District e um desvio https://www.mudancasconstantes.com/2021/01/08/manchester-o-peak-district-e-um-desvio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=manchester-o-peak-district-e-um-desvio https://www.mudancasconstantes.com/2021/01/08/manchester-o-peak-district-e-um-desvio/#respond Fri, 08 Jan 2021 19:15:09 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6356 No fim de semana que fui ao Peak District era para ter ido a Milão, mas a pandemia decidiu obrigar-me a cancelar pela segunda vez uma viagem. Determinada a não ficar em casa mais um fim de semana e verificando que a previsão meteorológica prometia sol, em poucos minutos pus-me a congeminar um plano que incluía uma visita a Manchester e ao Peak District para uma longa caminhada. As viagens de comboio no Reino Unido podem ser inimigas da conta bancária, mas ao menos ligam cidades a uma velocidade estonteante. Do lugar onde vivo (Milton Keynes) até Manchester são 250 quilómetros que se fazem em menos de duas horas de comboio. Um tirinho! Um amigo meu que também é meu vizinho alinhou nesta aventura espontânea – talvez porque, como sempre, não fui muito clara na quantidade de passos que teríamos de dar – e lá fomos nós para norte antes que nos fechassem todos em casa outra vez. Manchester, um charme industrial A cidade de Manchester é algo controversa. Já há algum tempo que estava curiosa em visitá-la, mas sempre que perguntava a pessoas que já lá tinham estado a sua opinião sobre a cidade ou diziam “sim, é super interessante!” ou “não é nada de especial”. Como o melhor é mesmo vermos pelos nossos próprios olhos, fui verificar quem é que tinha razão. Para mim, ganhou a equipa “interessante”. Apesar de só ter visto o centro, achei Manchester uma cidade muito jovem cheia de bares e vida noturna (mesmo durante uma pandemia!). Alguns dos lugares a não perder são: a Manchester Cathedral que fica ao lado da Shambles Square onde ainda podes ver o que resta da arquitectura inglesa tradicional. Um dos ex-libris da cidade é a John Rylands Library, uma biblioteca que parece saida de um filme do Harry Potter que infelizmente estava fechada devido ao bicho maldito e a Albert Square também é muito bonita. Na Gay Village vais encontrar imensos bares e uma bela vista sobre o canal. Ali mesmo ao lado fica também o Alan Turing Memorial. A nossa voltinha de reconhecimento a Manchester acabou no The Circus Tavern, apelidado “o bar mais pequeno da Europa”, este pub com pequenas salas é muito acolhedor e é daqueles lugares verdadeiramente ingleses onde toda a gente mete conversa. A noite foi curta até porque tínhamos um comboio para apanhar bem cedo no dia seguinte. Afinal, estávamos ali para caminhar, não para ir a festas! Kinder Scout and Mam Tor Circular: uma caminhada com um percalço O dia ainda mal tinha começado e nós já estávamos em movimento. Tínhamos 17 quilómetros pela frente e queríamos evitar multidões. Sim, porque conseguimos encontrar um dia de sol para fazer esta caminhada! Começando em Edale, uma aldeia amorosa mesmo no coração do Peak District, fomos andando em direcção à parte mais difícil do percurso: uma subida de pedregulhos por onde passa um rio – é praticamente uma cascata – e que me fez dar graças às minhas botas à prova de água. Apesar de cansativa, a primeira hora de caminhada é deslumbrante, principalmente com os tons de Outono que coloriam a vegetação. Já no topo só a lama atrapalhou o nosso passo. Eventualmente chegámos a um ponto em que, distraídos na conversa, nos esquecemos que tínhamos um GPS para consultar e assumimos que sabíamos o caminho. Errado! Quando demos por nós já tínhamos andado quilómetros na direcção contrária e agora havia que voltar o mais depressa possível para o trilho certo porque tínhamos um comboio marcado que não podíamos perder. Olhando para os tempos no Google, tínhamos cerca de dez minutos de manobra e por isso pusemos as perninhas em modo turbo e caminhámos como nunca caminhámos na vida. A parte boa deste desvio inesperado foi termos encontrado lugares que não veríamos doutra forma. A parte menos interessante foi a final, até porque teve que ser feita meio a correr naquela ânsia do “será que vamos mesmo conseguir?”. No fim, tal e qual como o Google tinha dito, chegámos à estação de comboio dez minutos antes e celebrámos o nosso sucesso sentando-nos pela primeira vez em muitas horas. Os 17 quilómetros tinham-se transformado em 23 e a aventura teve um bocadinho mais adrenalina do que era inicialmente esperado. Mesmo assim foi uma caminhada épica e adorei voltar ao Peak District, desta vez com sol! Dicas rápidas Hostels vs Airbnb: Eu sou uma das maiores defensoras dos hostels, excepto em Inglaterra. Por causa do Covid os preços dos hostels estavam bastante em conta e decidimos ficar no Selina NQ1 Manchester. Devo dizer que para hostel inglês as condições são excelentes, mas eu esqueço-me sempre que este povo marca dormidas em hostels para beber até ficar um pavão histérico e depois pôr-se aos gritos no corredor a horas indecentes por razão nenhuma. Nota-se que estou traumatizada? Resumo, se queres dormir, marca um Airbnb principalmente às sextas e sábados! Bilhetes de comboio: Em Inglaterra é sempre muito mais barato comprar ida e volta do que bilhetes separados. Se morares cá e tiveres até 30 anos compra um Railcard. O Railcard dá descontos de cerca de 30% em todos os comboios no país. Equipamento: Para qualquer caminhada em Inglaterra convém levar botas de caminhada impermeáveis. Nem sempre vais andar por trilhos com cascatas como este, mas há muita lama em geral, por isso ténis não são aconselháveis. Para esta caminhada levei também bastões que desde que me aventurei pelas montanhas Suíças considero indispensáveis. Alltrails: O AllTrails tornou-se rapidamente no meu site preferido para encontrar caminhadas novas, especialmente em tempos de confinamento. Quase todas as caminhadas têm o percurso para download em múltiplos formatos, incluindo GPX Track. O trilho que fiz é este. Aconselho fazer no sentido contra-relógio.

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No fim de semana que fui ao Peak District era para ter ido a Milão, mas a pandemia decidiu obrigar-me a cancelar pela segunda vez uma viagem. Determinada a não ficar em casa mais um fim de semana e verificando que a previsão meteorológica prometia sol, em poucos minutos pus-me a congeminar um plano que incluía uma visita a Manchester e ao Peak District para uma longa caminhada.

As viagens de comboio no Reino Unido podem ser inimigas da conta bancária, mas ao menos ligam cidades a uma velocidade estonteante. Do lugar onde vivo (Milton Keynes) até Manchester são 250 quilómetros que se fazem em menos de duas horas de comboio. Um tirinho!

Um amigo meu que também é meu vizinho alinhou nesta aventura espontânea – talvez porque, como sempre, não fui muito clara na quantidade de passos que teríamos de dar – e lá fomos nós para norte antes que nos fechassem todos em casa outra vez.

Manchester, um charme industrial

A cidade de Manchester é algo controversa. Já há algum tempo que estava curiosa em visitá-la, mas sempre que perguntava a pessoas que já lá tinham estado a sua opinião sobre a cidade ou diziam “sim, é super interessante!” ou “não é nada de especial”. Como o melhor é mesmo vermos pelos nossos próprios olhos, fui verificar quem é que tinha razão.

Para mim, ganhou a equipa “interessante”. Apesar de só ter visto o centro, achei Manchester uma cidade muito jovem cheia de bares e vida noturna (mesmo durante uma pandemia!). Alguns dos lugares a não perder são: a Manchester Cathedral que fica ao lado da Shambles Square onde ainda podes ver o que resta da arquitectura inglesa tradicional.

Um dos ex-libris da cidade é a John Rylands Library, uma biblioteca que parece saida de um filme do Harry Potter que infelizmente estava fechada devido ao bicho maldito e a Albert Square também é muito bonita.

Na Gay Village vais encontrar imensos bares e uma bela vista sobre o canal. Ali mesmo ao lado fica também o Alan Turing Memorial. A nossa voltinha de reconhecimento a Manchester acabou no The Circus Tavern, apelidado “o bar mais pequeno da Europa”, este pub com pequenas salas é muito acolhedor e é daqueles lugares verdadeiramente ingleses onde toda a gente mete conversa.

A noite foi curta até porque tínhamos um comboio para apanhar bem cedo no dia seguinte. Afinal, estávamos ali para caminhar, não para ir a festas!

Kinder Scout and Mam Tor Circular: uma caminhada com um percalço

O dia ainda mal tinha começado e nós já estávamos em movimento. Tínhamos 17 quilómetros pela frente e queríamos evitar multidões. Sim, porque conseguimos encontrar um dia de sol para fazer esta caminhada!

Começando em Edale, uma aldeia amorosa mesmo no coração do Peak District, fomos andando em direcção à parte mais difícil do percurso: uma subida de pedregulhos por onde passa um rio – é praticamente uma cascata – e que me fez dar graças às minhas botas à prova de água. Apesar de cansativa, a primeira hora de caminhada é deslumbrante, principalmente com os tons de Outono que coloriam a vegetação.

Já no topo só a lama atrapalhou o nosso passo. Eventualmente chegámos a um ponto em que, distraídos na conversa, nos esquecemos que tínhamos um GPS para consultar e assumimos que sabíamos o caminho. Errado!

Quando demos por nós já tínhamos andado quilómetros na direcção contrária e agora havia que voltar o mais depressa possível para o trilho certo porque tínhamos um comboio marcado que não podíamos perder.

Olhando para os tempos no Google, tínhamos cerca de dez minutos de manobra e por isso pusemos as perninhas em modo turbo e caminhámos como nunca caminhámos na vida. A parte boa deste desvio inesperado foi termos encontrado lugares que não veríamos doutra forma.

A parte menos interessante foi a final, até porque teve que ser feita meio a correr naquela ânsia do “será que vamos mesmo conseguir?”. No fim, tal e qual como o Google tinha dito, chegámos à estação de comboio dez minutos antes e celebrámos o nosso sucesso sentando-nos pela primeira vez em muitas horas. Os 17 quilómetros tinham-se transformado em 23 e a aventura teve um bocadinho mais adrenalina do que era inicialmente esperado.

Mesmo assim foi uma caminhada épica e adorei voltar ao Peak District, desta vez com sol!

Dicas rápidas

Hostels vs Airbnb: Eu sou uma das maiores defensoras dos hostels, excepto em Inglaterra. Por causa do Covid os preços dos hostels estavam bastante em conta e decidimos ficar no Selina NQ1 Manchester. Devo dizer que para hostel inglês as condições são excelentes, mas eu esqueço-me sempre que este povo marca dormidas em hostels para beber até ficar um pavão histérico e depois pôr-se aos gritos no corredor a horas indecentes por razão nenhuma. Nota-se que estou traumatizada? Resumo, se queres dormir, marca um Airbnb principalmente às sextas e sábados!

Bilhetes de comboio: Em Inglaterra é sempre muito mais barato comprar ida e volta do que bilhetes separados. Se morares cá e tiveres até 30 anos compra um Railcard. O Railcard dá descontos de cerca de 30% em todos os comboios no país.

Equipamento: Para qualquer caminhada em Inglaterra convém levar botas de caminhada impermeáveis. Nem sempre vais andar por trilhos com cascatas como este, mas há muita lama em geral, por isso ténis não são aconselháveis. Para esta caminhada levei também bastões que desde que me aventurei pelas montanhas Suíças considero indispensáveis.

Alltrails: O AllTrails tornou-se rapidamente no meu site preferido para encontrar caminhadas novas, especialmente em tempos de confinamento. Quase todas as caminhadas têm o percurso para download em múltiplos formatos, incluindo GPX Track. O trilho que fiz é este. Aconselho fazer no sentido contra-relógio.

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Seven Sisters e um escaldão inglês https://www.mudancasconstantes.com/2020/09/29/seven-sisters-inglaterra/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=seven-sisters-inglaterra https://www.mudancasconstantes.com/2020/09/29/seven-sisters-inglaterra/#comments Tue, 29 Sep 2020 10:52:45 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6213 Durante algum tempo pensei que a caminhada das Seven Sisters estava amaldiçoada. O simples plano de apanhar um par de comboios para o sul do país e andar umas horas a pé foi constantemente adiado desde Fevereiro e só agora – estamos em Setembro – é que se cumpriu. Como o Reino Unido não é um país com grande densidade populacional de caminhantes, rumei à costa sul de Inglaterra sozinha para algumas horas de contemplação e trabalho de pernas. Apanhando um comboio de London Victoria são no máximo duas horas até Seaford por uma paisagem que rapidamente se transfigura de uma metrópole de milhões para quilómetros e quilómetros de colinas de um verde só alcançável por países de clima duvidoso. É na estação de Lewes, ao trocar para um comboio que já viu melhores dias, que se distingue quem são os caminhantes. A uma velocidade adequada à de um comboio do século XIX cheguei à vila costeira de Seaford para um primeiro vislumbre de mar em mais de dois meses A caminhada das Seven Sisters tem cerca de 17 quilómetros com maré baixa e mais uns três ou quatro com a maré alta e acaba na vila de Eastbourne. É possível fazê-la em ambos os sentidos, mas é sabido que as vistas são melhores de Seaford até Eastbourne. Num dia de Verão num ano em que não se pode viajar para lado nenhum, seria de esperar que as Seven Sisters estivessem ao rubro. Tinha-me preparado psicologicamente para o pior. Em vez disso houve mais que muitas oportunidades para ouvir um dos meus sons preferidos: o silêncio. Outra das surpresas da caminhada foi a diversidade de paisagens, que vão muito além do “rochedo branco com relva no topo”. Logo no início podes encontrar as casas pitorescas que aparecem no filme Expiação. Logo ao lado fica a praia que vai ditar se a tua caminhada tem mais ou menos quilómetros. É na Cuckmere Haven que o rio se junta ao mar e, pelos vistos, quando a maré está cheia tens que ir dar a chamada “ganda volta” por uma ponte mais acima. A parte positiva é que se tiveres que o fazer há um pub, o The Cuckmere Inn, no caminho e onde podes parar! Foi depois desta parte que encontrei a minha vista preferida: Os quilómetros finais são adornados pelo farol “Beachy Head Lighthouse” que, apesar de construído em 1902, já se avizinhava um grande adereço de fotografias de Instagram. E é assim que termina uma das caminhadas mais famosas de Inglaterra que num dia soalheiro e com vento te pode dar um escaldão com tanta categoria como o que se apanha em qualquer praia portuguesa. Dicas rápidas Comboios: Em Inglaterra, o preço de comprar um bilhete de ida é o mesmo que comprar um bilhete de ida e volta. Por isso, o melhor é comprar ou ida e volta Londres – Seaford ou Londres – Eastbourne e depois comprar um bilhete de ida de Lewes – Seaford ou de Eastbourne – Lewes.

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Durante algum tempo pensei que a caminhada das Seven Sisters estava amaldiçoada. O simples plano de apanhar um par de comboios para o sul do país e andar umas horas a pé foi constantemente adiado desde Fevereiro e só agora – estamos em Setembro – é que se cumpriu.

Como o Reino Unido não é um país com grande densidade populacional de caminhantes, rumei à costa sul de Inglaterra sozinha para algumas horas de contemplação e trabalho de pernas.

Apanhando um comboio de London Victoria são no máximo duas horas até Seaford por uma paisagem que rapidamente se transfigura de uma metrópole de milhões para quilómetros e quilómetros de colinas de um verde só alcançável por países de clima duvidoso.

É na estação de Lewes, ao trocar para um comboio que já viu melhores dias, que se distingue quem são os caminhantes. A uma velocidade adequada à de um comboio do século XIX cheguei à vila costeira de Seaford para um primeiro vislumbre de mar em mais de dois meses

A caminhada das Seven Sisters tem cerca de 17 quilómetros com maré baixa e mais uns três ou quatro com a maré alta e acaba na vila de Eastbourne. É possível fazê-la em ambos os sentidos, mas é sabido que as vistas são melhores de Seaford até Eastbourne.

Num dia de Verão num ano em que não se pode viajar para lado nenhum, seria de esperar que as Seven Sisters estivessem ao rubro. Tinha-me preparado psicologicamente para o pior. Em vez disso houve mais que muitas oportunidades para ouvir um dos meus sons preferidos: o silêncio.

Outra das surpresas da caminhada foi a diversidade de paisagens, que vão muito além do “rochedo branco com relva no topo”. Logo no início podes encontrar as casas pitorescas que aparecem no filme Expiação.

Logo ao lado fica a praia que vai ditar se a tua caminhada tem mais ou menos quilómetros. É na Cuckmere Haven que o rio se junta ao mar e, pelos vistos, quando a maré está cheia tens que ir dar a chamada “ganda volta” por uma ponte mais acima. A parte positiva é que se tiveres que o fazer há um pub, o The Cuckmere Inn, no caminho e onde podes parar!

Foi depois desta parte que encontrei a minha vista preferida:

Os quilómetros finais são adornados pelo farol “Beachy Head Lighthouse” que, apesar de construído em 1902, já se avizinhava um grande adereço de fotografias de Instagram.

E é assim que termina uma das caminhadas mais famosas de Inglaterra que num dia soalheiro e com vento te pode dar um escaldão com tanta categoria como o que se apanha em qualquer praia portuguesa.

Dicas rápidas

Comboios: Em Inglaterra, o preço de comprar um bilhete de ida é o mesmo que comprar um bilhete de ida e volta. Por isso, o melhor é comprar ou ida e volta Londres – Seaford ou Londres – Eastbourne e depois comprar um bilhete de ida de Lewes – Seaford ou de Eastbourne – Lewes.

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A cinzenta e tradicional Inglaterra dos filmes https://www.mudancasconstantes.com/2019/11/14/cotswolds-bath-inglaterra/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cotswolds-bath-inglaterra https://www.mudancasconstantes.com/2019/11/14/cotswolds-bath-inglaterra/#comments Thu, 14 Nov 2019 08:18:36 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5806 Já se sabe que o clima está longe de ser a melhor qualidade de Inglaterra. Nunca está extremamente frio nem quente, não há tempestades e as chuvas torrenciais são raras. Há uma expressão muito inglesa que descreve lindamente o tempo nesta ilha geograficamente mal posicionada: lukewarm. Em português, morno, lukewarm é um estado de indiferença, de desinteresse no qual Inglaterra se mergulha durante mais ou menos nove meses por ano. Não querendo atender ao pedido de “bom tempo” por parte da minha mãe, Inglaterra mostrou-se tal e qual como é durante o nosso fim-de-semana de passeio pelos Cotswolds e Bath. Vendo o copo meio cheio, Inglaterra tem um certo encanto sob um céu cinzento, afinal, nunca nenhum arquitecto desenhou uma casa aqui a pensar o quão bem ficaria num dia de sol. Destemidos e munidos com um grande chapéu-de-chuva foi assim que passámos um fim-de-semana muito inglês: Castle Combe Demorei um ano até conseguir enfiar Castle Combe num plano de passeio credível – ficava sempre fora de mão! Castle Combe é uma aldeia de conto de fadas. Ali não há nada que destoe até porque a construção mais recente é do século XV… Está situada num vale, não tem carros, tem uma igreja, um palacete fino, um centro mercantil, pubs e casas de chá e, a cereja no topo do bolo: uma ponte mega pitoresca. Se isto tudo junto não dá a aldeia mais bonita do Reino Unido não sei o que dá! Depois de um ano de espera, posso dizer que correspondeu às expectativas. Bradford-on-Avon Ao contrário da aldeia anterior, nunca tinha ouvido falar de Bradford on Avon até ler um artigo num jornal inglês que afirmava que esta era “a nova Bath”. Sendo Bath uma das cidades mais turísticas de Inglaterra, achei que parecia uma boa premissa. Chegámos a Bradford às cinco da tarde – quando já não se avistava vivalma – e como tal a vila era nossa. A zona mais bonita de Bradford é, sem dúvida, a da ponte (do século XIII) sobre o rio Avon que, em vez de parecer um simpático canal como aparece nas fotografias, parecia um rio com rápidos mortais tanta era a chuva dos últimos dias. Já o centro é relativamente pequeno, mas com uma arquitectura muito característica e interessante. Estas vilinhas costumam ter vias e trilhos para caminhar e andar de bicicleta sempre à beira rio e numa visita com mais e melhor tempo parece-me ser o plano ideal. Pelo que li é recomendada a passagem pelo Tithe Barn e The Lock Inn Café. Lacock Acho seguro declarar que Lacock foi a grande surpresa deste fim-de-semana, sobretudo porque lá chegámos completamente vazios de quaisquer expectativas. Lacock não era mais do que um ponto de interrogação promissor. Num domingo chuvoso às 9 da manhã, havia três pessoas em Lacock e essas pessoas éramos nós! E não é que encontrámos um amor de aldeia? Em Lacock tudo parece ter sido posto no sítio com um cuidado e carinho especiais que ignoraram a passagem dos últimos 800 anos. Por estar tão bem preservada, Lacock já serviu de cenário a muitos filmes e séries ingleses incluído *drumroll* o Harry Potter! Quase cai para o lado quando soube disto, mas infelizmente as nossas horas não coincidiram com as da Abadia que já foi Howgwarts, mas fica para a próxima. Ao menos pisei o mesmo chão que o cast… Lacock também é o lugar perfeito para uma refeição reconfortante num pub, de preferência com lareira. Uma chef recomendou-nos o The George Inn e como tem mesmo muito bom aspecto, passa a ser a minha recomendação também. Bath Bath é como uma vila dos Cotswolds em ponto grande. Cheia de movimento, cultura e turistas chineses, esta é a única cidade do Reino Unido considerada património da UNESCO. Apesar de ser conhecida pelos banhos romanos que a baptizaram, os “modestos” 20 pounds de entrada afastaram-nos para outras atracções como a Ponte Pulteney e o Royal Crescent. Os preços injustificados e proibitivos praticados em Bath acabam por prejudicar a experiência na cidade por que não resta muito mais para fazer. Se tiveres vontade de gastar dinheiro, para além dos banhos há o Prior Park Landscape Garden que parece muito giro. Bath também fica muito perto de Stonehenge que visitei já há alguns anos com a Scarpertours e adorei. Entretanto estava na altura de rumarmos para norte, de volta a casa. Os Cotswolds são definitivamente uma das minhas regiões preferidas de Inglaterra e o lugar perfeito para viver a experiência das casas de chá e dos pubs tradicionais.

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Já se sabe que o clima está longe de ser a melhor qualidade de Inglaterra. Nunca está extremamente frio nem quente, não há tempestades e as chuvas torrenciais são raras. Há uma expressão muito inglesa que descreve lindamente o tempo nesta ilha geograficamente mal posicionada: lukewarm. Em português, morno, lukewarm é um estado de indiferença, de desinteresse no qual Inglaterra se mergulha durante mais ou menos nove meses por ano.

Castle Combe

Não querendo atender ao pedido de “bom tempo” por parte da minha mãe, Inglaterra mostrou-se tal e qual como é durante o nosso fim-de-semana de passeio pelos Cotswolds e Bath.

Vendo o copo meio cheio, Inglaterra tem um certo encanto sob um céu cinzento, afinal, nunca nenhum arquitecto desenhou uma casa aqui a pensar o quão bem ficaria num dia de sol. Destemidos e munidos com um grande chapéu-de-chuva foi assim que passámos um fim-de-semana muito inglês:

Castle Combe

Demorei um ano até conseguir enfiar Castle Combe num plano de passeio credível – ficava sempre fora de mão! Castle Combe é uma aldeia de conto de fadas. Ali não há nada que destoe até porque a construção mais recente é do século XV…

Está situada num vale, não tem carros, tem uma igreja, um palacete fino, um centro mercantil, pubs e casas de chá e, a cereja no topo do bolo: uma ponte mega pitoresca. Se isto tudo junto não dá a aldeia mais bonita do Reino Unido não sei o que dá! Depois de um ano de espera, posso dizer que correspondeu às expectativas.

Bradford-on-Avon

Ao contrário da aldeia anterior, nunca tinha ouvido falar de Bradford on Avon até ler um artigo num jornal inglês que afirmava que esta era “a nova Bath”. Sendo Bath uma das cidades mais turísticas de Inglaterra, achei que parecia uma boa premissa. Chegámos a Bradford às cinco da tarde – quando já não se avistava vivalma – e como tal a vila era nossa.

A zona mais bonita de Bradford é, sem dúvida, a da ponte (do século XIII) sobre o rio Avon que, em vez de parecer um simpático canal como aparece nas fotografias, parecia um rio com rápidos mortais tanta era a chuva dos últimos dias. Já o centro é relativamente pequeno, mas com uma arquitectura muito característica e interessante.

Estas vilinhas costumam ter vias e trilhos para caminhar e andar de bicicleta sempre à beira rio e numa visita com mais e melhor tempo parece-me ser o plano ideal. Pelo que li é recomendada a passagem pelo Tithe Barn e The Lock Inn Café.

Lacock

Acho seguro declarar que Lacock foi a grande surpresa deste fim-de-semana, sobretudo porque lá chegámos completamente vazios de quaisquer expectativas. Lacock não era mais do que um ponto de interrogação promissor.

Num domingo chuvoso às 9 da manhã, havia três pessoas em Lacock e essas pessoas éramos nós! E não é que encontrámos um amor de aldeia? Em Lacock tudo parece ter sido posto no sítio com um cuidado e carinho especiais que ignoraram a passagem dos últimos 800 anos.

Por estar tão bem preservada, Lacock já serviu de cenário a muitos filmes e séries ingleses incluído *drumroll* o Harry Potter! Quase cai para o lado quando soube disto, mas infelizmente as nossas horas não coincidiram com as da Abadia que já foi Howgwarts, mas fica para a próxima. Ao menos pisei o mesmo chão que o cast…

Lacock também é o lugar perfeito para uma refeição reconfortante num pub, de preferência com lareira. Uma chef recomendou-nos o The George Inn e como tem mesmo muito bom aspecto, passa a ser a minha recomendação também.

Bath

Bath é como uma vila dos Cotswolds em ponto grande. Cheia de movimento, cultura e turistas chineses, esta é a única cidade do Reino Unido considerada património da UNESCO. Apesar de ser conhecida pelos banhos romanos que a baptizaram, os “modestos” 20 pounds de entrada afastaram-nos para outras atracções como a Ponte Pulteney e o Royal Crescent.

Os preços injustificados e proibitivos praticados em Bath acabam por prejudicar a experiência na cidade por que não resta muito mais para fazer. Se tiveres vontade de gastar dinheiro, para além dos banhos há o Prior Park Landscape Garden que parece muito giro.

Bath também fica muito perto de Stonehenge que visitei já há alguns anos com a Scarpertours e adorei.

Entretanto estava na altura de rumarmos para norte, de volta a casa. Os Cotswolds são definitivamente uma das minhas regiões preferidas de Inglaterra e o lugar perfeito para viver a experiência das casas de chá e dos pubs tradicionais.

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White Cliffs of Dover e um sudeste soalheiro https://www.mudancasconstantes.com/2019/07/30/white-cliffs-of-dover-inglaterra/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=white-cliffs-of-dover-inglaterra https://www.mudancasconstantes.com/2019/07/30/white-cliffs-of-dover-inglaterra/#respond Tue, 30 Jul 2019 17:26:56 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5507 Nos escassos dias de sol ingleses é quase proibido ficar em casa. O país transforma-se e não há como não alinhar neste movimento: os calções e os chinelos saem do armário, os transportes para o litoral enchem-se e as praias, outrora cinzentas e acastanhadas, tornam-se num paraíso quase tão apetitoso quanto as Maldivas. Não querendo perder esta súbita febre de Verão, também nós nos dirigimos ao sul no fim de Junho. Com os White Cliffs of Dover em mente, conjurámos um plano que incluía Canterbury, Dover e Rye – um mix de vilas tradicionais, falésias e praia. Canterbury: galinhas regatadas e enchiladas Com os nossos antecedentes trágico-cómico nos Airbnb ingleses, mal podíamos esperar para ver quem nos aguardava do outro lado da porta desta vez. Felizmente fomos recebidos por uma cadela que parecia uma vaca e com um sorriso, vindo dos donos, que apaziguou os nossos receios. Para além de simpáticos com os humanos, os nossos hosts resgatavam cães (já iam em mais de 100 resgates) e até galinhas. Quem diria que as galinhas precisavam de ser resgatadas… Com mais de três horas de estrada e trânsito no lombo, descansámos até a barriga se queixar. Decidimos jantar na rua principal de Canterbury e usar a táctica do “restaurante com gente”. Acabámos num mexicano chamado Tacos Locos que tinha Margaritas com uns 90% de tequila e porções gigantescas! Ainda mais cansados depois de comermos por quatro em vez de dois, fomos explorar o potencial de Canterbury. Ficámos certos que tínhamos que voltar na manhã seguinte. Acordámos com as galinhas (literalmente) e depois de um pequeno-almoço, vegetariano e livre qualquer pecado animal, voltámos ao ataque a Canterbury. Apesar de ter um centro pequenino, é uma cidade muito catita com uma das arquitecturas mais icónicas e interessantes que já vi em Inglaterra. Os Greyfriars Gardens também são muito merecedores de uma visita. Canterbury é uma cidade absolutamente adorável e entrou para o top de lugares que mais gosto neste país! Os prístinos White Cliffs of Dover Mas o nosso destino era mesmo o mar e como tal, dirigimo-nos a alta velocidade para a St Margarets Bay, uma pequena baía com “praia” aka calhaus junto ao mar onde pudemos explorar o sopé das falésias. Já para explorar o topo das falésias, seguimos para a entrada oficial dos White Cliffs of Dover. Assim que entramos no trilho fomos surpreendidos não pelo “branco, mais branco não há”, mas por uma vista panorâmica sobre o Porto de Dover, o porto de passageiros mais concorrido da Europa. Ultrapassando esta parte industrial, tínhamos pela frente quilómetros de relva verdejante para palmilhar enquanto nos deslumbrávamos com o azul do mar e o branco das falésias. Tudo era paz e tranquilidade, excepto quando se ouvia uns espanhóis. Contudo, debaixo dos nossos pés a história era outra. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Winston Churchill visitou a zona, reparou que o inimigo andava livremente pelo Estreito de Dover sem que ninguém lhe fizesse frente. Imediatamente ordenou a instalação de artilharia pesada e a construção da “Fan Bay”, uma rede de túneis subterrâneos que funcionavam como abrigo e esconderijo estratégico que hoje pode ser visitada. Afinal de contas, em dias de sol, França vê-se lá ao fundo, a uns meros 33 quilómetros de distância. Fazer o caminho completo de ida e volta demora cerca de três horas, mas o trilho é muito fácil e acessível. Nós no total fizemos só 90 minutos. Dover e a alma de Inglaterra No fim da nossa caminhada já só pensávamos no almoço. No Google Maps escrevemos uma palavra “Wetherspoons” e num segundo lá estava ele, como sempre, pronto para nos receber de braços abertos. Para quem não conhece, o Wetherspoons é uma cadeia de pubs inglesa, mas eu acho que é muito mais do que isso: é a alma de Inglaterra. Estes pubs servem para tudo. Bebidas baratas depois do trabalho? Check! Pequeno-almoço inglês? Check! Almoço numa cidade desconhecida? Check! Há um certo sentimento de pertença e familiaridade neste lugar, quase como uma casa. Não tem muita classe ou glamour, mas como eles dizem “it gets the job done”. Por isso, se um dia quiseres conhecer a Inglaterra para além de Londres, este é um bom ponto de partida. PS: O wrap de legumes grelhados é surpreendentemente bom. Rye, um casamento e uma praia Se há coisas boas no Instagram é ficarmos a conhecer lugares que de outra forma nunca seriam visitados por ser tão insignificantes no mapa. Sendo eu uma aficionada por casinhas tradicionais inglesas, não podia deixar de escapar a pequena vila de Rye. Muralhas, casas com vigas, igrejas e até gelados decentes para os padrões ingleses tornam Rye num lugar muito apelativo para um passeio de domingo. O momento mais entusiasmante do dia (provavelmente do mês) nesta vila foi um casamento. Enquanto subíamos uma das ruas principais, começámos a ouvir um sino que era agitado por um senhor vestido a rigor que anunciava ao mundo o casamento e o nome dois noivos. Tínhamos viajado 200 anos no tempo. Não podendo deixar este dia de verão perfeito escapar sem aproveitar todos os raios de sol possíveis, fomos até à Rye Harbour Nature Reserve que apesar de não ser nada de especial tem uma praia onde consolidámos o nosso escaldão. Dicas rápidas Estacionamento em Canterbury: Como em todo o lado em Inglaterra, o estacionamento é pago no centro. O nosso host deu-nos a dica de estacionar no fim da Monastery Street/Havelock Street onde era grátis.

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Nos escassos dias de sol ingleses é quase proibido ficar em casa. O país transforma-se e não há como não alinhar neste movimento: os calções e os chinelos saem do armário, os transportes para o litoral enchem-se e as praias, outrora cinzentas e acastanhadas, tornam-se num paraíso quase tão apetitoso quanto as Maldivas.

Não querendo perder esta súbita febre de Verão, também nós nos dirigimos ao sul no fim de Junho. Com os White Cliffs of Dover em mente, conjurámos um plano que incluía Canterbury, Dover e Rye – um mix de vilas tradicionais, falésias e praia.


Canterbury: galinhas regatadas e enchiladas

Com os nossos antecedentes trágico-cómico nos Airbnb ingleses, mal podíamos esperar para ver quem nos aguardava do outro lado da porta desta vez. Felizmente fomos recebidos por uma cadela que parecia uma vaca e com um sorriso, vindo dos donos, que apaziguou os nossos receios. Para além de simpáticos com os humanos, os nossos hosts resgatavam cães (já iam em mais de 100 resgates) e até galinhas. Quem diria que as galinhas precisavam de ser resgatadas…

Com mais de três horas de estrada e trânsito no lombo, descansámos até a barriga se queixar. Decidimos jantar na rua principal de Canterbury e usar a táctica do “restaurante com gente”. Acabámos num mexicano chamado Tacos Locos que tinha Margaritas com uns 90% de tequila e porções gigantescas!

Ainda mais cansados depois de comermos por quatro em vez de dois, fomos explorar o potencial de Canterbury. Ficámos certos que tínhamos que voltar na manhã seguinte.

Acordámos com as galinhas (literalmente) e depois de um pequeno-almoço, vegetariano e livre qualquer pecado animal, voltámos ao ataque a Canterbury. Apesar de ter um centro pequenino, é uma cidade muito catita com uma das arquitecturas mais icónicas e interessantes que já vi em Inglaterra.

Os Greyfriars Gardens também são muito merecedores de uma visita.

Canterbury é uma cidade absolutamente adorável e entrou para o top de lugares que mais gosto neste país!


Os prístinos White Cliffs of Dover

Mas o nosso destino era mesmo o mar e como tal, dirigimo-nos a alta velocidade para a St Margarets Bay, uma pequena baía com “praia” aka calhaus junto ao mar onde pudemos explorar o sopé das falésias.

Já para explorar o topo das falésias, seguimos para a entrada oficial dos White Cliffs of Dover. Assim que entramos no trilho fomos surpreendidos não pelo “branco, mais branco não há”, mas por uma vista panorâmica sobre o Porto de Dover, o porto de passageiros mais concorrido da Europa.

Ultrapassando esta parte industrial, tínhamos pela frente quilómetros de relva verdejante para palmilhar enquanto nos deslumbrávamos com o azul do mar e o branco das falésias. Tudo era paz e tranquilidade, excepto quando se ouvia uns espanhóis.

Contudo, debaixo dos nossos pés a história era outra. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Winston Churchill visitou a zona, reparou que o inimigo andava livremente pelo Estreito de Dover sem que ninguém lhe fizesse frente.

Imediatamente ordenou a instalação de artilharia pesada e a construção da “Fan Bay”, uma rede de túneis subterrâneos que funcionavam como abrigo e esconderijo estratégico que hoje pode ser visitada. Afinal de contas, em dias de sol, França vê-se lá ao fundo, a uns meros 33 quilómetros de distância.

Fazer o caminho completo de ida e volta demora cerca de três horas, mas o trilho é muito fácil e acessível. Nós no total fizemos só 90 minutos.


Dover e a alma de Inglaterra

No fim da nossa caminhada já só pensávamos no almoço. No Google Maps escrevemos uma palavra “Wetherspoons” e num segundo lá estava ele, como sempre, pronto para nos receber de braços abertos.

Para quem não conhece, o Wetherspoons é uma cadeia de pubs inglesa, mas eu acho que é muito mais do que isso: é a alma de Inglaterra. Estes pubs servem para tudo. Bebidas baratas depois do trabalho? Check! Pequeno-almoço inglês? Check! Almoço numa cidade desconhecida? Check!

Banksy em Dover

Há um certo sentimento de pertença e familiaridade neste lugar, quase como uma casa. Não tem muita classe ou glamour, mas como eles dizem “it gets the job done”. Por isso, se um dia quiseres conhecer a Inglaterra para além de Londres, este é um bom ponto de partida.

PS: O wrap de legumes grelhados é surpreendentemente bom.


Rye, um casamento e uma praia

Se há coisas boas no Instagram é ficarmos a conhecer lugares que de outra forma nunca seriam visitados por ser tão insignificantes no mapa. Sendo eu uma aficionada por casinhas tradicionais inglesas, não podia deixar de escapar a pequena vila de Rye.

Muralhas, casas com vigas, igrejas e até gelados decentes para os padrões ingleses tornam Rye num lugar muito apelativo para um passeio de domingo.

O momento mais entusiasmante do dia (provavelmente do mês) nesta vila foi um casamento. Enquanto subíamos uma das ruas principais, começámos a ouvir um sino que era agitado por um senhor vestido a rigor que anunciava ao mundo o casamento e o nome dois noivos. Tínhamos viajado 200 anos no tempo.

Não podendo deixar este dia de verão perfeito escapar sem aproveitar todos os raios de sol possíveis, fomos até à Rye Harbour Nature Reserve que apesar de não ser nada de especial tem uma praia onde consolidámos o nosso escaldão.

Dicas rápidas

Estacionamento em Canterbury: Como em todo o lado em Inglaterra, o estacionamento é pago no centro. O nosso host deu-nos a dica de estacionar no fim da Monastery Street/Havelock Street onde era grátis.

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Yorkshire e um vislumbre do Peak District https://www.mudancasconstantes.com/2019/01/05/york-peak-district/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=york-peak-district https://www.mudancasconstantes.com/2019/01/05/york-peak-district/#comments Sat, 05 Jan 2019 21:16:01 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=4758 Como prova de que me conhece de ginjeira, o meu namorado decidiu contemplar-me com uma “viagem” como prenda de Natal. Decidiu levar-me durante um fim-de-semana até York, uma cidade no Norte de Inglaterra famosa pelos seus afternoon teas, chocolates e centro histórico medieval. Depois de umas férias de Natal muito activas em Portugal, onde as horas de sono foram inferiores às horas à mesa e de um dia 28 a trabalhar, cheguei a York completamente morta, mas entusiasmada por ir explorar mais um pedacinho deste país. A chalupa do Airbnb Não temos tido muita sorte com os nossos hosts em Inglaterra. Em Liverpool eram fantasmas italianos e agora em York calhou-nos uma velhinha maluca. Para além de não se calar, odiava o Mourinho, era pro-brexit (mas adora o dinheiro que recebe turistas no seu Airbnb…) e procedeu a dar-nos uma lição de história de Portugal, Índia e Inglaterra durante meia hora. A partir daí começámos a evitar todo o tipo de contacto com ela! Inglaterra “como era antigamente” Com o sono já reposto estava pronta para me pôr a andar. Não conseguimos sair antes de levarmos com um olhar e comentário reprovadores por termos descido já depois da hora do pequeno-almoço que desconhecíamos ser “só até às 9:30!” Começámos por fazer o caminho à beira rio desde a Bridge Street até à ponte que dá acesso aos Museum Gardens. Toda a cidade está dentro de muralhas, as chamadas “City Walls”, por onde podes andar gratuitamente. Algumas partes dão-te uma boa vista sobre a cidade. Os Museum Gardens são um dos sítios mais giros da cidade. Principalmente se, tal como eu, gostares de ruínas. Perfeitamente integradas na dinâmica do jardim estão as ruínas da St Mary’s chruch, cuja data de fundação é 1089. À saída dos jardins metemo-nos noutro troço das muralhas que nos levaram até bem perto do monstruoso e icónico Minster de York. Esta catedral gótica é uma das maiores da Europa do Norte e a sua característica mais interessante é que alguns dos seus painéis ainda são originais remontando a 1270. Claro que como somos forretas não íamos dar 11 pounds para entrar 😉 Segue-se então aquela que foi a minha parte preferida de York: The Shambles. Estas antigas ruas de comércio de carne, constituídas por prédios do século XIV característicos pelas suas vigas, parecem saídas dum livro do Harry Potter. Por falar nisso, metade das lojas são agora de merchandising da saga. A última estrelinha marcada no meu Google Maps já estava perto e fomos lá dar um saltinho, à Clifford’s Tower. E o que é que se faz quando se vê uma cidade em 3 horas? Vai-se para o pub! Como tudo em York é ancião, o pub onde fomos, o The Three Tuns, é de 1782! Um espaço acolhedor e tradicional, na minha opinião, melhor para beber do que comer. Kanarebraw – Nnesbra – Knaresborough Demorei cerca de meia hora a conseguir pronunciar o nome do nosso próximo destino. Depois de uma rápida pesquisa por “lugares a visitar perto de York”, o resultado mais apelativo pareceu ser Knaresborough (lê-se nersbrah). Em meia hora estávamos lá. E que descoberta que foi! Lembrou-me imediatamente Hallstatt na Áustria, mas ainda em modo anónimo. É uma vila mesmo muito pequenina, mas que vale muito a pena se estiveres na zona. A melhor vista para o aqueduto, que é também uma via-férrea, é a partir do Castelo (grátis). Por fim deixo-te uma sugestão de lugar para almoçar ou jantar em York: Il Paradiso del Cibo (não aceitam cartões). Uma nesga do Peak District Decidimos acordar bem cedo no dia seguinte para nos livrarmos da chalupa chata. Inicialmente o meu plano era irmos ao Castle Howard, mas como o meu querido não quis dar 17 pounds para “ver uma casa de ricos”, decidimos trocar este projecto pelo Peak Distric. Infelizmente o bom tempo que nos recebeu em York decidiu que não queria fazer o resto da viagem connosco e tivemos um dia muito farrusco sem direito a caminhadas épicas. Mesmo assim posso recomendar o Snake Pass, uma estrada com vistas muito bonitas e a aldeia de Castleton onde podes fazer a magnifica caminhada Mam Tor (Shivering Mountain) e passar pelo Winnats Pass. Aqui, parece que estás na Escócia. O nosso plano é voltar na Primavera ou Verão para caminhar e acampar. Mais um cantinho de Inglaterra conquistado!

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Como prova de que me conhece de ginjeira, o meu namorado decidiu contemplar-me com uma “viagem” como prenda de Natal. Decidiu levar-me durante um fim-de-semana até York, uma cidade no Norte de Inglaterra famosa pelos seus afternoon teas, chocolates e centro histórico medieval.

Depois de umas férias de Natal muito activas em Portugal, onde as horas de sono foram inferiores às horas à mesa e de um dia 28 a trabalhar, cheguei a York completamente morta, mas entusiasmada por ir explorar mais um pedacinho deste país.

A chalupa do Airbnb

Não temos tido muita sorte com os nossos hosts em Inglaterra. Em Liverpool eram fantasmas italianos e agora em York calhou-nos uma velhinha maluca. Para além de não se calar, odiava o Mourinho, era pro-brexit (mas adora o dinheiro que recebe turistas no seu Airbnb…) e procedeu a dar-nos uma lição de história de Portugal, Índia e Inglaterra durante meia hora. A partir daí começámos a evitar todo o tipo de contacto com ela!

Inglaterra “como era antigamente”

Com o sono já reposto estava pronta para me pôr a andar. Não conseguimos sair antes de levarmos com um olhar e comentário reprovadores por termos descido já depois da hora do pequeno-almoço que desconhecíamos ser “só até às 9:30!”

Começámos por fazer o caminho à beira rio desde a Bridge Street até à ponte que dá acesso aos Museum Gardens. Toda a cidade está dentro de muralhas, as chamadas “City Walls”, por onde podes andar gratuitamente. Algumas partes dão-te uma boa vista sobre a cidade.

Os Museum Gardens são um dos sítios mais giros da cidade. Principalmente se, tal como eu, gostares de ruínas. Perfeitamente integradas na dinâmica do jardim estão as ruínas da St Mary’s chruch, cuja data de fundação é 1089.

À saída dos jardins metemo-nos noutro troço das muralhas que nos levaram até bem perto do monstruoso e icónico Minster de York. Esta catedral gótica é uma das maiores da Europa do Norte e a sua característica mais interessante é que alguns dos seus painéis ainda são originais remontando a 1270. Claro que como somos forretas não íamos dar 11 pounds para entrar 😉

Segue-se então aquela que foi a minha parte preferida de York: The Shambles. Estas antigas ruas de comércio de carne, constituídas por prédios do século XIV característicos pelas suas vigas, parecem saídas dum livro do Harry Potter. Por falar nisso, metade das lojas são agora de merchandising da saga.


A última estrelinha marcada no meu Google Maps já estava perto e fomos lá dar um saltinho, à Clifford’s Tower.

E o que é que se faz quando se vê uma cidade em 3 horas? Vai-se para o pub! Como tudo em York é ancião, o pub onde fomos, o The Three Tuns, é de 1782! Um espaço acolhedor e tradicional, na minha opinião, melhor para beber do que comer.

Kanarebraw – Nnesbra – Knaresborough

Demorei cerca de meia hora a conseguir pronunciar o nome do nosso próximo destino. Depois de uma rápida pesquisa por “lugares a visitar perto de York”, o resultado mais apelativo pareceu ser Knaresborough (lê-se nersbrah). Em meia hora estávamos lá.

E que descoberta que foi! Lembrou-me imediatamente Hallstatt na Áustria, mas ainda em modo anónimo. É uma vila mesmo muito pequenina, mas que vale muito a pena se estiveres na zona. A melhor vista para o aqueduto, que é também uma via-férrea, é a partir do Castelo (grátis).

Por fim deixo-te uma sugestão de lugar para almoçar ou jantar em York: Il Paradiso del Cibo (não aceitam cartões).

Uma nesga do Peak District

Decidimos acordar bem cedo no dia seguinte para nos livrarmos da chalupa chata. Inicialmente o meu plano era irmos ao Castle Howard, mas como o meu querido não quis dar 17 pounds para “ver uma casa de ricos”, decidimos trocar este projecto pelo Peak Distric.

Infelizmente o bom tempo que nos recebeu em York decidiu que não queria fazer o resto da viagem connosco e tivemos um dia muito farrusco sem direito a caminhadas épicas. Mesmo assim posso recomendar o Snake Pass, uma estrada com vistas muito bonitas e a aldeia de Castleton onde podes fazer a magnifica caminhada Mam Tor (Shivering Mountain) e passar pelo Winnats Pass. Aqui, parece que estás na Escócia. O nosso plano é voltar na Primavera ou Verão para caminhar e acampar.

Mais um cantinho de Inglaterra conquistado!

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Dorset: um fim de semana de mar, vento e apresentações familiares https://www.mudancasconstantes.com/2018/10/17/dorset-fim-de-semana-weekend/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=dorset-fim-de-semana-weekend https://www.mudancasconstantes.com/2018/10/17/dorset-fim-de-semana-weekend/#respond Wed, 17 Oct 2018 19:33:16 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3929 Se ainda não estão ao corrente, estou a viver em Inglaterra com o meu namorado (que é inglês). A nossa história é quase uma epopeia digna de uma novela da TVI com vária temporadas e mais locais de filmagem do que o Game of Thrones. Começou nas Filipinas, passou pelo Sri Lanka, acabou em Itália, recomeçou em Itália e agora continua em Inglaterra. Por isso agora estou em modo Descobrir Inglaterra. Infelizmente o tempo neste belo país normalmente não abona a favor do viajante mas, com cautela, vamos arriscando. Neste último fim de semana decidimos rumar a Dorset, onde vivem os tios e a avó do Jimmy.  Para além disso é em Dorset que está a Durdle Door, um dos lugares que mais queria visitar em Inglaterra. Casarões à grande e à Inglesa As primeiras impressões foram algo intimidantes. Antes de irmos para a casa da avó do Jimmy, onde íamos ficar, passámos pela casa o tio. Parecia daquelas casas do “Extreme Makeover: Reconstrução Total” que aparecem nas séries americanas. A cozinha era basicamente do tamanho do nosso apartamento e tinha ar de nunca ter sido utilizada para cozinhar! Depois fomos ter com a avó. E o choque foi ainda maior. Agora parecia que estávamos no Cribs da MTV ou na revista Architecture Daily. Eu, que sempre vivi em apartamentos divididos, estava absolutamente maravilhada com este novo mundo de pessoas que têm dinheiro. Tal como o tio, depois de perceber que o meu inglês é fluente, a avó soltou a língua e jantámos enquanto conversávamos sobre viagens e mergulho (é disto que as avós ricas falam…). Terminámos com um belo de um crumble de maçã e arandos do quintal de um vizinho qualquer e estávamos prontos para dormir. Durdle Door O dia amanheceu bem cinzento e pouco promissor, mas tínhamos um roteiro a cumprir. A avó Cris decidiu que ia ser a nossa guia e lá fomos nós com os dois cães gigantescos nas traseiras do carro. O vento não facilitava a caminhada, mas ao mesmo tempo era tanto que afastava as nuvens. Tínhamos oficialmente um dia de sol! A Durdle Door é um arco de granito no mar e fica na famosa Costa Jurássica britânica. Felizmente em Outubro já não está colonizada por milhares de turistas e dá para andar confortavelmente por ali a passear e a apreciar o mar e a praia. Tyneham Village Um dos lugares que tínhamos no nosso itinerário é a Tyneham Village, uma pequena aldeia que foi evacuada em 1943 durante a Segunda Guerra Mundial e ficou inabitada e deserta desde então. Infelizmente fomos no único fim de semana de Outubro em que o exército estava a organizar treinos de tiro ali e não pudemos ver a aldeia. Aqui ficam os horários de abertura para estares melhor preparado/a que nós! Corfe Castle O Corfe Castle é um castelo, ou melhor, as ruínas de um castelo com cerca de mil anos. Esta vilinha fez-me lembrar os Cotswolds, muito tradicional, e com o castelo como estrela. É giro! Swanage E se Corfe Castle me lembou os Cotswolds, Swanage lembrou-me a Cornwall. Como estava sol, todos os ingleses convergiram para a praia e sentaram-se ao sol a comer fish and chips. Swanage é o lugar perfeito para uma pausa para almoçar (reparei que tinha muitas pastelarias e restaurantes!) e apanhei mais sol lá do que nas últimas quatro semanas juntas… Por fim, passámos pelo ferry para Poole e voltámos para a mansão. Aqui na zona também estão as Old Harry Rocks, acessíveis através de um percurso pedestre que começa em Studland. Podes ver o caminho aqui. New Forest As nossas esperanças para que o tempo no Domingo nos sorri-se tal como no Sábado desvaneceram-se assim que acordámos. Por isso, decidimos encurtar os planos para o dia e passar só pela New Forest e seguir para o quentinho da nossa casa. Este recente parque nacional é a casa de imensas espécies de animais como cavalos, veados, póneis e uma flora única e protegida no Reino Unido. Não achei muita graça às vilas da New Forest e acho que deve ser um óptimo lugar para andar de bicicleta e fazer caminhadas, mas sem chuva! A paisagem é de facto muito bonita. Windsor A caminho de casa decidimos parar em Windsor para almoçar. Encontrámos o pub perfeito para o Sunday Roast, o Royal Windsor, e ainda demos uma voltinha. O castelo de Windsor é de facto gigante, mas só vimos por fora. E assim terminou o nosso fim de semana de passeio em Dorset. Combinado com Cornwall acho que são as duas regiões estrela do Sudoeste inglês. Voltaremos na Primavera (em princípio) 😀

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Se ainda não estão ao corrente, estou a viver em Inglaterra com o meu namorado (que é inglês). A nossa história é quase uma epopeia digna de uma novela da TVI com vária temporadas e mais locais de filmagem do que o Game of Thrones. Começou nas Filipinas, passou pelo Sri Lanka, acabou em Itália, recomeçou em Itália e agora continua em Inglaterra.

Por isso agora estou em modo Descobrir Inglaterra. Infelizmente o tempo neste belo país normalmente não abona a favor do viajante mas, com cautela, vamos arriscando.

Neste último fim de semana decidimos rumar a Dorset, onde vivem os tios e a avó do Jimmy.  Para além disso é em Dorset que está a Durdle Door, um dos lugares que mais queria visitar em Inglaterra.

Casarões à grande e à Inglesa

As primeiras impressões foram algo intimidantes. Antes de irmos para a casa da avó do Jimmy, onde íamos ficar, passámos pela casa o tio. Parecia daquelas casas do “Extreme Makeover: Reconstrução Total” que aparecem nas séries americanas. A cozinha era basicamente do tamanho do nosso apartamento e tinha ar de nunca ter sido utilizada para cozinhar!

Depois fomos ter com a avó. E o choque foi ainda maior. Agora parecia que estávamos no Cribs da MTV ou na revista Architecture Daily. Eu, que sempre vivi em apartamentos divididos, estava absolutamente maravilhada com este novo mundo de pessoas que têm dinheiro.


Tal como o tio, depois de perceber que o meu inglês é fluente, a avó soltou a língua e jantámos enquanto conversávamos sobre viagens e mergulho (é disto que as avós ricas falam…). Terminámos com um belo de um crumble de maçã e arandos do quintal de um vizinho qualquer e estávamos prontos para dormir.

Durdle Door

O dia amanheceu bem cinzento e pouco promissor, mas tínhamos um roteiro a cumprir. A avó Cris decidiu que ia ser a nossa guia e lá fomos nós com os dois cães gigantescos nas traseiras do carro.

O vento não facilitava a caminhada, mas ao mesmo tempo era tanto que afastava as nuvens. Tínhamos oficialmente um dia de sol! A Durdle Door é um arco de granito no mar e fica na famosa Costa Jurássica britânica. Felizmente em Outubro já não está colonizada por milhares de turistas e dá para andar confortavelmente por ali a passear e a apreciar o mar e a praia.

Tyneham Village

Um dos lugares que tínhamos no nosso itinerário é a Tyneham Village, uma pequena aldeia que foi evacuada em 1943 durante a Segunda Guerra Mundial e ficou inabitada e deserta desde então. Infelizmente fomos no único fim de semana de Outubro em que o exército estava a organizar treinos de tiro ali e não pudemos ver a aldeia. Aqui ficam os horários de abertura para estares melhor preparado/a que nós!

Corfe Castle

O Corfe Castle é um castelo, ou melhor, as ruínas de um castelo com cerca de mil anos. Esta vilinha fez-me lembrar os Cotswolds, muito tradicional, e com o castelo como estrela. É giro!

Swanage

E se Corfe Castle me lembou os Cotswolds, Swanage lembrou-me a Cornwall. Como estava sol, todos os ingleses convergiram para a praia e sentaram-se ao sol a comer fish and chips. Swanage é o lugar perfeito para uma pausa para almoçar (reparei que tinha muitas pastelarias e restaurantes!) e apanhei mais sol lá do que nas últimas quatro semanas juntas…

Por fim, passámos pelo ferry para Poole e voltámos para a mansão. Aqui na zona também estão as Old Harry Rocks, acessíveis através de um percurso pedestre que começa em Studland. Podes ver o caminho aqui.

New Forest

As nossas esperanças para que o tempo no Domingo nos sorri-se tal como no Sábado desvaneceram-se assim que acordámos. Por isso, decidimos encurtar os planos para o dia e passar só pela New Forest e seguir para o quentinho da nossa casa.

Este recente parque nacional é a casa de imensas espécies de animais como cavalos, veados, póneis e uma flora única e protegida no Reino Unido.

Não achei muita graça às vilas da New Forest e acho que deve ser um óptimo lugar para andar de bicicleta e fazer caminhadas, mas sem chuva! A paisagem é de facto muito bonita.

Windsor

A caminho de casa decidimos parar em Windsor para almoçar. Encontrámos o pub perfeito para o Sunday Roast, o Royal Windsor, e ainda demos uma voltinha. O castelo de Windsor é de facto gigante, mas só vimos por fora.

E assim terminou o nosso fim de semana de passeio em Dorset. Combinado com Cornwall acho que são as duas regiões estrela do Sudoeste inglês. Voltaremos na Primavera (em princípio) 😀

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Um dia de aniversário em Liverpool https://www.mudancasconstantes.com/2018/09/21/um-dia-em-liverpool/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-em-liverpool https://www.mudancasconstantes.com/2018/09/21/um-dia-em-liverpool/#respond Fri, 21 Sep 2018 19:23:16 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3873 Este foi o terceiro aniversário que passei fora de Portugal. O primeiro foi em Paris, enquanto fazia Erasmus, o segundo em Nova Iorque, naquela que foi uma das noites mais memoráveis da minha vida e o terceiro, este, em Liverpool. Eu sei que o standard de chique já foi mais alto, mas é a vida! O pré aniversário Mal chegámos, deixámos a tralha no nosso Airbnb que era num bairro que toda a gente descrevia como “duvidoso” (claramente nunca foram à linha de Sintra…) e fomos para uma House Party onde o Jimmy tinha uns amigos. Ora, uma festa com miúdos da faculdade só ajudou a acentuar que os 25 já se estavam a tornar bem reais, uma vez que só me apetecia verificar a idade daquelas crianças e dizer-lhes para pararem de beber e de se drogarem! Não durei muito e à meia-noite já estávamos na caminha! O aniversário Tínhamos essencialmente um dia inteiro par ver tudo o que Liverpool tinha para oferecer. Iniciámos o dia com um pequeno-almoço digno de um dia de anos. Fomos a um lugar chamado Bill’s Liverpool Restaurant e era delicioso. Um pouco caro, mas perfeito para aquele conceito de brunch com ovos, abacate e uma data de coisas saudáveis ou, para os mais esfomeados, o típico pequeno-almoço inglês mas mais requintado. Daí partimos para o “The Docks” onde decorria o Pirate Fest com centenas de crianças vestidas de pirata. O meu paraíso portanto… E como namoro com um professor de história acabei no Museu da Escravatura e Museu do Mar. Ao menos era grátis! O museu tem três pisos, um sobre a escravatura, outro sobre o Titanic e outros navios importantes e um último sobre os negros na América. Como ainda não estávamos deprimidos o suficiente passámos pela The Piermaster’s House que retrata uma típica casa inglesa em 1940, durante a guerra. Esta é a zona da cidade onde podes encontrar uma grande mistura de correntes arquitectónicas e ver alguns dos edifícios mais simbólicos da cidade. Entre eles o Royal Liver Building com dois passarocos no topo, um em cada torre e o Open Eye Gallery. Entretanto começámos a dirigir-nos à Liverpool Cathedral, passando pela James Street, Lord Street e Bold Street, provavelmente as ruas mais animadas da cidade, tanto de dia como de noite. Mesmo no fim da Bold Street está a St.Luke’s Bombed Out Church que, como o nome indica, é uma igreja que foi bombardeada durante a segunda guerra mundial e por causa disso não tem tecto. E finalmente chegámos à monstruosa Catedral de Liverpool. Honestamente, nunca vi nada assim. Construída já no século XX é simplesmente monumental. Não no bom sentido. Felizmente, lá dentro tem um bocadinho mais de encanto e até lembra o Salão Nobre dos livros do Harry Potter. O topo da igreja dá-te uma vista panorâmica sobre a cidade. Pode não ser a cidade mais sexy do mundo, mas gosto sempre de um ponto de vista diferente. Como as nossas barrigas apregoavam que “já se comia qualquer coisa outra vez”, dirigimo-nos ao Baltic Market, a versão do Mercado da Ribeira em Liverpool. Claro que é demasiado hipster para os preços serem bons, mas é um espaço giro e também tem um mercado de coisas em segunda mão. Ainda nesta zona está a Jamaica Street, uma rua cheia de arte urbana e o spot para tirares uma foto qual anjo da Victoria Secret! E quem faz 25 anos tem direito a uma power nap e foi isso mesmo que fui fazer, para repor as energias para ver Liverpool nocturna. A noite consistiu num jantar mais olhos que barriga num restaurante libanês na Bold Street. Nesta rua há comida de todo o mundo por isso é uma escolha segura independentemente dos teus gostos. E depois partimos para um pequeno Pub Crawl. Deixo-te com a sugestão de três bares/pubs diferentes: Red Door, Botanical Garden (cocktails super doces, aconselho cerveja!) e Peaky Blinders Bar. São todos muito diferentes entre si, o primeiro com um estilo mais tradicional, o segundo com um espaço muito giro e boa música (comercial) e o terceiro, baseado na série Peaky Blinders e com música ao vivo aos sábados à noite. Pós aniversário Sem ressaca e com fome, fomos à procura do pequeno-almoço mais barato da cidade e não é que encontrámos? Um pequeno restaurante turco, chamado Quick Chef Turkish BBQ Cafe, que infelizmente não tinha um pequeno-almoço turco, mas era tão barato que ficámos fãs. Se soubéssemos tinha sido almoço e jantar no dia anterior também. O último destino da viagem foi a Penny Lane, a lendária rua que foi a inspiração de uma canção dos Beatles. Ufa, este foi daqueles posts que nunca mais conseguia acabar de escrever! Peço desculpa aos fãs dos Beatles por não ter muito mais informações sobre eles, mas a verdade é que não tínhamos um grande interesse em gastar dinheiro no museu e como estava “sol” preferimos andar a passear. Liverpool pode não parecer incrivelmente bonita nas fotos, mas é uma cidade bem interessante e com uma vibe muito jovem e animada. Espero que gostem! PS: tivemos a experiência de Airbnb mais estranha de sempre. Fomos recebidos por uma rapariga italiana que prontamente nos despachou em 5 minutos e desde esse momento nunca vimos mais ninguém na casa. Além disso havia um micro cão mega energético aos pulos que só queria atenção mas coitadinho, ficava em casa o dia todo sozinho. Enfim! Dicas rápidas Estacionamento barato: Quem conhece cidades inglesas sabe que o estacionamento é um martírio, normalmente com preços que rondam 2 pounds por hora. Ora, nós encontrámos um parque a 3 pounds por dia na Blundell Street, perto do Supper Club at Blundell Street

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Este foi o terceiro aniversário que passei fora de Portugal. O primeiro foi em Paris, enquanto fazia Erasmus, o segundo em Nova Iorque, naquela que foi uma das noites mais memoráveis da minha vida e o terceiro, este, em Liverpool. Eu sei que o standard de chique já foi mais alto, mas é a vida!

O pré aniversário

Mal chegámos, deixámos a tralha no nosso Airbnb que era num bairro que toda a gente descrevia como “duvidoso” (claramente nunca foram à linha de Sintra…) e fomos para uma House Party onde o Jimmy tinha uns amigos.

Ora, uma festa com miúdos da faculdade só ajudou a acentuar que os 25 já se estavam a tornar bem reais, uma vez que só me apetecia verificar a idade daquelas crianças e dizer-lhes para pararem de beber e de se drogarem! Não durei muito e à meia-noite já estávamos na caminha!

O aniversário

Tínhamos essencialmente um dia inteiro par ver tudo o que Liverpool tinha para oferecer. Iniciámos o dia com um pequeno-almoço digno de um dia de anos. Fomos a um lugar chamado Bill’s Liverpool Restaurant e era delicioso. Um pouco caro, mas perfeito para aquele conceito de brunch com ovos, abacate e uma data de coisas saudáveis ou, para os mais esfomeados, o típico pequeno-almoço inglês mas mais requintado.

Daí partimos para o “The Docks” onde decorria o Pirate Fest com centenas de crianças vestidas de pirata. O meu paraíso portanto… E como namoro com um professor de história acabei no Museu da Escravatura e Museu do Mar. Ao menos era grátis! O museu tem três pisos, um sobre a escravatura, outro sobre o Titanic e outros navios importantes e um último sobre os negros na América.

Como ainda não estávamos deprimidos o suficiente passámos pela The Piermaster’s House que retrata uma típica casa inglesa em 1940, durante a guerra.

Esta é a zona da cidade onde podes encontrar uma grande mistura de correntes arquitectónicas e ver alguns dos edifícios mais simbólicos da cidade. Entre eles o Royal Liver Building com dois passarocos no topo, um em cada torre e o Open Eye Gallery.

Entretanto começámos a dirigir-nos à Liverpool Cathedral, passando pela James Street, Lord Street e Bold Street, provavelmente as ruas mais animadas da cidade, tanto de dia como de noite. Mesmo no fim da Bold Street está a St.Luke’s Bombed Out Church que, como o nome indica, é uma igreja que foi bombardeada durante a segunda guerra mundial e por causa disso não tem tecto.


E finalmente chegámos à monstruosa Catedral de Liverpool. Honestamente, nunca vi nada assim. Construída já no século XX é simplesmente monumental. Não no bom sentido. Felizmente, lá dentro tem um bocadinho mais de encanto e até lembra o Salão Nobre dos livros do Harry Potter.

O topo da igreja dá-te uma vista panorâmica sobre a cidade. Pode não ser a cidade mais sexy do mundo, mas gosto sempre de um ponto de vista diferente.

Como as nossas barrigas apregoavam que “já se comia qualquer coisa outra vez”, dirigimo-nos ao Baltic Market, a versão do Mercado da Ribeira em Liverpool. Claro que é demasiado hipster para os preços serem bons, mas é um espaço giro e também tem um mercado de coisas em segunda mão. Ainda nesta zona está a Jamaica Street, uma rua cheia de arte urbana e o spot para tirares uma foto qual anjo da Victoria Secret!

E quem faz 25 anos tem direito a uma power nap e foi isso mesmo que fui fazer, para repor as energias para ver Liverpool nocturna.

A noite consistiu num jantar mais olhos que barriga num restaurante libanês na Bold Street. Nesta rua há comida de todo o mundo por isso é uma escolha segura independentemente dos teus gostos.

E depois partimos para um pequeno Pub Crawl. Deixo-te com a sugestão de três bares/pubs diferentes: Red Door, Botanical Garden (cocktails super doces, aconselho cerveja!) e Peaky Blinders Bar. São todos muito diferentes entre si, o primeiro com um estilo mais tradicional, o segundo com um espaço muito giro e boa música (comercial) e o terceiro, baseado na série Peaky Blinders e com música ao vivo aos sábados à noite.

Pós aniversário

Sem ressaca e com fome, fomos à procura do pequeno-almoço mais barato da cidade e não é que encontrámos? Um pequeno restaurante turco, chamado Quick Chef Turkish BBQ Cafe, que infelizmente não tinha um pequeno-almoço turco, mas era tão barato que ficámos fãs. Se soubéssemos tinha sido almoço e jantar no dia anterior também.

O último destino da viagem foi a Penny Lane, a lendária rua que foi a inspiração de uma canção dos Beatles.

Ufa, este foi daqueles posts que nunca mais conseguia acabar de escrever! Peço desculpa aos fãs dos Beatles por não ter muito mais informações sobre eles, mas a verdade é que não tínhamos um grande interesse em gastar dinheiro no museu e como estava “sol” preferimos andar a passear.

Liverpool pode não parecer incrivelmente bonita nas fotos, mas é uma cidade bem interessante e com uma vibe muito jovem e animada. Espero que gostem!

PS: tivemos a experiência de Airbnb mais estranha de sempre. Fomos recebidos por uma rapariga italiana que prontamente nos despachou em 5 minutos e desde esse momento nunca vimos mais ninguém na casa. Além disso havia um micro cão mega energético aos pulos que só queria atenção mas coitadinho, ficava em casa o dia todo sozinho. Enfim!

Dicas rápidas

Estacionamento barato: Quem conhece cidades inglesas sabe que o estacionamento é um martírio, normalmente com preços que rondam 2 pounds por hora. Ora, nós encontrámos um parque a 3 pounds por dia na Blundell Street, perto do Supper Club at Blundell Street

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As 5 razões pelas quais me apaixonei por Oxford https://www.mudancasconstantes.com/2018/09/02/um-dia-em-oxford/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-em-oxford https://www.mudancasconstantes.com/2018/09/02/um-dia-em-oxford/#respond Sun, 02 Sep 2018 10:08:22 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3847 Há 5 anos atrás, depois de uma viagem pela Escócia com os meus pais, descemos até Londres de carro e parámos em Oxford para uma visita de um dia. Lembro-me de estar entusiasmadíssima porque ia ver vários lugares onde os filmes do Harry Potter tinham sido filmados. E posso garantir que, em 2013, isto (bem como a visita do dia seguinte aos estúdios da Warner Bros.) foi o que me entusiasmou mais sobre esta cidade! Mas estava na altura de regressar e, já que Oxford ia ser o nosso ponto de partida para ver os Cotswolds, aproveitámos e fomos descobrir a cidade ao pormenor. E não é que adorei?! Aqui vão 5 razões para visitares a cidade estudantil mais famosa do mundo: O paraíso dos nerds literários Okay, a minha primeira razão não mudou muito em cinco anos. Mas para além do Harry Potter vou incluir o Tolkien, o C.S.Lewis e o Lewis Caroll. Parece que Oxford conseguiu produzir alguns dos maiores génios literários de sempre. E como se não bastasse andar pelas ruas onde eles andaram e poder ir ao The Eagle and Child, o pub onde o Tolkien e o C.S.Lewis se encontravam (sim, eles eram amigos) ainda tive a sorte de apanhar a exposição “Tolkien: Maker of Middle-Earth” com inúmeros manuscritos e esboços produzidos pelo mesmo. Se quiseres explorar um pouco mais a fundo o passado literário desta cidade podes fazer uma “Literary Walking Tour” onde vais explorar ao pormenor os vários lugares que inspiraram algumas das mais famosas obras do mundo. A free walking tour Apesar de termos andado duas horas à chuva e de termos acabado com os pés completamente encharcados, recomendo a 100% as Footprint Tours. Nas tours grátis nunca se sabe bem se o guia vai ser muito bom ou muito mau, mas neste caso a guia era muito boa e aprendemos imenso sobre a cidade. As tours começam aqui! As tours são dadas por alunos de Oxford e, como tal, eles sabem tudo e mais alguma coisa sobre o que ali se passa. Desde os clubes mais elitistas das faculdades ou a forma como se fazem os exames até aos escritores e momentos históricos que influenciaram o destino de Inglaterra como nação, estas tours valem mesmo a pena. No fim, dás a gorjeta de acordo com o que achas que o guia merece. Oxford ao nascer do sol Depois de um dia de chuva constante, tinha à volta de 5 fotografias de Oxford. Sacrilégio! Por isso, decidi acordar com as galinhas no dia seguinte e ir fotografar a cidade como ela merece. E estava magnífica. Acabei por fazer a mesma rota do dia anterior e aqui vão os sítios que visitei e que podes ver nas fotos: Balliol College, Trinity College, The Sheldonian Theatre, Bridge of Sights, University Church of St Mary the Virgin, Oriel College, Radcliffe Camera e Bodleian Library.   Se tivesse que eleger dois sítios para visitar (no interior) seriam a Christ Church Cathedral e a Bodleian Library. Ambas aparecem no Harry Potter! 😉 Bodleian Library As ruas e a atmosfera A minha rua preferida de Oxford é a University of Oxford, St Mary’s Passage, Oxford OX1 4AJ. Porquê? Porque foi onde o C.S.Lewis se inspirou para a sua saga das Crónicas de Nárnia. A rua tem dois centauros, um leão, uma porta e um candeeiro, tal como a cena que abre o segundo livro. Só me faltou a neve. Para além desta rua mágica, as ruas de Oxford estão cheias de gente jovem, há pubs e restaurantes por todo o lado. Se estiveres à procura de um lugar barato para almoçar ou jantar recomendo o The White Rabbit, com pizzas e panini a preços decentes. Os parques, rios e museus A lendária rivalidade entre Oxford e Cambridge e as suas equipas de remo não existiria se ambas as cidades não tivessem rios onde os alunos pudessem treinar. O rio Tamisa passa por Oxford e é o lugar perfeito para desfrutar da natureza e ver esquilos e vacas que por lá andam a pastar. Um dos meus sítios preferidos em Oxford para passear é o Christ Church Meadow. E um último conselho: Caso esteja a chover torrencialmente durante a tua viagem a Oxford, podes aproveitar e ir ver um dos muitos museus que a cidade tem para oferecer, porque são quase todos grátis. Oxford é definitivamente um lugar que não te pode escapar numa visita a Inglaterra!  Dicas rápidas Transportes: Apanhámos o comboio de Londres e em cerca de uma hora estávamos em Oxford. Escolhemos as Chiltern Railways por terem os preços mais baratos (7 pounds ida). Os preços variam muito consoante as horas e a antecedência com que são comprados. Se puderes, uma semana antes da viagem seria o ideal. Partida de London Marylebone. Alojamento: Ficámos no Oxford Backpackers Hostel. Pareceu-me ser a melhor relação qualidade-preço da cidade, apesar da qualidade ficar um pouco aquém… Não era um hostel particularmente limpo ou bem cheiroso, mas para dormir duas noites serve e é bastante central.

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Há 5 anos atrás, depois de uma viagem pela Escócia com os meus pais, descemos até Londres de carro e parámos em Oxford para uma visita de um dia. Lembro-me de estar entusiasmadíssima porque ia ver vários lugares onde os filmes do Harry Potter tinham sido filmados. E posso garantir que, em 2013, isto (bem como a visita do dia seguinte aos estúdios da Warner Bros.) foi o que me entusiasmou mais sobre esta cidade!

Mas estava na altura de regressar e, já que Oxford ia ser o nosso ponto de partida para ver os Cotswolds, aproveitámos e fomos descobrir a cidade ao pormenor. E não é que adorei?! Aqui vão 5 razões para visitares a cidade estudantil mais famosa do mundo:

O paraíso dos nerds literários

Okay, a minha primeira razão não mudou muito em cinco anos. Mas para além do Harry Potter vou incluir o Tolkien, o C.S.Lewis e o Lewis Caroll. Parece que Oxford conseguiu produzir alguns dos maiores génios literários de sempre.

E como se não bastasse andar pelas ruas onde eles andaram e poder ir ao The Eagle and Child, o pub onde o Tolkien e o C.S.Lewis se encontravam (sim, eles eram amigos) ainda tive a sorte de apanhar a exposição “Tolkien: Maker of Middle-Earth” com inúmeros manuscritos e esboços produzidos pelo mesmo.

Livraria de 1819 <3

Se quiseres explorar um pouco mais a fundo o passado literário desta cidade podes fazer uma “Literary Walking Tour” onde vais explorar ao pormenor os vários lugares que inspiraram algumas das mais famosas obras do mundo.

A free walking tour

Apesar de termos andado duas horas à chuva e de termos acabado com os pés completamente encharcados, recomendo a 100% as Footprint Tours. Nas tours grátis nunca se sabe bem se o guia vai ser muito bom ou muito mau, mas neste caso a guia era muito boa e aprendemos imenso sobre a cidade.

As tours começam aqui!

As tours são dadas por alunos de Oxford e, como tal, eles sabem tudo e mais alguma coisa sobre o que ali se passa. Desde os clubes mais elitistas das faculdades ou a forma como se fazem os exames até aos escritores e momentos históricos que influenciaram o destino de Inglaterra como nação, estas tours valem mesmo a pena. No fim, dás a gorjeta de acordo com o que achas que o guia merece.

Oxford ao nascer do sol

Depois de um dia de chuva constante, tinha à volta de 5 fotografias de Oxford. Sacrilégio! Por isso, decidi acordar com as galinhas no dia seguinte e ir fotografar a cidade como ela merece. E estava magnífica.

Acabei por fazer a mesma rota do dia anterior e aqui vão os sítios que visitei e que podes ver nas fotos: Balliol College, Trinity College, The Sheldonian Theatre, Bridge of Sights, University Church of St Mary the Virgin, Oriel College, Radcliffe Camera e Bodleian Library.

 

Se tivesse que eleger dois sítios para visitar (no interior) seriam a Christ Church Cathedral e a Bodleian Library. Ambas aparecem no Harry Potter! 😉

Bodleian Library

As ruas e a atmosfera

A minha rua preferida de Oxford é a University of Oxford, St Mary’s Passage, Oxford OX1 4AJ. Porquê? Porque foi onde o C.S.Lewis se inspirou para a sua saga das Crónicas de Nárnia. A rua tem dois centauros, um leão, uma porta e um candeeiro, tal como a cena que abre o segundo livro. Só me faltou a neve.

Para além desta rua mágica, as ruas de Oxford estão cheias de gente jovem, há pubs e restaurantes por todo o lado. Se estiveres à procura de um lugar barato para almoçar ou jantar recomendo o The White Rabbit, com pizzas e panini a preços decentes.

Os parques, rios e museus

A lendária rivalidade entre Oxford e Cambridge e as suas equipas de remo não existiria se ambas as cidades não tivessem rios onde os alunos pudessem treinar. O rio Tamisa passa por Oxford e é o lugar perfeito para desfrutar da natureza e ver esquilos e vacas que por lá andam a pastar. Um dos meus sítios preferidos em Oxford para passear é o Christ Church Meadow.

E um último conselho: Caso esteja a chover torrencialmente durante a tua viagem a Oxford, podes aproveitar e ir ver um dos muitos museus que a cidade tem para oferecer, porque são quase todos grátis.

Oxford é definitivamente um lugar que não te pode escapar numa visita a Inglaterra!

 Dicas rápidas

Transportes: Apanhámos o comboio de Londres e em cerca de uma hora estávamos em Oxford. Escolhemos as Chiltern Railways por terem os preços mais baratos (7 pounds ida). Os preços variam muito consoante as horas e a antecedência com que são comprados. Se puderes, uma semana antes da viagem seria o ideal. Partida de London Marylebone.

Alojamento: Ficámos no Oxford Backpackers Hostel. Pareceu-me ser a melhor relação qualidade-preço da cidade, apesar da qualidade ficar um pouco aquém… Não era um hostel particularmente limpo ou bem cheiroso, mas para dormir duas noites serve e é bastante central.

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