dicas Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/dicas/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:40:38 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png dicas Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/dicas/ 32 32 A essência do Líbano numa semana: dicas, informações úteis e itinerário https://www.mudancasconstantes.com/2019/05/11/libano-uma-semana-dicas-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=libano-uma-semana-dicas-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2019/05/11/libano-uma-semana-dicas-itinerario/#respond Sat, 11 May 2019 08:34:05 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5211 O Líbano é um destino de viagem improvável. A juntar à sua inconveniente posição geográfica entre a Síria e Israel, é um país com muito pouca infra-estrutura turística e até apelidado de caro. Todas estas características, aparentemente pouco apelativas, fazem do Líbano um país não prioritário para a maioria dos viajantes. E é aqui que se dá o twist: é a falta de turismo que torna o Líbano num país tão autêntico. As pessoas são maravilhosas, acolhedoras sem segundas intenções e genuínas. A comida é deliciosa, há história por todo o lado e tens tudo isto só para ti, porque ainda mais ninguém deu com o Líbano. Uma semana de férias foi tempo suficiente para quase tudo (é um país muito pequeno) e estas são as minhas dicas para preparares a tua viagem a este país tão singular. Como chegar: A Transavia, uma low cost holandesa, tem voos directos de Paris e Amesterdão para Beirut, três vezes por semana. Os nossos voos foram 200€, por pessoa, ida e volta. Não há voos directos de Portugal. Visto: Não é preciso visto, mas a entrada é negada às pessoas com o carimbo de Israel no passaporte. As filas para o controlo de passaporte são longas. Demorámos cerca de 90 minutos até ter o passaporte carimbado. Leva uma caneta para preencher o documento de chegada. Wifi: O aeroporto tem 30 minutos de wifi gratuito. Recomendo comprar um cartão SIM, principalmente para navegação ou Uber se for o caso. Eu comprei um de 500MB por cerca de 11 USD e deu perfeitamente para uma semana (só não podes andar no Instagram!) Transportes: A falta de transportes públicos é uma das coisas que pode afastar as pessoas do Líbano: praticamente não existem. Sendo assim, estas são as melhores opções: Táxi: Muitas pessoas contratam um serviço de táxi para se deslocar no Líbano. O único inconveniente é a possibilidade de seres aldrabado à grande. Nós usámos sempre táxis de uma empresa de um amigo do Rodrigue. Aqui fica o contacto: +9613093626 (Joe). Uber: Disseram-me que é uma das melhores opções. Evitam-se os enganos e também fazem longas distâncias. Alugar um carro: Para mim, esta é definitivamente a melhor opção. Apesar da condução ser louca nas cidades, o carro dá-te muita flexibilidade e as estradas não são más (nas montanhas estão um bocado esburacadas). A nível da condução, convém ter alguma experiência, particularmente em países “sem regras” contudo foi muito melhor do que estava à espera. O carro ficou-nos a 30 dólares por dia na Adonis. Autocarros: Ora bem, os autocarros existem, mas ninguém sabe bem a que horas vêm ou onde é que param. É possível, mas é mais difícil. Agências: Há sempre agências de turismo que oferecem passeios aos lugares mais turísticos. Clima: O Líbano tem um clima muito próximo do Europeu com estações muito vincadas. Diria que os melhores meses para visitar são Maio, Junho e Setembro. Nós fomos no fim de Abril e ainda apanhámos um tempo bem fresquinho! Moeda: Libra libanesa e dólares americanos. Usam ambos e são aceites em todo o lado. É possível pagar com cartão em muitos lugares. Os ATM cobram bastante por cada levantamento. Língua: O idioma oficial é o árabe, mas a maioria das pessoas fala Francês e Inglês muito bem. Segurança: Nunca me senti insegura no Líbano (excepto na estrada). Ao contrário de Marrocos ou Turquia, aqui não há olhares sinuosos ou comentários infelizes. Por outro lado, é o país mais militarizado que já visitei, com dezenas de check points nas estradas, tanques de guerra e militares nas ruas. Claro que toda esta “preparação” é mais inquietante que tranquilizante, mas viajar também é estarmos desconfortáveis. Roupa: Não há regras. Em Beirut as mulheres produzem-se muito para sair à noite e as discotecas não aceitam modelitos desmazelados. Comida: A cozinha Libanesa merece um post só para si que eventualmente há-de aparecer. Para mim, os meze ganham a todo o outro tido de comida. Dêem-me uma taça de húmus, uma taça de baba ganoush e um quilo de pão fresco e sou uma mulher feliz. Preço de uma refeição fast food: 5 a 7 dólares por pessoa Preço de uma refeição num restaurante normal: 15 a 20 dólares por pessoaPreço de uma refeição num restaurante bom: +25 dólares por pessoa Bebidas: A cerveja local é muito decente, Beirut e Almaza e Arak, a bebida mais tradicional, é muito parecida ao Raki da Turquia e Ouzo da Grécia. Alojamento: Nós acabámos por ficar num hotel perto de casa do meu amigo, mas eu recomendaria um Airbnb em Beirut, vi uns muito giros. Trânsito: Se ficares em Beirut, tens que ter em atenção a questão do trânsito que é absolutamente infernal durante a semana. Consulta o estado das estradas no Google Maps antes de sair. Itinerário de uma semana no Líbano Dia 1: Baatara Gorge, Montanhas do Líbano, Cedros de Deus Dia 2: Byblos, Batroun, Mseilha Fort e Jeita GrottoDia 3: Baalbek, Beqaa Valley, Harissa e JouniehDia 4: Tripoli Dia 5: Sidon (Saida) e Tyre *Dia 6: Aanjar e Beiteddine Palace*Dia 7: Beirut Nota 1: Batroun é uma pequena vila à beira mar. Não tivemos a oportunidade de explorar muito porque estava a chover, mas é pertinho de Bybos, por isso é fácil de lá chegar. O mesmo se aplica ao Forte, que só vimos de passagem no carro. Nota 2: Sidon é mais uma cidade histórica no Líbano. As maiores atracções são o Castelo no mar, os souks antigos e o Palácio Dabane. Nota 3: O dia 6 foi o dia que não conseguimos fazer. Aanjar tem ruínas romanas (surpresa!) e o Palácio Beiteddine otomano do século XIX. Boas mudanças!

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O Líbano é um destino de viagem improvável. A juntar à sua inconveniente posição geográfica entre a Síria e Israel, é um país com muito pouca infra-estrutura turística e até apelidado de caro.

Todas estas características, aparentemente pouco apelativas, fazem do Líbano um país não prioritário para a maioria dos viajantes. E é aqui que se dá o twist: é a falta de turismo que torna o Líbano num país tão autêntico. As pessoas são maravilhosas, acolhedoras sem segundas intenções e genuínas. A comida é deliciosa, há história por todo o lado e tens tudo isto só para ti, porque ainda mais ninguém deu com o Líbano.

Uma semana de férias foi tempo suficiente para quase tudo (é um país muito pequeno) e estas são as minhas dicas para preparares a tua viagem a este país tão singular.

Como chegar: A Transavia, uma low cost holandesa, tem voos directos de Paris e Amesterdão para Beirut, três vezes por semana. Os nossos voos foram 200€, por pessoa, ida e volta. Não há voos directos de Portugal.

Visto: Não é preciso visto, mas a entrada é negada às pessoas com o carimbo de Israel no passaporte. As filas para o controlo de passaporte são longas. Demorámos cerca de 90 minutos até ter o passaporte carimbado. Leva uma caneta para preencher o documento de chegada.

Wifi: O aeroporto tem 30 minutos de wifi gratuito. Recomendo comprar um cartão SIM, principalmente para navegação ou Uber se for o caso. Eu comprei um de 500MB por cerca de 11 USD e deu perfeitamente para uma semana (só não podes andar no Instagram!)

Transportes: A falta de transportes públicos é uma das coisas que pode afastar as pessoas do Líbano: praticamente não existem. Sendo assim, estas são as melhores opções:

Táxi: Muitas pessoas contratam um serviço de táxi para se deslocar no Líbano. O único inconveniente é a possibilidade de seres aldrabado à grande. Nós usámos sempre táxis de uma empresa de um amigo do Rodrigue. Aqui fica o contacto: +9613093626 (Joe).

Uber: Disseram-me que é uma das melhores opções. Evitam-se os enganos e também fazem longas distâncias.

Alugar um carro: Para mim, esta é definitivamente a melhor opção. Apesar da condução ser louca nas cidades, o carro dá-te muita flexibilidade e as estradas não são más (nas montanhas estão um bocado esburacadas). A nível da condução, convém ter alguma experiência, particularmente em países “sem regras” contudo foi muito melhor do que estava à espera. O carro ficou-nos a 30 dólares por dia na Adonis.

Autocarros: Ora bem, os autocarros existem, mas ninguém sabe bem a que horas vêm ou onde é que param. É possível, mas é mais difícil.

Agências: Há sempre agências de turismo que oferecem passeios aos lugares mais turísticos.

Clima: O Líbano tem um clima muito próximo do Europeu com estações muito vincadas. Diria que os melhores meses para visitar são Maio, Junho e Setembro. Nós fomos no fim de Abril e ainda apanhámos um tempo bem fresquinho!

Moeda: Libra libanesa e dólares americanos. Usam ambos e são aceites em todo o lado. É possível pagar com cartão em muitos lugares. Os ATM cobram bastante por cada levantamento.

Língua: O idioma oficial é o árabe, mas a maioria das pessoas fala Francês e Inglês muito bem.

Segurança: Nunca me senti insegura no Líbano (excepto na estrada). Ao contrário de Marrocos ou Turquia, aqui não há olhares sinuosos ou comentários infelizes. Por outro lado, é o país mais militarizado que já visitei, com dezenas de check points nas estradas, tanques de guerra e militares nas ruas. Claro que toda esta “preparação” é mais inquietante que tranquilizante, mas viajar também é estarmos desconfortáveis.

Roupa: Não há regras. Em Beirut as mulheres produzem-se muito para sair à noite e as discotecas não aceitam modelitos desmazelados.

Comida: A cozinha Libanesa merece um post só para si que eventualmente há-de aparecer. Para mim, os meze ganham a todo o outro tido de comida. Dêem-me uma taça de húmus, uma taça de baba ganoush e um quilo de pão fresco e sou uma mulher feliz.

Preço de uma refeição fast food: 5 a 7 dólares por pessoa
Preço de uma refeição num restaurante normal: 15 a 20 dólares por pessoa
Preço de uma refeição num restaurante bom: +25 dólares por pessoa

Bebidas: A cerveja local é muito decente, Beirut e Almaza e Arak, a bebida mais tradicional, é muito parecida ao Raki da Turquia e Ouzo da Grécia.

Alojamento: Nós acabámos por ficar num hotel perto de casa do meu amigo, mas eu recomendaria um Airbnb em Beirut, vi uns muito giros.

Trânsito: Se ficares em Beirut, tens que ter em atenção a questão do trânsito que é absolutamente infernal durante a semana. Consulta o estado das estradas no Google Maps antes de sair.

Itinerário de uma semana no Líbano

Dia 1: Baatara Gorge, Montanhas do Líbano, Cedros de Deus
Dia 2: Byblos, Batroun, Mseilha Fort e Jeita Grotto
Dia 3: Baalbek, Beqaa Valley, Harissa e Jounieh
Dia 4: Tripoli
Dia 5: Sidon (Saida) e Tyre *
Dia 6: Aanjar e Beiteddine Palace*
Dia 7: Beirut

Nota 1: Batroun é uma pequena vila à beira mar. Não tivemos a oportunidade de explorar muito porque estava a chover, mas é pertinho de Bybos, por isso é fácil de lá chegar. O mesmo se aplica ao Forte, que só vimos de passagem no carro.

Nota 2: Sidon é mais uma cidade histórica no Líbano. As maiores atracções são o Castelo no mar, os souks antigos e o Palácio Dabane.

Nota 3: O dia 6 foi o dia que não conseguimos fazer. Aanjar tem ruínas romanas (surpresa!) e o Palácio Beiteddine otomano do século XIX.

Boas mudanças!

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Munique & Oktoberfest: Litro a Litro https://www.mudancasconstantes.com/2018/10/02/oktoberfest-munique-dicas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=oktoberfest-munique-dicas https://www.mudancasconstantes.com/2018/10/02/oktoberfest-munique-dicas/#comments Tue, 02 Oct 2018 21:53:51 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3910 O meu Instagram está cheio de pessoas a beberem quantidades monstruosas de cerveja no Oktoberfest em Munique e isso trouxe-me uma certa nostalgia, relativamente à minha ida ao maior festival de cerveja do mundo, no ano passado. E como tal, decidi voltar a escrever sobre o assunto (já o tinha feito neste blog) e dar-vos uma perspectiva mais alcoólica sobre este evento! 6:00 AM = 0 litros Peço desculpa se desapontei alguém, mas às 6 da manhã ainda não tinha bebido nada. Chegada de Milão, depois de uma viagem de 8 horas de autocarro, tinha que ir fazer tempo até ir para casa do meu amigo Miguel que mora em Munique, já que ele não queria acordar cedinho… Vá-se lá perceber esta gente! Enfim, Munique estava linda. A luz rosada do nascer do sol e a tranquilidade que horas pornográficas conferem às cidades, produzem momentos muito especiais. Começando pela Karlsplatz fui andando até à grandiosa Marienplatz e à pitoresca praça onde se encontra a Hofbräuhaus. Já com o meu cartão de memória satisfeito e a horas mais decentes para acordar alguém, meti-me no comboio e fui até casa do Miguel onde o meu dirndl me esperava. 12:00 PM = 0.5 litros Não existem muitas regras no Oktoberfest, mas se há coisa que tens que fazer é arranjar um fato tradicional da Baviera – dirndl para as mullheres e lederhosen para os homens – para usar no festival. Quase toda a gente tem um (na verdade os alemães têm um armário cheio deles) e vais destoar se não apareceres com calças de ganga e t-shirt. Eu comprei o meu no Lidl online alemão, que é onde se encontram os fatos mais baratos (50€) e até com uma qualidade decente. Depois de uns 5 minutos a contorcer-me toda para caber naquele espartilho estava pronta! Mas antes de sairmos ainda tínhamos mais uma tarefa tradicionalmente alemã a completar: comer salsichas, salada de batata e uns molhos esquisitos, tudo acompanhado pela primeira cerveja do dia, claro. 2 PM = 1 litro Durante as três semanas que dura o festival, Munique transforma-se numa aldeola gigante onde todos os seus habitantes parecem camponeses. Nos supermercados, metro e ruas todos os homens andam de suspensórios, calções e meias até ao joelho e as mulheres de vestido e avental. É algo entre o fascinante e o ridículo. Já antecipando os preços das cervejas no Oktoberfest toda a gente leva as suas próprias bebidas até à entrada, onde fomos revistados. Nem malas de senhora podem entrar (só aquelas micro, micro). O Miguel, veterano do festival, sabia a que horas deviamos estar prontos para entrar na tenda  da Hacker Pschorr, e em pouco tempo (e com alguma lata) lá nos conseguimos sentar na mesa de uns neo-zelandeses já muito bêbados. Estava na hora da primeira caneca. 5 PM = 2 litros Ora, para beber um litro de cerveja demoro mais ou menos duas horas. Os gajos fazem-no num quarto do tempo. Mas isso pouco interessa. Para mim o Oktoberfest é muito mais sobre a festa do que sobre a cerveja. Pessoas do mundo inteiro reúnem-se em tendas coloridas, sobem para cima de bancos e cantam em plenos pulmões enquanto brindam ao som de cânticos alemães. Quando as músicas são em alemão cantamos à mesma, mas naquele jeito que fazíamos quando éramos crianças e não sabíamos as letras em inglês. A única canção que aprendi mais ou menos é que precede todos os brindes. E acredita, são mais que muitos. E é isto: Ein Prosit, ein Prosit Der Gemütlichkeit Ein Prosit, ein Prosit Der Gemütlichkeit. OANS! ZWOA! DREI! G’SUFFA! Claro que me fiquei só pelo Ein Prosit, mas o que conta é a intenção. Maior perigo do Oktoberfest? Perderes-te no caminho de volta da casa de banho. Que foi o que me aconteceu porque não levei o telemóvel comigo nem decorei a fila onde todos os meus amigos estavam. Por isso andei para trás e para a frente durante meia hora até os voltar a encontrar. E nem estava bêbada! 9 PM = 3 litros A esta hora, quase com o Oktoberfest já a fechar, a festa está no seu expoente máximo. Já estavamos a tirar selfies com desconhecidos, a dançar o Despacito em cima das mesas e a cantar o We Are the Champions como se tivéssemos ganho o mundial de futebol. É um ambiente indescritível que fez com que as 8 horas em que estivemos naquela tenda parecessem duas. É daquelas experiências que valem a pena pelo menos uma vez na vida porque não há nada como isto! Todas as dicas mais “construtivas” podem ser encontradas neste post.

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O meu Instagram está cheio de pessoas a beberem quantidades monstruosas de cerveja no Oktoberfest em Munique e isso trouxe-me uma certa nostalgia, relativamente à minha ida ao maior festival de cerveja do mundo, no ano passado. E como tal, decidi voltar a escrever sobre o assunto (já o tinha feito neste blog) e dar-vos uma perspectiva mais alcoólica sobre este evento!

6:00 AM = 0 litros

Peço desculpa se desapontei alguém, mas às 6 da manhã ainda não tinha bebido nada. Chegada de Milão, depois de uma viagem de 8 horas de autocarro, tinha que ir fazer tempo até ir para casa do meu amigo Miguel que mora em Munique, já que ele não queria acordar cedinho… Vá-se lá perceber esta gente!

Enfim, Munique estava linda. A luz rosada do nascer do sol e a tranquilidade que horas pornográficas conferem às cidades, produzem momentos muito especiais.

Amanhecer sobre a estação de comboios

Começando pela Karlsplatz fui andando até à grandiosa Marienplatz e à pitoresca praça onde se encontra a Hofbräuhaus. Já com o meu cartão de memória satisfeito e a horas mais decentes para acordar alguém, meti-me no comboio e fui até casa do Miguel onde o meu dirndl me esperava.

12:00 PM = 0.5 litros

Não existem muitas regras no Oktoberfest, mas se há coisa que tens que fazer é arranjar um fato tradicional da Baviera – dirndl para as mullheres e lederhosen para os homens – para usar no festival. Quase toda a gente tem um (na verdade os alemães têm um armário cheio deles) e vais destoar se não apareceres com calças de ganga e t-shirt.

Eu comprei o meu no Lidl online alemão, que é onde se encontram os fatos mais baratos (50€) e até com uma qualidade decente. Depois de uns 5 minutos a contorcer-me toda para caber naquele espartilho estava pronta!

Selfie pré Oktoberfest a conter a respiração

Mas antes de sairmos ainda tínhamos mais uma tarefa tradicionalmente alemã a completar: comer salsichas, salada de batata e uns molhos esquisitos, tudo acompanhado pela primeira cerveja do dia, claro.

2 PM = 1 litro

Durante as três semanas que dura o festival, Munique transforma-se numa aldeola gigante onde todos os seus habitantes parecem camponeses. Nos supermercados, metro e ruas todos os homens andam de suspensórios, calções e meias até ao joelho e as mulheres de vestido e avental. É algo entre o fascinante e o ridículo.

Já antecipando os preços das cervejas no Oktoberfest toda a gente leva as suas próprias bebidas até à entrada, onde fomos revistados. Nem malas de senhora podem entrar (só aquelas micro, micro).

O Miguel, veterano do festival, sabia a que horas deviamos estar prontos para entrar na tenda  da Hacker Pschorr, e em pouco tempo (e com alguma lata) lá nos conseguimos sentar na mesa de uns neo-zelandeses já muito bêbados. Estava na hora da primeira caneca.

5 PM = 2 litros

Ora, para beber um litro de cerveja demoro mais ou menos duas horas. Os gajos fazem-no num quarto do tempo. Mas isso pouco interessa. Para mim o Oktoberfest é muito mais sobre a festa do que sobre a cerveja. Pessoas do mundo inteiro reúnem-se em tendas coloridas, sobem para cima de bancos e cantam em plenos pulmões enquanto brindam ao som de cânticos alemães.

Quando as músicas são em alemão cantamos à mesma, mas naquele jeito que fazíamos quando éramos crianças e não sabíamos as letras em inglês. A única canção que aprendi mais ou menos é que precede todos os brindes. E acredita, são mais que muitos. E é isto:

Ein Prosit, ein Prosit
Der Gemütlichkeit
Ein Prosit, ein Prosit
Der Gemütlichkeit.

OANS! ZWOA! DREI! G’SUFFA!

Claro que me fiquei só pelo Ein Prosit, mas o que conta é a intenção.

Maior perigo do Oktoberfest? Perderes-te no caminho de volta da casa de banho. Que foi o que me aconteceu porque não levei o telemóvel comigo nem decorei a fila onde todos os meus amigos estavam. Por isso andei para trás e para a frente durante meia hora até os voltar a encontrar. E nem estava bêbada!

9 PM = 3 litros

A esta hora, quase com o Oktoberfest já a fechar, a festa está no seu expoente máximo. Já estavamos a tirar selfies com desconhecidos, a dançar o Despacito em cima das mesas e a cantar o We Are the Champions como se tivéssemos ganho o mundial de futebol. É um ambiente indescritível que fez com que as 8 horas em que estivemos naquela tenda parecessem duas.

Não sabemos quem são, mas somos todos muito amigos!

É daquelas experiências que valem a pena pelo menos uma vez na vida porque não há nada como isto!

Todas as dicas mais “construtivas” podem ser encontradas neste post.

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Desvendar o Irão: tudo o que deves saber antes de ir (parte 1) https://www.mudancasconstantes.com/2018/04/23/irao-tudo-o-que-deves-saber-antes-de-ir-1/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=irao-tudo-o-que-deves-saber-antes-de-ir-1 https://www.mudancasconstantes.com/2018/04/23/irao-tudo-o-que-deves-saber-antes-de-ir-1/#comments Mon, 23 Apr 2018 20:23:39 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3337 Preparar uma viagem ao Irão pode ser algo um pouco caótico. Para além de não haver uma grande quantidade de informação disponível, a informação que há pode ser bastante contraditória, principalmente a nível de regras sociais e culturais. Algo que até é compreensível, porque o Irão é um país que, desde que assinou o acordo nuclear com os Estados Unidos, se abriu muito ao ocidente e a sociedade está em constante mudança. Apoiei-me muito noutros blogs e grupos de Facebook para planear esta viagem e neste post pretendo retribuir o favor! Avião De Portugal para Teerão a opção mais simpática para voar parece ser a Austrian Airlines. Apesar das longas escalas em Viena, o que até pode ser uma vantagem, tem uns preços muito razoáveis, cerca de 400€ ida e volta. Do aeroporto de Teerão até ao hostel marquei um transfer pela TAP Persia, correu tudo lindamente! Clima O Irão é um país com 4 estações muito vincadas. Desde neve no Inverno a um calor insuportável no Verão as melhores estações para visitar o Irão são as de transição: a Primavera (Março, Abril) e o Outono (Outubro, Novembro). Quando (não) visitar Para além do clima há outros factores que deves ter em consideração. O primeiro é o Norwuz, o ano novo persa. Começa no dia 21 de Março e dura duas semanas. Durante estas duas semanas todos os Iranianos têm férias e viajam para as suas terras “Natal” ou para outras cidades. Os hotéis ficam cheios, os preços sobem e só é mesmo uma boa altura para ver Teerão que está mais limpa e vazia do que nunca. Segundo: o Ramadão. Sendo um dos países mais rígidos no que toca ao islamismo, o Ramadão não me parece uma época muito desejável para o visitar. Encontrar comida e água durante o dia deve ser difícil e será certamente uma altura ainda mais conservadora do que o normal. O Ramadão muda de datas todos os anos e este ano (2018) é de 16 de Maio a 14 de Junho. Visto O visto para o Irão não é particularmente difícil de se obter. Podes fazê-lo à chegada ou na embaixada Portuguesa. Escrevi um post dedicado a este assunto e podes ler tudo aqui. Hijab, chador e o que vestir no Irão Mulheres Claro que nós somos as desgraçadas. Não sei se sou a pessoa mais indicada para dar conselhos relativamente a este assunto uma vez que toda a gente ficava a olhar para mim como se fosse um alien, mas vou tentar. Roupas um pouco reveladoras! Aqui vão algumas regras: – Lenço (hijab): a partir do momento em que sais to avião tens que usar um lenço em todo o lado. Rua, restaurantes, transportes públicos… Quando estás num hostel ou numa casa particular podes tirar, mas convém perguntares primeiro. Aprende como usar o véu neste vídeo muito útil. – Chador: Um género de lençol preto no qual as mulheres mais conservadoras se embrulham. Apesar de não ser obrigatório na grande maioria dos sítios, quando visitas um shrine (santuário) sagrado tens que usar. À entrada alguém te vai emprestar um se não tiveres. – Calças: As calças devem ser compridas e ir até ao tornozelo no mínimo. Podes optar por calças largas ou por calças normais quando acompanhadas por túnicas que cubram o rabo. – Túnicas: As túnicas devem ser compridas. As mangas devem cobrir os braços todos (ou quase) e de preferência não ter grandes decotes. Se tiver um bocado podes sempre tapar com o lenço. – Cores: A maioria das iranianas costuma andar com roupas pouco chamativas, mas isso não quer dizer que tenhas que fazer o mesmo. Eu andava um bocado berrante, mas como isso não está na lei não interessa! – Calçado: podes andar como quiseres. – Maquilhagem: dificilmente usarás mais do que as Iranianas. Por fim, como somos turistas as regras são mais relaxadas, mas mesmo assim convém andar dentro dos padrões definidos para não chamar demasiado à atenção. Não por que vá acontecer alguma coisa, só porque é desconfortável. Homens Podem usar basicamente o que quiserem excepto calções. Calças de ganga, t-shirts ou camisas parecem ser uma boa opção. Em oásis, piscinas ou praias podem usar calções de banho. Dinheiro Nó mental! A moeda oficial do Irão são os Rials, mas a moeda das ruas são Tomans. A diferença é um zero e no início é um bocado complicado, mas depois aquilo vai lá. Exemplo: 1€ = 60 000 rials ou 6 000 tomans. Para evitar confusões o melhor é perguntares se o preço está em Tomans ou Rials. Em geral as coisas oficiais, como o preço das atracções turísticas estão em Rials e o resto (restaurantes, mercados, táxis) dão o preço em tomans. As melhores taxas de câmbio estão nas lojas oficiais de troca de dinheiro. Não vás a bancos ou à rua. Não procures a rate na internet. Pergunta no hostel a rate do momento e troca nas lojas. Muito importante! A rede multibancos só funciona com cartões nacionais. É IMPOSSÍVEL levantar dinheiro em todo o país ou pagar com cartões de crédito estrangeiros. Tens que levar dinheiro suficiente para toda a viagem contigo. Em muitos lugares (alojamento e tours) aceitam euros ou dólares americanos. Números Para te complicar ainda mais a vida, os números em persa também são diferentes! Aqui vai uma tabela para ajudar. Tens mesmo que a decorar. Preços Os preços no Irão estão sujeitos à enorme inflação que o rial sofre e por isso podem ficar desactualizados rapidamente. Mas aqui vão umas luzes: – 1 noite num hostel em quarto partilhado com pequeno almoço: 10 a 15€ – Refeição num restaurante local: 1 a 4€ – Autocarros entre cidades: 3 a 12€ – Táxi ou Snapp: 1 a 3€ – Atracções turísticas: 2 a 7€ – O mais caro no Irão são definitivamente as atracções turísticas porque o preço para turistas é 8 a 15 vezes superior ao preço para iranianos. Gastámos em média 25€ por dia/por pessoa. Alojamento, comida, transportes e atracções turísticas. continua aqui.

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Preparar uma viagem ao Irão pode ser algo um pouco caótico. Para além de não haver uma grande quantidade de informação disponível, a informação que há pode ser bastante contraditória, principalmente a nível de regras sociais e culturais. Algo que até é compreensível, porque o Irão é um país que, desde que assinou o acordo nuclear com os Estados Unidos, se abriu muito ao ocidente e a sociedade está em constante mudança.

Apoiei-me muito noutros blogs e grupos de Facebook para planear esta viagem e neste post pretendo retribuir o favor!

Avião

De Portugal para Teerão a opção mais simpática para voar parece ser a Austrian Airlines. Apesar das longas escalas em Viena, o que até pode ser uma vantagem, tem uns preços muito razoáveis, cerca de 400€ ida e volta.

Do aeroporto de Teerão até ao hostel marquei um transfer pela TAP Persia, correu tudo lindamente!

Clima

O Irão é um país com 4 estações muito vincadas. Desde neve no Inverno a um calor insuportável no Verão as melhores estações para visitar o Irão são as de transição: a Primavera (Março, Abril) e o Outono (Outubro, Novembro).

Quando (não) visitar

Para além do clima há outros factores que deves ter em consideração. O primeiro é o Norwuz, o ano novo persa. Começa no dia 21 de Março e dura duas semanas. Durante estas duas semanas todos os Iranianos têm férias e viajam para as suas terras “Natal” ou para outras cidades. Os hotéis ficam cheios, os preços sobem e só é mesmo uma boa altura para ver Teerão que está mais limpa e vazia do que nunca.

Segundo: o Ramadão. Sendo um dos países mais rígidos no que toca ao islamismo, o Ramadão não me parece uma época muito desejável para o visitar. Encontrar comida e água durante o dia deve ser difícil e será certamente uma altura ainda mais conservadora do que o normal. O Ramadão muda de datas todos os anos e este ano (2018) é de 16 de Maio a 14 de Junho.

Visto

O visto para o Irão não é particularmente difícil de se obter. Podes fazê-lo à chegada ou na embaixada Portuguesa. Escrevi um post dedicado a este assunto e podes ler tudo aqui.

Hijab, chador e o que vestir no Irão

  • Mulheres

Claro que nós somos as desgraçadas. Não sei se sou a pessoa mais indicada para dar conselhos relativamente a este assunto uma vez que toda a gente ficava a olhar para mim como se fosse um alien, mas vou tentar.

Roupas um pouco reveladoras!

Aqui vão algumas regras:

– Lenço (hijab): a partir do momento em que sais to avião tens que usar um lenço em todo o lado. Rua, restaurantes, transportes públicos… Quando estás num hostel ou numa casa particular podes tirar, mas convém perguntares primeiro. Aprende como usar o véu neste vídeo muito útil.

– Chador: Um género de lençol preto no qual as mulheres mais conservadoras se embrulham. Apesar de não ser obrigatório na grande maioria dos sítios, quando visitas um shrine (santuário) sagrado tens que usar. À entrada alguém te vai emprestar um se não tiveres.

Hijab e Chador são usados no Irão

– Calças: As calças devem ser compridas e ir até ao tornozelo no mínimo. Podes optar por calças largas ou por calças normais quando acompanhadas por túnicas que cubram o rabo.

– Túnicas: As túnicas devem ser compridas. As mangas devem cobrir os braços todos (ou quase) e de preferência não ter grandes decotes. Se tiver um bocado podes sempre tapar com o lenço.

– Cores: A maioria das iranianas costuma andar com roupas pouco chamativas, mas isso não quer dizer que tenhas que fazer o mesmo. Eu andava um bocado berrante, mas como isso não está na lei não interessa!

– Calçado: podes andar como quiseres.

– Maquilhagem: dificilmente usarás mais do que as Iranianas.

Por fim, como somos turistas as regras são mais relaxadas, mas mesmo assim convém andar dentro dos padrões definidos para não chamar demasiado à atenção. Não por que vá acontecer alguma coisa, só porque é desconfortável.

  • Homens

Podem usar basicamente o que quiserem excepto calções. Calças de ganga, t-shirts ou camisas parecem ser uma boa opção. Em oásis, piscinas ou praias podem usar calções de banho.

Dinheiro

Nó mental! A moeda oficial do Irão são os Rials, mas a moeda das ruas são Tomans. A diferença é um zero e no início é um bocado complicado, mas depois aquilo vai lá.

Exemplo:

1€ = 60 000 rials ou 6 000 tomans.

Para evitar confusões o melhor é perguntares se o preço está em Tomans ou Rials. Em geral as coisas oficiais, como o preço das atracções turísticas estão em Rials e o resto (restaurantes, mercados, táxis) dão o preço em tomans.

As melhores taxas de câmbio estão nas lojas oficiais de troca de dinheiro. Não vás a bancos ou à rua. Não procures a rate na internet. Pergunta no hostel a rate do momento e troca nas lojas.

#riquinhosnoirao

Muito importante! A rede multibancos só funciona com cartões nacionais. É IMPOSSÍVEL levantar dinheiro em todo o país ou pagar com cartões de crédito estrangeiros. Tens que levar dinheiro suficiente para toda a viagem contigo.

Em muitos lugares (alojamento e tours) aceitam euros ou dólares americanos.

Números

Para te complicar ainda mais a vida, os números em persa também são diferentes! Aqui vai uma tabela para ajudar. Tens mesmo que a decorar.

Preços

Os preços no Irão estão sujeitos à enorme inflação que o rial sofre e por isso podem ficar desactualizados rapidamente. Mas aqui vão umas luzes:

– 1 noite num hostel em quarto partilhado com pequeno almoço: 10 a 15€

– Refeição num restaurante local: 1 a 4€

– Autocarros entre cidades: 3 a 12€

– Táxi ou Snapp: 1 a 3€

– Atracções turísticas: 2 a 7€

– O mais caro no Irão são definitivamente as atracções turísticas porque o preço para turistas é 8 a 15 vezes superior ao preço para iranianos.

Gastámos em média 25€ por dia/por pessoa. Alojamento, comida, transportes e atracções turísticas.

continua aqui.

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Desvendar o Irão: tudo o que deves saber antes de ir (parte 2) https://www.mudancasconstantes.com/2018/04/23/irao-tudo-o-que-deves-saber-antes-de-ir-2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=irao-tudo-o-que-deves-saber-antes-de-ir-2 https://www.mudancasconstantes.com/2018/04/23/irao-tudo-o-que-deves-saber-antes-de-ir-2/#comments Mon, 23 Apr 2018 19:49:31 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3334 continuando o overflow de informação… Alojamento O alojamento no Irão não é algo particularmente barato. Um quarto num hotel começa nos 50€ e vai por aí a cima. As minhas opções preferidas são hostels, homestays e couchsurfing, sendo que os últimos dois são ilegais, mas a melhor forma contactar com os locais e de aprender mais sobre a cultura Iraniana. As Homestays são um conjunto de quartos em casa de iranianos que foram transformados para um propósito turístico. Muitas delas podem ser encontradas no Booking ou Google. Os preços são iguais aos dos hostels, mas normalmente a comida é melhor! Couchsurfing Apesar de ser ilegal o Couchsurfing é extremamente popular no Irão. Muitos jovens têm uma sede gigante de conhecer estrangeiros e uma das melhores formas de o fazerem é através desta plataforma. O nível de hospitalidade dos Iranianos é uma loucura, por isso não envies mais do que um ou dois pedidos por cidade, porque em princípio serão aceites. Depois prepara-te para fazeres tudo com o teu host, teres jantares cozinhados pela mãe dele e um quarto só para ti enquanto ele dorme na sala! Apesar de ter tido uma experiência incrível aconselho-te, como sempre, a leres bem as reviews e os perfis porque há várias pessoas a tentar fazer negócio do Couchsurfing. Leva uma pequena lembrança para a tua família, vão adorar! Nunca refiras à polícia ou pessoas na rua que estás a fazer Couchsurfing. A ti provavelmente não te vai acontecer nada, mas pode ser um problema para o teu/tua host. Autocarros Os autocarros são a melhor forma de viajar pelo Irão. São bastante frequentes, mais rápidos que os comboios, vão a todo o lado e os VIP são muito confortáveis (e baratos). Para além disso são toda uma experiência cultural com direito a filmes iranianos, música e snacks capazes de dar diabetes a qualquer um! Os autocarros não têm casas de banho. Não é possível para estrangeiros marcar autocarros fora do país, mas isso não é necessariamente um problema. A não ser que visites numa altura de enchentes como o Norwuz ou Ramadão consegues comprar o bilhete na estação no dia antes ou mesmo no dia em si. Se, de qualquer forma, quiseres marcar antes, podes fazê-lo pela TAP Persia. Eles ajudaram-me imenso durante toda a viagem e são impecáveis no serviço ao cliente. Comboios A rede de comboios é bem mais reduzida que a rede de autocarros. É possível viajar entre Teerão, Kashan, Isfahan, Shiraz e Yazd de comboio, mas demoras mais tempo do que de autocarro. Contudo, as viagens nocturnas de comboio em primeira classe são mais confortáveis do que as de autocarro. Os bilhetes podem ser adquiridos nas estações. Aviões Existem muitos voos domésticos entre cidades no Irão, mas como os aviões deles de vez em quando caem não aconselhava muito… Eu, que odeio voar, nem pus essa opção na mesa. A Mahan Air é supostamente uma das mais seguras. Táxis e Snapp O meio mais comum para te transportares dentro das cidades. Os táxis estão por todo o lado e tens sempre que perguntar o preço primeiro. Convém teres a morada em persa, porque a maioria dos taxistas não sabe ler o nosso alfabeto. Por seres turista vais ser aldrabado/a no preço por isso tenta baixá-lo um bocado. O Snapp é o Uber versão Iraniana. Se tiveres um cartão SIM Iraniano podes instalá-lo e usufruir de preços quase criminosos (um terço do táxi). Se não conseguires instalar podes sempre pedir ao teu host ou ao pessoal do hostel para chamar um por ti. O preço é definido desde o início por isso não há negociações. Regras, Etiqueta e os Iranianos Vamos lá à lista! – Tira os sapatos sempre que entrares em casa de alguém. – Homens cumprimentam-se com um aperto de mão, mulheres também. Homens e mulheres não se cumprimentam, só um aceno de cabeça e um sorriso. – É normal que os iranianos te convidem para tudo. Diz que sim! Excepto se forem guias turísticos :p – É normal que te perguntem sobre o teu trabalho e quanto é que ganhas. – Os iranianos são persas e não árabes. Não confundas! – Os iranianos mais novos costumam falar inglês. – Aprende algumas palavras básicas. Olá = Salam; Obrigado = Merci – Toda a gente faz operações ao nariz! – Assoares-te em público é considerado uma falta de respeito. – No metro de Teerão existem carruagens só para mulheres. – Eu viajei com um amigo meu e tenho a certeza que toda a gente achava que nós eramos casados. Se fores com um/a namorado/a não dêem as mãos ou beijos em público, é ilegal. – As mulheres não podem andar de bicicleta. – Não podes fotografar nenhum tipo de edifícios governamentais. Normalmente existem sinais a dizer que fotografias são proibidas. Eles levam isto mesmo muito a sério. – Sexta-feira é um dia sagrado e por isso há muita coisa que fecha ou autocarros que não partem. Comida A comida iraniana é deliciosa. Nas ruas o mais fácil de encontrar são Kebabs e Fast Food porque comida tradicionalmente iraniana é feita em casa. Se fizeres Couchsurfing ou ficares em Homestays vais certamente comer a melhor comida iraniana que há. Se não, pergunta no teu hostel onde é que deves ir comer! Álcool Nada. Niente. None. Mega ilegal, mega proibido. Existem algumas “cervejas sem álcool” que são muito horríveis. Muitos iranianos compram álcool no mercado negro ou fazem-no em casa, mas se forem apanhados pela polícia podem levar 80 chicotadas… Por isso aconselho-te a teres muito cuidado com isto. O mesmo se aplica a drogas. Água Surpreendentemente a água da torneira é potável no Irão! E em todo o lado existem postos gratuitos para encher garrafas e beber água fresca. Aproveita. Casas de banho Mais um pequeno choque cultural. Quase todas as casas de banho no Irão são buracos no chão sem papel higiénico. Têm o ponto positivo de serem gratuitas e o negativo de muitas vezes serem nojentas. Não se pode ter tudo… Aconselho-te a andares sempre com toalhitas higiénicas contigo ou lenços de papel, mas não os mandes pelo buraco, porque vai entupir! Segurança Para um país que é considerado como um dos mais perigosos do mundo, tudo nos pareceu muito seguro. O nível de crime de rua é baixíssimo. Não existem carteiristas, assaltos ou nada dessas coisas. Andar nas ruas é perfeitamente seguro a qualquer hora. Também não existem bombas a explodir ou Estado Islâmico nas ruas! Internet, SIM & VPN Abril 2018: de momento parece que existem alguns entraves aos SIM card para turistas. Nós comprámos facilmente o nosso no hostel e por isso não sei bem se é verdade ou não. São raros os lugares onde podes encontrar wifi no Irão. Para além dos hostels e cafés turísticos não existem em mais lado nenhum. A melhor forma é mesmo arranjares um cartão SIM com um plano de dados. Nós pagámos 3€ para 2GB. Certifica-te que o teu telemóvel está desbloqueado antes de ires. Como muitos sites estão bloqueados no Irão (Facebook, Youtube, Twitter) aconselho-te a levares uma aplicação de VPN no telemóvel. Eu optei pela Turbo, que funcionou razoavelmente bem e é gratuita. A Express VPN, parece ser das melhores mas é paga. O Whatsapp funciona sem VPN e é a melhor forma de comunicar com os hostels, guias, etc. *Não conseguimos fazer hotspot com as redes de lá. E acho que acabei a lista interminável de dicas e informações úteis. Espero que ajude e se ainda tiveres alguma dúvida, comenta 😉 Boa viagem!

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continuando o overflow de informação…

Alojamento

O alojamento no Irão não é algo particularmente barato. Um quarto num hotel começa nos 50€ e vai por aí a cima. As minhas opções preferidas são hostels, homestays e couchsurfing, sendo que os últimos dois são ilegais, mas a melhor forma contactar com os locais e de aprender mais sobre a cultura Iraniana.

As Homestays são um conjunto de quartos em casa de iranianos que foram transformados para um propósito turístico. Muitas delas podem ser encontradas no Booking ou Google. Os preços são iguais aos dos hostels, mas normalmente a comida é melhor!

Couchsurfing

Apesar de ser ilegal o Couchsurfing é extremamente popular no Irão. Muitos jovens têm uma sede gigante de conhecer estrangeiros e uma das melhores formas de o fazerem é através desta plataforma.

O nível de hospitalidade dos Iranianos é uma loucura, por isso não envies mais do que um ou dois pedidos por cidade, porque em princípio serão aceites. Depois prepara-te para fazeres tudo com o teu host, teres jantares cozinhados pela mãe dele e um quarto só para ti enquanto ele dorme na sala!

A minha mãe adoptiva iraniana!

Apesar de ter tido uma experiência incrível aconselho-te, como sempre, a leres bem as reviews e os perfis porque há várias pessoas a tentar fazer negócio do Couchsurfing. Leva uma pequena lembrança para a tua família, vão adorar!

Nunca refiras à polícia ou pessoas na rua que estás a fazer Couchsurfing. A ti provavelmente não te vai acontecer nada, mas pode ser um problema para o teu/tua host.

Autocarros

Os autocarros são a melhor forma de viajar pelo Irão. São bastante frequentes, mais rápidos que os comboios, vão a todo o lado e os VIP são muito confortáveis (e baratos). Para além disso são toda uma experiência cultural com direito a filmes iranianos, música e snacks capazes de dar diabetes a qualquer um! Os autocarros não têm casas de banho.

Não é possível para estrangeiros marcar autocarros fora do país, mas isso não é necessariamente um problema. A não ser que visites numa altura de enchentes como o Norwuz ou Ramadão consegues comprar o bilhete na estação no dia antes ou mesmo no dia em si.

Se, de qualquer forma, quiseres marcar antes, podes fazê-lo pela TAP Persia. Eles ajudaram-me imenso durante toda a viagem e são impecáveis no serviço ao cliente.

Comboios

A rede de comboios é bem mais reduzida que a rede de autocarros. É possível viajar entre Teerão, Kashan, Isfahan, Shiraz e Yazd de comboio, mas demoras mais tempo do que de autocarro. Contudo, as viagens nocturnas de comboio em primeira classe são mais confortáveis do que as de autocarro.

Os bilhetes podem ser adquiridos nas estações.

Aviões

Existem muitos voos domésticos entre cidades no Irão, mas como os aviões deles de vez em quando caem não aconselhava muito… Eu, que odeio voar, nem pus essa opção na mesa. A Mahan Air é supostamente uma das mais seguras.

Táxis e Snapp

O meio mais comum para te transportares dentro das cidades. Os táxis estão por todo o lado e tens sempre que perguntar o preço primeiro. Convém teres a morada em persa, porque a maioria dos taxistas não sabe ler o nosso alfabeto. Por seres turista vais ser aldrabado/a no preço por isso tenta baixá-lo um bocado.

O Snapp é o Uber versão Iraniana. Se tiveres um cartão SIM Iraniano podes instalá-lo e usufruir de preços quase criminosos (um terço do táxi). Se não conseguires instalar podes sempre pedir ao teu host ou ao pessoal do hostel para chamar um por ti. O preço é definido desde o início por isso não há negociações.

Regras, Etiqueta e os Iranianos

Vamos lá à lista!

– Tira os sapatos sempre que entrares em casa de alguém.

– Homens cumprimentam-se com um aperto de mão, mulheres também. Homens e mulheres não se cumprimentam, só um aceno de cabeça e um sorriso.

– É normal que os iranianos te convidem para tudo. Diz que sim! Excepto se forem guias turísticos :p

– É normal que te perguntem sobre o teu trabalho e quanto é que ganhas.

– Os iranianos são persas e não árabes. Não confundas!

– Os iranianos mais novos costumam falar inglês.

– Aprende algumas palavras básicas. Olá = Salam; Obrigado = Merci

– Toda a gente faz operações ao nariz!

– Assoares-te em público é considerado uma falta de respeito.

– No metro de Teerão existem carruagens só para mulheres.

– Eu viajei com um amigo meu e tenho a certeza que toda a gente achava que nós eramos casados. Se fores com um/a namorado/a não dêem as mãos ou beijos em público, é ilegal.

– As mulheres não podem andar de bicicleta.

– Não podes fotografar nenhum tipo de edifícios governamentais. Normalmente existem sinais a dizer que fotografias são proibidas. Eles levam isto mesmo muito a sério.

– Sexta-feira é um dia sagrado e por isso há muita coisa que fecha ou autocarros que não partem.

Comida

A comida iraniana é deliciosa. Nas ruas o mais fácil de encontrar são Kebabs e Fast Food porque comida tradicionalmente iraniana é feita em casa. Se fizeres Couchsurfing ou ficares em Homestays vais certamente comer a melhor comida iraniana que há. Se não, pergunta no teu hostel onde é que deves ir comer!

Álcool

Nada. Niente. None. Mega ilegal, mega proibido. Existem algumas “cervejas sem álcool” que são muito horríveis. Muitos iranianos compram álcool no mercado negro ou fazem-no em casa, mas se forem apanhados pela polícia podem levar 80 chicotadas…

Por isso aconselho-te a teres muito cuidado com isto. O mesmo se aplica a drogas.

Água

Surpreendentemente a água da torneira é potável no Irão! E em todo o lado existem postos gratuitos para encher garrafas e beber água fresca. Aproveita.

Casas de banho

Mais um pequeno choque cultural. Quase todas as casas de banho no Irão são buracos no chão sem papel higiénico. Têm o ponto positivo de serem gratuitas e o negativo de muitas vezes serem nojentas. Não se pode ter tudo…

Aconselho-te a andares sempre com toalhitas higiénicas contigo ou lenços de papel, mas não os mandes pelo buraco, porque vai entupir!

Segurança

Para um país que é considerado como um dos mais perigosos do mundo, tudo nos pareceu muito seguro. O nível de crime de rua é baixíssimo. Não existem carteiristas, assaltos ou nada dessas coisas. Andar nas ruas é perfeitamente seguro a qualquer hora.

Também não existem bombas a explodir ou Estado Islâmico nas ruas!

Internet, SIM & VPN

Abril 2018: de momento parece que existem alguns entraves aos SIM card para turistas. Nós comprámos facilmente o nosso no hostel e por isso não sei bem se é verdade ou não.

São raros os lugares onde podes encontrar wifi no Irão. Para além dos hostels e cafés turísticos não existem em mais lado nenhum. A melhor forma é mesmo arranjares um cartão SIM com um plano de dados. Nós pagámos 3€ para 2GB.

Certifica-te que o teu telemóvel está desbloqueado antes de ires.

Como muitos sites estão bloqueados no Irão (Facebook, Youtube, Twitter) aconselho-te a levares uma aplicação de VPN no telemóvel. Eu optei pela Turbo, que funcionou razoavelmente bem e é gratuita. A Express VPN, parece ser das melhores mas é paga.

O Whatsapp funciona sem VPN e é a melhor forma de comunicar com os hostels, guias, etc.

*Não conseguimos fazer hotspot com as redes de lá.
E acho que acabei a lista interminável de dicas e informações úteis. Espero que ajude e se ainda tiveres alguma dúvida, comenta 😉

Boa viagem!

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10 Lições aprendidas em 6 meses de viagem https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/18/10-licoes-aprendidas-viagem/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-licoes-aprendidas-viagem https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/18/10-licoes-aprendidas-viagem/#comments Mon, 18 Dec 2017 17:55:22 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2492 Viajar não seria viajar se não aprendêssemos alguma coisa. E por muito cliché que pareça, há muito que é posto em perspectiva, há erros que não tinhas definitivamente planeado e vais conhecer as pessoas mais incríveis da tua vida, que passados dois dias vão estar no outro lado do mundo. Isto é o que eu aprendi a viajar sozinha: 1.  O mundo é um lugar melhor do que parece Pode parecer um pensamento muito ingénuo, mas quando viajas e não vês notícias parece que o mundo é o lugar mais maravilhoso que se pode imaginar. As pessoas são simpáticas em todo o lado, ajudam-te, sorriem… e é por isso que quando as me dizem que é perigoso viajar sou sempre a primeira a contestar. Para manter a segurança na “estrada” tem os mesmos cuidados que tens em casa, fala com as pessoas que vivem nos sítios por onde vais passar e tens tudo para te safares! 2. Um sorriso é a tua melhor arma É muito provável que nalguns países seja difícil de comunicar com os locais. Mas para além de ser sempre uma boa ideia aprender as palavras básicas de uma língua, também vais conseguir muito mais simpatia e ajuda por parte dos habitantes locais se sorrires. Por isso, mostra esses dentes! 3. Não marques tudo antecipadamente Eu tenho a mania de marcar e planear tudo ao detalhe antes de viajar. Mas passadas duas semanas já tinha percebido que não tinha sido a melhor ideia. Queria ficar mais tempo nalguns sítios e não podia por já ter marcado voos ou alojamento no próximo destino. Por isso, a minha recomendação é que tenhas um itinerário planeado, mas que também tenhas a flexibilidade de o adaptar às circunstâncias. 4. O teu banco é o teu pior inimigo Sabes quando estás anos a poupar dinheiro e depois o teu banco fica com 10% por causa de comissões de levantamento, taxas de câmbio e essas coisas todas fantásticas?! Se não viajares durante muito tempo aconselho-te a levar uma quantidade razoável em euros e trocar no destino (nunca no aeroporto), mas se viajares durante muito tempo pode ser boa ideia arranjar um Pre Paid Travel Card como o Skrill ou Revolut. Se soubesse destas opções antes tinha certamente arranjado um destes cartões. 5. Viajar sozinha/o devia ser a definição de liberdade As decisões são todas tuas, não há explicações a dar e portanto não há maior liberdade que esta. Também implica uma maior responsabilidade porque tens que planear tudo por ti, mas acordar às horas que queres, ver Nextflix quando queres e ler horas a fio sem ninguém te chatear… há melhor coisa que isto? 6. Vais conhecer demasiadas pessoas Os viajantes a solo atraem-se. Nalguns países somos uma espécie rara, noutros somos uma maioria. Mas viajar sozinho/a torna-te muito mais independente e começas a dizer “sim” a quase tudo. Vai chegar a um ponto que já conheceste tanta gente que às vezes até evitas algumas pessoas com medo de teres de contar a tua vida toda novamente. Uma coisa é certa, vai ser raro estares só por tua conta. 7. Podcasts são a melhor invenção de sempre Pela frente tens viagens de autocarro, comboio e avião que duram dezenas de horas. Tens caminhadas onde vais sofrer muito e ter uma distracção ajuda muito. Como tal, ouvir podcasts vai ser a tua salvação. Os meus preferidos e que me ajudaram a passar as horas intermináveis são: – Maluco Beleza – Sem Barbas na Língua – Mata Bicho – Governo Sombra Podes fazer download de todos em aplicações como iTunes ou PodcastAddict. 8. Certifica-te que sabes mesmo quando é que é o teu voo Isto parece ser daquelas lições mesmo básicas, mas não é. Depois de já ter voado dezenas de vezes, quase ia perdendo um dos meus voos porque estava marcado para a uma da manhã e eu pensei que seria na noite desse dia e não na madrugada. Lá percebi a tempo, mas tive que comprar um novo voo de ligação para apanhar este que quase ia à vida. Por isso, certifica-te sempre! 9. As prioridades redefinem-se Há coisas que damos por garantidas a nossa vida inteira e que desaparecem completamente quando viajamos para países mais pobres do que os nossos. Água quente? Esquece; Casas de banho sem baratas? Esquece; Electricidade a toda a hora? Esquece; Wifi? Esquece… Rapidamente percebi que a vida que tenho em Portugal é um luxo e um privilégio e que bem posso estar agradecida por isso. Por outro lado, o ser humano adapta-se muito rapidamente às circunstâncias, por isso nunca me senti particularmente desconfortável. 10. A tua vida numa mala Bens materiais deixam de fazer sentido. Quando consegues pôr tudo o que precisas numa mochila de 50 litros percebes que consegues viver com muito pouco. Moda, maquilhagem, secadores não interessam nada. Biquinis + Chinelas + Calções e Top está feito! E tu, o que é que aprendeste com as tuas viagens?

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Viajar não seria viajar se não aprendêssemos alguma coisa. E por muito cliché que pareça, há muito que é posto em perspectiva, há erros que não tinhas definitivamente planeado e vais conhecer as pessoas mais incríveis da tua vida, que passados dois dias vão estar no outro lado do mundo. Isto é o que eu aprendi a viajar sozinha:

1.  O mundo é um lugar melhor do que parece

Pode parecer um pensamento muito ingénuo, mas quando viajas e não vês notícias parece que o mundo é o lugar mais maravilhoso que se pode imaginar. As pessoas são simpáticas em todo o lado, ajudam-te, sorriem… e é por isso que quando as me dizem que é perigoso viajar sou sempre a primeira a contestar. Para manter a segurança na “estrada” tem os mesmos cuidados que tens em casa, fala com as pessoas que vivem nos sítios por onde vais passar e tens tudo para te safares!

2. Um sorriso é a tua melhor arma

É muito provável que nalguns países seja difícil de comunicar com os locais. Mas para além de ser sempre uma boa ideia aprender as palavras básicas de uma língua, também vais conseguir muito mais simpatia e ajuda por parte dos habitantes locais se sorrires. Por isso, mostra esses dentes!

3. Não marques tudo antecipadamente

Eu tenho a mania de marcar e planear tudo ao detalhe antes de viajar. Mas passadas duas semanas já tinha percebido que não tinha sido a melhor ideia. Queria ficar mais tempo nalguns sítios e não podia por já ter marcado voos ou alojamento no próximo destino. Por isso, a minha recomendação é que tenhas um itinerário planeado, mas que também tenhas a flexibilidade de o adaptar às circunstâncias.

4. O teu banco é o teu pior inimigo

Sabes quando estás anos a poupar dinheiro e depois o teu banco fica com 10% por causa de comissões de levantamento, taxas de câmbio e essas coisas todas fantásticas?! Se não viajares durante muito tempo aconselho-te a levar uma quantidade razoável em euros e trocar no destino (nunca no aeroporto), mas se viajares durante muito tempo pode ser boa ideia arranjar um Pre Paid Travel Card como o Skrill ou Revolut. Se soubesse destas opções antes tinha certamente arranjado um destes cartões.

5. Viajar sozinha/o devia ser a definição de liberdade

As decisões são todas tuas, não há explicações a dar e portanto não há maior liberdade que esta. Também implica uma maior responsabilidade porque tens que planear tudo por ti, mas acordar às horas que queres, ver Nextflix quando queres e ler horas a fio sem ninguém te chatear… há melhor coisa que isto?

6. Vais conhecer demasiadas pessoas

Os viajantes a solo atraem-se. Nalguns países somos uma espécie rara, noutros somos uma maioria. Mas viajar sozinho/a torna-te muito mais independente e começas a dizer “sim” a quase tudo. Vai chegar a um ponto que já conheceste tanta gente que às vezes até evitas algumas pessoas com medo de teres de contar a tua vida toda novamente. Uma coisa é certa, vai ser raro estares só por tua conta.

7. Podcasts são a melhor invenção de sempre

Pela frente tens viagens de autocarro, comboio e avião que duram dezenas de horas. Tens caminhadas onde vais sofrer muito e ter uma distracção ajuda muito. Como tal, ouvir podcasts vai ser a tua salvação.

Os meus preferidos e que me ajudaram a passar as horas intermináveis são:

Maluco Beleza
Sem Barbas na Língua
Mata Bicho
Governo Sombra

Podes fazer download de todos em aplicações como iTunes ou PodcastAddict.

8. Certifica-te que sabes mesmo quando é que é o teu voo

Isto parece ser daquelas lições mesmo básicas, mas não é. Depois de já ter voado dezenas de vezes, quase ia perdendo um dos meus voos porque estava marcado para a uma da manhã e eu pensei que seria na noite desse dia e não na madrugada. Lá percebi a tempo, mas tive que comprar um novo voo de ligação para apanhar este que quase ia à vida. Por isso, certifica-te sempre!

9. As prioridades redefinem-se

Há coisas que damos por garantidas a nossa vida inteira e que desaparecem completamente quando viajamos para países mais pobres do que os nossos. Água quente? Esquece; Casas de banho sem baratas? Esquece; Electricidade a toda a hora? Esquece; Wifi? Esquece… Rapidamente percebi que a vida que tenho em Portugal é um luxo e um privilégio e que bem posso estar agradecida por isso. Por outro lado, o ser humano adapta-se muito rapidamente às circunstâncias, por isso nunca me senti particularmente desconfortável.

10. A tua vida numa mala

Bens materiais deixam de fazer sentido. Quando consegues pôr tudo o que precisas numa mochila de 50 litros percebes que consegues viver com muito pouco. Moda, maquilhagem, secadores não interessam nada. Biquinis + Chinelas + Calções e Top está feito!

E tu, o que é que aprendeste com as tuas viagens?

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Viajar no Sri Lanka: Dicas e Informações Úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/11/viajar-no-sri-lanka-dicas-e-informacoes-uteis/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-no-sri-lanka-dicas-e-informacoes-uteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/12/11/viajar-no-sri-lanka-dicas-e-informacoes-uteis/#respond Mon, 11 Dec 2017 21:48:07 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2451 Viajar no Sri Lanka não é difícil, mas é demorado. Apesar de ser um país bastante pequeno, as estradas e os transportes estão longe de ser os mais eficientes, mas ao menos são abundantes e podes sempre contar que vai haver um autocarro (ou dois ou três) para te levar ao sítio que queres. Chegar ao Sri Lanka: Voltei para a Europa com um voo da Emirates com escala no Dubai. Foi um dos melhores voos da minha vida e também era a opção mais barata. A Qatar Airways também pode ser uma boa opção. Ambos para Londres. Visto: O visto para o Sri Lanka é muito fácil de obter. Só tens que ir ao site, preencher este formulário e pagar. O email de confirmação é quase automático. Cartão SIM: Comprei um cartão SIM no aeroporto, da Dialog e não tive problemas nenhuns. 9€ por 4GB. Moeda: 1€ = 181 LKR (Dezembro 2017). Todos os pagamentos têm que ser feitos em dinheiro, a maioria das cidades tem bancos. Aconselho-te a levantar no HNB que não tem taxas de levantamento. Alojamento: Marquei todos os alojamentos através do Booking porque é o site que reúne mais oferta, e aos melhores preços, no Sri Lanka. Se quiseres ganhar 15€ depois da estadia na tua conta usa este link para fazer a marcação. Budget: 7 – 10€ por um quarto duplo no Bed & Breakfast. Transportes Autocarros (Aeroporto Negombo a Colombo): Do aeroporto a Colombo podes apanhar um autocarro que custa cerca de 1€. Ao sair do Aeroporto só tens que atravessar a estrada e está lá o autocarro, é só perguntares se vai para Colombo. Autocarros: Todas as cidades ou vilas têm uma estação de autocarros que é reconhecível pela quantidade de autocarros que lá se acumulam. Para apanhar o autocarro certo, pergunta aos condutores ou assistentes onde é que se encontra aquele que procuras. Só não te aconselho a confiar nos condutores de tuk tuk ou shared táxis porque eles não querem que encontres o autocarro! Comboio: A forma mais agradável de viajar pelo Sri Lanka. Sem ser os comboio que partem de Colombo, onde tens que lutar com unhas e dentes para entrar, todos os outros costuma ser relativamente calmos. Apesar de lento, as paisagens são maravilhosas e sempre é melhor do que passar várias horas numa caixa quente, com música aos altos berros, que pára a cada 5 minutos. Tuk tuks: Aguça as tuas capacidades de negociação e apanha o tuk tuk! Nós só usámos para ir para os alojamentos quando eram demasiado longe para andar. Uma viagem de tuk tuk custa o equivalente a umas 5 viagens de autocarro. Shared Taxis: Esta será a forma mais confortável de viajar entre as cidades, mas cada viagem custa em média 15 a 25€ por pessoa. Se o conforto e rapidez forem a tua prioridade, estas vans equipadas com ar condicionado podem ser a opção mais interessante. Clima e praias: A melhora altura para visitar as costas Oeste e Sul e as montanhas é de Dezembro a Março e a melhor altura para visitar a costa Este é de Abril a Setembro. Eu fui em Agosto e passei pelas montanhas, costas Este e Sul. O único problema são as marés vivas e correntes do Sul. Pessoas: Os cingaleses são um povo super simpático, muito curiosos sobre a tua nacionalidade – às vezes só querem saber mesmo isso – e sempre dispostos a ajudar com um sorriso e vários abanos de cabeça. Têm a tendência a ignorar a mulher se estiver acompanhada por um homem, focando a sua atenção só para ele. Não leves a mal 😉 Consulta do viajante e saúde: Antes de viajares para o Sri Lanka convém ires à Consulta do Viajante. Para além dos mosquitos, convém levares uma boa quantidade de comprimidos para o estômago, já que foi o país onde mais sofri (apesar de ter comida boa!). Água: Não podes beber água da torneira, compra sempre engarrafada. Comida: Apesar da pouca variedade e da prevalência do Rice&Curry, a comida do Sri Lanka é maravilhosa. O picante está em todo o lado, por isso pede tudo sem picante ou muito pouco. Mesmo que tenhas um nível grande de tolerância, para os padrões deles isso não é nada. É impossível saber que sítio é que te vai desgraçar os intestinos, por isso come o que e onde quiseres! Itinerário: Fiz um itinerário para duas semanas com todos os meus sítios preferidos. Podes ler tudo sobre os paraísos do Sri Lanka, aqui!

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Viajar no Sri Lanka não é difícil, mas é demorado. Apesar de ser um país bastante pequeno, as estradas e os transportes estão longe de ser os mais eficientes, mas ao menos são abundantes e podes sempre contar que vai haver um autocarro (ou dois ou três) para te levar ao sítio que queres.

Chegar ao Sri Lanka: Voltei para a Europa com um voo da Emirates com escala no Dubai. Foi um dos melhores voos da minha vida e também era a opção mais barata. A Qatar Airways também pode ser uma boa opção. Ambos para Londres.

Visto: O visto para o Sri Lanka é muito fácil de obter. Só tens que ir ao site, preencher este formulário e pagar. O email de confirmação é quase automático.

Cartão SIM: Comprei um cartão SIM no aeroporto, da Dialog e não tive problemas nenhuns. 9€ por 4GB.

Moeda: 1€ = 181 LKR (Dezembro 2017). Todos os pagamentos têm que ser feitos em dinheiro, a maioria das cidades tem bancos. Aconselho-te a levantar no HNB que não tem taxas de levantamento.

Alojamento: Marquei todos os alojamentos através do Booking porque é o site que reúne mais oferta, e aos melhores preços, no Sri Lanka. Se quiseres ganhar 15€ depois da estadia na tua conta usa este link para fazer a marcação. Budget: 7 – 10€ por um quarto duplo no Bed & Breakfast.

Transportes

Autocarros (Aeroporto Negombo a Colombo): Do aeroporto a Colombo podes apanhar um autocarro que custa cerca de 1€. Ao sair do Aeroporto só tens que atravessar a estrada e está lá o autocarro, é só perguntares se vai para Colombo.

Autocarros: Todas as cidades ou vilas têm uma estação de autocarros que é reconhecível pela quantidade de autocarros que lá se acumulam. Para apanhar o autocarro certo, pergunta aos condutores ou assistentes onde é que se encontra aquele que procuras. Só não te aconselho a confiar nos condutores de tuk tuk ou shared táxis porque eles não querem que encontres o autocarro!

Comboio: A forma mais agradável de viajar pelo Sri Lanka. Sem ser os comboio que partem de Colombo, onde tens que lutar com unhas e dentes para entrar, todos os outros costuma ser relativamente calmos. Apesar de lento, as paisagens são maravilhosas e sempre é melhor do que passar várias horas numa caixa quente, com música aos altos berros, que pára a cada 5 minutos.

Tuk tuks: Aguça as tuas capacidades de negociação e apanha o tuk tuk! Nós só usámos para ir para os alojamentos quando eram demasiado longe para andar. Uma viagem de tuk tuk custa o equivalente a umas 5 viagens de autocarro.

Shared Taxis: Esta será a forma mais confortável de viajar entre as cidades, mas cada viagem custa em média 15 a 25€ por pessoa. Se o conforto e rapidez forem a tua prioridade, estas vans equipadas com ar condicionado podem ser a opção mais interessante.

Clima e praias: A melhora altura para visitar as costas Oeste e Sul e as montanhas é de Dezembro a Março e a melhor altura para visitar a costa Este é de Abril a Setembro. Eu fui em Agosto e passei pelas montanhas, costas Este e Sul. O único problema são as marés vivas e correntes do Sul.

Pessoas: Os cingaleses são um povo super simpático, muito curiosos sobre a tua nacionalidade – às vezes só querem saber mesmo isso – e sempre dispostos a ajudar com um sorriso e vários abanos de cabeça. Têm a tendência a ignorar a mulher se estiver acompanhada por um homem, focando a sua atenção só para ele. Não leves a mal 😉

Consulta do viajante e saúde: Antes de viajares para o Sri Lanka convém ires à Consulta do Viajante. Para além dos mosquitos, convém levares uma boa quantidade de comprimidos para o estômago, já que foi o país onde mais sofri (apesar de ter comida boa!).

Água: Não podes beber água da torneira, compra sempre engarrafada.

Comida: Apesar da pouca variedade e da prevalência do Rice&Curry, a comida do Sri Lanka é maravilhosa. O picante está em todo o lado, por isso pede tudo sem picante ou muito pouco. Mesmo que tenhas um nível grande de tolerância, para os padrões deles isso não é nada. É impossível saber que sítio é que te vai desgraçar os intestinos, por isso come o que e onde quiseres!

Itinerário: Fiz um itinerário para duas semanas com todos os meus sítios preferidos. Podes ler tudo sobre os paraísos do Sri Lanka, aqui!

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Viajar no Japão: dicas e informações úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/23/viajar-no-japao-dicas-e-informacoes-uteis/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-no-japao-dicas-e-informacoes-uteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/23/viajar-no-japao-dicas-e-informacoes-uteis/#respond Thu, 23 Nov 2017 19:01:26 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2340 De toda a Ásia o Japão é capaz de ser o país mais fácil para se viajar. É fácil de marcar tudo online, há muita informação e infra-estrutura e, apesar do inglês não ser o ponto forte dos Japoneses, na maioria dos casos eles estão preparados para os turistas e têm as direcções e placas com o alfabeto ocidental. Aqui estão as minhas dicas para conheceres um dos países mais interessantes e “desejados” do mundo. Como chegar: Há imensas ligações da Europa para o Japão. Algumas das melhores e mais baratas são feitas pela Lufthansa e KLM. Com sorte, por 400€ consegues fazer a festa! Clima: De todos os países por onde viajei, o Japão foi onde sofri mais com o calor. Só posso dizer: não vás em Julho e Agosto! É muito húmido, época de chuvas, muito quente e mal pões o pé na rua ficas imediatamente suada/o. A época das flores de cerejeira começa em Março e acaba em Maio e para as cores de Outono, a melhor altura é de Outubro a Novembro. Acho que estas são as duas melhores alturas para viajar. Visto: O visto para portugueses é dado à chegada, algumas companhias aéreas pedem comprovativo de bilhete de volta. É válido durante 90 dias. Moeda: 1€ = 132 yen (Novembro 2017) Dinheiro e Multibancos: Não vais ver multibancos na rua porque estão todos dentro das lojas de conveniência. Family Mart, 7-Eleven, Lawson, etc. A maioria dos estabelecimentos aceita cartões. Cartão SIM e Wifi: Na minha opinião, no Japão não vale muito a pena comprar um cartão SIM. Quase todas as cidades têm uma rede de wifi pública e gratuita e as estações de comboio e alguns transportes públicos também. É fácil viver sem Cartão SIM. Como viajar Autocarro: Se te mantiveres nas cidades principais, não é difícil orientares-te no Japão a viajar de autocarro. Demora mais tempo (muito mais tempo), mas é muito mais barato. Aconselhava-te a definires um trajecto e pesquisar se é possível fazê-lo de autocarro com a ajuda do Hyperdia. A Willer Express oferece um passe de 7 dias não consecutivos por 15000 yen. Comboio: Com toda a honestidade, esta é a melhor forma de viajar no Japão e se tivesse tido mais tempo de planeamento e feito melhor as contas tinha optado por comprar um JR Pass. O problema do JR Pass (um passe para viajar pelo Japão de comboio) é que tem que ser usado em dias consecutivos. Ora, como eu queria passar algum tempo em cada cidade, achei que não fazia muito sentido. E depois, o preço… 59,350 Yen para 21 dias consecutivos. São 450€. Acabei por gastar mais ou menos o mesmo num mês inteiro (incluindo uma viagem de avião), mas podia ter ido a mais sítios se tivesse este passe porque as minhas viagens teriam sido muito mais rápida. Eles também têm a modalidade de 7 dias e 14 dias. Os passes só podem ser comprados no estrangeiro. O site do JR Pass é extremamente completo e detalhado deixo-o aqui para estudares as tuas opções. Para comprar usa o Explore Japan. Hostels: Os Japoneses ainda não perceberam bem o conceito de hostel. São demasiados luxuosos. Shampoo grátis, amaciador, gel de banho, secadores, máquinas de lavar, bicicletas, chapéus de chuva… sim dão-te isto tudo!! Por isso, quando vires os preços, ao menos pensa que vale a pena. A wifi também funciona sempre lindamente! Verifica quais são as épocas altas e baixas no Japão e festivais nacionais. Os Japoneses viajam muito no próprio país, por isso em época alta é melhor reservares alojamento com antecedência. Supermercados: Os melhores amigos do turista pobre e os maiores inimigos da gordura corporal. Basicamente podes fazer todas as tuas refeições nos supermercados japoneses. Têm sandes, saladas, noodles, bolinhos de arroz e todas as refeições possíveis e imaginárias. Não são a opção mais saudável, mas são a opção mais barata. Infelizmente a fruta e a maioria dos vegetais são caríssimos. Tipo uvas a 20€ ao quilo. Água: a água da torneira é potável em todo o Japão. Itinerário: Três semanas no Japão dá para muito e para pouco! Por um lado vais ver muitos templos, jardins, bairros centenários e provar infinitos pratos deliciosos. Por outro lado, vais perceber que há muito mais para ver e que é impossível ter tempo para tudo. O meu itinerário de 3 semanas neste post 😉

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De toda a Ásia o Japão é capaz de ser o país mais fácil para se viajar. É fácil de marcar tudo online, há muita informação e infra-estrutura e, apesar do inglês não ser o ponto forte dos Japoneses, na maioria dos casos eles estão preparados para os turistas e têm as direcções e placas com o alfabeto ocidental. Aqui estão as minhas dicas para conheceres um dos países mais interessantes e “desejados” do mundo.

Como chegar: Há imensas ligações da Europa para o Japão. Algumas das melhores e mais baratas são feitas pela Lufthansa e KLM. Com sorte, por 400€ consegues fazer a festa!

Clima: De todos os países por onde viajei, o Japão foi onde sofri mais com o calor. Só posso dizer: não vás em Julho e Agosto! É muito húmido, época de chuvas, muito quente e mal pões o pé na rua ficas imediatamente suada/o. A época das flores de cerejeira começa em Março e acaba em Maio e para as cores de Outono, a melhor altura é de Outubro a Novembro. Acho que estas são as duas melhores alturas para viajar.

Visto: O visto para portugueses é dado à chegada, algumas companhias aéreas pedem comprovativo de bilhete de volta. É válido durante 90 dias.

Moeda: 1€ = 132 yen (Novembro 2017)

Dinheiro e Multibancos: Não vais ver multibancos na rua porque estão todos dentro das lojas de conveniência. Family Mart, 7-Eleven, Lawson, etc. A maioria dos estabelecimentos aceita cartões.

Cartão SIM e Wifi: Na minha opinião, no Japão não vale muito a pena comprar um cartão SIM. Quase todas as cidades têm uma rede de wifi pública e gratuita e as estações de comboio e alguns transportes públicos também. É fácil viver sem Cartão SIM.

Como viajar

Autocarro: Se te mantiveres nas cidades principais, não é difícil orientares-te no Japão a viajar de autocarro. Demora mais tempo (muito mais tempo), mas é muito mais barato. Aconselhava-te a definires um trajecto e pesquisar se é possível fazê-lo de autocarro com a ajuda do Hyperdia. A Willer Express oferece um passe de 7 dias não consecutivos por 15000 yen.

Comboio: Com toda a honestidade, esta é a melhor forma de viajar no Japão e se tivesse tido mais tempo de planeamento e feito melhor as contas tinha optado por comprar um JR Pass. O problema do JR Pass (um passe para viajar pelo Japão de comboio) é que tem que ser usado em dias consecutivos. Ora, como eu queria passar algum tempo em cada cidade, achei que não fazia muito sentido. E depois, o preço… 59,350 Yen para 21 dias consecutivos. São 450€.

Acabei por gastar mais ou menos o mesmo num mês inteiro (incluindo uma viagem de avião), mas podia ter ido a mais sítios se tivesse este passe porque as minhas viagens teriam sido muito mais rápida. Eles também têm a modalidade de 7 dias e 14 dias. Os passes só podem ser comprados no estrangeiro.

O site do JR Pass é extremamente completo e detalhado deixo-o aqui para estudares as tuas opções. Para comprar usa o Explore Japan.

Hostels: Os Japoneses ainda não perceberam bem o conceito de hostel. São demasiados luxuosos. Shampoo grátis, amaciador, gel de banho, secadores, máquinas de lavar, bicicletas, chapéus de chuva… sim dão-te isto tudo!! Por isso, quando vires os preços, ao menos pensa que vale a pena. A wifi também funciona sempre lindamente! Verifica quais são as épocas altas e baixas no Japão e festivais nacionais. Os Japoneses viajam muito no próprio país, por isso em época alta é melhor reservares alojamento com antecedência.

Supermercados: Os melhores amigos do turista pobre e os maiores inimigos da gordura corporal. Basicamente podes fazer todas as tuas refeições nos supermercados japoneses. Têm sandes, saladas, noodles, bolinhos de arroz e todas as refeições possíveis e imaginárias. Não são a opção mais saudável, mas são a opção mais barata. Infelizmente a fruta e a maioria dos vegetais são caríssimos. Tipo uvas a 20€ ao quilo.

Água: a água da torneira é potável em todo o Japão.

Itinerário: Três semanas no Japão dá para muito e para pouco! Por um lado vais ver muitos templos, jardins, bairros centenários e provar infinitos pratos deliciosos. Por outro lado, vais perceber que há muito mais para ver e que é impossível ter tempo para tudo. O meu itinerário de 3 semanas neste post 😉

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Viajar nas Filipinas: Dicas e Informações Úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/13/viajar-filipinas-dicas-e-informacoes-uteis/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-filipinas-dicas-e-informacoes-uteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/13/viajar-filipinas-dicas-e-informacoes-uteis/#respond Mon, 13 Nov 2017 16:39:53 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2294 Viajar nas Filipinas é mais fácil do que parece. Os transportes entre as maiores cidades podem ser todos marcados online e os restantes (autocarros ou vans para sítios mais pequenos) podem ser arranjados nas localidades. O alojamento é mais ou menos igual: nestes dias quase todos os Bed and Breakfast têm uma página no Facebook ou referências no Trip Advisor. Como vês, não há muito a saber… com estas dicas vais ter uma viagem muito tranquila! Como chegar: Numa pesquisa rápida os voos rondam os 400€ (só ida) normalmente com escalas na Malásia ou Singapura. Aconselho sempre uma pesquisa independente de voos até à Malásia e depois para as Filipinas, uma vez que tem mais conexões com países europeus e a Air Asia tem voos muito baratos de KL para Manila. Visto: Visto gratuito. É dado à chegada e dura um mês. Consulta do viajante: Aconselho uma ida à consulta do viajante uma vez que existem zonas com Malária e Febre Tifóide. Também é bom levares comprimidos para o estômago/diarreia. Moeda: 1€ = 0.017 PHP (Novembro 2017) Dinheiro: Normalmente os estabelecimentos não aceitam cartão por isso tens que levantar dinheiro em quantidades razoáveis e ter sempre algum contigo. Costuma haver sempre um ATM no mínimo em cada cidade/vila. Talvez não exista em Port Barton! Cartão SIM: No aeroporto comprei um cartão SIM da Globe que foi uma grande ajuda durante o meu tempo nas Filipinas já que a rede wifi deixa muito a desejar. Aconselho-te a fazeres o mesmo, no aeroporto é sempre mais fácil. Custa cerca de 10€. Aplicação Grab: Tal como na Malásia, esta aplicação é uma maravilha. O Uber também funciona bem, mas o Grab é mais barato. Uma viagem do aeroporto ao centro da cidade fica a 2 ou 3€ e assim que sais do terminal vês um sinal verde que indica onde é que os Grab param. Também podes mandar sms ao condutor, normalmente falam um inglês razoável. Épocas altas e baixas: Eu visitei as Filipinas em Junho e fiquei muito contente, porque a época das monções ainda não tinha começado e as temperaturas estiveram muito razoáveis em geral. Supostamente a altura mais popular é entre Novembro e Fevereiro, a época seca sem temperaturas escaldantes. Maio e Novembro parecem ser os melhores meses na relação preço/clima. Mosquitos: O repelente é um bem essencial em qualquer país do sudoeste asiático! Seja o DEET ou os repelentes naturais que eles lá vendem, protege-te o melhor que puderes ou vais ficar com marcas de picadas durante meses e meses (acredita!) Água: A água corrente das Filipinas não é potável. Bebe sempre de garrafas. Língua: A língua oficial das Filipinas é Tagalog, mas quase toda a gente fala entre inglês entre o básico e o intermédio. Transportes: A escolha faz-se entre ferries, autocarros e aviões. A Cebu Pacific e Air Asia são as companhias aéreas mais famosas do país e são o melhor método (tempo/preço) para andar de ilha em ilha. Para ferries podes consultar a 2GO e autocarros podes ou pesquisar online ou comprar nas localidades. Apesar de normalmente te darem um papel mal amanhado como bilhete, podes confiar. Comigo, funcionou sempre! Itinerário: três semanas divididas entre Manila, os arrozais de Banaue-Batad e Palawan, a melhor ilha do mundo. Todos os detalhes: aqui! Tens outras dicas para viajar nas Filipinas? Escreve nos comentários! Boa viagem! 😉

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Viajar nas Filipinas é mais fácil do que parece. Os transportes entre as maiores cidades podem ser todos marcados online e os restantes (autocarros ou vans para sítios mais pequenos) podem ser arranjados nas localidades. O alojamento é mais ou menos igual: nestes dias quase todos os Bed and Breakfast têm uma página no Facebook ou referências no Trip Advisor.

Como vês, não há muito a saber… com estas dicas vais ter uma viagem muito tranquila!

Como chegar: Numa pesquisa rápida os voos rondam os 400€ (só ida) normalmente com escalas na Malásia ou Singapura. Aconselho sempre uma pesquisa independente de voos até à Malásia e depois para as Filipinas, uma vez que tem mais conexões com países europeus e a Air Asia tem voos muito baratos de KL para Manila.

Visto: Visto gratuito. É dado à chegada e dura um mês.

Consulta do viajante: Aconselho uma ida à consulta do viajante uma vez que existem zonas com Malária e Febre Tifóide. Também é bom levares comprimidos para o estômago/diarreia.

Moeda: 1€ = 0.017 PHP (Novembro 2017)

Dinheiro: Normalmente os estabelecimentos não aceitam cartão por isso tens que levantar dinheiro em quantidades razoáveis e ter sempre algum contigo. Costuma haver sempre um ATM no mínimo em cada cidade/vila. Talvez não exista em Port Barton!

Cartão SIM: No aeroporto comprei um cartão SIM da Globe que foi uma grande ajuda durante o meu tempo nas Filipinas já que a rede wifi deixa muito a desejar. Aconselho-te a fazeres o mesmo, no aeroporto é sempre mais fácil. Custa cerca de 10€.

Aplicação Grab: Tal como na Malásia, esta aplicação é uma maravilha. O Uber também funciona bem, mas o Grab é mais barato. Uma viagem do aeroporto ao centro da cidade fica a 2 ou 3€ e assim que sais do terminal vês um sinal verde que indica onde é que os Grab param. Também podes mandar sms ao condutor, normalmente falam um inglês razoável.

Épocas altas e baixas: Eu visitei as Filipinas em Junho e fiquei muito contente, porque a época das monções ainda não tinha começado e as temperaturas estiveram muito razoáveis em geral. Supostamente a altura mais popular é entre Novembro e Fevereiro, a época seca sem temperaturas escaldantes. Maio e Novembro parecem ser os melhores meses na relação preço/clima.

Mosquitos: O repelente é um bem essencial em qualquer país do sudoeste asiático! Seja o DEET ou os repelentes naturais que eles lá vendem, protege-te o melhor que puderes ou vais ficar com marcas de picadas durante meses e meses (acredita!)

Água: A água corrente das Filipinas não é potável. Bebe sempre de garrafas.

Língua: A língua oficial das Filipinas é Tagalog, mas quase toda a gente fala entre inglês entre o básico e o intermédio.

Transportes: A escolha faz-se entre ferries, autocarros e aviões. A Cebu Pacific e Air Asia são as companhias aéreas mais famosas do país e são o melhor método (tempo/preço) para andar de ilha em ilha. Para ferries podes consultar a 2GO e autocarros podes ou pesquisar online ou comprar nas localidades. Apesar de normalmente te darem um papel mal amanhado como bilhete, podes confiar. Comigo, funcionou sempre!

Itinerário: três semanas divididas entre Manila, os arrozais de Banaue-Batad e Palawan, a melhor ilha do mundo. Todos os detalhes: aqui!

Tens outras dicas para viajar nas Filipinas? Escreve nos comentários!

Boa viagem! 😉

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Viajar na Nova Zelândia: dicas e informações úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/04/viajar-na-nova-zelandia-dicas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-na-nova-zelandia-dicas https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/04/viajar-na-nova-zelandia-dicas/#comments Wed, 04 Oct 2017 08:51:07 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2102 Um país que desperta paixões um pouco por todo o mundo. Seja pelas suas paisagens ou por ser o cenário do Senhor dos Anéis, cada vez que digo que fui à Nova Zelândia ouço um suspiro seguido de ” sempre quis ir lá”. Não é o destino mais fácil de alcançar e é preciso tempo para se viajar pela Nova Zelândia, mas é possível! Neste post revelo algumas dicas que espero que facilitem a organização da tua viagem. Como chegar: Ora bem, como chegar ao país mais longe do (nosso) mundo? As minhas dicas são parecidas às da Austrália. Creio que a melhor forma será procurar voos para cidades como Bangkok, Kuala Lumpur ou Singapura e depois low costs a partir desses sítios. Podes também subscrever a Air New Zealand, de vez em quando têm promoções para a Europa e agora a Easy Jet tem um motor de buscar integrado para destinos por todo o mundo. Conta com pelo menos dois dias de viagem. Eu fui a partir da Austrália com a Jetstar (low cost Australiana) de Sydney para Christchurch (3.5 horas) e gastei cerca de 180€. Clima: A Nova Zelândia é um país com 4 estações bem vincadas. Simplesmente são ao contrário das nossas. No Verão (Dezembro-Fevereiro) podes esperar uma maior afluência de pessoas e ter de reservar alojamento e actividades com maior antecedência. No Inverno (Junho-Agosto) muitas das caminhadas e estradas vão estar cortadas durante algum tempo, principalmente na Ilha Sul e pontos mais altos. Eu fui em Maio, equivalente ao nosso Novembro, e tive muita sorte com o tempo. Mas se tivesse que recomendar – só para ser mais seguro – recomendava Março/Abril ou Outubro. Visto: Para cidadãos europeus não é preciso visto. Quando chegas ao controle de passaporte eles dão-te um visto turístico de três meses. No check in da Austrália para a Nova Zelândia pediram-me prova de voo de saída do país. Se não tiveres podes sempre usar a FlyOnward. Moeda: 1€ – 1.64 NZD. Pagamentos com cartão multibanco são extremamente comuns. Cartão SIM: O melhor cartão SIM que conheço é o da Warehouse. Podes comprar em qualquer loja e 500 MB custam-te 4 dólares. Os carregamentos podes fazê-los através do site ou aplicação. Marcação de alojamento: A Nova Zelândia é muito concorrida nos meses de Verão (Novembro a Março) e, se quiseres viajar durante esta altura, aconselho-te a marcar alojamento com antecedência. Principalmente durante o período de férias​ escolares e em zonas como Milford Sound, Abel Tasman e Great Walks – caminhadas de vários dias. Como viajar Estas são as três maneiras mais comuns de se viajar na Nova Zelândia: autocaravana, ou como eles chamam, campervan, carro e autocarro. Vou rapidamente destacar as vantagens e desvantagens de cada um e dar links alguns links úteis onde vais encontrar informações mais detalhadas. Autocaravana: Para mim a escolha mais interessante mas mais cara. Quem tem uma auto-caravana na Nova Zelândia tem tudo. Os veículos Self Contained – com casa de banho – podem quase para e ficar em todo o lado e por isso a parte do alojamento fica tratada. Claro que também andam com uma cozinha e casa de banho “às costas” e isso é um luxo. Na Nova Zelândia existem várias empresas que alugam auto-caravanas (Juicy, Wicked, Escape …) e algumas que funcionam com método de recolocação, ou seja, dão-te uma auto-caravana ou carro gratuitamente mas dia x às horas y tens que a entregar noutro ponto do país. É bom para quem umas férias flexíveis. Se tiveres duas ou três pessoas para partilhar o custo de aluguer de uma auto-caravana acho que é definitivamente uma opção muito interessante. Carro: O nosso transporte de eleição! Para além da flexibilidade e liberdade que ter o teu próprio meio de transporte te dá, também tem a vantagem de não gastar tanto como uma autocaravana e de ser mais fácil de conduzir. Se, como o nosso, tiver uma parte de trás grande, melhor, serve de cama também! Só podes dormir em parques de campismo com casa de banho, mas sempre é mais barato que um hostel. Muita gente compra carro quando chega à nova Zelândia – em sites como o Backpacker Board ou Trade.me ou grupos de Facebook como o Backpackers New Zealand – e vende nos mesmos sítios quando sai do país. A melhor altura para vender é em Setembro (chegam muitas pessoas ao país) e para comprar em Abril/Maio (muita gente vai embora e precisa de se ver livre dos carros). Autocarro: A melhor escolha para viajantes independentes com um budget apertado. Existem duas empresas particularmente famosas a operar por toda a Nova Zelândia e dedicadas ao estilo Backpacker: a Naked Bus e a Intercity. A maioria dos viajantes que conheci viajavam na Naked Bus e acho que são os melhores autocarros para conhecer pessoas. A desvantagem é não teres tanta flexibilidade como num carro e estares sempre com alemães à volta, mas é uma das formas mais divertidas de conhecer o país. Não sei se aconselho a comprar um passe para os dias todos, uma vez que existem no Facebook muitos grupos onde pessoas postam boleias (a dividir custos de combustível) e assim tens sempre a opção de conciliar os dois. À boleia: Só apanhámos boleia uma vez com uns senhores especialistas em pinguins que andavam a ver se havia algum na praia e que gostavam muito de Portugal! Mas a Nova Zelândia é conhecida por ser um dos países mais seguros do mundo para andar à boleia e é muito comum ver pessoas na estrada de dedo para cima! Conduzir na nova Zelândia: Podes conduzir na Nova Zelândia durante um ano com a tua carta de condução durante 12 meses. Possums: Estes bichinhos cujas entranhas costumas ver coladas ao asfalto são uma praga na Nova Zelândia e uma espécie de ódio nacional. À noite são muito assustadores e costumam estar à beira da estrada com uns olhos vermelhos brilhantes qual criatura de Satanás! Mas a ideia é: se eles te passarem à frente não te assustes. Não​ são uma espécie protegida e como disse uma senhora ” até podes ter salvado a vida a um kiwi”. Não digo que precises de fazer um esforço para lhes passares por cima, mas se acontecer pensa que estás a contribuir para o objectivo da Nova Zelândia de ser possum free até 2020! Parques de campismo na NZ: Para encontrares parques de campismo a melhor opção é usares a aplicação Rankers. Mostra os preços, localização, horário, serviços e condições. É uma ajuda preciosa! Salvation Army Stores: Quando cheguei à Nova Zelândia não tinha quase roupa de Inverno. Como o budget era curto e só precisava de roupa para um mês fomos a lojas de segunda mão e encontrei tudo: roupa polar, botas de caminhada, roupa de desporto, etc. Não gastei mais de 70 dólares. Para o saco cama, fogões de campismo ou outro tipo de equipamento aconselho a procurares em grupos de Facebook. Muitas pessoas que vão embora vendem ou dão o seu material de campismo aqui. Supermercados: O supermercado mais barato da Nova Zelândia chama-se PAK’n’SAVE. Todas as cidades maiores costumam ter um e é lá que te aconselho a fazer as grandes compras de comida. Sempre que quiseres comprar álcool tens que apresentar um documento de identificação (passaporte é melhor) que mostre que tens mais de 18 anos. O mesmo se aplica aos bares, pubs e discotecas. Água: Podes beber água da torneira na Nova Zelândia. Os parques de campismo dizem se a água que têm é potável ou não. Aconselho andares sempre com um garrafão no carro. Budget: O meu foi de 1400€ num mês. Itinerário: apesar de não parecer um país muito grande demora-se algum tempo a atravessar a Nova Zelândia. As estradas muitas vezes só têm uma faixa, auto-estradas são um conceito ainda desconhecido e a velocidade máxima é de 100 km/h. Principalmente na ilha Sul existem muitos altos e baixos e curvas e contra curvas, por isso contabiliza esta informação quando tiveres a fazer as tuas contas Itinerário de 1 mês na Nova Zelândia

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Um país que desperta paixões um pouco por todo o mundo. Seja pelas suas paisagens ou por ser o cenário do Senhor dos Anéis, cada vez que digo que fui à Nova Zelândia ouço um suspiro seguido de ” sempre quis ir lá”. Não é o destino mais fácil de alcançar e é preciso tempo para se viajar pela Nova Zelândia, mas é possível! Neste post revelo algumas dicas que espero que facilitem a organização da tua viagem.

Como chegar: Ora bem, como chegar ao país mais longe do (nosso) mundo? As minhas dicas são parecidas às da Austrália. Creio que a melhor forma será procurar voos para cidades como Bangkok, Kuala Lumpur ou Singapura e depois low costs a partir desses sítios. Podes também subscrever a Air New Zealand, de vez em quando têm promoções para a Europa e agora a Easy Jet tem um motor de buscar integrado para destinos por todo o mundo. Conta com pelo menos dois dias de viagem.
Eu fui a partir da Austrália com a Jetstar (low cost Australiana) de Sydney para Christchurch (3.5 horas) e gastei cerca de 180€.

Clima: A Nova Zelândia é um país com 4 estações bem vincadas. Simplesmente são ao contrário das nossas. No Verão (Dezembro-Fevereiro) podes esperar uma maior afluência de pessoas e ter de reservar alojamento e actividades com maior antecedência. No Inverno (Junho-Agosto) muitas das caminhadas e estradas vão estar cortadas durante algum tempo, principalmente na Ilha Sul e pontos mais altos. Eu fui em Maio, equivalente ao nosso Novembro, e tive muita sorte com o tempo. Mas se tivesse que recomendar – só para ser mais seguro – recomendava Março/Abril ou Outubro.

Visto: Para cidadãos europeus não é preciso visto. Quando chegas ao controle de passaporte eles dão-te um visto turístico de três meses. No check in da Austrália para a Nova Zelândia pediram-me prova de voo de saída do país. Se não tiveres podes sempre usar a FlyOnward.

Moeda: 1€ – 1.64 NZD. Pagamentos com cartão multibanco são extremamente comuns.

Cartão SIM: O melhor cartão SIM que conheço é o da Warehouse. Podes comprar em qualquer loja e 500 MB custam-te 4 dólares. Os carregamentos podes fazê-los através do site ou aplicação.

Marcação de alojamento: A Nova Zelândia é muito concorrida nos meses de Verão (Novembro a Março) e, se quiseres viajar durante esta altura, aconselho-te a marcar alojamento com antecedência. Principalmente durante o período de férias​ escolares e em zonas como Milford Sound, Abel Tasman e Great Walks – caminhadas de vários dias.

Como viajar

Estas são as três maneiras mais comuns de se viajar na Nova Zelândia: autocaravana, ou como eles chamam, campervan, carro e autocarro. Vou rapidamente destacar as vantagens e desvantagens de cada um e dar links alguns links úteis onde vais encontrar informações mais detalhadas.

Autocaravana: Para mim a escolha mais interessante mas mais cara. Quem tem uma auto-caravana na Nova Zelândia tem tudo. Os veículos Self Contained – com casa de banho – podem quase para e ficar em todo o lado e por isso a parte do alojamento fica tratada. Claro que também andam com uma cozinha e casa de banho “às costas” e isso é um luxo. Na Nova Zelândia existem várias empresas que alugam auto-caravanas (Juicy, Wicked, Escape …) e algumas que funcionam com método de recolocação, ou seja, dão-te uma auto-caravana ou carro gratuitamente mas dia x às horas y tens que a entregar noutro ponto do país. É bom para quem umas férias flexíveis. Se tiveres duas ou três pessoas para partilhar o custo de aluguer de uma auto-caravana acho que é definitivamente uma opção muito interessante.

Carro: O nosso transporte de eleição! Para além da flexibilidade e liberdade que ter o teu próprio meio de transporte te dá, também tem a vantagem de não gastar tanto como uma autocaravana e de ser mais fácil de conduzir. Se, como o nosso, tiver uma parte de trás grande, melhor, serve de cama também! Só podes dormir em parques de campismo com casa de banho, mas sempre é mais barato que um hostel. Muita gente compra carro quando chega à nova Zelândia – em sites como o Backpacker Board ou Trade.me ou grupos de Facebook como o Backpackers New Zealand – e vende nos mesmos sítios quando sai do país. A melhor altura para vender é em Setembro (chegam muitas pessoas ao país) e para comprar em Abril/Maio (muita gente vai embora e precisa de se ver livre dos carros).

Autocarro: A melhor escolha para viajantes independentes com um budget apertado. Existem duas empresas particularmente famosas a operar por toda a Nova Zelândia e dedicadas ao estilo Backpacker: a Naked Bus e a Intercity. A maioria dos viajantes que conheci viajavam na Naked Bus e acho que são os melhores autocarros para conhecer pessoas. A desvantagem é não teres tanta flexibilidade como num carro e estares sempre com alemães à volta, mas é uma das formas mais divertidas de conhecer o país. Não sei se aconselho a comprar um passe para os dias todos, uma vez que existem no Facebook muitos grupos onde pessoas postam boleias (a dividir custos de combustível) e assim tens sempre a opção de conciliar os dois.

À boleia: Só apanhámos boleia uma vez com uns senhores especialistas em pinguins que andavam a ver se havia algum na praia e que gostavam muito de Portugal! Mas a Nova Zelândia é conhecida por ser um dos países mais seguros do mundo para andar à boleia e é muito comum ver pessoas na estrada de dedo para cima!

Conduzir na nova Zelândia: Podes conduzir na Nova Zelândia durante um ano com a tua carta de condução durante 12 meses.

Possums: Estes bichinhos cujas entranhas costumas ver coladas ao asfalto são uma praga na Nova Zelândia e uma espécie de ódio nacional. À noite são muito assustadores e costumam estar à beira da estrada com uns olhos vermelhos brilhantes qual criatura de Satanás! Mas a ideia é: se eles te passarem à frente não te assustes. Não​ são uma espécie protegida e como disse uma senhora ” até podes ter salvado a vida a um kiwi”. Não digo que precises de fazer um esforço para lhes passares por cima, mas se acontecer pensa que estás a contribuir para o objectivo da Nova Zelândia de ser possum free até 2020!

Parques de campismo na NZ: Para encontrares parques de campismo a melhor opção é usares a aplicação Rankers. Mostra os preços, localização, horário, serviços e condições. É uma ajuda preciosa!

Salvation Army Stores: Quando cheguei à Nova Zelândia não tinha quase roupa de Inverno. Como o budget era curto e só precisava de roupa para um mês fomos a lojas de segunda mão e encontrei tudo: roupa polar, botas de caminhada, roupa de desporto, etc. Não gastei mais de 70 dólares. Para o saco cama, fogões de campismo ou outro tipo de equipamento aconselho a procurares em grupos de Facebook. Muitas pessoas que vão embora vendem ou dão o seu material de campismo aqui.

Supermercados: O supermercado mais barato da Nova Zelândia chama-se PAK’n’SAVE. Todas as cidades maiores costumam ter um e é lá que te aconselho a fazer as grandes compras de comida. Sempre que quiseres comprar álcool tens que apresentar um documento de identificação (passaporte é melhor) que mostre que tens mais de 18 anos. O mesmo se aplica aos bares, pubs e discotecas.

Água: Podes beber água da torneira na Nova Zelândia. Os parques de campismo dizem se a água que têm é potável ou não. Aconselho andares sempre com um garrafão no carro.

Budget: O meu foi de 1400€ num mês.

Itinerário: apesar de não parecer um país muito grande demora-se algum tempo a atravessar a Nova Zelândia. As estradas muitas vezes só têm uma faixa, auto-estradas são um conceito ainda desconhecido e a velocidade máxima é de 100 km/h. Principalmente na ilha Sul existem muitos altos e baixos e curvas e contra curvas, por isso contabiliza esta informação quando tiveres a fazer as tuas contas

Itinerário de 1 mês na Nova Zelândia

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