República Checa Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/republica-checa-2/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:56:07 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png República Checa Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/republica-checa-2/ 32 32 Praga: a sedutora nata https://www.mudancasconstantes.com/2020/02/19/praga-fim-de-semana/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=praga-fim-de-semana https://www.mudancasconstantes.com/2020/02/19/praga-fim-de-semana/#comments Wed, 19 Feb 2020 22:19:18 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5897 Ao percorrer as ruas de Praga ficamos com duas certezas absolutas. A primeira é que havia ali arquitectos dos bons. A segunda é que os pintores não lhes ficavam nada atrás. Munida destas duas características que atraem tanto o turista sofisticado como o inglês da festa de despedida de solteiro (o álcool barato também ajuda), Praga tornou-se num destino incontornável no itinerário de capitais europeias. A primeira vez que calquei as ruas de Praga foi ao sair de um comboio nocturno vindo de Cracóvia, com 18 anos (ó meu deus…) em pleno Interrail. Tinha um roteiro planeado, um mapa na mão com todos os pontos que queria ver marcados e a certeza que não ia sair dali sem ter cumprido os meus objectivos! Oito anos depois o objectivo da visita era outro e como tal as expectativas também. Sem horários e nem pontos marcados no Google Maps (abençoado avanço tecnologico), durante dois dias vagabundeei pelas ruas de Praga, deixando-me deslumbrar pelo detalhe de uma porta, a cor de um prédio ou uma estátua num telhado. Não estando já habituada a destinos de turismo de massas tive que esperar pelo meu tempo a sós com Praga. Quando chegámos ao centro, no sábado à tarde, a cidade parecia ter sido engolida pelas multidões. Somente visível entre os ombros de italianos e cabeças de japoneses, lá estava ela, revelando o seu potencial, convidando-me para um encontro a outras horas. It’s a date! Como não queria chegar atrasada ao meu compromisso, saltei da cama às sete da manhã de Domingo directa para a Charles Bridge. Há poucas coisas mais mágicas do que uma cidade vazia ao nascer do sol. Pelo caminho cruzei-me talvez com quatro ou cinco pessoas e infinitas oportunidades fotográficas. Sabendo que, como ex-libris de Praga, a Ponte Carlos seria o único ponto onde teria que competir pela sua atenção, decidi que só me renderia às suas curvas e contracurvas mais tarde. Tal como o sinal da Marilyn ou lábios da Angelina, nada diz “Praga” como a famosa ponte gótica que podia ter sido construída para um cenário de uma peça de teatro de um conto de fadas. À escassa luz das oito da manhã, a sua aurea mistica acariciava tanto aqueles que regressavam de uma noite copos como fotografos à procura do clique perfeito. E eu? Eu estava pronta para continuar o nosso namoro. Lentamente e de olhos bem abertos, avancei pelas ruas anónimas que me levariam à Praça Central. Semelhante a Viena e Paris, no centro histórico de Praga nada foi deixado ao acaso. E muito ao jeito italiano, eles conseguiram misturar as cores mais aleatórias e, ainda assim, fazer com que resultasse. É impossível não esvaziar a bateria da máquina fotográfica em poucas horas. Eventualmente comecei a acordar do feitiço que Praga me tinha lançado, principalmente porque estavam dois graus e o fluxo de sangue já não me chegava às mãos. O nosso momento a sós estava a chegar ao fim. Nesse mesmo dia voltaria ao centro de Praga para revisitar alguns dos pontos que tinha marcado oito anos atrás e para satisfazer os meus desejos de Kurtos (que na República Checa se chama Trdelnik). Também tenho uma costela de turista, não são só os outros 😉 Quanto a ti Praga, seja o nosso reencontro daqui a seis meses ou oito anos, não te preocupes porque serás sempre mercedora de um lugar privilegiado no meu coração. Depois de Praga fui a Bratislava em trabalho e apesar de ser uma cidade com um mini centro histórico, tem uns recantos muito amorosos! Aqui fica uma amostra: Dicas rápidas A visitar: Reconheço que este post é pouco útil para quem queira saber o que visitar, por isso se quiseres encher o teu Google Maps, aqui vão algumas ideias: – Old Town Square – Castelo de Praga – Catedral St Vitus – Golden Lane – Lennon Wall – Parque Letna – Torre do Relógio – Charles Bridge – Gueto Jesuíta Brunch: A melhor parte de ter amigos que vivem nas cidades que visitas é eles saberem onde está a melhor comida. Mesmo no centro de Praga há um café/restaurante, Venue, que serve refeições leves mega deliciosas (eu estava há umas 18 horas sem comer, mas prometo que era mesmo bom!). Uma boa opção para vegetarianos e quem procura uma alternativa saudável. Pizza: Localizada em Praga 7, uma zona muito gira por acaso, está uma pizzaria chamada Da Antonio com umas belas pizzas napolitanas. Uber: Os transportes públicos são super baratos em Praga, mas o Uber também é. Se chegares tarde ou se o teu hostel/hotel não for super central, um Uber custa cerca de 15€ para uma viagem de meia hora. Para apanhares um Uber do Aeroporto certifica-te que estás no Terminal 1 e sais pela saída D ou E. É só seguir em frente até à estrada onde estão as paragens de autocarro e o teu Uber vai-te encontrar no ponto 8 (em 2020). Quem está no Terminal 2 tem que subir para o andar superior do aeroporto. Trdelnik: O centro de Praga está tão cheio de casas que vendem Trdelnik como o de Lisboa com pastéis de nata. E apesar de recomendar que experimentes (não achei tão bons como os Kurtos da Roménia) eles fartaram-se de inventar e vendem Trdelnik com gelado lá dentro. E o que é que acontece quando se enfia gelado num cilindro? O gelado derrete e suja tudo! Por isso não caias nessa e vai pelo mais tradicional e barato.

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Ao percorrer as ruas de Praga ficamos com duas certezas absolutas. A primeira é que havia ali arquitectos dos bons. A segunda é que os pintores não lhes ficavam nada atrás. Munida destas duas características que atraem tanto o turista sofisticado como o inglês da festa de despedida de solteiro (o álcool barato também ajuda), Praga tornou-se num destino incontornável no itinerário de capitais europeias.

A primeira vez que calquei as ruas de Praga foi ao sair de um comboio nocturno vindo de Cracóvia, com 18 anos (ó meu deus…) em pleno Interrail. Tinha um roteiro planeado, um mapa na mão com todos os pontos que queria ver marcados e a certeza que não ia sair dali sem ter cumprido os meus objectivos!

Oito anos depois o objectivo da visita era outro e como tal as expectativas também. Sem horários e nem pontos marcados no Google Maps (abençoado avanço tecnologico), durante dois dias vagabundeei pelas ruas de Praga, deixando-me deslumbrar pelo detalhe de uma porta, a cor de um prédio ou uma estátua num telhado.

Não estando já habituada a destinos de turismo de massas tive que esperar pelo meu tempo a sós com Praga. Quando chegámos ao centro, no sábado à tarde, a cidade parecia ter sido engolida pelas multidões. Somente visível entre os ombros de italianos e cabeças de japoneses, lá estava ela, revelando o seu potencial, convidando-me para um encontro a outras horas. It’s a date!

Como não queria chegar atrasada ao meu compromisso, saltei da cama às sete da manhã de Domingo directa para a Charles Bridge. Há poucas coisas mais mágicas do que uma cidade vazia ao nascer do sol.

Pelo caminho cruzei-me talvez com quatro ou cinco pessoas e infinitas oportunidades fotográficas. Sabendo que, como ex-libris de Praga, a Ponte Carlos seria o único ponto onde teria que competir pela sua atenção, decidi que só me renderia às suas curvas e contracurvas mais tarde.

Tal como o sinal da Marilyn ou lábios da Angelina, nada diz “Praga” como a famosa ponte gótica que podia ter sido construída para um cenário de uma peça de teatro de um conto de fadas.

À escassa luz das oito da manhã, a sua aurea mistica acariciava tanto aqueles que regressavam de uma noite copos como fotografos à procura do clique perfeito. E eu? Eu estava pronta para continuar o nosso namoro.

Lentamente e de olhos bem abertos, avancei pelas ruas anónimas que me levariam à Praça Central. Semelhante a Viena e Paris, no centro histórico de Praga nada foi deixado ao acaso. E muito ao jeito italiano, eles conseguiram misturar as cores mais aleatórias e, ainda assim, fazer com que resultasse. É impossível não esvaziar a bateria da máquina fotográfica em poucas horas.

Eventualmente comecei a acordar do feitiço que Praga me tinha lançado, principalmente porque estavam dois graus e o fluxo de sangue já não me chegava às mãos. O nosso momento a sós estava a chegar ao fim.

Nesse mesmo dia voltaria ao centro de Praga para revisitar alguns dos pontos que tinha marcado oito anos atrás e para satisfazer os meus desejos de Kurtos (que na República Checa se chama Trdelnik). Também tenho uma costela de turista, não são só os outros 😉

Quanto a ti Praga, seja o nosso reencontro daqui a seis meses ou oito anos, não te preocupes porque serás sempre mercedora de um lugar privilegiado no meu coração.

Depois de Praga fui a Bratislava em trabalho e apesar de ser uma cidade com um mini centro histórico, tem uns recantos muito amorosos! Aqui fica uma amostra:

Dicas rápidas

A visitar: Reconheço que este post é pouco útil para quem queira saber o que visitar, por isso se quiseres encher o teu Google Maps, aqui vão algumas ideias:

– Old Town Square – Castelo de Praga
– Catedral St Vitus – Golden Lane
– Lennon Wall – Parque Letna
– Torre do Relógio – Charles Bridge
– Gueto Jesuíta

Brunch: A melhor parte de ter amigos que vivem nas cidades que visitas é eles saberem onde está a melhor comida. Mesmo no centro de Praga há um café/restaurante, Venue, que serve refeições leves mega deliciosas (eu estava há umas 18 horas sem comer, mas prometo que era mesmo bom!). Uma boa opção para vegetarianos e quem procura uma alternativa saudável.

Pizza: Localizada em Praga 7, uma zona muito gira por acaso, está uma pizzaria chamada Da Antonio com umas belas pizzas napolitanas.

Uber: Os transportes públicos são super baratos em Praga, mas o Uber também é. Se chegares tarde ou se o teu hostel/hotel não for super central, um Uber custa cerca de 15€ para uma viagem de meia hora. Para apanhares um Uber do Aeroporto certifica-te que estás no Terminal 1 e sais pela saída D ou E. É só seguir em frente até à estrada onde estão as paragens de autocarro e o teu Uber vai-te encontrar no ponto 8 (em 2020). Quem está no Terminal 2 tem que subir para o andar superior do aeroporto.

Trdelnik: O centro de Praga está tão cheio de casas que vendem Trdelnik como o de Lisboa com pastéis de nata. E apesar de recomendar que experimentes (não achei tão bons como os Kurtos da Roménia) eles fartaram-se de inventar e vendem Trdelnik com gelado lá dentro. E o que é que acontece quando se enfia gelado num cilindro? O gelado derrete e suja tudo! Por isso não caias nessa e vai pelo mais tradicional e barato.

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Interrail: Um mês de caminhos-de-ferro https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=interrail-um-mes-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/#comments Sun, 04 Sep 2016 19:13:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=463 Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura. Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste. Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração: Veneza A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa. Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.     Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi: Veneza – Villach (autocarro)Villach – Jesenice (comboio)Jesenice – Bled (autocarro) Eslovénia (Bled + Liubliana) Bled: Dois dias Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer. Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂       Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled Liubliana: Um Dia Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país. Viena (3 dias) A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros… Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena. Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂 Budapest (3 dias) Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto. No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente). Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre! Cracóvia (3 dias) Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto! Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento). A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar. Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas! Praga (3 dias) Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!! Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta. Alemanha Berlim (2 dias) Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”. Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂 Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro! Hamburgo (1 dia) Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo. Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa).  Paris (4 dias) Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima. Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura.

Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste.

Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração:

Veneza

A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa.

Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.

   

Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi:

Veneza – Villach (autocarro)
Villach – Jesenice (comboio)
Jesenice – Bled (autocarro)

Eslovénia (Bled + Liubliana)

Bled: Dois dias

Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer.

Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂


     

Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled

Liubliana: Um Dia

Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país.


Viena
(3 dias)

A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros…


Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena.

Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂

Budapest (3 dias)

Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto.

No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente).

Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre!

Cracóvia (3 dias)

Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto!

Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento).

A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar.

Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas!

Praga (3 dias)

Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!!

Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta.

Alemanha

Berlim (2 dias)

Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”.

Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂

Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro!

Hamburgo (1 dia)

Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo.

Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa). 

Paris (4 dias)

Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima.

Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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