Interrail Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/interrail/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Tue, 24 May 2022 21:43:43 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Interrail Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/interrail/ 32 32 Como planear um Interrail em 7 passos https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/como-planear-um-interrail-em-7-passos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=como-planear-um-interrail-em-7-passos https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/como-planear-um-interrail-em-7-passos/#comments Sun, 04 Sep 2016 19:44:44 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=519 Um Interrail faz parte do imaginário da maioria dos viajantes. É aquela primeira grande viagem que desperta uma sede incontrolável por descobrir mais e mais mundo. Pelo menos comigo foi assim. Por ser uma viagem mais longa e com tantas possibilidades (afinal são 33 países à nossa disposição), nem sempre é fácil saber por onde começar, mas para mim, que adoro planear, não podia ter sido mais entusiasmante construir a estrutura desta aventura. Como correu espectacularmente bem espero que este post funcione como um empurrãozinho e que te esclareça todas as dúvidas sobre o Interrail. 1 – Define o teu orçamento Antes de decidir partir à aventura, convém dar um olhinho ao extracto bancário; o teu orçamento vai ajudar-te a decidir se tens a Europa toda a teus pés ou se é melhor ficar pelos países mais em conta. Apesar de ser a primeira pessoa a dizer que não é preciso ser rico para viajar, também sou realista o suficiente para perceber que um mês de viagem por países como a Noruega, Suécia e Finlândia pode não estar ao alcance de todos. Por isso, antes de fazer um plano, tento perceber quanto posso gastar nessa viagem e adapto o itinerário a partir daí. O meu orçamento para o Interrail (2012) era €1500 no máximo dos máximos e acabei por gastar cerca de €1100. 2 – Escolhe os teus destinos A escolha dos destinos passa por dois critérios: o que queres ver (óbvio) e o tempo que tens. Há quem prefira ver um país num mês, ou 8 capitais nesse mesmo espaço de tempo. Eu sabia que queria ver muito em pouco tempo – afinal, quem é que não quer aos dezoito anos?! – e decidi ficar cerca de três dias em cada sítio o que acabou por se revelar uma boa escolha. Pelo orçamento que já tinha definido escolhi visitar um misto de cidades mais caras (Paris, Viena e Berlim) com mais baratas (Budapeste, Cracóvia e Praga). Podes ver o itinerário detalhado neste post. Em retrospectiva, este itinerário foi perfeito para a minha primeira viagem “a sério” e permitiu-me fazer o “check” de muitas capitais europeias. Hoje em dia sonho em fazer outros Interrail, desta vez por aquelas cidades e vilas Europeias mais “invisíveis”, mas que têm tanto ou mais para oferecer do que as capitais mais badaladas. Podes encontrar o mapa com todas a ligações férreas incluídas pelo passe na Europa aqui. 3 – Será que (o passe) vale a pena? Agora que o itinerário se está a compor, está na hora de decidir o passe. Existem vários tipos de passes: – Passes de um só país, aqui. – Os passes globais flexíveis, em que escolhes os dias em que viajas (limitado pelo valor do passe) durante um determinado período de tempo. – Os passes globais te permitem viajar todos os dias durante um mês ou mais. No meu caso, como íamos estar parados em cidades durante alguns dias sem precisar de andar de comboio, fazia mais sentido comprarmos aquele que nos dava a flexibilidade de viajar quando precisávamos. Escolhemos o flexível de 10 dias de viagem em 22 dias no total (entretanto os passes mudaram e são muito mais convenientes agora). Podes consultar todos os passes disponíveis aqui. O Interrail começou em 1972 e desde aí tornou-se numa das viagens mais icónicas à face da terra. Entretanto o mundo mudou e as opções de viagem são agora quase infinitas. E se um passe de Interrail pode ser uma oportunidade incrível de poupança para viajar de comboio (principalmente se tiveres menos de 27 anos) na Europa Central e do Norte, nos países da Europa de Leste é um desperdício porque os preços dos bilhetes são extremamente baixos. Assim sendo, depois de teres uma ideia dos destinos que queres visitar tens que investigar se um passe vale a pena ou não. 4 – Percebe o teu passe Para tirares o máximo partido do teu passe de Interrail aqui vão algumas dicas: Verifica se o comboio que queres apanhar tem reservas obrigatórias. Comboios nocturnos e de alta velocidade são de reserva obrigatória e normalmente têm uma taxa que não é coberta pelo passe. Se não tiveres pressa, opta por comboios mais lentos e evita essa taxa. Podes consultar aqui todas as taxas de reserva e reservar no site do Interrail. Dormir em comboios é a melhor coisa de sempre A primeira vez que entrei num comboio e percebi que era naquela divisão, partilhada com mais três ou cinco pessoas, que ia passar a noite achei que não ia dormir nada. Não estar mais longe da verdade! Mal o comboio começou a andar era como se estivesse a ser embalada, já só acordei na manhã seguinte. Aconselho-te a levar tampões de ouvidos e alguns podcasts ou aqueles “noise-canceling headphones” para o caso de teres companhia que ressone, mas fora isso é uma experiência espectacular. Um comboio nocturno = Um dia de viagem Quando apanhas um comboio nocturno não precisas de usar dois dias do passe. Só tens que usar o dia em que o comboio parte. Esta regra mudou em 2019 e a antiga regra “das 7 da tarde” já não é válida. Mais informação aqui. Revisores (informação de 2012) Nos comboios nocturnos os revisores vão pedir-te o teu passe e documento de identificação e vão ficar com eles durante a noite. Ser-te-ão devolvidos na manhã seguinte. Não vale a pena protestar, é o procedimento normal. Quanto muito, mantém sempre contigo uma fotocópia do CC e/ou passaporte. Mantém tudo em segurança Tranca as portas da carruagem e dorme com os teus pertences mais valiosos debaixo da almofada. Prevenir não custa 😉 Parcerias Interrail O teu passe Interrail não te dá só viagens de comboio. Há parcerias com transportes locais, ferries, empresas de aluguer de carros, museus, etc. Explora todas as possibilidades aqui. 5 – Deslocações além passe Como forma de continuar a poupar, quase não usámos transportes dentro das cidades que visitámos. Em geral, marcámos hostels a uma distância razoável das estações de comboio (já que eram sempre o nosso ponto de partida e de chegada) e do centro histórico. A maioria das cidades Europeias são fáceis de fazer a pé e é a melhor forma de absorver tudo o que têm para oferecer. Contudo, lê com atenção as características do passe e as vantagens em cada país porque nalgumas cidades os comboios urbanos também estão incluídos. Em Berlim, por exemplo, estão. Em cidades maiores como Paris, vale a pena comprar os passes diários de transportes e aproveitar esses dias para ver vários sítios mais “fora de mão”. 6 – Encontra o teu poiso Para mim, esta é sempre uma das partes mais divertidas de planear. Adoro passear pelo Hostelworld e descobrir os hostels de cada cidade, as suas localizações, preços e comentários. Quando fizemos o Interrail tive em consideração todos estes factores e tentei arranjar uma boa relação qualidade preço. Na minha opinião os melhores hostels são aqueles que têm actividades em grupo como aulas de cozinha e quartos para quatro ou seis pessoas onde vais conseguir dormir o suficiente para manter o ritmo da viagem. Os valores podem ir de €8 por noite nas cidades mais baratas a €30 nas mais caras. O hostelworld também é uma boa forma de benchmarking para perceber os valores médios de uma cidade e antecipares o que vais gastar. Outra opção é o Couchsurfing. Em 2012 tinha 18 anos e não me passou pela cabeça arriscar esta opção. Entretanto cresci e percebi que esta plataforma pode ser uma das melhores coisas do mundo quando utilizada de forma correcta. Aqui fica um post sobre a minha primeira experiência de Couchsurfing. 7 – Descobre o melhor que cada lugar tem para oferecer Antes de viajar para qualquer lado que seja corro sempre uma quantidade anormal de blogs para descobrir os lugares mais promissores de se visitar e marco-os no meu Google Maps. Aconselho-te a fazer o mesmo, afinal já estás aqui 😉 . Já na cidade normalmente começo por uma free walking tour (funcionam com doações, pagas o que queres) como forma de me situar na cidade e conhecer o centro. A partir daí vou pedindo dicas e seguindo o meu mapa (Google) e instinto. Bom Interrail!

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Um Interrail faz parte do imaginário da maioria dos viajantes. É aquela primeira grande viagem que desperta uma sede incontrolável por descobrir mais e mais mundo. Pelo menos comigo foi assim.

Por ser uma viagem mais longa e com tantas possibilidades (afinal são 33 países à nossa disposição), nem sempre é fácil saber por onde começar, mas para mim, que adoro planear, não podia ter sido mais entusiasmante construir a estrutura desta aventura.

Como correu espectacularmente bem espero que este post funcione como um empurrãozinho e que te esclareça todas as dúvidas sobre o Interrail.

1 – Define o teu orçamento

Antes de decidir partir à aventura, convém dar um olhinho ao extracto bancário; o teu orçamento vai ajudar-te a decidir se tens a Europa toda a teus pés ou se é melhor ficar pelos países mais em conta.

Apesar de ser a primeira pessoa a dizer que não é preciso ser rico para viajar, também sou realista o suficiente para perceber que um mês de viagem por países como a Noruega, Suécia e Finlândia pode não estar ao alcance de todos.

Por isso, antes de fazer um plano, tento perceber quanto posso gastar nessa viagem e adapto o itinerário a partir daí. O meu orçamento para o Interrail (2012) era €1500 no máximo dos máximos e acabei por gastar cerca de €1100.

2 – Escolhe os teus destinos

A escolha dos destinos passa por dois critérios: o que queres ver (óbvio) e o tempo que tens. Há quem prefira ver um país num mês, ou 8 capitais nesse mesmo espaço de tempo. Eu sabia que queria ver muito em pouco tempo – afinal, quem é que não quer aos dezoito anos?! – e decidi ficar cerca de três dias em cada sítio o que acabou por se revelar uma boa escolha.

Pelo orçamento que já tinha definido escolhi visitar um misto de cidades mais caras (Paris, Viena e Berlim) com mais baratas (Budapeste, Cracóvia e Praga).

Podes ver o itinerário detalhado neste post.

Em retrospectiva, este itinerário foi perfeito para a minha primeira viagem “a sério” e permitiu-me fazer o “check” de muitas capitais europeias. Hoje em dia sonho em fazer outros Interrail, desta vez por aquelas cidades e vilas Europeias mais “invisíveis”, mas que têm tanto ou mais para oferecer do que as capitais mais badaladas.

Podes encontrar o mapa com todas a ligações férreas incluídas pelo passe na Europa aqui.

3 – Será que (o passe) vale a pena?

Agora que o itinerário se está a compor, está na hora de decidir o passe. Existem vários tipos de passes:

– Passes de um só país, aqui.

– Os passes globais flexíveis, em que escolhes os dias em que viajas (limitado pelo valor do passe) durante um determinado período de tempo.

– Os passes globais te permitem viajar todos os dias durante um mês ou mais.

No meu caso, como íamos estar parados em cidades durante alguns dias sem precisar de andar de comboio, fazia mais sentido comprarmos aquele que nos dava a flexibilidade de viajar quando precisávamos. Escolhemos o flexível de 10 dias de viagem em 22 dias no total (entretanto os passes mudaram e são muito mais convenientes agora).

Podes consultar todos os passes disponíveis aqui.

O Interrail começou em 1972 e desde aí tornou-se numa das viagens mais icónicas à face da terra. Entretanto o mundo mudou e as opções de viagem são agora quase infinitas. E se um passe de Interrail pode ser uma oportunidade incrível de poupança para viajar de comboio (principalmente se tiveres menos de 27 anos) na Europa Central e do Norte, nos países da Europa de Leste é um desperdício porque os preços dos bilhetes são extremamente baixos.

Assim sendo, depois de teres uma ideia dos destinos que queres visitar tens que investigar se um passe vale a pena ou não.

4 – Percebe o teu passe

Para tirares o máximo partido do teu passe de Interrail aqui vão algumas dicas:

  • Verifica se o comboio que queres apanhar tem reservas obrigatórias.

Comboios nocturnos e de alta velocidade são de reserva obrigatória e normalmente têm uma taxa que não é coberta pelo passe. Se não tiveres pressa, opta por comboios mais lentos e evita essa taxa. Podes consultar aqui todas as taxas de reserva e reservar no site do Interrail.

  • Dormir em comboios é a melhor coisa de sempre

A primeira vez que entrei num comboio e percebi que era naquela divisão, partilhada com mais três ou cinco pessoas, que ia passar a noite achei que não ia dormir nada. Não estar mais longe da verdade! Mal o comboio começou a andar era como se estivesse a ser embalada, já só acordei na manhã seguinte.

Aconselho-te a levar tampões de ouvidos e alguns podcasts ou aqueles “noise-canceling headphones” para o caso de teres companhia que ressone, mas fora isso é uma experiência espectacular.

  • Um comboio nocturno = Um dia de viagem

Quando apanhas um comboio nocturno não precisas de usar dois dias do passe. Só tens que usar o dia em que o comboio parte. Esta regra mudou em 2019 e a antiga regra “das 7 da tarde” já não é válida. Mais informação aqui.

  • Revisores (informação de 2012)

Nos comboios nocturnos os revisores vão pedir-te o teu passe e documento de identificação e vão ficar com eles durante a noite. Ser-te-ão devolvidos na manhã seguinte. Não vale a pena protestar, é o procedimento normal. Quanto muito, mantém sempre contigo uma fotocópia do CC e/ou passaporte.

  • Mantém tudo em segurança

Tranca as portas da carruagem e dorme com os teus pertences mais valiosos debaixo da almofada. Prevenir não custa 😉

  • Parcerias Interrail

O teu passe Interrail não te dá só viagens de comboio. Há parcerias com transportes locais, ferries, empresas de aluguer de carros, museus, etc. Explora todas as possibilidades aqui.

5 – Deslocações além passe

Como forma de continuar a poupar, quase não usámos transportes dentro das cidades que visitámos. Em geral, marcámos hostels a uma distância razoável das estações de comboio (já que eram sempre o nosso ponto de partida e de chegada) e do centro histórico. A maioria das cidades Europeias são fáceis de fazer a pé e é a melhor forma de absorver tudo o que têm para oferecer.

Contudo, lê com atenção as características do passe e as vantagens em cada país porque nalgumas cidades os comboios urbanos também estão incluídos. Em Berlim, por exemplo, estão.

Em cidades maiores como Paris, vale a pena comprar os passes diários de transportes e aproveitar esses dias para ver vários sítios mais “fora de mão”.

6 – Encontra o teu poiso

Para mim, esta é sempre uma das partes mais divertidas de planear. Adoro passear pelo Hostelworld e descobrir os hostels de cada cidade, as suas localizações, preços e comentários. Quando fizemos o Interrail tive em consideração todos estes factores e tentei arranjar uma boa relação qualidade preço.

Na minha opinião os melhores hostels são aqueles que têm actividades em grupo como aulas de cozinha e quartos para quatro ou seis pessoas onde vais conseguir dormir o suficiente para manter o ritmo da viagem.

Os valores podem ir de €8 por noite nas cidades mais baratas a €30 nas mais caras. O hostelworld também é uma boa forma de benchmarking para perceber os valores médios de uma cidade e antecipares o que vais gastar.

Outra opção é o Couchsurfing. Em 2012 tinha 18 anos e não me passou pela cabeça arriscar esta opção. Entretanto cresci e percebi que esta plataforma pode ser uma das melhores coisas do mundo quando utilizada de forma correcta. Aqui fica um post sobre a minha primeira experiência de Couchsurfing.

7 – Descobre o melhor que cada lugar tem para oferecer

Antes de viajar para qualquer lado que seja corro sempre uma quantidade anormal de blogs para descobrir os lugares mais promissores de se visitar e marco-os no meu Google Maps. Aconselho-te a fazer o mesmo, afinal já estás aqui 😉 .

Já na cidade normalmente começo por uma free walking tour (funcionam com doações, pagas o que queres) como forma de me situar na cidade e conhecer o centro. A partir daí vou pedindo dicas e seguindo o meu mapa (Google) e instinto.

Bom Interrail!

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Interrail: Um mês de caminhos-de-ferro https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=interrail-um-mes-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/#comments Sun, 04 Sep 2016 19:13:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=463 Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura. Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste. Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração: Veneza A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa. Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.     Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi: Veneza – Villach (autocarro)Villach – Jesenice (comboio)Jesenice – Bled (autocarro) Eslovénia (Bled + Liubliana) Bled: Dois dias Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer. Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂       Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled Liubliana: Um Dia Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país. Viena (3 dias) A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros… Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena. Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂 Budapest (3 dias) Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto. No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente). Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre! Cracóvia (3 dias) Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto! Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento). A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar. Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas! Praga (3 dias) Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!! Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta. Alemanha Berlim (2 dias) Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”. Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂 Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro! Hamburgo (1 dia) Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo. Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa).  Paris (4 dias) Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima. Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura.

Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste.

Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração:

Veneza

A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa.

Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.

   

Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi:

Veneza – Villach (autocarro)
Villach – Jesenice (comboio)
Jesenice – Bled (autocarro)

Eslovénia (Bled + Liubliana)

Bled: Dois dias

Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer.

Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂


     

Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled

Liubliana: Um Dia

Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país.


Viena
(3 dias)

A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros…


Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena.

Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂

Budapest (3 dias)

Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto.

No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente).

Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre!

Cracóvia (3 dias)

Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto!

Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento).

A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar.

Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas!

Praga (3 dias)

Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!!

Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta.

Alemanha

Berlim (2 dias)

Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”.

Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂

Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro!

Hamburgo (1 dia)

Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo.

Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa). 

Paris (4 dias)

Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima.

Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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O Interrail e a sede de descobrir https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/o-interrail-e-a-sede-de-descobrir/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-interrail-e-a-sede-de-descobrir https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/o-interrail-e-a-sede-de-descobrir/#comments Sun, 04 Sep 2016 12:04:44 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=457 Acho que um Interrail é algo que nunca se esquece, muito menos quando é a primeira vez que estamos um mês fora de casa a viajar. E assim foi, no Verão dos meus 18 anos (2012), fiz um Interrail que ainda recordo como uma das melhores viagens que fiz. Foi um mês de primeiras vezes, cheio de aventuras e momentos de “desenrascanço”. Em 3 dias já sabia ler mapas, já travava amizades com pessoas dos 4 cantos do mundo e começava a perceber que aquela viagem era só o início. Corremos 8 países em 24 dias (Itália, Eslovénia, Áustria, Hungria, Polónia, República Checa, Alemanha e França), milhares de quilómetros de comboio, autocarro e avião. Como o melhor das viagens são sempre as parvoíces que se passaram, aqui vão alguns excertos do Diário de Bordo com os melhores momentos. Deixados no meio do nada “Às 20:30 chegou o autocarro que levava três pessoas que saíram muito antes de nós. Por volta das 21:00 o senhor motorista decidiu parar no meio do nada, acenar como que diz “aguentem-se aí” e procedeu a desaparecer durante dez minutos. “ Acho que esta frase não revela o ridículo da situação. Isto aconteceu-nos no primeiro dia no caminho de Jesenice para Bled, na Eslovénia. Estávamos muito bem num autocarro vazio em direcção a Bled quando o motorista decide parar no meio da Eslovénia rural para ir fazer alguma coisa aos bosques! Claro que depois nos fartámos de rir disto, mas durante 10 minutos pensámos “será que alguma vez ele vai voltar??” Simpatia alheia “Entretanto chegou um novo colega de quarto de Essex que tinha dois amigos e convidou-nos para jantar com eles, sendo que quem cozinhou foi estudante de culinária do grupo. Comemos um esparguete à Carbonara que nos soube pela vida (principalmente porque foi oferecido!)” Foi neste momento comecei a perceber que o mundo está cheio de pessoas fixes e que gostam de partilhar. Deve ter sido a primeira vez que me sentei à mesa com pessoas de outros países a conversar sobre sei lá o quê. No fim da noite éramos um grupo de 6 ou 7 pessoas de 3 nacionalidades diferentes a jogar Jenga. Perfeito 😀   Choque Cultural Chegámos ao hostel por volta das 22:20 e no quarto encontramos dois sul coreanos. Com algum inglês e muitos gestos lá conseguimos falar um bocado e saber que ele conhecia o Cristiano Ronaldo (claro…). De toda a viagem, este foi o único momento em que convivemos com pessoas de uma cultura bem diferente da nossa. Quando disse que já tinha ouvido falar de Seoul e que tinha uma amiga que ouvia K-Pop quase me fizeram uma vénia. Os sul coreanos que conhecemos eram muito humildes e apesar da barreira linguística, muito simpáticos e interessados. Não conseguiram aceitar que eu e o meu amigo (com quem fiz o inter) não éramos namorados, apesar de lhes termos dito isso mil vezes! Nada melhor como desenrascar quando é preciso pôr a roupa a lavar! “Agora está na hora de lavar a roupa com soflan no lavatório!” Acho que esta frase se explica a si mesma. Soflan é detergente, lavatório é a máquina e o beliche, cadeiras e tudo o que dê para pendurar é o estendal. Done! Esta é mesmo à Tuga… “Depois de muitas voltas fomos almoçar, custa-me dizer, uma lasanha já feita. Mas temos feito comida todos os dias e a seguir comemos uma peça de fruta por isso vou achar que não é assim tão mau! “ Fartei-me de rir quando reli isto. Uma pessoa que se sente mal por comer comida já feita quando está em viagem só pode ser portuguesa. Em geral, faço tudo para não comer comida processada, mas em viagem não se pode ter tudo. Ao menos ficam a saber que quem viaja comigo fica bem alimentado :p Éramos tão xoninhas… “Eles seguiram para o Pub Crawl e nós como tínhamos que acordar muito cedo ficamos no hostel para, no dia seguinte, tentarmos mais uma vez a sorte no parlamento.” Isto era no seguimento de um jantar de grupo organizado no hostel. Lembram-se do texto dos xoninhas? Pois, é isso. O hostel de Praga “Entretanto o P. tem pesadelos com a decoração do hostel, apesar de não ser assim tão má, até porque já estivemos uns 30 minutos sem parar de rir por causa disto.” Acho que ninguém está preparado para o que se passa neste hostel (não me lembro do nome). Entre paredes a fingir que são florestas, casas para passarinhos falsos e esquilos embalsamados, não havia canto para que olhássemos que não tivesse um detalhe entre o aterrador e o hilariante. Esta é mesmo à Tuga (2) “Uma coisa que nos tem acompanhado ao longo desta viagem é o magnífico alho e cebola. Claro que em cada hostel porque passamos deixamos um cheiro tradicional português…” Já tinha ficado claro que com a comida não se brinca. Nem com o preço do alho no estrangeiro! Por isso, à bom português, que quer uma comida reconfortante quando chega de um árduo dia de passeio (e podem-me explicar como se faz um bom refugado sem alho e cebola? ) decidimos fazer-nos acompanhar pelos nossos bens mais valiosos, de país para país e de hostel para hostel. Boa vizinhança é connosco! E foi basicamente isto! Também nos aconteceu termos que ir sentados no chão de um comboio porque não havia espaço disponível ou atravessarmos um sinal vermelho em Berlim e olharem para nós como se fossemos criminosos… entre muitas outras coisas que fizeram desta viagem algo tão memorável.  Acho que foi depois de voltar desta viagem que comecei a pensar que ainda me faltava ver o resto do mundo todo e que começou a saga incansável de planear viagens e de descobrir como podia passar mais tempo lá fora. E acredita, descobri 😉

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Acho que um Interrail é algo que nunca se esquece, muito menos quando é a primeira vez que estamos um mês fora de casa a viajar. E assim foi, no Verão dos meus 18 anos (2012), fiz um Interrail que ainda recordo como uma das melhores viagens que fiz. Foi um mês de primeiras vezes, cheio de aventuras e momentos de “desenrascanço”. Em 3 dias já sabia ler mapas, já travava amizades com pessoas dos 4 cantos do mundo e começava a perceber que aquela viagem era só o início.

Corremos 8 países em 24 dias (Itália, Eslovénia, Áustria, Hungria, Polónia, República Checa, Alemanha e França), milhares de quilómetros de comboio, autocarro e avião.

Como o melhor das viagens são sempre as parvoíces que se passaram, aqui vão alguns excertos do Diário de Bordo com os melhores momentos.

Deixados no meio do nada

“Às 20:30 chegou o autocarro que levava três pessoas que saíram muito antes de nós. Por volta das 21:00 o senhor motorista decidiu parar no meio do nada, acenar como que diz “aguentem-se aí” e procedeu a desaparecer durante dez minutos. “

Acho que esta frase não revela o ridículo da situação. Isto aconteceu-nos no primeiro dia no caminho de Jesenice para Bled, na Eslovénia. Estávamos muito bem num autocarro vazio em direcção a Bled quando o motorista decide parar no meio da Eslovénia rural para ir fazer alguma coisa aos bosques! Claro que depois nos fartámos de rir disto, mas durante 10 minutos pensámos “será que alguma vez ele vai voltar??”

Simpatia alheia

14082012549
(qualidade de um Nokia de 2010)

“Entretanto chegou um novo colega de quarto de Essex que tinha dois amigos e convidou-nos para jantar com eles, sendo que quem cozinhou foi estudante de culinária do grupo. Comemos um esparguete à Carbonara que nos soube pela vida (principalmente porque foi oferecido!)”

Foi neste momento comecei a perceber que o mundo está cheio de pessoas fixes e que gostam de partilhar. Deve ter sido a primeira vez que me sentei à mesa com pessoas de outros países a conversar sobre sei lá o quê. No fim da noite éramos um grupo de 6 ou 7 pessoas de 3 nacionalidades diferentes a jogar Jenga. Perfeito 😀

 

Choque Cultural

Chegámos ao hostel por volta das 22:20 e no quarto encontramos dois sul coreanos. Com algum inglês e muitos gestos lá conseguimos falar um bocado e saber que ele conhecia o Cristiano Ronaldo (claro…).

De toda a viagem, este foi o único momento em que convivemos com pessoas de uma cultura bem diferente da nossa. Quando disse que já tinha ouvido falar de Seoul e que tinha uma amiga que ouvia K-Pop quase me fizeram uma vénia. Os sul coreanos que conhecemos eram muito humildes e apesar da barreira linguística, muito simpáticos e interessados. Não conseguiram aceitar que eu e o meu amigo (com quem fiz o inter) não éramos namorados, apesar de lhes termos dito isso mil vezes!

Nada melhor como desenrascar quando é preciso pôr a roupa a lavar!

“Agora está na hora de lavar a roupa com soflan no lavatório!”

Acho que esta frase se explica a si mesma. Soflan é detergente, lavatório é a máquina e o beliche, cadeiras e tudo o que dê para pendurar é o estendal. Done!

Esta é mesmo à Tuga…

“Depois de muitas voltas fomos almoçar, custa-me dizer, uma lasanha já feita. Mas temos feito comida todos os dias e a seguir comemos uma peça de fruta por isso vou achar que não é assim tão mau! “

Fartei-me de rir quando reli isto. Uma pessoa que se sente mal por comer comida já feita quando está em viagem só pode ser portuguesa. Em geral, faço tudo para não comer comida processada, mas em viagem não se pode ter tudo. Ao menos ficam a saber que quem viaja comigo fica bem alimentado :p

Éramos tão xoninhas…

“Eles seguiram para o Pub Crawl e nós como tínhamos que acordar muito cedo ficamos no hostel para, no dia seguinte, tentarmos mais uma vez a sorte no parlamento.”

Isto era no seguimento de um jantar de grupo organizado no hostel. Lembram-se do texto dos xoninhas? Pois, é isso.

O hostel de Praga

“Entretanto o P. tem pesadelos com a decoração do hostel, apesar de não ser assim tão má, até porque já estivemos uns 30 minutos sem parar de rir por causa disto.”

Acho que ninguém está preparado para o que se passa neste hostel (não me lembro do nome). Entre paredes a fingir que são florestas, casas para passarinhos falsos e esquilos embalsamados, não havia canto para que olhássemos que não tivesse um detalhe entre o aterrador e o hilariante.

sempre à espreita…

Esta é mesmo à Tuga (2)

“Uma coisa que nos tem acompanhado ao longo desta viagem é o magnífico alho e cebola. Claro que em cada hostel porque passamos deixamos um cheiro tradicional português…”

Já tinha ficado claro que com a comida não se brinca. Nem com o preço do alho no estrangeiro! Por isso, à bom português, que quer uma comida reconfortante quando chega de um árduo dia de passeio (e podem-me explicar como se faz um bom refugado sem alho e cebola? ) decidimos fazer-nos acompanhar pelos nossos bens mais valiosos, de país para país e de hostel para hostel. Boa vizinhança é connosco!

E foi basicamente isto! Também nos aconteceu termos que ir sentados no chão de um comboio porque não havia espaço disponível ou atravessarmos um sinal vermelho em Berlim e olharem para nós como se fossemos criminosos… entre muitas outras coisas que fizeram desta viagem algo tão memorável.  Acho que foi depois de voltar desta viagem que comecei a pensar que ainda me faltava ver o resto do mundo todo e que começou a saga incansável de planear viagens e de descobrir como podia passar mais tempo lá fora.

E acredita, descobri 😉

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