Featured Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/featured/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Tue, 24 May 2022 21:43:43 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Featured Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/featured/ 32 32 Peneda e Gerês por entre os pingos da chuva https://www.mudancasconstantes.com/2021/01/08/peneda-geres-parque-nacional/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=peneda-geres-parque-nacional https://www.mudancasconstantes.com/2021/01/08/peneda-geres-parque-nacional/#comments Fri, 08 Jan 2021 18:02:41 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6307 Em 2020 a sensação de Verão no Instagram foi o Gerês. Com restrições às viagens internacionais, milhares (milhões?!) de portugueses rumaram ao norte do país para descobrir este oásis de cascatas, águas verdes e azuis, miradouros e aldeias perdidas no tempo.Inspirada pela enchente de fotografias e lugares magníficos que inundaram o meu feed, também eu me juntei à festa e segui para Norte com os meus pais no fim de Setembro depois de já termos picado o ponto no Algarve e Centro do país. Para passar a pente fino o mais belo Parque Nacional português são necessárias semanas, mas como só tínhamos três dias tentámos ver a maior quantidade de sítios no menor espaço de tempo possível. Olhando agora para trás vejo que não nos saímos nada mal. Como as paragens foram muitas, decidi organizá-las por características comuns neste post. Diz lá que o nosso país não é lindo! Aldeias e Monumentos históricos (Peneda e Gerês) Pitões das Júnias Tudo começou em Pitões das Júnias com umas nuvens ameaçadoras a deslocarem-se a grande velocidade na nossa direcção. O nosso destino em Pitões era o Mosteiro de Santa Maria das Júnias que por estar em ruínas é muito mais interessante do que um mosteiro normal. A sua construção remonta ao século XII e está isolado num vale rodeado de silêncio e natureza. Um dos lugares mais curiosos para visitar em terras nortenhas. Espigueiros de Soajo O Soajo tem uma colecção (Eira Comunitária) de espigueiros invejável: são 24 com uma vista espectacular sobre o Alto Minho. Estas estruturas centenárias para secar o milho e outros cereais foram estrategicamente concebidas para afastar os roedores. São um complemento maravilhoso à paisagem da região. Os espigueiros de Lindoso também valem muito a pena e ficam só a 20 minutos de carro. Aldeia de Pontes A Aldeia de Pontes em Castro Laboreiro ficou marcada no meu Google Maps desde que vi uma imagem daquela zona. Quando começámos a fazer a estrada de Castro Laboreiro até lá percebemos imediatamente o porquê do nome “Pontes”. Num espaço de poucos quilómetros vão surgindo várias pontes que parecem ser a casa de elfos e duendes. Já a Aldeia de Pontes em si foi recentemente recuperada por um emigrante português que voltou cheio de vontade de dar uma nova vida à sua terra. Ali, num lugar em que o tempo é mais lento, vais encontrar uma paz única. Cascatas, Pontes, Barragens e Poços (Gerês) Poço Verde Em sete dias de viagem pelo país, este foi o lugar que mais gostei de descobrir. Perto do Miradouro de Fafião há uma estrada de terra que te vai levar a uma das lagoas mais secretas do Gerês. Uma mera caminhada de 5km (ida e volta) conduz-te à água mais verde que já vi e se fores cedo pode ser que apanhes o lugar todo só para ti (fomos por volta do meio dia e mesmo assim tivemos o poço só para nós). Felizmente ainda não existem placas para este cantinho ainda conhecido por poucos, por isso é de aproveitar! Neste post vais encontrar o ficheiro GPS com o caminho até ao poço (é muito fácil). Ponte da Misarela Combinam-se duas das coisas que o Gerês tem de melhor – cascatas e pontes – e temos a dramática Ponte da Misarela. Também conhecida como “Ponte do Diabo” e carregada de tradições e superstições, só quem nunca a visitou é que se pode considerar amaldiçoado. Erguida na idade média por um arquitecto arrojado esta ponte de treze metros de vão foi depois reconstruída no início do século XIX. Também palco de batalhas e momentos históricos importantes, uma visita ao Gerês nunca ficará completa sem uma descida a esta ponte icónica. Cascata do Arado e Tahiti Água a cair pedra abaixo é algo que não falta no Gerês. Estas duas cascatas fizeram parte do nosso itinerário porque estavam à beira da estrada e no nosso caminho para chegar a outros destinos. A Cascata do Arado é bonita mas no fim de Verão tem pouca água como seria de esperar e a Cascata do Tahiti é talvez a cascata mais controversa das redondezas por ser perigosa e de difícil acesso. Nós contentamo-nos com a vista de cima. Dois lugares que ficaram por visitar desta vez por envolverem caminhadas de alguns quilómetros foram as Cascatas das 7 Lagoas do Xertelo e o Poço Azul. Para a próxima não escapam! Barragem de Negrões Às portas do Parque Nacional Peneda-Gerês fica Negrões e Vilarinho de Negrões onde a Barragem do Alto Rabagão cria uma paisagem de penínsulas e aldeias de granito onde de vez em quando passa um gatito preto. Miradouros, Baloiços e Paisagens (Peneda e Gerês) Miradouro da Pedra Bela Fazendo juz ao nome o Miradouro da Pedra Bela é mais uma paragem obrigatória no Gerês. A mais de 800 metros de altitude este miradouro tem uma vista privilegiada sobre a albufeira da Caniçada e uma grande extensão do Parque Nacional. Miradouro de Fafião O Miradouro de Fafião tem de ser um dos mais curiosos e bem concebidos miradouros do país. A vista é sublime, mas a estreita estrada de ferro que liga os dois rochedos que sustentam o miradouro é simplesmente mágica! Uma curiosidade: No Gerês vais encontrar várias vezes uma coisa chamada Fojo. Esta estrutura em pedra era usada para proteger os rebanhos e as aldeias dos lobos e a de Fafião (Fojo do Lobo) é considerada uma das maiores e mais bem preservadas armadilhas de lobos da Península Ibérica. Baloiço do Mezio Uma rápida pesquisa no Google mostra a beleza deste miradouro. Adorava tê-la testemunhado com os meus próprios olhos! Os últimos dias de Setembro trouxeram algumas manhãs de nevoeiro absoluto ao norte do país e a nossa visita ao Baloiço do Mezio tornou-se numa caça ao tesouro para cegos. Quando conseguimos localizar o baloiço em si concluímos que éramos efectivamente os únicos que não tinham desistido de o visitar e divertimo-nos imenso a baloiçar e a destruir aquelas estruturas de pedras empilhadas ridículas que as pessoas teimam em construir em lugares bonitos. As Estradas da Peneda O lado do Gerês rouba muita atenção ao lado da Peneda, mas percorrer as estradas da Peneda é um verdadeiro regalo para os olhos. Já a entrar no Outono a Peneda começava a despir os verdes e amarelos do verão e começava a vestir os laranjas e os vermelhos da nova estação. Definitivamente uma parte do Parque Nacional que não te deves esquecer quando planeares o teu itinerário. Anseio agora pelo dia em que possa explorar a pé os melhores trilhos deste lugar tão especial. Dicas rápidas Restaurante: A única dica que tenho quando a um restaurante foi a que já apareceu neste post: o Petiscas em Ponte Lima.

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Em 2020 a sensação de Verão no Instagram foi o Gerês. Com restrições às viagens internacionais, milhares (milhões?!) de portugueses rumaram ao norte do país para descobrir este oásis de cascatas, águas verdes e azuis, miradouros e aldeias perdidas no tempo.

Inspirada pela enchente de fotografias e lugares magníficos que inundaram o meu feed, também eu me juntei à festa e segui para Norte com os meus pais no fim de Setembro depois de já termos picado o ponto no Algarve e Centro do país.

Para passar a pente fino o mais belo Parque Nacional português são necessárias semanas, mas como só tínhamos três dias tentámos ver a maior quantidade de sítios no menor espaço de tempo possível. Olhando agora para trás vejo que não nos saímos nada mal. Como as paragens foram muitas, decidi organizá-las por características comuns neste post.

Diz lá que o nosso país não é lindo!

Aldeias e Monumentos históricos (Peneda e Gerês)

Pitões das Júnias

Tudo começou em Pitões das Júnias com umas nuvens ameaçadoras a deslocarem-se a grande velocidade na nossa direcção. O nosso destino em Pitões era o Mosteiro de Santa Maria das Júnias que por estar em ruínas é muito mais interessante do que um mosteiro normal.

A sua construção remonta ao século XII e está isolado num vale rodeado de silêncio e natureza. Um dos lugares mais curiosos para visitar em terras nortenhas.

Espigueiros de Soajo

O Soajo tem uma colecção (Eira Comunitária) de espigueiros invejável: são 24 com uma vista espectacular sobre o Alto Minho. Estas estruturas centenárias para secar o milho e outros cereais foram estrategicamente concebidas para afastar os roedores. São um complemento maravilhoso à paisagem da região.

Os espigueiros de Lindoso também valem muito a pena e ficam só a 20 minutos de carro.

Aldeia de Pontes

A Aldeia de Pontes em Castro Laboreiro ficou marcada no meu Google Maps desde que vi uma imagem daquela zona. Quando começámos a fazer a estrada de Castro Laboreiro até lá percebemos imediatamente o porquê do nome “Pontes”. Num espaço de poucos quilómetros vão surgindo várias pontes que parecem ser a casa de elfos e duendes.

Já a Aldeia de Pontes em si foi recentemente recuperada por um emigrante português que voltou cheio de vontade de dar uma nova vida à sua terra. Ali, num lugar em que o tempo é mais lento, vais encontrar uma paz única.

Cascatas, Pontes, Barragens e Poços (Gerês)

Poço Verde

Em sete dias de viagem pelo país, este foi o lugar que mais gostei de descobrir. Perto do Miradouro de Fafião há uma estrada de terra que te vai levar a uma das lagoas mais secretas do Gerês.

Uma mera caminhada de 5km (ida e volta) conduz-te à água mais verde que já vi e se fores cedo pode ser que apanhes o lugar todo só para ti (fomos por volta do meio dia e mesmo assim tivemos o poço só para nós).

Felizmente ainda não existem placas para este cantinho ainda conhecido por poucos, por isso é de aproveitar! Neste post vais encontrar o ficheiro GPS com o caminho até ao poço (é muito fácil).

Ponte da Misarela

Combinam-se duas das coisas que o Gerês tem de melhor – cascatas e pontes – e temos a dramática Ponte da Misarela. Também conhecida como “Ponte do Diabo” e carregada de tradições e superstições, só quem nunca a visitou é que se pode considerar amaldiçoado.

Erguida na idade média por um arquitecto arrojado esta ponte de treze metros de vão foi depois reconstruída no início do século XIX. Também palco de batalhas e momentos históricos importantes, uma visita ao Gerês nunca ficará completa sem uma descida a esta ponte icónica.

Cascata do Arado e Tahiti

Água a cair pedra abaixo é algo que não falta no Gerês. Estas duas cascatas fizeram parte do nosso itinerário porque estavam à beira da estrada e no nosso caminho para chegar a outros destinos.

A Cascata do Arado é bonita mas no fim de Verão tem pouca água como seria de esperar e a Cascata do Tahiti é talvez a cascata mais controversa das redondezas por ser perigosa e de difícil acesso. Nós contentamo-nos com a vista de cima.

Dois lugares que ficaram por visitar desta vez por envolverem caminhadas de alguns quilómetros foram as Cascatas das 7 Lagoas do Xertelo e o Poço Azul. Para a próxima não escapam!

Barragem de Negrões

Às portas do Parque Nacional Peneda-Gerês fica Negrões e Vilarinho de Negrões onde a Barragem do Alto Rabagão cria uma paisagem de penínsulas e aldeias de granito onde de vez em quando passa um gatito preto.


Miradouros, Baloiços e Paisagens (Peneda e Gerês)

Miradouro da Pedra Bela

Fazendo juz ao nome o Miradouro da Pedra Bela é mais uma paragem obrigatória no Gerês. A mais de 800 metros de altitude este miradouro tem uma vista privilegiada sobre a albufeira da Caniçada e uma grande extensão do Parque Nacional.


Miradouro de Fafião

O Miradouro de Fafião tem de ser um dos mais curiosos e bem concebidos miradouros do país. A vista é sublime, mas a estreita estrada de ferro que liga os dois rochedos que sustentam o miradouro é simplesmente mágica!

Uma curiosidade: No Gerês vais encontrar várias vezes uma coisa chamada Fojo. Esta estrutura em pedra era usada para proteger os rebanhos e as aldeias dos lobos e a de Fafião (Fojo do Lobo) é considerada uma das maiores e mais bem preservadas armadilhas de lobos da Península Ibérica.

Um fojo
Baloiço do Mezio

Uma rápida pesquisa no Google mostra a beleza deste miradouro. Adorava tê-la testemunhado com os meus próprios olhos! Os últimos dias de Setembro trouxeram algumas manhãs de nevoeiro absoluto ao norte do país e a nossa visita ao Baloiço do Mezio tornou-se numa caça ao tesouro para cegos.

Quando conseguimos localizar o baloiço em si concluímos que éramos efectivamente os únicos que não tinham desistido de o visitar e divertimo-nos imenso a baloiçar e a destruir aquelas estruturas de pedras empilhadas ridículas que as pessoas teimam em construir em lugares bonitos.

As Estradas da Peneda

O lado do Gerês rouba muita atenção ao lado da Peneda, mas percorrer as estradas da Peneda é um verdadeiro regalo para os olhos. Já a entrar no Outono a Peneda começava a despir os verdes e amarelos do verão e começava a vestir os laranjas e os vermelhos da nova estação. Definitivamente uma parte do Parque Nacional que não te deves esquecer quando planeares o teu itinerário.

Anseio agora pelo dia em que possa explorar a pé os melhores trilhos deste lugar tão especial.

Dicas rápidas

Restaurante: A única dica que tenho quando a um restaurante foi a que já apareceu neste post: o Petiscas em Ponte Lima.

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Um dia farrusco nas Berlengas https://www.mudancasconstantes.com/2018/08/16/um-dia-nas-berlengas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-nas-berlengas https://www.mudancasconstantes.com/2018/08/16/um-dia-nas-berlengas/#respond Thu, 16 Aug 2018 22:27:05 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3781 Quase todos os portuguese já ouviram falar das Berlengas. Desde a mítica viagem de barco, capaz de assustar os mais corajosos, até ao hostel do Forte São Baptista este arquipélago é a delícia de uns e o terror de outros. E foi quase na véspera de me ir embora de Portugal outra vez que encontrámos o dia perfeito para esta pequena viagem familiar: o feriado de 15 de Agosto. Claro que este feriado deve ser o dia do ano mais cobiçado para ver as Berlegas, mas tivemos sorte e conseguimos três lugares no primeiro barco do Feeling Berlenga. Mal entrámos na traineira artilhada recebemos as instruções de como proceder em caso de enjoo, mas parecia que estávamos com sorte “hoje o mar está calmo” diziam eles. Ora, a definição de calmo é claramente algo muito subjectivo. Para os comuns dos mortais “calmo” não é andar onda acima onda abaixo, mas como saímos todos vivos e sem traumas acho que o guia até tinha alguma razão. Dos primeiros a chegar Apesar da violência de acordar às 7 da manhã num feriado, foi bom sermos dos primeiros a chegar. Pudemos ver a praia vazia e fazer um pequeno passeio de reconhecimento quase sozinhos. Apesar do tempo estar longe do prometido dia de sol (NUNCA acreditar nas previsões!!) era fácil de perceber que estávamos num lugar muito especial, onde a natureza ainda manda. Entretanto estava na altura de nos metermos noutro barco e irmos ver as grutas. Aqui sim, o mar estava completamente flat e, enquanto um guia muito engraçado nos explicava os fenómenos geológicos e biológicos à nossa volta, fomos conhecendo a Ilha da Berlenga. Os exploradores E assim, sem darmos conta, já estávamos na última actividade programada do dia: o passeio a pé até ao forte. Para esta parte o guia já era dispensável, até porque não gosto muito de andar em grupos grandes, mas sempre se aprende mais qualquer coisita. Passámos pela aldeia dos pescadores, parque de campismo, farol, ouvimos e cheirámos as centenas de gaivotas que habitam aquela ilha e finalmente chegámos ao famoso forte. É claro que este é o ponto alto da ilha. O enquadramento é perfeito: a ponte com arcos, o forte, as rochas alaranjadas, a água de um azul vivo que é raro em Portugal e quilómetros de oceano até perder de vista. Parece um lugar de conto de fadas, daqueles onde as princesas esperam eternidades por um príncipe que as salve. Depois do forte é só subir uma escadaria interminável e ir percorrer o resto dos trilhos disponíveis. Por esta altura o nevoeiro estava cada vez mais serrado e já não se via mais do que um palmo à frente do nariz! A viagem de regresso foi bem mais calma ao som de Ed Sheeran e Shawn Mendes, patrocinado pelo DJ residente. Dicas rápidas Transporte: A forma mais barata de chegar às Berlengas é pela companhia Viamar que tem os maiores barcos. Funciona de Maio a Setembro e os preços vão de 15€ a 22.5€ ida e volta, consoante a época. Podes marcar online neste site: www.viamar-berlenga.com/horarios.html Agências: Existem várias empresas que arranjam visitas à ilha com actividades incluídas. Duas das mais famosas são a Feeling Berlenga e a Berlengoest. Os preços e pacotes são semelhantes e costumam incluir passeio de barco às grutas, visitas guiadas a pé, snorkeling e mergulho. Só para avisar: a água é gelada! A Feeling Berlenga tem um serviço ok, um pouco mal organizado, mas também foi um dia particularmente popular. Alojamento: São três as opções de alojamento: Pavilhão Mar e Sol, hostel no Forte e campismo. Todos os contactos e descrições estão neste site: www.berlengas.org/alojamento/ Boa viagem, sem enjoo 😉

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Quase todos os portuguese já ouviram falar das Berlengas. Desde a mítica viagem de barco, capaz de assustar os mais corajosos, até ao hostel do Forte São Baptista este arquipélago é a delícia de uns e o terror de outros.

E foi quase na véspera de me ir embora de Portugal outra vez que encontrámos o dia perfeito para esta pequena viagem familiar: o feriado de 15 de Agosto. Claro que este feriado deve ser o dia do ano mais cobiçado para ver as Berlegas, mas tivemos sorte e conseguimos três lugares no primeiro barco do Feeling Berlenga.

Mal entrámos na traineira artilhada recebemos as instruções de como proceder em caso de enjoo, mas parecia que estávamos com sorte “hoje o mar está calmo” diziam eles. Ora, a definição de calmo é claramente algo muito subjectivo. Para os comuns dos mortais “calmo” não é andar onda acima onda abaixo, mas como saímos todos vivos e sem traumas acho que o guia até tinha alguma razão.

Dos primeiros a chegar

Apesar da violência de acordar às 7 da manhã num feriado, foi bom sermos dos primeiros a chegar. Pudemos ver a praia vazia e fazer um pequeno passeio de reconhecimento quase sozinhos. Apesar do tempo estar longe do prometido dia de sol (NUNCA acreditar nas previsões!!) era fácil de perceber que estávamos num lugar muito especial, onde a natureza ainda manda.

Entretanto estava na altura de nos metermos noutro barco e irmos ver as grutas. Aqui sim, o mar estava completamente flat e, enquanto um guia muito engraçado nos explicava os fenómenos geológicos e biológicos à nossa volta, fomos conhecendo a Ilha da Berlenga.

Diz que é um elefante

Os exploradores

E assim, sem darmos conta, já estávamos na última actividade programada do dia: o passeio a pé até ao forte. Para esta parte o guia já era dispensável, até porque não gosto muito de andar em grupos grandes, mas sempre se aprende mais qualquer coisita.

Passámos pela aldeia dos pescadores, parque de campismo, farol, ouvimos e cheirámos as centenas de gaivotas que habitam aquela ilha e finalmente chegámos ao famoso forte. É claro que este é o ponto alto da ilha. O enquadramento é perfeito: a ponte com arcos, o forte, as rochas alaranjadas, a água de um azul vivo que é raro em Portugal e quilómetros de oceano até perder de vista. Parece um lugar de conto de fadas, daqueles onde as princesas esperam eternidades por um príncipe que as salve.

Depois do forte é só subir uma escadaria interminável e ir percorrer o resto dos trilhos disponíveis. Por esta altura o nevoeiro estava cada vez mais serrado e já não se via mais do que um palmo à frente do nariz!

A viagem de regresso foi bem mais calma ao som de Ed Sheeran e Shawn Mendes, patrocinado pelo DJ
residente.

Bom nome!

Dicas rápidas

Transporte: A forma mais barata de chegar às Berlengas é pela companhia Viamar que tem os maiores barcos. Funciona de Maio a Setembro e os preços vão de 15€ a 22.5€ ida e volta, consoante a época. Podes marcar online neste site: www.viamar-berlenga.com/horarios.html

Agências: Existem várias empresas que arranjam visitas à ilha com actividades incluídas. Duas das mais famosas são a Feeling Berlenga e a Berlengoest. Os preços e pacotes são semelhantes e costumam incluir passeio de barco às grutas, visitas guiadas a pé, snorkeling e mergulho. Só para avisar: a água é gelada! A Feeling Berlenga tem um serviço ok, um pouco mal organizado, mas também foi um dia particularmente popular.

Alojamento: São três as opções de alojamento: Pavilhão Mar e Sol, hostel no Forte e campismo. Todos os contactos e descrições estão neste site: www.berlengas.org/alojamento/

Boa viagem, sem enjoo 😉

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Kandy – Nuwara Eliya – Ella: A viagem de comboio mais bonita do mundo? https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/26/viagem-de-comboio-mais-bonita-do-mundo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viagem-de-comboio-mais-bonita-do-mundo https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/26/viagem-de-comboio-mais-bonita-do-mundo/#comments Sun, 26 Nov 2017 18:31:04 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2359 Viajar de comboio no Sri Lanka é toda uma experiência cultural. Começa no momento em que o comboio está para chegar quando todas as pessoas que estão na plataforma se preparam para o combate. Quem será o primeiro a entrar no comboio? Quem é que vai ficar de pé? Claramente os turistas que não estão preparados! Devo dizer que esta batalha dos comboios é muito pior em Colombo que nos outros sítios. Em cidades mais pequenas é um pouco mais pacífico. Depois, a viagem em si. As pessoas que estão em pé começam a perguntar aos que estão sentados quando é que vão sair para marcarem lugar. Ele há profissionais do comboio… Depois vêm os vendedores: chá, amendoins, mangostins, sandes de coisas incógnitas e pastéis fritos. É difícil passar fome nestas viagens. 1ª paragem: Kandy De Colombo a Kandy a paisagem muda drasticamente. Começa com planícies e vegetação rasteira e à medida que nos aproximamos de Kandy a floresta vai ficando mais densa e a vista mais montanhosa. Kandy é potencialmente a cidade mais bonita do Sri Lanka. Tem um lago gigante e uma herança cultural tanto Portuguesa como Holandesa. Vais ver muitas lojas chamadas Pereira ou Silva. É uma cidade simpática para se passar um dia, visitar o jardim botânico, o templo do dente e também é o melhor sítio para fazer uma day trip até Sigiriya. O Kandy Lake Club tem um espectáculo de danças tradicionais todos os dias às 5 da tarde e é uma óptima forma de aprender mais sobre a cultura cingalesa. Aconselho-te a comprar/reservar mesmo pelo site deles porque há montes de pessoas a vender bilhetes falsos. 2ª paragem: Nuwara Eliya E é de Kandy que partem os comboios rumo a uma das viagens mais bonitas do mundo. Prepara-te para te afogares numa imensidão de plantações de chá! Decidimos parar em Nuwara Eliya durante um dia para visitarmos a região. Se pensas que todo o Sri Lanka é um lugar tropical e quente, estás bem enganado! Em Nuwara Eliya está frio e chove bastante regularmente. Isso combinado com a arquitectura colonial inglesa conferem-lhe o nome de Little England. Aqui todos os tuk tuks oferecem tours de meio-dia pelas montanhas, cascatas e a visita a uma fábrica de chá. Nós fomos até à Blue Field Tea Factory onde fizemos uma visita guiada e aprendemos tudo e mais alguma coisa sobre chá. Só não aconselho a comprares na loja porque é 500% mais caro que no supermercado! Probabilidades de perceberes o que o teu condutor de tuk tuk diz: 7.5% 3ª paragem: Ella A melhor forma de visitar Ella é de mota. Existem dois sítios fantásticos para descobrir: o Little Adam’s Peak e a Nine Arches Bridge. Para chegar ao primeiro tens uma pequena caminhada de 15 minutos a subir, no topo encontra-se uma pequena estátua de Buda. Mas a melhor vista está a mais uns 20 minutos montanha abaixo, montanha a cima pelo caminho entre as ervas e vais lá chegar. E o que te espera é isto: E à semelhança do aqueduto por onde passa o comboio do Harry Potter, a Nine Arches Bridge é uma ponte de 9 arcos, quase com 100 anos onde podes andar e, com sorte (ou planeamento), ver o comboio a passar. Em Ella esticamo-nos um bocadinho com o alojamento, mas quando vi a vista da varanda não consegui resistir. Ficámos no Ella Nature Rock , um AirBnB (o único da viagem) com uma vista panorâmica para as montanhas de Ella e com o melhor pequeno almoço e jantar do Sri Lanka. Só tinha o problema de nos darem comida suficiente para 6 pessoas em vez de duas, mas eventualmente percebemos que isso era um problema universal. E assim foram os meus dias pelas terras do chá, a parte mais verdejante do Sri Lanka! Dicas rápidas Custo: Andar de comboio é uma das formas mais económicas de te deslocares no Sri Lanka. Esta viagem completa demora 7 horas (eu fiz com uma paragem em Nuwara Eliya) e deve custar entre dois e três euros. O comboio Nuwara Eliya – Ella às 9:30 é lento e demora 5 horas ou mais. Mas custou 20 cêntimos! Optámos sempre por bilhetes de 2ª classe. Nuwara Eliya: A estação de Nuwara Eliya chama-se Nanuoya e para o centro tens que apanhar ou um autocarro ou Tuk Tuk. A paragem de autocarros situa-se a três minutos a pé. Só tens que ir até à estrada principal (depois de uma pequena subida) e está logo do lado direito. Provavelmente vais ter imensos condutores de tuk tuk a dizer que não há autocarros, mas é mentira. Pergunta à pessoa do autocarro se vais na direcção certa e pagas 10 ou 20 cêntimos em vez de 5 euros (pelo tuk tuk). Não aconselho a ficar mais de uma noite em Nuwara Eliya, já que não há muito a fazer. E tenta ficar no centro, mesmo que o preço seja um pouco mais elevado. Horários: Podes consultar os horários dos comboios no site Seat 61.

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Viajar de comboio no Sri Lanka é toda uma experiência cultural. Começa no momento em que o comboio está para chegar quando todas as pessoas que estão na plataforma se preparam para o combate. Quem será o primeiro a entrar no comboio? Quem é que vai ficar de pé? Claramente os turistas que não estão preparados!

Devo dizer que esta batalha dos comboios é muito pior em Colombo que nos outros sítios. Em cidades mais pequenas é um pouco mais pacífico. Depois, a viagem em si. As pessoas que estão em pé começam a perguntar aos que estão sentados quando é que vão sair para marcarem lugar. Ele há profissionais do comboio… Depois vêm os vendedores: chá, amendoins, mangostins, sandes de coisas incógnitas e pastéis fritos. É difícil passar fome nestas viagens.

1ª paragem: Kandy

De Colombo a Kandy a paisagem muda drasticamente. Começa com planícies e vegetação rasteira e à medida que nos aproximamos de Kandy a floresta vai ficando mais densa e a vista mais montanhosa.

Kandy é potencialmente a cidade mais bonita do Sri Lanka. Tem um lago gigante e uma herança cultural tanto Portuguesa como Holandesa. Vais ver muitas lojas chamadas Pereira ou Silva. É uma cidade simpática para se passar um dia, visitar o jardim botânico, o templo do dente e também é o melhor sítio para fazer uma day trip até Sigiriya.

O Kandy Lake Club tem um espectáculo de danças tradicionais todos os dias às 5 da tarde e é uma óptima forma de aprender mais sobre a cultura cingalesa. Aconselho-te a comprar/reservar mesmo pelo site deles porque há montes de pessoas a vender bilhetes falsos.

2ª paragem: Nuwara Eliya

E é de Kandy que partem os comboios rumo a uma das viagens mais bonitas do mundo. Prepara-te para te afogares numa imensidão de plantações de chá!

Decidimos parar em Nuwara Eliya durante um dia para visitarmos a região. Se pensas que todo o Sri Lanka é um lugar tropical e quente, estás bem enganado! Em Nuwara Eliya está frio e chove bastante regularmente. Isso combinado com a arquitectura colonial inglesa conferem-lhe o nome de Little England.

Aqui todos os tuk tuks oferecem tours de meio-dia pelas montanhas, cascatas e a visita a uma fábrica de chá. Nós fomos até à Blue Field Tea Factory onde fizemos uma visita guiada e aprendemos tudo e mais alguma coisa sobre chá. Só não aconselho a comprares na loja porque é 500% mais caro que no supermercado!

Probabilidades de perceberes o que o teu condutor de tuk tuk diz: 7.5%

3ª paragem: Ella

A melhor forma de visitar Ella é de mota. Existem dois sítios fantásticos para descobrir: o Little Adam’s Peak e a Nine Arches Bridge. Para chegar ao primeiro tens uma pequena caminhada de 15 minutos a subir, no topo encontra-se uma pequena estátua de Buda. Mas a melhor vista está a mais uns 20 minutos montanha abaixo, montanha a cima pelo caminho entre as ervas e vais lá chegar. E o que te espera é isto:

E à semelhança do aqueduto por onde passa o comboio do Harry Potter, a Nine Arches Bridge é uma ponte de 9 arcos, quase com 100 anos onde podes andar e, com sorte (ou planeamento), ver o comboio a passar.

Em Ella esticamo-nos um bocadinho com o alojamento, mas quando vi a vista da varanda não consegui resistir. Ficámos no Ella Nature Rock , um AirBnB (o único da viagem) com uma vista panorâmica para as montanhas de Ella e com o melhor pequeno almoço e jantar do Sri Lanka. Só tinha o problema de nos darem comida suficiente para 6 pessoas em vez de duas, mas eventualmente percebemos que isso era um problema universal.

Vista da “minha” varanda <3

Aquele pequeno jantar: Rice and Curry

E assim foram os meus dias pelas terras do chá, a parte mais verdejante do Sri Lanka!

Dicas rápidas

Custo: Andar de comboio é uma das formas mais económicas de te deslocares no Sri Lanka. Esta viagem completa demora 7 horas (eu fiz com uma paragem em Nuwara Eliya) e deve custar entre dois e três euros. O comboio Nuwara Eliya – Ella às 9:30 é lento e demora 5 horas ou mais. Mas custou 20 cêntimos! Optámos sempre por bilhetes de 2ª classe.

Nuwara Eliya: A estação de Nuwara Eliya chama-se Nanuoya e para o centro tens que apanhar ou um autocarro ou Tuk Tuk. A paragem de autocarros situa-se a três minutos a pé. Só tens que ir até à estrada principal (depois de uma pequena subida) e está logo do lado direito. Provavelmente vais ter imensos condutores de tuk tuk a dizer que não há autocarros, mas é mentira. Pergunta à pessoa do autocarro se vais na direcção certa e pagas 10 ou 20 cêntimos em vez de 5 euros (pelo tuk tuk). Não aconselho a ficar mais de uma noite em Nuwara Eliya, já que não há muito a fazer. E tenta ficar no centro, mesmo que o preço seja um pouco mais elevado.

Horários: Podes consultar os horários dos comboios no site Seat 61.

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10 pratos Japoneses para a alma (e estômago!) https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/16/melhores-10-pratos-japoneses/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=melhores-10-pratos-japoneses https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/16/melhores-10-pratos-japoneses/#comments Wed, 15 Nov 2017 23:11:33 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2298 Durante anos fui a esquisitice em pessoa. Habituada às comidinhas da mãe e das avós, tudo o que saísse daquele padrão não me agradava. Entretanto cresci e comecei a experimentar pratos de outros países cada vez que ia ao estrangeiro, até que hoje em dia quase só como comida local quando viajo. A comida Japonesa surpreendeu-me imenso. É extremamente variada – muito mais do que sushi e ramen – e, por muito simples que seja, tem sempre um sabor equilibrado e delicioso. Por isso, aqui ficam os meus 10 pratos imperdíveis numa viagem ao Japão! Mori/Zaru Soba Noodles (frio) Este prato frio feito com noodles de “trigo mourisco”, ou buckwheat, é famosíssimo na região de Nagano, uma vez que este tipo de trigo adora crescer nas montanhas! Os Soba noodles têm todo um ritual que eu vou passar a explicar: Para a mesa vem um prato de noodles (num prato de bambu) acompanhado de um bule, um pratinho com cebolinho e wasabi e um pequeno copo com um dipping sauce, um molho; Deves destapar o bule para o conteúdo ir arrefecendo. Lá dentro está a água em que os noodles foram cozidos; A ideia é ir molhando os noddles frios no molho (podes ou não juntar-lhe o cebolinho e wasabi), feito de caldo de legumes, água e mirin e comendo; Quando acabares os noodles, deves juntar a água do bule ao resto do molho e beber. O sabor não é mau e supostamente é óptimo para a saúde. E é isto! Ramen O Ramen pode assumir diversas formas e sabores, sendo que o conceito é o de uma grande taça com uma sopa de noodles. Uma das coisas que os diferencia é a base: pode ser de miso (pasta fermentada de rebentos de soja), soja ou caldo de frango ou porco. Depois, existem vários tipos de Ramen (os noodles) uns mais finos ou elásticos e, por fim, os toppings: porco assado, bambu, alho francês, “soft boiled” egg, algas… é uma refeição rápida, fácil de encontrar e uma das comidas favoritas dos Japoneses. Não te assustes com o barulho de sucção que fazem quando sorvem o seu Ramen. Udon Noodles Este é o meu tipo favorito de Noodles. São feitos de farinha de trigo, brancos e mais “gordos” do que os outros. Podem ser servidos quentes ou frios, tal como os Soba. Os mais simples vêm somente num caldo quente, sem toppings, só com cebolinho. Outras variantes são acompanhadas de massa de tempura ou tempura de camarão, cenoura… Tempura Introduzida no Japão no século 16 por, nem mais nem menos, portugueses, esta leve massa para fritar faz a delícia de miúdos e graúdos no Japão. Muito tradicional em restaurantes de Izakaya (tapas japonesas) e como acompanhamento de Soba e Udon noodles. Sushi Acho que este é bastante auto explicativo. O prato japonês mais famoso do mundo é imperdível principalmente na zona de Kanazawa, conhecida por ter o melhor peixe do Japão. Muito sinceramente sempre achei que ia odiar sushi, porque uma vez comi um terrível em Lisboa já há muitos anos. Mas os meus amigos obrigara-me a provar e eventualmente o estranho entranhou-se. Se não gostas de wasabi é melhor passares a gostar, uma vez que já vem incluído. Kanazawa Sushi Caril Japonês Apesar de não ser uma especiaria tipicamente japonesa, o caril está por todo o lado no japão. Acompanhado por uma dose generosa de arroz e um género de panado, podes provar este prato por 600/700 yen em várias cadeias de “fast food”. Takoyaki A comida de rua mais famosa do país. Bolinhas de ovo, recheadas com polvo e regadas com molhos. Em Osaka e Tóquio as barraquinhas que vendem esta delícia estão por todo o lado, é aproveitar! Onigiri – Bolinhos de arroz Se conheces o Doraemon ou outros desenhos animados Japoneses, deves estar familizarizado/a com os bolinhos de arroz japoneses embrulhados numa folha de algas secas. São recheados com atum, salmão, frango ou ovas de bacalhau, como tive o infortúnio de descobrir! Mas são o snack perfeito e custam cerca de 100 yen nos 7eleven, Family Mart, etc… Gyoza (dumplings) Originais da China, Gyoza são pequenos dumplings recheados com carne picada e couve e temperados com molho de soja, alho, gengibre e óleo de sésamo. Também são muito comuns em bares de Izakaya e vêm sempre com uma pequena taça com um dipping sauce. Melonpan Este pão fofo e doce com uma “capa” em estilo biscoito amanteigado tem um sabor algo agridoce para mim. O melhor que provei foi feito por um cozinheiro que tinha um restaurante no resort onde trabalhei. Infelizmente, devido a um ataque cardíaco ele morreu, mas dedico-lhe este post, pelo seu amor à cozinha e pela sua boa disposição constante. Claro que existem muitos outros pratos deliciosos no Japão, mas estes não estão nada mal para começar! A comida e bebida é uma das partes mais importantes da cultura Japonesa, por isso é a forma perfeita de te integrares! Itadakimasu!

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Durante anos fui a esquisitice em pessoa. Habituada às comidinhas da mãe e das avós, tudo o que saísse daquele padrão não me agradava. Entretanto cresci e comecei a experimentar pratos de outros países cada vez que ia ao estrangeiro, até que hoje em dia quase só como comida local quando viajo.

A comida Japonesa surpreendeu-me imenso. É extremamente variada – muito mais do que sushi e ramen – e, por muito simples que seja, tem sempre um sabor equilibrado e delicioso. Por isso, aqui ficam os meus 10 pratos imperdíveis numa viagem ao Japão!

Mori/Zaru Soba Noodles (frio)

Este prato frio feito com noodles de “trigo mourisco”, ou buckwheat, é famosíssimo na região de Nagano, uma vez que este tipo de trigo adora crescer nas montanhas! Os Soba noodles têm todo um ritual que eu vou passar a explicar:

  • Para a mesa vem um prato de noodles (num prato de bambu) acompanhado de um bule, um pratinho com cebolinho e wasabi e um pequeno copo com um dipping sauce, um molho;
  • Deves destapar o bule para o conteúdo ir arrefecendo. Lá dentro está a água em que os noodles foram cozidos;
  • A ideia é ir molhando os noddles frios no molho (podes ou não juntar-lhe o cebolinho e wasabi), feito de caldo de legumes, água e mirin e comendo;
  • Quando acabares os noodles, deves juntar a água do bule ao resto do molho e beber. O sabor não é mau e supostamente é óptimo para a saúde.

E é isto!

Ramen

O Ramen pode assumir diversas formas e sabores, sendo que o conceito é o de uma grande taça com uma sopa de noodles. Uma das coisas que os diferencia é a base: pode ser de miso (pasta fermentada de rebentos de soja), soja ou caldo de frango ou porco. Depois, existem vários tipos de Ramen (os noodles) uns mais finos ou elásticos e, por fim, os toppings: porco assado, bambu, alho francês, “soft boiled” egg, algas… é uma refeição rápida, fácil de encontrar e uma das comidas favoritas dos Japoneses. Não te assustes com o barulho de sucção que fazem quando sorvem o seu Ramen.

Udon Noodles

Este é o meu tipo favorito de Noodles. São feitos de farinha de trigo, brancos e mais “gordos” do que os outros. Podem ser servidos quentes ou frios, tal como os Soba. Os mais simples vêm somente num caldo quente, sem toppings, só com cebolinho. Outras variantes são acompanhadas de massa de tempura ou tempura de camarão, cenoura…

Udon com tempura

Tempura

Introduzida no Japão no século 16 por, nem mais nem menos, portugueses, esta leve massa para fritar faz a delícia de miúdos e graúdos no Japão. Muito tradicional em restaurantes de Izakaya (tapas japonesas) e como acompanhamento de Soba e Udon noodles.

Sushi

Acho que este é bastante auto explicativo. O prato japonês mais famoso do mundo é imperdível principalmente na zona de Kanazawa, conhecida por ter o melhor peixe do Japão. Muito sinceramente sempre achei que ia odiar sushi, porque uma vez comi um terrível em Lisboa já há muitos anos. Mas os meus amigos obrigara-me a provar e eventualmente o estranho entranhou-se. Se não gostas de wasabi é melhor passares a gostar, uma vez que já vem incluído.

Kanazawa Sushi

Caril Japonês

Apesar de não ser uma especiaria tipicamente japonesa, o caril está por todo o lado no japão. Acompanhado por uma dose generosa de arroz e um género de panado, podes provar este prato por 600/700 yen em várias cadeias de “fast food”.

Takoyaki

A comida de rua mais famosa do país. Bolinhas de ovo, recheadas com polvo e regadas com molhos. Em Osaka e Tóquio as barraquinhas que vendem esta delícia estão por todo o lado, é aproveitar!

Onigiri – Bolinhos de arroz

Se conheces o Doraemon ou outros desenhos animados Japoneses, deves estar familizarizado/a com os bolinhos de arroz japoneses embrulhados numa folha de algas secas. São recheados com atum, salmão, frango ou ovas de bacalhau, como tive o infortúnio de descobrir! Mas são o snack perfeito e custam cerca de 100 yen nos 7eleven, Family Mart, etc…

Gyoza (dumplings)

Originais da China, Gyoza são pequenos dumplings recheados com carne picada e couve e temperados com molho de soja, alho, gengibre e óleo de sésamo. Também são muito comuns em bares de Izakaya e vêm sempre com uma pequena taça com um dipping sauce.

Melonpan

Este pão fofo e doce com uma “capa” em estilo biscoito amanteigado tem um sabor algo agridoce para mim. O melhor que provei foi feito por um cozinheiro que tinha um restaurante no resort onde trabalhei. Infelizmente, devido a um ataque cardíaco ele morreu, mas dedico-lhe este post, pelo seu amor à cozinha e pela sua boa disposição constante.

Claro que existem muitos outros pratos deliciosos no Japão, mas estes não estão nada mal para começar! A comida e bebida é uma das partes mais importantes da cultura Japonesa, por isso é a forma perfeita de te integrares!

Itadakimasu!

Izakaya com os meus amigos franceses em Kyoto

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Como planear um Interrail em 7 passos https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/como-planear-um-interrail-em-7-passos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=como-planear-um-interrail-em-7-passos https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/como-planear-um-interrail-em-7-passos/#comments Sun, 04 Sep 2016 19:44:44 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=519 Um Interrail faz parte do imaginário da maioria dos viajantes. É aquela primeira grande viagem que desperta uma sede incontrolável por descobrir mais e mais mundo. Pelo menos comigo foi assim. Por ser uma viagem mais longa e com tantas possibilidades (afinal são 33 países à nossa disposição), nem sempre é fácil saber por onde começar, mas para mim, que adoro planear, não podia ter sido mais entusiasmante construir a estrutura desta aventura. Como correu espectacularmente bem espero que este post funcione como um empurrãozinho e que te esclareça todas as dúvidas sobre o Interrail. 1 – Define o teu orçamento Antes de decidir partir à aventura, convém dar um olhinho ao extracto bancário; o teu orçamento vai ajudar-te a decidir se tens a Europa toda a teus pés ou se é melhor ficar pelos países mais em conta. Apesar de ser a primeira pessoa a dizer que não é preciso ser rico para viajar, também sou realista o suficiente para perceber que um mês de viagem por países como a Noruega, Suécia e Finlândia pode não estar ao alcance de todos. Por isso, antes de fazer um plano, tento perceber quanto posso gastar nessa viagem e adapto o itinerário a partir daí. O meu orçamento para o Interrail (2012) era €1500 no máximo dos máximos e acabei por gastar cerca de €1100. 2 – Escolhe os teus destinos A escolha dos destinos passa por dois critérios: o que queres ver (óbvio) e o tempo que tens. Há quem prefira ver um país num mês, ou 8 capitais nesse mesmo espaço de tempo. Eu sabia que queria ver muito em pouco tempo – afinal, quem é que não quer aos dezoito anos?! – e decidi ficar cerca de três dias em cada sítio o que acabou por se revelar uma boa escolha. Pelo orçamento que já tinha definido escolhi visitar um misto de cidades mais caras (Paris, Viena e Berlim) com mais baratas (Budapeste, Cracóvia e Praga). Podes ver o itinerário detalhado neste post. Em retrospectiva, este itinerário foi perfeito para a minha primeira viagem “a sério” e permitiu-me fazer o “check” de muitas capitais europeias. Hoje em dia sonho em fazer outros Interrail, desta vez por aquelas cidades e vilas Europeias mais “invisíveis”, mas que têm tanto ou mais para oferecer do que as capitais mais badaladas. Podes encontrar o mapa com todas a ligações férreas incluídas pelo passe na Europa aqui. 3 – Será que (o passe) vale a pena? Agora que o itinerário se está a compor, está na hora de decidir o passe. Existem vários tipos de passes: – Passes de um só país, aqui. – Os passes globais flexíveis, em que escolhes os dias em que viajas (limitado pelo valor do passe) durante um determinado período de tempo. – Os passes globais te permitem viajar todos os dias durante um mês ou mais. No meu caso, como íamos estar parados em cidades durante alguns dias sem precisar de andar de comboio, fazia mais sentido comprarmos aquele que nos dava a flexibilidade de viajar quando precisávamos. Escolhemos o flexível de 10 dias de viagem em 22 dias no total (entretanto os passes mudaram e são muito mais convenientes agora). Podes consultar todos os passes disponíveis aqui. O Interrail começou em 1972 e desde aí tornou-se numa das viagens mais icónicas à face da terra. Entretanto o mundo mudou e as opções de viagem são agora quase infinitas. E se um passe de Interrail pode ser uma oportunidade incrível de poupança para viajar de comboio (principalmente se tiveres menos de 27 anos) na Europa Central e do Norte, nos países da Europa de Leste é um desperdício porque os preços dos bilhetes são extremamente baixos. Assim sendo, depois de teres uma ideia dos destinos que queres visitar tens que investigar se um passe vale a pena ou não. 4 – Percebe o teu passe Para tirares o máximo partido do teu passe de Interrail aqui vão algumas dicas: Verifica se o comboio que queres apanhar tem reservas obrigatórias. Comboios nocturnos e de alta velocidade são de reserva obrigatória e normalmente têm uma taxa que não é coberta pelo passe. Se não tiveres pressa, opta por comboios mais lentos e evita essa taxa. Podes consultar aqui todas as taxas de reserva e reservar no site do Interrail. Dormir em comboios é a melhor coisa de sempre A primeira vez que entrei num comboio e percebi que era naquela divisão, partilhada com mais três ou cinco pessoas, que ia passar a noite achei que não ia dormir nada. Não estar mais longe da verdade! Mal o comboio começou a andar era como se estivesse a ser embalada, já só acordei na manhã seguinte. Aconselho-te a levar tampões de ouvidos e alguns podcasts ou aqueles “noise-canceling headphones” para o caso de teres companhia que ressone, mas fora isso é uma experiência espectacular. Um comboio nocturno = Um dia de viagem Quando apanhas um comboio nocturno não precisas de usar dois dias do passe. Só tens que usar o dia em que o comboio parte. Esta regra mudou em 2019 e a antiga regra “das 7 da tarde” já não é válida. Mais informação aqui. Revisores (informação de 2012) Nos comboios nocturnos os revisores vão pedir-te o teu passe e documento de identificação e vão ficar com eles durante a noite. Ser-te-ão devolvidos na manhã seguinte. Não vale a pena protestar, é o procedimento normal. Quanto muito, mantém sempre contigo uma fotocópia do CC e/ou passaporte. Mantém tudo em segurança Tranca as portas da carruagem e dorme com os teus pertences mais valiosos debaixo da almofada. Prevenir não custa 😉 Parcerias Interrail O teu passe Interrail não te dá só viagens de comboio. Há parcerias com transportes locais, ferries, empresas de aluguer de carros, museus, etc. Explora todas as possibilidades aqui. 5 – Deslocações além passe Como forma de continuar a poupar, quase não usámos transportes dentro das cidades que visitámos. Em geral, marcámos hostels a uma distância razoável das estações de comboio (já que eram sempre o nosso ponto de partida e de chegada) e do centro histórico. A maioria das cidades Europeias são fáceis de fazer a pé e é a melhor forma de absorver tudo o que têm para oferecer. Contudo, lê com atenção as características do passe e as vantagens em cada país porque nalgumas cidades os comboios urbanos também estão incluídos. Em Berlim, por exemplo, estão. Em cidades maiores como Paris, vale a pena comprar os passes diários de transportes e aproveitar esses dias para ver vários sítios mais “fora de mão”. 6 – Encontra o teu poiso Para mim, esta é sempre uma das partes mais divertidas de planear. Adoro passear pelo Hostelworld e descobrir os hostels de cada cidade, as suas localizações, preços e comentários. Quando fizemos o Interrail tive em consideração todos estes factores e tentei arranjar uma boa relação qualidade preço. Na minha opinião os melhores hostels são aqueles que têm actividades em grupo como aulas de cozinha e quartos para quatro ou seis pessoas onde vais conseguir dormir o suficiente para manter o ritmo da viagem. Os valores podem ir de €8 por noite nas cidades mais baratas a €30 nas mais caras. O hostelworld também é uma boa forma de benchmarking para perceber os valores médios de uma cidade e antecipares o que vais gastar. Outra opção é o Couchsurfing. Em 2012 tinha 18 anos e não me passou pela cabeça arriscar esta opção. Entretanto cresci e percebi que esta plataforma pode ser uma das melhores coisas do mundo quando utilizada de forma correcta. Aqui fica um post sobre a minha primeira experiência de Couchsurfing. 7 – Descobre o melhor que cada lugar tem para oferecer Antes de viajar para qualquer lado que seja corro sempre uma quantidade anormal de blogs para descobrir os lugares mais promissores de se visitar e marco-os no meu Google Maps. Aconselho-te a fazer o mesmo, afinal já estás aqui 😉 . Já na cidade normalmente começo por uma free walking tour (funcionam com doações, pagas o que queres) como forma de me situar na cidade e conhecer o centro. A partir daí vou pedindo dicas e seguindo o meu mapa (Google) e instinto. Bom Interrail!

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Um Interrail faz parte do imaginário da maioria dos viajantes. É aquela primeira grande viagem que desperta uma sede incontrolável por descobrir mais e mais mundo. Pelo menos comigo foi assim.

Por ser uma viagem mais longa e com tantas possibilidades (afinal são 33 países à nossa disposição), nem sempre é fácil saber por onde começar, mas para mim, que adoro planear, não podia ter sido mais entusiasmante construir a estrutura desta aventura.

Como correu espectacularmente bem espero que este post funcione como um empurrãozinho e que te esclareça todas as dúvidas sobre o Interrail.

1 – Define o teu orçamento

Antes de decidir partir à aventura, convém dar um olhinho ao extracto bancário; o teu orçamento vai ajudar-te a decidir se tens a Europa toda a teus pés ou se é melhor ficar pelos países mais em conta.

Apesar de ser a primeira pessoa a dizer que não é preciso ser rico para viajar, também sou realista o suficiente para perceber que um mês de viagem por países como a Noruega, Suécia e Finlândia pode não estar ao alcance de todos.

Por isso, antes de fazer um plano, tento perceber quanto posso gastar nessa viagem e adapto o itinerário a partir daí. O meu orçamento para o Interrail (2012) era €1500 no máximo dos máximos e acabei por gastar cerca de €1100.

2 – Escolhe os teus destinos

A escolha dos destinos passa por dois critérios: o que queres ver (óbvio) e o tempo que tens. Há quem prefira ver um país num mês, ou 8 capitais nesse mesmo espaço de tempo. Eu sabia que queria ver muito em pouco tempo – afinal, quem é que não quer aos dezoito anos?! – e decidi ficar cerca de três dias em cada sítio o que acabou por se revelar uma boa escolha.

Pelo orçamento que já tinha definido escolhi visitar um misto de cidades mais caras (Paris, Viena e Berlim) com mais baratas (Budapeste, Cracóvia e Praga).

Podes ver o itinerário detalhado neste post.

Em retrospectiva, este itinerário foi perfeito para a minha primeira viagem “a sério” e permitiu-me fazer o “check” de muitas capitais europeias. Hoje em dia sonho em fazer outros Interrail, desta vez por aquelas cidades e vilas Europeias mais “invisíveis”, mas que têm tanto ou mais para oferecer do que as capitais mais badaladas.

Podes encontrar o mapa com todas a ligações férreas incluídas pelo passe na Europa aqui.

3 – Será que (o passe) vale a pena?

Agora que o itinerário se está a compor, está na hora de decidir o passe. Existem vários tipos de passes:

– Passes de um só país, aqui.

– Os passes globais flexíveis, em que escolhes os dias em que viajas (limitado pelo valor do passe) durante um determinado período de tempo.

– Os passes globais te permitem viajar todos os dias durante um mês ou mais.

No meu caso, como íamos estar parados em cidades durante alguns dias sem precisar de andar de comboio, fazia mais sentido comprarmos aquele que nos dava a flexibilidade de viajar quando precisávamos. Escolhemos o flexível de 10 dias de viagem em 22 dias no total (entretanto os passes mudaram e são muito mais convenientes agora).

Podes consultar todos os passes disponíveis aqui.

O Interrail começou em 1972 e desde aí tornou-se numa das viagens mais icónicas à face da terra. Entretanto o mundo mudou e as opções de viagem são agora quase infinitas. E se um passe de Interrail pode ser uma oportunidade incrível de poupança para viajar de comboio (principalmente se tiveres menos de 27 anos) na Europa Central e do Norte, nos países da Europa de Leste é um desperdício porque os preços dos bilhetes são extremamente baixos.

Assim sendo, depois de teres uma ideia dos destinos que queres visitar tens que investigar se um passe vale a pena ou não.

4 – Percebe o teu passe

Para tirares o máximo partido do teu passe de Interrail aqui vão algumas dicas:

  • Verifica se o comboio que queres apanhar tem reservas obrigatórias.

Comboios nocturnos e de alta velocidade são de reserva obrigatória e normalmente têm uma taxa que não é coberta pelo passe. Se não tiveres pressa, opta por comboios mais lentos e evita essa taxa. Podes consultar aqui todas as taxas de reserva e reservar no site do Interrail.

  • Dormir em comboios é a melhor coisa de sempre

A primeira vez que entrei num comboio e percebi que era naquela divisão, partilhada com mais três ou cinco pessoas, que ia passar a noite achei que não ia dormir nada. Não estar mais longe da verdade! Mal o comboio começou a andar era como se estivesse a ser embalada, já só acordei na manhã seguinte.

Aconselho-te a levar tampões de ouvidos e alguns podcasts ou aqueles “noise-canceling headphones” para o caso de teres companhia que ressone, mas fora isso é uma experiência espectacular.

  • Um comboio nocturno = Um dia de viagem

Quando apanhas um comboio nocturno não precisas de usar dois dias do passe. Só tens que usar o dia em que o comboio parte. Esta regra mudou em 2019 e a antiga regra “das 7 da tarde” já não é válida. Mais informação aqui.

  • Revisores (informação de 2012)

Nos comboios nocturnos os revisores vão pedir-te o teu passe e documento de identificação e vão ficar com eles durante a noite. Ser-te-ão devolvidos na manhã seguinte. Não vale a pena protestar, é o procedimento normal. Quanto muito, mantém sempre contigo uma fotocópia do CC e/ou passaporte.

  • Mantém tudo em segurança

Tranca as portas da carruagem e dorme com os teus pertences mais valiosos debaixo da almofada. Prevenir não custa 😉

  • Parcerias Interrail

O teu passe Interrail não te dá só viagens de comboio. Há parcerias com transportes locais, ferries, empresas de aluguer de carros, museus, etc. Explora todas as possibilidades aqui.

5 – Deslocações além passe

Como forma de continuar a poupar, quase não usámos transportes dentro das cidades que visitámos. Em geral, marcámos hostels a uma distância razoável das estações de comboio (já que eram sempre o nosso ponto de partida e de chegada) e do centro histórico. A maioria das cidades Europeias são fáceis de fazer a pé e é a melhor forma de absorver tudo o que têm para oferecer.

Contudo, lê com atenção as características do passe e as vantagens em cada país porque nalgumas cidades os comboios urbanos também estão incluídos. Em Berlim, por exemplo, estão.

Em cidades maiores como Paris, vale a pena comprar os passes diários de transportes e aproveitar esses dias para ver vários sítios mais “fora de mão”.

6 – Encontra o teu poiso

Para mim, esta é sempre uma das partes mais divertidas de planear. Adoro passear pelo Hostelworld e descobrir os hostels de cada cidade, as suas localizações, preços e comentários. Quando fizemos o Interrail tive em consideração todos estes factores e tentei arranjar uma boa relação qualidade preço.

Na minha opinião os melhores hostels são aqueles que têm actividades em grupo como aulas de cozinha e quartos para quatro ou seis pessoas onde vais conseguir dormir o suficiente para manter o ritmo da viagem.

Os valores podem ir de €8 por noite nas cidades mais baratas a €30 nas mais caras. O hostelworld também é uma boa forma de benchmarking para perceber os valores médios de uma cidade e antecipares o que vais gastar.

Outra opção é o Couchsurfing. Em 2012 tinha 18 anos e não me passou pela cabeça arriscar esta opção. Entretanto cresci e percebi que esta plataforma pode ser uma das melhores coisas do mundo quando utilizada de forma correcta. Aqui fica um post sobre a minha primeira experiência de Couchsurfing.

7 – Descobre o melhor que cada lugar tem para oferecer

Antes de viajar para qualquer lado que seja corro sempre uma quantidade anormal de blogs para descobrir os lugares mais promissores de se visitar e marco-os no meu Google Maps. Aconselho-te a fazer o mesmo, afinal já estás aqui 😉 .

Já na cidade normalmente começo por uma free walking tour (funcionam com doações, pagas o que queres) como forma de me situar na cidade e conhecer o centro. A partir daí vou pedindo dicas e seguindo o meu mapa (Google) e instinto.

Bom Interrail!

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