City Breaks Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/city-breaks/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sat, 22 Jan 2022 22:09:08 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png City Breaks Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/city-breaks/ 32 32 Atenas: do berço da democracia aos rabiscos modernos https://www.mudancasconstantes.com/2021/11/20/um-dia-em-atenas-acropole/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-em-atenas-acropole https://www.mudancasconstantes.com/2021/11/20/um-dia-em-atenas-acropole/#comments Sat, 20 Nov 2021 23:04:10 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6776 Faltava-me ver uma das mais emblemáticas capitais europeias: Atenas. Atenas, à semelhança de Roma, é um museu a céu aberto onde se pisa património da Humanidade a cada passo. Com apenas vinte e quatro horas para percorrer os seus mais de cinco mil anos de história, tínhamos que dar corda aos sapatos! Atenas é uma cidade que facilmente pode gerar sentimentos contraditórios. Por um lado tem a famosa Acrópole e ruínas tão bem preservadas que conseguimos imaginar como seria viver na antiguidade grega. Por outro, é a cidade europeia mais suja e insegura que já visitei. Não querendo ignorar este lado mais duro da cidade e para tentar compreender como vivem os habitantes de Atenas, começámos por fazer a habitual Free Walking Tour. Já perdi a conta à quantidade de free tours que fiz na vida, mas posso dizer que esta vale mesmo a pena. As histórias não contadas de Atenas “No fim desta tour só desejo uma coisa: que vocês adorem Atenas tanto quanto eu” dizia a Eva, a nossa guia, com uma energia contagiante. Durante as horas que se seguiram a Eva deliciou-nos com histórias e factos sobre aquela cidade que nunca descobriríamos de outra forma. Claro que quando pensamos em Atenas pensamos também nos Jogos Olímpicos e como tal o dia começou no majestoso Zappeion Exhibition Hall, que foi usado como palco dos duelos de esgrima nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna em 1896. Não muito longe está o Panathenaic Stadium, o único estádio do mundo feito totalmente em mármore. Há dois mil e quinhentos anos, no lugar onde está hoje este “novo” estádio (estreado nos Jogos de 1896) existiram outros estádios onde se disputaram as primeira formas de provas de atletismo onde os atletas eram homens nus. E ele há gente que quer acabar com tradições… Para não me alongar mais com factos Olímpicos (que eu adoro) deixo aqui um link com alguma informação, incluindo a história da maratona! De tudo o que vimos e aprendemos nessa manhã, foram os soldados em frente à mansão da presidente (Evzones), que guardam um monumento dedicado ao Soldado Desconhecido (Unkown Soldier), que mais prenderam a minha atenção. A Grécia é um país que só reconquistou a sua independência aos Otomanos em 1821 e como tal ainda dão muita importância a simbolismos militares. Cada vez que os Evzones trocam a guarda há um particular ritual envolvido, uma espécie de dança sincronizada em câmera lenta. Tudo isto enquanto envergam uma farda no mínimo curiosa que inclui sapatos com pompons que pesam três quilos cada! Mais uma vez deixo os detalhes aqui, mas é algo que só visto! Ruas e ruelas no sopé da democracia Com os cérebros cheios de informação ainda a ser processada, não nos podíamos dar ao luxo de abrandar o passo. Sem rotas planeadas nem guias enveredámos pelas estreitas e tradicionais ruas dos bairros Plaka e Anafiotika. Este oásis de cores e detalhes é a melhor parte de Atenas (e sim, eu visitei o Parthenon!). É nestas ruas, umas mais bem tratadas que outras, umas com mais alma que outras que começo a perceber que de facto se pode adorar Atenas. Incentivados por uns senhores sentados num banco, entrámos por ruelas que parecem não ter saída, mas que vão dar à linha da frente de uma das maiores relíquias da Humanidade: a Acrópole! No bairro de Plaka, o mais hipster de Atenas, há arte urbana muito boa para ser explorada que contrasta com o classicismo das colunas, templos e esculturas milenares. Tropeçando em património da Humanidade Agora sim, a razão pela qual toda a gente visita Atenas: calhaus! Os Gregos não brincavam em serviço no que toca a tornar pedra em obra de arte. Por toda a cidade se encontram ruínas, umas mais bem preservadas que outras, que impressionam mais do que qualquer arranha céus. À semelhança de muitos outros sítios impõe-se a questão: como é que eles fizeram isto? A beleza das estátuas, os detalhes das colunas e a dimensão das construções parecem surreais, até para os padrões de hoje em dia.   Nós visitámos a maioria dos monumentos incluídos no bilhete combinado: Hadrian’s Library, a Ancient Agora, a Roman Agora e o Olympieion. Honestamente acho que valem todos a pena, mas se tiveres muito, muito pouco tempo em Atenas os que não podes mesmo falhar são a Ancient Agora e a Acrópole. Deixámos a Acrópole para as últimas horas do dia para fugir ao calor e às multidões e que bem que fizemos! A única coisa que me arrependo é ter pensado “em duas horas vemos aquilo”. Há teatros, fontes, templos, santuários, miradouros e muito mais para explorar. Ao pôr do sol, a pedra outrora branca fica com uma tez entre o rosa e o laranja e tudo fica ainda mais bonito. Se tiveres essa possibilidade faz uma visita guiada à Acrópole, por que há muito que os nossos olhos pouco treinados não vêem. Se não, podes ir ao Youtube (como eu) onde vais encontrar muitos vídeos que te darão uma boa noção do que para ali vai! No fim do dia tínhamos percorrido mais de vinte quilómetros e tínhamos cumprido o desejo da Eva: adorámos Atenas! Dicas rápidas Restaurantes: Foi logo na primeira refeição da viagem, em Atenas, que me apercebi que a balança ia acusar estas férias. Tenho duas recomendações: BeeRaki e Karamanlidika. O primeiro ficava mesmo ao lado do nosso alojamento, mas não é muito central. O segundo fica a poucos minutos a pé da Praça Monastiraki. Recomendo todos os pratos e mais alguns! A comida grega é simplesmente incrível (e muito em conta!) Bilhetes para a Acrópole: Como mencionei em cima há um bilhete combinado para todos os monumentos mais importantes de Atenas. Esse bilhete pode ser comprado em qualquer um dos monumentos, o que é muito conveniente para não ter que estar na fila da Acrópole. Os preços em Atenas variam consoante a época (época baixa e época alta) e se visitares em época alta (Abril a Outubro) vale mesmo muito a pena gastar os 30€ do bilhete combinado, só a Acrópole são 20€. Se visitares em época baixa, depende. O preço da Acrópole baixa para 10€, mas o do combinado mantém-se, por isso só vale a pena se visitares todos ou quase todos os monumentos incluídos. Segurança: Se fores uma mulher a viajar sozinha aconselho-te a ficar na zona mais central e turística de Atenas. Como já referi, Atenas não é uma cidade particularmente segura e tem zonas maioritariamente muçulmanas onde não se vê uma única mulher nas redondezas. Eu estive meio dia sozinha em Atenas e não me senti muito segura ao usar roupas de verão. Aeroporto – Centro: A forma mais barata de se chegar ao centro a partir do Aeroporto é ir de autocarro. Na Grécia convém ter sempre alguns trocos na carteira porque nem todos os sítios aceitam cartões. Há um guichê à saída do aeroporto onde podes comprar os bilhetes por 6€.

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Faltava-me ver uma das mais emblemáticas capitais europeias: Atenas. Atenas, à semelhança de Roma, é um museu a céu aberto onde se pisa património da Humanidade a cada passo. Com apenas vinte e quatro horas para percorrer os seus mais de cinco mil anos de história, tínhamos que dar corda aos sapatos!

Atenas é uma cidade que facilmente pode gerar sentimentos contraditórios. Por um lado tem a famosa Acrópole e ruínas tão bem preservadas que conseguimos imaginar como seria viver na antiguidade grega. Por outro, é a cidade europeia mais suja e insegura que já visitei.

Não querendo ignorar este lado mais duro da cidade e para tentar compreender como vivem os habitantes de Atenas, começámos por fazer a habitual Free Walking Tour. Já perdi a conta à quantidade de free tours que fiz na vida, mas posso dizer que esta vale mesmo a pena.

As histórias não contadas de Atenas

“No fim desta tour só desejo uma coisa: que vocês adorem Atenas tanto quanto eu” dizia a Eva, a nossa guia, com uma energia contagiante. Durante as horas que se seguiram a Eva deliciou-nos com histórias e factos sobre aquela cidade que nunca descobriríamos de outra forma.

Claro que quando pensamos em Atenas pensamos também nos Jogos Olímpicos e como tal o dia começou no majestoso Zappeion Exhibition Hall, que foi usado como palco dos duelos de esgrima nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna em 1896.

Não muito longe está o Panathenaic Stadium, o único estádio do mundo feito totalmente em mármore. Há dois mil e quinhentos anos, no lugar onde está hoje este “novo” estádio (estreado nos Jogos de 1896) existiram outros estádios onde se disputaram as primeira formas de provas de atletismo onde os atletas eram homens nus. E ele há gente que quer acabar com tradições…

Para não me alongar mais com factos Olímpicos (que eu adoro) deixo aqui um link com alguma informação, incluindo a história da maratona!

De tudo o que vimos e aprendemos nessa manhã, foram os soldados em frente à mansão da presidente (Evzones), que guardam um monumento dedicado ao Soldado Desconhecido (Unkown Soldier), que mais prenderam a minha atenção.

A Grécia é um país que só reconquistou a sua independência aos Otomanos em 1821 e como tal ainda dão muita importância a simbolismos militares. Cada vez que os Evzones trocam a guarda há um particular ritual envolvido, uma espécie de dança sincronizada em câmera lenta.

Tudo isto enquanto envergam uma farda no mínimo curiosa que inclui sapatos com pompons que pesam três quilos cada! Mais uma vez deixo os detalhes aqui, mas é algo que só visto!

Ruas e ruelas no sopé da democracia

Com os cérebros cheios de informação ainda a ser processada, não nos podíamos dar ao luxo de abrandar o passo. Sem rotas planeadas nem guias enveredámos pelas estreitas e tradicionais ruas dos bairros Plaka e Anafiotika.

Este oásis de cores e detalhes é a melhor parte de Atenas (e sim, eu visitei o Parthenon!). É nestas ruas, umas mais bem tratadas que outras, umas com mais alma que outras que começo a perceber que de facto se pode adorar Atenas.

Incentivados por uns senhores sentados num banco, entrámos por ruelas que parecem não ter saída, mas que vão dar à linha da frente de uma das maiores relíquias da Humanidade: a Acrópole!

No bairro de Plaka, o mais hipster de Atenas, há arte urbana muito boa para ser explorada que contrasta com o classicismo das colunas, templos e esculturas milenares.

Tropeçando em património da Humanidade

Agora sim, a razão pela qual toda a gente visita Atenas: calhaus! Os Gregos não brincavam em serviço no que toca a tornar pedra em obra de arte. Por toda a cidade se encontram ruínas, umas mais bem preservadas que outras, que impressionam mais do que qualquer arranha céus.

À semelhança de muitos outros sítios impõe-se a questão: como é que eles fizeram isto?

A beleza das estátuas, os detalhes das colunas e a dimensão das construções parecem surreais, até para os padrões de hoje em dia.  

Nós visitámos a maioria dos monumentos incluídos no bilhete combinado: Hadrian’s Library, a Ancient Agora, a Roman Agora e o Olympieion. Honestamente acho que valem todos a pena, mas se tiveres muito, muito pouco tempo em Atenas os que não podes mesmo falhar são a Ancient Agora e a Acrópole.

Deixámos a Acrópole para as últimas horas do dia para fugir ao calor e às multidões e que bem que fizemos! A única coisa que me arrependo é ter pensado “em duas horas vemos aquilo”. Há teatros, fontes, templos, santuários, miradouros e muito mais para explorar. Ao pôr do sol, a pedra outrora branca fica com uma tez entre o rosa e o laranja e tudo fica ainda mais bonito.

Se tiveres essa possibilidade faz uma visita guiada à Acrópole, por que há muito que os nossos olhos pouco treinados não vêem. Se não, podes ir ao Youtube (como eu) onde vais encontrar muitos vídeos que te darão uma boa noção do que para ali vai!

No fim do dia tínhamos percorrido mais de vinte quilómetros e tínhamos cumprido o desejo da Eva: adorámos Atenas!

Dicas rápidas

Restaurantes: Foi logo na primeira refeição da viagem, em Atenas, que me apercebi que a balança ia acusar estas férias. Tenho duas recomendações: BeeRaki e Karamanlidika. O primeiro ficava mesmo ao lado do nosso alojamento, mas não é muito central. O segundo fica a poucos minutos a pé da Praça Monastiraki. Recomendo todos os pratos e mais alguns! A comida grega é simplesmente incrível (e muito em conta!)

Bilhetes para a Acrópole: Como mencionei em cima há um bilhete combinado para todos os monumentos mais importantes de Atenas. Esse bilhete pode ser comprado em qualquer um dos monumentos, o que é muito conveniente para não ter que estar na fila da Acrópole. Os preços em Atenas variam consoante a época (época baixa e época alta) e se visitares em época alta (Abril a Outubro) vale mesmo muito a pena gastar os 30€ do bilhete combinado, só a Acrópole são 20€. Se visitares em época baixa, depende. O preço da Acrópole baixa para 10€, mas o do combinado mantém-se, por isso só vale a pena se visitares todos ou quase todos os monumentos incluídos.

Segurança: Se fores uma mulher a viajar sozinha aconselho-te a ficar na zona mais central e turística de Atenas. Como já referi, Atenas não é uma cidade particularmente segura e tem zonas maioritariamente muçulmanas onde não se vê uma única mulher nas redondezas. Eu estive meio dia sozinha em Atenas e não me senti muito segura ao usar roupas de verão.

Aeroporto – Centro: A forma mais barata de se chegar ao centro a partir do Aeroporto é ir de autocarro. Na Grécia convém ter sempre alguns trocos na carteira porque nem todos os sítios aceitam cartões. Há um guichê à saída do aeroporto onde podes comprar os bilhetes por 6€.

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Praga: a sedutora nata https://www.mudancasconstantes.com/2020/02/19/praga-fim-de-semana/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=praga-fim-de-semana https://www.mudancasconstantes.com/2020/02/19/praga-fim-de-semana/#comments Wed, 19 Feb 2020 22:19:18 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5897 Ao percorrer as ruas de Praga ficamos com duas certezas absolutas. A primeira é que havia ali arquitectos dos bons. A segunda é que os pintores não lhes ficavam nada atrás. Munida destas duas características que atraem tanto o turista sofisticado como o inglês da festa de despedida de solteiro (o álcool barato também ajuda), Praga tornou-se num destino incontornável no itinerário de capitais europeias. A primeira vez que calquei as ruas de Praga foi ao sair de um comboio nocturno vindo de Cracóvia, com 18 anos (ó meu deus…) em pleno Interrail. Tinha um roteiro planeado, um mapa na mão com todos os pontos que queria ver marcados e a certeza que não ia sair dali sem ter cumprido os meus objectivos! Oito anos depois o objectivo da visita era outro e como tal as expectativas também. Sem horários e nem pontos marcados no Google Maps (abençoado avanço tecnologico), durante dois dias vagabundeei pelas ruas de Praga, deixando-me deslumbrar pelo detalhe de uma porta, a cor de um prédio ou uma estátua num telhado. Não estando já habituada a destinos de turismo de massas tive que esperar pelo meu tempo a sós com Praga. Quando chegámos ao centro, no sábado à tarde, a cidade parecia ter sido engolida pelas multidões. Somente visível entre os ombros de italianos e cabeças de japoneses, lá estava ela, revelando o seu potencial, convidando-me para um encontro a outras horas. It’s a date! Como não queria chegar atrasada ao meu compromisso, saltei da cama às sete da manhã de Domingo directa para a Charles Bridge. Há poucas coisas mais mágicas do que uma cidade vazia ao nascer do sol. Pelo caminho cruzei-me talvez com quatro ou cinco pessoas e infinitas oportunidades fotográficas. Sabendo que, como ex-libris de Praga, a Ponte Carlos seria o único ponto onde teria que competir pela sua atenção, decidi que só me renderia às suas curvas e contracurvas mais tarde. Tal como o sinal da Marilyn ou lábios da Angelina, nada diz “Praga” como a famosa ponte gótica que podia ter sido construída para um cenário de uma peça de teatro de um conto de fadas. À escassa luz das oito da manhã, a sua aurea mistica acariciava tanto aqueles que regressavam de uma noite copos como fotografos à procura do clique perfeito. E eu? Eu estava pronta para continuar o nosso namoro. Lentamente e de olhos bem abertos, avancei pelas ruas anónimas que me levariam à Praça Central. Semelhante a Viena e Paris, no centro histórico de Praga nada foi deixado ao acaso. E muito ao jeito italiano, eles conseguiram misturar as cores mais aleatórias e, ainda assim, fazer com que resultasse. É impossível não esvaziar a bateria da máquina fotográfica em poucas horas. Eventualmente comecei a acordar do feitiço que Praga me tinha lançado, principalmente porque estavam dois graus e o fluxo de sangue já não me chegava às mãos. O nosso momento a sós estava a chegar ao fim. Nesse mesmo dia voltaria ao centro de Praga para revisitar alguns dos pontos que tinha marcado oito anos atrás e para satisfazer os meus desejos de Kurtos (que na República Checa se chama Trdelnik). Também tenho uma costela de turista, não são só os outros 😉 Quanto a ti Praga, seja o nosso reencontro daqui a seis meses ou oito anos, não te preocupes porque serás sempre mercedora de um lugar privilegiado no meu coração. Depois de Praga fui a Bratislava em trabalho e apesar de ser uma cidade com um mini centro histórico, tem uns recantos muito amorosos! Aqui fica uma amostra: Dicas rápidas A visitar: Reconheço que este post é pouco útil para quem queira saber o que visitar, por isso se quiseres encher o teu Google Maps, aqui vão algumas ideias: – Old Town Square – Castelo de Praga – Catedral St Vitus – Golden Lane – Lennon Wall – Parque Letna – Torre do Relógio – Charles Bridge – Gueto Jesuíta Brunch: A melhor parte de ter amigos que vivem nas cidades que visitas é eles saberem onde está a melhor comida. Mesmo no centro de Praga há um café/restaurante, Venue, que serve refeições leves mega deliciosas (eu estava há umas 18 horas sem comer, mas prometo que era mesmo bom!). Uma boa opção para vegetarianos e quem procura uma alternativa saudável. Pizza: Localizada em Praga 7, uma zona muito gira por acaso, está uma pizzaria chamada Da Antonio com umas belas pizzas napolitanas. Uber: Os transportes públicos são super baratos em Praga, mas o Uber também é. Se chegares tarde ou se o teu hostel/hotel não for super central, um Uber custa cerca de 15€ para uma viagem de meia hora. Para apanhares um Uber do Aeroporto certifica-te que estás no Terminal 1 e sais pela saída D ou E. É só seguir em frente até à estrada onde estão as paragens de autocarro e o teu Uber vai-te encontrar no ponto 8 (em 2020). Quem está no Terminal 2 tem que subir para o andar superior do aeroporto. Trdelnik: O centro de Praga está tão cheio de casas que vendem Trdelnik como o de Lisboa com pastéis de nata. E apesar de recomendar que experimentes (não achei tão bons como os Kurtos da Roménia) eles fartaram-se de inventar e vendem Trdelnik com gelado lá dentro. E o que é que acontece quando se enfia gelado num cilindro? O gelado derrete e suja tudo! Por isso não caias nessa e vai pelo mais tradicional e barato.

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Ao percorrer as ruas de Praga ficamos com duas certezas absolutas. A primeira é que havia ali arquitectos dos bons. A segunda é que os pintores não lhes ficavam nada atrás. Munida destas duas características que atraem tanto o turista sofisticado como o inglês da festa de despedida de solteiro (o álcool barato também ajuda), Praga tornou-se num destino incontornável no itinerário de capitais europeias.

A primeira vez que calquei as ruas de Praga foi ao sair de um comboio nocturno vindo de Cracóvia, com 18 anos (ó meu deus…) em pleno Interrail. Tinha um roteiro planeado, um mapa na mão com todos os pontos que queria ver marcados e a certeza que não ia sair dali sem ter cumprido os meus objectivos!

Oito anos depois o objectivo da visita era outro e como tal as expectativas também. Sem horários e nem pontos marcados no Google Maps (abençoado avanço tecnologico), durante dois dias vagabundeei pelas ruas de Praga, deixando-me deslumbrar pelo detalhe de uma porta, a cor de um prédio ou uma estátua num telhado.

Não estando já habituada a destinos de turismo de massas tive que esperar pelo meu tempo a sós com Praga. Quando chegámos ao centro, no sábado à tarde, a cidade parecia ter sido engolida pelas multidões. Somente visível entre os ombros de italianos e cabeças de japoneses, lá estava ela, revelando o seu potencial, convidando-me para um encontro a outras horas. It’s a date!

Como não queria chegar atrasada ao meu compromisso, saltei da cama às sete da manhã de Domingo directa para a Charles Bridge. Há poucas coisas mais mágicas do que uma cidade vazia ao nascer do sol.

Pelo caminho cruzei-me talvez com quatro ou cinco pessoas e infinitas oportunidades fotográficas. Sabendo que, como ex-libris de Praga, a Ponte Carlos seria o único ponto onde teria que competir pela sua atenção, decidi que só me renderia às suas curvas e contracurvas mais tarde.

Tal como o sinal da Marilyn ou lábios da Angelina, nada diz “Praga” como a famosa ponte gótica que podia ter sido construída para um cenário de uma peça de teatro de um conto de fadas.

À escassa luz das oito da manhã, a sua aurea mistica acariciava tanto aqueles que regressavam de uma noite copos como fotografos à procura do clique perfeito. E eu? Eu estava pronta para continuar o nosso namoro.

Lentamente e de olhos bem abertos, avancei pelas ruas anónimas que me levariam à Praça Central. Semelhante a Viena e Paris, no centro histórico de Praga nada foi deixado ao acaso. E muito ao jeito italiano, eles conseguiram misturar as cores mais aleatórias e, ainda assim, fazer com que resultasse. É impossível não esvaziar a bateria da máquina fotográfica em poucas horas.

Eventualmente comecei a acordar do feitiço que Praga me tinha lançado, principalmente porque estavam dois graus e o fluxo de sangue já não me chegava às mãos. O nosso momento a sós estava a chegar ao fim.

Nesse mesmo dia voltaria ao centro de Praga para revisitar alguns dos pontos que tinha marcado oito anos atrás e para satisfazer os meus desejos de Kurtos (que na República Checa se chama Trdelnik). Também tenho uma costela de turista, não são só os outros 😉

Quanto a ti Praga, seja o nosso reencontro daqui a seis meses ou oito anos, não te preocupes porque serás sempre mercedora de um lugar privilegiado no meu coração.

Depois de Praga fui a Bratislava em trabalho e apesar de ser uma cidade com um mini centro histórico, tem uns recantos muito amorosos! Aqui fica uma amostra:

Dicas rápidas

A visitar: Reconheço que este post é pouco útil para quem queira saber o que visitar, por isso se quiseres encher o teu Google Maps, aqui vão algumas ideias:

– Old Town Square – Castelo de Praga
– Catedral St Vitus – Golden Lane
– Lennon Wall – Parque Letna
– Torre do Relógio – Charles Bridge
– Gueto Jesuíta

Brunch: A melhor parte de ter amigos que vivem nas cidades que visitas é eles saberem onde está a melhor comida. Mesmo no centro de Praga há um café/restaurante, Venue, que serve refeições leves mega deliciosas (eu estava há umas 18 horas sem comer, mas prometo que era mesmo bom!). Uma boa opção para vegetarianos e quem procura uma alternativa saudável.

Pizza: Localizada em Praga 7, uma zona muito gira por acaso, está uma pizzaria chamada Da Antonio com umas belas pizzas napolitanas.

Uber: Os transportes públicos são super baratos em Praga, mas o Uber também é. Se chegares tarde ou se o teu hostel/hotel não for super central, um Uber custa cerca de 15€ para uma viagem de meia hora. Para apanhares um Uber do Aeroporto certifica-te que estás no Terminal 1 e sais pela saída D ou E. É só seguir em frente até à estrada onde estão as paragens de autocarro e o teu Uber vai-te encontrar no ponto 8 (em 2020). Quem está no Terminal 2 tem que subir para o andar superior do aeroporto.

Trdelnik: O centro de Praga está tão cheio de casas que vendem Trdelnik como o de Lisboa com pastéis de nata. E apesar de recomendar que experimentes (não achei tão bons como os Kurtos da Roménia) eles fartaram-se de inventar e vendem Trdelnik com gelado lá dentro. E o que é que acontece quando se enfia gelado num cilindro? O gelado derrete e suja tudo! Por isso não caias nessa e vai pelo mais tradicional e barato.

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Paris, outra vez https://www.mudancasconstantes.com/2019/05/23/paris-fim-de-semana/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paris-fim-de-semana https://www.mudancasconstantes.com/2019/05/23/paris-fim-de-semana/#comments Thu, 23 May 2019 20:22:38 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5251 Já perdi a conta à quantidade de vezes que fui a Paris, mas como dizia uma alma sábia “é sempre uma boa ideia”. Acho Paris a cidade mais fascinante do mundo: é só olhar para cima, absorver a beleza de tudo e tentar não ser atropelado por uma trotineta eléctrica. Desta vez, a minha viagem tinha uma missão: mostrar a cidade, em dois dias, ao meu namorado. Não querendo vangloriar-me, julgo que fiz um trabalho bastante decente! Os museus tiveram que ficar de lado, mas a andar 20km por dia, corremos norte e sul, este e oeste. Pelo caminho, tirei a barriga de misérias com croissants, crepes, éclairs, macarrons e até pastéis de nata. O nosso passeio foi mais ou menos assim: Gare du Nord à chuva Apanhámos o Eurostar em Londres e duas horas e meia depois chegámos a Paris debaixo de uma chuva torrencial de boas vindas. Antes de começarmos a explorar, fomos deixar as mochilas no nosso Airbnb que ficava numa rua com vista para a Sacré Coeur; senti-me em casa. Já com as apresentações feitas ao host meio francês, meio italiano, decidi começar por um lugar coberto, as Galerias Lafayette, que são um dos armazéns mais bonitos do mundo. Assim que a chuva deu tréguas começámos a contar quilómetros. Ópera, Louvre (que tinha uma fila de três horas) e o rio Sena foram algumas das primeiras paragens. Take me to church please! Um dos sítios que queria muito voltar a ver era a Sainte Chapelle. Tivemos a sorte de não apanhar bicha na segurança e para além disso pessoas com menos de 26 anos não pagam E podem saltar a fila dos bilhetes. Assim que entrei na capela superior (e esta foi a minha terceira visita) pensei “se há um lugar capaz de converter ateus em crentes é este”.  As cores, o detalhe, a luz, o ambiente… tudo é divino. Depois do fogo Tenho boas notícias: Notre Dame não está assim com tão mau aspecto. A parte da frente está como era e é quando vemos a parte de trás, que nos apercebemos que falta ali um telhado. Muito sinceramente estava à espera de pior. Claro que vai demorar a reconstruir, mas ao menos não está perdida. Quando fui todo o perímetro à volta estava fechado. Ruas, ruelas e canais No Quartier Latin encontram-se algumas das minhas ruas preferidas e uma das livrarias mais giras do mundo: a Shakespeare & Co. Entretanto fomos ter com uma amiga francesa que conheci no Japão e fizemos uma rápida incursão pelo bairro “Le Marais”, passando pela Rue des Barres, Rue François Miron, Rue de Rivoli, Les Halles e Saint Denis. Se por esta altura já tiveres tanta fome quanto eu, podes parar no Le Pain Quotidien para um éclair dos céus. Agora que o tempo nos sorria, decidimos ir apanhar sol para o Canal Saint Martin, que tem uns supermercados muito convenientes na zona com cervejas fresquinhas. Montmartre ao pôr-do-sol Como claramente ainda não tínhamos andado o suficiente, achei por bem terminar este longo dia no topo de Paris. Montmartre tem um carisma completamente imbatível, é o meu bairro preferido em Paris, principalmente porque depois de subir uma imensidão de escadas para lá chegar, sinto sempre que mereço um crepe de chocolate! Para além de ter uma das melhores vistas sobre a cidade e uma igreja muito icónica, as ruas aos altos e baixos com casas pequeninas são um mimo. Agora sim, estava na altura de descansar. Pernas: 1; Transportes: 0. Cumprindo as obrigações e não só Acordei com um destino em mente: a padaria ali do bairro. A vida torna-se complicada quando se entra numa boulangerie francesa, tudo parece querer entrar na minha barriga. Após alguma ponderação, escolho um croissant simples e um bolo/crumble de frutos do bosque e sou uma mulher feliz, pronta para me fazer ao caminho. A andar, fomos até ao Centro Pompidou e a uma das fontes mais engraçadas do mundo, Fontaine Stravinsky, que visitei pela primeira vez aos seis ou sete anos. Voltámos a percorrer o Le Marais, desta vez pelas ruas mais pequenas, como a Rue des Rosiers e a Rue Saint-Antoine até que chegamos à cinematográfica Place des Vosges. Segue-se a Place de la Bastille, o Jardin des Plantes e finalmente um lugar que queria muito conhecer apesar de só saber há pouco tempo que existe: a Grande Mosquée de Paris. Foi a primeira mesquita que visitei onde não tive que me tapar (sucesso!), só custa três euros e tem um jardim lindo e colorido que serve de musa para pintores amadores. A partir daqui foi só atracções turísticas típicas. Entrámos no Panteão (que também é grátis), descansámos no Jardin du Luxembourg, seguimos pelo Cour du Commerce Saint André, fizemos uma paragem técnica na Ladurée para abastecer de macarrons, atravessámos a Pont des Arts, corremos o Jardin des Tuileries, a Place de la Concorde e quando estávamos prestes a sucumbir, parámos para almoçar no Pomme de Pain dos Champs Elysées. Por causa dos coletes amarelos, que ainda estão muito activos, os Champs Elysées estavam interditos ao trânsito e foi a primeira vez que andei pelo meio daquela estrada a pé. Claro que ainda nos faltavam dois dos lugares mais famosos de Paris, o Arc du Triomphe e a Torre Eiffel. Por esta altura os nossos pezinhos já se estavam a desfazer e a caminhada entre o Arco e o Trocadero foi a estocada final. Aqui enfrentámos a dura realidade de ter de apanhar o metro de volta para casa. Pernas: 1; Transportes: 1 Au Revoir Com tantas andanças, o final do dia pedia um copito de vinho numa esplanada perto da Place de la République na companhia de amigos de Erasmus e de viagem. No dia seguinte, já só nos restavam umas horas e passámo-las a vadiar por Montmartre, como é óbvio <3 Paris, até à próxima.

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Já perdi a conta à quantidade de vezes que fui a Paris, mas como dizia uma alma sábia “é sempre uma boa ideia”. Acho Paris a cidade mais fascinante do mundo: é só olhar para cima, absorver a beleza de tudo e tentar não ser atropelado por uma trotineta eléctrica.

Desta vez, a minha viagem tinha uma missão: mostrar a cidade, em dois dias, ao meu namorado. Não querendo vangloriar-me, julgo que fiz um trabalho bastante decente! Os museus tiveram que ficar de lado, mas a andar 20km por dia, corremos norte e sul, este e oeste.

Pelo caminho, tirei a barriga de misérias com croissants, crepes, éclairs, macarrons e até pastéis de nata. O nosso passeio foi mais ou menos assim:

Gare du Nord à chuva

Apanhámos o Eurostar em Londres e duas horas e meia depois chegámos a Paris debaixo de uma chuva torrencial de boas vindas. Antes de começarmos a explorar, fomos deixar as mochilas no nosso Airbnb que ficava numa rua com vista para a Sacré Coeur; senti-me em casa.

Já com as apresentações feitas ao host meio francês, meio italiano, decidi começar por um lugar coberto, as Galerias Lafayette, que são um dos armazéns mais bonitos do mundo.

Assim que a chuva deu tréguas começámos a contar quilómetros. Ópera, Louvre (que tinha uma fila de três horas) e o rio Sena foram algumas das primeiras paragens.

Take me to church please!

Um dos sítios que queria muito voltar a ver era a Sainte Chapelle. Tivemos a sorte de não apanhar bicha na segurança e para além disso pessoas com menos de 26 anos não pagam E podem saltar a fila dos bilhetes.

Assim que entrei na capela superior (e esta foi a minha terceira visita) pensei “se há um lugar capaz de converter ateus em crentes é este”.  As cores, o detalhe, a luz, o ambiente… tudo é divino.

Depois do fogo

Tenho boas notícias: Notre Dame não está assim com tão mau aspecto. A parte da frente está como era e é quando vemos a parte de trás, que nos apercebemos que falta ali um telhado. Muito sinceramente estava à espera de pior. Claro que vai demorar a reconstruir, mas ao menos não está perdida. Quando fui todo o perímetro à volta estava fechado.

Ruas, ruelas e canais

No Quartier Latin encontram-se algumas das minhas ruas preferidas e uma das livrarias mais giras do mundo: a Shakespeare & Co.

Entretanto fomos ter com uma amiga francesa que conheci no Japão e fizemos uma rápida incursão pelo bairro “Le Marais”, passando pela Rue des Barres, Rue François Miron, Rue de Rivoli, Les Halles e Saint Denis. Se por esta altura já tiveres tanta fome quanto eu, podes parar no Le Pain Quotidien para um éclair dos céus.

Agora que o tempo nos sorria, decidimos ir apanhar sol para o Canal Saint Martin, que tem uns supermercados muito convenientes na zona com cervejas fresquinhas.

Montmartre ao pôr-do-sol

Como claramente ainda não tínhamos andado o suficiente, achei por bem terminar este longo dia no topo de Paris. Montmartre tem um carisma completamente imbatível, é o meu bairro preferido em Paris, principalmente porque depois de subir uma imensidão de escadas para lá chegar, sinto sempre que mereço um crepe de chocolate!

Para além de ter uma das melhores vistas sobre a cidade e uma igreja muito icónica, as ruas aos altos e baixos com casas pequeninas são um mimo.

Agora sim, estava na altura de descansar. Pernas: 1; Transportes: 0.

Cumprindo as obrigações e não só

Acordei com um destino em mente: a padaria ali do bairro. A vida torna-se complicada quando se entra numa boulangerie francesa, tudo parece querer entrar na minha barriga. Após alguma ponderação, escolho um croissant simples e um bolo/crumble de frutos do bosque e sou uma mulher feliz, pronta para me fazer ao caminho.

A andar, fomos até ao Centro Pompidou e a uma das fontes mais engraçadas do mundo, Fontaine Stravinsky, que visitei pela primeira vez aos seis ou sete anos. Voltámos a percorrer o Le Marais, desta vez pelas ruas mais pequenas, como a Rue des Rosiers e a Rue Saint-Antoine até que chegamos à cinematográfica Place des Vosges.

Segue-se a Place de la Bastille, o Jardin des Plantes e finalmente um lugar que queria muito conhecer apesar de só saber há pouco tempo que existe: a Grande Mosquée de Paris.

Foi a primeira mesquita que visitei onde não tive que me tapar (sucesso!), só custa três euros e tem um jardim lindo e colorido que serve de musa para pintores amadores.

A partir daqui foi só atracções turísticas típicas. Entrámos no Panteão (que também é grátis), descansámos no Jardin du Luxembourg, seguimos pelo Cour du Commerce Saint André, fizemos uma paragem técnica na Ladurée para abastecer de macarrons, atravessámos a Pont des Arts, corremos o Jardin des Tuileries, a Place de la Concorde e quando estávamos prestes a sucumbir, parámos para almoçar no Pomme de Pain dos Champs Elysées.

Por causa dos coletes amarelos, que ainda estão muito activos, os Champs Elysées estavam interditos ao trânsito e foi a primeira vez que andei pelo meio daquela estrada a pé.

Claro que ainda nos faltavam dois dos lugares mais famosos de Paris, o Arc du Triomphe e a Torre Eiffel. Por esta altura os nossos pezinhos já se estavam a desfazer e a caminhada entre o Arco e o Trocadero foi a estocada final. Aqui enfrentámos a dura realidade de ter de apanhar o metro de volta para casa. Pernas: 1; Transportes: 1

Au Revoir

Com tantas andanças, o final do dia pedia um copito de vinho numa esplanada perto da Place de la République na companhia de amigos de Erasmus e de viagem. No dia seguinte, já só nos restavam umas horas e passámo-las a vadiar por Montmartre, como é óbvio <3

Paris, até à próxima.

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As mulheres audazes de Edimburgo https://www.mudancasconstantes.com/2019/03/31/mulheres-audazes-edimburgo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mulheres-audazes-edimburgo https://www.mudancasconstantes.com/2019/03/31/mulheres-audazes-edimburgo/#respond Sun, 31 Mar 2019 08:02:25 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=5057 Para comemorar os 200 artigos do blog vou escrever um post feminista! Pronto, já fugiram todos! Não se preocupem, prometo que também tem uma parte de viagem 😉 Quando estive em Lesvos, na Grécia, conheci a Sally. Escocesa, feminista e activista a Sally organiza, anualmente, o Festival das Mulheres Audazes em Edimburgo. Rapidamente nos tornámos amigas e ficou pendente o convite para ir ao festival em Fevereiro de 2019. Como seria espectável, acabei por ir; tudo o que seja cama grátis e uma desculpa para passear é um sim! Já tinha ido a Edimburgo com os meus pais há uns anos e adorei. Acho que é daquelas cidades mesmo perfeitas para uma escapadinha de fim-de-semana. Como o festival não ia ocupar muito do meu tempo, aproveitei para rever alguns dos lugares que já conhecia e descobrir outros. Se tens Edimburgo na tua lista aqui vão algumas dicas sobre os meus cantinhos preferidos. Dean Village: uma a aldeia no meio da cidade A minha primeira manhã começou com uma longa caminhada até à Dean Village. Esta pequena zona com antigos moinhos de água, no centro de Edimburgo, é um oásis para aqueles que gostam de silêncio e natureza. Nas bermas do curso de água “Water of Leith” há parques, trilhos para caminhantes e um conjunto de casinhas que parecem saídas de um conto de fadas. Foi, sem dúvida, uma agradável surpresa e o lugar que mais gostei nesta minha segunda visita a Edimburgo. Simples, mas tão bom! As ruas e histórias de Edimburgo Depois de um lugar sossegado e recatado estava na altura de me embrulhar no meio da cidade. Começando pelos Princess Street Gardens, comecei a subir em direcção ao Castelo só para descer novamente, pela rua mais fotografada de Edimburgo, até ao Grassmarket. Edimburgo tem prédios e ruas maravilhosas por todos os lados, por isso não há nada melhor do que andar a pé às voltas pelo centro e encontrar os teus melhores recantos. Se gostas de aprender mais sobre a história tenho a minha sugestão de sempre: a Free Walking Tour. Apenas um conselho, leva roupa muito quente porque esta tour é muito mais talking do que walking e quase congelei até ao tutano. A melhor parte foi conhecer um português (claro) que também andava a viajar sozinho. Sendo Edimburgo uma cidade rica em histórias de fantasmas, criaturas mágicas, Harry Potters e afins existem imensas tours sobre os mais diversos temas, por isso se fores um/a nerd como eu é o paraíso! Lugar bom e barato para almoçar: Ting Thai Caravan e lugar perfeito para café e brownies quando o tempo está chocho: Thomas J Walls coffee. O Festival das Mulheres Audazes Por fim, a razão que me levou até Edimburgo. A palavra feminista anda pelas horas da morte. Como é que um conceito tão simples, como o da igualdade de direitos entre homens e mulheres, ficou tão distorcido nos últimos anos? E é exactamente por isso que iniciativas como estas são tão importantes nos dias de hoje. Mais do que uma luta pelos nossos direitos, o Festival das Mulheres Audazes é uma celebração de mulheres para mulheres. Um festival com um espírito de entreajuda e suporte no feminino como nunca vi. Fora das portas do festival ficam os medos, dúvidas e hesitações. Dentro ficam as mulheres audazes. Mulheres que querem aprender, ensinar e partilhar. Mulheres que se atrevem a ir mais longe e a desafiar todos os “não consegues” e “não podes” que lhes foram ditos ao longo da vida. Cantar, dançar, escrever, desenhar, porque não? Espero mesmo que este tipo de eventos continue a aparecer e que encorajem mais mulheres a sair da sua zona de conforto e a experimentar coisas que nunca tentaram antes! Uma nota sobre uma grande artista feminista Só participei em dois eventos do festival (um sobre viagens claro!) e outro que era um jantar de comemoração da obra de Judy Chicago chamada “ The Dinner Party”. Esta peça de arte feminista foi inspirada numa situação bem real e adorei saber a sua história. Citando a Wikipedia: “Chicago said she got the idea for the work while attending a real dinner party in 1974. “The men at the table were all professors,” she recalled, “and the women all had doctorates but weren’t professors. The women had all the talent, and they sat there silent while the men held forth. I started thinking that women have never had a Last Supper, but they have had dinner parties.” Nasceu então a Dinner Party, uma celebração de mulheres desde a pré-história até aos dias de hoje. “Each place setting features a table runner embroidered with the woman’s name and images or symbols relating to her accomplishments, with a napkin, utensils, a glass or goblet, and a plate. Many of the plates feature a butterfly- or flower-like sculpture as a vulva symbol. A collaborative effort of female and male artisans, The Dinner Party celebrates traditional female accomplishments such as textile arts and china painting, which have been framed as craft or domestic art, as opposed to the more culturally valued, male-dominated fine arts.”    Resumindo, é isto!

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Para comemorar os 200 artigos do blog vou escrever um post feminista!
Pronto, já fugiram todos! Não se preocupem, prometo que também tem uma parte de viagem 😉

A primavera estava instalada em Edimburgo!

Quando estive em Lesvos, na Grécia, conheci a Sally. Escocesa, feminista e activista a Sally organiza, anualmente, o Festival das Mulheres Audazes em Edimburgo. Rapidamente nos tornámos amigas e ficou pendente o convite para ir ao festival em Fevereiro de 2019. Como seria espectável, acabei por ir; tudo o que seja cama grátis e uma desculpa para passear é um sim!

Já tinha ido a Edimburgo com os meus pais há uns anos e adorei. Acho que é daquelas cidades mesmo perfeitas para uma escapadinha de fim-de-semana. Como o festival não ia ocupar muito do meu tempo, aproveitei para rever alguns dos lugares que já conhecia e descobrir outros. Se tens Edimburgo na tua lista aqui vão algumas dicas sobre os meus cantinhos preferidos.

Dean Village: uma a aldeia no meio da cidade

A minha primeira manhã começou com uma longa caminhada até à Dean Village. Esta pequena zona com antigos moinhos de água, no centro de Edimburgo, é um oásis para aqueles que gostam de silêncio e natureza. Nas bermas do curso de água “Water of Leith” há parques, trilhos para caminhantes e um conjunto de casinhas que parecem saídas de um conto de fadas.

Foi, sem dúvida, uma agradável surpresa e o lugar que mais gostei nesta minha segunda visita a Edimburgo. Simples, mas tão bom!

As ruas e histórias de Edimburgo

Depois de um lugar sossegado e recatado estava na altura de me embrulhar no meio da cidade. Começando pelos Princess Street Gardens, comecei a subir em direcção ao Castelo só para descer novamente, pela rua mais fotografada de Edimburgo, até ao Grassmarket.

Edimburgo tem prédios e ruas maravilhosas por todos os lados, por isso não há nada melhor do que andar a pé às voltas pelo centro e encontrar os teus melhores recantos.

Se gostas de aprender mais sobre a história tenho a minha sugestão de sempre: a Free Walking Tour. Apenas um conselho, leva roupa muito quente porque esta tour é muito mais talking do que walking e quase congelei até ao tutano. A melhor parte foi conhecer um português (claro) que também andava a viajar sozinho.

A estátua de David Hume sofreu durante a noite de Sábado…

Sendo Edimburgo uma cidade rica em histórias de fantasmas, criaturas mágicas, Harry Potters e afins existem imensas tours sobre os mais diversos temas, por isso se fores um/a nerd como eu é o paraíso!

Lugar bom e barato para almoçar: Ting Thai Caravan e lugar perfeito para café e brownies quando o tempo está chocho: Thomas J Walls coffee.

O Festival das Mulheres Audazes

Por fim, a razão que me levou até Edimburgo.

A palavra feminista anda pelas horas da morte. Como é que um conceito tão simples, como o da igualdade de direitos entre homens e mulheres, ficou tão distorcido nos últimos anos?

E é exactamente por isso que iniciativas como estas são tão importantes nos dias de hoje. Mais do que uma luta pelos nossos direitos, o Festival das Mulheres Audazes é uma celebração de mulheres para mulheres. Um festival com um espírito de entreajuda e suporte no feminino como nunca vi.

Fora das portas do festival ficam os medos, dúvidas e hesitações. Dentro ficam as mulheres audazes. Mulheres que querem aprender, ensinar e partilhar. Mulheres que se atrevem a ir mais longe e a desafiar todos os “não consegues” e “não podes” que lhes foram ditos ao longo da vida. Cantar, dançar, escrever, desenhar, porque não?

Espero mesmo que este tipo de eventos continue a aparecer e que encorajem mais mulheres a sair da sua zona de conforto e a experimentar coisas que nunca tentaram antes!

Uma nota sobre uma grande artista feminista

Só participei em dois eventos do festival (um sobre viagens claro!) e outro que era um jantar de comemoração da obra de Judy Chicago chamada “ The Dinner Party”. Esta peça de arte feminista foi inspirada numa situação bem real e adorei saber a sua história. Citando a Wikipedia:

“Chicago said she got the idea for the work while attending a real dinner party in 1974. “The men at the table were all professors,” she recalled, “and the women all had doctorates but weren’t professors. The women had all the talent, and they sat there silent while the men held forth. I started thinking that women have never had a Last Supper, but they have had dinner parties.”

Nasceu então a Dinner Party, uma celebração de mulheres desde a pré-história até aos dias de hoje.

Each place setting features a table runner embroidered with the woman’s name and images or symbols relating to her accomplishments, with a napkin, utensils, a glass or goblet, and a plate. Many of the plates feature a butterfly- or flower-like sculpture as a vulva symbol. A collaborative effort of female and male artisans, The Dinner Party celebrates traditional female accomplishments such as textile arts and china painting, which have been framed as craft or domestic art, as opposed to the more culturally valued, male-dominated fine arts.”   

Resumindo, é isto!

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Copenhaga: um guia para um fim-de-semana de Hygge https://www.mudancasconstantes.com/2018/11/09/copenhaga-dois-dias/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=copenhaga-dois-dias https://www.mudancasconstantes.com/2018/11/09/copenhaga-dois-dias/#respond Fri, 09 Nov 2018 23:04:17 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=4552 Os dinamarqueses são conhecidos pelo seu design, LEGO, contentores e por serem o povo mais feliz do mundo. Mas como é que um país que passa meio ano na escuridão e soterrado de neve pode ser feliz? Para eles, tudo se resume ao Hygge. Pronuncia-se Hue-Guh, e é um conceito algo abstracto e representa um momento especial ou feliz. Aconchegante, confortável e especial são as palavras-chave. Os dinamarqueses são mestres a apreciar as coisas boas da vida. Longe de se preocuparem com bens materiais, roupas da moda ou telemóveis de última geração, focam-se em ter um estilo de vida equilibrado. Durante a nossa rápida visita a Copenhaga, tentámos captar esta arte do Hygge e acho que não nos saímos muito mal. Este é o meu guia das coisas a fazer em Copenhaga para um fim-de semana muito feliz em Copenhaga, com pozinhos de Hygge. As ruas escondidas do centro histórico Se há coisas especiais neste mundo, é conseguir ir do aeroporto até ao centro da cidade em 15 minutos. E nisso nós, Lisboetas, estamos ao nível dos habitantes de Copenhaga. Aterrámos no aeroporto de capital mais calmo que já vi e em poucos minutos estávamos na Estação Central. Como ainda tínhamos umas horas de sol decidimos ir passear pelo centro histórico. A rua mais dinâmica e lotada é a Hyskenstraede, onde se encontram todas as marcas que conhecemos e claro, a famosa loja LEGO. Mas se te desviares um pouco vais encontrar as Snaregade, Magstraede e a Kompagnistraede, ruas cheias de casas coloridas, com “calçada” e um ambiente muito Hygge 😉 Os Tivoli Gardens: decorações fofinhas & adrenalina Não há guia ou post de blog sobre Copenhaga que não refira os Tivoli Gardens. E tenho que admitir, que pelas fotografias não me parecia nada de especial, mas mesmo assim decidimos experimentar. E de facto é um lugar muito feliz. Como fomos durante a altura do Halloween, todo o parque estava decorado com abóboras, espantalhos e o som “muahahahahah” ecoava pelas ruas deste enorme parque de atracções. Acabámos por não andar em nenhuma montanha russa ou outra maquineta que provoque sentimentos de agonia, pavor e ataques cardíacos, porque isso está muito MUITO longe do meu conceito de Hygge (!) para grande desgosto do Jimmy… A melhor parte do parque é ter os seus próprios monumentos: pagodas japonesas, lanternas chinesas, palácios árabes… Apesar de soar a uma grande salada russa, de alguma forma, resulta. Bares aconchegantes à luz das velas Recorrendo à minha poderosa rede de contactos desta vez tive a sorte de ser hospedada por um amigo Iraniano que vive em Copenhaga há mais de 30 anos. E no primeiro dia combinámos encontrar-nos na Dronning Louise Bro, uma ponte que aparentemente te leva até a uma das zonas mais em conta da cidade. Jantámos no Beyti (12€ por uma refeição decente) e seguimos para um pequeno pub crawl pelos bares da zona. É notável o amor dos dinamarqueses por espaços confortáveis, com pouca luz e muitas velas. Todos os bares e pubs que vimos eram estranhamente calmos para a quantidade de pessoas que bebiam lá dentro. Em Inglaterra anda sempre tudo aos gritos e à cabeçada! Três sugestões: Sorte Firkant, Amazonia (caipirinhas extremamente fortes!) e Escobar. Hygge para o estômago: pastelaria dinamarquesa Se há coisa da qual os dinamarqueses se orgulham é das suas padarias e pastelarias. E se o pão escuro deles é de facto muito bom, na pastelaria só me convencem com os Cinnamon Rolls. Muitos supermercados têm uma padaria logo à entrada onde vais poder satisfazer todos os teus desejos mais doces. Conta pagar 2.5 or 3 € por bolo. No centro recomendaram-me a Meyers Bageri Store. A brisa marítima na tour pelos canais Como tivemos uma sorte descomunal com o tempo a primeira coisa que fizemos no sábado foi dirigirmo-nos para a Canal Tours Copenhagen no Gammel Strande. O melhor desta tour foi mesmo ser levada que nem uma princesa pelos bonitos canais da cidade. Como estávamos na parte de fora do barco (erro!!) não ouvimos nada das explicações. Mesmo assim, acho que num dia bom vale certamente a pena até porque eu já não apanhava um sol daqueles há muito tempo. Uma pitada de confusão: a Pequena Sereia E numa cidade que parece uma vila, há um ponto em que reina o caos. E esse ponto é a famosa estátua da Pequena Sereia. Literalmente pequena, porque se não fosse a quantidade de turistas em cima da desgraçada a tirar selfies, uma pessoa passaria por ali quase sem olhar duas vezes. Mas como ir a Copenhaga e não ver a Pequena Sereia inspirada no conto de Hans Christian Andersen é como ir a Roma e… vocês sabem, aqui está o resultado. Nível de Hygge: -100 A quietude dos jardins da Cidadela Back on track. A Cidadela é uma fortaleza com a forma de pentágono rodeada de água e jardins. No centro, acessível através de duas pontes, está uma micro aldeia com vários edifícios que hoje pertencem aos militares, uma igreja e um moinho fofinho. O lugar perfeito para um passeio ou uma corridinha. A beleza de Nyhavn Depois da Pequena Sereia, Nyhavn é a zona mais apetecível para os turistas. Um porto rodeado de pequenos edifícios, cada um de sua cor, outrora ocupado por marinheiros, é hoje um ponto de encontro cheio de restaurantes e vida. É também o sítio mais fotogénico de Copenhaga. Encontrar a liberdade total em Christiania Christiania é provavelmente a parte mais interessante de Copenhaga, um lugar diferente de tudo o que já vi. Esta comunidade, fundada em 1971, é como um país dentro de uma cidade; um país onde reina a anarquia. Tudo começou quando os militares que habitavam a zona a deixaram ao abandono e algumas pessoas decidiram mudar-se para aquela propriedade. E desde essa altura que até hoje, com alguns percalços pelo meio, se tornou num lugar de referência para aqueles que acreditam num mundo sem leis escritas. Para além de ser um lugar muito hippie, onde cannabis e haxixe são vendidos tranquilamente em banquinhas de rua, Christiania também tem restaurantes, bares, galerias de arte e casas, cada uma com o seu estilo arquitectónico. São raros os carros que se vêem por lá e a natureza é espectacular (atravessa a ponte Dyssebroen). Regras para visitar Christiania: – Não tires fotos no Green Light District (onde se vende droga), nem tires fotos às pessoas locais sem pedir autorização; – Não corras (isto tem a ver com os raids policiais) – Não vás sozinha à noite (mulheres). O topo do Hygge E chegámos ao momento mais Hygge de toda a nossa pequena viagem. Depois de Christiania encontramo-nos com o Payam, o meu amigo e host, e começámos a nossa caminhada até casa de um amigo dele. Tínhamos sido convidados para um pequeno encontro de amigos. Caminhámos à beira rio (mar, lago, canal?!!) ao pôr do sol, eles com uma cerveja na mão, eu cheia de frio (única coisa que anula um pouco o Hygge da coisa) e eventualmente lá chegámos a um apartamento muito moderno E com o chão da casa de banho aquecido. Se isto não é felicidade não sei o que é. Claro que onde há festa há portugueses e éramos não um, não dois, não três, mas quatro tugas! Estamos em todo o lado. Mais dois dinamarqueses, um iraniano, um inglês e uma rapariga de algum lado, passámos uma noite a comer (não muito que aquilo é a Dinamarca), a beber e a conversar. Tudo com umas velas acesas, claro, e um ambiente de convívio muito acolhedor e simpático. Isto sim, é o Hygge. Dicas rápidas Transportes: Do aeroporto para o centro da cidade podes apanhar o comboio e são só três paragens. Em Copenhaga em si, se o teu alojamento for no centro, não vais precisar de transportes públicos porque a cidade é muito pequena e completamente plana. Nós optámos por comprar o passe de 48 horas, cerca de 17€ pp, que inclui todos os meios e transporte para 4 zonas, incluindo o aeroporto. Não andes sem bilhete porque a multa é pesada e vimos um pica uma vez. Alimentação: Ouch!!! Tudo é caríssimo de facto. A melhor aposta serão os supermercados, há 7-Eleven em todo o lado e têm sandes e saladas já feitas. De resto opta por cachorros quentes (o único sítio que vi que não aceitam pagamento em cartão), kebabs e pizzas. Em Nyhavn encontrámos uma pizzaria com preços muito decentes, chamada Nyhavn Pizza & Pastasalat. As saladas têm imenso molho L Água: Leva uma garrafa reutilizável e enche em casas de banho ou fontes. Uma garrafa no 7-Eleven é mais de 2€. Se tiveres tempo: Ponderámos comprar o Copenhagen City Pass que inclui todas as atracções e transportes na cidade, as como o tempo ia estar tão bom não íamos conseguir aproveitar quase nada e acabava por não valer a pena. Se tiveres tempo existem vários palácios, museus e igrejas que valem a pena. Aqui vão algumas sugestões – Castelo Rosenborg – Church of Our Saviour (subir lá acima) – Museu do Design – Palácio Christiansborg (grátis subir à torre) E tu, vais partir à descoberta do Hygge?!

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Os dinamarqueses são conhecidos pelo seu design, LEGO, contentores e por serem o povo mais feliz do mundo. Mas como é que um país que passa meio ano na escuridão e soterrado de neve pode ser feliz? Para eles, tudo se resume ao Hygge. Pronuncia-se Hue-Guh, e é um conceito algo abstracto e representa um momento especial ou feliz. Aconchegante, confortável e especial são as palavras-chave.

Os dinamarqueses são mestres a apreciar as coisas boas da vida. Longe de se preocuparem com bens materiais, roupas da moda ou telemóveis de última geração, focam-se em ter um estilo de vida equilibrado.

Durante a nossa rápida visita a Copenhaga, tentámos captar esta arte do Hygge e acho que não nos saímos muito mal. Este é o meu guia das coisas a fazer em Copenhaga para um fim-de semana muito feliz em Copenhaga, com pozinhos de Hygge.

As ruas escondidas do centro histórico

Se há coisas especiais neste mundo, é conseguir ir do aeroporto até ao centro da cidade em 15 minutos. E nisso nós, Lisboetas, estamos ao nível dos habitantes de Copenhaga. Aterrámos no aeroporto de capital mais calmo que já vi e em poucos minutos estávamos na Estação Central.

Como ainda tínhamos umas horas de sol decidimos ir passear pelo centro histórico. A rua mais dinâmica e lotada é a Hyskenstraede, onde se encontram todas as marcas que conhecemos e claro, a famosa loja LEGO. Mas se te desviares um pouco vais encontrar as Snaregade, Magstraede e a Kompagnistraede, ruas cheias de casas coloridas, com “calçada” e um ambiente muito Hygge 😉

Os Tivoli Gardens: decorações fofinhas & adrenalina

Não há guia ou post de blog sobre Copenhaga que não refira os Tivoli Gardens. E tenho que admitir, que pelas fotografias não me parecia nada de especial, mas mesmo assim decidimos experimentar. E de facto é um lugar muito feliz. Como fomos durante a altura do Halloween, todo o parque estava decorado com abóboras, espantalhos e o som “muahahahahah” ecoava pelas ruas deste enorme parque de atracções.

Acabámos por não andar em nenhuma montanha russa ou outra maquineta que provoque sentimentos de agonia, pavor e ataques cardíacos, porque isso está muito MUITO longe do meu conceito de Hygge (!) para grande desgosto do Jimmy…

A melhor parte do parque é ter os seus próprios monumentos: pagodas japonesas, lanternas chinesas, palácios árabes… Apesar de soar a uma grande salada russa, de alguma forma, resulta.

Bares aconchegantes à luz das velas

Recorrendo à minha poderosa rede de contactos desta vez tive a sorte de ser hospedada por um amigo Iraniano que vive em Copenhaga há mais de 30 anos. E no primeiro dia combinámos encontrar-nos na Dronning Louise Bro, uma ponte que aparentemente te leva até a uma das zonas mais em conta da cidade. Jantámos no Beyti (12€ por uma refeição decente) e seguimos para um pequeno pub crawl pelos bares da zona.

É notável o amor dos dinamarqueses por espaços confortáveis, com pouca luz e muitas velas. Todos os bares e pubs que vimos eram estranhamente calmos para a quantidade de pessoas que bebiam lá dentro. Em Inglaterra anda sempre tudo aos gritos e à cabeçada!

Três sugestões: Sorte Firkant, Amazonia (caipirinhas extremamente fortes!) e Escobar.

Hygge para o estômago: pastelaria dinamarquesa

Se há coisa da qual os dinamarqueses se orgulham é das suas padarias e pastelarias. E se o pão escuro deles é de facto muito bom, na pastelaria só me convencem com os Cinnamon Rolls. Muitos supermercados têm uma padaria logo à entrada onde vais poder satisfazer todos os teus desejos mais doces. Conta pagar 2.5 or 3 € por bolo. No centro recomendaram-me a Meyers Bageri Store.

A brisa marítima na tour pelos canais

Como tivemos uma sorte descomunal com o tempo a primeira coisa que fizemos no sábado foi dirigirmo-nos para a Canal Tours Copenhagen no Gammel Strande. O melhor desta tour foi mesmo ser levada que nem uma princesa pelos bonitos canais da cidade. Como estávamos na parte de fora do barco (erro!!) não ouvimos nada das explicações. Mesmo assim, acho que num dia bom vale certamente a pena até porque eu já não apanhava um sol daqueles há muito tempo.

Uma pitada de confusão: a Pequena Sereia

E numa cidade que parece uma vila, há um ponto em que reina o caos. E esse ponto é a famosa estátua da Pequena Sereia. Literalmente pequena, porque se não fosse a quantidade de turistas em cima da desgraçada a tirar selfies, uma pessoa passaria por ali quase sem olhar duas vezes. Mas como ir a Copenhaga e não ver a Pequena Sereia inspirada no conto de Hans Christian Andersen é como ir a Roma e… vocês sabem, aqui está o resultado. Nível de Hygge: -100

A quietude dos jardins da Cidadela

Back on track. A Cidadela é uma fortaleza com a forma de pentágono rodeada de água e jardins. No centro, acessível através de duas pontes, está uma micro aldeia com vários edifícios que hoje pertencem aos militares, uma igreja e um moinho fofinho. O lugar perfeito para um passeio ou uma corridinha.

A beleza de Nyhavn

Depois da Pequena Sereia, Nyhavn é a zona mais apetecível para os turistas. Um porto rodeado de pequenos edifícios, cada um de sua cor, outrora ocupado por marinheiros, é hoje um ponto de encontro cheio de restaurantes e vida. É também o sítio mais fotogénico de Copenhaga.

Encontrar a liberdade total em Christiania

Christiania é provavelmente a parte mais interessante de Copenhaga, um lugar diferente de tudo o que já vi. Esta comunidade, fundada em 1971, é como um país dentro de uma cidade; um país onde reina a anarquia. Tudo começou quando os militares que habitavam a zona a deixaram ao abandono e algumas pessoas decidiram mudar-se para aquela propriedade. E desde essa altura que até hoje, com alguns percalços pelo meio, se tornou num lugar de referência para aqueles que acreditam num mundo sem leis escritas.

Para além de ser um lugar muito hippie, onde cannabis e haxixe são vendidos tranquilamente em banquinhas de rua, Christiania também tem restaurantes, bares, galerias de arte e casas, cada uma com o seu estilo arquitectónico. São raros os carros que se vêem por lá e a natureza é espectacular (atravessa a ponte Dyssebroen).

Regras para visitar Christiania:

– Não tires fotos no Green Light District (onde se vende droga), nem tires fotos às pessoas locais sem pedir autorização;

– Não corras (isto tem a ver com os raids policiais)

– Não vás sozinha à noite (mulheres).

O topo do Hygge

E chegámos ao momento mais Hygge de toda a nossa pequena viagem. Depois de Christiania encontramo-nos com o Payam, o meu amigo e host, e começámos a nossa caminhada até casa de um amigo dele. Tínhamos sido convidados para um pequeno encontro de amigos. Caminhámos à beira rio (mar, lago, canal?!!) ao pôr do sol, eles com uma cerveja na mão, eu cheia de frio (única coisa que anula um pouco o Hygge da coisa) e eventualmente lá chegámos a um apartamento muito moderno E com o chão da casa de banho aquecido. Se isto não é felicidade não sei o que é.

Claro que onde há festa há portugueses e éramos não um, não dois, não três, mas quatro tugas! Estamos em todo o lado. Mais dois dinamarqueses, um iraniano, um inglês e uma rapariga de algum lado, passámos uma noite a comer (não muito que aquilo é a Dinamarca), a beber e a conversar. Tudo com umas velas acesas, claro, e um ambiente de convívio muito acolhedor e simpático. Isto sim, é o Hygge.

Dicas rápidas

Transportes: Do aeroporto para o centro da cidade podes apanhar o comboio e são só três paragens. Em Copenhaga em si, se o teu alojamento for no centro, não vais precisar de transportes públicos porque a cidade é muito pequena e completamente plana. Nós optámos por comprar o passe de 48 horas, cerca de 17€ pp, que inclui todos os meios e transporte para 4 zonas, incluindo o aeroporto. Não andes sem bilhete porque a multa é pesada e vimos um pica uma vez.

Alimentação: Ouch!!! Tudo é caríssimo de facto. A melhor aposta serão os supermercados, há 7-Eleven em todo o lado e têm sandes e saladas já feitas. De resto opta por cachorros quentes (o único sítio que vi que não aceitam pagamento em cartão), kebabs e pizzas. Em Nyhavn encontrámos uma pizzaria com preços muito decentes, chamada Nyhavn Pizza & Pastasalat. As saladas têm imenso molho L

Água: Leva uma garrafa reutilizável e enche em casas de banho ou fontes. Uma garrafa no 7-Eleven é mais de 2€.

Se tiveres tempo: Ponderámos comprar o Copenhagen City Pass que inclui todas as atracções e transportes na cidade, as como o tempo ia estar tão bom não íamos conseguir aproveitar quase nada e acabava por não valer a pena. Se tiveres tempo existem vários palácios, museus e igrejas que valem a pena. Aqui vão algumas sugestões

– Castelo Rosenborg
– Church of Our Saviour (subir lá acima)
– Museu do Design
– Palácio Christiansborg (grátis subir à torre)

E tu, vais partir à descoberta do Hygge?!

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Florença e a despedida de Itália https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/26/florenca-um-dia-italia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=florenca-um-dia-italia https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/26/florenca-um-dia-italia/#comments Thu, 26 Jul 2018 17:22:17 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3686 Parece que a minha despedida de Itália está iminente. Depois de um ano a percorrer o país, Florença acabou por ser o destino da minha última viagem antes do derradeiro adeus. Revisitar Florença já estava na minha lista há algum tempo e, como arranjei um host de couchsurfing lá, a viagem deu-se. Apesar de Julho estar longe de ser a altura perfeita para viajar em Itália o charme da Cidade da Arte nunca desaponta. O comboio da Italo demora menos de duas horas a lá chegar (com partida de Milão) e antes das 10 da manhã estava em Florença SMN, pronta para começar a explorar. Decidi começar pela Piazza del Duomo antes que se tornasse o pânico total. (Se decidires visitar o interior compra os bilhetes online porque a fila normalmente dá a volta ao Duomo!) Devo confessar que já não estava habituada às hordas de turistas e tentei escapar-me o mais rapidamente possível para um lugar mais calmo. E foi assim que encontrei o Museo Bargello. Não fazia parte da minha lista de prioridades, mas quando vi as esculturas através das janelas e o quão vazio estava decidi que valia a pena tentar. Fiquei encantada! Desde Michelangelo a Donatello, o Museu Bargello acolhe a maior colecção de esculturas góticas e renascentistas de Itália. Dali, é um saltinho até à Piazza della Signoria onde se encontram o Palazzo Vecchio, a réplica de David e a Fontana del Nettuno. O Palazzo tem algumas das salas mais bonitas que já vi e, para os fãs de Dan Brown, fazem uma visita guiada baseada no livro Inferno. Segui até à Ponte Santa Trinta para a melhor vista sobre a Ponte Vecchia. No outro lado do rio, em Oltrarno, os turistas são substituídos por habitantes locais e os monumentos mais famosos por ruas labirínticas vazias. Com 32º graus em cima, só queria comer um gelado e a Gelateria della Passera é uma das melhores do país. Ainda passei pelo Palazzo Pitti e Giardino di Boboli antes de voltar para o outro lado onde está a Galleria degli Uffizi. Entrar nestas galerias é quase tão complicado como ver a Última Ceia em Milão, mas vale a pena o esforço. Como entrar nas Uffizi: Primeiro, deves comprar os bilhetes no site oficial (com uma a duas semanas de antecedência). É quase obrigatório, porque tentar comprar um bilhete no dia é sinónimo de enfrentar filas de 3 a 5 horas. No dia da visita tens que te dirigir à Porta 3 com o número da reserva e levantar o bilhete. Depois vais até à Porta 1 e pões-te na fila para entrar. Pensava que não haveria filas, mas em cerca de 20 minutos estás lá dentro. É o melhor que se pode arranjar O edifício em si é lindíssimo com interiores e tectos trabalhados e delicadíssimos. Bem, e claro, algumas das obras mais importantes do mundo. Botticelli, Da Vinci, Caravaggio… são só alguns dos pequenos nomes que vais encontrar. Para acabar o dia nada melhor que outro gelado, desta vez na Gelateria La Carraia, antes de começar a subir a pique até à Piazzale Michelangelo dona do miradouro com a melhor vista sobre a cidade. E porque subir ainda mais umas escadinhas nunca matou ninguém, lá fui até à Abbazia di San Miniato al Monte que te oferece toda a paz e tranquilidade merecidas depois de um árduo dia de passeio. Entretanto estava na hora do meu comboio para Pistoia, onde morava o meu host. Comprámos uma pizza, comemos num jardim enquanto falávamos sobre tudo e mais alguma coisa e depois fomos ver o microcentro da cidade que também tem um Palio (como o de Siena, mas mais pequeno). No dia seguinte convidou-me para ir à praia com ele e os colegas de trabalho, todos engenheiros, maravilha! Felizmente o meu italiano é decente e demo-nos muito bem. Conduzimos até à Cala di Leone em Livorno uma bela praia rodeada de natureza. Mas claro, como todas as praias italianas era minúscula com vizinhos a 20 cm de distância e cigarros, erva e música a toda a nossa volta. Valha-nos a água morna!! Tirando isso, foi um dia muito bem passado 😉 E com esta viagem me despeço de Itália, fica uma vontade muito grande de voltar para descobrir as ilhas!

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Parece que a minha despedida de Itália está iminente. Depois de um ano a percorrer o país, Florença acabou por ser o destino da minha última viagem antes do derradeiro adeus.

Revisitar Florença já estava na minha lista há algum tempo e, como arranjei um host de couchsurfing lá, a viagem deu-se. Apesar de Julho estar longe de ser a altura perfeita para viajar em Itália o charme da Cidade da Arte nunca desaponta.

O comboio da Italo demora menos de duas horas a lá chegar (com partida de Milão) e antes das 10 da manhã estava em Florença SMN, pronta para começar a explorar.

Decidi começar pela Piazza del Duomo antes que se tornasse o pânico total. (Se decidires visitar o interior compra os bilhetes online porque a fila normalmente dá a volta ao Duomo!) Devo confessar que já não estava habituada às hordas de turistas e tentei escapar-me o mais rapidamente possível para um lugar mais calmo.

E foi assim que encontrei o Museo Bargello. Não fazia parte da minha lista de prioridades, mas quando vi as esculturas através das janelas e o quão vazio estava decidi que valia a pena tentar. Fiquei encantada! Desde Michelangelo a Donatello, o Museu Bargello acolhe a maior colecção de esculturas góticas e renascentistas de Itália.

Dali, é um saltinho até à Piazza della Signoria onde se encontram o Palazzo Vecchio, a réplica de David e a Fontana del Nettuno. O Palazzo tem algumas das salas mais bonitas que já vi e, para os fãs de Dan Brown, fazem uma visita guiada baseada no livro Inferno.

Segui até à Ponte Santa Trinta para a melhor vista sobre a Ponte Vecchia. No outro lado do rio, em Oltrarno, os turistas são substituídos por habitantes locais e os monumentos mais famosos por ruas labirínticas vazias. Com 32º graus em cima, só queria comer um gelado e a Gelateria della Passera é uma das melhores do país.


Ainda passei pelo Palazzo Pitti e Giardino di Boboli antes de voltar para o outro lado onde está a Galleria degli Uffizi. Entrar nestas galerias é quase tão complicado como ver a Última Ceia em Milão, mas vale a pena o esforço.

Como entrar nas Uffizi:

Primeiro, deves comprar os bilhetes no site oficial (com uma a duas semanas de antecedência). É quase obrigatório, porque tentar comprar um bilhete no dia é sinónimo de enfrentar filas de 3 a 5 horas.

No dia da visita tens que te dirigir à Porta 3 com o número da reserva e levantar o bilhete. Depois vais até à Porta 1 e pões-te na fila para entrar. Pensava que não haveria filas, mas em cerca de 20 minutos estás lá dentro. É o melhor que se pode arranjar

O edifício em si é lindíssimo com interiores e tectos trabalhados e delicadíssimos. Bem, e claro, algumas das obras mais importantes do mundo. Botticelli, Da Vinci, Caravaggio… são só alguns dos pequenos nomes que vais encontrar.

Para acabar o dia nada melhor que outro gelado, desta vez na Gelateria La Carraia, antes de começar a subir a pique até à Piazzale Michelangelo dona do miradouro com a melhor vista sobre a cidade. E porque subir ainda mais umas escadinhas nunca matou ninguém, lá fui até à Abbazia di San Miniato al Monte que te oferece toda a paz e tranquilidade merecidas depois de um árduo dia de passeio.

Entretanto estava na hora do meu comboio para Pistoia, onde morava o meu host. Comprámos uma pizza, comemos num jardim enquanto falávamos sobre tudo e mais alguma coisa e depois fomos ver o microcentro da cidade que também tem um Palio (como o de Siena, mas mais pequeno).

No dia seguinte convidou-me para ir à praia com ele e os colegas de trabalho, todos engenheiros, maravilha! Felizmente o meu italiano é decente e demo-nos muito bem. Conduzimos até à Cala di Leone em Livorno uma bela praia rodeada de natureza. Mas claro, como todas as praias italianas era minúscula com vizinhos a 20 cm de distância e cigarros, erva e música a toda a nossa volta. Valha-nos a água morna!! Tirando isso, foi um dia muito bem passado 😉

E com esta viagem me despeço de Itália, fica uma vontade muito grande de voltar para descobrir as ilhas!

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5 lugares que te farão esquecer o calor de Sevilha https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/14/5-lugares-para-visitar-em-sevilha/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=5-lugares-para-visitar-em-sevilha https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/14/5-lugares-para-visitar-em-sevilha/#comments Sat, 14 Jul 2018 11:49:47 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3632 Nunca ter visitado Sevilha era uma das minhas grandes falhas como viajante dedicada – até porque é mesmo já ali ao lado – contudo a oportunidade nunca tinha surgido. Mas como a forma mais barata de chegar do Algarve a Milão era por Sevilha, estava criada a oportunidade perfeita. Excepto que era em Julho! Por isso, foi com algum entusiasmo e medo que nos fizemos à estrada com esperança que os encantos de Sevilha nos fizessem esquecer os prometidos 38º graus. E foi assim que aconteceu: Praça de Espanha Construída para uma “expo” Ibero-Americana em 1929 (porque é que já ninguém constrói coisas destas para exposições?!), a Praça de Espanha de Sevilha é um marco obrigatório com uma arquitectura e detalhes absolutamente fantásticos. É aquele lugar perfeito para uma passegiata – adoro esta palavra italiana – e também já foi o palco de cenas do Star Wars e Lawrence of Arabia. Real Alcázar de Sevilla Confesso que sendo uma fã de Game of Thrones, e sabendo que havia cenas que foram filmadas em Sevilha, fui logo procurar como é que as podia visitar. E descobri que o Real Alcázar de Sevilha foi convertido em Dorne para a série. Mas este palácio é muito mais do que um cenário fictício. Os seus complexos mais antigos remontam ao século XI e a influência árabe e islâmica é inegável. A geometria, os azulejos, os tectos detalhados e os jardins com inúmeras fontes onde a água é o elemento principal, tornam este palácio no lugar mais apetecível de Sevilha. É essencial comprar os bilhetes online, porque as filas são gigantes e lentas. O site é este. Plaza de Toros de la Maestranza É inegável que as touradas são um elemento fulcral da cultura Andaluza. Apensar de não ter tido tempo para visitar o interior da Praça de Touros, dar a voltar a este edifício foi uma das minhas partes preferidas deste dia. Os bairros antigos Perto da bela Catedral de Sevilha está o famoso bairro de Santa Cruz que não perdeu o seu charme mesmo com a massificação do turismo. Desliga o Google Maps e deixa-te levar pelas suas ruas labirínticas, casas coloridas e restaurantes de tapas. Triana, do outro lado do rio, era um bairro cigano e das suas ruas saíram alguns dos mais relevantes artistas de flamenco e toureiros espanhóis.  O mercado de Triana também está cheio de coisas boas. Metropol Parasol Numa cidade onde tudo cheira a antigo e tradicional, este miradouro com uma arquitectura futurista parece completamente deslocado de tudo. Pelo preço (3€) acho que vale a pena visitar até porque é muito mais giro do topo, tanto a estrutura como a vista. Lá perto há uma gelataria chamada “Bolas” (aplauso para o nome) com gelados artesanais E ar condicionado. Sevilha é certamente uma cidade que vale a pena nem que seja apenas só por umas horas bem preenchidas!

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Nunca ter visitado Sevilha era uma das minhas grandes falhas como viajante dedicada – até porque é mesmo já ali ao lado – contudo a oportunidade nunca tinha surgido. Mas como a forma mais barata de chegar do Algarve a Milão era por Sevilha, estava criada a oportunidade perfeita. Excepto que era em Julho!

Por isso, foi com algum entusiasmo e medo que nos fizemos à estrada com esperança que os encantos de Sevilha nos fizessem esquecer os prometidos 38º graus. E foi assim que aconteceu:

Praça de Espanha

Construída para uma “expo” Ibero-Americana em 1929 (porque é que já ninguém constrói coisas destas para exposições?!), a Praça de Espanha de Sevilha é um marco obrigatório com uma arquitectura e detalhes absolutamente fantásticos. É aquele lugar perfeito para uma passegiata – adoro esta palavra italiana – e também já foi o palco de cenas do Star Wars e Lawrence of Arabia.

Real Alcázar de Sevilla

Confesso que sendo uma fã de Game of Thrones, e sabendo que havia cenas que foram filmadas em Sevilha, fui logo procurar como é que as podia visitar. E descobri que o Real Alcázar de Sevilha foi convertido em Dorne para a série. Mas este palácio é muito mais do que um cenário fictício.

Os seus complexos mais antigos remontam ao século XI e a influência árabe e islâmica é inegável. A geometria, os azulejos, os tectos detalhados e os jardins com inúmeras fontes onde a água é o elemento principal, tornam este palácio no lugar mais apetecível de Sevilha.

É essencial comprar os bilhetes online, porque as filas são gigantes e lentas. O site é este.

Plaza de Toros de la Maestranza

É inegável que as touradas são um elemento fulcral da cultura Andaluza. Apensar de não ter tido tempo para visitar o interior da Praça de Touros, dar a voltar a este edifício foi uma das minhas partes preferidas deste dia.

Os bairros antigos

Perto da bela Catedral de Sevilha está o famoso bairro de Santa Cruz que não perdeu o seu charme mesmo com a massificação do turismo. Desliga o Google Maps e deixa-te levar pelas suas ruas labirínticas, casas coloridas e restaurantes de tapas.

Triana, do outro lado do rio, era um bairro cigano e das suas ruas saíram alguns dos mais relevantes artistas de flamenco e toureiros espanhóis.  O mercado de Triana também está cheio de coisas boas.

Metropol Parasol

Numa cidade onde tudo cheira a antigo e tradicional, este miradouro com uma arquitectura futurista parece completamente deslocado de tudo. Pelo preço (3€) acho que vale a pena visitar até porque é muito mais giro do topo, tanto a estrutura como a vista.

Lá perto há uma gelataria chamada “Bolas” (aplauso para o nome) com gelados artesanais E ar condicionado.

Sevilha é certamente uma cidade que vale a pena nem que seja apenas só por umas horas bem preenchidas!

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Lucerne: edição de Verão e uma despedida https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/16/lucerne-verao-cape-2-cape/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=lucerne-verao-cape-2-cape https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/16/lucerne-verao-cape-2-cape/#respond Wed, 16 May 2018 20:10:31 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3408 Não foi assim há tanto tempo que estive em Lucerne, mas vi-me “obrigada” a lá voltar para uma festa de despedida de um Suíço. Afinal, ele vai começar uma viagem de dois anos de bicicleta de Cabo a Cabo (Nordkapp a Capetown) e se há acontecimento que merece uma mega festa – e a minha presença, está claro – é este! Desta vez tive a sorte de ver a cidade com uma outra luz. Apanhei um dia limpo, cheio de sol e as cores da cidade estavam magníficas. Parecia um lugar diferente. E no Verão, o melhor miradouro sobre a cidade, as Nine Towers, está aberto e é de entrada gratuita. Só podes subir a quatro das nove torres e a que tem a melhor vista é a última. É um passeio a não perder e um sítio óptimo para fugir às hordas de chineses invadem o centro histórico da cidade. Como é linda a Primavera! Já no sábado a festa foi de arromba. Das 3 da tarde até às 5 da manhã, com cerca de 100 pessoas e centenas de litros de cerveja e salsichas patrocinados! Espero que tenham a viagem das vidas deles. Dicas rápidas Wifi grátis: A estação de comboios tem uma H&M e um Coop. Ambos com internet a funcionar perfeitamente. O Coop também é uma óptima opção para refeições rápidas e baratas. Casas de banho: As casas de banho da estação central são pagas, mas as do terminal de autocarros são gratuitas e são mesmo lá ao lado.

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Não foi assim há tanto tempo que estive em Lucerne, mas vi-me “obrigada” a lá voltar para uma festa de despedida de um Suíço. Afinal, ele vai começar uma viagem de dois anos de bicicleta de Cabo a Cabo (Nordkapp a Capetown) e se há acontecimento que merece uma mega festa – e a minha presença, está claro – é este!

Desta vez tive a sorte de ver a cidade com uma outra luz. Apanhei um dia limpo, cheio de sol e as cores da cidade estavam magníficas. Parecia um lugar diferente.

E no Verão, o melhor miradouro sobre a cidade, as Nine Towers, está aberto e é de entrada gratuita. Só podes subir a quatro das nove torres e a que tem a melhor vista é a última. É um passeio a não perder e um sítio óptimo para fugir às hordas de chineses invadem o centro histórico da cidade.

Como é linda a Primavera!

Um dos malucos que se vai fazer à estrada!

Já no sábado a festa foi de arromba. Das 3 da tarde até às 5 da manhã, com cerca de 100 pessoas e centenas de litros de cerveja e salsichas patrocinados! Espero que tenham a viagem das vidas deles.

A festa foi num casarão mesmo no centro de Lucerne com um jardim gigante! Fiquei apaixonada por esta varanda.

Dicas rápidas

Wifi grátis: A estação de comboios tem uma H&M e um Coop. Ambos com internet a funcionar perfeitamente. O Coop também é uma óptima opção para refeições rápidas e baratas.

Casas de banho: As casas de banho da estação central são pagas, mas as do terminal de autocarros são gratuitas e são mesmo lá ao lado.

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“Nápoles não é uma cidade, é um mundo” https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/05/o-que-fazer-napoles/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-que-fazer-napoles https://www.mudancasconstantes.com/2018/05/05/o-que-fazer-napoles/#comments Sat, 05 May 2018 12:43:02 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3384 Esta frase, a do título, estava no letreiro de um restaurante em Nápoles e acho que não há melhor descrição possível. Ao sair da estação de estação de comboios percebe-se logo porquê. Aquelas ruas são um caos: os condutores regem-se por regras que nunca apareceram em nenhum código da estrada, as ruas estão sujas, as pessoas vêm dos quatro cantos do mundo e muitas das casas precisam de um “querido mudei a casa, versão extrema”. E mesmo assim Nápoles tem uma personalidade única à qual é impossível ficar indiferente. Para mim, o melhor de Nápoles é andar por aquele labirinto de ruas coloridas, a desviar-me constantemente de vespas (muitas vezes conduzidas por crianças!) e fotografar os estendais cheios de lençóis brancos. Mas claro que Nápoles é muito mais do que isso. Como todas as cidades italianas tem igrejas a dar com um pau, praças, palácios, castelos e até algumas das estações de metro mais bonitas do mundo. Aqui vão algumas sugestões do melhor que há para fazer em Nápoles com uma pequena nota de que há muito mais para descobrir se o tempo o permitir.  As igrejas: Duomo di Napoli e Cappella Sansevero O duomo de nápoles também parece reger-se pelos seus pelos seus próprios horários. Esperámos até às 4 e tal que abrisse, mas valeu a pena. A gigante catedral está luxuriosamente decorada em todos os cantos e no tecto (adoro tectos!) podem ver-se pinturas e muito ouro. Mas é a Cappella Sansevero que ganha a medalha de igreja mais impressionante em Nápoles. Famosa pela escultura do Cristo Velato – onde o mármore parece tecido – esta capela é toda ela uma obra de arte. Monumentos Já na baixa da cidade existe uma data de monumentos que merecem ser vistos. As Gallerias Umberto I, à semelhança das Vittorio Emanuele II, estão a ser recuperadas e parecem ir ficar tão bonitas como as de Milão. Mesmo ao lado estão a Piazza del Plebiscito e o Palácio Real. A caminho da piazza encontrámos uma óptima loja de gelados e a “Antica Pizza Fritta da Zia Esterina Sorbillo”, umas da pizzas fritas mais famosas de Nápoles! É uma zona perigosa para o colesterol, mas sabe tão bem! Por fim, está na altura de aproveitar a vista incrível que Nápoles tem sobre o Vesúvio. Passear à beira mar é uma das actividades mais prazerosas que podes ter nesta cidade. E situado numa península está o Castello dell’Ovo, a fortificação mais antiga de Nápoles. Estações de Metro Não estando satisfeitos com as maravilhas da superfície, Nápoles ainda conta com uma magnífica colecção de estações de metro, chamadas “Art Stations”. Para as explorares como deve ser tens mesmo que comprar um bilhete de metro e entrar e sair em cada uma, mas o esforço compensa! As melhores são: Toledo, Università e Garibaldi.   Napoli Soterranea Pela bicha que se formou à porta deste sítio suponho que seja muito giro! Uma incursão ao passado da cidade com cisternas, túneis e muita história. Só é possível de visitar com visita guiada. Source: ddlstudio Onde comer Ora, um amigo meu napolitano deu-me esta lista enorme de restaurantes em Nápoles. Não fui a nenhum (desculpa, Cristiano), mas não tivemos tempo ou fome para tal. Sei que as pizzas do Sorbillo são muito famosas (não só as fritas, eles também têm normais) e que será um bom lugar para experimentar “la vera pizza napoletana”.  – Nennella – San pietro – Michele – Sorbillo – La masardona – 50 kalo – Nennella – Nannì – Zio jack – El poble – Crudorè – Punto Nave – A cantinella E por fim, Nápoles é uma cidade que merece mais do que um dia de visita. Tem uma cultura, pessoas e até língua muito próprias, diferentes do resto de Itália. E é por isso que é um pouco o seu próprio mundo. Boas mudanças!!

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Esta frase, a do título, estava no letreiro de um restaurante em Nápoles e acho que não há melhor descrição possível. Ao sair da estação de estação de comboios percebe-se logo porquê. Aquelas ruas são um caos: os condutores regem-se por regras que nunca apareceram em nenhum código da estrada, as ruas estão sujas, as pessoas vêm dos quatro cantos do mundo e muitas das casas precisam de um “querido mudei a casa, versão extrema”. E mesmo assim Nápoles tem uma personalidade única à qual é impossível ficar indiferente.

Para mim, o melhor de Nápoles é andar por aquele labirinto de ruas coloridas, a desviar-me constantemente de vespas (muitas vezes conduzidas por crianças!) e fotografar os estendais cheios de lençóis brancos.


Mas claro que Nápoles é muito mais do que isso. Como todas as cidades italianas tem igrejas a dar com um pau, praças, palácios, castelos e até algumas das estações de metro mais bonitas do mundo.

Aqui vão algumas sugestões do melhor que há para fazer em Nápoles com uma pequena nota de que há muito mais para descobrir se o tempo o permitir. 

As igrejas: Duomo di Napoli e Cappella Sansevero

O duomo de nápoles também parece reger-se pelos seus pelos seus próprios horários. Esperámos até às 4 e tal que abrisse, mas valeu a pena. A gigante catedral está luxuriosamente decorada em todos os cantos e no tecto (adoro tectos!) podem ver-se pinturas e muito ouro.

Mas é a Cappella Sansevero que ganha a medalha de igreja mais impressionante em Nápoles. Famosa pela escultura do Cristo Velato – onde o mármore parece tecido – esta capela é toda ela uma obra de arte.

Source: Grande Napoli

Monumentos

Já na baixa da cidade existe uma data de monumentos que merecem ser vistos. As Gallerias Umberto I, à semelhança das Vittorio Emanuele II, estão a ser recuperadas e parecem ir ficar tão bonitas como as de Milão. Mesmo ao lado estão a Piazza del Plebiscito e o Palácio Real. A caminho da piazza encontrámos uma óptima loja de gelados e a “Antica Pizza Fritta da Zia Esterina Sorbillo”, umas da pizzas fritas mais famosas de Nápoles! É uma zona perigosa para o colesterol, mas sabe tão bem!

Por fim, está na altura de aproveitar a vista incrível que Nápoles tem sobre o Vesúvio. Passear à beira mar é uma das actividades mais prazerosas que podes ter nesta cidade. E situado numa península está o Castello dell’Ovo, a fortificação mais antiga de Nápoles.

Estações de Metro

Não estando satisfeitos com as maravilhas da superfície, Nápoles ainda conta com uma magnífica colecção de estações de metro, chamadas “Art Stations”. Para as explorares como deve ser tens mesmo que comprar um bilhete de metro e entrar e sair em cada uma, mas o esforço compensa! As melhores são: Toledo, Università e Garibaldi.

 

Estação e Toledo. Source: ddlstudio

Napoli Soterranea

Pela bicha que se formou à porta deste sítio suponho que seja muito giro! Uma incursão ao passado da cidade com cisternas, túneis e muita história. Só é possível de visitar com visita guiada.

Source: ddlstudio

Onde comer

Ora, um amigo meu napolitano deu-me esta lista enorme de restaurantes em Nápoles. Não fui a nenhum (desculpa, Cristiano), mas não tivemos tempo ou fome para tal. Sei que as pizzas do Sorbillo são muito famosas (não só as fritas, eles também têm normais) e que será um bom lugar para experimentar “la vera pizza napoletana”. 

– Nennella
– San pietro
– Michele
Sorbillo
– La masardona
– 50 kalo
– Nennella
– Nannì
– Zio jack
– El poble
– Crudorè
– Punto Nave
– A cantinella

E por fim, Nápoles é uma cidade que merece mais do que um dia de visita. Tem uma cultura, pessoas e até língua muito próprias, diferentes do resto de Itália. E é por isso que é um pouco o seu próprio mundo.

Boas mudanças!!

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Uma voltinha no Porto num mês de viagens inesperadas https://www.mudancasconstantes.com/2018/03/22/um-dia-no-porto/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-no-porto https://www.mudancasconstantes.com/2018/03/22/um-dia-no-porto/#respond Thu, 22 Mar 2018 17:42:28 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3087 Março tem sido um mês caótico no que toca a viagens. Cada fim-de-semana é passado num país diferente. Começou com uns dias na Alemanha, depois uma visita flash a Portugal e agora estou num comboio onde me dirijo a alta velocidade para o sul de Itália. Todas estas viagens foram marcadas um pouco à pressa, sem grandes planos, e o mesmo aconteceu com a minha visita ao Porto. Tudo se deu porque um dos membros de um dos meus grupos de amigos arranjou uma namorada na terra mais longe possível, tipo Valença, e nós para a irmos conhecer tivemos que ir ao Porto! Não que este “tivemos” seja algo muito chato, estou sempre pronta para mais uma voltinha. E lá partimos numa sexta-feira assombrada pela tempestade Giselle. Depois de três horas de músicas manhosas no carro chegámos a um Porto bem molhadinho. Decidimos começar por afogar o frio que sentíamos no molho de Francesinha do Conga, restaurante famoso pelas suas bifanas. E foram lá comer Francesinha?!!!! Ora, combina-se os dois e dá Francesinha de Bifana, o melhor tipo de Francesinha que alguma vez provei. Peço muita desculpa aos puritanos deste prato que devem achar isto uma heresia, mas é verdade! O dia seguinte foi dia de explorar. A Giselle lá nos deixou em paz e juntámo-nos aos milhares de turistas que invadem, hoje em dia, o Porto. Passámos pelos Aliados, subimos até à Estação de São Bento, Sé e Claustros – que são pagos, mas têm uns azulejos magníficos – Ponte D. Luís I (por baixo) e Gaia. Sabíamos que queríamos visitar umas caves de vinho do Porto, mas achámos por bem fazê-lo só depois do almoço. Entre tantos restaurantes caríssimos a preços mais de Lisboa do que do Porto, lá descobrimos, num cantinho, um tasco chamado “Tá-se Bem” com sopa e prato – uma travessa, vá – por 6.5€. Era isto mesmo! Depois de uma barrigada de comida pensámos que já estaríamos aptos para emborcar dois copos de vinho do Porto. Estávamos quase certos. Escolhemos as caves um pouco ao acaso, acabámos por ir à Taylor’s que é a mais no topo, mas também a que tem uma vista melhor. A visita e degustação custam 12€. Incluído está um áudio-guia extremamente completo (às vezes até de mais) e um copinho de Vinho do Porto branco e um tinto. Mal entrámos na cave o cheiro transportou-me imediatamente para a altura das vindimas no Minho onde ia todos os anos com os meus avós. E fiquei com imensa vontade de visitar as quintas do Douro. E para acabar em grande decidimos ir trabalhar os glúteos subindo até ao Mosteiro da Serra do Pilar que tem, para mim, a melhor vista sobre o Porto. Esta noite foi a minha oportunidade de brilhar com uma bela Pasta al Forno (afinal uma pessoa não vive em Itália sem aprender umas coisas) e depois de muitas rodadas de Picolo fomos sair para o Plano B, uma das melhores discotecas a que fui nos últimos tempos até ficar tão cheia que já não dava mais para uma pessoa da minha idade :p No Domingo já só deu mesmo para irmos curar a ressaca com outra Francesinha no Conga e arrochar no carro duas horas seguidas sem dar pelas fotos incríveis que os meus amigos iam tirando comigo a dormir. Mas para ser justa, quem é que mete uma TEDTalk para ouvirmos no carro?? E Joana, a tal namorada, bem-vinda à nossa disfuncional família!

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Março tem sido um mês caótico no que toca a viagens. Cada fim-de-semana é passado num país diferente. Começou com uns dias na Alemanha, depois uma visita flash a Portugal e agora estou num comboio onde me dirijo a alta velocidade para o sul de Itália.

Todas estas viagens foram marcadas um pouco à pressa, sem grandes planos, e o mesmo aconteceu com a minha visita ao Porto. Tudo se deu porque um dos membros de um dos meus grupos de amigos arranjou uma namorada na terra mais longe possível, tipo Valença, e nós para a irmos conhecer tivemos que ir ao Porto! Não que este “tivemos” seja algo muito chato, estou sempre pronta para mais uma voltinha.

E lá partimos numa sexta-feira assombrada pela tempestade Giselle. Depois de três horas de músicas manhosas no carro chegámos a um Porto bem molhadinho. Decidimos começar por afogar o frio que sentíamos no molho de Francesinha do Conga, restaurante famoso pelas suas bifanas. E foram lá comer Francesinha?!!!! Ora, combina-se os dois e dá Francesinha de Bifana, o melhor tipo de Francesinha que alguma vez provei. Peço muita desculpa aos puritanos deste prato que devem achar isto uma heresia, mas é verdade!

O dia seguinte foi dia de explorar. A Giselle lá nos deixou em paz e juntámo-nos aos milhares de turistas que invadem, hoje em dia, o Porto. Passámos pelos Aliados, subimos até à Estação de São Bento, e Claustros – que são pagos, mas têm uns azulejos magníficos – Ponte D. Luís I (por baixo) e Gaia.

Sabíamos que queríamos visitar umas caves de vinho do Porto, mas achámos por bem fazê-lo só depois do almoço. Entre tantos restaurantes caríssimos a preços mais de Lisboa do que do Porto, lá descobrimos, num cantinho, um tasco chamado “Tá-se Bem” com sopa e prato – uma travessa, vá – por 6.5€. Era isto mesmo!

Depois de uma barrigada de comida pensámos que já estaríamos aptos para emborcar dois copos de vinho do Porto. Estávamos quase certos. Escolhemos as caves um pouco ao acaso, acabámos por ir à Taylor’s que é a mais no topo, mas também a que tem uma vista melhor.

A visita e degustação custam 12€. Incluído está um áudio-guia extremamente completo (às vezes até de mais) e um copinho de Vinho do Porto branco e um tinto. Mal entrámos na cave o cheiro transportou-me imediatamente para a altura das vindimas no Minho onde ia todos os anos com os meus avós. E fiquei com imensa vontade de visitar as quintas do Douro.

E para acabar em grande decidimos ir trabalhar os glúteos subindo até ao Mosteiro da Serra do Pilar que tem, para mim, a melhor vista sobre o Porto.

Esta noite foi a minha oportunidade de brilhar com uma bela Pasta al Forno (afinal uma pessoa não vive em Itália sem aprender umas coisas) e depois de muitas rodadas de Picolo fomos sair para o Plano B, uma das melhores discotecas a que fui nos últimos tempos até ficar tão cheia que já não dava mais para uma pessoa da minha idade :p

No Domingo já só deu mesmo para irmos curar a ressaca com outra Francesinha no Conga e arrochar no carro duas horas seguidas sem dar pelas fotos incríveis que os meus amigos iam tirando comigo a dormir. Mas para ser justa, quem é que mete uma TEDTalk para ouvirmos no carro??

E Joana, a tal namorada, bem-vinda à nossa disfuncional família!

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