Alemanha Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/alemanha/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:56:07 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Alemanha Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/alemanha/ 32 32 Munique & Oktoberfest: Litro a Litro https://www.mudancasconstantes.com/2018/10/02/oktoberfest-munique-dicas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=oktoberfest-munique-dicas https://www.mudancasconstantes.com/2018/10/02/oktoberfest-munique-dicas/#comments Tue, 02 Oct 2018 21:53:51 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3910 O meu Instagram está cheio de pessoas a beberem quantidades monstruosas de cerveja no Oktoberfest em Munique e isso trouxe-me uma certa nostalgia, relativamente à minha ida ao maior festival de cerveja do mundo, no ano passado. E como tal, decidi voltar a escrever sobre o assunto (já o tinha feito neste blog) e dar-vos uma perspectiva mais alcoólica sobre este evento! 6:00 AM = 0 litros Peço desculpa se desapontei alguém, mas às 6 da manhã ainda não tinha bebido nada. Chegada de Milão, depois de uma viagem de 8 horas de autocarro, tinha que ir fazer tempo até ir para casa do meu amigo Miguel que mora em Munique, já que ele não queria acordar cedinho… Vá-se lá perceber esta gente! Enfim, Munique estava linda. A luz rosada do nascer do sol e a tranquilidade que horas pornográficas conferem às cidades, produzem momentos muito especiais. Começando pela Karlsplatz fui andando até à grandiosa Marienplatz e à pitoresca praça onde se encontra a Hofbräuhaus. Já com o meu cartão de memória satisfeito e a horas mais decentes para acordar alguém, meti-me no comboio e fui até casa do Miguel onde o meu dirndl me esperava. 12:00 PM = 0.5 litros Não existem muitas regras no Oktoberfest, mas se há coisa que tens que fazer é arranjar um fato tradicional da Baviera – dirndl para as mullheres e lederhosen para os homens – para usar no festival. Quase toda a gente tem um (na verdade os alemães têm um armário cheio deles) e vais destoar se não apareceres com calças de ganga e t-shirt. Eu comprei o meu no Lidl online alemão, que é onde se encontram os fatos mais baratos (50€) e até com uma qualidade decente. Depois de uns 5 minutos a contorcer-me toda para caber naquele espartilho estava pronta! Mas antes de sairmos ainda tínhamos mais uma tarefa tradicionalmente alemã a completar: comer salsichas, salada de batata e uns molhos esquisitos, tudo acompanhado pela primeira cerveja do dia, claro. 2 PM = 1 litro Durante as três semanas que dura o festival, Munique transforma-se numa aldeola gigante onde todos os seus habitantes parecem camponeses. Nos supermercados, metro e ruas todos os homens andam de suspensórios, calções e meias até ao joelho e as mulheres de vestido e avental. É algo entre o fascinante e o ridículo. Já antecipando os preços das cervejas no Oktoberfest toda a gente leva as suas próprias bebidas até à entrada, onde fomos revistados. Nem malas de senhora podem entrar (só aquelas micro, micro). O Miguel, veterano do festival, sabia a que horas deviamos estar prontos para entrar na tenda  da Hacker Pschorr, e em pouco tempo (e com alguma lata) lá nos conseguimos sentar na mesa de uns neo-zelandeses já muito bêbados. Estava na hora da primeira caneca. 5 PM = 2 litros Ora, para beber um litro de cerveja demoro mais ou menos duas horas. Os gajos fazem-no num quarto do tempo. Mas isso pouco interessa. Para mim o Oktoberfest é muito mais sobre a festa do que sobre a cerveja. Pessoas do mundo inteiro reúnem-se em tendas coloridas, sobem para cima de bancos e cantam em plenos pulmões enquanto brindam ao som de cânticos alemães. Quando as músicas são em alemão cantamos à mesma, mas naquele jeito que fazíamos quando éramos crianças e não sabíamos as letras em inglês. A única canção que aprendi mais ou menos é que precede todos os brindes. E acredita, são mais que muitos. E é isto: Ein Prosit, ein Prosit Der Gemütlichkeit Ein Prosit, ein Prosit Der Gemütlichkeit. OANS! ZWOA! DREI! G’SUFFA! Claro que me fiquei só pelo Ein Prosit, mas o que conta é a intenção. Maior perigo do Oktoberfest? Perderes-te no caminho de volta da casa de banho. Que foi o que me aconteceu porque não levei o telemóvel comigo nem decorei a fila onde todos os meus amigos estavam. Por isso andei para trás e para a frente durante meia hora até os voltar a encontrar. E nem estava bêbada! 9 PM = 3 litros A esta hora, quase com o Oktoberfest já a fechar, a festa está no seu expoente máximo. Já estavamos a tirar selfies com desconhecidos, a dançar o Despacito em cima das mesas e a cantar o We Are the Champions como se tivéssemos ganho o mundial de futebol. É um ambiente indescritível que fez com que as 8 horas em que estivemos naquela tenda parecessem duas. É daquelas experiências que valem a pena pelo menos uma vez na vida porque não há nada como isto! Todas as dicas mais “construtivas” podem ser encontradas neste post.

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O meu Instagram está cheio de pessoas a beberem quantidades monstruosas de cerveja no Oktoberfest em Munique e isso trouxe-me uma certa nostalgia, relativamente à minha ida ao maior festival de cerveja do mundo, no ano passado. E como tal, decidi voltar a escrever sobre o assunto (já o tinha feito neste blog) e dar-vos uma perspectiva mais alcoólica sobre este evento!

6:00 AM = 0 litros

Peço desculpa se desapontei alguém, mas às 6 da manhã ainda não tinha bebido nada. Chegada de Milão, depois de uma viagem de 8 horas de autocarro, tinha que ir fazer tempo até ir para casa do meu amigo Miguel que mora em Munique, já que ele não queria acordar cedinho… Vá-se lá perceber esta gente!

Enfim, Munique estava linda. A luz rosada do nascer do sol e a tranquilidade que horas pornográficas conferem às cidades, produzem momentos muito especiais.

Amanhecer sobre a estação de comboios

Começando pela Karlsplatz fui andando até à grandiosa Marienplatz e à pitoresca praça onde se encontra a Hofbräuhaus. Já com o meu cartão de memória satisfeito e a horas mais decentes para acordar alguém, meti-me no comboio e fui até casa do Miguel onde o meu dirndl me esperava.

12:00 PM = 0.5 litros

Não existem muitas regras no Oktoberfest, mas se há coisa que tens que fazer é arranjar um fato tradicional da Baviera – dirndl para as mullheres e lederhosen para os homens – para usar no festival. Quase toda a gente tem um (na verdade os alemães têm um armário cheio deles) e vais destoar se não apareceres com calças de ganga e t-shirt.

Eu comprei o meu no Lidl online alemão, que é onde se encontram os fatos mais baratos (50€) e até com uma qualidade decente. Depois de uns 5 minutos a contorcer-me toda para caber naquele espartilho estava pronta!

Selfie pré Oktoberfest a conter a respiração

Mas antes de sairmos ainda tínhamos mais uma tarefa tradicionalmente alemã a completar: comer salsichas, salada de batata e uns molhos esquisitos, tudo acompanhado pela primeira cerveja do dia, claro.

2 PM = 1 litro

Durante as três semanas que dura o festival, Munique transforma-se numa aldeola gigante onde todos os seus habitantes parecem camponeses. Nos supermercados, metro e ruas todos os homens andam de suspensórios, calções e meias até ao joelho e as mulheres de vestido e avental. É algo entre o fascinante e o ridículo.

Já antecipando os preços das cervejas no Oktoberfest toda a gente leva as suas próprias bebidas até à entrada, onde fomos revistados. Nem malas de senhora podem entrar (só aquelas micro, micro).

O Miguel, veterano do festival, sabia a que horas deviamos estar prontos para entrar na tenda  da Hacker Pschorr, e em pouco tempo (e com alguma lata) lá nos conseguimos sentar na mesa de uns neo-zelandeses já muito bêbados. Estava na hora da primeira caneca.

5 PM = 2 litros

Ora, para beber um litro de cerveja demoro mais ou menos duas horas. Os gajos fazem-no num quarto do tempo. Mas isso pouco interessa. Para mim o Oktoberfest é muito mais sobre a festa do que sobre a cerveja. Pessoas do mundo inteiro reúnem-se em tendas coloridas, sobem para cima de bancos e cantam em plenos pulmões enquanto brindam ao som de cânticos alemães.

Quando as músicas são em alemão cantamos à mesma, mas naquele jeito que fazíamos quando éramos crianças e não sabíamos as letras em inglês. A única canção que aprendi mais ou menos é que precede todos os brindes. E acredita, são mais que muitos. E é isto:

Ein Prosit, ein Prosit
Der Gemütlichkeit
Ein Prosit, ein Prosit
Der Gemütlichkeit.

OANS! ZWOA! DREI! G’SUFFA!

Claro que me fiquei só pelo Ein Prosit, mas o que conta é a intenção.

Maior perigo do Oktoberfest? Perderes-te no caminho de volta da casa de banho. Que foi o que me aconteceu porque não levei o telemóvel comigo nem decorei a fila onde todos os meus amigos estavam. Por isso andei para trás e para a frente durante meia hora até os voltar a encontrar. E nem estava bêbada!

9 PM = 3 litros

A esta hora, quase com o Oktoberfest já a fechar, a festa está no seu expoente máximo. Já estavamos a tirar selfies com desconhecidos, a dançar o Despacito em cima das mesas e a cantar o We Are the Champions como se tivéssemos ganho o mundial de futebol. É um ambiente indescritível que fez com que as 8 horas em que estivemos naquela tenda parecessem duas.

Não sabemos quem são, mas somos todos muito amigos!

É daquelas experiências que valem a pena pelo menos uma vez na vida porque não há nada como isto!

Todas as dicas mais “construtivas” podem ser encontradas neste post.

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Königssee & Eiskapelle: mas onde é que está a maldita capela? https://www.mudancasconstantes.com/2018/03/15/konigssee-eiskapelle-munique-lago/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=konigssee-eiskapelle-munique-lago https://www.mudancasconstantes.com/2018/03/15/konigssee-eiskapelle-munique-lago/#comments Thu, 15 Mar 2018 17:45:25 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3026 Às vezes, são fotografias que vejo em blogs e redes sociais que motivam as minhas viagens. Depois, tento arrastar uma ou duas pessoas para virem comigo e a coisa dá-se. E foi assim que começou mais uma escapadela em Munique e numas belas terras em seu redor. Apanho o voo às 6 da tarde em Milão e às 8 da noite já estou em casa do Miguel, do Diogo e do Tiago, três engenheiros tugas a trabalhar em Munique. O plano é simples: alugámos um carro durante dois dias e num deles vamos ao Königssee e Eiskapelle (capela de gelo) e no seguinte vamos a Hallstaat. Sabíamos lá nós as poucas horas de sono que nos aguardavam durante este fim-de-semana a mil à hora! Konigsee À semelhança da Suíça, viajar na Alemanha no Inverno tem as suas vantagens e desvantagens. Se por um lado há pouca gente, por outro há muitas coisas que ainda estão fechadas. O Königssee, o lago mais puro da Alemanha, pode visitar-se durante o ano inteiro, sendo que as viagens de barco só não se realizam em caso de temporal. Já o Obersee, um lago adjacente a este só se pode visitar de Abril a Novembro. Fica para a próxima! A viagem de carro de Munique até Königssee é linda. Montanhas, neve e mais montanhas. Afinal, estamos a dirigir-nos para os alpes. Do parque de estacionamento até ao lago não são mais do que 5 minutos a pé e é impossível não ficarmos deslumbrados com as cores da água assim que nos começamos a aproximar. Mesmo de inverno, num dia não particularmente soalheiro, a água verde-esmeralda surpreende-nos. Um bilhete de ida e volta custa 15€ e embarcamos imediatamente. A viagem demora cerca de 30 minutos, incluindo uma paragem para tocar o trompete e ouvir o eco, que responde em jeito de orquestra sinfónica, as notas tocadas pelo co-capitão. No Inverno, a última paragem chama-se St. Bartolomeu, onde se encontra a icónica igreja de cúpulas redondas vermelhas. Ao sairmos do barco o Miguel perguntou, no seu já muito decente alemão, se o caminho até à Eiskapelle está aberto. O capitão responde afirmativamente, mas que há muita neve, e estava então na hora de começarmos a nossa caminhada. Eiskapelle Ora, como já é costume, eu estava preparada para alguma neve, mas não para muita neve! Habituada à vida citadina de Milão, botas de caminhada está quieto e só tinha umas botas relativamente quentes, mas nada impermeáveis para fazer a caminhada. Mas como eles não me iam deixar desistir lá fui andando e consegui não deslizar montanha a baixo. O caminho em si não é muito difícil ou longo, simplesmente com neve é preciso ter cuidado. Uma hora depois supostamente já devíamos estar a chegar à parte final, mas capela de gelo nem vê-la. Na verdade, só víamos neve, neve e mais neve. Um passo em falso no caminho e ficávamos com a perna enterrada até ao joelho. Continuámos a andar, super confiantes que já não devíamos estar longe. Pelo caminho encontrámos um ou dois casais que também estavam a fazer a caminhada e que não nos disseram nada sobre estar fechado por isso “prá frente é que é o caminho”. Mas passados 20 ou 30 minutos continuávamos a não ver nada para além de neve, o trilho já não era mais do que um conjunto de pegadas de uma ou duas pessoas sobre a neve até que eu disse “só podemos estar por cima da Eiskapelle”. Senhoras e senhores: estávamos em cima de uma espécie de glaciar sem termos dados por isso! Metem portugueses e espanhóis na neve e dá nisto… Entretanto começamos a ouvir e ver pequenas avalanches e achávamos que estava em boa hora de nos pormos a andar! Como já estávamos habituados a andar na neve, o regresso fez-se muito mais rápido a correr, patinar, deslizar e até cair (no meu caso) na neve. Muito mais divertido! Já só parámos a meio caminho para comer qualquer coisa e celebrar o facto de ainda nos encontrarmos vivos e de boa saúde e voltámos para o lago. Claro que as minhas meias estavam completamente encharcadas, tal como as botas que iam precisar de dois dias de aquecedor para voltar ao normal. Apesar de não termos conseguido ver a Capela de Gelo e de termos que lá voltar, foi um dia espectacular com paisagens arrebatadoras e uma história para contar. À noite ainda tivemos força para irmos a um festival de cerveja, Starkbierfest (festival da cerveja forte) que estava a acontecer em Munique. Enfiámos o nosso Dirndl e Lederhosen estávamos prontos para um litro de cerveja servido em canecas impossíveis de levantar! Em dois minutos fizemos uns amigos alemães que nos deixaram ficar na mesa deles e durante meia hora cantámos em plenos pulmões com eles. Um dos grandes defeitos dos alemães é acabarem tudo muito cedo! À meia-noite e meia já estávamos a regressar para casa. Nós e os nossos kebabs 😉 Dicas rápidas Transporte: De Munique até ao Königssee podes ou alugar um carro como nós fizemos ou, se quiseres uma opção mais fácil, existem uma ligação directa Munique – Königssee pela Flixbus. Verão: Parece que no verão estes lagos são muito famosos e concorridos, por isso aconselho-te a apanhares o primeiro barco para bater as multidões. Barcos: Podes encontrar os horários e percursos dos barcos neste site.

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Às vezes, são fotografias que vejo em blogs e redes sociais que motivam as minhas viagens. Depois, tento arrastar uma ou duas pessoas para virem comigo e a coisa dá-se. E foi assim que começou mais uma escapadela em Munique e numas belas terras em seu redor.

Apanho o voo às 6 da tarde em Milão e às 8 da noite já estou em casa do Miguel, do Diogo e do Tiago, três engenheiros tugas a trabalhar em Munique. O plano é simples: alugámos um carro durante dois dias e num deles vamos ao Königssee e Eiskapelle (capela de gelo) e no seguinte vamos a Hallstaat. Sabíamos lá nós as poucas horas de sono que nos aguardavam durante este fim-de-semana a mil à hora!

Konigsee

À semelhança da Suíça, viajar na Alemanha no Inverno tem as suas vantagens e desvantagens. Se por um lado há pouca gente, por outro há muitas coisas que ainda estão fechadas. O Königssee, o lago mais puro da Alemanha, pode visitar-se durante o ano inteiro, sendo que as viagens de barco só não se realizam em caso de temporal. Já o Obersee, um lago adjacente a este só se pode visitar de Abril a Novembro. Fica para a próxima!

A viagem de carro de Munique até Königssee é linda. Montanhas, neve e mais montanhas. Afinal, estamos a dirigir-nos para os alpes.

Do parque de estacionamento até ao lago não são mais do que 5 minutos a pé e é impossível não ficarmos deslumbrados com as cores da água assim que nos começamos a aproximar. Mesmo de inverno, num dia não particularmente soalheiro, a água verde-esmeralda surpreende-nos.

Um bilhete de ida e volta custa 15€ e embarcamos imediatamente. A viagem demora cerca de 30 minutos, incluindo uma paragem para tocar o trompete e ouvir o eco, que responde em jeito de orquestra sinfónica, as notas tocadas pelo co-capitão.

No Inverno, a última paragem chama-se St. Bartolomeu, onde se encontra a icónica igreja de cúpulas redondas vermelhas. Ao sairmos do barco o Miguel perguntou, no seu já muito decente alemão, se o caminho até à Eiskapelle está aberto. O capitão responde afirmativamente, mas que há muita neve, e estava então na hora de começarmos a nossa caminhada.

Eiskapelle

Ora, como já é costume, eu estava preparada para alguma neve, mas não para muita neve! Habituada à vida citadina de Milão, botas de caminhada está quieto e só tinha umas botas relativamente quentes, mas nada impermeáveis para fazer a caminhada.

Mas como eles não me iam deixar desistir lá fui andando e consegui não deslizar montanha a baixo. O caminho em si não é muito difícil ou longo, simplesmente com neve é preciso ter cuidado.

Uma hora depois supostamente já devíamos estar a chegar à parte final, mas capela de gelo nem vê-la. Na verdade, só víamos neve, neve e mais neve. Um passo em falso no caminho e ficávamos com a perna enterrada até ao joelho.

Continuámos a andar, super confiantes que já não devíamos estar longe. Pelo caminho encontrámos um ou dois casais que também estavam a fazer a caminhada e que não nos disseram nada sobre estar fechado por isso “prá frente é que é o caminho”.

Mas passados 20 ou 30 minutos continuávamos a não ver nada para além de neve, o trilho já não era mais do que um conjunto de pegadas de uma ou duas pessoas sobre a neve até que eu disse “só podemos estar por cima da Eiskapelle”. Senhoras e senhores: estávamos em cima de uma espécie de glaciar sem termos dados por isso! Metem portugueses e espanhóis na neve e dá nisto…

Entretanto começamos a ouvir e ver pequenas avalanches e achávamos que estava em boa hora de nos pormos a andar! Como já estávamos habituados a andar na neve, o regresso fez-se muito mais rápido a correr, patinar, deslizar e até cair (no meu caso) na neve. Muito mais divertido! Já só parámos a meio caminho para comer qualquer coisa e celebrar o facto de ainda nos encontrarmos vivos e de boa saúde e voltámos para o lago.

Claro que as minhas meias estavam completamente encharcadas, tal como as botas que iam precisar de dois dias de aquecedor para voltar ao normal.

Apesar de não termos conseguido ver a Capela de Gelo e de termos que lá voltar, foi um dia espectacular com paisagens arrebatadoras e uma história para contar.

À noite ainda tivemos força para irmos a um festival de cerveja, Starkbierfest (festival da cerveja forte) que estava a acontecer em Munique. Enfiámos o nosso Dirndl e Lederhosen estávamos prontos para um litro de cerveja servido em canecas impossíveis de levantar! Em dois minutos fizemos uns amigos alemães que nos deixaram ficar na mesa deles e durante meia hora cantámos em plenos pulmões com eles. Um dos grandes defeitos dos alemães é acabarem tudo muito cedo! À meia-noite e meia já estávamos a regressar para casa. Nós e os nossos kebabs 😉

Dicas rápidas

Transporte: De Munique até ao Königssee podes ou alugar um carro como nós fizemos ou, se quiseres uma opção mais fácil, existem uma ligação directa Munique – Königssee pela Flixbus.

Verão: Parece que no verão estes lagos são muito famosos e concorridos, por isso aconselho-te a apanhares o primeiro barco para bater as multidões.

Barcos: Podes encontrar os horários e percursos dos barcos neste site.

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Interrail: Um mês de caminhos-de-ferro https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=interrail-um-mes-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/interrail-um-mes-itinerario/#comments Sun, 04 Sep 2016 19:13:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=463 Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura. Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste. Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração: Veneza A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa. Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.     Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi: Veneza – Villach (autocarro)Villach – Jesenice (comboio)Jesenice – Bled (autocarro) Eslovénia (Bled + Liubliana) Bled: Dois dias Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer. Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂       Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled Liubliana: Um Dia Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país. Viena (3 dias) A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros… Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena. Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂 Budapest (3 dias) Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto. No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente). Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre! Cracóvia (3 dias) Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto! Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento). A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar. Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas! Praga (3 dias) Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!! Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta. Alemanha Berlim (2 dias) Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”. Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂 Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro! Hamburgo (1 dia) Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo. Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa).  Paris (4 dias) Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima. Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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Quando tinha 18 anos, em 2012, fiz um Interrail que na altura era uma das viagens no topo da minha bucket list. Como já escrevi neste post, esta viagem continua a ser uma das minhas preferidas, até porque foi a minha primeira grande aventura.

Mas se para alguns um Interrail é uma coisa do momento em que cada dia se decide o que se vai fazer no seguinte, eu cá sou mulher de ter plano para tudo (!) e não descansei enquanto não encontrei o itinerário perfeito para ver a Europa Central e um bocadinho do leste.

Modéstia à parte, foi um belo plano! Conseguimos ver imensas coisas e até o orçamento ficou dentro do previsto. Fica aqui um apanhado em jeito de inspiração:

Veneza

A primeira paragem foi feita por conveniência. Como Portugal é no cú de Judas, e para chegar a qualquer sítio (excepto Espanha) são precisos dois dias de passe, decidimos que era mais produtivo e rápido voar para Veneza que era o sítio mais perto de Bled, na Eslovénia, com voos a preços decentes a partir de Lisboa.

Saímos do aeroporto, apanhámos um autocarro até ao centro, andámos duas horas a correr pela cidade com mochilas gigantes atrás e corremos mais um bocadinho para apanhar um autocarro até Villach na Áustria – que quase perdíamos por ter subestimado a distância entre o centro e a estação de autocarros.

   

Bled não era de fácil acesso e o nosso percurso foi:

Veneza – Villach (autocarro)
Villach – Jesenice (comboio)
Jesenice – Bled (autocarro)

Eslovénia (Bled + Liubliana)

Bled: Dois dias

Decididamente o sítio mais bonito de toda a viagem. Quando andava nas minhas pesquisas de sítios para visitar e vi as fotografias do lago de Bled, sabia que tinha que fazer parte do meu itinerário. A natureza à sua volta é espectacular e existem montes de caminhadas e actividades para fazer.

Hostel: Travellers Haven –  Recomendo 🙂


     

Links:  Vintgar Gorge | Castelo de Bled

Liubliana: Um Dia

Liubliana é uma cidade amorosa e muito pequenina que se consegue ver num dia. Recomendo a Free Walking Tour como forma de ver os pontos mais interessantes rapidamente e aprender mais sobre a história da cidade e do país.


Viena
(3 dias)

A cidade mais perfeita da Europa foi a nossa segunda paragem e durante três dias passeámo-nos por museus, palácios e jardins majestosos. A melhor coisa de Viena é mesmo a Sachertorte apesar de uma fatia custar 6 euros…


Hostel:  Wombats Naschmarkt Atmosfera não é muito acolhedora, mas a relação qualidade/preço é o melhor que se arranja em Viena.

Apesar dos preços serem altíssimos, todos os museus têm descontos para estudantes e passear pela cidade a ver as maravilhas arquitectónicas é uma das melhores coisas a fazer 🙂

Budapest (3 dias)

Apesar do calor sufocante do Agosto húngaro, Budapeste é das minhas cidades europeias preferidas. Primeiro, os preços são estupidamente baixos por causa do câmbio e segundo, a cidade tem história e alma e isso sente-se. Também começamos pela free tour, como sempre, e depois partimos à descoberta do resto.

No meu top de sítios a visitar estão os banhos Szechenyi, o museu do terror e a parlamento. Em 2012, havia x entradas grátis para quem chegasse mais cedo. Por isso, antes das 8 da manhã já estávamos na fila (um dia depois de aprendermos que chegar às 8.30 não era suficiente).

Hostel: Home Made Hostel melhor hostel de sempre!

Cracóvia (3 dias)

Apesar de pequenina, Cracóvia tem o seu charme e muita história. Ah, e meio quilo de framboesas a menos de um euro. Acho que era capaz de me mudar para Cracóvia só por causa disto!

Cracóvia é a rainha das free tours  com visitas gratuitas guiadas por todo o lado. A mais interessante foi a “Jewish Krakow”, especialmente um dia depois de irmos a Auschwitz. As histórias são impressionantes e não há nada como ouvir e aprender com a história para que ela não se repita (apesar do futuro não parecer muito sorridente de momento).

A cidade em geral também é barata, apesar de nós normalmente preferimos sempre cozinhar nos hostels para poupar.

Hostel: Mundo Hostel melhor pequeno-almoço que alguns hotéis de 5 estrelas!

Praga (3 dias)

Apaixonei-me por Praga e foi amor à primeira vista. A cidade parece saída de um conto de fadas, com o castelo, catedrais e casas pintadas. Apetecia-me ficar ali para sempre, é tudo tão lindo!!!

Hostel: Não me lembro, mas também não o recomendava a ninguém. Tinha esquilos e passarinhos embalsamados e era uma tentativa assustadora de recriar uma floresta.

Alemanha

Berlim (2 dias)

Confesso que as cidades alemãs não me atraem particularmente. Apesar de serem interessantes pelo seu passado e certamente valerem uma ou mais visitas, não há nada que me diga “tens que voltar assim que possas!”.

Gostei de Berlim pela história e por um dos melhores museus que já vi, o Pergamon, pela fantástica arte urbana do muro e só tenho pena de não ter conhecido a noite de Berlim de que toda a gente fala, mas era muito miúda para isso. Se lá voltar, vai ser para conhecer essa parte 🙂

Hostel: East Seven Berlin Não era nada mau. Ficava perto de vários supermercados e do metro. Não valia mesmo a pena comprar o pequeno-almoço à parte já que pelo preço tínhamos quase comida para o dia inteiro!

Hamburgo (1 dia)

Já Hamburgo foi uma grande surpresa. Foi a única parte não planeada da viagem. Quando percebemos que ia chover torrencialmente em Berlim num dos dias em que lá estávamos, decidimos olhar para o mapa do Accuweather e ver onde é que não ia chover na Alemanha. O mapa “respondeu” Hamburgo e lá fomos passar umas 6 horas a Hamburgo.

Quase só conseguimos fazer a free tour  que foi dada por um guia fantástico, mas adorámos a cidade pelos seus canais e arquitectura (muito parecida à Holandesa). 

Paris (4 dias)

Depois deste post, este, este e este, acho que já não tenho muito mais a dizer sobre Paris 😀 fica só a dica de uma day-trip à casa do Monet em Giverny que é lindíssima.

Quase sem nos apercebermos disso, o nosso mês de Interrail pela Europa tinha acabado e já não conseguiamos pensar em mais nada senão na nossa próxima grande aventura.

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