portofino Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/portofino/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 07 Oct 2018 20:08:03 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png portofino Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/portofino/ 32 32 Génova e Portofino: focaccias, o 3-3 e um reencontro improvável https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/20/genova-portofino-viajar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=genova-portofino-viajar https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/20/genova-portofino-viajar/#respond Wed, 20 Jun 2018 18:40:35 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3580 Felizmente para mim e infelizmente para a minha conta bancária, vim parar a um país onde quase todas as cidades, terras e aldeias valem a pena ser visitadas. Já estava para visitar Génova há imenso tempo, mas por uma razão ou por outra ficava sempre “para a próxima”. Entretanto surgiu uma visita meio inesperada* (no fim está a explicação) e estava encontrada a desculpa para ir. Génova fica a duas horas de Milão e os comboios mais rascas só custam 13€. Génova tem cheiro a Focaccias e a mar! Génova é uma cidade cheia de personalidade. Sempre a subir, tal como Lisboa, as casas amontoam-se colina acima e colina abaixo. O nosso host do Airbnb foi-nos buscar no seu Mercedes milenar e procedeu a uma magnífica demonstração de capacidades de condução e estacionamento impecáveis. A casa ficava no meio de uma colina (claro!!) e apesar de ser um quarto andar sem escadas tinha uma vista espectacular sobre a cidade. E numa mistura de inglês e italiano ficámos a saber quase tudo sobre a vida dos nossos hosts, como ele quer ir viver para o sudoeste asiático e como ela não acha piada nenhuma à ideia e eventualmente estava na altura de vermos Génova em si. Para sexta feira à tarde o ambiente era muito calmo. Passeamo-nos pela Via Garilbaldi, Pizza de Ferrari, Piazza Matteotti e chegámos à Catedral de San Lorenzo onde não ficámos muito tempo porque o padre não gostou da minha saia. Por fim, descemos até ao porto, a zona que mais gostei. Uma das coisas mais especiais desta cidade é que tanto os edifícios como os seus halls de entrada são autênticas obras de arte. Muitas vezes basta espreitar por uma porta e vais ver um pátio que parece um jardim ou um tecto digno de um museu. Por esta altura já estávamos fartos de cheirar focaccias e não comer nada, por isso decidimos resolver esse problema (na Focaccia e Dintorni) e ir buscar uma simples e uma com pesto e queijo. Tal como nas Cinque Terre, estas são as comidas icónicas de Génova. E às 8 da noite o primeiro jogo de Portugal do Mundial estava a dar! Como Itália está fora do mundial não foi tão fácil como esperávamos encontrar um sítio para ver o jogo, mas depois de umas voltas conseguimos. Foi um sofrimento muito intenso!!! Mas aquele último golo do Ronaldo foi algo de mágico… A nossa noite acabou num mercado de rua marroquino seguido de uma subida a pique até casa. Portofino: um outro nível de riqueza Génova teria certamente muito mais para explorar, mas a perspectiva de um banho no mar, de momento, tem mais força do que suar numa cidade. Portanto apanhámos o comboio das 10 e pouco da manhã (3.60€) e saímos em Santa Margherita Ligure, a estação mais perto de Portofino. Pela frente tínhamos ainda uma caminhada de 5km até Portofino. E que caminhada! Vimos certamente algumas das mais bonitas praias de Itália e um mar de um azul e verde inimagináveis. Fomos ao banho numa praia para cães, simplesmente porque estava mais vazia que as outras e ambos preferimos cães a crianças. Água morna, como sempre. De Paraggi até Portofino existem dois caminhos: um para peões e outro para carros. Mas é muito mais fácil e a direito seguir sempre pela estrada e como toda a gente o faz, os condutores têm cuidado. Ao aproximarmo-nos de Portofino parecia que estávamos a entrar num universo paralelo. Os maiores iates que já tínhamos visto, as marcas mais exclusivas do mundo têm todas lojas lá e as pizzas margheritas nos restaurantes começavam nos 9€ (UM ROUBO). Mas, mais uma vez, a vilinha era tão pitoresca que valeu a pena apesar da ostentação da riqueza. Para a melhor vista, subimos até ao Castelo de Brown e continuamos na direcção da “spiaggia publica” (praia pública). E descobrimos uma pequena praia paradisíaca escondida. Poucos se atreviam a fazer todo aquele caminho e em pouco tempo ficámos com a praia só para nós. Um pequeno throwback aos nossos tempos nas Filipinas. *uma visita do meu “ex-namorado” Jimmy. Entretanto tínhamos acabado, por causa da distância, mas talvez isso deixe de ser um problema no futuro. Vamos ver. Vidas de gente que só se apaixona por estrangeiros!

The post Génova e Portofino: focaccias, o 3-3 e um reencontro improvável appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Felizmente para mim e infelizmente para a minha conta bancária, vim parar a um país onde quase todas as cidades, terras e aldeias valem a pena ser visitadas. Já estava para visitar Génova há imenso tempo, mas por uma razão ou por outra ficava sempre “para a próxima”.

Entretanto surgiu uma visita meio inesperada* (no fim está a explicação) e estava encontrada a desculpa para ir. Génova fica a duas horas de Milão e os comboios mais rascas só custam 13€.

Génova tem cheiro a Focaccias e a mar!

Génova é uma cidade cheia de personalidade. Sempre a subir, tal como Lisboa, as casas amontoam-se colina acima e colina abaixo. O nosso host do Airbnb foi-nos buscar no seu Mercedes milenar e procedeu a uma magnífica demonstração de capacidades de condução e estacionamento impecáveis.

A casa ficava no meio de uma colina (claro!!) e apesar de ser um quarto andar sem escadas tinha uma vista espectacular sobre a cidade. E numa mistura de inglês e italiano ficámos a saber quase tudo sobre a vida dos nossos hosts, como ele quer ir viver para o sudoeste asiático e como ela não acha piada nenhuma à ideia e eventualmente estava na altura de vermos Génova em si.

Vista do Quarto 🙂

Para sexta feira à tarde o ambiente era muito calmo. Passeamo-nos pela Via Garilbaldi, Pizza de Ferrari, Piazza Matteotti e chegámos à Catedral de San Lorenzo onde não ficámos muito tempo porque o padre não gostou da minha saia. Por fim, descemos até ao porto, a zona que mais gostei.


Uma das coisas mais especiais desta cidade é que tanto os edifícios como os seus halls de entrada são autênticas obras de arte. Muitas vezes basta espreitar por uma porta e vais ver um pátio que parece um jardim ou um tecto digno de um museu.

Por esta altura já estávamos fartos de cheirar focaccias e não comer nada, por isso decidimos resolver esse problema (na Focaccia e Dintorni) e ir buscar uma simples e uma com pesto e queijo. Tal como nas Cinque Terre, estas são as comidas icónicas de Génova.

E às 8 da noite o primeiro jogo de Portugal do Mundial estava a dar! Como Itália está fora do mundial não foi tão fácil como esperávamos encontrar um sítio para ver o jogo, mas depois de umas voltas conseguimos. Foi um sofrimento muito intenso!!! Mas aquele último golo do Ronaldo foi algo de mágico… A nossa noite acabou num mercado de rua marroquino seguido de uma subida a pique até casa.

Portofino: um outro nível de riqueza

Génova teria certamente muito mais para explorar, mas a perspectiva de um banho no mar, de momento, tem mais força do que suar numa cidade. Portanto apanhámos o comboio das 10 e pouco da manhã (3.60€) e saímos em Santa Margherita Ligure, a estação mais perto de Portofino.

A caminho da estação de comboio encontrámos esta pérola: Santissima Annunziata del Vastato

Pela frente tínhamos ainda uma caminhada de 5km até Portofino. E que caminhada! Vimos certamente algumas das mais bonitas praias de Itália e um mar de um azul e verde inimagináveis.

Fomos ao banho numa praia para cães, simplesmente porque estava mais vazia que as outras e ambos preferimos cães a crianças. Água morna, como sempre. De Paraggi até Portofino existem dois caminhos: um para peões e outro para carros. Mas é muito mais fácil e a direito seguir sempre pela estrada e como toda a gente o faz, os condutores têm cuidado.

Ao aproximarmo-nos de Portofino parecia que estávamos a entrar num universo paralelo. Os maiores iates que já tínhamos visto, as marcas mais exclusivas do mundo têm todas lojas lá e as pizzas margheritas nos restaurantes começavam nos 9€ (UM ROUBO). Mas, mais uma vez, a vilinha era tão pitoresca que valeu a pena apesar da ostentação da riqueza.

Para a melhor vista, subimos até ao Castelo de Brown e continuamos na direcção da “spiaggia publica” (praia pública). E descobrimos uma pequena praia paradisíaca escondida. Poucos se atreviam a fazer todo aquele caminho e em pouco tempo ficámos com a praia só para nós.

Um pequeno throwback aos nossos tempos nas Filipinas.

*uma visita do meu “ex-namorado” Jimmy. Entretanto tínhamos acabado, por causa da distância, mas talvez isso deixe de ser um problema no futuro. Vamos ver. Vidas de gente que só se apaixona por estrangeiros!

The post Génova e Portofino: focaccias, o 3-3 e um reencontro improvável appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2018/06/20/genova-portofino-viajar/feed/ 0