munique Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/munique/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Mon, 09 Nov 2020 14:22:42 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png munique Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/munique/ 32 32 Munique & Oktoberfest: Litro a Litro https://www.mudancasconstantes.com/2018/10/02/oktoberfest-munique-dicas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=oktoberfest-munique-dicas https://www.mudancasconstantes.com/2018/10/02/oktoberfest-munique-dicas/#comments Tue, 02 Oct 2018 21:53:51 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3910 O meu Instagram está cheio de pessoas a beberem quantidades monstruosas de cerveja no Oktoberfest em Munique e isso trouxe-me uma certa nostalgia, relativamente à minha ida ao maior festival de cerveja do mundo, no ano passado. E como tal, decidi voltar a escrever sobre o assunto (já o tinha feito neste blog) e dar-vos uma perspectiva mais alcoólica sobre este evento! 6:00 AM = 0 litros Peço desculpa se desapontei alguém, mas às 6 da manhã ainda não tinha bebido nada. Chegada de Milão, depois de uma viagem de 8 horas de autocarro, tinha que ir fazer tempo até ir para casa do meu amigo Miguel que mora em Munique, já que ele não queria acordar cedinho… Vá-se lá perceber esta gente! Enfim, Munique estava linda. A luz rosada do nascer do sol e a tranquilidade que horas pornográficas conferem às cidades, produzem momentos muito especiais. Começando pela Karlsplatz fui andando até à grandiosa Marienplatz e à pitoresca praça onde se encontra a Hofbräuhaus. Já com o meu cartão de memória satisfeito e a horas mais decentes para acordar alguém, meti-me no comboio e fui até casa do Miguel onde o meu dirndl me esperava. 12:00 PM = 0.5 litros Não existem muitas regras no Oktoberfest, mas se há coisa que tens que fazer é arranjar um fato tradicional da Baviera – dirndl para as mullheres e lederhosen para os homens – para usar no festival. Quase toda a gente tem um (na verdade os alemães têm um armário cheio deles) e vais destoar se não apareceres com calças de ganga e t-shirt. Eu comprei o meu no Lidl online alemão, que é onde se encontram os fatos mais baratos (50€) e até com uma qualidade decente. Depois de uns 5 minutos a contorcer-me toda para caber naquele espartilho estava pronta! Mas antes de sairmos ainda tínhamos mais uma tarefa tradicionalmente alemã a completar: comer salsichas, salada de batata e uns molhos esquisitos, tudo acompanhado pela primeira cerveja do dia, claro. 2 PM = 1 litro Durante as três semanas que dura o festival, Munique transforma-se numa aldeola gigante onde todos os seus habitantes parecem camponeses. Nos supermercados, metro e ruas todos os homens andam de suspensórios, calções e meias até ao joelho e as mulheres de vestido e avental. É algo entre o fascinante e o ridículo. Já antecipando os preços das cervejas no Oktoberfest toda a gente leva as suas próprias bebidas até à entrada, onde fomos revistados. Nem malas de senhora podem entrar (só aquelas micro, micro). O Miguel, veterano do festival, sabia a que horas deviamos estar prontos para entrar na tenda  da Hacker Pschorr, e em pouco tempo (e com alguma lata) lá nos conseguimos sentar na mesa de uns neo-zelandeses já muito bêbados. Estava na hora da primeira caneca. 5 PM = 2 litros Ora, para beber um litro de cerveja demoro mais ou menos duas horas. Os gajos fazem-no num quarto do tempo. Mas isso pouco interessa. Para mim o Oktoberfest é muito mais sobre a festa do que sobre a cerveja. Pessoas do mundo inteiro reúnem-se em tendas coloridas, sobem para cima de bancos e cantam em plenos pulmões enquanto brindam ao som de cânticos alemães. Quando as músicas são em alemão cantamos à mesma, mas naquele jeito que fazíamos quando éramos crianças e não sabíamos as letras em inglês. A única canção que aprendi mais ou menos é que precede todos os brindes. E acredita, são mais que muitos. E é isto: Ein Prosit, ein Prosit Der Gemütlichkeit Ein Prosit, ein Prosit Der Gemütlichkeit. OANS! ZWOA! DREI! G’SUFFA! Claro que me fiquei só pelo Ein Prosit, mas o que conta é a intenção. Maior perigo do Oktoberfest? Perderes-te no caminho de volta da casa de banho. Que foi o que me aconteceu porque não levei o telemóvel comigo nem decorei a fila onde todos os meus amigos estavam. Por isso andei para trás e para a frente durante meia hora até os voltar a encontrar. E nem estava bêbada! 9 PM = 3 litros A esta hora, quase com o Oktoberfest já a fechar, a festa está no seu expoente máximo. Já estavamos a tirar selfies com desconhecidos, a dançar o Despacito em cima das mesas e a cantar o We Are the Champions como se tivéssemos ganho o mundial de futebol. É um ambiente indescritível que fez com que as 8 horas em que estivemos naquela tenda parecessem duas. É daquelas experiências que valem a pena pelo menos uma vez na vida porque não há nada como isto! Todas as dicas mais “construtivas” podem ser encontradas neste post.

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O meu Instagram está cheio de pessoas a beberem quantidades monstruosas de cerveja no Oktoberfest em Munique e isso trouxe-me uma certa nostalgia, relativamente à minha ida ao maior festival de cerveja do mundo, no ano passado. E como tal, decidi voltar a escrever sobre o assunto (já o tinha feito neste blog) e dar-vos uma perspectiva mais alcoólica sobre este evento!

6:00 AM = 0 litros

Peço desculpa se desapontei alguém, mas às 6 da manhã ainda não tinha bebido nada. Chegada de Milão, depois de uma viagem de 8 horas de autocarro, tinha que ir fazer tempo até ir para casa do meu amigo Miguel que mora em Munique, já que ele não queria acordar cedinho… Vá-se lá perceber esta gente!

Enfim, Munique estava linda. A luz rosada do nascer do sol e a tranquilidade que horas pornográficas conferem às cidades, produzem momentos muito especiais.

Amanhecer sobre a estação de comboios

Começando pela Karlsplatz fui andando até à grandiosa Marienplatz e à pitoresca praça onde se encontra a Hofbräuhaus. Já com o meu cartão de memória satisfeito e a horas mais decentes para acordar alguém, meti-me no comboio e fui até casa do Miguel onde o meu dirndl me esperava.

12:00 PM = 0.5 litros

Não existem muitas regras no Oktoberfest, mas se há coisa que tens que fazer é arranjar um fato tradicional da Baviera – dirndl para as mullheres e lederhosen para os homens – para usar no festival. Quase toda a gente tem um (na verdade os alemães têm um armário cheio deles) e vais destoar se não apareceres com calças de ganga e t-shirt.

Eu comprei o meu no Lidl online alemão, que é onde se encontram os fatos mais baratos (50€) e até com uma qualidade decente. Depois de uns 5 minutos a contorcer-me toda para caber naquele espartilho estava pronta!

Selfie pré Oktoberfest a conter a respiração

Mas antes de sairmos ainda tínhamos mais uma tarefa tradicionalmente alemã a completar: comer salsichas, salada de batata e uns molhos esquisitos, tudo acompanhado pela primeira cerveja do dia, claro.

2 PM = 1 litro

Durante as três semanas que dura o festival, Munique transforma-se numa aldeola gigante onde todos os seus habitantes parecem camponeses. Nos supermercados, metro e ruas todos os homens andam de suspensórios, calções e meias até ao joelho e as mulheres de vestido e avental. É algo entre o fascinante e o ridículo.

Já antecipando os preços das cervejas no Oktoberfest toda a gente leva as suas próprias bebidas até à entrada, onde fomos revistados. Nem malas de senhora podem entrar (só aquelas micro, micro).

O Miguel, veterano do festival, sabia a que horas deviamos estar prontos para entrar na tenda  da Hacker Pschorr, e em pouco tempo (e com alguma lata) lá nos conseguimos sentar na mesa de uns neo-zelandeses já muito bêbados. Estava na hora da primeira caneca.

5 PM = 2 litros

Ora, para beber um litro de cerveja demoro mais ou menos duas horas. Os gajos fazem-no num quarto do tempo. Mas isso pouco interessa. Para mim o Oktoberfest é muito mais sobre a festa do que sobre a cerveja. Pessoas do mundo inteiro reúnem-se em tendas coloridas, sobem para cima de bancos e cantam em plenos pulmões enquanto brindam ao som de cânticos alemães.

Quando as músicas são em alemão cantamos à mesma, mas naquele jeito que fazíamos quando éramos crianças e não sabíamos as letras em inglês. A única canção que aprendi mais ou menos é que precede todos os brindes. E acredita, são mais que muitos. E é isto:

Ein Prosit, ein Prosit
Der Gemütlichkeit
Ein Prosit, ein Prosit
Der Gemütlichkeit.

OANS! ZWOA! DREI! G’SUFFA!

Claro que me fiquei só pelo Ein Prosit, mas o que conta é a intenção.

Maior perigo do Oktoberfest? Perderes-te no caminho de volta da casa de banho. Que foi o que me aconteceu porque não levei o telemóvel comigo nem decorei a fila onde todos os meus amigos estavam. Por isso andei para trás e para a frente durante meia hora até os voltar a encontrar. E nem estava bêbada!

9 PM = 3 litros

A esta hora, quase com o Oktoberfest já a fechar, a festa está no seu expoente máximo. Já estavamos a tirar selfies com desconhecidos, a dançar o Despacito em cima das mesas e a cantar o We Are the Champions como se tivéssemos ganho o mundial de futebol. É um ambiente indescritível que fez com que as 8 horas em que estivemos naquela tenda parecessem duas.

Não sabemos quem são, mas somos todos muito amigos!

É daquelas experiências que valem a pena pelo menos uma vez na vida porque não há nada como isto!

Todas as dicas mais “construtivas” podem ser encontradas neste post.

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Königssee & Eiskapelle: mas onde é que está a maldita capela? https://www.mudancasconstantes.com/2018/03/15/konigssee-eiskapelle-munique-lago/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=konigssee-eiskapelle-munique-lago https://www.mudancasconstantes.com/2018/03/15/konigssee-eiskapelle-munique-lago/#comments Thu, 15 Mar 2018 17:45:25 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3026 Às vezes, são fotografias que vejo em blogs e redes sociais que motivam as minhas viagens. Depois, tento arrastar uma ou duas pessoas para virem comigo e a coisa dá-se. E foi assim que começou mais uma escapadela em Munique e numas belas terras em seu redor. Apanho o voo às 6 da tarde em Milão e às 8 da noite já estou em casa do Miguel, do Diogo e do Tiago, três engenheiros tugas a trabalhar em Munique. O plano é simples: alugámos um carro durante dois dias e num deles vamos ao Königssee e Eiskapelle (capela de gelo) e no seguinte vamos a Hallstaat. Sabíamos lá nós as poucas horas de sono que nos aguardavam durante este fim-de-semana a mil à hora! Konigsee À semelhança da Suíça, viajar na Alemanha no Inverno tem as suas vantagens e desvantagens. Se por um lado há pouca gente, por outro há muitas coisas que ainda estão fechadas. O Königssee, o lago mais puro da Alemanha, pode visitar-se durante o ano inteiro, sendo que as viagens de barco só não se realizam em caso de temporal. Já o Obersee, um lago adjacente a este só se pode visitar de Abril a Novembro. Fica para a próxima! A viagem de carro de Munique até Königssee é linda. Montanhas, neve e mais montanhas. Afinal, estamos a dirigir-nos para os alpes. Do parque de estacionamento até ao lago não são mais do que 5 minutos a pé e é impossível não ficarmos deslumbrados com as cores da água assim que nos começamos a aproximar. Mesmo de inverno, num dia não particularmente soalheiro, a água verde-esmeralda surpreende-nos. Um bilhete de ida e volta custa 15€ e embarcamos imediatamente. A viagem demora cerca de 30 minutos, incluindo uma paragem para tocar o trompete e ouvir o eco, que responde em jeito de orquestra sinfónica, as notas tocadas pelo co-capitão. No Inverno, a última paragem chama-se St. Bartolomeu, onde se encontra a icónica igreja de cúpulas redondas vermelhas. Ao sairmos do barco o Miguel perguntou, no seu já muito decente alemão, se o caminho até à Eiskapelle está aberto. O capitão responde afirmativamente, mas que há muita neve, e estava então na hora de começarmos a nossa caminhada. Eiskapelle Ora, como já é costume, eu estava preparada para alguma neve, mas não para muita neve! Habituada à vida citadina de Milão, botas de caminhada está quieto e só tinha umas botas relativamente quentes, mas nada impermeáveis para fazer a caminhada. Mas como eles não me iam deixar desistir lá fui andando e consegui não deslizar montanha a baixo. O caminho em si não é muito difícil ou longo, simplesmente com neve é preciso ter cuidado. Uma hora depois supostamente já devíamos estar a chegar à parte final, mas capela de gelo nem vê-la. Na verdade, só víamos neve, neve e mais neve. Um passo em falso no caminho e ficávamos com a perna enterrada até ao joelho. Continuámos a andar, super confiantes que já não devíamos estar longe. Pelo caminho encontrámos um ou dois casais que também estavam a fazer a caminhada e que não nos disseram nada sobre estar fechado por isso “prá frente é que é o caminho”. Mas passados 20 ou 30 minutos continuávamos a não ver nada para além de neve, o trilho já não era mais do que um conjunto de pegadas de uma ou duas pessoas sobre a neve até que eu disse “só podemos estar por cima da Eiskapelle”. Senhoras e senhores: estávamos em cima de uma espécie de glaciar sem termos dados por isso! Metem portugueses e espanhóis na neve e dá nisto… Entretanto começamos a ouvir e ver pequenas avalanches e achávamos que estava em boa hora de nos pormos a andar! Como já estávamos habituados a andar na neve, o regresso fez-se muito mais rápido a correr, patinar, deslizar e até cair (no meu caso) na neve. Muito mais divertido! Já só parámos a meio caminho para comer qualquer coisa e celebrar o facto de ainda nos encontrarmos vivos e de boa saúde e voltámos para o lago. Claro que as minhas meias estavam completamente encharcadas, tal como as botas que iam precisar de dois dias de aquecedor para voltar ao normal. Apesar de não termos conseguido ver a Capela de Gelo e de termos que lá voltar, foi um dia espectacular com paisagens arrebatadoras e uma história para contar. À noite ainda tivemos força para irmos a um festival de cerveja, Starkbierfest (festival da cerveja forte) que estava a acontecer em Munique. Enfiámos o nosso Dirndl e Lederhosen estávamos prontos para um litro de cerveja servido em canecas impossíveis de levantar! Em dois minutos fizemos uns amigos alemães que nos deixaram ficar na mesa deles e durante meia hora cantámos em plenos pulmões com eles. Um dos grandes defeitos dos alemães é acabarem tudo muito cedo! À meia-noite e meia já estávamos a regressar para casa. Nós e os nossos kebabs 😉 Dicas rápidas Transporte: De Munique até ao Königssee podes ou alugar um carro como nós fizemos ou, se quiseres uma opção mais fácil, existem uma ligação directa Munique – Königssee pela Flixbus. Verão: Parece que no verão estes lagos são muito famosos e concorridos, por isso aconselho-te a apanhares o primeiro barco para bater as multidões. Barcos: Podes encontrar os horários e percursos dos barcos neste site.

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Às vezes, são fotografias que vejo em blogs e redes sociais que motivam as minhas viagens. Depois, tento arrastar uma ou duas pessoas para virem comigo e a coisa dá-se. E foi assim que começou mais uma escapadela em Munique e numas belas terras em seu redor.

Apanho o voo às 6 da tarde em Milão e às 8 da noite já estou em casa do Miguel, do Diogo e do Tiago, três engenheiros tugas a trabalhar em Munique. O plano é simples: alugámos um carro durante dois dias e num deles vamos ao Königssee e Eiskapelle (capela de gelo) e no seguinte vamos a Hallstaat. Sabíamos lá nós as poucas horas de sono que nos aguardavam durante este fim-de-semana a mil à hora!

Konigsee

À semelhança da Suíça, viajar na Alemanha no Inverno tem as suas vantagens e desvantagens. Se por um lado há pouca gente, por outro há muitas coisas que ainda estão fechadas. O Königssee, o lago mais puro da Alemanha, pode visitar-se durante o ano inteiro, sendo que as viagens de barco só não se realizam em caso de temporal. Já o Obersee, um lago adjacente a este só se pode visitar de Abril a Novembro. Fica para a próxima!

A viagem de carro de Munique até Königssee é linda. Montanhas, neve e mais montanhas. Afinal, estamos a dirigir-nos para os alpes.

Do parque de estacionamento até ao lago não são mais do que 5 minutos a pé e é impossível não ficarmos deslumbrados com as cores da água assim que nos começamos a aproximar. Mesmo de inverno, num dia não particularmente soalheiro, a água verde-esmeralda surpreende-nos.

Um bilhete de ida e volta custa 15€ e embarcamos imediatamente. A viagem demora cerca de 30 minutos, incluindo uma paragem para tocar o trompete e ouvir o eco, que responde em jeito de orquestra sinfónica, as notas tocadas pelo co-capitão.

No Inverno, a última paragem chama-se St. Bartolomeu, onde se encontra a icónica igreja de cúpulas redondas vermelhas. Ao sairmos do barco o Miguel perguntou, no seu já muito decente alemão, se o caminho até à Eiskapelle está aberto. O capitão responde afirmativamente, mas que há muita neve, e estava então na hora de começarmos a nossa caminhada.

Eiskapelle

Ora, como já é costume, eu estava preparada para alguma neve, mas não para muita neve! Habituada à vida citadina de Milão, botas de caminhada está quieto e só tinha umas botas relativamente quentes, mas nada impermeáveis para fazer a caminhada.

Mas como eles não me iam deixar desistir lá fui andando e consegui não deslizar montanha a baixo. O caminho em si não é muito difícil ou longo, simplesmente com neve é preciso ter cuidado.

Uma hora depois supostamente já devíamos estar a chegar à parte final, mas capela de gelo nem vê-la. Na verdade, só víamos neve, neve e mais neve. Um passo em falso no caminho e ficávamos com a perna enterrada até ao joelho.

Continuámos a andar, super confiantes que já não devíamos estar longe. Pelo caminho encontrámos um ou dois casais que também estavam a fazer a caminhada e que não nos disseram nada sobre estar fechado por isso “prá frente é que é o caminho”.

Mas passados 20 ou 30 minutos continuávamos a não ver nada para além de neve, o trilho já não era mais do que um conjunto de pegadas de uma ou duas pessoas sobre a neve até que eu disse “só podemos estar por cima da Eiskapelle”. Senhoras e senhores: estávamos em cima de uma espécie de glaciar sem termos dados por isso! Metem portugueses e espanhóis na neve e dá nisto…

Entretanto começamos a ouvir e ver pequenas avalanches e achávamos que estava em boa hora de nos pormos a andar! Como já estávamos habituados a andar na neve, o regresso fez-se muito mais rápido a correr, patinar, deslizar e até cair (no meu caso) na neve. Muito mais divertido! Já só parámos a meio caminho para comer qualquer coisa e celebrar o facto de ainda nos encontrarmos vivos e de boa saúde e voltámos para o lago.

Claro que as minhas meias estavam completamente encharcadas, tal como as botas que iam precisar de dois dias de aquecedor para voltar ao normal.

Apesar de não termos conseguido ver a Capela de Gelo e de termos que lá voltar, foi um dia espectacular com paisagens arrebatadoras e uma história para contar.

À noite ainda tivemos força para irmos a um festival de cerveja, Starkbierfest (festival da cerveja forte) que estava a acontecer em Munique. Enfiámos o nosso Dirndl e Lederhosen estávamos prontos para um litro de cerveja servido em canecas impossíveis de levantar! Em dois minutos fizemos uns amigos alemães que nos deixaram ficar na mesa deles e durante meia hora cantámos em plenos pulmões com eles. Um dos grandes defeitos dos alemães é acabarem tudo muito cedo! À meia-noite e meia já estávamos a regressar para casa. Nós e os nossos kebabs 😉

Dicas rápidas

Transporte: De Munique até ao Königssee podes ou alugar um carro como nós fizemos ou, se quiseres uma opção mais fácil, existem uma ligação directa Munique – Königssee pela Flixbus.

Verão: Parece que no verão estes lagos são muito famosos e concorridos, por isso aconselho-te a apanhares o primeiro barco para bater as multidões.

Barcos: Podes encontrar os horários e percursos dos barcos neste site.

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