França Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/franca/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Tue, 18 Aug 2020 09:42:26 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png França Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/franca/ 32 32 Paris devolvida aos Parisienses https://www.mudancasconstantes.com/2020/08/17/paris-2020/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=paris-2020 https://www.mudancasconstantes.com/2020/08/17/paris-2020/#comments Mon, 17 Aug 2020 20:55:08 +0000 http://www.mudancasconstantes.com/?p=6113 Restrições e quarentenas levantadas, estava na altura de voltar a viver e não há melhor lugar para o fazer do que Paris. Acho que posso admitir que estou, desde sempre, viciada nesta cidade que não me canso de repetir. Desta vez decidi fazer uma visita despida de quaisquer pretensões turísticas; uma visita para rever amigos e a cidade a que já chamei de casa. O que encontrei foi uma cidade a despertar do coma induzido que foram os últimos meses. Contudo os Parisienses sabem aproveitar a vida como ninguém e os parques e esplanadas enchiam-se de amigos e famílias à procura de reencontrar alguma normalidade.   Pela primeira vez desde que conheço Paris a língua que mais ouvi foi o francês. As ruas, habitualmente inundadas por hordas de turistas, estavam agora calmas e serenas como se não pertencessem à cidade mais visitada do mundo. Paris estava à espera de ser redescoberta, agora pelos seus próprios habitantes. Em busca das ruas mais fotogénicas de Paris Ao contrário do que é habitual nas minhas viagens, este fim-de-semana foi passado sem horários, planos ou pressas. Acordámos tarde, em Pantin, e fomos até ao mercado local onde comprámos ingredientes para um piquenique no parque. De baguete, queijo e vinho na mão, não foi difícil de me voltar a sentir Parisiense. O nosso primeiro destino foi o curioso Parc des Buttes-Chaumont que para além de parecer uma meca dos piqueniqueiros, tem uma enorme formação rochosa de 50 metros plantada no meio de um lago. Ao sol, comemos o nosso banquete, passámos pelas brasas e celebrámos aquelas pequenas liberdades. Como já conhecíamos os lugares turísticos de Paris de ginjeira, optámos por ir ver o que ainda não tínhamos visto. Com a ajuda de blogs franceses acabámos por encontrar algumas das mais bonitas e escondidas ruas de Paris, todas concentradas à volta da Place de la Bastille. São elas: Cour Damouye, Passage Lhomme e Rue Crémieux. Na Rue Charonne, mesmo ao pé da Passage Lhomme são mais que muitos os cafés e restaurantes para um brunch tardio. Até há um restaurante Cabo-Verdiano! Por fim, subimos até ao Coulée Verte René-Dumont, um género de passadiço urbano situado na infra-estrutura obsoleta de uma antiga linha de comboio. Este percurso verdejante de quase cinco quilómetros leva-te pelo meio de prédios e dá-te uma visão diferente de Paris. Uma madeleine, um couscous e um ramen Já cansada dos quilómetros infinitos que a fiz andar, a minha amiga Apo sugeriu irmos até a um bar beber um cocktail durante a maravilhosa hora do “Apero” também conhecida como “Happy Hour”. O cocktail que ela me queria fazer provar chamava-se Madeleine e só ao beber o primeiro trago é que percebi que o nome vinha do bolo! Sabia exactamente a uma madalena. O bar chama-se Le 138 e se adoras madalenas ou preços baixos é uma óptima opção! Já ao anoitecer estava na altura de mais um reencontro, desta vez com um amigo tunisino que já não via há cinco anos. Já que de momento não podemos ir à Tunísia, fomos a um restaurante em Belleville chamado Tunis Tunis onde várias gerações de tunisinos satisfaziam os seus desejos de grandes porções de couscous. O Parque de Bellleville também é super conhecido pela sua vista fantástica sobre Paris. Visto que estes dias foram muito intensos gastronomicamente, fica uma última sugestão: a rua dos restaurantes japoneses. Na rua Sainte-Anne há uma quantidade desproporcional de restaurantes japoneses a preços muito jeitosos para Paris! Nós fomos ao Naniwa-Ya e não desapontou. Foi bom voltar a zona da cidade da Ópera, Louvre, Rivoli (onde costumava ser a minha casa) mesmo que desta vez estivesse completamente despida de turistas. Finalmente, Rodin Um dos meus objectivos em Paris sempre foi ir à maior quantidade possível de museus sem pagar. Até aos 25 (inclusive) quase todos os museus franceses são gratuitos para jovens de países da União Europeia. Infelizmente, a visita ao Museu Rodin foi consecutivamente adiada e foi com um certo pesar que paguei pela primeira vez na minha vida para entrar num museu em Paris. Um lembrete trágico de que os trinta estão cada vez mais próximos… Deixando-me de lamechices, esta casa museu (sim, porque só pelo palacete já vale apena ir) agrega as mais famosas obras de Rodin e oferece ainda um olhar mais aprofundado às diversas facetas de Rodin e da sua arte. O jardim, a razão pela qual sempre quis ir a este museu, conta com obras monumentais como O Pensador, As Portas do Inferno ou Les Bourgeois de Calais. Com ou sem COVID é inegável que Paris será sempre Paris <3

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Restrições e quarentenas levantadas, estava na altura de voltar a viver e não há melhor lugar para o fazer do que Paris. Acho que posso admitir que estou, desde sempre, viciada nesta cidade que não me canso de repetir. Desta vez decidi fazer uma visita despida de quaisquer pretensões turísticas; uma visita para rever amigos e a cidade a que já chamei de casa.

O que encontrei foi uma cidade a despertar do coma induzido que foram os últimos meses. Contudo os Parisienses sabem aproveitar a vida como ninguém e os parques e esplanadas enchiam-se de amigos e famílias à procura de reencontrar alguma normalidade.  

Pela primeira vez desde que conheço Paris a língua que mais ouvi foi o francês. As ruas, habitualmente inundadas por hordas de turistas, estavam agora calmas e serenas como se não pertencessem à cidade mais visitada do mundo. Paris estava à espera de ser redescoberta, agora pelos seus próprios habitantes.

Em busca das ruas mais fotogénicas de Paris

Ao contrário do que é habitual nas minhas viagens, este fim-de-semana foi passado sem horários, planos ou pressas. Acordámos tarde, em Pantin, e fomos até ao mercado local onde comprámos ingredientes para um piquenique no parque. De baguete, queijo e vinho na mão, não foi difícil de me voltar a sentir Parisiense.

O nosso primeiro destino foi o curioso Parc des Buttes-Chaumont que para além de parecer uma meca dos piqueniqueiros, tem uma enorme formação rochosa de 50 metros plantada no meio de um lago. Ao sol, comemos o nosso banquete, passámos pelas brasas e celebrámos aquelas pequenas liberdades.

Como já conhecíamos os lugares turísticos de Paris de ginjeira, optámos por ir ver o que ainda não tínhamos visto. Com a ajuda de blogs franceses acabámos por encontrar algumas das mais bonitas e escondidas ruas de Paris, todas concentradas à volta da Place de la Bastille. São elas: Cour Damouye, Passage Lhomme e Rue Crémieux. Na Rue Charonne, mesmo ao pé da Passage Lhomme são mais que muitos os cafés e restaurantes para um brunch tardio. Até há um restaurante Cabo-Verdiano!

Por fim, subimos até ao Coulée Verte René-Dumont, um género de passadiço urbano situado na infra-estrutura obsoleta de uma antiga linha de comboio. Este percurso verdejante de quase cinco quilómetros leva-te pelo meio de prédios e dá-te uma visão diferente de Paris.

Uma madeleine, um couscous e um ramen

Já cansada dos quilómetros infinitos que a fiz andar, a minha amiga Apo sugeriu irmos até a um bar beber um cocktail durante a maravilhosa hora do “Apero” também conhecida como “Happy Hour”. O cocktail que ela me queria fazer provar chamava-se Madeleine e só ao beber o primeiro trago é que percebi que o nome vinha do bolo! Sabia exactamente a uma madalena. O bar chama-se Le 138 e se adoras madalenas ou preços baixos é uma óptima opção!

Já ao anoitecer estava na altura de mais um reencontro, desta vez com um amigo tunisino que já não via há cinco anos. Já que de momento não podemos ir à Tunísia, fomos a um restaurante em Belleville chamado Tunis Tunis onde várias gerações de tunisinos satisfaziam os seus desejos de grandes porções de couscous. O Parque de Bellleville também é super conhecido pela sua vista fantástica sobre Paris.

Visto que estes dias foram muito intensos gastronomicamente, fica uma última sugestão: a rua dos restaurantes japoneses. Na rua Sainte-Anne há uma quantidade desproporcional de restaurantes japoneses a preços muito jeitosos para Paris! Nós fomos ao Naniwa-Ya e não desapontou.

Foi bom voltar a zona da cidade da Ópera, Louvre, Rivoli (onde costumava ser a minha casa) mesmo que desta vez estivesse completamente despida de turistas.

Finalmente, Rodin

Um dos meus objectivos em Paris sempre foi ir à maior quantidade possível de museus sem pagar. Até aos 25 (inclusive) quase todos os museus franceses são gratuitos para jovens de países da União Europeia.

Infelizmente, a visita ao Museu Rodin foi consecutivamente adiada e foi com um certo pesar que paguei pela primeira vez na minha vida para entrar num museu em Paris. Um lembrete trágico de que os trinta estão cada vez mais próximos…

Deixando-me de lamechices, esta casa museu (sim, porque só pelo palacete já vale apena ir) agrega as mais famosas obras de Rodin e oferece ainda um olhar mais aprofundado às diversas facetas de Rodin e da sua arte.

O jardim, a razão pela qual sempre quis ir a este museu, conta com obras monumentais como O Pensador, As Portas do Inferno ou Les Bourgeois de Calais.

Com ou sem COVID é inegável que Paris será sempre Paris <3

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Um fim-de-semana luminoso em Lyon https://www.mudancasconstantes.com/2017/01/28/um-fim-de-semana-luminoso-em-lyon/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-fim-de-semana-luminoso-em-lyon https://www.mudancasconstantes.com/2017/01/28/um-fim-de-semana-luminoso-em-lyon/#comments Sat, 28 Jan 2017 12:12:05 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1270 Já andava com Lyon debaixo de olho desde que descobri que era o palco da famosa Fête des Lumières. Ao mesmo tempo parecia-me daquelas cidades com o tamanho perfeito para uma escapadela de fim-de-semana. A combinação de um e outro estava destinada a acontecer. Depois de ver que os bilhetes estavam super baratos – ida pela TAP e volta pela Transavia deu um total de 70 euros – decidi, em Outubro de 2016, que era “agora ou nunca”. Falei com uma amiga minha que normalmente alinha nestes planos um bocado inesperados e a viagem a Lyon estava marcada! 🙂 Dica: Apanha o Rhone Express para chegares do Aeroporto à cidade. Compra os bilhetes aqui para evitares filas. Mais uma vez optei pelo Couchsurfing com um host que me recebeu com um apéro de queijo e vinho! Se fores durante a festa das luzes é melhor marcares alojamento com antecedência. Para além do couchsurfing aconselho o Airbnb que tem preços muito simpáticos! O fim-de-semana passou a correr e tenho a certeza que Lyon é, normalmente, um lugar muito mais pacato. Mas foi bom vermos uma cidade (ou um país??) nas ruas a celebrar, mesmo com uma segurança apertada e o historial de atentados nos últimos tempos. Os franceses, novos e velhos, não são de ficar em casa com medo! Durante o dia, Lyon é uma cidade cheia de história para descobrir, comidas e sobremesas deliciosas para provar e ainda alguma arte urbana surpreendente. Ficam aqui os ingredientes para um fim-de-semana perfeito em Lyon: Vieux Lyon Ou “Lyon antiga” é a parte mais gira da cidade. A maioria dos edifícios remonta ao século XVI e hoje em dia é uma área protegida em França. As casa, as fachadas, os candeeiros… tudo parece parado no tempo e é uma delícia andar por aquelas ruas e descobrir os cantinhos mais mágicos. Se começares a subir as ruas vais inevitavelmente dar à parte (ainda) mais antiga da cidade: o anfiteatro romano em Fourvière. Podes passear-te pelas ruinas romanas enquanto aproveitas uma vista panorâmica de Lyon. Por fim, tens a Basilique Notre Dame de Fouvière que é só das igrejas mais impressionantes e trabalhadas que já vi na vida. A descer todos os santos ajudam, por isso é só escolheres o teu caminho e aproveitares a viagem. Lyon também é conhecida pelas suas passagens secretas e aqui fica um link que te vai ajudar a encontrá-las. Parc de la Tete d’Or Descobri este parque porque estava em primeiro lugar do Trip Advisor. Sem perceber bem o que é que o tornava tão especial decidi explorar à mesma. Primeiro, tenho de avisar que o parque nunca mais acaba e que nem metade vi nas duas ou três horas que lá passei. Segundo, o parque tem um Jardim Zoológico lá dentro! Completamente grátis! Primeiro começas a ver uns veados e pensas “epá que giro! Veados no meio da cidade!”. Depois começas a ver flamingos, pelicanos, macacos… até que chegas às girafas e percebes que se calhar não é jardim qualquer. Para além disso também tens estufas e um lago que pelo mapa parece gigante, mas que não tivemos tempo de descobrir. De qualquer forma é um sítio giro e diferente para passear. Mercados, bistros e pastelarias Lyon é conhecida por ser a capital da gastronomia Francesa, por isso há que aproveitar! O mercado mais famoso é o Les Halles de Lyon que conta com dezenas de bancas a vender tudo o que se faz de melhor em frança: pão, queijo e doces! Aviso já, como é habitual em França, que o atendimento ao cliente é mil vezes mais simpático em francês. Como o dinheiro não abundava pelos nossos lados comprámos o pão, o queijo e fomos para umas escadas fora do mercado comer. Para rematar o pequeno-almoço comprámos uns macarrons maravilhosos! Dica: se quiseres levar queijos ou outros produtos pede para serem fechados em vácuo. Para além desta pérola deixo aqui mais dois sítios a que fomos e que adorei: Perroudon Saint Jean, uma pastelaria, e o bolo Nuit d’Éte particularmente. Uma mistura de chocolate, framboesas e ainda tens direito a uns mini macarrons. De comer e chorar por mais! E para jantar encontrámos o Bistrot Chardonnet (na verdade estávamos à procura de outro, que o Google ainda não tinha actualizado para “Permanentemente Fechado”). O Bistrot Chardonnet é um pequeno restaurante que serve “tapas” e refeições completas também. Quando lá chegámos ainda não havia chef e ninguém fazia ideia do que é que poderia eventualmente haver para jantar. Mas ficamos a beber um vinhinho e passado uma meia hora já tínhamos uma travessa de tapas maravilhosas e um género de pão de pizza com um molho de pesto perfeito. Se queres um atendimento super simpático, com direito a bigode francês e boa comida sem explodir com o orçamento recomendo completamente 😉 ps: a sanita é estupidamente alta! À caça dos murais de Lyon Lyon é um bocadinho um museu ao ar livre por causa dos seus murais. Estão por todo o lado e é uma das características que dá tanta personalidade a esta cidade. O meu preferido é o La Fresque de la Bibliothèque de la Cite: uma biblioteca gigante pintada num prédio laranja mesmo ao lado de um mercado de livros à beira rio. Outro – o Le mur du cinema – encontrei-o por acaso enquanto fazia o caminho de casa para o centro da cidade e representa o passado cinematográfico de Lyon com os irmãos Lumière como estrelas. Por fim, o Mur des Canuts, em Croix Rousse, é um dos murais mais famosos por ser alterado a cada 10 anos mostrando a evolução daquele bairro. Existem muitos mais e se gostas de arte urbana este é o teu mapa: [googlemaps https://www.google.com/maps/d/u/0/embed?mid=1gY5LuIbS5xDjB8uWn0X85pGJtBQ&w=640&h=480] As luzes! Por fim, a razão que me levou a Lyon! A Fête des Lumières transforma a cidade assim que anoitece e toda a gente sai à rua para ver essa transformação. Durante 3 noites a cidade é invadida por instalações artísticas, música nas ruas e sessões de vídeo mapping nos seus mais famosos monumentos. Sendo esta a maior festa de Lyon (e provavelmente das redondezas) vais ver uma multidão de gente pelas ruas a celebrar e fez-me mesmo lembrar os Santos em Lisboa, porque muitas pessoas aproveitam e põem-se à porta de casa a vender Vin Chaud (vinho quente) em vez de sangria e crepes em vez de bifanas ou sardinhas :p Apesar de só ter conseguido ver uma das noites adorei! É um festival único e artístico que não deixa  ninguém indiferente. Fica aqui o vídeo de resumo com um cheirinho do que podes encontrar se fores às próximas edições: Boa viagem!  

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Já andava com Lyon debaixo de olho desde que descobri que era o palco da famosa Fête des Lumières. Ao mesmo tempo parecia-me daquelas cidades com o tamanho perfeito para uma escapadela de fim-de-semana. A combinação de um e outro estava destinada a acontecer.

Depois de ver que os bilhetes estavam super baratos – ida pela TAP e volta pela Transavia deu um total de 70 euros – decidi, em Outubro de 2016, que era “agora ou nunca”. Falei com uma amiga minha que normalmente alinha nestes planos um bocado inesperados e a viagem a Lyon estava marcada! 🙂

Dica: Apanha o Rhone Express para chegares do Aeroporto à cidade. Compra os bilhetes aqui para evitares filas.

Mais uma vez optei pelo Couchsurfing com um host que me recebeu com um apéro de queijo e vinho! Se fores durante a festa das luzes é melhor marcares alojamento com antecedência. Para além do couchsurfing aconselho o Airbnb que tem preços muito simpáticos!

O fim-de-semana passou a correr e tenho a certeza que Lyon é, normalmente, um lugar muito mais pacato. Mas foi bom vermos uma cidade (ou um país??) nas ruas a celebrar, mesmo com uma segurança apertada e o historial de atentados nos últimos tempos. Os franceses, novos e velhos, não são de ficar em casa com medo!

Durante o dia, Lyon é uma cidade cheia de história para descobrir, comidas e sobremesas deliciosas para provar e ainda alguma arte urbana surpreendente.

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Ficam aqui os ingredientes para um fim-de-semana perfeito em Lyon:

Vieux Lyon

Ou “Lyon antiga” é a parte mais gira da cidade. A maioria dos edifícios remonta ao século XVI e hoje em dia é uma área protegida em França. As casa, as fachadas, os candeeiros… tudo parece parado no tempo e é uma delícia andar por aquelas ruas e descobrir os cantinhos mais mágicos.

Se começares a subir as ruas vais inevitavelmente dar à parte (ainda) mais antiga da cidade: o anfiteatro romano em Fourvière. Podes passear-te pelas ruinas romanas enquanto aproveitas uma vista panorâmica de Lyon. Por fim, tens a Basilique Notre Dame de Fouvière que é só das igrejas mais impressionantes e trabalhadas que já vi na vida.

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A descer todos os santos ajudam, por isso é só escolheres o teu caminho e aproveitares a viagem. Lyon também é conhecida pelas suas passagens secretas e aqui fica um link que te vai ajudar a encontrá-las.

Parc de la Tete d’Or

Descobri este parque porque estava em primeiro lugar do Trip Advisor. Sem perceber bem o que é que o tornava tão especial decidi explorar à mesma. Primeiro, tenho de avisar que o parque nunca mais acaba e que nem metade vi nas duas ou três horas que lá passei.

Segundo, o parque tem um Jardim Zoológico lá dentro! Completamente grátis! Primeiro começas a ver uns veados e pensas “epá que giro! Veados no meio da cidade!”. Depois começas a ver flamingos, pelicanos, macacos… até que chegas às girafas e percebes que se calhar não é jardim qualquer.

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Oláaaa!!

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Mete-te com alguém do teu tamanho…

Para além disso também tens estufas e um lago que pelo mapa parece gigante, mas que não tivemos tempo de descobrir. De qualquer forma é um sítio giro e diferente para passear.

Mercados, bistros e pastelarias

Lyon é conhecida por ser a capital da gastronomia Francesa, por isso há que aproveitar! O mercado mais famoso é o Les Halles de Lyon que conta com dezenas de bancas a vender tudo o que se faz de melhor em frança: pão, queijo e doces! Aviso já, como é habitual em França, que o atendimento ao cliente é mil vezes mais simpático em francês.

Como o dinheiro não abundava pelos nossos lados comprámos o pão, o queijo e fomos para umas escadas fora do mercado comer. Para rematar o pequeno-almoço comprámos uns macarrons maravilhosos! Dica: se quiseres levar queijos ou outros produtos pede para serem fechados em vácuo.

Le petit déjeuner
Le petit déjeuner

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Quero todos por favor!
Quero todos por favor!

Para além desta pérola deixo aqui mais dois sítios a que fomos e que adorei: Perroudon Saint Jean, uma pastelaria, e o bolo Nuit d’Éte particularmente. Uma mistura de chocolate, framboesas e ainda tens direito a uns mini macarrons. De comer e chorar por mais! E para jantar encontrámos o Bistrot Chardonnet (na verdade estávamos à procura de outro, que o Google ainda não tinha actualizado para “Permanentemente Fechado”). O Bistrot Chardonnet é um pequeno restaurante que serve “tapas” e refeições completas também. Quando lá chegámos ainda não havia chef e ninguém fazia ideia do que é que poderia eventualmente haver para jantar. Mas ficamos a beber um vinhinho e passado uma meia hora já tínhamos uma travessa de tapas maravilhosas e um género de pão de pizza com um molho de pesto perfeito. Se queres um atendimento super simpático, com direito a bigode francês e boa comida sem explodir com o orçamento recomendo completamente 😉 ps: a sanita é estupidamente alta!

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Nuit d’Été

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Tapas @Bistrot

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A única cura para o frio! – Vin Chaud

À caça dos murais de Lyon

Lyon é um bocadinho um museu ao ar livre por causa dos seus murais. Estão por todo o lado e é uma das características que dá tanta personalidade a esta cidade.

O meu preferido é o La Fresque de la Bibliothèque de la Cite: uma biblioteca gigante pintada num prédio laranja mesmo ao lado de um mercado de livros à beira rio. Outro – o Le mur du cinema – encontrei-o por acaso enquanto fazia o caminho de casa para o centro da cidade e representa o passado cinematográfico de Lyon com os irmãos Lumière como estrelas. Por fim, o Mur des Canuts, em Croix Rousse, é um dos murais mais famosos por ser alterado a cada 10 anos mostrando a evolução daquele bairro.

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Existem muitos mais e se gostas de arte urbana este é o teu mapa:

[googlemaps https://www.google.com/maps/d/u/0/embed?mid=1gY5LuIbS5xDjB8uWn0X85pGJtBQ&w=640&h=480]

As luzes!

Por fim, a razão que me levou a Lyon! A Fête des Lumières transforma a cidade assim que anoitece e toda a gente sai à rua para ver essa transformação. Durante 3 noites a cidade é invadida por instalações artísticas, música nas ruas e sessões de vídeo mapping nos seus mais famosos monumentos.

Sendo esta a maior festa de Lyon (e provavelmente das redondezas) vais ver uma multidão de gente pelas ruas a celebrar e fez-me mesmo lembrar os Santos em Lisboa, porque muitas pessoas aproveitam e põem-se à porta de casa a vender Vin Chaud (vinho quente) em vez de sangria e crepes em vez de bifanas ou sardinhas :p

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Apesar de só ter conseguido ver uma das noites adorei! É um festival único e artístico que não deixa  ninguém indiferente. Fica aqui o vídeo de resumo com um cheirinho do que podes encontrar se fores às próximas edições:

Boa viagem!

 

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Normandia e Bretanha num fim de semana https://www.mudancasconstantes.com/2016/11/13/normandia-e-bretanha-num-fim-de-semana/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=normandia-e-bretanha-num-fim-de-semana https://www.mudancasconstantes.com/2016/11/13/normandia-e-bretanha-num-fim-de-semana/#respond Sun, 13 Nov 2016 22:52:36 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=1020 Trop mignon é uma expressão francesa que adoro e acho que não há outra melhor para descrever este fim de semana de passeio pela Normandia e Bretanha. Quando fiz Erasmus em Paris, os meus queridos pais foram visitar-me para viajarmos ao Norte de França e mostrarem-me um dos sítios que eu mais queria conhecer: o Mont Saint Michel. Vai daí, aproveitámos a oportunidade e passamos o fim de semana a descobrir pequenas vilas e cidades do norte. Cada uma mais mignon que a outra!  É uma escapadela perfeita para um fim de semana prolongado. Fica aqui a reportagem fotográfica e nomes dos meus sítios preferidos para aguçar a curiosidade e a vontade de marcar o próximo voo 😉 Honfleur O Vieux-Bassin (antigo porto), tem prédios dos séculos XVI a XVIII e serviu de inspiração a artistas como Monet e Boudin. Também podes encontrar a igreja de Santa Catherine toda em madeira, que remonta ao século XIV. Praias do Dia D  Infelizmente, quando visitámos a região o cemitério americano e canadiano estavam fechados. Contudo, existem centros de interpretação e vestígios da segunda guerra mundial em todas as praias. É impossível não sentir um arrepio ao pensar no banho de sangue do dia 6 de Junho de 1944 que aconteceu ali mesmo naquelas praias. Sword Beach (Britânica); Juno Beach (Canadiana); Gold Beach (Britânica): Omaha Beach (Americana); Utah Beach (American) Mont Saint Michel Se os palácios da Disney fossem reais, o Mont Saint Michel seria um certamente um deles. Rodeado de água com a maré cheia e de uma extensão de areia infinita com a maré baixa, este é um dos sítios mais pitorescos de França. Já na ilha, os visitantes passeiam pelas estreitas e inclinadas ruas ladeadas de lojinhas e casas medievais. Tudo é picture perfect! A abadia é de visita gratuita para cidadãos da UE com menos de 26 anos. Infelizmente tínhamos pouco tempo e não consegui ver a maré alta, mas assim tenho sempre mais uma desculpa para voltar 🙂 Toda a informação sobre o monte aqui! Fougères A estalar com os 4 graus que se faziam sentir nessa manhã, seguimos rumo à Bretanha. Aqui, o estilo arquitectónico Britânico invade as ruas, o tijolo e pedra são reis, e descobrimos uma pequena aldeia medieval ainda a dormir numa manhã de domingo :) Vitré Casas tortas e coloridas, ruas estreitas e prédios a cair de velhos nunca são de mais! Por isso, Vitré foi mais uma agradável surpresa principalmente pela arquitectura das casas que remontam ao século XIII.  Foi, em tempos, uma das cidades mais importantes de França pelo comércio de lã. 

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Trop mignon é uma expressão francesa que adoro e acho que não há outra melhor para descrever este fim de semana de passeio pela Normandia e Bretanha. Quando fiz Erasmus em Paris, os meus queridos pais foram visitar-me para viajarmos ao Norte de França e mostrarem-me um dos sítios que eu mais queria conhecer: o Mont Saint Michel.

Vai daí, aproveitámos a oportunidade e passamos o fim de semana a descobrir pequenas vilas e cidades do norte. Cada uma mais mignon que a outra!  É uma escapadela perfeita para um fim de semana prolongado. Fica aqui a reportagem fotográfica e nomes dos meus sítios preferidos para aguçar a curiosidade e a vontade de marcar o próximo voo 😉

Honfleur

O Vieux-Bassin (antigo porto), tem prédios dos séculos XVI a XVIII e serviu de inspiração a artistas como Monet e Boudin. Também podes encontrar a igreja de Santa Catherine toda em madeira, que remonta ao século XIV.

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Praias do Dia D 

Infelizmente, quando visitámos a região o cemitério americano e canadiano estavam fechados. Contudo, existem centros de interpretação e vestígios da segunda guerra mundial em todas as praias. É impossível não sentir um arrepio ao pensar no banho de sangue do dia 6 de Junho de 1944 que aconteceu ali mesmo naquelas praias. Sword Beach (Britânica); Juno Beach (Canadiana); Gold Beach (Britânica): Omaha Beach (Americana); Utah Beach (American)

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Mont Saint Michel

Se os palácios da Disney fossem reais, o Mont Saint Michel seria um certamente um deles. Rodeado de água com a maré cheia e de uma extensão de areia infinita com a maré baixa, este é um dos sítios mais pitorescos de França. Já na ilha, os visitantes passeiam pelas estreitas e inclinadas ruas ladeadas de lojinhas e casas medievais. Tudo é picture perfect! A abadia é de visita gratuita para cidadãos da UE com menos de 26 anos. Infelizmente tínhamos pouco tempo e não consegui ver a maré alta, mas assim tenho sempre mais uma desculpa para voltar 🙂 Toda a informação sobre o monte aqui!

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Fougères

A estalar com os 4 graus que se faziam sentir nessa manhã, seguimos rumo à Bretanha. Aqui, o estilo arquitectónico Britânico invade as ruas, o tijolo e pedra são reis, e descobrimos uma pequena aldeia medieval ainda a dormir numa manhã de domingo :)

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Vitré

Casas tortas e coloridas, ruas estreitas e prédios a cair de velhos nunca são de mais! Por isso, Vitré foi mais uma agradável surpresa principalmente pela arquitectura das casas que remontam ao século XIII.  Foi, em tempos, uma das cidades mais importantes de França pelo comércio de lã. 

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