flixbus Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/flixbus/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Wed, 10 Oct 2018 15:09:32 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png flixbus Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/flixbus/ 32 32 Lisboa a Milão en autobus: Seis dias, Quatre Villes (2/2) https://www.mudancasconstantes.com/2018/01/07/nimes-avignon-flixbus/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nimes-avignon-flixbus https://www.mudancasconstantes.com/2018/01/07/nimes-avignon-flixbus/#comments Sun, 07 Jan 2018 19:32:45 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2656 Duas cidades já estão, faltam mais duas. Talvez seja bom explicar porque é que o título destes posts está em três línguas. Porque graças a Mim que falo Português, Espanhol e Francês! Já me tinha esquecido que para viajar nestes países dá jeito falar a língua deles já que ninguém parece querer fazer um grande esforço para falar inglês. <Desabafo: over> Nîmes, a Romana Alors, Nîmes é uma cidade muito pequenina, mas tem um centro muito charmoso e alguns monumentos históricos importantes que valem a pena ver. Logo a seguir à estação de comboios está a Arena de Nîmes, um anfiteatro romano onde ainda hoje se realizam touradas. Um pouco mais à frente vais encontrar a Maison Carrée, um templo romano do ano 19 AC. Fui aos Les Halles tomar o pequeno-almoço, comparado com o de Lyon é muito pequenino, mas os croissants recomendam-se! Depois respirei fundo e subi até à Torre Magne, situada no ponto mais alto da cidade. Também construída pelos romanos, costumava ser utilizada como torre de vigia, depois passou a ser um género de torre de comunicações e agora é um lugar para os turistas verem as vistas. Ao descer passei pelos Jardins de la Fontaine, onde a maioria das pessoas vai correr e fazer exercício. O resto do tempo passei-o a laurear a pevide pelos bairros antigos de Nîmes, que são encantadores, e ainda consegui ver mais um monumento romano: a Porta Auguste. Para almoçar posso recomendar a Boulangerie Croquants Villaret que tem umas das melhores sandes do mundo! Sur le Point D’Avignon Depois de mais de 30 horas a usar a mesma roupa o que eu queria mesmo era tomar um banho. Assim que cheguei ao Pop Hostel (um dos melhores hostels em que já estive a nível de instalações) corri para o duche, troquei de roupa, carreguei as baterias todas – incluindo as minhas – e fui dar uma voltinha para conhecer a cidade. Não tinha intenções de visitar nada em concreto, mas acabei por comprar o bilhete combinado do Palais des Papes (Palácio dos Papas) e Pont D’Avignon na dita ponte. Tive sorte porque já era relativamente tarde, não havia muita gente e pude aproveitar as vistas e a ponte em paz enquanto o sol se punha. Na manhã do dia seguinte comecei então por ir ao Palais des Papes, o marco mais importante de Avignon e o maior palácio gótico da Europa. Para mim, esta foi a grande surpresa da viagem, não tanto pelo sítio em si, mas pela forma como a visita está estruturada. À entrada dão-te um tablet e uns phones e vais ouvindo a história do Palácio, mas na maioria das salas tens ainda uns medalhões dourados que funcionam como um QR code e ao fazeres o scan, passas a ver a sala onde estás como ela era em 1371. É uma utilização de realidade aumentada genial e que torna a visita muito mais especial e memorável. Mesmo ao lado do Palácio está o Jardim Rocher des Doms que tem uma vista óptima sobre ambos os lados da cidade. Para além de te recomendar a “perderes-te” no centro de Avignon e explorar todos os seus recantos tenho ainda mais três sugestões a fazer: A Basílica Saint-Pierre, com um altar majestoso; o mercado Les Halles, com uma imensidão de queijos, boulangeries e todas as coisas boas desta vida, e a histórica Rue des Teinturiers. Se tiveres a possibilidade de alugar um carro aconselho-te a ires à Pont du Gard. Fica mais ou menos à mesma distância de Nîmes e Avignon e é um dos ex-libris da zona. Também existem 3 autocarros públicos por dia, mas infelizmente as horas não eram as melhores. Podes encontrar mais informações aqui. E pronto, hoje finalmente embarquei num autocarro com destino a Milão. 9 horas depois já não falta tudo para chegar. PS: Para quem me disse “então mas assim vais gastar mais dinheiro do que se fores de avião…” no total gastei 268€. Not bad! 😉

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Duas cidades já estão, faltam mais duas.

Talvez seja bom explicar porque é que o título destes posts está em três línguas. Porque graças a Mim que falo Português, Espanhol e Francês! Já me tinha esquecido que para viajar nestes países dá jeito falar a língua deles já que ninguém parece querer fazer um grande esforço para falar inglês.

<Desabafo: over>

Nîmes, a Romana

Alors, Nîmes é uma cidade muito pequenina, mas tem um centro muito charmoso e alguns monumentos históricos importantes que valem a pena ver. Logo a seguir à estação de comboios está a Arena de Nîmes, um anfiteatro romano onde ainda hoje se realizam touradas. Um pouco mais à frente vais encontrar a Maison Carrée, um templo romano do ano 19 AC.

Fui aos Les Halles tomar o pequeno-almoço, comparado com o de Lyon é muito pequenino, mas os croissants recomendam-se! Depois respirei fundo e subi até à Torre Magne, situada no ponto mais alto da cidade. Também construída pelos romanos, costumava ser utilizada como torre de vigia, depois passou a ser um género de torre de comunicações e agora é um lugar para os turistas verem as vistas.

Ao descer passei pelos Jardins de la Fontaine, onde a maioria das pessoas vai correr e fazer exercício. O resto do tempo passei-o a laurear a pevide pelos bairros antigos de Nîmes, que são encantadores, e ainda consegui ver mais um monumento romano: a Porta Auguste.

Para almoçar posso recomendar a Boulangerie Croquants Villaret que tem umas das melhores sandes do mundo!

Sur le Point D’Avignon

Depois de mais de 30 horas a usar a mesma roupa o que eu queria mesmo era tomar um banho. Assim que cheguei ao Pop Hostel (um dos melhores hostels em que já estive a nível de instalações) corri para o duche, troquei de roupa, carreguei as baterias todas – incluindo as minhas – e fui dar uma voltinha para conhecer a cidade.

Não tinha intenções de visitar nada em concreto, mas acabei por comprar o bilhete combinado do Palais des Papes (Palácio dos Papas) e Pont D’Avignon na dita ponte. Tive sorte porque já era relativamente tarde, não havia muita gente e pude aproveitar as vistas e a ponte em paz enquanto o sol se punha.

Na manhã do dia seguinte comecei então por ir ao Palais des Papes, o marco mais importante de Avignon e o maior palácio gótico da Europa. Para mim, esta foi a grande surpresa da viagem, não tanto pelo sítio em si, mas pela forma como a visita está estruturada. À entrada dão-te um tablet e uns phones e vais ouvindo a história do Palácio, mas na maioria das salas tens ainda uns medalhões dourados que funcionam como um QR code e ao fazeres o scan, passas a ver a sala onde estás como ela era em 1371. É uma utilização de realidade aumentada genial e que torna a visita muito mais especial e memorável.

A recuar no tempo…
Tadaaaa! Tão fixe!

Mesmo ao lado do Palácio está o Jardim Rocher des Doms que tem uma vista óptima sobre ambos os lados da cidade. Para além de te recomendar a “perderes-te” no centro de Avignon e explorar todos os seus recantos tenho ainda mais três sugestões a fazer: A Basílica Saint-Pierre, com um altar majestoso; o mercado Les Halles, com uma imensidão de queijos, boulangeries e todas as coisas boas desta vida, e a histórica Rue des Teinturiers.

Palais des Papes
Vista do Jardim

Les Halles
Rue des Teinturiers

Se tiveres a possibilidade de alugar um carro aconselho-te a ires à Pont du Gard. Fica mais ou menos à mesma distância de Nîmes e Avignon e é um dos ex-libris da zona. Também existem 3 autocarros públicos por dia, mas infelizmente as horas não eram as melhores. Podes encontrar mais informações aqui.

E pronto, hoje finalmente embarquei num autocarro com destino a Milão. 9 horas depois já não falta tudo para chegar.

PS: Para quem me disse “então mas assim vais gastar mais dinheiro do que se fores de avião…” no total gastei 268€. Not bad! 😉

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Lisboa a Milão en autobus: Seis dias, Quatre Villes (1/2) https://www.mudancasconstantes.com/2018/01/07/bilbao-madrid-flixbus/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bilbao-madrid-flixbus https://www.mudancasconstantes.com/2018/01/07/bilbao-madrid-flixbus/#comments Sun, 07 Jan 2018 19:08:49 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2639 Gastar 200€ num voo, só de ida, Lisboa-Milão parece-me criminoso. Afinal, com sorte, isso é o preço de ida e volta para Istambul! Vai daí, comecei a pensar em alternativas para voltar a Milão depois das férias de Natal e foi assim que surgiu a brilhante ideia (que alguns apelidaram de loucura) “Posso ir de autocarro!”. Ok, eu reconheço que assim a seco pareça um bocado insano fazer 2133 km de autocarro, mas a minha ideia era ir parando em cidades que ficassem pelo caminho e visitá-las durante um dia. E foi assim, olhando para o mapa e para as possíveis ligações Flixbus, que desenhei um plano. Durante 6 dias ia passar por: Salamanca, Bilbao, Nîmes e Avignon. Em Portugal o nome Flixbus ainda é algo incógnito, mas na Europa Central vêem-se por todo o lado estes autocarros grandes, verde-fluorescentes. A Flixbus tem a sua própria versão do conceito “passe Interrail” que se traduz num passe de 5 viagens por 99€, fazendo com que cada viagem que faças fique a 20€. Este passe foi toda a motivação que precisava na minha vida para fazer com que esta viagem acontecesse! Entretanto, como Mudanças à última hora é que a gente gosta, um dia antes de partir descobri que um amigo meu que já não via há mais de um ano estava a viver em Madrid e Salamanca acabou por ser trocada pela capital de Espanha. Quem és tu Madrid? Cheguei a Madrid já de noite e por isso não fizemos muito mais do que ir comer uma Morcilla e umas Empanadas regadas de cerveja numa tasca e conversar sobre a vida. No dia seguinte tinha algumas horas para explorar o centro e depois de largar os meus monstrinhos (leia-se malas) nos cacifos da estação os meus pés estavam prontos para a acção. Espírito Natalício: Spot on! O status da minha relação com Madrid é “complicado”. Três vezes lá fui e três vezes não me aqueceu nem arrefeceu. Não me interpretem mal: tem bons museus, uma arquitectura interessante, praças fixes e o jardim que eu queria que Milão tivesse. Mas não consigo ver mais para além disso. A única dica que posso dar é subir ao terraço do “Circulo de Bellas Artes” para ver a cidade do topo, em particular, a Gran Via. Custo: 4€ A viagem de comboio até Bilbao passou num instante, principalmente porque decidiram dar o filme Cars, que eu nunca tinha visto. Filmes da Pixar animam qualquer viagem! Stranger Bilbao Ir a Bilbao foi um dos propulsores desta viagem. Desde que um amigo de família nos deu um íman com a imagem do Guggenheim de Bilbao, que está no nosso frigorífico, sabia que tinha que lá ir. Acordei cedo para um pequeno-almoço de hostel bem rasca (aquele pão bimbo com margarina) e pus-me a andar. Às 9 e pouco da manhã ainda mal se via vivalma em Bilbao e como tal tinha o exterior do Guggenheim quase só para mim. É espectacular. Parece que a cada passo há um novo detalhe, uma nova curva que ainda não tinhas visto. A aranha (Maman) é um marco e parece directamente saída da série Stranger Things! Lá dentro, a parte mais impressionante do museu são as esculturas de Richard Serra, de uma dimensão tal que te vão fazer sentir uma formiguinha. O resto do museu tem algumas obras interessantes de arte contemporânea como o Volkswagen Beetle desconstruído. Durante o resto do dia fui a Casco Viejo (a zona mais antiga e tradicional de Bilbao), ao Mercado da Ribeira (sim, eles também têm um). Passei pela Catedral de Bilbao, o Palácio de Yohn, pela Gran Via e ainda encontrei uma exposição gratuita na Biblioteca Azkuna Zentroa. A melhor vista sobre a cidade é no topo do Funicular de Artxanda, mas eu passei essa parte por achar que Bilbao é mais bonita de baixo para cima do que de cima para baixo. O estádio de San Mamés é um bom exemplo de como é possível fazerem-se estádios de futebol bonitos. Ouviram Benfica e Sporting?! Já mais tarde estava na altura de embarcar na minha viagem nocturna até Nîmes. O autocarro, ao contrário do que é normal, estava atrasado, mas assim que chegou percebi o motivo: era um autocarro português! Acho que em 55 pessoas havia umas 5 que não eram emigrantes portugueses e por isso a viagem fez-se ao som de pimba, fado e até kuduro! Com mais pausas para café e xixi do que qualquer ser humano precisa, lá chegámos a Nîmes com duas horas de atraso, o que até calhou bem porque chegar às 7 da manhã não ia dar jeitinho nenhum! A aventura continua em França, neste post!

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Gastar 200€ num voo, só de ida, Lisboa-Milão parece-me criminoso. Afinal, com sorte, isso é o preço de ida e volta para Istambul! Vai daí, comecei a pensar em alternativas para voltar a Milão depois das férias de Natal e foi assim que surgiu a brilhante ideia (que alguns apelidaram de loucura) “Posso ir de autocarro!”.

Ok, eu reconheço que assim a seco pareça um bocado insano fazer 2133 km de autocarro, mas a minha ideia era ir parando em cidades que ficassem pelo caminho e visitá-las durante um dia. E foi assim, olhando para o mapa e para as possíveis ligações Flixbus, que desenhei um plano. Durante 6 dias ia passar por: Salamanca, Bilbao, Nîmes e Avignon.

Em Portugal o nome Flixbus ainda é algo incógnito, mas na Europa Central vêem-se por todo o lado estes autocarros grandes, verde-fluorescentes. A Flixbus tem a sua própria versão do conceito “passe Interrail” que se traduz num passe de 5 viagens por 99€, fazendo com que cada viagem que faças fique a 20€. Este passe foi toda a motivação que precisava na minha vida para fazer com que esta viagem acontecesse!

Entretanto, como Mudanças à última hora é que a gente gosta, um dia antes de partir descobri que um amigo meu que já não via há mais de um ano estava a viver em Madrid e Salamanca acabou por ser trocada pela capital de Espanha.

Quem és tu Madrid?

Cheguei a Madrid já de noite e por isso não fizemos muito mais do que ir comer uma Morcilla e umas Empanadas regadas de cerveja numa tasca e conversar sobre a vida. No dia seguinte tinha algumas horas para explorar o centro e depois de largar os meus monstrinhos (leia-se malas) nos cacifos da estação os meus pés estavam prontos para a acção.

Espírito Natalício: Spot on!

O status da minha relação com Madrid é “complicado”. Três vezes lá fui e três vezes não me aqueceu nem arrefeceu. Não me interpretem mal: tem bons museus, uma arquitectura interessante, praças fixes e o jardim que eu queria que Milão tivesse. Mas não consigo ver mais para além disso. A única dica que posso dar é subir ao terraço do “Circulo de Bellas Artes” para ver a cidade do topo, em particular, a Gran Via. Custo: 4€

El Retiro

A viagem de comboio até Bilbao passou num instante, principalmente porque decidiram dar o filme Cars, que eu nunca tinha visto. Filmes da Pixar animam qualquer viagem!

Stranger Bilbao

Ir a Bilbao foi um dos propulsores desta viagem. Desde que um amigo de família nos deu um íman com a imagem do Guggenheim de Bilbao, que está no nosso frigorífico, sabia que tinha que lá ir.

Acordei cedo para um pequeno-almoço de hostel bem rasca (aquele pão bimbo com margarina) e pus-me a andar. Às 9 e pouco da manhã ainda mal se via vivalma em Bilbao e como tal tinha o exterior do Guggenheim quase só para mim. É espectacular. Parece que a cada passo há um novo detalhe, uma nova curva que ainda não tinhas visto. A aranha (Maman) é um marco e parece directamente saída da série Stranger Things!

Lá dentro, a parte mais impressionante do museu são as esculturas de Richard Serra, de uma dimensão tal que te vão fazer sentir uma formiguinha. O resto do museu tem algumas obras interessantes de arte contemporânea como o Volkswagen Beetle desconstruído.

Durante o resto do dia fui a Casco Viejo (a zona mais antiga e tradicional de Bilbao), ao Mercado da Ribeira (sim, eles também têm um). Passei pela Catedral de Bilbao, o Palácio de Yohn, pela Gran Via e ainda encontrei uma exposição gratuita na Biblioteca Azkuna Zentroa.

Casco Viejo

Mercado da Ribeira


A melhor vista sobre a cidade é no topo do Funicular de Artxanda, mas eu passei essa parte por achar que Bilbao é mais bonita de baixo para cima do que de cima para baixo. O estádio de San Mamés é um bom exemplo de como é possível fazerem-se estádios de futebol bonitos. Ouviram Benfica e Sporting?!

Estádio San Mamede

Já mais tarde estava na altura de embarcar na minha viagem nocturna até Nîmes. O autocarro, ao contrário do que é normal, estava atrasado, mas assim que chegou percebi o motivo: era um autocarro português! Acho que em 55 pessoas havia umas 5 que não eram emigrantes portugueses e por isso a viagem fez-se ao som de pimba, fado e até kuduro! Com mais pausas para café e xixi do que qualquer ser humano precisa, lá chegámos a Nîmes com duas horas de atraso, o que até calhou bem porque chegar às 7 da manhã não ia dar jeitinho nenhum!

A aventura continua em França, neste post!

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