couchsurfing Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/couchsurfing/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Wed, 29 Dec 2021 09:37:22 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.1 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png couchsurfing Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/couchsurfing/ 32 32 Shiraz: foi por isto que fui ao Irão https://www.mudancasconstantes.com/2018/04/10/shiraz-hospitalidade-iraniana-couchsurfing/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=shiraz-hospitalidade-iraniana-couchsurfing https://www.mudancasconstantes.com/2018/04/10/shiraz-hospitalidade-iraniana-couchsurfing/#comments Tue, 10 Apr 2018 14:38:24 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3179 A hospitalidade Iraniana é lendária. Vem em qualquer guia de viagem sobre o Irão, existem milhares de posts sobre isso e é um dos tópicos de conversa mais comuns entre viajantes que se cruzam no país. E por isso, uma das melhores coisas que podes fazer no Irão, é seres hospedado/a por uma família iraniana. E no Irão isso está à distância de uns cliques. Sou uma fã assumida do Couchsurfing e, apesar do couchsurfing ser ilegal no Irão (tudo é!), é utilizado por milhares de Iranianos que abrem a porta de suas casas a estrangeiros e os tratam como família a partir o momento em que passam a porta. A minha família iraniana Depois de ler atentamente vários perfis de hosts em Shiraz decidi contactar o Moji. Só lhe escrevi a ele porque tinha lido que as probabilidades de te aceitarem o pedido à primeira são grandes e assim foi. Passados dois ou três dias tinha uma reposta afirmativa. Íamos ficar em casa dele e da sua família. No dia que chegámos à estação de autocarros de Shiraz – depois de uma longa viagem de 11 horas desde Teerão, que contou com filmes cómicos Iranianos, música iraniana a alto e bom som e bolos estilo dancake capazes de rebentar com os níveis de glicémia de qualquer um – o Moji veio ter connosco. A primeira coisa que nos ensinou foi que em Shiraz tudo decorre nas calmas e sem preocupações. “Don’t worry be happy” é o seu lema. Gostei dele imediatamente. Fomos deixar as malas a casa onde a mãe nos recebeu com um grande sorriso e um pequeno-almoço típico. No Irão come-se no chão, numa toalha em cima da carpete. O Moji foi um querido e deu-nos o quarto dele e dormiu na sala durante os dias em que lá estivemos. A minha mãe adoptiva iraniana! Turistando por Shiraz A partir daí já não nos separámos mais! Tinha programado para nós uma tour completa pelos melhores monumentos de Shiraz. Começámos pelo Vakil Bazaar que estava a rebentar pelas costuras e aprendemos muito sobre o artesanato local (ele também é artista!). Depois, passámos pela Vakil Mosque (só pelo exterior), Karim Khan Citadel e Eram Garden. Apesar do Irão ser basicamente um deserto gigante, os jardins iranianos estão extremamente bem cuidados e verdes. E Shiraz é particularmente famosa pela sua natureza. Os jardins são também um lugar onde os iranianos se encontram para conversar, fazer picnics e tirar muitas fotografias. Por isso, nós fizemos o mesmo! Ainda tivemos energia para visitar o Shahcheragh Holy Shrine, a maior mesquita da cidade e uma das mais importantes do país. Nos Holy Shrines as mulheres têm que usar sempre um chador, basicamente têm que se embrulhar num lençol, e os turistas têm que ser acompanhados por um guia que lhes é adjudicado gratuitamente. Apesar de o interior não ser acessível a não muçulmanos, dá para espreitar e é impressionante como brilha por causa do efeito dos espelhos. O último lugar que visitámos foi o palacete Shapouri Pavilion que fica lindo à noite! Quando chegámos a casa tínhamos uma pratada de massa à nossa espera e estávamos prontos para ir dormir! Mais uma pequena história que diz muito sobre o povo iraniano A condução dos iranianos é tudo menos segura e as condições das estradas não ajudam muito à festa. Quando estávamos todos a dar um passeio perto de uma estrada ouve-se o barulho de um acidente e vimos que um carro tinha capotado para dentro da vala que existe entre a estrada e o passeio. Do nada, cerca de 20 homens desataram a correr, passando pela estrada, parando o trânsito, prontos para ajudar. Em meio minuto tinham posto o carro de volta à sua posição original e as pessoas que iam lá dentro estavam bem. Nunca na minha vida vi nada assim. Todas estas pessoas largaram tudo o que estavam a fazer para ir ajudar alguém. Surpreendeu-me imenso e acho que na Europa seria difícil ver tanto altruísmo e entreajuda. O aparato todo não durou muito mais do que 5 minutos, mas é uma imagem que ficou bem gravada na minha memória. As histórias de Shiraz continuam aqui!

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A hospitalidade Iraniana é lendária. Vem em qualquer guia de viagem sobre o Irão, existem milhares de posts sobre isso e é um dos tópicos de conversa mais comuns entre viajantes que se cruzam no país.

E por isso, uma das melhores coisas que podes fazer no Irão, é seres hospedado/a por uma família iraniana. E no Irão isso está à distância de uns cliques. Sou uma fã assumida do Couchsurfing e, apesar do couchsurfing ser ilegal no Irão (tudo é!), é utilizado por milhares de Iranianos que abrem a porta de suas casas a estrangeiros e os tratam como família a partir o momento em que passam a porta.

A minha família iraniana

Depois de ler atentamente vários perfis de hosts em Shiraz decidi contactar o Moji. Só lhe escrevi a ele porque tinha lido que as probabilidades de te aceitarem o pedido à primeira são grandes e assim foi. Passados dois ou três dias tinha uma reposta afirmativa. Íamos ficar em casa dele e da sua família.

No dia que chegámos à estação de autocarros de Shiraz – depois de uma longa viagem de 11 horas desde Teerão, que contou com filmes cómicos Iranianos, música iraniana a alto e bom som e bolos estilo dancake capazes de rebentar com os níveis de glicémia de qualquer um – o Moji veio ter connosco.

A primeira coisa que nos ensinou foi que em Shiraz tudo decorre nas calmas e sem preocupações. “Don’t worry be happy” é o seu lema. Gostei dele imediatamente.

Fomos deixar as malas a casa onde a mãe nos recebeu com um grande sorriso e um pequeno-almoço típico. No Irão come-se no chão, numa toalha em cima da carpete. O Moji foi um querido e deu-nos o quarto dele e dormiu na sala durante os dias em que lá estivemos.

A minha mãe adoptiva iraniana!

Turistando por Shiraz

A partir daí já não nos separámos mais! Tinha programado para nós uma tour completa pelos melhores monumentos de Shiraz. Começámos pelo Vakil Bazaar que estava a rebentar pelas costuras e aprendemos muito sobre o artesanato local (ele também é artista!). Depois, passámos pela Vakil Mosque (só pelo exterior), Karim Khan Citadel e Eram Garden.

Apesar do Irão ser basicamente um deserto gigante, os jardins iranianos estão extremamente bem cuidados e verdes. E Shiraz é particularmente famosa pela sua natureza. Os jardins são também um lugar onde os iranianos se encontram para conversar, fazer picnics e tirar muitas fotografias. Por isso, nós fizemos o mesmo!

Ainda tivemos energia para visitar o Shahcheragh Holy Shrine, a maior mesquita da cidade e uma das mais importantes do país. Nos Holy Shrines as mulheres têm que usar sempre um chador, basicamente têm que se embrulhar num lençol, e os turistas têm que ser acompanhados por um guia que lhes é adjudicado gratuitamente.

Eles não deixam entrar com máquinas fotográficas por isso só tenho estas fotos rascas

Introdução ao estilo embrulhado!

Apesar de o interior não ser acessível a não muçulmanos, dá para espreitar e é impressionante como brilha por causa do efeito dos espelhos. O último lugar que visitámos foi o palacete Shapouri Pavilion que fica lindo à noite!

Quando chegámos a casa tínhamos uma pratada de massa à nossa espera e estávamos prontos para ir dormir!

Mais uma pequena história que diz muito sobre o povo iraniano

A condução dos iranianos é tudo menos segura e as condições das estradas não ajudam muito à festa. Quando estávamos todos a dar um passeio perto de uma estrada ouve-se o barulho de um acidente e vimos que um carro tinha capotado para dentro da vala que existe entre a estrada e o passeio.

Do nada, cerca de 20 homens desataram a correr, passando pela estrada, parando o trânsito, prontos para ajudar. Em meio minuto tinham posto o carro de volta à sua posição original e as pessoas que iam lá dentro estavam bem.

Nunca na minha vida vi nada assim. Todas estas pessoas largaram tudo o que estavam a fazer para ir ajudar alguém. Surpreendeu-me imenso e acho que na Europa seria difícil ver tanto altruísmo e entreajuda. O aparato todo não durou muito mais do que 5 minutos, mas é uma imagem que ficou bem gravada na minha memória.

As histórias de Shiraz continuam aqui!

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Penang: caminhos selvagens, arte urbana e um bocadinho sobre a Síria https://www.mudancasconstantes.com/2017/08/31/penang-georgetown-malasia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=penang-georgetown-malasia https://www.mudancasconstantes.com/2017/08/31/penang-georgetown-malasia/#comments Thu, 31 Aug 2017 11:52:48 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1572 Arranquei, às 8 da manhã, de Koh Lanta rumo a Penang. Dos 10 turistas que constituíam aquela mini van, depois da primeira paragem ficámos três e foi aí que começou a nossa aventura. Na estação de autocarros de Trang fomos metidas (eu, uma alemã e uma holandesa) todas encavalitadas numa das mini vans mais desconfortáveis da história que não estava claramente feita para o tamanho europeu. Valha-nos o ar condicionado. É claro que é nas piores situações (ou mais cómicas) que se formam amizades e foi isso que aconteceu. Depois de mais uma mini van de Hat Yai até Penang e um almoço picante já éramos as melhores amigas! Ps: custo da viagem – 1000 bht através de uma agência em Koh Lanta. Um encontro no mínimo estranho Chegadas a Penang, primeira missão: trocar dinheiro. E é aí que nos deparamos com a pessoa mais estranha que já conheci. Um rapaz aparentemente Canadiano (ou pelo menos foi o que ele disse) chegou ao balcão de câmbio com um ar muito aflito a perguntar onde é que era um determinado hotel. A senhora do balcão não estava minimamente interessada em ajudar, por isso nós dissemos que tínhamos o mapa da cidade no telemóvel e que podíamos ajudar. E foi aí que começou o drama: Segundo ele, tinha sido roubado nesse mesmo dia (um valor exorbitante de 2000 dólares) e pelo que percebi, foi roubado no autocarro por alguém que o hipnotizou. Sim, isso! Apesar de muito pouco verosímil, decidimos convidá-lo para ir connosco até ao Starbucks porque precisávamos todos de wifi e duma coisinha doce! No Starbucks a história só piorou e eu já não sabia para onde havia de me virar. Portanto, nesse mesmo dia a namorada tinha acabado com ele. Como? Estavam os dois a passear na rua, passa um gajo que se vira para a namorada e diz “you are hot” e ela diz “you too” e vão os dois embora juntos. Claro que eu estava quase a chorar a rir, quem me conhece sabe que eu tenho um grave problema, e começo-me a rir automaticamente da desgraça dos outros. Ele ainda acrescentou que eles namoravam há dois meses mas nunca se tinham beijado, que a tinha conhecido porque tinha salvado a vida dela num acidente qualquer e que tinha perdido muito peso por causa dela (ainda parecia ter uns 100 quilos). Quase caí para o lado quando ele disse que a mãe dele tinha morrido este ano também… Felizmente a Martina (holandesa) manteve uma postura brilhante durante o tempo todo e ia acenando. Eu já só contava os segundos até o meu host me ir buscar. Ele lá apareceu e eu cheia de medo que ele convidasse o gajo louco para ir lá dormir também, mas não aconteceu. Deixámo-las lá uma vez que iam apanhar um táxi até ao hostel e prometemos encontrar-nos no dia seguinte (não com o gajo estranho que do nada também se tinha lembrado que já tinha estado naquele sítio um dia com o pai dele). Monkey Beach No lado oposto a Georgetown, existe um parque natural com vários trilhos pela “selva” que te levam até a praias solitárias e a lagos bonitos. Os caminhos têm alguns obstáculos mas nada que não se faça. Na minha inocência achei que ia ser coisa para demorar 3 horas incluindo ir, voltar e estar um tempo na praia. Mas demoramos umas cinco! O que quer dizer que estava completamente esfomeada e nem a meio íamos. Pelo caminho vimos lagartos gigantes e macacos. Tomámos banho numa praia deserta e passados 5 minutos de termos saído da água vimos um lagarto a nadar por ali também!! A Monkey Beach em si é muito bonita e até tem um género de hostel/parque de campismo muito hippie onde podes ficar. Felizmente também fazem umas magníficas sandes de ovo para aqueles que não vêm preparados 😉 De Georgetown até ao parque natural podes apanhar um autocarro ou recorrer ao Grab (o Uber da Ásia) se tiveres mais pessoas para partilhar o valor. Não é mesmo nada caro. Meia hora de caminho devem ser 7€ no máximo. Para chegar à praia em si escolhemos ir e vir a andar (hora e meia para cada lado sem parar) mas também existem barcos a fazer essa ligação. Entretanto, uma amigo meu que foi a esta praia segundo a minha recomendação teve que andar à luta com um macaco! Por isso, recomendo-te a nunca te aproximares deles nem teres comida à mostra. Os macacos na Ásia não são para brincadeiras. Georgetown Georgetown é no mínimo adorável! Uma fusão de religiões, pessoas e culturas, tudo num raio de meia hora. Para além de poderes ver todo o tipo de templos (hindus, budistas, igrejas, mesquitas…) pelas ruas, Georgetown é particularmente conhecida pela sua “comida de rua”. São dezenas de pratos para provar, nas mais diversas bancas. O maior mercado de comida que vi foi durante a noite, relativamente perto da Love Lane, mas é só andares pela cidade um bocadinho que escolhas não vão faltar. Sendo Georgetown a parte mais turística de Penang para backpackers, existem montes de bares com happy hours e até bares com bebidas grátis para mulheres… Prometo que vais ter noites memoráveis! A outra grande característica de Georgetown é a arte urbana. Por toda a cidade existem pinturas, grafittis e expressões de arte que contrastam perfeitamente com o ambiente mais histórico e que já ganharam muitos prémios internacionais. E para ser ainda mais um museu ao ar livre, quase todas as ruas têm uma espécie de cartoon que explica a história da zona, o que te ajuda a perceber melhor o passado da cidade. Tenho dois sítios absolutamente fantásticos para comer a recomendar: Woodlands: é um restaurante indiano e vegetariano delicioso. Uma refeição vai-te custar uns 3 ou 4 euros máximo dos máximos. Se gostas deste tipo de cozinha, este é o sítio para ir. Chinahouse: este sítio é tudo menos o que eu estou habituada. É todo hipster e nada barato mas tem um sortido de bolos capaz de pôr água na boca dos mais fortes! E a comida também é espectacular. Por isso se te apetecer uma coisa um bocadinho menos asiática ou um bolo de comer e chorar por mais, este é o teu sítio. Recomendo o sponge cake de maracujá e limão! E por fim, chegámos à Síria: Refugiados há 6 anos Escolher um sírio como host na Malásia pode não parecer a decisão mais lógica, mas de experiências passadas sei que as pessoas do Médio Oriente são das mais hospitaleiras do mundo e muito sinceramente queria saber a história dele e a versão dele sobre a guerra na Síria. Passámos várias horas a falar sobre o assunto. Conseguia ver-lhe a dor estampada no rosto, apesar de falar em esperança. Não sendo um assunto fácil, percebo que queira falar sobre ele. Passar a mensagem sobre o que viu e viveu antes de ir para a Malásia. O Khaldoun (como se chama) é de Damascus, a capital, onde há 6 anos começaram os protestos contra o regime ditatorial de Hassad. Os protestos que correram o médio Oriente na chamada primavera árabe rapidamente se tornaram num banho de sangue na Síria. Os protestantes eram mortos ou presos e torturados. O conflito escalou ao ponto das pessoas se reunirem e formarem a Free Army, um exército anti governo que queria devolver o poder às pessoas. Disse-me que muitos amigos dele se tinham juntado e que ele também se queria juntar e preferia ter ficado na Síria a lutar pelo país. Mas num dos protestos o irmão foi preso durante 6 dias e quando voltou não era o mesmo (entretanto recuperou). A mãe pegou na família toda e tratou de sair do país enquanto ainda havia essa possibilidade. Entretanto, há seis anos que observam o seu país a ser consecutivamente destruído, recebem notícias de amigos que morreram na guerra por motivos que ninguém compreende bem. A única questão é mesmo porquê? E até quando? Numa nota mais leve, a comida Síria é deliciosa. A combinação de especiarias é perfeita e levou-me directamente para o Médio Oriente. Acho que para ele é como uma espécie de refúgio num lugar que está a milhares de quilómetros de casa tanto a nível geográfico como a nível cultural. No último dia, ele convidou também a minha amiga alemã para ir jantar lá a casa e comer um prato tradicional da Síria. Durante o jantar ele agradeceu-lhe pela quantidade de refugiados que a Alemanha acolheu e disse que iria sempre ajudar/dar guarida a qualquer alemão que precisasse. À pergunta “queres voltar um dia à Síria” a resposta é um sim bem claro. E tenho a certeza que isto se passa com a grande maioria dos Sírios. Há uma urgência de voltarem ao país que tanto amam e que é a sua verdadeira casa. Querem as suas tradições, casas, famílias, comidas e vidas de volta. Mas de momento a Síria é um campo de batalha que só consome vidas. Quem diz “deviam é voltar para a terra deles” estão a dizer que basicamente deviam morrer, quando nós não conseguimos sequer imaginar uma guerra, quanto mais o nosso país a ser completamente devastado por bombas, ataques químicos e sabe-se lá mais o quê. Enfim, não podia deixar de partilhar esta parte da minha visita a Penang. Aconselho definitivamente uma visita, nem que seja só a Georgetown. É uma cidade única e muito curiosa que vale a pena visitar. Eu não sabia ao que ia e acabei por ter dois dias espectaculares e uma das noites mais divertidas da minha vida! Dicas rápidas: Transporte: Georgetown tem um centro muito pequeno mas precisares aconselho-te a fazeres download da app Grab. Funciona como a Uber mas é bastante mais barata. Adorei todos os motoristas da Malásia! São super simpáticos e curiosos por isso as tuas viagens vão ser bem mais divertidas! Cartão SIM: No centro comercial Komtar, perto do Starbucks, existe uma loja que vende cartões SIM para turistas. Funcionam durante 8 dias e tens direito a 3.8gb de internet. Custam 20 RM Alojamento: Se ficares num hostel aconselho a Love Lane ou as ruas à volta como melhor local. Vais encontrar imensos viajantes e é mais fácil de travar amizades 🙂

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Arranquei, às 8 da manhã, de Koh Lanta rumo a Penang. Dos 10 turistas que constituíam aquela mini van, depois da primeira paragem ficámos três e foi aí que começou a nossa aventura.
Na estação de autocarros de Trang fomos metidas (eu, uma alemã e uma holandesa) todas encavalitadas numa das mini vans mais desconfortáveis da história que não estava claramente feita para o tamanho europeu. Valha-nos o ar condicionado. É claro que é nas piores situações (ou mais cómicas) que se formam amizades e foi isso que aconteceu. Depois de mais uma mini van de Hat Yai até Penang e um almoço picante já éramos as melhores amigas!

Ps: custo da viagem – 1000 bht através de uma agência em Koh Lanta.

Um encontro no mínimo estranho
Chegadas a Penang, primeira missão: trocar dinheiro. E é aí que nos deparamos com a pessoa mais estranha que já conheci. Um rapaz aparentemente Canadiano (ou pelo menos foi o que ele disse) chegou ao balcão de câmbio com um ar muito aflito a perguntar onde é que era um determinado hotel. A senhora do balcão não estava minimamente interessada em ajudar, por isso nós dissemos que tínhamos o mapa da cidade no telemóvel e que podíamos ajudar. E foi aí que começou o drama:

Segundo ele, tinha sido roubado nesse mesmo dia (um valor exorbitante de 2000 dólares) e pelo que percebi, foi roubado no autocarro por alguém que o hipnotizou. Sim, isso!
Apesar de muito pouco verosímil, decidimos convidá-lo para ir connosco até ao Starbucks porque precisávamos todos de wifi e duma coisinha doce!

No Starbucks a história só piorou e eu já não sabia para onde havia de me virar. Portanto, nesse mesmo dia a namorada tinha acabado com ele. Como? Estavam os dois a passear na rua, passa um gajo que se vira para a namorada e diz “you are hot” e ela diz “you too” e vão os dois embora juntos.
Claro que eu estava quase a chorar a rir, quem me conhece sabe que eu tenho um grave problema, e começo-me a rir automaticamente da desgraça dos outros. Ele ainda acrescentou que eles namoravam há dois meses mas nunca se tinham beijado, que a tinha conhecido porque tinha salvado a vida dela num acidente qualquer e que tinha perdido muito peso por causa dela (ainda parecia ter uns 100 quilos). Quase caí para o lado quando ele disse que a mãe dele tinha morrido este ano também…
Felizmente a Martina (holandesa) manteve uma postura brilhante durante o tempo todo e ia acenando. Eu já só contava os segundos até o meu host me ir buscar. Ele lá apareceu e eu cheia de medo que ele convidasse o gajo louco para ir lá dormir também, mas não aconteceu.
Deixámo-las lá uma vez que iam apanhar um táxi até ao hostel e prometemos encontrar-nos no dia seguinte (não com o gajo estranho que do nada também se tinha lembrado que já tinha estado naquele sítio um dia com o pai dele).

Monkey Beach

No lado oposto a Georgetown, existe um parque natural com vários trilhos pela “selva” que te levam até a praias solitárias e a lagos bonitos. Os caminhos têm alguns obstáculos mas nada que não se faça. Na minha inocência achei que ia ser coisa para demorar 3 horas incluindo ir, voltar e estar um tempo na praia. Mas demoramos umas cinco! O que quer dizer que estava completamente esfomeada e nem a meio íamos. Pelo caminho vimos lagartos gigantes e macacos. Tomámos banho numa praia deserta e passados 5 minutos de termos saído da água vimos um lagarto a nadar por ali também!!
A Monkey Beach em si é muito bonita e até tem um género de hostel/parque de campismo muito hippie onde podes ficar. Felizmente também fazem umas magníficas sandes de ovo para aqueles que não vêm preparados 😉
De Georgetown até ao parque natural podes apanhar um autocarro ou recorrer ao Grab (o Uber da Ásia) se tiveres mais pessoas para partilhar o valor. Não é mesmo nada caro. Meia hora de caminho devem ser 7€ no máximo. Para chegar à praia em si escolhemos ir e vir a andar (hora e meia para cada lado sem parar) mas também existem barcos a fazer essa ligação.

Entretanto, uma amigo meu que foi a esta praia segundo a minha recomendação teve que andar à luta com um macaco! Por isso, recomendo-te a nunca te aproximares deles nem teres comida à mostra. Os macacos na Ásia não são para brincadeiras.

Pontes de confiança
Praia só para nós!

A caminho

Georgetown

Georgetown é no mínimo adorável!
Uma fusão de religiões, pessoas e culturas, tudo num raio de meia hora. Para além de poderes ver todo o tipo de templos (hindus, budistas, igrejas, mesquitas…) pelas ruas, Georgetown é particularmente conhecida pela sua “comida de rua”. São dezenas de pratos para provar, nas mais diversas bancas. O maior mercado de comida que vi foi durante a noite, relativamente perto da Love Lane, mas é só andares pela cidade um bocadinho que escolhas não vão faltar. Sendo Georgetown a parte mais turística de Penang para backpackers, existem montes de bares com happy hours e até bares com bebidas grátis para mulheres… Prometo que vais ter noites memoráveis!
A outra grande característica de Georgetown é a arte urbana. Por toda a cidade existem pinturas, grafittis e expressões de arte que contrastam perfeitamente com o ambiente mais histórico e que já ganharam muitos prémios internacionais. E para ser ainda mais um museu ao ar livre, quase todas as ruas têm uma espécie de cartoon que explica a história da zona, o que te ajuda a perceber melhor o passado da cidade.

Tenho dois sítios absolutamente fantásticos para comer a recomendar:

Woodlands: é um restaurante indiano e vegetariano delicioso. Uma refeição vai-te custar uns 3 ou 4 euros máximo dos máximos. Se gostas deste tipo de cozinha, este é o sítio para ir.

Chinahouse: este sítio é tudo menos o que eu estou habituada. É todo hipster e nada barato mas tem um sortido de bolos capaz de pôr água na boca dos mais fortes! E a comida também é espectacular. Por isso se te apetecer uma coisa um bocadinho menos asiática ou um bolo de comer e chorar por mais, este é o teu sítio. Recomendo o sponge cake de maracujá e limão!

E por fim, chegámos à Síria:

Refugiados há 6 anos

Escolher um sírio como host na Malásia pode não parecer a decisão mais lógica, mas de experiências passadas sei que as pessoas do Médio Oriente são das mais hospitaleiras do mundo e muito sinceramente queria saber a história dele e a versão dele sobre a guerra na Síria.

Passámos várias horas a falar sobre o assunto. Conseguia ver-lhe a dor estampada no rosto, apesar de falar em esperança. Não sendo um assunto fácil, percebo que queira falar sobre ele. Passar a mensagem sobre o que viu e viveu antes de ir para a Malásia. O Khaldoun (como se chama) é de Damascus, a capital, onde há 6 anos começaram os protestos contra o regime ditatorial de Hassad. Os protestos que correram o médio Oriente na chamada primavera árabe rapidamente se tornaram num banho de sangue na Síria. Os protestantes eram mortos ou presos e torturados. O conflito escalou ao ponto das pessoas se reunirem e formarem a Free Army, um exército anti governo que queria devolver o poder às pessoas. Disse-me que muitos amigos dele se tinham juntado e que ele também se queria juntar e preferia ter ficado na Síria a lutar pelo país.

Mas num dos protestos o irmão foi preso durante 6 dias e quando voltou não era o mesmo (entretanto recuperou). A mãe pegou na família toda e tratou de sair do país enquanto ainda havia essa possibilidade.
Entretanto, há seis anos que observam o seu país a ser consecutivamente destruído, recebem notícias de amigos que morreram na guerra por motivos que ninguém compreende bem. A única questão é mesmo porquê? E até quando?

Numa nota mais leve, a comida Síria é deliciosa. A combinação de especiarias é perfeita e levou-me directamente para o Médio Oriente. Acho que para ele é como uma espécie de refúgio num lugar que está a milhares de quilómetros de casa tanto a nível geográfico como a nível cultural.
No último dia, ele convidou também a minha amiga alemã para ir jantar lá a casa e comer um prato tradicional da Síria. Durante o jantar ele agradeceu-lhe pela quantidade de refugiados que a Alemanha acolheu e disse que iria sempre ajudar/dar guarida a qualquer alemão que precisasse. À pergunta “queres voltar um dia à Síria” a resposta é um sim bem claro. E tenho a certeza que isto se passa com a grande maioria dos Sírios. Há uma urgência de voltarem ao país que tanto amam e que é a sua verdadeira casa. Querem as suas tradições, casas, famílias, comidas e vidas de volta. Mas de momento a Síria é um campo de batalha que só consome vidas. Quem diz “deviam é voltar para a terra deles” estão a dizer que basicamente deviam morrer, quando nós não conseguimos sequer imaginar uma guerra, quanto mais o nosso país a ser completamente devastado por bombas, ataques químicos e sabe-se lá mais o quê.
Enfim, não podia deixar de partilhar esta parte da minha visita a Penang.

Aconselho definitivamente uma visita, nem que seja só a Georgetown. É uma cidade única e muito curiosa que vale a pena visitar. Eu não sabia ao que ia e acabei por ter dois dias espectaculares e uma das noites mais divertidas da minha vida!

Dicas rápidas:

Transporte: Georgetown tem um centro muito pequeno mas precisares aconselho-te a fazeres download da app Grab. Funciona como a Uber mas é bastante mais barata. Adorei todos os motoristas da Malásia! São super simpáticos e curiosos por isso as tuas viagens vão ser bem mais divertidas!

Cartão SIM: No centro comercial Komtar, perto do Starbucks, existe uma loja que vende cartões SIM para turistas. Funcionam durante 8 dias e tens direito a 3.8gb de internet. Custam 20 RM
Alojamento: Se ficares num hostel aconselho a Love Lane ou as ruas à volta como melhor local. Vais encontrar imensos viajantes e é mais fácil de travar amizades 🙂

The post Penang: caminhos selvagens, arte urbana e um bocadinho sobre a Síria appeared first on Mudanças Constantes.

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https://www.mudancasconstantes.com/2017/08/31/penang-georgetown-malasia/feed/ 1
Couchsurfing: 7 passos para conseguires um sofá de forma segura https://www.mudancasconstantes.com/2016/12/18/couchsurfing-7-passos-para-conseguires-um-sofa-de-forma-segura/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=couchsurfing-7-passos-para-conseguires-um-sofa-de-forma-segura https://www.mudancasconstantes.com/2016/12/18/couchsurfing-7-passos-para-conseguires-um-sofa-de-forma-segura/#comments Sun, 18 Dec 2016 19:58:00 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=1134 Como já escrevi nalguns posts, uso o Couchsurfing para encontrar alojamento e conhecer pessoas em alguns dos sítios que visito. Desde já aviso que o Couchsurfing não é para toda a gente. Há quem não se sinta confortável a entrar na casa de uma pessoa que nunca viu e muito menos a dormir lá. Mas para quem isso não é um problema, o Couchsurfing é uma forma única de conhecer pessoas locais, perceber como vivem e como pensam. Por isso, aqui vai um guia em 7 passos que te vai ajudar a criar um perfil, encontrar um host e ser um/a bom guest! Perceber o Couchsurfing A comunidade de Couchsurfing já existe há mais de 10 anos, mas ultimamente ao receber mais atenção por parte dos media e bloggers como sendo uma forma de encontrar alojamento gratuito a plataforma começou a registar inscrições de pessoas que só procuram uma forma de poupar dinheiro. E é assim que NÃO deves ver o couchsurfing. Se estás só à procura de um sítio para dormir sem pagar é pouco provável que encontres um host ou que tenhas uma boa experiência. A ideia do Couchsurfing é que haja uma troca de cultura, línguas, experiências e viagens que seja compensadora para ambos os lados. Se estás nessa, então passa ao passo dois 😉 2) Criar um perfil Vai até ao site www.couchsurfing.com e cria um perfil. Isto pode demorar algum tempo, mas quanto mais detalhado for e mais disseres sobre ti e sobre a tua filosofia de vida mais facilmente os hosts se vão relacionar contigo. Não te esqueças de pôr algumas fotos. 3) Arranja reviews Pede a alguns amigos que te escrevam reviews pessoais ou pessoas que já tenhas hospedo em tua casa que o façam (eles têm que estar inscritos na plataforma também). Uma das coisas mais importantes no site e o que o torna fiável é o sistema de reviews por isso vai ser sempre mais fácil encontrar um host a partir do momento em que ele consegue ver o que os outros pensam de ti 🙂 4) Pesquisa por alguns hosts É nesta pesquisa que vais potencialmente encontrar o teu host 😀 por isso tem muita atenção e lê como deve ser os perfis. Foca-te na descrição, nos grupos que seguem e, mais importante de tudo, nas reviews. Normalmente, na secção my home também consegues perceber se vais ter um sofá, uma cama ou se dividem o quarto. Sim, há pessoas que só estão no couchsurfing para sexo, sim há pessoas que andam nuas em casa e há pessoas que partilham a cama onde dormem, porque não têm mais nada para partilhar. Tudo isto costuma estar descrito nas informações e é por isso que deves ler tudo com muita atenção para depois não teres surpresas desagradáveis. Agora para as raparigas: se não te sentires confortável podes sempre só contactar raparigas ou famílias. Apesar de tudo o que disse aqui reduzir bastante as chances de teres uma experiência menos positiva, nada é infalível e convém teres sempre um plano b. 5) Escreve um pedido Depois de teres lido os perfis e teres seleccionado aqueles que gostavas de contactar está na hora de formalizar o pedido. Escreve ao teu host uma mensagem personalizada, vai buscar coisas que ele/ela tem no perfil e explica-lhe porque é que o/a queres conhecer e porque é que achas que serias um bom guest. É possível que alguns nunca respondam às mensagens e que outros digam que não, mas normalmente consigo encontrar um host com 5 ou 7 pedidos. 6) Conversa com o teu host e planeia a tua viagem Troca o teu número ou Facebook para se conhecerem melhor e perceberes o que podes oferecer como um miminho – eu costumo levar sempre alguma coisa 🙂  pergunta a melhor forma de chegar do aeroporto, da estação de comboio ou de onde vais. Define um plano b de acordo com a localização do teu host. Vê se há algum hostel por perto caso haja um cancelamento de última hora, por exemplo. Na eventualidade de te cancelarem a estadia em cima da hora podes sempre recorrer aos grupos de alojamento de emergência que existem na plataforma (são mais comuns nas grandes cidades). 7) Vai e aproveita! Está na hora de te fazeres à estrada e de ter aquele friozinho na barriga de não sabermos bem quem vamos conhecer ou onde vamos ficar. Mas no fim vale a pena 😉 O Couchsurfing também tem eventos e grupos tal como o Facebook que podem ajudar a tua integração na comunidade. Eu fiz o download da aplicação que mostra as pessoas que estão na mesma cidade que tu e que querem companhia para passear ou beber um copo. É sempre uma boa maneira de conhecer pessoas para quem viaja sozinho/a. Não te esqueças de deixar uma review para que as pessoas que se seguem saibam o que esperar.   E é isto! Se tiveres mais dúvidas ou histórias para contar escreve nos comentários 😀

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Como já escrevi nalguns posts, uso o Couchsurfing para encontrar alojamento e conhecer pessoas em alguns dos sítios que visito. Desde já aviso que o Couchsurfing não é para toda a gente. Há quem não se sinta confortável a entrar na casa de uma pessoa que nunca viu e muito menos a dormir lá. Mas para quem isso não é um problema, o Couchsurfing é uma forma única de conhecer pessoas locais, perceber como vivem e como pensam.

Por isso, aqui vai um guia em 7 passos que te vai ajudar a criar um perfil, encontrar um host e ser um/a bom guest!

  1. Perceber o Couchsurfing

A comunidade de Couchsurfing já existe há mais de 10 anos, mas ultimamente ao receber mais atenção por parte dos media e bloggers como sendo uma forma de encontrar alojamento gratuito a plataforma começou a registar inscrições de pessoas que só procuram uma forma de poupar dinheiro.

couchgraph

E é assim que NÃO deves ver o couchsurfing. Se estás só à procura de um sítio para dormir sem pagar é pouco provável que encontres um host ou que tenhas uma boa experiência. A ideia do Couchsurfing é que haja uma troca de cultura, línguas, experiências e viagens que seja compensadora para ambos os lados.

Se estás nessa, então passa ao passo dois 😉

2) Criar um perfil

Vai até ao site www.couchsurfing.com e cria um perfil. Isto pode demorar algum tempo, mas quanto mais detalhado for e mais disseres sobre ti e sobre a tua filosofia de vida mais facilmente os hosts se vão relacionar contigo. Não te esqueças de pôr algumas fotos.

3) Arranja reviews

Pede a alguns amigos que te escrevam reviews pessoais ou pessoas que já tenhas hospedo em tua casa que o façam (eles têm que estar inscritos na plataforma também). Uma das coisas mais importantes no site e o que o torna fiável é o sistema de reviews por isso vai ser sempre mais fácil encontrar um host a partir do momento em que ele consegue ver o que os outros pensam de ti 🙂

4) Pesquisa por alguns hosts

É nesta pesquisa que vais potencialmente encontrar o teu host 😀 por isso tem muita atenção e lê como deve ser os perfis. Foca-te na descrição, nos grupos que seguem e, mais importante de tudo, nas reviews. Normalmente, na secção my home também consegues perceber se vais ter um sofá, uma cama ou se dividem o quarto.

Sim, há pessoas que só estão no couchsurfing para sexo, sim há pessoas que andam nuas em casa e há pessoas que partilham a cama onde dormem, porque não têm mais nada para partilhar. Tudo isto costuma estar descrito nas informações e é por isso que deves ler tudo com muita atenção para depois não teres surpresas desagradáveis. Agora para as raparigas: se não te sentires confortável podes sempre só contactar raparigas ou famílias.

Apesar de tudo o que disse aqui reduzir bastante as chances de teres uma experiência menos positiva, nada é infalível e convém teres sempre um plano b.

5) Escreve um pedido

Depois de teres lido os perfis e teres seleccionado aqueles que gostavas de contactar está na hora de formalizar o pedido. Escreve ao teu host uma mensagem personalizada, vai buscar coisas que ele/ela tem no perfil e explica-lhe porque é que o/a queres conhecer e porque é que achas que serias um bom guest.

É possível que alguns nunca respondam às mensagens e que outros digam que não, mas normalmente consigo encontrar um host com 5 ou 7 pedidos.

6) Conversa com o teu host e planeia a tua viagem

Troca o teu número ou Facebook para se conhecerem melhor e perceberes o que podes oferecer como um miminho – eu costumo levar sempre alguma coisa 🙂  pergunta a melhor forma de chegar do aeroporto, da estação de comboio ou de onde vais.

Define um plano b de acordo com a localização do teu host. Vê se há algum hostel por perto caso haja um cancelamento de última hora, por exemplo. Na eventualidade de te cancelarem a estadia em cima da hora podes sempre recorrer aos grupos de alojamento de emergência que existem na plataforma (são mais comuns nas grandes cidades).

7) Vai e aproveita!

Está na hora de te fazeres à estrada e de ter aquele friozinho na barriga de não sabermos bem quem vamos conhecer ou onde vamos ficar. Mas no fim vale a pena 😉

O Couchsurfing também tem eventos e grupos tal como o Facebook que podem ajudar a tua integração na comunidade. Eu fiz o download da aplicação que mostra as pessoas que estão na mesma cidade que tu e que querem companhia para passear ou beber um copo. É sempre uma boa maneira de conhecer pessoas para quem viaja sozinho/a.

Não te esqueças de deixar uma review para que as pessoas que se seguem saibam o que esperar.

 

E é isto! Se tiveres mais dúvidas ou histórias para contar escreve nos comentários 😀

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Couchsurfing: O que ninguém percebe https://www.mudancasconstantes.com/2016/12/18/couchsurfing-o-que-ninguem-percebe/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=couchsurfing-o-que-ninguem-percebe https://www.mudancasconstantes.com/2016/12/18/couchsurfing-o-que-ninguem-percebe/#comments Sun, 18 Dec 2016 19:41:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=1131 A primeira coisa que oiço quando falo em Couchsurfing é “o quê???” e a segunda é “o quê??? Estás louca!”. Para quem não conhece, o Couchsurfing é uma plataforma onde pessoas do mundo inteiro disponibilizam os seus sofás, chão ou camas para viajantes dormirem. Não existe troca de dinheiro – como no Airbnb por exemplo – o que leva a maior parte das pessoas a pensar que terá certamente que haver outro tipo de trocas. E há. O Couchsurfing é troca de culturas, opiniões, estilos de vida, línguas, comidas… Sim, ainda existem pessoas decentes no mundo 😉 E o que é que se ganha com isto? Muito. Para os hosts é como uma viagem sem sair de casa. Para os guests é a oportunidade de conhecer uma cidade, uma vila ou uma aldeia pelos olhos de uma pessoa local. Para ambos são novas perspectivas, histórias e experiências. Uma vez li um artigo que falava do porquê de o Couchsurfing não ser “grátis” e não podia concordar mais: existe um investimento real por ambas as partes. Os hosts despendem do seu tempo, espaço e privacidade. Muitas vezes, para além das suas casas, também abrem a porta às suas dispensas 🙂  Confiam cegamente num estranho que vem do outro lado do mundo, dão-lhe a chave e tentam tornar aquela viagem numa experiência diferente para o guest. Já para o guest é um investimento de tempo na leitura de perfis, reviews e na escrita de pedidos personalizados para cada potencial host e no fim leva uma lembrança baseada na informação recolhida (pelo menos é o que deve fazer). Depois disto tudo, não, o Couchsurfing não é um mar de rosas. Já ouvi histórias de casas que são um mar de lixo, cabanas sem água e luz no meio do nada e muitas sobre homens que se tentam aproveitar das mulheres que ficam lá em casa. Contudo, o que quero passar é que essas pessoas não reflectem esta comunidade nem o que a maioria dos couchsurfers stands for. Para mim, o Couchsurfing é uma forma de conhecer pessoas com as quais nunca me cruzaria na vida se não fosse por esta plataforma. Já tive experiências melhores e piores, mas num balanço geral posso dizer que não me arrependo de nenhuma delas. Parece interessante? Vê este post para saberes como funciona o Couchsurfing e dicas para não teres uma experiência aterradora 😀

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A primeira coisa que oiço quando falo em Couchsurfing é “o quê???” e a segunda é “o quê??? Estás louca!”.

Para quem não conhece, o Couchsurfing é uma plataforma onde pessoas do mundo inteiro disponibilizam os seus sofás, chão ou camas para viajantes dormirem. Não existe troca de dinheiro – como no Airbnb por exemplo – o que leva a maior parte das pessoas a pensar que terá certamente que haver outro tipo de trocas. E há. O Couchsurfing é troca de culturas, opiniões, estilos de vida, línguas, comidas… Sim, ainda existem pessoas decentes no mundo 😉

E o que é que se ganha com isto? Muito.

Para os hosts é como uma viagem sem sair de casa. Para os guests é a oportunidade de conhecer uma cidade, uma vila ou uma aldeia pelos olhos de uma pessoa local. Para ambos são novas perspectivas, histórias e experiências.

Uma vez li um artigo que falava do porquê de o Couchsurfing não ser “grátis” e não podia concordar mais: existe um investimento real por ambas as partes. Os hosts despendem do seu tempo, espaço e privacidade. Muitas vezes, para além das suas casas, também abrem a porta às suas dispensas 🙂  Confiam cegamente num estranho que vem do outro lado do mundo, dão-lhe a chave e tentam tornar aquela viagem numa experiência diferente para o guest.

Já para o guest é um investimento de tempo na leitura de perfis, reviews e na escrita de pedidos personalizados para cada potencial host e no fim leva uma lembrança baseada na informação recolhida (pelo menos é o que deve fazer).

Depois disto tudo, não, o Couchsurfing não é um mar de rosas. Já ouvi histórias de casas que são um mar de lixo, cabanas sem água e luz no meio do nada e muitas sobre homens que se tentam aproveitar das mulheres que ficam lá em casa. Contudo, o que quero passar é que essas pessoas não reflectem esta comunidade nem o que a maioria dos couchsurfers stands for.

Para mim, o Couchsurfing é uma forma de conhecer pessoas com as quais nunca me cruzaria na vida se não fosse por esta plataforma. Já tive experiências melhores e piores, mas num balanço geral posso dizer que não me arrependo de nenhuma delas.

Parece interessante? Vê este post para saberes como funciona o Couchsurfing e dicas para não teres uma experiência aterradora 😀

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Alojamento: onde dormir por pouco ou nada https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/09/onde-ficar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=onde-ficar https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/09/onde-ficar/#respond Sun, 09 Oct 2016 22:54:47 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=972 Lembro-me que quando fiz o meu Interrail e olhei para as minhas contas finais (na altura em que eu fazia um excel detalhado!) vi que a coluna do alojamento tinha “roubado” quase metade do meu orçamento e que isso me fez pensar que devia haver uma forma de viajar mais barata. E há 🙂 é claro que tudo isto depende dos objetivos e formas de viajar de cada um, mas aqui ficam ideias baratas ou gratuitas para todos os gostos. Airbnb Aquele que se tornou o maior inimigo dos hotéis é também um recurso indispensável para qualquer viajante. Desde quartos a apartamentos inteiros, a escolha é infinita. Pessoalmente, gosto de usar o Airbnb quando estou com o grupo e ficamos com a casa toda para nós. Para dividir casa com outras pessoas prefiro o Couchsurfing 🙂 Para os mais abastados, existem castelos, barcos e casa de sonho para alugar. Como o Airbnb existem ainda o Homelidays e o Homeaway. Hostelworld Os hostels são os melhores sítios para se conhecer pessoas enquanto se viaja. Também costumam ser a opção mais barata porque os quartos são partilhados com mais pessoas. A única coisa chata é quando as pessoas do teu quarto ressonam que nem uns rinocerontes. Normalmente opto por hostels mais pequenos porque o staff é mais simpático e atencioso. Antes de escolheres um hostel lê sempre as reviews e vê se a localização é conveniente. Não costumo escolher um com menos de 80%. Couchsurfing O couchsurfing vai ser a minha eterna luta. Toda a gente acha que sou louca por fazer por “ir dormir a para casa de estranhos”. Mas quanto mais pessoas desta comunidade conheço, mais vontade tenho de viajar a fazer couchsurfing. Ok, admito que não é 100% seguro, mas muito sinceramente, nada é. Passo a explicar a mentalidade do Couchsurfing: ao contrário do que a maioria pensa, não é “dou-te um tecto e vais para cama comigo” as pessoas inscrevem-se no Couchsurfing pela experiência cultural e para conhecerem pessoas de todo o mundo. A ideia não é ter um sítio gratuito para dormir, a ideia é trocar histórias, ideias e culturas e não fluidos corporais. Não estou a dizer que não existem pessoas que estão lá para isso, porque isso é certo que há, mas não acho justo que por uns idiotas o nome da comunidade fique manchado. Precauções a tomar? Escolher hosts com mais de 10 referências todas positivas. Ler bem os perfis e todas as reviews que foram feitas. E ter sempre um plano B. Caso não te sintas confortável em casa da pessoa ou se os planos forem cancelados à última da hora é uma boa ideia saber qual o hostel mais perto. A minha primeira experiência de couchsurfing aqui e as minhas dicas para encontrares o host perfeito aqui 🙂 Workaway & WOOF & HelpX Estas plataformas são a forma de viajar sem gastar dinheiro com acomodação e, na maior parte das vezes, comida também. Em troca de algumas horas por dia recebes uma cama e um tecto bem como algumas refeições. Normalmente trata-se de quintas, hostels ou baby sitting e é óptimo para quem viaja “devagar, ou seja, ficar mais de um mês num sítio, por exemplo. Estas plataformas têm um preço de registo (20 ou 30 euros), mas dura dois anos e podes falar com todos os hosts que quiseres e ler reviews. Sites: WWOOF HelpX WorkAway Ainda não experimentei, mas quero fazê-lo em breve! Espero que este post ajude a planear a tua próxima viagem 🙂 Perguntas, sugestões e dicas são bem-vindas nos comentários!

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Lembro-me que quando fiz o meu Interrail e olhei para as minhas contas finais (na altura em que eu fazia um excel detalhado!) vi que a coluna do alojamento tinha “roubado” quase metade do meu orçamento e que isso me fez pensar que devia haver uma forma de viajar mais barata. E há 🙂 é claro que tudo isto depende dos objetivos e formas de viajar de cada um, mas aqui ficam ideias baratas ou gratuitas para todos os gostos.

Airbnb

Aquele que se tornou o maior inimigo dos hotéis é também um recurso indispensável para qualquer viajante. Desde quartos a apartamentos inteiros, a escolha é infinita. Pessoalmente, gosto de usar o Airbnb quando estou com o grupo e ficamos com a casa toda para nós. Para dividir casa com outras pessoas prefiro o Couchsurfing 🙂 Para os mais abastados, existem castelos, barcos e casa de sonho para alugar.

Como o Airbnb existem ainda o Homelidays e o Homeaway.

Hostelworld

Os hostels são os melhores sítios para se conhecer pessoas enquanto se viaja. Também costumam ser a opção mais barata porque os quartos são partilhados com mais pessoas. A única coisa chata é quando as pessoas do teu quarto ressonam que nem uns rinocerontes. Normalmente opto por hostels mais pequenos porque o staff é mais simpático e atencioso. Antes de escolheres um hostel lê sempre as reviews e vê se a localização é conveniente. Não costumo escolher um com menos de 80%.

Couchsurfing

O couchsurfing vai ser a minha eterna luta. Toda a gente acha que sou louca por fazer por “ir dormir a para casa de estranhos”. Mas quanto mais pessoas desta comunidade conheço, mais vontade tenho de viajar a fazer couchsurfing. Ok, admito que não é 100% seguro, mas muito sinceramente, nada é. Passo a explicar a mentalidade do Couchsurfing: ao contrário do que a maioria pensa, não é “dou-te um tecto e vais para cama comigo” as pessoas inscrevem-se no Couchsurfing pela experiência cultural e para conhecerem pessoas de todo o mundo. A ideia não é ter um sítio gratuito para dormir, a ideia é trocar histórias, ideias e culturas e não fluidos corporais. Não estou a dizer que não existem pessoas que estão lá para isso, porque isso é certo que há, mas não acho justo que por uns idiotas o nome da comunidade fique manchado.

Precauções a tomar? Escolher hosts com mais de 10 referências todas positivas. Ler bem os perfis e todas as reviews que foram feitas. E ter sempre um plano B. Caso não te sintas confortável em casa da pessoa ou se os planos forem cancelados à última da hora é uma boa ideia saber qual o hostel mais perto.

A minha primeira experiência de couchsurfing aqui e as minhas dicas para encontrares o host perfeito aqui 🙂

Workaway & WOOF & HelpX

Estas plataformas são a forma de viajar sem gastar dinheiro com acomodação e, na maior parte das vezes, comida também. Em troca de algumas horas por dia recebes uma cama e um tecto bem como algumas refeições. Normalmente trata-se de quintas, hostels ou baby sitting e é óptimo para quem viaja “devagar, ou seja, ficar mais de um mês num sítio, por exemplo. Estas plataformas têm um preço de registo (20 ou 30 euros), mas dura dois anos e podes falar com todos os hosts que quiseres e ler reviews.

Sites:

WWOOF

HelpX

WorkAway

Ainda não experimentei, mas quero fazê-lo em breve!

Espero que este post ajude a planear a tua próxima viagem 🙂 Perguntas, sugestões e dicas são bem-vindas nos comentários!

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Irlanda do Norte: Táxis, Game of Thrones e muita rocha https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/24/dois-dias-irlanda-do-norte/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=dois-dias-irlanda-do-norte https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/24/dois-dias-irlanda-do-norte/#comments Sat, 24 Sep 2016 21:55:02 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=684 Rivalidades entre cidades ou países sempre existiram e até têm a sua graça. Portugal e Espanha, França e Inglaterra, Estados Unidos e Canadá… existem inúmera e normalmente até resultam numas boas piadas. Mas nada se compara ao ódio que existe entre a Irlanda e a Irlanda do Norte (ok, talvez as Coreias). Em geral, acho que as pessoas dos outros países não têm bem a noção de que este conflito começou há quase 100 anos e que dura até hoje. Eu pelo menos sabia que havia uma música dos U2 chamada Sunday Bloody Sunday e era basicamente isso. Felizmente, o primeiro host da minha vida (e desta viagem), era um irlandês muito aberto e que não tinha problema nenhum em falar sobre este assunto. Mas esta parte veio com toda uma viagem num Black Cab e por isso, já lá chego. A minha primeira vez no mundo do Couchsurfing Chegadas a Belfast vindas de Dublin seguimos as instruções do nosso host até à casa dele. Um misto de receio e entusiasmo apoderava-se de nós. Afinal de contas era a primeira vez que íamos dormir na casa de uma pessoa que não conhecíamos de lado nenhum e não sabíamos bem o que havíamos de esperar. Depois de uma curta viagem de autocarro, estávamos num pequeno bairro de Belfast cheio de casinhas adoráveis, aquelas de tijolo, tradicionalmente inglesas. Tocámos à porta e um Andy sorridente veio-nos receber. As minhas expectativas foram superadas em 1000%! A casa era espectacular, com 3 andares e um quarto só para nós. Para além disso, deu-nos toalhas, acesso a tudo o que estava na cozinha e A CHAVE! Ficámos completamente parvas. Para além disso, ele era uma pessoa 5 estrelas e tinha parte da família a trabalhar na produção do Game of Thrones – parece que é algo muito comum em Belfast! Em troca, recebeu um abre  caricas com o eléctrico de Lisboa 😀 A terra onde as lendas são feitas No nosso primeiro dia na Irlanda do Norte tínhamos uma viagem marcada à maior atracção turística de toda a Irlanda – The Giant’s Causeway. Acho que já disse nalgum lado que não sou grande fã de tours, mas o preço era tão baixo (20€ por um dia inteiro) e já que não íamos alugar um carro num país onde se conduz ao contrário, era a nossa única opção. Tivemos imensa sorte porque fomos num grupo muito pequeno (8 pessoas) e tínhamos um guia que não se calava, ou seja, contou-nos tudo o que havia para contar sobre a Irlanda do Norte e, mais concretamente, sobre as lendas que fazem parte daquela região. Infelizmente, o sotaque dele era tão cerrado que só percebi prai 70% do que ele dizia. A primeira paragem a tour era relacionada com o Game of Thrones (claro), numa estrada chamada “The Dark Hedges”. Os Faias plantados de ambos os lados da estrada cruzam-se no topo, criando um efeito de estrada fechada. Apresento-vos a Kingsroad: Depois, seguiu-se a parte mais intrépida da coisa: atravessar uma ponte de corda que liga uma falésia a uma ilha – a Carrick-a-Rede Rope Bridge. A ilha é mínima, mas tem uma perspectiva brutal sob os rochedos e o mar. A parte mais divertida é sem dúvida a de passar pela ponte de madeira e corda. Aquilo abana por todos os lados, mas é fantástico, ver a praia a e as rochas a 30 metros dos nossos pés. E seguia-se o ponto mais esperado da viagem: a Giant’s Causeway. A Calçada dos Gigantes é uma formação rochosa única no mundo, sendo o resultado de 60 milhões de anos de actividade vulcânica com mais de 40 mil colunas de basalto encaixadas umas nas outras. Mas como estamos na Irlanda, nada é assim tão simples. Existe toda uma lenda à volta desta “calçada”. Fica aqui um excerto e um link para a história completa para os mais curiosos: “According to legend, the columns are the remains of a causeway built by a giant. The story goes that the Irish giant Fionn mac Cumhaill (Finn MacCool), from the Fenian Cycle of Gaelic mythology, was challenged to a fight by the Scottish giant Benandonner.” O único ponto negativo desta visita foi o pouco tempo que tivemos para explorar a Giant’s Causeway, porque merece um dia inteiro só para ela. As caminhadas são intermináveis e há muito para explorar. As rochas, naturalmente hexagonais, são o modelo perfeito para fotografias dignas do melhor dos Instagrams. E quando damos por nós estamos a saltar de pedra em pedra qual jogo da macaca pré-histórico. 100 anos de história numa viagem de Taxi (preto) Regressando a Belfast depois de um intenso dia de caminhadas e 50 mil lendas irlandesas, ainda fomos explorar o centro de Belfast. Não sei se era por ser sábado à tarde, mas as ruas estavam desertas e parecia que tínhamos a cidade só para nós. O centro em si não é muito grande, mas é giro pela sua arquitectura e ligação ao mar. Afinal, foi ali que nasceu o Titanic. Já sabíamos que uma das coisas mais interessantes em Belfast são os murais políticos, por isso tentámos ir ao encontro de alguns que deveriam ser perto do centro da cidade. Falhámos redondamente. Quando voltámos para casa decidimos pesquisar qual a melhor maneira de ver os murais e todas as dicas iam dar às Black Cabs tours. A informação que há é um bocado dispersa e confusa, mas uma Black Cab tour consiste numa viagem guiada a alguns murais de Belfast. O caminho é traçado pelos “taxistas” que ao mesmo tempo explicam a história de Belfast e o porquê da divisão entre protestantes e católicos. Como éramos só duas e ia ser super caro pedirmos um táxi para nós, decidimos que na manhã seguinte iriamos ao Posto de Turismo para nos mostrarem as várias opções de empresas de táxis e na esperança de encontrarmos outros viajantes com quem dividir a viagem. Melhor decisão de sempre. Escolhemos a viagem mais barata e em 10 minutos conseguimos mais três pessoas para dividir os custos. Rápida introdução à história da Irlanda: Durante uma hora viajámos pelo passado e presente da Irlanda do Norte. Nestas tours nunca se sabe que lado da história se vai ouvir. O guia pode ser Católico ou Protestante (Nacionalista ou Unionista) e claro que cada guia defende o seu lado. Felizmente calhou-nos um Irlandês, o que pelos chavões significa católico e nacionalista, que é o lado com quem mais simpatizo. No início, ele deixou logo claro que esta “guerra” nada tem a ver com religião. As palavras “católicos” e “protestantes” são apenas indicativas do lado em que se está. Na realidade, significa se a pessoa quer que Irlanda do Norte seja parte da Grã-Bretanha ou parte da República da Irlanda. A viagem começou por uma parte de Belfast onde se consegue ver as fronteiras entre a área protestante e católica que muitas vezes incluem arames farpados. Ficámos a saber que o hotel mais bombardeado do mundo é em Belfast e que, infelizmente, quase toda a gente conhece uma pessoa que morreu ou ficou ferida por causa deste conflito. A história e o conflito são demasiado extensos para explicar, mas o vídeo em cima ajuda. Durante a visita vimos dezenas de murais. A maior parte reflecte temas controversos, causas humanitárias e tributos a figuras que morreram por uma causa. Depois existem umas coisas mais mesquinhas como no lado irlandês haver um mural de apoio a Gaza/Palestinianos e outro no lado protestante a apoiar o estado israelita. Ainda existem portões que dividem os dois lados e se fecham todas as noites. O lado protestante tem uma quantidade assustadora de rainhas Elizabete por toda a parte. E foi assim que acabou a nossa viagem pela Irlanda do Norte. Com muita história e bolos comprados com as últimas libras que tínhamos 🙂 Vídeo da viagem: Próxima paragem: Galway!

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Rivalidades entre cidades ou países sempre existiram e até têm a sua graça. Portugal e Espanha, França e Inglaterra, Estados Unidos e Canadá… existem inúmera e normalmente até resultam numas boas piadas. Mas nada se compara ao ódio que existe entre a Irlanda e a Irlanda do Norte (ok, talvez as Coreias). Em geral, acho que as pessoas dos outros países não têm bem a noção de que este conflito começou há quase 100 anos e que dura até hoje. Eu pelo menos sabia que havia uma música dos U2 chamada Sunday Bloody Sunday e era basicamente isso. Felizmente, o primeiro host da minha vida (e desta viagem), era um irlandês muito aberto e que não tinha problema nenhum em falar sobre este assunto. Mas esta parte veio com toda uma viagem num Black Cab e por isso, já lá chego.

A minha primeira vez no mundo do Couchsurfing

Chegadas a Belfast vindas de Dublin seguimos as instruções do nosso host até à casa dele. Um misto de receio e entusiasmo apoderava-se de nós. Afinal de contas era a primeira vez que íamos dormir na casa de uma pessoa que não conhecíamos de lado nenhum e não sabíamos bem o que havíamos de esperar.

Depois de uma curta viagem de autocarro, estávamos num pequeno bairro de Belfast cheio de casinhas adoráveis, aquelas de tijolo, tradicionalmente inglesas. Tocámos à porta e um Andy sorridente veio-nos receber. As minhas expectativas foram superadas em 1000%! A casa era espectacular, com 3 andares e um quarto só para nós. Para além disso, deu-nos toalhas, acesso a tudo o que estava na cozinha e A CHAVE! Ficámos completamente parvas.

Para além disso, ele era uma pessoa 5 estrelas e tinha parte da família a trabalhar na produção do Game of Thrones – parece que é algo muito comum em Belfast! Em troca, recebeu um abre  caricas com o eléctrico de Lisboa 😀

A terra onde as lendas são feitas

No nosso primeiro dia na Irlanda do Norte tínhamos uma viagem marcada à maior atracção turística de toda a Irlanda – The Giant’s Causeway. Acho que já disse nalgum lado que não sou grande fã de tours, mas o preço era tão baixo (20€ por um dia inteiro) e já que não íamos alugar um carro num país onde se conduz ao contrário, era a nossa única opção.

Tivemos imensa sorte porque fomos num grupo muito pequeno (8 pessoas) e tínhamos um guia que não se calava, ou seja, contou-nos tudo o que havia para contar sobre a Irlanda do Norte e, mais concretamente, sobre as lendas que fazem parte daquela região. Infelizmente, o sotaque dele era tão cerrado que só percebi prai 70% do que ele dizia.

A primeira paragem a tour era relacionada com o Game of Thrones (claro), numa estrada chamada “The Dark Hedges”. Os Faias plantados de ambos os lados da estrada cruzam-se no topo, criando um efeito de estrada fechada. Apresento-vos a Kingsroad:

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Depois, seguiu-se a parte mais intrépida da coisa: atravessar uma ponte de corda que liga uma falésia a uma ilha – a Carrick-a-Rede Rope Bridge.

A ilha é mínima, mas tem uma perspectiva brutal sob os rochedos e o mar. A parte mais divertida é sem dúvida a de passar pela ponte de madeira e corda. Aquilo abana por todos os lados, mas é fantástico, ver a praia a e as rochas a 30 metros dos nossos pés.

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E seguia-se o ponto mais esperado da viagem: a Giant’s Causeway. A Calçada dos Gigantes é uma formação rochosa única no mundo, sendo o resultado de 60 milhões de anos de actividade vulcânica com mais de 40 mil colunas de basalto encaixadas umas nas outras.

Mas como estamos na Irlanda, nada é assim tão simples. Existe toda uma lenda à volta desta “calçada”. Fica aqui um excerto e um link para a história completa para os mais curiosos:

“According to legend, the columns are the remains of a causeway built by a giant. The story goes that the Irish giant Fionn mac Cumhaill (Finn MacCool), from the Fenian Cycle of Gaelic mythology, was challenged to a fight by the Scottish giant Benandonner.”

O único ponto negativo desta visita foi o pouco tempo que tivemos para explorar a Giant’s Causeway, porque merece um dia inteiro só para ela. As caminhadas são intermináveis e há muito para explorar. As rochas, naturalmente hexagonais, são o modelo perfeito para fotografias dignas do melhor dos Instagrams. E quando damos por nós estamos a saltar de pedra em pedra qual jogo da macaca pré-histórico.

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100 anos de história numa viagem de Taxi (preto)

Regressando a Belfast depois de um intenso dia de caminhadas e 50 mil lendas irlandesas, ainda fomos explorar o centro de Belfast. Não sei se era por ser sábado à tarde, mas as ruas estavam desertas e parecia que tínhamos a cidade só para nós. O centro em si não é muito grande, mas é giro pela sua arquitectura e ligação ao mar. Afinal, foi ali que nasceu o Titanic.

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Já sabíamos que uma das coisas mais interessantes em Belfast são os murais políticos, por isso tentámos ir ao encontro de alguns que deveriam ser perto do centro da cidade. Falhámos redondamente.

Quando voltámos para casa decidimos pesquisar qual a melhor maneira de ver os murais e todas as dicas iam dar às Black Cabs tours. A informação que há é um bocado dispersa e confusa, mas uma Black Cab tour consiste numa viagem guiada a alguns murais de Belfast. O caminho é traçado pelos “taxistas” que ao mesmo tempo explicam a história de Belfast e o porquê da divisão entre protestantes e católicos. Como éramos só duas e ia ser super caro pedirmos um táxi para nós, decidimos que na manhã seguinte iriamos ao Posto de Turismo para nos mostrarem as várias opções de empresas de táxis e na esperança de encontrarmos outros viajantes com quem dividir a viagem.

Melhor decisão de sempre. Escolhemos a viagem mais barata e em 10 minutos conseguimos mais três pessoas para dividir os custos.

Rápida introdução à história da Irlanda:

Durante uma hora viajámos pelo passado e presente da Irlanda do Norte. Nestas tours nunca se sabe que lado da história se vai ouvir. O guia pode ser Católico ou Protestante (Nacionalista ou Unionista) e claro que cada guia defende o seu lado. Felizmente calhou-nos um Irlandês, o que pelos chavões significa católico e nacionalista, que é o lado com quem mais simpatizo. No início, ele deixou logo claro que esta “guerra” nada tem a ver com religião. As palavras “católicos” e “protestantes” são apenas indicativas do lado em que se está. Na realidade, significa se a pessoa quer que Irlanda do Norte seja parte da Grã-Bretanha ou parte da República da Irlanda.

A viagem começou por uma parte de Belfast onde se consegue ver as fronteiras entre a área protestante e católica que muitas vezes incluem arames farpados. Ficámos a saber que o hotel mais bombardeado do mundo é em Belfast e que, infelizmente, quase toda a gente conhece uma pessoa que morreu ou ficou ferida por causa deste conflito.

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A história e o conflito são demasiado extensos para explicar, mas o vídeo em cima ajuda. Durante a visita vimos dezenas de murais. A maior parte reflecte temas controversos, causas humanitárias e tributos a figuras que morreram por uma causa. Depois existem umas coisas mais mesquinhas como no lado irlandês haver um mural de apoio a Gaza/Palestinianos e outro no lado protestante a apoiar o estado israelita. Ainda existem portões que dividem os dois lados e se fecham todas as noites. O lado protestante tem uma quantidade assustadora de rainhas Elizabete por toda a parte.

E foi assim que acabou a nossa viagem pela Irlanda do Norte. Com muita história e bolos comprados com as últimas libras que tínhamos 🙂

Vídeo da viagem:

Próxima paragem: Galway!

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Dublin: Pubs, Cerveja e um Churrasco Brasileiro https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/24/dublin-irlanda/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=dublin-irlanda https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/24/dublin-irlanda/#comments Sat, 24 Sep 2016 21:30:14 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=673 Sempre tive o bichinho de ir à Irlanda. Depois de dezenas de livros lidos que relatavam as maravilhas do país (autoras como Juliet Marillier, Nora Roberts, Maeve Binchy…) decidi que tinha mesmo de lá ir. A ocasião surgiu inesperadamente. Apareceu no momento em que percebi que ia recomeçar a trabalhar nas semanas que se seguiam e que ia ter que dizer adeus às férias à grande. E decidi que era a ocasião perfeita para ir à Irlanda. Falei com uma amiga minha que também alinhou em ir “à maluca” e duas semanas depois estávamos na terra que serviu de cenário a alguns dos melhores livros que já li. Começámos por Dublin. Cidade pequenina, mas cheia de vida. As pessoas são felizes em Dulin! (e na Irlanda em geral). Toda a gente sai do trabalho e vai beber copos com os amigos para os pubs, onde há música ao vivo – que parece mais um concerto – e um burburinho constante. Como só tínhamos um dia e meio em Dublin, tivemos de ver tudo muito rapidamente. Fizemos uma lista dos “must do” que mais nos interessavam, agarrámos num mapa e partimos à descoberta de Dublin. O que mais gostei foi a visita ao Trinity College, tanto pelas estórias contadas pelos guias como pelo papel que aquela universidade desempenhou na história da Irlanda. O Trinity College tem uma das livrarias mais bonitas do mundo e como apaixonada por livros que sou, senti-me como a Alice no País das Maravilhas 😀 O melhor de Dublin: E agora, a parte mais surreal da nossa visita à Irlanda. Esta viagem foi a primeira vez que fiz Couchsurfing e em Dublin fomos alojadas por uma rapariga brasileira. A ideia era ficarmos na casa dela na última noite que passámos na Irlanda (porque começámos e acabámos em Dublin). Por isso, quando estávamos a chegar de uma viagem de autocarro que nos ia levar a Dublin, recebi uma mensagem dela (Sara) a perguntar se não queríamos passar por um churrasco na casa de uns amigos dela antes de irmos para casa. E é assim que começam todas as boas estórias: com um sim! Só relatado: O táxi. Começámos por conseguir entrar no que era certamente o pior táxi da Irlanda. Dissemos a morada, o homem não sabia onde era a morada, mas decidiu que devia ligar o taxímetro enquanto estávamos parados e ligava a um amigo a perguntar onde era (numa língua longe do inglês). Quando chegámos ao destino, era uma rua sem ninguém senão um casal a drogar-se. Depois de uma chamada rápida do género “vem-me buscar à porta rapidamente se não fujo”, com palavras mais calmas e fofinhas, a nossa anfitriã chegou. Era super simpática! Passado um minuto de conversa, e quando já estamos quase a chegar à entrada da casa, ela pergunta “ «nós fumamos, não se importam pois não?”. E eu pensei “ai que amorosa, tem em consideração a nossa saúde pulmonar”. Rapidamente nos chegou um cheirinho característico a maconha e percebemos que a pergunta nada tinha a ver com a nossa saúde. Na verdade, o churrasco foi super animado, se houver algum brasileiro a ler isto tenho a dizer-vos que vocês são mestres na arte de grelhar carne. Farofa, salada de batata e muita cerveja foram alguns dos ingredientes da noite. Apesar de estarem todos mais para lá do que pra cá, conseguimos ter conversas muito legais e aprendemos que existe uma comunidade brasileira gigantesca em Dublin, constituída por muitos jovens que querem fazer uns trocos enquanto melhoram o inglês. Desde empregadas da limpeza a barmaids e operários fabris, havia de tudo naquela sala. A casa onde ficámos a dormir foi toda uma outra experiência. Primeiro, tínhamos dois porquinhos-da-Índia com o quem partilhávamos a sala e que em vez de dormirem durante a noite, restolhavam, restolhavam e restolhavam. Depois, algures durante a madrugada, apareceram uns vizinhos e quase fizeram uma rave no quarto ao lado. Descanso: 0 Tirando isso, adorei a experiência, até porque todos os brasileiros com que nos cruzámos foram impecáveis e tinham imensa curiosidade em visitar Portugal. Ah, e a nossa host ofereceu-nos a melhor manga que comi na vida! Pub que aparece no fim do vídeo: The Quay’s Bar

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Sempre tive o bichinho de ir à Irlanda. Depois de dezenas de livros lidos que relatavam as maravilhas do país (autoras como Juliet Marillier, Nora Roberts, Maeve Binchy…) decidi que tinha mesmo de lá ir. A ocasião surgiu inesperadamente. Apareceu no momento em que percebi que ia recomeçar a trabalhar nas semanas que se seguiam e que ia ter que dizer adeus às férias à grande.

E decidi que era a ocasião perfeita para ir à Irlanda. Falei com uma amiga minha que também alinhou em ir “à maluca” e duas semanas depois estávamos na terra que serviu de cenário a alguns dos melhores livros que já li.

Começámos por Dublin. Cidade pequenina, mas cheia de vida. As pessoas são felizes em Dulin! (e na Irlanda em geral). Toda a gente sai do trabalho e vai beber copos com os amigos para os pubs, onde há música ao vivo – que parece mais um concerto – e um burburinho constante.

Como só tínhamos um dia e meio em Dublin, tivemos de ver tudo muito rapidamente. Fizemos uma lista dos “must do” que mais nos interessavam, agarrámos num mapa e partimos à descoberta de Dublin.

O que mais gostei foi a visita ao Trinity College, tanto pelas estórias contadas pelos guias como pelo papel que aquela universidade desempenhou na história da Irlanda. O Trinity College tem uma das livrarias mais bonitas do mundo e como apaixonada por livros que sou, senti-me como a Alice no País das Maravilhas 😀

O melhor de Dublin:

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Trinity College Library

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The Temple Bar
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O espírito Irlandês!

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Guiness Store House – Compra os bilhetes aqui e vai até ao rooftop 360º

E agora, a parte mais surreal da nossa visita à Irlanda. Esta viagem foi a primeira vez que fiz Couchsurfing e em Dublin fomos alojadas por uma rapariga brasileira. A ideia era ficarmos na casa dela na última noite que passámos na Irlanda (porque começámos e acabámos em Dublin).

Por isso, quando estávamos a chegar de uma viagem de autocarro que nos ia levar a Dublin, recebi uma mensagem dela (Sara) a perguntar se não queríamos passar por um churrasco na casa de uns amigos dela antes de irmos para casa. E é assim que começam todas as boas estórias: com um sim!

Só relatado:

  1. O táxi. Começámos por conseguir entrar no que era certamente o pior táxi da Irlanda. Dissemos a morada, o homem não sabia onde era a morada, mas decidiu que devia ligar o taxímetro enquanto estávamos parados e ligava a um amigo a perguntar onde era (numa língua longe do inglês).
  2. Quando chegámos ao destino, era uma rua sem ninguém senão um casal a drogar-se.
  3. Depois de uma chamada rápida do género “vem-me buscar à porta rapidamente se não fujo”, com palavras mais calmas e fofinhas, a nossa anfitriã chegou. Era super simpática! Passado um minuto de conversa, e quando já estamos quase a chegar à entrada da casa, ela pergunta “ «nós fumamos, não se importam pois não?”. E eu pensei “ai que amorosa, tem em consideração a nossa saúde pulmonar”.
  4. Rapidamente nos chegou um cheirinho característico a maconha e percebemos que a pergunta nada tinha a ver com a nossa saúde.
  5. Na verdade, o churrasco foi super animado, se houver algum brasileiro a ler isto tenho a dizer-vos que vocês são mestres na arte de grelhar carne. Farofa, salada de batata e muita cerveja foram alguns dos ingredientes da noite. Apesar de estarem todos mais para lá do que pra cá, conseguimos ter conversas muito legais e aprendemos que existe uma comunidade brasileira gigantesca em Dublin, constituída por muitos jovens que querem fazer uns trocos enquanto melhoram o inglês. Desde empregadas da limpeza a barmaids e operários fabris, havia de tudo naquela sala.
  6. A casa onde ficámos a dormir foi toda uma outra experiência. Primeiro, tínhamos dois porquinhos-da-Índia com o quem partilhávamos a sala e que em vez de dormirem durante a noite, restolhavam, restolhavam e restolhavam. Depois, algures durante a madrugada, apareceram uns vizinhos e quase fizeram uma rave no quarto ao lado. Descanso: 0
  7. Tirando isso, adorei a experiência, até porque todos os brasileiros com que nos cruzámos foram impecáveis e tinham imensa curiosidade em visitar Portugal. Ah, e a nossa host ofereceu-nos a melhor manga que comi na vida!

Pub que aparece no fim do vídeo: The Quay’s Bar

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