bucareste Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/bucareste/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:35:32 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png bucareste Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/tag/bucareste/ 32 32 Bucareste – Istambul: A viagem mais longa de sempre https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/bucareste-istambul-comboio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bucareste-istambul-comboio https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/bucareste-istambul-comboio/#respond Sat, 01 Oct 2016 08:51:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=802 Como já disse nalguns posts, voar não é a minha cena e se a alternativa ao avião me parecer plausível, normalmente escolho essa opção. Foi o que aconteceu quando tive de voltar de Bucareste para Istambul. O autocarro deixou de ser uma opção a partir do momento em que partia às 4:30 da manhã (whyyyy???) portanto a alternativa seria o comboio. Eu adoro andar de comboio, por isso achei que aguentava na boa uma longa viagem até porque podia ler e dormir. Mas é sempre interessante quando se compra um bilhete na estação de comboio com hora de partida e sem hora de chegada, onde ao balcão ninguém sabe se haverá mudanças de comboio ou de linha na Bulgária e onde também não sabem se o percurso vai ser de só de comboio ou se tem autocarros pelo meio. Mas pronto, havia de lá chegar. Sendo uma pessoa que está acostumada a viajar, já devia saber que duas coisas indispensáveis para uma viagem longa são água e comida. E supostamente eu sabia isso. Até ao momento que, já dentro do comboio, percebi que a água que tinha comprado era água com gás (que eu simplesmente não consigo beber) e que o bolo gigantesco que tinha comprado como mantimentos tinha um cheiro e um sabor que me punha instantaneamente maldisposta. Perfeito. Acabei por fazer uma viagem de 19 horas, sim, o comboio saiu às 13 e cheguei a Istambul às 7 da manhã, com um copo de água e sem comer nada. A viagem em si não foi muito má tirando o facto de o comboio estar parado no meio da Bulgária durante uma hora ou mais e não haver vivalma na minha carruagem sem ser um irlandês e uma australiana que felizmente me fizeram companhia. Pelas 3 da manhã chegámos à fronteira com a Turquia. Íamos apanhar um autocarro até Istambul. Acho que nunca fiquei tão contente com a perspectiva de andar de autocarro. A razão era simples, todas as companhias de autocarros na Turquia dão água aos passageiros. E foi assim que consegui o meu copinho de água às 3 da manhã. Acredita, soube-me pela vida, a essa hora já tinha passado o estado de fome, só tinha sede. No controlo de passaporte, também aprendi de que desde que se tenha um homem à nossa espera na Turquia deixam-te passar quase sem perguntas. A minha conversa foi do género: Entrego o resident permit. – Are you Erasmus? – No. – Are you working in Turkey? – No… – So… – Ah, my boyfriend is Turkish and… – Oh, ok. Carimbo: Check! Não podia dizer que trabalhava porque não tinha visto de trabalho, mas esta desculpa pareceu se forte o suficiente para eu morar na Turquia. E pronto, passadas 4 horas estava a ver o nascer do sol em Istambul. Também foi uma oportunidade de ver Istambul quase vazia (era Domingo) e para quem já lá esteve, sabe que é algo muito raro 😉 Lições (re)aprendidas? Certifiquem-se que levam água e comida decente para a viagem!!!  

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Como já disse nalguns posts, voar não é a minha cena e se a alternativa ao avião me parecer plausível, normalmente escolho essa opção. Foi o que aconteceu quando tive de voltar de Bucareste para Istambul. O autocarro deixou de ser uma opção a partir do momento em que partia às 4:30 da manhã (whyyyy???) portanto a alternativa seria o comboio. Eu adoro andar de comboio, por isso achei que aguentava na boa uma longa viagem até porque podia ler e dormir.

Mas é sempre interessante quando se compra um bilhete na estação de comboio com hora de partida e sem hora de chegada, onde ao balcão ninguém sabe se haverá mudanças de comboio ou de linha na Bulgária e onde também não sabem se o percurso vai ser de só de comboio ou se tem autocarros pelo meio. Mas pronto, havia de lá chegar.

Sendo uma pessoa que está acostumada a viajar, já devia saber que duas coisas indispensáveis para uma viagem longa são água e comida. E supostamente eu sabia isso. Até ao momento que, já dentro do comboio, percebi que a água que tinha comprado era água com gás (que eu simplesmente não consigo beber) e que o bolo gigantesco que tinha comprado como mantimentos tinha um cheiro e um sabor que me punha instantaneamente maldisposta. Perfeito. Acabei por fazer uma viagem de 19 horas, sim, o comboio saiu às 13 e cheguei a Istambul às 7 da manhã, com um copo de água e sem comer nada.

A viagem em si não foi muito má tirando o facto de o comboio estar parado no meio da Bulgária durante uma hora ou mais e não haver vivalma na minha carruagem sem ser um irlandês e uma australiana que felizmente me fizeram companhia.

Pelas 3 da manhã chegámos à fronteira com a Turquia. Íamos apanhar um autocarro até Istambul. Acho que nunca fiquei tão contente com a perspectiva de andar de autocarro. A razão era simples, todas as companhias de autocarros na Turquia dão água aos passageiros. E foi assim que consegui o meu copinho de água às 3 da manhã. Acredita, soube-me pela vida, a essa hora já tinha passado o estado de fome, só tinha sede.

No controlo de passaporte, também aprendi de que desde que se tenha um homem à nossa espera na Turquia deixam-te passar quase sem perguntas. A minha conversa foi do género:

Entrego o resident permit.

– Are you Erasmus?

– No.

– Are you working in Turkey?

– No…

– So…

– Ah, my boyfriend is Turkish and…

– Oh, ok.

Carimbo: Check!

Não podia dizer que trabalhava porque não tinha visto de trabalho, mas esta desculpa pareceu se forte o suficiente para eu morar na Turquia.

E pronto, passadas 4 horas estava a ver o nascer do sol em Istambul. Também foi uma oportunidade de ver Istambul quase vazia (era Domingo) e para quem já lá esteve, sabe que é algo muito raro 😉

Amanhecer em Istambul 🙂

Lições (re)aprendidas? Certifiquem-se que levam água e comida decente para a viagem!!!

 

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Roménia: Um Segredo Bem Guardado https://www.mudancasconstantes.com/2015/05/05/pt-romenia-segredo-bem-guardado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pt-romenia-segredo-bem-guardado https://www.mudancasconstantes.com/2015/05/05/pt-romenia-segredo-bem-guardado/#respond Tue, 05 May 2015 19:36:10 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=187 Desfazendo mitos: A ideia que nós, Portugueses, temos da Roménia não é a melhor. Nem nós, nem o resto da Europa. A verdade é que foi formado um cliché à volta das palavras Roménia e Bulgária que remonta para pobreza, ciganos, crime e corrupção. E que como quase todos os clichés que existem sobre os países, está errado. O problema é que quase ninguém se dá ao trabalho de ir saber mais, pesquisar e visitar estes países exactamente pelos preconceitos. A Roménia é um país espectacular. Diverso, com imensa história, comida deliciosa (com alguns sabores que lembram Portugal) e com pessoas educadíssimas e simpáticas. O Começo Havia uma reunião de Erasmus há muito aguardada e foi decidido que a Roménia seria o destino perfeito. E não poderíamos ter escolhido melhor. Deixem-me apresentar-vos a Alexandra (Romena) e a Daniela (Moldava). Tendo a hospitalidade como um dos valores mais importantes da cultura romena, tal como em todos os países latinos, fomos recebidas de braços abertos por toda a família da Alexandra que nos acolheu em sua casa como se fossemos família. Posso afirmar, comida foi coisa que não faltou! A viagem Tínhamos cerca de 7 dias juntas e inúmeros sítios para visitar. E foi assim: Itinerário: 1º Dia – Castelo Peles & Sibiu: Elevar as expectativas O primeiro dia foi dedicado ao magnífico Palácio Peles, (que apesar de ter um nome terrível em português, é muito bonito!) e à cidade de Sibiu. Foram ambos agradáveis surpresas que me deixaram logo as expectativas elevadas para o resto da viagem. Em Sibiu tivemos o prazer (e a maldição) de experimentar Kurtos: um doce que na verdade é Húngaro mas que os Romenos adoram. É um género de massa doce que é cozida sobre brasas e depois polvilhada com canela (scortisoara em romeno) e/ou nozes. Imagens no vídeo no fim. É provável que ao longo deste post venham a perceber que somos todas doidas por comida e que essa foi uma das melhores partes da viagem (ou uma das actividades à qual dedicamos mais tempo. ) Restaurante Recomendado: Crama Sibiul Vechi – para uma refeição típica romena, num ambiente muito tradicional (o restaurante é dentro de uma adega). 2º Dia – Sighisora & Castelo Bran: O dia do Drácula Sighishora é provavelmente a mais típica e medieval aldeia (eu chamo a tudo aldeias, peço desculpa se for uma cidade) que visitamos. Ruas estreitas, torres de relógio, igrejas e casinhas coloridas são os ingredientes que fazem desta aldeia um sítio tão especial. É também o sítio onde Vlad, o Drácula, nasceu. Bolo Recomendado: Casa Cositorarului Depois de Sighisoara, era hora de irmos ver o castelo Bran onde o sr. Drácula morou. Ao contrário do Palácio Peles, este tem um estilo muito mais minimalista e frio. Vale a pena visitar por ser sinistro e pelas passagens secretas (a maior parte não é visitável, só visível). 3º Dia – Brasov: O dia em que basicamente só comemos Como dizia um homem sábio, Brasov tem invernos grátis. Portanto na manhã do terceiro dia acordamos para uma Brasov fria e com uma neve molhada. Mas isso não nos ia travar! Decididas a enfrentar o mau tempo, partimos. Apenas para perceber que era segunda-feira e que tudo o que é cultural fecha às segundas. Não querendo ser derrotadas pela chuva, subimos a torres, demos a volta à cidade, fomos à rua mais estreita da Roménia e quando já estávamos suficientemente molhadas e geladas, decidimos ir comer mais qualquer coisa.   Sugestão de restaurante: Casa Hirscher (Italiano) E como o tempo não melhorou, fomos comer a sobremesa ao Boutique Cafe Chocolat E como estava cada vez mais frio, fomos beber cervejas e comer amendoins no: For Sale Pub Este sítio foi provavelmente um dos mais memoráveis da nossa viagem. O conceito é simples: “bebe cerveja que nos oferecemos tantos amendoins quanto conseguirem comer. Mas como não estamos para limpar a javardice que vão fazer com as cascas, atirem-nas para o chão.” E como ainda não estávamos satisfeitas, achamos melhor ir beber uns shots e uns cocktails para um bar. E assim se passou o nosso terceiro dia! 4º Dia – Brasov e “let it snow” Apesar de nos ter desiludido com o tempo terrível do primeiro dia, Brasov decidiu compensar-nos com um dia de neve que tornou a cidade muito mais bonita (e algo natalícia). Infelizmente, o funicular que vai até ao cimo da montanha não estava a funcionar, por isso não chegamos a ver Brasov do topo. Mas subir até ao letreiro que diz Brasov é uma das paragens obrigatórias quando se visita. 5º,6º,7º Dias – Bucareste Bucareste é uma cidade confusa a nível arquitetónico mas isso faz parte do seu charme. Ora estamos a olhar para edifícios neo clássicos magníficos, ora estamos no meio de blocos cinzentos ( = arquitectura comunista). Bucareste é relaxada, cheia de gente jovem e com novos conceitos de comércio. Estes são os sítios que não podem perder: Mosteiro Stavropoleos | Parlamento (é melhor reservar antes por telefone) | Romanian Athenaeum |Lipscani (Parte antiga) | Carturesti Carusel. Depois de um dia repleto de actividades, fomos convidadas para ir ao restaurante que foi votado como sendo o melhor de Bucareste em 2014 – O Zexe. Recomendo a 100% a quem não estiver num orçamento apertado. É um festim de comida! À noite tínhamos o objectivo de ir beber uns copos e dançar mas descobrimos que na Páscoa não há nada NADA aberto em Bucareste, por isso fomos dormir! Como os outros dias foram mais calmos, deixo aqui os melhores momentos: O parque Dimitrie Gusti National Village Museum que tem um museu super querido com as casas tradicionais da Roménia.  Este parque também tem vários restaurantes e um percurso gigante para ser fazer de bicicleta. É um sítio a visitar se o tempo estiver bom.   Acrescento também o parque Carol e a Strada Xenofonscriitor Custos –          Comparando com o resto da Europa e mesmo com a Turquia, a Roménia é um país muito barato. Nos restaurantes bons um prato ronda os 5/6 euros (nos muito bons chega aos 10), mas em geral consegue-se comer bem por pouco dinheiro. –          Se tiveres um cartão estudante, leva-o! Porque vai-te poupar muito na entrada dos museus. Eles não são caros em geral mas com o cartão de estudante fica quase tudo a menos de um Euro Transportes –          Em Bucareste há metro que liga os pontos mais importantes da cidade. Um bilhete de ida e volta são 5 leu e um bilhete diário são 8 leu –          Ter um carro é muito útil para conhecer a Roménia, porque a maioria dos sítios não tem transportes frequentes. No entanto os hostels têm viagens até aos castelos e atrações mais conhecidas. –      O conceito de “boleia” não é estranho na Roménia, é até bastante comum. Contudo é provável que alguns condutores peçam uns trocos pela viagem. Cultura & Pessoas Tenho que confessar que fiquei ligeiramente apaixonada pelos romenos. Todos os que conheci foram tão simpáticos e sabiam inglês perfeitamente. Não podíamos ter pedido mais. A cultura é muito parecida à portuguesa. Adoramos comer, adoramos o nosso país, a nossa família e os nossos amigos, mas temos que emigrar para procurar uma vida melhor. Adoraríamos ficar mas de momento não podemos. Uma diferença que encontrei foi a paixão pelo exercício físico e pelo ar livre: nada os para. Todo sabem esquiar, mal o sol aparece já estão na rua a correr, a andar de patins ou de bicicleta. Levam os filhos para os parques onde brincam até ficar escuro. Como já perceberam, o melhor que têm a fazer é marcar o próximo voo para a Roménia! PS: Única coisa má: não peçam nada com fruta nos cafés e restaurantes, a fruta é de lata!

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Desfazendo mitos: A ideia que nós, Portugueses, temos da Roménia não é a melhor. Nem nós, nem o resto da Europa. A verdade é que foi formado um cliché à volta das palavras Roménia e Bulgária que remonta para pobreza, ciganos, crime e corrupção. E que como quase todos os clichés que existem sobre os países, está errado. O problema é que quase ninguém se dá ao trabalho de ir saber mais, pesquisar e visitar estes países exactamente pelos preconceitos.

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A Roménia é um país espectacular. Diverso, com imensa história, comida deliciosa (com alguns sabores que lembram Portugal) e com pessoas educadíssimas e simpáticas.

O Começo

Havia uma reunião de Erasmus há muito aguardada e foi decidido que a Roménia seria o destino perfeito. E não poderíamos ter escolhido melhor. Deixem-me apresentar-vos a Alexandra (Romena) e a Daniela (Moldava).

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Tendo a hospitalidade como um dos valores mais importantes da cultura romena, tal como em todos os países latinos, fomos recebidas de braços abertos por toda a família da Alexandra que nos acolheu em sua casa como se fossemos família. Posso afirmar, comida foi coisa que não faltou!

A viagem

Tínhamos cerca de 7 dias juntas e inúmeros sítios para visitar. E foi assim:

Itinerário:

1º Dia – Castelo Peles & Sibiu: Elevar as expectativas

O primeiro dia foi dedicado ao magnífico Palácio Peles, (que apesar de ter um nome terrível em português, é muito bonito!) e à cidade de Sibiu. Foram ambos agradáveis surpresas que me deixaram logo as expectativas elevadas para o resto da viagem.

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Em Sibiu tivemos o prazer (e a maldição) de experimentar Kurtos: um doce que na verdade é Húngaro mas que os Romenos adoram. É um género de massa doce que é cozida sobre brasas e depois polvilhada com canela (scortisoara em romeno) e/ou nozes. Imagens no vídeo no fim.

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Sibiu

É provável que ao longo deste post venham a perceber que somos todas doidas por comida e que essa foi uma das melhores partes da viagem (ou uma das actividades à qual dedicamos mais tempo. )

Restaurante Recomendado: Crama Sibiul Vechi – para uma refeição típica romena, num ambiente muito tradicional (o restaurante é dentro de uma adega).

2º Dia – Sighisora & Castelo Bran: O dia do Drácula

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Sighishora é provavelmente a mais típica e medieval aldeia (eu chamo a tudo aldeias, peço desculpa se for uma cidade) que visitamos. Ruas estreitas, torres de relógio, igrejas e casinhas coloridas são os ingredientes que fazem desta aldeia um sítio tão especial.

É também o sítio onde Vlad, o Drácula, nasceu.

Bolo Recomendado: Casa Cositorarului

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Depois de Sighisoara, era hora de irmos ver o castelo Bran onde o sr. Drácula morou. Ao contrário do Palácio Peles, este tem um estilo muito mais minimalista e frio. Vale a pena visitar por ser sinistro e pelas passagens secretas (a maior parte não é visitável, só visível).

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3º Dia – Brasov: O dia em que basicamente só comemos

Como dizia um homem sábio, Brasov tem invernos grátis. Portanto na manhã do terceiro dia acordamos para uma Brasov fria e com uma neve molhada. Mas isso não nos ia travar! Decididas a enfrentar o mau tempo, partimos. Apenas para perceber que era segunda-feira e que tudo o que é cultural fecha às segundas. Não querendo ser derrotadas pela chuva, subimos a torres, demos a volta à cidade, fomos à rua mais estreita da Roménia e quando já estávamos suficientemente molhadas e geladas, decidimos ir comer mais qualquer coisa.

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Sugestão de restaurante: Casa Hirscher (Italiano)

E como o tempo não melhorou, fomos comer a sobremesa ao Boutique Cafe Chocolat

E como estava cada vez mais frio, fomos beber cervejas e comer amendoins no: For Sale Pub

Este sítio foi provavelmente um dos mais memoráveis da nossa viagem. O conceito é simples: “bebe cerveja que nos oferecemos tantos amendoins quanto conseguirem comer. Mas como não estamos para limpar a javardice que vão fazer com as cascas, atirem-nas para o chão.”

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E como ainda não estávamos satisfeitas, achamos melhor ir beber uns shots e uns cocktails para um bar. E assim se passou o nosso terceiro dia!

4º Dia – Brasov e “let it snow”

Apesar de nos ter desiludido com o tempo terrível do primeiro dia, Brasov decidiu compensar-nos com um dia de neve que tornou a cidade muito mais bonita (e algo natalícia).

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Infelizmente, o funicular que vai até ao cimo da montanha não estava a funcionar, por isso não chegamos a ver Brasov do topo. Mas subir até ao letreiro que diz Brasov é uma das paragens obrigatórias quando se visita.

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5º,6º,7º Dias – Bucareste

Bucareste é uma cidade confusa a nível arquitetónico mas isso faz parte do seu charme. Ora estamos a olhar para edifícios neo clássicos magníficos, ora estamos no meio de blocos cinzentos ( = arquitectura comunista).

Bucareste é relaxada, cheia de gente jovem e com novos conceitos de comércio. Estes são os sítios que não podem perder:

Mosteiro Stavropoleos | Parlamento (é melhor reservar antes por telefone) | Romanian Athenaeum |Lipscani (Parte antiga) | Carturesti Carusel.

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Depois de um dia repleto de actividades, fomos convidadas para ir ao restaurante que foi votado como sendo o melhor de Bucareste em 2014 – O Zexe. Recomendo a 100% a quem não estiver num orçamento apertado. É um festim de comida!

À noite tínhamos o objectivo de ir beber uns copos e dançar mas descobrimos que na Páscoa não há nada NADA aberto em Bucareste, por isso fomos dormir!

Como os outros dias foram mais calmos, deixo aqui os melhores momentos:

O parque Dimitrie Gusti National Village Museum que tem um museu super querido com as casas tradicionais da Roménia.  Este parque também tem vários restaurantes e um percurso gigante para ser fazer de bicicleta. É um sítio a visitar se o tempo estiver bom.

 

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Acrescento também o parque Carol e a Strada Xenofonscriitor

Custos

–          Comparando com o resto da Europa e mesmo com a Turquia, a Roménia é um país muito barato. Nos restaurantes bons um prato ronda os 5/6 euros (nos muito bons chega aos 10), mas em geral consegue-se comer bem por pouco dinheiro.

–          Se tiveres um cartão estudante, leva-o! Porque vai-te poupar muito na entrada dos museus. Eles não são caros em geral mas com o cartão de estudante fica quase tudo a menos de um Euro

Transportes

–          Em Bucareste há metro que liga os pontos mais importantes da cidade. Um bilhete de ida e volta são 5 leu e um bilhete diário são 8 leu

–          Ter um carro é muito útil para conhecer a Roménia, porque a maioria dos sítios não tem transportes frequentes. No entanto os hostels têm viagens até aos castelos e atrações mais conhecidas.

–      O conceito de “boleia” não é estranho na Roménia, é até bastante comum. Contudo é provável que alguns condutores peçam uns trocos pela viagem.

Cultura & Pessoas

Tenho que confessar que fiquei ligeiramente apaixonada pelos romenos. Todos os que conheci foram tão simpáticos e sabiam inglês perfeitamente. Não podíamos ter pedido mais.

A cultura é muito parecida à portuguesa. Adoramos comer, adoramos o nosso país, a nossa família e os nossos amigos, mas temos que emigrar para procurar uma vida melhor. Adoraríamos ficar mas de momento não podemos.

Uma diferença que encontrei foi a paixão pelo exercício físico e pelo ar livre: nada os para. Todo sabem esquiar, mal o sol aparece já estão na rua a correr, a andar de patins ou de bicicleta. Levam os filhos para os parques onde brincam até ficar escuro.

Como já perceberam, o melhor que têm a fazer é marcar o próximo voo para a Roménia!

PS: Única coisa má: não peçam nada com fruta nos cafés e restaurantes, a fruta é de lata!

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