Roménia Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/romenia-2/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:35:32 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Roménia Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/romenia-2/ 32 32 Bucareste – Istambul: A viagem mais longa de sempre https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/bucareste-istambul-comboio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bucareste-istambul-comboio https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/01/bucareste-istambul-comboio/#respond Sat, 01 Oct 2016 08:51:48 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=802 Como já disse nalguns posts, voar não é a minha cena e se a alternativa ao avião me parecer plausível, normalmente escolho essa opção. Foi o que aconteceu quando tive de voltar de Bucareste para Istambul. O autocarro deixou de ser uma opção a partir do momento em que partia às 4:30 da manhã (whyyyy???) portanto a alternativa seria o comboio. Eu adoro andar de comboio, por isso achei que aguentava na boa uma longa viagem até porque podia ler e dormir. Mas é sempre interessante quando se compra um bilhete na estação de comboio com hora de partida e sem hora de chegada, onde ao balcão ninguém sabe se haverá mudanças de comboio ou de linha na Bulgária e onde também não sabem se o percurso vai ser de só de comboio ou se tem autocarros pelo meio. Mas pronto, havia de lá chegar. Sendo uma pessoa que está acostumada a viajar, já devia saber que duas coisas indispensáveis para uma viagem longa são água e comida. E supostamente eu sabia isso. Até ao momento que, já dentro do comboio, percebi que a água que tinha comprado era água com gás (que eu simplesmente não consigo beber) e que o bolo gigantesco que tinha comprado como mantimentos tinha um cheiro e um sabor que me punha instantaneamente maldisposta. Perfeito. Acabei por fazer uma viagem de 19 horas, sim, o comboio saiu às 13 e cheguei a Istambul às 7 da manhã, com um copo de água e sem comer nada. A viagem em si não foi muito má tirando o facto de o comboio estar parado no meio da Bulgária durante uma hora ou mais e não haver vivalma na minha carruagem sem ser um irlandês e uma australiana que felizmente me fizeram companhia. Pelas 3 da manhã chegámos à fronteira com a Turquia. Íamos apanhar um autocarro até Istambul. Acho que nunca fiquei tão contente com a perspectiva de andar de autocarro. A razão era simples, todas as companhias de autocarros na Turquia dão água aos passageiros. E foi assim que consegui o meu copinho de água às 3 da manhã. Acredita, soube-me pela vida, a essa hora já tinha passado o estado de fome, só tinha sede. No controlo de passaporte, também aprendi de que desde que se tenha um homem à nossa espera na Turquia deixam-te passar quase sem perguntas. A minha conversa foi do género: Entrego o resident permit. – Are you Erasmus? – No. – Are you working in Turkey? – No… – So… – Ah, my boyfriend is Turkish and… – Oh, ok. Carimbo: Check! Não podia dizer que trabalhava porque não tinha visto de trabalho, mas esta desculpa pareceu se forte o suficiente para eu morar na Turquia. E pronto, passadas 4 horas estava a ver o nascer do sol em Istambul. Também foi uma oportunidade de ver Istambul quase vazia (era Domingo) e para quem já lá esteve, sabe que é algo muito raro 😉 Lições (re)aprendidas? Certifiquem-se que levam água e comida decente para a viagem!!!  

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Como já disse nalguns posts, voar não é a minha cena e se a alternativa ao avião me parecer plausível, normalmente escolho essa opção. Foi o que aconteceu quando tive de voltar de Bucareste para Istambul. O autocarro deixou de ser uma opção a partir do momento em que partia às 4:30 da manhã (whyyyy???) portanto a alternativa seria o comboio. Eu adoro andar de comboio, por isso achei que aguentava na boa uma longa viagem até porque podia ler e dormir.

Mas é sempre interessante quando se compra um bilhete na estação de comboio com hora de partida e sem hora de chegada, onde ao balcão ninguém sabe se haverá mudanças de comboio ou de linha na Bulgária e onde também não sabem se o percurso vai ser de só de comboio ou se tem autocarros pelo meio. Mas pronto, havia de lá chegar.

Sendo uma pessoa que está acostumada a viajar, já devia saber que duas coisas indispensáveis para uma viagem longa são água e comida. E supostamente eu sabia isso. Até ao momento que, já dentro do comboio, percebi que a água que tinha comprado era água com gás (que eu simplesmente não consigo beber) e que o bolo gigantesco que tinha comprado como mantimentos tinha um cheiro e um sabor que me punha instantaneamente maldisposta. Perfeito. Acabei por fazer uma viagem de 19 horas, sim, o comboio saiu às 13 e cheguei a Istambul às 7 da manhã, com um copo de água e sem comer nada.

A viagem em si não foi muito má tirando o facto de o comboio estar parado no meio da Bulgária durante uma hora ou mais e não haver vivalma na minha carruagem sem ser um irlandês e uma australiana que felizmente me fizeram companhia.

Pelas 3 da manhã chegámos à fronteira com a Turquia. Íamos apanhar um autocarro até Istambul. Acho que nunca fiquei tão contente com a perspectiva de andar de autocarro. A razão era simples, todas as companhias de autocarros na Turquia dão água aos passageiros. E foi assim que consegui o meu copinho de água às 3 da manhã. Acredita, soube-me pela vida, a essa hora já tinha passado o estado de fome, só tinha sede.

No controlo de passaporte, também aprendi de que desde que se tenha um homem à nossa espera na Turquia deixam-te passar quase sem perguntas. A minha conversa foi do género:

Entrego o resident permit.

– Are you Erasmus?

– No.

– Are you working in Turkey?

– No…

– So…

– Ah, my boyfriend is Turkish and…

– Oh, ok.

Carimbo: Check!

Não podia dizer que trabalhava porque não tinha visto de trabalho, mas esta desculpa pareceu se forte o suficiente para eu morar na Turquia.

E pronto, passadas 4 horas estava a ver o nascer do sol em Istambul. Também foi uma oportunidade de ver Istambul quase vazia (era Domingo) e para quem já lá esteve, sabe que é algo muito raro 😉

Amanhecer em Istambul 🙂

Lições (re)aprendidas? Certifiquem-se que levam água e comida decente para a viagem!!!

 

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Istambul-Bucareste: Inês Amaral no meio de correios de droga https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/istambul-bucareste-autocarro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=istambul-bucareste-autocarro https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/04/istambul-bucareste-autocarro/#respond Sun, 04 Sep 2016 22:48:14 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=522 Tenho medo de andar de avião. Para uma pessoa que quer correr mundo inteiro não é um medo nada saudável (ou conveniente). Por isso, quando decidi ir à Roménia na Páscoa de 2015 a partir de Istambul escolhi que iria de autocarro até lá e não de avião. Afinal eram só 8 ou 9 horas de viagem e isso para quem vive na Turquia é para meninos. Foi uma decisão parva, mas deu uma história muito gira para contar que fica aqui: No dia da partida, cheguei à estação de autocarros internacionais de Istambul, que parece uma favela e lá encontrei o operador de viagem. Até aí tudo ok. O autocarro foi enchendo (só romenos) e às 15 ou 16 partimos (só sei que a hora de partida não era a que dizia no bilhete, mas isso é normal). O pessoal do autocarro parecia a família do Cristiano Ronaldo antes de ter dinheiro, era permitido fumar dentro do autocarro e passado meia hora, 3 mulheres decidiram fazer um escabeche porque queriam ir à casa de banho e queriam que autocarro parasse no meio da auto-estrada para irem à casa de banho no meio do mato. E assim foi! O que é a segurança rodoviária quando se tem a bexiga cheia… Lá seguimos viagem. Nada parecia muito estranho, sem ser a quantidade de sacos e malas que todos eles transportavam nos confins do autocarro, mas emigrante que é emigrante leva sempre a casa às costas. E paramos na fronteira com a Bulgária e sai tudo do autocarro para controlo de passaporte. Quando a senhora do controlo viu o meu passaporte português olhou para mim com um ar “mas como é que esta veio aqui parar”, mas lá passámos todos e essa parte acabou rapidamente. Depois, mandaram o nosso autocarro estacionar num género de armazém gigantesco onde três polícias começaram a revistar o autocarro. Foi a revista mais aldrabada que já vi. Abriram umas caixas e tal, pareciam dizer “têm que abrir isto” mas depois o condutor dizia que não havia nada e que era difícil de abrir e eles desistiam (isto sou eu a interpretar turco e romeno). Nada encontrado, seguimos Bulgária adentro já com mais de uma hora de atraso. Passámos a Bulgária toda, e só posso dizer que tem muito campo! Até que chegámos à fronteira com a Roménia. Outra vez a história dos passaportes, desta vez mais simples e novamente nos mandam parar e a polícia começa a revistar o autocarro. Revistam, revistam, discutem com o motorista, fazem muitos gestos e depois de meia hora disto o motorista e o polícia vão para uma casinha às escuras durante uns 5 ou 10 minutos. Portanto, assumindo que uns momentos a sós com um motorista gordo, feio e turco não é suborno suficiente para um polícia, acho que houve troca de pilim, dentro daquela casinha na fronteira. E ala que se faz tarde, entramos na Roménia com quilos de ilegalidades atrás. E se até aqui achavam que isto não era nada de mais e que podia ser só a minha imaginação a funcionar, vem a melhor parte e o momento em que pensei “queres ver que eles ainda me vão matar para que não haja testemunhas?”. Passados 10 minutos depois da fronteira, paramos numa estação de serviço. Do autocarro saem 3 pessoas cheias de sacos que parecem muito pesados e procedem a carregar dois carros sem matrículas e vidros escuros que desaparecem em poucos segundos com o pessoal e material que saiu do autocarro. E pronto, passado menos de uma hora estava em Bucareste, sã e salva nos braços das minhas amigas. A minha amiga Romena mal podia acreditar nesta história, mas fartou-se de rir, porque lá no fundo sabe que isto é o pão nosso de cada dia. Quando vires nalgum lado que a Turquia é a porta da droga para a Europa, já sabes porquê 😉

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Tenho medo de andar de avião. Para uma pessoa que quer correr mundo inteiro não é um medo nada saudável (ou conveniente). Por isso, quando decidi ir à Roménia na Páscoa de 2015 a partir de Istambul escolhi que iria de autocarro até lá e não de avião. Afinal eram só 8 ou 9 horas de viagem e isso para quem vive na Turquia é para meninos.

Foi uma decisão parva, mas deu uma história muito gira para contar que fica aqui:

No dia da partida, cheguei à estação de autocarros internacionais de Istambul, que parece uma favela e lá encontrei o operador de viagem. Até aí tudo ok. O autocarro foi enchendo (só romenos) e às 15 ou 16 partimos (só sei que a hora de partida não era a que dizia no bilhete, mas isso é normal). O pessoal do autocarro parecia a família do Cristiano Ronaldo antes de ter dinheiro, era permitido fumar dentro do autocarro e passado meia hora, 3 mulheres decidiram fazer um escabeche porque queriam ir à casa de banho e queriam que autocarro parasse no meio da auto-estrada para irem à casa de banho no meio do mato. E assim foi! O que é a segurança rodoviária quando se tem a bexiga cheia…

Lá seguimos viagem. Nada parecia muito estranho, sem ser a quantidade de sacos e malas que todos eles transportavam nos confins do autocarro, mas emigrante que é emigrante leva sempre a casa às costas.

E paramos na fronteira com a Bulgária e sai tudo do autocarro para controlo de passaporte. Quando a senhora do controlo viu o meu passaporte português olhou para mim com um ar “mas como é que esta veio aqui parar”, mas lá passámos todos e essa parte acabou rapidamente. Depois, mandaram o nosso autocarro estacionar num género de armazém gigantesco onde três polícias começaram a revistar o autocarro. Foi a revista mais aldrabada que já vi. Abriram umas caixas e tal, pareciam dizer “têm que abrir isto” mas depois o condutor dizia que não havia nada e que era difícil de abrir e eles desistiam (isto sou eu a interpretar turco e romeno).

Nada encontrado, seguimos Bulgária adentro já com mais de uma hora de atraso. Passámos a Bulgária toda, e só posso dizer que tem muito campo! Até que chegámos à fronteira com a Roménia. Outra vez a história dos passaportes, desta vez mais simples e novamente nos mandam parar e a polícia começa a revistar o autocarro. Revistam, revistam, discutem com o motorista, fazem muitos gestos e depois de meia hora disto o motorista e o polícia vão para uma casinha às escuras durante uns 5 ou 10 minutos. Portanto, assumindo que uns momentos a sós com um motorista gordo, feio e turco não é suborno suficiente para um polícia, acho que houve troca de pilim, dentro daquela casinha na fronteira.

E ala que se faz tarde, entramos na Roménia com quilos de ilegalidades atrás. E se até aqui achavam que isto não era nada de mais e que podia ser só a minha imaginação a funcionar, vem a melhor parte e o momento em que pensei “queres ver que eles ainda me vão matar para que não haja testemunhas?”. Passados 10 minutos depois da fronteira, paramos numa estação de serviço. Do autocarro saem 3 pessoas cheias de sacos que parecem muito pesados e procedem a carregar dois carros sem matrículas e vidros escuros que desaparecem em poucos segundos com o pessoal e material que saiu do autocarro.

E pronto, passado menos de uma hora estava em Bucareste, sã e salva nos braços das minhas amigas. A minha amiga Romena mal podia acreditar nesta história, mas fartou-se de rir, porque lá no fundo sabe que isto é o pão nosso de cada dia.

Quando vires nalgum lado que a Turquia é a porta da droga para a Europa, já sabes porquê 😉

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Roménia: Um Segredo Bem Guardado https://www.mudancasconstantes.com/2015/05/05/pt-romenia-segredo-bem-guardado/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pt-romenia-segredo-bem-guardado https://www.mudancasconstantes.com/2015/05/05/pt-romenia-segredo-bem-guardado/#respond Tue, 05 May 2015 19:36:10 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=187 Desfazendo mitos: A ideia que nós, Portugueses, temos da Roménia não é a melhor. Nem nós, nem o resto da Europa. A verdade é que foi formado um cliché à volta das palavras Roménia e Bulgária que remonta para pobreza, ciganos, crime e corrupção. E que como quase todos os clichés que existem sobre os países, está errado. O problema é que quase ninguém se dá ao trabalho de ir saber mais, pesquisar e visitar estes países exactamente pelos preconceitos. A Roménia é um país espectacular. Diverso, com imensa história, comida deliciosa (com alguns sabores que lembram Portugal) e com pessoas educadíssimas e simpáticas. O Começo Havia uma reunião de Erasmus há muito aguardada e foi decidido que a Roménia seria o destino perfeito. E não poderíamos ter escolhido melhor. Deixem-me apresentar-vos a Alexandra (Romena) e a Daniela (Moldava). Tendo a hospitalidade como um dos valores mais importantes da cultura romena, tal como em todos os países latinos, fomos recebidas de braços abertos por toda a família da Alexandra que nos acolheu em sua casa como se fossemos família. Posso afirmar, comida foi coisa que não faltou! A viagem Tínhamos cerca de 7 dias juntas e inúmeros sítios para visitar. E foi assim: Itinerário: 1º Dia – Castelo Peles & Sibiu: Elevar as expectativas O primeiro dia foi dedicado ao magnífico Palácio Peles, (que apesar de ter um nome terrível em português, é muito bonito!) e à cidade de Sibiu. Foram ambos agradáveis surpresas que me deixaram logo as expectativas elevadas para o resto da viagem. Em Sibiu tivemos o prazer (e a maldição) de experimentar Kurtos: um doce que na verdade é Húngaro mas que os Romenos adoram. É um género de massa doce que é cozida sobre brasas e depois polvilhada com canela (scortisoara em romeno) e/ou nozes. Imagens no vídeo no fim. É provável que ao longo deste post venham a perceber que somos todas doidas por comida e que essa foi uma das melhores partes da viagem (ou uma das actividades à qual dedicamos mais tempo. ) Restaurante Recomendado: Crama Sibiul Vechi – para uma refeição típica romena, num ambiente muito tradicional (o restaurante é dentro de uma adega). 2º Dia – Sighisora & Castelo Bran: O dia do Drácula Sighishora é provavelmente a mais típica e medieval aldeia (eu chamo a tudo aldeias, peço desculpa se for uma cidade) que visitamos. Ruas estreitas, torres de relógio, igrejas e casinhas coloridas são os ingredientes que fazem desta aldeia um sítio tão especial. É também o sítio onde Vlad, o Drácula, nasceu. Bolo Recomendado: Casa Cositorarului Depois de Sighisoara, era hora de irmos ver o castelo Bran onde o sr. Drácula morou. Ao contrário do Palácio Peles, este tem um estilo muito mais minimalista e frio. Vale a pena visitar por ser sinistro e pelas passagens secretas (a maior parte não é visitável, só visível). 3º Dia – Brasov: O dia em que basicamente só comemos Como dizia um homem sábio, Brasov tem invernos grátis. Portanto na manhã do terceiro dia acordamos para uma Brasov fria e com uma neve molhada. Mas isso não nos ia travar! Decididas a enfrentar o mau tempo, partimos. Apenas para perceber que era segunda-feira e que tudo o que é cultural fecha às segundas. Não querendo ser derrotadas pela chuva, subimos a torres, demos a volta à cidade, fomos à rua mais estreita da Roménia e quando já estávamos suficientemente molhadas e geladas, decidimos ir comer mais qualquer coisa.   Sugestão de restaurante: Casa Hirscher (Italiano) E como o tempo não melhorou, fomos comer a sobremesa ao Boutique Cafe Chocolat E como estava cada vez mais frio, fomos beber cervejas e comer amendoins no: For Sale Pub Este sítio foi provavelmente um dos mais memoráveis da nossa viagem. O conceito é simples: “bebe cerveja que nos oferecemos tantos amendoins quanto conseguirem comer. Mas como não estamos para limpar a javardice que vão fazer com as cascas, atirem-nas para o chão.” E como ainda não estávamos satisfeitas, achamos melhor ir beber uns shots e uns cocktails para um bar. E assim se passou o nosso terceiro dia! 4º Dia – Brasov e “let it snow” Apesar de nos ter desiludido com o tempo terrível do primeiro dia, Brasov decidiu compensar-nos com um dia de neve que tornou a cidade muito mais bonita (e algo natalícia). Infelizmente, o funicular que vai até ao cimo da montanha não estava a funcionar, por isso não chegamos a ver Brasov do topo. Mas subir até ao letreiro que diz Brasov é uma das paragens obrigatórias quando se visita. 5º,6º,7º Dias – Bucareste Bucareste é uma cidade confusa a nível arquitetónico mas isso faz parte do seu charme. Ora estamos a olhar para edifícios neo clássicos magníficos, ora estamos no meio de blocos cinzentos ( = arquitectura comunista). Bucareste é relaxada, cheia de gente jovem e com novos conceitos de comércio. Estes são os sítios que não podem perder: Mosteiro Stavropoleos | Parlamento (é melhor reservar antes por telefone) | Romanian Athenaeum |Lipscani (Parte antiga) | Carturesti Carusel. Depois de um dia repleto de actividades, fomos convidadas para ir ao restaurante que foi votado como sendo o melhor de Bucareste em 2014 – O Zexe. Recomendo a 100% a quem não estiver num orçamento apertado. É um festim de comida! À noite tínhamos o objectivo de ir beber uns copos e dançar mas descobrimos que na Páscoa não há nada NADA aberto em Bucareste, por isso fomos dormir! Como os outros dias foram mais calmos, deixo aqui os melhores momentos: O parque Dimitrie Gusti National Village Museum que tem um museu super querido com as casas tradicionais da Roménia.  Este parque também tem vários restaurantes e um percurso gigante para ser fazer de bicicleta. É um sítio a visitar se o tempo estiver bom.   Acrescento também o parque Carol e a Strada Xenofonscriitor Custos –          Comparando com o resto da Europa e mesmo com a Turquia, a Roménia é um país muito barato. Nos restaurantes bons um prato ronda os 5/6 euros (nos muito bons chega aos 10), mas em geral consegue-se comer bem por pouco dinheiro. –          Se tiveres um cartão estudante, leva-o! Porque vai-te poupar muito na entrada dos museus. Eles não são caros em geral mas com o cartão de estudante fica quase tudo a menos de um Euro Transportes –          Em Bucareste há metro que liga os pontos mais importantes da cidade. Um bilhete de ida e volta são 5 leu e um bilhete diário são 8 leu –          Ter um carro é muito útil para conhecer a Roménia, porque a maioria dos sítios não tem transportes frequentes. No entanto os hostels têm viagens até aos castelos e atrações mais conhecidas. –      O conceito de “boleia” não é estranho na Roménia, é até bastante comum. Contudo é provável que alguns condutores peçam uns trocos pela viagem. Cultura & Pessoas Tenho que confessar que fiquei ligeiramente apaixonada pelos romenos. Todos os que conheci foram tão simpáticos e sabiam inglês perfeitamente. Não podíamos ter pedido mais. A cultura é muito parecida à portuguesa. Adoramos comer, adoramos o nosso país, a nossa família e os nossos amigos, mas temos que emigrar para procurar uma vida melhor. Adoraríamos ficar mas de momento não podemos. Uma diferença que encontrei foi a paixão pelo exercício físico e pelo ar livre: nada os para. Todo sabem esquiar, mal o sol aparece já estão na rua a correr, a andar de patins ou de bicicleta. Levam os filhos para os parques onde brincam até ficar escuro. Como já perceberam, o melhor que têm a fazer é marcar o próximo voo para a Roménia! PS: Única coisa má: não peçam nada com fruta nos cafés e restaurantes, a fruta é de lata!

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Desfazendo mitos: A ideia que nós, Portugueses, temos da Roménia não é a melhor. Nem nós, nem o resto da Europa. A verdade é que foi formado um cliché à volta das palavras Roménia e Bulgária que remonta para pobreza, ciganos, crime e corrupção. E que como quase todos os clichés que existem sobre os países, está errado. O problema é que quase ninguém se dá ao trabalho de ir saber mais, pesquisar e visitar estes países exactamente pelos preconceitos.

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A Roménia é um país espectacular. Diverso, com imensa história, comida deliciosa (com alguns sabores que lembram Portugal) e com pessoas educadíssimas e simpáticas.

O Começo

Havia uma reunião de Erasmus há muito aguardada e foi decidido que a Roménia seria o destino perfeito. E não poderíamos ter escolhido melhor. Deixem-me apresentar-vos a Alexandra (Romena) e a Daniela (Moldava).

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Tendo a hospitalidade como um dos valores mais importantes da cultura romena, tal como em todos os países latinos, fomos recebidas de braços abertos por toda a família da Alexandra que nos acolheu em sua casa como se fossemos família. Posso afirmar, comida foi coisa que não faltou!

A viagem

Tínhamos cerca de 7 dias juntas e inúmeros sítios para visitar. E foi assim:

Itinerário:

1º Dia – Castelo Peles & Sibiu: Elevar as expectativas

O primeiro dia foi dedicado ao magnífico Palácio Peles, (que apesar de ter um nome terrível em português, é muito bonito!) e à cidade de Sibiu. Foram ambos agradáveis surpresas que me deixaram logo as expectativas elevadas para o resto da viagem.

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Em Sibiu tivemos o prazer (e a maldição) de experimentar Kurtos: um doce que na verdade é Húngaro mas que os Romenos adoram. É um género de massa doce que é cozida sobre brasas e depois polvilhada com canela (scortisoara em romeno) e/ou nozes. Imagens no vídeo no fim.

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Sibiu

É provável que ao longo deste post venham a perceber que somos todas doidas por comida e que essa foi uma das melhores partes da viagem (ou uma das actividades à qual dedicamos mais tempo. )

Restaurante Recomendado: Crama Sibiul Vechi – para uma refeição típica romena, num ambiente muito tradicional (o restaurante é dentro de uma adega).

2º Dia – Sighisora & Castelo Bran: O dia do Drácula

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Sighishora é provavelmente a mais típica e medieval aldeia (eu chamo a tudo aldeias, peço desculpa se for uma cidade) que visitamos. Ruas estreitas, torres de relógio, igrejas e casinhas coloridas são os ingredientes que fazem desta aldeia um sítio tão especial.

É também o sítio onde Vlad, o Drácula, nasceu.

Bolo Recomendado: Casa Cositorarului

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Depois de Sighisoara, era hora de irmos ver o castelo Bran onde o sr. Drácula morou. Ao contrário do Palácio Peles, este tem um estilo muito mais minimalista e frio. Vale a pena visitar por ser sinistro e pelas passagens secretas (a maior parte não é visitável, só visível).

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3º Dia – Brasov: O dia em que basicamente só comemos

Como dizia um homem sábio, Brasov tem invernos grátis. Portanto na manhã do terceiro dia acordamos para uma Brasov fria e com uma neve molhada. Mas isso não nos ia travar! Decididas a enfrentar o mau tempo, partimos. Apenas para perceber que era segunda-feira e que tudo o que é cultural fecha às segundas. Não querendo ser derrotadas pela chuva, subimos a torres, demos a volta à cidade, fomos à rua mais estreita da Roménia e quando já estávamos suficientemente molhadas e geladas, decidimos ir comer mais qualquer coisa.

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Sugestão de restaurante: Casa Hirscher (Italiano)

E como o tempo não melhorou, fomos comer a sobremesa ao Boutique Cafe Chocolat

E como estava cada vez mais frio, fomos beber cervejas e comer amendoins no: For Sale Pub

Este sítio foi provavelmente um dos mais memoráveis da nossa viagem. O conceito é simples: “bebe cerveja que nos oferecemos tantos amendoins quanto conseguirem comer. Mas como não estamos para limpar a javardice que vão fazer com as cascas, atirem-nas para o chão.”

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E como ainda não estávamos satisfeitas, achamos melhor ir beber uns shots e uns cocktails para um bar. E assim se passou o nosso terceiro dia!

4º Dia – Brasov e “let it snow”

Apesar de nos ter desiludido com o tempo terrível do primeiro dia, Brasov decidiu compensar-nos com um dia de neve que tornou a cidade muito mais bonita (e algo natalícia).

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Infelizmente, o funicular que vai até ao cimo da montanha não estava a funcionar, por isso não chegamos a ver Brasov do topo. Mas subir até ao letreiro que diz Brasov é uma das paragens obrigatórias quando se visita.

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5º,6º,7º Dias – Bucareste

Bucareste é uma cidade confusa a nível arquitetónico mas isso faz parte do seu charme. Ora estamos a olhar para edifícios neo clássicos magníficos, ora estamos no meio de blocos cinzentos ( = arquitectura comunista).

Bucareste é relaxada, cheia de gente jovem e com novos conceitos de comércio. Estes são os sítios que não podem perder:

Mosteiro Stavropoleos | Parlamento (é melhor reservar antes por telefone) | Romanian Athenaeum |Lipscani (Parte antiga) | Carturesti Carusel.

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Depois de um dia repleto de actividades, fomos convidadas para ir ao restaurante que foi votado como sendo o melhor de Bucareste em 2014 – O Zexe. Recomendo a 100% a quem não estiver num orçamento apertado. É um festim de comida!

À noite tínhamos o objectivo de ir beber uns copos e dançar mas descobrimos que na Páscoa não há nada NADA aberto em Bucareste, por isso fomos dormir!

Como os outros dias foram mais calmos, deixo aqui os melhores momentos:

O parque Dimitrie Gusti National Village Museum que tem um museu super querido com as casas tradicionais da Roménia.  Este parque também tem vários restaurantes e um percurso gigante para ser fazer de bicicleta. É um sítio a visitar se o tempo estiver bom.

 

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Acrescento também o parque Carol e a Strada Xenofonscriitor

Custos

–          Comparando com o resto da Europa e mesmo com a Turquia, a Roménia é um país muito barato. Nos restaurantes bons um prato ronda os 5/6 euros (nos muito bons chega aos 10), mas em geral consegue-se comer bem por pouco dinheiro.

–          Se tiveres um cartão estudante, leva-o! Porque vai-te poupar muito na entrada dos museus. Eles não são caros em geral mas com o cartão de estudante fica quase tudo a menos de um Euro

Transportes

–          Em Bucareste há metro que liga os pontos mais importantes da cidade. Um bilhete de ida e volta são 5 leu e um bilhete diário são 8 leu

–          Ter um carro é muito útil para conhecer a Roménia, porque a maioria dos sítios não tem transportes frequentes. No entanto os hostels têm viagens até aos castelos e atrações mais conhecidas.

–      O conceito de “boleia” não é estranho na Roménia, é até bastante comum. Contudo é provável que alguns condutores peçam uns trocos pela viagem.

Cultura & Pessoas

Tenho que confessar que fiquei ligeiramente apaixonada pelos romenos. Todos os que conheci foram tão simpáticos e sabiam inglês perfeitamente. Não podíamos ter pedido mais.

A cultura é muito parecida à portuguesa. Adoramos comer, adoramos o nosso país, a nossa família e os nossos amigos, mas temos que emigrar para procurar uma vida melhor. Adoraríamos ficar mas de momento não podemos.

Uma diferença que encontrei foi a paixão pelo exercício físico e pelo ar livre: nada os para. Todo sabem esquiar, mal o sol aparece já estão na rua a correr, a andar de patins ou de bicicleta. Levam os filhos para os parques onde brincam até ficar escuro.

Como já perceberam, o melhor que têm a fazer é marcar o próximo voo para a Roménia!

PS: Única coisa má: não peçam nada com fruta nos cafés e restaurantes, a fruta é de lata!

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