Japão Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/japao-2/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:55:45 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Japão Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/japao-2/ 32 32 Viajar no Japão: dicas e informações úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/23/viajar-no-japao-dicas-e-informacoes-uteis/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-no-japao-dicas-e-informacoes-uteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/23/viajar-no-japao-dicas-e-informacoes-uteis/#respond Thu, 23 Nov 2017 19:01:26 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2340 De toda a Ásia o Japão é capaz de ser o país mais fácil para se viajar. É fácil de marcar tudo online, há muita informação e infra-estrutura e, apesar do inglês não ser o ponto forte dos Japoneses, na maioria dos casos eles estão preparados para os turistas e têm as direcções e placas com o alfabeto ocidental. Aqui estão as minhas dicas para conheceres um dos países mais interessantes e “desejados” do mundo. Como chegar: Há imensas ligações da Europa para o Japão. Algumas das melhores e mais baratas são feitas pela Lufthansa e KLM. Com sorte, por 400€ consegues fazer a festa! Clima: De todos os países por onde viajei, o Japão foi onde sofri mais com o calor. Só posso dizer: não vás em Julho e Agosto! É muito húmido, época de chuvas, muito quente e mal pões o pé na rua ficas imediatamente suada/o. A época das flores de cerejeira começa em Março e acaba em Maio e para as cores de Outono, a melhor altura é de Outubro a Novembro. Acho que estas são as duas melhores alturas para viajar. Visto: O visto para portugueses é dado à chegada, algumas companhias aéreas pedem comprovativo de bilhete de volta. É válido durante 90 dias. Moeda: 1€ = 132 yen (Novembro 2017) Dinheiro e Multibancos: Não vais ver multibancos na rua porque estão todos dentro das lojas de conveniência. Family Mart, 7-Eleven, Lawson, etc. A maioria dos estabelecimentos aceita cartões. Cartão SIM e Wifi: Na minha opinião, no Japão não vale muito a pena comprar um cartão SIM. Quase todas as cidades têm uma rede de wifi pública e gratuita e as estações de comboio e alguns transportes públicos também. É fácil viver sem Cartão SIM. Como viajar Autocarro: Se te mantiveres nas cidades principais, não é difícil orientares-te no Japão a viajar de autocarro. Demora mais tempo (muito mais tempo), mas é muito mais barato. Aconselhava-te a definires um trajecto e pesquisar se é possível fazê-lo de autocarro com a ajuda do Hyperdia. A Willer Express oferece um passe de 7 dias não consecutivos por 15000 yen. Comboio: Com toda a honestidade, esta é a melhor forma de viajar no Japão e se tivesse tido mais tempo de planeamento e feito melhor as contas tinha optado por comprar um JR Pass. O problema do JR Pass (um passe para viajar pelo Japão de comboio) é que tem que ser usado em dias consecutivos. Ora, como eu queria passar algum tempo em cada cidade, achei que não fazia muito sentido. E depois, o preço… 59,350 Yen para 21 dias consecutivos. São 450€. Acabei por gastar mais ou menos o mesmo num mês inteiro (incluindo uma viagem de avião), mas podia ter ido a mais sítios se tivesse este passe porque as minhas viagens teriam sido muito mais rápida. Eles também têm a modalidade de 7 dias e 14 dias. Os passes só podem ser comprados no estrangeiro. O site do JR Pass é extremamente completo e detalhado deixo-o aqui para estudares as tuas opções. Para comprar usa o Explore Japan. Hostels: Os Japoneses ainda não perceberam bem o conceito de hostel. São demasiados luxuosos. Shampoo grátis, amaciador, gel de banho, secadores, máquinas de lavar, bicicletas, chapéus de chuva… sim dão-te isto tudo!! Por isso, quando vires os preços, ao menos pensa que vale a pena. A wifi também funciona sempre lindamente! Verifica quais são as épocas altas e baixas no Japão e festivais nacionais. Os Japoneses viajam muito no próprio país, por isso em época alta é melhor reservares alojamento com antecedência. Supermercados: Os melhores amigos do turista pobre e os maiores inimigos da gordura corporal. Basicamente podes fazer todas as tuas refeições nos supermercados japoneses. Têm sandes, saladas, noodles, bolinhos de arroz e todas as refeições possíveis e imaginárias. Não são a opção mais saudável, mas são a opção mais barata. Infelizmente a fruta e a maioria dos vegetais são caríssimos. Tipo uvas a 20€ ao quilo. Água: a água da torneira é potável em todo o Japão. Itinerário: Três semanas no Japão dá para muito e para pouco! Por um lado vais ver muitos templos, jardins, bairros centenários e provar infinitos pratos deliciosos. Por outro lado, vais perceber que há muito mais para ver e que é impossível ter tempo para tudo. O meu itinerário de 3 semanas neste post 😉

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De toda a Ásia o Japão é capaz de ser o país mais fácil para se viajar. É fácil de marcar tudo online, há muita informação e infra-estrutura e, apesar do inglês não ser o ponto forte dos Japoneses, na maioria dos casos eles estão preparados para os turistas e têm as direcções e placas com o alfabeto ocidental. Aqui estão as minhas dicas para conheceres um dos países mais interessantes e “desejados” do mundo.

Como chegar: Há imensas ligações da Europa para o Japão. Algumas das melhores e mais baratas são feitas pela Lufthansa e KLM. Com sorte, por 400€ consegues fazer a festa!

Clima: De todos os países por onde viajei, o Japão foi onde sofri mais com o calor. Só posso dizer: não vás em Julho e Agosto! É muito húmido, época de chuvas, muito quente e mal pões o pé na rua ficas imediatamente suada/o. A época das flores de cerejeira começa em Março e acaba em Maio e para as cores de Outono, a melhor altura é de Outubro a Novembro. Acho que estas são as duas melhores alturas para viajar.

Visto: O visto para portugueses é dado à chegada, algumas companhias aéreas pedem comprovativo de bilhete de volta. É válido durante 90 dias.

Moeda: 1€ = 132 yen (Novembro 2017)

Dinheiro e Multibancos: Não vais ver multibancos na rua porque estão todos dentro das lojas de conveniência. Family Mart, 7-Eleven, Lawson, etc. A maioria dos estabelecimentos aceita cartões.

Cartão SIM e Wifi: Na minha opinião, no Japão não vale muito a pena comprar um cartão SIM. Quase todas as cidades têm uma rede de wifi pública e gratuita e as estações de comboio e alguns transportes públicos também. É fácil viver sem Cartão SIM.

Como viajar

Autocarro: Se te mantiveres nas cidades principais, não é difícil orientares-te no Japão a viajar de autocarro. Demora mais tempo (muito mais tempo), mas é muito mais barato. Aconselhava-te a definires um trajecto e pesquisar se é possível fazê-lo de autocarro com a ajuda do Hyperdia. A Willer Express oferece um passe de 7 dias não consecutivos por 15000 yen.

Comboio: Com toda a honestidade, esta é a melhor forma de viajar no Japão e se tivesse tido mais tempo de planeamento e feito melhor as contas tinha optado por comprar um JR Pass. O problema do JR Pass (um passe para viajar pelo Japão de comboio) é que tem que ser usado em dias consecutivos. Ora, como eu queria passar algum tempo em cada cidade, achei que não fazia muito sentido. E depois, o preço… 59,350 Yen para 21 dias consecutivos. São 450€.

Acabei por gastar mais ou menos o mesmo num mês inteiro (incluindo uma viagem de avião), mas podia ter ido a mais sítios se tivesse este passe porque as minhas viagens teriam sido muito mais rápida. Eles também têm a modalidade de 7 dias e 14 dias. Os passes só podem ser comprados no estrangeiro.

O site do JR Pass é extremamente completo e detalhado deixo-o aqui para estudares as tuas opções. Para comprar usa o Explore Japan.

Hostels: Os Japoneses ainda não perceberam bem o conceito de hostel. São demasiados luxuosos. Shampoo grátis, amaciador, gel de banho, secadores, máquinas de lavar, bicicletas, chapéus de chuva… sim dão-te isto tudo!! Por isso, quando vires os preços, ao menos pensa que vale a pena. A wifi também funciona sempre lindamente! Verifica quais são as épocas altas e baixas no Japão e festivais nacionais. Os Japoneses viajam muito no próprio país, por isso em época alta é melhor reservares alojamento com antecedência.

Supermercados: Os melhores amigos do turista pobre e os maiores inimigos da gordura corporal. Basicamente podes fazer todas as tuas refeições nos supermercados japoneses. Têm sandes, saladas, noodles, bolinhos de arroz e todas as refeições possíveis e imaginárias. Não são a opção mais saudável, mas são a opção mais barata. Infelizmente a fruta e a maioria dos vegetais são caríssimos. Tipo uvas a 20€ ao quilo.

Água: a água da torneira é potável em todo o Japão.

Itinerário: Três semanas no Japão dá para muito e para pouco! Por um lado vais ver muitos templos, jardins, bairros centenários e provar infinitos pratos deliciosos. Por outro lado, vais perceber que há muito mais para ver e que é impossível ter tempo para tudo. O meu itinerário de 3 semanas neste post 😉

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Japão em três semanas: um pouco de tudo! https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/22/japao-tres-semanas-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=japao-tres-semanas-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/22/japao-tres-semanas-itinerario/#comments Wed, 22 Nov 2017 11:20:35 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2321 A minha viagem pelo Japão é capaz de ter sido a minha viagem menos planeada de sempre. Porquê? Por que comprei o voo de Manila para Tóquio 5 dias antes da viagem em si. Como tal, a minha viagem foi acontecendo e foi sendo planeada consoante os conselhos das pessoas que fui conhecendo. Acho que acabei por não me sair muito mal, vi imensos sítios, trabalhei em troca de comida e alojamento, fiz couchsurfing e até fui à praia! Este país é surpreendente em todos os sentidos. A comida é maravilhosa, uma das melhores que já experimentei, as paisagens, templos e jardins são de um detalhe e perfeição invencíveis e há um contraste enorme entre o lado mais tradicional e conservador e o lado mais excêntrico e espalhafatoso dos japoneses. Aqui fica o meu itinerário de três semanas para um país que precisa de anos para ser visto e compreendido. Tóquio, Kamakura e Mt. Fuji (5 dias)  Como quase todas as pessoas que viajam até ao Japão, a minha primeira paragem foi Tóquio. A cidade dos neons, dos cosplays, dos salões de jogos, mas também de templos importantes, jardins e mercados históricos. Este contraste torna Tóquio numa das cidades mais interessantes do Japão. Não muito longe estão também Kamakura e o Mt. Fuji, dois locais fascinantes e que podem ser facilmente visitados numa day trip. Se quiseres saber mais sobre Tóquio e o que fazer durante os teus dias nesta zona, lê este post. Matsuayama (1 dia) A partir do momento em que aceitei fazer Workaway nas montanhas à volta de Matsuyama o meu plano de viagem começou a moldar-se. Matsuyama não é uma cidade particularmente famosa, mas tem o seu encanto. A caminhada até ao castelo e o castelo em si (o exterior) são muito giros e esta cidade tem um dos onsen mais antigos do Japão. Se estiveres interessado/a em saber mais sobre como trabalhar em troco de alojamento e comida, escrevi um post sobre o Workaway, uma plataforma que te permite fazer isso. Takamatsu (1 dia) Depois de 10 dias a trabalhar, estava na altura de voltar à estrada. De Matsuyama apanhei o comboio até Takamatsu e lá fiquei duas noites. No primeiro dia vi o jardim Ritsurin Koren, para mim, o melhor jardim do Japão. É simplesmente encantador. No Verão, tem uma infinidade de tons de verde e todo o jardim está arranjado com uma precisão só atingível no Japão. Por alguma razão, Takamatsu foi uma das minhas cidades preferidas. Não é das mais bonitas ou animadas, mas tem boa comida, pessoas simpáticas e um ambiente muito descontraído. E tem o mar ao lado! Hostel: Traditional Apartment, muito bom e o dono tem óptimos conselhos sobre os melhores restaurantes da zona. Naoshina e Teshima (1 dia cada) As duas ilhas mais criativas do Japão estão a uma viagem de ferry de Takamatsu. Naoshima e Teshima têm dois dos melhores museus do mundo e acho que são dos sítios mais relevantes do Japão. Tudo sobre estes refúgios de arte neste post. Postcard i bought in Teshima Art Museum Okayama (1 dia) Decidi fazer uma paragem em Okayama enquanto viajava entre Naoshima e Kyoto. Infelizmente não foi uma cidade que me tenha agradado particularmente, não encontrei nenhum sítio de cortar a respiração, mas ao menos tem um jardim – Korakuen – e castelo bonitos! Se tiveres a viajar de comboio facilmente consegues evitar Okayama porque as viagens são muito mais rápidas e não precisas de fazer uma pausa. Hostel: Kamp. É caro, mas as condições são muito boas e é muito perto da estação de comboios/autocarro. Kyoto e Arashiyama (4 dias) A cidade mais querida do Japão. Ao contrário de todas as outras cidades, aqui os turistas dominam a paisagem! Se em Takamatsu, Matsuyama e Okayama cada vez que via um western, ficava a olhar, em Kyoto é mais o contrário… Mas há uma razão para tal, esta cidade é impressionante. Tem os templos mais incríveis, os bairros antigos mais bonitos e uma das culturas gastronómicas mais divertidas (izakaya). Tudo o que vi e vivi em Kyoto e Arashiyama, neste post! Kanazawa (2 dias) Kanazawa foi a cidade que mais me surpreendeu no Japão. É muito menos turística do que Kyoto e muito mais calma do que Tóquio, mas tem alguns dos bairros históricos mais bem preservados do país. Para além disso, a cidade em si é muito agradável, é famosa pelo seu peixe e comer sushi aqui é obrigatório. O jardim Kenrokuen está no pódio dos melhores jardins Japoneses, acompanhado dos já referidos jardins de Okayama e Takamatsu. No terceiro domingo de cada mês há um café onde vários Japoneses se reúnem para ensinarem turistas que passam na rua como fazer Origami. Eu fui “raptada” por duas senhoras com os seus 60/70 anos, super fofinhas, que me ensinaram a fazer cisnes, chapéus e peixinhos! É no mesmo edifício do “City Town Hall”. Hostel: Good Neighbors Hostel, um dos melhores hostels da minha vida. Para além das condições impecáveis, todas as noites oferecem vinho de ameixa (plum wine) a todos os hospedes, o que faz com que toda a gente se reúna a conversar e beber, mesmo que o “vinho” não seja grande coisa. Nagano e Matsumoto (1 dia) Nagano é uma cidade muito pequenina, mas com o seu charme. Se fores lá só por causa do Castelo de Matsumoto, mais vale ires directamente para Matsumoto. Mas se tiveres interesse em ver a área há um templo giro e alguns dos melhores restaurantes que experimentei no Japão. Esta zona é particularmente concorrida no inverno por causa das suas montanhas (perfeitas para esquiar), vida selvagem (macacos das neves) e pelas vilas de Narai – Juku, Nagiso e Shirakawa. Infelizmente não tinha nem tempo nem dinheiro para ver tudo. Matsumoto em si também é pequeno, vê-se em meio-dia. Tem o castelo mais famoso do Japão, que é impressionante por fora, mas por dentro não tem nada (como todos os castelos do Japão). Surpreendentemente, o que mais gostei em Matsumoto foi o City Museum of Art que tem uma fantástica exibição da artista Kusama Yayoi. Vale mesmo a pena! Hostel: 1166 Backpackers em Nagono. Hostel muito simples, mas com um ambiente espectacular. Osaka (2/3 dias) Apesar da minha recomendação ser passar 2 ou 3 dias em Osaka, eu na verdade passei lá uma noite! Tinha planeado 3 noites, incluindo ir a Nara (local famoso pelos seus veados e templos) e ver a cidade em geral, mas depois mudei de ideias e decidi ir para Wakayama à última hora. Por isso, o que é que eu aconselho a fazer em Osaka? O Pub Crawl de Osaka! Por coincidência um amigo meu alemão estava lá ao mesmo tempo que eu e disse-me que tínhamos que ir fazer este pub crawl. Gostei imenso, é óptimo para conhecer pessoas e são umas horas bem passadas em Osaka, uma cidade que vive da noite e se ilumina com os seus neons! Aquele sorriso mesmo sóbrio… Hostel: Backpackers Hotel Toyo Osaka, um dos hostels mais baratos do Japão (Aleluia!) e tem quartos privados! Perfeito! Wakayama: Tanabe, Shirahama, Nachisan (3 dias) E foi em Wakayama que acabei a minha viagem. Por falta de planeamento não consegui ver tudo o que queria, ou fazer todas as caminhadas (também por causa do calor), mas mesmo assim, a nível natural, esta parte do Japão é incrível. Aqui estão os meus sítios preferidos: Sakinoyu Onsen, Shirahama: Durante um mês inteiro ouvi maravilhas sobre os onsen japoneses, mas nunca tive muita curiosidade em ir a um. Despir-me integralmente para tomar um banho quente com outras pessoas é um conceito um bocado estranho para mim. Mas quando fui ao posto turístico de Tanabe e me falaram neste onsen que é em cima da praia, conseguiram despertar a minha atenção. E lá fui. No início é um bocado estranho de facto, e o mais engraçado é que os japoneses vão para o onsen 20 ou 30 minutos e depois vão embora. Eu cá, como tive que pagar, achei por bem ficar lá horas mesmo que não seja muito saudável. Este onsen vale mesmo a pena, é o sítio perfeito para relaxar. Nachisan: Esta é uma zona de peregrinação muito antiga no Japão e por isso tem várias caminhadas, templos e onsen para visitar. Para planeares a tua viagem a esta zona aconselho-te a comprar um guia Lonely Planet ou algo do género uma vez que a informação online é escassa e complicada. Também podes ir ao ponto de turismo de Tanabe, considerado o melhor da zona. Acredita, eles têm todos horários e mapas possíveis. Devido ao pouco tempo que tinha, decidi apanhar o primeiro comboio da manhã de Tanabe até Kii-Katsuura, a viagem é bastante bonita, pela costa. Depois, apanhei o autocarro em direcção a Daimon Kara, uma escada de 267 degraus de pedra rodeada de uma floresta verdejante que lhe confere uma atmosfera muito mística. Se continuares sempre a subir vais encontrar o Kumano Nachi Taisha (templo Kumano) e a Seiganto-ji (Pagoda), que em conjunto com as cascatas, resulta numa das paisagens mais bonitas do Japão. Ao descer, podes passar pela “parte de baixo” das Nachi Falls, umas das cascatas mais famosas do Japão, com 133 metros de altura! Três semanas no Japão passam num instante. Num país com uma riqueza tão grande a nível de património cultural e paisagístico é difícil escolher o que ver e o que deixar de fora. O meu conselho é planeia, planeia, planeia! Lê blogs, livros, vê roteiros e adapta ao teu gosto. É um país ao qual adoraria voltar, desta vez no Outono ou Primavera, principalmente para ver as aldeias mais escondidas. Mas isso fica para a próxima 😉

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A minha viagem pelo Japão é capaz de ter sido a minha viagem menos planeada de sempre. Porquê? Por que comprei o voo de Manila para Tóquio 5 dias antes da viagem em si. Como tal, a minha viagem foi acontecendo e foi sendo planeada consoante os conselhos das pessoas que fui conhecendo.

Acho que acabei por não me sair muito mal, vi imensos sítios, trabalhei em troca de comida e alojamento, fiz couchsurfing e até fui à praia! Este país é surpreendente em todos os sentidos. A comida é maravilhosa, uma das melhores que já experimentei, as paisagens, templos e jardins são de um detalhe e perfeição invencíveis e há um contraste enorme entre o lado mais tradicional e conservador e o lado mais excêntrico e espalhafatoso dos japoneses.

Aqui fica o meu itinerário de três semanas para um país que precisa de anos para ser visto e compreendido.

Tóquio, Kamakura e Mt. Fuji (5 dias) 

Como quase todas as pessoas que viajam até ao Japão, a minha primeira paragem foi Tóquio. A cidade dos neons, dos cosplays, dos salões de jogos, mas também de templos importantes, jardins e mercados históricos. Este contraste torna Tóquio numa das cidades mais interessantes do Japão.

Não muito longe estão também Kamakura e o Mt. Fuji, dois locais fascinantes e que podem ser facilmente visitados numa day trip. Se quiseres saber mais sobre Tóquio e o que fazer durante os teus dias nesta zona, lê este post.

Matsuayama (1 dia)

A partir do momento em que aceitei fazer Workaway nas montanhas à volta de Matsuyama o meu plano de viagem começou a moldar-se. Matsuyama não é uma cidade particularmente famosa, mas tem o seu encanto. A caminhada até ao castelo e o castelo em si (o exterior) são muito giros e esta cidade tem um dos onsen mais antigos do Japão.

Se estiveres interessado/a em saber mais sobre como trabalhar em troco de alojamento e comida, escrevi um post sobre o Workaway, uma plataforma que te permite fazer isso.

Takamatsu (1 dia)

Depois de 10 dias a trabalhar, estava na altura de voltar à estrada. De Matsuyama apanhei o comboio até Takamatsu e lá fiquei duas noites. No primeiro dia vi o jardim Ritsurin Koren, para mim, o melhor jardim do Japão. É simplesmente encantador. No Verão, tem uma infinidade de tons de verde e todo o jardim está arranjado com uma precisão só atingível no Japão.

Por alguma razão, Takamatsu foi uma das minhas cidades preferidas. Não é das mais bonitas ou animadas, mas tem boa comida, pessoas simpáticas e um ambiente muito descontraído. E tem o mar ao lado!

Hostel: Traditional Apartment, muito bom e o dono tem óptimos conselhos sobre os melhores restaurantes da zona.

Naoshina e Teshima (1 dia cada)

As duas ilhas mais criativas do Japão estão a uma viagem de ferry de Takamatsu. Naoshima e Teshima têm dois dos melhores museus do mundo e acho que são dos sítios mais relevantes do Japão. Tudo sobre estes refúgios de arte neste post.

Postcard i bought in Teshima Art Museum

Okayama (1 dia)

Decidi fazer uma paragem em Okayama enquanto viajava entre Naoshima e Kyoto. Infelizmente não foi uma cidade que me tenha agradado particularmente, não encontrei nenhum sítio de cortar a respiração, mas ao menos tem um jardim – Korakuen – e castelo bonitos! Se tiveres a viajar de comboio facilmente consegues evitar Okayama porque as viagens são muito mais rápidas e não precisas de fazer uma pausa.

Hostel: Kamp. É caro, mas as condições são muito boas e é muito perto da estação de comboios/autocarro.

Kyoto e Arashiyama (4 dias)

A cidade mais querida do Japão. Ao contrário de todas as outras cidades, aqui os turistas dominam a paisagem! Se em Takamatsu, Matsuyama e Okayama cada vez que via um western, ficava a olhar, em Kyoto é mais o contrário… Mas há uma razão para tal, esta cidade é impressionante. Tem os templos mais incríveis, os bairros antigos mais bonitos e uma das culturas gastronómicas mais divertidas (izakaya).

Tudo o que vi e vivi em Kyoto e Arashiyama, neste post!

Kanazawa (2 dias)

Kanazawa foi a cidade que mais me surpreendeu no Japão. É muito menos turística do que Kyoto e muito mais calma do que Tóquio, mas tem alguns dos bairros históricos mais bem preservados do país. Para além disso, a cidade em si é muito agradável, é famosa pelo seu peixe e comer sushi aqui é obrigatório. O jardim Kenrokuen está no pódio dos melhores jardins Japoneses, acompanhado dos já referidos jardins de Okayama e Takamatsu.

No terceiro domingo de cada mês há um café onde vários Japoneses se reúnem para ensinarem turistas que passam na rua como fazer Origami. Eu fui “raptada” por duas senhoras com os seus 60/70 anos, super fofinhas, que me ensinaram a fazer cisnes, chapéus e peixinhos! É no mesmo edifício do “City Town Hall”.

Hostel: Good Neighbors Hostel, um dos melhores hostels da minha vida. Para além das condições impecáveis, todas as noites oferecem vinho de ameixa (plum wine) a todos os hospedes, o que faz com que toda a gente se reúna a conversar e beber, mesmo que o “vinho” não seja grande coisa.

Nagano e Matsumoto (1 dia)

Nagano é uma cidade muito pequenina, mas com o seu charme. Se fores lá só por causa do Castelo de Matsumoto, mais vale ires directamente para Matsumoto. Mas se tiveres interesse em ver a área há um templo giro e alguns dos melhores restaurantes que experimentei no Japão. Esta zona é particularmente concorrida no inverno por causa das suas montanhas (perfeitas para esquiar), vida selvagem (macacos das neves) e pelas vilas de Narai – Juku, Nagiso e Shirakawa. Infelizmente não tinha nem tempo nem dinheiro para ver tudo.

Matsumoto em si também é pequeno, vê-se em meio-dia. Tem o castelo mais famoso do Japão, que é impressionante por fora, mas por dentro não tem nada (como todos os castelos do Japão). Surpreendentemente, o que mais gostei em Matsumoto foi o City Museum of Art que tem uma fantástica exibição da artista Kusama Yayoi. Vale mesmo a pena!

Castelo de Matsumoto
Museu de Arte da Cidade de Matsumoto

Hostel: 1166 Backpackers em Nagono. Hostel muito simples, mas com um ambiente espectacular.

Osaka (2/3 dias)

Apesar da minha recomendação ser passar 2 ou 3 dias em Osaka, eu na verdade passei lá uma noite! Tinha planeado 3 noites, incluindo ir a Nara (local famoso pelos seus veados e templos) e ver a cidade em geral, mas depois mudei de ideias e decidi ir para Wakayama à última hora.

Por isso, o que é que eu aconselho a fazer em Osaka? O Pub Crawl de Osaka! Por coincidência um amigo meu alemão estava lá ao mesmo tempo que eu e disse-me que tínhamos que ir fazer este pub crawl. Gostei imenso, é óptimo para conhecer pessoas e são umas horas bem passadas em Osaka, uma cidade que vive da noite e se ilumina com os seus neons!


Aquele sorriso mesmo sóbrio…

Hostel: Backpackers Hotel Toyo Osaka, um dos hostels mais baratos do Japão (Aleluia!) e tem quartos privados! Perfeito!

Wakayama: Tanabe, Shirahama, Nachisan (3 dias)

E foi em Wakayama que acabei a minha viagem. Por falta de planeamento não consegui ver tudo o que queria, ou fazer todas as caminhadas (também por causa do calor), mas mesmo assim, a nível natural, esta parte do Japão é incrível. Aqui estão os meus sítios preferidos:

Sakinoyu Onsen, Shirahama: Durante um mês inteiro ouvi maravilhas sobre os onsen japoneses, mas nunca tive muita curiosidade em ir a um. Despir-me integralmente para tomar um banho quente com outras pessoas é um conceito um bocado estranho para mim. Mas quando fui ao posto turístico de Tanabe e me falaram neste onsen que é em cima da praia, conseguiram despertar a minha atenção. E lá fui. No início é um bocado estranho de facto, e o mais engraçado é que os japoneses vão para o onsen 20 ou 30 minutos e depois vão embora. Eu cá, como tive que pagar, achei por bem ficar lá horas mesmo que não seja muito saudável. Este onsen vale mesmo a pena, é o sítio perfeito para relaxar.

Nachisan: Esta é uma zona de peregrinação muito antiga no Japão e por isso tem várias caminhadas, templos e onsen para visitar. Para planeares a tua viagem a esta zona aconselho-te a comprar um guia Lonely Planet ou algo do género uma vez que a informação online é escassa e complicada. Também podes ir ao ponto de turismo de Tanabe, considerado o melhor da zona. Acredita, eles têm todos horários e mapas possíveis. Devido ao pouco tempo que tinha, decidi apanhar o primeiro comboio da manhã de Tanabe até Kii-Katsuura, a viagem é bastante bonita, pela costa. Depois, apanhei o autocarro em direcção a Daimon Kara, uma escada de 267 degraus de pedra rodeada de uma floresta verdejante que lhe confere uma atmosfera muito mística. Se continuares sempre a subir vais encontrar o Kumano Nachi Taisha (templo Kumano) e a Seiganto-ji (Pagoda), que em conjunto com as cascatas, resulta numa das paisagens mais bonitas do Japão. Ao descer, podes passar pela “parte de baixo” das Nachi Falls, umas das cascatas mais famosas do Japão, com 133 metros de altura!

Três semanas no Japão passam num instante. Num país com uma riqueza tão grande a nível de património cultural e paisagístico é difícil escolher o que ver e o que deixar de fora. O meu conselho é planeia, planeia, planeia! Lê blogs, livros, vê roteiros e adapta ao teu gosto. É um país ao qual adoraria voltar, desta vez no Outono ou Primavera, principalmente para ver as aldeias mais escondidas. Mas isso fica para a próxima 😉

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10 pratos Japoneses para a alma (e estômago!) https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/16/melhores-10-pratos-japoneses/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=melhores-10-pratos-japoneses https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/16/melhores-10-pratos-japoneses/#comments Wed, 15 Nov 2017 23:11:33 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2298 Durante anos fui a esquisitice em pessoa. Habituada às comidinhas da mãe e das avós, tudo o que saísse daquele padrão não me agradava. Entretanto cresci e comecei a experimentar pratos de outros países cada vez que ia ao estrangeiro, até que hoje em dia quase só como comida local quando viajo. A comida Japonesa surpreendeu-me imenso. É extremamente variada – muito mais do que sushi e ramen – e, por muito simples que seja, tem sempre um sabor equilibrado e delicioso. Por isso, aqui ficam os meus 10 pratos imperdíveis numa viagem ao Japão! Mori/Zaru Soba Noodles (frio) Este prato frio feito com noodles de “trigo mourisco”, ou buckwheat, é famosíssimo na região de Nagano, uma vez que este tipo de trigo adora crescer nas montanhas! Os Soba noodles têm todo um ritual que eu vou passar a explicar: Para a mesa vem um prato de noodles (num prato de bambu) acompanhado de um bule, um pratinho com cebolinho e wasabi e um pequeno copo com um dipping sauce, um molho; Deves destapar o bule para o conteúdo ir arrefecendo. Lá dentro está a água em que os noodles foram cozidos; A ideia é ir molhando os noddles frios no molho (podes ou não juntar-lhe o cebolinho e wasabi), feito de caldo de legumes, água e mirin e comendo; Quando acabares os noodles, deves juntar a água do bule ao resto do molho e beber. O sabor não é mau e supostamente é óptimo para a saúde. E é isto! Ramen O Ramen pode assumir diversas formas e sabores, sendo que o conceito é o de uma grande taça com uma sopa de noodles. Uma das coisas que os diferencia é a base: pode ser de miso (pasta fermentada de rebentos de soja), soja ou caldo de frango ou porco. Depois, existem vários tipos de Ramen (os noodles) uns mais finos ou elásticos e, por fim, os toppings: porco assado, bambu, alho francês, “soft boiled” egg, algas… é uma refeição rápida, fácil de encontrar e uma das comidas favoritas dos Japoneses. Não te assustes com o barulho de sucção que fazem quando sorvem o seu Ramen. Udon Noodles Este é o meu tipo favorito de Noodles. São feitos de farinha de trigo, brancos e mais “gordos” do que os outros. Podem ser servidos quentes ou frios, tal como os Soba. Os mais simples vêm somente num caldo quente, sem toppings, só com cebolinho. Outras variantes são acompanhadas de massa de tempura ou tempura de camarão, cenoura… Tempura Introduzida no Japão no século 16 por, nem mais nem menos, portugueses, esta leve massa para fritar faz a delícia de miúdos e graúdos no Japão. Muito tradicional em restaurantes de Izakaya (tapas japonesas) e como acompanhamento de Soba e Udon noodles. Sushi Acho que este é bastante auto explicativo. O prato japonês mais famoso do mundo é imperdível principalmente na zona de Kanazawa, conhecida por ter o melhor peixe do Japão. Muito sinceramente sempre achei que ia odiar sushi, porque uma vez comi um terrível em Lisboa já há muitos anos. Mas os meus amigos obrigara-me a provar e eventualmente o estranho entranhou-se. Se não gostas de wasabi é melhor passares a gostar, uma vez que já vem incluído. Kanazawa Sushi Caril Japonês Apesar de não ser uma especiaria tipicamente japonesa, o caril está por todo o lado no japão. Acompanhado por uma dose generosa de arroz e um género de panado, podes provar este prato por 600/700 yen em várias cadeias de “fast food”. Takoyaki A comida de rua mais famosa do país. Bolinhas de ovo, recheadas com polvo e regadas com molhos. Em Osaka e Tóquio as barraquinhas que vendem esta delícia estão por todo o lado, é aproveitar! Onigiri – Bolinhos de arroz Se conheces o Doraemon ou outros desenhos animados Japoneses, deves estar familizarizado/a com os bolinhos de arroz japoneses embrulhados numa folha de algas secas. São recheados com atum, salmão, frango ou ovas de bacalhau, como tive o infortúnio de descobrir! Mas são o snack perfeito e custam cerca de 100 yen nos 7eleven, Family Mart, etc… Gyoza (dumplings) Originais da China, Gyoza são pequenos dumplings recheados com carne picada e couve e temperados com molho de soja, alho, gengibre e óleo de sésamo. Também são muito comuns em bares de Izakaya e vêm sempre com uma pequena taça com um dipping sauce. Melonpan Este pão fofo e doce com uma “capa” em estilo biscoito amanteigado tem um sabor algo agridoce para mim. O melhor que provei foi feito por um cozinheiro que tinha um restaurante no resort onde trabalhei. Infelizmente, devido a um ataque cardíaco ele morreu, mas dedico-lhe este post, pelo seu amor à cozinha e pela sua boa disposição constante. Claro que existem muitos outros pratos deliciosos no Japão, mas estes não estão nada mal para começar! A comida e bebida é uma das partes mais importantes da cultura Japonesa, por isso é a forma perfeita de te integrares! Itadakimasu!

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Durante anos fui a esquisitice em pessoa. Habituada às comidinhas da mãe e das avós, tudo o que saísse daquele padrão não me agradava. Entretanto cresci e comecei a experimentar pratos de outros países cada vez que ia ao estrangeiro, até que hoje em dia quase só como comida local quando viajo.

A comida Japonesa surpreendeu-me imenso. É extremamente variada – muito mais do que sushi e ramen – e, por muito simples que seja, tem sempre um sabor equilibrado e delicioso. Por isso, aqui ficam os meus 10 pratos imperdíveis numa viagem ao Japão!

Mori/Zaru Soba Noodles (frio)

Este prato frio feito com noodles de “trigo mourisco”, ou buckwheat, é famosíssimo na região de Nagano, uma vez que este tipo de trigo adora crescer nas montanhas! Os Soba noodles têm todo um ritual que eu vou passar a explicar:

  • Para a mesa vem um prato de noodles (num prato de bambu) acompanhado de um bule, um pratinho com cebolinho e wasabi e um pequeno copo com um dipping sauce, um molho;
  • Deves destapar o bule para o conteúdo ir arrefecendo. Lá dentro está a água em que os noodles foram cozidos;
  • A ideia é ir molhando os noddles frios no molho (podes ou não juntar-lhe o cebolinho e wasabi), feito de caldo de legumes, água e mirin e comendo;
  • Quando acabares os noodles, deves juntar a água do bule ao resto do molho e beber. O sabor não é mau e supostamente é óptimo para a saúde.

E é isto!

Ramen

O Ramen pode assumir diversas formas e sabores, sendo que o conceito é o de uma grande taça com uma sopa de noodles. Uma das coisas que os diferencia é a base: pode ser de miso (pasta fermentada de rebentos de soja), soja ou caldo de frango ou porco. Depois, existem vários tipos de Ramen (os noodles) uns mais finos ou elásticos e, por fim, os toppings: porco assado, bambu, alho francês, “soft boiled” egg, algas… é uma refeição rápida, fácil de encontrar e uma das comidas favoritas dos Japoneses. Não te assustes com o barulho de sucção que fazem quando sorvem o seu Ramen.

Udon Noodles

Este é o meu tipo favorito de Noodles. São feitos de farinha de trigo, brancos e mais “gordos” do que os outros. Podem ser servidos quentes ou frios, tal como os Soba. Os mais simples vêm somente num caldo quente, sem toppings, só com cebolinho. Outras variantes são acompanhadas de massa de tempura ou tempura de camarão, cenoura…

Udon com tempura

Tempura

Introduzida no Japão no século 16 por, nem mais nem menos, portugueses, esta leve massa para fritar faz a delícia de miúdos e graúdos no Japão. Muito tradicional em restaurantes de Izakaya (tapas japonesas) e como acompanhamento de Soba e Udon noodles.

Sushi

Acho que este é bastante auto explicativo. O prato japonês mais famoso do mundo é imperdível principalmente na zona de Kanazawa, conhecida por ter o melhor peixe do Japão. Muito sinceramente sempre achei que ia odiar sushi, porque uma vez comi um terrível em Lisboa já há muitos anos. Mas os meus amigos obrigara-me a provar e eventualmente o estranho entranhou-se. Se não gostas de wasabi é melhor passares a gostar, uma vez que já vem incluído.

Kanazawa Sushi

Caril Japonês

Apesar de não ser uma especiaria tipicamente japonesa, o caril está por todo o lado no japão. Acompanhado por uma dose generosa de arroz e um género de panado, podes provar este prato por 600/700 yen em várias cadeias de “fast food”.

Takoyaki

A comida de rua mais famosa do país. Bolinhas de ovo, recheadas com polvo e regadas com molhos. Em Osaka e Tóquio as barraquinhas que vendem esta delícia estão por todo o lado, é aproveitar!

Onigiri – Bolinhos de arroz

Se conheces o Doraemon ou outros desenhos animados Japoneses, deves estar familizarizado/a com os bolinhos de arroz japoneses embrulhados numa folha de algas secas. São recheados com atum, salmão, frango ou ovas de bacalhau, como tive o infortúnio de descobrir! Mas são o snack perfeito e custam cerca de 100 yen nos 7eleven, Family Mart, etc…

Gyoza (dumplings)

Originais da China, Gyoza são pequenos dumplings recheados com carne picada e couve e temperados com molho de soja, alho, gengibre e óleo de sésamo. Também são muito comuns em bares de Izakaya e vêm sempre com uma pequena taça com um dipping sauce.

Melonpan

Este pão fofo e doce com uma “capa” em estilo biscoito amanteigado tem um sabor algo agridoce para mim. O melhor que provei foi feito por um cozinheiro que tinha um restaurante no resort onde trabalhei. Infelizmente, devido a um ataque cardíaco ele morreu, mas dedico-lhe este post, pelo seu amor à cozinha e pela sua boa disposição constante.

Claro que existem muitos outros pratos deliciosos no Japão, mas estes não estão nada mal para começar! A comida e bebida é uma das partes mais importantes da cultura Japonesa, por isso é a forma perfeita de te integrares!

Itadakimasu!

Izakaya com os meus amigos franceses em Kyoto

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Kyoto e Arashiyama: uma bolha de tradição e cultura https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/12/kyoto-arashiyama-japao-4-dias/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=kyoto-arashiyama-japao-4-dias https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/12/kyoto-arashiyama-japao-4-dias/#comments Sun, 12 Nov 2017 13:07:29 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2267 Kyoto é uma infinidade de templos, de jardins e de bairros antigos que funcionam numa harmonia perfeita e tornam esta cidade numa das mais interessantes que já visitei. Depois de andar a saltitar de cidade em cidade, quis ficar 4 dias em Kyoto para absorver tudo o tem para oferecer. E acabei por apanhar o Festival Gion Matsuri, o mais importante do país. Depois de muitos quilómetros andados e suados (sim, que o Japão em Julho é só para malucos!) aqui estão os sítios que tornam Kyoto numa das cidades mais incríveis no mundo! Templos, templos, templos! Kinkaku-ji, o templo dourado Primeiro: vai cedo! (ou tarde). Este é o templo mais famoso de Kyoto e a área visitável não é assim tão grande, por isso turistas brotam por todos os lados empunhando selfie sticks. Mas de qualquer forma é um dos lugares mais especiais da cidade e não o deves perder por nada. Preço: 400 yen Kiyomizudera Sobe, sobe, sobe, não vira e vais encontrar o templo Kiyomizudera. Para além de ser um dos mais celebrados do país, também oferece uma vista privilegiada sobre a cidade. Até 2020 o telhado vai estar em construção, mas vale a pena visitar mesmo assim! Preço: 400 yen Fushimi Inari-taisha Milhares de “torii gates” formam caminhos labirínticos até ao topo de uma colina. Neste dia saí do hostel às 6 e tal da manhã para tentar evitar o calor e fui mais ou menos bem-sucedida. Pelo menos, das grandes multidões consegui fugir. Apesar de não ser o lugar mais impressionante de Kyoto, este shrine é único e merece ser explorado com tempo. Também dá umas fotos bem jeitosas! Preço: Grátis Otagi Nenbutsu-ji (Arashiyama) Depois de uma caminhada de meia hora (desde a estação de comboios), meio escondido pelas árvores, encontra-se o templo mais curioso que vi no Japão. 1200 estátuas únicas, que representam os discípulos de Buda, observam-te com olhares de surpresa, tristeza, raiva, felicidade e todas as emoções possíveis no espectro de emoções. Por ser tão longe este templo é muito raramente visitado, por isso tens o sítio todo quase só para ti! Preço: 300 yen Gio-ji Temple (Arashiyama) Para mim, este templo é mais um jardim. Rodeado por uma camada bem espeça de musgo, este pequeno refúgio parece saído de um livro de conto de fadas. Preço: 300 yen Jardins Ryoan-ji Lembro-me de há muito tempo ter visto um documentário sobre este jardim, que destacava o seu jardim de pedras cuja disposição deveria trazer um momento de paz e contemplação aos seus visitantes. Mais um cantinho especial em Kyoto! Preço: 500 yen Arashiyama Bamboo Grove Um jardim de bamboo à semelhança do de Kamakura, mas com uma área muito maior e mais turística. Ir bem cedo é o truque para escapar às multidões e tirar as fotos perfeitas! Preço: Grátis Os bairros antigos Gion Acho que passei por Gion quase todos os dias. Foi esta zona que me fez ficar apaixonada por Kyoto. As casas tradicionais, a arquitectura dos templos, as cores… neste bairro tudo combina na perfeição. Durante o dia é uma zona bastante turística, mas ao pôr-do-sol ou noite está quase deserto e a atmosfera é fantástica. Saga Toriimoto (Arashiyama) Denominada de “rua preservada” as casas que ladeiam esta rua representam o estilo de arquitectura do período Meji e são maioritariamente utilizadas para propósitos turísticos. Uma pequena máquina do tempo! Festival Gion Matsuri Por coincidência visitei Kyoto na altura do festival mais importante do Japão: o festival que celebra o templo Yasaka. Milhares (milhões?!) de pessoas saem à rua vestidas nos seus quimonos em jeito de procissão para admirarem os carros gigantescos de 25 metros de altura e 12 toneladas que iluminam as ruas sobrelotadas. Oportunidade perfeita para explorar várias “street foods” e a cultura japonesa. Dicas rápidas: Transportes: Os autocarros e o metro funcionam muito bem em Kyoto. Os autocarros têm um bilhete diário que custa 520 Yen. Podes comprar nos autocarros, onde se entra pela parte de trás e sai-se pela frente (onde se paga). Alojamento: Por ter marcado muito em cima da hora não consegui marcar o K’s House que seria a minha recomendação. Acabei por ficar na Kyoto Guesthouse Latern – não é mau, mas não é nada de especial. Comida: Comida e bebida são uma parte essencial da cultura japonesa e em Kyoto ir a um restaurante de Izakaya faz parte da rotina. Izakaya é um género de tapas. Pequenos pratos japoneses (normalmente dumplings ou tempura) acompanhados de muita cerveja ou sake. Normalmente estes lugares não são particularmente baratos, mas os meus amigos descobriram o Suiba, um bar de Izakaya com preços super simpáticos com o pequeno inconveniente de ser ao balcão. Ruas como Kiya-machi dori ou outras perto do rio Kama estão cheias de bares e restaurantes que prometem uma noite de diversão! Existe muito mais para visitar em Kyoto, provavelmente precisarias de um mês para ver todos os jardins, palácios, mercados museus e de uma vida inteira para ver todos os templos. Mas não se deixes intimidar, estas é uma das cidades mais interessantes que vais visitar.  

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Kyoto é uma infinidade de templos, de jardins e de bairros antigos que funcionam numa harmonia perfeita e tornam esta cidade numa das mais interessantes que já visitei. Depois de andar a saltitar de cidade em cidade, quis ficar 4 dias em Kyoto para absorver tudo o tem para oferecer. E acabei por apanhar o Festival Gion Matsuri, o mais importante do país.

Depois de muitos quilómetros andados e suados (sim, que o Japão em Julho é só para malucos!) aqui estão os sítios que tornam Kyoto numa das cidades mais incríveis no mundo!

Templos, templos, templos!

Kinkaku-ji, o templo dourado

Primeiro: vai cedo! (ou tarde). Este é o templo mais famoso de Kyoto e a área visitável não é assim tão grande, por isso turistas brotam por todos os lados empunhando selfie sticks. Mas de qualquer forma é um dos lugares mais especiais da cidade e não o deves perder por nada.

Preço: 400 yen

Kiyomizudera

Sobe, sobe, sobe, não vira e vais encontrar o templo Kiyomizudera. Para além de ser um dos mais celebrados do país, também oferece uma vista privilegiada sobre a cidade. Até 2020 o telhado vai estar em construção, mas vale a pena visitar mesmo assim!

Preço: 400 yen

Fushimi Inari-taisha

Milhares de “torii gates” formam caminhos labirínticos até ao topo de uma colina. Neste dia saí do hostel às 6 e tal da manhã para tentar evitar o calor e fui mais ou menos bem-sucedida. Pelo menos, das grandes multidões consegui fugir. Apesar de não ser o lugar mais impressionante de Kyoto, este shrine é único e merece ser explorado com tempo. Também dá umas fotos bem jeitosas!

Preço: Grátis

Otagi Nenbutsu-ji (Arashiyama)

Depois de uma caminhada de meia hora (desde a estação de comboios), meio escondido pelas árvores, encontra-se o templo mais curioso que vi no Japão. 1200 estátuas únicas, que representam os discípulos de Buda, observam-te com olhares de surpresa, tristeza, raiva, felicidade e todas as emoções possíveis no espectro de emoções. Por ser tão longe este templo é muito raramente visitado, por isso tens o sítio todo quase só para ti!

Preço: 300 yen

Gio-ji Temple (Arashiyama)

Para mim, este templo é mais um jardim. Rodeado por uma camada bem espeça de musgo, este pequeno refúgio parece saído de um livro de conto de fadas.

Preço: 300 yen

Jardins

Ryoan-ji

Lembro-me de há muito tempo ter visto um documentário sobre este jardim, que destacava o seu jardim de pedras cuja disposição deveria trazer um momento de paz e contemplação aos seus visitantes. Mais um cantinho especial em Kyoto!

Preço: 500 yen

Arashiyama Bamboo Grove

Um jardim de bamboo à semelhança do de Kamakura, mas com uma área muito maior e mais turística. Ir bem cedo é o truque para escapar às multidões e tirar as fotos perfeitas!

Preço: Grátis

Os bairros antigos

Gion

Acho que passei por Gion quase todos os dias. Foi esta zona que me fez ficar apaixonada por Kyoto. As casas tradicionais, a arquitectura dos templos, as cores… neste bairro tudo combina na perfeição. Durante o dia é uma zona bastante turística, mas ao pôr-do-sol ou noite está quase deserto e a atmosfera é fantástica.

Yasaka

Saga Toriimoto (Arashiyama)

Denominada de “rua preservada” as casas que ladeiam esta rua representam o estilo de arquitectura do período Meji e são maioritariamente utilizadas para propósitos turísticos. Uma pequena máquina do tempo!

Festival Gion Matsuri

Por coincidência visitei Kyoto na altura do festival mais importante do Japão: o festival que celebra o templo Yasaka. Milhares (milhões?!) de pessoas saem à rua vestidas nos seus quimonos em jeito de procissão para admirarem os carros gigantescos de 25 metros de altura e 12 toneladas que iluminam as ruas sobrelotadas. Oportunidade perfeita para explorar várias “street foods” e a cultura japonesa.

Dicas rápidas:

Transportes: Os autocarros e o metro funcionam muito bem em Kyoto. Os autocarros têm um bilhete diário que custa 520 Yen. Podes comprar nos autocarros, onde se entra pela parte de trás e sai-se pela frente (onde se paga).

Alojamento: Por ter marcado muito em cima da hora não consegui marcar o K’s House que seria a minha recomendação. Acabei por ficar na Kyoto Guesthouse Latern – não é mau, mas não é nada de especial.

Comida: Comida e bebida são uma parte essencial da cultura japonesa e em Kyoto ir a um restaurante de Izakaya faz parte da rotina. Izakaya é um género de tapas. Pequenos pratos japoneses (normalmente dumplings ou tempura) acompanhados de muita cerveja ou sake. Normalmente estes lugares não são particularmente baratos, mas os meus amigos descobriram o Suiba, um bar de Izakaya com preços super simpáticos com o pequeno inconveniente de ser ao balcão.

Ruas como Kiya-machi dori ou outras perto do rio Kama estão cheias de bares e restaurantes que prometem uma noite de diversão!

Existe muito mais para visitar em Kyoto, provavelmente precisarias de um mês para ver todos os jardins, palácios, mercados museus e de uma vida inteira para ver todos os templos. Mas não se deixes intimidar, estas é uma das cidades mais interessantes que vais visitar.

 

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Teshima e Naoshima: Como é que tanta arte cabe em duas ilhas tão pequenas?! https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/06/teshima-naoshima-japao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=teshima-naoshima-japao https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/06/teshima-naoshima-japao/#comments Mon, 06 Nov 2017 22:00:55 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2250 Se nunca viajaste até ao Japão, é muito provável que nunca tenhas ouvido falar destas duas ilhas. Eu não fazia ideia que existiam até perguntar a um amigo meu que conheci durante a minha experiência de Workaway onde é que devia ir durante o tempo que me restava no Japão. Quando comecei a pesquisar sobre elas decidi imediatamente que tinham que fazer parte do meu itinerário. Há poucos anos, Naoshima e Teshima não passavam de duas pequenas ilhas piscatórias no meio do mar Seto. Foi em 1985 que se reuniu a visão de um homem, Tetsuhiko Fukutake – um bilionário Japonês – e a vontade de outro, Chikatsugu Miyake – presidente de Naoshima na altura – e a obra nasceu. Teshima Decidi começar pela mais pequena das duas ilhas. Teshima tem dois pontos turísticos principais: a Yokoo House e o Teshima Art Museum. Assim que desembarquei do pequeno ferry que me levou até à ilha, percebi que estava num lugar muito pouco conhecido. Já devia ter percebido pela dimensão do barco que transportava cerca de 15 pessoas para uma ilha onde só habitam 1000. Depois de ver o preço do aluguer de bicicletas (18€) decidi que o melhor mesmo era fazer tudo a pé! Comecei por explorar o bairro de pequenas casas que circundavam a Yokoo House e às 10 horas em ponto estava preparada para a visita! Toda a casa, bem como todas as obras de arte destas ilhas, é uma experiência sensorial. Envolve-te desde o primeiro minuto e não te larga, nem depois de lá saíres. Obriga-te a olhar, a sentir, a pensar e a participar. Consegui tirar algumas fotos à socapa, mas até percebo o porquê da proibição das mesmas. Toda a gente deve ser surpreendida, tal como eu fui, e estar focada em absorver tudo o que as obras têm para oferecer. Restava-me então andar até ao Teshima Art Museum. Apesar do calor, a caminhada lá se fez enquanto ia ouvindo podcasts do Maluco Beleza e passando por arrozais e estradas onde não se avistava vivalma. À medida que te vais aproximando parece que estás a entrar num filme de ficção científica. A arquitectura minimalista, branca e inóspita sobressai no meio daquela paisagem natural. Depois de chorares os 12€ do bilhete e de te darem todas as instruções sobre como te deves (ou não) comportar, chegas à entrada da dita nave espacial. A partir daquele ponto tens que te descalçar, não podes falar e não podes fotografar. E é então que entras numa dimensão alternativa. Não é um sítio particularmente fácil de descrever, mas acho que a palavra que melhor o faz é: paz. Sons, só os da natureza. Luz, só a natural. Movimento, só as gotas de água que se movem sozinhas, como que por magia, naquele espaço. E tu, no meio daquilo tudo olhas, admiras, deitas-te no chão e contemplas “que raio de sítio é este”. Passado algum tempo habituas-te e até passas pelas brasas (não sei de nada…). O museu vai mudando consoante o ambiente e tu vais mudando com ele. Podes ficar 5 minutos ou 5 horas. Este é um lugar verdadeiramente especial e uma obra-prima da arquitectura. Ainda meio zonza fui dar uma vista de olhos por outras obras de arte que ficavam ali perto e passear-me pelos bairros antigos. Eventualmente iniciei a minha caminhada de regresso ao porto para apanhar o ferry de volta a Takamatsu. Naoshima As diferenças entre Naoshima e Teshima começam no tamanho do barco. Em vez de um pequeno barco com capacidade para 20/30 pessoas, agora é um ferry luxuoso com capacidade para 500. Mais uma vez decidi andar, não só para poupar dinheiro mas também porque queria ter a oportunidade de ver a ilha e as suas paisagens. De qualquer forma Naoshima tem um bom sistema de transportes e é muito mais fácil de chegar aos museus. O meu destino era o Chichu Art Museum, o mais famoso da ilha e considerado um dos melhores museus do mundo. Mais uma facadinha no orçamento (16€), mais uma lição sobre regras de conduta e entro no museu. Não tardo muito a perceber que sim, para mim este é o melhor museu do mundo (e eu já passei pelo Louvre, D’Orsay, MET, MoMA…). Fui imediatamente surpreendida na primeira sala: três pinturas de Monet, o meu pintor preferido, numa sala concebida especialmente para as receber. Foi fácil perder a noção do tempo. O museu não tem mais do que 5/6 obras, mas todas surpreendentes, tal como próprio museu. Para além do Monet, o Walter de Maria foi o mais impressionante. Naoshima tem muito mais para ver. O Benesse House Museum, I Love Yu, Art House Project, a abóbora de Yayoi Kusama’s e outras obras mais pequenas espalhadas pela ilha. Infelizmente não tive dinheiro nem tempo para ver tudo, mas é um sítio onde adorava voltar. Conclusão: vai, vai,vai!! Se fores ao Japão estas ilhas são completamente obrigatórias. Um lugar único e muito especial que não vais esquecer. Dicas rápidas: Transporte: O melhor ponto de contacto é Okayama ou Takamatsu. Pessoalmente recomendo Takamatsu, que é muito mais giro do que Okayama. De Takamatsu tens barcos e ferries todos os dias para as ilhas. Tens aqui os horários e preços. Alojamento e comida: O alojamento nas ilhas é escasso e caro, por isso aconselho-te a ficar em Takamatsu e visitar estas ilhas como “day trips”. Fiquei num hostel muito bom chamado Traditional Apartment. Também recomendo levares comida, principalmente para Teshima.

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Se nunca viajaste até ao Japão, é muito provável que nunca tenhas ouvido falar destas duas ilhas. Eu não fazia ideia que existiam até perguntar a um amigo meu que conheci durante a minha experiência de Workaway onde é que devia ir durante o tempo que me restava no Japão.

Quando comecei a pesquisar sobre elas decidi imediatamente que tinham que fazer parte do meu itinerário. Há poucos anos, Naoshima e Teshima não passavam de duas pequenas ilhas piscatórias no meio do mar Seto. Foi em 1985 que se reuniu a visão de um homem, Tetsuhiko Fukutake – um bilionário Japonês – e a vontade de outro, Chikatsugu Miyake – presidente de Naoshima na altura – e a obra nasceu.

Teshima

Decidi começar pela mais pequena das duas ilhas. Teshima tem dois pontos turísticos principais: a Yokoo House e o Teshima Art Museum.

Assim que desembarquei do pequeno ferry que me levou até à ilha, percebi que estava num lugar muito pouco conhecido. Já devia ter percebido pela dimensão do barco que transportava cerca de 15 pessoas para uma ilha onde só habitam 1000.

Depois de ver o preço do aluguer de bicicletas (18€) decidi que o melhor mesmo era fazer tudo a pé! Comecei por explorar o bairro de pequenas casas que circundavam a Yokoo House e às 10 horas em ponto estava preparada para a visita!

Toda a casa, bem como todas as obras de arte destas ilhas, é uma experiência sensorial. Envolve-te desde o primeiro minuto e não te larga, nem depois de lá saíres. Obriga-te a olhar, a sentir, a pensar e a participar.

Consegui tirar algumas fotos à socapa, mas até percebo o porquê da proibição das mesmas. Toda a gente deve ser surpreendida, tal como eu fui, e estar focada em absorver tudo o que as obras têm para oferecer.

Restava-me então andar até ao Teshima Art Museum. Apesar do calor, a caminhada lá se fez enquanto ia ouvindo podcasts do Maluco Beleza e passando por arrozais e estradas onde não se avistava vivalma.

À medida que te vais aproximando parece que estás a entrar num filme de ficção científica. A arquitectura minimalista, branca e inóspita sobressai no meio daquela paisagem natural. Depois de chorares os 12€ do bilhete e de te darem todas as instruções sobre como te deves (ou não) comportar, chegas à entrada da dita nave espacial. A partir daquele ponto tens que te descalçar, não podes falar e não podes fotografar.

E é então que entras numa dimensão alternativa. Não é um sítio particularmente fácil de descrever, mas acho que a palavra que melhor o faz é: paz. Sons, só os da natureza. Luz, só a natural. Movimento, só as gotas de água que se movem sozinhas, como que por magia, naquele espaço. E tu, no meio daquilo tudo olhas, admiras, deitas-te no chão e contemplas “que raio de sítio é este”. Passado algum tempo habituas-te e até passas pelas brasas (não sei de nada…).

Postcard I bought in Teshima Art Museum

O museu vai mudando consoante o ambiente e tu vais mudando com ele. Podes ficar 5 minutos ou 5 horas. Este é um lugar verdadeiramente especial e uma obra-prima da arquitectura.

Ainda meio zonza fui dar uma vista de olhos por outras obras de arte que ficavam ali perto e passear-me pelos bairros antigos. Eventualmente iniciei a minha caminhada de regresso ao porto para apanhar o ferry de volta a Takamatsu.

Naoshima

As diferenças entre Naoshima e Teshima começam no tamanho do barco. Em vez de um pequeno barco com capacidade para 20/30 pessoas, agora é um ferry luxuoso com capacidade para 500.

Mais uma vez decidi andar, não só para poupar dinheiro mas também porque queria ter a oportunidade de ver a ilha e as suas paisagens. De qualquer forma Naoshima tem um bom sistema de transportes e é muito mais fácil de chegar aos museus.

O meu destino era o Chichu Art Museum, o mais famoso da ilha e considerado um dos melhores museus do mundo. Mais uma facadinha no orçamento (16€), mais uma lição sobre regras de conduta e entro no museu.

Não tardo muito a perceber que sim, para mim este é o melhor museu do mundo (e eu já passei pelo Louvre, D’Orsay, MET, MoMA…). Fui imediatamente surpreendida na primeira sala: três pinturas de Monet, o meu pintor preferido, numa sala concebida especialmente para as receber. Foi fácil perder a noção do tempo.

O museu não tem mais do que 5/6 obras, mas todas surpreendentes, tal como próprio museu. Para além do Monet, o Walter de Maria foi o mais impressionante.

Vista de cima do Chichu Museum. Postal.

Naoshima tem muito mais para ver. O Benesse House Museum, I Love Yu, Art House Project, a abóbora de Yayoi Kusama’s e outras obras mais pequenas espalhadas pela ilha. Infelizmente não tive dinheiro nem tempo para ver tudo, mas é um sítio onde adorava voltar.

Conclusão: vai, vai,vai!! Se fores ao Japão estas ilhas são completamente obrigatórias. Um lugar único e muito especial que não vais esquecer.

Dicas rápidas:

Transporte: O melhor ponto de contacto é Okayama ou Takamatsu. Pessoalmente recomendo Takamatsu, que é muito mais giro do que Okayama. De Takamatsu tens barcos e ferries todos os dias para as ilhas. Tens aqui os horários e preços.

Alojamento e comida: O alojamento nas ilhas é escasso e caro, por isso aconselho-te a ficar em Takamatsu e visitar estas ilhas como “day trips”. Fiquei num hostel muito bom chamado Traditional Apartment. Também recomendo levares comida, principalmente para Teshima.

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Tóquio, Kamakura e quase Mount Fuji: Konichiwa Japão! https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/05/tokyo-kamakura-fuji-japao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tokyo-kamakura-fuji-japao https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/05/tokyo-kamakura-fuji-japao/#comments Sun, 05 Nov 2017 15:08:40 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2213 Depois de ter estado na Tailândia e Malásia e de ter passado 3 semanas nas Filipinas, apetecia-me tudo menos passar os dois meses seguintes da minha viagem entre tuk tuks, intoxicações alimentares e regatear preços. Por muito espectacular que o Sudoeste Asiático seja, precisava de uma pausa. E foi assim que troquei o meu destino seguinte (Indonésia) pelo Japão. Como os preços no Japão são “upa upa” decidi começar por tentar a minha sorte no Couchsurfing em Tóquio. Correu muito bem e consegui arranjar um host muito rapidamente! Ele foi o melhor guia que eu podia ter arranjado. A hospitalidade dos Japoneses chega ao ponto de te darem a própria cama e dormirem no chão só para estares mais confortável… Em troca fiz lulas guisadas – o melhor que consegui arranjar! Em Tóquio as atracções que visitei foram sempre muito low-profile, nada de lutas de robots ou cafés de gatos, devido à falta de fundos na conta bancária. Por isso, neste post ficam os meus sítios low-cost preferidos! Parque Ueno O primeiro sítio que visitei em Tóquio! Quando andava a pesquisar sobre a cidade, descobri que no Parque Ueno existem voluntários que fazem visitas gratuitas ao parque. Como a palavra “gratuito” é uma das minhas preferidas, decidi ir espreitar. Quando lá cheguei descobri que a voluntária era uma senhora com os seus 65 anos e um inglês duvidoso, mas não podia ser mais amorosa! Um grupo de 15 pessoas juntou-se para a tour e lá fomos nós passear pelo jardim, pelos templos e por vários anos de história do Japão. Na Primavera este é um dos sítios mais famosos da cidade para ir ver as flores de cerejeira. Durante a nossa visita descobrimos que o parque inicialmente era parte integrante do Templo Kaneiji, um dos maiores de Tóquio. Este templo foi construído a Nordeste da cidade para a proteger (e ao Palácio Real) do mal. Tudo sobre as tours neste link. Perto do parque existe uma zona chamada Okachimachi cheia de street food, incluindo Takoyaki! Mercado do Peixe O Mercado de Tsukiji é o maior mercado de peixe do mundo e uma das maiores atracções de Tóquio. São centenas de banquinhas e comerciantes a vender peixe fresco, seco, cru e cozinhado! Infelizmente, por causa dos Jogos Olímpicos, este mercado de 80 anos vai mudar para outro lugar. Por enquanto deixo-te este link útil com informações sobre como ver o leilão dos atuns. Eu não consegui ir porque tens que ir para lá às 4 da manhã e o meu host vivia a uma hora de Tóquio! Asakusa Em todo o seu esplendor, o complexo do Templo Sensoji, ergue-se orgulhoso no meio de Asakusa. Esta é uma das zonas mais famosas da cidade e turistas brotam de todas as direcções. Para mim, é um sítio a visitar durante o dia, para sentir a confusão e ver todas as lojas abertas e para visitar durante a noite quando as ruas estão vazias e para poderes ler a tua sorte à vontade! (o meu papel desejava-me uma má sorte terrível!) Shibuya Crossing e Templo Meiji Jingu O cruzamento mais agitado do mundo fica em Shibuya e uma ida a Tóquio não ficaria completa sem o atravessar. Se quiseres ter uma vista mais privilegiada para tirar fotografias, há um Starbucks com dois pisos com uma boa perspectiva sobre o cruzamento. Não muito longe de Shibuya, encontra-se o Templo Meiji Jingu que te faz esquecer completamente que estás numa das maiores metrópoles do mundo. Emoldurado por uma floresta verdejante, este templo é o meu preferido em Tóquio. Takeshita Street, Harajuku Depois das zonas mais tradicionais chegou a altura da Tóquio dos animes e jogos de arcada! Esta rua de nome controverso é um festival de coisas estranhas. Pessoas vestidas com cosplays, algodão doce gigante e todo o tipo de lojas de roupa, acessórios e objectos são algumas das coisas que podes encontrar aqui. Aos domingos esta rua explode de gente e é o dia mais intenso para visitar Harajuku! Akihabara Entre lojas de tecnologia gigantes, salas de jogos barulhentas e viciantes, maid cafes onde as empregadas cantam e brincam com os clientes e uma sex shop de 8 andares (M’s Pop Life), Akihabara é o paraíso para aqueles que querem explorar o lado mais tecnológico e vistoso (neons e placares luminosos não faltam) de Tóquio. Templo Zōjō-ji e Tokyo Tower à noite Este é capaz de ter sido o meu sítio preferido em Tóquio e foi o meu host, o Josey, que mo mostrou. À noite, o templo é o lugar perfeito para ver e fotografar o templo e a Torre de Tóquio iluminada. Juntos fazem o contraste perfeito entre o moderno e o tradicional. Ver uma peça de teatro tradicional no Kabuki-za Este foi um dos momentos mais aleatórios da minha viagem. Neste dia já me tinha encontrado com duas pessoas do Couchsurfing para visitar a cidade e não gostei particularmente de nenhuma. Na esperança de “à terceira é de vez” fui ter com um Israelita que estava ali nas redondezas. Conversámos, vimos o museu Sato Sakura (muito giro) e depois fomos ver uma peça tradicional que lhe tinham recomendado. Este teatro vende bilhetes de última hora para a plateia em pé a um preço muito mais barato do que o normal. Quando chegámos comprámos os bilhetes e um ecrã com a tradução da peça, que partilhámos (é mesmo necessário!). Os lugares sentados estavam completamente lotados à excepção de dois e as pessoas que estavam ali à volta disseram para nos sentarmos. A medo, lá fomos, rezando para que os donos dos lugares não chegassem atrasados e se gerasse ali toda uma barracada. Tivemos sorte e conseguimos ver a peça toda, sentados (felizmente!). Ora bem, quanto à peça em si… Foi interessante? Estranha? Algo cómica? Não sei bem! Adorei a experiência pelo seu lado cultural, mas a forma como eles falam é algo parecido com gatos com o cio, por isso é difícil levá-los a sério! Vale a pena pelo espectáculo, música e fatos! Side Trips: Kamakura e Mount Fuji A uma hora de comboio do centro de Tóquio está Kamakura. Antiga capital do Japão, é hoje uma das cidades mais turísticas do país por causa da sua história, templos e jardins. Eu tive a sorte de ter o meu host como guia e fomos a dois templos e um jardim. Não tivemos tempo para muito mais porque estava TANTA gente que só para andar nas ruas demorávamos imenso! Aconselho-te a ir a um dia de semana. Começámos pelo templo Zeniaraibente, uma meia hora a pé desde a estação de comboio. É um templo pequeno, com uma entrada particular, através de uma gruta e muito pouco turístico. Eu consegui ter habilidade para deixar cair os meus óculos de sol para o sítio onde as pessoas lavam o seu dinheiro num ritual religioso! Depois fomos a outro templo, o Tsurugaoka Hachiman-gū – o templo mais importante da cidade – onde vimos um casamento meio Japonês, meio americano que se tinha tornado na maior atracção turística ali da zona. A minha parte preferida foram os jardins. Por esta altura, já cheios de fome, fomos procurar um restaurante – o que se provou a tarefa mais difícil do dia! Com quase todos os sítios com filas de espera de uma ou duas horas acabámos numa hamburgueria num rooftop… Quão tradicional! O último momento do dia foi também o mais bonito. O Hokokuji Bamboo Garden é um templo com uma floresta de bambu e uma atmosfera muito misteriosa. Um dos meus recantos preferidos no Japão. Mount Fuji, ou quase Estar no Japão e não ver o Mount Fuji é como ir a… tu sabes o resto. Desta feita meto-me no autocarro com destino a Kawaguchi, onde se situa o lago com a suposta melhor vista para o Monte Fuji. Só que não! Para ser justa, tenho que dizer que no Verão as probabilidades de ver o Mount Fuji são bastante rascas por causa do tempo, mas tinha que tentar a minha sorte. Apesar de não ter sido muito bem-sucedida, gostei de sair da cidade durante dois dias e de passear por sítios com muito pouca gente. No hostel, conheci dois australianos que se tornaram os meus companheiros de viagem durante os dois dias seguintes e na manhã em que íamos embora lá consegui ver o topo da montanha por entre as nuvens durante dois minutos! E foi isto! Dicas rápidas Alojamento: Para além do Couchsurfing em Tóquio, aconselho o hostel K’s House em Tóquio (Asakusa) e K’s House Mount Fuji. Os hostels japoneses são caros, mas são um luxo. Transportes: Em Tóquio podes usar o Suica Card para todo o lado, incluindo Kamakura. Funciona como todos os outros cartões de transporte: pões um valor e vai descontando até não teres nada. Tenta andar o mais possível porque as viagens são bastante caras. Tóquio – Kamakura, comboio; Tóquio – Fuji, autocarro, Highway bus. Wifi: Em geral, o Japão tem uma rede wifi pública bastante extensa e gratuita. Não acho muito relevante comprar um cartão SIM. Refeições baratas: Uma das melhores coisas do Japão é a comida. Em Tóqui existem várias cadeias de restaurantes onde podes comer entre 500 a 800 yen. Estas são as minhas preferidas: Hanamaru Udon, Matsuya, Tendon Soba Udon, Yoshinoya,  CoCo Ichiban, Family Mart ou 7 Eleven.

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Depois de ter estado na Tailândia e Malásia e de ter passado 3 semanas nas Filipinas, apetecia-me tudo menos passar os dois meses seguintes da minha viagem entre tuk tuks, intoxicações alimentares e regatear preços. Por muito espectacular que o Sudoeste Asiático seja, precisava de uma pausa. E foi assim que troquei o meu destino seguinte (Indonésia) pelo Japão.

Como os preços no Japão são “upa upa” decidi começar por tentar a minha sorte no Couchsurfing em Tóquio. Correu muito bem e consegui arranjar um host muito rapidamente! Ele foi o melhor guia que eu podia ter arranjado. A hospitalidade dos Japoneses chega ao ponto de te darem a própria cama e dormirem no chão só para estares mais confortável… Em troca fiz lulas guisadas – o melhor que consegui arranjar!

O Josey, o meu host!

Em Tóquio as atracções que visitei foram sempre muito low-profile, nada de lutas de robots ou cafés de gatos, devido à falta de fundos na conta bancária. Por isso, neste post ficam os meus sítios low-cost preferidos!

Parque Ueno

O primeiro sítio que visitei em Tóquio! Quando andava a pesquisar sobre a cidade, descobri que no Parque Ueno existem voluntários que fazem visitas gratuitas ao parque. Como a palavra “gratuito” é uma das minhas preferidas, decidi ir espreitar.

Quando lá cheguei descobri que a voluntária era uma senhora com os seus 65 anos e um inglês duvidoso, mas não podia ser mais amorosa! Um grupo de 15 pessoas juntou-se para a tour e lá fomos nós passear pelo jardim, pelos templos e por vários anos de história do Japão.

Na Primavera este é um dos sítios mais famosos da cidade para ir ver as flores de cerejeira. Durante a nossa visita descobrimos que o parque inicialmente era parte integrante do Templo Kaneiji, um dos maiores de Tóquio. Este templo foi construído a Nordeste da cidade para a proteger (e ao Palácio Real) do mal.

Bolinhas de ovo recheadas com polvo

Tudo sobre as tours neste link. Perto do parque existe uma zona chamada Okachimachi cheia de street food, incluindo Takoyaki!

Mercado do Peixe

O Mercado de Tsukiji é o maior mercado de peixe do mundo e uma das maiores atracções de Tóquio. São centenas de banquinhas e comerciantes a vender peixe fresco, seco, cru e cozinhado! Infelizmente, por causa dos Jogos Olímpicos, este mercado de 80 anos vai mudar para outro lugar.

Por enquanto deixo-te este link útil com informações sobre como ver o leilão dos atuns. Eu não consegui ir porque tens que ir para lá às 4 da manhã e o meu host vivia a uma hora de Tóquio!

Asakusa

Em todo o seu esplendor, o complexo do Templo Sensoji, ergue-se orgulhoso no meio de Asakusa. Esta é uma das zonas mais famosas da cidade e turistas brotam de todas as direcções. Para mim, é um sítio a visitar durante o dia, para sentir a confusão e ver todas as lojas abertas e para visitar durante a noite quando as ruas estão vazias e para poderes ler a tua sorte à vontade! (o meu papel desejava-me uma má sorte terrível!)

Shibuya Crossing e Templo Meiji Jingu

O cruzamento mais agitado do mundo fica em Shibuya e uma ida a Tóquio não ficaria completa sem o atravessar. Se quiseres ter uma vista mais privilegiada para tirar fotografias, há um Starbucks com dois pisos com uma boa perspectiva sobre o cruzamento.

Não muito longe de Shibuya, encontra-se o Templo Meiji Jingu que te faz esquecer completamente que estás numa das maiores metrópoles do mundo. Emoldurado por uma floresta verdejante, este templo é o meu preferido em Tóquio.

Takeshita Street, Harajuku

Depois das zonas mais tradicionais chegou a altura da Tóquio dos animes e jogos de arcada! Esta rua de nome controverso é um festival de coisas estranhas. Pessoas vestidas com cosplays, algodão doce gigante e todo o tipo de lojas de roupa, acessórios e objectos são algumas das coisas que podes encontrar aqui. Aos domingos esta rua explode de gente e é o dia mais intenso para visitar Harajuku!

Quando o algodão doce é maior do que a tua cabeça…

Akihabara

Entre lojas de tecnologia gigantes, salas de jogos barulhentas e viciantes, maid cafes onde as empregadas cantam e brincam com os clientes e uma sex shop de 8 andares (M’s Pop Life), Akihabara é o paraíso para aqueles que querem explorar o lado mais tecnológico e vistoso (neons e placares luminosos não faltam) de Tóquio.

Templo Zōjō-ji e Tokyo Tower à noite

Este é capaz de ter sido o meu sítio preferido em Tóquio e foi o meu host, o Josey, que mo mostrou. À noite, o templo é o lugar perfeito para ver e fotografar o templo e a Torre de Tóquio iluminada. Juntos fazem o contraste perfeito entre o moderno e o tradicional.

Ver uma peça de teatro tradicional no Kabuki-za

Este foi um dos momentos mais aleatórios da minha viagem. Neste dia já me tinha encontrado com duas pessoas do Couchsurfing para visitar a cidade e não gostei particularmente de nenhuma. Na esperança de “à terceira é de vez” fui ter com um Israelita que estava ali nas redondezas. Conversámos, vimos o museu Sato Sakura (muito giro) e depois fomos ver uma peça tradicional que lhe tinham recomendado.

Sato Sakura Museum

Este teatro vende bilhetes de última hora para a plateia em pé a um preço muito mais barato do que o normal. Quando chegámos comprámos os bilhetes e um ecrã com a tradução da peça, que partilhámos (é mesmo necessário!). Os lugares sentados estavam completamente lotados à excepção de dois e as pessoas que estavam ali à volta disseram para nos sentarmos. A medo, lá fomos, rezando para que os donos dos lugares não chegassem atrasados e se gerasse ali toda uma barracada. Tivemos sorte e conseguimos ver a peça toda, sentados (felizmente!).

O teatro 🙂

Ora bem, quanto à peça em si… Foi interessante? Estranha? Algo cómica? Não sei bem! Adorei a experiência pelo seu lado cultural, mas a forma como eles falam é algo parecido com gatos com o cio, por isso é difícil levá-los a sério! Vale a pena pelo espectáculo, música e fatos!

Side Trips: Kamakura e Mount Fuji

A uma hora de comboio do centro de Tóquio está Kamakura. Antiga capital do Japão, é hoje uma das cidades mais turísticas do país por causa da sua história, templos e jardins.

Eu tive a sorte de ter o meu host como guia e fomos a dois templos e um jardim. Não tivemos tempo para muito mais porque estava TANTA gente que só para andar nas ruas demorávamos imenso! Aconselho-te a ir a um dia de semana.

Começámos pelo templo Zeniaraibente, uma meia hora a pé desde a estação de comboio. É um templo pequeno, com uma entrada particular, através de uma gruta e muito pouco turístico. Eu consegui ter habilidade para deixar cair os meus óculos de sol para o sítio onde as pessoas lavam o seu dinheiro num ritual religioso!

Depois fomos a outro templo, o Tsurugaoka Hachiman-gū – o templo mais importante da cidade – onde vimos um casamento meio Japonês, meio americano que se tinha tornado na maior atracção turística ali da zona. A minha parte preferida foram os jardins.

Pai leva a filha ao “altar”


Por esta altura, já cheios de fome, fomos procurar um restaurante – o que se provou a tarefa mais difícil do dia! Com quase todos os sítios com filas de espera de uma ou duas horas acabámos numa hamburgueria num rooftop… Quão tradicional!

O último momento do dia foi também o mais bonito. O Hokokuji Bamboo Garden é um templo com uma floresta de bambu e uma atmosfera muito misteriosa. Um dos meus recantos preferidos no Japão.

Mount Fuji, ou quase

Estar no Japão e não ver o Mount Fuji é como ir a… tu sabes o resto. Desta feita meto-me no autocarro com destino a Kawaguchi, onde se situa o lago com a suposta melhor vista para o Monte Fuji. Só que não! Para ser justa, tenho que dizer que no Verão as probabilidades de ver o Mount Fuji são bastante rascas por causa do tempo, mas tinha que tentar a minha sorte. Apesar de não ter sido muito bem-sucedida, gostei de sair da cidade durante dois dias e de passear por sítios com muito pouca gente.

Aquela vista única…

No hostel, conheci dois australianos que se tornaram os meus companheiros de viagem durante os dois dias seguintes e na manhã em que íamos embora lá consegui ver o topo da montanha por entre as nuvens durante dois minutos!

O princípio de uma intensa discussão política AUS vs UK

E foi isto!

Dicas rápidas

Alojamento: Para além do Couchsurfing em Tóquio, aconselho o hostel K’s House em Tóquio (Asakusa) e K’s House Mount Fuji. Os hostels japoneses são caros, mas são um luxo.

Transportes: Em Tóquio podes usar o Suica Card para todo o lado, incluindo Kamakura. Funciona como todos os outros cartões de transporte: pões um valor e vai descontando até não teres nada. Tenta andar o mais possível porque as viagens são bastante caras. Tóquio – Kamakura, comboio; Tóquio – Fuji, autocarro, Highway bus.

Wifi: Em geral, o Japão tem uma rede wifi pública bastante extensa e gratuita. Não acho muito relevante comprar um cartão SIM.

Refeições baratas: Uma das melhores coisas do Japão é a comida. Em Tóqui existem várias cadeias de restaurantes onde podes comer entre 500 a 800 yen. Estas são as minhas preferidas: Hanamaru Udon, Matsuya, Tendon Soba Udon, Yoshinoya,  CoCo Ichiban, Family Mart ou 7 Eleven.

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Workaway: o que é, como utilizar e a minha experiência num resort japonês https://www.mudancasconstantes.com/2017/07/09/workaway-o-que-e/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=workaway-o-que-e https://www.mudancasconstantes.com/2017/07/09/workaway-o-que-e/#comments Sun, 09 Jul 2017 12:13:23 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1525 Foi há dois ou três anos que ouvi falar de Workaway, Helpx ou Woofing pela primeira vez. Encontrei estas plataformas através de um daqueles típicos artigos “como viajar sem gastar dinheiro”. Contínuo a achar que isso é um mito, mas a verdade é que através destes sites podes reduzir muito os teus custos. O conceito é simples: alojamento e comida em troca de 4/5 horas de trabalho diárias (normalmente com direito a um ou dois dias livres por semana). Sempre tive curiosidade em experimentar, mas ainda não tinha tido a oportunidade de o fazer. Até agora. Quando decidi espontaneamente incluir o Japão no meu itinerário sabia que muito provavelmente não teria capacidade financeira para aguentar um mês inteiro a viajar neste país. E, também, depois de 4 meses a mudar de sítio a cada dois ou três dias, estava a precisar de assentar um bocadinho, ler, planear os dois últimos meses e relaxar. Por isso, achei que estavam reunidas as circunstâncias ideais para o meu primeiro Workaway. Escolhi esta plataforma simplesmente porque gosto mais do site do que do HelpX. Muito sinceramente acho que tive imensa sorte. Primeiro, foi super fácil arranjar um sítio. O primeiro Workaway a quem escrevi respondeu-me afirmativamente um dia depois. Segundo, fui parar a um lugar cheio de pessoas espectaculares e onde a carga laboral não passava das 4 horas diárias. Acabei por trabalhar durante 10 dias (dois de folga) num Resort em Furusato, Kuma Kogen, no Japão. Um sítio que eu jamais imaginaria visitar – no meio das montanhas e floresta – a fazer coisas que jamais imaginei fazer: cortar relva, limpar casas de banho, preparar quartos para clientes, mudar a água dos patos… No geral adorei a experiência, principalmente porque a nossa pequena família de voluntários era fantástica e consegui fazer tudo o que tinha planeado, incluindo dormir sestas. Agora, quanto à parte mais técnica da coisa: O que é? O Workaway é uma plataforma online que reúne milhares de oportunidades de trabalho a troco de alojamento e comida. As ofertas estão divididas através de continentes, países e palavras chave: que podem ser cidades ou skills. Podes ainda filtrar a tua pesquisa e procurar só Workaways com reviews (que é o que eu faço). Em cada perfil vais encontrar uma descrição do local, o tipo de tarefas que podes fazer, quantas horas de trabalho diário são esperadas, o que vais receber em troca (condições de alojamento, refeições, wifi, etc), quantos dias de folga, duração mínima da estadia, fotografias e reviews. Tanto no Workaway como no HelpX podes pesquisar oportunidades antes de te registares. À semelhança de outras plataformas deste género, tens de criar um perfil no site. Este perfil inclui uma descrição, fotografia, datas em que estás disponível para trabalhar e uma lista das tuas skills. Exemplo: ensinar inglês, carpintaria, marketing… É este perfil que vai ser apresentado ao teu “empregador” quando o contactares, por isso perde algum tempo com ele. Para poderes efectivamente contactar as pessoas que publicam as oportunidades e ficar registado/a no site tens que pagar 29 dólares. Também existe uma opção para casais ou amigos que custa 38 dólares. Estes 29 dólares duram um ano e durante esse período podes candidatar-te a todas as posições que quiseres. Conselhos de utilizador: quando falares com o empregador esclarece sempre bem o que vais fazer, quantas serão as horas de trabalho, se há outros workawayers (se isto for importante para ti) e tudo e mais alguma coisa que precises de saber. No meu caso, fui um bocado à confiança por causa da quantidade de reviews positivas que o meu sítio tinha. E a verdade é que correu lindamente, mas não fiz nada do que era suposto fazer. Inicialmente tinha-lhes escrito com o intuito de trabalhar em marketing digital… para mim não algo que me chateasse muito, principalmente porque foram só 10 dias, mas se fossem 2 meses a história era um bocadinho diferente. Por fim, nem tudo é um mar de rosas. Tal como existem lugares maravilhosos onde te vais sentir em casa, também existe por aí muita gente que se dedica a tentar explorar viajantes. Conheci um casal que foi parar a um sítio onde queriam que eles trabalhassem 8 horas. Ficaram um dia. Pessoalmente, fiquei fã e espero no futuro poder voltar a fazê-lo. Se estiveres na expectativa de conhecer os arredores, aconselho um sítio que não fique no meio do nada como o meu. Torna um bocado impossível a ideia de viajar. A nível de redução de custos, é definitivamente uma estratégia bastante eficaz. Apesar de ter gasto obviamente o dinheiro do transporte, consegui sobreviver 10 dias com uns 40€, que foram basicamente gastos com comida para dois jantares especiais, um almoço de sushi (o primeiro da minha vida) e fruta e iogurtes (bens de luxo no Japão).

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Foi há dois ou três anos que ouvi falar de Workaway, Helpx ou Woofing pela primeira vez. Encontrei estas plataformas através de um daqueles típicos artigos “como viajar sem gastar dinheiro”. Contínuo a achar que isso é um mito, mas a verdade é que através destes sites podes reduzir muito os teus custos. O conceito é simples: alojamento e comida em troca de 4/5 horas de trabalho diárias (normalmente com direito a um ou dois dias livres por semana).

Sempre tive curiosidade em experimentar, mas ainda não tinha tido a oportunidade de o fazer. Até agora. Quando decidi espontaneamente incluir o Japão no meu itinerário sabia que muito provavelmente não teria capacidade financeira para aguentar um mês inteiro a viajar neste país. E, também, depois de 4 meses a mudar de sítio a cada dois ou três dias, estava a precisar de assentar um bocadinho, ler, planear os dois últimos meses e relaxar. Por isso, achei que estavam reunidas as circunstâncias ideais para o meu primeiro Workaway. Escolhi esta plataforma simplesmente porque gosto mais do site do que do HelpX.

Muito sinceramente acho que tive imensa sorte. Primeiro, foi super fácil arranjar um sítio. O primeiro Workaway a quem escrevi respondeu-me afirmativamente um dia depois. Segundo, fui parar a um lugar cheio de pessoas espectaculares e onde a carga laboral não passava das 4 horas diárias.

Acabei por trabalhar durante 10 dias (dois de folga) num Resort em Furusato, Kuma Kogen, no Japão. Um sítio que eu jamais imaginaria visitar – no meio das montanhas e floresta – a fazer coisas que jamais imaginei fazer: cortar relva, limpar casas de banho, preparar quartos para clientes, mudar a água dos patos… No geral adorei a experiência, principalmente porque a nossa pequena família de voluntários era fantástica e consegui fazer tudo o que tinha planeado, incluindo dormir sestas.

Agora, quanto à parte mais técnica da coisa:

O que é?

O Workaway é uma plataforma online que reúne milhares de oportunidades de trabalho a troco de alojamento e comida. As ofertas estão divididas através de continentes, países e palavras chave: que podem ser cidades ou skills. Podes ainda filtrar a tua pesquisa e procurar só Workaways com reviews (que é o que eu faço).

Em cada perfil vais encontrar uma descrição do local, o tipo de tarefas que podes fazer, quantas horas de trabalho diário são esperadas, o que vais receber em troca (condições de alojamento, refeições, wifi, etc), quantos dias de folga, duração mínima da estadia, fotografias e reviews.

Tanto no Workaway como no HelpX podes pesquisar oportunidades antes de te registares. À semelhança de outras plataformas deste género, tens de criar um perfil no site. Este perfil inclui uma descrição, fotografia, datas em que estás disponível para trabalhar e uma lista das tuas skills. Exemplo: ensinar inglês, carpintaria, marketing… É este perfil que vai ser apresentado ao teu “empregador” quando o contactares, por isso perde algum tempo com ele.

Para poderes efectivamente contactar as pessoas que publicam as oportunidades e ficar registado/a no site tens que pagar 29 dólares. Também existe uma opção para casais ou amigos que custa 38 dólares. Estes 29 dólares duram um ano e durante esse período podes candidatar-te a todas as posições que quiseres.

Conselhos de utilizador: quando falares com o empregador esclarece sempre bem o que vais fazer, quantas serão as horas de trabalho, se há outros workawayers (se isto for importante para ti) e tudo e mais alguma coisa que precises de saber. No meu caso, fui um bocado à confiança por causa da quantidade de reviews positivas que o meu sítio tinha.

E a verdade é que correu lindamente, mas não fiz nada do que era suposto fazer. Inicialmente tinha-lhes escrito com o intuito de trabalhar em marketing digital… para mim não algo que me chateasse muito, principalmente porque foram só 10 dias, mas se fossem 2 meses a história era um bocadinho diferente.

Por fim, nem tudo é um mar de rosas. Tal como existem lugares maravilhosos onde te vais sentir em casa, também existe por aí muita gente que se dedica a tentar explorar viajantes. Conheci um casal que foi parar a um sítio onde queriam que eles trabalhassem 8 horas. Ficaram um dia.

Pessoalmente, fiquei fã e espero no futuro poder voltar a fazê-lo. Se estiveres na expectativa de conhecer os arredores, aconselho um sítio que não fique no meio do nada como o meu. Torna um bocado impossível a ideia de viajar.

A nível de redução de custos, é definitivamente uma estratégia bastante eficaz. Apesar de ter gasto obviamente o dinheiro do transporte, consegui sobreviver 10 dias com uns 40€, que foram basicamente gastos com comida para dois jantares especiais, um almoço de sushi (o primeiro da minha vida) e fruta e iogurtes (bens de luxo no Japão).

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