Filipinas Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/filipinas/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 13:01:33 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Filipinas Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/filipinas/ 32 32 Viajar nas Filipinas: Dicas e Informações Úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/13/viajar-filipinas-dicas-e-informacoes-uteis/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-filipinas-dicas-e-informacoes-uteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/13/viajar-filipinas-dicas-e-informacoes-uteis/#respond Mon, 13 Nov 2017 16:39:53 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2294 Viajar nas Filipinas é mais fácil do que parece. Os transportes entre as maiores cidades podem ser todos marcados online e os restantes (autocarros ou vans para sítios mais pequenos) podem ser arranjados nas localidades. O alojamento é mais ou menos igual: nestes dias quase todos os Bed and Breakfast têm uma página no Facebook ou referências no Trip Advisor. Como vês, não há muito a saber… com estas dicas vais ter uma viagem muito tranquila! Como chegar: Numa pesquisa rápida os voos rondam os 400€ (só ida) normalmente com escalas na Malásia ou Singapura. Aconselho sempre uma pesquisa independente de voos até à Malásia e depois para as Filipinas, uma vez que tem mais conexões com países europeus e a Air Asia tem voos muito baratos de KL para Manila. Visto: Visto gratuito. É dado à chegada e dura um mês. Consulta do viajante: Aconselho uma ida à consulta do viajante uma vez que existem zonas com Malária e Febre Tifóide. Também é bom levares comprimidos para o estômago/diarreia. Moeda: 1€ = 0.017 PHP (Novembro 2017) Dinheiro: Normalmente os estabelecimentos não aceitam cartão por isso tens que levantar dinheiro em quantidades razoáveis e ter sempre algum contigo. Costuma haver sempre um ATM no mínimo em cada cidade/vila. Talvez não exista em Port Barton! Cartão SIM: No aeroporto comprei um cartão SIM da Globe que foi uma grande ajuda durante o meu tempo nas Filipinas já que a rede wifi deixa muito a desejar. Aconselho-te a fazeres o mesmo, no aeroporto é sempre mais fácil. Custa cerca de 10€. Aplicação Grab: Tal como na Malásia, esta aplicação é uma maravilha. O Uber também funciona bem, mas o Grab é mais barato. Uma viagem do aeroporto ao centro da cidade fica a 2 ou 3€ e assim que sais do terminal vês um sinal verde que indica onde é que os Grab param. Também podes mandar sms ao condutor, normalmente falam um inglês razoável. Épocas altas e baixas: Eu visitei as Filipinas em Junho e fiquei muito contente, porque a época das monções ainda não tinha começado e as temperaturas estiveram muito razoáveis em geral. Supostamente a altura mais popular é entre Novembro e Fevereiro, a época seca sem temperaturas escaldantes. Maio e Novembro parecem ser os melhores meses na relação preço/clima. Mosquitos: O repelente é um bem essencial em qualquer país do sudoeste asiático! Seja o DEET ou os repelentes naturais que eles lá vendem, protege-te o melhor que puderes ou vais ficar com marcas de picadas durante meses e meses (acredita!) Água: A água corrente das Filipinas não é potável. Bebe sempre de garrafas. Língua: A língua oficial das Filipinas é Tagalog, mas quase toda a gente fala entre inglês entre o básico e o intermédio. Transportes: A escolha faz-se entre ferries, autocarros e aviões. A Cebu Pacific e Air Asia são as companhias aéreas mais famosas do país e são o melhor método (tempo/preço) para andar de ilha em ilha. Para ferries podes consultar a 2GO e autocarros podes ou pesquisar online ou comprar nas localidades. Apesar de normalmente te darem um papel mal amanhado como bilhete, podes confiar. Comigo, funcionou sempre! Itinerário: três semanas divididas entre Manila, os arrozais de Banaue-Batad e Palawan, a melhor ilha do mundo. Todos os detalhes: aqui! Tens outras dicas para viajar nas Filipinas? Escreve nos comentários! Boa viagem! 😉

The post Viajar nas Filipinas: Dicas e Informações Úteis appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Viajar nas Filipinas é mais fácil do que parece. Os transportes entre as maiores cidades podem ser todos marcados online e os restantes (autocarros ou vans para sítios mais pequenos) podem ser arranjados nas localidades. O alojamento é mais ou menos igual: nestes dias quase todos os Bed and Breakfast têm uma página no Facebook ou referências no Trip Advisor.

Como vês, não há muito a saber… com estas dicas vais ter uma viagem muito tranquila!

Como chegar: Numa pesquisa rápida os voos rondam os 400€ (só ida) normalmente com escalas na Malásia ou Singapura. Aconselho sempre uma pesquisa independente de voos até à Malásia e depois para as Filipinas, uma vez que tem mais conexões com países europeus e a Air Asia tem voos muito baratos de KL para Manila.

Visto: Visto gratuito. É dado à chegada e dura um mês.

Consulta do viajante: Aconselho uma ida à consulta do viajante uma vez que existem zonas com Malária e Febre Tifóide. Também é bom levares comprimidos para o estômago/diarreia.

Moeda: 1€ = 0.017 PHP (Novembro 2017)

Dinheiro: Normalmente os estabelecimentos não aceitam cartão por isso tens que levantar dinheiro em quantidades razoáveis e ter sempre algum contigo. Costuma haver sempre um ATM no mínimo em cada cidade/vila. Talvez não exista em Port Barton!

Cartão SIM: No aeroporto comprei um cartão SIM da Globe que foi uma grande ajuda durante o meu tempo nas Filipinas já que a rede wifi deixa muito a desejar. Aconselho-te a fazeres o mesmo, no aeroporto é sempre mais fácil. Custa cerca de 10€.

Aplicação Grab: Tal como na Malásia, esta aplicação é uma maravilha. O Uber também funciona bem, mas o Grab é mais barato. Uma viagem do aeroporto ao centro da cidade fica a 2 ou 3€ e assim que sais do terminal vês um sinal verde que indica onde é que os Grab param. Também podes mandar sms ao condutor, normalmente falam um inglês razoável.

Épocas altas e baixas: Eu visitei as Filipinas em Junho e fiquei muito contente, porque a época das monções ainda não tinha começado e as temperaturas estiveram muito razoáveis em geral. Supostamente a altura mais popular é entre Novembro e Fevereiro, a época seca sem temperaturas escaldantes. Maio e Novembro parecem ser os melhores meses na relação preço/clima.

Mosquitos: O repelente é um bem essencial em qualquer país do sudoeste asiático! Seja o DEET ou os repelentes naturais que eles lá vendem, protege-te o melhor que puderes ou vais ficar com marcas de picadas durante meses e meses (acredita!)

Água: A água corrente das Filipinas não é potável. Bebe sempre de garrafas.

Língua: A língua oficial das Filipinas é Tagalog, mas quase toda a gente fala entre inglês entre o básico e o intermédio.

Transportes: A escolha faz-se entre ferries, autocarros e aviões. A Cebu Pacific e Air Asia são as companhias aéreas mais famosas do país e são o melhor método (tempo/preço) para andar de ilha em ilha. Para ferries podes consultar a 2GO e autocarros podes ou pesquisar online ou comprar nas localidades. Apesar de normalmente te darem um papel mal amanhado como bilhete, podes confiar. Comigo, funcionou sempre!

Itinerário: três semanas divididas entre Manila, os arrozais de Banaue-Batad e Palawan, a melhor ilha do mundo. Todos os detalhes: aqui!

Tens outras dicas para viajar nas Filipinas? Escreve nos comentários!

Boa viagem! 😉

The post Viajar nas Filipinas: Dicas e Informações Úteis appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2017/11/13/viajar-filipinas-dicas-e-informacoes-uteis/feed/ 0
Um mês pelo melhor das Filipinas: o itinerário https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/28/itinerario-um-mes-pelas-filipinas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=itinerario-um-mes-pelas-filipinas https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/28/itinerario-um-mes-pelas-filipinas/#comments Sat, 28 Oct 2017 13:24:28 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2201 Quando me fazem a genérica pergunta “Qual foi o país que mais gostaste?” eu costumo responder que as Filipinas foram o país que mais me surpreendeu. Apesar de ter as expectativas bastante altas quase cancelei a minha viagem por questões de segurança. Felizmente decidi ignorar os avisos e fui na mesma. E encontrei o país e pessoas mais maravilhosas de sempre. O primeiro impacto não foi o melhor, mas nem todas as histórias de amor começam com amor à primeira vista. Manila pode ser esmagadora: a poluição, o trânsito caótico, casas de lata, comunidades inteiras a dormir no chão… A pobreza do país é devastadora, principalmente para os nossos olhos e corações de berço de ouro. Mas uma vez ultrapassada essa parte e ao falar com os Filipinos, percebemos que não há povo mais humilde e sorridente que este. Afinal, “it’s more fun in the Philippines” Por motivos de tempo e dinheiro não consegui ficar um mês nas Filipinas, fiquei apenas 3 semanas. Contudo tenho o itinerário perfeito para um mês que espero poder completar quando lá voltar! Manila (1/2 dias) Quer queiras, quer não vais ter que passar em Manila. É o maior aeroporto do país e as probabilidades de lá ires parar são bastante elevadas. Eu decidi ficar dois dias e uma noite para poder descansar das 23 horas que demorei a lá chegar a partir da Nova Zelândia. Apesar de não ser uma cidade bonita, tem uma zona chamada Intramuros com vários edifícios da altura da colonização espanhola que vale a pena ver. Para dormir, fiquei no Pink Manila. Aconselho-te a escolher um quarto com ar condicionado: são mais pequenos e Manila é uma cidade muito quente e húmida. O hostel em si é genial para conhecer pessoas, tem uma piscina e um rooftop óptimos. Passei lá 90% do tempo em que estive em Manila. Copyright: Pink Manila Banaue (3 dias) Como escrevi neste post, a experiência de caminhar durante três dias pelos arrozais das Filipinas e conhecer aldeias quase paradas no tempo foi inesquecível. É um percurso de muito suor, calor e lama mas as paisagens, as pessoas e a jornada em si valem muito a pena. Transporte Manila – Banaue: Autocarro da Ohayami Bus Sagada (1 dia) Famosa pelos seus “caixões pendurados”, Sagada foi uma agradável surpresa. Uma pequena vila com cafés maravilhosos (incluindo pequenos almoços cheios de iogurte!!) e uma história e cultura muito peculiares. Na van de Banaue para Sagada conheci um casal Suíço que tinha reservado um quarto na Treasure Rock Inn e decidi ir até lá com eles para ver se também tinham um quartinho para mim. A senhora que nos atendeu era um anjo e para além de me arranjar um quarto também se tornou a nossa guia para o dia. Atenção: no centro turístico eles têm a possibilidade de arranjar um guia, mas foram tão antipáticos quando lhes perguntei sobre as tours que assim que a nossa host ofereceu os seus serviços dissemos logo que sim. Começámos por caminhar até aos caixões suspensos. Esta é uma tradição que já dura há dois milhares de anos e trata-se de “enterrar” os mortos em caixões pregados a rochedos. Hoje em dia este costume mantem-se, mas numa escala mais pequena. Outros caixões estão dentro de buracos nas rochas e é possível ver uns ossinhos a sair! A nossa guia ia apontando para alguns que continham membros da família dela o que tornou tudo ainda mais estranho! Em Sagada, quando uma pessoa morre, o corpo é posto numa cadeira para, ao endurecer, tomar uma posição fetal. 24 horas depois o corpo, ainda em cima da cadeira, é transportado pela família até aos rochedos. Durante o caminho, familiares debatem-se sobre quem deve levar a cadeira, porque acreditam que o conhecimento do falecido passará para eles através do toque. Uma vez no local, o caixão e o corpo são erguidos e fixados no local desejado. Nalguns casos é possível ver a cadeira onde são transportados. Depois desta parte mais bizarra, andámos pelo meio das grutas com rios subterrâneos. Mais uma vez já tinha desistido de tentar poupar os meus ténis e aconselho-te a fazer o mesmo porque é muito mais perigoso se fores de chinelas. No fim tivemos o meu momento favorito, andar de baloiço em lianas qual Jane do Tarzan! Típico banho na cascata! Melhor pequeno almoço: Yoghurt House. Por alguma razão estava vila tem restaurantes super modernos e ocidentalizados. Não estava nada à espera de encontrar gastronomia europeia no meio das montanhas das Filipinas! Transporte Banaue – Sagada: Van. Também existem vários jeepneys. Manila (1 dia) De volta a Manila para no dia seguinte apanhar o ferry. Foi um dia para relaxar, comprar uns ténis novos e ver muito Netflix. Mais uma vez fiquei no Pink Manila. Transporte Sagada – Manila: Autocarro. Possível de marcar aqui ou em Sagada quando lhes apetece trabalhar (raramente). Coron (3 dias) Foi aqui que começou a minha aventura pelo famoso arquipélago de Palawan. Dos três sítios que visitei nesta zona, é fácil eleger Coron, muitas vezes ignorado, como o mais espectacular. Três dias de mar, sol, praia e Island hopping neste post! Transport Manila – Coron: Ferry 2GO. El Nido (3 dias) Com a massificação do turismo, El Nido foi uma das zonas das Filipinas que mais sofreu. Não é que não tenha paisagens espectaculares, águas cristalinas ou plameiras e areia branca. Mas com a exploração do turismo, o aumento dos preços e gente por todo o lado nas praias “secretas” este não foi o sítio que mais me encantou nas Filipinas. Tudo sobre El Nido aqui! Transporte Coron – El Nido: Ferry Port Barton (2 dias) No extremo oposto está Port Barton, o sítio mais paz de alma que se pode encontrar! Aqui divertimo-nos a não fazer nada, a beber Cuba Libres e a fazer snorkeling em corais intocados. A nossa experiência no fim do mundo romântico neste post! Transporte El Nido – Port Barton: Van Cebu City/ Bohol (2 dias) Entretanto fui-me embora das Filipinas, mas tenho mais duas sugestões. Uma delas é Bohol (em Cebu todos os hostels oferecem esta tour), casa das montanhas de chocolate e habitat natural dos Tarsiers, o primata mais pequeno do mundo. Podes encontrar também praias fantásticas como a Panglao Island e a Alona Beach e a Hinagdanan Cave também é bastante conhecida. Nadar com os Tubarões Baleia é uma das atracções mais famosas de Cebu, mas por favor não o faças. Estes animais já não são selvagens. Todos os dias são alimentados por dezenas de barcos só para propósitos turísticos. Ninguém quer saber se as pessoas tocam neles ou se lhes enfiam selfie sticks na testa. Por isso não suportes este tipo de turismo que ignora completamente o bem-estar destes animais incríveis. Transporte Port Barton – Cebu: Van até Puerto Princesa. Voo de PP até Cebu. Siargao (5 dias) A segunda sugestão e o lugar que me faz querer voltar às Filipinas. Com o tempo que tinha era completamente impossível de chegar a Siargao, mas depois de ver as fotos e ler testemunhos de vários bloggers este sítio está no topo da minha bucketlist. Deixo aqui alguns blogs com informação sobre Siargao para te poderes orientar caso queiras lá ir: Backpacking with a book  | Just one way ticket | Expert Vagabond E assim acabo o itinerário de um mês num dos meus países preferidos. Quando planeares o teu itinerário tem em conta que vais demorar algum tempo a deslocares-te de ilha para ilha e isso vai-te “comer” alguns dias. Mas vale tanto a pena!

The post Um mês pelo melhor das Filipinas: o itinerário appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Quando me fazem a genérica pergunta “Qual foi o país que mais gostaste?” eu costumo responder que as Filipinas foram o país que mais me surpreendeu. Apesar de ter as expectativas bastante altas quase cancelei a minha viagem por questões de segurança. Felizmente decidi ignorar os avisos e fui na mesma. E encontrei o país e pessoas mais maravilhosas de sempre.

O primeiro impacto não foi o melhor, mas nem todas as histórias de amor começam com amor à primeira vista. Manila pode ser esmagadora: a poluição, o trânsito caótico, casas de lata, comunidades inteiras a dormir no chão… A pobreza do país é devastadora, principalmente para os nossos olhos e corações de berço de ouro.

A aterrar em Manila

Mas uma vez ultrapassada essa parte e ao falar com os Filipinos, percebemos que não há povo mais humilde e sorridente que este. Afinal, “it’s more fun in the Philippines”

Por motivos de tempo e dinheiro não consegui ficar um mês nas Filipinas, fiquei apenas 3 semanas. Contudo tenho o itinerário perfeito para um mês que espero poder completar quando lá voltar!

Manila (1/2 dias)

Quer queiras, quer não vais ter que passar em Manila. É o maior aeroporto do país e as probabilidades de lá ires parar são bastante elevadas. Eu decidi ficar dois dias e uma noite para poder descansar das 23 horas que demorei a lá chegar a partir da Nova Zelândia.

Apesar de não ser uma cidade bonita, tem uma zona chamada Intramuros com vários edifícios da altura da colonização espanhola que vale a pena ver.

Para dormir, fiquei no Pink Manila. Aconselho-te a escolher um quarto com ar condicionado: são mais pequenos e Manila é uma cidade muito quente e húmida. O hostel em si é genial para conhecer pessoas, tem uma piscina e um rooftop óptimos. Passei lá 90% do tempo em que estive em Manila.

Copyright: Pink Manila

Copyright: Pink Manila

Banaue (3 dias)

Como escrevi neste post, a experiência de caminhar durante três dias pelos arrozais das Filipinas e conhecer aldeias quase paradas no tempo foi inesquecível. É um percurso de muito suor, calor e lama mas as paisagens, as pessoas e a jornada em si valem muito a pena.

Transporte Manila – Banaue: Autocarro da Ohayami Bus

Sagada (1 dia)

Famosa pelos seus “caixões pendurados”, Sagada foi uma agradável surpresa. Uma pequena vila com cafés maravilhosos (incluindo pequenos almoços cheios de iogurte!!) e uma história e cultura muito peculiares.

Na van de Banaue para Sagada conheci um casal Suíço que tinha reservado um quarto na Treasure Rock Inn e decidi ir até lá com eles para ver se também tinham um quartinho para mim. A senhora que nos atendeu era um anjo e para além de me arranjar um quarto também se tornou a nossa guia para o dia.

Atenção: no centro turístico eles têm a possibilidade de arranjar um guia, mas foram tão antipáticos quando lhes perguntei sobre as tours que assim que a nossa host ofereceu os seus serviços dissemos logo que sim.

Começámos por caminhar até aos caixões suspensos. Esta é uma tradição que já dura há dois milhares de anos e trata-se de “enterrar” os mortos em caixões pregados a rochedos. Hoje em dia este costume mantem-se, mas numa escala mais pequena. Outros caixões estão dentro de buracos nas rochas e é possível ver uns ossinhos a sair! A nossa guia ia apontando para alguns que continham membros da família dela o que tornou tudo ainda mais estranho!

Em Sagada, quando uma pessoa morre, o corpo é posto numa cadeira para, ao endurecer, tomar uma posição fetal. 24 horas depois o corpo, ainda em cima da cadeira, é transportado pela família até aos rochedos. Durante o caminho, familiares debatem-se sobre quem deve levar a cadeira, porque acreditam que o conhecimento do falecido passará para eles através do toque. Uma vez no local, o caixão e o corpo são erguidos e fixados no local desejado. Nalguns casos é possível ver a cadeira onde são transportados.

Depois desta parte mais bizarra, andámos pelo meio das grutas com rios subterrâneos. Mais uma vez já tinha desistido de tentar poupar os meus ténis e aconselho-te a fazer o mesmo porque é muito mais perigoso se fores de chinelas. No fim tivemos o meu momento favorito, andar de baloiço em lianas qual Jane do Tarzan!

Típico banho na cascata!

Oláaaa!

Melhor pequeno almoço: Yoghurt House. Por alguma razão estava vila tem restaurantes super modernos e ocidentalizados. Não estava nada à espera de encontrar gastronomia europeia no meio das montanhas das Filipinas!

Transporte Banaue – Sagada: Van. Também existem vários jeepneys.

Manila (1 dia)

De volta a Manila para no dia seguinte apanhar o ferry. Foi um dia para relaxar, comprar uns ténis novos e ver muito Netflix. Mais uma vez fiquei no Pink Manila.

Transporte Sagada – Manila: Autocarro. Possível de marcar aqui ou em Sagada quando lhes apetece trabalhar (raramente).

Coron (3 dias)

Foi aqui que começou a minha aventura pelo famoso arquipélago de Palawan. Dos três sítios que visitei nesta zona, é fácil eleger Coron, muitas vezes ignorado, como o mais espectacular. Três dias de mar, sol, praia e Island hopping neste post!

Transport Manila – Coron: Ferry 2GO.

El Nido (3 dias)

Com a massificação do turismo, El Nido foi uma das zonas das Filipinas que mais sofreu. Não é que não tenha paisagens espectaculares, águas cristalinas ou plameiras e areia branca. Mas com a exploração do turismo, o aumento dos preços e gente por todo o lado nas praias “secretas” este não foi o sítio que mais me encantou nas Filipinas. Tudo sobre El Nido aqui!

Transporte Coron – El Nido: Ferry

Port Barton (2 dias)

No extremo oposto está Port Barton, o sítio mais paz de alma que se pode encontrar! Aqui divertimo-nos a não fazer nada, a beber Cuba Libres e a fazer snorkeling em corais intocados. A nossa experiência no fim do mundo romântico neste post!

Transporte El Nido – Port Barton: Van

Cebu City/ Bohol (2 dias)

Entretanto fui-me embora das Filipinas, mas tenho mais duas sugestões. Uma delas é Bohol (em Cebu todos os hostels oferecem esta tour), casa das montanhas de chocolate e habitat natural dos Tarsiers, o primata mais pequeno do mundo. Podes encontrar também praias fantásticas como a Panglao Island e a Alona Beach e a Hinagdanan Cave também é bastante conhecida.

Copyright: Wikipedia
Copyright: Wikipedia

Nadar com os Tubarões Baleia é uma das atracções mais famosas de Cebu, mas por favor não o faças. Estes animais já não são selvagens. Todos os dias são alimentados por dezenas de barcos só para propósitos turísticos. Ninguém quer saber se as pessoas tocam neles ou se lhes enfiam selfie sticks na testa. Por isso não suportes este tipo de turismo que ignora completamente o bem-estar destes animais incríveis.

Transporte Port Barton – Cebu: Van até Puerto Princesa. Voo de PP até Cebu.

Siargao (5 dias)

A segunda sugestão e o lugar que me faz querer voltar às Filipinas. Com o tempo que tinha era completamente impossível de chegar a Siargao, mas depois de ver as fotos e ler testemunhos de vários bloggers este sítio está no topo da minha bucketlist.

Deixo aqui alguns blogs com informação sobre Siargao para te poderes orientar caso queiras lá ir: Backpacking with a book  | Just one way ticket | Expert Vagabond

E assim acabo o itinerário de um mês num dos meus países preferidos. Quando planeares o teu itinerário tem em conta que vais demorar algum tempo a deslocares-te de ilha para ilha e isso vai-te “comer” alguns dias. Mas vale tanto a pena!

The post Um mês pelo melhor das Filipinas: o itinerário appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/28/itinerario-um-mes-pelas-filipinas/feed/ 1
Será Palawan a melhor ilha do mundo? Port Barton (3/3) https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/23/port-barton-filipinas-palawan/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=port-barton-filipinas-palawan https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/23/port-barton-filipinas-palawan/#comments Mon, 23 Oct 2017 22:28:17 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2189 Este é o meu cantinho secreto nas Filipinas. Um lugar que a maioria das pessoas não sabe que existe. Muito sinceramente nem eu sabia bem o que havia de esperar de Port Barton. Tinha lido que era um sítio bastante pequeno e simples, um dos lugares mais remotos de Palawan, e isso motivou-me a ir descobri-lo. O Jimmy alinhou em vir comigo e depois de uma viagem de três horas numa van conduzida por um senhor que achava que estava numa corrida de fórmula 1, em que milagrosamente consegui dormir, chegámos a Port Barton. Mandaram-nos para o registo (encontra-se na paragem de autocarros) para pagar a típica taxa ambiental. Quando de lá saímos, uma senhora muito fofinha veio ter connosco a perguntar se já tínhamos alojamento. Normalmente tenho algumas reticências em confiar nas pessoas que vêm “caçar” os turistas, mas decidimos que dar uma espreitadela não ia magoar ninguém. Ficámos logo apaixonados pela cabaninha que ela nos mostrou. Tinha uma mini cozinha, casa de banho, quarto e ventoinha. Era perfeita! E custava 6€ a cada por noite. Recomendo a 100% a Nellies Inn. Por esta altura já sabíamos que em Port Barton só há electricidade das 6 da tarde à meia-noite e fomos aproveitar as últimas horas de sol para a praia. Rapidamente percebemos que Port Barton é pouco mais do que duas ou três ruas com algumas casas, restaurantes, e galos empoleirados que são treinados para lutas. Na praia, muito mais calma e limpa que El Nido, encontrámos alguns barzinhos onde os poucos viajantes que havia se encontravam para socializar. Não acho que seja o lugar ideal para viajar a solo. É raro encontrar pessoas que não sejam casais ou grupos de amigos. Mas para nós, não podíamos ter encontrado um lugar melhor. No dia seguinte queríamos fazer uma tour. Fomos até à praia e perguntámos alguns preços. Aqui já não existem tours A, B ou C. Os capitães simplesmente escolhem os melhores sítios ali à volta e levam-te até eles. O custo, felizmente, também é muito mais baixo que nos outros sítios: 700 php pelo dia inteiro. A melhor coisa sobre Port Barton: existem dois ou três barcos de tours em vez de 30! Durante este dia parámos em três sítios de snorkeling diferentes e todos foram brilhantes com direito a tartarugas e estrelas-do-mar gigantes. Aqui encontrámos todas aquelas paisagens “picture perfect”. Tal como em Coron, o facto de termos os sítios quase só para nós tornaram a experiência muito melhor.   Seguindo a recomendação de uns amigos do Jimmy, no nosso último dia fomos até à White Beach. Ele queria alugar uma mota, mas eu disse que era na boa irmos a pé. Asneira!! Tivemos que andar mais de uma hora, com um clima mega húmido e quente e cada vez que parecia que estávamos a chegar, NÃO ESTÁVAMOS! Eventualmente lá a encontrámos, pagámos mais uma taxa e deparámo-nos com uma praia onde não se avistava vivalma! Por isso aproveitámos o dia sem fazer nenhum e passámos horas entre as camas de baloiço e banhos. Por fim, nessa noite voltámos à praia para beber uns copos; entenda-se rum: a actividade número um em Port Barton. Quando já íamos no quarto, supostamente o último, fui ao bar e perguntaram-me de onde era. Quando respondi “Portugal”, em vez de um olhar confuso, os rapazes começaram a gritar “MÓNICA, MÓNICA!” e passados uns segundos lá veio a Mónica, uma tuga que estava a viver ali com o namorado filipino. Claro que passámos o resto da noite à conversa com o grupo de amigos dela e (in)felizmente o namorado dela trabalhava no bar e ia fazendo refill dos nossos copos com 90% rum, 10% coca cola. Digamos que a manhã seguinte não foi uma das mais felizes da minha vida, mas ao menos a noite foi memorável, tanto quanto possível depois de litros de rum. Por isso, se estás à procura de um sítio completamente desligado do mundo para relaxar durante alguns dias, Port Barton é o teu destino <3 Dicas rápidas Transporte: Port Barton é facilmente alcançável a partir de El Nido ou Puerto Princesa. São mais ou menos três horas para cada lado de van. Podes comprar bilhetes nas várias barraquinhas que anunciam a sua venda. Mergulho: Conhecemos o dono do Aquaolics num bar – não sei se o nome indica algo mais… – e a escola está super bem qualificada no Trip Advisor. Parece-me o sítio ideal para aprender a fazer mergulho uma vez que tens o oceano só para ti! Alojamento: Nós estávamos em modo poupança total e por isso 6€ por noite pareceu-nos o sítio ideal. Mas Port Barton tem vários hotéis que têm cabines mesmo em cima da praia e não devem ser assim tão caros… se estás à procura de um sítio para conhecer pessoas, aconselho-te a perguntar no sítio do registo por um hostel, eles têm um mapa com todos os alojamentos da zona. Bares: O Hangout Beach Bar tem um bom caril de frango e uma boa happy hour. O Native’bo Bar é um bar de reggae, às vezes com música ao vivo e com o tal rum barato! Restaurante: íamos todos os dias, a todas as horas ao Gaycan, um restaurante onde a paella dá à vontade para duas pessoas! Também têm wifi gratuita e um gerador: só vantagens!

The post Será Palawan a melhor ilha do mundo? Port Barton (3/3) appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Este é o meu cantinho secreto nas Filipinas. Um lugar que a maioria das pessoas não sabe que existe. Muito sinceramente nem eu sabia bem o que havia de esperar de Port Barton. Tinha lido que era um sítio bastante pequeno e simples, um dos lugares mais remotos de Palawan, e isso motivou-me a ir descobri-lo.

White Beach

O Jimmy alinhou em vir comigo e depois de uma viagem de três horas numa van conduzida por um senhor que achava que estava numa corrida de fórmula 1, em que milagrosamente consegui dormir, chegámos a Port Barton.

Mandaram-nos para o registo (encontra-se na paragem de autocarros) para pagar a típica taxa ambiental. Quando de lá saímos, uma senhora muito fofinha veio ter connosco a perguntar se já tínhamos alojamento. Normalmente tenho algumas reticências em confiar nas pessoas que vêm “caçar” os turistas, mas decidimos que dar uma espreitadela não ia magoar ninguém.

Ficámos logo apaixonados pela cabaninha que ela nos mostrou. Tinha uma mini cozinha, casa de banho, quarto e ventoinha. Era perfeita! E custava 6€ a cada por noite. Recomendo a 100% a Nellies Inn.

Por esta altura já sabíamos que em Port Barton só há electricidade das 6 da tarde à meia-noite e fomos aproveitar as últimas horas de sol para a praia. Rapidamente percebemos que Port Barton é pouco mais do que duas ou três ruas com algumas casas, restaurantes, e galos empoleirados que são treinados para lutas.

Na praia, muito mais calma e limpa que El Nido, encontrámos alguns barzinhos onde os poucos viajantes que havia se encontravam para socializar. Não acho que seja o lugar ideal para viajar a solo. É raro encontrar pessoas que não sejam casais ou grupos de amigos.

Mas para nós, não podíamos ter encontrado um lugar melhor.

No dia seguinte queríamos fazer uma tour. Fomos até à praia e perguntámos alguns preços. Aqui já não existem tours A, B ou C. Os capitães simplesmente escolhem os melhores sítios ali à volta e levam-te até eles. O custo, felizmente, também é muito mais baixo que nos outros sítios: 700 php pelo dia inteiro.

A melhor coisa sobre Port Barton: existem dois ou três barcos de tours em vez de 30! Durante este dia parámos em três sítios de snorkeling diferentes e todos foram brilhantes com direito a tartarugas e estrelas-do-mar gigantes. Aqui encontrámos todas aquelas paisagens “picture perfect”. Tal como em Coron, o facto de termos os sítios quase só para nós tornaram a experiência muito melhor.

 

Seguindo a recomendação de uns amigos do Jimmy, no nosso último dia fomos até à White Beach. Ele queria alugar uma mota, mas eu disse que era na boa irmos a pé. Asneira!! Tivemos que andar mais de uma hora, com um clima mega húmido e quente e cada vez que parecia que estávamos a chegar, NÃO ESTÁVAMOS!

Eventualmente lá a encontrámos, pagámos mais uma taxa e deparámo-nos com uma praia onde não se avistava vivalma! Por isso aproveitámos o dia sem fazer nenhum e passámos horas entre as camas de baloiço e banhos.

Por fim, nessa noite voltámos à praia para beber uns copos; entenda-se rum: a actividade número um em Port Barton. Quando já íamos no quarto, supostamente o último, fui ao bar e perguntaram-me de onde era. Quando respondi “Portugal”, em vez de um olhar confuso, os rapazes começaram a gritar “MÓNICA, MÓNICA!” e passados uns segundos lá veio a Mónica, uma tuga que estava a viver ali com o namorado filipino.

Claro que passámos o resto da noite à conversa com o grupo de amigos dela e (in)felizmente o namorado dela trabalhava no bar e ia fazendo refill dos nossos copos com 90% rum, 10% coca cola. Digamos que a manhã seguinte não foi uma das mais felizes da minha vida, mas ao menos a noite foi memorável, tanto quanto possível depois de litros de rum.

Por isso, se estás à procura de um sítio completamente desligado do mundo para relaxar durante alguns dias, Port Barton é o teu destino <3

Dicas rápidas

Transporte: Port Barton é facilmente alcançável a partir de El Nido ou Puerto Princesa. São mais ou menos três horas para cada lado de van. Podes comprar bilhetes nas várias barraquinhas que anunciam a sua venda.

Mergulho: Conhecemos o dono do Aquaolics num bar – não sei se o nome indica algo mais… – e a escola está super bem qualificada no Trip Advisor. Parece-me o sítio ideal para aprender a fazer mergulho uma vez que tens o oceano só para ti!

Alojamento: Nós estávamos em modo poupança total e por isso 6€ por noite pareceu-nos o sítio ideal. Mas Port Barton tem vários hotéis que têm cabines mesmo em cima da praia e não devem ser assim tão caros… se estás à procura de um sítio para conhecer pessoas, aconselho-te a perguntar no sítio do registo por um hostel, eles têm um mapa com todos os alojamentos da zona.

Bares: O Hangout Beach Bar tem um bom caril de frango e uma boa happy hour. O Native’bo Bar é um bar de reggae, às vezes com música ao vivo e com o tal rum barato!

Restaurante: íamos todos os dias, a todas as horas ao Gaycan, um restaurante onde a paella dá à vontade para duas pessoas! Também têm wifi gratuita e um gerador: só vantagens!

Gaycan <3

The post Será Palawan a melhor ilha do mundo? Port Barton (3/3) appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/23/port-barton-filipinas-palawan/feed/ 4
Será Palawan a melhor ilha do mundo? El Nido (2/3) https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/21/el-nido-palawan/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=el-nido-palawan https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/21/el-nido-palawan/#comments Sat, 21 Oct 2017 12:38:25 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2162 El Nido teve uma mão cheia de coisas boas e alguns dedos de coisas más. Mas vamos primeiro às boas! Ao contrário de Coron, El Nido tem mais para ver do que as ilhas à sua volta. Aqui, uma das melhores coisas a fazer é alugar uma mota e ir até a praias mais longínquas e solitárias. Nomeadamente: Nacpan Beach e Las Cabañas Beach. A praia de Nacpan é a típica praia paraíso: com areia branca, palmeiras e água morna. No meio da praia há um jetty (um bar flutuante) que na altura em que nós fomos era gerido por duas crianças e uma mãe. Quando nadámos até lá estava vazio, mas passados uns 15 minutos apareceu um miúdo com os seus 9 anos, numa espécie de kayak, que conseguia levantar paletes de cerveja sozinho, mas com algum esforço. O Jimmy lá o ajudou e passado mais algum tempo veio o irmão mais velho que devia ter uns 13/14. – pausa na história – O Jimmy foi um moço que eu conheci em Manila (Junho) e com quem me dei bastante bem. Tão bem que até hoje (Outubro) ainda estamos juntos. – continuação da história – Ficaram logo muito amigos e como ele, ao contrário de mim, tem jeito para crianças foi-se pôr a fazer competições de flexões e mortais com os putos. Eu, que sou mais lontra e desconfiada no que toca a menores de idade, fiquei na minha a apanhar sol e a nadar. Passadas algumas horas lá decidimos voltar para terra principalmente porque estávamos a sofrer uma invasão de mini alforrecas. Não eram venenosas, na verdade até eram bastante fofinhas, mas vinham aos milhares! Claro que os miúdos estavam habituadíssimos e andavam a coleccioná-las tal como eu fazia com as pulgas-do-mar quando era criança. Las Cabañas, o melhor pôr-do-sol da ilha A primeira vez que fui a Las Cabañas foi um amigo australiano que tinha conhecido em Coron que me levou lá. E passou a ser o meu lugar preferido em El Nido. A praia tem uma vista fantástica sobre vários ilhéus a circundam e o pôr-do-sol é assim: Em 15 minutos de mota chegas a Las Cabañas a partir e El Nido. Tour A & C É aqui que começam as coisas menos boas de El Nido. Apesar das tours te levarem a sítios lindíssimos, há uma gigante massificação do turismo, os preços aumentam todos os anos e as praias e lagoas estão demasiado cheias de gente para teres uma experiência tão boa como em Coron ou Port Barton. Mesmo assim acho que vale a pena fazer uma ou duas tours (eu fiz a A e a C, as que toda a gente recomenda como sendo as melhores) e não me arrependi. A minha preferida foi a A porque podemos andar de kayak e achei que, em geral, os lugares a que nos levaram foram mais surpreendentes. Tour A: Kayak e melhores paisagens Tour C – Snorkeling e Praias   Como podes ver as cores da água são incríveis e parece-me que eles têm feito um grande esforço para manter a poluição fora das suas praias e águas – o que é algo bastante notável no sudoeste asiático. O snorkeling também não é nada mau, principalmente na Tour C. Encontrámos tartarugas, chocos e montes de corais lindos 🙂 E agora as coisas menos boas… Para além da quantidade de turistas e preços mais altos do que o resto das Filipinas, El Nido tem qualquer coisa no ar ou na água que me deixou mal disposta desde o dia em que lá pus o pé até ao dia em que de lá saí. E não fui só eu! Não conheci ninguém que tenha saído 100% impune a El Nido e isso estraga um bocadinho a experiência de visitar este lugar. Para além do sentimento de náusea constante, o facto de não conseguires comer nada leva-te à exaustão e durante 4 dias parecia que estava sempre sem forças. O mais curioso foi que mal me pus na carrinha com ar condicionado para ir até Port Barton comecei-me a sentir imediatamente melhor e quando lá cheguei a náusea tinha passado. Não sei se era um vírus, bactéria ou simplesmente comida que se estraga devido aos constantes cortes de electricidade, mas aconselho-te a levar vários comprimidos para enjoo/diarreia. E uma mudança espontânea  Depois de 4 meses contínuos de viagem estava extremamente cansada, tanto física como emocionalmente. E apesar de não querer voltar para casa estava a precisar de ir para um país onde nem tudo fosse uma incerteza, onde as coisas são mais planeadas e espectáveis. Por isso decidi ir para o Japão. Já tinha os meus bilhetes para a Indonésia comprados, mas não estava minimamente entusiasmada com a perspectiva de viajar até lá e como achei que esse era o sentimento errado para encarar um novo destino decidi mudá-lo. Claro que a Indonésia continua nas minhas prioridades de sítios a visitar, mas não me arrependo nada da minha escolha. No Japão tive a oportunidade de parar e recalcular. De criar uma rotina, nem que seja só por 10 dias, num sítio cheio de pessoas espectaculares. Dicas rápidas Nacpan Beach: A praia tem 4km e fica a cerca de 45 minutos de mota a partir de El Nido. O custo de uma mota para um dia fica entre os 600 e 700 pesos, por isso o melhor é partilhares com alguém. Nós alugamos numa bikeshop perto do hostel Our Melting Pot e não tivemos nenhum problema. A estrada até lá é tranquila, excepto a última parte que consiste num caminho lamacento. Se não tiveres muita experiência com motas, podes sempre ir de tuk tuk (é possível dividir até 3 pessoas). Ao entrar na praia, há uma barraquinha onde tens que te registar e pagar dois ou três euros. Fica com o papel que te dão porque te vai servir para todos os outros sítios que vais visitar em El Nido e podes tentar negociar o preço das tours uma vez que já tens essa taxa paga. Alojamento: Não fiquei em nenhum sítio brilhante, mas o hostel Our Melting Pot é bom para conhecer pessoas e se ficares num quarto de 2 ou 4 não é mau. Eu tive o azar de escolher o de 6 sem perceber que eram beliches de 3 pessoas o que não é muito conveniente. Wifi: a internet em Palawan é de bater com a cabeça nas paredes, contudo há um café/restaurante onde toda a gente vai para ter uma ligação decente, o ArtCafé. Também têm o melhor pão de toda a Ásia. Transporte: De Coron para El Nido existem alguns ferries por dia e ao contrário também. Para Port Barton e Puerto Princesa a melhor opção é ir de autocarro. Podes ir a várias “agências” – normalmente barraquinhas – e perguntar os preços, eles tratam da marcação e vão-te dar um papel ranhoso para entregares na estação de autocarros (cerca de meia hora a pé do centro). El Nido também tem um aeroporto (onde só vão aqueles aviões a hélice) e Puerto Princesa tem um aeroporto a sério com aviões a sério. Tours: Marcámos as tours através do nosso hostel, mas ouvi dizer que a Caera Travel&Tours também é uma boa aposta. Todas as tours incluem almoço (muito bom!) e equipamento de snorkeling. Os preços começam nos 1100 e vão até aos 1500 php.

The post Será Palawan a melhor ilha do mundo? El Nido (2/3) appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
El Nido teve uma mão cheia de coisas boas e alguns dedos de coisas más. Mas vamos primeiro às boas!

Ao contrário de Coron, El Nido tem mais para ver do que as ilhas à sua volta. Aqui, uma das melhores coisas a fazer é alugar uma mota e ir até a praias mais longínquas e solitárias. Nomeadamente: Nacpan Beach e Las Cabañas Beach.

A praia de Nacpan é a típica praia paraíso: com areia branca, palmeiras e água morna. No meio da praia há um jetty (um bar flutuante) que na altura em que nós fomos era gerido por duas crianças e uma mãe.

Dá para ir até lá ao fundo e subir a um miradouro. O jetty é a coisinha castanha que aparece no meio da água.

Quando nadámos até lá estava vazio, mas passados uns 15 minutos apareceu um miúdo com os seus 9 anos, numa espécie de kayak, que conseguia levantar paletes de cerveja sozinho, mas com algum esforço. O Jimmy lá o ajudou e passado mais algum tempo veio o irmão mais velho que devia ter uns 13/14.

– pausa na história –

O Jimmy foi um moço que eu conheci em Manila (Junho) e com quem me dei bastante bem. Tão bem que até hoje (Outubro) ainda estamos juntos.

– continuação da história –

Ficaram logo muito amigos e como ele, ao contrário de mim, tem jeito para crianças foi-se pôr a fazer competições de flexões e mortais com os putos. Eu, que sou mais lontra e desconfiada no que toca a menores de idade, fiquei na minha a apanhar sol e a nadar.

Passadas algumas horas lá decidimos voltar para terra principalmente porque estávamos a sofrer uma invasão de mini alforrecas. Não eram venenosas, na verdade até eram bastante fofinhas, mas vinham aos milhares! Claro que os miúdos estavam habituadíssimos e andavam a coleccioná-las tal como eu fazia com as pulgas-do-mar quando era criança.

Las Cabañas, o melhor pôr-do-sol da ilha

A primeira vez que fui a Las Cabañas foi um amigo australiano que tinha conhecido em Coron que me levou lá. E passou a ser o meu lugar preferido em El Nido. A praia tem uma vista fantástica sobre vários ilhéus a circundam e o pôr-do-sol é assim:

Em 15 minutos de mota chegas a Las Cabañas a partir e El Nido.

Tour A & C

É aqui que começam as coisas menos boas de El Nido. Apesar das tours te levarem a sítios lindíssimos, há uma gigante massificação do turismo, os preços aumentam todos os anos e as praias e lagoas estão demasiado cheias de gente para teres uma experiência tão boa como em Coron ou Port Barton.

Mesmo assim acho que vale a pena fazer uma ou duas tours (eu fiz a A e a C, as que toda a gente recomenda como sendo as melhores) e não me arrependi. A minha preferida foi a A porque podemos andar de kayak e achei que, em geral, os lugares a que nos levaram foram mais surpreendentes.

Tour A: Kayak e melhores paisagens

A caminho da Big Lagoon

Big Lagoon
7 Commando Beach
Encontrámos uma gruta privada 😉
Remar, remar em direcção à Small Lagoon (criatividade nos nomes = 0)

Tour C – Snorkeling e Praias

 

Ponto de partida
Consegues ver a quantidade de coletes laranja?! São chineses que não sabem nadar!

Como podes ver as cores da água são incríveis e parece-me que eles têm feito um grande esforço para manter a poluição fora das suas praias e águas – o que é algo bastante notável no sudoeste asiático. O snorkeling também não é nada mau, principalmente na Tour C. Encontrámos tartarugas, chocos e montes de corais lindos 🙂

E agora as coisas menos boas…

Para além da quantidade de turistas e preços mais altos do que o resto das Filipinas, El Nido tem qualquer coisa no ar ou na água que me deixou mal disposta desde o dia em que lá pus o pé até ao dia em que de lá saí. E não fui só eu! Não conheci ninguém que tenha saído 100% impune a El Nido e isso estraga um bocadinho a experiência de visitar este lugar. Para além do sentimento de náusea constante, o facto de não conseguires comer nada leva-te à exaustão e durante 4 dias parecia que estava sempre sem forças.

O mais curioso foi que mal me pus na carrinha com ar condicionado para ir até Port Barton comecei-me a sentir imediatamente melhor e quando lá cheguei a náusea tinha passado. Não sei se era um vírus, bactéria ou simplesmente comida que se estraga devido aos constantes cortes de electricidade, mas aconselho-te a levar vários comprimidos para enjoo/diarreia.

E uma mudança espontânea 

Depois de 4 meses contínuos de viagem estava extremamente cansada, tanto física como emocionalmente. E apesar de não querer voltar para casa estava a precisar de ir para um país onde nem tudo fosse uma incerteza, onde as coisas são mais planeadas e espectáveis. Por isso decidi ir para o Japão. Já tinha os meus bilhetes para a Indonésia comprados, mas não estava minimamente entusiasmada com a perspectiva de viajar até lá e como achei que esse era o sentimento errado para encarar um novo destino decidi mudá-lo.

Claro que a Indonésia continua nas minhas prioridades de sítios a visitar, mas não me arrependo nada da minha escolha. No Japão tive a oportunidade de parar e recalcular. De criar uma rotina, nem que seja só por 10 dias, num sítio cheio de pessoas espectaculares.

Dicas rápidas

Nacpan Beach: A praia tem 4km e fica a cerca de 45 minutos de mota a partir de El Nido. O custo de uma mota para um dia fica entre os 600 e 700 pesos, por isso o melhor é partilhares com alguém. Nós alugamos numa bikeshop perto do hostel Our Melting Pot e não tivemos nenhum problema. A estrada até lá é tranquila, excepto a última parte que consiste num caminho lamacento. Se não tiveres muita experiência com motas, podes sempre ir de tuk tuk (é possível dividir até 3 pessoas).

Ao entrar na praia, há uma barraquinha onde tens que te registar e pagar dois ou três euros. Fica com o papel que te dão porque te vai servir para todos os outros sítios que vais visitar em El Nido e podes tentar negociar o preço das tours uma vez que já tens essa taxa paga.

Alojamento: Não fiquei em nenhum sítio brilhante, mas o hostel Our Melting Pot é bom para conhecer pessoas e se ficares num quarto de 2 ou 4 não é mau. Eu tive o azar de escolher o de 6 sem perceber que eram beliches de 3 pessoas o que não é muito conveniente.

Wifi: a internet em Palawan é de bater com a cabeça nas paredes, contudo há um café/restaurante onde toda a gente vai para ter uma ligação decente, o ArtCafé. Também têm o melhor pão de toda a Ásia.

Transporte: De Coron para El Nido existem alguns ferries por dia e ao contrário também. Para Port Barton e Puerto Princesa a melhor opção é ir de autocarro. Podes ir a várias “agências” – normalmente barraquinhas – e perguntar os preços, eles tratam da marcação e vão-te dar um papel ranhoso para entregares na estação de autocarros (cerca de meia hora a pé do centro).

El Nido também tem um aeroporto (onde só vão aqueles aviões a hélice) e Puerto Princesa tem um aeroporto a sério com aviões a sério.

Tours: Marcámos as tours através do nosso hostel, mas ouvi dizer que a Caera Travel&Tours também é uma boa aposta. Todas as tours incluem almoço (muito bom!) e equipamento de snorkeling. Os preços começam nos 1100 e vão até aos 1500 php.

The post Será Palawan a melhor ilha do mundo? El Nido (2/3) appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/21/el-nido-palawan/feed/ 3
Será Palawan a melhor ilha do mundo? Coron (1/3) https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/17/palawan-coron/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=palawan-coron https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/17/palawan-coron/#comments Tue, 17 Oct 2017 16:58:31 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2138 Um, dois, três, já ganhámos outra vez! Deve ser isto que os habitantes de Palawan cantam todos os anos, cada vez que a sua ilha é eleita como a melhor do mundo. Durante duas semanas viajei por Coron, El Nido e Port Barton e não foi particularmente difícil de perceber porque é que este arquipélago é constantemente votado como o melhor. Praias idílicas, cores que somente a natureza consegue criar, corais, Nemos e Doris, pores-do-sol intensos, rum ao preço da chuva, vida fácil e barata e, como se não bastasse, sorrisos grandes e genuínos. Sabes aqueles screensavers que o pessoal usa para que o trabalho não custe tanto? Podiam ser todos em Palawan. Comecei por fazer a viagem Manila – Coron de ferry, que naqueles aviões a hélice não me apanham (um dia ainda hei-de engolir estas palavras). Parti à uma da tarde e cheguei às três da manhã com uma chuva torrencial a dar-me as boas vindas. A empresa que opera os ferries chama-se 2GO e faz este percurso três vezes por semana. Eu, forreta como sou, decidi optar pelo preço mais barato. Errraaadoooo! Fui parar à Super Value Class que se traduz em centenas de camas umas ao lado das outras, num género de convés coberto e sem ar condicionado. Espertos como são, oferecem um upgrade aos turistas parvos que acham que “super value” não deve ser assim tão mau. Aproveitei logo (!), o ar condicionado valia a diferença. As 14 horas de viagem passei-as a dormir, ver séries e a ler ou escrever. Ao atracar, lá estava a dita chuva. Consegui arranjar algumas pessoas para partilhar o tuk tuk inflacionado e lá fui, rumo ao Coron Backpackers, que fica num “bairro” onde todas as casas estão sobre estacas – já prevendo as monções e marés da zona. Ora, estacas + escuro + chuva + tábuas de madeira caquéctica = a uma perna inteira enfiada numa fenda. Pois é, foi isso que me aconteceu e eu só pensei “daqui já não saio”. Mas com jeitinho (o possível com chuva e uma mochila de 8kg às costas) lá me consegui desenroscar e ficar só com uma nódoa negra digna de um espancamento de um benfiquista em dia de derbie. Por fim, lá cheguei toda desgraçada ao hostel onde pude tomar um banho e descansar um pouco. A dona prometeu-me que quando o dia amanhecesse ia procurar pela minha Havaiana que entretanto tinha ficado perdida naquele mar de estacas. E resultou! Com um pau mal-amanhado lá conseguiu tirar a minha Havaiana da água. Quem me conhece sabe que eu tenho um grande carinho pelas minhas chinelas! Tour A Como não queria desperdiçar o dia, mas também não estava para gastar muito dinheiro caso o tempo desse para o torto, escolhi fazer a Tour A, a tour mais barata. Nas ilhas de Palawan as tours estão organizadas pelas letras do alfabeto. Esta tour custa entre 800 e 1000 php, dependendo das agências. Não aconselho a marcar no hostel porque normalmente têm x por cento de comissão. Quando me meteram numa carrinha cheia de chineses pensei “Bolas! Lá vou eu sozinha com os chineses todos!”. Mas quando cheguei ao barco lá vi uma esperança ao fundo e fui-me sentar ao lado deles. Meti conversa e descobri que eram argentinos e que não falavam inglês. No hay problema, yo hablo español! E num minuto tornaram-se na minha companhia para o dia. Vogámos até ao sítio mais famoso de Coron: o Kayangan Lake. Claro que estava demasiado concorrido, mas por alguma razão é. A mãe natureza esmerou-se com este lago emoldurado por rochas e floresta tropical. Durante o resto do dia gritámos em plenos pulmões “SOL, SOL, SOL”, nadámos em águas verdes e azuis e almoçámos um belo peixinho grelhado – como viria a ser hábito em todas as tours. Assim que a tour chegou ao fim, trocámos números e combinámos ir beber uns copos nessa noite. Acabámos num bar de música latina, eu a aprender danças tradicionais argentinas e todos numa tertúlia de babel (potencial nome de um podcast) de inglês, espanhol, italiano e até um pouco de alemão! Tour C Andava a sonhar com um dia descansado (sim, que isto de viajar cansa!!) em que pudesse estar de papo para o ar sem fazer nenhum. Por isso, analisei as minhas opções e escolhi a Tour C – Island Escape, a promessa de uma dia só com praias desertas e de muito sol. Desta vez tive ainda mais sorte e deparei-me com um grupo de três espanhóis de Santander e uma mini francesa que foram excelentes companheiros de viagem, mesmo estando todos com uma gastroenterite – mal de que toda a gente padece quando viaja em El Nido (tinham vindo de lá). Tivemos um dia memorável, só com praias desertas, águas de um azul que ainda não tem nome e snorkeling em paz. À noite, já lavadinhos e descansados iniciámos uma demanda à procura de um bar de Karaoke. Não foi fácil, mas lá conseguimos, depois de quase entrarmos numa casa de prostitutas – que felizmente estava interdita ao público feminino – e de termos perguntado a todos os habitantes de Coron aonde é que nos devíamos dirigir. Éramos, obviamente, os únicos não Filipinos naquele antro de karaoke isolado com caixas de ovo do chão ao tecto. Apesar dos Filipinos terem um grande amor a esta arte e, em geral, grandes vozes, acharam muita piada à nossa versão do Mamma Mia e fomos bastante aplaudidas. Para o dia seguinte, tínhamos combinado (eu, uma espanhola e a francesa) mais dois australianos, alugar um barco com tripulação e ir aonde eles nos levassem! Tour Do What You Want A manhã começou com um intenso cheiro a peixe porque os australianos – “Jesus” e Shaun – queriam almoçar que nem uns reis. Fomos, por isso, ao mercado e de lá trouxeram tudo e mais alguma coisa: peixe, arroz, rum, Coca-Cola e gelo (!) não fossem eles australianos! Combinamos com o comandante onde é que queríamos ir. Escolhemos três sítios de snorkeling e duas praias (em Coron cada sítio onde atracas tem uma pequena taxa de 100 ou 200 php) e começámos a nossa viagem. Não sei exactamente por onde passámos, mas eles levaram-nos a sítios fantásticos onde conseguimos ter uma praia só para nós ou fazer snorkeling sem mais nenhum barco à volta e ver chocos, tartarugas, nemos e corais magníficos. O meu conselho é: pergunta quais são os melhores sítios com menos turistas e confia neles. Posso dizer que foi um dia perfeito. E como tudo o que é bom chega ao fim, nessa noite fizemos um jantar de despedida, desta vez com um brasileiro à mistura. Fomosnovamente ao karaoke, jogámos bilhar e por fim fomos dormir já que no dia seguinte eu e os australianos tínhamos um barco para El Nido para apanhar. É fácil escolher Coron como um dos sítios que mais gostei durante toda a minha viagem. Parece que conheci todas as pessoas certas, simpatizei imenso com aquela vila que só tem uma estrada e meia dúzia de lojas e restaurante e, por agora, o turismo massificado ainda não chegou a este cantinho. Dicas rápidas: Alojamento: Fiquei no Coron Backpackers. Só tem quartos privados, são cerca de 8€ por noite. Não é luxuoso, mas tem tudo o que é preciso: uma cama, ventoinha e duches. Por vezes também inclui uma barata como extra, mas a senhora da recepção trata dela se pedires 😉 Transporte: Na ilha anda-se de tuk tuk ou a pé. Eu só apanhei tuk tuks para ir e vir do porto, mas se o teu hostel/hotel for mais longe do centro talvez possas precisar. Negoceia sempre, claro! Quanto ao transporte para outras ilhas, podes marcar nas dezenas de agências turísticas que existem por ali. Algumas parecem pouco legítimas, mas nunca tive problemas. Tours: Eu gostei muito da empresa com que fiz a minha segunda tour. Fica do lado do café Kong a talvez meio minuto/um minuto a pé do mesmo, na direcção do porto. Se o tempo estivesse mais certo tinha feito a Tour B (+-1100 php) e a C (+-1500 php), mas assim também não fiquei mal servida e ficou-me mais barato. O nosso capitão da última tour chama-se Clar e o número dele é o +63 912 025 8596. Ficou-nos a cerca de 17€ cada. Alimentação: Vais acabar sempre por comer fora, porque supermercados não existem muitos. Aconselho o Café Kong para pequeno almoço, as tours incluem almoço e o Hangover Bar para beber um copo. Dinheiro: Existe um ATM na ilha, na estrada principal. Clima: Apesar de Junho ser o primeiro mês das chuvas e tufões, quase não apanhei nenhum dia de chuva e as temperaturas tiveram óptimas em geral. Abril– início de Junho: Melhor altura para viajar no mar. Jul–Setembro: Altura de monções e preços baixos. Dez–Fevereiro: Mais seco e fresco. Ventos fortes podem comprometer os horários dos barcos.

The post Será Palawan a melhor ilha do mundo? Coron (1/3) appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
Um, dois, três, já ganhámos outra vez! Deve ser isto que os habitantes de Palawan cantam todos os anos, cada vez que a sua ilha é eleita como a melhor do mundo. Durante duas semanas viajei por Coron, El Nido e Port Barton e não foi particularmente difícil de perceber porque é que este arquipélago é constantemente votado como o melhor. Praias idílicas, cores que somente a natureza consegue criar, corais, Nemos e Doris, pores-do-sol intensos, rum ao preço da chuva, vida fácil e barata e, como se não bastasse, sorrisos grandes e genuínos.

Sabes aqueles screensavers que o pessoal usa para que o trabalho não custe tanto? Podiam ser todos em Palawan.

Comecei por fazer a viagem Manila – Coron de ferry, que naqueles aviões a hélice não me apanham (um dia ainda hei-de engolir estas palavras). Parti à uma da tarde e cheguei às três da manhã com uma chuva torrencial a dar-me as boas vindas. A empresa que opera os ferries chama-se 2GO e faz este percurso três vezes por semana. Eu, forreta como sou, decidi optar pelo preço mais barato. Errraaadoooo!

Fui parar à Super Value Class que se traduz em centenas de camas umas ao lado das outras, num género de convés coberto e sem ar condicionado. Espertos como são, oferecem um upgrade aos turistas parvos que acham que “super value” não deve ser assim tão mau. Aproveitei logo (!), o ar condicionado valia a diferença. As 14 horas de viagem passei-as a dormir, ver séries e a ler ou escrever.

Ao atracar, lá estava a dita chuva. Consegui arranjar algumas pessoas para partilhar o tuk tuk inflacionado e lá fui, rumo ao Coron Backpackers, que fica num “bairro” onde todas as casas estão sobre estacas – já prevendo as monções e marés da zona. Ora, estacas + escuro + chuva + tábuas de madeira caquéctica = a uma perna inteira enfiada numa fenda. Pois é, foi isso que me aconteceu e eu só pensei “daqui já não saio”. Mas com jeitinho (o possível com chuva e uma mochila de 8kg às costas) lá me consegui desenroscar e ficar só com uma nódoa negra digna de um espancamento de um benfiquista em dia de derbie.

A cena do crime

Por fim, lá cheguei toda desgraçada ao hostel onde pude tomar um banho e descansar um pouco. A dona prometeu-me que quando o dia amanhecesse ia procurar pela minha Havaiana que entretanto tinha ficado perdida naquele mar de estacas.
E resultou! Com um pau mal-amanhado lá conseguiu tirar a minha Havaiana da água. Quem me conhece sabe que eu tenho um grande carinho pelas minhas chinelas!

Tour A

Como não queria desperdiçar o dia, mas também não estava para gastar muito dinheiro caso o tempo desse para o torto, escolhi fazer a Tour A, a tour mais barata. Nas ilhas de Palawan as tours estão organizadas pelas letras do alfabeto. Esta tour custa entre 800 e 1000 php, dependendo das agências. Não aconselho a marcar no hostel porque normalmente têm x por cento de comissão.

Quando me meteram numa carrinha cheia de chineses pensei “Bolas! Lá vou eu sozinha com os chineses todos!”. Mas quando cheguei ao barco lá vi uma esperança ao fundo e fui-me sentar ao lado deles. Meti conversa e descobri que eram argentinos e que não falavam inglês. No hay problema, yo hablo español! E num minuto tornaram-se na minha companhia para o dia.

Vogámos até ao sítio mais famoso de Coron: o Kayangan Lake. Claro que estava demasiado concorrido, mas por alguma razão é. A mãe natureza esmerou-se com este lago emoldurado por rochas e floresta tropical.

O lema de Palawan: “take nothing but pictures, leave nothing but footprints, keep nothing but memories, kill nothing but time”
Uso de colete obrigatório!

Durante o resto do dia gritámos em plenos pulmões “SOL, SOL, SOL”, nadámos em águas verdes e azuis e almoçámos um belo peixinho grelhado – como viria a ser hábito em todas as tours.

Assim que a tour chegou ao fim, trocámos números e combinámos ir beber uns copos nessa noite. Acabámos num bar de música latina, eu a aprender danças tradicionais argentinas e todos numa tertúlia de babel (potencial nome de um podcast) de inglês, espanhol, italiano e até um pouco de alemão!

Tour C

Andava a sonhar com um dia descansado (sim, que isto de viajar cansa!!) em que pudesse estar de papo para o ar sem fazer nenhum. Por isso, analisei as minhas opções e escolhi a Tour C – Island Escape, a promessa de uma dia só com praias desertas e de muito sol. Desta vez tive ainda mais sorte e deparei-me com um grupo de três espanhóis de Santander e uma mini francesa que foram excelentes companheiros de viagem, mesmo estando todos com uma gastroenterite – mal de que toda a gente padece quando viaja em El Nido (tinham vindo de lá).

Tivemos um dia memorável, só com praias desertas, águas de um azul que ainda não tem nome e snorkeling em paz.

À noite, já lavadinhos e descansados iniciámos uma demanda à procura de um bar de Karaoke. Não foi fácil, mas lá conseguimos, depois de quase entrarmos numa casa de prostitutas – que felizmente estava interdita ao público feminino – e de termos perguntado a todos os habitantes de Coron aonde é que nos devíamos dirigir.

Éramos, obviamente, os únicos não Filipinos naquele antro de karaoke isolado com caixas de ovo do chão ao tecto. Apesar dos Filipinos terem um grande amor a esta arte e, em geral, grandes vozes, acharam muita piada à nossa versão do Mamma Mia e fomos bastante aplaudidas.

As artistas!

Para o dia seguinte, tínhamos combinado (eu, uma espanhola e a francesa) mais dois australianos, alugar um barco com tripulação e ir aonde eles nos levassem!

Tour Do What You Want

A manhã começou com um intenso cheiro a peixe porque os australianos – “Jesus” e Shaun – queriam almoçar que nem uns reis. Fomos, por isso, ao mercado e de lá trouxeram tudo e mais alguma coisa: peixe, arroz, rum, Coca-Cola e gelo (!) não fossem eles australianos!

Combinamos com o comandante onde é que queríamos ir. Escolhemos três sítios de snorkeling e duas praias (em Coron cada sítio onde atracas tem uma pequena taxa de 100 ou 200 php) e começámos a nossa viagem. Não sei exactamente por onde passámos, mas eles levaram-nos a sítios fantásticos onde conseguimos ter uma praia só para nós ou fazer snorkeling sem mais nenhum barco à volta e ver chocos, tartarugas, nemos e corais magníficos. O meu conselho é: pergunta quais são os melhores sítios com menos turistas e confia neles.


Posso dizer que foi um dia perfeito. E como tudo o que é bom chega ao fim, nessa noite fizemos um jantar de despedida, desta vez com um brasileiro à mistura. Fomosnovamente ao karaoke, jogámos bilhar e por fim fomos dormir já que no dia seguinte eu e os australianos tínhamos um barco para El Nido para apanhar.

É fácil escolher Coron como um dos sítios que mais gostei durante toda a minha viagem. Parece que conheci todas as pessoas certas, simpatizei imenso com aquela vila que só tem uma estrada e meia dúzia de lojas e restaurante e, por agora, o turismo massificado ainda não chegou a este cantinho.

Dicas rápidas:

Alojamento: Fiquei no Coron Backpackers. Só tem quartos privados, são cerca de 8€ por noite. Não é luxuoso, mas tem tudo o que é preciso: uma cama, ventoinha e duches. Por vezes também inclui uma barata como extra, mas a senhora da recepção trata dela se pedires 😉

Transporte: Na ilha anda-se de tuk tuk ou a pé. Eu só apanhei tuk tuks para ir e vir do porto, mas se o teu hostel/hotel for mais longe do centro talvez possas precisar. Negoceia sempre, claro!
Quanto ao transporte para outras ilhas, podes marcar nas dezenas de agências turísticas que existem por ali. Algumas parecem pouco legítimas, mas nunca tive problemas.

Tours: Eu gostei muito da empresa com que fiz a minha segunda tour. Fica do lado do café Kong a talvez meio minuto/um minuto a pé do mesmo, na direcção do porto. Se o tempo estivesse mais certo tinha feito a Tour B (+-1100 php) e a C (+-1500 php), mas assim também não fiquei mal servida e ficou-me mais barato.
O nosso capitão da última tour chama-se Clar e o número dele é o +63 912 025 8596. Ficou-nos a cerca de 17€ cada.

Alimentação: Vais acabar sempre por comer fora, porque supermercados não existem muitos. Aconselho o Café Kong para pequeno almoço, as tours incluem almoço e o Hangover Bar para beber um copo.

Dinheiro: Existe um ATM na ilha, na estrada principal.

Clima: Apesar de Junho ser o primeiro mês das chuvas e tufões, quase não apanhei nenhum dia de chuva e as temperaturas tiveram óptimas em geral.

Abril– início de Junho: Melhor altura para viajar no mar.
Jul–Setembro: Altura de monções e preços baixos.
Dez–Fevereiro: Mais seco e fresco. Ventos fortes podem comprometer os horários dos barcos.

The post Será Palawan a melhor ilha do mundo? Coron (1/3) appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/17/palawan-coron/feed/ 6
Banaue – Batad: Três dias de trekking pelos arrozais património da UNESCO https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/12/banaue-batad-tres-dias-de-trekking-pelos-arrozais-patrimonio-da-unesco/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=banaue-batad-tres-dias-de-trekking-pelos-arrozais-patrimonio-da-unesco https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/12/banaue-batad-tres-dias-de-trekking-pelos-arrozais-patrimonio-da-unesco/#comments Thu, 12 Oct 2017 20:51:47 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2108 “Estou em Batad, no norte das Filipinas, prestes a enfrentar o último dos meus três dias de caminhada pelos arrozais desta zona. Com medo de me estar a tornar repetitiva, permitam-me que o faça: estes dias trouxeram-me paisagens inesquecíveis. Mas também muito mais do que isso. Durante três dias passei por aldeias Filipinas que são exclusivamente acessíveis por trilhos juntos aos arrozais e pela floresta. Muitos deles instáveis e efémeros, destruídos pelas monções típicas da região e reconstruídos pelos seus habitantes numa tentativa de protegerem o único “pão” (arroz) que têm para se alimentar. Não há carros, internet, ou qualquer outra comodidade que tão facilmente damos por garantida. Essas, são para os poucos turistas que aqui passam e se aventuram numa odisseia de suor, calor, lama, mas que acima de tudo têm o absoluto privilégio de poder testemunhar como (sobre)vivem estes povos há milhares de anos.” 5:40am, 5 de Junho, 2017 Mas começando pelo início! Normalmente, a maioria das pessoas que visita Banaue fica só um dia: contrata um guia, vai até aos arrozais de Batad e às Tappiya Falls e pronto. Mas enquanto me passeava pela blogosfera à procura de coisas para fazer nas Filipinas, encontrei um post que falava sobre a possibilidade de fazer uma caminhada de três dias com um guia que te leva por diversas aldeias paradas no tempo e por trilhos com paisagens inesquecíveis. Fiquei logo com a pulga atrás da orelha e pedi o contacto do guia: o John. Rapidamente me enviou o plano da caminhada, o preço e as condições, enquanto me chamava “ma’am”. Eu aceitei e combinámos que dia 3 de Junho a aventura começava e que ele tinha que me chamar Inês! Depois de uma viagem de autocarro de 9 horas – que começou em Manila com um grupo que conheci no hostel e uma garrafa de rum – cheguei a Banaue. À saída do autocarro, consegui escapar-me aos 20 guias turísticos que saltam para cima dos potenciais clientes, e encontrar o John. Rapidamente arrumei uma pequena mochila com roupa para dois dias, comprámos almoço e arrumámo-nos num tuk tuk que nos levou até ao início do caminho. Durante cerca de 3 horas andámos pelas montanhas, conversámos sobre as Filipinas, tradições, crenças e comida. Nas Filipinas eles não estão particularmente familiarizados com o conceito “Portugal”, por isso depois da terceira ou quarta tentativa aceitei que sou de Espanha. A primeira paragem foi na Vila de Pula onde me sentei à beira rio a comer, com as mãos, o meu peixe frito e arroz vermelho. Nuvens cinzentas aproximavam-se como quem diz “vem aí diluvio”. Dito e feito! Mesmo assim fizemo-nos à estrada e em meio minuto parecia um pinto! Caminhámos meia hora debaixo de chuva torrencial, de pouco servia esperar, porque os caminhos ficam mais instáveis com a chuva e pode até haver derrocadas. Felizmente escapámos aos potenciais deslizamentos de terra e como vertigens é algo que me passa um pouco ao lado não foi nada difícil chegar a Cambulo. Nunca fiquei tão feliz por ver uma cama! Com uma noite passada num autocarro cheio e 16 km de caminhada em cima, aterrei e só acordei quando me vieram chamar para jantar. E comi o melhor caril da minha vida! Sem livros (erro fatal da minha parte), internet, televisão ou qualquer outra forma de entretenimento, não me restava muito a fazer para além de dormir. De manhã tinha à minha espera uma panqueca gigante que me deu forças para o que estava para vir! A senhora que gere a Hiker’s Homestay é, para além de uma grande cozinheira, uma pessoa mega fofinha! Tem cerca de 1 metro e 45, passou muitos anos da vida dela como empregada doméstica em Israel e agora voltou às origens e abriu um pequeno bed and breakfast. Gostei imenso de a conhecer, fez-me lembrar a minha avó 🙂 Apesar de termos menos quilómetros para fazer, o dia estava super quente e a primeira hora foi dolorosa, com a água a sair do nosso corpo a um ritmo mais rápido do que entrava. Mas quando finalmente chegámos a Batad, o suor e a lama ficaram para trás e só já só interessavam os complexos terraços de arroz que emolduram a aldeia de Batad e que são fruto de uma passagem de conhecimento de geração em geração que já dura há mais de 2000 anos. Por esta altura estava completamente desesperada por um banho e antes de fazermos a última parte da caminhada do dia (a descida vertiginosa até às Tappiya Falls) fomos pousar as coisas na Pensão Batad (haja nomes originais) e trocar as roupas encharcadas por algo mais digno. Descansados e hidratados voltámos a sair, desta vez com as cascatas como destino. As Tappiya Falls são bastante perto de Batad, mas para lá chegar há que completar um percurso sempre a descer a pique que vai pôr os teus joelhos a gritar “PORQUÊ?!!!!”. Assim que chegámos, fomos até umas rochas no meio da água (já tinha desistido há muito de tentar não molhar os meus ténis) e almoçámos enquanto os salpicos de água nos refrescavam. Os meus standards de bons sítios para almoçar nunca mais vão ser os mesmos. E como o mundo (ou Batad) é pequeno, enquanto almoçava pacificamente encontrei o pessoal do hostel de Manila ali! Tinham decidido fazer a tour só de um dia 😀 Eventualmente lá decidimos enfrentar a subida, pensamento que me estava a atormentar desde a descida. Surpreendentemente não foi assim tão mau! Claro que tive que fazer algumas paragens, mas nada de especial. E tinha chegado novamente a hora do “quem me dera ter um livro”. Consegui uma caneta e folha para escrever o meu diário, vi um episódio do “The Keepers” que tinha no telemóvel, pensei na vida, vi trovoada, observei pirilampos e às 9 fui dormir! E não é que chegámos ao último dia? Comparando com os outros, este foi o dia menos desafiante uma vez que só caminhámos duas ou três horas de manhã e depois fomos até uma outra cascata onde se podia tomar banho. Adorei, porque os locais usam este sítio como banheira e ver a felicidade dos miúdos e graúdos enquanto nadavam, se lavavam e saltavam para a água foi delicioso. Tudo acabou no Pink Banaue, voltei a ter acesso ao mundo e tive o prazer de testemunhar uma tempestade monumental. E foi assim que chegou ao fim a minha aventura pelos arrozais mais famosos das Filipinas. Uma paragem obrigatória numa visita a este país. Dicas rápidas: Dificuldade: Depois de fazer caminhadas quase todos os dias na Nova Zelândia não achei estes três dias demasiado difíceis. Contudo, deves ter em consideração o calor e o facto de passares muito tempo a caminhar por muros estreitos com uma possível queda de três ou quatro metros, por isso se tens vertigens isso pode ser uma desvantagem. Mais importante: calçado confortável que possas estragar. Guia: O meu guia chama-se John Bodah e só posso recomendá-lo. Um excelente profissional, capaz de te ajudar sempre que precisares. Adapta-se ao teu ritmo e sabe os caminhos mais seguros, o que é a parte mais importante. Ele tratou de tudo, só tive que me preocupar em aparecer e em usar as perninhas! Este é o Facebook dele facebook.com/john.bodah/ e o preço para três dias, duas noites, taxa turística de Banaue e transporte em Banaue foi de 5700 pesos. Claro que se fores com outra(s) pessoas consegues baixar muito o custo unitário. Também podes escolher ir só durante um ou dois dias. Telefone: +63 926 892 0091 Melhor altura: Eu fui em Junho e os campos estavam perfeitos. Pelos vistos a melhor altura para os ver verdinhos é entre Março e Junho. Normalmente os dias estavam muito soalheiros de manhã e à tarde/início da noite era altura da chuva. Dinheiro: Todos os pagamentos nas Filipinas são feitos em dinheiro e caixas multibanco são uma raridade. Existe uma em Banaue, mas aconselhava a levares contigo o suficiente. Transporte: A melhor maneira de ir de Manila para Banaue é o autocarro. A Ohayami Trans tem autocarros diários directos. A viagem dura cerca de 9 horas e custa 490 pesos. Alojamento: Em Banaue recomendo o Pink Banaue, é óptimo para conhecer outros viajantes. Nas vilas por onde passei na caminhada também fiquei em sítios muito jeitosos, em quartos privados, o que acho um luxo. Em geral luxo é palavra que não existe, mas conforto sim! Banaue em si, como cidade, não tem nada para ver.

The post Banaue – Batad: Três dias de trekking pelos arrozais património da UNESCO appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
“Estou em Batad, no norte das Filipinas, prestes a enfrentar o último dos meus três dias de caminhada pelos arrozais desta zona. Com medo de me estar a tornar repetitiva, permitam-me que o faça: estes dias trouxeram-me paisagens inesquecíveis. Mas também muito mais do que isso. Durante três dias passei por aldeias Filipinas que são exclusivamente acessíveis por trilhos juntos aos arrozais e pela floresta. Muitos deles instáveis e efémeros, destruídos pelas monções típicas da região e reconstruídos pelos seus habitantes numa tentativa de protegerem o único “pão” (arroz) que têm para se alimentar. Não há carros, internet, ou qualquer outra comodidade que tão facilmente damos por garantida. Essas, são para os poucos turistas que aqui passam e se aventuram numa odisseia de suor, calor, lama, mas que acima de tudo têm o absoluto privilégio de poder testemunhar como (sobre)vivem estes povos há milhares de anos.”

5:40am, 5 de Junho, 2017

Mas começando pelo início!

Normalmente, a maioria das pessoas que visita Banaue fica só um dia: contrata um guia, vai até aos arrozais de Batad e às Tappiya Falls e pronto. Mas enquanto me passeava pela blogosfera à procura de coisas para fazer nas Filipinas, encontrei um post que falava sobre a possibilidade de fazer uma caminhada de três dias com um guia que te leva por diversas aldeias paradas no tempo e por trilhos com paisagens inesquecíveis. Fiquei logo com a pulga atrás da orelha e pedi o contacto do guia: o John. Rapidamente me enviou o plano da caminhada, o preço e as condições, enquanto me chamava “ma’am”. Eu aceitei e combinámos que dia 3 de Junho a aventura começava e que ele tinha que me chamar Inês!

Depois de uma viagem de autocarro de 9 horas – que começou em Manila com um grupo que conheci no hostel e uma garrafa de rum – cheguei a Banaue. À saída do autocarro, consegui escapar-me aos 20 guias turísticos que saltam para cima dos potenciais clientes, e encontrar o John.

Rapidamente arrumei uma pequena mochila com roupa para dois dias, comprámos almoço e arrumámo-nos num tuk tuk que nos levou até ao início do caminho. Durante cerca de 3 horas andámos pelas montanhas, conversámos sobre as Filipinas, tradições, crenças e comida. Nas Filipinas eles não estão particularmente familiarizados com o conceito “Portugal”, por isso depois da terceira ou quarta tentativa aceitei que sou de Espanha.

A primeira paragem foi na Vila de Pula onde me sentei à beira rio a comer, com as mãos, o meu peixe frito e arroz vermelho. Nuvens cinzentas aproximavam-se como quem diz “vem aí diluvio”. Dito e feito! Mesmo assim fizemo-nos à estrada e em meio minuto parecia um pinto! Caminhámos meia hora debaixo de chuva torrencial, de pouco servia esperar, porque os caminhos ficam mais instáveis com a chuva e pode até haver derrocadas.

Molhadinha!


Felizmente escapámos aos potenciais deslizamentos de terra e como vertigens é algo que me passa um pouco ao lado não foi nada difícil chegar a Cambulo. Nunca fiquei tão feliz por ver uma cama! Com uma noite passada num autocarro cheio e 16 km de caminhada em cima, aterrei e só acordei quando me vieram chamar para jantar. E comi o melhor caril da minha vida!

Sem livros (erro fatal da minha parte), internet, televisão ou qualquer outra forma de entretenimento, não me restava muito a fazer para além de dormir. De manhã tinha à minha espera uma panqueca gigante que me deu forças para o que estava para vir! A senhora que gere a Hiker’s Homestay é, para além de uma grande cozinheira, uma pessoa mega fofinha! Tem cerca de 1 metro e 45, passou muitos anos da vida dela como empregada doméstica em Israel e agora voltou às origens e abriu um pequeno bed and breakfast. Gostei imenso de a conhecer, fez-me lembrar a minha avó 🙂

Apesar de termos menos quilómetros para fazer, o dia estava super quente e a primeira hora foi dolorosa, com a água a sair do nosso corpo a um ritmo mais rápido do que entrava. Mas quando finalmente chegámos a Batad, o suor e a lama ficaram para trás e só já só interessavam os complexos terraços de arroz que emolduram a aldeia de Batad e que são fruto de uma passagem de conhecimento de geração em geração que já dura há mais de 2000 anos.

Nada sujos!

Por esta altura estava completamente desesperada por um banho e antes de fazermos a última parte da caminhada do dia (a descida vertiginosa até às Tappiya Falls) fomos pousar as coisas na Pensão Batad (haja nomes originais) e trocar as roupas encharcadas por algo mais digno.

Descansados e hidratados voltámos a sair, desta vez com as cascatas como destino. As Tappiya Falls são bastante perto de Batad, mas para lá chegar há que completar um percurso sempre a descer a pique que vai pôr os teus joelhos a gritar “PORQUÊ?!!!!”. Assim que chegámos, fomos até umas rochas no meio da água (já tinha desistido há muito de tentar não molhar os meus ténis) e almoçámos enquanto os salpicos de água nos refrescavam. Os meus standards de bons sítios para almoçar nunca mais vão ser os mesmos.

E como o mundo (ou Batad) é pequeno, enquanto almoçava pacificamente encontrei o pessoal do hostel de Manila ali! Tinham decidido fazer a tour só de um dia 😀 Eventualmente lá decidimos enfrentar a subida, pensamento que me estava a atormentar desde a descida. Surpreendentemente não foi assim tão mau! Claro que tive que fazer algumas paragens, mas nada de especial.

E tinha chegado novamente a hora do “quem me dera ter um livro”. Consegui uma caneta e folha para escrever o meu diário, vi um episódio do “The Keepers” que tinha no telemóvel, pensei na vida, vi trovoada, observei pirilampos e às 9 fui dormir!

E não é que chegámos ao último dia? Comparando com os outros, este foi o dia menos desafiante uma vez que só caminhámos duas ou três horas de manhã e depois fomos até uma outra cascata onde se podia tomar banho. Adorei, porque os locais usam este sítio como banheira e ver a felicidade dos miúdos e graúdos enquanto nadavam, se lavavam e saltavam para a água foi delicioso.



Tudo acabou no Pink Banaue, voltei a ter acesso ao mundo e tive o prazer de testemunhar uma tempestade monumental.

E foi assim que chegou ao fim a minha aventura pelos arrozais mais famosos das Filipinas. Uma paragem obrigatória numa visita a este país.

Dicas rápidas:

Dificuldade: Depois de fazer caminhadas quase todos os dias na Nova Zelândia não achei estes três dias demasiado difíceis. Contudo, deves ter em consideração o calor e o facto de passares muito tempo a caminhar por muros estreitos com uma possível queda de três ou quatro metros, por isso se tens vertigens isso pode ser uma desvantagem. Mais importante: calçado confortável que possas estragar.

Guia: O meu guia chama-se John Bodah e só posso recomendá-lo. Um excelente profissional, capaz de te ajudar sempre que precisares. Adapta-se ao teu ritmo e sabe os caminhos mais seguros, o que é a parte mais importante. Ele tratou de tudo, só tive que me preocupar em aparecer e em usar as perninhas! Este é o Facebook dele facebook.com/john.bodah/ e o preço para três dias, duas noites, taxa turística de Banaue e transporte em Banaue foi de 5700 pesos. Claro que se fores com outra(s) pessoas consegues baixar muito o custo unitário. Também podes escolher ir só durante um ou dois dias. Telefone: +63 926 892 0091

Melhor altura: Eu fui em Junho e os campos estavam perfeitos. Pelos vistos a melhor altura para os ver verdinhos é entre Março e Junho. Normalmente os dias estavam muito soalheiros de manhã e à tarde/início da noite era altura da chuva.

Dinheiro: Todos os pagamentos nas Filipinas são feitos em dinheiro e caixas multibanco são uma raridade. Existe uma em Banaue, mas aconselhava a levares contigo o suficiente.

Transporte: A melhor maneira de ir de Manila para Banaue é o autocarro. A Ohayami Trans tem autocarros diários directos. A viagem dura cerca de 9 horas e custa 490 pesos.

Alojamento: Em Banaue recomendo o Pink Banaue, é óptimo para conhecer outros viajantes. Nas vilas por onde passei na caminhada também fiquei em sítios muito jeitosos, em quartos privados, o que acho um luxo. Em geral luxo é palavra que não existe, mas conforto sim! Banaue em si, como cidade, não tem nada para ver.

The post Banaue – Batad: Três dias de trekking pelos arrozais património da UNESCO appeared first on Mudanças Constantes.

]]>
https://www.mudancasconstantes.com/2017/10/12/banaue-batad-tres-dias-de-trekking-pelos-arrozais-patrimonio-da-unesco/feed/ 2