Espanha Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/espanha/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sat, 22 Jan 2022 21:55:22 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Espanha Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/espanha/ 32 32 5 lugares que te farão esquecer o calor de Sevilha https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/14/5-lugares-para-visitar-em-sevilha/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=5-lugares-para-visitar-em-sevilha https://www.mudancasconstantes.com/2018/07/14/5-lugares-para-visitar-em-sevilha/#comments Sat, 14 Jul 2018 11:49:47 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=3632 Nunca ter visitado Sevilha era uma das minhas grandes falhas como viajante dedicada – até porque é mesmo já ali ao lado – contudo a oportunidade nunca tinha surgido. Mas como a forma mais barata de chegar do Algarve a Milão era por Sevilha, estava criada a oportunidade perfeita. Excepto que era em Julho! Por isso, foi com algum entusiasmo e medo que nos fizemos à estrada com esperança que os encantos de Sevilha nos fizessem esquecer os prometidos 38º graus. E foi assim que aconteceu: Praça de Espanha Construída para uma “expo” Ibero-Americana em 1929 (porque é que já ninguém constrói coisas destas para exposições?!), a Praça de Espanha de Sevilha é um marco obrigatório com uma arquitectura e detalhes absolutamente fantásticos. É aquele lugar perfeito para uma passegiata – adoro esta palavra italiana – e também já foi o palco de cenas do Star Wars e Lawrence of Arabia. Real Alcázar de Sevilla Confesso que sendo uma fã de Game of Thrones, e sabendo que havia cenas que foram filmadas em Sevilha, fui logo procurar como é que as podia visitar. E descobri que o Real Alcázar de Sevilha foi convertido em Dorne para a série. Mas este palácio é muito mais do que um cenário fictício. Os seus complexos mais antigos remontam ao século XI e a influência árabe e islâmica é inegável. A geometria, os azulejos, os tectos detalhados e os jardins com inúmeras fontes onde a água é o elemento principal, tornam este palácio no lugar mais apetecível de Sevilha. É essencial comprar os bilhetes online, porque as filas são gigantes e lentas. O site é este. Plaza de Toros de la Maestranza É inegável que as touradas são um elemento fulcral da cultura Andaluza. Apensar de não ter tido tempo para visitar o interior da Praça de Touros, dar a voltar a este edifício foi uma das minhas partes preferidas deste dia. Os bairros antigos Perto da bela Catedral de Sevilha está o famoso bairro de Santa Cruz que não perdeu o seu charme mesmo com a massificação do turismo. Desliga o Google Maps e deixa-te levar pelas suas ruas labirínticas, casas coloridas e restaurantes de tapas. Triana, do outro lado do rio, era um bairro cigano e das suas ruas saíram alguns dos mais relevantes artistas de flamenco e toureiros espanhóis.  O mercado de Triana também está cheio de coisas boas. Metropol Parasol Numa cidade onde tudo cheira a antigo e tradicional, este miradouro com uma arquitectura futurista parece completamente deslocado de tudo. Pelo preço (3€) acho que vale a pena visitar até porque é muito mais giro do topo, tanto a estrutura como a vista. Lá perto há uma gelataria chamada “Bolas” (aplauso para o nome) com gelados artesanais E ar condicionado. Sevilha é certamente uma cidade que vale a pena nem que seja apenas só por umas horas bem preenchidas!

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Nunca ter visitado Sevilha era uma das minhas grandes falhas como viajante dedicada – até porque é mesmo já ali ao lado – contudo a oportunidade nunca tinha surgido. Mas como a forma mais barata de chegar do Algarve a Milão era por Sevilha, estava criada a oportunidade perfeita. Excepto que era em Julho!

Por isso, foi com algum entusiasmo e medo que nos fizemos à estrada com esperança que os encantos de Sevilha nos fizessem esquecer os prometidos 38º graus. E foi assim que aconteceu:

Praça de Espanha

Construída para uma “expo” Ibero-Americana em 1929 (porque é que já ninguém constrói coisas destas para exposições?!), a Praça de Espanha de Sevilha é um marco obrigatório com uma arquitectura e detalhes absolutamente fantásticos. É aquele lugar perfeito para uma passegiata – adoro esta palavra italiana – e também já foi o palco de cenas do Star Wars e Lawrence of Arabia.

Real Alcázar de Sevilla

Confesso que sendo uma fã de Game of Thrones, e sabendo que havia cenas que foram filmadas em Sevilha, fui logo procurar como é que as podia visitar. E descobri que o Real Alcázar de Sevilha foi convertido em Dorne para a série. Mas este palácio é muito mais do que um cenário fictício.

Os seus complexos mais antigos remontam ao século XI e a influência árabe e islâmica é inegável. A geometria, os azulejos, os tectos detalhados e os jardins com inúmeras fontes onde a água é o elemento principal, tornam este palácio no lugar mais apetecível de Sevilha.

É essencial comprar os bilhetes online, porque as filas são gigantes e lentas. O site é este.

Plaza de Toros de la Maestranza

É inegável que as touradas são um elemento fulcral da cultura Andaluza. Apensar de não ter tido tempo para visitar o interior da Praça de Touros, dar a voltar a este edifício foi uma das minhas partes preferidas deste dia.

Os bairros antigos

Perto da bela Catedral de Sevilha está o famoso bairro de Santa Cruz que não perdeu o seu charme mesmo com a massificação do turismo. Desliga o Google Maps e deixa-te levar pelas suas ruas labirínticas, casas coloridas e restaurantes de tapas.

Triana, do outro lado do rio, era um bairro cigano e das suas ruas saíram alguns dos mais relevantes artistas de flamenco e toureiros espanhóis.  O mercado de Triana também está cheio de coisas boas.

Metropol Parasol

Numa cidade onde tudo cheira a antigo e tradicional, este miradouro com uma arquitectura futurista parece completamente deslocado de tudo. Pelo preço (3€) acho que vale a pena visitar até porque é muito mais giro do topo, tanto a estrutura como a vista.

Lá perto há uma gelataria chamada “Bolas” (aplauso para o nome) com gelados artesanais E ar condicionado.

Sevilha é certamente uma cidade que vale a pena nem que seja apenas só por umas horas bem preenchidas!

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Lisboa a Milão en autobus: Seis dias, Quatre Villes (1/2) https://www.mudancasconstantes.com/2018/01/07/bilbao-madrid-flixbus/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bilbao-madrid-flixbus https://www.mudancasconstantes.com/2018/01/07/bilbao-madrid-flixbus/#comments Sun, 07 Jan 2018 19:08:49 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=2639 Gastar 200€ num voo, só de ida, Lisboa-Milão parece-me criminoso. Afinal, com sorte, isso é o preço de ida e volta para Istambul! Vai daí, comecei a pensar em alternativas para voltar a Milão depois das férias de Natal e foi assim que surgiu a brilhante ideia (que alguns apelidaram de loucura) “Posso ir de autocarro!”. Ok, eu reconheço que assim a seco pareça um bocado insano fazer 2133 km de autocarro, mas a minha ideia era ir parando em cidades que ficassem pelo caminho e visitá-las durante um dia. E foi assim, olhando para o mapa e para as possíveis ligações Flixbus, que desenhei um plano. Durante 6 dias ia passar por: Salamanca, Bilbao, Nîmes e Avignon. Em Portugal o nome Flixbus ainda é algo incógnito, mas na Europa Central vêem-se por todo o lado estes autocarros grandes, verde-fluorescentes. A Flixbus tem a sua própria versão do conceito “passe Interrail” que se traduz num passe de 5 viagens por 99€, fazendo com que cada viagem que faças fique a 20€. Este passe foi toda a motivação que precisava na minha vida para fazer com que esta viagem acontecesse! Entretanto, como Mudanças à última hora é que a gente gosta, um dia antes de partir descobri que um amigo meu que já não via há mais de um ano estava a viver em Madrid e Salamanca acabou por ser trocada pela capital de Espanha. Quem és tu Madrid? Cheguei a Madrid já de noite e por isso não fizemos muito mais do que ir comer uma Morcilla e umas Empanadas regadas de cerveja numa tasca e conversar sobre a vida. No dia seguinte tinha algumas horas para explorar o centro e depois de largar os meus monstrinhos (leia-se malas) nos cacifos da estação os meus pés estavam prontos para a acção. Espírito Natalício: Spot on! O status da minha relação com Madrid é “complicado”. Três vezes lá fui e três vezes não me aqueceu nem arrefeceu. Não me interpretem mal: tem bons museus, uma arquitectura interessante, praças fixes e o jardim que eu queria que Milão tivesse. Mas não consigo ver mais para além disso. A única dica que posso dar é subir ao terraço do “Circulo de Bellas Artes” para ver a cidade do topo, em particular, a Gran Via. Custo: 4€ A viagem de comboio até Bilbao passou num instante, principalmente porque decidiram dar o filme Cars, que eu nunca tinha visto. Filmes da Pixar animam qualquer viagem! Stranger Bilbao Ir a Bilbao foi um dos propulsores desta viagem. Desde que um amigo de família nos deu um íman com a imagem do Guggenheim de Bilbao, que está no nosso frigorífico, sabia que tinha que lá ir. Acordei cedo para um pequeno-almoço de hostel bem rasca (aquele pão bimbo com margarina) e pus-me a andar. Às 9 e pouco da manhã ainda mal se via vivalma em Bilbao e como tal tinha o exterior do Guggenheim quase só para mim. É espectacular. Parece que a cada passo há um novo detalhe, uma nova curva que ainda não tinhas visto. A aranha (Maman) é um marco e parece directamente saída da série Stranger Things! Lá dentro, a parte mais impressionante do museu são as esculturas de Richard Serra, de uma dimensão tal que te vão fazer sentir uma formiguinha. O resto do museu tem algumas obras interessantes de arte contemporânea como o Volkswagen Beetle desconstruído. Durante o resto do dia fui a Casco Viejo (a zona mais antiga e tradicional de Bilbao), ao Mercado da Ribeira (sim, eles também têm um). Passei pela Catedral de Bilbao, o Palácio de Yohn, pela Gran Via e ainda encontrei uma exposição gratuita na Biblioteca Azkuna Zentroa. A melhor vista sobre a cidade é no topo do Funicular de Artxanda, mas eu passei essa parte por achar que Bilbao é mais bonita de baixo para cima do que de cima para baixo. O estádio de San Mamés é um bom exemplo de como é possível fazerem-se estádios de futebol bonitos. Ouviram Benfica e Sporting?! Já mais tarde estava na altura de embarcar na minha viagem nocturna até Nîmes. O autocarro, ao contrário do que é normal, estava atrasado, mas assim que chegou percebi o motivo: era um autocarro português! Acho que em 55 pessoas havia umas 5 que não eram emigrantes portugueses e por isso a viagem fez-se ao som de pimba, fado e até kuduro! Com mais pausas para café e xixi do que qualquer ser humano precisa, lá chegámos a Nîmes com duas horas de atraso, o que até calhou bem porque chegar às 7 da manhã não ia dar jeitinho nenhum! A aventura continua em França, neste post!

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Gastar 200€ num voo, só de ida, Lisboa-Milão parece-me criminoso. Afinal, com sorte, isso é o preço de ida e volta para Istambul! Vai daí, comecei a pensar em alternativas para voltar a Milão depois das férias de Natal e foi assim que surgiu a brilhante ideia (que alguns apelidaram de loucura) “Posso ir de autocarro!”.

Ok, eu reconheço que assim a seco pareça um bocado insano fazer 2133 km de autocarro, mas a minha ideia era ir parando em cidades que ficassem pelo caminho e visitá-las durante um dia. E foi assim, olhando para o mapa e para as possíveis ligações Flixbus, que desenhei um plano. Durante 6 dias ia passar por: Salamanca, Bilbao, Nîmes e Avignon.

Em Portugal o nome Flixbus ainda é algo incógnito, mas na Europa Central vêem-se por todo o lado estes autocarros grandes, verde-fluorescentes. A Flixbus tem a sua própria versão do conceito “passe Interrail” que se traduz num passe de 5 viagens por 99€, fazendo com que cada viagem que faças fique a 20€. Este passe foi toda a motivação que precisava na minha vida para fazer com que esta viagem acontecesse!

Entretanto, como Mudanças à última hora é que a gente gosta, um dia antes de partir descobri que um amigo meu que já não via há mais de um ano estava a viver em Madrid e Salamanca acabou por ser trocada pela capital de Espanha.

Quem és tu Madrid?

Cheguei a Madrid já de noite e por isso não fizemos muito mais do que ir comer uma Morcilla e umas Empanadas regadas de cerveja numa tasca e conversar sobre a vida. No dia seguinte tinha algumas horas para explorar o centro e depois de largar os meus monstrinhos (leia-se malas) nos cacifos da estação os meus pés estavam prontos para a acção.

Espírito Natalício: Spot on!

O status da minha relação com Madrid é “complicado”. Três vezes lá fui e três vezes não me aqueceu nem arrefeceu. Não me interpretem mal: tem bons museus, uma arquitectura interessante, praças fixes e o jardim que eu queria que Milão tivesse. Mas não consigo ver mais para além disso. A única dica que posso dar é subir ao terraço do “Circulo de Bellas Artes” para ver a cidade do topo, em particular, a Gran Via. Custo: 4€

El Retiro

A viagem de comboio até Bilbao passou num instante, principalmente porque decidiram dar o filme Cars, que eu nunca tinha visto. Filmes da Pixar animam qualquer viagem!

Stranger Bilbao

Ir a Bilbao foi um dos propulsores desta viagem. Desde que um amigo de família nos deu um íman com a imagem do Guggenheim de Bilbao, que está no nosso frigorífico, sabia que tinha que lá ir.

Acordei cedo para um pequeno-almoço de hostel bem rasca (aquele pão bimbo com margarina) e pus-me a andar. Às 9 e pouco da manhã ainda mal se via vivalma em Bilbao e como tal tinha o exterior do Guggenheim quase só para mim. É espectacular. Parece que a cada passo há um novo detalhe, uma nova curva que ainda não tinhas visto. A aranha (Maman) é um marco e parece directamente saída da série Stranger Things!

Lá dentro, a parte mais impressionante do museu são as esculturas de Richard Serra, de uma dimensão tal que te vão fazer sentir uma formiguinha. O resto do museu tem algumas obras interessantes de arte contemporânea como o Volkswagen Beetle desconstruído.

Durante o resto do dia fui a Casco Viejo (a zona mais antiga e tradicional de Bilbao), ao Mercado da Ribeira (sim, eles também têm um). Passei pela Catedral de Bilbao, o Palácio de Yohn, pela Gran Via e ainda encontrei uma exposição gratuita na Biblioteca Azkuna Zentroa.

Casco Viejo

Mercado da Ribeira


A melhor vista sobre a cidade é no topo do Funicular de Artxanda, mas eu passei essa parte por achar que Bilbao é mais bonita de baixo para cima do que de cima para baixo. O estádio de San Mamés é um bom exemplo de como é possível fazerem-se estádios de futebol bonitos. Ouviram Benfica e Sporting?!

Estádio San Mamede

Já mais tarde estava na altura de embarcar na minha viagem nocturna até Nîmes. O autocarro, ao contrário do que é normal, estava atrasado, mas assim que chegou percebi o motivo: era um autocarro português! Acho que em 55 pessoas havia umas 5 que não eram emigrantes portugueses e por isso a viagem fez-se ao som de pimba, fado e até kuduro! Com mais pausas para café e xixi do que qualquer ser humano precisa, lá chegámos a Nîmes com duas horas de atraso, o que até calhou bem porque chegar às 7 da manhã não ia dar jeitinho nenhum!

A aventura continua em França, neste post!

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Um dia de Gran Canaria https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/02/um-dia-gran-canaria/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-dia-gran-canaria https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/02/um-dia-gran-canaria/#comments Sun, 02 Oct 2016 12:06:15 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=908 Durante as nossas férias em Tenerife “obriguei” os meus pais a considerarem visitar outra ilha. Afinal de contas, já tínhamos visto quase tudo em Tenerife e havia certamente uma ilha vizinha que também valeria a pena visitar. Pus mãos à obra e a Gran Canaria pareceu-me o destino mais óbvio pelas fotografias de um mini Grand Canyon que me apareceram no Google. Vai daí, madrugamos uma manhã, fomos até Santa Cruz de Tenerife de onde saiam os ferries da Fred Olsen. E embarcámos. Dica: leva um livro que a viagem dura duas horas. Chegámos a Puerto de las Nieves. Na Gran Canaria, caçámos um mapa como é habitual e tentámos definir um percurso que nos levasse ao melhor da ilha e que nos conseguisse trazer de volta a horas do nosso ferry de volta. E foi algo assim: Roque Nublo: A razão principal da nossa ida à Gran Canaria ofereceu-nos uma das melhores paisagens da viagem. A estrada para chegar e sair do Roque Nublo atravessa vales e desfiladeiros e é uma sucessão de curvas e contra curvas, cada uma dando-nos uma perspectiva diferente. A caminhada até ao topo não é muito longa, mas é íngreme, por isso os sapatos bons são indispensáveis. Já no topo, o melhor que há a fazer é mesmo sentarmo-nos à beira do precipício e apreciar a paisagem enquanto o nosso ritmo cardíaco volta ao normal! Maspalomas: Estas dunas gigantes lembraram-me a viagem ao deserto, mas desta vez havia água à vista! Com uma área de 400 hectares, as dunas de Maspalomas formam uma paisagem espectacular e um grande parque de diversões para quem, como eu, adora correr duna abaixo 😉 Puerto de Las Nieves: Aqui, é onde os ferries atracam e saem para Tenerife. E acho que escolheram muito bem o sítio, porque é impossível não ficar ansioso quando o barco se aproxima e começamos a ver as escarpas verdejantes e não ficar triste e com vontade de voltar quando se dá uma última voltinha pelo centro da vila de piscatória que já foi Puerto de Las Nieves. Claro que faltou ver alguns sítios, como Vegueta ou Las Palmas, até porque a ilha merece no mínimo dois dias. Mas à falta de tempo, acho que foi um dia muito bem passado e voltaria sem dúvida a escolher a Gran Canaria como uma das ilhas na bucket list.

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Durante as nossas férias em Tenerife “obriguei” os meus pais a considerarem visitar outra ilha. Afinal de contas, já tínhamos visto quase tudo em Tenerife e havia certamente uma ilha vizinha que também valeria a pena visitar. Pus mãos à obra e a Gran Canaria pareceu-me o destino mais óbvio pelas fotografias de um mini Grand Canyon que me apareceram no Google. Vai daí, madrugamos uma manhã, fomos até Santa Cruz de Tenerife de onde saiam os ferries da Fred Olsen. E embarcámos. Dica: leva um livro que a viagem dura duas horas.

Chegámos a Puerto de las Nieves. Na Gran Canaria, caçámos um mapa como é habitual e tentámos definir um percurso que nos levasse ao melhor da ilha e que nos conseguisse trazer de volta a horas do nosso ferry de volta.

E foi algo assim:

Roque Nublo: A razão principal da nossa ida à Gran Canaria ofereceu-nos uma das melhores paisagens da viagem. A estrada para chegar e sair do Roque Nublo atravessa vales e desfiladeiros e é uma sucessão de curvas e contra curvas, cada uma dando-nos uma perspectiva diferente. A caminhada até ao topo não é muito longa, mas é íngreme, por isso os sapatos bons são indispensáveis.

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Já no topo, o melhor que há a fazer é mesmo sentarmo-nos à beira do precipício e apreciar a paisagem enquanto o nosso ritmo cardíaco volta ao normal!

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O Teíde ali ao fundo :)
O Teíde ali ao fundo 🙂

Maspalomas: Estas dunas gigantes lembraram-me a viagem ao deserto, mas desta vez havia água à vista! Com uma área de 400 hectares, as dunas de Maspalomas formam uma paisagem espectacular e um grande parque de diversões para quem, como eu, adora correr duna abaixo 😉

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Puerto de Las Nieves: Aqui, é onde os ferries atracam e saem para Tenerife. E acho que escolheram muito bem o sítio, porque é impossível não ficar ansioso quando o barco se aproxima e começamos a ver as escarpas verdejantes e não ficar triste e com vontade de voltar quando se dá uma última voltinha pelo centro da vila de piscatória que já foi Puerto de Las Nieves.

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Claro que faltou ver alguns sítios, como Vegueta ou Las Palmas, até porque a ilha merece no mínimo dois dias. Mas à falta de tempo, acho que foi um dia muito bem passado e voltaria sem dúvida a escolher a Gran Canaria como uma das ilhas na bucket list.

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Betão ou Natureza? Tenerife tem tudo! https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/02/3-dias-tenerife/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=3-dias-tenerife https://www.mudancasconstantes.com/2016/10/02/3-dias-tenerife/#respond Sun, 02 Oct 2016 11:49:58 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=879 Tenerife, o destino de eleição de milhares de ingleses à procura de sol e cerveja barata. Conhecido pelas praias, parques de diversão, bares e estâncias balneares, poucos sabem que a ilha tem uma diversidade enorme no que toca a paisagens e locais para visitar. Não sendo muito grande, três dias chegam para ver os principais pontos de interesse, Tenerife também é um óptimo ponto de partida para ver outras ilhas Canárias. Escolhemos Los Cristianos (eu e os meus pais) como base de viagem. Apesar de não ser a capital e ter umas belas toneladas de betão, tem também o maior passeio marítimo da Europa e praias decentes. Ficámos num Airbnb perto do centro com varanda e vista para o mar 🙂 – as ruas mais centrais são muito barulhentas à noite! Apesar de ter um bom sistema de transportes, alugar um carro dá sempre muito mais liberdade a quem viaja e foi isso que fizemos. O nosso itinerário para 3 dias foi mais ou menos assim: 1º dia Parque Nacional del Teide A montanha mais alta de Espanha é provavelmente a maior (literalmente) atracção da ilha. A estrada até lá faz lembrar os filmes do faroeste americanos e, uma vez que o vulcão já foi activo, é possível ver os caminhos que a lava traçou. No parque existem imensas paragens e miradouros para tirar fotografias. La Orotava Orotava foi o meu sítio preferido! Parecia que tínhamos mudado de ilha ou país e “aterrado” na América do Sul. As casas coloridas, as igrejas, as praças e as palmeiras, formam uma vila muito mimosa e pitoresca. Ainda conseguimos encontrar uma gelateria deliciosa e acabar a visita da melhor forma possível. Icod de los Vinos Icod é conhecida por ter o mais antigo dragoeiro de Tenerife, chamado lo Dragoero Milenario. Eles têm algumas “tourist traps”, mas não é preciso entrar no jardim botânico para ver o Dragoeiro, existe um miradouro gratuito para isso. Masca A paisagem é arrebatadora em Masca. Com estradas sinuosas e de curvas intermináveis, as ravinas de Masca conquistam qualquer um. 2º dia Pico del Teide Só subimos no segundo dia, porque no primeiro dia havia uma núvem a circundar o topo e não valia a pena gastar 27€ para ver água em estado condensado. A vista é inacreditável e existem vários caminhos destinados aos mais e menos aventureiros. O melhor mesmo, é que passado meio minuto de caminhada já está tudo a arfar que nem um cão por causa da altitude. Mas melhora passado meia hora. Dica: Não compres os bilhetes antecipadamente, porque nunca se sabe se o topo vai estar descoberto o não. Mas vai cedo, porque depois as filas ficam gigantes. La Laguna Mais uma cidade antiga e talvez a mais bonita de Tenerife. Nas ruas centrais, as cores fortes e vibrantes dominam e por todo o lado se vêem cafés e esplanadas com um burburinho e risos a fazer de banda sonora. Candelaria Definitivamente, uma das igrejas mais fascinantes que já vi! 3º Dia Santa Cruz de Tenerife Apesar de ser a capital, Santa Cruz é capaz de ser dos sítios mais desinteressantes de Tenerife. Para além do auditório que lembra a ópera de Sydney e das pedras que o circundam pintadas com artistas conhecidos, não há muito mais para descobrir. Anaga A parte nortenha da ilha é também a mais verde e fria. Mais uma vez, encontramos estradas vertiginosas, mas também uma paisagem de cortar a respiração. Achei esta parte muito semelhante à Madeira, até porque a Laurissilva também faz parte das suas montanhas. Aqui, existem vários trilhos e caminhos destinados ao trekking, principalmente no Monte las Mercedes. Porto de La Cruz E quem diria que Tenerife também podia ter uma cidade dedicada à arte urbana! Porto de La Cruz está cheia de murais prontos a pousar para as cameras. Los Cristianos “A nossa casa”. Los Cristianos vale a pena visitar pelo seu passeio marítimo e pelas vistas que este oferece. Também é um bom sítio para ver montras e ir às compras, uma vez que tem ténis da Adidas baratos 😀 Podes guardar esta viagem no Pinterest!

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Tenerife, o destino de eleição de milhares de ingleses à procura de sol e cerveja barata. Conhecido pelas praias, parques de diversão, bares e estâncias balneares, poucos sabem que a ilha tem uma diversidade enorme no que toca a paisagens e locais para visitar.

Não sendo muito grande, três dias chegam para ver os principais pontos de interesse, Tenerife também é um óptimo ponto de partida para ver outras ilhas Canárias.

Escolhemos Los Cristianos (eu e os meus pais) como base de viagem. Apesar de não ser a capital e ter umas belas toneladas de betão, tem também o maior passeio marítimo da Europa e praias decentes. Ficámos num Airbnb perto do centro com varanda e vista para o mar 🙂 – as ruas mais centrais são muito barulhentas à noite!

Apesar de ter um bom sistema de transportes, alugar um carro dá sempre muito mais liberdade a quem viaja e foi isso que fizemos. O nosso itinerário para 3 dias foi mais ou menos assim:

1º dia

Parque Nacional del Teide

A montanha mais alta de Espanha é provavelmente a maior (literalmente) atracção da ilha. A estrada até lá faz lembrar os filmes do faroeste americanos e, uma vez que o vulcão já foi activo, é possível ver os caminhos que a lava traçou. No parque existem imensas paragens e miradouros para tirar fotografias.

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La Orotava

Orotava foi o meu sítio preferido! Parecia que tínhamos mudado de ilha ou país e “aterrado” na América do Sul. As casas coloridas, as igrejas, as praças e as palmeiras, formam uma vila muito mimosa e pitoresca. Ainda conseguimos encontrar uma gelateria deliciosa e acabar a visita da melhor forma possível.

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Icod de los Vinos

Icod é conhecida por ter o mais antigo dragoeiro de Tenerife, chamado lo Dragoero Milenario. Eles têm algumas “tourist traps”, mas não é preciso entrar no jardim botânico para ver o Dragoeiro, existe um miradouro gratuito para isso.

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Masca

A paisagem é arrebatadora em Masca. Com estradas sinuosas e de curvas intermináveis, as ravinas de Masca conquistam qualquer um.

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2º dia

Pico del Teide

Só subimos no segundo dia, porque no primeiro dia havia uma núvem a circundar o topo e não valia a pena gastar 27€ para ver água em estado condensado. A vista é inacreditável e existem vários caminhos destinados aos mais e menos aventureiros. O melhor mesmo, é que passado meio minuto de caminhada já está tudo a arfar que nem um cão por causa da altitude. Mas melhora passado meia hora.

Dica: Não compres os bilhetes antecipadamente, porque nunca se sabe se o topo vai estar descoberto o não. Mas vai cedo, porque depois as filas ficam gigantes.

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La Laguna

Mais uma cidade antiga e talvez a mais bonita de Tenerife. Nas ruas centrais, as cores fortes e vibrantes dominam e por todo o lado se vêem cafés e esplanadas com um burburinho e risos a fazer de banda sonora.

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Candelaria

Definitivamente, uma das igrejas mais fascinantes que já vi!

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3º Dia

Santa Cruz de Tenerife

Apesar de ser a capital, Santa Cruz é capaz de ser dos sítios mais desinteressantes de Tenerife. Para além do auditório que lembra a ópera de Sydney e das pedras que o circundam pintadas com artistas conhecidos, não há muito mais para descobrir.

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Anaga

A parte nortenha da ilha é também a mais verde e fria. Mais uma vez, encontramos estradas vertiginosas, mas também uma paisagem de cortar a respiração. Achei esta parte muito semelhante à Madeira, até porque a Laurissilva também faz parte das suas montanhas. Aqui, existem vários trilhos e caminhos destinados ao trekking, principalmente no Monte las Mercedes.

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Porto de La Cruz

E quem diria que Tenerife também podia ter uma cidade dedicada à arte urbana! Porto de La Cruz está cheia de murais prontos a pousar para as cameras.

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Los Cristianos

“A nossa casa”. Los Cristianos vale a pena visitar pelo seu passeio marítimo e pelas vistas que este oferece. Também é um bom sítio para ver montras e ir às compras, uma vez que tem ténis da Adidas baratos 😀

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Podes guardar esta viagem no Pinterest!

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Barcelona e uma escapadela romântica https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/27/barcelona-romantica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=barcelona-romantica https://www.mudancasconstantes.com/2016/09/27/barcelona-romantica/#respond Tue, 27 Sep 2016 21:21:25 +0000 https://mudancasconstantes.wordpress.com/?p=773 Esta é capaz de ser a minha única história de viagem que os meus pais desconhecem completamente. Por isso, mãe e pai, não me deserdem porque eu sobrevivi 😉 Ora pois muito bem, vamos lá contextualizar isto. No verão de 2013, fiz voluntariado em Antalya. E na nossa semana de férias fiz uma viagem que reuniu dezenas de pessoas que estavam envolvidas no mesmo projecto em toda a Turquia. Lá, conheci um moço espanhol, de Barcelona, que me parecia bastante promissor, mas que devido a circunstâncias de estado civil comprometido, nada feito. Mas está-se mesmo a ver onde é que esta história vai parar. Ora bem, passados esses três dias de férias continuámos a falar por Facebook e Skype e, devido à minha ida para Erasmus em Paris, o meu relationship status passou a solteira. Entre muitas conversas surgiu a pergunta “porque é que não vens cá?” que, já agora, é uma pergunta que não me devem fazer só por simpatia, porque vou mesmo. E fui. Na altura eram poucas as pessoas que sabiam e todas me disseram que eu era louca porque só o tinha conhecido durante 3 dias. Mas o meu instinto dizia que tudo ia correr bem e além disso estava em Erasmus e ninguém pensa muito quando está em Erasmus… Foram 5 dias de romance sem chatices e uma oportunidade de ver Barcelona como nunca tinha visto. Sem ter de me preocupar em ver a atração x ou y, simplesmente a aproveitar o melhor que a cidade tem para oferecer. Ainda passei por Tarragona, uma pequena cidade portuária, que era a cidade Natal dele e ainda conheci os pais! 6 meses de relação comprimidos em 5 dias. Adoro ser eficiente! Para mim foram uns dias perfeitos, até porque depois de dois meses em Paris sem ver o mar Barcelona foi o paraíso. É claro que a relação em si nunca ia resultar, mas nunca me arrependi desta pequena aventura. Contudo, o karma tramou-me um bocado porque ao que eu não ia sobrevivendo foi à viagem de regresso a Paris. Quando o piloto diz “pode haver algum vento no momento de aterragem” o que ele queria mesmo dizer era “há um tornado no país vizinho, mas eu vou tentar aterrar esta merda na mesma!!!” . E na verdade aterrou. À segunda tentativa… e eu que já tenho algum medo de aviões nessa altura só pensava *os meus pais vão saber que lhes menti porque vou estar na lista de mortos do voo*. Como vêem, pai e mãe, gosto muito de vocês 😉

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Esta é capaz de ser a minha única história de viagem que os meus pais desconhecem completamente. Por isso, mãe e pai, não me deserdem porque eu sobrevivi 😉

Ora pois muito bem, vamos lá contextualizar isto. No verão de 2013, fiz voluntariado em Antalya. E na nossa semana de férias fiz uma viagem que reuniu dezenas de pessoas que estavam envolvidas no mesmo projecto em toda a Turquia. Lá, conheci um moço espanhol, de Barcelona, que me parecia bastante promissor, mas que devido a circunstâncias de estado civil comprometido, nada feito. Mas está-se mesmo a ver onde é que esta história vai parar. Ora bem, passados esses três dias de férias continuámos a falar por Facebook e Skype e, devido à minha ida para Erasmus em Paris, o meu relationship status passou a solteira. Entre muitas conversas surgiu a pergunta “porque é que não vens cá?” que, já agora, é uma pergunta que não me devem fazer só por simpatia, porque vou mesmo. E fui.

Na altura eram poucas as pessoas que sabiam e todas me disseram que eu era louca porque só o tinha conhecido durante 3 dias. Mas o meu instinto dizia que tudo ia correr bem e além disso estava em Erasmus e ninguém pensa muito quando está em Erasmus…

Foram 5 dias de romance sem chatices e uma oportunidade de ver Barcelona como nunca tinha visto. Sem ter de me preocupar em ver a atração x ou y, simplesmente a aproveitar o melhor que a cidade tem para oferecer. Ainda passei por Tarragona, uma pequena cidade portuária, que era a cidade Natal dele e ainda conheci os pais! 6 meses de relação comprimidos em 5 dias. Adoro ser eficiente!

Para mim foram uns dias perfeitos, até porque depois de dois meses em Paris sem ver o mar Barcelona foi o paraíso.

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Fotografia terrível num miradouro fantástico: Bunkers del Carmel Barcelona
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Nido del Aguila – Reus

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Tarragona

É claro que a relação em si nunca ia resultar, mas nunca me arrependi desta pequena aventura. Contudo, o karma tramou-me um bocado porque ao que eu não ia sobrevivendo foi à viagem de regresso a Paris. Quando o piloto diz “pode haver algum vento no momento de aterragem” o que ele queria mesmo dizer era “há um tornado no país vizinho, mas eu vou tentar aterrar esta merda na mesma!!!” . E na verdade aterrou. À segunda tentativa… e eu que já tenho algum medo de aviões nessa altura só pensava *os meus pais vão saber que lhes menti porque vou estar na lista de mortos do voo*. Como vêem, pai e mãe, gosto muito de vocês 😉

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