Austrália Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/australia/ Blog de viagens para inquietos e irrequietos Sun, 23 Jan 2022 12:56:29 +0000 en-GB hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.mudancasconstantes.com/wp-content/uploads/2018/10/cropped-Untitled-design-1-32x32.png Austrália Archives - Mudanças Constantes https://www.mudancasconstantes.com/category/australia/ 32 32 Viajar na Austrália: dicas e informações úteis https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/08/viajar-na-australia-dicas-informacoes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=viajar-na-australia-dicas-informacoes https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/08/viajar-na-australia-dicas-informacoes/#comments Fri, 08 Sep 2017 16:47:28 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1809 Desde que me lembro que a Austrália estava no topo da minha lista de países a visitar. O facto de ser um país no outro lado do mundo, cheio de maravilhas naturais e coisas que te podem matar a qualquer momento só o tornava mais interessante. E é por isso que o único bilhete de avião que ainda guardo é o de Singapura – Melbourne. Porque quando aterrámos havia uma Inês aos saltinhos de alegria dentro de mim. De toda a viagem a Austrália foi o sítio com o qual mais me identifiquei e quando saí de Melbourne só pensava: um dia hei-de cá voltar para viver uns tempos. Portanto, o que mais gostei na Austrália, não foram tanto os sítios que visitei (excepto a Fraser Island e as Blue Mountains que são magníficas), mas sim as pessoas, a forma de viver e a vibe da coisa :p Solo Travel na Austrália Viajar sozinho/a na Costa Este da Austrália é super fácil devido à boa rede de transportes e de hostels, mas não é o destino perfeito conhecer pessoas como o Sudoeste Asiático, por exemplo. A maioria das pessoas viaja em pares ou em pequenos grupos e assim sendo é mais difícil criar amizades espontâneas. Contudo, não é impossível! Pessoalmente acho que o Couchsurfing é a melhor aposta na Austrália, tanto para sítio onde ficar como para eventos e Hangouts (aplicação para conhecer pessoas perto de ti no Couchsurfing). As Free Walking Tours também são sempre uma boa opção. Visto: Existe isenção de visto para os portugueses. Antes de ires para a Austrália deves ir ao site  www.border.gov.au preencher um formulário e vais receber um email a dizer que o teu pedido foi aceite. No aeroporto não precisas de mostrar nada, eles têm tudo no sistema, mas é sempre bom levar o papel ou um screenshot no telemóvel, just in case. Podes ficar até 3 meses com um visto turístico. Moeda: 1 euro = 1.45 dólares (Abril de 2017) Dinheiro: Na Austrália a maioria das pessoas paga tudo com cartão, muitas vezes com o sistema “tap”. Acho que o melhor é veres com o teu banco o que compensa mais, dependendo das taxas que te cobram por cada transacção. Em geral os meus cartões funcionaram bem, mas convém teres sempre dinheiro contigo caso haja alguma loja com um multibanco anti cartões portugueses como me aconteceu. Clima: Sendo um país do tamanho de um continente, a Austrália não tem um só clima, mas sim 15!! – segundo a Wikipédia. Vão de deserto a floresta tropical ou savana! Enquanto Melbourne e Sydney têm 4 estações por ano, no Território Norte é praticamente sempre Verão e em Queensland nunca é propriamente Inverno. Por isso, diria que as melhores alturas para visitar são a primavera e o outono, uma vez que no verão chegam a estar 50 graus, o que não é particularmente agradável. Em Abril, quando fui, o tempo só esteve mau em Melbourne. O resto da viagem foi feita com sol e temperaturas de primavera-verão. Chegar à Austrália: Ora, isto a partir de Portugal pode ser um desafio. Eu cheguei à Austrália a partir de Singapura num voo que durou quase 8 horas e me custou 140€ na Scoot, uma low cost. Outros voos baratos costumam ser a partir de Kuala Lumpur, pela Air Asia, por isso quando estiveres a pesquisar aconselho tentares: Lisboa – KL ou algumas outras cidades europeias até KL, Bangkok, Singapura ou Bali e depois low cost desses locais até à Austrália. Cartão SIM: A rede wifi nos hostels australianos é tão má, tão má, tão má, que a melhor opção é mesmo comprar um cartão SIM. No aeroporto, a Vodafone vende cartões com 3GB a 30 dólares e em geral funcionou bastante bem. A Telstra é conhecida por ter o melhor serviço de rede, que até chegava à Fraser Island. Na altura não sabia e por isso fiquei-me pela Vodafone. Viajar pela Austrália A forma como se viaja pela Austrália depende muito da zona por onde se quer viajar. A Costa Este é a zona mais visitada de todo o país e por isso tem uma infra-estrutura turística muito mais desenvolvida do que a Costa Oeste, por exemplo.   Muita gente opta por comprar um carro (há bastante oferta nos grupos do Facebook e no Gumtree) para depois o vender quando sair do país. Acho que é uma forma verdadeiramente boa de visitar a Austrália já que existem tantos parques naturais e sítios para visitar onde os transportes públicos não chegam… Espero no futuro ter a oportunidade de viajar pelo país de carro ou caravana. Se isso não for uma possibilidade, tens sempre autocarros, comboio (muito caro) e voos, que muitas vezes são a opção mais interessante a nível de preço. As low cost na Austrália são a Jetstar e a Tigerair. Neste post falo um pouco mais detalhadamente sobre as opções a nível de transporte na Costa Este. Custos de viajar pela Austrália A Austrália é internacionalmente conhecida por ser um país muito caro para se viajar. E é-o. Eu tive a sorte de através do Couchsurfing e amigos conseguir reduzir os custos de alojamento e até de transporte e alimentação e por isso mantive-me dentro do budget planeado. Os meus custos para 25 dias em dólares australianos foram estes: Passe autocarro: 270 dólares Tour Fraser Island: 495 dólares Tour Whitsundays: 474 dólares Alojamento, transporte local e comida: 750 dólares Noites em couchsurfing, amigos ou autocarros: 13 Noites em hostels: 8 Total: 1989 dólares Água: não tem o melhor sabor de sempre mas podes beber da torneira, é potável. Itinerário pela Costa Este 

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Desde que me lembro que a Austrália estava no topo da minha lista de países a visitar. O facto de ser um país no outro lado do mundo, cheio de maravilhas naturais e coisas que te podem matar a qualquer momento só o tornava mais interessante. E é por isso que o único bilhete de avião que ainda guardo é o de Singapura – Melbourne. Porque quando aterrámos havia uma Inês aos saltinhos de alegria dentro de mim.

De toda a viagem a Austrália foi o sítio com o qual mais me identifiquei e quando saí de Melbourne só pensava: um dia hei-de cá voltar para viver uns tempos. Portanto, o que mais gostei na Austrália, não foram tanto os sítios que visitei (excepto a Fraser Island e as Blue Mountains que são magníficas), mas sim as pessoas, a forma de viver e a vibe da coisa :p

Solo Travel na Austrália

Viajar sozinho/a na Costa Este da Austrália é super fácil devido à boa rede de transportes e de hostels, mas não é o destino perfeito conhecer pessoas como o Sudoeste Asiático, por exemplo. A maioria das pessoas viaja em pares ou em pequenos grupos e assim sendo é mais difícil criar amizades espontâneas. Contudo, não é impossível! Pessoalmente acho que o Couchsurfing é a melhor aposta na Austrália, tanto para sítio onde ficar como para eventos e Hangouts (aplicação para conhecer pessoas perto de ti no Couchsurfing). As Free Walking Tours também são sempre uma boa opção.

Visto: Existe isenção de visto para os portugueses. Antes de ires para a Austrália deves ir ao site  www.border.gov.au preencher um formulário e vais receber um email a dizer que o teu pedido foi aceite. No aeroporto não precisas de mostrar nada, eles têm tudo no sistema, mas é sempre bom levar o papel ou um screenshot no telemóvel, just in case. Podes ficar até 3 meses com um visto turístico.

Moeda: 1 euro = 1.45 dólares (Abril de 2017)

Dinheiro: Na Austrália a maioria das pessoas paga tudo com cartão, muitas vezes com o sistema “tap”. Acho que o melhor é veres com o teu banco o que compensa mais, dependendo das taxas que te cobram por cada transacção. Em geral os meus cartões funcionaram bem, mas convém teres sempre dinheiro contigo caso haja alguma loja com um multibanco anti cartões portugueses como me aconteceu.

Clima: Sendo um país do tamanho de um continente, a Austrália não tem um só clima, mas sim 15!! – segundo a Wikipédia. Vão de deserto a floresta tropical ou savana! Enquanto Melbourne e Sydney têm 4 estações por ano, no Território Norte é praticamente sempre Verão e em Queensland nunca é propriamente Inverno. Por isso, diria que as melhores alturas para visitar são a primavera e o outono, uma vez que no verão chegam a estar 50 graus, o que não é particularmente agradável. Em Abril, quando fui, o tempo só esteve mau em Melbourne. O resto da viagem foi feita com sol e temperaturas de primavera-verão.

Chegar à Austrália: Ora, isto a partir de Portugal pode ser um desafio. Eu cheguei à Austrália a partir de Singapura num voo que durou quase 8 horas e me custou 140€ na Scoot, uma low cost. Outros voos baratos costumam ser a partir de Kuala Lumpur, pela Air Asia, por isso quando estiveres a pesquisar aconselho tentares: Lisboa – KL ou algumas outras cidades europeias até KL, Bangkok, Singapura ou Bali e depois low cost desses locais até à Austrália.

Cartão SIM: A rede wifi nos hostels australianos é tão má, tão má, tão má, que a melhor opção é mesmo comprar um cartão SIM. No aeroporto, a Vodafone vende cartões com 3GB a 30 dólares e em geral funcionou bastante bem. A Telstra é conhecida por ter o melhor serviço de rede, que até chegava à Fraser Island. Na altura não sabia e por isso fiquei-me pela Vodafone.

Viajar pela Austrália

A forma como se viaja pela Austrália depende muito da zona por onde se quer viajar. A Costa Este é a zona mais visitada de todo o país e por isso tem uma infra-estrutura turística muito mais desenvolvida do que a Costa Oeste, por exemplo.

 

Muita gente opta por comprar um carro (há bastante oferta nos grupos do Facebook e no Gumtree) para depois o vender quando sair do país. Acho que é uma forma verdadeiramente boa de visitar a Austrália já que existem tantos parques naturais e sítios para visitar onde os transportes públicos não chegam… Espero no futuro ter a oportunidade de viajar pelo país de carro ou caravana.

Se isso não for uma possibilidade, tens sempre autocarros, comboio (muito caro) e voos, que muitas vezes são a opção mais interessante a nível de preço. As low cost na Austrália são a Jetstar e a Tigerair. Neste post falo um pouco mais detalhadamente sobre as opções a nível de transporte na Costa Este.

Custos de viajar pela Austrália

A Austrália é internacionalmente conhecida por ser um país muito caro para se viajar. E é-o. Eu tive a sorte de através do Couchsurfing e amigos conseguir reduzir os custos de alojamento e até de transporte e alimentação e por isso mantive-me dentro do budget planeado.

Os meus custos para 25 dias em dólares australianos foram estes:

Passe autocarro: 270 dólares
Tour Fraser Island: 495 dólares
Tour Whitsundays: 474 dólares
Alojamento, transporte local e comida: 750 dólares

Noites em couchsurfing, amigos ou autocarros: 13
Noites em hostels: 8

Total: 1989 dólares

Água: não tem o melhor sabor de sempre mas podes beber da torneira, é potável.

Itinerário pela Costa Este 

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Austrália: um mês pela Costa Este, o itinerário https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/08/australia-um-mes-costa-este-itinerario/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=australia-um-mes-costa-este-itinerario https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/08/australia-um-mes-costa-este-itinerario/#comments Fri, 08 Sep 2017 16:15:27 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1811 Quando comecei a planear a minha viagem pela Austrália, tinha no meu imaginário que num mês era possível fazer a Costa Este, a Great Ocean Road e a Tasmânia. Ah, a inocência europeia… Os 28 dias que passei na Austrália nem me deixaram tempo para fazer mergulho ou chegar a Cairns! Por isso, ao planeares a tua viagem à Austrália tem em consideração que as distâncias são muito maiores do que as europeias e que viagens de 14 ou 16 horas de autocarro são normais. Quanto ao meu itinerário acho que correu bastante bem. Só em Melbourne é que gostava de ter passado mais tempo, mas como estava a chover torrencialmente e frio não foi assim tão mau ter só três dias. O resto da viagem foi planeada um ou dois dias antes (excepto as tours que reservei cerca de 10 dias antes) e pude sempre adaptar ao que me apetecia fazer. Quero relembrar que fui em época baixa e por isso nunca tive problemas com reservas. Autocarro vs. Carro Esta foi uma decisão relativamente fácil para mim. Cheguei a pensar juntar-me a pessoas que publicam as suas viagens em grupos de Facebook, mas como não queria estar dependente de ninguém escolhi o autocarro. Alugar ou comprar eu própria um carro estava fora de questão uma vez que as minhas skills de condução estão perto das de alguém com parkinson E miopia. Para além disso, a Costa Este tem uma excelente rede de autocarros – o que não acontece noutras zonas da Austrália. Greyhound vs. Premier Bus Esta questão deu-me um bocadinho mais de trabalho de pesquisa, mas o resultado valeu a pena. Ambas as companhias têm passes que, por um valor fixo, te permitem usar os autocarros que quiseres para fazeres a Costa Este num sentido. Chamam-se “hop on-hop off passes“. A Greyhound é a empresa mais conhecida e por isso costuma ser a escolhida apesar dos passes da Premier Bus serem metade do preço pelo mesmo serviço (só têm é um autocarro por dia numa direcção). Acabei por escolher a Premier Bus. Não se deixem enganar pelo aspecto terrível do logo e do site, funciona perfeitamente. Como utilizar: basta ires ao site e comprar o passe que te dá mais jeito. Quando finalizares a compra vais receber um email com um número de referência e é esse número que eles te vão pedir cada vez que quiseres fazer uma reserva. Para fazer a reserva basta ligares para o número deles (aconselho muito a comprar um cartão SIM australiano) e dizeres quando e para onde queres ir. Não há lugares marcados. Normalmente basta reservar com 2/3 dias de antecedência. Acho que nunca vi um autocarro completamente cheio – ao contrário dos da Greyhound. Preço do passe Sydney – Airlie Beach: 270 AUD. Independente vs. Agência Vi imensa gente a viajar na Austrália que marcou tudo por agências como a Wicked Travel ou Peter Pan. Isto pareceu-me bastante ridículo. Na Austrália é facílimo marcar tudo independentemente, basta ter internet. O custo que as agências cobram por um pacote de transporte e de tours (como Fraser Island, Whitsundays e um salto de paraquedas, por exemplo) é quase o dinheiro que eu gastei na viagem toda. Por isso, só posso enfatizar: marca tudo por ti! Itinerário: um mês pela Costa Este Melbourne: 3 dias É um bocadinho batota porque Melbourne é costa Sul, mas não podia deixar a minha cidade preferida de fora. Melbourne tem arte urbana, museus, comida deliciosa e até praias caso o tempo o permita. Todos os meus australianos preferidos são de Melbourne por isso aconselho-te a usar e abusar do couchsurfing. As minhas recomendações para Melbourne estão aqui! Para chegar a Sydney aconselho voar (se arranjares um voo muito barato) ou autocarro. Demora mais tempo mas não tens que pagar os shuttles do aeroporto de Melbourne (19 AUD) nem o de Sydney (17 AUD). Sydney: 5 dias Parece muito tempo mas é porque estou a incluir sítios à volta de Sydney também. Dois dias para a cidade, um dia para Manly, um dia para Bondi e um dia para as maravilhosas Blue Mountains! Mais uma vez, Couchsurfing all the way. O meu guia de Sydney aqui e das Blue Mountains aqui. Newcastle: 3 dias Eu adorei os meus dias em Newcastle, é uma região cheia de coisas a descobrir e com muito poucos turistas estrangeiros. Contudo, não teria sido a mesma coisa se não tivesse uma condutora e guia australiana, por isso, se estiveres a viajar de autocarro, não tenho a certeza se é um sítio assim tão interessante. O meu guia para Newcastle e a minha história com a melhor família australiana de sempre estão aqui. Byron Bay: 2 dias O paraíso do surf na Austrália e o sítio preferido de muitos viajantes. Byron Bay vale pela vista incrível do farol no topo de um rochedo e pelas praias convidativas a banhos e peles bronzeadas. Tudo sobre Byron neste post. Brisbane: 2 dias Brisbane não é uma cidade particulamente grande ou bonita, mas tem uma boa energia. Sem querer tornar-me muito repetitiva, o Couchsurfing tornou a minha experiência muito mais interessante. Começando com um barbecue internacional e acabando com uma viagem de carro com 4 pessoas no banco de trás o que pelas reacções do pessoal pareceu ser algo completamente inédito (eram alemães e um Filipino a viver na Austrália há muito anos, há que dar o desconto) passei uns dias muito divertidos em Brisbane. Para visitar há o planetário, que parece ser uma recomendação estranha, mas eles têm projecções muito interessantes e no fim mostram as constelações que se podem ver a partir de Brisbane à noite o que me deu imenso jeito na Fraser Island. A uma hora a pé do observatório existe o Mount Coot-tha Lookout que tem uma boa vista sobre a cidade. Já o centro “histórico” de Brisbane vê-se numa hora.Ps: eles têm uma coisa genial, um serviço de ferry gratuito na cidade. Noosa: 2 dias O melhor de Noosa são as suas praias e parque natural, onde eu achava que ia ver coalas, mas não vi 🙁 mesmo assim é um bom sítio para passar uns dias a fazer caminhadas e a apanhar banhos de sol. Foi também o meu ponto de partida para a aventura de Fraser Island. Quanto ao alojamento, eu fiquei no Flashpackers Noosa que é um bom hostel, mas fica um bocadinho longe do centro (25 minutos a pé) e dos supermercados, o que não é muito conveniente. O Nomads é um party hostel, mais central mas com menos condições. Fraser Island: 3 dias A “menina” dos meus olhos! O meu sítio preferido na Austrália é uma paragem obrigatória para qualquer viajante na Costa Este. Neste post falo sobre a Dropbear, a agência fantástica com a qual fiz a viagem, sobre a história da ilha e claro, sobre os lugares mais fantásticos que ela tem para oferecer. Airlie Beach e Whitsundays: 3 dias Para terminar a costa este em beleza, recomendo passares dois dias no mar num veleiro. Terás a oportunidade de ver a praia mais bonita da Austrália, fazer snorkeling e aprender as bases de navegação de um barco à vela, tudo na companhia de (mais ou menos) 30 pessoas! Townsville: 1 dia para mergulhadores Este foi o sítio que tive mais pena de não ter conseguido visitar, o Yongalla Wreck. São os destroços de um navio antigo que ainda estão em bom estado e na zona existem mantas, tubarões e tudo e mais alguma coisa que um mergulhador pode querer! Fica para a próxima! Em Townsville em si não se passa grande coisa, mas posso recomendar o hostel Reef Lodge Backpackers que apesar de ter uma staff desprezível tem uma relação preço-qualidade muito boa. Cairns: 3 dias Infelizmente não cheguei a Cairns, mas acho que é um bom sítio de base para fazer algumas day trips como a Daintree Forest e a Grande Barreira de Coral. E assim, sem eu dar por nada, passou-se um mês na Austrália! A próxima viagem até lá já está nos meus pensamentos e desta vez a Tasmânia e a Great Ocean Road não me escapam!

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Quando comecei a planear a minha viagem pela Austrália, tinha no meu imaginário que num mês era possível fazer a Costa Este, a Great Ocean Road e a Tasmânia. Ah, a inocência europeia… Os 28 dias que passei na Austrália nem me deixaram tempo para fazer mergulho ou chegar a Cairns!

Por isso, ao planeares a tua viagem à Austrália tem em consideração que as distâncias são muito maiores do que as europeias e que viagens de 14 ou 16 horas de autocarro são normais.

Quanto ao meu itinerário acho que correu bastante bem. Só em Melbourne é que gostava de ter passado mais tempo, mas como estava a chover torrencialmente e frio não foi assim tão mau ter só três dias. O resto da viagem foi planeada um ou dois dias antes (excepto as tours que reservei cerca de 10 dias antes) e pude sempre adaptar ao que me apetecia fazer. Quero relembrar que fui em época baixa e por isso nunca tive problemas com reservas.

Autocarro vs. Carro

Esta foi uma decisão relativamente fácil para mim. Cheguei a pensar juntar-me a pessoas que publicam as suas viagens em grupos de Facebook, mas como não queria estar dependente de ninguém escolhi o autocarro. Alugar ou comprar eu própria um carro estava fora de questão uma vez que as minhas skills de condução estão perto das de alguém com parkinson E miopia. Para além disso, a Costa Este tem uma excelente rede de autocarros – o que não acontece noutras zonas da Austrália.

Greyhound vs. Premier Bus

Esta questão deu-me um bocadinho mais de trabalho de pesquisa, mas o resultado valeu a pena. Ambas as companhias têm passes que, por um valor fixo, te permitem usar os autocarros que quiseres para fazeres a Costa Este num sentido. Chamam-se “hop on-hop off passes“. A Greyhound é a empresa mais conhecida e por isso costuma ser a escolhida apesar dos passes da Premier Bus serem metade do preço pelo mesmo serviço (só têm é um autocarro por dia numa direcção). Acabei por escolher a Premier Bus. Não se deixem enganar pelo aspecto terrível do logo e do site, funciona perfeitamente.

Como utilizar: basta ires ao site e comprar o passe que te dá mais jeito. Quando finalizares a compra vais receber um email com um número de referência e é esse número que eles te vão pedir cada vez que quiseres fazer uma reserva.

Para fazer a reserva basta ligares para o número deles (aconselho muito a comprar um cartão SIM australiano) e dizeres quando e para onde queres ir. Não há lugares marcados. Normalmente basta reservar com 2/3 dias de antecedência. Acho que nunca vi um autocarro completamente cheio – ao contrário dos da Greyhound. Preço do passe Sydney – Airlie Beach: 270 AUD.

Independente vs. Agência

Vi imensa gente a viajar na Austrália que marcou tudo por agências como a Wicked Travel ou Peter Pan. Isto pareceu-me bastante ridículo. Na Austrália é facílimo marcar tudo independentemente, basta ter internet. O custo que as agências cobram por um pacote de transporte e de tours (como Fraser Island, Whitsundays e um salto de paraquedas, por exemplo) é quase o dinheiro que eu gastei na viagem toda. Por isso, só posso enfatizar: marca tudo por ti!

Itinerário: um mês pela Costa Este
Melbourne: 3 dias

É um bocadinho batota porque Melbourne é costa Sul, mas não podia deixar a minha cidade preferida de fora. Melbourne tem arte urbana, museus, comida deliciosa e até praias caso o tempo o permita. Todos os meus australianos preferidos são de Melbourne por isso aconselho-te a usar e abusar do couchsurfing. As minhas recomendações para Melbourne estão aqui!

Para chegar a Sydney aconselho voar (se arranjares um voo muito barato) ou autocarro. Demora mais tempo mas não tens que pagar os shuttles do aeroporto de Melbourne (19 AUD) nem o de Sydney (17 AUD).

Sydney: 5 dias

Parece muito tempo mas é porque estou a incluir sítios à volta de Sydney também. Dois dias para a cidade, um dia para Manly, um dia para Bondi e um dia para as maravilhosas Blue Mountains! Mais uma vez, Couchsurfing all the way. O meu guia de Sydney aqui e das Blue Mountains aqui.

Newcastle: 3 dias

Eu adorei os meus dias em Newcastle, é uma região cheia de coisas a descobrir e com muito poucos turistas estrangeiros. Contudo, não teria sido a mesma coisa se não tivesse uma condutora e guia australiana, por isso, se estiveres a viajar de autocarro, não tenho a certeza se é um sítio assim tão interessante. O meu guia para Newcastle e a minha história com a melhor família australiana de sempre estão aqui.

Byron Bay: 2 dias

O paraíso do surf na Austrália e o sítio preferido de muitos viajantes. Byron Bay vale pela vista incrível do farol no topo de um rochedo e pelas praias convidativas a banhos e peles bronzeadas. Tudo sobre Byron neste post.

Brisbane: 2 dias

Brisbane não é uma cidade particulamente grande ou bonita, mas tem uma boa energia. Sem querer tornar-me muito repetitiva, o Couchsurfing tornou a minha experiência muito mais interessante. Começando com um barbecue internacional e acabando com uma viagem de carro com 4 pessoas no banco de trás o que pelas reacções do pessoal pareceu ser algo completamente inédito (eram alemães e um Filipino a viver na Austrália há muito anos, há que dar o desconto) passei uns dias muito divertidos em Brisbane.

Para visitar há o planetário, que parece ser uma recomendação estranha, mas eles têm projecções muito interessantes e no fim mostram as constelações que se podem ver a partir de Brisbane à noite o que me deu imenso jeito na Fraser Island. A uma hora a pé do observatório existe o Mount Coot-tha Lookout que tem uma boa vista sobre a cidade. Já o centro “histórico” de Brisbane vê-se numa hora.
Ps: eles têm uma coisa genial, um serviço de ferry gratuito na cidade.

Noosa: 2 dias

O melhor de Noosa são as suas praias e parque natural, onde eu achava que ia ver coalas, mas não vi 🙁 mesmo assim é um bom sítio para passar uns dias a fazer caminhadas e a apanhar banhos de sol. Foi também o meu ponto de partida para a aventura de Fraser Island. Quanto ao alojamento, eu fiquei no Flashpackers Noosa que é um bom hostel, mas fica um bocadinho longe do centro (25 minutos a pé) e dos supermercados, o que não é muito conveniente. O Nomads é um party hostel, mais central mas com menos condições.

Fraser Island: 3 dias

A “menina” dos meus olhos! O meu sítio preferido na Austrália é uma paragem obrigatória para qualquer viajante na Costa Este. Neste post falo sobre a Dropbear, a agência fantástica com a qual fiz a viagem, sobre a história da ilha e claro, sobre os lugares mais fantásticos que ela tem para oferecer.

Airlie Beach e Whitsundays: 3 dias

Para terminar a costa este em beleza, recomendo passares dois dias no mar num veleiro. Terás a oportunidade de ver a praia mais bonita da Austrália, fazer snorkeling e aprender as bases de navegação de um barco à vela, tudo na companhia de (mais ou menos) 30 pessoas!

DCIM\100GOPRO
Townsville: 1 dia para mergulhadores

Este foi o sítio que tive mais pena de não ter conseguido visitar, o Yongalla Wreck. São os destroços de um navio antigo que ainda estão em bom estado e na zona existem mantas, tubarões e tudo e mais alguma coisa que um mergulhador pode querer! Fica para a próxima!

Em Townsville em si não se passa grande coisa, mas posso recomendar o hostel Reef Lodge Backpackers que apesar de ter uma staff desprezível tem uma relação preço-qualidade muito boa.

Cairns: 3 dias

Infelizmente não cheguei a Cairns, mas acho que é um bom sítio de base para fazer algumas day trips como a Daintree Forest e a Grande Barreira de Coral.

E assim, sem eu dar por nada, passou-se um mês na Austrália! A próxima viagem até lá já está nos meus pensamentos e desta vez a Tasmânia e a Great Ocean Road não me escapam!

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Whitsundays: dois dias de “espancamento” no mar https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/07/whitsundays-dois-dias-australia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=whitsundays-dois-dias-australia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/07/whitsundays-dois-dias-australia/#comments Thu, 07 Sep 2017 20:51:05 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1794 De toda a Austrália, a Whitehaven Beach era o sítio que eu mais queria ver. Uma pesquisa rápida no Google mostra-nos um cenário de beleza impossível com uma areia mais branca que o branco, exposta como uma tela pintada com traços de azul esmeralda. E depois o furacão Debbie aconteceu. E deixou um rasto de destruição tal que um mês depois ainda era possível ver claramente os estragos da sua passagem. Quero dizer que agora, que já passaram 5 meses (quando estive lá) + x ( x = mês em que leres isto) tudo já voltou à normalidade e que visitar as ilhas Whitsundays deve ser novamente uma experiência arrebatadora. Em Abril de 2017 foi uma experiência que adorei, não tanto pelas paisagens mas pela oportunidade de viajar e dormir num barco à vela com outras 28 pessoas! Como íamos num barco acho que esta aventura deve ser descrita em forma diário de bordo: Dia 0 – Airlie Beach Chegada a Airlie Beach vou até ao hostel e descubro que até é possível que existam bons hostels na Austrália a preços razoáveis. 15€ por noite e estou num bungalow de 6 com casa de banho e wifi. Luxo!!! Enquanto leio o meu livro chegam três rapazes que falam uma língua estranha e no meio daquele chorrilho de sons imperceptíveis que só os nórdicos conseguem expelir oiço “spank me”. E fico logo atenta. Não por achar que estão a falar de pornografia, mas porque era o nome do barco onde ia passar os dois dias seguintes. Perguntei-lhes se também iam, disseram que sim. Eram Suecos e passado 5 minutos já éramos todos amigos! Dia 1 – High side and Suicide Às 9 da manhã estávamos todos pontualmente no check in. Nós mais três dinamarqueses que os suecos já conheciam de uma outra tour. A team Escandinávia + Portugal estava completa. Quando eles dizem para fazer o check in às nove não é porque o barco parte às nove… É só porque lhes apetece. Portanto, ficámos a saber que tínhamos que esperar até às 12.30 e fazer tempo até lá. Giríssimo! Depois das três horas e meia que pareceram 5 lá fomos para o barco. O capitão, ou deus, como queria que lhe chamássemos, tinha um sentido de humor bem apurado. Já no barco, rapidamente nos ensinou que havia um High Side (onde devíamos ficar) e um Suicide onde provavelmente seríamos mandados borda fora. No início aquilo é um bocado assustador porque o barco não é assim tão grande e fica numa posição estranhamente vertical. Neste dia aprendemos as regras básicas dum veleiro, apanhámos sol e vento e muitos salpicos (quase banhos, vá). Ao pôr do sol começou a ficar fresquinho e atracámos numa baía. Rapidamente percebemos que apesar do nome aquele não era um party boat. Os drinking games eram proibidos por isso jogámos jogos onde sugeríamos fortemente que se bebesse. Para além do capitão, o resto da equipa era constituída por um rapaz que parecia o Khal Drogo e outro que parecia um Junkie surfista, mas eram os dois muito engraçados. Dia 2 – Oh Debbie… Acordámos cedo para alcançarmos a Whitehaven Beach antes da maioria dos barcos. Fomos relativamente bem sucedidos, mas pelo caminho tivemos que sobreviver a um naufrágio. Enquanto o veleiro fica no mar, um barco mais pequeno guiado pelo Tom (o Junkie surfista) leva pessoas até à praia em pequenos grupos. Eu e a equipa escandinava mais dois neozelandês ficámos para último e então o barco foi com 6 ou 7 rapazes gigantes e duas raparigas. A meio caminho, o Tom diz com um sorriso despreocupado que o barco está a meter água. Passado dois minutos o barco está claramente a meter muita água e abrandar. Já todos nos estamos a rir, mas naquela “vamos claramente naufragar aqui” . A uns 30 metros da costa o Tom grita “SALTEM TODOS” uma vez que o barco estava quase debaixo de água e não dava jeito darmos cabo do motor. E saltámos. Felizmente estávamos todos de fato de banho e quando saltámos a água dava-me pelo pescoço. A eles devia dar pelo joelho… Consegui salvar a minha mala e lá chegámos à Whitehaven Beach de uma forma muito survivor. O primeiro pensamento que tive foi que estávamos num sonho. Para todo o lado onde olhava via branco, branco e branco. Mas o que queríamos era chegar ao miradouro para ver a praia de cima. Pelo caminho (uns 15 minutos a andar) vimos um cenário um pouco desolador com as árvores todas partidas e nenhum tipo de vida selvagem que caracteriza, normalmente, aquela ilha. as fotografias foram tiradas com a GoPro, já a antecipar o potencial naufrágio, por isso a qualidade não é a melhor. Mesmo com o mau tempo e com a água de uma cor não tão azul, a Whitehaven Beach era lindíssima. E estava mesmo a pedir uns mergulhos! Voltámos para baixo e entretivemo-nos a perseguir caranguejos, jogar frisbee (sou uma nulidade em jogos de atirar coisas) e a tomar banho. Tomar banho no mar na Austrália é sempre uma experiência que me faz ter apreço pela vida, porque cada vez que saio do mar penso “sobrevivi!” Apanhámos uma molha imensa antes de irmos para o barco (Abril tem destas coisas) e durante a tarde fizemos várias tentativas falhadas de snorkeling. Depois do furacão a visibilidade debaixo de água era algo como 20 cm. Para compensar, o jantar foi fantástico, uma quantidade infinita de esparguete à bolonhesa. Dia 3 – Terra à vista Acordei com dores nos braços porque no dia anterior o Khal Drogo disse que precisava de três homens fortes para içar as velas e como eu estava à mão fui eu e mais dois homens efectivamente fortes… Eram 6 da manhã, um belo friozinho e tudo acordado porque queriam ir ver tartarugas. Claro que eu sabia que com aquela visibilidade as chances de vermos tartarugas tendiam para 0 mas pronto, lá fomos e vimos uns peixinhos giros. O resto do dia foi passado a velejar e a apanhar sol até chegarmos a terra. Estávamos todos felizes por voltarmos a ver casas de banho com autoclismos normais e duches. Mais uma vez tivemos que fazer tempo porque tínhamos um autocarro às 10 da noite e por isso passámos horas a ver séries e a ler livros. E foram assim os meus dias no mar! Tive a sorte de apanhar um grupo muito fixe o que tornou a viagem muito melhor. Se quiseres uma coisa mais festiva aconselho outro barco porque este é bastante calminho. Dicas rápidas: Airlie Beach em si não tem nada para ver/fazer, nem praia. Suponho que no próximo ano as piscinas e a Costal Walk já estejam activas novamente, mas mesmo assim não passaria aqui mais que um dia. Alojamento: Aconselho o Magnums Backpackers. Muito boas condições por um preço bastante decente e com um supermercado gigante ao lado. Transporte: a estação de autocarros fica a 15 minutos a pé do centro. Greyhound, Premier bus e outras companhias passam por lá. Para reservar um lugar nos barcos desta companhia fica aqui o link

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De toda a Austrália, a Whitehaven Beach era o sítio que eu mais queria ver. Uma pesquisa rápida no Google mostra-nos um cenário de beleza impossível com uma areia mais branca que o branco, exposta como uma tela pintada com traços de azul esmeralda.

E depois o furacão Debbie aconteceu. E deixou um rasto de destruição tal que um mês depois ainda era possível ver claramente os estragos da sua passagem.

Quero dizer que agora, que já passaram 5 meses (quando estive lá) + x ( x = mês em que leres isto) tudo já voltou à normalidade e que visitar as ilhas Whitsundays deve ser novamente uma experiência arrebatadora. Em Abril de 2017 foi uma experiência que adorei, não tanto pelas paisagens mas pela oportunidade de viajar e dormir num barco à vela com outras 28 pessoas!

Como íamos num barco acho que esta aventura deve ser descrita em forma diário de bordo:

Dia 0 – Airlie Beach

Chegada a Airlie Beach vou até ao hostel e descubro que até é possível que existam bons hostels na Austrália a preços razoáveis. 15€ por noite e estou num bungalow de 6 com casa de banho e wifi. Luxo!!! Enquanto leio o meu livro chegam três rapazes que falam uma língua estranha e no meio daquele chorrilho de sons imperceptíveis que só os nórdicos conseguem expelir oiço “spank me”. E fico logo atenta. Não por achar que estão a falar de pornografia, mas porque era o nome do barco onde ia passar os dois dias seguintes. Perguntei-lhes se também iam, disseram que sim. Eram Suecos e passado 5 minutos já éramos todos amigos!

Dia 1 – High side and Suicide

Às 9 da manhã estávamos todos pontualmente no check in. Nós mais três dinamarqueses que os suecos já conheciam de uma outra tour. A team Escandinávia + Portugal estava completa. Quando eles dizem para fazer o check in às nove não é porque o barco parte às nove… É só porque lhes apetece. Portanto, ficámos a saber que tínhamos que esperar até às 12.30 e fazer tempo até lá. Giríssimo! Depois das três horas e meia que pareceram 5 lá fomos para o barco.

O capitão, ou deus, como queria que lhe chamássemos, tinha um sentido de humor bem apurado. Já no barco, rapidamente nos ensinou que havia um High Side (onde devíamos ficar) e um Suicide onde provavelmente seríamos mandados borda fora. No início aquilo é um bocado assustador porque o barco não é assim tão grande e fica numa posição estranhamente vertical.

Neste dia aprendemos as regras básicas dum veleiro, apanhámos sol e vento e muitos salpicos (quase banhos, vá). Ao pôr do sol começou a ficar fresquinho e atracámos numa baía. Rapidamente percebemos que apesar do nome aquele não era um party boat. Os drinking games eram proibidos por isso jogámos jogos onde sugeríamos fortemente que se bebesse. Para além do capitão, o resto da equipa era constituída por um rapaz que parecia o Khal Drogo e outro que parecia um Junkie surfista, mas eram os dois muito engraçados.

Dia 2 – Oh Debbie…

Acordámos cedo para alcançarmos a Whitehaven Beach antes da maioria dos barcos. Fomos relativamente bem sucedidos, mas pelo caminho tivemos que sobreviver a um naufrágio.

Enquanto o veleiro fica no mar, um barco mais pequeno guiado pelo Tom (o Junkie surfista) leva pessoas até à praia em pequenos grupos. Eu e a equipa escandinava mais dois neozelandês ficámos para último e então o barco foi com 6 ou 7 rapazes gigantes e duas raparigas. A meio caminho, o Tom diz com um sorriso despreocupado que o barco está a meter água. Passado dois minutos o barco está claramente a meter muita água e abrandar. Já todos nos estamos a rir, mas naquela “vamos claramente naufragar aqui” . A uns 30 metros da costa o Tom grita “SALTEM TODOS” uma vez que o barco estava quase debaixo de água e não dava jeito darmos cabo do motor. E saltámos. Felizmente estávamos todos de fato de banho e quando saltámos a água dava-me pelo pescoço. A eles devia dar pelo joelho… Consegui salvar a minha mala e lá chegámos à Whitehaven Beach de uma forma muito survivor.

O primeiro pensamento que tive foi que estávamos num sonho. Para todo o lado onde olhava via branco, branco e branco. Mas o que queríamos era chegar ao miradouro para ver a praia de cima. Pelo caminho (uns 15 minutos a andar) vimos um cenário um pouco desolador com as árvores todas partidas e nenhum tipo de vida selvagem que caracteriza, normalmente, aquela ilha.

  • as fotografias foram tiradas com a GoPro, já a antecipar o potencial naufrágio, por isso a qualidade não é a melhor.

Mesmo com o mau tempo e com a água de uma cor não tão azul, a Whitehaven Beach era lindíssima. E estava mesmo a pedir uns mergulhos! Voltámos para baixo e entretivemo-nos a perseguir caranguejos, jogar frisbee (sou uma nulidade em jogos de atirar coisas) e a tomar banho. Tomar banho no mar na Austrália é sempre uma experiência que me faz ter apreço pela vida, porque cada vez que saio do mar penso “sobrevivi!”

Apanhámos uma molha imensa antes de irmos para o barco (Abril tem destas coisas) e durante a tarde fizemos várias tentativas falhadas de snorkeling. Depois do furacão a visibilidade debaixo de água era algo como 20 cm. Para compensar, o jantar foi fantástico, uma quantidade infinita de esparguete à bolonhesa.

Dia 3 – Terra à vista

Acordei com dores nos braços porque no dia anterior o Khal Drogo disse que precisava de três homens fortes para içar as velas e como eu estava à mão fui eu e mais dois homens efectivamente fortes… Eram 6 da manhã, um belo friozinho e tudo acordado porque queriam ir ver tartarugas. Claro que eu sabia que com aquela visibilidade as chances de vermos tartarugas tendiam para 0 mas pronto, lá fomos e vimos uns peixinhos giros. O resto do dia foi passado a velejar e a apanhar sol até chegarmos a terra.

Nascer do sol 🙂

Estávamos todos felizes por voltarmos a ver casas de banho com autoclismos normais e duches. Mais uma vez tivemos que fazer tempo porque tínhamos um autocarro às 10 da noite e por isso passámos horas a ver séries e a ler livros.

E foram assim os meus dias no mar! Tive a sorte de apanhar um grupo muito fixe o que tornou a viagem muito melhor. Se quiseres uma coisa mais festiva aconselho outro barco porque este é bastante calminho.

Dicas rápidas:
Airlie Beach em si não tem nada para ver/fazer, nem praia. Suponho que no próximo ano as piscinas e a Costal Walk já estejam activas novamente, mas mesmo assim não passaria aqui mais que um dia.
Alojamento: Aconselho o Magnums Backpackers. Muito boas condições por um preço bastante decente e com um supermercado gigante ao lado.
Transporte: a estação de autocarros fica a 15 minutos a pé do centro. Greyhound, Premier bus e outras companhias passam por lá.
Para reservar um lugar nos barcos desta companhia fica aqui o link

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K’gari ou Fraser Island: o melhor da Austrália na maior ilha de areia do mundo https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/07/kgari-ou-fraser-island-australia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=kgari-ou-fraser-island-australia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/07/kgari-ou-fraser-island-australia/#comments Thu, 07 Sep 2017 16:57:48 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1758 Os três dias que passei em K’gari foram o ponto alto da minha viagem à Austrália. Será justo dizer que esta ilha tem uma certa magia sobre ela, algo que a torna única no mundo com paisagens e fenómenos naturais capazes de surpreender e maravilhar qualquer viajante.  Mas tenho a certeza que a minha experiência não teria sido a mesma se não tivesse ido com a Dropbear Adventures. Eles são conhecidos por serem os melhores guias na ilha e os preços são iguais aos de todas as outras empresas. A diferença? A paixão e entrega que têm pela ilha e o facto de serem sempre a primeira tour a chegar aos sítios, o que faz uma diferença enorme num lugar tão turístico como a Fraser Island.  Eu escolhi a tour de três dias por ser a mais completa e acho que vale muito a pena. Apesar de serem 340€ e uma machadada na conta bancária, acho que é a única forma de se aproveitar e conhecer verdadeiramente a ilha. No total podem ir até 32 pessoas por grupo, mas na minha éramos só 28. Acampámos em tendas junto à praia, comíamos todos em conjunto as deliciosas refeições que a equipa preparava (mais uma vantagem, nas outras tours tens que fazer a tua própria comida) e durante três dias não tomámos banho. Mas nadávamos em lagos de água doce, o que é quase igual! As deslocações eram feitas em jipes conduzidos por nós – até eu conduzi uma vez e toda a gente que me conhece sabe que eu sou terrível nisso – o que torna a aventura muito mais especial. E agora vamos ao que interessa, os tesouros de K’gari: Lake MacKenszie: Que sítio maravilhoso! Um lago de água doce, com a areia mais branca que já vi e tons de azul impossíveis. É um sítio incrível para nadar, nadei 1km lá, e para relaxar, especialmente antes de chegar toda a gente. Nós fomos os primeiros a chegar, tínhamos sol e poucas núvens e o resultado foi este espelho de água lindíssimo. Se fores sem tours, aconselho a chegar antes das 7 da manhã. Maheno Ship Wreck:  São os destroços de um navio hospital que serviu na primeira guerra mundial. É um lugar muito importante tanto para os australianos como para os neo zelandeses e tive a sorte de visitar no ANZAC day, 25 de Abril, um dia que celebra os soldados de ambos os países pela sua intervenção na primeira guerra mundial onde milhares de vidas foram perdidas. Champagne Pools: Piscinas naturais, que fazem bolhinhas cada vez que as ondas batem. A coisa mais gira são os peixinhos e a vida marinha das piscinas. E a vista sobre a costa no caminho para lá é espectacular. Indian Head: Ou “cabeça de índio” é o nome deste miradouro natural formado por rochas que oferece uma vista panorâmica sobre K’gari. O nome remonta ao ano de 1770 quando o Capitão Cook passou por aquela ilha de barco e viu vários aborígenes (Butchulla) e, como toda a boa gente branca daquela época, decidiu apelidá-los de índios por causa da sua cor. Para além das boas vistas sobre a terra, também é o lugar mais famoso da ilha para tentar observar vida marinha (tartarugas, golfinhos e tubarões) e a migração das baleias na sua altura. Eli Creek: Uma ribeira de água límpida e cristalina onde te podes divertir a flutuar até ao mar. Também fomos os primeiros a chegar, mas como desta vez estava um bocado frio e ninguém queria nadar. Resolveu-se com uma guerra de água! Lake Wabby: Após uma caminhada de 45 minutos encontras quase um deserto do Sahara com um oásis chamado Lake Wabby. É um lago verde, sem qualquer visibilidade, e que parece a casa perfeita para crocodilos e outras coisas que te podem matar, mas prometo que só existem mini peixinhos que gostam de pele morta. Nas dunas, tentámos usar um boomerang e devo dizer que todas as raparigas falharam miseravelmente, sendo eu a que falhei mais – devo ter atingido uns 10 cm. Como o meu guia dizia “boomerang expecting is an extreme sport” porque olhar para aquilo a voltar na tua direcção a alta velocidade é aterrador! Constelações, galáxias e planton bioluminescente Além das coisas maravilhosas que a ilha tem para ver durante o dia, durante a noite existe todo um outro universo para observar. À noite, o nosso guia explicou-nos todas as constelações que podíamos ver e para além disso ainda conseguimos ver a via láctea, a galáxia andromeda e “magellanic clouds”. E a surpresa final foi quando nos disseram que se fizéssemos um moonwalk na areia veríamos “pixy dusk” ou pozinhos de prelimpimpim. E assim foi! Ao arrastar os pés na areia conseguíamos ver que esta brilhava, com infinitos pontos azuis que se iluminavam com os nossos movimentos. Tão bom! K’gari ou Fraser Island? E agora, uma pequena história sobre este paraíso. Antes dos europeus chegarem à Austrália, já K’gari (lê-se Gári) era habitada pelos Butchulla há milhares de anos. Para eles, este é um lugar sagrado, com uma lenda que tem o seu começo no início do mundo. E segue mais ou menos nestes termos: Beiral, o grande deus no céu, criou as pessoas. Mas depois de as ter criado, percebeu que não tinha nenhum sítio onde as pôr. Por isso, enviou um mensageiro, Yendingie, para resolver este problema e criar terras para todas as pessoas. Yendingie desceu, assim, dos céus, e começou a criar mares e oceanos e depois terras. Quando chegou ao sítio que é agora conhecido como Hervey Bay, encontrou a ajuda de uma “espírita” chamada Princesa K’gari. K’gari era uma ajudante maravilhosa e ajudou-o a criar zonas costeiras, montanhas, lagos e rios. Trabalhou tanto e durante tanto tempo que um dia Yendingie disse-lhe que devia descansar numas rochas sobre o mar. E ela foi. Quando acordou do seu longo sono, K’gari disse que aquele era o sítio mais bonito que alguma vez tinha criado e que queria ficar ali para sempre. Depois de uma discussão sobre o que é ou não adequado para espíritos e criaturas divinas, Yendingie lá concordou. Mas disse “não podes ficar aqui em forma de espírito, vou ter que te mudar”. E assim fez, transformando-a numa ilha lindíssima. Para que não se sentisse só, acrescentou-lhe árvores e flores e lagos-espelho para que ela pudesse ver o que ele fazia nos céus. Deu-lhe nascentes e riachos para que fossem a sua voz e pássaros, animais e pessoas para lhe fazerem companhia. A estas pessoas, deu-lhes conhecimento, leis e ensinou-lhes como criar descendentes para que K’gari nunca ficasse sozinha. E hoje, ela ainda lá está, a olhar para os céus num dos sítios mais bonitos do mundo. E está muito feliz, no e sendo “paraíso”. – adaptado de um conto contado por um ancião Butchulla, Olga Miller K’gari, que significa paraíso, é agora aceite como nome oficial para a Fraser Island. Durante muitos anos os Butchulla lutaram para que este fosse o nome oficial da ilha, uma vez que o nome Fraser Island vem de Elisabeth Fraser, a viúva escocesa do homem a quem a ilha uma vez pertenceu. O problema é que Elisabeth Fraser foi, digamos, uma cabra. Quando o navio onde ela viajava naufragou na Fraser Island, os Butchulla salvaram-na, mas quando ela regressou a terras de sua majestade disse que tinha sido raptada por eles e pintou-os como sendo um bando de selvagens perigosos só para criar uma história polémica, que até foi adaptada a uma peça de teatro! Isto resultou na estigmatização dos Butchulla que foram largamente assassinados pelos Europeus. Hoje, restam muito poucos descendentes dos Butchulla, contudo os que restam trabalham em conjunto com autoridades locais para preservar a sua história e legado cultural. E pronto, é por isto que toda a gente que sabe desta história se recusa a chamar “Fraser Island” a um sítio que é um paraíso na terra, um K’gari. Ouvir tudo isto no topo da Indian Head foi um dos pontos altos da viagem e uma das razões pelas quais não posso deixar de recomendar a Dropbbear. Dicas rápidas: Ponto de partida: Existem duas opções: Rainbow Beach ou Noosa. Eu parti de Noosa e recomendo porque podes conduzir por toda a Rainbow Beach que tem rochedos com cores fantásticas. Para além disso, é um sítio muito mais bonito e interessante do que a vila de Rainbow Beach. Alimentação: comida foi algo que nunca faltou. Os pequenos almoços e jantares são divinais. Já os almoços são wraps, wraps e mais wraps. Como na ilha não há supermercados, aconselho a levares fruta porque é um das coisas que não vai ver durante três dias. E álcool! Apesar desta tour não ser particulamente “festival” o pessoal junta-se na praia à noite a conversar e a beber cerveja. Roupa: O mínimo possível, não vais tomar banho por isso também não interessa muito. Aconselho uma ou duas peças mais quentes porque à noite pode ficar frio. Luxo: não existe. Li alguns comentários no trip advidor que pareciam desapontados com a “falta de condições”. Bem, é um acampamento numa ilha sem electricidade, sem rede, sem sistema de esgotos… Não há muito a fazer 🙂 Dingos: no início andávamos todos preocupadíssimos e com paus gigantes caso um dingo aparecesse. Ele aparecem, normalmente sozinhos, um ou outro mas nunca os vi sequer a mostrar os dentes. Aconselho a manteres-te alerta mas não me pareceu um perigo iminente. Não fazer uma tour: é possível visitar a ilha sem uma tour organizada. Tens que ter um carro 4WD (jipe), creio que existe um preço a pagar pelo parque natural e existem pontos onde é permitido acampar e até algum alojamento local. Muito sinceramente, eu não optaria por fazê-lo independentemente porque muitos dos caminhos por onde conduzimos não foram fáceis e porque entre 5 tipos de cobras mortais, Dingos e sabe-se lá mais o quê prefiro ter alguém que conheça o local a guiar-me. Mas existem várias pessoas a fazê-lo e nos grupos de facebook podes encontrar pessoas que anunciam as suas viagens à procura de mais companheiros.Acho que assim muito resumidamente (ou não) consegui explicar e mostrar por que é que a Fraser Island é o meu sítio preferido na Austrália e inspirar-te a descobri-lo. Já agora, é proibido tomar banho no mar, porque existem muitos tubarões e alforrecas mortais!

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Os três dias que passei em K’gari foram o ponto alto da minha viagem à Austrália. Será justo dizer que esta ilha tem uma certa magia sobre ela, algo que a torna única no mundo com paisagens e fenómenos naturais capazes de surpreender e maravilhar qualquer viajante.

 Mas tenho a certeza que a minha experiência não teria sido a mesma se não tivesse ido com a Dropbear Adventures. Eles são conhecidos por serem os melhores guias na ilha e os preços são iguais aos de todas as outras empresas. A diferença? A paixão e entrega que têm pela ilha e o facto de serem sempre a primeira tour a chegar aos sítios, o que faz uma diferença enorme num lugar tão turístico como a Fraser Island.

 Eu escolhi a tour de três dias por ser a mais completa e acho que vale muito a pena. Apesar de serem 340€ e uma machadada na conta bancária, acho que é a única forma de se aproveitar e conhecer verdadeiramente a ilha. No total podem ir até 32 pessoas por grupo, mas na minha éramos só 28. Acampámos em tendas junto à praia, comíamos todos em conjunto as deliciosas refeições que a equipa preparava (mais uma vantagem, nas outras tours tens que fazer a tua própria comida) e durante três dias não tomámos banho. Mas nadávamos em lagos de água doce, o que é quase igual!

As deslocações eram feitas em jipes conduzidos por nós – até eu conduzi uma vez e toda a gente que me conhece sabe que eu sou terrível nisso – o que torna a aventura muito mais especial.

E agora vamos ao que interessa, os tesouros de K’gari:


Lake MacKenszie: 
Que sítio maravilhoso! Um lago de água doce, com a areia mais branca que já vi e tons de azul impossíveis. É um sítio incrível para nadar, nadei 1km lá, e para relaxar, especialmente antes de chegar toda a gente. Nós fomos os primeiros a chegar, tínhamos sol e poucas núvens e o resultado foi este espelho de água lindíssimo. Se fores sem tours, aconselho a chegar antes das 7 da manhã.

O nosso guia: Troy


Maheno Ship Wreck: 
São os destroços de um navio hospital que serviu na primeira guerra mundial. É um lugar muito importante tanto para os australianos como para os neo zelandeses e tive a sorte de visitar no ANZAC day, 25 de Abril, um dia que celebra os soldados de ambos os países pela sua intervenção na primeira guerra mundial onde milhares de vidas foram perdidas.


Champagne Pools: 
Piscinas naturais, que fazem bolhinhas cada vez que as ondas batem. A coisa mais gira são os peixinhos e a vida marinha das piscinas. E a vista sobre a costa no caminho para lá é espectacular.


Indian Head:
 Ou “cabeça de índio” é o nome deste miradouro natural formado por rochas que oferece uma vista panorâmica sobre K’gari. O nome remonta ao ano de 1770 quando o Capitão Cook passou por aquela ilha de barco e viu vários aborígenes (Butchulla) e, como toda a boa gente branca daquela época, decidiu apelidá-los de índios por causa da sua cor. Para além das boas vistas sobre a terra, também é o lugar mais famoso da ilha para tentar observar vida marinha (tartarugas, golfinhos e tubarões) e a migração das baleias na sua altura.

Eli Creek: 
Uma ribeira de água límpida e cristalina onde te podes divertir a flutuar até ao mar. Também fomos os primeiros a chegar, mas como desta vez estava um bocado frio e ninguém queria nadar. Resolveu-se com uma guerra de água!



Lake Wabby: 
Após uma caminhada de 45 minutos encontras quase um deserto do Sahara com um oásis chamado Lake Wabby. É um lago verde, sem qualquer visibilidade, e que parece a casa perfeita para crocodilos e outras coisas que te podem matar, mas prometo que só existem mini peixinhos que gostam de pele morta. Nas dunas, tentámos usar um boomerang e devo dizer que todas as raparigas falharam miseravelmente, sendo eu a que falhei mais – devo ter atingido uns 10 cm. Como o meu guia dizia “boomerang expecting is an extreme sport” porque olhar para aquilo a voltar na tua direcção a alta velocidade é aterrador!

Constelações, galáxias e planton bioluminescente

Além das coisas maravilhosas que a ilha tem para ver durante o dia, durante a noite existe todo um outro universo para observar.
À noite, o nosso guia explicou-nos todas as constelações que podíamos ver e para além disso ainda conseguimos ver a via láctea, a galáxia andromeda e “magellanic clouds”. E a surpresa final foi quando nos disseram que se fizéssemos um moonwalk na areia veríamos “pixy dusk” ou pozinhos de prelimpimpim. E assim foi! Ao arrastar os pés na areia conseguíamos ver que esta brilhava, com infinitos pontos azuis que se iluminavam com os nossos movimentos. Tão bom!

Fotografia de Tobi Klanner, Instagram @tobiklanner. Fotos de drone incríveis.

K’gari ou Fraser Island?

E agora, uma pequena história sobre este paraíso.

Antes dos europeus chegarem à Austrália, já K’gari (lê-se Gári) era habitada pelos Butchulla há milhares de anos. Para eles, este é um lugar sagrado, com uma lenda que tem o seu começo no início do mundo. E segue mais ou menos nestes termos:

Beiral, o grande deus no céu, criou as pessoas. Mas depois de as ter criado, percebeu que não tinha nenhum sítio onde as pôr. Por isso, enviou um mensageiro, Yendingie, para resolver este problema e criar terras para todas as pessoas. Yendingie desceu, assim, dos céus, e começou a criar mares e oceanos e depois terras. Quando chegou ao sítio que é agora conhecido como Hervey Bay, encontrou a ajuda de uma “espírita” chamada Princesa K’gari.

K’gari era uma ajudante maravilhosa e ajudou-o a criar zonas costeiras, montanhas, lagos e rios. Trabalhou tanto e durante tanto tempo que um dia Yendingie disse-lhe que devia descansar numas rochas sobre o mar. E ela foi. Quando acordou do seu longo sono, K’gari disse que aquele era o sítio mais bonito que alguma vez tinha criado e que queria ficar ali para sempre. Depois de uma discussão sobre o que é ou não adequado para espíritos e criaturas divinas, Yendingie lá concordou. Mas disse “não podes ficar aqui em forma de espírito, vou ter que te mudar”.

E assim fez, transformando-a numa ilha lindíssima. Para que não se sentisse só, acrescentou-lhe árvores e flores e lagos-espelho para que ela pudesse ver o que ele fazia nos céus. Deu-lhe nascentes e riachos para que fossem a sua voz e pássaros, animais e pessoas para lhe fazerem companhia. A estas pessoas, deu-lhes conhecimento, leis e ensinou-lhes como criar descendentes para que K’gari nunca ficasse sozinha.

E hoje, ela ainda lá está, a olhar para os céus num dos sítios mais bonitos do mundo. E está muito feliz, no e sendo “paraíso”.

– adaptado de um conto contado por um ancião Butchulla, Olga Miller

K’gari, que significa paraíso, é agora aceite como nome oficial para a Fraser Island. Durante muitos anos os Butchulla lutaram para que este fosse o nome oficial da ilha, uma vez que o nome Fraser Island vem de Elisabeth Fraser, a viúva escocesa do homem a quem a ilha uma vez pertenceu. O problema é que Elisabeth Fraser foi, digamos, uma cabra. Quando o navio onde ela viajava naufragou na Fraser Island, os Butchulla salvaram-na, mas quando ela regressou a terras de sua majestade disse que tinha sido raptada por eles e pintou-os como sendo um bando de selvagens perigosos só para criar uma história polémica, que até foi adaptada a uma peça de teatro!

Isto resultou na estigmatização dos Butchulla que foram largamente assassinados pelos Europeus. Hoje, restam muito poucos descendentes dos Butchulla, contudo os que restam trabalham em conjunto com autoridades locais para preservar a sua história e legado cultural.

E pronto, é por isto que toda a gente que sabe desta história se recusa a chamar “Fraser Island” a um sítio que é um paraíso na terra, um K’gari. Ouvir tudo isto no topo da Indian Head foi um dos pontos altos da viagem e uma das razões pelas quais não posso deixar de recomendar a Dropbbear.

Dicas rápidas:

Ponto de partida: Existem duas opções: Rainbow Beach ou Noosa. Eu parti de Noosa e recomendo porque podes conduzir por toda a Rainbow Beach que tem rochedos com cores fantásticas. Para além disso, é um sítio muito mais bonito e interessante do que a vila de Rainbow Beach.

Rainbow beach

Alimentação: comida foi algo que nunca faltou. Os pequenos almoços e jantares são divinais. Já os almoços são wraps, wraps e mais wraps. Como na ilha não há supermercados, aconselho a levares fruta porque é um das coisas que não vai ver durante três dias. E álcool! Apesar desta tour não ser particulamente “festival” o pessoal junta-se na praia à noite a conversar e a beber cerveja.

Roupa: O mínimo possível, não vais tomar banho por isso também não interessa muito. Aconselho uma ou duas peças mais quentes porque à noite pode ficar frio.

Luxo: não existe. Li alguns comentários no trip advidor que pareciam desapontados com a “falta de condições”. Bem, é um acampamento numa ilha sem electricidade, sem rede, sem sistema de esgotos… Não há muito a fazer 🙂

Dingos: no início andávamos todos preocupadíssimos e com paus gigantes caso um dingo aparecesse. Ele aparecem, normalmente sozinhos, um ou outro mas nunca os vi sequer a mostrar os dentes. Aconselho a manteres-te alerta mas não me pareceu um perigo iminente.


Não fazer uma tour
: é possível visitar a ilha sem uma tour organizada. Tens que ter um carro 4WD (jipe), creio que existe um preço a pagar pelo parque natural e existem pontos onde é permitido acampar e até algum alojamento local. Muito sinceramente, eu não optaria por fazê-lo independentemente porque muitos dos caminhos por onde conduzimos não foram fáceis e porque entre 5 tipos de cobras mortais, Dingos e sabe-se lá mais o quê prefiro ter alguém que conheça o local a guiar-me. Mas existem várias pessoas a fazê-lo e nos grupos de facebook podes encontrar pessoas que anunciam as suas viagens à procura de mais companheiros.Acho que assim muito resumidamente (ou não) consegui explicar e mostrar por que é que a Fraser Island é o meu sítio preferido na Austrália e inspirar-te a descobri-lo. Já agora, é proibido tomar banho no mar, porque existem muitos tubarões e alforrecas mortais!

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Newcastle: Fui adoptada pela melhor família Australiana de sempre! https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/07/newcastle-australia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=newcastle-australia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/07/newcastle-australia/#comments Thu, 07 Sep 2017 15:39:20 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1736 Um dos traços de personalidade que dá muito jeito a um viajante é ter-se lata. Muitas coisas boas acontecem quando se tem lata! Neste caso, enquanto estava a planear os meus dias em Newcastle, lembrei-me que tinha conhecido uma rapariga australiana em Portugal, num dia em que estava a fazer de guia turística em Sintra, que vivia em Newcastle. E decidi perguntar-lhe muito subtilmente (ou não) se ela não tinha nenhuns amigos que fizessem couchsurfing ou se conhecia alguém com um sofazinho para mim. E ela respondeu-me imediatamente que podia ficar na casa dela o tempo que quisesse. E não podia ter pedido (ou imaginado) nada melhor! Foi-me buscar à estação de autocarros, levou-me a uma festa de anos de um amigo (devo dizer que a juventude australiana é um bocado parecida à dos filmes americanos. Nunca vi uma festa tão dramática!) e durante três dias mostrou-me os arredores de Newcastle. Acho que Newcastle é definitivamente uma zona a explorar se tiveres carro. Existem montes de praias óptimas, baias para nadar com golfinhos e, na altura da migração das baleias, sítios para as observar. Sem carro acho um bocadinho difícil porque duvido muito que existam transportes públicos regulares para estes sítios. De qualquer forma, aqui ficam as fotografias dos meus lugares preferidos: Merewether Beach and Newcastle Memorial Walk Tomaree Lookout 4WD na Stockton Beach Anna Bay Por fim, não tive tempo para ir à Fingal Bay ou Port Stephans, mas são dois sítios que recomendo se estiveres na zona. As fotos pelo menos parecem espectaculares! 🙂 Para além destes sítios maravilhosos, também vi pela primeira vez, cangurus. Fizemos uma fogueira no jardim onde comi marshmallows pela primeira vez na vida (coisa horrível!) enquanto os pais da minha amiga me iam enchendo o copo de vinho cada vez que estava vazio, argumentando que na Austrália isso era ilegal. Vi a minha primeira, e única, cobra na Austrália que estava na sanita dos vizinhos e que o pai da minha amiga “caçou”. Comi comidinhas deliciosas feitas pela mãe e pela irmã e fui tratada como uma convidada de honra, com direito a um quarto, roupa lavada e tudo. Não tenho palavras para agradecer o quão maravilhosos foram comigo, uma pessoa que nem conheciam de lado nenhum. Digam lá que não são uns queridos: Por isso, é dar-lhe com a lata toda 😉

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Um dos traços de personalidade que dá muito jeito a um viajante é ter-se lata. Muitas coisas boas acontecem quando se tem lata!

Neste caso, enquanto estava a planear os meus dias em Newcastle, lembrei-me que tinha conhecido uma rapariga australiana em Portugal, num dia em que estava a fazer de guia turística em Sintra, que vivia em Newcastle. E decidi perguntar-lhe muito subtilmente (ou não) se ela não tinha nenhuns amigos que fizessem couchsurfing ou se conhecia alguém com um sofazinho para mim. E ela respondeu-me imediatamente que podia ficar na casa dela o tempo que quisesse.
E não podia ter pedido (ou imaginado) nada melhor!
Foi-me buscar à estação de autocarros, levou-me a uma festa de anos de um amigo (devo dizer que a juventude australiana é um bocado parecida à dos filmes americanos. Nunca vi uma festa tão dramática!) e durante três dias mostrou-me os arredores de Newcastle.
Acho que Newcastle é definitivamente uma zona a explorar se tiveres carro. Existem montes de praias óptimas, baias para nadar com golfinhos e, na altura da migração das baleias, sítios para as observar. Sem carro acho um bocadinho difícil porque duvido muito que existam transportes públicos regulares para estes sítios. De qualquer forma, aqui ficam as fotografias dos meus lugares preferidos:
Merewether Beach and Newcastle Memorial Walk
Tomaree Lookout

Vista sobre todas as baías e praias da zona

4WD na Stockton Beach

Os jipes são permitidos neste praia. Muitas praias na Austrália funcionam como autoestrada devido ao seu tamanho

Anna Bay
Por fim, não tive tempo para ir à Fingal Bay ou Port Stephans, mas são dois sítios que recomendo se estiveres na zona. As fotos pelo menos parecem espectaculares! 🙂
Para além destes sítios maravilhosos, também vi pela primeira vez, cangurus. Fizemos uma fogueira no jardim onde comi marshmallows pela primeira vez na vida (coisa horrível!) enquanto os pais da minha amiga me iam enchendo o copo de vinho cada vez que estava vazio, argumentando que na Austrália isso era ilegal. Vi a minha primeira, e única, cobra na Austrália que estava na sanita dos vizinhos e que o pai da minha amiga “caçou”. Comi comidinhas deliciosas feitas pela mãe e pela irmã e fui tratada como uma convidada de honra, com direito a um quarto, roupa lavada e tudo. Não tenho palavras para agradecer o quão maravilhosos foram comigo, uma pessoa que nem conheciam de lado nenhum.

Bonfire night!

A dita cuja! 😮

A fazer arroz doce como forma de agradecimento 🙂

Digam lá que não são uns queridos:
Por isso, é dar-lhe com a lata toda 😉

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Todas as ondas vão dar a Byron Bay https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/05/todas-as-ondas-vao-dar-a-byron-bay/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=todas-as-ondas-vao-dar-a-byron-bay https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/05/todas-as-ondas-vao-dar-a-byron-bay/#comments Tue, 05 Sep 2017 16:39:57 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1719 Byron Bay é tudo aquilo que imaginamos que a Austrália é: sol, praia, surfistas, gente jovem e gira, bronze, bares e tal e coisa. Só lhe falta mesmo ter australianos… Existe um grande hype à volta deste lugar, mas apesar de ter uma praia fixe – extremamente parecida às portuguesas – e uma vista bastante bonita a partir do farol, pouco mais há a fazer por ali. Dito isto, não digo que não deva ser um sítio de paragem, até porque conheci pessoal bem fixe no hostel, mas acho que dois dias chegam bem para explorar a zona até porque o alojamento é caríssimo e nada de especial. Cape Byron Diz-se que a melhor altura para observar a paisagem do topo do Cape Byron é ao amanhecer, pois o sol nasce no mar. Mas, quando estive na Austrália, o sol nascia pelas 6 da manhã e do meu hostel ao topo era uma hora de caminhada. Por isso, quando o meu despertador tocou às 5 da manhã, a resposta que lhe dei foi, simplesmente, “NÃO!”. Assim sendo, fui à segunda melhor hora, o pôr do sol. A vista é magnífica, com o farol, a praia e o mar. Na subida até ao farol passa-se pelo “Most Eastern Point in Australia” o que para mim foi uma confirmação do quão longe de Portugal estava, uma vez que apenas um mês antes tinha estado no ponto mais Oeste da Europa, o Cabo da Roca. Acho que durante a migração das baleias também é um  bom sítio para as observar. Praia Aproveitei os meus dias em Byron Bay para fazer um bocadinho de praia, ler livros e dar uns mergulhos. A praia é bastante extensa, mas o pessoal gosta de se amontoar no início. Por isso aconselho um passeio matinal para um dos lados, pessoalmente gosto mais do lado do farol, de forma a conseguires um dia de praia mais descansado. Vida nocturna  Para além as praias e do surf, Byron Bay também é super conhecida pelos seus bares e discotecas. Para onde das pessoas vão às 10 da noite… Sim, as horas lá não são exactamente as mesmas que as nossas. O meu hostel, Aquarius, tinha um shuttle até a um dos bares, o Cheeky Monkey’s, onde ficámos durante algum tempo, mas depois fomos até ao Woody’s que é a discoteca mais famosa de Byron Bay. São ambos bons sítios para conhecer pessoas, já que estão cheios de viajantes e as bebidas são a preços ok, para os standards australianos. Kayaking no mar Eu sou um bocado lontra, e também tinha pouco dinheiro, por isso não tive esta experiência. Mas Kayaking em Byron Bay dá-te a oportunidade de remar ao lado de golfinhos, tartarugas e baleias, na altura delas. Por isso, acho que é uma das actividades mais interessantes que Byron Bay tem para oferecer e as duas canadianas que estavam no meu quarto disseram que adoraram! Os preços rondam os 60 dólares. Nimbin Esta é uma das day trips mais famosas a partir de Byron Bay. Nimbin é básicamente uma aldeia de hippies onde é legal (ou pelo menos ninguém quer saber) fumar canabis. E é isso que toda a gente vai lá fazer. Existem vários autocarros que fazem a ligação entre os dois locais uma vez que é bastante popular. Eu não fui, mas acho que tem uma vibe engraçada e diferente do resto da Austrália. E é isto. Em geral acho que Byron Bay pode ser um sítio incrível de se visitar, especialmente se tiveres algum dinheiro no bolso para gastar. Os cafés, lojas e restaurante parecem todos fantásticos e há mil e uma aventuras para viver como skydiving, surf, kayak… Com um orçamento apertado, fica-se um bocadinho condicionado à praia e caminhadas. Mas não deixes de dar um saltinho pelo menos 🙂 Dicas rápidas: Alojamento: Fiquei no Aquarius Hostel pela simples razão de ter jantar incluído. Apesar de não ser uma quantidade gigante é melhor que nada. Os hostels na Austrália são na sua generalidade terríveis. Cobram por tudo e por nada e não são nada de especial. Este pareceu-me razoável, mas não é dos melhores sítios para conhecer pessoas (na Austrália nenhum é, parece que nunca ouviram o conceito de zonas comuns). Ouvi dizer que o Arts Factory Lodge é um bocadinho mais interessante. Transporte: Como toda a costa este, Byron Bay está bem servida de transportes. Eu viajei com a Premier Bus, como em toda a Austrália, mas a Greyhound e outras companhias também param por lá. Dentro da vila em si, dá para fazer tudo a pé, é bastante pequena.

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Byron Bay é tudo aquilo que imaginamos que a Austrália é: sol, praia, surfistas, gente jovem e gira, bronze, bares e tal e coisa. Só lhe falta mesmo ter australianos… Existe um grande hype à volta deste lugar, mas apesar de ter uma praia fixe – extremamente parecida às portuguesas – e uma vista bastante bonita a partir do farol, pouco mais há a fazer por ali. Dito isto, não digo que não deva ser um sítio de paragem, até porque conheci pessoal bem fixe no hostel, mas acho que dois dias chegam bem para explorar a zona até porque o alojamento é caríssimo e nada de especial.

Cape Byron
Diz-se que a melhor altura para observar a paisagem do topo do Cape Byron é ao amanhecer, pois o sol nasce no mar. Mas, quando estive na Austrália, o sol nascia pelas 6 da manhã e do meu hostel ao topo era uma hora de caminhada. Por isso, quando o meu despertador tocou às 5 da manhã, a resposta que lhe dei foi, simplesmente, “NÃO!”.

Assim sendo, fui à segunda melhor hora, o pôr do sol. A vista é magnífica, com o farol, a praia e o mar. Na subida até ao farol passa-se pelo “Most Eastern Point in Australia” o que para mim foi uma confirmação do quão longe de Portugal estava, uma vez que apenas um mês antes tinha estado no ponto mais Oeste da Europa, o Cabo da Roca. Acho que durante a migração das baleias também é um  bom sítio para as observar.

Praia
Aproveitei os meus dias em Byron Bay para fazer um bocadinho de praia, ler livros e dar uns mergulhos. A praia é bastante extensa, mas o pessoal gosta de se amontoar no início. Por isso aconselho um passeio matinal para um dos lados, pessoalmente gosto mais do lado do farol, de forma a conseguires um dia de praia mais descansado.
Vida nocturna 
Para além as praias e do surf, Byron Bay também é super conhecida pelos seus bares e discotecas. Para onde das pessoas vão às 10 da noite… Sim, as horas lá não são exactamente as mesmas que as nossas. O meu hostel, Aquarius, tinha um shuttle até a um dos bares, o Cheeky Monkey’s, onde ficámos durante algum tempo, mas depois fomos até ao Woody’s que é a discoteca mais famosa de Byron Bay.
São ambos bons sítios para conhecer pessoas, já que estão cheios de viajantes e as bebidas são a preços ok, para os standards australianos.

Woody’s

Eu sou um bocado lontra, e também tinha pouco dinheiro, por isso não tive esta experiência. Mas Kayaking em Byron Bay dá-te a oportunidade de remar ao lado de golfinhos, tartarugas e baleias, na altura delas. Por isso, acho que é uma das actividades mais interessantes que Byron Bay tem para oferecer e as duas canadianas que estavam no meu quarto disseram que adoraram! Os preços rondam os 60 dólares.

Copyright: Australian Traveller

Nimbin
Esta é uma das day trips mais famosas a partir de Byron Bay. Nimbin é básicamente uma aldeia de hippies onde é legal (ou pelo menos ninguém quer saber) fumar canabis. E é isso que toda a gente vai lá fazer. Existem vários autocarros que fazem a ligação entre os dois locais uma vez que é bastante popular. Eu não fui, mas acho que tem uma vibe engraçada e diferente do resto da Austrália.
E é isto. Em geral acho que Byron Bay pode ser um sítio incrível de se visitar, especialmente se tiveres algum dinheiro no bolso para gastar. Os cafés, lojas e restaurante parecem todos fantásticos e há mil e uma aventuras para viver como skydiving, surf, kayak… Com um orçamento apertado, fica-se um bocadinho condicionado à praia e caminhadas. Mas não deixes de dar um saltinho pelo menos 🙂
Dicas rápidas:

Alojamento: Fiquei no Aquarius Hostel pela simples razão de ter jantar incluído. Apesar de não ser uma quantidade gigante é melhor que nada. Os hostels na Austrália são na sua generalidade terríveis. Cobram por tudo e por nada e não são nada de especial. Este pareceu-me razoável, mas não é dos melhores sítios para conhecer pessoas (na Austrália nenhum é, parece que nunca ouviram o conceito de zonas comuns). Ouvi dizer que o Arts Factory Lodge é um bocadinho mais interessante.

Transporte: Como toda a costa este, Byron Bay está bem servida de transportes. Eu viajei com a Premier Bus, como em toda a Austrália, mas a Greyhound e outras companhias também param por lá. Dentro da vila em si, dá para fazer tudo a pé, é bastante pequena.

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Blue Mountains: um paraíso inesperado mesmo ao virar da esquina https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/04/blue-mountains-sydney-australia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=blue-mountains-sydney-australia https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/04/blue-mountains-sydney-australia/#comments Mon, 04 Sep 2017 20:46:55 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1700 Quando comecei a pesquisar sobre as Blue Mountains, parecia que a única solução era fazer uma visita guiada com uma tour. Com preços a começar nos 90 dólares. Ora, como isso não me agradava particularmente, procurei mais um bocadinho e percebi que afinal é possível fazer tudo de transportes públicos e a pé. É simplesmente um pouco mais cansativo, mas muito mais interessante. Sydney Central – Katoomba Katoomba é a vila mais perto do início das principais caminhadas das Blue Mountains. Esta vila fica a cerca e hora e meia de comboio a partir de Sydney e podes usar o teu Opal card para lá chegar. O custo são 8 dólares por uma viagem. De Katoomba até ao começo do parque natural são 30 minutos a pé. Também existem autocarros a fazer esse trajecto, mas muito sinceramente a caminhada faz-se perfeitamente. Já no parque natural, tens várias opções, uma vez que existem muitos percursos para todos os gostos. Nós começámos a caminhar pelas 10 da manhã e acabámos pelas 17. Havia três treks que queríamos fazer: Three Sisters, Prince Henry Cliff Walk e o Katoomba Falls Circuit. As Three Sisters são o ponto mais perto da estrada que liga Katoomba às Blue Mountains, mas como são o centro dos três trilhos, decidimos começar pelas waterfalls (à direita), depois fazer a caminhada até às Three Sisters/ Echo Point e finalmente continuar pela Prince Henry Walk, o percurso mais longo e que vai até Leura. Katoomba Falls Circuit   Este percurso levou-nos pela floresta tropical das Blue Mountains. Verde, muito verde(!), fetos, cascatas e um ambiente digno de parque jurássico são os ingredientes principais. É um circuito, por isso começas e acabas no mesmo sítio. Nós não fizemos até ao fim porque é tudo a subir ou a descer, com muitas centenas de escadas! No total são 1.5 km que demoram 1 hora e 45 e nós fizemos só cerca de uma hora. Echo Point e Three Sisters Das Katoomba Falls seguimos as plaquinhas até ao Echo Point, o miradouro principal sobre as Three Sisters. Esta parte da caminhada é muito fácil e oferece vistas espectaculares. Demora uns 30 minutos no máximo até chegares ao ponto mais famoso das Blue Mountains. O Echo Point tem restaurantes, casas de banho (as únicas que vais encontrar) e por isso é um bom sítio para recarregar baterias e descansar. Daqui, existe um trek de meia hora até às Three Sisters em si, que é onde vais ver mais pessoas. Todas as tours largam os turistas no Echo Point e o tempo que têm para explorar dedicam-no a fazer esta pequena caminhada. Dificuldade: zero! Irish Sisters! Prince Henry Cliff Walk Este percurso começa no Echo Point e vai até Leura, sendo assim o mais longo e desafiante. São 7 km com dezenas de miradouros incríveis e mais cascatas lindas. Um dos meus preferidos é o Bridal Veil lookout. Uma vez em Leura, já não vale a pena voltar a Katoomba para apanhar o comboio de volta para Sydney, podes fazê-lo directamente desta vila. Nada como uma caminhada até à estação para acabar bem o dia!   Fizemos grande parte da caminhada sem ver ninguém. Apesar das Blue Mountains serem muito turísticas, a maioria das pessoas fica-se pelas Three Sisters e acaba por não ver o resto das Blue Mountains. Para os mais aventureiros, existem percursos até 42 km com subidas que são quase escalada! O site bluemts.com.au tem informação sobre todos os treks, sendo que para algumas caminhadas é preciso registar o nome e é possível levar um localizador pessoal, não vá alguma coisa dar para o torto.E pronto, é fácil não é? As Blue Mountains foram definitivamente um dos pontos altos da minha viagem à Austrália, por isso recomendo (muito!!) que visites. Dicas rápidas Alojamento: eu decidi pernoitar em Katoomba e fiquei no<a; background-color: Blue Mountains Backpackers que achei terrível. Mas os hostels australianos são na sua generalidade terríveis por isso não sei se encontrarás algo muito melhor. Se decidires ficar alojado/a nas Blue Mountains aconselho-te a pesquisar se será numa época de férias ou feriados, porque é um destino muito popular para os australianos nessas alturas e a oferta esgota depressa.

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Quando comecei a pesquisar sobre as Blue Mountains, parecia que a única solução era fazer uma visita guiada com uma tour. Com preços a começar nos 90 dólares. Ora, como isso não me agradava particularmente, procurei mais um bocadinho e percebi que afinal é possível fazer tudo de transportes públicos e a pé. É simplesmente um pouco mais cansativo, mas muito mais interessante.

Sydney Central – Katoomba

Katoomba é a vila mais perto do início das principais caminhadas das Blue Mountains. Esta vila fica a cerca e hora e meia de comboio a partir de Sydney e podes usar o teu Opal card para lá chegar. O custo são 8 dólares por uma viagem.

De Katoomba até ao começo do parque natural são 30 minutos a pé. Também existem autocarros a fazer esse trajecto, mas muito sinceramente a caminhada faz-se perfeitamente. Já no parque natural, tens várias opções, uma vez que existem muitos percursos para todos os gostos.

Nós começámos a caminhar pelas 10 da manhã e acabámos pelas 17. Havia três treks que queríamos fazer: Three Sisters, Prince Henry Cliff Walk e o Katoomba Falls Circuit. As Three Sisters são o ponto mais perto da estrada que liga Katoomba às Blue Mountains, mas como são o centro dos três trilhos, decidimos começar pelas waterfalls (à direita), depois fazer a caminhada até às Three Sisters/ Echo Point e finalmente continuar pela Prince Henry Walk, o percurso mais longo e que vai até Leura.

Katoomba Falls Circuit
 

Este percurso levou-nos pela floresta tropical das Blue Mountains. Verde, muito verde(!), fetos, cascatas e um ambiente digno de parque jurássico são os ingredientes principais. É um circuito, por isso começas e acabas no mesmo sítio. Nós não fizemos até ao fim porque é tudo a subir ou a descer, com muitas centenas de escadas! No total são 1.5 km que demoram 1 hora e 45 e nós fizemos só cerca de uma hora.




Echo Point e Three Sisters

Das Katoomba Falls seguimos as plaquinhas até ao Echo Point, o miradouro principal sobre as Three Sisters. Esta parte da caminhada é muito fácil e oferece vistas espectaculares. Demora uns 30 minutos no máximo até chegares ao ponto mais famoso das Blue Mountains. O Echo Point tem restaurantes, casas de banho (as únicas que vais encontrar) e por isso é um bom sítio para recarregar baterias e descansar.

Daqui, existe um trek de meia hora até às Three Sisters em si, que é onde vais ver mais pessoas. Todas as tours largam os turistas no Echo Point e o tempo que têm para explorar dedicam-no a fazer esta pequena caminhada. Dificuldade: zero!

Irish Sisters!

Prince Henry Cliff Walk

Este percurso começa no Echo Point e vai até Leura, sendo assim o mais longo e desafiante. São 7 km com dezenas de miradouros incríveis e mais cascatas lindas. Um dos meus preferidos é o Bridal Veil lookout. Uma vez em Leura, já não vale a pena voltar a Katoomba para apanhar o comboio de volta para Sydney, podes fazê-lo directamente desta vila. Nada como uma caminhada até à estação para acabar bem o dia!

 

Fizemos grande parte da caminhada sem ver ninguém. Apesar das Blue Mountains serem muito turísticas, a maioria das pessoas fica-se pelas Three Sisters e acaba por não ver o resto das Blue Mountains.

Para os mais aventureiros, existem percursos até 42 km com subidas que são quase escalada! O site bluemts.com.au tem informação sobre todos os treks, sendo que para algumas caminhadas é preciso registar o nome e é possível levar um localizador pessoal, não vá alguma coisa dar para o torto.E pronto, é fácil não é? As Blue Mountains foram definitivamente um dos pontos altos da minha viagem à Austrália, por isso recomendo (muito!!) que visites.

Dicas rápidas

Alojamento: eu decidi pernoitar em Katoomba e fiquei no<a; background-color: Blue Mountains Backpackers que achei terrível. Mas os hostels australianos são na sua generalidade terríveis por isso não sei se encontrarás algo muito melhor. Se decidires ficar alojado/a nas Blue Mountains aconselho-te a pesquisar se será numa época de férias ou feriados, porque é um destino muito popular para os australianos nessas alturas e a oferta esgota depressa.

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Sydney e o realizar de um sonho https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/04/sydney-cinco-dias/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sydney-cinco-dias https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/04/sydney-cinco-dias/#comments Mon, 04 Sep 2017 20:08:47 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1671 Desde que me lembro que tinha o sonho de viajar até à Austrália. O facto de se situar no outro lado do mundo tornava este destino nalgo um pouco mais intangível e distante. E claro que, quando se pensa na Austrália, pensa-se na Sydney Opera House e na Harbour Bridge. E foi quando vi este cenário, mais do que quando tive na mão o meu bilhete Singapura – Melbourne, que senti o quão especial aquele momento era para mim. Que estava mesmo a realizar o meu sonho e que tinha conseguido viajar até ao outro lado do mundo, sozinha, para ver aquele sítio incrível. Em Sydney também tive a sorte de ficar com um host 5 estrelas, o Alex, que me tratou como uma convidada de honra. Entre ir-me buscar ao aeroporto, pagar-me o pequeno almoço e fazer-me o jantar, ainda me deu um cartão de transporte deixado por outra Couchsurfer que tinha 55 dólares… Durante dois dias fui, portanto, uma princesa! Sydney em si é uma cidade super internacional onde toda a gente quer viver e daí os preços ridículos da coisa. Mas é uma cidade incontornável, até com alguma história (coisa dificílima de encontrar na Austrália) e acima de tudo um sítio super agradável para passear. Se contarmos Sydney e os arredores recomendo uns 5 dias para ver tudo. Escrevi um post especial sobre as Blue Mountains porque foi um dos sítios que mais gostei na Austrália e acho que não ir lá é um crime! 1) Sydney Free Walking Tour: Apesar das walking tours na Austrália não terem nada a ver com as europeias (que têm uma qualidade infinitamente superior) continuam a ser uma coisa grátis! Por isso acho que não há mal nenhum em experimentar até porque é sempre uma forma de conhecer os pontos mais relevantes da cidade que depois podes ir visitar por ti. Funcionam todos os dias, de manhã e à tarde. 2) Jardins Botânicos: Mais uma coisa grátis, não é maravilhoso? A melhor parte destes jardins é a vista que oferecem sobre a ponte e Opera House. Também são perfeitos para um longo passeio, longe do barulho e confusão da cidade. 3) Ferry ao lusco fusco: Este foi definitivamente o meu melhor momento em Sydney. A vista do ferry que apanhei para ir para casa enquanto anoitecia. As luzes da cidade, a ponte e a opera iluminadas… Tudo estava perfeito! Se não quiseres ir muito longe, podes simplesmente ir até ao outro lado do rio (ou mar…) com o teu Opal Card e voltar pela ponte ou de ferry novamente. 4) The Rocks e Sydney Harbour: The Rocks é a zona mais histórica de Sydney, onde podes ver um tipo de arquitectura que parece ter mais de 20 anos (!!). Os Australianos não são um povo particularmente feliz ou criativo a dar nomes às coisas e por isso o sítio chama-se “the Rocks” porque tinha pedras grandes… Também era conhecido pelas suas prisões e foi aqui que se fundaram aqueles que são agora os mais antigos pubs de Sydney. Hoje em dia é um hub turístico e de vez em quando acolhe mercados – o que eu fui tinha coisas giríssimas, mas caras 🙁 É também neste bairro que vais encontrar várias placas que te levam à Sydney Harbour Bridge, de onde podes desfrutar de uma vista privilegiada sobre a cidade. Eu não fiz o caminho todo porque queria continuar na zona, mas é possível atravessar a pé até ao outro lado gratuitamente. 5) Surry Hills: Chegámos à minha parte preferida! Fiquei a conhecer esta parte da cidade um bocado por acaso. Quando voltei das Blue Mountains fiquei num hostel nesta zona e quando apanhei o autocarro até Bondi reparei que estava cheia de casas Victorianas por todo o lado. Algumas delas (poucas) em mau estado, mas a maioria renovada, cheia de cafés hipsters e lojas cujos preços nem me atrevi a espreitar. A rua que mais gostei foi a Crow Street, mas em geral é uma área que vale a pena espreitar.     6) Artistas de rua: Em Sydney não é qualquer um que pode ser artista de rua. Não, primeiro têm audições para ver se são alguma coisa de jeito e depois alguém lhes dá uma autorização para actuarem nas ruas. Existem três sítios onde vi artistas particularmente bons: Circular Quay, Hyde Park e na parte de fora do Westfield Shopping Centre, zona onde há uma Zara. 7) Bondi e Costal Walk: Uma das praias mais famosas do mundo! Bondi é tudo aquilo que os filmes e séries prometem: grandes, cheia de surfistas gostosos, helicópteros a patrulhar para ver se há tubarões e uma vista fenomenal. Os preços são ainda mais caros do que o normal por isso aconselho-te a levares comida contigo. A começar em Bondi existe um caminho que percorre a costa até à praia de Coogee. As vistas são fantásticas e podes sempre dar um mergulho a meio para refrescar!  8) Manly e Coastal Walk: Manly fica a cerca de 30 minutos de Sydney (também podes usar o passe Opal). É uma área que já não parece minimamente uma cidade, tem praia e árvores e mais uma vez, um trilho costeiro! Este por sua vez é bastante maior, tem 10km, e juro que tem uma vista espectacular em dias de não nevoeiro (como o dia em que fui!). Tem só atenção às aranhas nas árvores, é bem possível que dês de caras com uma teia/aranha gigante. 9) Blue MountainsAaaaaai as Blue Mountains! Facilmente o meu segundo sítio preferido na Austrália (a seguir à Fraser Island). A cerca de hora e meia de Sydney fica este paraíso maravilho com paisagens deslumbrantes e caminhadas duras, mas que valem bem a pena. É possível fazê-lo como uma day trip a partir de Sydney. Ficam aqui algumas imagens porque o post completo e detalhado está aqui.  Sydney é verdadeiramente uma cidade incrível. Visita obrigatória pelo menos uma vez na vida! Dicas rápidas Transportes: o sistema de transportes em Sydney é fantástico. E também é extraordinariamente caro! Por isso se puderes andam o mais possível e um alojamento relativamente central provavelmente vai poupar-te muito dinheiro. Tem a vantagem de não gastares mais de 15 dólares por dia (quando atingires este valor o sistema não te tira mais dinheiro do cartão). Aos domingos podes fazer as viagens todas que quiseres por 2.5 dólares. Ou seja, podes ir às Blue Mountains e voltar por esse valor. Os cartões Opal compram-se nas lojas de conveniência, aeroporto e algumas estacões (como a Central Station) e podem ser carregados lá ou em máquinas especificas. O menor carregamento é de 10 dólares. Os bilhetes para o aeroporto é que são um facada! 17 dólares!!! Alojamento: recomendo mil vezes Couchsurfing. Os australianos foram, até agora, dos melhores hosts que tive e numa cidade tão cara acho que vale mesmo a pena. Se não, posso mais ou menos recomendar o meu hostel Surry Hills Vill. É decente, mas nada de especial. E caríssimo claro. Cerca de 25€ por noite com “diz que é uma espécie de pequeno almoço” incluído. Comida: peço desculpa ao teu colesterol por esta informação mas o Domino’s é claramente a opção mais barata de alimentação na Austrália: 6 dólares por uma pizza. É isto.   Boas mudanças!

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Desde que me lembro que tinha o sonho de viajar até à Austrália. O facto de se situar no outro lado do mundo tornava este destino nalgo um pouco mais intangível e distante. E claro que, quando se pensa na Austrália, pensa-se na Sydney Opera House e na Harbour Bridge. E foi quando vi este cenário, mais do que quando tive na mão o meu bilhete Singapura – Melbourne, que senti o quão especial aquele momento era para mim. Que estava mesmo a realizar o meu sonho e que tinha conseguido viajar até ao outro lado do mundo, sozinha, para ver aquele sítio incrível.

Em Sydney também tive a sorte de ficar com um host 5 estrelas, o Alex, que me tratou como uma convidada de honra. Entre ir-me buscar ao aeroporto, pagar-me o pequeno almoço e fazer-me o jantar, ainda me deu um cartão de transporte deixado por outra Couchsurfer que tinha 55 dólares… Durante dois dias fui, portanto, uma princesa!

Sydney em si é uma cidade super internacional onde toda a gente quer viver e daí os preços ridículos da coisa. Mas é uma cidade incontornável, até com alguma história (coisa dificílima de encontrar na Austrália) e acima de tudo um sítio super agradável para passear. Se contarmos Sydney e os arredores recomendo uns 5 dias para ver tudo. Escrevi um post especial sobre as Blue Mountains porque foi um dos sítios que mais gostei na Austrália e acho que não ir lá é um crime!

1) Sydney Free Walking TourApesar das walking tours na Austrália não terem nada a ver com as europeias (que têm uma qualidade infinitamente superior) continuam a ser uma coisa grátis! Por isso acho que não há mal nenhum em experimentar até porque é sempre uma forma de conhecer os pontos mais relevantes da cidade que depois podes ir visitar por ti. Funcionam todos os dias, de manhã e à tarde.

“Forgotten Songs commemorates the songs of fifty birds once heard in central Sydney, before they were gradually forced out by European settlement.” George St to Pitt St

2) Jardins Botânicos: Mais uma coisa grátis, não é maravilhoso? A melhor parte destes jardins é a vista que oferecem sobre a ponte e Opera House. Também são perfeitos para um longo passeio, longe do barulho e confusão da cidade.

3) Ferry ao lusco fusco: Este foi definitivamente o meu melhor momento em Sydney. A vista do ferry que apanhei para ir para casa enquanto anoitecia. As luzes da cidade, a ponte e a opera iluminadas… Tudo estava perfeito! Se não quiseres ir muito longe, podes simplesmente ir até ao outro lado do rio (ou mar…) com o teu Opal Card e voltar pela ponte ou de ferry novamente.

Lindo, lindo, lindo!!

4) The Rocks e Sydney Harbour: The Rocks é a zona mais histórica de Sydney, onde podes ver um tipo de arquitectura que parece ter mais de 20 anos (!!). Os Australianos não são um povo particularmente feliz ou criativo a dar nomes às coisas e por isso o sítio chama-se “the Rocks” porque tinha pedras grandes… Também era conhecido pelas suas prisões e foi aqui que se fundaram aqueles que são agora os mais antigos pubs de Sydney.

Hoje em dia é um hub turístico e de vez em quando acolhe mercados – o que eu fui tinha coisas giríssimas, mas caras 🙁

É também neste bairro que vais encontrar várias placas que te levam à Sydney Harbour Bridge, de onde podes desfrutar de uma vista privilegiada sobre a cidade. Eu não fiz o caminho todo porque queria continuar na zona, mas é possível atravessar a pé até ao outro lado gratuitamente.


5) Surry Hills: 
Chegámos à minha parte preferida! Fiquei a conhecer esta parte da cidade um bocado por acaso. Quando voltei das Blue Mountains fiquei num hostel nesta zona e quando apanhei o autocarro até Bondi reparei que estava cheia de casas Victorianas por todo o lado. Algumas delas (poucas) em mau estado, mas a maioria renovada, cheia de cafés hipsters e lojas cujos preços nem me atrevi a espreitar. A rua que mais gostei foi a Crow Street, mas em geral é uma área que vale a pena espreitar.

   


6) Artistas de rua:
Em Sydney não é qualquer um que pode ser artista de rua. Não, primeiro têm audições para ver se são alguma coisa de jeito e depois alguém lhes dá uma autorização para actuarem nas ruas. Existem três sítios onde vi artistas particularmente bons: Circular Quay, Hyde Park e na parte de fora do Westfield Shopping Centre, zona onde há uma Zara.

7) Bondi e Costal Walk: Uma das praias mais famosas do mundo! Bondi é tudo aquilo que os filmes e séries prometem: grandes, cheia de surfistas gostosos, helicópteros a patrulhar para ver se há tubarões e uma vista fenomenal. Os preços são ainda mais caros do que o normal por isso aconselho-te a levares comida contigo. A começar em Bondi existe um caminho que percorre a costa até à praia de Coogee. As vistas são fantásticas e podes sempre dar um mergulho a meio para refrescar!

 8) Manly e Coastal Walk: Manly fica a cerca de 30 minutos de Sydney (também podes usar o passe Opal). É uma área que já não parece minimamente uma cidade, tem praia e árvores e mais uma vez, um trilho costeiro! Este por sua vez é bastante maior, tem 10km, e juro que tem uma vista espectacular em dias de não nevoeiro (como o dia em que fui!). Tem só atenção às aranhas nas árvores, é bem possível que dês de caras com uma teia/aranha gigante.


9) Blue Mountains
Aaaaaai as Blue Mountains! Facilmente o meu segundo sítio preferido na Austrália (a seguir à Fraser Island). A cerca de hora e meia de Sydney fica este paraíso maravilho com paisagens deslumbrantes e caminhadas duras, mas que valem bem a pena. É possível fazê-lo como uma day trip a partir de Sydney. Ficam aqui algumas imagens porque o post completo e detalhado está aqui.

 Sydney é verdadeiramente uma cidade incrível. Visita obrigatória pelo menos uma vez na vida!

Dicas rápidas

Transportes: o sistema de transportes em Sydney é fantástico. E também é extraordinariamente caro! Por isso se puderes andam o mais possível e um alojamento relativamente central provavelmente vai poupar-te muito dinheiro. Tem a vantagem de não gastares mais de 15 dólares por dia (quando atingires este valor o sistema não te tira mais dinheiro do cartão). Aos domingos podes fazer as viagens todas que quiseres por 2.5 dólares. Ou seja, podes ir às Blue Mountains e voltar por esse valor.

Os cartões Opal compram-se nas lojas de conveniência, aeroporto e algumas estacões (como a Central Station) e podem ser carregados lá ou em máquinas especificas. O menor carregamento é de 10 dólares. Os bilhetes para o aeroporto é que são um facada! 17 dólares!!!

Alojamento: recomendo mil vezes Couchsurfing. Os australianos foram, até agora, dos melhores hosts que tive e numa cidade tão cara acho que vale mesmo a pena. Se não, posso mais ou menos recomendar o meu hostel Surry Hills Vill. É decente, mas nada de especial. E caríssimo claro. Cerca de 25€ por noite com “diz que é uma espécie de pequeno almoço” incluído.

Comida: peço desculpa ao teu colesterol por esta informação mas o Domino’s é claramente a opção mais barata de alimentação na Austrália: 6 dólares por uma pizza. É isto.
 
Boas mudanças!

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Melbourne: uma pitada de Europa com um cheirinho a Nova Iorque https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/04/melbourne-dois-dias-melbourne/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=melbourne-dois-dias-melbourne https://www.mudancasconstantes.com/2017/09/04/melbourne-dois-dias-melbourne/#comments Mon, 04 Sep 2017 18:22:52 +0000 http://mudancasconstantes.com/?p=1653 Aaaah, Melbourne. Sabes aqueles sítios onde nos sentimos imediatamente confortáveis e em casa? Foi assim que me senti assim que saí da Melbourne Central e comecei a explorar o centro da cidade. Melbourne vibra! As pessoas, a arte urbana, a cultura e claro, a “food scene”. Parece que toda a gente em Melbourne é viciada em comida e por todo o lado há cafés, bares e restaurantes de todo o mundo, para todos os gostos e dietas da moda. Adoro a palavra todo!! Claro que as pessoas que conheces têm sempre um peso importantíssimo e tive a sorte de ter um host que me levou logo a uma festa de anos com imensos amigos dele. No dia seguinte conheci um rapaz de Melbourne através do Couchsurfing com quem me dei super bem e que me mostrou algumas partes da cidade. Por isso, a minha introdução a Melbourne não podia ter sido mais feliz. E o que é que há para fazer em Melbourne? Imensa coisa! Infelizmente só tive dois dias para ver a cidade, mas ficam aqui as minhas melhores dicas e espero que gostes de Melbourne tanto quanto eu! 🙂 1) Self Guided Walking Tour: Se há coisa que distingue Melbourne de todas as outras cidades, são as suas “laneways”. Ruas estreitas, meio escondidas com pequenas pérolas para descobrir. Deixo-te aqui um link que o meu host me enviou no primeiro dia e que me guiou muito bem pelas melhores lanes da cidade. 2) Street Art: Melbourne é um destino de sonho para todos os amantes de arte urbana. Montes e montes de murais incríveis, alguns ainda “em construção” como mostra a foto de cima. 3) Free Walking Tour: Esta é uma das minhas sugestões habituais. Na Austrália não achei estas tours nada de especial, mas como são gratuitas também não magoam ninguém. A de Melbourne começa todos os dias às 10.30 ou 14.30 e tem a duração de duas e meia a três horas. 4) State Library of Victoria: Quem é que não adora bibliotecas? 😀 A jóia da coroa da biblioteca de Melbourne é uma sala chamada “The La Trobe Reading Room”. Uma sala octogonal, com uma cúpula gigante. Pode ser visitada diariamente e muitas vezes até têm visitas guiadas gratuitas! Toda a informação sobre o que podes ver e fazer durante a tua visita aqui. 5) Festivais: Melbourne é uma cidade com muita coisa a acontecer. Quando a visitei foi mesmo na altura do International Comedy Fest, que decorria durante o mês de Abril. Dezenas de gigs e espectáculos de stand up comedy a preços muito razoáveis. Por isso faz uma pesquisa rápida e vê se há alguma coisa fixe a acontecer à tua volta. 6) Come o mundo: Como disse na introdução, Melbourne tem restaurantes de todo o mundo. A Austrália é um país de imigrantes e por isso é o lugar perfeito para provar um bocadinho que cada país. Posso recomendar o delicioso restaurante Delhi Streets. Comida espectacular (muita comida!) a preços muito razoáveis. 7) Conhece os locais: O que me fez apaixonar pela Austrália foram mesmo as pessoas! Super acolhedoras, simpáticas e divertidas. A comunidade de Couchsurfers é bastante grande na Austrália e por isso não podia deixar de ser uma das minhas recomendações. E é isto! Claro que se tiveres tempo podes sempre explorar St. Kilda (praia) ou a Phillip Island que tem pinguins. Se não, é aproveitares esta cidade que tem ruas e edifícios tão europeus (incluindo eléctricos) e uma vibe muito nova iorquina! Dicas rápidas: Transportes: quando chegares à Melbourne Central podes comprar um cartão MyKi e carregá-lo de acordo com  a área onde vais ficar. Eu estava nos subúrbios, mas tive a sorte de estar na cidade durante um fim de semana o que significa que podes ir a todo o lado com 6 dólares. Se ficares num alojamento central, duvido que vás precisar de transportes, a cidade faz-se super bem a pé. Aeroporto – Cidade: Esta dói um bocadinho. Só existe uma forma de transporte público para o aeroporto de Melbourne e, como tal, os preços praticados são ridículos. 19 dólares por um bilhete para o shuttle que te leva até à estação central de comboios e transportes de Melbourne.

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Aaaah, Melbourne. Sabes aqueles sítios onde nos sentimos imediatamente confortáveis e em casa? Foi assim que me senti assim que saí da Melbourne Central e comecei a explorar o centro da cidade. Melbourne vibra! As pessoas, a arte urbana, a cultura e claro, a “food scene”. Parece que toda a gente em Melbourne é viciada em comida e por todo o lado há cafés, bares e restaurantes de todo o mundo, para todos os gostos e dietas da moda. Adoro a palavra todo!!

Claro que as pessoas que conheces têm sempre um peso importantíssimo e tive a sorte de ter um host que me levou logo a uma festa de anos com imensos amigos dele. No dia seguinte conheci um rapaz de Melbourne através do Couchsurfing com quem me dei super bem e que me mostrou algumas partes da cidade. Por isso, a minha introdução a Melbourne não podia ter sido mais feliz.

E o que é que há para fazer em Melbourne? Imensa coisa! Infelizmente só tive dois dias para ver a cidade, mas ficam aqui as minhas melhores dicas e espero que gostes de Melbourne tanto quanto eu! 🙂

1) Self Guided Walking Tour: Se há coisa que distingue Melbourne de todas as outras cidades, são as suas “laneways”. Ruas estreitas, meio escondidas com pequenas pérolas para descobrir. Deixo-te aqui um link que o meu host me enviou no primeiro dia e que me guiou muito bem pelas melhores lanes da cidade.

2) Street Art: Melbourne é um destino de sonho para todos os amantes de arte urbana. Montes e montes de murais incríveis, alguns ainda “em construção” como mostra a foto de cima.

3) Free Walking TourEsta é uma das minhas sugestões habituais. Na Austrália não achei estas tours nada de especial, mas como são gratuitas também não magoam ninguém. A de Melbourne começa todos os dias às 10.30 ou 14.30 e tem a duração de duas e meia a três horas.

4) State Library of Victoria: Quem é que não adora bibliotecas? 😀 A jóia da coroa da biblioteca de Melbourne é uma sala chamada “The La Trobe Reading Room”. Uma sala octogonal, com uma cúpula gigante. Pode ser visitada diariamente e muitas vezes até têm visitas guiadas gratuitas! Toda a informação sobre o que podes ver e fazer durante a tua visita aqui.

Rights: Wikipedia

5) Festivais: Melbourne é uma cidade com muita coisa a acontecer. Quando a visitei foi mesmo na altura do International Comedy Fest, que decorria durante o mês de Abril. Dezenas de gigs e espectáculos de stand up comedy a preços muito razoáveis. Por isso faz uma pesquisa rápida e vê se há alguma coisa fixe a acontecer à tua volta.

6) Come o mundo: Como disse na introdução, Melbourne tem restaurantes de todo o mundo. A Austrália é um país de imigrantes e por isso é o lugar perfeito para provar um bocadinho que cada país. Posso recomendar o delicioso restaurante Delhi Streets. Comida espectacular (muita comida!) a preços muito razoáveis.

Só as entradas!

7) Conhece os locais: O que me fez apaixonar pela Austrália foram mesmo as pessoas! Super acolhedoras, simpáticas e divertidas. A comunidade de Couchsurfers é bastante grande na Austrália e por isso não podia deixar de ser uma das minhas recomendações.

E é isto! Claro que se tiveres tempo podes sempre explorar St. Kilda (praia) ou a Phillip Island que tem pinguins. Se não, é aproveitares esta cidade que tem ruas e edifícios tão europeus (incluindo eléctricos) e uma vibe muito nova iorquina!

Dicas rápidas:

Transportes: quando chegares à Melbourne Central podes comprar um cartão MyKi e carregá-lo de acordo com  a área onde vais ficar. Eu estava nos subúrbios, mas tive a sorte de estar na cidade durante um fim de semana o que significa que podes ir a todo o lado com 6 dólares. Se ficares num alojamento central, duvido que vás precisar de transportes, a cidade faz-se super bem a pé.

Aeroporto – Cidade: Esta dói um bocadinho. Só existe uma forma de transporte público para o aeroporto de Melbourne e, como tal, os preços praticados são ridículos. 19 dólares por um bilhete para o shuttle que te leva até à estação central de comboios e transportes de Melbourne.

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